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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial]

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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 23h
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Esta casa de luxo com dez andares já foi uma torre d’água em Londres
Erguida no século 19 para armazenar água, uma torre vitoriana de 30 metros no sul de Londres, na Inglaterra, ganhou uma segunda vida que pouco lembra sua função original. Depois de décadas de abandono, a construção de tijolos em Kennington foi transformada em uma residência de luxo de dez andares, com interiores contemporâneos, uma extensão envidraçada e uma sala panorâmica instalada justamente onde antes ficava o reservatório. A reforma, acompanhada pelo programa Grand Designs, do Channel 4, tornou-se uma das mais conhecidas da atração — e agora a propriedade voltou ao mercado por £ 2,75 milhões, cerca de R$ 18,56 milhões, valor aproximadamente £ 4 milhões — quase R$ 27 milhões — inferior ao pedido feito mais de uma década atrás. A torre, construída em 1867 para abastecer o antigo Lambeth Workhouse, um abrigo assistencial, guardava um reservatório com capacidade para 38 mil galões de água. O edifício também carrega uma curiosidade histórica: Charlie Chaplin passou um período nessa instituição durante a infância, quando vivia em situação de pobreza com a mãe. A mudança de função começou em 2011, quando os incorporadores Leigh Osborne e Graham Voce compraram a propriedade por £ 380 mil, cerca de R$ 2,56 milhões. A estimativa inicial era gastar £ 600 mil na conversão, o equivalente hoje a aproximadamente R$ 4,05 milhões, mas a complexidade da obra fez o orçamento crescer rapidamente. Construída em 1867, a torre que guardava um reservatório com capacidade para 38 mil galões de água, carrega uma curiosidade histórica: Charlie Chaplin passou um período no asilo vizinho durante a infância, quando vivia em situação de pobreza com a mãe Channel 4/Daily Mail/Reprodução No fim, mais de £ 2 milhões — cerca de R$ 13,5 milhões — foram investidos na transformação. O trabalho incluiu a substituição de 4 mil tijolos, a instalação de 47 janelas e intervenções importantes na estrutura original. Só os vidros teriam consumido £ 250 mil, aproximadamente R$ 1,69 milhão, enquanto os andaimes acrescentaram outras £ 70 mil, ou cerca de R$ 472 mil, às despesas. Leia mais O projeto preservou a presença maciça da torre de alvenaria, mas introduziu elementos assumidamente contemporâneos. No térreo, um volume de aço e vidro conhecido como Cubo amplia a casa horizontalmente e concentra cozinha e área de convivência em planta aberta. Grandes painéis de vidro de correr conectam o interior ao exterior, enquanto o teto da extensão funciona como terraço. Um volume de aço e vidro foi incorporado à torre, onde se concentram cozinha e área de convivência, com grandes painéis de vidro de correr conectando o interior ao exterior Channel 4/Daily Mail/Reprodução A circulação é um dos elementos mais marcantes da residência. Os diferentes níveis são ligados pela escada original de pedra Yorkstone, enquanto uma torre independente de elevador se conecta à construção por passarelas envidraçadas. A organização vertical distribui seis quartos e quatro banheiros ao longo dos pavimentos, mantendo em evidência as paredes espessas de tijolos e as altas janelas arqueadas do edifício vitoriano. O ponto alto, literalmente, está no topo dos 122 degraus. O antigo reservatório de ferro fundido foi convertido na chamada Prospect Room, uma sala cercada por aberturas que enquadram Londres em diferentes direções. Dali, é possível avistar marcos como o Parlamento, a London Eye, The Shard, a City e Canary Wharf. O ambiente pode funcionar tanto como estar quanto como sala de jantar, transformando a estrutura industrial original em um dos espaços mais singulares da casa. O terraço conta lounge, mesa de jantar e uma banheira de hidromassagem Channel 4/Daily Mail/Reprodução A decoração também passou a ajudar na orientação dentro do imóvel. Com tantos andares, diferentes obras de arte foram colocadas junto às escadas para identificar os níveis e tornar a circulação mais intuitiva. Mais tarde, os moradores acrescentaram ainda uma banheira de hidromassagem ao terraço, aproveitando a vista panorâmica sobre a capital britânica. Leia mais A casa ganhou projeção internacional ao aparecer no 100º episódio de Grand Designs, apresentado por Kevin McCloud. Apesar da fama, sua trajetória no mercado imobiliário teve altos e baixos. Em 2013, os responsáveis pela reforma buscavam £ 6,5 milhões — cerca de R$ 43,86 milhões — pela propriedade, mas ela não encontrou comprador naquele momento e chegou a funcionar como hospedagem pelo Airbnb. Em junho de 2021, foi adquirida pelo empresário Jamie Hamer por £ 2,5 milhões, aproximadamente R$ 16,87 milhões. Ele se mudou para a torre com a arquiteta Susanna Citrano e os dois cães. A fama conquistada pela residência depois de aparecer no Grand Designs, no entanto, continuou atraindo curiosos: fãs do programa apareciam à porta pedindo para conhecer os interiores. Alguns chegavam a imaginar que a construção abrigasse vários apartamentos e se surpreendiam ao descobrir que os dez andares pertenciam a uma única casa. Jamie, que sempre se interessou por castelos, viu na torre uma espécie de versão urbana desse imaginário, em pleno centro de Londres.
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De lar ao pior pesadelo: qual é o papel da casa nos filmes de terror?
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6 flores que se tornaram símbolos da comunidade LGBTQIA+
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Como congelar feijão cozido? 8 passos para não errar na conservação do alimento
Abrir a geladeira e encontrar um pote de sorvete com feijão é uma das cenas do imaginário brasileiro. Além de decepcionante para as crianças que buscavam um doce, o método de congelamento não é o recomendado por especialistas, visto que o plástico do recipiente nem sempre é feito para ser reutilizado. Mas qual é a maneira correta de armazenar o feijão cozido? Mais do que escolher um pote bem vedado e próprio para comida, é preciso tomar cuidados quanto ao tempo que o alimento fica fora da geladeira, fugir do hábito de recongelar e sempre anotar quando o preparo foi feito. “Não se deve depender apenas da memória, do cheiro ou da aparência. Algumas bactérias capazes de causar doenças não provocam alterações visíveis no alimento”, alerta Manuela Dolinsky, professora do Departamento de Nutrição e Dietética da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF). Para garantir que o feijão esteja saboroso, com a textura ideal e seguro para consumo, é indicado armazená-lo corretamente e respeitar os prazos de conservação Pexels/José Roberto Oliveira/Creative Commons Aqui, separamos as principais recomendações para o armazenamento do alimento. Confira! 1. Não espere esfriar em temperatura ambiente Após cozinhar o feijão, a recomendação é levá-lo à geladeira ou ao congelador pouco tempo depois. Duas horas é o limite sugerido de tempo que o alimento pode ficar em temperatura ambiente. “Em dias muito quentes, com temperatura acima de aproximadamente 32 °C, esse intervalo deve ser ainda menor, de cerca de uma hora”, afirma Manuela. “Após esse período, aumenta o risco de multiplicação microbiana, tornando o alimento inadequado para o consumo”, adiciona Hayanna Adlley Santos de Arruda, professora do curso de nutrição da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Leia mais Segundo os especialistas, não há problema em colocar o feijão ainda quente na geladeira ou no congelador. Porém, panelas grandes e muito quentes podem elevar temporariamente a temperatura de outros preparos já resfriados. Para evitar essa mudança de temperatura, a sugestão é escolher potes menores ou usar algumas estratégias para acelerar a mudança de temperatura antes de levar a geladeira. “Uma possibilidade é colocar a panela ou o recipiente em um banho de água fria ou com gelo, mexendo o conteúdo com um utensílio limpo. Assim que perder o excesso de calor, o alimento deve ser refrigerado”, aconselha Manuela. O costume de esperar os alimentos esfriarem antes de guardá-los na geladeira pode ser perigoso, pois o tempo prolongado em temperatura ambiente favorece a multiplicação de microrganismos Magnific/Creative Commons 2. Escolha recipientes pequenos e seguros para alimentos Mais do que o tipo de material, é importante que o recipiente seja próprio para o contato com alimentos, além de estar íntegro, higienizado e possuir uma tampa com boa vedação. “A vedação adequada ajuda a evitar a entrada de contaminantes e preserva melhor as características da comida”, afirma Hayanna. Vale checar também se o pote pode ser congelado e ir para o micro-ondas, o que deixa a rotina mais prática caso queira aquecer o feijão no mesmo recipiente. “Tanto potes de vidro quanto recipientes plásticos adequados podem ser utilizados”, pontua a professora da UFF. A principal diferença está no material: potes de vidro facilitam a visualização do conteúdo e não retêm odores nem manchas. Já os recipientes plásticos são leves e resistentes a quedas, mas tendem a absorver cheiros e resíduos de gordura com facilidade. Prefira potes rasos, íntegros e próprios para armazenar alimentos e que sejam adequados ao congelamento, facilitando o armazenamento e o descongelamento do feijão Magnific/Creative Commons “Não se deve reutilizar indiscriminadamente embalagens descartáveis, como potes de sorvete ou margarina, especialmente para aquecimento, porque elas podem não ter sido desenvolvidas para sucessivos usos, congelamento ou altas temperaturas”, indica Manuela. Além do tipo de material, os especialistas sugerem a escolha por recipientes menores ou rasos, que proporcionam um congelamento ou resfriamento rápido e uniforme. Uma grande quantidade de feijão em uma panela ou pote muito fundo demora para esfriar no centro, o que pode permitir a multiplicação de microrganismos. Congelar porções pequenas permite, ainda, a utilização apenas da quantidade de feijão que será utilizada. “É recomendado armazená-lo em pequenas porções, evitando manipulações frequentes e reduzindo o risco de contaminação a cada utilização”, diz Hayanna. “O tamanho das porções pode ser definido de acordo com o consumo da família: porções individuais, para duas pessoas ou suficientes para uma refeição”, acrescenta Manuela. 3. Anote a data de produção Etiquete o feijão e os demais alimentos armazenados na geladeira ou no congelador com a data de preparo, facilitando o controle do tempo de conservação e evitando o consumo fora do prazo recomendado Magnific/Creative Commons Sempre etiquete os recipientes, adicionando a data em que o feijão foi preparado, visto que o tempo de armazenamento pode ser esquecido na correria do dia a dia e a contaminação nem sempre é visível. “O feijão contaminado, na maioria das vezes, não apresenta sinais visíveis. As alterações ficam evidentes apenas quando ocorre a deterioração do alimento, causada por microrganismos deteriorantes, que provocam mudanças como odor desagradável, alteração de sabor, textura e aspecto”, explica Hayanna. 4. Deixe na geladeira por até cinco dias Para conservar o feijão cozido na geladeira, armazene-o em recipientes próprios para alimentos, bem fechados e em porções adequadas ao consumo, respeitando o prazo recomendado de conservação Pexels/Towfiqu barbhuiya/Creative Commons A recomendação da Anvisa para serviços de alimentação é de que ingredientes cozidos sejam mantidos sob refrigeração, a 4 °C ou menos, por até cinco dias. Porém, Manuela recomenda atenção redobrada no ambiente doméstico. “Em casa, a temperatura da geladeira pode oscilar com a abertura frequente da porta, pode ocorrer o armazenamento excessivo e eventuais falhas de refrigeração. Por isso, a orientação de três a quatro dias oferece uma margem mais conservadora”, fala. 5. Deixe no congelador por até três meses Para congelar o feijão, utilize recipientes próprios para alimentos e adequados ao congelador, deixando um pequeno espaço livre para a expansão do líquido durante o congelamento Pexels/Kevin Malik/Creative Commons Caso o consumo do feijão cozido ultrapasse quatro dias, o ideal é congelar o alimento. “Embora possa ocorrer uma pequena alteração na textura e no sabor, suas características nutricionais e sua segurança são preservadas”, conta Hayanna. Para ajudar a preservar a textura e evitar o ressecamento dos grãos, Manuela indica adicionar o caldo no momento do congelamento. “Ele deve ser colocado em recipientes próprios para congelamento, deixando um pequeno espaço livre, porque o líquido se expande ao congelar”, aconselha. Recomenda-se consumir o feijão congelado em até dois ou três meses. 6. Descongele na geladeira Na noite anterior em que o feijão será consumido, transfira a porção para a geladeira. Essa é a forma mais segura de descongelar. “Também é possível descongelar no micro-ondas ou aquecer diretamente na panela, desde que o alimento seja aquecido imediatamente e por completo”, diz Manuela. Por outro lado, o feijão não deve ser descongelado em temperatura ambiente, já que isso favorece a multiplicação de bactérias. “Na hora de aquecer, a orientação prática é mexer bem e observar se o caldo está fervendo e se não restaram pontos frios”, completa a professora da UFF. 7. Não recongele o feijão Após descongelar o feijão, o ideal é aquecer apenas a quantidade que será consumida e evitar recongelar o alimento depois que ele já foi descongelado Magnific/Creative Commons Após descongelar o feijão, não é recomendado voltar a congelar o restante. Por isso, a orientação das nutricionistas é de congelar na quantidade em que será consumido. “Uma vez descongelado, o feijão não deve ser recongelado, pois durante o processo de descongelamento pode ocorrer multiplicação de microrganismos, comprometendo a segurança do alimento e aumentando o risco de contaminação”, aponta Hayanna. 8. Armazene o feijão de acordo com a rotina Alho, cebola, sal e ervas podem deixar o feijão mais saboroso, mas não funcionam como conservantes: mesmo temperado, o alimento precisa seguir os mesmos cuidados de refrigeração, tempo e temperatura Magnific/Creative Commons Além de separar o alimento em porções adequadas para o consumo, é possível escolher a forma mais prática de armazená-lo: congelar já temperado ou temperá-lo após o descongelamento. A professora da UFPE conta que temperar o feijão no momento do consumo ajuda a preservar suas características sensoriais, embora, do ponto de vista da conservação, a ordem faça pouca diferença. Assim, é possível escolher a opção que melhor se adapta à rotina. “Guardar o feijão já temperado é prático para o consumo cotidiano”, diz Manuela. “Já congelá-lo sem tempero, ou com um tempero mais básico, pode oferecer maior versatilidade: depois de descongelado, é possível ajustar sal, ervas e outros ingredientes conforme a preparação”, completa. Leia também Como saber se devo descartar o feijão? Mesmo com todos os cuidados, alterações no alimento podem indicar que é hora de descartá-lo. As especialistas explicam que nem sempre é possível perceber a contaminação do feijão, mas mudanças em características como odor, cor e textura podem indicar deterioração. Conheça os principais sinais de deterioração: odor azedo, fermentado ou diferente do habitual; formação de espuma ou bolhas quando o feijão está frio; presença de mofo; textura viscosa ou pegajosa; mudança incomum de cor; caldo com aspecto ou consistência muito diferente do habitual; tampa estufada ou pressão anormal dentro do recipiente. “Se houver qualquer dúvida sobre as condições de conservação, o alimento deve ser descartado. Não se recomenda provar para verificar se ainda está bom”, finaliza Manuela.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 18/10/2026
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Madeira, pontos de cor e design brasileiro marcam apartamento de 296 m² no Ceará
Transformar a morada em cenário para a convivência foi o ponto de partida para a reforma deste apartamento de 296 m², no bairro Meireles, em Fortaleza, CE. Assinado pelo arquiteto Romário Rodrigues, do escritório homônimo (@romariorodriguesarquitetos), o projeto reorganizou a área social para atender à rotina de um casal jovem com dois filhos, que desejava espaços amplos para estar junto e receber amigos. A principal intervenção foi incorporar a varanda à sala, aproximando estar, TV e jantar. Tons claros formam a base, aquecida por diferentes madeiras, couro e tecidos texturizados, enquanto pontos de cor aparecem no mobiliário e na marcenaria. “A escolha dos materiais e da paleta buscou criar uma atmosfera leve, acolhedora e atemporal”, diz Romário. Na sala de estar, uma extensa marcenaria em madeira clara organiza a parede da TV e incorpora uma estante metálica vazada, onde livros, objetos e plantas deixam a composição mais leve. RETRATO | O casal Maria Teresa e Pedro, com os dois filhos num canto da sala de estar, que tem par de poltronas Trik, de Jader Almeida Denilson Machado/MCA Estúdio Na decoração, marca presença o design brasileiro: a poltrona Mole e o banco Mucki, de Sergio Rodrigues, além da poltronas H, de Zanine Caldas, e Trik, de Jader Almeida. Leia mais O sofá-ilha de veludo cinza-chumbo estabelece uma base sóbria e funcional, já que atende os dois lados da sala de estar. Pinceladas de cor, com a mesa de centro de mármore bordô e as cortinas em degradê de laranja, introduzem calor ao conjunto. SALA DE ESTAR | No outro lado do ambiente, a mesa de centro em mármore bordô, robusta e escultural, traz um ponto de cor, e a poltrona Kilin, de Sergio Rodrigues, mais uma referência ao design brasileiro. Um armário-adega envidraçado integra-se à marcenaria e funciona como bar e vitrine de coleção. Ao fundo, a varanda que foi integrada ao living Denilson Machado/MCA Estúdio Do lado oposto à TV, a adega envidraçada foi incorporada à marcenaria e funciona também como bar e vitrine para garrafas e objetos, o que pontua, mais uma vez, o caráter social do living. Leia mais “O mobiliário foi pensado em conjunto com os moradores, que buscavam uma curadoria de peças brasileiras, com predominância da madeira, do couro e de tecidos que trouxessem textura e aconchego”, afirma o arquiteto. SALA DE JANTAR | Pensado para encontros com mais pessoas, o ambiente traz peças contemporâneas e referências do design modernista brasileiro, enquanto os tecidos e detalhes pontuais acrescentam cor, como o estofado laranja das cadeiras Denilson Machado/MCA Estúdio A sala de jantar mantém a conexão visual com o estar e foi pensada para encontros maiores, seguindo a mistura entre itens contemporâneos e referências do design modernista brasileiro. Os tecidos e acabamentos pontuais acrescentam cor sem romper a unidade do conjunto. COPA | Na transição entre a área social e a cozinha, o espaço tem marcenaria executada pela Mogno Design criando um tipo de pórtico para o banco, que recebeu mesa e cadeiras para momentos do dia a dia em família Denilson Machado/MCA Estúdio Na copa, a proposta se torna mais informal. O ambiente, que conta com um pórtico em marcenaria que emoldura o banco da mesa, funciona como uma transição entre a área social e a cozinha, reforçando a ideia de que os diferentes usos do apê podem se aproximar sem necessariamente se confundirem. COZINHA | A ilha feita de travertino se destaca no contexto neutro, a exemplo dos armários, com execução da Kitchens, e as banquetas, todos em tom suave. As prateleiras abertas quebram a monotonia com objetos coloridos Denilson Machado/MCA Estúdio Na cozinha, a marcenaria nude cria uma base neutra, interrompida por prateleiras abertas com objetos coloridos. A ilha central de travertino concentra o cooktop e recebe banquetas em tom terroso, enquanto nichos revestidos com a mesma pedra envolvem a área da bancada da pia e garantem continuidade material. QUARTO DO CASAL | A paleta serena, entre bege e areia, traz calma e bem-estar ao ambiente. Destaque para os pendentes articulados em preto e latão, adquiridos na ALED Denilson Machado/MCA Estúdio Na suíte do casal, a atmosfera se torna mais serena. Bege e areia dominam o espaço, acompanhados por persianas de madeira que filtram a luz e por tecidos de diferentes texturas. Sobre a cama, pendentes articulados em preto e latão funcionam como elementos escultóricos. QUARTO DO CASAL | A penteadeira integrada com espelho circular emoldurado recebeu cadeira Joy, de Jader Almeida, com estampa camuflada colorida, que contrasta com a neutralidade geral Denilson Machado/MCA Estúdio A penteadeira integrada à marcenaria ganha espelho circular e a cadeira Joy, de Jader Almeida, em uma composição que contrapõe a neutralidade do dormitório a um estofado estampado mais expressivo. BANHEIRO DO CASAL | A pedra natural é protagonista no ambiente, com seus veios funcionando como elemento decorativo. Nichos moldados no material e um banco trazem funcionalidade na área do boxe Denilson Machado/MCA Estúdio O banheiro do casal segue a intenção de unir conforto e materialidade. A pedra natural assume protagonismo, com seus veios e variações que atuam como elemento decorativo. Nichos e banco trazem funcionalidade na área do boxe. QUARTO INFANTIL | A madeira preserva a unidade do projeto, porém com uma linguagem mais livre, como os pontos de cor na parede e na cadeira. Soluções funcionais e de armazenamento foram pensadas para a rotina da criança, a exemplo da escrivaninha e do armário aéreo ao lado da cama Denilson Machado/MCA Estúdio A madeira no quarto do filho mantém a conexão com o restante do apartamento, mas a linguagem ganha liberdade, com cores pontuais. A decoração acomoda a rotina da criança sem perder o caráter contemporâneo do projeto, com soluções de armazenamento e mobiliário adequadas ao uso cotidiano, como uma escrivaninha logo ao lado da cama. Veja mais: Newton Lima visita a casa de Mário Almeida (vídeo abaixo) Newton Lima visita a casa de Mário Almeida
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 17/10/2026
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Coberturas de John Legend e Chrissy Teigen voltam ao mercado por R$ 113,9 milhões
As antigas coberturas de John Legend e Chrissy Teigen em Nova York, EUA, voltaram ao mercado, desta vez por US$ 22,5 milhões (cerca de R$ 113,9 milhões). As duas residências ocupam parte dos andares superiores do Brewster Carriage House, edifício histórico do século 19 localizado em Nolita, em Manhattan, e podem ser compradas juntas ou separadamente. O casal começou a formar o conjunto em 2018, quando adquiriu o primeiro penthouse por US$ 9,02 milhões (cerca de R$ 45,7 milhões). Dois anos depois, comprou a unidade vizinha por US$ 7,7 milhões (cerca de R$ 39 milhões). A ideia era unir os dois imóveis e criar uma residência de aproximadamente 567 m², distribuída por todo o sexto andar e parte do quinto. A transformação, porém, nunca saiu do papel. Com a rotina profissional concentrada principalmente em Los Angeles, o músico e a modelo decidiram não encarar uma obra de grande porte em Nova York. Em 2022, venderam as duas unidades juntas por US$ 16,75 milhões (cerca de R$ 84,8 milhões), incluindo os planos de integração. Banhada por luz natural, a área social do Penthouse South tem sala de jantar com lareira Corcovan/Reprodução O proprietário atual preferiu seguir outro caminho. Em parceria com a designer de interiores Augusta Hoffman, atualizou as duas coberturas mantendo as residências independentes. Agora, elas retornam ao mercado com propostas distintas: o Penthouse South custa US$ 12,5 milhões (cerca de R$ 63,3 milhões), enquanto o Penthouse North está anunciado por US$ 10 milhões (cerca de R$ 50,6 milhões). Leia mais Um dos quartos tem parede de tijolos pintados de branco Corcovan/Reprodução Localizado no sexto andar, o Penthouse South tem cerca de 242 m², três quartos e três banheiros. O coração da planta é uma ampla área social com pé-direito de aproximadamente 3,65 m, banhada por luz natural graças à orientação sudeste. Detalhes escultóricos em travertino ajudam a definir os interiores e acrescentam uma linguagem mais contemporânea ao apartamento. Acima da unidade, um terraço privativo de aproximadamente 167 m² amplia a área de convivência e cria uma extensão ao ar livre para o living. Já o Penthouse North é maior e ocupa dois pavimentos, com cerca de 325 m². São três quartos, dois banheiros completos e dois lavabos, além de diferentes ambientes destinados a receber. Entre eles estão um grande living e uma sala de mídia no piso inferior. Na Penthouse North, a história industrial do edifício construído na década de 1850 é bem presente, com tijolos aparentes, colunas originais de ferro fundido, vigas à mostra e grandes janelas com caixilhos metálicos Corcovan/Reprodução Nesse apartamento, a história industrial do edifício aparece com mais força. Colunas originais de ferro fundido com capitéis coríntios dividem espaço com vigas aparentes, grandes janelas com caixilhos metálicos e paredes de tijolos à vista. A combinação cria um contraponto entre a estrutura original da antiga fábrica de carruagens e as atualizações mais recentes dos interiores. A sala de estar do Penthouse North tem detalhes em tijolos e uma lareira ladeada por nichos feitos na alvernaria, que formam prateleiras Corcovan/Reprodução O terraço do Penthouse North tem cerca de 139 m² e funciona como uma espécie de refúgio suspenso sobre Manhattan. Somadas, as áreas externas das duas unidades chegam a aproximadamente 307 m². Leia mais Ambas coberturas possuem terraços privativos ao ar livre com o skyline de Manhattan Corcovan/Reprodução Construído originalmente na década de 1850, o Brewster Carriage House foi posteriormente convertido em um condomínio de seis andares. A arquitetura preserva referências de seu passado industrial, mas hoje abriga residências de alto padrão em uma das regiões mais disputadas de Manhattan. A atual configuração permite tanto manter os imóveis independentes quanto retomar, no futuro, a ideia de transformá-los em uma única residência de grandes proporções. Quem optar pelo conjunto completo terá cerca de 567 m² de interiores, seis quartos e uma extensa área externa distribuída entre os terraços.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 17/10/2026
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5 ideias para decorar a porta de casa no Halloween e surpreender os vizinhos
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Casa projetada por Sergio Rodrigues no RJ está à venda por mais de R$ 5 milhões
Uma das raras residências que integram o portfólio de imóveis assinados pelo mestre do design e da arquitetura Sergio Rodrigues foi colocada à venda por R$ 5,5 milhões. Batizada de Mata Nova, a propriedade fica no distrito rural de Secretário, em Petrópolis, e se consolida como um autêntico refúgio bucólico em meio à Região Serrana fluminense. Com 410 m² de área construída, a residência dispõe de quatro quartos e seis banheiros. O projeto arquitetônico se destaca pela composição geométrica marcante, que prioriza recortes precisos, volumes retangulares e uma integração fluida. Encomendada originalmente para ser a morada de uma família, a Casa Mata Nova reflete a personalidade de seus primeiros proprietários no traço caloroso de Sergio. Antes mesmo de cruzar a entrada, a atmosfera e a identidade latina se revelam na fachada, marcada por caixilhos e janelas dispostos em cores vibrantes. Com traço modernista, a residência assinada por Sergio Rodrigues se distribui em três pavilhões, implantados de forma a acompanhar as aclives e especificidades do terreno Marcos Antonio/Editora Globo Outro detalhe que enriquece a composição visual são os azulejos. Em um vídeo publicado no TikTok, a arquiteta Julia Feu, que cresceu no imóvel, revelou que os primeiros proprietários, o cineasta Arthur Fontes e a mexicana Gabriela Fontes, trouxeram um container de azulejos do México para compor os ambientes. “Cada banheiro tem seu estilo próprio, com cores diferentes”, ela diz. Leia Mais Ainda na parte interna, o lavabo é o grande destaque. Com formato arredondado, Sergio transformou um espaço convencional, tradicionalmente concebido como uma caixa, em uma verdadeira obra arquitetônica, que foi apelidado por ele como "barrilzinho". No interior da residência, os banheiros ganham protagonismo. Os revestimentos das pias e paredes recebem azulejos artesanais de origem mexicana Latin Exclusive/Reprodução A casa foi erguida em um terreno de 5.600 m². Além da estrutura grandiosa, a propriedade conta com sauna e uma área de lazer construída ao longo de um riacho. Leia Mais Já a vista exuberante para Mata Atlântica pode ser apreciada por meio de um deque suspenso, que acompanha o relevo e a suspensão de 30 metros do imóvel. A residência projetada por Sergio Rodrigues está à venda inteiramente mobiliada e equipada com sistema de ar-condicionado Marcos Antonio/Editora Globo Em 2027, o arquiteto e designer Sergio Rodrigues completaria 100 anos. Com uma abordagem eminentemente modernista, sua trajetória ficou marcada principalmente pelo desenho de móveis, como o banco Mocho e a poltrona Mole. Confira o vídeo da casa Mata Nova: Initial plugin text
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 17/10/2026
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Hotel para bonsai existe no Brasil! Saiba como funciona para você viajar em paz
Quem cultiva a arte milenar do bonsai sabe que essas mini árvores são muito mais do que simples plantas "decorativas". Elas demandam tempo, dedicação e uma rotina especial de cuidados. Mas o que fazer quando as férias chegam ou surge aquela viagem de trabalho inesperada? Deixar a chave com o vizinho ou contar com a sorte nem sempre é uma opção segura para uma espécie vegetal tão sensível. Para solucionar esse dilema, um nicho específico de mercado começou a ganhar espaço: os hotéis especializados em bonsais. Esses espaços funcionam como verdadeiros santuários, oferecendo hospedagem com supervisão técnica para que você possa viajar com o coração tranquilo. O maior exemplo de hotel de bonsai no Japão é a histórica Vila de Omiya em Saitama, comunidade fundada em 1925 onde se destaca o tradicional viveiro Seiko-en, liderado pela mestra Kaori Yamada e considerado o padrão-ouro global desse serviço de hotelaria TypeZero/Wikimedia Commons Como surgiu a hospedagem para bonsais A prática nasceu de maneira espontânea no Japão, integrada à cultura secular dos mestres botânicos. Pelo fato de as árvores passarem de geração em geração e exigirem uma rotina de manejo, os viveiros começaram a receber os vasos de clientes que viajavam. O acolhimento de longo prazo profissionalizou-se em 1925 no distrito de Omiya, em Saitama — polo que concentrou os maiores especialistas para proteger esses valiosos patrimônios familiares após o terremoto de 1923. Leia mais No Brasil, o formato de hotelaria comercial para essas plantas ganhou força no final da década de 1990, em São Paulo. O pioneiro em transformar essa necessidade em um modelo de negócio é a Bonsai Kai. O espaço identificou a demanda dos colecionadores e organizou um sistema de hospedagem, o que atraiu a atenção do público e ajudou a consolidar o conceito de pousada botânica no país. Pouco tempo depois, a tendência ganhou força no interior paulista com espaços como a Bauru Bonsai, situada no Ceagesp do município homônimo. A descentralização do atendimento provou que a procura por um hotel botânico não era exclusividade de quem morava na grande metrópole. A disposição cuidadosa dos bonsais em bancadas ao ar livre reflete o carinho e o olhar atento que o hotel botânico em Saitama dedica para manter a saúde e o vigor das plantas na ausência dos donos Reinhold Möller/Wikimedia Commons O que é o serviço de hospedagem para bonsais Na prática, a proposta é oferecer um acolhimento temporário para o bonsai. "É um lugar onde o cliente pode deixar o seu bonsai aos nossos cuidados. O hotel só recebe plantas saudáveis", resume Marcio Augusto de Azevedo, professor de bonsai e fundador da Bonsai Kai. Leia mais "Meus clientes tinham problemas ao viajar e os bonsais acabavam morrendo por falta de rega. Então, desenvolvi esse serviço de hotel. Assim, a pessoa viaja tranquila", conta Júlio César Polonio, técnico agrícola e bonsaísta há quase 30 anos no Bauru Bonsai. O posicionamento estratégico dos vasos em locais iluminados garante que cada mini árvore receba a quantidade exata de luz solar necessária para manter seu desenvolvimento saudável durante a estadia Pexels/David Yu/Creative Commons Benefícios de deixar o seu bonsai em hotel especializado O ganho primordial está na dedicação integral de uma equipe que acompanha o ritmo e o tempo de cada planta. "O maior beneficio é o profissionalismo. Nossa empresa funciona todos os dias do ano, pois temos que regar os nossos bonsais, logo o bonsai do cliente será regado sem falhas também", destaca Marcio. Essa segurança estrutural se contrapõe diretamente aos riscos e imprevistos de depender de soluções improvisadas. "Às vezes, as pessoas deixam o bonsai com parentes ou amigos, e quando voltam de viagem, a planta está sentida porque faltou água em algum momento", diz Júlio. "A rega do bonsai não é feita só uma vez no dia, dependendo do calor é necessário regar mais de uma vez. Um parente ou amigo não tem a intimidade com aquela planta em relação à quantidade de regas. Então, na maioria das vezes acaba faltando água", ele argumenta. Os hotéis de bonsai no país costumam ser estruturados por bonsaístas profissionais, viveiros especializados e associações dedicadas à arte Unsplash/Mark Tegethoff/Creative Commons Como funciona a rotina e os serviços oferecidos no hotel O processo de acolhimento das miniárvores é prático e prioriza o bem-estar do exemplar, garantindo que ele não sinta o impacto da mudança de ambiente. "Os cuidados que damos é basicamente a rega e um local para que o mesmo receba sol. O serviço é simples, mas de grande responsabilidade. Como no geral a estadia é curta, os clientes normalmente não solicitam fotos", descreve Marcio. Além da manutenção comum, o fluxo diário pode incluir procedimentos adicionais. "Modelagem e podas de refinamento são serviços que nossa empresa oferece, mas não é cobrado por dia, e sim um preço fechado, dependendo do caso", comenta o professor. Leia mais Em outros modelos de hospedagem, a rotina básica ganha contornos de um tratamento contínuo e integrado para o desenho da planta. "Quando a pessoa deixa o bonsai no hotel, é como se fosse um spa. Não é só regar: a gente aduba, poda e faz as correções necessárias na estrutura", detalha Júlio. As ações cotidianas também envolvem o monitoramento e o controle imediato de ameaças biológicas, caso aconteça alguma infestação. "Se a planta estiver com algum ataque de praga, vai receber inseticida; se estiver com doença, o fungicida ou bactericida. Então, não é somente estadia ou água", frisa o bonsaísta do Bauru Bonsai. Além da hospedagem temporária para férias, muitos desses espaços atuam como verdadeiros "hospitais". Plantas atacadas por pragas, com fungos nas raízes ou debilitadas por manejo inadequado passam por tratamentos intensivos Pixabay/Judy Boyle/CreativeCommons Responsabilidade em hospedar plantas centenárias ou de alto valor O compromisso técnico e o respeito pela história de cada árvore se amplia quando os profissionais lidam com o apego emocional que os clientes depositam nos vasos. "Há casos em que a planta não tem um grande valor comercial, mas carrega uma enorme carga sentimental. No período em que o bonsai fica sob meus cuidados, costumo brincar que zelo mais por ele do que pelas minhas próprias plantas: o receio de errar em alguma condição de cultivo é infinitamente maior", relata Júlio. O respaldo e a segurança oferecidos aos proprietários fecham o ciclo de confiança. "Se a planta, enquanto estiver em minhas mãos, sofrer algum tipo de dano — por exemplo, se o vaso quebrar —, ele será trocado. Ou, se pegar alguma infestação durante a estadia, o que não acontece, é por minha conta", ele garante. Antes de levar o bonsai para o hotel, é fundamental analisar as folhas e o solo sob boa iluminação natural para garantir que o exemplar cumpra a exigência de estar totalmente saudável PxHere/Creative Commons Como preparar o bonsai para a hospedagem O planejamento para deixar a miniárvore começa dias antes, exigindo uma verificação cuidadosa na saúde do vegetal. "Não hospedamos plantas doentes ou com pragas, pois elas passarão para as do nosso viveiro. Orientamos os clientes como tratar o bonsai em casa", alerta Marcio. A etapa seguinte envolve organizar a logística de transporte para evitar acidentes no trajeto. "Basta a pessoa não deixar a planta dentro do carro fechado sob o calor. Deve-se tomar cuidado também para o bonsai não tombar, evitando o risco de quebrar galhos ou derrubar substrato para fora do vaso", recomenda Júlio. A responsabilidade de quem hospeda bonsai é altíssima, exigindo controle rigoroso para evitar falhas de irrigação ou contaminações cruzadas entre espécimes de clientes diferentes Pixabay/CreativeCommons Como é calculada a diária do hotel para bonsai Para definir o valor da estadia, o mercado busca critérios simples. "A cobrança da diária depende basicamente do tamanho do vaso", aponta Marcio. "No bonsai é muito variável a questão de altura, complexidade da planta, entre outros aspectos. Então, estabeleci que os valores variam conforme o diâmetro dos vasos", justifica Júlio.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 17/10/2026
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Pórtico para TV e pedras naturais são destaques em apartamento de 186 m² em SP
Ampliar a sensação de espaço sem abdicar do aconchego foi o ponto de partida para a reforma deste apartamento de 186 m², em Moema, São Paulo. Assinado pela arquiteta Barbara Dundes (@barbaradundes), com execução da AO Engenharia, o projeto foi pensado para um jovem casal que queria transformar o imóvel recém-entregue pela construtora em um lugar de descanso, mas também de encontros com amigos e familiares. “A sala o mais espaçosa possível foi definitivamente o que norteou grande parte das decisões de layout”, conta Barbara. Para isso, a varanda originalmente separada por esquadrias de vidro foi incorporada à área social, o que também valorizou a vista para os arredores do Parque do Ibirapuera. A base da decoração aposta em materiais leves e atemporais, com madeira clara, tons neutros e texturas naturais, pontuados por pedras de coloração mais intensa. SALA DE ESTAR | O pórtico da TV se integra ao painel de madeira e à estante metálica iluminada, com desenho do escritório e execução da Finox Serralheria Artística, numa composição contínua. Atrás do sofá da Artefacto, o banco também é criação do escritório Arthur Duarte/Divulgação Na sala de estar, o conforto para assistir à TV era uma das principais solicitações dos moradores. Em vez de recorrer a uma solução convencional, a arquiteta desenvolveu um pórtico suspenso para apoiar a televisão e organizar o espaço sem comprometer a amplitude. Leia mais O elemento se integra ao painel de madeira e à estante metálica iluminada, criando uma composição contínua e leve. “A maior dificuldade do projeto foi a execução do pórtico”, diz a profissional. HALL | Bancada de quartzito arenoso, da Rokka Mármores e Granitos, e papel de parede, do Atelier Adriana e Carlota, compõem o ambiente. Porta de madeira executada pela marcenaria Daff. Piso de porcelanato Dublin Beige, da Colormix Arthur Duarte/Divulgação A antiga varanda passou a participar integralmente do living, funcionando como uma extensão da área de convivência e reforçando a entrada de luz natural. O piso claro ajuda a unificar os cômodos, enquanto a madeira e os tecidos texturizados aquecem a composição. A escolha desses acabamentos dialoga diretamente com o repertório dos proprietários: juntos, eles têm um haras, e a moradora trabalha com marketing de moda, o que trouxe referências de couro, tecidos e texturas para o projeto. SALA DE JANTAR | Ao lado da área gourmet, o espaço tem mesa e cadeiras adquiridos na Clami e luminária pendente Li, de Adriana Yazbek. Ao fundo, parede composta por lascas de quartzito arenoso, da marmoraria Rokka Mármores e Granitos. O painel de marcenaria clara, que mimetiza a porta, mantém a unidade visual dos ambientes integrados do living, assim como o piso de porcelanato Dublin Beige, da Colormix Arthur Duarte/Divulgação No hall social, o décor adota uma linguagem cenográfica, com piso claro, forro em lona tensionada e papel de parede. A ideia era criar uma entrada marcante sem destoar da paleta neutra do restante do apartamento. Na sala de jantar, uma grande mesa atende ao desejo de receber amigos e familiares. A parede revestida em quartzito cria um fundo mineral para o ambiente, enquanto a marcenaria clara mantém a unidade com o estar. O projeto também incorpora peças escolhidas a dedo pelos moradores, como uma luminária de Adriana Yazbek. ÁREA GOURMET | O quartzito verde, da Rokka Mármores e Granitos, aplicado nas bancadas, na ilha e no backsplash, assume o protagonismo no ambiente. Banquetas Alba, de Jader Almeida Arthur Duarte/Divulgação A área gourmet segue a lógica de integração e é um dos poucos pontos onde a cor aparece com mais força. O quartzito verde da ilha e bancadas funciona como elemento de destaque diante da base sóbria do apê. LAVABO | De pedra natural, o revestimento Lasca Anticatto Sertão, da Colormix, foi aplicado nas paredes e, em conjunto com o piso de porcelanato Dublin Beige, da mesma marca, compõe a base neutra para destacar a cuba esculpida em quartzito verde, da Rokka Mármores e Granitos Arthur Duarte/Divulgação Isso também acontece no lavabo, que recebeu bancada na mesma pedra, afastando o cômodo da neutralidade absoluta. O piso claro contrasta com a parede de lascas de pedra, formando um ambiente pequeno, mas de forte presença visual. Leia mais Segundo Barbara, a intenção foi justamente usar as pedras naturais como contraponto aos tons claros predominantes. “O foco maior é a pedra verde do gourmet e a do lavabo, que, propositalmente diferentes, trouxeram cor para a sobriedade do apartamento.” QUARTO | Cama sob medida com desenho da arquiteta. Paredes pintadas com tinta Branco Gatinho, da Coral. Piso Tauari Naturall, da Akafloor Arthur Duarte/Divulgação Na área íntima, o projeto reorganizou a planta para preservar três dormitórios. Uma das suítes originais teve o banheiro aberto para a circulação, o que permitiu criar um quarto adicional. Assim, um deles pode funcionar como home office ou quarto de hóspedes, enquanto outro pode futuramente receber um novo integrante da família. QUARTO | As texturas trazem sensação de bem-estar, com cama revestida de tecido da Quaker Decor e cortinas da Alamanda Home Arthur Duarte/Divulgação Na suíte máster, a ampliação do closet foi viabilizada pela redução do antigo depósito. O piso de tauari natural e a marcenaria em tons de madeira e bege criam uma atmosfera suave. A cama foi desenhada sob medida, assim como os armários revestidos em tecido, mais um ponto da influência do universo têxtil trazida pelos moradores para o projeto. CLOSET | Os armários foram executados com MDF Carvalho Malva e Areia pela marcenaria Daff. As portas receberam tecido da Quaker Decor Arthur Duarte/Divulgação Nos banheiros do casal, as bancadas de Travertino Navona, além do porcelanato com a mesma aparência da pedra, mantêm a linguagem clara da suíte. BANHEIRO | O ambiente segue a paleta neutra do projeto. Bancada de Travertino Navona, da Rokka Mármores e Granitos. Marcenaria executada de MDF Areia pela Daff. O porcelanato Travertino Aura, da Colormix, completa o visual clean Arthur Duarte/Divulgação
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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Conjunto habitacional construído em antigo estacionamento vence RIBA 2026
O conjunto habitacional Lion Green Road, em Croydon, no sul de Londres, projetado pelo escritório Mary Duggan Architects em parceria com a RUFF Architects, foi o projeto vencedor do RIBA Stirling Prize 2026. Em sua 30ª edição, a premiação aconteceu na quinta-feira (15/10). O projeto foi construído no lugar de um antigo estacionamento, em um terreno com variação de inclinação de oito metros. No total, são 157 moradias, distribuídas em cinco blocos, combinando unidades de propriedade privada e habitações para aluguel social destinadas à população de Croydon. “Em um momento em que precisamos urgentemente construir mais moradias, o Lion Green Road demonstra que é possível alcançar uma alta densidade habitacional sem comprometer a qualidade dos lugares que criamos”, diz Chris Williamson, presidente do RIBA. Os cinco blocos de Lion Green Road combinam tijolos em diferentes tons de marrom e padrões de alvenaria que conferem identidade a cada edifício Loreno Zandri/Divulgação O relevo acidentado orientou as soluções arquitetônicas, com a exploração de diferentes níveis e vistas para criar uma nova “paisagem habitável” para 635 moradores. A implantação e a orientação de cada volume foram definidas individualmente, considerando as características do terreno e a valorização das vistas. Algumas unidades, por exemplo, permitem contemplar o monumento histórico Surrey Iron Railway, vestígio daquela que é considerada a primeira ferrovia pública totalmente independente do mundo. Leia também As construções são unificadas por uma paleta de tijolos em três tons sutis de marrom, enquanto pequenas variações nos padrões da alvenaria acrescentam textura e identidade própria a cada edifício. O conjunto habitacional reúne áreas de recreação infantil, trilha sensorial, hortas comunitárias e espaços verdes que incentivam a convivência entre os moradores RIBA/Reprodução As varandas foram posicionadas estrategicamente para evitar vistas diretas para as casas vizinhas, e as moradias possuem aberturas voltadas para duas orientações, permitindo a entrada de luz natural. A implantação dos edifícios acompanha o relevo do terreno, com desnível de oito metros, e valoriza as vistas a partir das moradias Instagram/@ruffarchitects/Reprodução O conjunto também conta com espaços de lazer e convivência, como área de recreação infantil, trilha sensorial e hortas comunitárias. O paisagismo preserva árvores maduras e inclui vegetação diversificada para favorecer a biodiversidade. Além disso, um caminho público conecta o empreendimento a uma área verde nos fundos. Initial plugin text “Acreditamos que a importância do Lion Green Road está no que ele diz sobre o futuro da habitação: a ambição arquitetônica, o valor social e a generosidade podem coexistir dentro das realidades do desenvolvimento contemporâneo”, disse a arquiteta Mary Duggan, diretora do escritório responsável pelo projeto.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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Descubra 8 segredos para fazer o pão caseiro perfeito!
