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Crise da fumaça no Amazonas gera embate entre governos e mobiliza aviões da Força Aérea
Sob uma camada densa de fumaça que voltou a encobrir Manaus e colocar a capital amazonense no topo dos índices de poluição do ar no país, duas aeronaves KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) iniciaram ontem uma ação de reforço no combate aos incêndios florestais que atingem regiões do Amazonas há pelo menos um mês. A mobilização militar e a chegada de comitivas de ministérios à região ocorrem em meio a um agravamento ambiental que já levou 36 municípios a decretarem situação de emergência e desencadeou uma troca de acusações públicas entre autoridades estaduais e federais sobre a responsabilidade do combate ao fogo. Incêndios no Amazonas: focos em áreas preservadas da floresta indicam ação humana intencional, diz ministro Fumaça no Amazonas: com 36 cidades em emergência, aeronaves da FAB atuam no combate a incêndios A gravidade do cenário foi constatada em um sobrevoo realizado no domingo pelos ministros do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, e da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes. A própria decolagem da comitiva chegou a ser atrasada devido à falta de visibilidade e ao rebaixamento do teto operacional provocados pela poluição na capital. Ao retornar da inspeção, Capobianco classificou a situação como “mais grave” do que o esperado e revelou a identificação de pontos de queimada no interior de áreas nativas intocadas. — Identificamos muitos focos de incêndio no meio da floresta preservada. Não se trata apenas daquele fogo que foi colocado na pastagem e adentrou a mata. Nós vimos focos isolados e de difícil acesso, o que indica ação humana intencional para degradar o bioma e preparar o terreno para futuro desmatamento. É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas — declarou Capobianco. A Polícia Civil do Amazonas informou que investiga a autoria dos incêndios criminosos. Apenas no mês de setembro, a corporação registrou 69 boletins de ocorrência relacionados a crimes ambientais no estado. A crise na capital e no interior escalou ao longo do último mês. Os primeiros relatos do impacto da fumaça em Manaus datam de 8 de setembro, quando o acúmulo de fuligem na atmosfera começou a afetar a rotina da população. No dia seguinte, o governo estadual publicou um decreto proibindo o uso do fogo em todo o Amazonas. Ar 'insalubre' As queimadas têm impacto direto na saúde e na rotina da população urbana. Pelo quinto dia consecutivo, Manaus registrou índices críticos de poluição atmosférica. O monitoramento em tempo real da IQAir, sistema que vê o nível de poluentes em todo o mundo, apontou que, às 6h de ontem, a cidade atingiu a marca de 195, nível considerado “insalubre”, com concentração de partículas finas PM2.5 em 123 microgramas por metro cúbico (µg/m³). No bairro Armando Mendes, o monitoramento do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental, da Universidade do Estado do Amazonas, classificou o ar como “péssimo”, registrando 218,2 µg/m³ de poluentes. Diante do quadro de poluição atmosférica, a prefeitura de Manaus suspendeu a realização de eventos públicos ao ar livre previstos para domingo e ontem, incluindo as atividades da Faixa Liberada, a programação do Parque Cidade da Criança, eventos na Orla da Glória e no Parque Gigantes da Floresta, além da Feirinha do Boi Manaus. O município já estava em estado de atenção desde o dia 24 de setembro. Para conter os transtornos à população, o Ministério da Saúde enviou equipes da Força Nacional do SUS para reforçar os atendimentos médicos na região. Os relatórios técnicos apontam que as queimadas se concentram predominantemente no interior e na calha ao sul de Manaus. Segundo Ane Alencar, diretora de Ciência do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o fogo atinge com mais intensidade municípios como Careiro, Careiro da Várzea e Autazes. Estatísticas do Painel do Fogo, vinculado ao Ministério da Defesa, mostram que nos primeiros dez dias de outubro o Amazonas registrou 1.380 focos de incêndio, volume quase quatro vezes superior ao observado no mesmo período do ano passado. Mapeamento do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais, da UFRJ, indica que a área queimada no estado acumulou 122.794 hectares nos primeiros nove dias deste mês, valor 97,3% acima da média histórica para todo o mês de outubro. Disputa política O problema ambiental abriu uma crise entre os governos estadual e federal. A controvérsia teve início após o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, coronel Orleilso Muniz, declarar publicamente que o Ministério da Justiça e Segurança Pública havia negado um pedido de suporte aéreo formulado pela corporação em 18 de setembro. Documentos divulgados pelos bombeiros confirmam a recusa do envio de quatro aeronaves de combate ao fogo sob a alegação de indisponibilidade de equipamentos na Secretaria Nacional de Segurança Pública. A versão do governo estadual foi rebatida pelos ministérios da Integração e do Meio Ambiente. A pasta do Meio Ambiente afirmou que disponibilizou suporte operacional em 23 de setembro por meio do Centro Integrado Multiagência de Coordenação Operacional Federal (Ciman), enviando helicópteros, aeronaves de combate Air Tractor e brigadistas do Ibama e do ICMBio. A pasta sustentou ainda que a gestão estadual chegou a dispensar uma equipe de brigadistas federais. Em coletiva realizada em Manaus, o ministro Waldez Góes afirmou que a atuação direta da União em municípios estava condicionada à formalização do decreto de emergência pelo governador Roberto Cidade (União Brasil), o que ocorreu no sábado. O reconhecimento por parte do governo federal foi publicado no mesmo dia no Diário Oficial da União. Góes rebateu as críticas do comando dos bombeiros: — Seria prudente que o comandante do Corpo de Bombeiros, em vez de tocar fogo, apagasse fogo, se juntasse aos brigadistas e às equipes da Defesa Civil. Quando o governo do estado decreta a emergência e a gente reconhece no mesmo dia, todo o governo federal passa a ter legitimidade e legalidade para empregar recursos humanos, financeiros e materiais — disse Góes na coletiva. Força-tarefa A força-tarefa mobilizada pelo governo federal conta com 11 aeronaves e 290 brigadistas em campo. Entre os equipamentos de maior porte estão os dois cargueiros KC-390 da FAB, equipados com o Sistema MAFFS. Os militares organizaram três decolagens diárias de cerca de duas horas cada para os cargueiros, com capacidade de lançar até 12 mil litros de água por saída nas zonas mais atingidas pelas chamas, incluindo áreas de florestas densas. Segundo a FAB, a operação exige voos em baixa altitude e baixa velocidade sob temperaturas elevadas, sem prejuízo à pressurização da cabine. Pesquisadores apontam que a severidade das queimadas no Amazonas é agravada pela estiagem que atinge a Região Norte, associada aos efeitos do El Niño e às altas temperaturas. O prolongamento da seca reduz a umidade da vegetação, transforma a matéria orgânica do solo em combustível seco e dificulta a dispersão da poluição atmosférica nas cidades atingidas. As operações devem prosseguir ao longo desta semana sem previsão de normalização imediata das condições climáticas na região.
