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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial]

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Como conservar os cobertores até o próximo inverno e evitar mau cheiro e mofo!
​Com a chegada dos dias mais quentes, cobertores, mantas e edredons saem de cena e dão lugar a roupas de cama mais leves. E armazenar essas peças volumosas sem o devido cuidado pode comprometer não apenas a durabilidade e a maciez dos tecidos, mas também a saúde respiratória de toda a família. Antes de guardar o enxoval de inverno, o primeiro passo é uma lavagem rigorosa para eliminar resíduos de suor, poeira e ácaros acumulados. Cada material exige um protocolo específico: as peças de lã, por exemplo, devem ser lavadas no ciclo para tecidos delicados da máquina, utilizando apenas água fria ou morna e sabão neutro ou específico. Na hora de secar, evite torcer o tecido ou pendurá-lo esticado em varais comuns — prefira apoiá-lo na horizontal sobre uma superfície limpa, em um local arejado e à sombra, para preservar a estrutura das fibras. Cobertores de lã devem ser lavados no ciclo delicado da máquina, com água fria ou morna e sabão neutro Magnific/Creative Commons No caso da microfibra, a lavagem em máquina é liberada, desde que se observe rigorosamente a temperatura da água indicada na etiqueta do fabricante. Para preservar a maciez do tecido, é fundamental evitar o excesso de atrito tanto no ciclo de lavagem quanto na secagem. Mais versátil, o algodão tem um manejo simples e geralmente tolera lavagem na máquina, exigindo apenas atenção à temperatura indicada na etiqueta. "É preciso ter cautela com o risco de encolhimento ao utilizar água quente", alerta a personal organizer Rebeca Maldonado. Leia mais Já as peças de pluma de ganso (ou materiais sintéticos similares) exigem cuidado redobrado: embora muitas vezes possam ir à máquina — desde que autorizadas pelo fabricante —, devem ser lavadas exclusivamente no ciclo delicado com detergente suave. A secagem completa antes do armazenamento é uma etapa crítica para evitar mofo e proliferação de ácaros; por isso, recomenda-se o uso de secadora em temperatura baixa (se permitido na etiqueta), o que também ajuda a garantir que o enchimento não se aglomere em pontos específicos do edredom. Materiais mais delicados, como as plumas de ganso e similares, necessitam de uma lavagem atenciosa e, idealmente, realizada de forma profissional Magnific/pvproductions/Creative Commons Mais cuidados na hora da lavagem Tratando-se de roupas de cama volumosas, o segredo para garantir uma limpeza eficiente e proteger o motor da máquina é nunca ultrapassar a capacidade máxima do tambor. Outro ponto crítico é o uso de água quente que, na maioria dos casos, deve ser evitado. Embora pareça eficiente para eliminar bactérias e ácaros, o calor excessivo pode encolher fibras naturais, além de ressecá-las e quebrá-las com o tempo, comprometendo a maciez e a durabilidade do enxoval. "O calor excessivo danifica a estrutura do fio, reduzindo a vida útil da peça", explica Camila Shammah, gerente de produtos da Camesa. A aplicação de amaciantes durante o enxágue também exige cautela, já que o produto pode deixar uma película de resíduos sobre as fibras. Esse acúmulo prejudica propriedades essenciais como a respirabilidade e a capacidade de absorção dos tecidos. Em mantas e cobertores — com destaque para os modelos de microfibra —, o excesso de amaciante altera drasticamente a textura e o toque macio original. A recomendação dos especialistas é evitá-lo ao máximo ou, caso seja utilizado, moderar rigorosamente na quantidade. O cuidado rigoroso com a temperatura da água e a moderação no uso de amaciantes são fundamentais para preservar a integridade das fibras e manter o toque macio e aconchegante dos cobertores Magnific/Creative Commons Atenção também na secagem Por fim, a etapa da secagem é a mais crítica de todo o processo. Quando o clima permite, a exposição ao sol é uma excelente aliada, mas o fator determinante, antes de dobrar e guardar as peças, é certificar-se de que não restou nenhum vestígio de umidade no interior do tecido, com atenção redobrada às áreas mais espessas — como costuras, bainhas, barras e matelassês. "A umidade residual é o principal gatilho para a proliferação de ácaros e o surgimento de mofo", alerta Camila. Garantir que a peça esteja absolutamente seca antes de ser guardada é indispensável para evitar a proliferação de ácaros, fungos e o temido mofo ao longo dos meses em que o enxoval permanecer armazenado Unsplash/Artur Ament/Creative Commons Processos de armazenamento Na hora de guardar edredons, cobertores e mantas, o erro mais comum é o uso de sacos plásticos ou caixas herméticas. O ideal é optar por organizadores ou sacos confeccionados em tecidos respiráveis, como TNT ou algodão puro, que barram a poeira sem impedir a circulação de ar. Essa ventilação controlada é indispensável para evitar o surgimento de mofo e odores desagradáveis durante os meses em que as peças permanecerem guardadas. Já os populares sacos a vácuo funcionam bem para otimizar espaço no guarda-roupa, mas exigem cautela. A compressão prolongada achata as fibras e pode comprometer a capacidade de recuperação do volume original do enxoval, prejudicando o toque macio e o isolamento térmico. "No caso de peças de lã ou enchimentos delicados, evitar a compressão excessiva por longos períodos é fundamental para preservar a estrutura e o formato original do material", orienta Rebeca. Sacos e caixas de tecido respirável são opções muito superiores ao plástico para proteger os cobertores contra a poeira, pois permitem a ventilação adequada Magnific/pvproductions/Creative Commons Outra alternativa excelente para o armazenamento de longo prazo é simplesmente dobrar as peças de maneira suave e acomodá-las sem peso excessivo em cima. Dispensar a compressão extrema ajuda a preservar a integridade e a durabilidade do material. "Em peças com enchimento de plumas, a pressão prolongada danifica a estrutura e prejudica a recuperação do volume natural", reforça a profissional. A importância da ventilação Vale lembrar que um armário mantido fechado por meses, sem nenhuma circulação de ar, representa um risco mesmo quando o enxoval é guardado com todo o rigor. Nesses casos, o espaço confinado favorece o acúmulo de umidade, o surgimiento de odores indesejados e a proliferação de ácaros e fungos. Essa falta de ventilação não compromete apenas a vida útil e o frescor das roupas de cama, mas também afeta a qualidade do ar interno, podendo agravar quadros de rinite, alergias e problemas respiratórios. A ventilação periódica do guarda-roupa e o uso de sachês aromáticos naturais ajudam a manter a roupa de cama fresca, perfumada e livre de odores indesejados Magnific/pvproductions/Creative Commons Por isso, o ideal é abrir as portas do armário periodicamente para estimular a circulação de ar. Aproveite esses momentos de inspeção para verificar se há indícios de umidade, mofo ou alterações no odor, interceptando qualquer problema antes que danifique o enxoval. Vale lembrar que a exposição direta à luz solar deve ser evitada ao máximo: a radiação UV desbota as cores e acelera o enfraquecimento das fibras dos tecidos. Leia mais O uso de substâncias tradicionais como naftalina e cânfora, embora comum, exige extrema cautela. Além do odor forte e persistente que impregna nos tecidos, essas substâncias liberam vapores químicos que podem reagir com certos materiais, tornando indispensável seguir rigorosamente as recomendações dos fabricantes. Como alternativa mais segura e agradável, aposte em sachês com ervas aromáticas naturais — como lavanda ou blocos de cedro —, que perfumam suavemente o guarda-roupa e ajudam a afastar traças. Contudo, vale ressaltar que nenhuma alternativa aromática substitui a higienização prévia e o controle constante da umidade, pilares fundamentais para manter as peças protegidas de pragas e fungos.
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Vilarejo na Pensilvânia é refúgio para o ex-One Direction Zayn Malik
Zayn Malik, ex-integrante do grupo britânico One Direction, desembarca no Brasil no dia 10 de outubro, em São Paulo, para sua primeira apresentação solo no país. Ao lado de Harry, Liam, Niall e Louis, o cantor criou uma carreira memorável, marcada por grandes sucessos e, também, por polêmicas. Diferente da maioria das estrelas do pop, o cantor prefere manter sua vida pessoal mais reservada. Por isso, sua residência atual é um refúgio bucólico em localização estratégica, que permite ficar perto de sua família e, ao mesmo tempo, afastado dos paparazzis. O endereço escolhido por Zayn é uma fazenda histórica no Condado de Bucks, em New Hope, na Pensilvânia, Estados Unidos. A região, conhecida por abrigar propriedades milionárias, é onde sua filha Khai – fruto de seu ex-relacionamento com a modelo Gigi Hadid – nasceu em setembro de 2020. O condado de Bucks, na Pensilvânia, foi fundado em 1682 e hoje abriga propriedades milionárias de celebridades, como o cantor Zayn Malik, na região de New Hope Instagram/@visitbuckspa/Reprodução Leia Mais Para adquirir a propriedade, Zayn se desfez de um portfólio de imóveis milionários, incluindo propriedades em Nova York, Los Angeles e em sua terra natal, o Reino Unido. Zayn e Gigi viveram na fazenda até meados de 2021, quando se separaram após uma discussão entre o cantor e a ex-sogra, Yolanda Hadid, que também é vizinha do artista. Mesmo com o término, Zayn permanece no endereço para acompanhar o crescimento da filha. Khai é filha de Zayn Malik e Gigi Hadid. Mesmo após o fim do relacionamento, em 2021, o cantor permaneceu em New Hope, na Pensilvânia, para acompanhar de perto o crescimento da filha Instagram/@zayn/Reprodução Yolanda foi uma das pioneiras a escolher a região como refúgio. Além da privacidade e da vida tranquila no campo, a fazenda foi adquirida pela proximidade à Nova York, a cerca de 120 km, onde as filhas Gigi e Bella moravam na época, em meados de 2017. Outras celebridades também escolheram o Condado de Bucks para morar. O ator Bradley Cooper, que mantém um relacionamento discreto com Gigi desde 2023, adquiriu uma propriedade na região para se manter próximo da nova família e afastado do caos urbano. Leia Mais Além da família Hadid, o condado de Bucks, na Pensilvânia, atraiu outras celebridades, como o ator Bradley Cooper, por sua paisagem bucólica e casas em estilo rancho, que unem privacidade e sofisticação Instagram/@visitbuckspa/Reprodução
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 8h
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Com que frequência limpar o ventilador de teto? Descubra o prazo ideal
Os ventiladores são uma opção prática e eficiente para refrescar os ambientes, além de consumirem menos energia do que os aparelhos de ar-condicionado. No entanto, é essencial manter a limpeza em dia para garantir o bom funcionamento do equipamento e preservar a qualidade do ar, contribuindo para a saúde de quem utiliza o espaço. "O ventilador de teto acumula poeira, ácaros e até fungos nas hélices ao longo do tempo. Quando é ligado, ele dispersa todas essas micropartículas pelo ambiente", explica a médica otorrinolaringologista Sylvia Faria. Quando o ventilador roda quase todos os dias, o acúmulo de poeira nas pás e no motor acontece de forma acelerada. O recomendado é fazer uma limpeza quinzenal Magnific/jannoon028/Creative Commons A manutenção simples faz diferença na saúde dos moradores Primeiramente, é importante entender o princípio básico de funcionamento do ventilador de teto. Ao girarem, as pás geram um fluxo de ar que também pode dispersar a poeira, os ácaros e outras partículas acumuladas em sua superfície. Esses resíduos ficam suspensos no cômodo e, inevitavelmente, são inalados, podendo agravar sintomas como tosse seca, espirros, irritação ocular, obstrução nasal e outros. Leia mais . Para as pessoas propensas a crises de rinite, sinusite ou asma, a atenção com a limpeza do ventilador deve ser redobrada. "Esse grupo é o mais sensível, devido ao seu sistema imunológico reagir de forma intensa à exposição ao mofo e aos ácaros", reforça Sylvia. Em cômodos onde o ventilador de teto fica desligado por longos períodos, uma limpeza mensal ou uma boa faxina antes de voltar a usá-lo costuma ser suficiente Magnific/mrsiraphol/Creative Commons Aprenda a limpar o ventilador de teto da forma correta Diante da importância de manter o ventilador de teto limpo, surge a dúvida: qual é a maneira correta de fazer a higienização? Antes de iniciar a limpeza, é primordial desligar o aparelho da tomada ou do disjuntor para evitar acidentes. Por se tratar de um equipamento em altura elevada, utilize sempre uma escada firme sobre uma superfície totalmente estável. Leia mais Na hora de remover a poeira das pás, a personal organizer Priscila Sabóia desaconselha o uso de espanadores — que apenas dispersam as partículas pelo cômodo —, recomendando em seu lugar o uso de um pano levemente umedecido com água e detergente em cada pá. "Evite usar produtos abrasivos que possam arranhar o plástico ou a pintura, o que facilitaria o acúmulo futuro de poeira nas imperfeições", ela adiciona. Casas com pessoas alérgicas, rinites sensíveis ou tutores de pets (já que pelos e poeira tendem a circular com mais facilidade) exigem uma atenção redobrada, valendo a pena antecipar a limpeza para o intervalo de 7 a 10 dias Magnific/Lifeforstock/Creative Commons Além disso, caso a faxina abranja todo o cômodo, a sequência de higienização impacta diretamente o resultado: o processo deve sempre começar pelas superfícies mais altas — como ventiladores de teto, armários e luminárias —, avançar para o mobiliário intermediário e terminar no piso, impedindo que a poeira recém-deslocada suje áreas já limpas. O cronograma para a limpeza A frequência da higienização do ventilador de teto varia conforme as características de cada lar e a rotina da casa. "Existe uma recomendação padrão de limpeza dos ventiladores a cada 15 dias, mas essa orientação muda com a presença de pets, principalmente os que soltam pelos, e também em casas onde vivem pessoas alérgicas, sejam crianças, sejam adultos. Nesses casos, a recomendação é que a limpeza seja semanal", pontua Sylvia.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 8h
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Mostra reflete sobre como é morar em São Paulo a partir do olhar de 10 mulheres
Em cartaz até o dia 1º de novembro, a exposição Habitar São Paulo: relatos femininos ocupa a Casa Museu Ema Klabin, no Jardim Europa, para debater moradia, urbanismo e memória. A mostra constrói um mosaico cultural sobre as diversas experiências que marcam a vida na capital paulista, usufruindo do olhar de 10 escritoras locais, entre elas Rita Lee. Dividida em cinco eixos temáticos, a exibição apresenta manuscritos, documentos e arquivos que abordam temas sobre urbanismo e cotidiano. A curadoria priorizou uma seleção de mulheres de diferentes contextos históricos, classes sociais e faixas etárias para abordar as vivências em São Paulo. Além da rainha do rock brasileiro, nove escritoras integram o projeto, sendo elas Zélia Gattai, Gilda de Mello e Souza, Paula Fábrio, Giovana Madalosso, Adriele Oliveira, Helena Silvestre, Lilia Guerra e Luísa Marilac. Com documentos, fotografias e relatos, a exposição 'Habitar São Paulo: relatos femininos' percorre diferentes momentos e contextos da capital paulista Nelson Kon/Divulgação Os depoimentos são escritos por Prudence Kalambay, que extraiu os relatos a partir de biografias, contos, romances, depoimentos e poesia. Leia Mais Os visitantes também participam da construção das múltiplas identidades de São Paulo. Na saída, o público é convidado a compartilhar suas próprias memórias, deixando textos, desenhos ou gravações curtas. As obras da exposição 'Habitar São Paulo: relatos femininos' integram todo o percurso da Casa Museu Ema Klabin Nelson Kon/Divulgação Leia Mais Habitar São Paulo: relatos femininos Data: até 1º de novembro Horários: de quarta-feira a domingo, das 11h às 17h; visitas mediadas de quarta-feira a sexta às 11h, 14h, 15h e 16h; sábado, domingo e feriados, às 14h Local: Casa Museu Ema Klabin – Rua Portugal, 43, Jardim Europa, São Paulo, SP Ingressos: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia); gratuito para crianças até 7 anos, professores e estudantes da rede pública Veja mais: CASACOR Rio de Janeiro 2026: tudo sobre a mostra e os ambientes em destaque (vídeo abaixo) CASACOR Rio de Janeiro acontece até 2/11, no Edifício Aliança da Bahia
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Armários fechados ou prateleiras: qual é o melhor para ganhar espaço na cozinha?
Em cozinhas pequenas, cada centímetro conta. Na hora de organizar louças, panelas, mantimentos e eletrodomésticos, surge uma dúvida comum: vale mais a pena investir em armários fechados ou apostar em prateleiras abertas? A resposta, segundo os arquitetos Gabriel de Lucca, do escritório GDL Arquitetura, e Danilo Jeovani, do escritório Sensum Arquitetura, não é tão simples. Embora os armários fechados ofereçam maior capacidade de armazenamento, as prateleiras podem trazer leveza visual, facilitar o acesso aos objetos usados no dia a dia e ocupar paredes que, de outra forma, ficariam sem uso. Para os especialistas, a combinação entre os dois costuma ser o caminho mais equilibrado. Armários fechados, como este revestido de cumaru laminado, executado pela Prime Marcenaria, oferecem maior capacidade de armazenamento e ajudam a esconder itens que podem deixar a cozinha visualmente carregada Daniela Magario/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do arquiteto Otto Felix “Quando o objetivo é aumentar a capacidade de armazenamento, os armários fechados costumam ser mais eficientes”, afirma Gabriel. Esse tipo de marcenaria permite aproveitar melhor a altura e a profundidade disponíveis, além de guardar vários utensílios sem deixar a cozinha visualmente carregada. Panelas, embalagens, mantimentos, eletroportáteis e produtos de limpeza, por exemplo, tendem a funcionar melhor atrás de portas. Além da organização visual, os armários protegem os itens da poeira e da gordura. Isso não significa, no entanto, que as prateleiras sejam "apenas" um recurso decorativo. “Elas preservam a percepção da parede e deixam o ambiente visualmente leve”, coloca Gabriel. O efeito, porém, depende da forma como são utilizadas. Prateleiras profundas demais ou completamente preenchidas por objetos podem causar justamente a sensação contrária e fazer o espaço parecer ainda mais carregado. Em formato de U, o espaço tem marcenaria que mistura MDF amadeirado e vidro canelado na parte superior, enquanto MDF azul reveste os armário inferiores, com execução da Roma Mobili Denilson Machado/MCA Estúdio | Projeto da arquiteta Camila Mesquita Para Danilo, a sensação de amplitude proporcionada pelas prateleiras é uma de suas principais vantagens. Ainda assim, ele ressalta que as escolhas não devem seguir fórmulas prontas. O projeto precisa considerar o tamanho do cômodo, a intenção estética e, principalmente, a rotina de quem vai utilizar a cozinha. O que deixar à mostra nas prateleiras? As prateleiras funcionam especialmente bem para peças usadas com frequência ou com valor decorativo. Louças do dia a dia, copos, xícaras, potes de vidro e livros de receitas podem ficar à mostra e facilitar o acesso durante a rotina. Na cozinha, cooktop e coifa da Brastemp. Estrutura da ilha e armários inferiores de MDF amadeirado Itapuã, da Duratex, executado pelo marceneiro Claudio Renata Freitas/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Danilo recomenda priorizar itens visualmente leves e que precisem estar sempre à mão. Já objetos robustos ou utilizados com menor frequência podem ser guardados nos armários. Para evitar que a composição fique desorganizada, Gabriel recomenda expor poucos itens e buscar unidade entre cores e materiais. “Também é importante preservar espaços vazios entre eles, sem ocupar toda a extensão da prateleira”, diz. Panelas, mantimentos, eletroportáteis e produtos de limpeza funcionam melhor dentro de armários fechados. Louças, copos, xícaras e objetos de uso frequente podem ficar expostos nas prateleiras para facilitar o acesso no dia a dia Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Onde instalar as prateleiras? As paredes acima das bancadas estão entre os locais mais interessantes para receber prateleiras, especialmente quando a intenção é aproveitar uma área vazia sem preencher com marcenaria. O espaço do café, áreas próximas à mesa de jantar e pequenas paredes laterais que não comportariam um armário completo também podem ser aproveitados. Os armários inferiores receberam lâmina ApT Platina, com execução da Ornare. Armário suspenso de MDF Beton Matt, da Arauco, com porta de correr com perfil de alumínio e vidro canelado, executado pela Marcenaria Maria Joaquina, responsável também pelo armário com acabamento de folha natural jequitibá, onde foram embutidos os eletrodomésticos Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do escritório Rawi Arquitetura Gabriel recomenda evitar a instalação diretamente sobre o cooktop, onde o contato com calor e gordura é maior. Uma coifa eficiente e o posicionamento das prateleiras em áreas menos expostas ajudam a facilitar a manutenção. Marcenaria em melamina verde, executada pela Todeschini Ipanema, com puxadores redondos de madeira que dão um toque retrô. Na prateleira, destacam-se as plantas, como filodendro-brasil, lambari, dedo-de-moça, pata-de-elefante e potos-cetim Sambacine/Divulgação | Produção: Simone Ratzik/Divulgação | Projeto da arquiteta Andrea Gorayeb A altura e a profundidade devem ser definidas de acordo com o uso. Como referência, Gabriel indica que a primeira prateleira pode ficar entre 45 e 60 cm acima da bancada. Em algumas situações, peças estreitas podem ser instaladas a cerca de 30 cm, desde que não atrapalhem o preparo dos alimentos ou a acomodação de eletrodomésticos. A bancada de trabalho em lâmina sinterizada ultracompacta, modelo Arena, da Sinth, com execução da Marmoraria Pedra de Esquina, abriga cooktop e pia com metais da Deca Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório Margem Arquitetos Danilo sugere manter, funcionalmente, uma distância livre entre 45 e 65 cm entre a bancada e a prateleira, sempre considerando a altura dos moradores. Ele também recomenda que as peças fiquem recuadas entre 15 e 20 cm em relação à profundidade da bancada. Nesta cozinha, móveis planejados da Todeschini. Prateleira de madeira maciça original da casa Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Volar Interiores Quanto à profundidade, Gabriel afirma que medidas entre 20 e 30 cm costumam ser suficientes para louças e utensílios. Para objetos menores, prateleiras estreitas podem ser mais adequadas. Um espaçamento de aproximadamente 30 a 40 cm entre elas tende a funcionar bem, embora a escolha deva sempre acompanhar os objetos que serão guardados. Marcenaria em folha natural de carvalho americano e MDF branco, executada pela Marcenaria Mademarchi. Na prateleira, columéia crespa; no nicho do armário, peperômia Ana Helena Lima/Divulgação | Projeto do escritório Macaxá Arquitetura Os materiais e a limpeza das prateleiras exigem atenção A cozinha é um ambiente sujeito à umidade, à gordura e ao uso intenso, por isso o material das prateleiras merece atenção. Madeira maciça devidamente protegida, pedras naturais ou sintéticas, metal e vidro temperado estão entre as boas possibilidades. Na cozinha, o tom de rosa da tinta Figo, da Suvinil, foi replicado nos armários com puxadores em latão e portas de vidro canelado, executados pela Taipa Marcenaria Mariana Orsi/Divulgação | Projeto de Quattrino Arquitetura A madeira garante acolhimento ao ambiente, enquanto a pedra oferece resistência e facilidade de limpeza, embora exija uma estrutura de fixação compatível com seu peso. Já em prateleiras que ficam próximas à áreas molhadas, materiais resistentes à umidade ou soluções específicas de proteção são importantes. O acúmulo de poeira e gordura é um dos principais desafios das prateleiras abertas. Por isso, além da limpeza frequente, uma boa estratégia é deixar expostos somente os objetos de uso cotidiano, que já são retirados e lavados com regularidade. “Quanto menor a quantidade de peças, mais fácil será a manutenção”, destaca Gabriel. Com projeto de marcenaria e marmoraria personalizado pelo escritório, o ambiente tem armários com acabamento externo de folha natural carvalho europeu, com execução da Ripa Marcenaria. O quartzito Taj Mahal, da Neogran, está na ilha, nas bancadas e nos nichos Giovanni Bellini/Wonder Studios/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Divulgação | Projeto do Estúdio Mirar Como fazer os armários parecerem mais leves visualmente Embora sejam mais eficientes para armazenar grandes quantidades de objetos, os armários fechados podem fazer uma cozinha parecer menor quando são escuros, profundos ou fragmentados em muitas divisões. Armários da Criare com acabamento de laca na cor mostarda. A bancada é de Dekton preto, com torneira da Deca. A parede foi revestida com cerâmica branca da Eliane, e o piso de porcelanato é da Roca. À esquerda fica um pequeno canto de refeições, com mesa Saarinen e cadeiras da Desmobilia André Nazareth/Divulgação | Projeto do arquiteto Jean de Just Uma das estratégias é integrar visualmente a marcenaria às paredes, usando cores semelhantes, portas lisas e puxadores do tipo cava ou integrados. Quanto mais contínuo e uniforme for o conjunto, mais discreta tende a ser sua presença no ambiente. Armários baixos e prateleiras executados de MDF Tauari, da Guararapes, pela Atual Móveis Planejados Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura Acabamentos claros também ajudam a refletir a luz e reduzir a sensação de peso visual. Portas de vidro podem criar maior profundidade, mas exigem atenção redobrada à organização interna. Para quem deseja esconder melhor os objetos sem abdicar da leveza, vidros canelados, jateados ou translúcidos podem ser boas alternativas. Armários executados pela Bontempo Gabriel em laca azul celeste e laminado Grano. À esquerda, a estante em serralheria, desenhada pelo escritório e executada pela SD Cozinhas, serve para guardar utensílios, livros e objetos decorativos. Banquetas Serafina, de FJ Pronto pra Levar! Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Si Saccab Danilo acrescenta que, quando há outra área destinada ao armazenamento, como uma despensa, pode ser interessante reduzir a quantidade de armários altos com portas dentro da cozinha. Dessa forma, o projeto ganha zonas de armazenamento mais densas e outros pontos de “respiro” visual. A madeira freijó vai desde o painel do hall até a cozinha. Nos armários, a linha bistrot da Florense está na cor cosmo, com um design retrô para trazer mais personalidade MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Escala Arquitetura A combinação dos dois elementos costuma ser a melhor solução Para os dois arquitetos, não existe uma metragem mínima que determine quando uma cozinha deve ter apenas prateleiras ou armários. A decisão depende da quantidade de objetos, dos hábitos dos moradores e da organização geral da casa. A marcenaria em laca verde e freijó, executada pela Marcenaria Balduci, traz cor ao ambiente, enquanto os brises nas portas dos armários de vidro conferem toque artesanal. Banquetas Caique, do Estúdio Felipe Madeira André Nazareth/Divulgação | Projeto do escritório Yebá Arquitetura “Em cozinhas muito pequenas, eu recomendaria utilizar as prateleiras como complemento, e não necessariamente como a única solução”, afirma Gabriel. Para ele, uma estratégia eficiente é concentrar os armários fechados na parte inferior da bancada e nas áreas destinadas ao armazenamento profundo, enquanto as prateleiras entram em pontos estratégicos, como acima da bancada ou no espaço do café. O ambiente conta com armários executados pela Fonseca Marcenaria e tampos de pedra Mont Blanc. Banquetas Astânia, de Etel Carmona para a ETEL Wesley Diego/Editora Globo | Projeto da designer de interiores Marina Linhares A avaliação é semelhante para Danilo. “Nós escolheríamos uma mescla”, diz. Ainda assim, ele reforça que cada projeto deve responder às necessidades específicas dos moradores. Por exemplo, para quem vive em um imóvel alugado e não pretende fazer uma grande reforma, existem alternativas flexíveis, como armários modulares, estantes independentes e carrinhos estreitos com rodízios. Além de ampliarem a capacidade de armazenamento, essas peças podem ser removidas e reaproveitadas em outra casa. A bancada alta, com tampo de lâmina sinterizada ultracompacta, modelo Arena, da Sinth, com execução da Marmoraria Pedra de Esquina, funciona como elo entre cozinhar, servir e conviver. Luminárias da Looz Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório Margem Arquitetos Em relação ao custo, as prateleiras costumam ser mais econômicas do que uma marcenaria planejada, visro que utilizam menos material, ferragens e mão de obra. A diferença, porém, pode diminuir quando entram em cena materiais sofisticados, como pedras, madeira maciça espessa ou estruturas metálicas especiais.
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Pedras, muxarabi e home office oculto compõem apartamento com clima de casa
Integração, acolhimento e a atmosfera despretensiosa de casa nortearam a criação deste apartamento de 240 m², no Paraíso, em São Paulo, SP. Entregue no contrapiso, o imóvel ganhou projeto assinado pelas arquitetas Fernanda Sebrian e Gabriella Amadei, do escritório AS Design Arquitetura (@asdesignarquitetura), para um casal com dois filhos pequenos que desejava espaços amplos para viver em família e receber os amigos. “O principal desafio foi traduzir todas as necessidades da família em uma planta integrada, ampla e fluida, evitando a sensação de ambientes compartimentados”, diz Fernanda. A distribuição reúne living, área gourmet, home office, cozinha e suítes, conectados por uma linguagem contemporânea e atemporal, marcada por tons claros, materiais naturais e mobiliário brasileiro. SALA DE ESTAR | A madeira carvalho está nos painéis de parede e na estante, com execução da Made Marcenaria. Sofá So Far, de Fernando Prado, na dpot. Tapete da Phenicia Concept Rafael Renzo/Divulgação Na sala de estar, a intenção de trazer “cara de casa” aparece na combinação de texturas e acabamentos de aspecto acolhedor. O piso de cacos de granito rústico percorre os ambientes sociais e estabelece uma base de personalidade artesanal, enquanto a madeira carvalho e a pedra moledo clara acrescentam calor e leveza. A paleta neutra ajuda a manter a sensação de tranquilidade e continuidade visual. SALA DE ESTAR | Neste canto, poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, na dpot, e mesa de centro Paola, de Isabelle de Mari, na Olho Móveis. Par de quadros de Fabiana Pretti. Ao fundo, a porta de correr de muxarabi, desenhada pelo escritório e executada pela Made Marcenaria, permite diferentes graus de integração do estar com a sala de TV e o home office, valorizando a passagem de luz e a percepção de amplitude Rafael Renzo/Divulgação Uma solução importante, segundo as profissionais, é a porta de muxarabi, desenhada para permitir diferentes graus de integração do estar com a sala de TV e o home office. Leia mais O elemento vazado de madeira delimita os usos quando necessário, mas preserva a passagem de luz e a percepção de amplitude. “Queríamos criar certa privacidade sem interromper visualmente os cômodos”, afirma Fernanda. SALA DE TV | O confortável sofá segue a paleta neutra. Marcenaria em madeira carvalho executada pela Made. Cortinas da RR Cortinas. Tapete da Phenicia Concept. Paisagismo de Fabiana Vieira, com espécies como palmeira-leque Rafael Renzo/Divulgação A sala de TV foi pensada para compartilhar a linguagem da área social e, ao mesmo tempo, acomodar o home office de maneira discreta. A bancada de trabalho está incorporada ao móvel do home theater e pode desaparecer completamente atrás de uma porta escamoteável. “Quando os moradores recebem visitas, o escritório pode ser ocultado, e o espaço volta a ter uma leitura limpa e integrada ao living”, coloca Fernanda. HOME OFFICE | No volume da marcenaria na sala de TV, foi inserido o home office, cuja bancada de trabalho pode ser ocultada completamente atrás de uma porta escamoteável. Desenho do escritório, com execução da Made Marcenaria Rafael Renzo/Divulgação Na sala de jantar, a continuidade de materiais reforça a conexão com o estar, enquanto o mobiliário do estudiobola segue a proposta atemporal escolhida para todo o apartamento. SALA DE JANTAR | Elementos naturais e rústicos compõem com o mobiliário do estudiobola - mesa Pilotis e cadeiras Prima - numa proposta atemporal, que permeia todo o living. Luminária pendente da Itens. Piso com cacos de granito rústico, da CBP Pedras e Revestimentos. Na parede de pedra moledo, fotografia de Cristiano Xavier Rafael Renzo/Divulgação Entre os elementos de destaque na decoração do apê, estão uma fotografia em tons de verde de Cristiano Xavier, recostada no bufê do jantar, e os pequenos quadros de Fabiana Pretti, ao lado da poltrona Mole, de Sergio Rodrigues, na sala de estar, que introduzem arte à composição sem romper a atmosfera serena do projeto. ÁREA GOURMET | A ilha revestida com textura da Soler e Takara organiza o espaço e funciona como apoio para refeições e boas conversas, acompanhada por banquetas da 55design. Marcenaria da Made Marcenaria. O piso da CBP Pedras e Revestimentos reforça a linguagem clara e natural do projeto. As cortinas da RR Cortinas filtram a luz natural, e o paisagismo de Fabiana Vieira acrescenta frescor ao ambiente, com o volume de costela-de-adão Rafael Renzo/Divulgação A área gourmet dá sequência ao living e responde diretamente ao desejo dos moradores de receber amigos. Em vez de funcionar como um espaço isolado, participa da área social e mantém a combinação de tons neutros, madeira e superfícies claras. COZINHA | O ambiente mistura armários amadeirados e cinza em uma composição neutra, seguindo o mote do projeto. Bancada de superfície ultracompactada Neolith, da marmoraria Absoluto Mármores Rafael Renzo/Divulgação A cozinha foi planejada para atender à rotina da família, com marcenaria que segue o princípio de aproveitar cada espaço de forma funcional. Portas escamoteáveis de vidro canelado, inseridas no painel de madeira, podem isolá-la da sala jantar quando necessário. LAVABO | A pedra moledo branca volta à cena e cria um cenário de impacto junto ao espelho orgânico retroiluminado feito sob medida. Cuba esculpida em granito Itaúnas. O piso em caco de granito rústico, da CBP Pedras e Revestimentos, reforça o tom natural do espaço Rafael Renzo/Divulgação No lavabo, a escolha de materiais preserva a unidade estética do projeto, a exemplo da pedra moledo e a madeira. Leia mais “O ponto forte de cada ambiente é a marcenaria, pensada para atender ao melhor uso de cada espaço”, diz Fernanda. Segundo ela, materiais, cores e móveis foram escolhidos para atravessar o tempo e transmitir equilíbrio, conforto e tranquilidade. QUARTO | A madeira do revestimento da parede traz aconchego ao ambiente, assim como a cabeceira estofada com tecido da JRJ. Os tons neutros seguem a paleta do projeto, como a roupa de cama da Trousseau Rafael Renzo/Divulgação Na área íntima, a suíte do casal e os quartos da filha e do filho seguem essa diretriz, com soluções pensadas para a rotina e uma linguagem coerente com a área social, tendo a marcenaria como ponto importante. BANHEIRO | Armário em carvalho recebeu uma bancada de mármore piguês; repare que o volume mais baixo faz as vezes de penteadeira. Na prateleira, a planta pendente jiboia confere um toque de cor Rafael Renzo/Divulgação Na suíte principal, por exemplo, um painel amadeirado emoldura a cama com cabeceira estofada, que traz o aconchego pretendido pelo casal. QUARTO DA MENINA | Desenhada pelo escritório, a marcenaria ganha os holofotes, tanto pela mistura de cores quanto pela estrutura que reúne cama, degraus organizadores e espaço suspenso. Execução da Made Marcenaria. Roupa de cama da Branco.casa Rafael Renzo/Divulgação No quarto da filha, a marcenaria colorida com tons de verde e rosa pontua o amadeirado, e compõe um bloco que reúne cama, degraus com gavetas para armazenamento e um espaço suspenso para brincadeiras, além de armários. QUARTO DO MENINO | Azul e verde se destacam na base amadeirada da marcenaria, com desenho do escritório e execução da Made. Piso de madeira da Parket. Roupa de cama da Branco.casa Rafael Renzo/Divulgação Já o dormitório do filho aposta no azul e verde sobre base amadeirada, sem esquecer da funcionalidade, a exemplo da escrivaninha que encontrou um canto perfeito para as horas de estudo. QUARTO DO MENINO | Neste canto, a escrivaninha azul, com execução da Made Marcenaria, ganhou companhia da cadeira Kinder Design Rafael Renzo/Divulgação
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Com mais de 1 tonelada, abóbora mais pesada do mundo supera peso de rinoceronte
Um novo recorde de abóbora mais pesada do mundo acaba de ser confirmado por representantes da Great Pumpkin Commonwealth (GPC), uma organização internacional que rege e regulamenta o cultivo e as competições de abóboras gigantes. A unidade em questão alcançou 1.295,8 kg, sendo mais pesada que um rinoceronte-branco. A conquista é de Ian Paton, de Hampshire, no Reino Unido. Um ano antes, ele e o irmão, Stuart, tinham sido os primeiros britânicos a deter o título. A nova abóbora é quase 20 kg mais pesada do que o exemplar anterior. “Nos 100 milhões de anos em que plantas frutíferas existem no planeta Terra, esta é, de longe, a mais pesada e simplesmente o maior exemplar que já existiu em todo esse período. Se isso não é a própria definição de algo extraordinário, não sei o que é”, disse o juiz Gerald Short. Ian Paton cultivou a abóbora sozinho e chegou a passar seis horas por dia na plantação durante dois meses Guinness World Records/Reprodução Dessa vez, Ian cultivou a abóbora sozinho, o que tornou o processo mais difícil. “Havia muito mais trabalho para fazer, porque eu estava sozinho — passava até seis horas por dia na plantação durante dois meses —, mas consegui”, contou. O cultivo também passou pelo desafio de crescer com condições climáticas adversas registradas no Reino Unido ao longo do verão, marcado por uma sequência excepcional de ondas de calor. A estratégia foi o cultivo em estufa. Leia também De acordo com ele, manter as plantas em ambiente protegido permite antecipar o desenvolvimento no início da temporada e prolongar o período de crescimento, dando às abóboras mais tempo para atingir seu tamanho máximo. A estrutura também facilita o controle da incidência solar: durante os períodos de maior calor, algumas janelas da estufa foram pintadas de branco para criar sombra e evitar que a luz intensa danificasse as folhas das plantas. O cultivo em estufa permitiu controlar melhor a incidência solar e dar à abóbora mais tempo para crescer Guinness World Records/Reprodução Durante os períodos mais quentes, as temperaturas dentro da estufa chegaram a 40°C, e a quantidade de rega aumentou. Eram 590 litros de água por dia, o equivalente a cerca de três banheiras cheias. “Leva apenas 120 dias para uma [abóbora] passar do tamanho de uma bola de golfe para esse tamanho, o que é realmente incrível. Elas chegam a crescer até 32 kg por dia”, relata Ian. Leia também As 2,6 mil sementes já colhidas da abóbora gigante oferecem novas oportunidades para um novo recorde no próximo ano. “Quero continuar. Eu quero cultivar uma abóbora de cerca de 1.361 kg”, afirmou. O exemplar poderá ser visitado, já que estará exposto na Sunnyfields Farm, próxima a Southampton, em Hampshire, até o fim de outubro. O novo recorde mundial foi registrado em 3 de outubro, durante a pesagem oficial realizada em Wargrave, no condado inglês de Berkshire Guinness World Records/Reprodução Em 2025, Ian e o irmão Stuart tinham conquistado o título de abóbora mais pesada com uma unidade de 1.278,8 kg. Apesar de ter perdido o posto nessa categoria, ela ainda é a maior abóbora em circunferência, com 649,8 cm. Antes disso, o título estava com o estadunidense Travis Gienger, que havia estabelecido o recorde em 2023, com uma abóbora de 1.246,9 kg.