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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Halloween gastando pouco: 8 ideias fáceis para decorar sua casa
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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Por que as abóboras viraram símbolo do Halloween? Entenda a origem
A abóbora é um símbolo marcante do Halloween e de festas temáticas em todo o mundo durante o mês de outubro. Esculpida no formato de rostos — que variam do divertido ao assustador — e frequentemente iluminada por velas em seu interior, a chamada Jack-o'-lantern é um ícone da data. O que poucos sabem, no entanto, é que essa tradição já existia na Irlanda e no Reino Unido muito antes de desembarcar e se popularizar nos Estados Unidos. As raízes do Dia das Bruxas remontam a antigas tradições celtas e gaélicas. "A data celebrada em 31 de outubro era originalmente chamada de noite de Samhain, um antigo festival celta e gaélico que marcava o fim da colheita e a chegada do inverno no Hemisfério Norte", diz Ana Luiza Lopes Azevedo Souza, professora do Senac Lapa Scipião. Com a cristianização do continente europeu, a celebração pagã foi gradativamente assimilada e associada ao Dia de Todos os Santos, fixado pela Igreja em 1º de novembro. A noite anterior, 31 de outubro, passou a ser chamada de All Hallows' Eve — expressão em inglês antigo para "Véspera de Todos os Santos". Com o passar dos séculos e a evolução da língua, o termo acabou se simplificando até dar origem à palavra Halloween. O Halloween tem raízes em antigas tradições celtas e gaélicas, como o festival de Samhain, que marcava o fim da colheita e o início do inverno no hemisfério norte Pexels/Juan Felipe Ramírez/Creative Commons A origem da abóbora A tradição de esculpir vegetais está diretamente ligada à lenda folclórica irlandesa de Stingy Jack (o Jack Avarento, em português). "Era um sujeito terrível, que enganava qualquer um para conseguir dinheiro, inclusive o próprio diabo. Após trapacear o diabo por diversas vezes, quando Jack morreu, não foi aceito nem no paraíso nem no inferno", conta Ana Luiza. Leia mais Sem ter para onde ir, diz a lenda que Jack foi condenado a vagar pelas noites eternas carregando apenas uma lança de carvão em brasa para iluminar seu caminho. Um dos registros mais antigos desse folclore foi publicado no periódico irlandês The Dublin Penny Journal, em 1836: na narrativa original, o personagem carregava uma lanterna improvisada feita com um nabo oco. O nome dado à abóbora vem de um folclore irlandês sobre um homem chamado Stingy Jack. Segundo a lenda, quando faleceu, Jack não foi aceito no Céu por sua vida de trapaças, nem no Inferno por conta da promessa que arrancou do Diabo rannṗáirtí anaiṫnid/Wikimedia Commons A partir dessa história, nabos e outros tubérculos passaram a ser rotineiramente esculpidos com rostos assustadores para simular as lanternas. Na crença folclórica, os artefatos funcionavam como amuletos de proteção dispostos nas janelas e portas para afastar ou confundir os espíritos que, na noite de Samhain, vagavam pelo mundo dos vivos. A grande guinada na tradição ocorreu durante o século 19, com a maciça imigração de irlandeses e escoceses para a América do Norte. No novo continente, os vegetais rústicos da Europa deram lugar às abóboras — um fruto nativo abundante, de tamanho generoso e casca significativamente mais fácil de esculpir. Além da praticidade visual e do diâmetro ideal para receber velas, a abóbora trazia uma forte conexão estética com as colheitas de outono e com o cenário rural estadunidense. As abóboras substituíram os nabos nos Estados Unidos por serem mais abundantes, maiores e mais fáceis de esculpir Pexels/Jill Wellington/Creative Commons "A abóbora adquiriu importância cultural nos Estados Unidos como representação da natureza, da vida rural e das festividades sazonais", fala Elizabeth Kyoko Wada, coordenadora da pós-graduação em hospitalidade da Universidade Anhembi Morumbi. O fruto, inclusive, já desempenhava um papel central em outras tradições, como o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving), no qual a clássica torta de abóbora é presença obrigatória na ceia. Leia também Com o passar do tempo, o Dia das Bruxas deixou de ser uma festividade restrita a comunidades específicas para ganhar alcance global, incorporando dinâmicas de entretenimento, arte e consumo. "Nesse processo, as lanternas passaram a combinar referências sobrenaturais com expressão artística e diversão", pontua Elizabeth. Além disso, a proximidade temporal entre o Halloween (31 de outubro) e o Dia de Todos os Santos (1º de novembro) ajudou a preservar a atmosfera mística ligada à memória, à morte e ao invisível. De acordo com Ana Luiza, esse imaginário envolvente e cenográfico foi determinante para que a celebração ultrapassasse fronteiras e conquistasse diferentes culturas ao redor do mundo. A tradição permanece por unir o simbolismo do Halloween à criatividade, permitindo transformar abóboras em rostos e desenhos diferentes a cada ano Pexels/Monstera Production/Creative Commons No Brasil, a celebração começou a ganhar espaço principalmente a partir dos anos 1980, impulsionada por escolas regulares e cursos de língua inglesa. Nas décadas seguintes, a forte influência da cultura pop estadunidense — veiculada por filmes, séries de televisão, música, publicidade e estratégias comerciais — ajudou a popularizar definitivamente a festa. Hoje, o Halloween movimenta desde festas escolares e condomínios até o comércio de rua, com destaque para polos populares como a região da 25 de Março, em São Paulo. Nas Ilhas Britânicas (Irlanda, Escócia e Inglaterra), a abóbora não era utilizada originalmente, pois não era nativa da Europa. Em seu lugar, esculpiam-se nabos, beterrabas ou batatas Magnific/Senivpetro/Creative Commons Para as especialistas, a permanência da tradição se deve à combinação entre familiaridade e potencial de renovação. A abóbora preserva seu vínculo simbólico com o outono e a estética do Dia das Bruxas, mas se reinventa a cada ano nas mãos de quem a esculpe. "Sua permanência pode ser interpretada pela capacidade de reunir tradição, participação e renovação. A abóbora remete ao calendário festivo e permite que cada participante transforme um objeto familiar por meio da escultura", sintetiza Elizabeth. Veja mais: acessórios e dicas para decorar a casa para o Halloween (vídeo abaixo) Halloween: acessórios e ideias divertidas para decorar a casa no Dia das Bruxas
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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O que fazer com o quarto do filho que saiu de casa? 6 ideias criativas!
Quando os filhos saem de casa, a configuração do lar pode ganhar múltiplos significados. Para muitos moradores, adaptar os espaços que antes pertenciam aos herdeiros é uma forma acolhedora de adequar a casa a essa nova fase de vida, priorizando o bem-estar e as necessidades de quem fica. A saída dos descendentes representa uma mudança profunda na dinâmica da família e pode desencadear um período de intensa adaptação emocional. Segundo a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), essa transição pode vir acompanhada por sentimentos como tristeza, sensação de perda, confusão sobre a própria identidade e até questionamentos existenciais. Nesse contexto, reconfigurar o antigo quarto é uma ferramenta valiosa para ressignificar o momento e lidar de forma positiva com as mudanças. Ao transformar o ambiente, os pais encontram uma oportunidade de estabelecer novos vínculos com a própria morada, reatar antigos hobbies e redefinir suas prioridades pessoais. A seguir, confira ideias para adaptar o cômodo! 1. Ateliê A saída dos filhos pode abrir espaço para novas possibilidades, como transformar o antigo quarto em um ateliê cheio de personalidade Daniela Magario/Divulgação | Projeto da arquiteta Thalita Aguilar Uma das alternativas é transformar o antigo dormitório em um ateliê — um refúgio dedicado à produção artística, com organização inteligente para guardar materiais e estimular a criatividade. Para que esse ambiente seja verdadeiramente funcional, no entanto, a arquitetura deve partir das necessidades específicas do hobby que será desenvolvido nele. "Para pintura, desenho ou trabalhos manuais, por exemplo, é interessante ter uma superfície ampla e resistente. Se for um ateliê de costura, já precisamos pensar em espaço para máquina, tecidos e materiais", fala a arquiteta Rafaella Murbach, diretora criativa do escritório Troppo Arquitetura. 2. Home office A escrivaninha, desenhada pelo escritório e executada pela Essencial Wood, integra-se à marcenaria do mesmo fornecedor e organiza o espaço de trabalho Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do arquiteto David Bastos O home office também se consolida como uma solução funcional. Em um cenário no qual as atividades profissionais, acadêmicas e de estudo se integraram definitivamente ao cotidiano doméstico, criar um ambiente dedicado exclusivamente a essas tarefas ajuda a separar a rotina de trabalho dos momentos de descanso, favorecendo a concentração, a postura e a organização pessoal. Leia mais Além do mobiliário, a estrutura do cômodo merece atenção. A arquiteta Juliana Garcia pontua que é importante verificar previamente alguns fatores: “Antes de escolher a mesa e a cadeira, por exemplo, conte as tomadas no ponto exato onde a mesa vai ficar, e teste se a internet chega bem ali. Régua de tomada, canaleta aparente e um repetidor de sinal resolvem essas questões de forma rápida, sem a necessidade de nenhuma obra". 3. Sala de TV Um dos dormitórios originais foi eliminado e deu lugar a uma sala integrada à área social, que pode se transformar em um "quarto itinerante" ao se fechar com uma porta articulável Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do escritório Navarro Arquitetura A sala de TV é outra opção capaz de unir dois pilares fundamentais do bem-estar contemporâneo: o relaxamento e o lazer cultural. Associada aos momentos de pausa e desconexão, essa reconfiguração permite criar um ambiente acolhedor tanto para o descanso individual no dia a dia quanto para receber a família e os próprios filhos quando voltarem para visitas. Leia mais "Em vez de tentar colocar muitos móveis, escolha um sofá confortável e proporcional ao espaço e posicione a televisão de forma que a distância de visualização seja adequada", recomenda a arquiteta Rafaella. 4. Academia Uma janela com vista para a cidade, por exemplo, permite que o morador contemple o cenário urbano enquanto malha, tornando a rotina de exercícios mais agradável e motivadora Andrea Martiradonna/Divulgação | Projeto do Studio Marco Piva A quarta possibilidade é criar uma academia ou sala de treinos. Antes de adaptar o quarto para essa finalidade, porém, o peso dos aparelhos deve ser cuidadosamente avaliado. Segundo Juliana, anilhas e halteres concentrados em um único ponto impõem à laje uma carga diferente daquela projetada para um dormitório convencional — por isso, principalmente em edifícios antigos, o ideal é consultar um engenheiro estrutural antes de adquirir equipamentos pesados. O revestimento do piso é outro ponto crucial: deve absorver impactos, reduzir ruídos e prevenir acidentes. Aplicar uma manta de borracha, tapetes emborrachados ou placas de EVA de alta densidade ajuda a amortecer a queda de pesos e a diminuir vibrações. Colchonete, pesinhos e bike ergométrica são alguns itens que podem ser incluídos para quem tem mais espaço para montar uma academia em casa Julia Herman/Divulgação | Projeto da arquiteta Isabella Nalon No caso de esteiras, a especialista orienta utilizar uma base antivibratória para conter os ruídos transmitidos à estrutura — evitando, em prédios, desconforto aos vizinhos do andar de baixo. Por fim, a ventilação merece atenção especial: como o ambiente não foi pensado originalmente para atividades físicas intensas, vale reforçar a circulação de ar com ventiladores de coluna ou ar-condicionado para dissipar o calor e a umidade. 5. Sala de jogos Ao planejar uma sala de jogos, o ponto de partida deve ser a avaliação do espaço disponível para definir quais atividades e jogos se encaixam no ambiente de forma harmoniosa e funcional Wesley Diego/Editora Globo | Projeto da arquiteta Cristina Brito A quinta alternativa é montar uma sala de jogos. Ao planejar, o principal desafio costuma ser a área de circulação exigida pelos equipamentos, e não apenas o tamanho das peças em si. Mesas de sinuca e de pingue-pongue, por exemplo, demandam um amplo raio livre ao redor para que os praticantes se movimentem e executem as jogadas com conforto — o que inviabiliza sua instalação em dormitórios compactos. Um canto mais reservado ao lado do pilar abriga a mesa redonda para jogos, da Breton, marca que também forneceu as cadeiras Kali no tom verde musgo Joana França/Divulgação | Projeto do Studio FP02 Para metragens reduzidas, a arquiteta Juliana sugere soluções inteligentes que conciliam diversão e otimização de espaço: "Uma mesa multiuso para jogos de tabuleiro e cartas, ou um cantinho de videogame com poltronas confortáveis e uma bancada de apoio. Assim, cria-se um ambiente dedicado ao entretenimento sem comprometer a circulação ou sobrecarregar o visual". 6. Quarto de hóspedes Transformar o antigo cômodo dos filhos em um quarto de hóspedes é uma solução inteligente e afetuosa: o ambiente mantém sua vocação essencial de acolhimento e descanso, mas ganha um novo propósito funcional para o dia a dia da casa Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Popa Transformar o antigo quarto dos filhos em um dormitório para visitas é mais uma opção prática. Afinal, o ambiente preserva sua vocação original — a de descanso —, mas agora ganha um layout voltado para receber hóspedes com o máximo de conforto. Nessa reconfiguração, vale priorizar detalhes funcionais que facilitam a estadia de quem vem de fora: um local adequado para apoiar e abrir malas, iluminação indireta aconchegante para leitura e superfícies de apoio ao lado da cama. O cômodo, que funciona como quarto de hóspedes e home office, tem marcenaria funcional desenhada pelo escritório e executada pela Pipa Movelaria, e sofá-cama. Vaso de planta da Selvvva. Iluminação fornecida pela Mais Led Monica Assan/Divulgação | Projeto do Estúdio Maré A grande vantagem dessa escolha é a flexibilidade: caso o filho decida retornar para casa por um período ou passar férias mais longas, o cômodo é facilmente readaptado para seu uso diário, consolidando-se como um espaço versátil e pronto para acolher diferentes momentos da família.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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7 adubos para aplicar nas plantas no início da primavera e garantir mais flores!
O final do inverno e o início da primavera marcam o momento ideal para adubar as plantas. Com o aumento da temperatura e os dias longos, a vegetação retoma seu ciclo ativo de crescimento, absorvendo os nutrientes de maneira muito mais eficiente. No entanto, o processo exige observação e sensibilidade ao ritmo natural de cada espécie, evitando a aplicação mecânica ou engessada. Vale lembrar que as condições climáticas variam amplamente entre as regiões do Brasil, e algumas plantas florescem em estações mais frias ou seguem dinâmicas próprias. Para garantir melhores resultados, a adubação deve ser parcelada ao longo do período de crescimento ativo e realizada sempre com o solo previamente umedecido — adubar a terra seca, especialmente em períodos de estiagem, pode concentrar o fertilizante e queimar as raízes. "Antes de adubar, afofe a terra com cuidado, veja se ela tem matéria orgânica e regue um dia antes", orienta a florista Cristiely Santos. Antes de qualquer adubação, é fundamental avaliar a acidez da terra e a presença de matéria orgânica. Solos ácidos costumam reter o fósforo, impedindo que o nutriente chegue às raízes Magnific/Creative Commons A acidez do solo é outro fator determinante. Como a maior parte dos solos brasileiros é naturalmente ácida, um grande volume de adubo pode ser desperdiçado: o fósforo — nutriente essencial para a floração — acaba ficando retido nas partículas da terra, enquanto o alumínio, que é tóxico em excesso, permanece disponível e prejudica a expansão das raízes. Esse cenário costuma gerar um ciclo ineficiente de aplicação: "A pessoa aduba, não vê resultado e aduba de novo. O problema nunca foi falta de adubo", alerta o paisagista e engenheiro agrônomo Alexandre Galhego. Leia mais Por isso, o ideal é realizar uma análise de solo e aplicar o calcário para a devida correção cerca de 30 dias antes de adubar. O calcário deve ser bem incorporado à terra, visto que possui reação lenta e age de forma eficaz quando misturado ao substrato, em vez de apenas pulverizado na superfície. Também repare na estrutura física da terra: solos compactados, pobres em matéria orgânica e com drenagem deficiente não conseguem aproveitar os nutrientes oferecidos. Em suma, preparar a terra é uma etapa mais determinante do que a aplicação do adubo em si. Folhas amareladas, crescimento lento ou floração fraca indicam falta de nutrientes, mas exigem cuidado para não confundir os sintomas com excesso de água ou iluminação inadequada Magnific/Creative Commons Saber interpretar os sinais que a planta envia é a melhor forma de diagnosticar a necessidade de adubação: crescimento estagnado, folhas reduzidas e floração fraca são os primeiros alertas. O amarelecimento uniforme das folhas antigas, por exemplo, costuma indicar deficiência de nitrogênio. Quando o tom amarelado surge entre as nervuras das folhas jovens, a suspeita recai sobre a falta de ferro ou manganês — problema frequentemente associado ao pH inadequado do solo. Já tonalidades arroxeadas podem sugerir escassez de fósforo, enquanto bordas secas ou queimadas nas folhas velhas costumam apontar para a falta de potássio. A primavera é o período em que as plantas saem da dormência do inverno e aceleram o crescimento e a floração, precisando de uma reposição intensa de nutrientes Pexels/Sasha Kim/Creative Commons É preciso cautela no diagnóstico visual, pois esses sintomas facilmente se confundem com estresse hídrico (excesso ou falta de água), raízes danificadas ou iluminação insuficiente. A única forma de identificar a causa exata é por meio da análise de solo. Em jardins de maior porte, essa é uma solução acessível realizada por laboratórios especializados, evitando o desperdício de dinheiro com fertilizantes desnecessários. Confira, a seguir, os melhores adubos para aplicar nas plantas durante a primavera! 1. Composto orgânico e húmus de minhoca Base para a estrutura do solo, o composto orgânico e o húmus melhoram a retenção de água e ativam a vida microbiana sem grandes riscos se utilizados em excesso Magnific/jcomp/Creative Commons O composto orgânico e o húmus de minhoca formam a base indispensável de qualquer manejo. Embora apresentem concentração moderada de nutrientes, eles transformam a física e a biologia da terra: melhoram a estrutura do solo, aumentam a retenção de água e estimulam a vida microbiana — que atua diretamente na ciclagem e na disponibilização dos elementos para que a planta consiga florescer. Outra grande vantagem é a segurança, pois são adubos suaves que praticamente não oferecem risco de queima por excesso. Em contrapartida, por terem liberação gradual e teores equilibrados, sozinhos raramente suprem plantas com alta exigência nutricional voltada para a floração, exigindo volumes maiores de aplicação. 2. Esterco curtido Uma opção acessível e completa, o esterco (bovino ou de galinha) deve ser utilizado sempre bem curtido para garantir os benefícios nutricionais e evitar a queima das raízes Magnific/rawpixel.com/Creative Commons O esterco curtido — seja bovino, seja de galinha — funciona como uma excelente fonte orgânica de nitrogênio, fósforo e potássio, com destaque para a versão de aves, que é consideravelmente mais concentrada. Suas maiores vantagens são o custo acessível e o perfil equilibrado de nutrientes, embora sua qualidade possa variar bastante dependendo da origem e do fornecedor. É fundamental evitar o uso de esterco fresco, optando sempre pelas alternativas devidamente curtidas para prevenir a queima das raízes e a proliferação de sementes de plantas invasoras. 3. Farinha de ossos Fonte orgânica de liberação lenta, a farinha de ossos é rica em fósforo e cálcio, sendo amplamente recomendada para estimular o surgimento e o fortalecimento de flores Magnific/Creative Commons A farinha de ossos é um adubo orgânico de liberação lenta, rico em fósforo e cálcio, amplamente recomendado para a fase de plantio e para estimular espécies floríferas. Entre as vantagens estão a longa durabilidade no solo e a margem de segurança na dosagem, o que dificulta eventuais erros de aplicação. No entanto, sua atuação exige paciência. "A limitação é a lentidão: depende da atividade do solo para liberar o fósforo e não resolve uma deficiência urgente", alerta Alexandre. Além disso, vale um cuidado prático nos jardins residenciais, pois o aroma forte do insumo costuma atrair cães. 4. Torta de mamona Adubo orgânico rico em nitrogênio, a torta de mamona devolve o vigor às espécies, mas exige cuidado redobrado na aplicação por ser altamente tóxica para cães e gatos se ingerida Pexels/Lisa Fotios/Creative Commons A torta de mamona é um subproduto orgânico obtido a partir da extração do óleo das sementes de mamona. Muito popular no cultivo de roseiras e orquídeas, é um insumo rico em nitrogênio e com taxa de liberação gradual, ideal para conferir vigor e força ao crescimento das plantas. Apresenta excelente custo-benefício e estimula o enfolhamento saudável, mas exige extrema cautela quanto ao local de aplicação. "Tem cheiro forte, atrai moscas e é tóxica para cachorros e gatos que a ingiram", diz Cristiely. 5. Bokashi Matéria orgânica fermentada com microrganismos benéficos, o Bokashi nutre as plantas e reativa a vida e a saúde do solo de forma consistente Magnific/Creative Commons O Bokashi é um adubo orgânico obtido pela fermentação de matérias orgânicas ricas em nutrientes por meio da ação de microrganismos benéficos. Além de nutrir as plantas de forma equilibrada, sua principal virtude é reativar a vida biológica do solo, promovendo uma melhoria contínua e sustentável na estrutura do substrato. Por ser um insumo cuja eficiência depende da vitalidade do seu lote, sua qualidade pode variar bastante, sendo fundamental adquiri-lo de fornecedores e marcas confiáveis. Para preservar suas propriedades e manter a colônia microbiana ativa, deve ser armazenado corretamente, protegido do calor excessivo e da umidade. 6. Adubos minerais formulados (NPK) Com ação rápida e dosagem precisa, os adubos minerais exigem critério na aplicação: para estimular a floração, a regra é reduzir o nitrogênio e aumentar as proporções de fósforo e potássio Magnific/rawpixel.com/Creative Commons Os adubos minerais formulados (NPK) são misturas sintéticas ou minerais que fornecem nitrogênio (N), fósforo (P) e potássio (K) em proporções exatas para o desenvolvimento vegetal. Sua principal vantagem é a resposta rápida e a possibilidade de ajustar a dosagem de acordo com a fase do cultivo. "Para floração, a lógica é reduzir o nitrogênio e aumentar as doses de fósforo e potássio", orienta Alexandre. Enquanto o nitrogênio estimula o crescimento de folhas e ramos, o fósforo e o potássio são os verdadeiros responsáveis por sustentar a formação e a força das flores. No entanto, exigem critério rigoroso na aplicação: ao contrário dos orgânicos, os fertilizantes minerais não melhoram a estrutura biológica do solo e, quando mal dosados, podem salinizar a terra e queimar rapidamente o sistema radicular. 7. Adubos de liberação controlada Em formato de grânulos revestidos, os adubos de liberação controlada liberam nutrientes gradualmente ao longo de meses, oferecendo máxima praticidade e segurança, especialmente no cultivo em vasos Pexels/Kashif Shah/Creative Commons Os adubos de liberação controlada são constituídos por grânulos revestidos por uma resina especial que libera os nutrientes de forma gradual ao longo de vários meses, variando de acordo com a umidade e a temperatura do solo. Essa tecnologia garante máxima praticidade e segurança, tornando-os ideais para o cultivo em vasos. "Você aplica e esquece por meses", destaca Cristiely. Leia mais A principal limitação está no valor de investimento, consideravelmente mais elevado que o dos adubos convencionais, além do fato de sua ação lenta não ser indicada para recuperar com urgência uma planta debilitada por deficiência severa. ​Resíduos de cozinha crus, como cascas de banana direto no vaso ou borra de café, devem passar pela composteira antes de irem para a terra, evitando atrair pragas ou prejudicar a absorção de água Pexels/Sasha Kim/Creative Commons Cuidado com as receitas caseiras O hábito de colocar restos de cozinha diretamente na terra das plantas pode trazer mais prejuízos do que benefícios. Enterrar casca de banana no vaso, por exemplo, faz com que ela entre em decomposição ao lado do sistema radicular. Esse processo atrai insetos, mosquitos e fungos, além de fazer com que os microrganismos decompositores disputem os nutrientes do solo diretamente com a planta. A borra de café é outro erro comum: ao secar sobre o solo, ela cria uma crosta impermeável que dificulta a penetração da água e do ar, prejudicando a rega. Já a casca de ovo triturada não chega a fazer mal, mas seu efeito prático é quase nulo no curto prazo, pois leva um longo período para se decompor e disponibilizar cálcio. Embora esses resíduos tenham alto valor nutricional, a regra é clara: eles devem passar primeiro pela composteira. Somente após o processo adequado de compostagem e decomposição controlada é que se transformam em um adubo rico e seguro para o jardim. ​Nenhum adubo faz milagre se a espécie estiver no lugar errado: sol direto na medida certa, regas equilibradas e o timing correto da poda são essenciais para garantir um jardim florido Pexels/Ngamja Gangsa/Creative Commons Luz, rega e poda: os três pilares que complementam a nutrição Além do manejo de nutrientes, a iluminação natural desempenha um papel crucial para que a floração ocorra bem: a maioria das floríferas exige sol direto por várias horas diárias, e nenhum fertilizante do mercado é capaz de compensar o posicionamento incorreto da planta. Por isso, selecionar a espécie certa para a luminosidade disponível é a decisão mais estratégica. A rega adequada entra em seguida, exigindo equilíbrio para manter a terra úmida sem jamais encharcar. Já a poda exige precisão técnica no calendário: muitas espécies florescem exclusivamente em ramos jovens ou em gemas desenvolvidas meses antes — o que significa que uma poda realizada fora de época pode eliminar justamente a florada da estação seguinte. A limpeza e remoção constante das flores murchas também ajuda a direcionar a energia da planta para novos botões. "Um jardim bem planejado floresce ao longo do ano porque foi pensado para isso, com espécies que se sucedem de acordo com as estações", sintetiza Alexandre.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 16/10/2026
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Casa carioca ganha living amplo, tons claros e duas cozinhas para usos distintos
A arquitetura já tinha personalidade — e foi justamente isso que convenceu os proprietários a escolher esta casa de 488 m², no Joá, no Rio de Janeiro, RJ. Em vez de apagar a identidade da construção, a reforma assinada pela arquiteta Paula Müller (@paulamullerarquiteta) partiu da preservação de suas características marcantes e de intervenções pontuais para adaptar o imóvel à rotina de um casal com uma filha adolescente. “O maior desafio foi preservar a identidade da residência e, ao mesmo tempo, adaptá-la a uma nova rotina, com integração e espaços específicos para cada morador”, afirma Paula. Distribuída em três pavimentos, a morada ganhou novos usos e ampliações, entre eles uma academia, uma área gourmet maior, escritórios individuais, um quarto confortável para a filha e uma suíte máster com closet ampliado. A área externa também foi atualizada, mas manteve a atmosfera natural que já fazia parte do conjunto. LIVING INTEGRADO | Características originais da casa foram mantidas na reforma, como o teto de quatro águas com pé-direito alto, o que favorece o amplo living integrado. O piano de cauda, desejo do morador músico, faz a transição da sala de estar para a de jantar, acompanhado de duas poltronas da Artefacto sobre o tapete redondo da Galeria Hathi. Peças do acervo da família, como o par de poltronas, divide o espaço com novos itens, como o banco Bandeirola, de Ivan Rezende, na Novo Ambiente Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação No living, sala de estar, jantar e cozinha social formam um ambiente contínuo, favorecido pelo pé-direito alto e pela circulação livre. Grandes panos de vidro aproximam os interiores da vegetação do entorno e ampliam a entrada de luz natural. A base clara reforça a sensação de leveza: branco, off-white, tons de areia, cinza-claro, madeira e fibras naturais estruturam a paleta. Leia mais Na sala de estar, a arquiteta preservou o teto de quatro águas, original do imóvel e forrado em madeira, valorizando-o com um novo projeto de iluminação. No piso, o porcelanato de aparência travertina acompanha a área social, enquanto a marcenaria em MDF no padrão de carvalho americano ajuda a aquecer o conjunto. SALA DE JANTAR | A composição clara e leve valoriza o pé-direito alto e a entrada de luz natural. Mesa e cadeiras estofadas da Breton. Cadeiras de fibra natural e bufê da Artefacto. Vaso branco com arranjo da Rosa Kochen. Pendentes da Dimlux Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação Entre as peças de mobiliário, o banco Bandeirola, de Ivan Rezende, divide protagonismo com um par de poltronas de trama de barbante, trazidas da residência anterior dos moradores. O piano de cauda, novo, ocupa posição de destaque e atende a um desejo antigo do proprietário, que também é músico. A sala de jantar mantém a linguagem suave e natural, com materiais claros e mobiliário de linhas limpas. A integração com a cozinha social reforça o caráter de convívio do pavimento, pensado para receber amigos e familiares sem compartimentações excessivas. COZINHA SOCIAL | A marcenaria desenhada pelo escritório e executada pela Florense em MDF no padrão de carvalho americano organiza a área de preparo, a estante e a adega, criando continuidade visual entre os diferentes usos. Cadeiras junto à bancada da Breton. Na estante, peças do acervo dos moradores se misturam a vasos cerâmicos da Rosa Kochen, enquanto a adega integrada à marcenaria reforça o caráter social da cozinha. Piso de porcelanato em padrão travertino fornecido pela Ekko Revestimentos Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação A cozinha voltada para receber se abre diretamente para a área social e incorpora uma adega não refrigerada, além de uma despensa discretamente integrada à marcenaria. Aqui, a funcionalidade divide espaço com a estética: os volumes foram desenhados para desaparecer no conjunto, sem interromper a leitura contínua do living. COZINHA SOCIAL | A marcenaria desenhada pelo escritório e executada pela Florense combina MDF em padrão carvalho americano e off-white, mantendo a paleta clara. As bancadas em Corian, da Futura Superfícies, reforçam o desenho limpo. Geladeira de inox, da Electrolux, e cooktop, da Oster. O misturador de bancada foi fornecido pela Ekko Revestimentos Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação Leia mais COZINHA DO DIA A DIA | A mesa e as cadeiras do Studio Novo Clássico foram combinadas à luminária pendente de fibra natural pertencente ao acervo dos moradores, a qual foi comprada durante uma viagem a Trancoso, na Bahia, uma referência afetiva à composição. A marcenaria desenhada pelo escritório e executada pela Florense em MDF organiza armários, eletrodomésticos e bancada, seguindo a linguagem clara e amadeirada do projeto Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação No pavimento inferior, uma segunda cozinha atende à rotina diária da família. Mais reservada, ela concentra funções práticas e permite que a cozinha social permaneça organizada mesmo durante encontros e recepções. “Desde o início, fazia sentido separar esses dois usos: um cômodo voltado ao cotidiano e outro integrado à vida social”, diz Paula. QUARTO DO CASAL | O painel atrás em laca cinza se combina à marcenaria executada pela Florense em padrão carvalho americano e emoldura a cama estofada e a mesa de cabeceira, ambas da Breton. Abajur da RicMelo Design. Aos pés da cama, banco da Artefacto. Roupa de cama da Linho 1. Luminária pendente linear da Dimlux. Tapete da Galeria Hathi Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação QUARTO DO CASAL | Este detalhe mostra a bancada de trabalho integrada ao dormitório por meio da marcenaria desenhada pelo escritório e executada pela Florense em MDF padrão carvalho americano. Cadeira da Breton. Objetos do acervo dos moradores se misturam a novas peças nas prateleiras Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação Na área íntima, o quarto do casal foi ampliado para acomodar um closet generoso e uma organização confortável, inclusive com bancada de trabalho. O porcelanato em cinza-claro diferencia discretamente os espaços privativos da área social; já a marcenaria e os tecidos mantêm a atmosfera serena do projeto. BANHEIRO | A bancada de Corian, da Futura Superfícies, é acompanhada por espelheira e armário em MDF no padrão carvalho americano, com desenho do escritório e execução da Florense. Um ponto de contraste foi criado pelo misturador preto, da Ekko Revestimentos, que forneceu também o porcelanato aplicado no piso e nas paredes, além da banheira. O paisagismo da Scala Green Jardim valoriza o bem-estar e a sensação de privacidade Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação No banheiro do casal, a solução mais marcante aparece junto à banheira: uma janela de vidro polarizado aproxima o ambiente do jardim sem abdicar da privacidade. “Queríamos trazer o paisagismo para dentro, mas com a possibilidade de controlar completamente a exposição quando necessário”, explica a arquiteta. A estratégia resume bem o espírito da reforma: atualizar usos, ampliar conforto e criar novas relações com a natureza sem descaracterizar aquilo que já fazia a casa ser especial.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 15/10/2026
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Elegância dos detalhes em preto fosco