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Impulsionada pelas redes, deputadas garantem votação recorde com pauta antifeminista
Foi com o slogan “a maior inimiga das feministas de São Paulo” que a vereadora de Praia Grande (SP) Eduarda Campopiano (PL-SP), de 23 anos, se elegeu deputada estadual com quase 2 milhões de votos (menos que seus 2,6 milhões de seguidores no Instagram), maior votação do estado. Uma de suas referências é a deputada estadual Ana Campagnolo (PL-SC), de 35 anos, que este ano se tornou a parlamentar mais votada da história de Santa Catarina, com 387 mil votos. Pesquisa Lula x Flávio Bolsonaro: veja a próxima divulgação de intenções de voto no segundo turno Senado: Tereza Cristina cita desejo de ser presidente da Casa e vê ambiente favorável a impeachment de ministros do STF A eleição das duas é parte de um movimento que cresceu na última década, impulsionado pelas redes sociais — as duas superam a casa dos 2,5 milhões de seguidores nas redes — e com raízes no conservadorismo cristão. Autora de livros que contestam a história do feminismo, Campagnolo nega, por exemplo, que o movimento tenha garantido o voto das mulheres. E também defende o “complementarismo”, teologia cristã que afirma que homens e mulheres têm papéis diferentes na sociedade. Para a cientista política e professora Tatiana Vargas-Maia, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a votação astronômica de mulheres abertamente antifeministas aponta para a formação de uma “nova identidade política”. — O antifeminismo parece ter virado uma forma fácil de se dizer conservadora, defender a família tradicional, rejeitar o aborto e o que elas chamam de “ideologia de gênero” — avalia a professora da UFRGS. Movimento internacional O antifeminismo também ganha força na política de países como Estados Unidos, Espanha, Portugal e Chile, onde figuras como as deputadas Carla Toscano e Macarena Olona lideram o discurso contra a pauta. No Brasil, onde mulheres chefiam metade dos lares, segundo o IBGE, as pautas variam conforme a classe social: da defesa da educação domiciliar (homeschooling) entre as mais ricas à cobrança por segurança pública e políticas para crianças com deficiência e autismo entre as mais pobres. Das 108 deputadas federais eleitas este ano, 51 são de direita ou centro-direita, 47 de esquerda ou centro-esquerda e dez de centro. O Distrito Federal terá três mulheres no Senado a partir de 2027, todas alinhadas ao bolsonarismo: a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Bia Kicis (PL) e Damares Alves (Republicanos), eleita em 2022. Em sua tese de doutorado na Universidade de Brasília (UnB), a socióloga Camila Galetti analisou as deputadas federais antifeministas eleitas em 2018 e identificou que a oposição ao aborto unifica mulheres de diferentes tradições religiosas. Mas há especificidades no campo cristão. Evangélicas neopentecostais, que em geral vêm de igrejas de periferia, “estão mais associadas a pautas relacionadas à precarização da vida”. Para a pedagoga e influenciadora antifeminista Cris Marina Correa, a “convergência cultural entre católicos e evangélicos” faz com que todo o “ecossistema de mulheres conservadoras” reaja quando uma vertente cristã se sente atacada pelo feminismo. Discípula de Olavo de Carvalho, Correa conheceu o feminismo na universidade, mas se afastou do movimento por ser contrária ao aborto. Hoje, ao lado de Campagnolo, está engajada na construção de uma base teórica para o antifeminismo brasileiro. Ela nega que a presença de antifeministas na política seja uma ameaça aos direitos das mulheres, inclusive ao voto feminino. — Passamos anos sendo tachadas de retrógradas, burras, religiosas demais. Hoje, vejo essas meninas na política e fico muito contente. Eu já insistia que as mulheres cristãs não precisam ser feministas para exercer cargo público — diz Correa, para quem Campopiano “é a pontinha do iceberg” do movimento. Agenda em disputa Para a antropóloga Jaqueline Moraes Teixeira, coautora de “Mulheres e extrema direita no Brasil” (Elefante), as conservadoras não rejeitam o feminismo “como um todo”, mas disputam suas pautas. — Por exemplo: a violência doméstica tem se tornado cada vez mais central nas candidaturas de mulheres conservadoras. Só que elas não atribuem o combate às agressões à agenda feminista. Para elas, feminismo é legalização do aborto e uma espécie de ódio aos homens — aponta Teixeira, que é professora da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP-USP).
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Escondida em frascos de xampu, maior apreensão de cocaína líquida em Bali acaba em prisão de brasileira
Uma brasileira de 36 anos corre o risco de ser condenada à prisão perpétua na Indonésia após ser flagrada com mais de 3,6 quilos de cocaína líquida escondidos em frascos de xampu e outros produtos de higiene pessoal. Segundo a polícia de Bali, uma das ilhas turísticas mais famosas do mundo, a mulher identificada apenas pelas iniciais TCDS foi presa na terça-feira da semana passada, após deixar o Brasil e desembarcar na ilha. A apreensão só foi anunciada nesta segunda-feira. São Paulo: Vídeo mostra PM batendo cano de escopeta contra celular que filmava ação em Paraisópolis Dia das Crianças e de Nossa Senhora Aparecida: Qual a relação entre data comemorativa e feriado da padroeira do Brasil? De acordo com as autoridades locais, a droga estava distribuída em sete frascos na bagagem da brasileira. A polícia classificou o caso como uma das maiores apreensões de cocaína líquida já realizadas em Bali. — Estamos empenhados em garantir que não haja espaço para o tráfico de drogas ilícitas na região de Bali — afirmou à agência AFP o porta-voz da polícia, Kombes Ariasandy. Segundo a polícia, a brasileira afirmou que recebeu ordens de outro brasileiro, identificado apenas como “G”, para entregar a droga a uma pessoa em Bali, em troca de US$ 50 mil (cerca de R$ 249 mil). De acordo com a agência de notícias Antara, da Indonésia, ela saiu do Brasil na segunda-feira da semana passada e teria uma passagem de volta, partido de Bali, para o dia 3 de novembro de 2026. As autoridades locais não apontaram o aeroporto do qual ela saiu do país, nem para onde voltaria. Em nota, a polícia local informou que a apreensão “tem como objetivo impedir a circulação de narcóticos na comunidade e reduzir o risco de abuso, que põe em perigo a saúde e a segurança pública”. O comunicado também informou que investigadores da Diretoria de Narcóticos da Polícia Regional de Bali estão buscando a origem da cocaína líquida, sua rede de distribuição e seu destino final. Indonésia tem uma das leis antidrogas mais rigorosas do mundo, com previsão de pena de morte para crimes de tráfico. Embora o país mantenha uma moratória sobre penas capitais há vários anos, a