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Sistema de som para sala de TV: como escolher o modelo ideal
As TVs estão cada vez maiores, mais finas e com imagens de alta definição, mas nem sempre seus alto-falantes acompanham a evolução visual. Para quem deseja melhorar a experiência ao assistir a filmes, séries, shows ou jogar videogame, escolher um bom sistema de som pode fazer toda a diferença! A decisão, no entanto, vai muito além de optar pelo equipamento com maior potência disponível. Tamanho e formato da sala, hábitos dos moradores, tipo de conteúdo consumido, posicionamento do sofá, características arquitetônicas e até a decoração devem entrar na conta antes da compra. “O primeiro aspecto que conta é o tamanho e o formato da sala, pois isso determina a potência necessária e a distribuição das caixas acústicas”, diz André Augusto Pires, especialista em eletrônica e tecnologia. Espaços integrados ou com grandes superfícies de vidro refletem o som, exigindo caixas acústicas com melhor dispersão sonora ou tratamentos sutis com tapetes e cortinas Fernando Crescenti/Divulgação | Projeto da arquiteta Denise Shiguematsu Ainda, é importante considerar como a sala será utilizada. Quem assiste principalmente a filmes e séries pode priorizar recursos capazes de aumentar a sensação de imersão, enquanto os amantes de música podem buscar maior fidelidade sonora. Compatibilidade com a televisão, facilidade de instalação, número de conexões, possibilidade de expansão futura e orçamento disponível também influenciam a escolha. A estante com mesa integrada foi projetada sob medida para otimizar o espaço e garantir privacidade acústica e visual, evitando que o som se propague livremente pelo vazio do pé-direito Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura O tamanho da sala é o ponto de partida Um dos erros comuns é escolher um sistema apenas pela potência. Na prática, mais potência não significa necessariamente melhor qualidade sonora. O ideal é que o equipamento seja adequado às dimensões do cômodo e consiga trabalhar sem distorções e sem a necessidade de manter o volume excessivamente alto. Em salas pequenas, de até cerca de 15 m², uma soundbar de boa qualidade ou um sistema 2.1 — formado por duas caixas e um subwoofer — costuma ser suficiente. Já ambientes entre 15 e 30 m² podem comportar sistemas 5.1 ou soundbars mais completas, com subwoofer e caixas traseiras. Para salas maiores, acima de 30 m², sistemas com caixas acústicas independentes ou home theaters completos podem preencher melhor o espaço e criar uma experiência mais envolvente. Nesta sala de TV, atrás das duas poltronas, a estante executada em serralheria pelo marceneiro Davi Defante acomoda aparelhos de som, TV e automação Raiana Medina/Divulgação | Projeto do Studio Drummond Marcelo Vellozo, especialista em casa inteligente, reforça que cômodo deve ser pensado antes mesmo da escolha dos equipamentos. “Uma sala pequena pode não comportar caixas muito potentes. Depois, o conteúdo define os ajustes: filmes pedem graves intensos, música exige clareza e games valorizam direcionalidade”, afirma. Soundbar, home theater ou caixas independentes? Cada solução atende a um perfil e a uma rotina diferente. A soundbar é uma das opções práticas para quem busca melhorar o áudio da TV sem realizar grandes intervenções. Compacta e com poucos cabos, ela costuma ter instalação simples e boa integração com televisores modernos. Por isso, é uma alternativa especialmente interessante para apartamentos pequenos ou médios. A bancada com desenho do escritório foi executada em freijó pela marcenaria Anarte, responsável pelo fundo e prateleiras em laca cinza bem finas. A empresa também executou o nicho lateral para equipamentos de som André Nazareth/Divulgação | Projeto do arquiteto Mauricio Nóbrega O home theater tradicional, por outro lado, é indicado para quem deseja uma experiência mais próxima à de uma sala de cinema. Com receiver dedicado e várias caixas acústicas distribuídas pelo ambiente, o sistema permite criar um verdadeiro áudio surround. Já os sistemas formados por caixas acústicas independentes, conectadas a equipamentos Hi-Fi ou receivers AV, oferecem maior possibilidade de personalização e expansão. São indicados para usuários que valorizam tanto filmes quanto música e desejam ajustar cada componente de acordo com suas preferências. A presença de entradas HDMI eARC, suporte a Bluetooth de alta fidelidade e integração com assistentes de voz garante versatilidade para reproduzir filmes, músicas e conteúdos de streaming Carolina Mossin/Divulgação | Produção: Paulo Carvalho/Divulgação | Projeto do escritório Studio Lak “Quanto maior a exigência por qualidade e imersão, mais sentido faz investir em sistemas com caixas independentes”, resume André. Vale a pena investir em som surround? Para quem utiliza a sala como um verdadeiro cinema em casa, o investimento pode fazer bastante diferença. Sistemas surround são especialmente indicados para fãs de filmes e séries, jogadores de videogame e consumidores de conteúdos compatíveis com tecnologias como Dolby Atmos e DTS:X. Quem busca a experiência de uma sala de cinema precisa de tecnologias que entreguem som espacial tridimensional (como Dolby Atmos), que simulam deslocamento de áudio por cima e ao redor do espectador Filipe Godoy/Divulgação | Projeto do escritório Marilu Santos Arquitetura e Interiores Esses formatos distribuem o áudio em diferentes direções e ajudam a criar uma sensação tridimensional. No caso do Dolby Atmos, por exemplo, o som pode ser percebido vindo de cima, além das laterais e da parte frontal do ambiente. “Atmos cria camadas de som que vêm de cima e dos lados. Em salas médias ou grandes, o efeito é mais perceptível”, explica Marcelo. Não é preciso montar um home theater completo de uma só vez. Começar por uma boa soundbar e adicionar novos equipamentos ao longo do tempo pode ser uma estratégia para equilibrar qualidade e orçamento Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura Para quem utiliza a televisão principalmente para acompanhar "apenas" telejornais, novelas e programas de entretenimento, uma boa soundbar pode oferecer um ganho significativo de qualidade com investimento menor. O posicionamento das caixas faz toda a diferença Não basta comprar bons equipamentos: a maneira como eles são instalados também interfere no resultado. “O posicionamento é quase tão importante quanto a qualidade do produto”, afirma André. O subwoofer reforça as frequências graves e pode tornar filmes e séries ainda mais envolventes. Seu posicionamento, porém, também deve ser pensado para evitar excesso de volume Eduardo Macarios/Divulgação | Projeto do escritório Lumi Arquitetura Caixas mal distribuídas podem causar perda de definição, desequilíbrio entre os canais e diminuir a sensação de imersão. Entre as principais recomendações estão manter as caixas frontais aproximadamente na altura dos ouvidos e posicionar o canal central em frente à área principal de escuta. As caixas surround devem ficar nas laterais ou levemente atrás do sofá, enquanto o subwoofer precisa ser instalado em uma posição que ofereça graves equilibrados, sem excessos ou falhas. Também é importante evitar esconder as caixas dentro de móveis fechados, o que pode comprometer a propagação do som. Caixas acústicas embutidas são uma alternativa para quem deseja unir desempenho e discrição. Quando planejadas desde o início do projeto, elas podem ser integradas à arquitetura do ambiente Fernando Crescenti/Divulgação | Projeto da arquiteta Denise Shiguematsu A posição do sofá merece atenção especial. “O móvel deve estar centralizado para aproveitar melhor o surround”, orienta Marcelo. Quanto mais equilibrada for a distribuição entre os espectadores e as caixas, maior tende a ser a sensação de imersão. É possível ter um bom sistema em salas pequenas? Sim — e, em muitos casos, ambientes pequenos exigem menos potência para alcançar um bom desempenho. Soundbars com subwoofer sem fio, sistemas 2.1 e caixas compactas com processamento digital de áudio estão entre as soluções mais eficientes. Na parede de tijolinhos da Lepri, foi pensada uma estrutura reforçada para os equipamentos e aparelho soundbar dos moradores gamers Mariana Orsi/Divulgação | Projeto do Studio 92 Arquitetura Outra possibilidade são soundbars compatíveis com recursos de áudio espacial ou Dolby Atmos virtual, que utilizam processamento para ampliar a sensação de envolvimento sem exigir uma grande quantidade de caixas espalhadas pelo ambiente. Além de ocuparem menos espaço, esses sistemas costumam oferecer um bom equilíbrio entre qualidade sonora, praticidade e estética. Para quem assiste a telejornais, realities e vídeos casuais, o foco principal é a clareza de vozes. Sistemas que contam com canais centrais dedicados evitam que os efeitos sonoros abafem os diálogos Guilherme Pucci/Divulgação | Projeto do escritório Conectarq Quais características técnicas observar? Na hora de comparar modelos, olhar apenas para a potência anunciada pode levar a escolhas equivocadas. André recomenda analisar um conjunto maior de características, como a resposta de frequência, a qualidade dos alto-falantes e a potência RMS, em vez de considerar apenas a potência de pico. Também vale verificar o número de canais do sistema, como 2.1, 3.1, 5.1 ou 7.1, além do suporte a tecnologias como Dolby Atmos e DTS:X. Na hora de comparar equipamentos, vale observar mais do que a potência. Número de canais, conectividade, resposta de frequência e suporte a tecnologias de áudio também devem ser considerados Gustavo Bresciani/Divulgação | Projeto do escritório Troppo Arquitetura e Interiores A conectividade é outro ponto importante. HDMI eARC ou ARC facilitam a transmissão de áudio entre a TV e o sistema de som e ajudam a manter uma configuração mais simples. Recursos como calibração automática, diferentes codecs Bluetooth e possibilidade de expansão futura também podem tornar o equipamento mais versátil. “Uma potência muito alta não garante melhor qualidade sonora se o projeto acústico do equipamento for limitado”, alerta André. Barras de som posicionadas logo abaixo da TV ganharam espaço nos projetos de interiores por sua estética limpa e instalação simplificada (geralmente exigindo apenas um cabo HDMI eARC) Eduardo Macarios/Divulgação | Projeto do escritório Renata Lora de Bem Arquitetura É possível montar o sistema aos poucos Para quem não deseja investir em todos os equipamentos de uma vez, uma sala de TV pode ser montada de maneira gradual. Uma possibilidade é começar por uma soundbar compatível com HDMI ARC ou eARC e, posteriormente, adicionar um subwoofer e caixas adicionais. Essa estratégia permite melhorar a experiência aos poucos e adaptar o sistema conforme as necessidades e o orçamento mudam. Para quem busca custo-benefício, André destaca que soundbars de entrada e intermediárias, sistemas 2.1 e modelos com subwoofer sem fio costumam representar uma evolução significativa em relação aos alto-falantes integrados às TVs atuais. O sofá também faz parte do planejamento acústico da sala de TV. Centralizar a principal área de escuta em relação às caixas ajuda a aproveitar melhor os efeitos do sistema surround Cacá Bratke/Editora Globo | Projeto do escritório Dubal Arquitetura & Design Arquitetura e decoração também interferem na experiência Tetos altos, plantas muito abertas e espaços integrados podem tornar mais difícil o controle da propagação sonora. Elementos como cortinas, tapetes e estofados ajudam a absorver parte das reflexões e podem contribuir para um cômodo confortável acusticamente. Por isso, o ideal é planejar o sistema de som desde o início do projeto. Dessa forma, é possível prever a passagem de cabos, a posição das caixas e as soluções necessárias para manter o visual organizado. Em salas pequenas, menos pode ser mais. Sistemas compactos e bem posicionados podem oferecer excelente desempenho sem ocupar muito espaço Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório Si Saccab Para quem prefere equipamentos discretos, existem opções como soundbars ultrafinas, subwoofers compactos, caixas embutidas e sistemas sem fio. “Caixas embutidas são uma boa opção, especialmente em projetos novos. Elas ajudam a criar uma sala limpa e imersiva”, completa o especialista.
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Como escolher a coifa ideal sem errar no modelo, no tamanho e na potência
Há algum tempo, a cozinha deixou de ser apenas o espaço de preparo das refeições para se tornar o coração da casa. Nessa evolução, as coifas também ganharam protagonismo, deixando de ser apenas eletrodomésticos funcionais para se transformar em peças de design. "O uso da coifa é essencial para garantir uma cozinha verdadeiramente funcional, permitindo cozinhar sem que a fumaça e o cheiro de comida invadam os demais ambientes. Como os projetos residenciais atuais integram cada vez mais a cozinha à sala de estar/TV, investir em uma boa coifa tornou-se indispensável para manter a casa agradável durante e após o preparo das refeições", afirma Duda Furlan, sócia da arquiteta Giuliana Belo no escritório Casa Terra. Papel da coifa O planejamento de uma cozinha vai muito além da estética e dos acabamentos. Para que o projeto mantenha o aspecto original ao longo dos anos, a inserção da coifa é decisiva, já que a conservação das superfícies depende diretamente da eficiência desse equipamento na renovação do ar e no controle de resíduos. A coifa da Coifamax confere modernidade e funcionalidade ao otimizar e preservar o espaço, integrando-se com a bancada de aço inox da Kbinox, proposta pelo morador, enquanto a marcenaria traz um toque de cor ao ambiente Leila Viegas/Divulgação | Projeto do escritório Casa Terra Giuliana detalha o impacto prático dessa proteção no mobiliário: "Com a captação das partículas de gordura do ar, ela evita que um filme gorduroso se deposite sobre armários, paredes e eletrodomésticos, prevenindo o engorduramento e o amarelamento da marcenaria e da pintura". Leia mais "Quando existe uma boa exaustão, você reduz a deposição de gordura sobre marcenaria, revestimentos, eletrodomésticos e até tecidos próximos à cozinha. Isso contribui diretamente para a conservação do projeto e facilita muito a manutenção no dia a dia", acrescenta Filipi Oliveira, sócio da arquiteta Mariana Garcia Oliveira no escritório mf+arquitetos ao lado. Modos de funcionamento A engenharia invisível da coifa dita o nível de intervenção na obra e a dinâmica de uso da cozinha, diferenciando-se pelo destino dado ao ar e pela complexidade da instalação. Quando a quebra de alvenaria ou a saída externa não são viáveis, a filtragem interna soluciona o espaço integrando-se discretamente ao mobiliário. "O modo depurador se destaca pela praticidade e pela integração estética, permitindo o uso de modelos que podem ser perfeitamente embutidos na marcenaria. Além disso, sua instalação é mais simples, pois dispensa obras brutas, quebra de paredes ou criação de dutos aparentes", cita Duda. A coifa de embutir e o fogão de indução estão integrados à bancada de ardósia preta, da Pedras Mundial, que separa a cozinha do living, enquanto na parede do hall de entrada, a mesma pedra reveste a caixa com churrasqueira, fogão e pias Felipe Araújo/Divulgação | Projeto do escritório MF+Arquitetos Nos cenários onde a infraestrutura permite a saída externa, a prioridade do projeto se desloca para o alto desempenho. "O modo exaustor oferece maior eficiência na eliminação de odores, gordura e calor. Outra vantagem está no controle do ruído: quando utilizado com motor remoto, é possível posicioná-lo afastando o motor da coifa e tornando seu funcionamento muito mais silencioso na cozinha", aponta Giuliana. No entanto, a vantagem acústica e potente do modo exaustor depende diretamente de um bom planejamento técnico. "Em relação ao ruído, é importante não pensar apenas no modo de funcionamento. O tipo de motor, a potência, o dimensionamento do duto e a quantidade de curvas também interferem muito. Um sistema de exaustão mal dimensionado pode ser mais ruidoso e menos eficiente", destaca Mariana. Com a coifa de ilha da Electrolux em destaque, a cozinha é demarcada pela bancada de Dekton Entzo Matte, da MG Superfícies, com cadeiras Jean Pri, assinadas por Roberta Banqueri, na Studio Ambientes Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto de Juliana Pippi Como os imprevistos estruturais em reformas e apartamentos são comuns, o mercado possui tecnologias flexíveis que evitam retrabalhos na obra. "As coifas híbridas permitem trabalhar com as duas possibilidades. Isso confere mais flexibilidade ao projeto, porque o equipamento pode funcionar como exaustor quando existe infraestrutura para isso ou como depurador quando essa condição não está disponível", apresenta Filipi. Leia mais Como escolher o modo ideal para o projeto A escolha do modo de funcionamento da coifa exige uma análise que equilibra as regras do imóvel com a realidade financeira do projeto. "O morador deve considerar primeiramente a infraestrutura do imóvel e as regras do condomínio. Em apartamentos, é indispensável verificar se existe shaft de exaustão ou furação na fachada ou esquadria. Por fim, o orçamento do projeto deve ser considerado, uma vez que a exaustão exige um investimento maior, enquanto o depurador tem uma instalação mais simples e econômica", orienta Duda. A coifa de parede Smart Deco, da Franke, na cor Dusty Green, mostra como a escolha do modo exaustor pode ser incorporada à estética industrial e contemporânea do espaço por meio do duto aparente. Bancada e backsplash feitos de granito Branco Siena com acabamento escovado, pela WS Marmoraria. Armários baixos e prateleiras executados de MDF Tauari, da Guararapes, pela Atual Móveis Planejados Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório CODA Arquitetura "Também considero muito a rotina do morador. Quem cozinha bastante, prepara alimentos com muita gordura ou utiliza frequentemente churrasqueira, cooktop ou fogão, tende a se beneficiar muito mais do modo exaustor. Então não é apenas uma escolha do equipamento. É uma decisão que precisa ser tomada junto com o projeto da cozinha e com a infraestrutura disponível", observa Mariana. Essa dinâmica é facilitada porque a maioria dos modelos atuais é híbrida. O consumidor adquire um aparelho de dupla função, que vem preparado para operar de ambas as formas. A definição entre exaustor ou depurador é feita apenas no momento da montagem, utilizando os acessórios adequados para cada caso. O considerar antes de comprar uma coifa? Após definir o modo de funcionamento mais adequado, o passo seguinte é checar a viabilidade estrutural do imóvel. "É indispensável realizar um diagnóstico técnico do imóvel, considerando as condições estruturais e as possibilidades de instalação. Primeiro, é importante verificar as regras do condomínio e da fachada, confirmando se a convenção permite a perfuração de paredes externas ou alterações em esquadrias e vidros para a saída do duto", aconselha Giuliana. Em apartamentos ou reformas complexas, essa conferência de engenharia é o que dita a viabilidade real do duto. "Também é fundamental identificar previamente vigas, pilares, lajes e outras instalações antes de fazer qualquer furação", reforça Filipi. Com o duto da coifa totalmente oculto, esta varanda gourmet exemplifica que prever a rota e o fechamento da tubulação de exaustão é um passo essencial antes de investir no equipamento. Nesta varanda gourmet, a infraestrutura foi camuflada em uma "caixa" feita em marcenaria de freijó acima da bancada da churrasqueira, abrigando também a iluminação e o ar-condicionado Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto do escritório Shinagawa Arquitetura Se houver interferências estruturais, o desenho da tubulação precisará de soluções criativas de camuflagem. "Vigas, pilares e demais elementos estruturais nunca devem ser perfurados para a passagem de tubulações. O percurso do duto deve ser planejado de forma a contornar essas interferências, considerando, quando necessário, o uso de rebaixo de gesso para ocultar a instalação", alerta Duda. "Depois avaliamos pé-direito, altura de instalação, caminho do duto, pontos elétricos e, quando houver gás, a posição do ponto em relação ao equipamento. Ou seja: a coifa deve entrar no projeto antes da obra, e não depois dela. Quando pensamos nisso antecipadamente, conseguimos esconder dutos, prever pontos elétricos, compatibilizar a marcenaria e evitar adaptações que acabam comprometendo tanto a estética quanto o funcionamento da cozinha", explica Mariana. Leia mais Como acertar no tamanho e na potência da coifa A especificação ideal começa pela compatibilização das medidas do eletrodoméstico com a bancada de trabalho. "Para garantir uma captação mais eficiente, recomendamos que a coifa ultrapasse a área de cocção em aproximadamente 5 a 10 cm de cada lado", sinaliza Giuliana. Essa margem de segurança visual e funcional ganha contornos ainda mais rígidos dependendo do layout escolhido para o ambiente. "Em muitos casos, é interessante que ela seja um pouco maior, principalmente em ilhas", analisa Filipi. Com as coifas cilíndricas modelo Gênova, da Coifatec, em destaque, o projeto mostra que usar duas unidades garante o tamanho e a potência ideais para áreas gourmet integradas. A solução duplica a área de captação de fumaça. Toda a bancada, parede da churrasqueira e pia são em Dekton Danae, fornecido pela Euromax Mármores e executado pela Marmopark Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Talita Nogueira Definida a largura, a capacidade de exaustão exige um cálculo matemático baseado no volume total de ar da planta. "A potência, por sua vez, é dimensionada de acordo com o volume da cozinha. Como referência, consideramos que o equipamento deve ser capaz de renovar o ar do ambiente até 10 vezes por hora. Por exemplo, em uma cozinha de 10 m² com pé-direito de 2,50 m, a vazão mínima recomendada para a coifa seria de aproximadamente 250 m³/h", exemplifica Duda. O erro mais comum é focar apenas na escolha do motor mais forte sem preparar a infraestrutura que vai receber esse fluxo de ar. "Uma coifa muito potente ligada a um duto inadequado pode gerar mais ruído sem necessariamente entregar um resultado proporcional. É um conjunto: equipamento, posicionamento e infraestrutura precisam trabalhar juntos", adverte Mariana. Tecnologia nas coifas A viabilidade de cada tecnologia depende diretamente da infraestrutura disponível no imóvel e das possibilidades de instalação de dutos. "O motor interno tradicional costuma ser a solução mais simples de instalar, porque o conjunto já está incorporado à própria coifa. Por outro lado, o ruído do motor fica mais próximo do ambiente de uso", contrapõe Filipi. Quando o conforto acústico é prioridade, a engenharia de alto padrão oferece alternativas que deslocam a origem do barulho para longe da área social, como o motor remoto. "Por manter o motor afastado da cozinha, oferece alta capacidade de vazão e funcionamento significativamente mais silencioso", acredita Giuliana. A coifa e a churrasqueira da Chauffage demonstra como a escolha da solução tecnológica ideal faz a diferença em layouts de parede. O sistema foi planejado para conter a fumaça e o calor de forma eficiente, protegendo o gabinete em madeira cumaru feito pela Balducchi Marcenaria. O ambiente se completa com a bancada em pedra Ultracompaqt, da Diamond Stone, e o misturador da Deca Luiza Schreier/Divulgação | Projeto da arquiteta Renata Lemos Essa configuração mais sofisticada, contudo, requer rigor no desenho técnico da obra, com um planejamento mais cuidadoso de dutos, espaço técnico, acesso para manutenção e, em alguns casos, intervenção na fachada ou cobertura. Já nos cenários mais restritivos, onde as regras do edifício inviabilizam qualquer quebra de alvenaria ou uso de tubulações, a filtragem eletrônica surge para purificar o ambiente de forma autônoma. "Já o sistema eletrostático sem chaminé é uma alternativa especialmente interessante em situações nas quais não é possível instalar dutos. Como pontos de atenção, apresenta um investimento inicial mais elevado e exige higienização periódica", indica Duda. Leia mais Modelos de design e instalação A distribuição do layout e a posição do fogão em relação às paredes ditam a tipologia do equipamento, cuja escolha final deve dialogar diretamente com a arquitetura dos móveis. "Além da configuração do espaço, escolhemos o formato da coifa conforme a linguagem visual do projeto. Modelos trapezoidais ou retos reforçam uma estética mais industrial, enquanto os modelos slim ou embutidos favorecem uma composição minimalista", compara Giuliana. A instalação mimetizada da coifa de embutir da Tramontina otimiza o espaço acima do cooktop com total discrição. Esse design embutido valoriza a composição geométrica do revestimento frontão Traço, da Lurca Azulejos Maura Mello/Divulgação | Projeto do arquiteto André Braz Quando a bancada assume o centro das atenções, o desenho ganha proporções que transformam o visual do conceito aberto. "Já as opções cilíndricas ou esféricas podem assumir um papel mais escultórico, funcionando como elementos de destaque no ambiente", propõe Duda. A decisão pelo modelo ideal depende diretamente da distribuição do layout e da estética desejada para o ambiente. "Quando o cooktop está em uma ilha, a solução natural é uma coifa de ilha ou de teto. Já as soluções embutidas são muito interessantes quando queremos uma arquitetura mais limpa, porque o equipamento praticamente desaparece dentro da marcenaria ou do forro", afirma Mariana. A seguir, os profissionais explicam como cada um dos principais modelos se comporta tecnicamente no espaço: Coifa de parede O design clássico em aço inox da coifa de parede da Elettromec equilibra o visual da marcenaria Oliva da Florense. A instalação simétrica emoldura o revestimento Gouache Nuage da Portobello e a bancada em Quartzito Taj Mahal, da Guandu, que concentra o fogão Elettromec e os monocomandos da Kohler Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do Studio 021 Arquitetura Esta opção é ideal para layouts tradicionais de cozinha, onde a otimização do espaço vertical é fundamental, ancorando o eletrodoméstico de forma fixa acima da área de preparo dos alimentos e integrando-o diretamente à paginação dos revestimentos. "Se o equipamento está encostado em uma parede, normalmente trabalhamos com uma coifa de parede", sintetiza Filipi. Coifa de ilha Para valorizar as linhas contemporâneas da bancada, as coifas de ilha da Metal Flama ocupa o centro do espaço sem criar barreiras visuais. A instalação garante alta eficiência acima da churrasqueira de embutir Linha Charcoalo (Noox), harmonizando-se com as portas escamoteáveis em Arkowood da Arkos, executadas pela Aricanduva Esquadrias Carolina Lacaz/Divulgação | Produção: Miú Interiores/Divulgação | Projeto dos arquitetos Kiko Castello Branco e Lucas Cunha Para cozinhas modernas com bancadas centrais, o planejamento estrutural é essencial para garantir o funcionamento correto, exigindo a análise prévia da carga que a laje suporta e a previsão exata das interferências estéticas com a iluminação decorativa. "A coifa de ilha é necessária quando a área de cocção está centralizada em uma ilha, exigindo uma fixação adequada no teto e atenção ao percurso do duto", descreve Giuliana. Coifa de embutir Feita em marcenaria ripada de madeira cumaru, a grande estrutura aérea oculta completamente a coifa de embutir na área gourmet. A ilha desenhada em granito cinza andorinha ganhou máxima eficiência com o conjunto de equipamentos da JX Metais Manuel Sá/Divulgação | Projeto do escritório HUM Arquitetos Quando o objetivo principal é camuflar os eletrodomésticos para valorizar o mobiliário, este modelo se destaca por manter as linhas visuais do ambiente completamente limpas, eliminando volumes metálicos aparentes e preservando a continuidade dos painéis. Coifa de teto A ilha executada de quartzito branco valentino pela Estilo em Pedras demarca a área de preparos de forma leve e sem barreiras visuais. O design plano da coifa de teto da linha Sospesa, da Lider, limpa o campo de visão acima do cooktop Crissair e da grelha Elettromec. Banquetas Dera, de Estúdio Líder Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Bloco Arquitetos Uma excelente alternativa para manter a sensação de amplitude em ambientes com conceito aberto é o modelo embutido no forro, que elimina qualquer a barreira visual na linha dos olhos e garante total fluidez entre as áreas de convívio. "Para cozinhas integradas, há ainda opções como a coifa de teto, instalada de forma nivelada ao gesso", sugere Giuliana. Coifa de bancada (Downdraft) Para quem busca sofisticação técnica e total discrição visual, a coifa de bancada oferece uma proposta inovadora, pois o sistema de exaustão fica oculto dentro do gabinete e surge apenas no momento da cocção. "A downdraft, embutida na própria bancada e acionada apenas durante o uso, mantem o campo visual mais limpo", conceitua Duda.
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Como impedir que o espelho fique embaçado durante o banho com truques simples!
O banheiro é um refúgio natural de relaxamento, mas poucos momentos testam tanto a paciência quanto sair do banho quente e se deparar com o espelho completamente embaçado. Quem nunca recorreu ao clássico truque de passar a mão no vidro na tentativa de conseguir enxergar o próprio rosto? A explicação por trás do fenômeno é direta: o espelho embaça de forma imediata justamente por constituir uma superfície lisa e polida, onde o vapor d'água encontra condições ideais para se condensar em microgotas. "Se você pegar uma superfície de madeira ou uma toalha no mesmo banheiro, elas também recebem umidade, mas, por serem porosas, absorvem a água ou a distribuem de forma que não formam as microgotas que causam a dispersão óptica da luz", explica Fausto Lima, mestre em Ensino de Física pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Você não 'vê' a madeira embaçar porque ela, mesmo seca, já produz uma reflexão difusa; então, a presença de gotículas de água não muda muita coisa." A formação rápida de vapor no espelho decorre da alta condutividade térmica do vidro, que rouba calor das gotículas de água em suspensão e acelera a condensação óptica Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Tehura Pickler Arquitetura A importância da renovação do ar Uma das formas mais eficientes de amenizar o problema é investir na ventilação do ambiente. Embora ela não impeça a formação de vapor durante o banho, a circulação adequada ajuda a reduzir drasticamente a sua permanência no espaço. Leia mais "Quanto mais eficiente for a renovação do ar, menor será a condensação sobre superfícies frias, como os espelhos. Em projetos residenciais, o ideal é prever ventilação natural sempre que possível", afirma Luiz Eduardo Miranda, engenheiro civil e sócio-fundador da L.U. Engenharia. Superfícies porosas como a madeira e as toalhas não embaçam porque distribuem a umidade de forma difusa, impedindo a criação das microgotas que distorcem a reflexão da luz Carolina Lacaz/Divulgação | Projeto do arquiteto David Bastos Mas, afinal, por que as superfícies frias sofrem tanto com o impacto do vapor? A resposta está na física da condensação. "A superfície deve ser constituída por um material que seja bom condutor de calor, para que consiga 'roubar' rapidamente a energia térmica do vapor, formando as gotículas de água. Isso explica por que o vidro, do espelho ou do boxe, embaça rapidamente, enquanto uma superfície de plástico, por exemplo, demora mais para embaçar, pois o vidro conduz calor melhor que o plástico", esclarece Fausto. E se meu banheiro não tiver janela? Especialmente quando falamos de apartamentos compactos, é bastante comum que os banheiros não contem com aberturas estruturais para o exterior. Nesses casos, a instalação de um exaustor torna-se essencial para garantir a renovação do ar e manter o cômodo sempre salubre e livre de umidade excessiva. A instalação de exaustores na parte superior do banheiro é a principal solução técnica para a renovação do ar em apartamentos compactos desprovidos de janelas externas Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores Daniela Saliba "É uma das formas mais eficientes para retirar o ar úmido, principalmente em banheiros sem ventilação natural. A escolha deve considerar o volume do ambiente e a vazão necessária. A instalação é mais eficiente próxima ao boxe ou na parte superior do banheiro, onde o ar quente e úmido se concentra, sempre conduzindo esse ar para o exterior", aponta Luiz Eduardo. Leia mais Outro ponto estratégico é o posicionamento do espelho: quanto mais próximo do boxe ou do fluxo direto de vapor ele estiver, maior será a incidência de gotículas. Por isso, sempre que a planta permitir, recomenda-se instalá-lo em uma parede menos exposta e próxima a zonas de melhor circulação de ar. O uso de detergente neutro aplicado diretamente na superfície do vidro cria uma película invisível capaz de repelir o acúmulo de umidade por até uma semana consecutiva Pexels/www.kaboompics.com/Creative Commons Soluções caseiras para evitar que o espelho do banheiro fique embaçado Além das soluções estruturais e de ventilação, alguns truques simples e acessíveis ajudam a blindar o espelho contra o vapor no dia a dia. São elas: Detergente neutro: basta aplicar algumas gotas em um pano seco ou papel-toalha e espalhar delicadamente por toda a superfície até que a camada suma, sem usar água no processo. O efeito repelente pode durar até uma semana. Sabão em barra ou sabonete seco: esfregue levemente o produto no espelho formando traços leves e, em seguida, use um pano de microfibra seco para lustrar o vidro até remover todo o rastro esbranquiçado. O resultado é um vidro limpo e protegido. Espuma de barbear: aplique uma pequena quantidade e espalhe com um pano seco até dar brilho. Antiembaçantes automotivos: projetados para os para-brisas internos dos carros, eles funcionam perfeitamente no banheiro, criando uma película protetora de alta performance que impede o embaçamento por várias semanas. O planejamento do layout que afasta o espelho da linha de fluxo direto do boxe reduz a incidência de vapor e minimiza os transtornos do pós-banho Pedro Gaspar/Divulgação | Projeto do escritório Sadala & Gomide Arquitetura Como desembaraçar o espelho do banheiro imediatamente "Se o espelho já embaçou e você precisa se arrumar, jogue o jato de ar quente do secador diretamente no vidro por alguns segundos. O calor vai evaporar as gotículas instantaneamente e aquecerá o vidro, impedindo que ele volte a embaçar no curto prazo", orienta Fausto. Assim, com um projeto de ventilação adequado, a instalação de um exaustor ou com soluções caseiras, é possível reduzir significativamente o embaçamento dos espelhos e tornar a rotina pós-banho mais prática.
