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Lula diz que vai mandar a Nunes Marques sigilos bancário e telefônico dele e dos filhos e cobra Flávio a fazer o mesmo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira que vai enviar ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, dados de seus sigilos bancário e telefônico, assim como de seus filhos, como Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O presidente cobrou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), seu adversário, faça o mesmo.
— Estou mandando para o presidente do TSE abrindo meu sigilo telefônico, meu sigilo bancário e da família e dos meus cinco filhos. E pedindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. Vou entregar isso amanhã, no TSE, na expectativa que candidato adversário abra seu sigilo, das suas empresas e da sua família. É preciso de uma vez por todas acabar com a história de chamar gente honesta de ladrão.
Lula não tem telefone celular e utiliza para se comunicar o aparelho do ajudante de ordens e da primeira-dama, Janja da Silva. O presidente é pai de Lulinha, Lurian, Marcos, Sandro e Luis Claudio. Lula havia adotado mesmo tom durante o debate da Band neste domingo. No fim do programa, Flávio ironizou o fato de Lula não ter celular.
O programa foi o primeiro embate direto entre os adversários desta eleição, marcado por trocas de farpas entre os candidatos, trocas de acusações e interferências da plateia.
— Eu vou fazer uma proposta para você para amanhã abrirmos a nossa conta bancária e o nosso sigilo bancário para que o povo brasileiro saiba quem é ladrão nesse país. Eu abro da minha família e você abre da sua. Nós entregamos para o presidente da Suprema Corte e do Tribunal Superior Eleitoral o seu documento e o meu para avaliarem antes das eleições, para que o povo saiba quem é corrupto e ladrão, porque, senão, eles vão ser enganados de novo — disse Lula.
O mandatário repetiu o comentário durante uma entrevista concedida dentro dos estúdios da Band, após o término do debate. Nas redes sociais, apoiadores do petista também fizeram publicações sobre o tema, na tentativa de aumentar o coro relacionado ao "desafio" proposto pelo mandatário, e subiram a hashtag "Abre o sigilo Flávio".
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— Eu resolvi fazer um desafio ao meu adversário, porque não é possível um debate em que se fala de corrupção e não se toma uma atitude. Eu tomei a atitude de desafiá-lo a abrir os sigilos telefônico e bancário para saber quem é corrupto nesse país. Todo mundo acusa todo mundo e ninguém apura nada. Eu me disponho a fazer isso e vou ficar fazendo esse desafio para ele até o próximo debate — declarou Lula, em referência ao próximo confronto entre os dois, organizado pela TV Globo na próxima sexta-feira.
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Em resposta, Flávio ironizou o comentário ao citar que Lula, conhecidamente, não tem celular e disse que suas contas estão "abertas" e foram declaradas para a Receita Federal.
— Eu pude rebater várias mentiras que falou aqui, e algumas chegam a ser engraçadas. Por exemplo, ele propõe a queda do sigilo telefônico quando ele não tem celular. As minhas contas sempre estiveram abertas, eu tenho tudo que é meu declarado pela Receita e tudo está bonitinho — afirmou Flávio.
Durante o debate, Flávio perguntou se Lula conhecia Roberta Luchsinger, lobista investigada junto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente. Segundo o candidato à reeleição, ela é "assunto da Polícia Federal", mas o adversário seguiu na pauta, e o presidente disse que, ao contrário de Jair Bolsonaro, não protegeria o próprio filho.
Ao manter a discussão na seara dos escândalos, o petista trouxe à tona o caso Master, no qual Flávio é investigado, e perguntou mais de uma vez onde foram parar os R$ 134 milhões pagos pelo banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a cinebiografia de Bolsonaro. Chegou a mencionar os "bacanais" revelados a partir das apurações da Polícia Federal sobre o banco.