brasileira poderá ser condenada à prisão perpétua caso seja considerada culpada. Casos de execução A última execução no país ocorreu em 2016, quando um indonésio e três nigerianos condenados por crimes relacionados a drogas foram mortos por fuzilamento. Em julho deste ano, um piloto malaio também foi preso no país sob suspeita de traficar 70 mil balas de ecstasy. Ao menos dois brasileiros já foram executados por pelotões de fuzilamento no país pelo crime. Além deles, Yuri Bezerra da Costa, de 25 anos, foi condenado em fevereiro deste ano a 18 anos de prisão por entrar com três quilos de cocaína em Bali. Ele também foi multado em US$ 57 mil (cerca de R$ 284 mil) após ter sido preso em julho de 2025 no mesmo aeroporto em que a brasileira foi detida na semana passada. Ainda segundo a Antara, Yuri transportou a droga do Rio de Janeiro para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e, em seguida, para Denpasar, já na Indonésia, antes de chegar a Bali. Relembre outros brasileiros presos Marco Archer: Em 2004, Archer foi preso no aeroporto de Jacarta enquanto tentava entrar com cerca de 13 quilos de cocaína escondidos nos tubos de uma asa-delta desmontada. Foi condenado a pena de morte e executado por fuzilamento na ilha de Nusakambangan em 18 de janeiro de 2015. Rodrigo Gularte: Também foi executado por tráfico de cocaína poucos meses depois, em 29 de abril de 2015. Gularte havia sido preso em 2004 em Jacarta ao tentar transportar seis quilos da droga em pranchas de surfe. Seu diagnóstico de esquizofrenia paranoide motivou apelos humanitários, mas a pena foi mantida. Manuela Farias: Ela escapou da pena de morte ao ser detida no aeroporto de Bali com quatro quilos de cocaína distribuídos na bagagem em 31 de dezembro de 2022. Manuela havia dito a parentes que viajaria ao país para passar a virada do ano com o namorado. Em junho, ela foi condenada a 11 anos de reclusão.
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‘Seria um erro se o MDB tivesse apoiado Lula’, diz Ricardo Nunes, prefeito de São Paulo
Articulador do acordo que garantiu o apoio da maioria dos diretórios estaduais do MDB a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da disputa presidencial, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirma que o partido acertou ao adotar a neutralidade no primeiro turno e respeitar as “muitas forças políticas” da legenda. Ainda que o MDB tenha integrado a gestão petista com três ministros, teria sido um erro apoiar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), avalia. Agora, Nunes vê clima para ampliar o número de diretórios que decidiram endossar Flávio nas três semanas finais da eleição — hoje são 17. Hoje, o prefeito e outras lideranças emedebistas, como o presidente nacional do partido, o deputado federal Baleia Rossi, promovem um ato em São Paulo oficializando a posição pró-Flávio. Ao GLOBO, Nunes critica o governo Lula, rechaça qualquer possibilidade de apoiar Ricardo Salles (Novo) para sua sucessão, em 2028, e garante que vai trabalhar pela candidatura de algum integrante de seu secretariado. O senhor trabalhou ativamente pela eleição do Flávio Bolsonaro, mas seu partido declarou neutralidade no primeiro turno. Agora, a maioria dos diretórios estaduais do MDB decidiu apoiar Flávio. Por que a mudança de posição? Desde o início, declarei apoio ao Flávio, fui um dos primeiros. Conversei com ele, que me convenceu de que estava bem intencionado para fazer uma boa gestão, e que era um nome forte para tirar o PT, que vem fazendo uma gestão péssima, particularmente com a cidade de São Paulo. Uma perseguição absurda. Estou fazendo um programa habitacional sem um centavo do governo federal (o Pode Entrar). Ficam segurando nossas operações de crédito. Além de outras questões: R$ 11 trilhões de dívida pública, uma gastança absurda, 82% da população endividada. Vejo no Flávio possibilidade de resgatar o país e dar uma condição de vida melhor para as pessoas. Foi um erro o MDB não ter apoiado o Flávio já no primeiro turno? Não, porque o MDB é muito grande, com muitas forças políticas. Seria um erro se tivesse apoiado o Lula. Meu papel foi o de mostrar, para as pessoas do MDB, que esse não seria um bom caminho. O partido tem três ministérios, e o fato de liberar os seus diretórios para poder apoiar quem quisesse, aí sim eu acho que foi um acerto. Ricardo Nunes e Flávio Bolsonaro Gildson Souza/Prefeitura de SP Vê chance de avançar além de 17 diretórios? Vai ter mais. Como são 27 diretórios, precisaria ter a maioria, se tivesse 14 já estava suficiente. Acho que os 17 é mais para poder mostrar de forma enfática que tem uma grande maioria. Os outros devem vir. O MDB irá pleitear cargos num eventual governo do Flávio? Não. O MDB tem que pleitear que não seja perseguido, que cada município governado pelo MDB tenha seus pleitos atendidos e que a economia macro possa evoluir bem. Agora, pedir cargos, de jeito nenhum. Não participei de nenhuma conversa sobre isso, não teve nada sobre isso. Eu garanto que em nenhum momento teve nenhuma condição para apoiar ou uma sugestão de nome para ministérios. Mas se houver essa procura, o senhor tem nomes que poderia indicar para o governo Flávio? A minha equipe é muito boa, a gente tem nomes muito bons aqui. Não vou indicar ninguém, mas se o Flávio pedir alguém, como o Lula pediu... O (Robinson Sakiyama) Barreirinhas (procurador municipal de carreira de São Paulo e atual secretário especial da Receita Federal) está lá, a gente tem pessoas daqui do nosso quadro que estão lá. Se precisar, obviamente a gente vai ceder. O Flávio saiu com vantagem no primeiro turno e tem o apoio de quase todos os outros candidatos de direita. A estratégia dele deve ser a de “jogar parado”, não ir a debates, por exemplo? Acho que ele deve ir, ele tem que questionar o Lula sobre o filho dele (Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha) no caso do INSS, sobre a questão econômica. Só o fato do Flávio ir para o segundo turno na frente do Lula já deu uma melhorada na economia. As pessoas já enxergam no Flávio uma segurança maior na condução econômica do país. A gente está reunido, fazendo, correndo, recebendo as pessoas, recebendo os partidos, sem salto alto. A eleição é quando fecha a urna, às 17h do dia 25 de outubro. Ainda que tenha recebido uma votação maior que o pai, Flávio perdeu para Lula na cidade de São Paulo e mais 13 municípios da Região Metropolitana, mesmo com seu apoio, do governador Tarcísio de Freitas e de vereadores. Por quê? O Tarcísio teve 1,2 milhão de votos a mais do que teve na última eleição aqui na capital. A diferença do Flávio (em relação ao Lula) foi bem pouca. Na eleição anterior foi de 650 mil votos e, nesta, de 300 mil. Se você imaginar 300 mil votos no universo de uma cidade de 12 milhões de habitantes, a diferença é pequena. Porque 