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Quarto infantil verde: 24 ideias de decoração criativas e aconchegantes
Optar pela cor verde no quarto infantil é uma boa escolha para criar uma decoração acolhedora, atemporal e que acompanha o crescimento da criança. "É versátil, funciona tanto para quartos de bebês quanto de crianças maiores, sem ficar com a linguagem excessivamente infantil. Também é uma boa opção para famílias que buscam um ambiente conectado à natureza", fala a arquiteta Lívia Leite, do Estúdio Maré. Para a arquiteta Vanessa Paiva, sócia do escritório Paiva e Passarini, o verde não tem erro. "É uma das cores associadas à arquitetura regenerativa, que trata a casa como espaço de cura e regeneração. É calmo, relaxante e traz a sensação de serenidade e equilíbrio, além de ser uma cor que remete à biofilia", comenta. "Dependendo da tonalidade escolhida, pode deixar o cômodo leve e delicado ou mais aconchegante e sofisticado. Os tons suaves e claros criam uma atmosfera tranquila, enquanto os fechados trazem profundidade e personalidade", adiciona Lívia. Em meio aos tons neutros, o verde traz um ponto de cor ao cômodo. As camas de ferro preto da Dom Mascate harmonizam com papel de parede quadriculado da Mooui, instalado pela Papelar Instalações Gisele Rampazzo/Divulgação | Projeto do Estúdio Maré Como usar o verde nos quartos infantis A primeira dica de Lívia é escolher uma única tonalidade principal e construir o restante da paleta a partir dela, evitando misturar nuances diferentes. "Mais do que criar um ambiente 'infantil', acredito em projetar um quarto pensado para a vida da criança. Gosto de trazer textura com madeira, tecidos naturais, tapetes e fibras, deixando o ambiente mais acolhedor." Outra estratégia é utilizar o verde em elementos que podem ser atualizados ao longo do tempo, como pintura, roupa de cama e objetos decorativos. "Uma base atemporal, combinada a elementos que podem ser facilmente renovados, faz com que o quarto acompanhe as diferentes fases da infância sem exigir grandes reformas", comenta a arquiteta. O tecido na parede da Entreposto tem o mesmo tom de verde da marcenaria. Cama da Sbroggio Marcenaria. Roupa de cama da Letto Ecose. Piso da Portaco Jaú Xavier Neto/Divulgação | Projeto do escritório Paiva e Passarini Para quartos infantis, Lívia costuma priorizar verdes naturais e levemente acinzentados, como verde sálvia, oliva suave e eucalipto. "São tonalidades que funcionam muito bem como base, são fáceis de combinar e continuam atuais à medida que a criança cresce", indica. Leia mais Para um dormitório mais lúdico, ela sugere utilizar verdes vibrantes em detalhes e objetos decorativos. Além disso, a cor pode vir acompanhada de tons neutros quentes, como off-white, areia e bege, que deixam o ambiente leve e equilibrado. O beliche desenhado pelo escritório tem tons de verde e deixa a decoração do quarto infantil mais neutra e atemporal Joana França/Divulgação | Projeto do escritório Lez Arquitetura Para Vanessa, a combinação de verde com rosa é outra opção certeira. "O verde funciona muito bem associado à maioria dos outros tons. Ao procurarmos entender como as cores se combinam, a melhor forma de fazer isso é olhar a natureza. E, a meu ver, não tem nada que não combina com verde." As madeiras e tecidos naturais também valorizam bastante coloração. "Para projetos com mais personalidade, gosto de combinar o verde com tons terrosos, mostarda, terracota e até um azul acinzentado", revela Lívia. A cor verde aparece em variados tons e traz pontos de destaque para a cama, a estante e a cômoda deste quarto de criança Estúdio São Paulo/Divulgação | Projeto do Studio TAM-gram O verde é extremamente versátil e pode ser utilizado em diferentes estilos de projetos. "O importante é que a tonalidade escolhida converse com os demais materiais e com a atmosfera que se deseja criar", pondera Lívia. Leia mais , Em quartos contemporâneos, ela aposta em tons fechados e sofisticados. Já em ambientes de inspiração escandinava ou natural, o verde pode vir ao lado de madeira clara, fibras naturais e tecidos de linho ou algodão. O papel de parede de folhas faz combinação com as paredes e marcenaria em verde. A palhinha protagoniza no ambiente, que tem beliche da Casa Pronta Quartos Rafael Renzo/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto da arquiteta Beatriz Quinelato Vanessa ainda indica "fugir" dos quartos monocromáticos para crianças. "O ambiente infantil precisa de um estímulo a mais. Eu, particularmente, gosto da mistura de cores", conta. O equilíbrio na paleta, nestes casos, é fundamental. "Se for usar o verde na parede, trabalhamos a marcenaria em outra cor complementar ou amadeirado. Se ele vem na marcenaria, optamos pela parede em um tom neutro, sempre fazendo esse contraponto", descreve a arquiteta. Marcenaria colorida em tons suaves de verde e rosa e MDF amadeirado MDF Bilbao, da Guararapes, marca o quarto. Papel de parede da Mama Loves You. Roupa de cama da Linea Home Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Tiago Cappi/Divulgação | Projeto do escritório Casa33 Arquitetura O segredo, diz Lívia, é distribuir a coloração sem concentrá-la em um único elemento. "A iluminação também influencia bastante a percepção da cor, por isso vale sempre avaliar a incidência de luz natural antes de definir a tonalidade", frisa. Mais projetos de quartos infantis em que o verde é protagonista A cor vibrante da tinta Verde Colegial, da Suvinil, compõe com o papel de parede listrado Housed Wallpaper e a roupa de cama colorida da Mini.Moo, além das almofadas da Codex Home Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório A+G Arquitetura Para o quarto, a marcenaria assinado pelo escritório MAB3 incluiu três camas além de escrivaninha e espaço para brinquedos Ricardo Bassetti/Divulgação | Projeto do escritório MAB3 Arquitetura Compartilhado pelas duas irmãs, o ambiente tem camas protegidas por cabeceira em veludo verde água e marcenaria em MDF Freijó, da Guararapes, lacas branca e verde, além de palhinha, com execução da Marcenaria Lico Pani Denilson Machado/MCA Estúdio | Projeto da arquiteta Camila Mesquita A cor verde da laca dos móveis e do lambri foi composta com o papel de parede florido da Melanie Rahmani. Cortinas da loja Vitrine Evelyn Müller/Divulgação | Produção: Andrezza Alencar e Ambienta Casa/Divulgação | Projeto da designer de interiores Andrezza Alencar Os móveis em tom de verde, a madeira natural e a laca branca criam uma atmosfera propícia para a temática de jardim Rafael Renzo/Divulgação | Projeto do arquiteto Robert Robl O papel de parede floral, da Cortinaria, faz bela composição com o painel ripado com acabamento em laca verde, executado pela Bella Oliveira Marnenaria Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação | Projeto do escritório Escala Arquitetura A marcenaria do quarto da filha foi executada pela Fábrica de Móveis Nello em variados tons de verde. Mesa Boneca, do Estúdio Mais Alma Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Gabriela Campos A marcenaria verde desenhada pelo escritório é composta por um tablado onde ficam a cama e a escrivaninha. O encosto que permeia a cama foi executado pela tapeçaria Kleber Correia Thiago Travesso/Divulgação | Projeto da arquiteta Daniela Coli O papel de parede da Betsy com toques de verde chama a atenção, assim como a marcenaria da escada e do espaço superior, executada pela GA Móveis, com cortinas da Hilda Decorações Fran Parente/Divulgação | Produção: Paulo Carvalho/Divulgação | Projeto do escritório SAAG Arquitetura O painel verde da marcenaria da Enio Móveis destaca as cabeceiras redondas da Formosa Cabeceiras. Adornos da La Chambre Bebê Boutique Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da arquiteta Jakelline Munero A cama da Pilulito traz o mesmo tom da delicada pintura artística, feita pela Esboço da Cami, que é o ponto de destaque do cômodo. Banquinho e escultura de pato da Black Angel. Roupa de cama da Casa Riachuelo Renato Navarro/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu A parede pintada de Verde Folha, da Coral, se destaca no quarto do infantil. Triliche executada com lâmina natural de freijó e MDF Branco Diamante, da Duratex. Baús sobre rodízios facilitam a organização dos brinquedos Joana França/Divulgação | Projeto do escritório Lez Arquitetura O verde faz companhia para a madeira na marcenaria executada pela Florense. Papel de parede da Muse Wallpapers. Cadeira modelo Eames Eiffel. Tapete da Guilha Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Estúdio Ca.Be/Divulgação | Projeto do escritório Livia Amendola Arquitetura Bicama e beliche ganharam elementos como cordas e palhinha para ressaltar o cenário de campo, que tem seu ponto alto no papel de parede verde Gisele Rampazzo / Divulgação | Projeto do escritório ARQVentura A parede e os acessórios verdes dão tom do quarto infantil. O beliche com escadas e rede de proteção garante segurança, além de um visual despojado Mariana Koentopp/Divulgação | Projeto do escritório NK Arquitetura O verde remete à natureza e aparece em um tom mais suave no painel ao redor do berço do quarto infantil feito para durar vários anos Estúdio São Paulo/Divulgação | Projeto do Studio TAM-gram Elementos lúdicos, como a pintura na parede com desenhos de cactos, a cabana e as caixa organizadoras, refletem a atmosfera infantil, que ganha seu ponto alto no teto verde Mariana Koentopp/Divulgação | Projeto do escritório NK Arquitetura O dormitório da filha do casal de moradores ganhou cama com detalhes estilo casinha e móveis em tom de rosa e verde. Móveis executados pela Ferreira Marcenaria Luiz Franco/Divulgação | Projeto da arquiteta Suellen Figueiredo Veja mais: dicas para organizar os brinquedos das crianças (vídeo abaixo) Como organizar os brinquedos das crianças? Dicas de Rafa Oliveira
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 08/10/2026
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Vai derrubar uma parede? Cuidado: esse detalhe pode colocar a sua casa abaixo!
Derrubar uma parede para integrar ambientes tornou-se um desejo recorrente em reformas residenciais. Porém, o que parece ser uma intervenção simples pode causar diversos problemas se realizada incorretamente. Antes de colocar a demolição em prática, é indispensável obter autorizações específicas e contar com um responsável técnico pela obra — arquitetos ou engenheiros — para garantir a segurança do projeto. Em caso de qualquer incidente provocado por técnicas inadequadas, esse profissional será o responsabilizado. Para obras que envolvam a remoção de paredes, a legislação exige a emissão da Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou do Registro de Responsabilidade Técnica (RRT). Esses documentos são emitidos junto aos conselhos profissionais de arquitetura e engenharia e servem para oficializar e autorizar a demolição. Neles constam os dados do responsável técnico pelo projeto e pela execução, além do plano de trabalho detalhado. Identificar se a parede é de vedação ou estrutural é crucial para a obra. Paredes estruturais sustentam o peso do imóvel e nunca devem ser demolidas ou recortadas para nichos Pexels/Muharrem Alper/Creative Commons A grande dúvida: a parede é estrutural? A principal dificuldade no momento de remover uma parede é saber se ela é estrutural ou não. Uma parede estrutural — que contém concreto e armação de ferro — serve de base para a sustentação de casas e edifícios. Nesses casos, a demolição é proibida, assim como cortes ou perfurações profundas, como a abertura de nichos. "Essa informação tem que vir do projeto estrutural, que o arquiteto analisa antes de fazer as intervenções", explica a arquiteta Sabrina Salles. Leia mais Nos prédios antigos, essa situação é recorrente — especialmente em retrofits e revitalizações que demandam a demolição ou alteração de paredes. O grande desafio é que, com o passar dos anos, os projetos executivos costumam se perder. Na ausência desses documentos, torna-se obrigatória a realização de inspeções detalhadas in loco por profissionais qualificados para verificar se a estrutura é composta por elementos de concreto armado ou alvenaria de vedação. Nem sempre é possível localizar as plantas originais do imóvel, nesses casos, a presença de um profissional é ainda mais importante para investigar quais paredes podem ser removidas Magnific/pressfoto/Creative Commons "Vale ressaltar que mesmo modificações pontuais, como a abertura de uma porta ou janela, podem comprometer a estabilidade global do edifício, sobretudo em construções antigas, cujos métodos construtivos diferem das normas atuais", alerta o engenheiro civil Roberto Racanicchi. Além disso, mesmo quando as plantas originais estão disponíveis, é fundamental checar se as informações coincidem com a realidade atual do imóvel. Outra maneira utilizada por engenheiros para identificar paredes estruturais é analisar a conexão com o sistema de sustentação da construção. O método mais simples consiste em observar os materiais: as paredes de vedação costumam utilizar tijolos cerâmicos comuns, enquanto as estruturais empregam blocos específicos — sendo os de concreto os mais recorrentes. A análise de um profissional deve ser realizada para verificar o tipo de material com que a parede foi construída e consequentemente, sua função na estrutura do imóvel Magnific/pvproductions/Creative Commons Uma regra básica é que, se a parede apenas preenche o espaço entre vigas e pilares de concreto, normalmente ela cumpre apenas uma função de fechamento. "Se o edifício foi projetado em alvenaria estrutural, as próprias paredes sustentam o peso da construção — o que mostra que essa avaliação exige uma visão macro da planta e uma análise técnica profissional", pontua Lígia Mackey, engenheira civil e presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Estado de São Paulo (Crea-SP). Leia mais Além da função de sustentação ou fechamento, as paredes, sejam estruturais, sejam de vedação, atuam como vias para os sistemas de infraestrutura. Esse é um detalhe importante a ser verificado no momento da reforma: nelas podem passar instalações elétricas, tubulações de água ou redes de esgoto, e nesses casos é essencial, antes de qualquer intervenção, que um profissional avalie o projeto, ajudando a mitigar o risco de danos à estrutura. Em alguns casos, a remoção da parede pode ser autorizada, mas é necessário realizar o remanejamento seguro das instalações de água, esgoto, gás e energia. O processo de compatibilização e desvio de fluxos na obra também exige um profissional que definirá as diretrizes técnicas para a alteração das prumadas. Além de sustentar ou dividir ambientes, as paredes servem de passagem para fios e canos. Isso também deve ser avaliado e corrigido no momento da demolição da parede Pexels/Ksenia Chernaya/Creative Commons Os riscos de errar na demolição Remover uma parede inadequada pode desencadear sérios problemas. Em construções constituídas por paredes autoportantes — sistema característico da alvenaria estrutural —, retirar qualquer elemento compromete diretamente a estabilidade do edifício. Os impactos costumam ser proporcionais à intervenção: pequenos recortes podem gerar problemas localizados, como fissuras e alterações no comportamento da alvenaria. Por outro lado, intervenções maiores, como a abertura de grandes vãos ou a demolição completa de uma parede, oferecem riscos extremos, podendo levar à ruína da construção. Até modificações menores e aparentemente inofensivas, como o embutimento de um nicho no banheiro, podem se mostrar críticas para a sustentação das paredes. Fissuras, trincas e deformações em áreas próximas à parede removida indicam sobrecarga na estrutura e exigem intervenção profissional urgente Unsplash/Lallaoke/Creative Commons Erros na tomada de decisão podem não se manifestar de imediato, mas surgir com o tempo por meio de fissuras, trincas, rachaduras, deslocamentos ou deformações nas áreas próximas à parede removida. Esses sinais de alerta jamais devem ser ignorados e exigem ação imediata. "As medidas corretivas podem ser a reconstrução da alvenaria ao seu estado original, raramente viável em tempo hábil, ou a execução de um projeto de reforço estrutural para restabelecer a estabilidade", aponta o engenheiro Roberto. Cuidados finais com entulho e acabamento Um cuidado importantíssimo na demolição — e em obras em geral — deve ser a destinação correta dos resíduos. A contratação de uma caçamba autorizada é essencial para a regularidade da obra. Além disso, é necessário verificar a regulamentação municipal para o posicionamento correto do equipamento na via pública e, no caso de edifícios, respeitar as regras internas e os horários permitidos pelo condomínio para a retirada de entulho. A gestão do entulho, especialmente em uma demolição de parede, costuma ser a grande "dor de cabeça invisível" de quem reforma. Magnific/Creative Commons Outro ponto que merece atenção é a possível diferença de nível ou de revestimento entre os pisos dos cômodos unificados. Longe de ser um problema, essa transição pode se tornar um elemento valioso na decoração. Combinar diferentes materiais — piso frio na cozinha e tacos de madeira na sala, por exemplo —, ajuda a equilibrar a setorização visual dos ambientes.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 08/10/2026
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Moldes de abóbora em formato de monstro são febre no Halloween 2026
As tradicionais esculturas de abóbora para o Halloween, conhecidas como jack-o'-lanterns, ganham, neste ano, uma versão mais criativa. Em vez de esculpir olhos, nariz e uma boca assustadora, uma série de vídeos nas redes sociais mostra como dar forma ao fruto ainda na fase de crescimento com moldes customizados. Frankenstein, o personagem Chucky, do filme O Boneco Assassino, e até sátiras, como a imagem do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, são alguns dos exemplos que estampam as abóboras. Uma das publicações virais no TikTok é da influenciadora digital Lindsey (@mamanowwhat). Ao longo de uma série de vídeos, ela mostra o processo de plantio das abóboras, o cultivo e como os moldes são incorporados. Para garantir o crescimento das abóboras dentro dos moldes, são usados parafusos ou abraçadeiras de nylon para prender os frutos Tiktok/@mamanowwhat/Reprodução Leia Mais As abóboras, ainda nos primeiros estágios de crescimento, são encaixadas dentro dos moldes. Para gerar a deformação da casca e formar o desenho, as formas são parafusadas, garantindo segurança e pressão. Após cerca de quatro meses, a colheita é realizada e os moldes são retirados, revelando a silhueta escolhida. Além do formato, as abóboras recebem a textura do molde. Além do Frankenstein e do personagem Chucky, existem outros moldes de abóbora, como a Bruxa Má, de Branca de Neve, e um gorila Tiktok/@mamanowwhat/Reprodução Em resposta a um dos comentários, Lindsey afirma que as formas são vendidas na Amazon estadunidense, pela empresa Fruit Mould. Outros comentários revelam o interesse do público pela prática, que deve ser incorporada a várias decorações de Halloween deste ano. “Estou obcecada!!!!! Isso é muito legal”, comenta um dos usuários. Os moldes de abóbora são produzidos a partir de um material plástico resistente que permite o reuso em outros momentos do ano Tiktok/@mamanowwhat/Reprodução Considerado um dos principais eventos culturais dos Estados Unidos, o Halloween é tradicionalmente celebrado em 31 de outubro. A prática secular incorpora referências ao universo do terror por meio de decorações que valorizam o uso de esculturas de abóboras e velas. Além da decoração, uma das tradições da data são as fantasias, inspiradas tanto no universo do terror quanto em personagens de filmes, séries e desenhos animados. Leia Mais
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Cores alegres, estampas e soluções versáteis compõem apartamento de 41 m² em SP
Pensado para se destacar entre os apartamentos compactos destinados à locação, este imóvel de 41 m², na Vila Buarque, em São Paulo, SP, ganhou interiores que aproveitam ao máximo o potencial da planta. Assinado pela arquiteta Lívia Leite, do Estúdio Maré (@estudiomare), o projeto buscou proporcionar uma experiência acolhedora para os hóspedes. “O ponto de partida foi criar um apê memorável, apesar da metragem reduzida e do uso voltado à locação”, diz Lívia. AMBIENTES INTEGRADOS | Sem divisórias, a área social e a cozinha são demarcadas pela materialidade das vigas em concreto aparente e do piso de porcelanato da Portinari. Original do apê, o piso de madeira foi restaurado pela Vitoria Pisos. Na cozinha, luminária em formato de bola da Reka Felco/Divulgação Para isso, a planta foi organizada de forma aberta, reunindo sala de estar, home office, jantar, cozinha e quarto em um único espaço, sem comprometer a circulação nem a entrada de luz natural. Leia mais A mesa de jantar faz a transição para a cozinha, onde a marcenaria sob medida concentra armários e equipamentos de forma compacta, incluindo a máquina lava e seca. COZINHA | O espaço tem marcenaria amadeirada, executada pela Cardelli Marcenaria, que embute a máquina lava e seca. A bancada de pedra, fornecida pela Marmoraria Paulista, abriga o cooktop vitrocerâmico, num visual clean e de fácil limpeza. O frontão recebeu revestimento colorido da Keramika, criando um efeito listrado. Vasos com plantas da Selvvva Felco/Divulgação Toda a marcenaria e a marmoraria foram desenhadas especialmente para o projeto, com foco no aproveitamento do espaço e na organização da rotina. “Exploramos cada centímetro disponível, mas sem preencher demais o apartamento. Era importante ter armazenamento e, ao mesmo tempo, preservar a sensação de amplitude”, afirma Lívia. SALA DE ESTAR | O sofá com tecido listrado compõe o mix de estampas e pontos de cor que se destacam sobre a base neutra do projeto. Além da estética marcante, o móvel é versátil: serve como assento para o dia a dia e pode se transformar em cama Felco/Divulgação Na área de estar, o sofá pode ser usado também como cama, ampliando a capacidade de acomodação. Leia mais A base neutra da arquitetura recebe tecidos, estampas, objetos e pontos de cor, responsáveis por imprimir identidade ao conjunto. “Como seria um imóvel para aluguel, precisávamos equilibrar estética, resistência e facilidade de manutenção”, fala a arquiteta. HOME OFFICE | A bancada de trabalho integrada à estante com cremalheiras e ao armário otimiza o espaço; desenho do escritório e execução da Cardelli Marcenaria. Os pés da cadeira em tom de verde criam uma harmonia com a cortina na mesma tonalidade Felco/Divulgação Ao lado, o home office foi incorporado a uma estante com sistema de cremalheiras, que reúne bancada de trabalho, prateleiras e nichos, além da TV. A solução aproveita a parede vertical e ajuda a manter livre a área central do apê. QUARTO INTEGRADO | A cortina verde atua como uma divisória prática quando é necessário manter o dormitório visualmente isolado; quando aberta, permite que a luz natural percorra todo o apartamento. Luminária em forma de bola da Reka Felco/Divulgação Integrado ao living, o quarto pode permanecer aberto ou ser isolado visualmente por uma cortina verde. A solução garante privacidade quando necessário sem bloquear a luz natural. Assim, o imóvel pode funcionar ora como um grande ambiente contínuo, ora como a área de dormir mais reservada. QUARTO | A pintura em um vibrante tom de rosa faz as vezes de cabeceira, otimizando o espaço com criatividade. Para arrematar a composição, uma pequena prateleira, pintada na mesma cor da parede, assume a função de mesa de cabeceira de maneira discreta e funcional Felco/Divulgação O banheiro recebeu acabamentos resistentes e de fácil manutenção. Essa preocupação, inclusive, orientou as demais decisões de materiais, mobiliário e decoração, fundamentais em um imóvel sujeito ao uso frequente de diferentes hóspedes. BANHEIRO | As pastilhas, da Portobello, dominam o ambiente, com o tom azulado em meia parede e na bancada. A marcenaria amadeirada volta à cena, executada pela Cardelli Marcenaria. Luminária de teto em forma de bola da Reka Felco/Divulgação “A metragem pequena não precisava resultar em um apartamento sem personalidade. Cada escolha foi feita para que o espaço fosse funcional e confortável”, resume a arquiteta.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 07/10/2026
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Bolo de brigadeiro brasileiro é eleito um dos melhores do mundo; saiba a posição
O tradicional brigadeiro brasileiro acaba de ganhar destaque internacional de peso: um ranking da plataforma gastronômica Taste Atlas colocou o bolo de brigadeiro em quinto lugar entre os dez melhores bolos de chocolate do mundo. O doce alcançou uma sólida pontuação de 4,1 em uma escala máxima de 5. "O bolo de brigadeiro é um bolo tradicional, presença garantida nas festas de aniversário", descreveu a postagem. A publicação também destacou os ingredientes utilizados no preparo, como leite condensado, creme de leite, manteiga, chocolate em pó e leite. O tradicional bolo de brigadeiro combina camadas de massa de chocolate com recheio e cobertura de brigadeiro, além de granulado na finalização Freepik/KamranAydinov/Creative Commons Ao todo, dez receitas foram incluídas no ranking. O primeiro lugar ficou com o kladdkaka, bolo sueco de chocolate com textura cremosa no centro, seguido pela chocotorta, sobremesa argentina feita com biscoitos de chocolate e doce de leite. Leia mais A terceira posição foi ocupada pela torta caprese, receita italiana preparada com chocolate e farinha de amêndoas. E o quarto lugar ficou com molten chocolate cake, uma sobremesa típica dos Estados Unidos, em que o bolo parece derreter. Confira o ranking completo a seguir: Initial plugin text .
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Família gaúcha constrói casa a partir de 32 janelas descartadas
Se você acha que janelas servem apenas para ventilar e iluminar os ambientes, está enganado! A influenciadora digital Gisele (@vidarealcomgi) mostrou que dezenas de janelas descartadas também podem estruturar uma casinha. Erguida no quintal do sítio onde a família mora, em Farroupilha, no interior do Rio Grande do Sul, a obra vem sendo registrada em vídeos virais nas redes sociais. A ideia surgiu a partir da necessidade de criar um refúgio sem precisar sair de casa. Para isso, a família aproveitou o espaço disponível no quintal e ergueu uma casinha a partir de materiais descartados, como madeiras, janelas e portas. Gi – apelido usado nas redes sociais – acumulou mais de 32 janelas de diferentes estilos, resgatadas ou adquiridas no mercado de segunda mão ao longo de 10 anos, com o apoio do marido, Ramiro. De acordo com um dos vídeos publicados por Gisele, a família resgatou a primeira janela há 10 anos. Foi somente nos últimos dois anos, porém, que passou a se empenhar na coleta de mais materiais para construir a casinha Instagram/@vidarealcomgi/Reprodução Leia Mais A construção da casa também combina vigas de madeira e portas. As peças foram encaixadas conforme o design de cada janela, em um verdadeiro quebra-cabeça. No telhado, a família optou por telhas de polipropileno, que são translúcidas e combinam com o propósito do projeto. Segundo os vídeos publicados pela influenciadora, a casinha levou 40 dias para ser construída. O grande desafio, nesse caso, esteve no restauro dos materiais, que precisavam ser lixados, pintados e adaptados. Devido à grande quantidade de janelas utilizadas, a família optou por preservar os diferentes estilos das esquadrias nas paredes da casinha Instagram/@vidarealcomgi/Reprodução Em um dos vídeos, o casal de fotógrafos responde às dúvidas dos seguidores. Gi conta que, inicialmente, a casinha abrigará o estúdio de fotografia da família, mas revela também o desejo de celebrar o Natal no espaço. Ainda em fase de finalização, a casinha já tem planos para o futuro. Segundo Gi e Ramiro, os próximos investimentos incluem a instalação de ar-condicionado e a construção de um fogão a lenha para o preparo de pratos típicos da culinária gaúcha. A casinha da família está em processo de finalização. As janelas, que agora servem como parede, foram pintadas de branco Instagram/@vidarealcomgi/Reprodução Questionada sobre a privacidade, a família explicou que o projeto não prevê o uso de cortinas, já que o intuito é valorizar a entrada de luz natural. “Ninguém vai andar pelado por aqui, eu espero!”, brinca Gi. Leia Mais
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É verdade que virar o colchão faz ele durar mais? O que dizem os especialistas
É hora de dormir e você deita toda noite no mesmo lado. Aos poucos, o colchão parece ceder e a cama já não é mais confortável. Uma opção é testar uma dica famosa: girar o colchão. Mas será que a prática realmente funciona? Por que o colchão se deforma A exposição diária às cargas causa deformação na espuma e nas molas do colchão. A longo prazo, essa deformação pode comprometer o suporte oferecido e prejudicar o alinhamento da coluna durante o sono. “Essa alteração gera aumento da pressão nos discos intervertebrais, estiramento ligamentar e contraturas musculares compensatórias, resultando em quadros de rigidez matinal, desconforto funcional e dor lombar crônica”, diz Marcelo Risso, ortopedista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Com o tempo, a deformação do colchão pode comprometer o conforto de quem dorme e contribuir para dores na coluna ao acordar Magnific/Creative Commons Além dos prejuízos ao bem-estar do corpo, manter-se na mesma posição durante o sono faz com que determinadas áreas do colchão fiquem submetidas à compressão de forma repetida e prolongada. Com o uso diário, o acessório passa por ciclos repetidos de compressão e descompressão. Leia mais Ao longo do tempo, essas solicitações mecânicas podem levar à fadiga dos materiais, comprometendo sua capacidade de recuperação e, consequentemente, seu desempenho e durabilidade. Virar o colchão ajuda a redistribuir os pontos de pressão e pode reduzir o desgaste concentrado em determinadas regiões Magnific/Creative Commons Virar o colchão funciona? Ao mudar a posição do colchão, os pontos de pressão são redistribuídos, reduzindo a concentração da carga nas mesmas regiões. Com isso, as áreas que estavam comprimidas têm mais tempo para recuperar sua forma antes de serem novamente submetidas à pressão. “Mudar a posição de aplicação da carga ajuda a evitar o efeito cíclico e portanto aumenta a vida útil do colchão”, sintetiza Viviane Tavares de Moraes, professora de materiais do curso de Engenharia Mecânica do Instituto Mauá de Tecnologia. As orientações dessa prática, no entanto, variam de acordo com o material e tipo de cada colchão. “Para colchões de espuma de poliuretano, a orientação depende da densidade escolhida; o mesmo vale para os modelos com espuma viscoelástica. A fadiga tende a ser mais evidente em espumas de menor densidade”, completa a especialista. Segundo ela, a recomendação é seguir as orientações do fabricante, que leva em consideração as especificações técnicas do produto. A cada quatro meses, em média, o colchão deve ser girado ou virado para redistribuir os pontos de pressão e reduzir o desgaste das mesmas áreas Magnific/Creative Commons Porém, em linhas gerais, a sugestão é virar o colchão com uma periodicidade média de quatro meses. A mudança pode ser feita de duas formas: girar o colchão em 180°, trocando a posição da cabeça com a dos pés; ou virá-lo completamente, colocando para baixo o lado que ficava para cima. Alguns modelos, no entanto, não podem ser virados completamente. É o caso dos colchões com tecnologia one side, cuja base inferior não possui camadas de conforto. Neles, deve ser feita apenas a rotação de 180°. Leia também Enquanto isso, os modelos double side possuem camadas de conforto iguais em ambos os lados. Nesse caso, é possível intercalar o giro de 180° com a virada do colchão. “Essa prática previne o desgaste assimétrico da estrutura, assegura a manutenção do alinhamento neutro das curvaturas fisiológicas da coluna e reduz a sobrecarga sobre as articulações facetares e a musculatura paravertebral”, acrescenta Marcelo. Afundamentos visíveis, perda de suporte e desconforto ao acordar estão entre os sinais de que pode ser hora de trocar o colchão Magnific/Creative Commons É hora de trocar o colchão? Mesmo com os cuidados adequados, o colchão pode apresentar deformações e perder capacidade de suporte ao longo dos anos. “Nenhum material tem vida eterna, ele vai sofrer fadiga sempre, mas, se for dimensionado em relação ao peso, terá um colchão com uma longevidade maior”, pontua a professora. Virar o colchão pode ajudar a prolongar sua vida útil e evitar o desgaste concentrado em determinadas áreas Pexels/Engin Akyurt/Creative Commons Marcelo sugere que o usuário avalie a capacidade de suporte do colchão a cada ano. Segundo o ortopedista, alguns sinais mostram que o objeto precisa ser trocado. São eles: Depressões ou afundamentos visíveis superiores a 2 cm na zona de maior carga; Dor frequente na coluna ou rigidez muscular matinal que melhora ao longo das atividades diárias; Perda acentuada da resiliência da espuma ou da tensão elástica dos sistemas de molas; Tempo de uso contínuo superior à vida útil estipulada pelo fabricante (em média, entre 7 e 10 anos).
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Lavar legumes e frutas na lava-louças? Veja o que dizem os especialistas
No mundo atual, a busca por praticidade é uma constante, especialmente quando o assunto são os afazeres domésticos. Segundo o Economic Research Service, do U.S. Department of Agriculture, o tempo gasto no pré-preparo dos alimentos e na higienização adequada de frutas, legumes e verduras pode consumir facilmente uma hora por dia. Nesse contexto, muitos passaram a recorrer à lava-louças como alternativa para agilizar o processo. No entanto, a prática não é encorajada pelo biomédico e microbiologista Roberto Figueiredo, conhecido como Dr. Bactéria. "A ideia pode parecer prática, mas eu não recomendo utilizar a lava-louças para higienizar frutas, legumes e verduras. Esse equipamento foi projetado para lavar utensílios, e não alimentos", ressalta. Truque prático ou risco à saúde? Quando o assunto é saúde, é importante estar sempre atento, principalmente quando as dicas vêm da internet Magnific/pvproductions/Creative Commons O que torna a prática perigosa é justamente a falsa sensação de higienização. Embora os alimentos possam parecer limpos após passarem pela lava-louças, eles podem acabar sendo consumidos em condições inadequadas. Mas, afinal, por que essa estratégia não é endossada por especialistas? Segundo o nutricionista Leonardo Freitas, os principais riscos são os resíduos de detergentes que ficam na superfície dos alimentos e que serão ingeridos junto dele. Fora o risco do contato com micro-organismos e bactérias presentes no eletrodoméstico! Leia mais Neste cenário, a contaminação cruzada merece atenção especial. O preparo dos alimentos está diretamente relacionado à segurança alimentar e, consequentemente, à saúde. Por isso, uma solução que parece economizar tempo ou facilitar a rotina nem sempre é a alternativa mais segura. "Mesmo que a máquina pareça limpa, ela normalmente recebe pratos, talheres, tábuas e utensílios que tiveram contato com carnes cruas, ovos, leite e outros alimentos", detalha Roberto. O especialista também destaca que, dependendo do ciclo escolhido, a temperatura da lava-louças pode ultrapassar 60 a 70 °C, provocando alterações nos alimentos, como amolecimento, perda da crocância, mudanças na coloração, redução de vitaminas sensíveis ao calor — como a vitamina C e parte do ácido fólico — e até o início do cozimento de alguns vegetais. A alimentação é um processo essencial para o bom funcionamento do corpo humano. Por isso, é fundamental que os alimentos sejam devidamente higienizados Freepik/Creative Commons "Nem tudo o que viraliza é indicado ou é uma prática segura, ainda mais quando se trata da higienização de alimentos, que pode evitar diversas contaminações e prevenir problemas de saúde a curto e longo prazo", reforça Leonardo. Leia mais A forma mais segura de higienizar alimentos Confira algumas dicas de como higienizar alimentos de forma segura, evitando a contaminação cruzada com detergentes e outros produtos de limpeza Freepik/Creative Commons Os detergentes e agentes secantes utilizados em máquinas lava-louças foram desenvolvidos para a limpeza de utensílios, e não para entrar em contato direto com alimentos. Logo, é essencial buscar outras alternativas. A seguir, o Dr. Bactéria ensina um passo a passo para a limpeza segura: Lave frutas, verduras e legumes em água corrente para remover sujeiras e resíduos visíveis; Quando indicado, realize a desinfecção com solução de hipoclorito de sódio própria para alimentos, seguindo exatamente a concentração e o tempo recomendados pelo fabricante; Caso as instruções do produto orientem, enxágue novamente os alimentos em água corrente antes do consumo.
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6 antigas fábricas transformadas em novos espaços para visitar pelo Brasil
Em grandes cidades brasileiras, antigas fábricas industriais, marcadas por galpões amplos e tijolos aparentes, vêm encontrando novas funções. Em vez de demolidos, esses edifícios passam por projetos de requalificação urbana que mantêm viva a sua essência histórica. Atualmente, esses endereços funcionam com propostas totalmente renovadas, abrigando desde museus de arte contemporânea e centros culturais até vilas gastronômicas e palcos para grandes eventos. A seguir, conheça seis antigas estruturas revitalizadas para visitar! Leia mais 1. ARCA - São Paulo, SP Localizada no bairro da Vila Leopoldina, em São Paulo, a casa de shows instalada na antiga fábrica já foi um dos pilares da industrialização brasileira no século 20 ARCA/Divulgação Anteriormente ocupado pela Metalúrgica Atlas — empresa conhecida como a Fábrica das Fábricas —, o galpão localizado na Vila Leopoldina, em São Paulo, foi construído na década de 1960. Ganhou esse apelido porque, após a Segunda Guerra Mundial, o Brasil não conseguia importar o maquinário necessário para o seu parque industrial; o local, então, foi projetado para fabricar os equipamentos que abasteceriam as demais indústrias nacionais. Reformado em outubro de 2018, o espaço passou a receber grandes eventos, de feiras corporativas a exposições e shows. Com 9 mil m² de área interna e 16 metros de pé-direito — o que favorece a acústica e o design de som —, a ARCA integra o complexo Spark, polo que reúne áreas corporativas, de lazer, cultura e gastronomia. 2. Casa das Caldeiras - São Paulo, SP A Casa das Caldeiras desponta como um dos espaços de eventos mais clássicos da cidade de São Paulo, tendo se originado a partir da antiga central de energia do complexo fabril Casa das Caldeiras/Divulgação Construída na década de 1920 em alvenaria de tijolos aparentes, esta antiga edificação fabril foi tombada em 1986 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat) como patrimônio histórico da capital paulista. Após passar por um restauro em 1999, o espaço reabriu voltado para a realização de casamentos, formaturas, exposições e grandes eventos corporativos. O conjunto arquitetônico destaca-se pelas três chaminés com mais de 30 metros de altura, pé-direito de 9 metros e amplas janelas que favorecem a entrada de luz natural. 3. Sesc Pompeia - São Paulo, SP Considerada uma das obras mais emblemáticas da carreira de Lina Bo Bardi, o Sesc Pompeia possui um design arrojado e marcante que se consagrou como um dos ícones arquitetônicos de São Paulo Veronika Kellndorfer/Divulgação O edifício foi originalmente construído pela empresa alemã Mauser & Cia. Ltda., em 1938, e adquirido anos mais tarde, em 1945, pela Indústria Brasileira de Embalagens (Ibesa), que o utilizou como fábrica de tambores, geladeiras e querosene. O Sesc comprou o terreno no início dos anos 1970, inaugurando provisoriamente em 1973 o Centro Cultural e Desportivo José Pinto Freire em uma quadra e um pequeno teatro. O projeto arquitetônico definitivo, assinado por Lina Bo Bardi, levou dez anos para ser concluído e foi inaugurado em 1986. A arquiteta reaproveitou e reformou as estruturas fabris originais para abrigar teatro, biblioteca, estúdios e restaurante, além de acrescentar marcantes torres de concreto aparente para a circulação vertical, áreas esportivas e reservatórios de água. 4. Fábrica Bhering - Rio de Janeiro, RJ A Fábrica Bhering revitalizou seu antigo espaço para transformá-lo em um vibrante centro de cultura, arte e gastronomia na Zona Portuária carioca Fábrica Bhering/Divulgação Localizado na Zona Portuária do Rio de Janeiro, o espaço propõe uma vivência integrada de arte, gastronomia e experiências, reunindo ateliês, cafés e exposições. A ocupação do imóvel ocorreu de forma orgânica por iniciativa de artistas que, diante dos altos custos de locação na cidade, uniram-se para criar uma rede colaborativa. A antiga fábrica instalada ali já foi uma das maiores do país na produção e exportação de café, além de fabricar doces populares como as balas Toffee e Boneco. O prédio atrai o olhar pela marcante arquitetura em estrutura metálica, destacando-se o terraço — com vista panorâmica do Centro do Rio a Niterói — e o "Pombal", um salão de pé-direito alto iluminado por extensas fileiras de janelas. 5. FAMA Museu - Itu, SP O FAMA Museu tem como foco a arte brasileira e está localizado onde antigamente funcionava uma importante indústria têxtil, no interior paulista FAMA Museu/Stefanie Klein/Divulgação Localizado no centro histórico de Itu, no interior paulista, o FAMA Museu abriu suas portas em 2018 e hoje se consagra como um dos maiores museus de arte da América Latina. O complexo ocupa uma área de 25 mil m² onde funcionava a Companhia Fiação e Tecelagem São Pedro, antiga indústria têxtil de enorme relevância econômica nacional. Leia mais Seu acervo é focado na arte brasileira, reunindo pinturas, esculturas, gravuras, desenhos, fotografias e instalações que vão do modernismo ao contemporâneo. Distribuído em oito salas expositivas, o museu convida o visitante a uma imersão onde a arquitetura fabril preservada do início do século 20 dialoga diretamente com as obras expostas e os amplos jardins. 6. Usina Dois Irmãos - Recife, PE A estrutura da Usina Dois Irmãos, em Recife, transformou-se em um espaço para eventos que preserva a memória de sua antiga vocação Usina Dois Irmãos/Divulgação Situada em Recife, em Pernambuco, a Usina Dois Irmãos ocupa um edifício histórico datado de 1887, vizinho a uma exuberante reserva de Mata Atlântica que abraça o entorno com muito verde. O que no passado funcionou como um engenho de açúcar e álcool hoje se transformou em um sofisticado espaço para festas e casamentos. Seus 1.700 m² de área total dividem-se entre um amplo jardim gramado, um salão principal com 530 m² e uma área externa coberta de 180 m², unindo o charme do patrimônio secular à natureza.
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Como decorar a mesa de centro: 21 ideias e truques de styling para a sala!