A cozinha se consolidou como a grande área social da casa. Hoje, ilhas e bancadas acolhem quem prepara as refeições e quem está por perto para conversar, bem antes de a comida ir à mesa. Como parte essencial dos espaços de convivência, o projeto desse ambiente passou a exigir mais atenção na escolha de cores, materiais e louças. Entre as tendências em alta na arquitetura contemporânea, o preto fosco ganha protagonismo. O visual, que surgiu primeiro nos eletrodomésticos, conquistou metais, cubas, bancadas e marcenaria, aparecendo tanto em composições monocromáticas quanto em detalhes sobre bases neutras. Combinado a lâminas de madeira e vegetação, o tom cria pontos de destaque e personalidade sem pesar visualmente. Na Casa Abraço Deca, projetada por Cadé Marino para a CASACOR Rio de Janeiro 2026, cozinha, estar, quarto e banho formam um espaço fluido e integrado. Ali, o acabamento black matte da Deca contrapõe-se à madeira e à paleta suave. A luz natural abundante valoriza a composição, enquanto a generosa bancada central concentra a área de preparo e oferece assentos para aproximar quem cozinha de seus convidados. Cadé já explorava essa vocação do ambiente no Estúdio Brisa do Norte, projeto vencedor da categoria "Cozinha para Receber" do Prêmio Deca em 2025. Na Casa Abraço, o conceito reaparece fortalecido em um layout voltado ao encontro e organizado em torno da ilha principal. Cubas e metais com acabamento black matte criam pontos de contraste na bancada, cercada pela madeira e pelo verde das plantas André Nazareth Ao redor da bancada Para Marina Crocomo, diretora de Marca, Canais e Consumidor da Dexco, a configuração reflete uma mudança profunda no estilo de vida. “A cozinha sempre foi um ambiente de extrema importância para a Deca, e hoje vemos esse espaço assumir um papel ainda maior na rotina. Ela deixou de ser apenas funcional para se tornar um lugar de afetividade, de receber e de estar junto. Queremos traduzir essa evolução unindo nossa expertise técnica a uma linguagem contemporânea de viver e compartilhar a casa”, destaca. A bancada concentra o preparo e abre espaço para sentar-se, aproximando a cozinha das áreas de convivência André Nazareth O acabamento black matte distribui-se de forma estratégica por todo o ambiente. Entre as especificações do projeto estão as cubas Suprema (no tamanho 75 cm, acompanhadas de acessórios), a Cuba Workstation, a Enjoy Pro, a ducha manual de bancada, o dispenser de sabão e a torneira Spin One Goubert. A repetição padronizada da tonalidade garante unidade visual e elegância ao conjunto. Por se tratar de peças submetidas ao uso diário e ao contato constante com a água, a durabilidade do revestimento é um fator decisivo. A Deca utiliza a tecnologia D.Coat para a aplicação de cores em seus metais e louças: o processo de fixação ocorre a vácuo e sob altas temperaturas, garantindo alta resistência a riscos, corrosão e raios UV, além de não emitir resíduos poluentes durante a fabricação. Distribuídos em um espaço iluminado e acolhedor, os toques em preto mostram como a Casa Abraço equilibra a praticidade necessária para o dia a dia com a vocação natural da casa brasileira para o bem-receber. SERVIÇO CASACOR Rio de Janeiro 2026 Visite o espaço até 8 de novembro de 2026 Local Edifício Aliança da Bahia Endereço Rua Araújo Porto Alegre, 36, Centro, Rio de Janeiro, RJ
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Curvas fluidas, afeto e tecnologia para os banheiros
A natureza oferece um repertório quase inesgotável para projetos. Ondas, flores, paisagens à beira-mar e tons terrosos servem de referência para o design. Esse olhar está presente em duas coleções da Roca, marca de louças e metais para banheiros. A “Ohtake” nasceu a partir da observação da natureza por Ruy Ohtake e ganhou novas peças pelas mãos de seu filho, Rodrigo. Já a “Ona” se inspira no Mediterrâneo e em um estilo de vida associado à simplicidade, ao acolhimento e ao calor humano. Duas gerações, novas leituras Ruy Ohtake observou o movimento das ondas e a geometria do ovo para desenhar cubas de linhas fluidas e orgânicas. Uma das peças recebeu, em 2019, o Red Dot: Best of the Best, uma das principais distinções internacionais de design. Rodrigo Ohtake deu sequência ao trabalho do pai preservando a essência da coleção, mas trouxe sua própria leitura. A inspiração veio do copo-de-leite, cuja fluidez e assimetria orientaram o desenho de duas cubas de apoio, nas versões compacta e oval. "É a simplificação do que é o recolhimento da água em seu estado mais puro", resume. Rodrigo Ohtake assina coleção Ohtake Ruy Teixeira A cor reforça essa aproximação com os elementos naturais. Além de Branco Brilho, Branco Matte, Beige, Stone e Matte Black, as cubas assinadas por Rodrigo ganharam a tonalidade Terracota. O tom remete à terra e aquece a paleta do banheiro, seja combinado a nuances neutras, seja usado como ponto de destaque. Em 2025, a coleção Ohtake assinada pelo arquiteto conquistou o iF DESIGN AWARD, na categoria Product Bath. Um convite à pausa A coleção Ohtake inclui ainda a banheira de imersão assinada por Rodrigo, inspirada nos tradicionais ofurôs japoneses. Mais alta e compacta, ela tem assento interno, que permite uma posição mais ereta durante a imersão. O formato convida a momentos de pausa e relaxamento, aproximando a experiência de um spa em casa. Uma prateleira serve de apoio para os itens de banho, enquanto o degrau, feito com materiais reciclados, facilita o acesso. Produzida em Stonex®, a banheira reúne resistência, durabilidade e propriedades antiderrapantes. Esses recursos proporcionam conforto e facilitam o uso, reforçando a ideia do banheiro como um espaço dedicado também ao autocuidado. Ares do Mediterrâneo Na coleção Ona, a inspiração vem da proximidade com o mar e de um modo de viver associado à simplicidade e ao calor humano. Essas referências se refletem em linhas geométricas suaves e orgânicas, de estética leve e atemporal. Entre os metais da coleção, os monocomandos têm corpo cilíndrico e fino e acionamento minimalista. Diferentes alturas, opções para instalação sobre a bancada ou na parede e comprimentos de bica permitem adequar a peça ao projeto. Os acabamentos incluem Cromado, Matte Black, Rose Gold e Titanium Black. Desenvolvido para oferecer resistência à corrosão e a riscos, os acabamentos Rose Gold e Titanium Black recebem a tecnologia Everlux®, enquanto o cromado conta com Evershine®, garantindo brilho e uniformidade de superfície. Torneira em acabamento cromado da linha Ona Ruy Teixeira A preocupação com o consumo de água e energia se estende à tecnologia dos monocomandos. O Cold Start evita que o sistema de aquecimento seja acionado quando não há necessidade de água quente. Já o limitador de fluxo e o cartucho de diâmetro reduzido contribuem para a economia desses recursos. Essas escolhas contribuem para uma atmosfera mais acolhedora, em que estética, conforto e bem-estar fazem parte do dia a dia.
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8 ideias criativas para decorar o jardim no Halloween
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Arquitetura nordestina, arte e memória moldam casa erguida na serra fluminense
A memória, o repertório afetivo do morador e a paisagem da serra se encontram nesta casa de 230 m², no Vale das Videiras, em Petrópolis, RJ. Desenvolvido do zero pelo escritório Casé Arquitetura (@casearquitetura) e pelo arquiteto Dimitri Buriti (@dimitriburiti), o projeto foi pensado como uma construção térrea, longitudinal e profundamente conectada ao verde, mas sem recorrer a uma leitura literal da arquitetura regional. “Queríamos um lar de campo acolhedor, mas que também carregasse a história de quem mora ali”, diz a arquiteta Marcela Casé, do escritório Casé. O proprietário é o artista plástico e designer de joias André Lasmar, nascido em Pernambuco e radicado no Rio de Janeiro, que também participou do processo de criação da morada. VISTA | Encravada na serra de Petrópolis, RJ, a casa tem arquitetura inspirada nas residências do interior do Nordeste, com geometria simples e platibanda. Molduras pintadas na cor Amarelo Ouro, da Suvinil, e esquadrias rústicas de madeira. Em primeiro plano, escultura de vasos cerâmicos feita pelo artista e proprietário do imóvel, André Lasmar André Nazareth/Divulgação Dessa forma, a referência às habitações do interior do Nordeste aparece de forma reinterpretada, sobretudo na fachada, com geometria simples, platibanda, molduras em amarelo-ouro e esquadrias rústicas de madeira“A intenção era reverenciar esse saber construtivo sem transformar a construção em uma reprodução nostálgica”, afirma Dimitri. ÁREA SOCIAL | A convidativa entrada anuncia os ambientes sociais integrados. De um lado, parede com mosaico de pratos feito pelo artista André Lasmar; do outro, a área da lareira abriga a coleção de bancos de diferentes artistas André Nazareth/Divulgação Implantada de forma linear no terreno, a residência tem na grande varanda voltada para a mata o principal eixo de articulação entre interior e exterior. De um lado, estão sala de estar, TV, jantar e cozinha completamente integradas; do outro, a circulação leva às duas suítes. Leia mais A varanda acompanha praticamente toda a extensão do imóvel e estabelece uma relação direta entre os ambientes e a paisagem. AMBIENTES INTEGRADOS | Sala de estar e TV, lareira, sala de jantar e cozinha aberta estão conectadas e se abrem para a varanda e a paisagem verde por meio de grandes panos de vidro. O piso de assoalho de peroba-rosa de demolição, com execução de João Batista, de Minas Gerais, ajuda a integrar os ambientes com unidade visual André Nazareth/Divulgação Para André, participar do projeto tornou a experiência ainda mais pessoal. “É uma experiência única, pois não se trata apenas de habitar um espaço, mas também as escolhas, os desejos e as ideias que deram origem a ela. Foi como desenhar um jeito de viver”, comenta. RETRATO | Proprietário da casa, o artista plástico e designer de joias André Lasma está na varanda André Nazareth/Divulgação Na fachada, os materiais ajudam a construir uma identidade única. Tijolos maciços de demolição, madeira de peroba-rosa reaproveitada, telhas cerâmicas e emboço rústico — tipo de acabamento de alvenaria com textura áspera — formam uma base quente e terrosa, sobre a qual o tom amarelo-ouro se destaca. LAREIRA | A lareira foi incorporada a um bloco de alvenaria com nichos que acomodam lenha, objetos e parte da coleção de pequenos bancos. Ao centro, a obra em cimento de Marcelo Di Benedetto ocupa a parede acima do fogo, enquanto esculturas de Zélia Suassuna e outras peças de arte e artesanato reforçam o caráter afetivo da composição. Entre os objetos, destacam-se cerâmicas do povo Wauja — autodenominação hoje preferida para o grupo também registrado historicamente como Waurá —, reconhecido pela tradição ceramista no Alto Xingu, MT. A cabeça de santo é do artista pernambucano Nicola André Nazareth/Divulgação A estrutura arquitetônica híbrida combina concreto armado, madeira e alvenaria, e, em alguns trechos, os tijolos funcionam como paredes autoportantes, em que a própria parede é a estrutura, sem necessidade de vigas e pilares de concreto. Na sala de estar, a lareira assume papel central e organiza um ambiente marcado pela mistura entre arte, design e objetos pessoais. Obras de Jeff Alan, Mauricio Silva, Zelia Suassuna, Walter Carvalho e Marcelo Di Benedetto convivem com peças garimpadas e coleções do morador. Próximo à lareira, pequenos bancos formam quase uma instalação informal, reforçando a ideia de uma casa que continua sendo construída pelo uso. SALA DE JANTAR | Cadeiras garimpadas do antigo Mineirão, estádio em Belo Horizonte, MG, cercam a mesa e reforçam o caráter afetivo e pouco convencional da decoração. O lustre, também garimpado, acompanha a proposta de reunir peças de diferentes origens, enquanto a cristaleira de madeira, produzida por um fornecedor local, acrescenta um elemento rústico ao conjunto. Ao fundo, os tijolos maciços de demolição permanecem aparentes e ajudam a construir a atmosfera quente e marcada pelo reaproveitamento de materiais André Nazareth/Divulgação “A casa precisava funcionar como um palco para a vida, um suporte para memórias, objetos, arte e coleções que continuariam chegando ao longo do tempo”, diz Marcela. Essa lógica aparece na sala de jantar, onde cadeiras garimpadas, vindas da reforma das arquibancadas do Mineirão — estádio em Belo Horizonte —, cercam a mesa, sob um lustre igualmente garimpado. Uma cristaleira rústica, produzida por artesãos locais, acrescenta caráter regional ao déco COZINHA ABERTA | As bancadas em mármore Branco Paraná, executadas pela Top Mármores, dialogam com o frontão da pia, formado por fragmentos reaproveitados de mármore branco e assumidamente irregulares. Junto ao balcão, a coleção de bancos reunida por André Lasmar combina peças de diferentes artistas e transforma o apoio da cozinha em uma pequena mostra de design André Nazareth/Divulgação A cozinha aberta mantém essa linguagem e reforça o caráter social da casa. O balcão reúne diferentes bancos altos como uma pequena coleção de design, entre eles peças de André Lasmar e de Fernando Mendes. No frontão, fragmentos de mármore reutilizados formam uma composição irregular, assumindo marcas e imperfeições em vez de escondê-las. “A ideia nunca foi fazer os materiais parecerem novos. As marcas anteriores fazem parte da história da casa”, fala Dimitri. VARANDA | A estrutura de eucalipto roliço, da SJL, acompanha toda a extensão da casa e enquadra a vista para a mata. O piso da Santa Alda, 100% artesanal e feito de barro, reforça a linguagem rústica do espaço, enquanto a "rede cabeluda" de fibra de carnaúba, da loja Capivara do Vale, convida à permanência e à contemplação da paisagem. As luminárias de cerâmica, assinadas por Lia Gandelman, acrescentam textura artesanal André Nazareth/Divulgação Na varanda, a presença da natureza se torna ainda mais direta. Um grande tronco funciona como banco e peça escultórica, convidando à contemplação da mata. Leia mais Obras e intervenções criadas pelo próprio André — como totens de cerâmica e troncos coloridos — se espalham pelo terreno e reforçam a integração entre arte, arquitetura e paisagem. QUARTO | A abertura integral para a varanda transforma a paisagem em parte da decoração e reforça a relação direta entre área íntima e natureza. O piso interno em assoalho de peroba-rosa de demolição, executado por João Batista, de Minas Gerais, encontra os tijolos maciços reaproveitados da parede e a estrutura de eucalipto roliço da varanda, da SJL, mantendo a linguagem rústica e acolhedora da casa. Banquinho da Ilha do Ferro, AL. Cortinas da Decorações Petrópolis. Entre as obras de arte, aparecem uma fotografia de Walter Carvalho e um trabalho da artista nova-iorquina Roni Horn André Nazareth/Divulgação A suíte principal também se abre para a varanda, fazendo da vegetação parte da experiência cotidiana, com cama posicionada de frente à paisagem. Com atmosfera mais contida, o ambiente tem armários incorporados à alvenaria, e o uso de madeira de demolição reforça a simplicidade e a rusticidade desejadas. BANHEIRO | Os ladrilhos hidráulicos verdes, da Ladrilhos Petrópolis, revestem o piso e as paredes da área do boxe. A bancada em mármore Branco Paraná, da Top Mármores, equilibra a composição com um tom mais claro e valoriza a textura natural da pedra. Junto ao boxe, um pequeno jardim de inverno, com trepadeira tumbérgia, garante privacidade e mantém o contato com a vegetação André Nazareth/Divulgação No banheiro, o ladrilho hidráulico verde estabelece continuidade com o entorno. Um pequeno jardim de inverno junto à suíte garante privacidade e, ao mesmo tempo, mantém o contato com a natureza. “É uma casa que foi pensada para envelhecer bem, acumular camadas e continuar mudando com a vida do morador”, resume Marcela.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 15/10/2026
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Esqueça as abóboras! Vassoura floral é tendência no Halloween; saiba como fazer
As vassouras florais estão entre as principais apostas de decoração para o Halloween deste ano. O enfeite, que viralizou nas redes sociais em tutoriais de DIY (do it yourself, ou faça você mesmo), surge como uma alternativa delicada para quem deseja fugir dos tradicionais adereços de terror. Nessa releitura, as vassouras — símbolos clássicos do Dia das Bruxas — ganham flores secas, folhagens, fitas e materiais naturais, resultando em uma composição sutil e charmosa. O enfeite funciona bem em halls de entrada, aparadores, paredes e até como centro de mesa. "O mais importante é pensar no item dentro de um conjunto decorativo", orienta a especialista Erica Mansberger, idealizadora de uma oficina dedicada à confecção da peça. Além de flores e folhagens, os arranjos das vassouras florais podem incorporar ervas e vegetais aromáticos, adicionando uma camada sensorial à peça Erica Mansberger/Divulgação Como fazer uma vassoura floral para o Halloween? Para montar o arranjo, o caminho mais simples é usar uma vassoura de piaçava tradicional. "Ela já oferece uma estrutura firme e um visual rústico que combina com as propostas de Halloween", afirma Erica. O tamanho do objeto varia conforme a intenção do projeto, podendo ser aplicado em vassouras grandes de piso, modelos médios para aparadores ou versões mini para detalhes da mesa. Para quem deseja viver a experiência artesanal do zero, também é possível a construir a própria estrutura. "O ideal é usar cabos de madeiras duras e resistentes, como galhos secos de jabuticabeira, eucalipto ou canela", diz a especialista. As cerdas, por sua vez, podem ser confeccionadas com galhos de sorgo — matéria-prima tradicional na fabricação de palhas —, além de urzela, bétula e ramos secos de melaleuca. Nos vídeos que circulam nas redes, as vassouras florais ganham diferentes interpretações e abordagens. Alguns modelos recebem até pequenas luzes de LED entre as plantas e fibras TikTok/@of.salt.and.sea/@burpeegardening/Reprodução Personalizando a vassoura A personalização pode ser feita com flores secas, folhagens, galhos, sementes e fitas de materiais rústicos ou nobres, como veludo, juta, renda e algodão cru. As escolhas variam de acordo com o estilo e a intenção de cada pessoa. Para propostas românticas e delicadas, Erica recomenda trabalhar com tons claros e flores menores. Já para uma estética com a cara do Halloween, a especialista sugere apostar em elementos em tons de vinho, roxo, vermelho-escuro ou preto. Ícones tradicionais da comemoração — como pequenas abóboras, caveiras e morcegos decorativos — também podem complementar o arranjo. Outro toque que enriquece a composição é a inclusão de objetos pessoais e afetivos, a exemplo de cristais, amuletos, chaves antigas, medalhas e pingentes. A especialista ressalta que essa simbologia torna cada peça verdadeiramente única. "O mais interessante é justamente misturar texturas, materiais naturais e elementos de afeto para transformar uma vassoura simples em um objeto decorativo cheio de personalidade." As vassouras florais podem aparecer em diferentes abordagens estéticas: desde composições românticas, que priorizam o uso de flores e tonalidades neutras, até propostas mais condizentes com o Halloween, que incorporam elementos tradicionais da data, como morcegos e aranhas TikTok/@of.salt.and.sea/@andreamoradpour/Reprodução Montando o vassoura floral Segundo Erica, o primeiro passo é definir o ponto focal da composição, que geralmente fica próximo à junção do cabo com as cerdas. Em seguida, devem ser posicionados os elementos de maior presença visual, como galhos estruturais, folhagens e flores volumosas. As espécies e peças menores entram na sequência, preenchendo as lacunas e garantindo o acabamento fluído. Antes de fixar os materiais, a especialista reforça que vale testar a distribuição das cores, os volumes e as proporções. "O segredo é ir montando aos poucos, fazendo testes visuais antes de prender definitivamente cada elemento", diz Erica. Os tutoriais disponíveis nas redes sociais costumam utilizar a vassoura de piaçava como base. No entanto, abordagens mais artesanais apostam na criação da estrutura a partir do uso de galhos de madeiras naturais, como eucalipto e canela Tiktok/@homebeam/Reprodução Por fim, a amarração pode ser feita com fio de juta ou outro cordão rústico resistente. É fundamental ter delicadeza nessa etapa para prender o arranjo com firmeza sem partir as hastes ou danificar as pétalas e folhas frágeis. Para quem não tem muita experiência com trabalhos manuais, uma alternativa é montar um pequeno buquê com os elementos e fixá-lo em um único ponto da vassoura. Basta optar por uma fita imponente para completar a composição, sem exigir muitas etapas. Initial plugin text Além disso, a profissional ressalta a importância de preservar espaços livres. “Muitas vezes, uma composição mais leve valoriza melhor as texturas naturais da piaçava, das flores e dos galhos”, afirma Erica. Onde usar a vassoura floral na decoração? A peça pode ser posicionada no hall de entrada, no home office, em um canto especial da sala ou em composição com outros elementos temáticos de Halloween. Para Erica, no entanto, a opção mais criativa é pendurar a vassoura floral com um fio de náilon transparente sobre a mesa principal: a técnica cria uma ilusão de levitação, fazendo uma referência lúdica e poética ao universo das bruxas. O tamanho da vassoura utilizada na confecção do arranjo varia conforme a intenção do projeto, mas para abordagens mais sutis e delicadas, o ideal é priorizar modelos de tamanho médio Erica Mansberger/Divulgação A ambientação do entorno é o toque final. Velas e uma iluminação indireta a meia-luz valorizam as texturas das flores secas, das fibras naturais e dos demais adornos, criando um clima acolhedor e envolvente sem depender unicamente de enfeites caricatos. "O segredo é equilibrar a atmosfera misteriosa com a beleza dos elementos naturais e detalhes artesanais feitos com intenção", pontua a instrutora.
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St. James completa 50 anos entre a tradição artesanal e a expansão para o design autoral
Fundada em 1976, a St. James completa 50 anos em outubro de 2026 com uma trajetória marcada pela produção artesanal de objetos para servir e decorar a casa. Criada por Waldir Saad, pai de Ricardo Saad — atual CEO da marca —, a empresa expandiu seu portfólio original focado em serviço de mesa para coleções contemporâneas que abrangem objetos decorativos, iluminação e mobiliário. Ao longo desse percurso, a combinação entre design, trabalho artesanal e durabilidade tornou-se a espinha dorsal da identidade da St. James. A proposta ganha vida a partir de duas crenças centrais que orientam a marca desde a fundação: a de que a moradia é o lugar mais importante na vida das pessoas e a de que beleza e significado contribuem diretamente para o bem-estar. "Nosso propósito sempre foi levar beleza e significado para a casa dos nossos clientes, para que eles sejam mais felizes no lugar mais importante da vida", afirma Ricardo. O principal material utilizado nas peças da St. James é o latão, escolhido por sua nobreza e por permitir um trabalho artesanal altamente detalhado Douglas Santos/Divulgação Nos primeiros anos, os produtos eram voltados ao serviço de mesa e ocupavam o lugar central do portfólio. Baixelas, travessas, sopeiras e jogos de chá e café estavam entre os itens mais procurados, refletindo uma época em que receber à mesa e reunir a família em ocasiões formais tinham papel de destaque no cotidiano. Com o passar do tempo, a praticidade e a informalidade ganharam espaço nos hábitos domésticos, levando a marca a ampliar sua atuação. "Quando a St. James começou, o que trazia felicidade para as pessoas era estar à mesa, receber amigos e familiares e servir bem. Ao longo do tempo, esses hábitos mudaram: as pessoas passaram a valorizar a praticidade e a informalidade. O setor de decoração nos trouxe muito mais liberdade para criar", diz o CEO. Leia mais O movimento também respondeu à busca por uma identidade própria no mercado. Embora o design estivesse presente na história da St. James desde a década de 1980, a empresa estruturou um trabalho mais direcionado à área em 2007. Desde então, as colaborações com designers passaram a exercer papel fundamental no desenvolvimento de suas coleções. Para Ricardo, seis pilares orientam a criação dos produtos: design, produção artesanal, qualidade dos materiais, multifuncionalidade e interatividade, significado e atemporalidade. Cerca de 50 artesãos trabalham na fábrica da St. James, localizada na Zona Norte de São Paulo St. James/Divulgação Na fábrica da companhia, em São Paulo, o trabalho manual envolve etapas como serragem, soldagem, martelamento, lixamento e acabamento. O latão é uma das matérias-primas centrais do portfólio, escolhido por sua maleabilidade e pela precisão que permite nos detalhes. Com o tempo, a marca expandiu sua paleta material, agregando combinações sofisticadas com mármore, couro, resina, acrílico, cerâmica e corda náutica. São cerca de 50 artesãos e colaboradores, distribuídos por diferentes setores de manufatura. O tempo de desenvolvimento de uma peça varia de acordo com o projeto: enquanto alguns objetos ganham vida em poucas semanas, criações complexas podem levar mais de dois anos entre o protótipo e a versão final. O processo criativo não segue uma única fórmula. Em determinadas ocasiões, a marca convida um designer para desenvolver uma proposta específica; em outras, recebe profissionais que apresentam ideias autorais. Em seguida, o projeto passa por criteriosas avaliações técnicas para adequar o desenho às possibilidades de produção manual da fábrica. "Como trabalhamos com muitos designers, de diferentes origens e momentos de carreira, recebemos diferentes visões de mundo, experiências, memórias, emoções e referências culturais. Tudo isso é incorporado às coleções", fala Ricardo. A Fruteira Carambola, fruto da colaboração entre o designer Fabrício Roncca e a St. James, traduz em metal as formas orgânicas e estreladas da fruta, eternizando memórias afetivas da infância do designer Douglas Santos/Divulgação A multifuncionalidade e a interatividade também orientam a concepção dos objetos. Uma peça pode assumir múltiplos usos no cotidiano, como um balde de gelo que se transforma em vaso ou uma bandeja que funciona como petisqueira e centro de mesa. A intenção é integrar os produtos de forma natural à rotina, em vez de reservá-los apenas para ocasiões especiais. O significado, por sua vez, transparece nas referências pessoais e culturais incorporadas às coleções. Exemplo disso é a linha Carambola, inspirada nas memórias afetivas de infância do designer Fabrício Roncca, mostrando como uma criação pode associar a forma do objeto a uma história viva. Já a atemporalidade e a durabilidade relacionam-se à vocação de que as peças permaneçam relevantes ao longo das gerações. Um grande exemplo é o porta-caviar criado em 1976 — um dos clássicos da fundação. Essa longevidade se reflete também no depoimento de clientes que mantêm em uso cotidiano peças recebidas como presente de casamento há três ou quatro décadas. Criado em 1976, o porta-caviar é a peça mais antiga do portfólio da St. James e permanece no catálogo desde a fundação da marca St. James/Divulgação 50 anos no mercado O ano do cinquentenário reúne iniciativas que ampliam a presença da marca em diferentes segmentos. Entre elas está a Casa St. James, na capital paulista, inaugurada em fevereiro. Concebida como loja e espaço de relacionamento, o endereço apresenta os produtos em um ambiente totalmente residencial, mostrando como as peças convivem e dialogam no cotidiano. Para Ricardo, o espaço representa uma das principais ações da comemoração por permitir apresentar a marca para além de seus itens tradicionais. Clientes que associavam a St. James sobretudo aos objetos para servir encontram ali a expressão completa do portfólio, descobrindo suas coleções de decoração, iluminação e mobiliário. “A gente busca criar objetos que convidem à interação. Não queremos que fiquem guardados em um armário para serem usados apenas quando alguém visitar a casa uma vez por ano. Queremos que façam parte do dia a dia”, afirma. Na fábrica da St. James, o processo de produção é realizado artesanalmente em todas as etapas St. James/Divulgação Próximos passos Ao olhar para o futuro, Ricardo prevê a continuidade das colaborações com designers e a ampliação gradual do portfólio. A proposta é preservar a essência da produção artesanal e a qualidade dos materiais, ao mesmo tempo que a marca avança para novas categorias do morar e estabelece parcerias estratégicas com empresas de diferentes especialidades. Leia mais “Estamos olhando para os próximos 50 anos sem esquecer os 50 anos que nos trouxeram até aqui. Essa tradição nos dá confiança para ousar”, finaliza Ricardo.
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Carmen Portinho: a força invisível que ergueu o concreto da modernidade nacional
Existe um vício secular na forma como costumamos registrar e contar a história da arquitetura. Gostamos de atribuir edifícios inteiros, com suas toneladas de concreto, aço e vidro, quase que exclusivamente à caneta solta e inspirada de um único mestre criador. Celebramos a genialidade das curvas, o arrojo dos balanços e a poesia das fachadas, mas raramente nos perguntamos sobre as mãos e as mentes que calcularam cada peso estrutural, organizaram a logística dos canteiros de obras e enfrentaram a poeira e o sol para transformar um desenho conceitual em espaço vivenciável. Se olharmos para a consolidação do modernismo no Brasil, essa omissão histórica ganha contornos ainda mais profundos e injustos. Por trás de marcos fundamentais que desenham a paisagem das nossas cidades, operou uma força extraordinária que responde pelo nome de Carmen Velasco Portinho. Falar de Carmen não é apenas resgatar uma figura fascinante que desafiou o seu próprio tempo; para nós, arquitetos, é um exercício fundamental de reflexão, humildade e recomposição da própria verdade estrutural e social do nosso país. Posse de Carmen Portinho no cargo de Diretora do Departamento de Habitação Popular, em 16 fevereiro de 1948 Sem autoria identificada/Arquivo Nacional Nascida em Corumbá, MS, em 1903 e criada no Rio de Janeiro, Carmen demonstrou um espírito inconformista e inovador desde a juventude. Em 1925, consagrou-se como a terceira mulher a se formar em engenharia na história do Brasil, graduando-se pela tradicional Escola Politécnica da antiga Universidade do Brasil. Ingressar em um canteiro de obras rudes em meados da década de 1920 significava encarar um ambiente estritamente masculino e impregnado de preconceitos, o qual ela enfrentou com o rigor inquestionável do cálculo exato, uma capacidade técnica impecável e uma liderança natural impressionante. A engenharia, para Carmen, jamais foi entendida como uma profissão neutra ou reduzida a um mero conjunto de equações aplicadas. Ela compreendia perfeitamente que desenhar e erguer o espaço físico era uma extensão direta da construção da própria cidadania. Leia mais Ao lado de Bertha Lutz, tornou-se uma das vozes mais atuantes e expressivas do feminismo brasileiro, fundando nos anos 1920 a União Universitária Feminina e lutando ativamente pelo sufrágio feminino. Para ela, a emancipação das mulheres dependia do acesso pleno à educação superior, da autonomia econômica e da presença firme em carreiras técnicas e de decisão. Minha admiração por sua trajetória se adensa ainda mais quando analisamos sua contribuição pioneira para a habitação social. Em 1945, Carmen obteve uma bolsa de estudos do Conselho Britânico e viajou para a Inglaterra, onde vivenciou de perto as estratégias de reconstrução das cidades inglesas devastadas pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial. Lá, especializou-se em urbanismo e absorveu conceitos avançados sobre unidades de vizinhança, planejamento estatal e moradia mínima com padrão digno de vida. Ela não desejava apenas empilhar tijolos, mas sim projetar a vida comunitária com infraestrutura e respeito humano. O Conjunto Residencial Prefeito Mendes de Moraes (Pedregulho), projetado por Affonso Eduardo Reidy a partir das ideias de Carmen Portinho, tornou-se um marco do modernismo brasileiro, premiado na 1ª Bienal de São Paulo (1951) e celebrado internacionalmente Tiago Macedo/Wikimedia Commons Ao retornar ao Brasil, Carmen aplicou esse repertório com maestria ao assumir a direção do Departamento de Habitação Popular do Distrito Federal. Foi sob sua liderança firme que nasceu o lendário Conjunto Habitacional do Pedregulho, em São Cristóvão, na capital fluminense, com projeto arquitetônico assinado por Affonso Eduardo Reidy. O Pedregulho tornou-se um marco global justamente porque não era um mero bloco dormitório: o complexo integrava moradia, escola, ginásio, lavanderia comunitária, posto de saúde e mercado. Aquela famosa fita sinuosa de concreto que serpenteia a topografia do morro só saiu do papel porque Carmen garantiu a viabilidade técnica, orçamentária e social do empreendimento. Leia mais Contudo, foi no comando das obras do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o MAM, que Carmen demonstrou toda a sua capacidade como engenheira e gestora cultural. Nomeada diretora executiva adjunta em 1951, ela assumiu o desafio monumental de viabilizar a ousada estrutura idealizada por Reidy no Aterro do Flamengo. Para criar o imenso plano livre e a continuidade espacial do museu, a obra exigia pórticos externos monumentais em concreto armado que dispensavam colunas internas, demandando um rigor de engenharia cirúrgico e soluções limites para a tecnologia da época. Carmen Portinho foi diretora-adjunta/executiva do MAM Rio entre as décadas de 1950 e 1960 Halley Pacheco de Oliveira, CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons Carmen não apenas gerenciou a construção com extrema precisão técnica, mas também enxergou o museu como um polo irradiador de educação e transformação. Sob sua liderança, o MAM abrigou a Escola de Artes Plásticas, formando gerações de criadores e pensadores. Mais tarde, ela seria a grande articuladora da criação da Escola Superior de Desenho Industrial, a ESDI, inaugurada no início dos anos 1960 e reconhecida como a primeira faculdade de design da América Latina, consolidando um legado educacional e cultural verdadeiramente inestimável. Revisitar a trajetória de Carmen Portinho é um compromisso ético de justiça histórica que a nossa profissão precisa reafirmar constantemente. Ela nos deixou em 2001, aos 98 anos de idade, deixando um rastro de coragem, inovação e rigor técnico que continua a nos cobrar uma postura mais engajada e humana diante do espaço urbano. Carmen nos provou que a engenharia e a arquitetura, quando caminham juntas e alinhadas ao compromisso social, possuem a força transformadora de erguer não apenas edifícios de concreto, mas a própria dignidade do nosso futuro.