1% de São Paulo representa muitos “por cento” em qualquer estado. Então foi uma grande vitória, a gente pode avançar e ampliar. É lógico que o PT jogou muito forte aqui na capital, do ponto de vista de estrutura de campanha. Mas ainda podemos considerar uma vitória o avanço do Flávio. Há espaço para avançar no segundo turno na cidade? Ele vai ter mais votos no segundo turno do que teve no primeiro turno aqui, porque teve votos que foram para o Ronaldo Caiado (PSD). O Gilberto Kassab (presidente nacional do PSD e vice de Caiado) é daqui, então também houve uma estrutura grande de campanha. E a gente vai agora poder focar um pouco mais na campanha do Flávio. Porque eu tive que pegar muitas frentes, a campanha do Tarcísio, da chapa de deputados e de senadores, agora a gente vai poder focar só no Flávio, mostrar para as pessoas a importância que é um alinhamento do governo federal, estadual e municipal. Se eu tiver um alinhamento com o governo federal… Porque eu não tive nada, só boicote. O governo federal só boicotou a cidade de São Paulo. Boicote o tempo inteiro. O senhor foi um dos mais críticos à candidatura de Ricardo Salles (Novo) ao Senado. Ele acabou desistindo dias antes da eleição, mas aliados já falam que ele fez esse movimento de olho em disputar a prefeitura de São Paulo em 2028. O senhor apoiaria o Salles? Jamais. O Salles é uma pessoa que tem uma dificuldade muito grande de civilidade. Para cuidar de uma cidade de 12 milhões de habitantes com tantas questões, uma cidade que é muito rica e que é muito pobre ao mesmo tempo, isso não funciona. O Salles, em hipótese alguma, terá o meu apoio. Primeiro porque ele é um irresponsável, fica fazendo críticas e denúncias levianas sem nenhuma prova. Quem são os melhores nomes para disputar a prefeitura? Alguém que seja do meu time aqui, que está me ajudando a entregar. Vai ser alguém do meu secretariado, porque eu preciso dar continuidade naquilo que a gente está fazendo, a gente tem metas muito ambiciosas na área de drenagem, na área habitacional. E qual o seu futuro político? Um caminho natural seria ocupar uma secretaria do Tarcísio, para depois se cacifar ao governo estadual, ou é possível um cargo num eventual governo do Flávio? Não sei. Difícil falar isso. Ainda tenho dois anos e três meses de mandato, o que me preocupa é chegar lá no final do meu mandato com a avaliação boa e com as entregas. Essas coisas vão acontecendo naturalmente. Se eu terminar com uma boa aprovação e aparecer bem o meu nome na pesquisa, com baixa rejeição, é natural que o meu nome surja. Para qual cargo? Para qualquer cargo, é uma coisa natural. Agora se eu terminar mal avaliado com uma rejeição alta, eu encerrei minha carreira. Vou trabalhar todo dia pra poder concluir com uma boa aprovação.
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Flávio faz giro por estados nesta semana, e Lula prepara ato com caminhoneiros em SP e percorre Minas Gerais
A menos de duas semanas do segundo turno, Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fará um giro por diferentes regiões do país nesta semana, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta ampliar sua base de eleitores e reduzir a abstenção. Depois de terminar o primeiro turno à frente do presidente, o senador aposta em ampliar sua votação no Sudeste, região que concentra os maiores colégios eleitorais do país e onde sua campanha acredita haver espaço para crescer. Lula, por sua vez, tem previstos atos em São Paulo e em Minas Gerais, além de uma sabatina na TV Globo, no Rio de Janeiro, na quinta-feira. Após uma semana de reuniões em Brasília com integrantes de sua campanha, Lula tem buscado mudar a comunicação para a reta final da disputa. Uma das apostas do petista é alcançar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. Mais de 33 milhões de brasileiros deixaram de votar na primeira etapa da eleição e poderão participar normalmente do segundo turno, marcado para 25 de outubro. A campanha também tem investido em uma comunicação mais direta nas redes sociais, com vídeos em tom informal e apelos à mobilização de apoiadores. A estratégia ocorre em paralelo à retomada de atos presenciais, com compromissos previstos em São Paulo e Minas Gerais nesta semana. Flávio, por sua vez, tem convocado seus apoiadores a intensificar a mobilização digital na reta final. Em uma transmissão ao vivo na noite de segunda-feira, o senador pediu que os eleitores ajudem a ampliar o alcance das publicações da campanha. — Eu tô aqui pedindo pra você me ajudar. Vamos dar esse gás final. Compartilhe as coisas que tão aqui na nossa rede social — disse. Os dois candidatos começaram a semana em Brasília, com compromissos religiosos no feriado de Nossa Senhora Aparecida. Lula participou de uma missa na capela do Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência, enquanto Flávio acompanhou uma celebração na Catedral Metropolitana de Brasília. Nesta terça-feira, Flávio permanecerá na capital federal durante a manhã para visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O encontro foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou a retomada das visitas. O senador estava impedido de encontrar o pai desde julho. Depois, Flávio seguirá para São Paulo, onde participará de uma reunião com integrantes do MDB. Dirigentes de diretórios estaduais do partido devem anunciar apoio à candidatura do senador. À tarde, ele também participará do Grande Encontro do Associativismo, no Clube Atlético Monte Líbano, em Moema. Na quarta-feira, Flávio tem previsão de viajar a Porto Alegre, onde participará de uma reunião com integrantes da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (Fiergs). Ele também deve participar de agendas com o governador eleito do estado, Luciano Zucco (PL). Lula, por sua vez, articula para quarta-feira um ato com caminhoneiros em São Paulo. O compromisso ainda depende da confirmação da programação da campanha. Já na quinta-feira, o presidente deve ser sabatinado pela TV Globo, no Rio de Janeiro. No mesmo dia, Flávio tem compromissos previstos em Manaus, pela manhã, e em Belém, à noite. Na sexta-feira, enquanto Flávio estará no Rio de Janeiro para a sabatina do Jornal Nacional, Lula deve participar de atos de campanha em Juiz de Fora e Ipatinga, em Minas Gerais. No sábado, o senador tem previsto um evento com o ex-deputado federal João Roma (PL-BA), no Farol da Barra, em Salvador. A participação de Lula e Flávio no debate da Band, marcado para a noite de domingo (18), ainda é uma dúvida. Embora os dois candidatos tenham demonstrado interesse em comparecer, as presenças ainda não foram confirmadas. A indefinição ocorre depois de um primeiro turno em que os dois principais candidatos à Presidência não se enfrentaram em um debate cara a cara para discutir suas propostas e seus planos de governo.