Muito além de apoiar o controle remoto ou a xícara de café, a mesa de centro pode se tornar um dos pontos altos da decoração da sala. Quando bem composta, ela acrescenta camadas de textura, cor e personalidade ao ambiente, além de revelar um pouco da história de quem vive na casa. A boa notícia é que não existe uma fórmula única para acertar na combinação. Segundo as arquitetas Bárbara Dundes e Amanda Miranda, o segredo está em equilibrar proporções, criar diferentes alturas e incluir elementos que tenham significado para os moradores. A mesa de centro Quadra, de Bruno Faucz, na Novo Ambiente, tem quase a mesma tonalidade da marcenaria que abriga a TV Denilson Machado/MCA Estúdio | Projeto da arquiteta Brbara Dundes Aposte na combinação clássica de livros, flores e objetos decorativos Se existe uma composição que dificilmente falha, ela reúne livros, um vaso com flores naturais e um objeto decorativo. "Sobre as mesas de centro, gosto de colocar livros, um vaso para sempre termos flores naturais e uma escultura ou objeto pessoal. Essa combinação deixa o projeto singular e especial", afirma Bárbara. Mesa de centro Rosá, de Maria Cândida Machado da loja Arquivo Contemporâneo. Sobre ela, destaca-se uma escultura de José Bechara Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Beta Arquitetura Amanda concorda e resume sua fórmula favorita: "Sempre indico uma planta natural, um livro e um objeto pessoal. Com esses três elementos, dificilmente a mesa ficará sem graça". Escolha livros que contem uma história Livros decorativos continuam sendo protagonistas nas mesas de centro, mas eles não precisam ser escolhidos apenas pela capa. Mesa de centro Cut, da Arquivo Contemporâneo. Acima dela, obra de arte de Raul Mourão Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação | Projeto do escritório MAR Arquitetura Bárbara prefere misturar volumes sobre arte, fotografia, moda e viagens com títulos que façam parte da trajetória dos moradores. Amanda reforça que até livros de poesia ou álbuns de fotografia podem entrar na composição. "Nem todo livro precisa ser caro. O importante é que tenha significado. Dependendo do projeto, até um álbum de fotos da família pode ficar na mesa de centro. É uma forma de contar a história daquela casa." Detalhe da mesa de centro, que exibe chifre e cogumelos de madeira, além de outras peças decorativas, plantas e muitos livros Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da designer de interiores de Paola Ribeiro Trabalhe com diferentes alturas Uma composição interessante dificilmente reúne objetos do mesmo tamanho. Segundo Bárbara, uma boa estratégia é criar três níveis de altura: um elemento alto, como um vaso com flores; um intermediário, representado por uma escultura ou objeto decorativo; um baixo, formado por pilhas de livros. Amanda explica que essa variação também gera movimento visual. "Quando tudo fica na mesma altura, a mesa parece monótona. Ao trabalhar diferentes volumes, criamos uma leitura mais interessante." A mesa de centro Concrete, do estudiobola, acomoda livros, esculturas e um vaso com costela-de-ad Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do Estudio Pluri Não tenha medo dos espaços vazios Ao contrário do que muitos imaginam, preencher toda a superfície nem sempre é a melhor escolha. Isso porque os espaços livres ajudam os objetos a respirarem e tornam o décor mais elegante. "Nem toda mesa precisa estar completamente ocupada. Às vezes, apenas um belo arranjo de flores e um pequeno livro já resolvem toda a composição", pontua Amanda. A mesa de centro Fiji, da Breton, ganhou poucos elementos decorativos, mas de grande impacto visual Israel Gollino/Divulgação | Projeto do escritório Mandril Arquitetura Flores naturais fazem toda a diferença Se há um elemento que aparece nas recomendações das duas profissionais, são as flores naturais. Bárbara prefere arranjos simples, feitos com uma única espécie. "Não gosto de elaborar demais. Costumo usar lírios sem as folhas, deixando apenas as flores, porque, além de lindos, perfumam toda a casa. Também adoro antúrios e tulipas." Com design diferenciado, a mesa de centro Garden, de Lucas Pasterchak, acomoda pequenas peças de cerâmicas e livros Joana França/Divulgação | Projeto do escritório Hersen Mendes Arquitetura Para quem não consegue manter flores frescas durante toda a semana, Amanda lembra que as versões secas também funcionam. "Elas têm maior durabilidade e continuam trazendo textura e um toque natural para a decoração", diz. Use bandejas para organizar a composição As bandejas ajudam a agrupar pequenos objetos e deixam a mesa mais organizada, principalmente em modelos maiores. No entanto, Amanda ressalta que não existe um modelo ideal. Mesa de centro da marca ,ovo e mesa lateral Flexus, de Pedro Useche, são o acervo dos moradores, assim como o par de bancos ripados, comprados no Vale das Videiras, em Petrópolis, RJ Pedro Gaspar/Divulgação | Produção: Andrea Brito Velho/Divulgação | Projeto do escritório Sadala & Gomide Arquitetura "Tudo depende do estilo da casa. Em uma residência de praia, por exemplo, uma bandeja de rattan faz sentido. Já em um apartamento urbano, talvez uma bandeja metálica seja mais adequada." Mesa de centro do Estúdio Orth e, ao lado, mesinha da Clami. Vasos da Pair Monica Assan/Divulgação | Projeto do escritório Drops Arquitetura Ela destaca que o importante é manter coerência com o restante do décor. "Se o ambiente é minimalista, vale escolher uma bandeja discreta. Se a proposta é maximalista, é possível ousar nas cores, texturas e materiais." Pense sempre na proporção Outro cuidado importante é adequar a quantidade de objetos ao tamanho da mesa. A mesa de centro da Vermeil abriga bandeja do Empório Beraldin, livros da Mugav e raposa comprada na loja Entreposto Cacá Bratke/Divulgação | Produção: Rafael Castro/Divulgação | Projeto do escritório Newton Lima Interiores "Se a mesa é mais compacta, faz sentido utilizar menos elementos ou objetos menores. Tudo é uma questão de proporção", explica Amanda. Inclua objetos que carreguem memórias Mais do que seguir tendências, as arquitetas defendem que a decoração seja capaz de contar histórias. Na sala, a mesa de centro da Fyne Decor exibe seleções de livros que pontuam o décor Lília Mendel/Editora Globo | Projeto do designer de interiores Newton Lima "Objetos pessoais humanizam a casa. Eles deixam de transformar o ambiente em uma vitrine e fazem com que ele reflita quem mora ali", afirma Amanda. Podem entrar nessa categoria pequenas lembranças de viagens, caixas decorativas, esculturas, potes antigos, lupas, fotografias ou qualquer peça que desperte boas memórias. Vaso com arranjo de flores sobre a mesa de centro da Santa Cruz Home Luiza Schreier/Divulgação | Produção: Diego Matos/Divulgação | Projeto do escritório Okeda Arquitetura "A casa precisa ter a cara dos moradores. Se a pessoa gosta de livros, que eles apareçam. Se gosta de plantas, que elas façam parte da decoração", comenta Amanda. Mantenha uma paleta de cores coerente Embora não exista uma regra fixa, a paleta escolhida para os objetos deve conversar com o restante do ambiente. Mesa de centro de segunda mão, da Breton, comprada de uma amiga da moradora André Klotz/Divulgação | Projeto da arquiteta Kika Mattos Segundo Amanda, essa continuidade visual ajuda a criar uma composição harmoniosa, mesmo quando há mistura de materiais e texturas. A dica vale para vasos, flores, livros, bandejas e pequenos adornos. Para ela, uma das maiores tendências é justamente abandonar a ideia de uma casa que parece um showroom. "Hoje buscamos lares mais afetivos e acolhedores. Não faz sentido ter apenas objetos bonitos, mas sem história. A decoração deve falar sobre quem vive naquele espaço." Mesa de centro com tampo ripado da Novo Ambiente, com cerâmicas de Heloisa Galvão, compradas na loja Linho 1 André Nazareth/Divulgação | Projeto do escritório Migs Arquitetura No fim das contas, a mesa de centro funciona como uma pequena vitrine da personalidade dos moradores. Livros que despertam lembranças, flores frescas compradas na feira, uma peça herdada da família ou uma lembrança de viagem podem transformar uma composição simples em um ambiente cheio de significado e mais bonito de se viver. Confira mais inspirações: Tapete rosado da Botteh, mesa de centro duas cores e sofá verde-oliva adquiridos em leilão Carolina Mossin/Divulgação | Produção: Aldi Flosi/Divulgação | Projeto do escritório EFC Arquitetura A mesa de centro Duetto, de Luia Mantelli, os bancos Capri, de Jorge Zalszupin, e a poltrona Linna, de Jader Almeida, adquiridos na Arquivo Contemporâneo, foram compostas com mobiliário que já pertencia ao acervo do casal, como o sofá MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Roberta Moura + Paula Faria Arquitetura Lola, da raça Cavalier King Charles Spaniel, está entre a mesa de centro Jumbo, do designer Green para Boobam, e o cesto da Biasá Home Rafael Renzo/Divulgação | Projeto da arquiteta Beatriz Quinelato A mesa de centro pode ser atualizada ao longo do ano com pequenas mudanças, como trocar as flores, reorganizar os livros ou incluir objetos que dialoguem com as estações Carolina Mossin/Divulgação | Projeto do escritório Paiva e Passarini Arquitetura e Design Essa mesa de centro é feita de azulejos com traços azuis e finos que fazem referência ao mar Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório PKB Arquitetura Mesa de centro Amorfa, de Arthur Casas. Sobre ela, par de vasos cerâmicos da Santa Cruz Home Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação | Projeto do escritório PN+ | Paula Neder Arquitetura
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 07/10/2026
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Um ajuste simples na rega em outubro pode evitar que as plantas apodreçam
Com a chegada da primavera, o aumento das temperaturas se torna mais evidente e exige adaptações nos cuidados com as plantas. Nesse período, adequar a rega às novas condições climáticas é essencial para preservar a saúde das espécies e evitar que elas percam seu valor ornamental. Enquanto o excesso de água cria um ambiente propício para a podridão das raízes, a falta faz com que a planta perca rigidez e fique seca e amarelada. O erro mais comum é aumentar automaticamente a frequência das regas apenas porque a temperatura subiu. “O calor aumenta a demanda por água, mas isso não significa que o solo esteja sempre seco”, explica o biólogo Jader Costa. Por isso, mais do que seguir uma frequência fixa de rega, é importante observar a relação entre a temperatura, a umidade do solo e as necessidades de cada espécie. Com a chegada de outubro, as temperaturas tendem a subir e o calor típico da primavera exige atenção redobrada com as plantas. Ajustar a rega e observar as condições de cultivo são cuidados essenciais para mantê-las saudáveis durante a estação Magnific/lifeforstock/Creative Commons Como o aumento das temperaturas interfere na necessidade hídrica As plantas ajustam seus processos fisiológicos às mudanças nas condições do ambiente, inclusive quando há aumento nas temperaturas. Por isso, quem cuida de plantas deve considerar não apenas o calor em si, mas também seus efeitos sobre a perda de água, a umidade do solo e as necessidades específicas daquela espécie. Leia mais “No calor, a planta tende a perder mais água pela transpiração e o solo também seca mais rapidamente, principalmente quando temos sol forte, vento e baixa umidade do ar”, comenta a paisagista Luciana Bacheschi. Analisar a incidência de luz no espaço é um dos cuidados importantes, já que a quantidade e o horário de exposição ao sol também influenciam o melhor momento para a rega Magnific/onlyyouqj/Creative Commons Isso não significa transformar o aumento da temperatura em um motivo automático para regar com mais frequência. “Então, quando a temperatura aumenta, eu presto mais atenção na planta e no solo. É isso que vai dizer se ela realmente precisa de mais água”, complementa a especialista. Plantas em vasos x plantas no jardim O espaço em que a espécie é cultivada também interfere diretamente na necessidade de rega. Uma planta mantida em vaso tem as raízes e o solo confinados a um recipiente, enquanto, no jardim, o maior volume de terra proporciona condições diferentes. Plantas em vasos são uma opção versátil para ambientes internos e externos e podem ser movimentadas conforme a necessidade. Ainda assim, exigem cuidados específicos para se manterem saudáveis Magnific/Creative Commons "Plantas em vasos geralmente têm um volume de solo menor e, dependendo do material e do tamanho do recipiente, podem perder água mais rapidamente. Vasos expostos diretamente ao sol também podem aquecer bastante, aumentando a perda de água", elucida Jader. Vale ressaltar que, as espécies que vivem em vasos ficam mais propensas ao fenômeno de apodrecimento das raízes, asseverado pela limitação espacial. Portanto, é nítido que diferentes variáveis podem acelerar a secagem do substrato e alterar a frequência necessária de rega. O jardim é um espaço com condições de cultivo diferentes das encontradas em vasos. Por isso, o cuidado com as plantas também exige atenção a fatores específicos, como o volume de solo, a drenagem e a incidência de luz Joana França/Divulgação | Projeto do arquiteto Samuel Lamas, com colaboração do escritório Casulo Arquitetura | Paisagismo do paisagista Fausto Maule, da Terra Fausto Paisagismo “No jardim, o solo normalmente possui maior volume e pode ter uma capacidade maior de conservar umidade. Porém, isso não significa que as plantas no solo não precisem de atenção. É importante observar as características do terreno, a drenagem e a exposição ao sol”, conta o biólogo. Melhores horários do dia para regar as plantas no calor Outro fator importante para evitar tanto o ressecamento quanto o apodrecimento das raízes é o horário da rega. O momento escolhido para fornecer água à planta pode influenciar diretamente a velocidade de evaporação, a umidade que permanece no substrato e, consequentemente, as condições às quais as raízes estão expostas. Como a água é essencial para o transporte de nutrientes e para a manutenção da estrutura dos tecidos, entender os melhores horários para a rega é uma ferramenta importante para preservar a saúde das plantas Magnific/rawpixel.com/Creative Commons “Eu prefiro sempre o começo da manhã. A temperatura está mais amena, há menos perda de água por evaporação e a planta começa o período mais quente do dia bem hidratada”, explica Luciana. Quando o assunto são os horários menos indicados, a paisagista faz uma ressalva: “Eu não escolheria o meio do dia, com aquele sol forte, como rotina de rega. É justamente o momento em que temos uma evaporação muito maior”. A preocupação não deve ser apenas com a água que evapora rapidamente. Quando a rega é feita de maneira excessiva ou o solo não consegue drenar adequadamente o volume recebido, a umidade pode permanecer por tempo demais junto às raízes. Leia mais “Mas também não gosto de regras radicais. Se você encontrar uma planta claramente desidratada às duas da tarde, num dia de muito calor, não vai deixá-la sofrendo até a manhã seguinte porque ‘não é o horário certo’. Regue”, orienta a paisagista.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 07/10/2026
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Mistura de estilos, cores, plantas e até grafite marca decoração de casa em SP
Transformar uma casa de 600 m², no Jardim Paulista, em São Paulo, SP, no lar definitivo de uma família que viveu durante anos em Londres, na Inglaterra, foi o ponto de partida deste projeto, marcado pela mistura de tempos, estilos e referências. A proposta ganhou o nome Amálgama justamente pela intenção de reunir elementos distintos — móveis antigos, design brasileiro, arte contemporânea e lembranças de viagem — em uma composição coerente e pessoal. “Os proprietários viveram em Londres por muitos anos e adoram o estilo de lá, que mistura muito bem elementos antigos e clássicos com soluções modernas e contemporâneas. Esse foi nosso briefing”, conta a designer de interiores Daniela Berland Cianciaruso, do Estúdio Glik de Interiores (@estudioglikdeinteriores), que assina a decoração. LIVING INTEGRADO | Grandes vãos permitem iluminação natural e ventilação cruzada, além de aproximar o jardim da área social. O living reúne peças afetivas dos moradores, como o sofá antigo de couro de dois lugares, as mesas laterais e o próprio sofá-ilha reformado Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação O casal, que vive com três filhos, buscava espaços amplos, confortáveis e preparados para receber. Daniela entrou no projeto quando a arquitetura já estava em desenvolvimento, capitaneada pelo escritório In Town Arquitetura (@intown_arquitetura), e as equipes passaram a trabalhar em conjunto. Leia mais A reforma alterou de forma significativa a distribuição original. A escada foi reposicionada, quartos e sala de TV ganharam novas proporções, a cozinha foi aberta para a área social e o quintal foi redesenhado para receber área gourmet, academia, piscina e sauna. CANTO DE LEITURA | Ao lado da sala de TV, o espaço reúne dois clássicos do design, pertencentes ao acervo dos moradores: a chaise longue LC4, de Le Corbusier, Pierre Jeanneret e Charlotte Perriand; e a luminária de piso Arco, de Achille e Pier Giacomo Castiglioni. Ao fundo, a marcenaria planejada e a escada, com execução da Kitchens Sorocaba, juntam-se às paredes para formar a desejada base em preto e branco para a decoração. Piso de madeira tauari da Indusparquet Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação No piso superior ficam as quatro suítes, além de home office e sala de TV. No subsolo, a adega original foi praticamente preservada, inclusive com piso, mesa e garrafas deixadas pelo antigo proprietário. No living integrado, uma base em preto e branco organiza a diversidade de cores, texturas e peças garimpadas ao longo da vida dos moradores. O piso de madeira tauari percorre os ambientes internos e funciona como elemento de continuidade. SALA DE ESTAR | Lareira revestida de mármore Nero Marquina, emoldurada pela estante desenhada pelo Estúdio Glik de Interiores e executada pela Arte Madeira. As poltronas verdes, do acervo dos moradores, ganharam novo tecido da marca inglesa Designers Guild. O tapete também foi reaproveitado da coleção da família Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Grandes vãos favorecem iluminação natural e ventilação cruzada, enquanto uma parede de vidro aproxima o jardim da área social. “Partimos do que já existia e da demanda por uma base preta e branca. Sobre ela, fomos acrescentando cor e elementos com história”, fala Daniela. A sala de estar concentra boa parte desse repertório. A área destinada à TV convive com um canto de leitura e com a lareira revestida de mármore Nero Marquina, emoldurada por uma estante verde desenhada especialmente para o cômodo. RETRATO | Os moradores, Fernanda Matos e Joaquim, estão na sala de estar com o pet da família, Wando, da raça American Staffordshire Terrier Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Um sofá antigo em couro, poltronas do acervo da moradora e um sofá central sob medida em tom terracota ajudam a construir a atmosfera colorida sem romper a sobriedade da base. Tecidos estampados trazidos de Londres aparecem em poltronas e almofadas. Entre os destaques artísticos estão trabalhos de Mai-Britt Wolthers, Lucas Lenci e Jean Araújo. “Todo o design foi pensado para compor essa mistura de forma harmônica. Móveis antigos se encontram com novos e elementos sóbrios aparecem ao lado de obras coloridas”, detalha a profissional. SALA DE JANTAR | Mesa de mármore Nero Marquina e cadeiras Prima, de linhas contemporâneas, assinadas pelo estudiobola. O pendente Baccarat, original da casa, reforça o contraste entre peças clássicas e atuais. Sobre o bufê suspenso, a obra de arte de Flávia Junqueira introduz cor ao ambiente, assim como o quadro de Lucas Lenci no painel preto executado pela Kitchens Sorocaba. Ao fundo, avista-se o painel de azulejos portugueses preservado no jardim externo. Cortinas confeccionadas pela loja A Morada Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Na sala de jantar, o contraste ganha outra leitura. O mármore Nero Marquina reaparece na mesa, combinada a cadeiras de linhas contemporâneas e ao pendente Baccarat que já pertencia à casa. Leia mais Obras de arte emolduram o ambiente, trazendo cores, ao passo que, do lado de fora, o painel original de azulejos portugueses, preservado durante toda a obra, mantém visível uma camada da história do imóvel. COZINHA | O piso de madeira tauari, da Indusparquet, e a marcenaria planejada em MDF Preto Absoluto, da Duratex, executada pela Kitchens Sorocaba, trazem unidade visual ao living integrado. A ilha com bancada em mármore Branco Paraná é acompanhada por banquetas de Gustavo Bittencourt, reforçando a presença da dupla preto e branco. Metais da Deca. Na decoração, quadros do acervo da moradora Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Integrada ao living e à sala de jantar, a cozinha retoma de maneira evidente a paleta preta e branca. A marcenaria planejada tem presença discreta no restante da morada, mas ganha protagonismo aqui, acompanhada pela bancada de mármore Branco Paraná. A intenção foi manter a linguagem limpa e funcional sem perder a conexão com a área social. “A marcenaria entra de forma pontual, reforçando a base do projeto e deixando que móveis, quadros e objetos assumam destaque”, diz Daniela. ÁREA EXTERNA | Essa parte foi redesenhada, e a academia ficou acima da área gourmet, acessada por uma escada. Paisagismo assinado por Patricia França Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Na área externa, a reforma ampliou as possibilidades de convivência. A nova área gourmet com churrasqueira se articula à piscina e à sauna, enquanto a academia ocupa o pavimento acima. ÁREA GOURMET | Marcenaria planejada em MDF Preto Absoluto, da Duratex, executada pela Kitchens Sorocaba, e metais da Deca. O piso de granito quebrado, moldado in loco, reforça o caráter rústico do espaço. A mesa pertence ao acervo da moradora e é acompanhada por cadeiras da dpot. Iluminação da Yamamura Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Na parede junto à piscina, um grafite do artista Tinho introduz uma linguagem urbana e vibrante em contraste com o verde das plantas. PISCINA | A área ganhou grafite do artista Tinho, que ocupa a parede de pé-direito alto e cria um contraponto vibrante ao paisagismo de Patricia França. Piscina com revestimento Acquamarine 10 × 10 cm. Espreguiçadeiras da Casa Atica. No piso externo, o granito quebrado, moldado durante a obra, completa a composição Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Um painel de azulejos portugueses original da construção foi mantido no jardim externo à sala de jantar, estabelecendo uma ponte entre passado e presente. O projeto paisagístico de Patricia França (@patriciafrancapaisagismo) reforça a integração visual proporcionada pelos grandes panos de vidro. JARDIM | O jardim em frente à sala de jantar é delimitado pela parede dos fundos da garagem, onde foi preservado o painel de azulejos portugueses original da casa. Paisagismo de Patricia França. Iluminação da Dimlux Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação No pavimento íntimo, a suíte principal faz parte do conjunto de quatro dormitórios reorganizados durante a reforma. Mais reservada, ela segue a lógica geral da residência, que prefere a combinação equilibrada entre base neutra, madeira natural, peças afetivas e referências acumuladas pelos moradores ao longo dos anos, em vez de uma decoração rigidamente uniforme. QUARTO PRINCIPAL | A materialidade esboça o tom acolhedor do espaço, que ganhou boiseries, reforçando a mistura de estilos e épocas do projeto. Cabeceira estofada executada pela Tapeçaria Conceito. Piso de madeira tauari, da Indusparquet. Marcenaria em nogueira, da Arte Madeira. Roupa de cama pertence ao acervo dos moradores Renato Navarro/Divulgação | Produção: Filipe Pimenta/Divulgação Para Daniela, é justamente essa liberdade controlada que define o projeto. “A mistura de cores, tempos e estilos é do que mais gosto nesta casa”, afirma. Veja mais: o apartamento (e ateliê) da artista Isa de Paula Santos no Edifício Copan (vídeo abaixo) Newton Lima visita a casa e ateliê de Isa de Paula no Copan
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1º Circuito Maravilha de Mobiliário: 11 peças que se destacaram no evento no Rio
Entre 17 e 19 de setembro, foi realizada na capital fluminense a primeira edição do Circuito Maravilha de Mobiliário, durante a Semana de Arte do Rio. Idealizado pelo designer carioca Rodolfo Rascão, o evento reuniu 15 ateliês pela cidade com uma programação de oficinas e visitas guiadas. O objetivo foi conectar o público aos espaços onde o design é concebido e produzido, ampliando a visibilidade de profissionais do setor e fortalecendo o polo cultural do Porto Maravilha. A convite do Circuito, o arquiteto Celso Rayol, da Cité Arquitetura; o fotógrafo André Nazareth; e Adriana Moura, sócia responsável pela área de interiores do escritório MPGAA, participaram de uma imersão que percorreu cinco dos ateliês integrantes. A programação contou ainda com uma apresentação conduzida por Micha Dangelo, da Feira Rosenbaum. Leia mais O trio conheceu diferentes processos produtivos e designers, selecionando peças de destaque do Circuito com base em critérios como originalidade, técnicas e materiais. Conheça as escolhas dos profissionais: Trio de bancos Elementos, de Rodolfo Rascão O trio de bancos Elementos, de Rodolfo Rascão, inspira-se nos estudos gráficos da Bauhaus, carregando elementos geométricos, como círculo, quadrado e triângulo Renan Prado/Divulgação Pendente Par, do Estúdio Cabiúna Reciclável, o pendente Par, do Estúdio Cabiúna, é feito em biopolímero impresso em 3D e pode ser montado em perfis de três a nove módulos. Com superfície canelada, a peça é opaca quando está apagada e se torna translúcida com a luz acesa Renan Prado/Divulgação Banco Xodó, de Pedro Sabão para a Casa Oliveira O Banco Xodó, de Pedro Sabão para a Casa Oliveira, é produzido em madeira freijó, com assento em palha indiana e bordados feitos à mão Renan Prado/Divulgação Banco Mára, do Atelier Passarelli Feito em madeira maciça, o banco Mára, de Anna Victoria Passarelli, é multifuncional e conta com ganchos para apoiar objetos e peças de roupa Renan Prado/Divulgação Mesa lateral Mono Mesclada, do Assimply A mesa Lateral Mono Mesclada, do Assimply, é feita de feita de resíduos coletados pelas cidades Renan Prado/Divulgação Cadeira Ângulos, do Estúdio Few A cadeira Ângulos, do Estúdio Few, possui estrutura em aço carbono, acabamento em pintura eletrostática e estofado em couro natural, bouclé ou lona encerrada Renan Prado/Divulgação Estante Celina, do Estúdio Felipe Madeira Com desenho simples, a estante Celina pode ser customizada com diferentes distâncias entre as divisórias. A peça combina estrutura de madeira e chapas metálicas, que criam a impressão de estarem flutuando Renan Prado/Divulgação Cadeira Black, de Philipe Fonseca A cadeira Black, de Philipe Fonseca, é inspirada no corte de cabelo black power. Produzida com tubos metálicos, corda naval e madeira maciça, a peça transforma a escolha dos materiais em instrumento de resistência e expressão cultural Renan Prado/Divulgação Banco Tronco, do Canella Ateliê Com linhas orgânicas, o banco Tronco, do Canella Ateliê, é produzido a partir de madeira proveniente de poda Renan Prado/Divulgação Banco Mimesis, de Thiago José Barros O banco Mimesis, de Thiago José Barros, é feito de uma prancha de madeira, com otimização do uso da matéria-prima Renan Prado/Divulgação Banco Converso, de Brenda Caldas Venero O banco Converso, de Brenda Caldas Venero, integra uma coleção que propõe o reaproveitamento de resíduos têxteis da indústria e do varejo Renan Prado/Divulgação Veja mais: os destaques da CASACOR Rio de Janeiro 2026 (vídeo abaixo) CASACOR Rio de Janeiro acontece até 2/11, no Edifício Aliança da Bahia
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Penteadeiras dentro do quarto: 18 ideias de decoração bonitas e funcionais
Dentro do quarto, as penteadeiras vão muito além de um simples móvel de apoio. Associadas a momentos de autocuidado, elas ajudam a transformar o cômodo em um refúgio particular que valoriza o bem-estar e o amor próprio. Como aponta a arquiteta Tainá Pravato, “a penteadeira clássica tem pufê central, espelho e gavetas superiores e laterais. No entanto, hoje, as peçãs contemporâneas ganharam interpretações versáteis e sofisticadas”. Para ajudar você a planejar ou renovar o cantinho da penteadeira no quarto, reunimos orientações de especialistas para unir design, praticidade e bom gosto. Confira a seguir: O painel produzido com melamina branca pela Todeschini dá acesso ao closet e abriga o espelho redondo trazido do apartamento antigo da moradora para compor com a bancada uma espécie de penteadeira Luiza Schreier/Divulgação | Produção: Diego Matos/Divulgação | Projeto do do escritório Ikeda Arquitetura Para que o móvel converse com o restante do ambiente, a arquiteta Marcella Schiavoni recomenda manter uma linguagem visual coerente. Segundo ela, “se tratando de marcenaria planejada, é ideal que seja no mesmo acabamento dos demais” armários e painéis. Como criar uma penteadeira funcional em quartos pequenos A falta de metragens generosas não precisa ser um obstáculo. Em ambientes compactos, a multifuncionalidade é a principal aliada do design de interiores. A cadeira azul da Líder Interiores pode ser usada para trabalhar ou para aproveitar o espaço como uma penteadeira Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório João Panaggio Arquitetura “Em quartos pequenos, normalmente unimos mais de uma função no mesmo móvel. A penteadeira pode servir como mesa lateral da cama ou como escrivaninha de estudos”, diz o arquiteto Pedro Nogueira, sócio do escritório Studio FP02. Leia mais A arquiteta Tainá também sugere aproveitar recantos subutilizados do quarto e apostar em composições integradas à marcenaria, garantindo praticidade sem comprometer a circulação. Com desenho do escritório, o painel da TV e penteadeira mistura MDF Branco Diamante e Nogueira Caiena, ambos da Duratex, com execução de Sergio Marcenaria, que também produziu o espelho. Cadeiras adquirida na loja Idesign Ver.so Duo/Divulgação | Projeto do escritório Blasco Arquitetura Tipos de iluminação mais indicados A incidência de luz é um dos pontos críticos para garantir conforto visual e precisão durante a rotina de autocuidado e maquiagem. Posição da luz: segundo Tainá, a iluminação frontal é a mais eficiente porque evita a formação de sombras indesejadas no rosto. Ela destaca o uso de fitas de LED com difusores e alto Índice de Reprodução de Cor (IRC), que garantem fidelidade na tonalidade dos produtos e conforto visual. Temperatura de cor ideal: Pedro recomenda uma temperatura de cor próxima de 4.000 K. Para o especialista, o branco neutro oferece um equilíbrio ideal, evitando distorções nas cores. Com vista privilegiada e uma estética alinhada ao restante do ambiente, esta penteadeira demonstra o potencial do móvel no quarto Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do escritório Natan Hostins Erros mais comuns ao planejar uma penteadeira no quarto Planejar um cantinho de penteadeira exige cuidado com detalhes práticos para não frustrar as expectativas no dia a dia. Fique de olho nos principais equívocos apontados pelos profissionais: Falta de espaço para armazenamento: não prever gavetas, nichos ou divisórias para guardar produtos e acessórios compromete a organização e destrói a atmosfera de tranquilidade que o quarto deve transmitir. Ao lado cama, a bancada faz as vezes de penteadeira com espelho, desenhada pelo escritório e executada por mão de obra local com lâmina natural de freijó tingido. Gaveta Taga, em freijó, design de Felipe Zorzeto. Banco Toti, de Bernardo Figueiredo, na Hill House Júlia Tótoli/Divulgação | Projeto da arquiteta Marcella Schiavoni Ergonomia incorreta: altura inadequada da bancada ou a escolha de um assento desconfortável tornam a experiência cansativa. Leia mais Materiais inadequados: optar por superfícies difíceis de limpar ou sensíveis ao calor (como chapinha e secador) e a produtos químicos reduz drasticamente a durabilidade do móvel. A arquiteta projetou a bancada da penteadeira com rocha natural ametista. Espelho desenhado pelo escritório e executado por Artto Vidros. Pufe Mush, da Dua, na DSG DK Mobiliário. Guarda-roupa da Cinex Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto do escritório Tainá Pravato Arquitetura No fim das contas, a penteadeira perfeita é aquela que equilibra estética, conforto e praticidade, atendendo com precisão à rotina e às demandas de quem vive o espaço. Confira mais projetos para você se inspirar! A marcenaria amadeirada multifuncional incorpora bancada de trabalho, penteadeira e espaço de apoio para leitura, com execução da Casttini Gui Lopes/Divulgação | Produção: Roger França/Divulgação | Projeto do arquiteto Daniel Wilges A penteadeira ficou na parede oposta da cama. Espelho da Ondo Design. Banco Yumi, de Fernando Jaeger Gisele Rampazzo/Divulgação | Projeto da arquiteta Júlia Cabrera Penteadeira desenhada pelo escritório. Marcenaria executada por Diego Schmidt Gisele Rampazzo/Divulgação | Projeto do escritório Inovando Arquitetura No dente da parede, o projeto trouxe uma penteadeira, um dos pedidos da moradora. O cômodo foi ampliado com a demolição do banheiro original. Luiza Schreier/Divulgação | Projeto do escritório OCCA+ Arquitetura Penteadeira e moldura do espelho são feitas em lâmina natural de freijó executadas pela marcenaria Caminho Oficina, material também está na estrutura do armário com portas de de alumínio e vidro pontilhado. A cadeira é herança de família Julia Tótoli/Divulgação | Projeto do escritório Bloco Arquitetos O dormitório conta com bancada da penteadeira em mármore branco Paraná Monte Cristo, executada pela DiMarmo, com cadeira Fin, de Roberta Banqueri, na Loft85, e espelho da Vidraçaria VF Fabio Jr. Severo/Divulgação | Projeto da designer de interiores Camila Amin A estante sem portas em folha natural de tauari funciona como escrivaninha, penteadeira e guarda-roupa. Cadeira em junco natural da The Casa. Tapete de sisal da Leroy Merlin Lília Mendel/Divulgação | Projeto do Casa Tauari Arquitetura Penteadeira projetada pelas arquitetas, com execução da Marcenaria Destak. O painel ripado de folha natural de carvalho com porta mimetizada recebeu a cabeceira desenhada pelo escritório, feita de mármore Travertino Silver pela Marmoraria Paulista Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Interni Arquitetura A bancada e a moldura do espelho foram executados com folha de carvalho natural pela Pica Pau Marcenaria. No piso, assoalho de tauari, de Oscar Ono. Cadeira Le Mans, da Breton Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório Sala2 Arquitetura A cabeceira de couro caramelo se integra aos painéis em pau-ferro, executados pela Caetano Evolution. Prática, uma penteadeira foi instalada logo ao lado da cama. Cadeira Serafina, da FJ Pronto pra Levar!. Luminária pendente da Lumini Felco/Divulgação | Projeto do Estúdio Maré Armário e penteadeira desenhados pelo escritório, com execução em MDF no padrão carvalho pela OG Ambientes. Cadeira da Breton. Sobre a bancada, peça de porcelana herdada e objetos da loja Paula Karina Decor Joana França/Divulgação | Projeto do Studio FP02
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Fogão por indução: como funciona o eletrodoméstico e quais as vantagens
O fogão por indução é um eletrodoméstico que não utiliza gás e chamas para aquecer as panelas — a geração de calor é feita por um sistema de indução eletromagnética. "Utilizando a eletricidade, tampo vidrocerâmico e bobinas de cobre, ele cria um campo magnético que aquece diretamente os recipientes", explica a designer de interiores Luciana Barone. De acordo com a arquiteta Julia Guadix, do Studio Guadix, o aquecimento por indução é mais rápido do que a chama do gás, gerando um cozimento mais eficiente e com temperaturas precisas. Porém, antes de optar pelo fogão por indução, é recomendável checar se o imóvel possui carga elétrica suficiente para suportar o equipamento. Armários verde oliva, da Florense, foram compostos com bancada em Corian Glacier White, da Futura Superfícies, onde está o cooktop por indução, adquirido na Fast Shop Lília Mendel/Divulgação | Produção: Andrea Falchi e Rennan Scalabrin/Divulgação | Projeto da arquiteta Paula Müller Como é a instalação do fogão por indução A instalação do cooktop de indução é bastante simples, mas demanda um circuito elétrico específico. "Como ele funciona 100% com energia elétrica, vai precisar de uma tomada 220V e disjuntor exclusivo, normalmente 30 a 40A", completa Luciana. Depois de pedir a um eletricista para avaliar se há espaço no quadro elétrico para o equipamento, basta fazer o recorte do tamanho correto da pedra para encaixá-lo na bancada e fazer a ligação dos fios. "A conexão não tem plug de tomada; você conecta o fio direto com fio, ou com uma pecinha de cerâmica. Para instalar, é preciso prever o ponto de energia na posição correta, consultar o manual para saber a localização exata da tomada e seguir as especificações do disjuntor e da bitola do fio", orienta Julia. Nesta cozinha com ilha, o cooktop por indução Flexizone Branco, da Brastemp, foi uma solução para ficar mais discreto na bancada clara de quartzito Avohai Bruna Mateus/Divulgação | Projeto da arquiteta Carina Beduschi Prós e contras do fogão por indução Além da infraestrutura disponível, a opção pelo fogão comum ou por indução vai depender do conceito do projeto e do estilo de vida do moradores. "Vale a pena para quem deseja praticidade, rapidez e um visual minimalista. É interessante em projetos contemporâneos que buscam discrição do aparelho, que fica integrado à bancada", ressalta Luciana. Para Julia, uma das grandes vantagens é a facilidade de limpeza. "É prático, porque em vez de ficar desmontando mil partezinhas, você simplesmente passa um pano no vidro. É simples e rápido de limpar." A cozinha do apartamento possui uma decoração rústica com toques industriais e amplo uso de materiais resistentes, como a bancada de quartzo que abriga o cooktop por indução Evelyn Müller/Divulgação | Projeto do escritório DT Estúdio Ele também é mais seguro, pois não oferece risco de vazamentos de gás e nem de esquecer o fogo aceso. "Se você liga uma boca do fogão por indução, essa boca só esquenta se tiver a panela em cima. Então, é mais seguro para crianças e idosos", pontua Julia. Leia mais Outro ponto positivo é que não aquece o vidro inteiro do cooktop, apenas a boca onde está a panela. "Na hora que você tira o recipiente, não pode colocar instantaneamente a sua mão. Mas esfria muito rápido, então há menos risco de você se queimar", continua a arquiteta. Apesar de compacto, o espaço conta com bancada de granito Branco Siena, com pia, cooktop por indução e coifa, além de micro-ondas embutido na marcenaria executada pela Proforma Mariana Camargo/Divulgação | Projeto do escritório Freijó Arquitetura Antes da escolha, deve-se também levar em consideração a compatibilidade das panelas. "No fogão a gás você pode usar qualquer panela. Na indução, o utensílio precisa ter fundo magnético para acionar a indução eletromagnética, como panelas de ferro fundido ou com fundo triplo", diz Julia. Para saber se a panela é própria para o equipamento, a arquiteta deixa a dica: basta fazer o teste com um ímã no fundo do utensílio. "Se ele grudar, vai funcionar na indução", ensina. Outra diferença é que, em caso de falta de energia, não é possível ferver água — ao contrário do fogão a gás, que continua funcionando mesmo sem eletricidade. A bancada de quartzo branco ganhou gabinete de marcenaria executada de laminado melamínico verde pastel, onde foram embutidos lixeira, lava e seca e o forno elétrico em sincronia com o cooktop por indução acima Mariana Orsi/Divulgação | Projeto do Studio 92 Arquitetura Mais uma vantagem é que o fogão por indução tem um cozimento mais rápido, pois não existe perda de calor para o ambiente como no fogão tradicional à gás, além de ter uma estética clean, ideal para cozinhas integradas com a sala de estar. "É praticamente uma extensão da sua bancada. Você consegue, inclusive, apoiar coisas sobre ele", comenta Julia. Leia mais , "A desvantagem é que para de funcionar completamente no caso de falta de energia. E normalmente são cooktops de bancada e, portanto, exige a compra separada de forno de embutir, se desejado, diferente dos fogões tradicionais à gás", pontua Luciana. A cozinha é pequena, mas completa, com cooktop por indução, forno e microondas, que dividem espaço com as prateleiras suspensas e seu vitrô móvel Evelyn Müller/Divulgação | Projeto da arquiteta Ana Toscano e da designer de interiores Flávia Lauzana Em termos de durabilidade, um fogão por indução de boa qualidade dura tanto quanto um fogão a gás: no mínimo 10 anos. "Se utilizado da forma correta, respeitando o espaço para a correta circulação de ar e mantidos os cuidados da limpeza e proteção do tampo cerâmico, tem vida útil de, normalmente, 15 anos ou mais", fala Luciana. Por outro lado, esse tipo de equipamento tem custo mais elevado. "A gente vê a partir de R$ 2,6 mil, em média, enquanto um tradicional você consegue a partir de R$ 500", coloca Julia. Na avaliação de Luciana, apesar do valor do investimento inicial ser mais alto e exigir panelas especiais, o fogão por indução compensa em termos de economia. "Em razão do aquecimento ser direto na panela, tem uma eficiência energética de 90% e uma velocidade de cozimento extremamente rápida. Chega ser duas vezes mais rápido que um fogão à gás, resultando em um custo de consumo menor", explica. A ilha de concreto abriga a pia e o fogão de indução e termina como mesa de jantar. Banquetas altas Dudu, de Pascali Semerdjian, da Etel Maíra Acayaba/Divulgação | Projeto do escritório Bloco Arquitetos com a colaboração do Casulo Arquitetura Manutenção do fogão por indução Embora a limpeza seja fácil e prática, o fogão por indução exige maiores cuidados em razão do tampo de vitrocerâmico, que pode riscar ou manchar. "Não podem ser usados nem produtos e nem esponja e panos abrasivos. Também é preciso esperar o resfriamento do tampo antes de começar a higienização para evitar choque térmico", orienta Luciana. A bancada de Silestone foi executada pela Estilo em Pedras. Banqueta Pascal, da Mezas. Forno combinado com micro-ondas Speed tk38, da Tecno. Coifa de ilha Tunnel Plus Inox, da Franke. Cooktop de indução da Electrolux Joana França/Divulgação | Projeto do escritório BLOCO Arquitetos O tampo delicado demanda atenção com itens pesados, que se caírem sobre ele podem quebrar o vidro. "Alguns equipamentos já vêm com uma lâmina para raspar alimentos que ficam encrustrados sobre o tampo. Usando com cuidado, funciona muito bem", indica Julia. A manutenção do fogão por indução também é baixa. "Você não tem queimador entupindo, vazamento... Mas se tiver algum problema, normalmente vai precisar da assistência técnica, porque será uma questão elétrica", ressalta Julia.