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9 marcas e designers colombianos que vale a pena ficar de olho
Todo mês de setembro, a cidade de Medellín, na Colômbia, sedia a La Feria de Diseño, um dos maiores eventos de design da América Latina. Neste ano, a 13ª edição, realizada entre os dias 10 e 12, colocou no centro do debate o resgate de saberes artesanais, o uso consciente de matérias-primas naturais e o compromisso com a sustentabilidade. A feira reuniu profissionais renomados, como Humberto Campana e Zanini de Zanine, além de mais de 200 marcas internacionais — com o Brasil liderando como a maior delegação estrangeira. Casa e Jardim esteve presente e selecionou designers e estúdios que você precisa conhecer. Confira a seguir! Centena Luminária Sombrilla, do estúdio de design Centena Stephanie Otero/Divulgação A luminária Sombrilla (27 × 24 × 24 cm) é inspirada no convite que duas cadeiras fazem para sentar e ter uma boa conversa. As cadeiras são modeladas à mão, e a base e a sombrinha são feitas por meio de moldes. @centena.co Leia mais Flubstudio Luminária .Bab_01, do Flubstudio Mateo Zuluaga/Divulgação A luminária portátil .Bab_01 (15 x 12 cm) é baseada na anatomia do baobá. Recarregável, está disponível em quatro cores inspiradas em musgos e fungos tropicais. Devido aos seus sulcos verticais, ao ser acesa, a luz emerge do centro e torna a estrutura quase translúcida. @flubstudio Maíz Papel O Cuenco de Tierra, do estúdio Maíz Papel Laura Rodríguez Williamson/Divulgação A marca cria objetos feitos à mão com fibras naturais — como milho, fique, bananeira, algodão e papiro. Como o processo é artesanal, cada peça é única. Um dos destaques é o Cuenco de Tierra, feito com fibra de bananeira e fique (mede 50 cm de diâmetro). @maiz.papel Materia Nomada O gabinete Hōng, da Materia Nómada Daniel Monroy/Divulgação Feito em pinus e madeira teca com um marcante acabamento em pintura vermelha, o gabinete Hōng nasceu para abrigar coleções de vinil. Assinado por pai e filho — o arquiteto Daniel Monroy e o carpinteiro Fabio Monroy —, o móvel une marcenaria artesanal e design. Suas dimensões são de 90 x 55 cm. @materianomada Nordhaus Poltrona e o pufe da coleção Muoto, da Nordhaus Simón Ortega Ángel/Divulgação A marca fundada pelo designer Alejandro Echavarría explora a madeira como um material vivo, flexível e resistente. A poltrona e o pufe da coleção Muoto — palavra que significa “forma” em finlandês — traduzem esse conceito em peças de linhas fluidas. @nordhausco Leia mais Objekt Banco Nara, da marca colombiana Objekt Elmer Andres Valbuena H/Divulgação O Banco Nara traduz a essência da marca Objekt, de criar peças que unem estética e funcionalidade. Suas dimensões de 180x45x30 cm transformam o assento em uma autêntica obra de arte. @objekt_mobiliario Tulasí Luminária Cinco Elementos, da coleção En luna llena, de Tulasí Tulasí/Divulgação De Bogotá, o estúdio de design é comandado pela arquiteta Lina Sánchez. Em parceria com artesãos, ela desenha peças que unem tecnologia, formas esculturais e fibras naturais, em especial o fique. A luminária Cinco Elementos, da coleção En luna llena, foi inspirada na paisagem noturna do Cânion de Chicamocha, em Santander, nordeste da Colômbia. @tulasi.co Verdi A escultura Árvore da Vida, da marca Verdi, no resort Amangiri, no deserto de Utah, Estados Unidos Tomás Vera/Divulgação Criado por Tomás Vera, o estúdio têxtil trabalha com tecelagem ancestral, fibras andinas e metais. A escultura Árvore da Vida, de 5 metros, já ocupou o showroom da marca em Bogotá e o resort Amangiri, no deserto de Utah, nos Estados Unidos. @verdidesign Zete.Studio Totem Piedras, do Zete.Studio Zete.Studio/Divulgação O totem Piedras, assinado pelos criativos Iván Hurtado e Jorge Mario Mejía, é inspirado nos desenhos curvos de Roberto Burle Marx. Com 1,80 metro de altura, mescla as madeiras nogueira, carvalho e cedro. @zete.studio Veja mais: como foi a 13ª edição da La Feria de Diseño, em Medellín (vídeo abaixo) 13ª edição da La Feria de Diseño acontece em Medellín, na Colômbia
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 15/10/2026
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Vidro reflecta: o que é, vantagens, desvantagens e como usar nos armários
Unindo a transparência do vidro comum a um suave toque reflexivo semelhante ao de um espelho, o vidro reflecta se tornou uma excelente escolha para elevar a decoração, principalmente no design de móveis — em especial os de madeira —, como guarda-roupas, armários de cozinha e cristaleiras. Se você está pensando em incorporar esse material no seu projeto, descubra agora como ele funciona, quais são os cuidados necessários e como usá-lo sem errar! Os armários e o forro foram executados de MDF Carvalho Poro, da Arauco, por R&E Móveis, enquanto as portas suspensas são de vidro reflecta bronze Rafael Renzo/Divulgação | Projeto dos arquitetos André Braz e André Motta O que é o vidro reflecta e como ele é feito? O segredo por trás do efeito espelhado é um processo de revestimento chamado coating. Nele, aplica-se uma fina camada metálica (geralmente óxido de metal) em uma das faces da placa. Leia mais Dependendo da cor escolhida, diferentes elementos químicos e ligas compõem essa cobertura e o vidro base: Prata e alumínio: base para o reflecta prata, com visual neutro e espelhado clássico. Óxido de ferro e cobre: utilizados para dar origem ao tom reflecta bronze. Óxidos de cobalto, níquel e ferro: combinados para criar o reflecta fumê. Titânio e ligas metálicas especiais: conferem o aspecto sutil do reflecta champagne. Óxido de cromo: utilizado para o reflecta verde. Óxidos mistos: base para o reflecta azul. Nesta área gourmet, armário superior com acabamento em laca Sayerlack Y099 e vidro reflecta bronze. Execução da Pica Pau Marcenaria Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório Sala2 Arquitetura Cuidados com a segurança e espessuras recomendadas Por conta das diferentes espessuras do reflecta — influenciadas pela camada metálica —, a Associação Brasileira das Indústrias de Vidro (Abividro) e a Associação Brasileira de Distribuidores e Processadores de Vidros Planos (Abravidro) reforçam a importância de escolher as medidas adequadas para cada tipo de mobiliário. Armários altos: quando instalados a partir de 1,10 metro do chão (como na parte superior de armários), a espessura comum de 3 milímetros do vidro atende perfeitamente. Móveis próximos ao chão: caso o material fique mais perto do solo, o recomendado é optar por vidros de segurança acima de 4 milímetros (temperados ou laminados) — o temperado se fragmenta em pedaços pequenos e arredondados em caso de impacto, enquanto o laminado faz com que os cacos fiquem presos a uma película interna, minimizando drasticamente o risco de acidentes. A madeira domina o ambiente, com folha de carvalho natural aplicada no armário com vidro reflecta bronze, por exemplo Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório Sala2 Arquitetura O efeito do vidro reflecta em cada cômodo Versátil, o material cria efeitos visuais distintos dependendo do ambiente onde é aplicado. A arquiteta Vivian Zanotto comenta os principais: “Na cozinha, o armário com vidro reflecta se torna um elemento para trazer amplitude e expor elementos, como as louças. Já no quarto, em um roupeiro, facilita a rotina por não precisar abrir as portas para enxergar o que tem dentro". Leia mais Vantagens do vidro reflecta na decoração Resistência e durabilidade: é um material robusto que garante longa vida útil ao mobiliário. Expositor discreto: ao contrário do espelho convencional, o vidro reflecta oferece um visual sutil, aconchegante e que quebra a rigidez e a dureza visual que o espelho comum costuma trazer. Na cozinha, marcenaria executada com lâmina de madeira ebanizada, com armários aéreos de vidro reflecta, por Móveis Nello Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto dos escritórios Triz Arquitetura e RMAA - Reinach Mendonça Arquitetos Associados Dinamismo com a iluminação: o jogo de luzes muda ao longo do dia, alterando dinamicamente o efeito refletivo conforme a incidência de luz natural ou artificial. Variabilidade estética: atende a diferentes estilos de decoração graças à sua ampla cartela de cores. Em estilo minimalista, o armário tem estrutura composta por MDF Carvalho Natural Preto Silk, da Guararapes, com portas em vidro reflecta fumê Emílio Rothfuchs/Divulgação | Projeto da arquiteta Vivian Zanotto Desvantagens e pontos de atenção Apesar de elegante, o vidro reflecta exige cuidados práticos no dia a dia. São eles: Necessidade de organização: a leve transparência do material requer que o interior do armário esteja sempre em ordem. Embora o reflexo ajude a disfarçar parcialmente, ele ainda evidencia os objetos guardados — o que pode ser um desafio para quem não tem uma boa organização. Equilíbrio na ambientação: Vivian alerta que o uso excessivo pode deixar a decoração fria: “Na composição, prefiro usar pontualmente, em harmonia com outros materiais, para que o ambiente continue acolhedor e caloroso”. Ao fundo, na cozinha, armários em melamina Leblon e melamina Carbo, com vidro reflecta cinza, executados pela Todeschini Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do arquiteto Wallace Oliveira, do escritório WA Arquitetura Como limpar e cuidar do vidro reflecta Para preservar a camada metalizada e garantir a durabilidade, a limpeza exige cuidados específicos: Produtos adequados: utilize um pano de microfibra macio levemente umedecido com água morna e algumas gotas de detergente neutro. Evite a secagem natural: nunca deixe o vidro secar sozinho. É fundamental passar um pano seco logo em seguida para lustrar e evitar manchas ou o aspecto embaçado. Frequência: o ideal é realizar a limpeza semanalmente para evitar o acúmulo de poeira e gordura na superfície.
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Vanessa da Mata mostra sua casa colorida e com design modernista em São Paulo
Extremamente apaixonada pela cultura brasileira e por suas raízes, a cantora e compositora Vanessa da Mata cruza o país de norte a sul para levar sua arte aos palcos. E suas andanças pelo Brasil não se limitam aos roteiros de shows: nascida no Mato Grosso, ela morou por 15 anos no Rio de Janeiro e, há cinco, decidiu chamar São Paulo de lar. O teto escolhido é uma casa de 357 m², distribuída em três pavimentos sobre um terreno de 600 m². Dois fatores principais chamaram a atenção da artista: o imóvel foi projetado — e habitado — pelo arquiteto e urbanista Flávio Villaça (1929-2021), exibindo uma forte linguagem modernista; além disso, a construção é abraçada por um amplo jardim com árvores de mais de 70 anos. “Lembra uma casinha de avó, com muita funcionalidade, arquitetura aberta e circulação fluida. Para mim, era essencial encontrar um refúgio que parecesse uma caixinha de música, um verdadeiro elixir para o caos urbano”, conta Vanessa. ÁREA EXTERNA | Ao fundo, há um pequeno lounge com mesa de jantar, restaurada pela Stalla Móveis, e churrasqueira. Ao lado dela, bancada executada em mármore Rosso Levanto pela Ambienta Mármores. No canteiro, maranta-charuto e alpínia-zerumbet. O verde das plantas contrasta com o muro rosa, cor Encontro Ardente, da Suvinil Wesley Diego/Editora Globo Recentemente, buscando intensificar os momentos de descanso e criatividade dentro de casa, a cantora sentiu a necessidade de reorgonizar a decoração para traduzir uma nova fase da vida — agora com os três filhos adultos. Para materializar esse desejo, entrou em cena a arquiteta Vanessa Ribeiro, à frente do escritório Quattrino Arquitetura (@quattrinoarquitetura). PISCINA | O piso da área externa e a piscina ganharam revestimentos quadrados da Strufaldi Cerâmica. Banco de mármore executado pela Ambienta Mármores. Wesley Diego/Editora Globo Leia mais RETRATO | Vanessa está na borda da piscina, cercada por costelas-de-adão e filodendros, com paisagismo assinado pelo escritório Belli Paisagismo Wesley Diego/Editora Globo “A reforma se concentrou no primeiro andar, onde está a área social e o terraço, justamente por contar com uma área externa exuberante. O objetivo foi potencializar a conexão com a natureza, criando um cenário perfeito para receber amigos, relaxar e escrever”, diz a profissional. DETALHES | Adornos de pássaros e livros decoram o banco que fica na área externa Wesley Diego/Editora Globo A principal intervenção aconteceu na piscina: antes “convencional”, a estrutura ganhou revestimentos em tons de branco e vinho, formando um desenho quadriculado que cria um contraste marcante com o verde da vegetação. RETRATO | Vanessa está numa cadeira feita pelo Mestre Jasson, artesão de Belo Monte, AL. Mesa de centro Ninfeia, do Fernando Jaeger Atelier, com adornos do Altheman Estúdio Criativo Wesley Diego/Editora Globo “Logo nas primeiras reuniões, apresentamos referências de piscinas coloridas e ela amou. Como a Vanessa adora o maximalismo, essa dupla cromática inspirou o restante da paleta, como a pintura rosa do muro e o roxo das esquadrias ”, relata a arquiteta. ÁREA SOCIAL | Conectado com a área externa, o living tem piano, tapete Horizonte e banco Tecla, ambos do Fernando Jaeger Atelier, e mesa de centro Pétalas, de Jorge Zalszupin Wesley Diego/Editora Globo Essas tonalidades também conversam com o sofá branco e roxo — que já fazia parte do acervo da moradora — e com algumas telas pintadas por ela mesma. Além de cantar e escrever, Vanessa cultiva a pintura como uma de suas grandes expressões artísticas. RETRATO | A mesa de centro Pétalas, de Jorge Zalszupin, e o sofá curvo, assinado pelo designer Giuseppe Scapinelli, já eram da moradora. Capas de almofadas do Mestre Espedito Seleiro, de Nova Olinda, CE. Ao fundo, tapeçaria de Concessa Colaço. Acima da lareira, obra do artista Cícero Dias Wesley Diego/Editora Globo Leia mais ÁREA SOCIAL | Em outro ângulo da sala, destaque para a cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer, do acervo pessoal. Mesas laterais Urca, do Fernando Jaeger Atelier Wesley Diego/Editora Globo “Muitas vezes, quando sinto ansiedade, me incomodo com alguma coisa ou me decepciono, eu vou pintar e escrever. São válvulas de escape que me aliviam muito”, revela a cantora. ÁREA SOCIAL | A estante em lâmina de jacarandá-da-baía, fabricada pela Celina Decorações nos anos 1960, foi garimpada pela moradora, assim como a luminária de teto, da antiga marca Lustres Pelotas. Poltrona azul UP5_6, de Gaetano Pesce. Tapete Relevos, do Fernando Jaeger Atelier Wesley Diego/Editora Globo E, como a música não poderia faltar, um piano e violões ganharam lugares especiais no living, ficando à espreita do momento em que os acordes soarão por toda a morada. SALA DE JANTAR | Os móveis dão um perfume vintage e colorido ao décor, com bufê rosa e cadeiras com estofado azul. No cantinho à direita, ao lado do bar, sofá Tonico, de Sergio Rodrigues. O piso de tacos é original da casa e foi preservado Wesley Diego/Editora Globo CANTO | O espaço é repleto de obras de arte, com criações de Amilcar de Castro, Iberê Camargo, José Pancetti, Milton Dacosta e Oscar Pereira da Silva Wesley Diego/Editora Globo O artesanato e o design brasileiros também marcam os interiores da área social, com peças icônicas como a mesa de centro Pétalas, de Jorge Zalszupin; o sofá Tonico, de Sergio Rodrigues; e a cadeira de balanço Rio, de Oscar Niemeyer. CANTO | A estante acomoda objetos afetivos e o cavalete apoia uma tela pintada pela própria moradora Wesley Diego/Editora Globo “Sou fascinada pela brasilidade em todas as suas esferas, da bossa nova ao modernismo”, diz a cantora que, em 2023, incluiu o clássico carrinho de chá JZ, criado por Zalszupin, na capa de seu single Vem Doce, do álbum homônimo. DETALHES | Adornos afetivos da mesa de centro Wesley Diego/Editora Globo Com esse precioso acervo modernista, o projeto no living focou na reorganização do mobiliário — algo que, para a moradora, é profundamente significativo. “Trocar os móveis de lugar me traz a sensação imediata de alívio, de saída de algo que estava estagnado, e dá fôlego para seguir uma nova fase de vida”, ela reflete. RETRATO | "Era essencial encontrar um refúgio que parecesse uma caixinha de música, um verdadeiro elixir para o caos urbano", diz Vanessa da Mata Wesley Diego/Editora Globo Veja mais: casa alugada do cantor Jota.pê em São Paulo tem muito artesanato e tons terrosos (vídeo abaixo) Casa do cantor Jota.pê valoriza tons terrosos, artesanato e peças afetivas
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Como limpar e hidratar o sofá de couro em casa? Guia prático com truques simples
Sofás costumam ser sinônimo de conforto e relaxamento. Para que os modelos de couro — natural ou sintético — continuem bonitos e agradáveis por muitos anos, porém, é fundamental adotar uma rotina adequada de limpeza e manutenção. "Os móveis feitos com couro natural têm durabilidade muito grande e, se bem cuidados, podem durar por gerações", diz Rodrigo Saragiotto, diretor técnico da Casa Romeu, fornecedora de couro desde 1948. O couro possui finas películas de proteção responsáveis pela durabilidade e impermeabilização da peça. O uso contínuo de solventes e sabões genéricos remove essa camada gradualmente, deixando o móvel vulnerável Magnific/Creative Commons Diferenças nos cuidados entre couro natural, sintético e ecológico O primeiro passo para conservar o sofá é identificar o tipo de revestimento. "O couro natural é pele animal, 'respira' e precisa de hidratação constante porque absorve água e suor com facilidade", explica Ricardo Schírmer, professor da ESPM Escola Panamericana de Artes e Design. Leia mais Já os revestimentos sintéticos, produzidos a partir dos polímeros PU (poliuretano) ou PVC (policloreto de vinila), têm manutenção mais simples: como não absorvem líquidos, não necessitam de hidratações profundas frequentes. Usar álcool, detergente multiuso, hidratante corporal ou óleo de cozinha é um dos erros mais comuns ao limpar o sofá de couro. Aqui, modelo Less, do estudiobola Roberta Gewehr/Divulgação | Projeto do escritório South Arquitetura Em relação ao chamado couro ecológico, Ricardo destaca que existem composições diferentes. No Brasil, o termo costuma se referir ao material de origem natural curtido com extratos vegetais, que requer cuidados semelhantes aos do couro tradicional. Porém, quando produzido com polímeros vegetais, os procedimentos de limpeza se aproximam daqueles recomendados para os revestimentos sintéticos. Encharcar o couro durante a limpeza faz com que a água, ao evaporar, retire a umidade e os óleos naturais da peça. Sofá de couro Bernardo, do Atelier Gustavo Bittencourt Ruy Teixeira/Divulgação | Projeto do escritório KAS ARQ Frequência de limpeza e hidratação do sofá de couro A manutenção regular é uma das melhores formas de preservar o material ao longo dos anos. Rodrigo recomenda remover o pó semanalmente e realizar uma limpeza mais profunda sempre que necessário ou, em média, a cada três meses. A hidratação também faz parte da rotina de cuidados, especialmente em ambientes secos ou quando o couro começa a apresentar uma textura áspera ao toque. Leia mais Além da frequência correta, os materiais escolhidos para realizar esse processo fazem diferença. Ticiana Villas Boas, CEO e fundadora da 55design, recomenda: "O ideal é utilizar produtos desenvolvidos especificamente para couro, que limpam sem agredir as fibras naturais do material". "Em limpezas leves, um pano macio levemente umedecido com água já costuma ser suficiente. Devem ser evitados produtos à base de álcool, solventes, alvejantes, lustra-móveis e qualquer substância abrasiva, pois podem causar manchas permanentes, ressecamento e desgaste precoce", ela complementa. Uma limpeza preventiva semanal com pano macio de algodão levemente umedecido em água é o segredo para prolongar a vida útil do sofá de couro. Aqui, modelo da Natuzzi Editions Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Virna Carvalho Limpeza de rotina do sofá de couro Para tirar a poeira e evitar o acúmulo de sujeira que desgasta o couro: Passe o aspirador de pó: use o bocal de escova macia para aspirar frestas, dobras e costuras sem arranhar. Pano úmido: remova o pó com um pano de microfibra levemente umedecido em água morna e torcido. Secagem: seque em seguida com uma flanela limpa e seca. Limpeza pesada do sofá de couro Se o couro estiver engordurado ou com sujeira incrustada, use uma solução neutra e suave: Dilua algumas gotas de detergente neutro em uma tigela com água morna até formar uma leve espuma. Umedeça um pano macio (ou esponja do lado amarelo/macio) na solução. Esprema bem — o pano deve ficar apenas úmido, jamais encharcado. Passe o pano em movimentos suaves e circulares, uma área por vez. Passe outro pano limpo umedecido apenas com água limpa para remover qualquer resíduo de sabão. Seque completamente o sofá com uma flanela ou pano seco. Como hidratar o sofá de couro natural A hidratação deve ser feita somente no couro natural, de preferência a cada três a seis meses. O couro sintético/ecológico não absorve hidratante e pode ficar pegajoso ou com resíduos. Use um hidratante próprio para couro (encontrado em supermercados ou lojas de estofados/automotivas) ou vaselina líquida. Aplique uma pequena quantidade em um pano macio e espalhe uniformemente por todo o sofá. Deixe agir por alguns minutos/horas (conforme instrução do produto) e passe uma flanela seca para tirar o excesso e dar brilho. Tentar secar o sofá de couro com secador de cabelo ou deixá-lo exposto diretamente ao sol encolhe as fibras e provoca fendas irreversíveis Ruy Teixeira/Divulgação | Projeto do arquiteto Cyro Guimarães, do StudioLIM, e da designer de interiores Raquel Triboni Como evitar rachaduras, ressecamento e manchas ao longo do tempo A forma como o sofá é posicionado dentro de casa também influencia diretamente sua conservação. É encorajado o posicionamento da peça longe de janelas com incidência direta de sol, além de utilizar cortinas, persianas e películas de proteção UV. "O mesmo cuidado vale para fontes intensas de calor, como lareiras e aquecedores", diz Ticiana. Ricardo chama atenção para outro fator: "O ar-condicionado deixa o ambiente muito seco e acelera o ressecamento interno do material. Por isso, o ideal é usar cortinas nas janelas", afirma. A falta de hidratação periódica com produtos específicos faz com que o couro perca sua flexibilidade natural, tornando-se rígido e propenso a trincar Magnific/jannoon028/Creative Commons Erros mais comuns na hora de limpar o sofá de couro Muitos danos ao couro acontecem por causa de hábitos aparentemente inofensivos. "Os erros mais comuns são usar óleos de cozinha ou hidratantes corporais, aplicar produtos multiuso e álcool achando que limpa tudo, além de encharcar o couro com água ou tentar secar o material usando secador de cabelo ou deixando no sol", alerta Ricardo. Saber identificar o revestimento é a palavra-chave para evitar manchas e descascamentos precoces no sofá de couro. Aqui, modelo da Casa Ática Fábio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do lighting designer Waldir Junior em colaboração com o arquiteto Guilherme Garcia Rodrigo explica que essas práticas podem comprometer a camada protetora presente no revestimento. Segundo ele, o couro recebe acabamentos com finas películas de proteção que aumentam sua durabilidade e ajudam na impermeabilização. Quando produtos à base de solventes são utilizados repetidamente, essa proteção é removida gradualmente. Para evitar problemas, o especialista recomenda optar apenas por itens identificados no rótulo como limpadores, higienizadores ou condicionadores específicos para o material. "Nunca use produtos que não foram formulados para couro na limpeza do seu sofá", reforça. O que jamais sar no couro Álcool, acetona, alvejantes ou amônia: mancham, desbotam e destroem o revestimento do couro. Limpadores multiuso comuns: possuem reagentes químicos muito agressivos. Esponjas de aço ou escovas de cerdas duras: arranham a superfície de forma irreversível. Excesso de água: pode infiltrar na espuma do sofá e causar mofo ou mau cheiro interno.
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Como projetar espaços wellness dentro de casa para ter bem-estar + 27 ideias
A busca por equilíbrio, desaceleração e qualidade de vida ressignificou a nossa relação com a casa. Muito além de uma tendência, a arquitetura wellness transforma o morar ao integrar saúde física e mental aos ambientes. "Quando projetamos espaços que acolhem e conectam as pessoas à natureza, criamos não apenas ambientes bonitos, mas também lugares que contribuem para uma vida equilibrada e consciente. Para mim, esse é o verdadeiro papel da arquitetura: cuidar das pessoas", comenta a arquiteta Juliana Pippi. A seguir, descubra os princípios fundamentais para projetar cômodos de bem-estar e confira ideias inspiradoras — de saunas integradas a cantinhos de meditação — para criar o seu próprio refúgio particular! Na cobertura, a piscina, modelo Faenza da Igui, é envolta por deque de madeira natural garapeira. Par de luminárias Clara, de Daniela Ferro, na Donaflor Mobília Marco Antonio/Divulgação | Projeto da arquiteta Juliana Pippi Para o arquiteto Ricardo Abreu, qualquer lugar cantinho — ou a própria casa inteira — pode se transformar em uma área wellness. "Há quem prefira explorar o banheiro como uma sala de banho, utilizando recursos como uma banheira para estimular momentos introspectivos. Mas todos os cômodos podem ter este direcionamento", diz. Nesse sentido, iluminação, materiais, sons, aromas e a conexão com a natureza fazem toda a diferença. "A experiência sensorial completa contribui para reduzir o estresse e melhorar a qualidade de vida, fazendo da casa um refúgio para recarregar as energias", adiciona o profissional. O espaço funciona quase como uma varanda, com rede a pedido do morador, e muitas plantas, entre elas, singônio rosa, renda-portuguesa, costela-de-adão, ficus elastica ruby e bambu André Mortatti/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu O conceito pode ser aplicado de diversas formas, sempre considerando o estilo de vida dos moradores. "O mais importante é que o cômodo favoreça momentos de pausa e reconexão", afirma Juliana. Leia mais Um banheiro inspirado em um spa, uma sauna, uma piscina aquecida, um espaço para ioga e meditação, uma varanda contemplativa, um jardim interno ou até um canto de leitura podem cumprir essa função. O canto zen tem tablado onde foi disposto um futon. O teto forrado de bambu, mesmo material da persiana, enaltece a atmosfera natural Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do arquiteto Richard de Mattos da Casa Caruru | Paisagismo de Pedro Rabelais Paisagismo Como montar um espaço wellness em casa Juliana ensina que o primeiro passo é pensar em como aquele ambiente será vivido. "Um espaço wellness precisa despertar sensações de acolhimento e tranquilidade." Para isso, é importante privilegiar a iluminação natural, a ventilação cruzada, integrar elementos da natureza, reduzir a poluição visual e investir em conforto. "Pequenos rituais, como apreciar a vista, ouvir uma música ou simplesmente contemplar o ambiente, também fazem parte dessa experiência", fala a arquiteta. O ofurô Oval Casal de madeira cedro-rosa, na Multiforma, está envolto do deque de madeira ipê champagne da Figueira Madeiras, que ganhou o estofado com execução de Nilton Estofados. Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi | Projeto do escritório Travessa Arquitetura Para Ricardo, a iluminação suave e quente é um dos principais recursos para se criar um espaço wellness. Ela deve ser, preferencialmente, indireta ou quase inexistente. "A presença de plantas contribui bastante, e o mobiliário precisa ser extremamente confortável e provocar a sensação de desprendimento do lugar: poltronas largas e baixas, redes, sofás profundos e com densidade baixa são alguns exemplos", indica o profissional. As pedras e o jardim vertical aproximam o morador da natureza. Metais da Deca. Banheira Banho Master, da SPA Versati Favaro Jr./Divulgação | Projeto da arquiteta Luana Mahfuz As cores podem ser claras ou mesmo escuras, dependendo da proposta do projeto. "Tonalidades escuras favorecem a um microclima de acolhimento. Mas, de modo geral, as pessoas relaxam mais com nuances suaves", pontua Ricardo. Leia mais , Na parte de materiais, Juliana sugere priorizar os naturais, como madeira, pedra, fibras, linho e cerâmica, que trazem aconchego e estimulam o toque. "As cores inspiradas na natureza — tons de areia, verde, terracota e nuances neutras — ajudam a criar uma atmosfera serena. Quando pensamos em wellness, todos os sentidos precisam ser considerados", destaca. Ideal para aproveitar momentos a dois, a área externa tem muitas plantas e iluminação natural. A rede ao fundo é da Westwing Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura Para os profissionais, a conexão com a natureza é um dos pilares dos espaços wellness e não pode ficar de fora. "O design biofílico é uma ferramenta poderosa para o relaxamento", coloca Ricardo. "Por meio da vegetação, da entrada de luz natural, da ventilação ou de uma vista privilegiada, essa relação é fundamental", completa Juliana. Espaço wellness em metragens reduzidas e sem gastar muito Ter um cantinho wellness em casa não demanda muitos recursos e espaço. Juliana aponta nem é necessário ter um ambiente exclusivo. "Um pequeno canto da sala, uma varanda, um trecho do quarto ou até um banheiro podem ser transformados em um espaço de bem-estar." As pedras da Tessela conferem uma atmosfera natural no banheiro, proporcionando relaxamento para o momento do banho Fábio Severo/Divulgação | Projeto do arquiteto Fernando Luiz Dal Bosco O grande segredo está na intenção do projeto. "Boa iluminação, plantas, uma poltrona confortável, poucos objetos e uma atmosfera organizada já são suficientes para criar um local de pausa dentro da rotina", detalha. Segundo Ricardo, o bem-estar não está necessariamente relacionado a grandes investimentos. "Em espaços reduzidos, às vezes só uma poltrona e um abajur em um canto da sala ou do quarto podem representar este espaço wellness", frisa. No canto da área externa, foi possível instalar uma sauna envidraçada, executada pela empresa Saunas Parthenon. A transparência permite contemplar as plantas Carolina Lacaz/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Divulgação | Projeto do escritório W.Arquitetura Outras vezes, basta reorganizar um ambiente, valorizar a iluminação natural, incluir plantas, utilizar fibras naturais, mantas, velas ou aromas, e reduzir excessos para transformar completamente a percepção do cômodo. "Arquitetura também é criar sensações, e isso pode ser alcançado com escolhas simples e conscientes", analisa Ricardo. A seguir, confira mais espaços wellness em casa para se inspirar! Canto de leitura Perfeito para ler e relaxar, este canto tem chaise verde Pitu, de Aristeu Pires, e poltrona de couro Benício, da Lider, que também forneceu a mesa lateral Drops, assinada pelo escritório Suíte Design. Luminária de piso Wish F, da Lumini. As plantas ao fundo dão um toque de frescor Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do escritório Conectarq Na varanda integrada à sala de estar foi criado um espaço de descanso e leitura com duas poltronas e uma estante de serralheria com objetos decorativos e plantas, executada pela Marcenaria Medeiros. Almofada da Codex Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório Deborah Roig Arquitetos Associados O espaço se converteu em canto de leitura, com poltrona vinda do endereço anterior e prateleiras de alvenaria fixadas na parede para acomodar as plantas da moradora Anita Soares/Divulgação | Projeto do escritório FPR Studio Poltrona Jangada, de Jean Jillon, comprada na Passado Composto Século XX. Luminária de Tolomeu da Artemide. Quadro da artista Gabriela Machado Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Moura Sala de banho relaxante Digno de spa, o banheiro minimalista tem luz natural filtrada pelo pergolado de madeira e as plantas completam a sensação de bem-estar. Projeto do estúdio Taller Paralelo Rafael Gamo/Divulgação | Projeto do estúdio Taller Paralelo Em clima de spa, a banheira de imersão acrílica da linha Essen, da Bela Metais, fica no piso elevado curvo, sobre o teto revestido de biribas de eucalipto, executado pela RSNespoli Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura A banheira ganha protagonismo em meio ai acho forrado de pedras naturais e imprime um ar de spa ao cômodo André Morttati/Divulgação | Projeto do escritório Studio Carlito e Renata Pascucci O P&B dominam o banheiro máster, que tem uma área de banheira separada, funcionando como um pequeno spa particular Naira Mattia/Divulgação | Projeto do arquiteto Ale Mellos O recuo lateral da suíte se tornou um espaço para spa, com uma banheira de imersão sob um pergolado de vidro. Banco Puppy, de Eero Aarnio para a marca Magis Edgard Cesa /Divulgação | Projeto do escritório Studio FP02 Spa particular Feita totalmente de madeira, a sauna da área de spa tem um jardim lateral com paisagismo para trazer mais contato com a natureza Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura Na área da sauna, tons suaves, madeira e acabamentos minerais, como o seixo telado branco, da Ekko Revestimentos, fazem uma bela composição no espaço destinado ao relaxamento André Nazareth/Divulgação | Projeto do escritório LINHA Arquitetura, da arquiteta Paula Daemon O spa, que pode ser integrado à piscina externa ao abrir os caixilhos, é composto por uma piscina com hidromassagem, sauna seca, ducha e área para relaxamento. O sofá é da Breton João Paulo de Oliveira/Divulgação | Projeto do escritório Saspadini & Schiavon Arquitetos Associados A área de relaxamento com hidromassagem tem um clima zen que mescla o cinza com a madeira. Banquinho da Galeria Teo. Escultura de parede do artista Marcello Nistche Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório GF Estúdio 55 A área de spa tem paredes revestidas de ripado em alumínio da Perfecta Esquadrias. A parte interna da sauna ganhou revestimento em cedro ripado do Ateliê das Saunas. Chuveirão e ofurô existentes Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Si Saccab Architecture & Interior Design No terraço externo da suíte máster há uma sauna úmida e ofurô para momentos de descompressão do casal de moradores Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Volpert O spa tem uma jacuzzi para conferir o relaxamento e uma claraboia no teto para permitir maior incidência da luz solar Mariana Orsi/Divulgação | Projeto do escritório Deborah Roig Arquitetos Associados No deque da UPM capital, está o spa da Jacuzzi, onde o projeto de paisagismo assinado pelo escritório, com plantas fornecidas por Ezequiel Paisagismo, garante frescor ao ambiente Julia Novoa/Divulgação | Projeto do escritório Studio Carlito e Renata Pascucci No spa, paredes e sofá de alvenaria com acabamento de cimento queimado na cor Geada, da Portokoll. Almofadas da JJ Estofados. Chuveiro da Sodramar Luiza Schreiner/Divulgação | Projeto do escritório House in Rio Arquitetura | Paisagismo da Selva
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Além de Arthur Aguiar: 8 famosos que enfrentaram a Justiça por conta de imóveis
O descumprimento de cláusulas contratuais, a falta de pagamento do aluguel e o fim do contrato estão entre os motivos que podem ocasionar uma ação de despejo. A medida determina a desocupação do imóvel e a devolução da posse ao proprietário. E, mesmo com fama e grandes patrimônios, alguns famosos já enfrentaram situações desagradáveis como essa. O ator Arthur Aguiar é um deles. Em setembro deste ano, a família do campeão do BBB 22 foi despejada de um apartamento de alto padrão em Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, devido à inadimplência de mais de três meses de aluguel. O imóvel tinha valor de locação estimado em R$ 60 mil mensais e contrato vigente até novembro de 2027. Arthur acumulou cerca de R$ 166 mil em valores atrasados. No início do mês passado, a locadora acionou a Justiça solicitando uma ordem de despejo com o prazo de 15 dias, bem como o pagamento do montante em débito, que inclui os juros. O ator Arthur Aguiar e a ex-esposa Jheny Santucci estavam construindo uma casa para comportar a família. No entanto, o casal rompeu o relacionamento a após os escândalos de despejo do imóvel Instagram/@arthuraguiar/Reprodução Arthur e seus advogados apresentaram uma defesa à Justiça e decidiram desocupar o imóvel na última quarta-feira (7/10). Além de contestar as taxas incluídas no débito, o documento relata descumprimentos por parte da locadora, como uma grave infestação de baratas no apê e a suspensão de serviços previstos no contrato. No entanto, não foi somente o ator que passou por essa situação. A seguir, listamos celebridades que também tiveram problemas judiciais em relação aos imóveis. Confira: Leia Mais Luciana Gimenez – cobertura de luxo, em São Paulo Luciana Gimenez é uma das celebridades que entrou na Justiça por conta de um imóvel, localizado no Parque Cidade Jardim, em São Paulo. Recentemente, a apresentadora publicou um tour pelo im nas redes sociais Instagram/@lucianagimenez/Reprodução A apresentadora Luciana Gimenez foi alvo de ações judiciais recentes. Desde 2020, ela é moradora de uma cobertura de luxo no Parque Cidade Jardim, em São Paulo. A ação de despejo deve-se ao fim do contrato, que estava previsto para julho deste ano, e os proprietários negaram a renovação. Conforme retratado pela Quem, o processo segue em andamento na Justiça e Luciana recebeu um prazo para desocupar o imóvel, visto que ela mora local com o filho menor de idade. A defesa da apresentadora alega que o último aditivo realizado se caracteriza como uma nova locação conforme a Lei do Inquilinato, que prevê os direitos e deveres tanto do locador quanto do locatário. Beyoncé e Jay-Z – mansão em Los Angeles, nos Estados Unidos Após serem despejados, em 2017, Beyoncé e Jay-Z adquiriram a mansão onde moram atualmente. A nova propriedade luxuosa conta com 1700 m² e tem oito quartos e 11 banheiros Vasquez-Max Lopes/Backgrid/Reprodução A lista também inclui o casal multimilionário Beyoncé e Jay-Z. Em 2015, a família recebeu uma ordem de despejo depois que a mansão onde morava, em Los Angeles, nos Estados Unidos, foi colocada à venda pelos proprietários. Com 1.500 m², a casa localizada no bairro nobre de Holmby Hills tinha o aluguel mensal de US$ 150 mil – o equivalente a mais de R$ 750 mil, na cotação atual. O proprietário decidiu vender a residência e recusou uma contraproposta dos artistas, dando a eles um prazo de 60 dias para desocupá-la. Belo e Gracyanne Barbosa – imóveis de luxo, em São Paulo Gracyanne e Belo foram despejados de antiga mansão em 2022, antes da separação do casal Instagram/@graoficial/Reprodução Em julho de 2022, Belo e Gracyanne Barbosa foram despejados de uma mansão de luxo em Moema, bairro da capital paulista, devido a atrasos no pagamento de aluguéis e do IPTU, além de danos ao imóvel. Na época, o valor cobrado pela Justiça ultrapassava R$ 400 mil. A defesa do ex-casal, porém, negou a inadimplência. No entanto, essa não foi a primeira vez que Belo enfrentou uma ação de despejo. Em 2017, o cantor desocupou de madrugada uma mansão no Jardim Paulista, também em São Paulo, para evitar escândalos. O aluguel do imóvel era de R$ 30 mil mensais, enquanto a Justiça cobrava mais de R$ 200 mil em pendências. Mc Guimê e Lexa – mansão em Alphaville, São Paulo O casal se divorciou em setembro de 2023, após oito anos juntos Minerva97/Wikimedia Commons; Instagram/@lexa/Reprodução O ex-casal Mc Guimê e Lexa também entrou para a lista de famosos com problemas imobiliários na Justiça. Em 2016, o cantor adquiriu uma mansão de 480 m², avaliada em R$ 5 milhões, em Alphaville, SP. Porém, em 2023, diante de uma dívida em aberto, a antiga proprietária acionou a Justiça para cobrar R$ 3 milhões, valor que incluía parcelas atrasadas da compra, aluguéis acumulados e cerca de R$ 170 mil em débitos de IPTU. O ex-casal viveu grande parte do relacionamento na mansão paulista envolvida na polêmica. Na foto, Lexa e Guimê posam em frente à casa Instagram/@lexa/Reprodução Lexa, que era casada com Guimê sob o regime de comunhão de bens, também foi responsabilizada pela dívida. Na época, em suas redes sociais, ela afirmou que o ex-marido havia assinado um contrato “bizarro” e que não morava no imóvel havia muitos anos. Nicolas Cage – mansões em Nova Orleans, Estados Unidos Duas propriedades do ator Nicolas Cage foram a leilão em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2009 Justass/Wikimedia Commons; Rudolphous/Wikimedia Commons Nicolas Cage, um dos grandes astros de Hollywood, perdeu duas mansões em Nova Orleans, nos Estados Unidos, em 2009. As propriedades foram leiloadas no valor de US$ 6,8 milhões, cerca de R$ 35 milhões, de acordo com a cotação atual. Leia Mais O ator devia cerca de US$ 5,5 milhões (R$ 27 milhões) em pagamentos de hipoteca. Além disso, mais de US$ 151 mil (cerca de R$ 762 mil) estavam em débito com a prefeitura local. Veja mais: conheça a casa do cantor Jota.pê em São Paulo (vídeo abaixo) Casa do cantor Jota.pê valoriza tons terrosos, artesanato e peças afetivas
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Casa de solteiro: como decorar um lar super funcional, prático e estiloso!