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Flávio Bolsonaro recebe apoio de parte do MDB, após articulação de Tarcísio e Nunes, em evento em São Paulo
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, recebe o apoio da maioria dos diretórios regionais do MDB nesta terça-feira (13). O partido chefiou três ministérios ao longo do mandato do petista, mas decidiu ficar neutro na primeira rodada do pleito. O acerto tardio foi negociado pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e pelo prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). A expectativa é que lideranças de ao menos 17 diretórios estaduais atendam à costura política depois de Flávio aparecer à frente no primeiro turno, com cerca de 47% dos votos válidos, contra 45% do petista. O anúncio ocorre durante a tarde no escritório de campanha de Tarcísio, que ainda não foi desativado, mesmo após conquistar novo mandato no estado. O governador tem se engajado mais na campanha de Flávio, inclusive nas redes sociais, agora que não corre mais o risco de perder votos. O presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, é um aliado de Tarcísio. O aceno público, contudo, só foi tomado diante da perspectiva mais concreta de vitória de Flávio na eleição presidencial e com as derrotas de alguns grupos influentes da sigla nas regiões Norte e Nordeste. O senador Renan Calheiros e o ex-ministro dos Transportes Renan Filho foram derrotados em Alagoas. Helder Barbalho se tornou senador pelo Pará, mas não conseguiu emplacar Hana Ghassan como sucessora no Executivo. Imediatamente após conhecer o resultado das urnas, o ex-presidente Michel Temer (MDB) declarou apoio a Flávio no segundo turno. Antes, havia endossado a tentativa de Ronaldo Caiado (PSD) de quebrar a polarização entre PT e PL, ainda que não de maneira oficial. Temer foi o responsável pela indicação de Alexandre de Moraes como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o que propicia resistência no bolsonarismo, mas também guarda boa relação com Tarcísio. Uma ala pró-Lula do MDB, por outro lado, com nomes como o do ex-governador do Pará Helder Barbalho, articula o anúncio de um apoio à reeleição do presidente, que pode ser feito também nesta terça-feira, segundo informações da Folha de S. Paulo. O candidato do PL passou a reunir apoios de candidatos derrotados e partidos que optaram antes pela neutralidade depois de se mostrar competitivo nas urnas. Além de Caiado, Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) declararam voto em Flávio. Republicanos, Podemos, Novo e a federação composta por União Brasil e Progressistas seguiram o mesmo caminho. PSD e a federação PSDB e Cidadania liberaram os seus diretórios regionais para direcionarem o voto a qualquer candidato. Renan Santos (Missão) se absteve. UP, PSTU e PCB apoiaram Lula. No fim do dia, a partir das 17h, Flávio participa de um evento da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), no Clube Monte Líbano. Os organizadores, que dizem também ter convidado Lula, entregam proposta de aumento do teto de enquadramento no Simples Nacional, além de medidas mais amplas, como adoção de voto distrital, idade mínima para ministros do Supremo e dos tribunais de contas e do fim da reeleição para o Executivo. Antes de viajar a São Paulo, Flávio deve visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar, em Brasília, condenado por tentativa de golpe de estado. Será a primeira visita em três meses depois que o senador usou uma delas para divulgar uma carta, escrita à mão, em seu apoio. Os encontros foram liberados por Moraes desde que não tenham "finalidade político-eleitoral" e gerem repercussão antes do segundo turno, marcado para o próximo dia 25.
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Nunes Marques reúne campanhas de Lula e Flávio em meio a guerra judicial por derrubada de canal pró-petista
A assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou ontem ao presidente da Corte, Kassio Nunes Marques, não ter identificado o compartilhamento de notícias falsas no canal “Exército do Lula”, com 3,9 milhões de participantes no WhatsApp, desde o fim da campanha do primeiro turno. O espaço criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG) pulou de 50 mil usuários para a casa dos milhões nos últimos dias, a partir da mobilização de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tentam recuperar a desvantagem verificada nas urnas. O grupo foi alvo de uma disputa de liminares anteontem, após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) alegar que a ferramenta estava sendo usada para o disparo em massa de desinformação. O mesmo argumento de Flávio chegou a ser acatado por Nunes Marques, que decidiu suspender o grupo. No mesmo dia, contudo, o presidente da Corte foi desautorizado pelo colega do tribunal Ricardo Villas Bôas Cueva, relator do tema na Corte. O documento apresentado ontem a Nunes Marques pela Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE foi tratado por alguns ministros como um indicativo de que não havia provas para suspender o canal, como foi determinado pelo presidente da Corte.O parecer foi elaborado a partir de ordem do próprio ministro para verificar se o canal divulgara “afirmações” de que Flávio Bolsonaro “pretenderia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil, estaria envolvido com milícia, reduziria aposentadorias e o Benefício de Prestação Continuada ou teria mandado cancelar o reajuste do Bolsa Família”. “Quanto à circulação de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes, não foram localizadas, entre as publicações do canal no período de 2 a 11 de outubro de 2026, reproduções das afirmações examinadas nos autos. A verificação abrangeu os textos das mensagens, as pré-visualizações de links, inclusive as miniaturas e os títulos dos vídeos vinculados, assim como os áudios transcritos”, registra o parecer do órgão. Reunião marcada O ato do presidente do TSE no fim de semana foi considerado um atropelo por especialistas, já que a decisão pela suspensão foi determinada em recurso de cunho administrativo, apresentado pela campanha de Flávio, sobre a suposta violação de termo de compromisso para as eleições assinado pela Meta, dona do WhatsApp. Cueva, por sua vez, já era responsável pelo caso envolvendo o canal. Hoje, Nunes Marques terá uma reunião com as equipes jurídicas das campanhas de Lula e Flávio para conversar sobre o tema. A eleição de 2026 já se tornou um marco em termos de judicialização. Como mostrou levantamento do GLOBO, o TSE recebeu 698 processos envolvendo as duas principais candidaturas apenas até o último dia 4, um recorde considerando as duas últimas eleições presidenciais. Como funciona o 'Exército do Lula' Editoria de Arte Ao manter o canal no ar, Cueva alegou que haveria “restrição à liberdade de expressão”. A assessoria técnica do TSE comparou os conteúdos disseminados no canal com aqueles citados na decisão de Nunes Marques. A assessoria ponderou que parte das publicações antigas do canal, realizadas em setembro, foram excluídas. Ainda apontou que há duas publicações feitas que podem ter o mesmo tema de conteúdos derrubados liminarmente pela cúpula do TSE, uma que trata da ligação entre Flávio e o banqueiro Daniel Vorcaro e a declaração do candidato de que pretende “mudar” a Constituição. O órgão, no entanto, destaca que não pôde determinar a equivalência destas publicações com conteúdo que já foi derrubado pela Corte. Outra publicação destacada pela assessoria de desinformação do TSE foi a feita por Janones, no dia 8 de outubro, que diz que não divulgará “uma única fake news até o final da campanha” e que nada havia sido divulgado até então. Plano de conformidade Janones ganhou projeção política na esteira da greve dos caminhoneiros, em 2016. Dois anos depois, foi eleito para o primeiro mandato de deputado federal. Em 2022, atuou na linha de frente da batalha digital em favor de Lula. O grupo que entrou na mira do TSE foi criado no primeiro semestre e multiplicou de seguidores na última semana. Janones envia orientações de postagens, de como viralizar nas redes e quais temas devem ser explorados. O deputado distribui “missões” em áudios e vídeos para alavancar mensagens da campanha do PT. No parecer, a assessoria técnica ressaltou que a existência de “práticas de mobilização e amplificação relevantes” deve ser avaliada no “plano de conformidade” assinado pela Meta. “Os elementos verificados indicam (...) que a estrutura de orientações centralizadas e sincronizadas, com linguagem de agitação, permanecia em operação até 11 de outubro de 2026, aplicada à mobilização em torno de outros conteúdos, com práticas de mobilização e amplificação cuja interação com as salvaguardas do serviço pode ser examinada”. O órgão também sugere que dados sob a guarda da plataforma precisariam ser avaliados para se saber se o plano de “conformidade” foi cumprido. No termo de compromisso assinado pela Meta, quando trata das diretrizes para “canais” no WhatsApp, a plataforma diz que o grupo pode ser suspenso se houver violações da política. Um dos motivos é propagação de “atividade ou conteúdo que propositalmente engane, se passe por outro, ou deturpe intencionalmente”.