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Tudo sobre gel de babosa, benefícios e como usar com segurança
Queridinha dos rituais de beleza caseiros, a babosa (Aloe vera) encanta pela praticidade. Suas folhas robustas guardam uma polpa viscosa e translúcida, famosa pelo poder hidratante e cicatrizante que transforma a saúde da pele e dos cabelos em poucos minutos. Essa riqueza terapêutica vem diretamente do miolo da folha da Aloe vera. "Trata-se do tecido parenquimático, que armazena água e de onde se obtém o gel puro", explica Sebastião Ribeiro Xavier Júnior, biólogo e coordenador do Laboratório de Botânica da Embrapa Amazônia Oriental. O que tem no gel da babosa O segredo do sucesso está justamente na composição única guardada na estrutura interna da suculenta, que combina ativos terapêuticos capazes de atuar tanto na hidratação da pele quanto no equilíbrio do organismo. Por ter um efeito calmante, o gel de babosa é indicado para tratar queimaduras de sol Unsplash/FOODISM360/CreativeCommons "O gel é formado por aproximadamente 99% de água. A pequena fração sólida contém carboidratos e polissacarídeos, pequenas quantidades de proteínas, enzimas, minerais e outros constituintes", detalha Maria Angélica Fiut, nutricionista, especialista em fitoterapia e presidente da Associação Brasileira de Fitoterapia (ABFIT). Leia mais Tais nutrientes são fundamentais para entender o potencial medicinal da polpa. "Os polissacarídeos são os compostos bioativos mais interessantes, bastante estudados por sua participação na modulação da inflamação e nos processos de reparação tecidual", acrescenta Angélica. Propriedades medicinais da babosa A busca por ativos naturais impulsiona o uso da babosa na saúde, consolidando a 'Aloe vera' como matéria-prima essencial em tratamentos terapêuticos e fitoterápicos Magnific/jcomp/Creative Commons Muito além de um uso caseiro, a Aloe vera carrega um histórico medicinal que atravessa séculos e culturas. A razão de sua longevidade terapêutica está na capacidade única de sua polpa em atuar diretamente na regeneração celular e na retenção de umidade na pele, transformando o vegetal em um verdadeiro bálsamo. Diante da versatilidade, a planta tornou-se amplamente recomendada por profissionais de saúde para o alívio e a recuperação de diferentes condições dermatológicas. "A babosa é conhecida principalmente pelas propriedades hidratante, emoliente, anti-inflamatória e cicatrizante, especialmente no uso tópico", pontua Angélica. O efeito real do gel da babosa no organismo A ação do gel ocorre de forma direta no cuidado e na proteção da barreira cutânea. "No uso tópico, os polissacarídeos têm capacidade de reter água, contribuindo para a hidratação e a manutenção da barreira cutânea, além de interagir com células envolvidas na resposta inflamatória e no reparo dos tecidos, incluindo processos relacionados a fibroblastos, formação de matriz extracelular e cicatrização", argumenta Angélica. O gel de babosa hidrata profundamente a pele e o cabelo por meio de polissacarídeos e ligninas, enquanto o ácido salicílico e a enzima bradicinase ajudam a acalmar irritações. Já o acemanano, associado a vitaminas antioxidantes, contribui para a cicatrização Magnific/jcomp/Creative Commons Toda essa intensa atividade biológica na estrutura celular reflete-se de maneira imediata e perceptível no alívio de lesões e desconfortos superficiais do dia a dia. "Na prática, isso ajuda a explicar por que o gel pode produzir sensação calmante e favorecer o ambiente necessário à recuperação de pequenas irritações cutâneas", ela resume. Contudo, os benefícios dessa polpa dependem inteiramente do isolamento de compostos tóxicos da planta. "Essa distinção é fundamental porque o consumo caseiro da folha inteira ou do látex não deve ser considerado equivalente ao uso de produtos comerciais adequadamente processados e purificados", destaca Sebastião. Leia mais Diferentes aplicações do gel da babosa O uso mais consolidado da planta é o externo, muito comum na rotina de beleza e bem-estar. "O gel aparece em produtos destinados à hidratação da pele, cuidados após exposição solar e cosméticos calmantes. Na pele, ajuda principalmente por sua capacidade de reter água e formar uma película hidratante", comenta Angélica. A ação da polpa também se estende à recuperação da pele e à estética dos fios de cabelo, com algumas restrições importantes. "Em algumas situações de irritação e lesões superficiais, pode atuar como coadjuvante no reparo tecidual", ela observa. Quando aplicado na pele, o gel da babosa pode trazer muitos benefícios Unsplash/Park Street/CreativeCommons) Além dos cuidados com o corpo, a babosa ganhou enorme popularidade no tratamento capilar, tornando-se a receita caseira favorita para dar brilho e balanço aos fios: "Já nos cabelos, seu efeito é principalmente cosmético e hidratante: melhora a umectação da fibra e pode proporcionar sensação de maciez", ressalta a especialista. Apesar de ser uma excelente aliada natural, a planta não substitui intervenções médicas e seu uso deve ser evitado em machucados graves ou quadros clínicos complexos. "Não deve ser utilizada em queimaduras importantes, feridas profundas, infectadas ou extensas", alerta a profissional sobre os limites do tratamento. O perigo do látex Apesar dos benefícios do gel, a extração caseira exige cautela para evitar que a polpa se misture ao látex tóxico presente na casca. O perigo está justamente na área externa da folha onde ficam os feixes vasculares. "Nessa região está o látex da babosa, uma substância amarelada e amarga, rica em antraquinonas, como a aloína", revela Sebastião. Sendo assim, se a folha não for extraída corretamente, essa substância escorre e se mistura à polpa transparente, agindo de forma agressiva no organismo ou na pele. "O látex, a seiva amarelada, encontra-se próximo à casca e contém compostos antraquinônicos com ação laxativa e irritante", descreve o biólogo. Leia mais Contraindicações e cuidados Mesmo sendo uma planta curativa, consumir a babosa por conta própria pode oferecer sérios perigos para o organismo. "Eu não recomendaria suco, chá, 'shot detox' ou gel de babosa caseiro para ingestão. Além do risco relacionado às antraquinonas, o uso oral pode causar cólicas, diarreia e interações medicamentosas. Existem ainda relatos de lesão hepática associados ao consumo oral. Gestantes, lactantes e pessoas utilizando determinados medicamentos merecem atenção especial", adverte Angélica. A ingestão de babosa é contraindicada por especialistas devido ao alto risco de toxicidade e aos efeitos adversos que a planta pode causar ao organismo Magnific/jcomp/Creative Commons Se por um lado o consumo interno é proibido, o gel tópico costuma ser bem tolerado, embora não esteja totalmente livre de reações adversas. "Podem ocorrer ardência, coceira, vermelhidão, eczema e dermatite de contato. O risco pode ser maior quando se utiliza a folha diretamente, principalmente se houver contaminação do gel pelo látex amarelo. Produtos cosméticos padronizados possuem a vantagem de terem composição e processamento mais controlados", ela pontua. Por isso, para o uso externo e seguro, a recomendação é fazer um teste de contato simples na pele antes da aplicação. "Pode-se aplicar uma pequena quantidade do produto em uma pequena área da face interna do antebraço e observar por aproximadamente 24 a 48 horas. Se houver coceira, vermelhidão, ardência intensa, inchaço ou formação de lesões, o uso deve ser suspenso. Esse teste doméstico não substitui o patch test dermatológico quando existe suspeita verdadeira de alergia", aconselha Angélica. O que a legislação brasileira diz sobre o uso da babosa Existe muita desinformação sobre a comercialização da planta, o que faz com que as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sejam frequentemente confundidas com as regras de outros países. "No Brasil, a Aloe vera não está autorizada como ingrediente de suplementos alimentares. A posição tem origem em avaliações de segurança feitas pela Agência. O que não quer dizer que ela não possa ser utilizada como medicamento fitoterápico", contextualiza Angélica. Essa restrição ocorre devido aos componentes tóxicos presentes na casca do vegetal. "A aloína é altamente irritante para as mucosas e possui forte ação laxativa. Quando ingerida, pode provocar cólicas, diarreia intensa e perda de líquidos e eletrólitos. O consumo repetido ou em altas quantidades aumenta os riscos, relacionados principalmente a preparações de folha inteira ou não adequadamente purificadas", finaliza a especialista.
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Mesmo com estátua pronta, casa no Ceará continuará com cabeça 'solta' de Santo
Popularizada com o lançamento do livro A Cabeça do Santo, de Socorro Acioli, a curiosa história da cabeça de Santo Antônio que ficou separada do corpo da estátua na cidade de Caridade, no Ceará, ganha um novo capítulo. Com cerca de 37 metros de altura, o monumento está finalmente sendo concluído. Após receber a parte superior em dezembro de 2025, a estrutura passa agora pelas etapas finais de pintura e acabamento, com previsão de retirada dos andaimes para dezembro deste ano. No entanto, a cabeça que inspirou a obra literária continuará encostada no quintal de uma casa, a qual pertenceu ao engenheiro responsável pela construção da estátua nos anos 1980. Vista aérea mostra a cabeça gigante de Santo Antônio encaixada entre casas no bairro Conjunto Habitacional, em Caridade, CE Fantástico/Reprodução A história da cabeça do santo O monumento de Santo Antônio começou a ser construído em 1984, em uma iniciativa do então prefeito Raul Linhares, que buscava inserir a cidade de Caridade no circuito religioso do estado. Com cerca de 37 metros de altura, a estrutura equivale a um edifício de aproximadamente 12 pavimentos e começou a se formar no Morro do Serrote, mas, em 1986, desafios estruturais fizeram o projeto ficar paralisado. Leia também Embora o corpo estivesse finalizado, as condições não ofereciam segurança suficiente para a instalação da cabeça, que permaneceu separada, a cerca de 3 km de distância, praticamente "dentro" do imóvel que pertencia ao engenheiro. Atualmente, a propriedade está sob responsabilidade da Prefeitura de Caridade, que planeja transformá-la em museu. Simulação digital do Complexo Religioso de Santo Antônio, com estátua de 37 metros e mirante no alto do morro em Caridade, CE Governo do Ceará/Divulgação A finalização da obra Com o crescente sucesso do livro escrito por Socorro Acioli, lançado em 2014, os olhos se voltaram novamente para Caridade, até que, em 2025, foi decidido retomar e finalizar a estátua de vez. “Ao contrário de uma edificação convencional, formada predominantemente por fachadas planas e alinhamentos regulares, o monumento apresenta curvas, recuos e projeções. A região da cintura, por exemplo, altera a distância entre a estrutura e os pontos de apoio à medida que a construção ganha altura”, explica Sérgio Guerra, CEO da Orguel, empresa que desenvolveu a solução de acesso para a retomada das obras. Sistema de andaimes multidirecionais foi desenvolvido para acompanhar as curvas, recuos e projeções da estátua, permitindo o acesso das equipes às diferentes faces do monumento durante as etapas de concretagem, acabamento, pintura e instalação da cabeça Orguel/Divulgação O desafio, segundo o executivo, foi fazer com que as plataformas de trabalho acompanhassem essas variações e permitissem às equipes alcançar as diferentes faces da estátua durante serviços como concretagem, revestimento, acabamento, pintura e instalação da cabeça. “Foi desenvolvido um projeto de engenharia de acesso com o sistema de andaimes multidirecionais. A solução foi dimensionada para formar uma estrutura tridimensional ao redor da estátua, acompanhando suas variações geométricas, curvas, avanços e recuos”, esclarece Sérgio. Localizada no alto do Morro do Serrote, a obra exigiu planejamento específico para lidar com os ventos fortes da região, incluindo análise estrutural, içamento de cargas e acompanhamento das condições de segurança Orguel/Divulgação A localização no alto do morro e o acesso restrito ao canteiro também exigiram um planejamento específico. Os ventos fortes na região demandaram análise estrutural, planejamento do içamento de cargas e acompanhamento das condições de segurança.
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Plantas podem ajudar a reduzir os ruídos em casa; saiba como
Buzinas, trânsito e obras fazem parte do cotidiano de quem mora em grandes cidades. O barulho pode se tornar um incômodo para quem trabalha de casa ou busca descansar no meio do dia. Mas uma mudança simples pode amenizar o ruído: a escolha de plantas volumosas e densas em pontos estratégicos da residência. Apesar de não ter o mesmo efeito de materiais de isolamento acústico, o paisagismo bem pensado contribui para o conforto sonoro. “Folhas densas e o próprio substrato dos vasos podem absorver parte do som, enquanto a textura e a irregularidade das plantas espalham as ondas sonoras em diferentes direções, ajudando a reduzir a reverberação e o eco no ambiente”, explica o biólogo e paisagista Júlio Souza. Em geral, as espécies podem amenizar ruídos de frequências médias e altas, como vozes humanas, passos, barulho de eletrodomésticos, trânsito urbano moderado e o eco de cômodos abertos. “Já os sons graves, como ronco de caminhão, trânsito pesado ou som alto do vizinho, as plantas praticamente não seguram. Para isso, o caminho é isolamento acústico”, ressalta Ramon Francesco, engenheiro agrônomo da Forth Jardim. Em áreas externas, cercas vivas criam uma camada de vegetação que pode contribuir para o conforto acústico Tuca Reines/Divulgação | Projeto de arquitetura do escritório DB Arquitetos | Paisagismo de Juliana Favarato A estratégia funciona para casas e apartamentos e algumas plantas específicas contribuem mais para o efeito. Confira as indicações dos especialistas: Samambaia A samambaia é uma espécie tropical bastante cultivada em ambientes internos, em vasos suspensos ou apoiados, criando um efeito de folhagem abundante Kor!An (Корзун Андрей)/Wikimedia Commons As samambaias (Nephrolepis exaltata) com folhas grandes e recortadas criam uma camada densa que contribui para a dissipação dos ruídos. A espécie exige alguns cuidados, como umidade, luz indireta e substrato sempre úmido, mas sem encharcar. Leia mais Figueira-benjamim A distribuição do mobiliário e das jardineiras foram pensadas de forma a preservar a vista para a Praia do Leme. Destaque para figueira-benjamim e cróton com forração de dólar próximo à espreguiçadeira Andre Nazareth/Divulgação | Produção: Diego Matos/Divulgação | Projeto da arquiteta Amanda Haydon e do escritório RJ Arquitetura | Paisagismo da Horto Girassol Popularmente conhecida como figueira-benjamim, a espécie Ficus benjamina possui copa volumosa e folhas rígidas. “São ideais para absorver barulhos em áreas de estar”, diz Júlio. Quando plantadas em vasos e ambientes internos, essas árvores podem atingir até três metros, enquanto em jardins podem alcançar 30 metros de altura. A planta exige luz indireta e terra sempre úmida. Guaimbê As folhas grandes e recortadas do guaimbê aumentam a massa vegetal no ambiente e podem colaborar para o conforto acústico ao espalhar parte das ondas sonoras Pexels/Emilio Sánchez Hernández/Creative Commons A espécie tropical, de nome científico Philodendron bipinnatifidum, é conhecida por suas folhas grandes, brilhantes e recortadas. Exuberantes, elas preenchem o espaço com volume, contribuindo para o conforto acústico. Zamioculca Apesar do crescimento contido, a zamioculca acrescenta volume à vegetação do ambiente e pode participar do controle da reverberação quando usada em conjunto com outras plantas Pexels/Ksenia Chernaya/Creative Commons Com folhas cerosas e densas, a Zamioculcas zamiifolia é outra opção quando o assunto é acústica. Fáceis de cuidar, elas pedem luz indireta natural e regas esparsas — em média, uma ou duas vezes na semana no calor ou a cada 15 dias no frio. “A zamioculca é a campeã absoluta de facilidade e praticidade para ambientes internos. Ela é extremamente resistente, suporta locais com menor iluminação e tolera até pequenos esquecimentos na rega”, pontua Júlio. Dracena Com folhagem distribuída ao longo dos caules, a dracena pode ajudar a quebrar superfícies muito vazias e contribuir para o espalhamento das ondas sonoras Pexels/Flávia Vicentini/Creative Commons Da família Asparagaceae, as diferentes espécies de dracena se destacam pela folhagem exuberante e volumosa. Elas toleram meia-sombra e regas espaçadas, cerca de uma vez por semana no calor e uma vez a cada 15 dias no frio. Leia também Lírio-da-paz A folhagem ampla do lírio-da-paz acrescenta uma camada vegetal ao espaço, contribuindo para o conforto acústico Flickr/Henry & the garden/Creative Commons Com folhas largas e abundantes, o lírio-da-paz (Spathiphyllum wallisii) pode contribuir para o conforto acústico do ambiente. A espécie deve receber luz indireta e regas espaçadas. Ramon lembra, no entanto, que a espécie deve ser evitada por quem tem pets em casa, já que a ingestão é tóxica. Pacová De folhas largas e espessas, o pacová pode ser incorporado a composições mais densas de plantas Flickr/Scott Zona/Creative Commons Com folhas largas, espessas e hastes suculentas, a espécie Philodendron martianum é uma boa opção de barreira. Ela se adapta à luz indireta e sobrevive com poucas regas, cerca de uma vez por semana. Costela-de-adão Nativa das florestas tropicais da América Central, a costela-de-adão é conhecida pelas folhas que desenvolvem cortes e perfurações à medida que a planta amadurece Pexels/Victor Cayke/Creative Commons A trepadeira Monstera deliciosa é uma boa opção devido a suas folhas grandes com recortes e furos naturais. A espécie precisa de vasos grandes, devido ao crescimento acelerado, luz indireta e rega sempre que a terra estiver seca. Evite cultivá-la em residências com cães e gatos. Onde colocar as plantas? O ideal é colocar as plantas próximas às paredes ou janelas. “Elas devem ser posicionadas nos pontos críticos de reflexão do som: perto de janelas e varandas por onde o ruído externo entra; ao longo de paredes peladas que geram eco; e nos cantos dos cômodos, onde o som tende a se acumular e reverberar”, esclarece Júlio. Instalar plantas em jardins verticais ou distribuí-las em prateleiras próximas às paredes pode ajudar a amenizar a propagação e a reverberação do som no ambiente. O paisagismo de Bia Abreu reúne espécies de diferentes texturas e formatos de folhagem, como maranta-charuto, guaimbê, jabuticabeira e xanadu, criando um mix de verdes no ambiente Daniela Magario/Divulgação | Projeto do escritório Piacesi Arquitetura | Paisagismo assinado por Bia Abreu A estratégia pode ser utilizada em casas e apartamentos, porém com níveis de eficácia diferentes. Enquanto no apartamento é possível amenizar o barulho de vizinhos e da rua; em casa, existe potencial para ambientes externos, com a criação de cercas vivas ou maciços de arbustos. Na beirada da varanda, diferentes espécies aparecem reunidas nas floreiras metálicas, entre elas jasmim-manga, jabuticabeira, strelítzia-augusta, guaimbê, filodendro ondulado, íris, medinila e orquídea-tutti-frutti. A composição cria uma barreira vegetal que contribui para a privacidade e o conforto acústico do espaço Ruy Teixeira/Divulgação | Projeto do escritório Studio Ark | Paisagismo de Bia Abreu Além disso, sempre que possível, crie uma composição de espécies em vez de apostar em um único tipo de planta. “Os estudos mostram que o efeito acústico aparece de verdade quando existe densidade, ou seja, várias plantas juntas. Vale misturar espécies, porque folhas de tamanhos, formatos e texturas diferentes espalham melhor o som”, conta Ramon. Para quem não pode ter tanta variedade em casa, a dica é apostar em vasos grandes, já que o substrato também contribui para a absorção do som.
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Cores, design e memórias dão personalidade a apartamento de 300 m² em Niterói
Criar um lar vivo, afetivo e funcional, marcado por memórias, cores e design, e capaz de refletir a personalidade dos moradores foi o ponto de partida deste apartamento de 300 m², em Icaraí, Niterói, RJ. Assinado pela arquiteta Amanda Miranda, do escritório homônimo (@amandamirandaarquitetura), o projeto foi pensado para um casal de biólogos e seus dois filhos, estudantes na faixa dos 20 anos. Comprado ainda na planta, o imóvel atraiu a família pela metragem generosa e, principalmente, pela vista para a mata, que acabou se tornando uma das referências para a decoração. O trabalho começou em 2023, ainda durante as obras da construtora, passou por ajustes no ano seguinte e foi executado em 2025. Os moradores chegaram até Amanda depois de conhecer seu trabalho na CASACOR Rio e acompanhar seus projetos pelo Instagram. LIVING INTEGRADO | Salas de estar e de jantar se conectam com a varanda, onde está a área gourmet com vista para a mata. O sofá-ilha Desejo, assinado por Luisa Moysés para a Breton, abraça o pilar envolto por banco e reforça a integração dos ambientes Luiza Schreier/Divulgação Desde os primeiros encontros, os proprietários deixaram claro que queriam uma morada colorida, integrada, com plantas e espaço para peças de design assinado, arte e objetos ligados à história da família. “A ideia nunca foi criar ambientes apenas bonitos, mas uma casa com identidade, que tivesse relação com a vida deles e reunisse coisas que realmente fizessem sentido”, diz a arquiteta. Leia mais A principal alteração na planta foi a ampliação da sala em direção à varanda. Com isso, o living ganhou fôlego e passou a reunir diferentes funções, distribuídas entre sala de estar, biblioteca, sala de TV, espaço gourmet e uma mesa destinada ao café da manhã. O apê conta ainda com quatro suítes, cozinha, lavanderia, banheiro de serviço, lavabo e uma chapelaria junto ao hall de entrada, equipada com sapateira e armário para bolsas e itens do cotidiano. RETRATO | A moradora Marise Basso Amaral está na sala de jantar, emoldurada pela parede de pedra madeira branca. Mesa de jantar da Way Design, loja que também forneceu as cadeiras de jantar Bossa, com encosto em palhinha, de Jader Almeida. Nas cabeceiras, cadeiras da Novo Ambiente. Luminária pendente LBB01, de Lina Bo Bardi, na Lumini. No vaso, ficus lyrata Luiza Schreier/Divulgação No living, que se abre para a mata ao fundo, o piso previsto pela construtora foi substituído por porcelanato acinzentado em grandes placas de 160 x 160 cm, escolhido para estabelecer continuidade visual. A nogueira natural aparece na marcenaria, enquanto o forro vinílico com aparência de madeira, original do empreendimento, foi preservado. “A madeira escura nos ajudou a criar uma base para receber as diferentes cores sem deixar o conjunto pesado”, fala Amanda. ÁREA GOURMET | O verde da mata inspirou as bancadas de quartzito Emerald Green, da MarmiGraniti, material que também reveste o frontão. Acima da prateleira, o revestimento cerâmico verde CR27 Listelo, da Keramica, reforça a paleta inspirada na vegetação. A composição inclui banquetas da LZ Studio, misturador de bancada da Deca, trio de vasos da Abitari e par de quadros da Almacén Thebaldi Galeria Luiza Schreier/Divulgação Na sala de estar, o alaranjado ganha protagonismo e dialoga com peças de diferentes épocas. O sofá orgânico Desejo, assinado por Luisa Moisés, abraça o pilar e pode ser usado voltado para lados distintos do ambiente ou transformado em uma grande chaise de onde se contempla a paisagem. A composição inclui ainda o sofá Abapo, de Roberta Banqueri, a poltrona Mole com banqueta, de Sergio Rodrigues, e a mesa de centro Piano, criada por Ricardo Van Steen em colaboração com André Paoliello. Uma obra de Ana Durães acrescenta uma camada de arte e cor ao espaço. SALA DE TV | A marcenaria executada pela Florense em madeira escura envolve o ambiente. Sofá ocre da OVOO. Tapete listrado da Avanti. Mesa de centro da Novo Ambiente. A parede de pedra madeira branca cria textura para receber a obra de Eduardo Ventura, da Almacén Thebaldi Galeria Luiza Schreier/Divulgação A área gourmet recebeu o verde como tom predominante, em referência direta à vegetação ao redor. O quartzito esverdeado, combinado à madeira escura e a acabamentos de aspecto natural, ajuda a aproximar interior e paisagem. “A mata foi uma inspiração importante. Procuramos trazer seus tons para dentro da casa sem competir com a vista”, diz a arquiteta. Na sala de jantar, as cadeiras dos moradores foram mantidas e convivem com novas aquisições garimpadas. Na parede ao fundo, o revestimento em pedra branca cria textura e reforça a presença de materiais naturais no projeto. BIBLIOTECA | Na sala de TV, a biblioteca tem estante executada pela Florense. Poltrona May, de Jader Almeida, na Way Design. Banquinho do acervo pessoal Luiza Schreier/Divulgação A pedra branca reaparece na sala de TV, em uma composição que equilibra tons terrosos, como o sofá ocre, e a madeira escura da estante que funciona como biblioteca. Leia mais A copa, incorporada à cozinha, funciona como um ponto de apoio para refeições rápidas. Ali, Amanda retomou o ocre usado na sala de TV para garantir continuidade visual, composto com a "supresa" do piso que mistura cerâmica hexagonal e porcelanato de grande formato. COPA | A parede vibrante, na cor Coala, da Suvinil, aquece o ambiente, que tem mesa de jantar Tulipa, de Eero Saarinen, do acervo da família, com cadeiras Thonet garimpadas no Antiquário Espaço 51. Destaque, o piso combina porcelanato Oh!Take Mountain, da Portobello, e revestimento Hexagonal Minimalle nas cores ocre e branco, da Emme-Due. Quadro do acervo pessoal Luiza Schreier/Divulgação Na área de cocção da cozinha, a marcenaria escura contrasta com a bancada branca de superfície ultracompacta. COZINHA | Marcenaria executada pela Florense com madeira escura e bancadas com frontão em Dekton, superfície ultracompacta da Cosentino fornecida pela MarmiGraniti. A composição inclui coifa e cooktop a gás da Elettromec, cujos equipamentos aparecem integrados ao desenho limpo do ambiente Luiza Schreier/Divulgação Já no espaço de refeições, logo ao lado da bancada, a mesa que pertencia à família foi reaproveitada e é acompanhada por um banco fixo e cadeiras Thonet garimpadas em antiquário. LAVABO | Revestimento listrado da linha Terralma, da Portobello. Papel de parede floral da Guilha. A bancada em Dekton, fornecido pela MarmiGraniti, recebe misturador da Doka. Bacia sanitária da Deca. Espelho redondo do acervo dos moradores. No piso, o porcelanato Oh!take Mountain, da Portobello, completa a paleta de tons suaves e terrosos Luiza Schreier/Divulgação O lavabo aposta no mix and match de estampas. A meia parede com revestimento cerâmico listrado se prolonga pela cuba esculpida e divide a cena com um papel de parede floral. “O maior desafio foi justamente trabalhar com muitas cores, texturas e padrões sem perder a suavidade. Eram muitas informações, mas precisavam estar conectadas”, afirma Amanda. QUARTO DO CASAL | A cabeceira estofada da Florense traz conforto, combinada ao papel de parede floral da Missoni, adquirido na Guilha. A composição inclui roupa de cama, almofadas e manta da Trama Casa. Luminária de mesa da Lumini. Espelho redondo da Esquadrireis. Sobre o piso de porcelanato da Portobello, tapete da Avanti Luiza Schreier/Divulgação Na suíte do casal, o repertório se torna mais acolhedor. O conforto da cabeceira estofada divide espaço com o papel de parede florido, enquanto a marcenaria que mistura branco e amadeirado permeia o ambiente e segue até o banheiro, onde os materiais se repetem, inclusive o espelho redondo, um item recorrente no projeto. BANHEIRO DA SUÍTE | Bancada de ultracompacto Folks Sale, da MarmiGraniti, com cuba da Deca e misturador de bancada da Doka. Espelho redondo da Esquadrireis. O piso e as paredes receberam o porcelanato Oh!take Mountai, da Portobello Luiza Schreier/Divulgação Para Amanda, o processo colaborativo com os moradores e sem pressa permitiu conciliar diferentes referências. “Cada peça tem uma razão para estar ali. O apartamento não fala apenas de arquitetura ou de design, mas das memórias, dos interesses e da forma como essa família escolheu viver”, conclui.