Morar sozinho permite que a casa seja pensada de maneira 100% personalizada. Sem a necessidade de conciliar diferentes rotinas, hábitos e preferências, o projeto de arquitetura e interiores pode partir diretamente do estilo de vida de quem ocupa o imóvel. Isso não significa viver em ambientes menores ou abdicar do conforto, mas sim criar espaços inteligentes que façam mais sentido para o dia a dia. Para os arquitetos Alexandre Müller, sócio do escritório Woho Arquitetura, e André Braz, o ponto de partida deve ser sempre entender a dinâmica do morador para definir os cômodos prioritários, integrar funções e escolher os melhores móveis planejados. A seguir, confira as principais dicas e soluções de arquitetura para planejar e decorar uma casa de solteiro com personalidade e funcionalidade. Organizar o fluxo de circulação e as zonas da casa primeiro faz com que a decoração final seja linda, fluida e extremamente prática Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do arquiteto André Braz 1. O layout começa pela rotina (e não pela estética) Antes de escolher cores, revestimentos ou objetos decorativos, o projeto deve considerar o fluxo de vida de quem vai morar ali. Por isso, a definição do layout é o primeiro passo. “A função vem sempre antes da estética”, reforça André. Alexandre segue uma linha semelhante: “Em vez de atender a diferentes rotinas familiares, o projeto parte dos hábitos, interesses e prioridades do morador”. Um bom layout otimiza cada metro quadrado, evita erros na compra de móveis e garante que a casa atenda exatamente às suas necessidades Felco/Divulgação | Projeto do Estúdio Maré 2. Integração de ambientes traz amplitude para apartamentos pequenos Em imóveis compactos, a integração de cômodos é uma das estratégias mais eficientes. Uma área social fluida permite que diferentes atividades aconteçam no mesmo espaço sem a sensação de aperto. Cozinha, sala de estar e varanda podem funcionar como um único ambiente integrado — perfeito para quem gosta de cozinhar enquanto recebe amigos ou para quem busca sensação de amplitude. A integração elimina barreiras visuais e conecta os momentos: você prepara uma refeição enquanto conversa com os amigos e aproveita um ambiente único e aconchegante Luiza Schreier/Divulgação | Produção: Rennan Scalabrin/Divulgação | Projeto da arquiteta Gabriela Ikeda Para aproveitar melhor a planta: Evite divisões desnecessárias: paredes extras dividem a luz natural e encolhem os cômodos. Mantenha a continuidade visual: use o mesmo piso ou uma paleta de materiais semelhante entre os ambientes para ampliar o olhar. Aposte em marcenaria contínua: móveis planejados que percorrem mais de um cômodo ajudam na circulação. Deixe áreas livres: não preencha todos os cantos. O espaço vazio é essencial para a arquitetura “respirar” e garantir leveza visual. Evite rupturas bruscas de cor entre os cômodos. Usar uma paleta única guia o olhar de forma fluida, deixando a casa visualmente mais ampla, elegante e organizada Mariana Boro/Divulgação | Projeto do escritório Woho Arquitetura 3. Defina as prioridades do seu imóvel Não existe uma fórmula única para a casa de solteiro ideal. O cômodo que recebe maior destaque varia de acordo com as suas prioridades: Para quem ama receber: a área social (cozinha, sala de jantar, estar e varanda) deve ser o coração da residência. Para quem faz home office: um escritório bem estruturado, silencioso e ergonômico ganha prioridade. Para quem foca no descanso: a suíte, o banheiro e o closet assumem o protagonismo do projeto. No home office, uma dica é investir em uma bancada sob medida. Ela pode funcionar como estação de trabalho durante o dia e integrar a área social à noite, otimizando cada centímetro da casa Felco/Divulgação | Projeto do arquiteto Thiago Breder 4. Móveis multifuncionais e marcenaria inteligente Quando a área é reduzida, móveis multifuncionais otimizam o espaço sem perder a praticidade. No entanto, os especialistas alertam que a multifuncionalidade precisa ser funcional no dia a dia, e não apenas no papel. Entre as boas soluções multifuncionais estão: Bancadas integradas: servem para refeições rápidas, mesa de jantar e estação de trabalho. Bancos com baú ou gaveteiros: acomodam visitas e oferecem armazenamento extra sob assentos ou janelas. Sofás modulares: adaptam-se para noites de filme ou recepção de convidados. Segundo André, recursos como camas retráteis podem exigir muito esforço diário, sacrificando o conforto em nome da economia de espaço. O sofá modular, como este da Muui, se adapta ao dia a dia, permitindo mudar a configuração para uma noite de filme a dois ou para receber a galera no fim de semana Daniela Magario/Divulgação | Projeto do escritório MonneArt Arquitetura Marcenaria planejada: um investimento estratégico Investir em móveis sob medida evita a compra de peças soltas que atrapalham a circulação. Algumas estratégias de marcenaria inteligente incluem: Armários do piso ao teto para otimizar o pé-direito. Cama baú ou com gavetas embutidas. Roupeiros e nichos integrados em corredores. Dica de organização: antes de projetar novos armários, filtre o que realmente precisa ser guardado. Um bom projeto cria o espaço certo para o que realmente faz parte da rotina, sem incentivar o acúmulo. Quer mais armazenamento sem perder espaço? Use um banco baú sob a janela ou na mesa de jantar: ele une conforto, assentos extras e organização inteligente Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do arquiteto Leandro Neves 5. Menos poluição visual, mais sensação de espaço Em ambientes menores, a quantidade de informação visual acumulada faz o imóvel parecer ainda menor. Para evitar essa sensação: Alinhamento de móveis: linhas retas e contínuas na marcenaria deixam o olhar descansado. Armários fechados: ajudam a esconder a bagunça diária e mantêm a estética limpa. Equilíbrio entre cheios e vazios: evite ocupar cada centímetro com objetos de decoração. Aposte em linhas retas na marcenaria e valorize as áreas livres para garantir leveza, fluidez e amplitude visual nos ambientes Juliana M Deeke/Beware Collective/Divulgação | Projeto do escritório COTA760 Arquitetura 6. Personalidade e afeto na decoração Morar sozinho é uma oportunidade de expressar sua identidade sem concessões. Você pode trazer personalidade à decoração por meio de obras de arte, cores, peças de design e objetos de viagem. Uma boa estratégia é investir em uma base arquitetônica atemporal e neutra (piso, paredes e móveis fixos, em nuances suaves) e deixar que o décor ganhe vida aos poucos. Comprar objetos gradualmente permite que o imóvel acompanhe as suas experiências ao longo do tempo. Traga lembranças de viagens para a decoração para dar vida, afeto e um toque único aos ambientes, contando a sua história nos espaços Sambacine/Divulgação | Produção: Simone Ratzik/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Gorayeb | Paisagismo de Anna Luiza Rothier 7. O quarto como refúgio de bem-estar O quarto de solteiro deve ser planejado com foco total no aconchego e na qualidade do descanso: Texturas e materiais quentes: pisos de madeira, cabeceiras estofadas ou em marcenaria e tecidos naturais (como algodão e linho) trazem conforto tátil e visual. Cores acolhedoras: pinturas ou texturas em tons médios ou terrosos ajudam a criar uma atmosfera relaxante. Iluminação indireta e aquecida: use luminárias de apoio ao lado da cama e lâmpadas de temperatura de cor quente (2700 K a 3000 K). Deixe o quarto com a sua cara: combine uma iluminação quentinha, boa organização e objetos que contem sua história para criar um espaço gostoso de viver Fran Parente/Divulgação | Produção: Manu Figueiredo/Divulgação | Projeto de interiores do escritório Memola Estúdio | Projeto arquitetônico do Studio MK27 8. Não existe "estilo de solteiro" Apesar de o conceito de “casa de solteiro” muitas vezes ser associado a um estilo rígido (como o industrial ou minimalista), os arquitetos enfatizam que não há regras. A moradia não precisa ter um estilo específico só porque é ocupada por apenas uma pessoa. “A casa precisa ter a cara de quem mora ali”, resume André.
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Fireplace no jardim: como criar áreas de convivência com lareiras externas
Com a busca por áreas externas mais confortáveis, elementos como fire pits, fogos de chão e fireplaces têm ganhado espaço em projetos de paisagismo e lazer. Além de proporcionar conforto térmico, essas estruturas funcionam como pontos de encontro e ajudam a prolongar o uso do jardim durante o outono e o inverno. Segundo o paisagista e biólogo Júlio Sousa, o fogo exerce um papel importante na composição visual. “Além de aquecer o ambiente, atua como um ponto focal na paisagem, criando uma atmosfera acolhedora que incentiva as pessoas a se reunirem para conversar, relaxar ou contemplar”, afirma. A piscina com borda infinita é toda revestida de pedra Hijau e abriga o fireplace, do mesmo material escolhido para o piso: granito branco Siena, da Gramobras. Espreguiçadeiras Preá, da Wooding Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto de arquitetura de Felipe Caboclo | Projeto de interiores do escritório NJ+ | Paisagismo por Hanazaki Paisagismo O que é um fireplace? Embora fireplace seja a tradução em inglês para lareira, o termo passou a ser usado no mercado brasileiro para os modelos contemporâneos, geralmente lineares, embutidos e sem chaminés. Essas versões costumam funcionar a gás ou bioetanol e podem ser instaladas em paredes, móveis ou estruturas integradas à área externa. Leia mais A principal diferença em relação às lareiras tradicionais está na instalação. Enquanto as convencionais exigem chaminé para a saída da fumaça, os fireplaces modernos dispensam essa estrutura e apresentam visual minimalista. Todos os quartos dão acesso para o jardim. Na varanda, o fogo de chão garimpado em antiquário foi posicionado junto a poltronas de acervo da família. Almofadas de Cintia Villela. Cestos da Íris Garden Anita Soares/Divulgação | Projeto do escritório Fossati Arquitetura Fire pit, fogo de chão, lareira ou fireplace? Embora muitas vezes sejam tratados como sinônimos, fogo de chão, fire pit, lareira e fireplace possuem características distintas. Entenda a seguir! Fogo de chão: é a versão mais simples e rústica, normalmente executada diretamente no solo ou em uma cava cercada por pedras ou tijolos. Fire pit: é uma estrutura projetada para conter o fogo de forma controlada, podendo ser fixa ou portátil e fabricada em materiais como aço, concreto e pedra. Fireplace: tornou-se um termo associado às versões contemporâneas da lareira, geralmente lineares, embutidas e abastecidas por gás ou bioetanol. Lareiras: são construções verticais equipadas com chaminé, enquanto os fireplaces modernos costumam ser lineares e movidos a gás ou bioetanol. Com vista para o lago, o fireplace é rodeado por um gramado e por ipês-rosas que foram preservados Júlia Tótoli/Divulgação | Paisagismo de Depieri Paisagismo Para o paisagista e botânico Alexandre Galhego, a popularização desses modelos está relacionada à maior flexibilidade de instalação. "No paisagismo brasileiro, o termo fireplace passou a designar as lareiras externas integradas a varandas, pergolados ou áreas gourmet", reforça. Como escolher o modelo ideal A presença do fogo influencia diretamente a forma como as pessoas ocupam a área externa. Em muitos projetos, se transforma no centro da composição, orientando a disposição dos móveis, da iluminação e até da vegetação. Entre os caminhos que percorrem o jardim de forma orgânica, um espaço de contemplação se destaca com as poltronas Astúrias, de Carlos Motta, e fire pit do acervo dos moradores Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Sabella Arquitetura | Paisagismo de Treliz Paisagismo "O fire pit ou a lareira funcionam como eixo de composição, e não como uma peça isolada. Os assentos, o piso e o paisagismo devem convergir para esse ponto", diz Alexandre. Por isso, layouts circulares ou em formato de U costumam ser os mais utilizados. Bancos de madeira, cadeiras para áreas externas, sofás e pufes ajudam a criar uma atmosfera acolhedora ao redor da chama. O entorno ainda pode ser demarcado com pedriscos, seixos, concreto ou dormentes de madeira, reforçando a sensação de permanência. Próximo ao fogo de chão, pinanga-de-coroa, helicônia, pleomele, guaimbê e liríope. Ao fundo, a árvore ixora preservada Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório Voa Arquitetura | Paisagismo de Bia Abreu Além do aspecto funcional, o fogo contribui para a leitura visual do jardim após o pôr do sol. "Em muitos casos, é o elemento que estende o uso da área externa para depois do anoitecer", destaca Alexandre. Qual lareira externa escolher? A definição do sistema depende principalmente do tamanho da área disponível, do orçamento e da frequência de uso. Próximo ao fogo de chão, costela-de-adão, guaimbê e trapoeraba. Placas de quartzito da RFP Pisos e Revestimentos JP Image/Divulgação | Paisagismo de Catê Poli Para jardins amplos e propriedades rurais, o fogo de chão costuma ser uma alternativa compatível com propostas rústicas e informais. Já os fire pits aparecem como uma solução versátil, disponível em modelos portáteis ou fixos e capaz de se adaptar a espaços de diferentes dimensões. Os fireplaces, por outro lado, exigem maior integração com a arquitetura da residência. Costumam ser instalados em varandas, áreas gourmet, pergolados e ambientes semi cobertos, onde podem ser utilizados com frequência ao longo do ano. O sofá curvo "abraça" o fire pit, da Construflama, todos revestidos de granito Álamo Navona, da Granos, com instalação da Hiper Pedras, material aplicado também no piso. O paisagismo tem projeto de Catê Poli, com implantação de Mônica Costa e execução da Dutra Paisagismo. Ducha de piso da Acqua Design Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do escritório Conectarq | Paisagismo de Catê Poli, implantado por Mônica Costa e execução da Dutra Paisagismo Segundo Júlio, também é importante considerar a infraestrutura necessária. "Lareiras e fireplaces exigem planejamento arquitetônico e, muitas vezes, sistemas como tubulação de gás ou pontos específicos de instalação", pontua. Leia mais Outro tópico importante é que a segurança deve orientar todo o projeto. Fire pits e fogos de chão devem ser instalados em áreas abertas, afastados de vegetação seca, copas baixas e materiais inflamáveis. Já fireplaces e lareiras costumam funcionar melhor próximos à casa, integrados a muros, varandas ou pergolados. Próximo à jabuticabeira, fogo de chão idealizado pelo SP Arquitetos com tocha interna da Construflama e seixos Campos do Jordão. Bancos da Bali Móveis Rústicos. Ao fundo, sapatinho-de-judia em vaso conduzido por malha metálica Leandro Moraes/Divulgação | Projeto do escritório SP Arquitetos | Paisagismo de Clariça Lima Mais um aspecto importante é a direção predominante dos ventos: a análise desse fator evita desconfortos futuros. "É fundamental observar a rosa dos ventos do terreno para que a fumaça não seja direcionada para dentro da residência ou para o rosto", explica Júlio. Além disso, plantas muito próximas ao foco de calor podem sofrer danos ou representar riscos, especialmente em estruturas abastecidas com lenha. Ao redor do fire pit, poltronas da Minotti criam um ambiente aconchegante no jardim Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório TWO Arquitetura Manutenção da lareira externa Nos modelos a lenha, como fogos de chão e alguns fire pits, a principal recomendação é remover as cinzas após o uso e manter a área protegida da umidade. Estruturas metálicas também podem exigir cobertura quando permanecem expostas à chuva. As lareiras tradicionais demandam limpeza periódica da chaminé para evitar o acúmulo de fuligem. Já os fireplaces abastecidos por gás ou bioetanol apresentam manutenção mais simples, normalmente limitada à limpeza das superfícies e à revisão das conexões de segurança. No quintal do imóvel, o paisagista Alexandre Furcolin criou uma praça com fireplace para que os moradores aproveitem o jardim mesmo nos dias frios Evelyn Müller/Divulgação | Projeto de arquitetura do escritório Padovani Arquitetos | Paisagismo de Alexandre Furcolin No caso das lareiras ecológicas, Alexandre alerta para os cuidados durante o abastecimento. "Nunca se deve reabastecer o reservatório com a chama acesa ou enquanto o equipamento ainda estiver quente." Sustentabilidade da fonte de energia O impacto ambiental dessas estruturas está diretamente ligado ao combustível utilizado. Modelos abastecidos com lenha produzem fumaça e emissões, embora o uso de lenha certificada ou briquetes ecológicos ajude a reduzir esse impacto. Já os fireplaces movidos a bioetanol utilizam combustível de origem renovável e apresentam uma queima mais limpa. O fireplace foi planejado com apoios para copos escondidos na madeira. Execução da Construtora Greenwood João Vitor Sarturi/Divulgação | Projeto da arquiteta Gabriela Casagrande "Para um projeto que busca menor impacto ambiental, os modelos a bioetanol e a gás costumam ser as alternativas mais eficientes, pois não geram fuligem nem resíduos sólidos", coloca Júlio. Além do combustível, a durabilidade dos materiais influencia a sustentabilidade do projeto. Estruturas executadas em pedra natural, aço corten, concreto ou inox tendem a apresentar vida útil longa, reduzindo a necessidade de substituições ao longo do tempo.
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Varanda com sala de jantar e brinquedoteca vira ponto de encontro em apartamento
A chegada de um novo filho foi o ponto de partida para transformar este apartamento de 130 m², na Vila Mariana, em São Paulo, SP. Assinado pelos arquitetos Gustavo Otsuka e Juliana Mancini, do Noma Estúdio (@noma.estudio), o projeto precisava acolher a dinâmica de um casal de médicos com dois filhos pequenos, melhorar a circulação e, sobretudo, eliminar a sensação de aperto que a planta original provocava. “O principal desafio foi superar a sensação de ambientes atravancados”, comenta Gustavo. Sem alterações estruturais, a intervenção mais importante foi deslocar em cerca de 1 metro a parede que separava cozinha e sala. A solução, segundo os arquitetos, ampliou a cozinha, viabilizou uma copa confortável e permitiu reorganizar toda a área social sem mexer nos pontos de hidráulica e gás. O living passou a funcionar de forma fluida e se integra completamente à varanda envidraçada. Na sala de estar, a retirada de excessos e a revisão do layout melhoraram a circulação e deixaram a vista para o Parque do Ibirapuera mais presente. LIVING INTEGRADO | Ao lado do sofá, mesas laterais Lótus Alta e Baixa, de Fernando Jaeger Atelier. Na parede, quadro de Silvia Chohfi e arandelas Lara (dourada), da Golden Art, e Esteca (branca), da Yamamura Gisele Rampazzo/Divulgação A base clara, com tons neutros e madeira, ajuda a valorizar a luminosidade natural, enquanto toques de azul acrescentam personalidade. Painéis de marcenaria organizam o ambiente e incorporam a porta de correr que leva à cozinha, desaparecendo visualmente quando fechada. Leia mais “A ideia foi trabalhar com poucos materiais, texturas delicadas e aplicações pontuais de cor, para que a vista e a luz natural fossem protagonistas”, conta Gustavo. SALA DE JANTAR | Na varanda envidraçada, a mesa de cumaru maciço foi desenhada pelo escritório especialmente para o apartamento. Cadeiras Oscar, de Alessandra Delgado. Luminárias pendentes Nuvem 60, da Golden Art. Ao fundo, a marcenaria executada pela Traço dá apoio ao ambiente, enquanto adornos da dpot objetos completam a decoração Gisele Rampazzo/Divulgação Na decoração, o mobiliário mistura peças de desenho contemporâneo e itens do acervo da família, complementados por obras de arte, entre elas um trabalho de Silvia Chohfi acima do sofá. Na varanda, a nova sala de jantar se tornou um dos principais espaços de convivência. A mesa de cumaru maciço, desenhada sob medida pelo escritório, ocupa posição central e se abre para a paisagem. BRINQUEDOTECA | A marcenaria executada pela Traço organiza livros e brinquedos em estantes, gavetões e nichos baixos, pensados para facilitar o acesso das crianças e estimular a autonomia no dia a dia. A luminária pendente Bobina, da Iluminoo, reforça o caráter leve e lúdico do ambiente, enquanto objetos decorativos da Coisas da Doris completam a composição com um toque artesanal e afetivo. Quadro Cool Kids Live Here, na Design Kids. Tapete da Tapetah Gisele Rampazzo/Divulgação O cômodo também ganhou apoio para refeições, brinquedoteca e uma pequena biblioteca dedicada às crianças. "A varanda integrada à sala de jantar virou o nosso lugar favorito: os adultos conversam enquanto as crianças brincam ali do lado, e todo mundo convive junto”, comemora o casal. BRINQUEDOTECA | Ao lado da mesa de jantar, o espaço comporta mesa de atividades com banco e cadeira da Muskinha. Cestos de palha da Bixitu Gisele Rampazzo/Divulgação A cozinha, antes estreita e em formato de corredor, foi ampliada e ganhou uma copa integrada, uma das principais demandas dos moradores. Bancadas de quartzo branco, marcenaria clara e revestimentos cerâmicos formam uma composição funcional e luminosa. COZINHA | A ampliação do ambiente permitiu criar uma área mais funcional e confortável para o dia a dia da família. A marcenaria executada pela Traço combina MDF Teka Soho, da Duratex, com Azul Ardósia, da Guararapes. As bancadas em quartzo branco, executadas pela Marmoraria Cocaia, acompanham o revestimento Make SGR NAT, da Portinari, usado no frontão. No piso, o porcelanato Scultore BE NAT, da mesma marca, foi escolhido por se aproximar do revestimento já existente. No canto, a parede azul marca o espaço da copa, pintada com a cor Sino de Igreja, da Suvinil. Cadeiras Canoa, de Fernando Jaeger Gisele Rampazzo/Divulgação Leia mais LAVANDERIA | A marcenaria executada pela Traço repete a combinação de MDFs Teka Soho, da Duratex, e Azul Ardósia, da Guararapes, criando continuidade visual com a cozinha. As bancadas de quartzo branco, da Marmoraria Cocaia, ajudam a iluminar o ambiente e oferecem uma superfície prática para o uso diário Gisele Rampazzo/Divulgação A lavanderia acompanha a linguagem estética da cozinha e foi reorganizada com novas bancadas e marcenaria sob medida. O objetivo foi ampliar o armazenamento e tornar o espaço mais eficiente sem criar uma ruptura visual entre os dois ambientes. QUARTO DO CASAL | A marcenaria combina MDF Teka Soho, da Duratex, com os padrões Areia e Peroba, da Guararapes, numa composição de tons naturais e suaves. O piso de cumaru maciço reforça a sensação de aconchego. Enxoval da Linea Home. Cortina da Progetto. Acima da cabeceira, a obra autoral do Tapeto Atelier introduz um ponto gráfico de cor, acompanhada por adornos da dpot objetos Gisele Rampazzo/Divulgação Na suíte do casal, a reforma aproximou dormitório e closet e melhorou a circulação. O piso original de cumaru foi restaurado, enquanto painéis madeirados, tons neutros e tecidos de linho valorizam uma atmosfera acolhedora. QUARTO DO CASAL | Sonho antigo da moradora, a penteadeira sob medida aproveita a faixa junto à janela e integra bancada, gavetas, prateleiras e espelho redondo em uma composição contínua de marcenaria, executada pela Traço. O banco Yumi, do Fernando Jaeger Atelier, acompanha o móvel, enquanto o tapete Estonado, da Tapetah, ajuda a delimitar a área. A cortina da Progetto filtra a luz natural, e adornos da dpot objetos completam a decoração Gisele Rampazzo/Divulgação Uma penteadeira desenhada sob medida realiza um desejo antigo da moradora e se integra à marcenaria sem pesar no conjunto. A varanda adjacente amplia a entrada de luz natural e mantém a conexão com a paisagem. QUARTO DO BEBÊ | A cama de solteiro já existente ganhou companhia da cômoda com trocador da Bixitu. Papel de parede listrado do Quintal de Madame, loja que também forneceu o enxoval. A faixa superior das paredes e o teto foram pintados na cor Cocada, da Suvinil. A arandela Piccolor, da Lumini, acrescenta iluminação pontual. Os cabides da Fato Objetos e peças da Coisas da Doris, somadas a objetos do acervo da família, completam o décor Gisele Rampazzo/Divulgação No quarto do bebê, a linguagem é suave. A cama de solteiro já existente foi adaptada ao novo projeto e convive com o berço e a cômoda desenhada pelo escritório. O bege aparece no teto e na faixa superior das paredes, combinado a um papel de parede listrado de textura delicada. QUARTO INFANTIL | No dormitório do filho mais velho, a paleta azul traduz a paixão da criança pelo mar. As paredes receberam a cor Claridade Suave, da Coral, enquanto o papel de parede Casinha Salva-Vidas e o Grid Colors Azul, aplicado no teto, são da Betsy. Seguindo a paleta, a marcenaria, executada pela Traço, apostou na laca azul. A cama Nuvem e a mesa de cabeceira Vitória, ambas da Muskinha, combinam madeira e palhinha, trazendo leveza à composição. Enxoval da loja Quintal de Madame. O playmat de alfabeto, da Coisas da Doris, cria uma área macia para brincar, e a arandela Click Estrela, da Muskinha, completa a iluminação junto à cama Gisele Rampazzo/Divulgação Já o quarto do filho mais velho, de 4 anos, ganhou uma identidade lúdica, ligada à paixão da criança pelo mar. O azul aparece nas paredes e no papel de parede, enquanto a palhinha natural introduz textura e calor. A marcenaria baixa, com estante, prateleiras, cestos e espelho posicionados na altura da criança, estimula autonomia e brincadeira. “Os cômodos infantis foram pensados para acompanhar o crescimento e permitir que as crianças usem o espaço de forma mais independente”, afirma Gustavo. QUARTO INFANTIL | Em outro ângulo do quarto do filho mais velho, a marcenaria executada pela Traço combina MDF Teka Soho, da Duratex, e laca azul, com armários, gavetas e prateleiras pensados para manter brinquedos e objetos ao alcance da criança. O livreiro de piso Lavanda, da Muskinha, reforça o incentivo à autonomia na escolha dos livros. Logo acima, o espelho da Ondo. Cestos organizadores do Atelier Baobá. Cestos aramados da Cadô Design. Objetos da Coisas da Doris e peças do acervo pessoal completam a composição Gisele Rampazzo/Divulgação A reforma, assim, não apenas acomodou um novo integrante da família, mas reorganizou o lar para uma rotina mais aberta ao convívio, à luz e à circulação. “O projeto parte de uma base contemporânea e acolhedora, mas cada ambiente foi pensado a partir do uso real da família”, resume o arquiteto.