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Sul-Americana: Vasco desafia Boca Juniors na Bombonera para retomar protagonismo continental
A indefinição sobre o estádio do jogo de volta mobilizou os cruz-maltinos e tomou conta do noticiário às vésperas do encontro entre Vasco e Boca Juniors pela Sul-Americana. Mas o duelo que começa hoje à noite, às 21h30, em Buenos Aires, tem uma dimensão capaz de relegar qualquer história paralela ao segundo plano. Afinal, o Gigante da Colina entrará em campo na Bombonera em busca de uma final que o recolocaria na posição de protagonista da América do Sul após um longo inverno, em meio ao crescimento do time sob o comando do técnico Pedro Emanuel e ao fortalecimento do clube no processo de revenda da SAF. A excepcionalidade da ocasião explica a invasão de vascaínos à capital argentina. Já são 25 anos sem que o cruz-maltino entre em campo em um dos dois maiores palcos do futebol do país: a própria Bombonera ou o Monumental de Núñez, casa do River Plate. A última vez em que o Vasco pisou no caldeirão do Boca Juniors foi em 25 de setembro de 2001, no empate em 2 a 2 pela Copa Mercosul, quando Odvan e Euller marcaram para os cariocas. Vasco empatou em 2 a 2 com o Boca Juniors, na Bombonera, pela Copa Mercosul de 2001 AFP Já da casa do River Plate e da seleção da Argentina, as lembranças são inesquecíveis. A primeira delas é a goleada por 4 a 1 sobre os Millonarios, em 22 de novembro de 2000, na campanha do título do mesmo torneio. Pedrinho, ex-jogador e atual presidente cruz-maltino, deixou sua marca no placar. Dois anos antes de levantar o troféu da Mercosul, o Vasco havia vivido, também no Monumental, um dos momentos mais emblemáticos de sua história: o famoso gol de falta de Juninho Pernambucano na semifinal da Libertadores de 1998, ano em que conquistaria o título inédito. Mudança no time Ainda que as glórias sejam eternas, o clube buscar recuperar parte desse prestígio. Não à toa, sua última semifinal continental foi na Sul-Americana de 2011, quando acabou eliminado pela Universidad de Chile. Durante o período de ausência das fases decisivas dos grandes torneios, o cruz-maltino assistiu da televisão aos rivais cariocas protagonizarem momentos históricos justamente nesses palcos lendários do futebol sul-americano. Desde 2019, Flamengo, Fluminense e Botafogo conquistaram cinco Libertadores. O rubro-negro levantou a taça em 2019, 2022 e 2025, enquanto o tricolor conquistou seu único título em 2023, ao bater o Boca no Maracanã. Já o alvinegro ergueu a taça inédita em 2024, numa final contra o Atlético-MG no Monumental. Para o jogo de hoje, Pedro Emanuel tem Nuno Moreira e Adson como opções para substituir Colidio entre os titulares do Vasco. O argentino sequer viajou a Buenos Aires, já que não foi inscrito pelo cruz-maltino na competição e segue na lista do River Plate, seu ex-time, para a etapa de mata-mata. No treino de ontem, o único em solo argentino antes da partida, o técnico português testou variações com os dois jogadores. O meio-campista Cauan Barros, que recentemente sofreu um acidente de carro, e o centroavante Spinelli seguem fora por problemas físicos. O meia Johan Rojas, por opção técnica, e o zagueiro Cuesta, em fase de transição, também não viajaram. Já o atacante Bruno Duarte, poupado contra o Remo após sofrer uma pancada na costela durante o clássico com o Botafogo, não tem limitações físicas e deve ser titular. Brenner também volta a ficar à disposição da comissão técnica. Em razão do feriado de Nossa Senhora Aparecida no Brasil, ontem, a Conmebol estendeu para hoje, às 12h, o prazo para o Vasco definir o estádio em que enfrentará o Boca no jogo de volta da semifinal, marcado para 20 de outubro. O cruz-maltino havia escolhido o Maracanã após uma vitória inicial na Justiça. O consórcio liderado por Fla e Flu, porém, conseguiu uma liminar e voltou a vetar a liberação do estádio. O Vasco recorreu novamente e tem expectativa de reverter o cenário mais uma vez. Caso não haja definição no prazo previsto, a Conmebol poderá dar a palavra final. O Nilton Santos, estádio do Botafogo, seria o destino provável do jogo nesse cenário . O problema é que o Vasco já vendeu cerca de 50 mil ingressos para a partida no Maracanã. Enquanto isso, a novela continua...