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5 itens que você descarta sem imaginar que demoram séculos para se decompor
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Carregador de carro elétrico em prédios: como e quando instalar no condomínio
O Brasil tem cada vez mais carros elétricos em circulação. Segundo a dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o total da frota eletrificada até agosto de 2026 chegou a 950.183 unidades. De janeiro a agosto deste ano, o país emplacou 328.477 veículos elétricos, volume 160,5% maior ao registrado no mesmo período de 2025 e equivalente a 34,6% de toda a série histórica, iniciada em 2012. Com esse aumento, cresceu também a demanda por carregadores elétricos domésticos. Para quem mora em casa, a tarefa é mais simples. Mas quem vive em um condomínio, em que as vagas de garagem ficam nas áreas consideradas comuns do edifício, a instalação de um ponto de recarga pode ser mais complexa. "A presença de veículos elétricos em condomínios é perfeitamente viável e tende a se tornar cada vez mais comum. No entanto, a infraestrutura de recarga precisa ser tratada como parte do sistema elétrico da edificação, e não simplesmente como a instalação de uma nova tomada na garagem", avalia o engenheiro eletricista Luciano Carstens, docente da Escola Superior Politécnica Uninter. A instalação deve ser tratada como uma nova carga elétrica de potência significativa e não como uma tomada convencional Magnific/Creative Commons Segundo Mauricio Zerbini, advogado especialista em Direito Imobiliário da Payne Zerbini Advogados, muitos condomínios estão criando uma política interna ou um plano diretor de recarga, pensando na infraestrutura de recarga como um sistema coletivo e estabelecendo regras para todos os moradores. "Há maior preocupação com segurança, risco de sobrecarga, medição do consumo e responsabilidade por danos. A recomendação é que o condomínio se antecipe", destaca. Isso porque, se cada morador fizer uma instalação independente, aponta Adriel Senna de Oliveira Candido, mestre em engenharia elétrica, poderão surgir problemas como excesso de cabos, falta de espaço nos quadros, diferentes padrões de instalação, dificuldade de medição, sobrecarga da infraestrutura e obras repetitivas. "A melhor solução é planejar a infraestrutura de recarga desde o início, mesmo que poucos moradores possuam veículos elétricos. Isso permite crescimento futuro, reduz custos de adaptação e, principalmente, evita que cada novo carregador seja tratado como uma obra independente", opina Adriel. Na avaliação de Luciano, essa abordagem é tecnicamente mais adequada porque evita a criação de uma espécie de “colcha de retalhos elétrica”, com instalações sendo acrescentadas ao longo dos anos. O morador deve formalizar ao condomínio o interesse na instalação, informando a vaga e o equipamento que pretende utilizar Magnific/Creative Commons Há, ainda, uma dimensão de segurança contra incêndio que está recebendo crescente atenção, com Estados publicando normas específicas. "Goiás, por exemplo, estabeleceu requisitos envolvendo instalação por profissional habilitado, ART, aterramento, proteções elétricas, desligamento, rotas de fuga e condições das garagens. Ceará e Sergipe também publicaram normas específicas para Sistemas de Alimentação de Veículos Elétricos em 2026. Isso mostra por que uma regulamentação mais harmonizada será importante para o Brasil", conta Luciano. Nos edifícios novos, prever essa infraestrutura desde a fase de projeto é mais simples e econômico. "Nos prédios existentes, é necessário avaliar a capacidade da instalação elétrica, realizar as adequações necessárias, garantir as proteções e a segurança, individualizar o consumo de energia e, quando aplicável, utilizar sistemas inteligentes de gerenciamento de carga e controle de demanda", diz Luciano. Legislação para pontos de recarga em condomínios Ainda não há uma lei federal específica que discipline, de forma completa, todos os detalhes da instalação de carregadores de veículos elétricos em condomínios. Enquanto o Congresso debate a questão, quem deseja instalar o equipamento em seu prédio precisa combinar diferentes conjuntos de regras para ficar dentro da legalidade. "A análise costuma envolver o Código Civil, a convenção condominial, o regimento interno, normas da ANEEL [Agência Nacional de Energia Elétrica], normas técnicas da ABNT [Associação Brasileira de Normas Técnicas], regras da concessionária de energia e eventuais leis estaduais ou municipais", conta Mauricio. A nova demanda elétrica dos carregadores precisa ser incorporada ao planejamento da edificação Magnific/pvproductions/Creative Commons Do ponto de vista elétrico, explica Luciano, uma referência fundamental é a NBR 17019, específica para instalações elétricas de baixa tensão destinadas à alimentação de veículos elétricos, em conjunto com a NBR 5410, que estabelece requisitos gerais para instalações elétricas de baixa tensão. Há, ainda, a Resolução Normativa ANEEL nº 1.000/2021. "O artigo 550 estabelece que a instalação deve ser comunicada previamente à distribuidora quando implicar nova conexão, alteração de carga ou alteração do nível de tensão. O artigo 553 determina a observância das normas e padrões da distribuidora e dos órgãos oficiais competentes", aponta. Além disso, normas estaduais e municipais e as exigências dos Corpos de Bombeiros precisam ser observadas. "É justamente essa combinação de regras que faz com que ainda não exista uma solução sabsolutamente uniforme em todo o país", relata. Para os especialistas, um exemplo de evolução regulatória é São Paulo, que sancionou em fevereiro de 2026 a Lei Estadual nº 18.403, assegurando ao condômino o direito de instalar carregador em vaga privativa, às suas expensas, desde que cumpra requisitos técnicos e de segurança. O ponto principal é verificar se a infraestrutura elétrica do edifício possui capacidade para receber essa nova carga Magnific/Creative Commons A lei ainda estabelece que novos projetos aprovados após a sua vigência reservem capacidade estrutural e elétrica para a futura instalação de carregadores. "Essa é uma regra estadual e, portanto, não pode ser automaticamente aplicada aos condomínios de outros estados", lembra Luciano. Já no município de São Paulo, a Lei nº 17.336/2020 determina que novas edificações residenciais e comerciais, protocoladas após a entrada em vigor da norma, prevejam solução para recarga de veículos elétricos, com medição individualizada e cobrança da energia consumida. Esse direito, no entanto, não deve ser entendido como uma autorização automática para instalar qualquer equipamento, de qualquer forma. A instalação não pode, por exemplo, comprometer a infraestrutura elétrica do prédio, interferir de forma inadequada nas áreas comuns ou gerar riscos aos demais moradores. Leia mais "O condomínio não pode negar o pedido de maneira genérica ou por mera resistência à tecnologia. Por outro lado, pode impor critérios técnicos e de segurança para proteger a coletividade", exemplifica Mauricio. Antes de comprar o carregador, o morador precisa comunicar formalmente o síndico ou a administradora e verificar se já existe um procedimento definido pelo condomínio para esse tipo de instalação. Em seguida, ele deve solicitar uma avaliação técnica da instalação elétrica, preferencialmente dentro de uma visão global do edifício. "Essa avaliação deve considerar não apenas aquele veículo, mas a possibilidade de outros moradores solicitarem carregadores no futuro", indica Luciano. Uma solução bastante interessante é o condomínio investir inicialmente na infraestrutura coletiva de recarga de carros elétricos Magnific/Creative Commons Depois disso, deve ser elaborado o projeto, definido o ponto de alimentação, a medição do consumo, as proteções, o trajeto dos cabos, o sistema de gerenciamento de carga, quando necessário, e a responsabilidade pela manutenção. "O ponto central não é apenas comunicar a instalação ao condomínio, mas garantir que a recarga ocorra com segurança, sem sobrecarregar a rede elétrica e sem transferir custos individuais aos demais moradores", pondera Mauricio. O procedimento recomendado envolve as etapas a seguir: Solicitação ao síndico ou à administradora: o morador deve formalizar o interesse na instalação, informando a vaga e o equipamento que pretende utilizar; Estudo de viabilidade: deve ser realizada uma análise da infraestrutura elétrica existente para verificar se a instalação é possível; Projeto elétrico: um profissional habilitado deve definir a potência do carregador, circuito, cabos, proteções, aterramento, trajeto da instalação, ponto de alimentação, sistema de medição e demais requisitos técnicos; Análise pelo condomínio: o tema deve ser submetido à assembleia, que verifica o projeto e as condições para execução, especialmente quando houver intervenção em áreas comuns; Execução: após a aprovação, a instalação deve ser executada conforme o projeto, utilizando materiais e equipamentos adequados; Medição e cobrança: deve ser definido como será contabilizada a energia utilizada pelo veículo. Se o carregador for instalado em uma vaga privativa, os custos da instalação do equipamento são de responsabilidade do morador Unsplash/Eren Goldman/Creative Commons Requisitos para instalar o carregador em um edifício O primeiro requisito, na avaliação dos especialistas, é o estudo da capacidade da instalação elétrica do edifício. "A instalação deve ser tratada como uma nova carga elétrica de potência significativa e não simplesmente como uma tomada convencional", fala Adriel. Esse projeto, elaborado por profissional habilitado para emitir Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) ou Registro de Responsabilidade Técnica (RRT), inclui dimensionamento adequado da fiação, proteção por disjuntor específico, aterramento, sistema de medição do consumo e deve observar normas técnicas e de segurança, exigências da concessionária de energia e, conforme o município, normas do Corpo de Bombeiros. "O condomínio pode exigir padronização dos equipamentos, definição do trajeto dos cabos, proteção das áreas comuns e regras de manutenção", pontua Mauricio. Nos edifícios mais antigos, os desafios costumam ser maiores, porque muitos não foram projetados para suportar a demanda de múltiplos veículos elétricos carregando simultaneamente. A energia consumida na recarga do veículo elétrico deve ser paga por quem utiliza o carregador Unsplash/Evnex Ltd/Creative Commons Por isso, o planejamento da infraestrutura não pode considerar apenas o primeiro veículo elétrico do condomínio. É necessário avaliar como a instalação se comportará à medida que a eletromobilidade avance e mais vagas passem a contar com veículos que necessitem de recarga. "É necessário garantir que a infraestrutura elétrica do edifício tenha condições de receber essa nova carga com segurança, confiabilidade e possibilidade de expansão, considerando que outros moradores também poderão adotar veículos elétricos no futuro", conta Luciano. "Pode haver necessidade de reforço na entrada de energia, adequação de quadros elétricos, substituição de cabos, instalação de novos dispositivos de proteção e até contratação de estudo técnico para avaliar a capacidade real do prédio", comenta Mauricio. A instalação deve atender às normas técnicas aplicáveis e às exigências de segurança da edificação Magnific/wavebreakmedia_micro/Creative Commons Quem paga a conta: condomínio ou morador? Quando o carregador é individual, destinado ao uso exclusivo de determinado morador, os custos e responsabilidades pela aquisição do equipamento, projeto técnico, materiais, instalação, manutenção e regularização ficam a cargo do interessado. "No entanto, se a instalação exigir intervenção em áreas comuns, alteração no quadro geral, aumento de carga, passagem de cabos por áreas coletivas ou adequação da infraestrutura do edifício, o condomínio precisa participar da análise e da aprovação", explica Mauricio. Isso porque o Código Civil considera a rede geral de distribuição de eletricidade uma parte comum da edificação, de acordo com Luciano. "Por isso, não é tecnicamente recomendável que cada morador simplesmente contrate seu próprio eletricista e vá acrescentando circuitos independentemente", diz. Nestes casos, o síndico deve exigir documentação técnica adequada e levar o tema à assembleia. "A distinção é importante: o ponto individual de recarga atende a um interesse particular, mas a infraestrutura elétrica comum pertence ao condomínio e deve ser protegida em benefício de todos", destaca Mauricio. Antes de instalar o carregador pode ser necessária a contratação de estudo técnico para avaliar a capacidade real do prédio Magnific/Creative Commons Para Adriel, essa é uma solução interessante, que pode, inclusive, agregar valor aos imóveis do edifício. "O condomínio investe inicialmente na infraestrutura coletiva, enquanto cada morador paga posteriormente pelo seu próprio carregador", fala. Nestes casos, a forma de rateio das despesas para adequar a rede elétrica para receber os futuros carregadores deve ser definida em assembleia, respeitando a convenção condominial. "O condomínio somente deverá assumir custos se houver deliberação coletiva nesse sentido, por exemplo, para criar uma infraestrutura comum, preparar a garagem para futuras instalações ou implantar carregadores compartilhados", comenta Mauricio. Leia mais , Luciano aponta, ainda, uma terceira alternativa que vem crescendo no mercado: empresas especializadas financiam ou operam a infraestrutura de carregamento e recuperam o investimento por meio da utilização do serviço. Já a energia consumida na recarga deve ser paga por quem utiliza o carregador. "Essa é uma das principais cautelas para evitar conflito entre os moradores. O ideal é que haja medição individualizada, submedição ou sistema inteligente de gestão que permita identificar exatamente o consumo de cada usuário", sugere Mauricio. Quando o carregador está conectado à instalação elétrica da própria unidade residencial, passando pelo medidor individual do apartamento, o consumo da recarga é registrado juntamente com os demais consumos do morador. O condomínio verifica o projeto e as condições para execução, especialmente quando houver intervenção em áreas comuns Magnific/wavebreakmedia_micro/Creative Commons Outra possibilidade é utilizar uma infraestrutura elétrica comum, porém com medição individualizada do consumo de cada carregador. Nesse modelo, o condomínio pode identificar quanto cada morador consumiu e realizar a cobrança correspondente. "Para condomínios com muitos veículos elétricos, essa segunda alternativa tende a ser mais interessante, principalmente quando associada a um sistema de gerenciamento inteligente de carga", indica Adriel. Há, ainda, o modelo coletivo, em que o condomínio instala um ou mais carregadores em áreas comuns ou em vagas destinadas à recarga compartilhada. Os moradores utilizam o equipamento conforme regras internas, que podem prever agendamento e tempo máximo de permanência. "O controle costuma ser feito por aplicativo, cartão de acesso, QR Code ou sistema integrado ao carregador. Essas plataformas identificam o usuário, registram o consumo de energia e permitem a cobrança individualizada. A vantagem é a padronização. A desvantagem é que exige deliberação, investimento, regras de uso e gestão contínua", comenta Mauricio.
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Quais são todas as residências oficiais da Presidência da República? Descubra!
Com as eleições presidenciais de 2026, a disputa pelo Palácio do Planalto volta ao centro do debate político. Além do local onde o presidente trabalha, uma mudança de governo significa a chegada — ou continuidade — de um morador a alguns dos endereços mais conhecidos de Brasília. O principal deles é o Palácio da Alvorada, residência oficial do presidente do Brasil. A estrutura governamental, porém, inclui outros imóveis destinados à moradia e ao uso eventual do chefe do Executivo, além da moradia oficial do vice-presidente. Conheça as propriedades oficiais da Presidência da República, suas funções e as peculiaridades arquitetônicas de cada uma! Palácio da Alvorada Residência oficial do presidente da República, o Palácio da Alvorada foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1958 Ministério da Cultura/Wikimedia Commons É a residência oficial do presidente da República. Inaugurado em junho de 1958, o edifício foi projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer (1907–2012), um dos principais nomes por trás dos marcos arquitetônicos de Brasília. A construção possui estrutura simétrica e linear, marcada pelos icônicos pilares externos em curva que se tornaram o seu maior símbolo estético. Um amplo espelho d’água reflete a fachada e acentua a integração fluida entre os interiores e a paisagem do Cerrado. Leia mais O complexo também reúne diferentes espaços de uso residencial e oficial. No subsolo, ficam auditório, sala de jogos, almoxarifado, despensa, cozinha, lavanderia e áreas administrativas. O térreo concentra salões utilizados para atos oficiais, enquanto o primeiro andar abriga a área residencial. Palácio do Jaburu Residência oficial do vice-presidente, o Palácio do Jaburu foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 1977, às margens do Lago Paranoá Ichiro Guerra/Wikimedia Commons O vice-presidente também possui uma residência oficial: o Palácio do Jaburu. Também projetada por Oscar Niemeyer, a construção, ocupada pela primeira vez em 1977, fica às margens do Lago Paranoá e possui 4.283 m². O projeto privilegia a relação com as áreas externas, com amplas varandas e um viveiro natural para pássaros. Os jardins foram projetados por Roberto Burle Marx (1909–1994) e reúnem árvores típicas do Cerrado, além de fruteiras e plantas ornamentais. O terreno ocupa 190 mil m² e está localizado entre o Palácio do Planalto e o Palácio da Alvorada. Granja do Torto Uma das residências oficiais da Presidência da República, a Granja do Torto funciona como casa de campo e ocupa uma área de 37 hectares em Brasília Gov.br/Divulgação A Granja do Torto foi concebida para funcionar como casa de campo. A propriedade está localizada em Brasília, nos arredores do Plano Piloto, em uma área histórica que integrou a antiga Fazenda do Riacho Torto. Leia mais Diferentemente do Palácio da Alvorada e do Palácio do Jaburu, as fontes oficiais do governo não registram o arquiteto responsável pelo projeto original. A edificação principal destaca-se pelo caráter rústico, marcado por um telhado inclinado de tonalidade avermelhada e forte integração com a vegetação nativa do entorno. Com uma área total de 37 hectares, o complexo reúne ampla infraestrutura de lazer e apoio, que inclui piscina, campo de futebol, quadra poliesportiva, churrasqueira, heliponto e extensas áreas verdes. O terreno também é guarnecido por um lago e um córrego artificiais, além de contar com uma granja voltada para a criação de aves.
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Comprou um imóvel na planta e a obra atrasou? Saiba os seus direitos!
Comprar um imóvel na planta é, no fundo, comprar uma promessa. E quando a construtora quebra essa promessa, não entregando a obra no prazo, a lei coloca a faca e o queijo na mão do consumidor. Este ganha o poder absoluto de escolha: esperar a obra ficar pronta, recebendo uma indenização mensal até que as chaves do imóvel finalmente sejam entregues; ou exigir da construtora a devolução do dinheiro investido, com aplicação de multa prevista em contrato. Márcio Eduardo Caixeta Borges, advogado e presidente da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-DF, destaca que juridicamente a construtora passa a estar em mora (o atraso que a Justiça não perdoa) quando o prazo de 180 dias de tolerância estiver vencido. Caso um imóvel previsto para ser entregue não o seja, a construtora, por lei, tem mais 180 dias para realizar essa entrega. Descumprido esse prazo, ela passa oficialmente a estar em mora, o que garante o direito de o comprador cobrar juridicamente a construtora. “Na prática, são 180 dias corridos, sem pular domingos ou feriados. Se a promessa de entrega era 31 de dezembro, a construtora tem até o apagar das luzes do final de junho. E aqui está o pulo do gato: a mora não tem aviso prévio. Ela começa a correr no primeiro segundo do 181º dia. A partir daquele momento exato, a construtora está oficialmente em falta e você já pode disparar todas as suas armas jurídicas para exigir multas ou o cancelamento do negócio”, explica Márcio Eduardo. Diante de dificuldades para exigir o cumprimento dos prazos, o ideal é contar com a orientação de um advogado especializado em direito imobiliário para avaliar os próximos passos e resguardar os direitos do comprador Magnific/Creative Commons Prazo de tolerância de 180 dias Historicamente, quando há um atraso na entrega, as construtoras alegam que a culpa foi por conta de chuvas, falta de cimento ou greve de operários. Ocorre que os tribunais brasileiros já decidiram que, para que o prazo de 180 dias não passe a ser contado, é necessário que a construtora comprove que uma causa de força maior (ou fortuito externo) levou ao atraso das obras. Mas o que se enquadra em força maior? É o evento fora da curva no curso das obras, ou seja, que não poderia ser previsto. “Estamos falando de um terremoto devastador, uma guerra ou uma pandemia global, como a de Covid-19, naqueles meses de paralisação total obrigatória. Fora desses cenários cinematográficos, a construtora tem que assumir a culpa”, informa Márcio Eduardo. Leia mais Excesso de chuvas, falta de mão de obra, escassez de material não geram a pausa na contagem. Segundo o advogado, a Justiça brasileira já pacificou o entendimento de que esses casos são considerados fortuitos internos. Com isso, não podem gerar pausa na contagem, como os de força maior, pois já estão embutidos naqueles 180 dias de tolerância. “Além disso, não basta a construtora gritar ‘força maior’ e cruzar os braços. A lei exige que ela seja uma auditora de si mesma: precisa comprovar, com documentos robustos, o nexo de causalidade. Ou seja, provar de todas as formas que aquele evento específico foi a única razão para a paralisação da obra. Isso porque o ônus da prova é todinho dela. Se não provar, o relógio continua correndo contra ela”, destaca o profissional. Para avaliar se o atraso é justificável, é preciso identificar se as razões envolvem força maior ou caso fortuito: eventos imprevisíveis e fora do controle da construtora, a exemplo do que ocorreu durante a pandemia da Covid-19 Magnific/Creative Commons Posso parar de pagar as parcelas? O instinto do comprador ao ver a obra parada, sem receber pelo que está pagando, é deixar de pagar as parcelas. Carlos Alberto de Santana, advogado e membro da Comissão de Direito Imobiliário da OAB-SP, alerta que isso não é recomendado, pois, de vítima, a pessoa pode se tornar inadimplente. “A situação precisa ser diferenciada, a fim de identificar se as parcelas são devidas à construtora ou decorrentes de financiamento bancário." De acordo com ele, quando existe financiamento bancário, o pagamento das parcelas não deve ser pausado, porque o contrato de financiamento é juridicamente distinto do contrato de compra e venda com a construtora. “O caminho mais seguro é registrar formalmente o atraso, comunicar a construtora por escrito e, se necessário, buscar orientação jurídica para decidir como agir sem criar um problema adicional para o comprador." Leia mais Por outro lado, quando as parcelas são pagas diretamente à construtora, o atraso pode, em algumas situações, permitir a discussão sobre a suspensão dos pagamentos, mas, para isso, antes é necessário formalizar o atraso e buscar orientação jurídica. “Essa atitude de simplesmente parar de pagar sem avisar ou sem orientação pode fazer com que a construtora alegue inadimplência do comprador, piorando a situação”, diz Carlos. Ainda segundo o advogado, o correto nessas situações é não cessar o pagamento por conta própria, mas entrar com uma ação judicial pedindo uma tutela de urgência (liminar), para que o juiz dê uma ordem oficial autorizando a suspensão dos pagamentos ou determinando que você deposite as parcelas em uma conta judicial. Independentemente de o pagamento ser realizado por financiamento bancário ou diretamente à construtora, o primeiro passo indispensável é formalizar a notificação do atraso antes de cogitar qualquer interrupção ou suspensão dos repasses Magnific/DC Studio/Creative Commons Como cancelar o contrato Decorrido o prazo de entrega do imóvel e o período de tolerância de 180 dias sem a conclusão da obra, surge a dúvida: o que fazer? De acordo com Carlos, o primeiro passo é documentar formalmente a mora. “O comprador deve reunir contrato, eventuais aditivos, comprovantes de pagamento, comunicações da construtora, cronograma da obra e documentos relativos ao financiamento." Depois, é recomendável enviar uma notificação por escrito à construtora, informando que o prazo de entrega, incluindo eventual tolerância, já terminou e pedindo uma solução. “Esse registro deve deixar claro que o comprador não está renunciando a seus direitos pelo atraso. Essa documentação é importante tanto para uma eventual negociação quanto para uma futura medida judicial”, ele orienta. Antes de assinar qualquer aditivo contratual, é fundamental analisar os prós, os contras e as potenciais implicações jurídicas em conjunto com um advogado especializado, assegurando que o acordo não suprima direitos essenciais Magnific/Creative Commons Caso o comprador não tenha causado o problema, ele pode pedir o cancelamento do contrato por culpa da construtora. Nessa situação, a lei prevê a devolução integral dos valores pagos, com correção, além da multa prevista para essa hipótese, em até 60 dias corridos contados do fim do contrato. Márcio Eduardo também ressalta que o valor a ser devolvido deve vir corrigido monetariamente, somado à multa penal que o contrato previa contra a construtora. Leia mais “Agora, se você tiver nervos de aço para esperar, a Lei do Distrato garante uma espécie de ‘aluguel punitivo’. A construtora tem que pagar uma indenização de 1% ao mês de atraso. Mas esse 1% não é sobre o valor total do apartamento dos seus sonhos, mas sim sobre o valor que você já desembolsou e pagou à construtora, sempre corrigido monetariamente", ele afirma. Essa "mesada do atraso" deve ser paga mensalmente até o dia da entrega das chaves. “Ela pode cair na sua conta ou abater o saldo que você ainda deve. É um direito inegociável”, continua o advogado. Cuidado com aditivos contratuais Diante do atraso na entrega da obra, é comum que as construtoras façam aditivos contratuais. As três maiores pegadinhas colocadas nos contratos são: Quitação plena: uma linha escondida no final dizendo que, ao assinar, você dá plena e irrevogável quitação. Tradução: você renuncia ao direito de processá-los por qualquer dano que esse atraso lhe causou. Reset do tempo: eles criam um aditivo jogando a entrega para dali a um ano, como se fosse um novo contrato. Você aceita o novo prazo e perde o direito de cobrar multas pelo tempo que já passou. Brinde de fachada: oferecem seis meses de isenção de condomínio ou armários na cozinha. Faça as contas: o valor desses brindes é quase sempre mínimo perto da indenização de 1% ao mês que a lei lhe garante. Carlos também orienta que o comprador fique atento às cláusulas que transferem ao consumidor riscos que eram da própria construtora. “O consumidor não deve assinar um aditivo apenas porque a construtora informa que ele é necessário para ‘regularizar’ o contrato. Antes de assinar, é recomendável verificar se o documento apenas formaliza uma alteração legítima ou se está, na realidade, modificando direitos já adquiridos”, esclarece.
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Arrumar a cama ao acordar: o hábito realmente faz bem ou só vira cobrança?
Arrumar a cama ao acordar costuma ser visto como uma atitude exemplar, afinal, o primeiro gesto do dia costuma dar o tom de como a pessoa vai se colocar diante das horas seguintes. "Concluir uma ação pequena logo ao acordar pode funcionar como um modo de já estar presente e de habitar o próprio espaço antes que as exigências do dia tomem conta", afirma a psicóloga Luciana Mandelli. Uma abordagem da psicologia analítica, a vertente junguiana, explica os benefícios da organização matinal por outro prisma: a teoria aponta que, ao acordar, o cérebro atravessa um momento de transição entre o estado inconsciente e o consciente. Dessa forma, arrumar a cama funciona como um pequeno marco físico nessa passagem. "Nos primeiros minutos, uma pequena tarefa concluída envolve sistemas relacionados à atenção, planejamento, controle motor, monitoramento da ação e aprendizagem de hábitos", conta a psicóloga Luciana Matiazzo. Menos culpa e mais autonomia: transformar a organização em um gesto de autocuidado muda a forma como você começa o dia Freepik/Creative Commons A relação entre o hábito e a ansiedade Outro benefício comumente associado à tarefa é a redução da ansiedade e a busca por maior estabilidade emocional. Para quem vive uma rotina imprevisível, a premissa pode funcionar: ter um ponto fixo logo no começo do dia ajuda na ancoragem dos sentimentos. Por ser um pequeno "território de previsibilidade" em meio à confusão cotidiana, o hábito pode acalmar algumas pessoas. Encontrar a cama arrumada no fim do dia acolhe, mas o hábito precisa fazer sentido para a sua rotina e bem-estar emocional Magnific/Creative Commons Porém, é preciso cautela. Para uma pessoa que já lida com níveis elevados de ansiedade, qualquer ritual corre o risco de virar mais uma obrigação desgastante. Quando isso acontece, os efeitos benéficos se perdem, pois a atitude passa a ser feita no automático e de forma despercebida. "O gesto ajuda quando é oferecido a si mesmo, e atrapalha quando é imposto", destaca Mandelli. Como começar sem culpa Para incluir o hábito de arrumar a cama na rotina sem estresse, o primeiro passo é retirar o peso moral da atitude. Deixar a cama desfeita vez ou outra não é um fracasso e deve ser administrado com leveza. Inclusive, do ponto de vista da saúde respiratória, esperar um pouco antes de arrumar a cama é o mais recomendado. Durante o sono, o corpo transpira e libera calor, criando um ambiente úmido sob os lençóis. Psicólogas explicam que concluir pequenas tarefas logo cedo ativa áreas cerebrais ligadas à atenção, ao planejamento e à aprendizagem de hábitos Magnific/Creative Commons Esticar a colcha imediatamente sela essa umidade, formando a "estufa" perfeita para a proliferação de ácaros e fungos. A dica de especialistas é simples: ao levantar, deixe o edredom puxado para os pés e abra a janela para o quarto ventilar. Espere pelo menos de 15 a 30 minutos antes de fazer a cama de vez. Superado esse intervalo para o colchão respirar, o ideal é começar pelo menor esforço possível: apenas puxe o tecido e ajeite o travesseiro, sem exigir uma estética perfeita. O foco deve ser realizar o processo de organização para si mesmo, e não encarar o hábito — ou a falta dele — como uma ameaça à autoimagem. Esqueça a constância perfeita: arrumar a cama três vezes na semana já é melhor do que não fazê-lo nunca. Outra dica prática é abandonar a espera pela motivação espontânea. Em vez de pensar "quando eu estiver com vontade, vou arrumar a cama", crie uma sequência simples de gatilhos mentais. Um exemplo de rotina encadeada: levantar, ir ao banheiro, voltar ao quarto e arrumar a cama. Redução da ansiedade: ter um território previsível no início do dia ajuda na ancoragem emocional, desde que o ritual não se torne uma obrigação rígida Magnific/Creative Commons Começar o dia fazendo algo por decisão própria — e não porque "tem que" — desperta a sensação de que você está no comando. "A produtividade, se vier, é consequência disso, e não o ponto de partida", pontua Mandelli. Mito ou verdade: arrumar a cama libera dopamina? A ideia de que o hábito gera um "pico de dopamina" é muito propagada nas redes sociais, mas a ciência não valida a premissa de forma tão direta. Dopamina sob controle: a ciência mostra que, embora a conquista gere satisfação, o hábito não provoca um pico neuroquímico direto e isolado Magnific/Creative Commons O neurotransmissor está ligado à motivação, à aprendizagem e ao reforço de comportamentos. Portanto, ao acordar, arrumar a cama e perceber o ato como uma conquista, os mecanismos de reforço positivo são acionados. No entanto, não há evidências de que a tarefa provoque uma liberação massiva e imediata de dopamina. Sentir satisfação com a organização não é sinônimo de uma explosão neuroquímica isolada. O impacto da bagunça no fim do dia Um ambiente desorganizado funciona como um conjunto de estímulos visuais que competem pela atenção, mas isso não significa que o cérebro processe a bagunça como uma mensagem negativa, tampouco que toda desordem seja prejudicial. "O que para uma pessoa é bagunça, para outra é um ambiente vivo e habitado", lembra Mandelli. Ordem não é sinônimo automático de saúde mental, assim como a desordem nem sempre aponta para um problema. Deixar a cama desfeita alguns dias não é um fracasso. O segredo está em fazer o gesto por escolha, e não por imposição Unsplash/Annie Spratt/Creative Commons Na volta para casa, a experiência psicológica depende de como o espaço é percebido. A cama arrumada não tem um efeito terapêutico mágico; o benefício aparece quando a ordem é lida como um sinal de acolhimento e de ausência de tarefas pendentes. Chegar em casa e encontrar a cama arrumada, em um dia difícil, pode representar um alívio real, impedindo que o quarto some novas exigências. Na situação contrária, para quem tem uma relação rígida com a limpeza, a cama bagunçada pode ecoar como um lembrete incômodo de pendências. No fim das contas, a culpa e a autocobrança por não conseguir manter rituais matinais costumam surgir do esforço de corresponder a uma imagem idealizada de quem se "deveria ser". Quando a disciplina passa a ser usada para provar algo aos outros — ou a si mesmo —, ela deixa de ser uma ferramenta de autocuidado e se transforma em uma armadilha.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
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Mistura de luminárias: como criar composições criativas na decoração + 21 ideias
Misturar luminárias de diferentes formatos, materiais, cores e tamanhos é um ótimo recurso para incrementar a decoração da sua casa. Quando bem planejada, a composição cria camadas rústicas ou sofisticadas de luz, valoriza os traços da arquitetura e ajuda a delimitar espaços em plantas integradas. O segredo, no entanto, reside no equilíbrio: combinar peças distintas exige atenção rigorosa às proporções, à paleta de materiais e à coesão visual do projeto. A seguir, confira as melhores dicas e inspirações para criar a sua combinação de luminárias! Em destaque, luminárias pendentes trazidas de Bali, na Indonésia, que imprimem um caráter artesanal ao espaço Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório LB Interiores A iluminação vai além da função Segundo a designer de interiores Livia Boechat, da LB Interiores, o projeto deve unir conforto visual e funcionalidade. "A composição de várias luminárias permite uma iluminação intensa quando necessário e, ao mesmo tempo, cria atmosferas aconchegantes em diferentes momentos do dia", fala. A arquiteta Victoria Carvalho acrescenta que o recurso organiza o ambiente visualmente. "Uma composição bem planejada nunca se resume a iluminar: ela desenha o espaço. Existe uma peça que ancora o olhar, outras que sustentam a cena e um terceiro nível que apenas complementa. Quando essa hierarquia existe, a iluminação passa a fazer parte da arquitetura." As luminárias pendentes artesanais adquiridas em viagens, que inserem um sutil acento rústico e autêntico em meio ao décor de base minimalista Ivan Araújo/Divulgação | Projeto do escritório Victoria Carvalho Arquitetura e Design Misturar luminárias deixa a decoração mais interessante Repetir luminárias iguais cria um efeito organizado, mas combinar peças diferentes costuma resultar em cômodos mais dinâmicos e personalizados. O uso de luminárias distintas é um excelente recurso para delimitar zonas funcionais, como nesta á Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório FGMF Arquitetos Para Livia, essa diversidade ajuda a construir projetos com identidade. "A principal vantagem é a personalidade. A diversidade de formas e escalas traz movimento ao espaço e permite que cada luminária desempenhe uma função específica." Para manter a unidade ao misturar luminárias, aposte em peças que conversem entre si por materiais ou acabamentos, como os pendentes em fibra natural da Biasá Home Favaro Jr./Divulgação | Projeto do escritório Tehura Pickler Arquitetura Victoria concorda e afirma que essa mistura aproxima a decoração de uma coleção construída ao longo do tempo. "Quando misturamos formatos e escalas, o ambiente parece pensado aos poucos, como se cada peça tivesse sua própria história." Como destaque, as luminárias esculturais em papel assinadas por Mel Kawahara imprimem leveza e poesia ao quarto Nuki Suki/Divulgação | Projeto do escritório Figo Interiores O segredo está em encontrar um ponto de conexão Embora não exista uma fórmula pronta, as especialistas explicam que as luminárias precisam dialogar entre si. Segundo Livia, essa conexão pode acontecer por meio da cor, dos materiais, do formato ou da linguagem estética. "O importante é que exista um elemento em comum." Nesta cozinha, a composição mistura luminárias pendentes Nature, da Cremme, em duas diferentes cores Nuki Suki/Divulgação | Projeto do escritório Figo Interiores Victoria reforça que basta existir um "fio condutor" entre as peças. "Pode ser a cor do metal, a temperatura da luz ou o desenho das luminárias. Esse elemento permite variar o restante sem perder a unidade visual." Um recurso engenhoso e cheio de sutileza adotado nesta sala de jantar foi o uso de luminárias da Omnilight dispostas em contraste inverso, uma com a cúpula voltada para cima e outra para baixo Gabriela Daltro/Divulgação | Projeto do escritório GAM Arquitetos Misturar materiais cria textura e profundidade Metal, vidro, madeira, fibras naturais e tecidos podem aparecer na mesma composição desde que exista equilíbrio. De acordo com Livia, metais e vidros costumam transmitir contemporaneidade e sofisticação, enquanto madeiras, fibras naturais e tecidos deixam os ambientes mais acolhedores. Victoria recomenda escolher um material protagonista e utilizar os demais como complemento. "O equilíbrio nasce da proporção, não da quantidade. Quando um material aparece como elemento principal e os outros entram em pequenas doses, a composição ganha riqueza visual sem ficar carregada." Sobre a poltrona, uma composição com quatro luminárias de corda em diferentes tamanhos e alturas cria um jogo visual dinâmico Estudio NY18/Editora Globo | Projeto do escritório Quattrino Arquitetura As cores também podem entrar na composição Misturar luminárias coloridas criar ambientes descontraídos e cheios de personalidade. Para Livia, o segredo está em observar toda a paleta do ambiente antes de escolher as peças. Piso, paredes e mobiliário devem participar dessa decisão. Victoria recomenda trabalhar dentro da mesma família cromática. "É possível variar a intensidade das cores, mas manter só uma temperatura cromática ajuda a criar uma composição harmoniosa." Misturar luminárias de diferentes formatos, materiais e tamanhos cria uma iluminação dinâmica e reforça a personalidade do décor. Acima, pendentes em linho puro e cambraia de algodão assinados por Bibi Fragelli Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório FGMF Arquitetos | Paisagismo de Juliana Freitas Salas, cozinhas e quartos são os ambientes que mais valorizam esse recurso As especialistas destacam que salas de estar, salas de jantar e cozinhas costumam aproveitar melhor esse tipo de composição porque concentram diferentes usos ao longo do dia e permitem explorar diversas camadas de iluminação. As luminárias em fibra natural da Balai estabelecem um diálogo cromático direto com a madeira da mesa de jantar e do bufê ao lado Maura Mello/Divulgação | Projeto do escritório TODOS Arquitetura Victoria também cita home offices, halls de entrada e cabeceiras de quartos como espaços onde luminárias podem assumir um papel decorativo importante sem perder a funcionalidade. Mais importante que a quantidade é a função Não existe uma quantidade ideal de luminárias para todos os ambientes. Segundo Livia, a escolha depende da metragem, do pé-direito, da disposição dos móveis e das atividades realizadas no cômodo. Posicionadas sobre a mesa de jantar, as luminárias da Zara Home pontuam o espaço com suavidade, introduzindo volume a uma base de estética minimalista Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Victoria reforça que o ponto de partida deve ser outro. "A pergunta não é quantas luminárias usar, mas quantas camadas de luz o ambiente precisa. Geralmente trabalhamos com iluminação geral, iluminação de tarefa e iluminação de destaque." Peças de design distintas nas laterais da cama conferem movimento ao ambiente e reforçam a personalidade do projeto, mantendo o equilíbrio visual. Luminárias e tatame da Futon Company Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Manarelli Guimarães A proporção faz toda a diferença Altura, espaçamento e tamanho das luminárias influenciam diretamente no resultado. Pendentes muito pequenos podem parecer perdidos em ambientes amplos, enquanto peças grandes demais acabam dominando o espaço. "O objetivo é que a luminária pareça ter sido desenhada para aquele lugar", afirma Victoria. ateriais naturais marcam o décor deste quarto com luminárias em rattan, madeira de tom intermediário e palhinha clara Bruna Mateus/Divulgação | Projeto da arquiteta Carina Beduschi Livia reforça que uma peça instalada em altura inadequada pode comprometer tanto a estética quanto a funcionalidade do ambiente. Em destaque na sala de jantar, as luminárias Pitanga, de Adriana Yazbek, foram dispostas em diferentes alturas Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Larissa Catossi Misturar estilos pode deixar o ambiente mais sofisticado Combinar uma luminária contemporânea com outra retrô, industrial ou clássica é totalmente possível. O ideal é que um estilo predomine enquanto o outro aparece como contraponto, evitando que ambos disputem protagonismo. Pendentes, arandelas e luminárias de piso podem dividir o protagonismo no ambiente quando compartilham elementos em comum, como acabamento ou linguagem estética. As luminárias pendentes de fibra natural são da Aldeia Brasil Arte Brasileira Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório DB Arquitetos Livia também defende essa combinação e afirma que o contraste entre diferentes épocas e estilos torna os cômodos mais ricos, interessantes e menos previsíveis. Mais ideias de composições criativas com luminárias pendentes! Na sala de jantar, pendentes da Zara Home, e os quadros, do acervo do morador Fran Parente/Divulgação | Projeto do escritório Bric Arquitetura A parede de pedra moledo, da Pagliotto, emoldura o ambiente, que tem luminárias pendentes Hidemi, de Mel Kawahara Pedro Ocanhas/Divulgação | Projeto do SUITE Arquitetos Integrado com a cozinha, o espaço conta com luminárias pendentes de fibra de bambu garimpadas Rafael Ribeiro/Divulgação | Projeto da arquiteta Jéssica Gnoatto No centro do living, mesa U, de Jacqueline Terpins, composta com cadeiras Quem Será, de Arthur Casas. Luminárias pendentes Costume Chapéu, de Cristiane Bertolucci Arq.verso/Divulgação | Projeto do escritório Térreo Arquitetos A área do jantar tem mesa orgânica e cadeiras do acervo do morador. Junto às luminárias, plantas igualmente pendentes dão charme ao local, com peperômias e jiboias André Mortatti/Divulgação | Projeto do arquiteto Ricardo Abreu