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Teflon causa câncer? Entenda o mito e como usar suas panelas com segurança
Talvez você já tenha ouvido que as panelas de teflon podem representar riscos à saúde, ocasiando câncer. Mas, até o momento, não há evidências científicas de que o PTFE, material usado no revestimento antiaderente, cause a doença quando utilizado normalmente. “O teflon é o material mais usado em panelas e frigideiras por ser inerte, o que significa que não reage com a composição do alimento, mesmo sob aquecimento”, explica Fabio Rodrigues, professor do Instituto de Química da Universidade de São Paulo (USP). Depois de aplicado à panela, o teflon forma um revestimento estável e, segundo o professor, não há provas de que a ingestão de pequenas partículas do material seja tóxica ao organismo. O PTFE, conhecido comercialmente como teflon, é um material resistente ao calor e quimicamente estável em condições normais de uso Magnific/Creative Commons Isso não significa que o uso de panelas antiaderentes dispensem cuidados. Panelas de teflon, assim como utensílios feitos de outros materiais, devem ser utilizadas de acordo com as recomendações dos fabricantes. A seguir, confira as principais questões relacionadas à segurança das panelas e os cuidados que devem ser tomados. O que dizem as pesquisas? Parte da preocupação em torno do teflon está relacionada a estudos sobre a liberação de microplásticos e nanoplásticos e, separadamente, ao histórico de uso do PFOA na fabricação do material. Leia mais Em 2022, pesquisadores da Universidade de Newcastle, na Austrália, publicaram um estudo que investigou a liberação de microplásticos e nanoplásticos de panelas com revestimento de teflon e estimou a liberação de milhares a milhões de partículas em determinadas condições experimentais. A pesquisa, porém, não avaliou os efeitos dessas partículas no organismo nem estabeleceu uma relação com câncer. Os resultados também não permitem concluir que essa seja a quantidade de partículas ingerida por uma pessoa durante o uso cotidiano de uma panela. A afirmação de que 'teflon causa câncer' não encontra respaldo nas evidências disponíveis, assim como pequenos riscos no revestimento não significam, por si só, que a panela se torne tóxica Pexels/Caleb Oquendo/Creative Commons O teflon é o nome comercial do PTFE, um tipo de fluoropolímero — material plástico que contém flúor e apresenta alta resistência ao calor e a produtos químicos. O ácido perfluorooctanoico (PFOA) é um composto que foi utilizado historicamente como auxiliar na fabricação de fluoropolímeros, incluindo o PTFE. Em 2023, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (Iarc) classificou o PFOA como carcinogênico para humanos, com evidências limitadas de associação com câncer de rim e testículo em humanos. A classificação, porém, diz respeito ao PFOA, e não ao PTFE usado como revestimento das panelas. Leia também “Isso não significa que cozinhar em uma panela de teflon cause câncer. O PTFE é um polímero muito estável, e a FDA [Food and Drug Administration, agência federal de saúde dos Estados Unidos] informa que, nos revestimentos antiaderentes adequadamente fabricados, a quantidade de substâncias de menor tamanho molecular capaz de migrar para os alimentos é negligenciável”, esclarece Igor Marinho, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo. Apesar dos riscos cancerígenos não serem comprovados, os especialistas apontam o perigo de liberação de gases tóxicos quando o teflon é submetido ao superaquecimento extremo. “A degradação significativa do PTFE ocorre em temperaturas muito superiores às normalmente necessárias para cozinhar, particularmente a partir de aproximadamente 350 a 360 °C”, revela Igor. Panelas antiaderentes vazias podem atingir temperaturas elevadas rapidamente, favorecendo a degradação do revestimento Pixabay/Creative Commons “Nesses casos, o teflon aquece demais e pode degradar, liberando tanto gases fluorados, que são tóxicos quando inalados, quanto partículas muito finas que podem atacar o sistema respiratório”, adiciona Fabio. Uma panela antiaderente vazia pode atingir temperaturas muito elevadas em pouco tempo quando deixada sobre uma chama forte. Por isso, a recomendação é evitar o pré-aquecimento prolongado e o uso do utensílio em fogo alto. E os demais materiais? Não é apenas o teflon que exige cuidados durante o uso, como evitar o superaquecimento da superfície. “Nenhum material deve ser analisado simplesmente como ‘bom’ ou ‘ruim’. O risco depende da composição, da qualidade de fabricação e da maneira como a panela é utilizada”, explica Igor. No caso do alumínio, pode ocorrer migração do metal para os alimentos, principalmente quando a superfície está desgastada ou durante o preparo prolongado de receitas muito ácidas ou salgadas. Nas panelas de cobre, o cuidado com o revestimento interno é especialmente importante: em geral, esses utensílios recebem uma camada protetora para evitar o contato direto dos ingredientes com o cobre, sobretudo no preparo de alimentos ácidos. Panelas de alumínio, cobre, cerâmica, ferro e aço inoxidável têm características diferentes e também exigem cuidados específicos durante o uso Pexels/TIVASEE ./Creative Commons Panelas de cerâmica ou esmaltadas devem ser de boa procedência. Produtos fabricados de maneira inadequada podem apresentar metais como chumbo ou cádmio em pigmentos e esmaltes. “Já o aço inoxidável e o ferro fundido são materiais bastante estáveis para uso culinário”, afirma o infectologista. Quais cuidados devem ser tomados? Independentemente do material da sua panela, lembre-se de tomar alguns cuidados não apenas para manter a segurança, como também para manter o material íntegro por mais tempo. Para preservar o revestimento antiaderente, evite utensílios de metal e produtos abrasivos, que podem riscar ou desgastar a superfície da panela Pexels/Meaghan/Creative Commons “No caso das panelas de teflon, evite deixá-las vazias aquecendo por muito tempo. Utilize preferencialmente temperaturas baixas ou médias, respeite os limites de temperatura estabelecidos pelo fabricante, e evite usar utensílios metálicos ou materiais abrasivos que possam danificar o revestimento”, recomenda Igor. Os cuidados com eventuais marcas de riscos na panela de teflon são mais importantes para a efetividade da ação antiaderente do que em relação a perigos para a saúde. “A panela descascando pode levar à ingestão de pequenos pedaços. Esse polímero é inerte, não reage com ácido do estômago, então não é degradado no corpo. Até onde se sabe hoje, ele sairá do organismo, sem reagir, pelas fezes”, esclarece Fabio. Para os demais materiais, a lógica é semelhante: “Utilizar a panela para a finalidade para a qual ela foi desenvolvida, seguir as orientações do fabricante e evitar utensílios que apresentem deterioração importante da superfície”, fala Igor. Panelas com o revestimento desgastado podem perder a capacidade antiaderente e, quando apresentam danos significativos, devem ser substituídas Pexels/Cemrecan Yurtman/Creative Commons Recomendações de troca e escolha O momento de trocar panelas ou frigideiras de teflon pode ser identificado pela integridade do utensílio. “Quando riscadas, começam a perder a função antiaderente, de forma que o alimento gruda. É o momento de trocar de panela pela sua função, e não por questões de contaminação”, reforça Fabio. Após a troca, a escolha pela nova panela pode levar em consideração os usos e durabilidades dos produtos. “Aço inoxidável, ferro fundido ou aço carbono são materiais duráveis e não dependem de uma camada antiaderente que possa se deteriorar ao longo do tempo”, pontua Igor. Além disso, o infectologista sugere que seja conferida a procedência do material. “O consumidor deve procurar produtos de fabricantes confiáveis, destinados especificamente ao contato com alimentos e que tragam informações claras sobre composição, revestimento, temperatura máxima e cuidados de utilização." Na hora de escolher uma panela, vale priorizar fabricantes confiáveis e produtos com informações claras sobre composição, revestimento e cuidados de uso Magnific/Creative Commons É recomendável evitar produtos sem identificação adequada ou de procedência desconhecida, especialmente cerâmicas, esmaltes e utensílios importados sem informações claras sobre composição e controle de qualidade. Termos como “PFOA-free”, “PFAS-free”, “atóxico”, “natural” ou “cerâmico” podem ajudar na escolha, mas não devem ser considerados, isoladamente, garantia de maior segurança. “Não existe uma única panela ‘mais segura’ para todas as situações. Uma panela de boa procedência, utilizada na temperatura correta e mantida em boas condições é muito mais importante para a segurança do que simplesmente escolher ou evitar um determinado material”, diz Igor.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 13/10/2026
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Como restaurar móveis de madeira antigos em casa: tutorial e cuidados essenciais
Diferente de uma transformação comum, como uma nova pintura ou a simples troca de puxadores, uma boa restauração de um móvel de madeira deve preservar o valor histórico e as características originais do mobiliário. Revitalizar a peça sem perder sua essência exige não apenas os materiais corretos, mas também critérios precisos para avaliar o seu real estado. O que observar antes de restaurar Antes de qualquer etapa, é importante avaliar se o móvel ainda tem potencial para ser renovado. O principal é observar a estrutura: uma peça pode apresentar riscos superficiais, manchas ou desgaste no acabamento e, mesmo assim, estar estruturalmente íntegra. Verifique também se há partes soltas, rachaduras profundas e empenamentos. O lixamento é uma das etapas mais importantes da restauração, pois é ele que garante uma superfície lisa, uniforme e pronta para receber o novo acabamento Magnific/Creative Commons A presença de cupins, por exemplo, é um indicativo de que a mobília pode estar comprometida, exigindo cautela. A infestação é percebida principalmente pela presença de pó de madeira solto, pequenos furos na superfície e som de madeira oca ao bater. Nesse caso ou na presença de fungos e mofo, recomenda-se interromper qualquer intervenção até identificar a extensão do problema e tratar a causa raiz. Outro ponto importante é notar se o móvel já recebeu intervenções anteriores e se elas foram feitas da maneira correta. Colagens inadequadas, uso de pregos/parafusos fora do estilo original ou a substituição descaracterizada de partes são indicativos de que talvez não faça sentido realizar uma nova restauração. Leia mais Porém, vale ressaltar que, na maioria dos casos, mesmo móveis bastante danificados podem ser recuperados. O que determina a viabilidade da restauração não é apenas o estado físico da peça, mas também o seu valor histórico, afetivo ou de uso para o proprietário. Após essa análise inicial, planeje quais serão as partes a serem restauradas — isso porque nem toda "imperfeição" precisa ser eliminada. "Muitas vezes, essas marcas fazem parte da história da peça e sua remoção pode reduzir seu valor estético, histórico e até comercial", fala André Visockis, coordenador do ateliê de restauração da galeria Apartamento 61. Remover o acabamento antigo (verniz, tinta ou cera) é uma etapa que exige atenção para proteger tanto a estrutura original do móvel quanto a sua saúde Magnific/Creative Commons Passo a passo O mestre restaurador do Ateliê do Restaurador, Augusto Di Carpi, ensina um processo simples para restaurar um móvel de madeira em casa. Confira a seguir! Limpeza Higienize toda a peça com esponja e espuma de sabão de coco em barra. As propriedades desengordurantes do sabão ajudarão a limpar todos os resíduos. Essa operação deve ser feita apenas do lado externo, onde aparenta verniz. Em sequência, utilize um pano levemente umedecido para a retirada do sabão. Usando luvas nas mãos, na parte interna, utilize uma solução de metade água sanitária e metade água comum para ajudar na remoção do odor característico de armário fechado. Esse líquido pode ser espalhado com uma esponja diretamente na madeira. Depois, utilize panos secos para realizar a secagem das partes interna e externa do móvel. Remoção do verniz antigo Para cuidar da aparência externa, usando luvas, passe uma palha de aço número 2 no sentido das fibras da madeira. Isso deve ser feito até que o verniz tenha saído por completo. Faça esse processo com calma, em todos os cantos do mobiliário. Passe uma escova em toda a peça para retirada da poeira gerada pelo resíduo. Se o verniz velho (ou qualquer outro acabamento prévio) não for devidamente removido, a superfície continuará "selada", o que impede a aderência e a penetração do novo produto Magnific/Creative Commons Acabamento Com diferentes possibilidades, essa escolha depende do uso diário do móvel, da espécie da madeira e, principalmente, do acabamento original. Óleos naturais tendem a penetrar nas fibras da madeira, proporcionando um aspecto natural e acetinado, enquanto as ceras oferecem um toque aveludado e facilitam pequenas manutenções periódicas. Já os vernizes criam uma película de proteção mais resistente ao desgaste físico e à umidade. De maneira geral, em casa, os materiais mais simples para realizar o acabamento são a cera de carnaúba ou a cera de abelha, ambas na forma pastosa. Comece espalhando o produto em uma face da peça. Após, realize o polimento utilizando um pano macio. Faça esse processo com tranquilidade e calma, pois pode levar um tempo. Terminada a etapa anterior, aplique a cera em outra parte e faça o polimento, seguindo assim até que toda a peça esteja devidamente polida. Apesar da facilidade no restauro, o processo pode levar bastante tempo, pois exige a repetição das etapas. O cuidado e a delicadeza garantem um resultado mais satisfatório Magnific/Creative Commons Métodos e cuidados adicionais Transporte e manuseio das peças: é essencial que os móveis nunca sejam levantados pelos braços, encostos, gavetas ou partes decorativas. O ideal é movimentá-los sempre pela estrutura principal. Segurança em primeiro lugar: é importante utilizar equipamentos de proteção individual (EPIs) quando houver necessidade de lixamento ou manipulação de produtos químicos, além de garantir boa ventilação do ambiente. Cuidado com massas corretivas: segundo André, ao corrigir imperfeições, as massas possuem um comportamento diferente da madeira natural e podem absorver pigmentos e vernizes de maneira desigual. Por isso, devem ser utilizadas apenas quando estritamente necessárias e sempre escolhidas de acordo com o acabamento desejado. Decapagem química ou lixamento manual: a escolha depende da espécie da madeira, do acabamento existente e do objetivo da intervenção. As duas opções removem parte do acabamento original e, por isso, devem ser utilizadas com cautela. Elas podem alterar definitivamente a superfície, arredondar cantos, apagar detalhes construtivos ou modificar a textura quando realizadas sem conhecimento técnico. "Por isso, esses procedimentos não costumam ser indicados como primeira alternativa em móveis antigos, principalmente quando existe valor histórico ou de design", afirma André. A escolha do acabamento perfeito deve equilibrar estética e funcionalidade. É preciso considerar não apenas o visual e a textura desejados, mas também o nível de resistência que a rotina do móvel vai exigir Magnific/Creative Commons O que mais influencia no resultado André lembra que fatores como temperatura, umidade, tempo de secagem e até a escolha do tipo de pincel influenciam no resultado. Por isso, é comum que problemas como bolhas, fendas ou marcas de cerdas surjam ainda na fase de preparação, e não apenas durante a finalização. Uma dúvida comum é a respeito da maneira correta de aplicar o verniz, para evitar bolhas e marcas de pincel. Um resultado homogêneo depende mais da preparação da superfície do que da aplicação do material em si. Antes de qualquer acabamento, é fundamental identificar qual produto já existe na peça, prepará-la corretamente e escolher um verniz compatível. Manutenção no dia a dia Para manter um móvel restaurado com qualidade por mais tempo, a conservação diária faz toda a diferença. Mantenha a peça protegida da incidência direta do sol, controle a umidade do cômodo e evite o contato prolongado com água. Realizar limpezas periódicas é essencial, utilizando apenas produtos compatíveis com o acabamento da peça. Por exemplo, panos macios de algodão, escova de cerdas suaves, sabão neutro e cera ou óleo. Para evitar bolhas e marcas na aplicação de verniz, o segredo está na limpeza prévia e no lixamento das superfícies Magnific/Creative Commons "Também é importante evitar o uso indiscriminado de lustra-móveis à base de silicone, que podem deixar resíduos difíceis de remover em futuras intervenções", alerta André. Vale lembrar que essas dicas são gerais e mudanças mais profundas devem ser avaliadas por um especialista. Em caso de dúvidas ou situações em que você não se sinta confortável executando o processo, a consulta ou contratação de um restaurador profissional é indispensável.
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Boxe de folha única: dicas para não encharcar o seu banheiro + 15 inspirações
O boxe de folha única — ou meia folha — combina estética minimalista e continuidade visual, visto que deixa parte do banheiro mais aberta e cria a sensação de amplitude. Assim, pode ser uma boa alternativa para quem busca delimitar o cômodo sem comprometer a circulação. “A principal característica é que a área de banho não fica totalmente fechada. Trata-se de um trecho fixo, em vidro ou em alvenaria, que protege apenas a região de maior respingo de água, deixando ao lado uma passagem com ergonomia adequada para o acesso”, diz a arquiteta Mara Ramos. A parede revestida com porcelanato Coral Marble Decor WH Matte, da Portinari, traz um toque de textura ao ambiente. O restante das paredes e o piso receberam porcelanato Solene WH NAT, da mesma marca. Sob a bancada de mármore Branco Paraná, marcenaria executada com MDF amadeirado Savana, da Duratex. Metais no tom cobre, da Docol. Louças da Deca André Mortatti/Divulgação | Projeto da arquiteta Mara Ramos Principais vantagens do boxe de folha única Um dos principais pontos a favor é que a ausência de perfis metálicos aparentes contribui para uma composição contínua e sofisticada, valorizando a transparência do vidro e fazendo com que o boxe se integre de maneira natural ao cômodo. Leia mais “Na prática, também é mais fácil de limpar, pois não há canaletas onde a água e o sabão se acumulam, e o modelo envelhece bem. Além disso, por ter menos acessórios de fixação, tende a ser mais econômico”, acrescenta Mara. De concreto aparente, bancada do banheiro conta com duas pias integradas e prateleira com cestarias do Mercado São José. O boxe é delimitado por alvenaria e meia folha de vidro Walter Dias/Editora Globo | Projeto da arquiteta Cecília Lemos Outro ponto é a boa funcionalidade para famílias com crianças pequenas ou pessoas com mobilidade reduzida: como o modelo não exige soleira nem portas, o acesso à área de banho é facilitado, o que torna a circulação prática e pode contribuir para a segurança do ambiente. Limitações que devem ser consideradas No âmbito das desvantagens, é preciso considerar que o boxe de folha única exige cuidados para evitar problemas com a água. “É preciso haver uma proporção adequada entre o comprimento do boxe e a posição do chuveiro, para que a folha única realmente cumpra sua função de barreira — ou seja, evitar que a água respingue ou molhe a área externa”, comenta a arquiteta Marina Romeiro, uma das sócias do Estúdio Popa. A área do boxe, com divisória feita pela Vidraçaria Maracanã, abriga, além do chuveiro de teto Flex Max, da Deca, uma banheira freestanding Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Estúdio Popa A arquiteta Mara observa outros fatores. “A impermeabilização precisa ser impecável, o caimento do piso bem calculado, e vale pensar em um revestimento ou parede externa que resista bem à umidade, já que não há uma segunda barreira contendo a água.” Leia mais Por isso, é importante avaliar as características do ambiente e garantir que tanto o projeto quanto a execução sejam pensados para controlar os respingos e a umidade. A área do boxe foi revestida com pastilhas cerâmicas da Atlas. No ambiente com base neutra, o piso de ladrilho hidráulico quadriculado, do Museu dos Azulejos, ganha os olhares. A bancada executada pela Marmoraria Artista da Pedra ganhou misturador Duna Clássica cromado, da Deca, mesma marca do chuveiro Tubo Aquamax André Nazareth/Divulgação | Projeto do escritório Yebá Arquitetura Erros são mais comuns na instalação e como evitá-los O planejamento é fundamental para garantir que o boxe de folha única funcione bem no dia a dia. Para evitar os erros mais comuns, conheça-os abaixo: Escolher o modelo sem considerar o ambiente: em banheiros menores, a falta de espaço pode fazer com que a solução perca eficiência no controle da água. Deixar o escoamento em segundo plano: a posição do ralo e a inclinação adequada do piso são essenciais para direcionar a água e evitar que ela se espalhe. Calcular mal vidro e ferragens: a especificação incorreta desses elementos pode afetar a estabilidade e a segurança da estrutura ao longo do tempo. Não prever a área atingida pela água: é importante avaliar a posição do chuveiro e o comprimento do painel para garantir que os respingos permaneçam dentro da área molhada. Confira mais inspirações! O banheiro da suíte recebe bastante luz. Banco de madeira da Biasá. Saboneteira e toalhas da Il Casalingo Maíra Acayaba/Editora Globo | Projeto da arquiteta Juliana Garcia O iluminado banheiro do casal, com os cobogós aparentes, foi todo revestido com a cerâmica Sorrento Imperial, da Pierini, e recebeu torneiras e chuveiro da Deca, banheira de piso da Jacuzzi e banquinho da Tok&Stok Julia Tótoli/Divulgação | Projeto do CODA Arquitetos O mármore Calatta Paraná polido, da Pérola Mármores, reveste piso e paredes. A banheira instalada perto da janela permite momentos de relaxamento apreciando a vista Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do arquiteto Nildo José, do escritório NJ+ Espaçoso, o banheiro ganhou cor com o ladrilho hidráulico azul da Santo Antônio Ladrilhos, que emoldura a banheira Sampa da Sabbia. Já o piso e o nicho de xampu do boxe ganharam porcelanato Terralma Riviera, da Portobello. Banquinho da Vasap. Piso e paredes em microcimento na cor prata mineral. Estante aérea de chapa metálica e tubo redondo, com acabamento em pintura epóxi na cor corten, a mesma das portas de correr, com vidro acidato, executadas pela Metalúrgica Uniferros Gabriel Konrath/Divulgação | Produção: Amanda Lucchese/Divulgação | Projeto do escritório Arquideias A pedra Piracema assume protagonismo ao revestir piso, paredes, bancada e nicho, em uma leitura contínua que valoriza os veios naturais do material. A madeira aparece pontualmente para aquecer a composição, enquanto os metais em níquel escovado, da Kohler, mantêm a linguagem discreta e contemporânea do ambiente Antônio Soto/Divulgação | Projeto do arquiteto Brunno Costa A bancada com cuba esculpida em granito São Gabriel escovado, da Edmármores, destaca-se no ambiente de tons neutros. Piso de porcelanato Cemento Grigio, da Biancogres. Bica com acabamento grafite escovado da Docol. Bacia sanitária Gap, com caixa acoplada, na cor ônix, da Roca Jomar Bragança/Divulgação | Projeto do escritório Piacesi Arquitetura A sala de banho traz uma atmosfera leve e sofisticada, com louças brancas e revestimentos claros, além do piso de mármore Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Melina Romano Espelho e boxe da CFC Vidros. A bancada de quartzo branco, da Hiper Pedras, com marcenaria em folha natural de freijó, executada pela MD Marcenaria. Metais pretos da Deca André Mortatti/Divulgação | Projeto do escritório Península Arquitetura No boxe, chuveiro modelo Acqua Plus, da Deca. O piso em concreto, executado pela Aberdeen Engenheria, e o revestimento das paredes em cerâmica Atlas 15 x 15 cm, na Ekko Revestimentos, traçam uma base neutra. Bancada de pedra sintética Branco Prime, da Granivel Marmoraria Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho e Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Fato Estúdio Piso e bancada de porcelanato da linha Oh!take, da Portobello. Cuba e banheira da Vallvé. Metais da Hansgrohe Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto do arquiteto Rogerio Shinagawa
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 13/10/2026
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Renata Vanzetto ensina receita de massa com creme de limão-siciliano e espinafre
Celebrando a estreia da segunda temporada de Chef de Alto Nível nesta terça-feira (13/10), a chef Renata Vanzetto — uma das mentoras do programa — compartilha uma deliciosa receita de massa cremosa que leva muito parmesão e limão-siciliano. O preparo é ótimo para saborear vendo um dos 18 novos episódios, que serão exibidos às terças e quintas, na Globo, após a novela das 21h. Nesta temporada, além de Renata, o reality show vai contar com os chefs Alex Atala e Jefferson Rueda; juntos, os três serão mentores de 24 participantes divididos nas categorias profissional, da internet e amador. Uma grande novidade é que Ana Maria Braga, na bancada de apresentação, também vai provar todos os pratos criados pelos competidores. A disputa promete! Confira a receita a seguir. Leia mais Ingredientes 250 g de massa de grano duro (cavatappi); 1 colher (sopa) cheia de manteiga; 2 dentes de alho amassados; 200 ml de creme de leite fresco; 100 g de espinafre; raspas de 1 limão-siciliano; suco de ½ limão-siciliano; 100 g de parmesão ralado fino; pimenta-do-reino moída na hora a gosto; sal a gosto. Leia mais Modo de preparo Cozinhe a massa em água fervente com sal até ficar bem al dente. Reserve um pouco da água do cozimento antes de escorrer. Em uma frigideira grande, derreta a manteiga e doure levemente o alho amassado com a pimenta-do-reino. Acrescente o espinafre e refogue rapidamente, até as folhas começarem a murchar. Tempere com sal a gosto. Adicione o creme de leite fresco, as raspas de limão-siciliano e parte do parmesão ralado. Misture bem e deixe o molho aquecer em fogo baixo, até ficar cremoso. Acrescente o suco de limão-siciliano e misture novamente. Adicione a massa cozida e envolva delicadamente no molho. Se necessário, acrescente um pouco da água do cozimento para deixar tudo ainda mais cremoso. Dica: o segredo é não deixa o molho reduzir demais. A água do cozimento da massa ajuda a incorporar o parmesão e deixa o creme mais sedoso, sem ficar pesado. Sirva imediatamente, finalizando com o restante do parmesão ralado, raspas de limão-siciliano e pimenta-do-reino moída na hora. Os chefs Jefferson Rueda, Renata Vanzetto e Alex Atala são mentores da segunda temporada do programa Chef de Alto Nível, apresentado por Ana Maria Braga Fabio Rocha/Globo/Divulgação
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Mais da metade das orquídeas do mundo pode desaparecer, aponta novo estudo
Entre 55,6% e 69,2% das espécies de orquídeas podem estar ameaçadas de extinção, aponta uma revisão global publicada na revista Biodiversity and Conservation. O estudo reuniu pesquisadores de sete países, incluindo o Brasil, e analisou dados compilados até março de 2025. Hoje, a Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) é a principal referência mundial sobre risco de extinção. Das cerca de 30 mil espécies de orquídeas conhecidas, apenas 2 mil foram avaliadas, enquanto as demais ainda não possuem classificação oficial. A orquídea 'Cattleya porphyroglossa' está entre as espécies da família 'Orchidaceae' que podem estar ameaçadas de extinção Eric de Camargo Smidt/Divulgação "Poucas espécies foram avaliadas oficialmente e muitas dessas avaliações já estão desatualizadas. Regiões riquíssimas em biodiversidade, como a América do Sul e a Ásia tropical, quase não dispõem de dados", afirma o professor Eric de Camargo Smidt, do Departamento de Botânica da Universidade Federal do Paraná (UFPR) e coautor do estudo. A revisão recém-publicada buscou corrigir essas falhas e apontar prioridades de conservação. Os autores reuniram as informações disponíveis sobre a família Orchidaceae e usaram ferramentas de inteligência artificial para cruzar dados de distribuição, características das espécies e ameaças aos ambientes onde vivem. Com isso, estimaram o risco também das espécies que a IUCN não avaliou. Leia mais O estudo também indica que a América do Sul e a Ásia tropical têm mais espécies em risco do que apontam os dados oficiais. Segundo o professor, os modelos sugerem que o risco real é maior do que o registrado atualmente. Por que tantas orquídeas estão ameaçadas? Entre as principais ameaças está o desmatamento. Cerca de 75% das orquídeas são epífitas, ou seja, vivem sobre árvores hospedeiras. Segundo o estudo, são elas as mais vulneráveis. "Árvores grandes, que abrigam muitas orquídeas, são derrubadas, alterando o microclima da floresta, que passa a ter menos umidade e mais calor e luminosidade. Como crescem devagar, as orquídeas demoram muito para se recuperar dessas mudanças e podem ser extintas localmente", diz Eric. O desmatamento, as mudanças climáticas e a coleta ilegal estão entre as principais ameaças às orquídeas Flickr/Mono Andes/Creative Commons As demais espécies de orquídeas são terrestres ou mico-heterotróficas, que dependem de fungos para obter nutrientes. Muitas vivem em áreas pequenas e restritas, especialmente em montanhas tropicais. A espécie 'Bulbophyllum kaustkyi' está entre as orquídeas ameaçadas de extinção segundo a nova revisã Eric de Camargo Smidt/Divulgação Outras ameaças são a expansão da agricultura e da pecuária, as queimadas, a mineração, a urbanização, as mudanças climáticas e o extrativismo predatório. O comércio ilegal de espécies também persiste. Além disso, as mudanças climáticas afetam a reprodução das plantas. "O tempo de floração já não coincide com o dos polinizadores. Polinizadores migram ou desaparecem, deixando as plantas sem condições de reprodução", afirma. Cenário no Brasil Leia mais A Mata Atlântica concentra diversas orquídeas epífitas, que sofrem com a perda de habitat. Segundo Eric, gêneros como Cattleya e Vanilla também enfrentam a pressão da coleta ilegal. “A perda das orquídeas indica a degradação das florestas e a perda de árvores antigas”, conclui.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 13/10/2026
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Projeto aposta em madeira, pedras e adega em apê paulista marcado por integração
Com uma atmosfera silenciosa e contemplativa, este apartamento de 200 m², em Pinheiros, em São Paulo, SP, foi concebido para um casal com um filho que desejava viver com amplitude, sem abdicar de espaços de recolhimento. Assinado pelo escritório Architects Office (@architectsoffice.co) , o projeto foi desenvolvido do zero e se organiza em dois grandes setores — social e íntimo — conectados por uma varanda ampla de desenho curvo, que acompanha boa parte da planta. “Partimos da ideia de continuidade, tanto espacial quanto material. Queríamos que arquitetura e paisagem fossem percebidas quase como um único campo, sem rupturas muito evidentes”, diz o arquiteto Greg Bousquet, sócio do escritório. LIVING | O piso de assoalho de cumaru, da Parket, e as paredes com revestimento cimentício Frazione Bianco 2 x 22 cm, de Nina Martinelli, que lembra textura de pedra natural, reforçam a ideia de continuidade. Obra de arte botânica criada especialmente para o projeto pelo Atelier Adriana e Carlota. Na sala de estar, a poltrona de leitura Atlântica, de Mauricio Arruda para a Lider, divide espaço com as poltronas Gilda, do estudiobola Maíra Acayaba/Divulgação A estratégia aparece desde o living, onde sala de estar, jantar e cozinha formam uma sequência contínua. A paleta suave, baseada em off-white, madeira natural e tons profundos de pedra, reforça a unidade visual, enquanto revestimentos de textura artesanal acrescentam profundidade sem pesar no conjunto. Leia mais Na sala de estar, o assoalho de cumaru aquece a base neutra e dialoga com a marcenaria de nogueira. Sofá e poltronas de desenho contemporâneo organizam a área de convivência, acompanhados por mesas de centro e iluminação de linhas discretas. LIVING | Na sala de jantar, mesa e cadeiras de Guilherme Wentz. Pendente de resina do Estúdio Rain. A composição se abre para o estar, cozinha e adega, mantendo a sensação de amplitude proposta para todo o apartamento Maíra Acayaba/Divulgação Uma obra botânica criada especialmente para o projeto pelo Atelier Adriana e Carlota ocupa posição central no ambiente e reforça a aproximação com elementos naturais. Trabalhos de Francine Jubran e André Balbi completam a seleção de arte. “A presença da natureza não está apenas na vista ou nas plantas, mas também nos materiais, nas texturas e nos acabamentos”, afirma Greg. Essa percepção é enaltecida por um revestimento cimentício modular off-white, com estética e acabamento inspirados na textura de pedra natural, que percorre diferentes cômodos e funciona como uma espécie de fio condutor entre área social e setor íntimo. ADEGA | Na adega, os painéis e o forro em MDF Nogueira Caiena, da Duratex, criam uma atmosfera envolvente e destacam as garrafas expostas em suportes fixados diretamente na marcenaria. O aparador suspenso em granito Verde Candeias incorpora a champanheira e foi executado pela Neogran Maíra Acayaba/Divulgação Na sala de jantar, uma mesa longa com cadeiras de Guilherme Wentz acompanha a proporção generosa do living. Sobre o conjunto, o pendente de resina do Estúdio Rain acrescenta um elemento escultórico à composição, sem romper a atmosfera serena do espaço. A proximidade com a cozinha mantém a dinâmica de refeições e encontros integrada à rotina da família. Ao lado, a adega foi tratada como extensão da área social, com aparador em granito Verde Candeias e champanheira incorporada. O material reaparece na cozinha e contribui para estabelecer unidade entre os ambientes de receber. COZINHA | Na cozinha integrada ao living, a ilha revestida em granito Verde Candeias levigado, executada pela Neogran, funciona como apoio para o preparo das refeições e como ponto de encontro. Banquetas de Marcelo Caruso. Paredes com textura Cristallini Fino, na cor Pássaro do Inverno, da Ibratin Maíra Acayaba/Divulgação Ainda na cozinha, a convivência se dá em torno de uma grande ilha no mesmo granito. Banquetas de Marcelo Caruso aproximam o preparo das refeições da vida social, enquanto a bancada da pia se prolonga lateralmente em direção à área de serviço, mais reservada. Leia mais “O projeto foi pensado para favorecer encontros, mas sem transformar tudo em um único grande salão. A continuidade existe, porém cada ambiente mantém uma função e uma escala próprias”, explica o arquiteto. SALA DE TV E HOME OFFICE | Vinda da sala de estar, a parede com revestimento Frazione Bianco, de Nina Martinelli, mimetiza uma porta com puxador em cava. Tons rosáceos no confortável sofá e na bancada de trabalho suavizam a composição. Piso de cumaru da Parket Maíra Acayaba/Divulgação A transição para a área íntima acontece por uma sala de TV que também incorpora o home office. O revestimento cimentício, vindo da sala de estar, recebe portas mimetizadas, recurso que reduz interferências visuais e mantém a leitura uniforme das superfícies. Com tonalidades suaves, o sofá amplo e a bancada de trabalho dividem o espaço sem competir entre si. QUARTO DO CASAL | O painel da cama e o closet foram executados em MDF Nogueira Caiena, da Duratex, o que criou uma transição contínua entre dormitório e área de vestir. O assoalho de cumaru, da Parket Pisos, reforça a presença da madeira e aquece a paleta neutra do ambiente. Nas paredes, textura Cristallini Fino, na cor Pássaro do Inverno, da Ibratin Maíra Acayaba/Divulgação No quarto do casal, a atmosfera se torna contida. O assoalho de madeira, a marcenaria em nogueira e os tons neutros mantêm a coerência com o restante do apartamento, enquanto o closet cria uma transição entre dormitório e banheiro. A composição privilegia linhas simples e materiais naturais, reforçando a ideia de conforto silencioso. QUARTO | Em um dos dormitórios, o MDF Nogueira Caiena, da Duratex, volta à cena, seguindo a materialidade do projeto. O piso segue na toada da madeira, com réguas de cumaru executadas pela Parket Pisos. Cadeira Girafa, criada por Lina Bo Bardi, Marcelo Ferraz e Marcelo Suzuki Maíra Acayaba/Divulgação No banheiro do casal, o quartzito Fusion reveste o piso e as paredes em grandes placas e assume protagonismo. A bancada em granito Marrom Tabaco cria contraste com a pedra clara, enquanto metais em grafite escovado, chuveiro de teto e banheira completam o c. BANHEIRO DO CASAL | O quartzito Fusion, da Neogran, reveste piso e paredes em grandes placas de 120 x 120 cm para criar uma superfície contínua. A bancada suspensa de granito Marrom Tabaco, executada pela mesma empresa, incorpora a cuba e contrasta com a base clara do ambiente. O boxe com estrutura preta e vidro transparente mantém a leitura leve e contemporânea, enquanto o espelho de grandes dimensões amplia visualmente o espaço. Metais da Docol Maíra Acayaba/Divulgação “Buscamos trabalhar com poucos materiais, mas com presença. A intenção era criar unidade e, ao mesmo tempo, deixar que cada textura tivesse força suficiente para ser percebida”, resume Greg.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 12/10/2026
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Precisamos pensar em casas para crianças que estimulem a autonomia!
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Sal no ralo do tanque funciona? Entenda a técnica e veja os cuidados necessários
O uso diário do tanque sem cuidados de prevenção pode levar a um entupimento indesejado. Na internet, não faltam sugestões de receitas caseiras para a resolver o problema. Entre elas, destaca-se o uso de sal no ralo, mas será que a medida é realmente eficaz? Veja o que dizem os especialistas: Sal no ralo do tanque funciona? A resposta é sim, porém com limitações. Segundo Daniel Agra, professor de engenharia da Universidade Anhembi Morumbi, o cloreto de sódio, conhecido como sal de cozinha, tem duas propriedades relevantes nesse contexto: ele é higroscópico — absorve água, ajudando a desagregar gordura e matéria orgânica — e levemente abrasivo. “Combinado com água quente, ajuda a amolecer a gordura solidificada nas paredes do tubo, permitindo que o fluxo de água a arraste”, resume Daniel. “Ele é mais útil quando o escoamento está apenas lento e existe um acúmulo leve de resíduos no encanamento”, adiciona a personal organizer Eliane Bigi. O sal é higroscópico e levemente abrasivo, propriedades que podem ajudar a desagregar gordura e resíduos, facilitando o escoamento da água Pexels/Tara Winstead/Creative Commons O professor ressalta que a reação química não é potente, mas pode ser eficaz em obstruções recentes e simples. O sal funciona, em especial, quando a obstrução é causada por gordura de cozinha, sabão, restos de sabonete e matéria orgânica em decomposição. Leia mais Embora possuam a mesma composição, o sal grosso é mais indicado que o sal refinado. “O grão maior demora mais para se dissolver, prolongando o contato abrasivo e higroscópico ao longo do trajeto da tubulação”, esclarece. Antes de tentar desentupir o tanque com sal, Eliane sugere que seja retirado manualmente tudo o que estiver visível no ralo, como cabelos, fiapos e pequenos resíduos. “Muitas vezes, só essa limpeza já melhora bastante o escoamento”, pontua a profissional. Pias e tanques entupidos podem ter diferentes causas, desde o acúmulo de gordura e sabão até cabelos, pelos e outros resíduos Pexels/actually_jet/Creative Commons Para realizar o procedimento com o sal, siga o passo a passo: Despeje 1/2 xícara de sal diretamente no ralo. Aguarde de 15 a 20 minutos para o sal atuar sobre a gordura. Despeje devagar cerca de 1 litro de água quente, entre 60 a 70 °C. Evite água fervente, para não danificar as juntas de PVC. Teste o escoamento e repita se necessário. Quando o sal não é eficiente? A receita caseira nem sempre funciona, pois o problema pode ser mais difícil do que uma simples obstrução. “Eu usaria essa solução apenas quando a água ainda está descendo, mas um pouco mais devagar do que o normal, especialmente se houver suspeita de pequenos acúmulos de sabão e gordura”, diz Eliane. O sal pode ajudar a desobstruir o ralo em casos leves, mas tem eficácia limitada diante do acúmulo de cabelos, pelos, fiapos, objetos ou de entupimentos mais profundos Magnific/Creative Commons Cabelos, pelos, fiapos de tecidos, pequenos objetos e sujeiras mais sólidas não serão resolvidos com sal. “Se a água simplesmente para de escoar ou começa a retornar pelo ralo, já considero um sinal de que precisamos investigar a obstrução em vez de continuar adicionando produtos”, completa Eliane. Leia também Quando o problema está localizado no sifão, o sal também não é a melhor solução. Se a água escoa lentamente apenas na altura do sifão e há presença de cheiro forte, pode ser necessária a limpeza dessa estrutura. “Antes de desmontá-lo, coloque um balde ou recipiente embaixo e, se não tiver segurança para fazer o procedimento, procure ajuda”, pontua a personal organizer. Quando o problema está no sifão, o sal não é a melhor solução: a estrutura pode precisar de uma limpeza para remover os resíduos acumulados Magnific/Creative Commons O problema também pode ter origem estrutural, como declividade insuficiente da tubulação, diâmetro subdimensionado, acúmulo de areia ou entulho de obra, raízes de árvores ou quebra e deformação do tubo. Nesses casos, o sal pode até abrir uma passagem parcial e dar a falsa sensação de que o problema foi resolvido, mas o entupimento tende a voltar. “Em casos de entupimentos recorrentes, múltiplos pontos entupidos ao mesmo tempo, suspeita de problema na tubulação principal, mau cheiro persistente mesmo após a limpeza ou sinais de infiltração e vazamento é recomendado chamar um profissional”, aponta Daniel. Os cuidados com receitas caseiras Apesar de eficiente, a receita caseira requer alguns cuidados para evitar danos à tubulação ou riscos à saúde. Daniel conta que o uso repetido e grandes quantidades de sal podem acelerar a corrosão em tubulações antigas, em especial as que são feitas de ferro fundido ou aço galvanizado. Além disso, quando a água com excesso de sal é direcionada para uma fossa séptica, a alta concentração pode prejudicar a atividade das bactérias responsáveis pela decomposição do esgoto, comprometendo o funcionamento do sistema. Eliane alerta para o perigo de combinar o sal com outras receitas caseiras ou materiais abrasivos. “Nunca devemos misturar produtos aleatoriamente dentro do ralo, porque algumas combinações podem liberar gases perigosos ou provocar reações indesejadas”, reforça. Como evitar o entupimento? Resolvido o entupimento, alguns cuidados diários podem ser tomados para evitar que o problema retorne. Uma das medidas mais simples é utilizar uma telinha ou filtro no ralo do tanque para impedir que cabelos, pelos, fiapos e pequenos objetos entrem na tubulação. “Após lavar peças que soltam muitos pelos ou fiapos, retire esses resíduos do tanque antes de enxaguá-lo”, recomenda Eliane. Cuidados simples, como usar uma tela no ralo e retirar os resíduos antes de lavar as peças, ajudam a prevenir novos entupimentos Pexels/https://kaboompics.com//Creative Commons Não jogue no tanque água com muita gordura, restos de alimentos, tinta ou qualquer resíduo sólido, e observe diariamente o escoamento do ralo. “Se perceber que a água começou a descer mais lentamente, faça a limpeza do ralo e verifique o sifão antes que o problema evolua para um entupimento completo. Não precisamos esperar alguma coisa parar de funcionar para cuidar dela. Pequenas manutenções feitas no dia a dia evitam problemas maiores e trabalhos muito mais difíceis depois”, conclui a profissional.