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BK’ comenta preparativos para show no Maracanã e fala da ligação entre o sucesso e sua mãe
“Antes de ser o realizador, você tem que ser o sonhador, mano. E eu sou o sonhador até hoje. Sempre visualizei o rap me levando para onde eu quisesse estar.” E levar o rap aonde ele jamais chegou no Brasil, esta tem sido a missão de Abebe Bikila Costa Santos, de 37 anos, cria de Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio, batizado pela mãe com o nome do etíope que entrou para a História por ter sido o primeiro homem a vencer duas maratonas olímpicas. 'Escrava Isaura', 'Anjo mau', 'Saramandaia' e mais: Por que 1976 mudou as telenovelas no Brasil? Lollapalooza 2027: Um guia com 10 atrações para ficar de olho Conhecido do Brasil inteiro como BK’, o MC chega dia 16 de janeiro ao Maracanã com o show de comemoração dos dez anos de seu álbum de estreia, “Castelos & ruínas”. Que, antes disso, passa por grandes palcos em Porto Alegre (KTO Arena, no próximo dia 24), Salvador (Arena A Tarde, no dia 19/11), Belo Horizonte (Arena Hall, em 28/11) e Curitiba (Igloo Super Hall, 19/12). Fôlego para tanto desafio, o artista mostrou ter: a turnê estreou no último dia 19, em São Paulo, num Allianz Parque com um público de mais de 50 mil pessoas e participações de Marcelo D2, Djonga, Evinha, Luccas Carlos, L7nnon, Sain, Akira Presidente e Febem. Antes dessa turnê, realizada em parceria com a produtora 30e, o rapper já havia dado provas do tamanho que conquistara no rap ao encher a Praça da Apoteose, às próprias custas, em duas ocasiões: em 2024, no encerramento da turnê do álbum “Icarus”; e no ano seguinte, com o festival Gigantes, que montou para fazer o lançamento do seu álbum “Diamantes, lágrimas e rostos para esquecer”. — Inclusive, na última vez na Apoteose eu fiquei muito mais nervoso do que no Allianz, porque nunca tinha cantado as músicas, era tudo novo. Ali, a gente só conseguiu ensaiar 100% no dia do show, então era muita adrenalina, tudo muito pensando nos mínimos detalhes, tentando errar o mínimo possível — conta ele ao GLOBO. — No Alllianz, estava feliz, mano, estava solto, já tinha vivido duas experiências. A gente foi se preparando para fazer esses grandes espetáculos, em grandes palcos, para saber lidar com uma multidão. Acho que, agora, um show para 500 pessoas é que é o mais difícil de fazer! ‘Cabeça a milhão’ A pressão do Maracanã é forte para esse carioca. — Evito ficar ansioso por antecipação. Quando chegar na semana do show, aí sei que minha cabeça vai ficar a um milhão, é quando a galera começa a pedir ingresso, a pedir um monte de coisa, gente a toda hora ligando e a gente tendo que ensaiar, fica aquela confusão. Mas (o Rio) é a nossa casa, e a gente já vendeu mais ingressos do que no show de São Paulo — revela BK’, com uma provocação ao público do Rio. — Eu nunca senti aquilo (que senti em São Paulo) em nenhum show, todo mundo cantando, quase três horas de show, a energia não baixou hora nenhuma. Sei que no Rio vai ser melhor, mas só vou acreditar na hora, vendo! Para o show do Maracanã, BK’planeja trazer para o palco boa parte dos convidados que se apresentaram com ele em SP, e algumas surpresas, mas está dependendo da disponibilidade de datas dos artistas. Seu show acontece um dia depois que os gigantes americanos do rock System of a Down e Faith No More tocam no mesmo estádio, em espetáculo promovido pela mesma 30e. — De certa forma vai ser bom, porque a gente vai tentar aproveitar algumas coisas da estrutura. O ruim é que eu não vou conseguir ir no show do System (risos) — brinca ele, acrescentando que durante um bom tempo sequer pensou em Maracanã já que “queria concentrar todas as energias no Allianz”. — Eu achava que ali já ia ser um desafio bem grande, me imaginava cantando lá bem mais para frente, daqui a uns cinco, seis anos. E aconteceu agora, foi uma surpresa muito boa. No Rio, pensamos em fazer alguma coisa de graça, na rua. Ou então três noites na Fundição Progresso. Mas aí a gente falou: “Cara, a gente não vai conseguir devolver para o Rio de Janeiro da mesma forma.” Tudo que a gente fez foi se arriscando. Por que não ia se arriscar agora? O rapper BK', no Maracanã Divulgação/Pepe Rodrigues Nessas horas, BK’ pensa muito na mãe, a educadora e pesquisadora Ana Cristina Gomes, uma das fundadoras do Movimento de Mulheres Negras do Rio de Janeiro, que faleceu em agosto do ano passado, após um transplante de coração. — Não há nada que pague o ensinamento que ela me deu, mas acredito que, dentro desses dez anos que tive de carreira, a gente conseguiu curtir bastante. Consegui deixar minha mãe bastante orgulhosa. Lembro que ela falou: “Pô, eu olho para você e para o seu irmão, eu fico realmente feliz de ver que eu eduquei vocês certo. Eu fiz a coisa certa” — emociona-se. — Não sou perfeito, mas tu não vai me ver fazendo um monte de merda, não vai me ver destratando os outros, achando que sou Deus. Isso, por causa do que a minha mãe me ensinou, isso por causa do caráter que minha mãe me deu. Ela foi uma pessoa que criou sozinha dois moleques pretos no Rio de Janeiro. Então, quando consigo fazer várias coisas, significa que a minha mãe conseguiu também. Chris Isaak, de 'Wicked game': 'Não componho sobre caminhões e cerveja' Em 2016, quando lançou “Castelos & Ruínas”, BK’ era, em suas próprias palavras, “um rapaz comum, que estava tentando encontrar o seu caminho”. — Muita gente associa o castelo à riqueza, mas o que eu queria ali era realmente encontrar um sentido. Quando canto as músicas desse disco, aquilo soa para mim como uma pessoa que quer se encontrar no mundo, que quer encontrar seu propósito, sua missão. É alguém que não está necessariamente perdido, desesperado, mas que fala: “Beleza, tô aqui, e agora, pra onde é que eu vou? O que vai acontecer?” Na época, o rapper (que chegou a participar de batalhas de rima na Lapa) tinha deixado o Nectar Gang, grupo que “já tinha um respeito na rua, fazia um show ou outro e conseguia ganhar um dinheiro, mas não um dinheirão”. — Sempre pensei no rap como trabalho — conta. — No Nectar, era eu e mais três pessoas, então você acaba rimando menos para ficar um suingue legal, para dividir os versos, cada um ali tinha um espaço. Já no “Castelo e Ruínas”, eu tinha muito coisa para falar. Era vontade de ser visto, de fazer valeu. Hoje eu faço rap 20 horas por dia, naquela época era 24 horas