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Seu bonsai está morrendo? Entenda como funciona um hospital especializado no Brasil
Ter um bonsai em casa vai muito além de escolher uma planta decorativa, pois exige dedicação cultivar essa escultura viva. Por viverem em vasos pequenos e dependerem de um microclima monitorado, essas árvores em miniatura demandam um manejo bem direcionado. Para a tranquilidade dos apaixonados por essa arte milenar, o mercado de jardinagem se profissionalizou e consolidou atendimentos especializados pelo país. Espalhados por algumas capitais brasileiras, espaços conhecidos popularmente como UTIs ou hospitais de bonsai oferecem desde consultas de triagem até internações de longo prazo para garantir a plena recuperação dos exemplares. Uma tradição que nasceu no Japão Embora o termo UTI ou hospital seja uma adaptação moderna e comercial do mercado brasileiro, a essência de resgatar essas espécimes em declínio severo nasceu no Japão. A maior e mais renomada referência global dessa prática ocorre no célebre Shunkaen Bonsai Museum, em Tóquio, fundado e liderado pelo mestre Kunio Kobayashi. Embora seja formalmente um museu e santuário da arte viva, o Shunkaen Bonsai Museum, em Tóquio, também funciona como centro de tratamento, recuperação, manutenção e ensino avançado de bonsais Cloud Atlas/Wikimedia Commons Tecnicamente, o local é um museu-jardim vivo e uma das escolas mais prestigiadas do mundo. Porém, na prática, funciona como um centro cirúrgico botânico de altíssima complexidade. Grandes empresários, templos e famílias tradicionais enviam suas árvores — muitas delas centenárias, herdadas por gerações e avaliadas em centenas de milhares de dólares — para que o mestre e seus aprendizes realizem intervenções drásticas. Leia mais Os especialistas fazem raspagens minuciosas em madeiras mortas para conter infecções fúngicas profundas e isolam os exemplares em estufas climatizadas até que recuperem o vigor. Para a cultura japonesa, salvar um bonsai debilitado significa proteger um patrimônio histórico vivo. O 'pronto-socorro' do bonsai no Brasil A expansão dos serviços de pronto-socorro especializados em bonsais oferece a colecionadores e cultivadores suporte técnico para recuperar a saúde de árvores debilitadas em diferentes regiões do Brasil Pixnio/ilyessuti/Creative Commons Inspirado nas técnicas orientais, o mercado brasileiro estruturou seus próprios hospitais botânicos, adaptando os tratamentos ao clima local. Pioneira em São Paulo, a Bonsai Kai criou o conceito de hospital altamente profissional na capital paulista ainda no final dos anos 90. "É um serviço de apoio para pessoas que estão enfrentando problemas com seus bonsais e precisam de ajuda para recuperá-los", afirma Marcio Augusto de Azevedo, professor de bonsai e fundador da empresa. Já no interior paulista, o Bauru Bonsai, situado no Ceagesp de Bauru, funciona como um ambulatório. O serviço surgiu a partir da percepção da insegurança das pessoas no cultivo. "Comecei a oferecer esse serviço porque surgiam muitas pessoas com plantas doentes, sem saber o que fazer. Elas preferiam deixá-las comigo porque não sentiam firmeza para realizar os cuidados necessários em casa e acompanhar", conta Júlio César Polonio, técnico agrícola e bonsaísta há quase 30 anos no Bauru Bonsai. Essa adaptação regional também se fez necessária no Rio de Janeiro, onde o maior inimigo é o calor extremo. Como basta um único dia sem rega no verão carioca para a árvore entrar em colapso, a Casa Bonsai atua diretamente no resgate dessas árvores em miniatura desidratadas. Os tratamentos envolvem imersão controlada, aplicação de aminoácidos para recuperação celular e estufas de sombreamento de alta umidade. Por outro lado, o Bonsai do Campo, comandado por Carlos Tramujas em Porto Amazonas, PR, lida com as exigências específicas do clima subtropical e temperado do sul. A UTI deles é especializada na reabilitação de espécies nativas e coníferas exóticas. No local, são realizadas cirurgias complexas de troca estrutural de solo compactado pelo inverno e podas radicais de sobrevivência para salvar árvores que sofreram com as geadas da região. Quando o bonsai precisa de atendimento? O primeiro termômetro da saúde de um bonsai é a sua estética. "Folhas secando ou caindo fora de época, galhos ressecados ou uma mudança evidente no vigor da planta são sinais de que algo pode estar errado. Ao perceber essas alterações, procure identificar a causa o quanto antes. Hoje, com o acesso à informação pela internet, é muito mais fácil pesquisar os possíveis motivos e buscar orientação especializada quando necessário", descreve Marcio. Um dos sinais mais claros de que a árvore perdeu o vigor se manifesta diretamente na coloração das folhas. "O principal sintoma é uma folhagem amarelada ou a queda de folhas fora de época. Quando está na primavera e no verão e a sua planta está amarelando, com folhas caindo e queimando as pontas, fique atento. As folhas internas são as velhas que ficam amarelas e caem; agora, as folhas de fora, precisam estar sempre verdinhas e bonitas", detalha Júlio. Leia mais Como funciona o serviço Especialistas avaliam as condições de saúde do bonsai antes de definir se a árvore precisa de tratamento especializado ou apenas de ajustes no manejo Michel Deschênes/Wikimedia Commons Assim como na medicina humana, o atendimento começa com uma triagem focada no histórico da planta. "O cliente nos envia algumas informações sobre como o bonsai vem sendo cultivado e quais cuidados recebe no dia a dia, além de fotos da planta quando estava saudável e de sua condição atual. Com essas informações, conseguimos fazer uma primeira análise do problema e orientar sobre a necessidade de encaminhar o bonsai para o nosso hospital", explica Marcio. Essa avaliação preliminar por imagens otimiza o atendimento e define os próximos passos, como complementa Júlio: "Observando as imagens já consigo ver se tenho condições ou não de recuperar aquela planta, e até mesmo se for simples, orientar a pessoa para ela própria cuidar. Quando faço a indicação e a pessoa continua insegura, eu indico trazer aqui, pois é um caso que já avaliei e sei que ainda tem recuperação". Tempo médio de 'internação' do bonsai Uma vez admitido para cuidados especiais, o tempo de internação do bonsai varia conforme a gravidade do diagnóstico. Problemas simples exigem apenas uma quarentena curta, enquanto danos estruturais demandam paciência. "O mínimo que a planta fica internada é 15 dias, tempo suficiente para aplicar, pelo menos, duas vezes os produtos", comenta Júlio. A recuperação, contudo, pode se estender. "Já os bonsais que chegam muito debilitados, depois de anos sem os cuidados adequados, como adubação e podas regulares, precisam de um trabalho de recuperação mais longo. Para esses casos, temos inclusive programas de internação e acompanhamento que podem chegar a um ano", ilustra Marcio. A diferença entre o cuidado com o bonsai em casa e na 'UTI' Enquanto o cultivo em casa se concentra nos cuidados básicos de rega, a internação oferece controle de umidade em estufas e substratos especiais para recuperar as raízes debilitadas do bonsai Picryl/Creative Commons Muitos tutores confundem manutenção de rotina com tratamento intensivo. "Quando eu faço um transplante do bonsai — que é podar as raízes, trocar o substrato e replantar — a planta fica internada comigo pelo menos 15 dias, porque ela precisa ficar sob um cuidado intensivo", expõe Júlio. Além do pós-operatório para tratamentos radicais, a internação garante precisão cirúrgica na dosagem de nutrientes e proteção contra as oscilações do clima. "Como no frio a resposta da planta é mais lenta, durante o inverno utilizamos uma estufa para proteger os bonsais internados e proporcionar melhores condições para que recuperem seu vigor", acrescenta Marcio. Leia mais Desafio em tratar árvores raras e de alto valor emocional Assumir o tratamento de uma planta debilitada exige sensibilidade para acolher a ansiedade dos tutores, sobretudo quando o exemplar carrega um preço de mercado elevado ou atravessa gerações na mesma família. O gerenciamento dessa responsabilidade é diário na rotina de cuidados, trazendo à tona uma característica surpreendente sobre os exemplares mais longevos. Exemplares raros, com troncos retorcidos e madeira morta esculpida ao longo de décadas, demandam cuidados especiais, pois sua perda pode representar a perda de um patrimônio afetivo e histórico insubstituível APK/Wikimedia Commons "Curiosamente, bonsais mais antigos e bem estabelecidos costumam ter boas reservas de energia e uma grande capacidade de recuperação. Em determinadas situações, podem responder ao tratamento até melhor do que bonsai muito jovens ou pequenos. Quando existe também um grande valor afetivo, sabemos que não estamos cuidando apenas de uma planta, mas de algo que faz parte da história daquela pessoa ou família", revela Marcio. Essa sensibilidade com a história de cada tutor diante de um patrimônio afetivo também é sentida na rotina de Júlio: "É uma responsabilidade muito grande. Já passei por casos em que eu estava cuidando da planta, ela estava se recuperando, mandei notícias boas para o cliente e, depois, ainda na minha mão, ela começou a piorar. Eu sinto quando a pessoa tem um apego muito grande por aquela planta". Fatores que definem o custo de internação do bonsai O porte do bonsai, aliado à idade estimada, à espécie e à complexidade dos cuidados exigidos, determina o nível de monitoramento e o valor final do tratamento Unsplash/Mark Tegethoff/Creative Commons Para determinar o orçamento, as lojas especializadas adotam tabelas que combinam o tamanho do exemplar com a complexidade dos cuidados. "O valor do tratamento é calculado principalmente conforme o tempo de internação e o tamanho do vaso. Nos casos que exigem tratamentos mais longos ou cuidados específicos, trabalhamos também com pacotes de serviços, cujo valor é definido de acordo com as necessidades de cada bonsai", pontua Marcio. Já para exemplares que exigem um nível de atenção diferenciado, o orçamento segue critérios individuais. Segundo Júlio, o preço da diária acompanha a complexidade e a raridade da planta. "Num vaso pequeno, com uma planta mais simples, o valor da diária é menor. Já um bonsai de alto nível, mais caro, será avaliado caso a caso", ele observa. Leia mais Erros fatais que colocam a vida do bonsai em risco A maioria dos bonsais que chegam para atendimento não é vítima de pragas, mas de falhas básicas de manejo dentro de casa. A raiz do problema está na falta de atenção com a rotina vital da planta: "Os erros mais comuns estão relacionados à insolação e à rega", resume Márcio. O descuido com a hidratação é o grande vilão, muitas vezes motivado por uma falsa sensação de segurança. "As pessoas pensam que regar bastante é encharcar o vaso", aponta Júlio. No entanto, o profissional esclarece que a realidade do cultivo é diferente, ressaltando que em dias muito quentes o tutor precisará realizar a rega até duas vezes ao dia para manter a planta saudável. "Se você não molhar, vai murchar, vai queimar as pontas das folhas. Aí, no dia seguinte, você molha e ele volta, só que a planta já recebeu uma pancada e vai ficar nessa intermitência", adverte Júlio. O mito do bonsai frágil Apesar da fama de delicado, o bonsai saudável demonstra grande robustez e longevidade quando cultivado com as técnicas adequadas de rega e exposição solar Antonlambrechts/Wikimedia Commons Diante de tantos cuidados, criou-se a falsa percepção de que essas árvores são extremamente frágeis e propensas a morrer por qualquer motivo. "As árvores, que são a matéria-prima do bonsai, estão entre os seres vivos mais longevos do planeta. Sua resistência é indiscutível. Também é um mito dizer que os bonsais adoecem com facilidade", defende Marcio. Esse vigor herdado da natureza é confirmado na rotina dos atendimentos, onde a negligência com a rega desponta como a principal causa de internações de emergência. "O bonsai é uma das plantas mais resistentes que eu conheço. Ele dura porque é uma árvore e não deixou de ser porque está em miniatura. A sua maior sensibilidade é com relação à água e esse é o maior trauma que os bonsais recebem dos seus donos. Um dia de falta d’água às vezes é o suficiente para matar", constata Júlio. Cuidados diários para um bonsai vigoroso e longe do pronto-socorro Garantir a longevidade dessas miniaturas exige menos mistério do que parece. O segredo está em uma rotina simples de atenção e na manutenção de hábitos essenciais. "São três cuidados que, se você seguir, garantem um bonsai para o resto da vida. Primeiro, ele precisa de bastante sol. Segundo, bastante água, pois, em um vaso pequeno, vai secar mais rápido. E o terceiro é a poda, pois não se deve deixar a planta crescer. Se o bonsai passou do formato que você adquiriu ou idealizou, deve podar sem dó, sempre que necessário. E acrescento um extra: a adubação frequente. Ela é importante, mas, se falhar, não prejudica a planta", orienta Júlio. Leia mais Além dessa cartilha de manejo, o sucesso do cultivo depende diretamente da capacidade de ler os sinais que a planta envia. "Acima de tudo, um bom bonsaísta deve ser observador. Acompanhe seu bonsai de perto e perceba qualquer mudança em sua aparência. Quando cuidamos e observamos a planta regularmente, conseguimos identificar um problema logo no início, antes que ela precise de um 'hospital'", conclui Marcio.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
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Apartamento catarinense de 367 m² à beira-mar une concreto, madeira e travertino
Concreto, madeira e mármore dão o tom deste apartamento de 367 m², na Praia Brava, em Itajaí, SC, onde a paleta neutra encontra o verde do entorno e a vista para o mar. Assinado pelo escritório Térreo Arquitetos (@terreoarquitetos), de Felipe Kaspary, Paula Dilli e Rodrigo Reche, o projeto foi pensado para o uso de veraneio de uma família que desejava reunir diferentes gerações com conforto e praticidade. A proposta equilibra uma área social generosa, feita para receber, e uma organização funcional capaz de acompanhar a rotina com leveza. No living integrado, sala de estar, jantar, cozinha social e varanda se conectam em um fluxo contínuo. As áreas de permanência ocupam justamente a faixa mais privilegiada da planta, junto às grandes aberturas, preservando a relação com o mar e com as plantas do empreendimento. “O entorno foi o ponto de partida para todas as decisões projetuais”, afirma Felipe. SALA DE ESTAR | A paleta neutra ganha vivacidade com o verde da vegetação do edifício e a imensidão da paisagem emoldurada pelas grandes aberturas. Concebido sob uma premissa de design atemporal, o ambiente promove o diálogo entre diferentes décadas, representado, por exemplo, pelo sofá Block Modular, assinado pelo estúdiobola, e pela icônica poltrona Mole, criação de Sergio Rodrigues Arq.verso/Divulgação Na sala de estar, concreto e madeira fazem mais do que revestir: ajudam a desenhar os usos. Ripas de concreto pigmentado envolvem as parede e o forro, enquanto uma estante contínua costura a sala de TV ao estar e acomoda objetos decorativos. “A setorização dos ambientes acontece pelo uso dos materiais”, ressalta Paula. Leia mais O mobiliário reúne peças autorais brasileiras de diferentes décadas, em uma curadoria que evita excessos e reforça a intenção atemporal do conjunto, com peças de Guilherme Wentz, Sergio Rodrigues, Arthur Casas, Jader Almeida, Jacqueline Terpins e estudiobola, entre outros. SALA DE JANTAR | No centro do living, mesa U, de Jacqueline Terpins, composta com cadeiras Quem Será, de Arthur Casas. Luminárias pendentes Costume Chapéu, de Cristiane Bertolucci Arq.verso/Divulgação A sala de jantar se insere nessa lógica, mas é a marcenaria do forro que estabelece a transição para a cozinha social. Ali, a ilha de cocção assume o centro da composição, com tampo e base de linhas curvas desenhados para facilitar a circulação. COZINHA SOCIAL | Logo ao lado da sala de jantar, o ambiente é sutilmente demarcado por um forro em marcenaria. Ilha de volumes fragmentados e arredondados em mármore travertino Silver, com bancada em Dekton Albarium. O mesmo mármore reveste o nicho entre os armários, executados pela SCA em MDF Nude Seta. Banquetas Alba, de Jader Almeida Arq.verso/Divulgação O mármore travertino Silver reveste os volumes fragmentados da base da ilha e evidencia veios e irregularidades naturais da pedra, enquanto os tampos em superfície ultracompacta acrescentam resistência e baixa porosidade para o uso cotidiano. VARANDA | Aberta para a vegetação do entorno, a varanda é envolta por painéis treliçados de correr, que dão privacidade sem comprometer a vista. Sofá Modular Azur, de Andrea Zanocchi, da Pátio Brasil, que também forneceu o par de poltronas Cozy, de Deborah Roig. Mesa de centro Monte Cuco, da Dédalos. Trio de bancos Kork, do estudiobola, com acabamento em fulget Arq.verso/Divulgação Na organização funcional, a cozinha social permanece aberta para o living, enquanto a cozinha de serviço se conecta à lavanderia e ao apoio. Essa separação preserva a praticidade das tarefas domésticas sem comprometer a integração desejada na área destinada aos encontros. VARANDA | Em outro espaço da varanda, uma área gourmet arremata o conceito de convivência, com mesa de jantar Concrete, do estudiobola, em pedra Taj Mahal escovado. Cadeiras Cute, da Pátio Brasil Arq.verso/Divulgação A varanda prolonga a convivência em direção à paisagem. Lounge e área gourmet permitem que uma refeição seja preparada enquanto a conversa segue no living. A vegetação do edifício atua quase como um material estruturante do projeto, suavizando a solidez da base em concreto, madeira e pedra, e dissolvendo os limites entre o espaço construído e a paisagem externa. QUARTO PRINCIPAL | O ambiente se abre para a sala de banho com banheira. O painel de muxarabi percorre toda a cabeceira da cama e distribui iluminação indireta, enquanto as mesas de cabeceira repetem o travertino Silver usado em outras áreas do apê, trazendo unidade visual ao projeto. Poltrona Fita, da Wentz Design Arq.verso/Divulgação Na área íntima, a cartela de cores e texturas reaparece em ritmo sereno. A suíte principal reúne closet, sala de banho e sacada. Um painel de muxarabi percorre o cômodo e distribui a iluminação indireta em degradê. Mesas de cabeceira em travertino retomam a materialidade presente nas áreas sociais e ajudam a criar unidade entre os diferentes setores da morada. BANHEIRO | O destaque, aqui, é a mistura de materiais naturais. Cuba esculpida em travertino Silver. As paredes e o piso receberam seixo telado da Bambu Revestimentos Arq.verso/Divulgação A sala de banho se abre visualmente para o dormitório por meio de um fechamento de vidro. Em posição central, a banheira de imersão reforça a continuidade entre os espaços. Leia mais “A paginação em seixos naturais imprime uma dimensão tátil ao piso e detalhes, reforçando a percepção sensorial dos materiais naturais que caracterizam o projeto”, acrescenta Rodrigo. A marcenaria, por sua vez, garante privacidade ao vaso sanitário e oculta o armário de perfumaria. CLOSET | Entre o quarto e a sala de banho, o closet funciona como passagem e como espaço de permanência. Marcenaria executada pela SCA. Cabideiro One, de Jader Almeida Arq.verso/Divulgação Entre o quarto e a sala de banho, o closet funciona como passagem e espaço de permanência. O aço inox aparece nos nichos expositores em contraste com a madeira, o que acrescenta uma camada contemporânea ao conjunto. QUARTO INFANTIL | O ambiente tem painel em lâmina natural OAK tonalizada, executada pela SCA, que ganhou cabeceira estofada. Mesa lateral Toy, de Jayme Bernardo. Luminárias pendentes Finaflor, de Cristiana Bertolucci Arq.verso/Divulgação A madeira aparece novamente no dormitório infantil, desta vez no painel da parede da cama, que ganhou o aconchego de uma cabeceira estofada. Itens lúdicos trazem graça e cor ao ambiente, como a mesa lateral Toy, de Jayme Bernardo, e as luminárias pendentes Finaflor, de Cristiana Bertolucci. CANTO | No quarto da criança, o nicho feito com lâmina natural OAK tonalizada pela SCA organiza uma penteadeira. Cadeira Barbatana, de Maurício Bomfim Arq.verso/Divulgação Um nicho em marcenaria com painel retroiluminado faz com que a penteadeira receba luz uniforme para maquiagem e cuidados pessoais, transformando uma solução técnica em ponto de destaque. Veja mais: o apartamento (e ateliê) da artista Isa de Paula Santos no Edifício Copan (vídeo abaixo) Newton Lima visita a casa e ateliê de Isa de Paula no Copan
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 04/10/2026
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Aprenda a fazer tostada de atum com maionese picante e guacachile
A tostada de atum do restaurante Santo Taco, em Botafogo, RJ, traz uma versão diferente e mais fluída da guacamole, a guacachile, além de maionese picante e alho-poró frito na finalização. Confira a receita completa a seguir: Leia mais Ingredientes 1 tortilha de milho nixtamalizada; 70 g de atum fresco; 25 g de guacachile; 15 g de maionese picante; 5 g de chili oil; 25 g de alho-poró cru, para fritar. Guacachile 300 g de pepino; 150 g de avocado bem maduro; 60 g de cebola branca; 24 g de jalapeño; 30 g de coentro; 60 g de limão-taiti; 9 g de sal; 30 g de água gelada. Maionese picante 424 g de maionese; 55 g de pimenta fermentada; 15 g de suco de limão; 6 g de sal fino. Leia mais Modo de preparo Guacachile Corte o pepino, a cebola e o jalapeño em cubos. Reserve. Bata no liquidificador o pepino, a cebola, o jalapeño, o coentro, o suco de limão e o sal até obter uma mistura líquida e de coloração verde. Acrescente o avocado por último e pulse até formar um creme fluido. Adicione a água gelada aos poucos, até atingir uma consistência leve, entre uma salsa e um creme, mais fluida que a guacamole tradicional. Reserve o guacachile refrigerado e com filme plástico em contato direto com a superfície para preservar a cor e o frescor. Maionese picante Coloque a maionese em um recipiente e acrescente a pimenta fermentada, o suco de limão e o sal. Misture ou bata rapidamente até obter um creme homogêneo, de coloração laranja-clara e uniforme. Transfira para um recipiente limpo e mantenha sob refrigeração até o momento de utilizar. Montagem Corte a tortilha de milho nixtamalizada ao meio antes de fritar. Frite as duas metades em óleo a 180 °C por 40 a 60 segundos, ou até que estejam douradas e rígidas. Retire e escorra em papel absorvente, mantendo-as na posição vertical para preservar a crocância. Reserve. Corte o alho-poró em julienne, com 2 a 3 mm de espessura e 4 a 6 cm de comprimento. Frite a 200 °C até ficar crocante. Reserve. Corte o atum em cubos de 5 mm. Na hora de servir, tempere o peixe com o chili oil, sem deixar marinar. Distribua 25 g de guacachile sobre as duas metades da tortilha, formando uma camada uniforme. Divida o atum temperado entre as duas partes, colocando aproximadamente 35 g em cada uma. Finalize com a maionese picante, distribuída em seis pontos sobre o atum — três em cada metade. Por último, acrescente o alho-poró frito, garantindo que permaneça crocante. Sirva imediatamente. Veja mais: medalhão de salmão enrolado no bacon acompanha purê de ervilha (vídeo abaixo) Receita de medalhão de salmão enrolado no bacon acompanha purê de ervilha
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7 chás para deixar os dias chuvosos mais aconchegantes
Setembro chegou ao fim marcado por recordes de chuva em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro. Na capital paulista, o mês foi o mais chuvoso desde o início das medições do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), enquanto no Rio os volumes também superaram os registros anteriores para setembro. Em meio a dias de céu nublado e temperaturas mais amenas, uma xícara de chá quente ganha espaço como uma opção simples para aquecer e deixar a rotina mais aconchegante. “Em dias frios e chuvosos, uma bebida quente reúne três aspectos interessantes: ajuda na hidratação, produz uma sensação imediata de aquecimento e acrescenta uma experiência sensorial de conforto por meio da temperatura, dos aromas e do próprio ritual de preparo”, descreve Suzana Camacho Lima, coordenadora de pós-graduação em nutrição do Senac EAD. Segundo Priscila Nogueira Cardoso, docente de nutrição da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, o aconchego está relacionado à temperatura, ao aroma e ao momento de pausa proporcionado pela bebida, e não necessariamente a uma planta específica. A combinação de chuva, céu nublado e temperaturas amenas convida a uma pausa com uma xícara quente Pexels/seymasungr/Creative Commons Ainda assim, algumas plantas podem combinar especialmente com os dias de chuva. Confira quais são: 1. Camomila A infusão de camomila deve ser preparada com o recipiente tampado para preservar os compostos aromáticos Pexels/Дарья Сергунина/Creative Commons É uma infusão de aroma delicado e uma opção para desacelerar depois do expediente. "Há evidências clínicas sugerindo efeitos sobre a qualidade do sono e os sintomas de ansiedade, além de propriedades calmantes e antiespasmódicas", diz Suzana. O preparo é simples. Despeje água recém-aquecida sobre as flores, tampe e deixe em infusão por cerca de cinco minutos. “Manter o recipiente tampado ajuda a preservar os componentes aromáticos voláteis”, explica Suzana. Leia mais 2. Gengibre com canela e limão O chá de gengibre e canela combina aromas e sabores marcantes. O limão pode ser acrescentado ao final Pexels/Cup of Couple/Creative Commons O gengibre é aromático e picante, contribuindo para a percepção sensorial de calor. Para o preparo, coloque o gengibre fresco fatiado e a canela em pau na água e mantenha em fogo baixo por cinco a dez minutos. “Desligue o fogo, tampe e deixe repousar por alguns minutos. O limão pode ser acrescentado ao final”, orienta Suzana. 3. Maçã com canela Maçã e canela formam uma combinação adocicada e de perfil frutado para chás Pexels/Rahime Gül/Creative Commons A opção é adocicada e frutada, enquanto a canela acrescenta um toque aromático à bebida. Para preparar, aqueça a maçã em pedaços e a canela em água por aproximadamente dez minutos. “Quanto mais tempo a maçã permanecer aquecida, mais intenso será o perfil frutado da bebida”, explica a coordenadora do Senac. 4. Hortelã com mel Hortelã com mel combina o frescor característico da planta com o sabor adocicado do ingrediente, criando uma infusão aromática para acompanhar momentos de pausa nos dias chuvosos Pexels/Masuma Rahaman/Creative Commons A combinação de mel e hortelã proporciona frescor e, ao mesmo tempo, resulta em um aroma adocicado. Para o preparo, coloque as folhas de hortelã na água já aquecida, tampe e deixe em infusão por cerca de cinco minutos. O mel pode ser adicionado no momento de servir. 5. Chá preto com especiarias Chá preto com gengibre, canela, cardamomo e cravo reúne sabor encorpado e aromas marcantes Pexels/Masuma Rahaman/Creative Commons O chá preto possui sabor encorpado e complexo e pode ser uma opção para quem gosta de explorar diferentes aromas. “A planta contém cafeína, por isso funciona melhor pela manhã ou no início da tarde”, afirma Priscila. Comece aquecendo na água o gengibre, a canela, o cardamomo e o cravo. Em seguida, acrescente o chá preto e deixe em infusão por cerca de três a cinco minutos. Coe a bebida e, se desejar, adicione leite. Evite prolongar o tempo de infusão do chá preto, já que isso pode aumentar a extração de compostos responsáveis pelo sabor amargo. 6. Hibisco O hibisco tem sabor ácido e cor intensa, características que marcam a infusão e fazem da bebida uma alternativa para quem prefere sabores mais pronunciados nos dias de chuva Pexels/Eba Marie/Creative Commons É uma infusão de sabor ácido e cor intensa. “É uma boa alternativa para quem acha as infusões florais suaves demais”, aponta Priscila. O hibisco deve ficar em infusão por cinco a dez minutos, de acordo com a intensidade de sabor desejada. 7. Capim-limão Manter a infusão de capim-limão tampada ajuda a preservar seus compostos aromáticos Unsplash/Kat von Wood/Creative Commons O capim-limão tem aroma cítrico e sabor delicado, características que fazem da infusão uma opção para quem busca uma bebida leve e aromática nos dias de chuva. Ele deve ser deixado em infusão, com a xícara tampada, por cinco a dez minutos. Manter a bebida coberta ajuda a preservar os compostos aromáticos, que podem se dissipar com o vapor. Leia também Como criar uma rotina do chá Música, leitura e uma xícara de chá podem transformar a pausa em um ritual nos dias chuvosos Pexels/Anna Pou/Creative Commons Mais do que aquecer, o momento de preparar o chá pode se transformar em um ritual de pausa e aconchego. “Escolha a erva, aqueça a água, sinta o aroma e use uma xícara de que você goste. Depois, pare de fato por alguns minutos para beber, em vez de fazer isso enquanto trabalha”, explica Priscila. “Em um dia chuvoso, vale colocar uma música, sentar perto da janela, ler algumas páginas ou ficar um tempo longe do celular”, acrescenta. Para Suzana, o chá pode despertar os sentidos e criar uma pequena pausa de cuidado e bem-estar no meio da rotina. “Quem sabe o verdadeiro milagre esteja simplesmente em olhar para a superfície do chá, encontrar ali o seu próprio reflexo e lembrar que, em meio a tantas coisas que pedem a nossa atenção, também é preciso reservar um tempo para cuidar de si”, afirma. Com o tempo, a hora do chá pode se tornar um momento para experimentar, testar combinações e descobrir novos sabores. “Uma mistura de hibisco e chá verde, na proporção de 7:3, tem sabor bem aceito. Outras combinações simples são gengibre com casca de laranja, camomila com maçã e capim-limão com hortelã”, aponta Priscila.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 04/10/2026
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Bancada de alvenaria: as vantagens e como usar em banheiros e cozinhas
A bancada de alvenaria é uma estrutura fixa construída diretamente na obra (moldada in loco), geralmente com blocos cerâmicos, blocos de concreto ou concreto armado. "Quando falamos em bancada de alvenaria, automaticamente pensamos que será feita de alvenaria, mas não necessariamente. Podemos fazer as divisórias verticais em alvenaria, mas normalmente usamos concreto armado para estruturar a bancada. Dependendo da espessura, também podemos usar bloco celular para fazer o preenchimento", conta o arquiteto André Braz. Depois de pronta, recebe um revestimento de acabamento, que pode variar conforme o projeto e a necessidade do ambiente, segundo a arquiteta Solange Cálio. A bancada também pode precisar de impermeabilização, dependendo do uso. Acima da bancada de alvenaria com marcenaria da Guará Planejados, o azulejo assinado por Calu Fontes serviu de base para a paleta de cores da casa Evelyn Müller/Divulgação | Projeto dos arquitetos André Braz e André Motta "As possibilidades são bastante amplas. Ela pode receber pedras naturais, microcimento e pastilhas. A escolha depende da linguagem do projeto, da rotina de uso e das características de cada material", comenta a profissional. André aposta no acabamento natural do concreto, mas também em materiais como tecnocimento e cerâmicas para revestir a bancada moldada in loco. Destaque no ambiente, a extensa ilha em alvenaria revestida com linha cimentícia da Defragoso, tem, de um lado, área de refeições, com cadeiras Cesca, de Marcel Breuer, no Sttudio 17 Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto da arquiteta Solange Cálio "Geralmente gosto de deixar o concreto aparente, criando uma espécie de acabamento de cimento queimado. Mas existem muitas possibilidades. Já usei microcimento para trazer uma coloração diferente, pó xadrez para pigmentar o próprio concreto e também pastilhas. É uma solução que permite bastante criatividade", aponta o arquiteto. Leia mais A praticidade é uma das vantagens da bancada de alvenaria, que vai bem em quase todos os ambientes. "É uma opção bastante versátil e pode ser utilizada em cozinhas, áreas gourmet, banheiros, lavabos, lavanderias e até em áreas externas, desde que sejam especificados materiais adequados para exposição ao clima e à umidade", diz Solange. A cozinha aberta tem bancadas e bancos de alvenaria. A pintura texturizada das paredes é da Ibratin Tintas e Texturas Denilson Machado/MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Roby Studio de Arquitetura Além disso, quando bem executada, a bancada de alvenaria apresenta excelente resistência estrutural e alta durabilidade. Para André, a grande diferença está no próprio aspecto do material. "Por ser uma bancada moldada e acabada no local, ela pode ter pequenas variações e marcas do processo de execução, que fazem parte da proposta. Não é uma bancada com a mesma precisão de uma pedra industrializada, por exemplo." Cheia de vida, a cozinha, integrada à sala de jantar e ao living, tem ilha com bancada de alvenaria e deixa utensílios e objetos à vista Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Entre os pontos positivos de uma bancada de alvenaria estão a possibilidade de personalização, a integração com a arquitetura e a liberdade para criar soluções sob medida. "Podemos definir o tamanho, a espessura, o desenho e o acabamento da bancada de acordo com o projeto", destaca André. Como desvantagem Solange vê o fato de ser uma estrutura fixa. "Depois de executada, alterações se tornam mais complexas e podem exigir intervenções na obra." Essa cozinha recebeu nichos e bancadas de alvenaria pintada de branco Stamenis Nikiforos/Divulgação | Projeto do designer Beto Galvez O tempo de execução também é mais demorado. "É preciso fazer a forma, executar a estrutura e esperar o tempo de cura do material. Então, se a obra precisa de uma solução rápida, provavelmente não é a melhor escolha", indica André. Quando optar pela bancada de alvenaria? Natural e expressiva, a bancada de alvenaria não é para todos. "É importante que o morador goste dessa estética bruta e entenda que o material vai ter suas próprias características", afirma André. No banheiro, porta reaproveitada em tom mostarda e bancada de alvenaria revestida de cerâmica da Eliane Renata Freitas/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Ela lembra quer uma bancada natural tem seus próprios cuidados e pequenas imperfeições. "Ela não vai ter necessariamente a mesma precisão e regularidade de uma bancada de pedra. Então, se a pessoa procura um acabamento extremamente reto e preciso, talvez não seja a melhor escolha. Fora isso, acho uma solução muito interessante", explica. Na opinião de Solange, é uma excelente escolha quando o projeto busca integração entre arquitetura e interiores, soluções personalizadas e uma estética autoral. "Também faz sentido em ambientes onde a bancada será um elemento permanente da composição." Churrasqueira em alvenaria com acabamento de cimento queimado da Suvinil, cor Dia de Chuva, e fundo de azulejos da Mica. Bancada de granito branco Itaúnas, da GC Mármores Guilherme Pucci/Divulgação | Produção: Deborah Apsan/Divulgação | Projeto da arquiteta Jac Ferreira A bancada de alvenaria é combina com várias estéticas. "O acabamento escolhido é o que determina a linguagem final da peça", aponta a arquiteta. Leia mais , Para Solange, pode não ser a melhor alternativa em projetos que exigem flexibilidade para futuras alterações ou cômodos em que exista a possibilidade de mudanças frequentes de layout. "Nesses casos, soluções modulares costumam oferecer maior praticidade", fala. A bancada foi moldada in loco em alvenaria e concreto com aplicação da textura Cimento Queimado Rústico, da Decor Colors Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Pualani di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Sensum Arquitetura Os cuidados no dia a dia estão diretamente relacionados ao revestimento que cobre a bancada. "Pedras naturais podem exigir impermeabilização periódica, por exemplo. Independente do material, uma boa execução e a manutenção aumentam significativamente a vida útil", orienta Solange. A bancada de alvenaria foi revestida de cerâmica Casablanca Nuage Brilho, da Portobello Renato Navarro/Divulgação | Projeto do escritório SAO Arquitetura Se for deixada no concreto, por ser um material mais natural e poroso, é preciso ter bastante cuidado com manchas, mesmo quando a bancada é impermeabilizada. "É importante seguir as orientações de manutenção e ter cuidado principalmente com produtos que possam pigmentar ou manchar a superfície", frisa André. A mesa de madeira de demolição é engastada na bancada de alvenaria, com desenho do escritório, assim como o banco feito do mesmo material Edu Castello/Divulgação | Projeto da arquiteta Vanessa Féres | Paisagismo de Mauricio Prada A bancada de alvenaria é mais econômica? Nem sempre a bancada de alvenaria pode custar menos do que uma bancada comum, revestida de pedra. "O valor depende da estrutura, da mão de obra e, principalmente, do revestimento escolhido", comenta Solange. De acordo com André, a mão de obra para executar uma bancada desse modelo está cada vez mais difícil de encontrar, principalmente porque as obras estão ficando mais rápidas. A marcenaria preta e as estantes em serralheria completam a paleta escura da cozinha, que ganhou bancada e frontão de alvenaria Carolina Mossini/Divulgação | Projeto do escritório EFC Arquitetura "Recentemente fiz um orçamento em que comparamos uma bancada de alvenaria com uma bancada em ardósia, que é uma das pedras mais econômicas. A bancada de ardósia ficou em aproximadamente 1/3 do valor da bancada de alvenaria", conta. "Então, hoje não escolheria essa solução pensando apenas em economia, mas principalmente pelo resultado estético e pela possibilidade de criar algo personalizado", avalia André.
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Suculenta com folhas amarelas, moles ou secas? Entenda o que está acontecendo!
Para quem busca plantas de baixa manutenção, as suculentas costumam ser uma ótima opção. Graças à capacidade de armazenar água nas folhas, essas espécies conseguem passar períodos sem regas frequentes, tornando-se uma escolha prática para quem está começando a cultivar plantas em casa. No entanto, elas também podem apresentar problemas, como folhas amarelas, moles ou secas. Para garantir um cultivo saudável, é importante entender as necessidades daquela espécie de suculenta e identificar as possíveis causas dessas alterações. Neste contexto, fatores como rega, iluminação e drenagem devem ser analisados em conjunto. Comprar uma planta saudável é o primeiro passo para garantir que ela cresça bem. Depois, é importante manter os cuidados adequados e observar de perto qualquer mudança Pexels/Natalia Sevruk/Creative Commons Folhas amareladas Embora a rega seja um dos primeiros cuidados que vêm à mente quando se pensa em plantas, o excesso de água pode fazer mais mal do que bem, especialmente no caso das suculentas. Leia mais O biólogo Jader Costa aponta o excesso de água como uma das principais causas do amarelamento das folhas das suculentas: "Neste caso, as folhas podem ficar amarelas, moles ou até translúcidas. Se o problema avançar, as raízes e o caule podem ficar escuros e moles, indicando apodrecimento." Conhecer a aparência saudável da sua planta é essencial para perceber mudanças e identificar quando algo não vai bem Magnific/Wirestock/Creative Commons Para evitar esse cenário, o paisagista Rodrigo Maciel recomenda atenção ao intervalo entre as regas e às condições do solo: "O ideal é regar apenas quando o substrato estiver seco. O vaso precisa ter furos de drenagem e o substrato deve ser poroso para que a água não fique acumulada." A carência de nutrientes também pode estar por trás das folhas amareladas. Nesses casos, porém, a mudança de tonalidade costuma vir acompanhada de outros sinais, como desenvolvimento mais lento da planta e alterações na coloração das folhas. Observar o conjunto desses indícios é fundamental para diferenciar uma deficiência nutricional de problemas relacionados à rega. Folhas moles A presença de folhas moles não compromete apenas a aparência da suculenta, mas costuma indicar um erro nas condições de cultivo. Embora esse sinal esteja frequentemente associado ao excesso de água, a falta de hidratação também pode provocar o amolecimento das folhas, o que torna importante observar outros aspectos da planta antes de identificar a causa. Folhas moles também são um sinal de alerta. Perceber essas mudanças o quanto antes é a melhor estratégia para entender o que a planta precisa e ajustar os cuidados Magnific/Creative Commons Quando há água em excesso, o substrato permanece encharcado por muito tempo, dificultando a respiração das raízes e favorecendo o apodrecimento. Como consequência, as folhas podem perder a firmeza e adquirir uma textura mole ou até pegajosa. Por outro lado, a escassez de água também pode levar ao amolecimento, que costuma começar pelas folhas mais baixas da planta. Para identificar a origem do problema e melhorar a situação da suculenta, é importante observar as condições do substrato e das raízes. “Para recuperar a suculenta, primeiro é preciso descobrir a causa. Em caso de excesso de água, deve-se reduzir as regas, conferir as raízes e retirar partes apodrecidas. Se for falta de água, é importante hidratar a planta corretamente, sem deixar o substrato constantemente encharcado”, reforça Jader. Folhas secas Nas suculentas, folhas secas deixam a planta com aspecto debilitado e comprometem sua função ornamental Unsplash/Priscilla Du Preez/Creative Commons Folhas secas também podem ser um indicativo de que a rega não está adequada, principalmente quando há falta de água. Nesse caso, a planta não consegue absorver a quantidade necessária para manter os tecidos hidratados, fazendo com que as folhas percam o viço. O calor excessivo e a exposição intensa ao sol são outros fatores que podem deixar as folhas ressecadas. A combinação de altas temperaturas e incidência direta de luz aumenta a perda de água da suculenta. Leia mais “Porém, uma planta com raízes apodrecidas também pode parecer desidratada, então nem sempre adicionar mais água resolve o problema”, comenta Rodrigo.