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A arquitetura escolar é decisiva para o aprendizado na primeira infância
Nos primeiros seis anos de vida, o aprendizado é um processo desenhado pelo corpo. São os sentidos, os movimentos espontâneos e as descobertas de equilíbrio que guiam o olhar das crianças. Nesse período de pleno desenvolvimento, a arquitetura escolar ganha papel central ao atuar como um convite constante à evolução motora e cognitiva. Inspirada na abordagem pedagógica de Reggio Emilia, essa visão define o ambiente como o "terceiro educador". Ao projetar escolas sob a perspectiva e a escala dos pequenos, o design transforma-se em um estímulo silencioso, capaz de despertar a imaginação e a liberdade de descoberta tão necessárias à infância. "O ambiente construído não funciona como simples cenário onde o desenvolvimento acontece, na realidade ele participa das experiências da criança. Uma escola pode abrir possibilidades de movimento, exploração, brincadeira, interação social, concentração, autonomia e acolhimento, ou erguer barreiras a essas experiências", defende a arquiteta Virginia Caponi, pesquisadora e especialista em Neurociências, Educação e Desenvolvimento Infantil. A escola integrada pela co-criação O projeto Arquitetura na Primeira Infância promove a co-criação com as crianças ao colocá-las como protagonistas no planejamento e na transformação ativa de seus próprios espaços escolares por meio da bioconstrução Arquivo pessoal de Filemon Tiago Para que o ambiente exerça seu papel com sensibilidade, o design foca em estruturas acolhedoras e na proporção dos pequenos, abrindo caminhos livres para a exploração. Ao trazer o planejamento compartilhado para o dia a dia escolar, a arquitetura cultiva o pensamento crítico e a consciência ecológica. Essa premissa se consolida quando os alunos deixam de ser meros espectadores e assumem o papel de coautores do próprio espaço. Leia mais Em Goiânia, o projeto Arquitetura na Primeira Infância, idealizado pelo bioarquiteto Filemon Alves Tiago por meio do Canteiro Experimental ArqViva, traduz essa filosofia. A iniciativa envolve os pequenos em oficinas de adobe e taipa que se tornam um exercício prático de autoria. "Entendemos que a criança deve ser reconhecida como usuária real da arquitetura e também como sujeito capaz de perceber, interpretar e participar da construção dos espaços", afirma Filemon Alves Tiago, vencedor da premiação do IAB-DF no eixo Práticas Pedagógicas. A iniciativa de co-criação da Arquitetura da Primeira Infância convida as crianças a moldarem o próprio espaço escolar por meio da produção de tijolos de adobe ecológicos Arquivo pessoal de Filemon Tiago O protagonismo infantil também ganha contornos práticos nas ações do Projeto CoCriança. Comandado pelas arquitetas Lais Inaba, Maria Julia de Almeida e Paula Noia, o coletivo utiliza a escuta ativa para transformar os pátios escolares. Por meio de colagens e maquetes, os desejos das crianças viram diretrizes para a criação de áreas externas desemparedadas, provando que um bom projeto para a infância nasce de um processo feito com eles. "Quando professores, famílias, crianças e comunidade participam da construção das ideias, o espaço deixa de ser algo imposto e passa a ser reconhecido como parte da identidade coletiva. Mesmo as crianças pequenas podem participar por meio de desenhos, maquetes, brincadeiras, observação do bairro e escolha de elementos do espaço. Isso fortalece pertencimento, cuidado e responsabilidade compartilhada", detalha Filemon. O chão redesenhado para a autonomia infantil Se o projeto nasce do olhar dos pequenos, é no chão que o desenvolvimento começa. Nos primeiros meses de vida, marcados pelo engatinhar e pelos passos iniciais, a arquitetura deixa de lado as medidas dos adultos para abraçar a perspectiva de quem está a poucos centímetros do piso. O piso plano, seguro e desobstruído deixa de ser apenas uma superfície de passagem e passa a funcionar como o principal plano de atividade e desenvolvimento da criança Magnific/Creative Commons No berçário, ambientes sem barreiras visuais ou físicas e estímulos na base das paredes dão o ritmo perfeito para a evolução motora. Na escola paulistana Primetime Child Development, assinada pelo escritório Studio mk27, as escadas dão lugar a rampas suaves que garantem o vaivém seguro entre os níveis. O projeto traz ainda grandes panos de vidro que vão até o chão, abrindo a vista do mundo exterior e integrando os ambientes mesmo para quem ainda está engatinhando. Essa mudança sensível no design mostra que a liberdade de se mover é o caminho mais bonito para a autodescoberta. "A autonomia está diretamente ligada à possibilidade de a criança compreender e utilizar o espaço sozinha. Também é importante permitir diferentes formas de convivência: espaços coletivos, pequenos refúgios, áreas abertas e ambientes de experimentação", aponta Filemon. Leia mais Ambientes mutáveis e layouts flexíveis A partir dos três anos, com o corpo mais firme e a fala a todo vapor, os pequenos despertam para novos desejos de exploração. É hora de substituir os arranjos engessados por espaços que se transformam ao sabor da caça ao tesouro, de uma roda de contação de histórias ou de uma tarde de teatro. No Espaço Ekoa, em São Paulo, essa versatilidade ganha forma no encontro entre o arquiteto Carlos Bracher e o estúdio de design de mobiliário Novidário. Embora a instituição acolha estudantes até o final da vida escolar, a Educação Infantil ganha um cantinho só seu, inteiramente protegido e desenhado na medida exata da infância. Ali, os móveis leves de madeira compensada foram pensados para que os próprios alunos possam empurrar, puxar e reorganizar o layout de acordo com a brincadeira do dia. Neste ambiente do Espaço Ekoa, em São Paulo, SP, o mobiliário móvel e independente permite reorganizar o espaço de acordo com diferentes atividades e necessidades, tornando o ambiente mais versátil. Mobiliário da Novidário Marino Photo/Divulgação Essa lógica fluida transborda para os pátios e as áreas de convivência, que funcionam como verdadeiros refúgios verdes sem cercas invisíveis, convidando ao aprendizado solto. O resultado é a prova viva de que o desenho sensível transforma a escola em uma extensão amorosa da casa. "Estantes, nichos, mesas, cadeiras e materiais que estejam ao alcance da criança permitem que ela escolha, utilize, organize e guarde seus próprios objetos. Segurança e autonomia não precisam ser vistas como objetivos opostos: o bom projeto é aquele que oferece liberdade para a criança explorar e agir, mas dentro de condições espaciais que reduzam riscos previsíveis", pondera Virginia. Formas orgânicas e o contato com a natureza Com o avanço dos anos, as linhas retas e frias dão lugar a curvas suaves e à presença viva do verde, guiando os alunos por uma verdadeira alfabetização sensorial. Sentir a textura da terra, o perfume das folhas e a luz do sol mudando de posição ao longo do dia ajuda a atenuar até a clássica ansiedade de separação dos pais. "O espaço pode ajudar a tornar essa transição mais gradual e compreensível. Algumas características são especialmente importantes: ambientes acolhedores e legíveis, espaços de transição entre áreas e lugares onde a criança possa se recolher quando precisar de um momento de maior tranquilidade. A arquitetura pode criar condições espaciais que favoreçam segurança, previsibilidade, pertencimento e autonomia, tornando a experiência de chegada e adaptação à escola mais positiva", observa Virginia. No interior da EMEI Cleide Rosa Auricchio, o contato com a natureza é promovido pela presença de jabuticabeira e folhagens, pelo uso de madeira aparente na estrutura e pela ampla entrada de luz natural vinda do teto e das aberturas laterais Ana Mello/Divulgação Na EMEI Cleide Rosa Auricchio, em São Caetano do Sul, SP, essa conexão com o meio ambiente ganha vida de forma encantadora. As arquitetas Gabriella Ornaghi e Bianca Vasone, em parceria com o escritório Carolina Penna Arquitetos, moldaram o terreno com ondulações gramadas e áreas de convívio ao ar livre. O aprendizado flui ao ar livre por meio de um Jardim de Chuva Pedagógico, onde a criançada observa de perto o caminho da água pluvial entre espécies como aguapés e cavalinhas. O convívio diário ensina que o respeito à terra se aprende vivenciando-a, provando que o desenho do espaço caminha de mãos dadas com o bem-estar dos pequenos. "Quando a sustentabilidade aparece na própria escola, ela deixa de ser um discurso abstrato. A criança pode ver a água da chuva sendo captada, acompanhar uma horta, perceber a sombra de uma árvore, tocar uma parede de terra, entender de onde vem um material ou observar como a ventilação natural refresca um ambiente", ilustra Filemon. Leia mais Conforto bioclimático e equilíbrio sensorial Caminhando lado a lado com a liberdade de movimento, o bem-estar físico e neurológico dos bebês depende diretamente de um olhar cuidadoso para o clima. Fatores silenciosos, como a qualidade do ar, o frescor das salas e a entrada generosa de luz natural desenham o desenvolvimento biológico na primeira infância. Para alcançar o verdadeiro equilíbrio, a arquitetura transforma essas variáveis em ferramentas de acolhimento e inclusão. "Uma sala de aula inclusiva deve criar áreas mais abertas para atividades coletivas e, ao mesmo tempo, pequenos espaços mais protegidos, onde uma criança possa permanecer quando precisar de menos estímulos ou de um momento de pausa. O controle dos estímulos sensoriais como ruído, iluminação, reverberação e excesso de informação visual é importante. A inclusão não deve ser uma adaptação feita depois que a escola está pronta, mas uma premissa desde a concepção do projeto", ressalta Virginia. A entrada abundante de luz natural combinada com a organização do espaço em microáreas permite que a criança transite entre atividades coletivas e momentos de pausa Magnific/rawpixel.com/Creative Commons Referências nacionais de destaque materializam o cuidado térmico de ponta a ponta. Em Florianópolis, a Creche Municipal Hassis, assinada por Rachel Braga, fez história ao conquistar a certificação máxima LEED Platinum com seus tetos altos, ventilação cruzada e farta iluminação filtrada. No interior paulista, o novo campus do Colégio Pequeno Príncipe, localizado em Ribeirão Preto e projetado pelo escritório GOAA, barra o calor forte da região com o uso inteligente de brises coloridos e coberturas do tipo shed, garantindo salas sempre arejadas. O cuidado com a estrutura abraça também a harmonia dos sons, transformando o ruído do cotidiano escolar em serenidade para os ouvidos. "Quando há muita reverberação, os sons se sobrepõem e a fala perde inteligibilidade. O objetivo é criar diferentes condições acústicas para diferentes atividades, combinando absorção sonora, controle da reverberação, isolamento entre ambientes e organização dos usos", analisa Virginia. Inovações mundiais que redesenham a escola infantil Cruzando oceanos, as principais tendências do design voltado à primeira infância revela soluções que transformam completamente a ideia de sala de aula. Em Tóquio, a célebre Fuji Kindergarten, assinada pelo escritório Tezuka Architects, rompe com o modelo convencional ao eliminar paredes fixas e abraçar o pátio. Estruturado em formato oval, que abraça árvores frondosas já nativas do terreno, o projeto coroa o espaço com um teto em formato de pista de corrida circular, onde a livre circulação e a natureza ditam o ritmo do dia. Considerada uma das escolas mais inovadoras do mundo, a Fuji Kindergarten, no Japão, tem arquitetura sem paredes fixas, telhado circular e árvores integradas à construção. O projeto foi concebido para estimular a liberdade de movimento, a exploração e a autonomia das crianças Flickr/準建築人手札網站 Forgemind ArchiMedia/Creative Commons O diálogo sensível entre arquitetura e afeto ganha fôlego também no campus Karen da Nairobi Waldorf School, no Quênia. Projetado pelo escritório Urko Sánchez Architects, o espaço traz salas em espiral inspiradas nas habitações tradicionais Maasai, construídas com terra vermelha e folhas secas emolduradas por painéis translúcidos que filtram a luz do sol. A poesia tátil e sustentável da estrutura rendeu à escola o prêmio internacional Holcim Foundation Awards. A transparência das salas de aula é garantida por lâminas de policarbonato, parcialmente preenchidas com terra residual e folhas. O acesso a cada unidade se dá por um corredor formado pelo desenho em espiral Javier Callejas/Divulgação A fantasia assume o protagonismo na Kindergarten Die Katze, em Karlsruhe, na Alemanha, uma escola inteiramente desenhada com a silhueta de um gato gigante. Concebida pela arquiteta Ayla-Suzan Yöndel em parceria com o artista Tomi Ungerer, a creche transforma o lúdico em arquitetura pura: os pequenos entram pela boca do felino, circulam por salas iluminadas por olhos-janelas e descem ao pátio por um escorregador camuflado na cauda. Localizada em Karlsruhe, na Alemanha, a escola se destaca por aplicar o conceito de arquitetura lúdica e zoomórfica, transformando o espaço físico em um estímulo direto ao aprendizado e ao bem-estar das crianças Zonk43/Wikimedia Commons Completando o giro pelo mundo, a dinamarquesa Children’s House Dyrehaven, assinada pelo escritório GinnerupArkitekter, consolida o encanto das chamadas escolas na floresta. Ali, a construção serve apenas como um teto de abrigo nos dias frios, enquanto o verdadeiro aprendizado acontece do lado de fora, em meio a desníveis de terra, troncos e pedras que convidam o corpo a descobrir o próprio equilíbrio. Leia mais Os desafios da arquitetura viva e o olhar dos pais Planejar espaços para os pequenos exige compreender que o desenvolvimento deles ocorre em um ritmo único e pulsante. "O futuro da arquitetura para a infância passa por uma mudança de paradigma: não projetar apenas espaços para crianças, mas ambientes que reconheçam as crianças como sujeitos ativos, diversos e em desenvolvimento", reflete Virginia. Pais atentos podem perceber facilmente esses detalhes no dia a dia, decifrando se a escola foi desenhada sob a ótica do acolhimento. "É importante observar se os espaços têm boa ventilação e iluminação natural, conforto térmico, áreas verdes, segurança sem excesso de confinamento, mobiliário adequado à escala infantil, acessibilidade, materiais saudáveis, espaços para brincar, ambientes externos e possibilidades de contato com a natureza", conclui Filemon.
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A história do Cristo Redentor: como nasceu um dos maiores símbolos do Brasil
Erguidas em diferentes partes do planeta, as Sete Maravilhas do Mundo Moderno parecem guardar histórias que resistem ao tempo e à própria imaginação. Entre elas, uma está no Brasil: o Cristo Redentor, que, do alto do Morro do Corcovado, na capital fluminense, se tornou um dos símbolos mais conhecidos do país. A história da escultura, que completa 95 anos em 2026, está intrinsecamente ligada à construção da identidade nacional. "Desde sua inauguração, em 1931, o monumento passou a ser usado em cartões-postais, filmes e campanhas turísticas, projetando a imagem do Rio de Janeiro internacionalmente, junto a outros bens culturais de natureza paisagística, e reforçando o conceito de 'cidade maravilhosa'", diz Cláudia Ardións Espasandin Peixoto, arquiteta e técnica do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Do alto do Corcovado, o Cristo Redentor impressiona não apenas pela simbologia, mas também pelas proporções: são 38 metros de altura no total. A estátua ocupa 30 metros dessa dimensão, enquanto outros 8 metros correspondem ao pedestal que sustenta a escultura Bianca de Mattos/Divulgação Como surgiu a ideia Segundo Paulo Roberto Gentil Leal, historiador do Núcleo de Acervo e Memória do Santuário Arquidiocesano Cristo Redentor, um dos episódios fundamentais para entender a origem da obra foi “uma mobilização liderada por mulheres católicas para obter autorização para a construção”. O movimento ganhou força e resultou em um abaixo-assinado com cerca de 30 mil assinaturas, entregue ao então presidente Epitácio Pessoa (1865—1942). Leia mais “Na conjuntura da década de 1920, logo após a proclamação da República, houve uma certa resistência em relação à construção de um monumento católico”, relata Paulo. De acordo com o historiador, o governo federal ainda não havia autorizado a obra, e foi justamente essa mobilização que levou à apresentação do abaixo-assinado e, posteriormente, à autorização presidencial. “Mediante a autorização do presidente é que começou todo o processo.” Foram cinco anos de trabalho até o Cristo Redentor ganhar forma no alto do Corcovado. Entre 1926 e 1931, a obra avançou na própria montanha, transformando o projeto da monumental em uma das paisagens mais emblemáticas do Rio de Janeiro Núcleo de Acervo e Memória do Santuário Cristo/Divulgação Outro desafio foi reunir os recursos necessários para tirar o projeto do papel. “O Cristo Redentor foi construído mediante obtenção de recursos dos mais diversos grupos e setores da sociedade brasileira”, afirma o historiador. Também na década de 1920, a campanha era divulgada por diferentes igrejas e dioceses, que acompanhavam e promoviam as arrecadações no Rio de Janeiro e em outras partes do país. Quando os andaimes começaram a desaparecer, o Cristo Redentor finalmente se revelava no alto do Corcovado. A retirada das estruturas que cercavam a obra marcou uma das etapas finais da construção Núcleo de Acervo e Memória do Santuário Cristo/Divulgação O processo também contou com apoio de grupos que, à primeira vista, poderiam parecer distantes daquele projeto. Segundo Paulo, “essa campanha de arrecadação contou com a contribuição de indígenas e até de pessoas que se encontravam no sistema carcerário”, relata. Características arquitetônicas Além da importância religiosa e histórica, o Cristo Redentor se destaca por sua arquitetura. É um excelente exemplo do estilo art déco — marcado por linhas geométricas, estilização e forte simetria —, ostentando o título de maior estátua do mundo nessa estética. O Cristo Redentor é uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno e o maior expoente da arquitetura art déco no planeta Bianca de Mattos/Divulgação O projeto original concebido pelo engenheiro Heitor da Silva Costa previa inicialmente que o Cristo segurasse uma cruz em uma das mãos e o globo terrestre na outra. Com a colaboração do pintor desenhista Carlos Oswald e do escultor francês Paul Landowski, a proposta foi profundamente remodelada, dando origem à icônica imagem de braços abertos. Foi de Paul Landowski, inclusive, a responsabilidade pela modelagem em gesso da cabeça e das mãos, executada em seu estúdio em Paris, França, antes de os moldes serem enviados para a montagem no Brasil. Paul Landowski, escultor responsável pela criação da cabeça e das mãos do Cristo Redentor, ao lado de uma maquete da obra em seu ateliê em Paris Núcleo de Acervo e Memória do Santuário Cristo/Divulgação Outro elemento que chama atenção é o revestimento: o Cristo é coberto por pequenas pastilhas de pedra-sabão que carregam uma dimensão simbólica. As mulheres responsáveis por preparar as peças escreviam no verso delas nomes de parentes, pedidos e orações. “Elas deixaram ali a sua impressão, as suas histórias, seus desejos, as suas orações”, diz Paulo. Mulheres trabalham na confecção dos mosaicos de pedra-sabão utilizados no revestimento do Cristo Redentor, na Casa Paroquial, em 1931 Núcleo de Acervo e Memória do Santuário Cristo/Divulgação Símbolo de fé Para o padre Omar, reitor do Santuário Cristo Redentor, a representação da imagem ultrapassa religiosidade e se consolidou como um símbolo universal, capaz de reunir diferentes valores e significados. "No caso do Brasil, o Cristo Redentor ultrapassa a dimensão da religião católica e se torna uma comunicação universal, marcada pela esperança, pelo acolhimento e pela inclusão", afirma. O Cristo Redentor sofre com a ação combinada de ventos fortes, chuvas intensas, alta umidade, poluição e a incidência frequente de descargas atmosféricas Donatas Dabravolskas/Wikimedia Commons Para ele, a própria imagem de Cristo de braços abertos reforça essa mensagem. “Por ser um símbolo que comunica amor, naturalmente é um símbolo de inclusão e tolerância. Ele nos estimula e nos educa a desenvolver a vida mesmo em tempos difíceis, de fortes ideologias, polarização política e uma geopolítica conturbada." A pedra-sabão, também conhecida como esteatito, é uma rocha de baixa dureza que suporta bem o calor e as intempéries, mas pode sofrer desgaste físico e químico quando exposta continuamente à chuva, aos ventos e a outros agentes erosivos Flickr/Rodrigo Soldon Souza/Wikimedia Commons Desafios de conservação Desde a inauguração, em 1931, o Cristo Redentor enfrenta desafios constantes de conservação. Entre os principais fatores de desgaste estão a ação da poluição, a umidade e a exposição frequente a raios e descargas atmosféricas. Segundo Claudia, “o revestimento em peças de pedra-sabão sofre erosão constante causada por chuvas intensas, fortes ventos e variações térmicas”. Esse cenário exige um trabalho contínuo de monitoramento e manutenção preventiva. As peças danificadas precisam ser substituídas ou recolocadas periodicamente, enquanto rotinas de limpeza especializada ajudam a preservar a integridade da superfície, combatendo o acúmulo de sujidades e prevenindo patologias estruturais. Com 710 metros de altitude, o Morro do Corcovado abriga não apenas o Cristo Redentor, mas também um importante patrimônio natural da capital fluminense Panoramio upload bot/Wikimedia Commons A localização do monumento, no cume do Morro do Corcovado, também aumenta a exposição aos raios e exige sistemas de proteção e monitoramento constante. “O Cristo Redentor é alvo frequente de descargas atmosféricas e, portanto, necessita de sistemas de para-raios e monitoramento estrutural constante”, conta a técnica do Iphan. Leia mais Além da conservação da estrutura física, a acessibilidade representa um grande desafio logístico e patrimonial. O percurso até a base do monumento, a partir da estação final do histórico Trem do Corcovado, é longo e exige constante adaptação. Atualmente, os sistemas de circulação vertical — que englobam elevadores panorâmicos e escadas rolantes — passam por um abrangente processo de modernização sob a responsabilidade do ICMBio, com o rigoroso acompanhamento e fiscalização do Iphan para garantir a preservação do entorno tombado.
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16 ideias perfeitas para transformar e otimizar quartos infantis
A decoração de quartos infantis deve equilibrar funcionalidade e praticidade em um ambiente tranquilo e confortável, pensado para as crianças brincarem e descansarem. “Acho importante que o quarto ofereça diferentes possibilidades de interação com a criança. Ter um lugar seguro para brincar e ficar no chão; um espaço onde um adulto consiga sentar ou deitar junto, amamentar, ler um livro ou passar um tempo com ela. Gosto de pensar tanto na rotina da criança quanto na de quem cuida dela”, diz o arquiteto Jeferson Branco. O quarto infantil ganhou contraste com a tinta azul Sino da Igreja, da Suvinil. O tubo para escorregar foi desenvolvido pela Essencial Móveis, enquanto a parede de escalada é da Sapo Agarras Paula Chaffin/Divulgação | Projeto do escritório Jangada Arquitetura Outro ponto importante nos quartos infantis é a segurança. “Quando o projeto é pensado para bebês e crianças pequenas, precisamos nos antecipar a tudo o que possa representar um risco ou causar acidentes, incorporando esses cuidados desde o início do projeto”, completa a arquiteta Amanda Salum, do escritório Marino Salum Interiores. No dormitório do caçula, o tapete kilim da Galeria Hathi definiu a paleta vibrante do espaço. Ligado à varanda, o ambiente tem marcenarias em folha de freijó natural e laminado melamínico verde executadas pela MadForm. Piso de assoalho de tauari maciço da Clover Madeiras. Cortina confeccionada por Lourdes Maria Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura Layout e organização Diante do fluxo constante de estímulos visuais ao qual as crianças estão expostas, um elemento a ser considerado na decoração do quarto é criar uma forma harmoniosa de exibir brinquedos ou livros, sem comprometer o espaço. A parede de escalada surgiu como uma forma de trazer o lado de fora da casa para dentro. Com 7 anos, o pequeno morador queria um quarto que pudesse se divertir e adora praticar esportes Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório LB Interiores “A disposição desses objetos também é importante: estantes e nichos podem ser usados de maneira estratégica, permitindo que a criança descubra e valorize cada peça individualmente, em vez de se sentir sobrecarregada diante de uma grande quantidade de brinquedos”, sugere Anne Save de Beaurecueil, cofundadora da Subdv Architecture e diretora criativa da Linha Bloom. A cor vibrante da tinta Verde Colegial, da Suvinil, compõe com o papel de parede listrado Housed Wallpaper e a roupa de cama colorida da Mini.Moo, além das almofadas da Codex Home Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura Leia mais Prateleiras, estantes e nichos ajudam a manter o ambiente em ordem e oferecem soluções práticas de armazenamento, especialmente úteis em quartinhos pequenos. A organização fica mais importante conforme a criança cresce e aumenta a quantidade de pertences e brinquedos. Para o quarto de um menino de 7 anos, o projeto reuniu referências da mãe, que gostava de uma estética mais retrô e clássica, com os gostos pessoais do menino, que gostava de vermelho e azul Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório LB Interiores “Uma estratégia interessante é fazer um rodízio dos objetos, mantendo apenas uma seleção disponível por vez. Além de organizar o ambiente, essa prática cria uma sensação de novidade e faz com que a criança redescubra brinquedos que já possui”, completa Anne. A cama montessoriana e a marcenaria baixa em MDF branco, com execução da Criare Butantã, foram pensadas para estimular a autonomia da filha pequena. Papel de parede Jardim do Outono Candy, Mural da Lilibee, na Bucalo. Luminária pendente Pétala Buriti, da Casa Taika. Piso original de tacos de madeira restaurado Miti Sameshima/Divulgação | Projeto do escritório EIXO Z Arquitetos Cores As cores têm um papel fundamental nos projetos de quartos infantis. Elas ajudam a criar um ambiente aconchegante e adaptar o quarto à personalidade de cada criança. “Uma tendência que gosto de explorar na decoração de quartos infantis é o uso de cores complementares, como azul-claro e vermelho, ou azul neon ou marinho combinado ao laranja”, diz Anne. Fugindo do minimalismo, os pais quiseram um quarto com cor, desenhos de animais nas paredes, livros ao alcance e espaço para brincar com o bebê no chão Everson Martins/Divulgação | Projeto do arquiteto Jeferson Branco As cores complementares, posicionadas em lados opostos do círculo cromático, criam uma atmosfera dinâmica e estimulante. Quando aplicadas em desenhos, listras e outras padronagens geométricas, esses contrastes ganham um caráter ainda mais lúdico e divertido, trazendo personalidade ao ambiente sem comprometer a harmonia. O ambiente foi pensado para unir uma atmosfera lúdica e acolhedora a uma linguagem de design contemporânea. Eles queriam um espaço que pudesse acomodar uma grande coleção de livros e estimular o gosto pela leitura, oferecer áreas amplas para desenhar e criar livremente e contar com soluções que permitissem ao filho pegar, expor e guardar seus brinquedos com autonomia Renata D'Almeida/Divulgação | Projeto do escritório Subdv Architecture “Temos recebido muitos pedidos por cores mais marcantes, como vermelho e azul mais escuro. Já nos materiais, gostamos de trabalhar com uma marcenaria mais neutra, utilizando tons de madeira que possam continuar fazendo sentido mesmo em uma futura mudança ou adaptação do quarto”, diz Amanda. Com o desejo que o quarto do bebê acompanhasse seu crescimento, a decoração criou um ambiente lúdico, com cor forte, com elementos infantis nos detalhes Marcelo Nakano/Divulgação | Projeto do escritório Marino Salum No quarto infantil, marcenaria da Millenium. Tinta Veludo Azul (no teto), da Suvinil. Roupas de cama da Tok&Stok e acervo pessoal. Papel de parede Happy Dinos, da Nina Moraes Design. Papel de parede Grid, do Mercado Livre. Tapete da Westwing Raiana Medina/Divulgação | Produção: Estúdio Ca.Be/Divulgação | Projeto do escritório Travessa Arquitetura Temas para quartos infantis Entre as principais preocupações na hora de montar o quartinho estão o investimento em um espaço que será usado por "pouco tempo". Por isso, as tendências valorizam a praticidade, o minimalismo e até propostas unissex. Os temas inspirados na natureza estão entre os mais procurados — além do clássico safári, a Mata Atlântica e animais no geral são algumas opções. O tema do quarto é a Mata Atlântica, com estética inspirada na Tarsila do Amaral, pedido feito pelas crianças. A marcenaria foi feita sob medida para acomodar três crianças no mesmo cômodo Gisele Rampazzo/Divulgação | Projeto da arquiteta Vivian Ventura Em formato de casinha, a cama do filho tem tons amadeirados de MDF no padrão freijó da Guararapes e pintura verde Paulo Hintz/Divulgação | Projeto da arquiteta Bianca Rieg Quartos com cores mais marcantes e mais lúdicos, com estruturas como parede de escalada, são formas de deixar o ambiente mais divertido. Estampas e marcenaria colorida dão toque lúdico ao quarto infantil temático Mariana Orsi/Divulgação | Projeto do escritório Rodra Arquitetura No quarto infantil, piso de resina de cimento, da Brasil Imperial. A execução da obra é da Mackenna Engenharia Rafael Renzo/Divulgação | Projeto das arquitetas Aiê Tombolato e Livia Salem Para propostas mais delicadas, as cores pastéis seguem uma opção. Rosa, azul, bege e verde claro complementam decorações inspiradas em conto de fadas e bonecas. O mezanino surgiu como solução de aproveitamento de espaço para a família que desejava um quarto em que a filha pudesse receber as amigas para dormir, um canto de leitura e uma penteadeira Vagner Duarte/Divulgação | Projeto do escritório Lá na Teka Leia mais Em quartos compartilhados entre crianças, é importante manter a individualidade de cada uma, além de priorizar a organização e a circulação bem definida. “Especificamos cada berço com uma cor para diferenciá-los, mas mantivemos o mesmo modelo para não haver desavenças entre eles”, diz a arquiteta Mona Signal, do escritório Rua 141 Arquitetura e Design. No abrigo Saica Abecal, o projeto foi pensado para comportar até três crianças de 0 a 3 anos. A decoração buscou criar um ambiente acolhedor, inspirado na relação de animais e natureza, sempre mantendo a individualidade de cada criança Nathalie Artaxo/Divulgação | Projeto do escritório Rua 141 Arquitetura e Design Veja mais: como manter a casa com crianças mais organizada (vídeo abaixo) Como manter a casa organizada com crianças? Dicas de Rafa Oliveira
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Os segredos que ninguém conta para ter um jardim colorido durante toda a primavera
A intensidade das flores no início da primavera fascina qualquer pessoa, mas a verdadeira arte está em manter esse vigor por meses. Embora não seja exclusividade de projetos profissionais, ter um jardim florido por longos períodos exige planejamento e decisões estratégicas. "As características do início da primavera no Brasil influenciam diretamente a durabilidade e o comportamento das flores devido a três fatores climáticos principais: o aumento gradual da temperatura, a transição de umidade e a maior incidência solar", aponta o paisagista Luciano Zanardo, à frente do escritório Zanardo Paisagismo. Esse momento de transição exige atenção aos canteiros, para tirar o máximo proveito do crescimento e da floração das plantas. "É importante adequar a rega e a adubação conforme a necessidade de cada espécie", argumenta a paisagista e designer de interiores Gislene Nogueira. Se o seu objetivo é um jardim florido do início ao fim da estação, descubra os segredos para prolongar a florada e encher seu canteiro de cores: 1. Selecione espécies com floração longa O gerânio floresce praticamente o ano todo, sendo uma ótima escolha para canteiros ou vasos suspensos que precisam de cor constante Alejandro Bayer Tamayo/Wikimedia Commons Para construir uma base de cor resistente, o segredo é apostar na continuidade das espécies. "Escolha plantas que mantêm suas flores por várias semanas ou meses seguidos, como gerânios, lavandas, sálvias e tagetes. Elas garantem a base colorida do canteiro por muito mais tempo", detalha Luciano. Leia mais Um jardim florido vai além da estética e funciona como um porto-seguro para os polinizadores. Se a ideia é atraí-los, o paisagista recomenda o cultivo de mutre, coroa-de-cristo, lantana, amor-agarradinho e cosmos-amarelo. A coroa-de-cristo é uma planta perene de sol pleno, altamente resistente à seca, que se destaca no paisagismo por florescer durante o ano inteiro e exigir poucas regas e manutenção Flickr/CANTIQ UNIQUE/Creative Commons No entanto, para que todo esse potencial se converta em flores duráveis, o manejo técnico precisa andar de mãos dadas com a escolha das mudas, garantindo as condições adequadas de luz, regas e nutrientes. 2. Escalonamento de floração Outra estratégia é planejar o calendário de flores do espaço, garantindo que o canteiro nunca fique sem vida. "Combine plantas que florescem no início da primavera, como a azaleia e o bulbo, com outras que atingem o auge no meio ou fim da estação, como a onze-horas. Assim, quando uma espécie começa a decair, outra assume o protagonismo", explica Luciano. Os lírios são plantas de bulbo que armazenam energia debaixo da terra para brotar com força e garantir uma floração imponente e perfumada logo no início da primavera, antes de entrarem em dormência e cederem espaço para as próximas espécies do calendário Flickr/Denish C/Creative Commons Esse cuidado faz toda a diferença ao lidar com espécies de ciclo mais rápido. "Elas entram na categoria de floração sazonal ou explosiva, que oferecem picos intensos de alimento em épocas específicas do ano", explica Luciano. A lantana é um arbusto de textura marcante e floração contínua, que se destaca no paisagismo por suas inflorescências bicolores, altamente atrativas para polinizadores e ideais para compor arranjos vibrantes com outras espécies sob sol pleno Pexels/RDNE Stock project/Creative Commons Buscar esse efeito de cor contínua também envolve misturar arbustos e flores de texturas diferentes. Exemplos como o ipê-de-jardim, o hibisco e a lantana funcionam muito bem juntos, criando um arranjo que "irá manter as cores no jardim e prolongar a presença das flores", acrescenta Gislene. 3. Podas de limpeza constantes A retirada regular de flores murchas e folhas danificadas por meio da poda de limpeza estimula o surgimento de novos botões, ao impedir que a planta desperdice energia na produção de sementes durante a primavera Freepik/Creative Commons Manter os canteiros limpos e livres de excessos é ajuda a garantir a beleza do jardim ao longo da temporada. "Remova as flores murchas ou secas regularmente. Isso impede que a planta gaste energia produzindo sementes e a força a direcionar os nutrientes para abrir novos botões", aconselha Luciano. Leia mais 4. Adubação rica em fósforo (P) A aplicação de adubos ricos em fósforo na base das plantas fornece os nutrientes necessários para fortalecer o sistema radicular e estimular a abertura vigorosa de botões florais durante toda a temporada Freepik/Creative Commons Sustentar o colorido das plantas por tanto tempo exige repor os nutrientes do substrato de forma inteligente. "Utilize fertilizantes específicos para a floração, como o NPK 04-14-08 ou a farinha de ossos, semanas antes e mesmo durante a primavera. O fósforo é o nutriente responsável por induzir a formação e o fortalecimento dos botões florais", ensina Luciano. Essa alimentação do solo, contudo, não funciona de forma isolada no canteiro. Gislene reforça que a nutrição precisa fazer parte de um conjunto de cuidados: "O uso de fertilizantes com certo equilíbrio na fase de crescimento é fundamental, combinado sempre a uma boa iluminação natural e à irrigação". 5. Água e luz sob medida A rega realizada nos horários mais frescos do dia, combinada à exposição adequada à luz, garante que as plantas absorvam a umidade necessária sem sofrer com o estresse térmico ou o surgimento de fungos na primavera Freepik/Creative Commons Encontrar a dose exata de água e luminosidade é o passo final para manter o vigor dos canteiros durante os dias mais quentes. "A maioria das plantas de primavera precisa de pelo menos 4 a 6 horas de sol direto para florescer intensamente. Mantenha as regas regulares, focando na raiz e evite molhar as pétalas para não apodrecê-las", analisa Luciano. Como adaptar a floração contínua para vasos e apartamentos A vinca é uma excelente escolha para apartamentos por se adaptar bem ao cultivo em vasos e jardineiras sob sol pleno, garantindo floração contínua e resistente com baixa necessidade de manutenção Pixabay/Creative Commons É perfeitamente possível aplicar a lógica de floração contínua em vasos dentro de apartamentos ou em varandas. "A grande diferença é que, em espaços limitados, você não constrói a continuidade apenas plantando uma grande quantidade de espécies lado a lado, mas sim dominando as variáveis do microclima urbano", esclarece Luciano. Na prática, esse olhar cuidadoso envolve selecionar mudas que se adaptam bem a recipientes menores. Espécies de sol e vento, como as vincas, são a indicação de Gislene para varandas de apartamento. Leia mais Cuidados gerais para o sucesso das flores na primavera Além de planejar a escolha das espécies, a dica de ouro para manter o canteiro radiante está na constância dos hábitos diários. "Os cuidados determinantes com a rotina de manutenção variam significativamente com o clima da época, mas concentram-se em dois pilares essenciais: manejo estratégico da irrigação e reposição precisa de nutrientes", afirma Luciano. O sucesso desse acompanhamento depende de olhar para o canteiro como um organismo vivo. Para orquestrar esse cuidado, o morador deve ficar atento a uma cartilha que envolve "regas, limpeza, luminosidade adequada, solo sempre drenado e fertilizado", resume Gislene. Os erros de cultivo que encurtam a vida das flores De nada adianta acertar na rotina de cuidados se alguns deslizes acabarem interrompendo o ciclo de floração antes da hora. Para garantir que as cores resistam, evite os seguintes erros: Escolher plantas com a mesma época de floração: se você plantar espécies que florescem juntas no início da primavera, o jardim ficará vazio no restante do ano. Misture variedades de ciclo precoce, médio e tardio. Errar na quantidade ou frequência de rega: saturar o solo de água apodrece o sistema radicular. Por outro lado, deixar a terra secar sob o sol aborta os botões antes da abertura. Não se preocupar com solo drenado e fertilizado: terra compactada ou fraca impede o desenvolvimento das plantas. A falta de escoamento acumula água e sufoca as raízes. Falta/excesso de adubação ou usar o adubo errado: esta época exige nutrientes específicos. Não alimentar a terra resulta em poucas flores, mas o excesso de nitrogênio estimula o crescimento de folhas em vez de botões. O ideal é focar em opções como o NPK 04-14-08 ou a farinha de ossos. Negligenciar a limpeza das flores murchas: deixar flores velhas faz a planta gastar energia produzindo sementes. Retirar as partes mortas estimula novos ciclos. Ignorar a necessidade de sol de cada espécie: colocar plantas de sol pleno, como a onze-horas, na sombra, ou plantas de sombra, como as hortênsias, sob o sol forte, queima as folhas e barra a floração. Falta de atenção a pragas e doenças: o calor acelera a proliferação de pulgões e cochonilhas. Sem uma inspeção semanal, a infestação se espalha rapidamente e destrói os brotos.
