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Dois homens são presos pela PM em Boa Vista com R$ 30 mil nas meias suspeitos de compra de votos na reta final das eleições
O agente de trânsito Paulo Roberto Alves Temoteo, de 46 anos, e Jesus Ribeiro, de 47 anos, foram presos em flagrante pela Polícia Militar e encaminhados à sede da Polícia Federal em Boa Vista após apresentarem resistência à abordagem e risco de fuga nas proximidades da Avenida Capitão Ene Garcez, no bairro Mecejana. A prisão ocorreu no início da tarde desta sexta-feira, antevéspera do pleito, sob a suspeita de prática de crime eleitoral.
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A dupla transportava R$ 30 mil em cédulas de R$ 100 ocultados dentro de suas próprias meias e sapatos, além de cerca de R$ 500 para uso pessoal. Em depoimento registrado pela guarnição da PM, os conduzidos admitiram que o montante seria destinado à compra ilícita de votos pelo valor aproximado de R$ 300 cada e relataram vínculo de trabalho com o candidato Nicoletti.
A interceptação ocorreu quando policiais militares identificaram uma caminhonete trafegando de forma suspeita no intenso fluxo de veículos em frente ao Hospital Geral de Roraima (HGR), realizando a abordagem nas imediações do Cine Super K e da Praça Ayrton Senna.
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Durante a busca pessoal, foram apreendidos três pacotes de R$ 10 mil escondidos nos calçados, sendo dois em posse de Paulo Roberto e um com Jesus. Além do montante em espécie e do veículo, os policiais apreenderam um rádio comunicador, localizado atrás do banco traseiro do automóvel, e um celular pertencente a Jesus, que continha adesivos de campanha eleitoral dos candidatos Nicoletti e Zé Haroldo.
Questionados sobre a origem das cédulas, os suspeitos explicaram ter recebido a quantia de um terceiro condutor em outro veículo. Nas declarações anotadas pela polícia, Jesus Ribeiro afirmou trabalhar há mais de um mês para Nicoletti, com remuneração de R$ 3 mil, atribuindo a ele a propriedade do dinheiro, enquanto Paulo Roberto declarou prestar serviços para Nicoletti e Arthur.
Jesus ressaltou que o candidato Zé Haroldo não possuía ligação com o valor apreendido, figurando apenas como seu candidato a deputado federal. Devido à resistência e ao risco de fuga apresentados na abordagem, o uso de algemas foi empregado conforme prevê a Súmula Vinculante 11 do STF, e os suspeitos foram apresentados à Polícia Federal para a apuração do enquadramento no artigo 299 do Código Eleitoral.
Em nota enviada sobre as apurações, a assessoria do candidato Nicoletti informou que enfrenta uma série de publicações com desinformação por parte de opositores no período eleitoral, reiterando que confia nas investigações das autoridades e permanece à disposição da Justiça.
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