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Casa de 100 m² em Bali é refúgio de casal brasileiro apaixonado por viagens
Em sua volta ao mundo, a jornalista de viagens Anna Laura Wolff e o ator, empresário e influenciador de wellness Lucas Malvacini decidiram estabelecer uma segunda base em Bali, na Indonésia. “Em uma única ilha, você entra em contato com vários tipos de viagem. Num dia, está em um vulcão; noutro, em uma praia mergulhando com raias-manta; depois, em um campo de arroz maravilhoso”, relembra Anna. “Isso tudo nos encantou, e queríamos, de alguma forma, ter um pedaço nosso ali”, completa Lucas. O terreno de um are – medida balinesa que equivale a 100 m² –, na praia de Padang Padang, um dos cartões-postais da ilha, foi um achado durante os dois meses em que o casal explorou a região em viagem no ano de 2023. DESTINO | O terreno de 100 m² fica em Padang Padang, uma das praias mais famosas de Bali Anna Laura Wolff/Divulgação Para navegar pela burocracia de investir em outro país, o casal contou com a ajuda da incorporadora e desenvolvedora imobiliária The Oca Guyub. Leia mais Na Indonésia, estrangeiros não podem adquirir a propriedade plena de terrenos. Por isso, é comum que os investimentos imobiliários sejam estruturados por meio de leasehold, que garante o uso do imóvel por um período determinado – neste caso, 25 anos, com possibilidade de renovação. “Não existe um cidadão sem terra em Bali. É uma maneira que o país tem de proteger suas famílias, e isso é muito interessante”, afirma Lucas. SALA DE ESTAR | As esquadrias arredondadas e a sala de estar rebaixada, referências trazidas pela moradora, reforçam o estilo minimalista orgânico Anna Laura Wolff/Divulgação O apreço pela cultura local é materializado já na porta de entrada, executada em madeira natural, proveniente de Java, ilha vizinha de Bali, e entalhada por um artesão local na própria obra, assim como a execução de todas as esquadrias. INTEGRAÇÃO | O cimento branco predomina na área social e aparece na base do sofá, na ilha da cozinha e nos nichos das paredes Anna Laura Wolff/Divulgação O projeto foi pautado no conceito de minimalismo orgânico, priorizando formas curvas e paleta neutra. Na sala, uma parte do piso foi rebaixada para criar a área de estar em desnível, o sunken living room, referência trazida pela moradora de viagens anteriores. A maioria dos móveis foi executada em cimento branco, garantindo uma manutenção prática. COZINHA | A madeira natural surge nas prateleiras, no tampo da ilha e nas esquadrias. A escolha dos materiais reforça a praticidade e evita excessos Anna Laura Wolff/Divulgação COZINHA | As formas orgânicas e a madeira natural se repetem nas esquadrias, incluindo a janela arredondada da cozinha Anna Laura Wolff/Divulgação “Algo que queríamos muito, até por ser um destino muito seguro, era o banheiro aberto. Ele tem teto de acrílico, sustentado por vigas de madeira e bambu, com uma área realmente aberta. Isso garante muita iluminação natural”, afirma Anna. BANHEIRO | Possui cobertura parcial em acrílico sobre vigas de madeira e bambu, além de seixos telados na área do chuveiro e soltos sob a banheira Anna Laura Wolff/Divulgação No quintal, a pedra calcária marinha disfarça o acesso à caixa-d’água e à caixa séptica. Dali, a estátua de Ganesha protege a casa, mas também representa o envolvimento do casal na concepção do lar, disponível para aluguel de temporada na Holmy, plataforma fundada por Anna. ÁREA EXTERNA | A estátua de Ganesha é um objeto de valor afetivo para os moradores Anna Laura Wolff/Divulgação Leia mais RETRATO | Anna está no canto de leitura em cimento branco Anna Laura Wolff/Divulgação “Viajamos 2h30 até uma região conhecida pelas estátuas de Ganesha para procurar o tom exato que a Anna queria, mais claro. Nada é simples sobre construir em Bali, nada fica a cinco minutos ou meia hora da sua casa. Mas, no fim, dá até mais gosto”, conclui Lucas. HOME OFFICE | A iluminação natural é uma prioridade do casal. No quarto com closet e home office, ela é garantida por esquadrias, como a porta que se abre para o quintal Anna Laura Wolff/Divulgação Acreditamos muito no turismo sustentável. Então, queríamos que fosse uma casa em Bali com a cara de Bali.” QUARTO | A janela entre o banheiro e o dormitório inunda o cômodo de claridade Anna Laura Wolff/Divulgação RETRATO | Anna Laura e Lucas no quarto do casal Anna Laura Wolff/Divulgação A janela entre o quarto e o banheiro é um elemento marcante. Há muitos anos vi essa imagem em uma plataforma digital e salvei, já pensando em ter uma casa.” DETALHES | Caixa de som da House of Marley Anna Laura Wolff/Divulgação DETALHES | Cesta com limões-sicilianos à beira da piscina Anna Laura Wolff/Divulgação
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Brasileira repercute nas redes ao mostrar apartamento socialista da Iugoslávia
Portaria sem sistema de segurança, iluminação natural com vista privilegiada ao horizonte e, a poucos metros de casa, a escola dos filhos. Já pensou em morar nessa realidade? É exatamente isso que a influenciadora digital brasileira Lorena Severino (@lorenaseverino) mostrou em um de seus vídeos, que chamou a atenção nas redes sociais ao apresentar os apartamentos socialistas da antiga Iugoslávia. Na publicação, Lorena realiza um tour por um dos complexos habitacionais desenvolvidos no país durante o governo socialista, por volta da década de 1960. As obras são inspiradas na arquitetura brutalista, que foi moldada sob forte influência soviética e marcou o contexto da Guerra Fria. Com forte presença de concreto, estruturas metálicas e formas geométricas marcantes, as construções priorizavam a funcionalidade coletiva. Também no vídeo, Lorena compartilha um detalhe curioso: os elevadores do condomínio, que datam da década de 1970, foram produzidos em aço bruto e não possuem portas internas. Os apartamentos também são conhecidos como cápsulas socialistas e possuem um layout interno otimizado que prioriza a funcionalidade Instagram/@lorenaseverino/Reprodução Outra curiosidade que impressionou os usuários foi o sistema de segurança. As portarias dos prédios foram projetadas sem porteiros, grades ou barreiras físicas, visto que, para o regime iugoslávio da época, esse tipo de estrutura reforçava a segregação típica dos ideais burgueses. Até os parquinhos infantis entraram na narrativa política da época. No vídeo, a influenciadora digital mostra uma estrutura de recreação em formato de foguete, que faz referência direta à corrida espacial e às intensas disputas tecnológicas da Guerra Fria. As portarias dos apartamentos socialistas presentes no antigo território da Iugoslávia mantém a ausência de sistemas de segurança, permitindo a livre circulação de moradores e visitantes Instagram/@lorenaseverino/Reprodução O urbanismo socialista também foi um dos pontos ressaltados por Lorena. O conceito priorizava a autossuficiência dos blocos: por isso, escolas, supermercados, hospitais e áreas de convivência foram incorporados bem perto, permitindo que a rotina dos moradores ocorresse sem a necessidade de grandes deslocamentos ou transporte. Conhecidos também como cápsulas do socialismo, os apartamentos possuem metragens que variam entre 15 m² e 44 m². O projeto prioriza a otimização dos espaços e é pautado a partir de três princípios fundamentais, inspirados na proposta arquitetônica de social condensers (condensadores sociais): vida comunitária, fim das hierarquias sociais e valorização das necessidades humanas. Com o fim da Guerra Fria e da União Soviética, a Iugoslávia enfraqueceu e se dividiu em outros países. Por isso, as obras socialistas estão espalhados por diversos territórios do leste europeu, como a Sérvia Unsplash/Ivan Aleksic/Creative Commons O fim da Iugoslávia ocorreu na década de 1990, quando a região sofreu os impactos da dissolução da União Soviética e de graves conflitos internos. Com as privatizações e o surgimento de novas nações a partir do antigo país, a manutenção dos prédios passou a ser de responsabilidade direta dos moradores. Por isso, atualmente, muitas dessas construções necessitam de reformas e de um forte trabalho de restauro. Confira a publicação de Lorena: Initial plugin text
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Mudanças climáticas ameaçam o equilíbrio entre abelhas e plantas
Pequenas e, muitas vezes, temidas pelas pessoas, as abelhas são essenciais para a preservação da natureza, pois contribuem para a polinização das flores, processo fundamental para a formação de frutos e sementes. Contudo, pesquisas recentes indicam que as mudanças climáticas têm interferido nesse equilíbrio. Neste Dia da Abelha, comemorado em 3 de outubro, entenda como as mudanças no clima afetam esses insetos e qual é a importância deles para o funcionamento dos ecossistemas. O que o clima muda para as abelhas Projeções climáticas apontam que as abelhas do gênero Melipona podem reagir de maneira distinta às mudanças climáticas: algumas podem encontrar novas áreas favoráveis, enquanto outras podem perder os locais adequados à sua ocorrência. A estimativa é que movimentos como esse aconteçam até 2060. Abelhas sem ferrão estão entre os principais grupos de polinizadores e desempenham papel importante na reprodução de diversas espécies de plantas no Brasil Cristiano Menezes/SpeciesLink Segundo o estudo A methodological approach to identify priority zones for monitoring and assessment of wild bee species under climate change, publicado na revista Frontiers in Bee Science, isso acontece por causa do aumento contínuo das temperaturas médias associado à redução das chuvas nas regiões tropicais. A alteração nesses dois fatores desequilibra os limites de tolerância das abelhas e altera a qualidade do habitat. Com isso, áreas históricas perdem as condições ideais para a sobrevivência das colônias, enquanto novas regiões passam a apresentar condições bioclimáticas propícias para a ocorrência da espécie. Leia mais “O clima pode alterar não apenas onde as espécies vivem, mas também quando e onde as interações entre elas acontecem. Uma planta e seu polinizador podem responder de maneiras diferentes às mesmas mudanças ambientais. Por isso, entender essas relações é tão importante quanto acompanhar cada espécie separadamente”, explica Ana Lúcia Assad, coordenadora de Projetos, Inovação e Desenvolvimento do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA). O impacto dessa mudança A mudança de habitat das abelhas afeta a polinização e pode afetar regiões específicas do Brasil. Um estudo publicado em 2026 na revista científica Communications Biology ajuda a dimensionar a importância das abelhas para a Amazônia, por exemplo. O levantamento reuniu informações sobre 5.201 espécies de árvores amazônicas e identificou as abelhas como o grupo mais frequente de visitantes. Elas aparecem associadas a 74% dos gêneros de árvores estudadas. Na Amazônia, as abelhas têm papel importante na polinização de árvores, contribuindo para a reprodução das plantas e para a regeneração da floresta Cristiano Menezes/SpeciesLink Segundo o trabalho, cerca de 80% das espécies arbóreas avaliadas mantêm relações com diferentes animais que atuam na polinização e na dispersão de sementes. Essas interações são essenciais para que as plantas se reproduzam e para que novas gerações de árvores se estabeleçam e contribuam para a regeneração das florestas. Leia também “As mudanças não afetam todas as espécies da mesma maneira. Por isso, acompanhar as interações entre plantas e polinizadores pode revelar alterações que nem sempre aparecem quando observamos cada espécie isoladamente”, afirma Ana Lúcia. O impacto também aparece em cadeias produtivas, como a do açaí. Cerca de 194 espécies de insetos visitam as flores da árvore, mas as abelhas sem ferrão são o grupo mais frequente, com 29,1% das visitas observadas, segundo a pesquisa Anthropogenic disturbance of tropical forests threatens pollination services to açaí palm in the Amazon river delta, publicada no Journal of Applied Ecology. No açaizeiro, as abelhas estão entre os principais visitantes das flores e ajudam a manter a polinização da planta MTur Destinos/Wikimedia Commons A importância das abelhas, assim, não se limita à preservação desses insetos. Como polinizadoras, elas participam diretamente da reprodução de muitas plantas e ajudam na formação de frutos e sementes — um trabalho silencioso que também contribui para a produção de alimentos. O trabalho de organização de dados sobre abelhas ajuda a reunir e tornar acessível um conhecimento que, por muito tempo, esteve disperso em diferentes registros científicos. Uma das primeiras iniciativas foi a digitalização das fichas de descrição de espécies elaboradas pelo pesquisador Padre J. S. Moure, que deram origem ao Catálogo Moure de Abelhas Neotropicais, disponível online desde 2008. A iniciativa também resultou no infoABELHA, plataforma dedicada à organização e à divulgação de informações sobre diferentes espécies de abelhas, especialmente as sem ferrão. Hoje, a reunião desses registros com informações sobre clima e uso da terra permite analisar de maneira mais ampla como as espécies podem responder às transformações do ambiente. Conhecer as espécies e suas relações com o ambiente ajuda a identificar ameaças e orientar estratégias de conservação das abelhas Cristiano Menezes/SpeciesLink Esse tipo de cruzamento ajuda os pesquisadores a identificar regiões que podem se tornar mais vulneráveis às mudanças ambientais, além de apontar possíveis refúgios climáticos e áreas que merecem atenção em estratégias de conservação e restauração. “Quanto mais informações tivermos sobre as espécies e suas interações, melhor conseguimos identificar áreas que precisam de atenção e orientar ações de conservação. Proteger os polinizadores é também cuidar das relações que sustentam a biodiversidade e parte da nossa produção de alimentos”, completa Ana Lúcia.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 03/10/2026
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Pólen de abelha faz bem? Descubra o que é e por que virou tendência
O mel é um alimento que faz parte do cotidiano de várias pessoas. Porém, outro ingrediente menos conhecido associado ao universo das abelhas também pode ser consumido: o pólen apícola. O alimento é resultado dos grãos de pólen coletados pelas abelhas nas flores que, até chegar à colmeia, se juntam ao néctar e às enzimas salivares do inseto. O resultado são pequenas bolinhas secas e de coloração variada: do amarelo ao marrom. “As abelhas carregam esse material nas patas traseiras até a colmeia, onde é usado como alimento pela colônia”, conta Carolyne Rosado, nutricionista e pesquisadora do Centro Integrado de Alimentos e Nutrição da Universidade Federal Fluminense (UFF). As abelhas carregam o pólen nas patas traseiras, em estruturas chamadas corbículas, que funcionam como pequenas “cestas” para transportar o material até a colmeia Phonon.b/Wikimedia Commons O alimento, quando coletado pelo apicultor, também pode ser usufruído pelos humanos. O sabor é variável, pois depende das flores visitadas pela abelha. “Pode apresentar notas doces, ácidas, amargas ou até picantes, sendo o amargor uma característica comum, relacionada à presença de flavonoides”, descreve Maria Teresa Lopes, engenheira agrônoma e pesquisadora da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Leia mais Os flavonoides são alguns dos compostos encontrados no pólen apícola, com ação antioxidante e anti-inflamatória. O produto ainda concentra diversos outros nutrientes e vitaminas, que fazem com que seja estudado como um alimento funcional. Como o pólen é coletado? O apicultor é o responsável pela coleta, realizada com o auxílio de um instrumento específico para isso – o coletor de pólen. “O equipamento possui uma espécie de tela ou grade com pequenos orifícios, que permitem a passagem das abelhas e, ao mesmo tempo, fazem com que parte das bolotas de pólen presas às suas pernas traseiras se desprenda durante a passagem”, explica Maria Teresa. Abaixo da grade fica uma gaveta coletora onde as bolinhas caem e podem ser retiradas pelo profissional. A coleta, no entanto, não deve acontecer todos os dias. “O pólen é um alimento essencial para as abelhas. Por isso, a coleta não deve ser feita por longos períodos sem interrupção, para não comprometer a alimentação e o desenvolvimento da colônia”, completa a engenheira. Pólen coletado pelas abelhas, antes das etapas de limpeza e secagem realizadas para o processamento do produto H. Alexander Talbot/Wikimedia Communs Após a coleta, o produto passa por um processamento. O primeiro passo é uma catagem manual. “Depois, ocorre a secagem das pelotas, já que o excesso de umidade pode oxidar o produto. Elas são levadas para uma estufa, onde o processo reduz a umidade para, no máximo, 4%”, diz Cristiano Menezes, biólogo e pesquisador da Embrapa Meio Ambiente. Por fim, o produto passa por mais uma etapa de limpeza por ventilação, que retira impurezas mais leves, como poeira, asas e pernas de abelha. Depois, deve ser colocado em embalagens fechadas e armazenado em local seco e protegido da luz. “O correto processamento e armazenamento são fundamentais para preservar sua qualidade, suas características nutricionais e garantir um produto seguro para o consumo”, pontua Maria Teresa. O pólen é uma importante fonte de nutrientes para as abelhas e fundamental para a alimentação e o desenvolvimento da colônia Phonon.b/Wikimedia Commons Mesmo com todo o processo, o resultado do pólen apícola pode variar. A origem botânica influencia não apenas o sabor, mas também o valor nutricional, a cor, o aroma e as propriedades bioativas do produto. Em geral, o sabor costuma tender para o amargo, mas isso pode variar. Segundo Cristiano, o pólen resultante da coleta exclusiva de coco, por exemplo, costuma ser adocicado e ter coloração mais clara. Benefícios nutricionais A composição nutricional também varia conforme as plantas acessadas pelas abelhas. “Em geral, os carboidratos são a fração predominante, entre 13% e mais de 50% do peso seco, principalmente açúcares, como glicose, frutose e sacarose”, pontua Carolyne. As proteínas aparecem em seguida, representando entre 10% e 40% do peso seco, com média de 23%. O pólen também contém boa parte dos aminoácidos essenciais, além de gorduras, que correspondem a 1% a 13% da composição e incluem ácidos graxos essenciais, como os ácidos linoleico e linolênico. A composição é complementada por fibras provenientes da parede celular dos próprios grãos de pólen. Entre os micronutrientes estão vitaminas do complexo B, vitamina C, betacaroteno e vitamina E, minerais como potássio, fósforo, cálcio, magnésio, ferro e zinco, e compostos com ação antioxidante, como os flavonoides. O sabor do pólen apícola varia conforme as flores visitadas pelas abelhas e pode apresentar notas doces, ácidas, amargas ou até picantes Pexels/Robert So/Creative Commons “O pólen concentra centenas de compostos bioativos, entre proteínas, carboidratos, lipídeos, vitaminas, minerais e polifenóis, o que justifica ser estudado como alimento funcional. As evidências mais consistentes, ainda que em células e animais, apontam para efeitos antioxidantes e anti-inflamatórios”, aponta Carolyne. O ingrediente também é estudado por seus possíveis efeitos na redução do colesterol e por propriedades anticâncer e antimicrobianas. No entanto, as pesquisas ainda estão em estágio inicial e não há comprovação desses efeitos em humanos. “Há vários estudos sobre seus benefícios, mas o mais interessante é vê-lo como um elemento nutritivo que contribui para a manutenção da saúde”, comenta Cristiano. Leia também O alimento ainda é conhecido por ser fonte de energia, o que é justificado pela alta composição de carboidratos. “O mais correto é dizer que o pólen pode contribuir com energia pelo valor calórico e pelas vitaminas do complexo B, que participam do metabolismo energético celular, mas um efeito ‘energizante’ comprovado cientificamente em humanos ainda não tem respaldo em pesquisa clínica”, explica Carolyne. Cuidados e restrições Apesar do alto valor nutricional, o alimento deve ser consumido com cautela, principalmente por pessoas com alergia a pólen ou que sofrem de asma. “O pólen de abelha costuma carregar proteínas de plantas da família das Asteraceae, como dente-de-leão, artemísia e crisântemo, que têm reação cruzada com pólens que causam rinite alérgica sazonal”, afirma a nutricionista. Para quem não possui histórico de alergia ou doenças respiratórias, Carolyne recomenda começar utilizando o alimento em pequenas quantidades antes de adicionar de vez à rotina. “Em caso de dúvida ou histórico de alergias, é recomendável buscar orientação de um profissional de saúde antes de consumir o produto”, acrescenta Maria Teresa. Como consumir pólen de abelha O pólen pode ser consumido puro ou combinado com outros alimentos. Os especialistas sugerem o consumo combinado com frutas, iogurte, açaí e mel, o que ajuda a equilibrar o amargor das bolinhas. “Uma das formas mais tradicionais de consumo é misturada ao mel, geralmente na proporção de 1:1, o que também ajuda a suavizar o sabor mais intenso ou amargo de algumas variedades”, afirma Maria Teresa. O pólen apícola pode ser adicionado a frutas, iogurte, açaí, mel e vitaminas, facilitando sua inclusão na alimentação do dia a dia Pexels/Fausto Hernández/Creative Commons O pólen apícola ainda pode ser ingrediente de barras de cereais, chocolates e biscoitos. Outra opção é diluí-lo em água e sucos ou adicioná-lo a vitaminas, facilitando seu consumo no dia a dia. Apesar da versatilidade, o alimento não deve ser aquecido. “O calor pode degradar parte dos nutrientes e reduzir seu valor nutricional”, diz Cristiano.
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O que é vime? As diferenças para outras fibras naturais e como usar na decoração
Ao contrário do que muitos pensam, o vime não se define como uma planta, mas sim como um método de tecelagem milenar executado com caules flexíveis de arbustos do gênero Salix (os salgueiros). Leve e maleável, a fibra é empregada na produção artesanal de móveis e acessórios desde a Antiguidade — com registros históricos que remontam ao Antigo Egito. "Mesmo sendo tão antigo, continua atual. Isso acontece porque reúne natureza, trabalho manual e textura, três características que têm sido muito valorizadas dentro de casa", opina a arquiteta Patrícia Gava, do escritório Gava Arquitetura. A produção das peças de vime envolve a preparação das fibras até que elas atinjam a flexibilidade ideal para serem trançadas. Após a colheita, os ramos passam por um processo de secagem e tratamento para, em seguida, serem trabalhados manualmente ou com auxílio de ferramentas, criando diferentes tipos de tramas, acabamentos e formatos. Móveis de vime antigos e luminária pendente de palha são do acervo da família, enquanto os quadros pendurados na parede e no pilar de madeira são lembranças de viagem EstudioNY18/Divulgação | Projeto do escritório AW Arquitetura, da arquiteta Ana Lívia Werdine "É justamente esse trabalho manual que dá identidade às peças. A trama nunca fica exatamente igual, e acho que esse é um dos grandes encantos do vime", destaca Patrícia. Leia mais , O vime é um material resistente e bastante maleável, que pode ser encontrado em diferentes tonalidades naturais ou receber acabamentos que ampliam suas possibilidades de uso. O corredor que leva à área social e ao mezanino pelas escadas tem banco de vime, espelho e lanterna, todos da Lili Home Decor Manuel Sá/Divulgação | Projeto do escritório Sertão Arquitetos "A principal diferença do vime está na sua flexibilidade, que permite curvas e peças com desenhos elaborados. Comparado a fibras como palha, junco ou rattan, costuma apresentar uma trama mais delicada e um acabamento refinado", conta a arquiteta Babi Teixeira. Bastante versátil, os delicados trançados do vime podem ser usados na fabricação de mobiliários e variados acessórios decorativos: cestos, luminárias, poltronas, cadeiras, cabeceiras, camas, bancos, mesas auxiliares e espelhos. "Acho interessante perceber que deixou de aparecer apenas como um detalhe decorativo e passou a ocupar também um papel de destaque dentro dos ambientes", diz Patrícia. Neste quarto, mesa lateral de vime do acervo dos proprietários. Objetos da Ça Va Garimpo. Tapete da Casa Formah EstudioNY18/Divulgação | Projeto do escritório AW Arquitetura, da arquiteta Ana Lívia Werdine Quando usar vime na decoração Babi indica o vime sempre que o objetivo for criar cômodos acolhedores e leves. "Funciona muito bem em projetos que buscam adicionar textura e personalidade", fala. "O material combina com madeira, pedras naturais, linho, algodão e plantas, criando composições atemporais." "Isso deixa o ambiente mais interessante, porque conseguimos trabalhar diferentes materiais naturais sem repetir um só linguagem o tempo todo", adiciona Patrícia. Na varanda de 12 m², espécies mediterrâneas, adaptadas à seca e ao vento constante, são cultivadas em cestos de vime para não sobrecarregar a laje Eiji Taninaka/Divulgação | Projeto do paisagista Eiji Taninaka Para a arquiteta do Gava Arquitetura, o vime é ideal para enriquecer a composição, principalmente em projetos neutros, onde as texturas fazem diferença. "Gosto como ele conversa com a madeira. Os dois têm naturalidade, mas cada um traz uma leitura diferente. Hoje, mais do que escolher um único material, procuramos sobrepor texturas e criar camadas. O vime entra muito bem nesse lugar." Ao optar pelo material na decoração, é preciso observar a qualidade da execução, já que a trama, a proporção, o acabamento e o desenho da peça fazem muita diferença no resultado. A cama de vime Gaya, da Muskinha, é um item de charme composto com a marcenaria autoral do escritório André Nazareth/Divulgação | Produção: Pualani Di Giorgio/Divulgação | Projeto do escritório Gava Arquitetura De acordo com as profissionais, o vime funciona muito bem em projetos com proposta natural, mediterrânea, praiana, campestre ou rústica, principalmente quando aparece em maior quantidade. "Ao mesmo tempo, gosto de utilizá-lo em projetos contemporâneos, justamente para equilibrar linhas retas e materiais industriais. Também funciona em ambientes clássicos, com mobiliário de desenho tradicional e peças robustas", opina Patrícia. "Nesses casos, o vime traz um contraste muito interessante. O segredo não está no estilo do projeto, mas na proporção em que o material é utilizado." A área de jantar comporta uma mesa de seis lugares com cadeiras da Dü Design e pendentes de vime da Casa 44 Lilia Mendel/Divulgação | Projeto da arquiteta Isabella Lucena Apelo sustentável Para as arquitetas, o vime pode ser considerado uma opção sustentável de decoração — desde que a matéria-prima tenha origem responsável — por se tratar de uma fibra natural e renovável. "Além disso, sua produção artesanal costuma valorizar técnicas tradicionais e contribuir para a geração de renda", analisa Babi. Na opinião de Patrícia, o vime tem características que fazem sentido dentro da lógica de consumo consciente. Mas, para ela, a sua sustentabilidade também passa pela durabilidade do material. "Gosto de pensar em peças que permaneçam por muitos anos e que não precisem ser substituídas a cada mudança de tendência. É uma forma importante de olhar para a sustentabilidade", pontua. A poltrona Franccino está sobre o tapete de vime circular da Rosa Kochen, que também forneceu a mesa de apoio. Luminária pendente de vime caxambu da Retrobel Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação | Projeto do escritTravessa Arquitetura Vime natural e sintético? O vime natural é um material mais nobre, produzido a partir das próprias fibras vegetais dos arbustos do gênero Salix. Já o vime sintético é fabricado com fibras de resina ou polietileno, sendo uma boa opção para áreas externas. Leia mais "O natural preserva todas as características da fibra, como textura, nuances de cor e envelhecimento ao longo do tempo. Já o sintético costuma ser especificado quando a peça ficará em áreas externas, porque oferece maior resistência ao sol e à chuva", explica Patrícia. Sob a cobertura metálica com biribas, fornecida pelo responsável pela obra, está a mesa de madeira maciça da Arboreal, rodeada por cadeiras de vime da Vimoso Juliano Colodeti/MCA Estúdio/Divulgação | Produção: Andrea Falchi/Divulgação | Projeto do escritório Escala Arquitetura | Paisagismo assinado pela paisagista Maritza Orleans e Bragança Isso porque, por ser um material natural, o vime pode se deteriorar facilmente em ambientes expostos constantemente à chuva, sol intenso ou alta umidade, condições que comprometem a sua durabilidade. Nestas situações, na avaliação das arquitetas, faz mais sentido utilizar versões sintéticas ou outros materiais resistentes. Cuidados com móveis e acessórios de vime A manutenção dos móveis e acessórios de vime costuma ser bastante simples. "O ideal é retirar o pó regularmente com um pano seco, espanador ou aspirador com escova macia", ensina Patrícia. Neste quarto, mesa lateral de vime da Artefacto Beach and Country. Escultura de Monica Carvalho MCA Estúdio/Divulgação | Projeto do escritório Escala Arquitetura "Também é importante evitar exposição prolongada ao sol e à umidade, além de manter o material em locais bem ventilados para preservar sua aparência e durabilidade", acrescenta Babi.
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Casa e Jardim | Sua casa linda do seu jeito [Unofficial] @revistacasaejardim.globo.com.web.brid.gy · 03/10/2026
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Quer ver mais pássaros no jardim? Conheça truques e a planta certa para cada ave
A biofilia traduz o impulso humano, quase instintivo, de se aproximar da natureza e estabelecer vínculos com diferentes formas de vida. Nesse sentido, o desejo de atrair pássaros para o jardim vai além da contemplação de sua beleza e reflete a busca por uma conexão com o mundo natural. “Um jardim pode se tornar muito mais atrativo para os pássaros quando oferece, de forma integrada, alimento, água, abrigo e locais seguros para descanso e reprodução”, conta Keity Garzin, bióloga de aves do Zoo São Paulo. A presença das aves no jardim é passageira, como um retrato da natureza em constante movimento. Criar condições para que retornem também é uma forma de cultivar a biofilia e estreitar os vínculos com o mundo natural Magnific/ninjason1/Creative Commons Fatores que favorecem a presença de aves Um dos pontos essenciais para criar um jardim atrativo para as aves é garantir a oferta de alimento. Para isso, priorize espécies que contribuem diretamente para suas necessidades, ao produzir frutos, flores e néctar. Leia mais “É interessante pensar em estratos, imitando uma floresta”, explica Alecsandra Tassoni, bióloga, especialista em Manejo de Animais Silvestres e coordenadora de projetos na Sociedade para a Conservação das Aves do Brasil (SAVE Brasil). Segundo ela, em um nível mais alto, as árvores oferecem poleiros, proteção e locais de nidificação para aves maiores, enquanto os arbustos são importantes para espécies menores, que encontram ali abrigo e espaço para construir seus ninhos. No estrato mais baixo, formado por forrações, ervas e solo com serrapilheira, encontram-se condições favoráveis para aves que se alimentam no chão, além de um ambiente propício à manutenção da umidade e dos insetos do solo. Plantas de diferentes portes criam camadas no jardim e oferecem abrigo, alimento e espaços de passagem para os animais que o visitam Mariana Araújo/Divulgação | Projeto do escritório TETRO Arquitetura | Paisagismo de Flávia D'Urso Paisagismo A especialista também destaca a importância de reduzir as perturbações no ambiente, com menos uso de agrotóxicos, podas radicais e iluminação noturna intensa, além do controle de predadores domésticos, como gatos soltos. Como oferecer um ambiente saudável para pássaros Criar um jardim favorável às aves não significa simplesmente reunir o máximo possível de plantas. Comedouros e bebedouros podem favorecer a observação das aves, mas devem ser entendidos como um fator contribuinte. “Ajudam para observação, mas são complementos. O principal é a vegetação”, reforça a coordenadora de projetos na SAVE Brasil. Para serem eficientes, é fundamental mantê-los limpos e em boas condições. “Não realizar a limpeza adequada de comedouros e bebedouros pode favorecer a proliferação de microrganismos e a transmissão de doenças entre as aves”, alerta Keity. Comedouros e bebedouros são aliados de quem gosta de observar pássaros no jardim, onde as aves fazem breves paradas Magnific/Wirestock/Creative Commons Ao pensar no paisagismo e nas espécies que compartilham o quintal, é importante agir com responsabilidade e priorizar o bem-estar dos animais. A intenção não deve ser transformar o jardim em um experimento pessoal, mas criar um ambiente em que a intervenção humana tenha um impacto verdadeiramente positivo. Leia mais “O uso excessivo de agrotóxicos também pode prejudicar esse ambiente, inclusive ao reduzir a disponibilidade de insetos, que fazem parte da alimentação de muitas espécies”, complementa a bióloga do Zoo São Paulo. Escolha as plantas conforme as aves que você quer atrair A escolha das espécies para o jardim pode influenciar as aves que irão frequentá-lo. Por isso, pensar nas plantas desde o planejamento é essencial para criar um espaço convidativo à fauna Magnific/kuritafsheen77/Creative Commons Aves frugívoras: para atrair sabiás, sanhaços, saíras e tucanos, aposte em árvores e arbustos que produzam frutos carnosos, como pitangueira, jabuticabeira, amoreira, bananeira e palmeiras nativas. Aves nectarívoras: flores tubulares e ricas em néctar, como brinco-de-princesa, hibisco, ipês e helicônias, são opções para criar um jardim mais convidativo aos beija-flores. Aves granívoras: espécies que produzem muitas sementes, como capins nativos e girassóis, podem oferecer alimento para tico-ticos, coleirinhos e outras aves que consomem grãos. Aves insetívoras: nesse caso, o objetivo não é oferecer alimento diretamente, mas criar condições favoráveis à presença de insetos. Manter a diversidade de plantas e evitar inseticidas e outros agrotóxicos é essencial para preservar essa fonte de alimento e o equilíbrio do jardim.
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Casa de 300 m² em São Paulo ganha ampliação moderna em madeira engenheirada
Em nova fase na vida, após os filhos crescerem e se mudarem, a terapeuta artística Marcia M. S. e seu marido decidiram comprar uma casa antiga de 120 m², térrea, típica de chácara, com telhado de quatro águas e varandinha na frente, comum no bairro Alto da Boa Vista, onde eles já moravam em São Paulo. A ideia era ampliá-la para atender às atuais necessidades do casal. O terreno comprido de 570 m² (10 x 57 m) permitiu a construção de mais dois volumes, além da adaptação dos dois existentes e da criação de um grande jardim entre eles. A casa de 300 m² ganhou forma no projeto do escritório Arkitito Arquitetura (@arkitito). “Atendemos ao desejo deles de manter a fachada original com tijolinhos à vista e fazer a parte nova, com dois pavimentos, de madeira engenheirada como prolongamento da casa. Eles precisavam da área social maior para reunir a família em almoços nos fins de semana”, conta o arquiteto Tito Ficarelli, que projetou ainda a sauna de concreto e o ateliê da moradora nos fundos. ILUMINAÇÃO | O recorte na cobertura e na parede lateral de placas de CLT faz a iluminação zenital no meio da casa, onde fica a escada com estrutura metálica e degraus do mesmo material do sistema construtivo. A estrutura aparente tem tratamento da Madeira de Verdade Fran Parente/Divulgação A ampliação respeitou o limite da jabuticabeira, que existia no meio do terreno. Da construção original de alvenaria foram mantidos os dois cômodos frontais: um quarto transformado em escritório e a sala que virou a sala de TV, onde fica a porta de entrada da casa. Leia mais A nova ala feita com o sistema construtivo de painéis estruturais de madeira laminada cruzada, conhecida pela sigla CLT (Cross Laminated Timber), recebeu o amplo living com cozinha integrada e a varanda gourmet aberta para o jardim. O piso de concreto polido reforça a continuidade na área social. ESCADA | No alto, o mezanino tem roupeiro e o acesso às suítes. Ao fundo, o living é integrado à varanda gourmet por painéis deslizantes de vidro em caixilho de alumínio da Esquadralum. Piso de concreto polido Fran Parente/Divulgação “O piso único torna fluida a transição entre as alas, cujo elo de ligação é a madeira que passeia do antigo para o novo”, explica Tito. “O sistema CLT tem as vantagens de ser leve e rápido, sem precisar de movimentações no terreno que poderiam danificar a construção original.” CORREDOR | A janela em caixa de alumínio fica na parede lateral, protegida por telhas canadenses shingle, da Espaço Smart, instaladas por Fernando Contreras Fran Parente/Divulgação SALA | A tesoura de madeira antiga encaixa no vazio com pé-direito duplo onde fica a escada da nova ala. Móveis da Marcenaria Baraúna Fran Parente/Divulgação Entre as alas fica a escada para o andar superior, onde há duas suítes: a do casal com varanda e vista para o jardim dos fundos, e a de hóspedes, com janela voltada para a rua. Para ter iluminação zenital no meio da casa, o arquiteto fez um recorte na parede lateral e no teto de CLT onde há o vazio com pé-direito duplo e a escada, que tem estrutura metálica e degraus feitos com placas de madeira do sistema construtivo. COZINHA | O pórtico de concreto apoia o pavimento superior na lateral colada ao vizinho e abriga a janela horizontal basculante no alto. Bancada e ilha de quartzo da Marmoraria Unidas. Banquetas da Igoralex Móveis. Armários da Rafaello Mobili Fran Parente/Divulgação “Colocamos o reforço de vigas de aço para a sustentação do pavimento superior e do telhado preservado da casa antiga, onde deixamos expostos o forro de madeira e a tesoura , ambos pintados de branco”, conta o arquiteto. ÁREA EXTERNA | O volume tem telhado de duas águas com tesoura de madeira e fechamento de vidro para a entrada de luz natural. Embaixo, a abertura é por painéis deslizantes de vidro. O caminho sinuoso com mosaico de pedras portuguesas compõe o jardim projetado por Regina de Lucca, da Giovanna Paisagismo Fran Parente/Divulgação Os interiores foram planejados para receber os móveis de madeira maciça, a maior parte da Marcenaria Baraúna, que acompanham o casal há mais de 20 anos. “O projeto foi criado para abrigar a história deles”, afirma Tito. Leia mais “Adoramos a solução de manter a fachada charmosa da casa, que tem mais de 80 anos e conta a história do bairro, e dentro ter a surpresa de uma construção moderna”, diz Marcia. “Fizemos tudo sob medida para nossa nova fase de vida. A casa ficou gostosa e bem iluminada para nós dois e para os encontros da família”, conclui. RETRATO | A moradora Marcia está em seu ateliê com piso de cimento queimado e tijolinhos à vista, criado em construção existente nos fundos do terreno Fran Parente/Divulgação Bonita, delicada e respeitosa em relação à casa original, a madeira é o elo de ligação e vai do branco à paleta quente." FACHADA | A construção original dos anos 1940 mantém os pilares de concreto que sustentam o avanço do telhado sobre a varanda, revestida com ladrilhos hidráulicos da Dalle Piagge. O caminho de mosaico de pedras portuguesas leva à entrada principal, à esquerda. À direita, ficam a cobertura de vidro e o acesso à entrada de serviço Fran Parente/Divulgação Adoramos a solução de manter a fachada charmosa da casa antiga e dentro ter a surpresa da construção moderna." QUARTO | Closet da Raffaello Mobili, iluminação com spots fixados nas vigas do teto e arandelas nas paredes de madeira aparente da estrutura de CLT Fran Parente/Divulgação O sistema CLT tem a vantagem de ser leve e rápido, sem movimentações que poderiam afetar a construção antiga." JARDIM | O volume de concreto, colado no muro do vizinho e no meio do jardim dos fundos, abriga a sauna Fran Parente/Divulgação A boa arquitetura em diferentes épocas pode falar a mesma língua. A casa original era tipo de chácara, comum no bairro.” ANEXO | O encontro dos dois volumes é marcado pelo contraste das cores. As telhas francesas da casa antiga têm tratamento na cor branca para impermeabilizar e dar conforto térmico aos interiores. A frente da ala nova com sistema de CLT é protegida por ripado de madeira com pintura preta Arkowood Fran Parente/Divulgação Croqui do projeto de 2023 feito pelo Arkitito Arquitetura. Obra finalizada em 2025 pela construtora Richter+Buelau Engenharia Arkitito Arquitetura/Divulgação
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