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Reforma atualiza casa dos anos 1950 em BH com referências baianas e mineiras
A memória de uma casa pode sobreviver mesmo quando paredes caem, usos mudam e uma nova geração passa a ocupá-la. É o que acontece nesta residência de 280 m², no bairro São Bento, em Belo Horizonte, reformada pelo Estúdio Pedro Haruf (@estudiopedroharuf). Construída entre as décadas de 1950 e 1960 e pertencente à mesma família durante quase toda a sua história, a construção passou por uma nova e profunda intervenção após sucessivas ampliações e adaptações acumuladas ao longo dos anos. Agora, é o lar de Breno Campos, UX Designer, que mora ali com a esposa e os dois filhos pequenos. "Eu praticamente nasci nesta casa, moro aqui desde os cinco anos. É muito interessante ter uma vida inteira neste lugar e estar vivendo a sua terceira versão", reflete o morador. ENTRADA LATERAL | O piso e os degraus de pedra portuguesa vermelha e clara receberam uma paginação geométrica exclusiva desenhada pelo escritório, sutilmente inspirada em grafismos indígenas. As paredes revestidas de tijolo rústico e o muro pintado de Verde Escuro, da Coral, reforçam a paleta terrosa e vegetal da área externa. O paisagismo da Flor do Cerrado combina charuteiras, orelhas-de-elefante-pretas e guaimbês em maciços densos Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação A reforma não procurou recuperar literalmente a construção original, mas reconhecer suas camadas e reorganizá-las para uma nova maneira de habitar. “Fica esse sentimento de nostalgia das partes que não existem mais, porém continuam de uma forma diferente”, continua Breno. Uma das principais intervenções aconteceu no pavimento superior: onde existia uma única abertura, foram criadas quatro novas janelas, o que trouxe mais luz para o ambiente interno, além de tornar a fachada mais leve em relação à rua. No térreo, a grande viga de concreto existente foi descascada e deixada aparente. Leia mais A pedra portuguesa utilizada na garagem e no percurso da entrada lateral recebeu uma paginação geométrica desenvolvida especialmente para o projeto, inspirada em grafismos indígenas presentes no repertório de Breno. Uma ampliação lateral devolveu espaço à vegetação do jardim, que ganhou maior presença junto aos interiores pelas grandes aberturas de vidro. "A ideia era trazer essa experiência de morar perto do verde, de forma natural e menos apressada”, diz o arquiteto Pedro Haruf, fundador do escritório. ÁREA DE LAZER | A piscina revestida com a pastilha cerâmica Kaimú, da Strufaldi, se integra ao deque de ipê maciço e à vegetação que acompanha a lateral da casa. Junto à área gourmet, o pergolado combina estrutura de peroba, placas de bambu trançado e vidro laminado, criando sombra sem bloquear totalmente a luz. A bancada de quartzito Valentino escovado se articula com armários ripados de madeira maciça, desenhados pelo escritório e executados pela TJM Marcenaria e Madeiras. A mesa rústica e o pendente de palha pertencem ao acervo dos moradores. Cadeiras de arame do Gabinete de Curiosidades Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação O perímetro recuperado no afastamento lateral permitiu ainda inserir a piscina, um dos desejos da família, acompanhada por deque e área de churrasqueira sob pergolado. O novo núcleo de lazer se conecta diretamente à sala e à cozinha. “Eu gosto muito de receber amigos e família. Essa transformação possibilitou que voltassem os encontros aqui em casa”, celebra Breno. FACHADA | A intervenção preservou elementos da construção original, como o telhado de telhas cerâmicas e a viga de concreto, descascada para permanecer aparente. As janelas do tipo guilhotina, em peroba e vidro incolor, foram desenhadas pelo escritório e executadas pela TJM Marcenaria e Madeiras. Uma das paredes ganhou tijolo rústico, enquanto o piso de pedra portuguesa vermelha e clara recebeu paginação geométrica inspirada em grafismos indígenas. O paisagismo da Flor do Cerrado reúne charuteiras, orelhas-de-elefante-pretas, guaimbês, ixora e helicônia-papagaio, formando maciços tropicais junto à casa Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação Na sala de estar, a mudança mais importante é espacial: o ambiente agora atravessa a largura da construção e se abre para jardins dos dois lados, favorecendo iluminação e ventilação cruzada. “Antigamente a casa era bem escura, cheia de ‘puxadinhos’ e com vários cômodos pequenos que não eram integrados”, lembra o morador. Para liberar a planta, novas vigas metálicas foram necessárias e, em vez de escondidas, receberam pintura verde-clara e passaram a fazer parte da arquitetura. LIVING INTEGRADO | O taco de jatobá paginado em espinha de peixe foi preservado como base para uma composição de tons claros, além de reforçar a unidade visual dos ambientes sociais integrados. A viga metálica aparente, pintada no tom Cheiro de Menta, da Coral, assume protagonismo e marca a intervenção estrutural durante a reforma. Na parede, macramê com galho faz parte da arte popular da Mestra Nêda do Piauí. Vaso com espada-de-são-jorge do acervo dos moradores Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação O mobiliário reforça a sobreposição de tempos que orienta o projeto. O sofá já pertencia aos moradores e convive com a poltrona Gio, de Sergio Rodrigues, um banco de Marcelo Toledo, uma luminária de André Ferri, além de arte e objetos ligados à cultura popular brasileira. Obras de Effe Godoy e Isaura Pena também integram o acervo. “Design moderno brasileiro, produção contemporânea local, mobiliário de família e arte popular aparecem lado a lado”, pontua Pedro. COZINHA | A marcenaria em peroba-rosa maciça, desenhada pelo escritório e executada pela TJM Marcenaria e Madeiras, envolve o ambiente. A grande ilha tem base de alvenaria com acabamento em cimento queimado e tampo de quartzito Valentino escovado, executado pela Marmoraria Pyramide. No piso, o marmorite incorpora fragmentos das antigas prateleiras de mármore branco da residência, reaproveitados em uma paginação criada no projeto. Junto à ilha, bancos Gilda, de Fernando Mendes, de madeira maciça. Fruteira de madeira sobre a bancada do Taat Estúdio Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação Na sala de jantar, uma mesa desenhada especialmente para a morada estabelece contraponto com um antigo bufê de madeira escura, ornamentado e com pés torneados, o qual já pertencia à família. A princípio, a peça seria descartada, mas foi preservada para manter visível uma das camadas anteriores da residência. Jantar e cozinha praticamente formam um único cômodo e se abrem para a piscina e a área de lazer. É na cozinha que uma das soluções singulares da reforma aparece sob os pés: antigas prateleiras de mármore branco foram desmontadas, cortadas em pequenos módulos e incorporadas a um novo piso de marmorite. COZINHA | Na cozinha, o fogão a lenha desenhado pelo escritório foi incorporado à ilha de alvenaria com acabamento em cimento queimado. A peça reúne chapa de ferro, tijolos refratários e chaminé metálica preta, reforçando o caráter afetivo do ambiente. Bancada da pia de quartzito Valentino escovado, executada pela Marmoraria Pyramide. Na parede, o revestimento cerâmico Gouache Foret, da Portobello, em acabamento brilhante, cria uma faixa verde intensa e texturizada. Sobre a prateleira, escultura de cacto em madeira garimpada na loja Guariroba Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação A marcenaria de madeira maciça e os revestimentos cerâmicos verdes completam o espaço, organizado em torno de uma grande ilha com fogão a lenha. “Voltar para cá e encontrar essa ‘carinha’ de Bahia com Minas Gerais foi muito bom”, comenta Breno sobre a combinação de referências. Leia mais A mudança também ganhou um significado especial para os filhos. “Eles ‘piram’ na casa, que tem exatamente o espaço de que precisam, além dessa conexão com os materiais, com a madeira, com elementos orgânicos e com muita planta”, adiciona o morador. ESCADA | Na escada, o guarda-corpo e o corrimão em peroba-rosa maciça reforçam a presença da madeira no projeto. O piso mantém o taco de jatobá presente em outros ambientes da casa. Na mureta lateral, revestimento modelo Canoa, da Mica Azulejos, cujo desenho faz referência às formas das canoas ribeirinhas Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação Acima da garagem, um cômodo flexível e multifuncional reúne home office, espaço de música e brinquedoteca, acompanhando diferentes momentos da rotina familiar. O acesso se dá por uma escada com degraus, guarda-corpo e corrimão em peroba-rosa maciça, além de uma mureta lateral de azulejos com desenho que faz referência às formas das canoas ribeirinhas. ESPAÇO MULTIFUNCIONAL | No ambiente que reúne home office, espaço de música e brinquedoteca, o piso de taco de jatobá mantém a continuidade com os demais ambientes da casa. As esquadrias em peroba, entre elas, a porta de correr de seis folhas e as janelas do tipo guilhotina, aproximam o interior do jardim. O banco sob a janela, na mesma madeira, foi desenhado pelo escritório e executado pela TJM Marcenaria e Madeiras. A cadeira de balanço em madeira curvada e palhinha pertence ao acervo dos moradores e divide a composição com banquinho da Oficina Arca, cesto de crochê de Regina Misk, vasos brancos do Taat Estúdio e tapete da Verte Tapetes Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação Nos quatro dormitórios, a linguagem se torna mais silenciosa. Taco de madeira, cabeceiras em peroba-do-campo e uma decoração contida contrapõem-se à sobreposição de materiais e objetos das áreas de convivência. QUARTO | A cabeceira ripada em peroba-do-campo maciça, desenhada pelo escritório e executada pela TJM Marcenaria e Madeiras, aquece a composição de base clara e dialoga com o taco de jatobá original. A mesa de apoio, pertencente ao acervo dos moradores, recebe a luminária Bellhop, de Edward Barber e Jay Osgerby para a Flos. Sobre a cabeceira, duas xilogravuras da loja Guariroba acrescentam arte popular. A moringa de cerâmica e a roupa de cama também são do acervo dos moradores, enquanto a almofada de crochê é de Regina Misk Manuel Sá/Divulgação | Produção: Gustavo Nogueira/Divulgação Mais do que renovar um imóvel antigo, a intervenção preparou uma arquitetura familiar para continuar acumulando histórias. “De certa forma, é a realização de um sonho: ter a casa revivida e reconstruída”, resume Breno.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 11/10/2026
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5 receitas de bolo com doce de leite para reinventar esse clássico
Se existe um cheiro capaz de abraçar uma casa, é o do bolo crescendo no forno. No Brasil, essa tradição ganha ainda mais força quando abrimos espaço para a cremosidade única do doce de leite — um ingrediente que desperta memórias de infância e transforma qualquer reunião simples em um momento festivo. Essa parceria irresistível é a desculpa perfeita para passar um cafezinho! Inspire-se com cinco receitas feitas para surpreender o paladar e dar uma nova cara a esse doce tão querido: há desde versões práticas que dispensam o calor do forno até opções inclusivas e toques de frescor com frutas. Para acessar o preparo completo, basta clicar no título ou na imagem. 1. Bolo de chocolate com recheio de doce de leite Receita de bolo de chocolate com recheio de doce de leite é simples de preparar Royal Prestige/Divulgação Esta receita quebra totalmente o protocolo tradicional ao trocar o forno por uma frigideira bem tampada em fogo baixo. Esse processo retém a umidade, entregando discos de massa de chocolate incrivelmente fofos e macios. Após serem regadas com leite, as camadas recebem um generoso recheio de doce de leite caseiro de estilo argentino, coroando o doce com uma densa cobertura de fudge de cacau. 2. Bolo cremoso de banana com doce de leite Receita de bolo cremoso de banana com doce de leite Selmi/Divulgação Pensada para aqueles dias em que tudo o que precisamos é de uma pausa sem pressa, esta sugestão une uma massa de estrutura simples a uma combinação infalível de recheio. O segredo está em acomodar fatias de bananas bem maduras junto a colheradas fartas de doce de leite pastoso no interior da assadeira. Pouco antes de assar, polvilha-se açúcar com canela no topo, criando uma casquinha dourada e crocante. 3. Banana Bread com doce de leite Receita de pão de banan sem glúten pode ser complementada com doce de leite caseiro e pétalas de calêndula, além de uma pitada de canela Lari Powe/Divulgação O clássico banana bread ganha uma roupagem sofisticada e totalmente livre de glúten, feita à base de farinha de arroz e polvilho. A massa ainda esconde pequenos pedaços de chocolate 75% cacau que derretem na boca. Ideal para ser apreciada quentinha, cada fatia é servida com o clássico doce de leite cozido na panela de pressão e decorada com pétalas de calêndula. 4. Bolo de churros com cobertura de doce de leite Receita de bolo churros com cobertura de doce de leite leva ovo, açúcar, farinha de trigo, água e fermento no preparo da massa Selmi/Divulgação Esta opção transforma a inconfundível textura dos churros de rua em uma massa incrivelmente aerada e leve. A essência de baunilha e a canela em pó entram logo no início do batimento dos ovos, espalhando um aroma marcante por todo o ambiente enquanto assa. Sendo uma sobremesa muito rápida de apenas cinco etapas, sua graça se completa ao despejar fios generosos de doce de leite sobre uma superfície açucarada. 5. Sobremesa gelada de coco com doce de leite Receita de sobremesa gelada de coco com doce de leite pode ser preservada no freezer Bunge/Divulgação Para provar que o doce de leite também combina com o verão, este bolo com coco seco ralado na massa é servido diretamente da geladeira. Assim que sai do forno, a estrutura do bolo é perfurada com um garfo e banhada por uma mistura rica de leite de coco e leite condensado. A sobremesa descansa até ficar bem gelada e recebe uma delicada camada de cobertura salpicada com fios de chocolate derretido. Leia mais
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5 livrarias icônicas ao redor do mundo e o que torna esses espaços especiais
Mais do que simples pontos de venda, as livrarias guardam histórias, ideias e diferentes visões de mundo. Por isso, seus espaços devem estimular a imaginação e convidar à descoberta. A seguir, reunimos algumas das livrarias mais icônicas do mundo, que encantam não apenas pelos acervos, mas também pela arquitetura. Libreria Acqua Alta - Veneza, Itália Os traços mais marcantes da Libreria Acqua Alta são resultado direto de sua localização em uma área sujeita a inundações em uma das cidades mais icônicas da Itália Libreria Acqua Alta/Divulgação Uma livraria que pode ficar submersa? Parece contraditório, mas este é o aspecto mais marcante da Libreria Acqua Alta, localizada em Veneza, na Itália. Para proteger os livros das enchentes frequentes, muitos exemplares são armazenados em banheiras e gôndolas, símbolo da cidade. A livraria também ficou famosa nas redes sociais pelos gatos que circulam livremente pelo espaço, tornando o ambiente ainda mais acolhedor. O espaço é um exemplo de como não apenas a cultura local, mas também uma geografia particular pode influenciar a forma de organizar um estabelecimento dedicado aos livros. Livraria Lello - Porto, Portugal A escadaria é um dos espaços mais representativos da Livraria Lello, constituindo um ponto focal no ambiente Livraria Lello/Divulgação A Livraria Lello, em Porto, Portugal, comemora 120 anos em 2026, e teve um papel fundamental na circulação de conhecimento e literatura no país. Segundo o próprio site da casa de livros, entre as décadas de 1920 e 1950, a livraria foi uma das principais responsáveis pela exportação e importação de literatura em Portugal. Em 2013, o estabelecimento foi classificado como Monumento de Interesse Público pela Direção-Geral do Património Cultural de Portugal. Em termos arquitetônicos, o espaço é um exemplo do caráter eclético do início do século 20, reunindo elementos neogóticos, Art Nouveau e Art Déco. O projeto foi idealizado pelo engenheiro Francisco Xavier Esteves, tendo como destaque a escadaria vermelha. Curiosamente, apesar de sua aparência de madeira, a estrutura foi construída em concreto armado e recebeu acabamento em estuque pintado. Livraria História Sem Fim - Campos do Jordão, São Paulo Uma curiosidade é que Sans Souci, nome da livraria em Campos do Jordão, SP, é uma expressão francesa que significa "sem preocupação". Facebook/Reprodução Quando o assunto é leitura, magia e uma atmosfera whimsy, uma pluralidade de narrativas vem à mente, e a Livraria História Sem Fim traduz exatamente essa sensação. Localizada no complexo Sans Souci Pâtisserie, um espaço em formato de castelo no coração de Campos do Jordão, SP, a livraria divide o cenário com uma cafeteria e uma gelateria. Leia mais A arquitetura do espaço dialoga diretamente com a identidade visual de Campos do Jordão — cidade marcada pela forte influência europeia e referências ao estilo alpino. Com sua imponência que lembra um castelo, a livraria coroa a atmosfera lúdica e romântica que define o charme do centro serrano. El Ateneo Grand Splendid - Buenos Aires, Argentina A livraria El Ateneo Grand Splendid é considerada um dos principais pontos turísticos de Buenos Aires, na Argentina BugWarp/Wikimedia Commons Nos palcos dos teatros, histórias ganham vida, enquanto as livrarias cumprem um propósito semelhante, mas através das páginas dos livros. A El Ateneo Grand Splendid traduz perfeitamente essa conexão: localizada em Buenos Aires, na Argentina, a construção tinha como propósito original ser um teatro e, em 2000, começou a fazer parte da rede de livrarias Yenni. Projetado pelos arquitetos Peró e Torres Armengol, o espaço é um ponto turístico relevante para a cidade, unindo arquitetura e literatura em um só espaço. Neste ano, comemora 26 anos como livraria, mostrando como construções podem ressignificar seus propósitos ao longo do tempo. Shakespeare and Company - Paris, França A Shakespeare and Company está intrinsecamente relacionada à história e à valorização da tradição literária em Paris, na França Tripadvisor/Reprodução Quando o assunto é livrarias icônicas, a Shakespeare and Company é sempre lembrada pelo charme parisiense. O que poucas pessoas sabem é que, quando o espaço de George Whitman abriu as portas, ele se chamava originalmente Le Mistral, nome que só foi substituído pelo atual em 1964.A primeira Shakespeare and Company da cidade luz foi fundada por Sylvia Beach, e era um ponto de encontro para escritores célebres. Leia mais Curiosamente, o edifício remonta ao início do século 17, quando abrigava um mosteiro chamado La Maison du Mustier. Ao longo do tempo, seu interior foi transformado de maneira orgânica pelo fundador George Whitman, que concebeu cada ambiente como um capítulo de romance.
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Guia do sótão: desafios e soluções para aproveitar o espaço sob o telhado
Planejar espaços multifuncionais é cada vez mais comum e necessário. Com uma distribuição inteligente dos ambientes, é possível ampliar o aproveitamento do imóvel e criar novas possibilidades de uso. Nesse contexto, o sótão aos poucos ganha o interesse do brasileiro, com potencial para se transformar em quarto de hóspedes, sala de TV, biblioteca ou até mesmo um espaço de trabalho. O cômodo é mais comum na Europa e na América do Norte, devido a fatores climáticos. Os telhados inclinados surgiram como uma resposta à neve, à chuva e ao frio, e garantem maior conforto térmico. Com isso, o espaço sob a cobertura acabou sendo naturalmente incorporado à casa e aproveitado como sótão. Enquanto em países de clima frio os telhados inclinados ajudam a escoar a neve, a arquitetura brasileira historicamente priorizou soluções adaptadas ao calor, como varandas e lajes de concreto Getty Images No Brasil, devido ao clima predominantemente quente, esse espaço tende a acumular calor. Por isso, historicamente, os projetos priorizavam a ventilação, a sombra e o pé-direito alto. "Além disso, nossa arquitetura residencial incorporou outras soluções, como varandas, porões e áreas externas", destaca o arquiteto Brunno Costa. A cultura construtiva brasileira, associada à laje de concreto com a cobertura acima dela, também levou à menor aderência do sótão por aqui. Leia mais Para ser habitável ou utilizável, o sótão necessita atender aos requisitos previstos pela legislação local, como pé-direito, ventilação e iluminação, acesso seguro, conforto e condições estruturais. Algumas casas no Brasil até possuem um simples bolsão de ar sob o telhado, que funciona como área técnica ou de ventilação, mas não características adequadas à permanência de pessoas. Em geral, o espaço precisa ter dimensões e desempenho que permitam seu uso seguro e confortável como ambiente. Outro ponto que deve ser avaliado é o tratamento feito no local desde o projeto da edificação. Isso envolve capacidade estrutural do piso, acesso seguro, pé-direito adequado, iluminação e ventilação, além de conforto térmico, instalações elétricas e estanqueidade da cobertura. "Para transformá-lo em um cômodo, é preciso verificar se toda essa estrutura consegue atender às novas exigências de uso e também à legislação local", explica a arquiteta Cilene Lupi. Transformar a cobertura em ambiente habitável exige rigor técnico, avaliando a capacidade estrutural da laje Casa Starburst/HAO Design/Hey! Cheese | Projeto da HAO Design Possíveis problemas estruturais Por ser o ponto mais alto e exposto da casa, o sótão sofre com o acúmulo de calor. O segredo para evitar que o cômodo se transforme em uma “estufa” é criar entradas e saídas de ar em pontos opostos, favorecendo a ventilação cruzada. Abrir entradas de ar em pontos mais baixos e saídas em pontos altos da cobertura cria uma movimentação natural do ar pelo efeito chaminé e traz uma maior independência do ar-condicionado. O isolamento térmico completa essa estratégia, funcionando como um sistema contínuo. Materiais como lã de rocha, EPS e mantas radiativas, quando corretamente especificados e instalados, ajudam a reduzir a transferência de calor da cobertura para o ambiente. Mais do que uma solução isolada, o bom desempenho térmico para um espaço vem da combinação entre ventilação, isolamento e um bom projeto para a cobertura, adequada ao clima local. Investir em um bom isolamento térmico e prever a ventilação cruzada são medidas essenciais para evitar que o sótão se transforme em uma “estufa” Getty Images Reforçar a laje da casa pode ser necessário para que o sótão se torne um cômodo habitável. Uma estrutura que foi originalmente pensada como forro ou fechamento não necessariamente foi dimensionada para virar piso de um ambiente. Além disso, com a renovação, entram novas cargas, como móveis, revestimentos e até novas divisórias. Por isso, é indispensável fazer uma avaliação estrutural antes de qualquer mudança na disposição. É necessário contratar um engenheiro especializado para avaliar as vigas, os apoios e a laje. "A partir disso, é possível definir se existe necessidade de reforço ou se vale criar uma nova estrutura, metálica ou de madeira, por exemplo, para distribuir essas cargas", conta Cilene. Em alguns casos, é necessário reforçar a estrutura da laje antes de iniciar o projeto de interiores do sótão Edu Castello/Editora Globo | Projeto do escritório Arkitito Outro desejo comum ao imaginar o sótão ideal é a presença de janelas do tipo mansarda ou claraboia, mas elas exigem atenção. Não basta escolher materiais de qualidade, a instalação precisa funcionar como parte do sistema de cobertura. "É fundamental respeitar a inclinação do telhado e executar corretamente rufos, contrarufos, mantas de impermeabilização e arremates, conduzindo a água para fora sem criar pontos de acúmulo", afirma Brunno. É importante também prever a dilatação dos materiais e realizar uma vedação adequada, evitando depender apenas do silicone como solução de impermeabilização. Como toda área exposta ao tempo, inspeções e manutenções periódicas são essenciais para prevenir infiltrações. As maiores vilãs são os vazamentos pequenos, que, com o tempo, podem se transformar em grandes problemas para a estrutura. Um pé-direito de cerca de 2,10 m nas áreas de circulação contribui para o conforto, enquanto os trechos mais baixos podem receber outras funções sem comprometer a passagem Getty Images No projeto de um sótão, o pé-direito também deve ser pensado com cuidado, e não apenas adaptado conforme o telhado. Como referência de conforto, o ideal é cerca de 2,10 m de altura nas principais áreas de circulação. Já as partes mais baixas podem receber armários, gavetas ou camas, aproveitando a inclinação do telhado sem comprometer a ergonomia. A legislação local precisa sempre ser verificada de acordo com o uso daquele ambiente. Em São Paulo, por exemplo, as regras de dimensionamento e pé-direito fazem parte das exigências do Código de Obras e das normas de desempenho aplicáveis às edificações. Soluções de interiores Móveis planejados que acompanham a inclinação do telhado e escadas bem dimensionadas ajudam a transformar o sótão em um refúgio funcional e seguro Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Leila Dionizios O sótão funciona bem para usos mais reservados e tranquilos, como home office, ateliê, sala de TV, biblioteca ou quarto de hóspedes. Tome cuidado com funções que exigem uma infraestrutura hidráulica complexa ou preveem uso intenso durante todo o dia, principalmente quando o acesso e o conforto térmico é dificultado. "Não adianta criar um ambiente bonito que seja desconfortável para chegar ou permanecer", destaca a arquiteta. A da escada também é essencial para que o fluxo entre os cômodos seja tranquilo. A seleção deve ser feita de acordo com o espaço disponível e a frequência de uso. Se o sótão for utilizado diariamente e fizer parte da dinâmica da casa, o ideal é priorizar uma escada fixa, com degraus confortáveis, corrimão, guarda-corpo e altura livre adequada. Apesar de ocupar mais espaço, a segurança e o conforto são bem maiores. É possível conferir diversos usos para o sótão, de uma biblioteca a um quarto de hóspedes André Nazareth/Divulgação | Projeto do arquiteto Celso Rayol A escada helicoidal pode ser uma solução quando a área disponível para instalação é pequena, porém precisa ser muito bem dimensionada e costuma ser menos confortável para crianças, idosos ou para transporte de móveis. Já a escada articulada faz mais sentido para acessos ocasionais, como depósitos ou áreas técnicas. Já a marcenarida deve se adaptar ao formato de telhado e, consequentemente, às paredes do cômodo. "As áreas mais baixas do sótão, que à primeira vista parecem pouco aproveitáveis, podem se tornar justamente um dos seus maiores diferenciais", explica Brunno. Os móveis sob medida podem acompanhar a inclinação do telhado e transformar os espaços que pareciam inutilizáveis em soluções funcionais, como armários, gavetões, estantes, nichos ou até bancadas. Isso ajuda a permitir que as regiões com maior pé-direito fiquem livres para circulação, enquanto os cantos recebem usos criativos. Leia mais
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 11/10/2026
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7 melhores ervas para plantar na primavera e ter temperos frescos
A primavera de 2026 chegou ao Brasil com condições diferentes do clima ameno característico da estação, período ideal para começar a plantar ervas aromáticas e temperos. Com o fenômeno climático El Niño, chuvas e temperaturas elevadas devem ser comuns em diversas regiões do país durante a primavera e o verão, exigindo adaptações no planejamento e nos cuidados com as plantas. Antes de decidir o que acrescentar à sua horta caseira nessa temporada, considere, em primeiro lugar, entender o clima atual da sua região. Em um país com proporções continentais, os efeitos das mudanças climáticas podem varias. Carlos Armênio Khatounian, professor doutor do Departamento de Produção Vegetal da Esalq-USP, destaca a diferença entre países temperados e tropicais, uma vez que muitas hortaliças e ervas preferem temperaturas mais amenas. Ter uma horta em casa pode garantir temperos frescos e contribuir para uma alimentação mais natural Magnific/Creative Commons “Tem um grupo de plantas que, quando você vai à feira, sempre encontra: salsinha, repolho, cenoura, beterraba, entre outras. Na realidade, elas não são de clima tropical, mas plantas da primavera dos climas temperados, que precisam de adaptações para serem cultivadas no Brasil”, diz o professor. Leia mais A atenção com as regas também é primordial nessa estação, chuvosa no Sudeste e Sul, e de muita seca no Norte, Nordeste e Centro-oeste. O engenheiro agrônomo Ramon Francesco de Morais, da Forth Jardim, indica adaptações para a estiagem e para o excesso de umidade. No primeiro caso, a prioridade é conservar a água e reduzir o estresse térmico. A rega deve ser feita durante a manhã ou no fim de tarde, e também é recomendado aplicar uma cobertura sobre o substrato, como casca e palha, para diminuir a evaporação. Já para os locais com muita chuva, o foco é na drenagem e no controle de fungos. Evite os pratinhos embaixo dos vasos e suspenda a rega quando a terra ainda estiver úmida. O agrônomo ainda recomenda repor a adubação em doses menores e mais frequentes, pois a água pode levar os nutrientes da terra. A rega adequada para cada espécie é essencial para uma horta bem-sucedida. Avalie a quantidade de água de que cada planta precisa e evite cultivar, no mesmo vaso, espécies com necessidades diferentes Magnific/Creative Commons A paisagista e professora de jardinagem, Carol Costa, explica: "Os sinais da falta e do excesso de água são muito parecidos, a planta murcha pelos dois motivos, opostos. A principal forma de descobrir o que ela está comunicando é pondo o dedo no vaso e verificando se a terra está seca ou úmida". Com isso em mente, veja quais são os melhores temperos para plantar na horta nesta primavera: 1. Hortelã A hortelã oferece diversos benefícios à saúde, podendo atuar como antioxidante, auxiliar no alívio de dores de cabeça e contribuir para a digestão Pexels/cottonbro studio/Creative Commons O cultivo desta erva aromática é simples e não requer muito espaço. Segundo Carlos, cerca de 6 horas de sol por dia são suficientes para o desenvolvimento das folhas. Uma opção de cultivo é colocar ramos recém-cortados em um copo com água para a formação de raízes e realizar o plantio com o início das chuvas na primavera. Utilize um solo fértil, rico em matéria orgânica e vasos com furos para evitar o afogamento da planta. 2. Alecrim O alecrim é uma erva rústica e perfumada que oferece benefícios à saúde e ao bem-estar, além de incrementar pratos como carnes e batatas assadas Unsplash/M. Dean/Creative Commons Diferente da hortelã, o alecrim prefere climas secos e tolera muito bem o calor, o que torna a erva mais recomendada para as regiões do país mais secas durante a primaversa. Ramon indica plantá-lo em vasos de no mínimo 8 litros, pois a planta requer espaço. Em locais úmidos, o ideal é posicionar o vaso em local protegido da chuva. 3. Capuchinha A capuchinha é uma planta que pode ser consumida integralmente, tanto as flores quanto as folhas Magnific/Wirestock/Creative Commons A capuchinha é uma planta alimentícia não-convencional (PANC) e uma ótima opção para a primavera por conta das flores. Para Carol, uma das principais vantagens no cultivo é o rápido resultado: após um mês, já é possível fazer a colheita de algumas folhas. A preferência da espécie é por um substrato úmido. No calor, pode ser necessário regá-la todos os dias e garantir sombra nas horas mais quentes. Leia mais 4. Cebolinha Uma cebolinha que já está produzindo pode continuar se desenvolvendo por algum tempo em um local com sombra, mas, ao esgotar sua reserva energética, pode morrer por falta de sol Magnific/Creative Commons A cebolinha é um dos temperos mais comuns na cozinha brasileira e simples de cultivar na horta com a chegada da primavera. A principal necessidade da espécie é sol pleno para a fotossíntese eficaz e colheitas consistentes, que ocorrem entre 55 e 60 dias. Também é importante cultivá-la em um vaso com ótima drenagem e regar quando verificar que o substrato começou a secar. 5. Orégano O orégano é uma das ervas mais conhecidas no Brasil e oferece benefícios que vão além do uso como tempero, podendo também ser consumido em chás Wikipedia / Franz Xaver / WikimediaCommons Assim como o alecrim, o orégano é uma planta de origem mediterrânea e tem crescimento mais saudável em climas secos. “Essa planta precisa de sol pleno, por pelo menos 5 a 6 horas por dia. A rega deve ser feita só quando os primeiros centímetros do substrato estiverem secos, o que, na prática, equivale a 2 a 3 vezes por semana no calor, conforme o vaso”, recomenda Ramon. 6. Manjericão O manjericão é uma erva aromática rica em óleos essenciais e tem aroma característico, muito presente em pratos como massas e pizzas Unsplash / Yakov Leonov / Creative Commons Aromático e facilmente reconhecido, o manjericão requer um vaso de 3 a 5 litros e pode render as primeiras colheitas 60 dias após a germinação das sementes. Na coleta, o engenheiro agrônomo indica retirar menos de um terço da planta por vez, colher as folhas do topo e remover as flores para estimular novos brotos. 7. Alho-social O alho-social tem sabor muito semelhante ao do alho comum, mas é mais resistente a temperaturas elevadas KENPEI/Wikimedia Commons Como o alho é pouco recomendado para a primavera brasileira, o alho-social vem como uma solução. Essa é uma planta mais rústica, pouco exigente e figura entre as mais resistentes ao calor. Carol recomenda plantá-lo em vasos de 15 a 20 centímetros de profundidade. Pode ser usado em saladas, sopas, risotos, patês e refogados. Leia mais Independentemente das necessidades particulares de cada planta, todas se adaptam bem a substratos misturados com composto orgânico ou húmus. Já a terra de jardim pura deve ser evitada, pois tende a ficar compactada no vaso e dificulta a drenagem.
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