por dia escrevendo, escrevendo, escrevendo, pegando beats na internet, rimando sobre os beats, escrevendo, escrevendo... ‘Disco clássico’ Inicialmente, “Castelos & Ruínas” ia ser só uma mixtape solo, mas “depois de pronto, a gente falou: ‘Cara, isso aqui tem uma unidade, já é um BK’ diferente do BK’ do Nectar’.” Depois de uma audição promovida na galeria Homegrown, na Tijuca, o disco chamou a atenção da cena do rap. Um ano depois do lançamento, BK’ soltou três clipes comemorativos que fizeram mais barulho ainda para o disco. — Aí eu consegui enxergar, botar o pé e acreditar que aquilo ali era o meu trabalho. “Castelos e Ruínas” é o único disco que eu sabia que estava pronto. Quando lancei, tinha uma certeza bizarra dentro do peito, assim de que seria o divisor de muita coisa na minha vida. Eu sempre sonhei em fazer um disco clássico, a sorte é que foi logo no primeiro (risos) — gaba-se ele, reconhecendo que, para além da sonoridade diferente do que rolava no rap do Rio, “Castelos e Ruínas” trouxe a novidade da introspecção. — Ouvindo hoje, não o acho a coisa mais introspectiva do mundo, mas, talvez pelo contexto da época, ele seja um disco que se volta muito não só para as dúvidas, mas para os pontos de vista Fechado um ciclo, com as comemorações dos dez anos de “Castelos & Ruínas” (que seguem com o lançamento, em breve, de um álbum de remixes com participações ilustres — inclusive a do saxofonista americano e astro do jazz Kamasi Washington), BK’ parte para os próximos dez anos de sua carreira. — Quero me reinventar, já venho estudando algumas coisas de sonoridade, nunca vou deixar de ser eu mesmo, mas quero trazer algumas ideias novas — diz ele, que não pensa, por enquanto, em fazer rap em inglês, para o exterior (seu foco é o Brasil). — Meu inglês é horrível! Meu inglês é para chegar na loja, comprar alguma coisa e ir embora. Se tiver que conversar eu já fico nervoso, começo a procurar as palavras e já não quero mais falar. As perspectivas para o rap no país, acredita ele, são as melhores. — As gravadoras estão começando a olhar realmente para o rap, em termos de trabalho, de business, ele vem num crescimento interessante. E as minas vêm tirando muita onda, eu acredito que elas vão conseguir ocupar esse lugar do rap mainstream, igual às divas e os cantores pop. Nosso maior desafio é fazer a música crescer e chegar a mais lugares, e que o rap seja uma porta não só para música rap, mas para cultura hip hop no geral — torce. — Porque é incrível o aumento dos fãs de rap se posicionando para a extrema direita. Mas por que que isso acontece? Porque a música chegou, mas não chegou a cultura. Chegou o flow, chegou o beat, mas não chegou a história, não chegou a base.
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Johnny Massaro traz 'A gente mira no amor e acerta na solidão' ao Rio; ingressos à venda
A peça "A gente mira no amor e acerta na solidão", primeiro solo de Johnny Massaro, que acaba de estrear em São Paulo com temporada toda esgotada, já tem data para vir ao Rio de Janeiro. Livremente inspirada no best-seller da psicanalista e escritora Ana Suy, a peça chega ao Teatro TotalEnergies em janeiro. Os ingressos, que partem de R$ 50, já estão à venda no Ingresso.com e na bilheteria. Assinantes do jornal O Globo tm desconto. ‘Titanique’: musical que satiriza filme estreia no Rio com memes, hits de Céline Dion e humor à brasileira 'Descalços no parque': Larissa Manoela e André Luiz Frambach estreiam juntos no teatro: 'a gente se inspira no Tarcísio e na Glória' No espetáculo, um guia turístico convida o público para uma visita ao coração humano. Entre a expectativa da chegada da pessoa amada e a elaboração do fim dessa relação, o personagem conduz os visitantes por um passeio existencial e bem-humorado sobre o amor e a inevitável solidão que atravessa a existência humana. A direção é de Helena Varvaki e a dramaturgia, de Júlia Portes. Serviço Onde: Teatro TotalEnergies, Glória. Quando: 8 a 31 de janeiro. Que horas: qui a sáb, às 20h. Dom, às 18h. Quanto: de R$ 50 a R$ 100 (qui); e R$ 100 (sex a dom). Classificação: 12 anos.
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Cinco dos dez bairros brasileiros com mais moradores em apartamentos ficam no Rio; Barra da Tijuca lidera ranking carioca
Cinco dos dez bairros brasileiros com mais moradores em apartamentos ficam no Rio de Janeiro. A informação integra um levantamento do perfil Urbanófilo, feito com base em dados do Censo Demográfico de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ao todo, 2,22 milhões de pessoas vivem nesse tipo de habitação na capital fluminense, onde a campeã na categoria é a Barra da Tijuca. Cristo Redentor: Igreja planeja campanha entre fiéis para construir Via Sacra, como fez para erguer monumento ‘Se um dia eu morrer, quero estar fardado’: ex-mulher relembra frase de subtenente do Bope morto em Jacarepaguá A líder no ranking municipal tem 131.766 moradores em apartamentos. Em todo o país, só fica atrás do Plano Piloto, em Brasília, dono da maior população nacional nesse quesito: 173.262. No Rio, é seguida por Copacabana, na Zona Sul (112.868 pessoas); Tijuca, na Zona Norte (109.556); Recreio dos Bandeirantes (108.830) e Jacarepaguá (103.316), ambos também na Zona Sudoeste. Ninguém em Grumari Quando o recorte é por número de unidades, porém, a ordem muda. Copacabana tem 57.650 apartamentos, contra os 55.995 da Barra da Tijuca. Em média, enquanto cada unidade da Barra abriga 2,35 moradores, em Copacabana o valor é de 1,96. O estudo traz outras curiosidades: Grumari e Gericinó não registram moradores em apartamentos. Já o Joá tem apenas oito residentes nessa modalidade; a Cidade Universitária, 47, e Barra de Guaratiba, 124. Veja os bairro do Rio com o maoir número de moradores em apartamento Editoria de Arte De acordo com Bruno Perez, gerente de planejamento do Censo Demográfico do IBGE, os moradores de apartamentos representam 36% da população do Rio. Em 2022, a cidade era a quinta entre as capitais brasileiras com maior proporção de habitantes vivendo nesse tipo de moradia, atrás de Vitória, Porto Alegre, Florianópolis e João Pessoa. — Em 2010, 32,6% da população do Rio de Janeiro residia em apartamentos. Portanto, em 12 anos, houve uma elevação de 3,4 pontos percentuais. Esse crescimento, no entanto, foi menor do que o registrado nas demais capitais das regiões Sul e Sudeste. Ou seja, nessas capitais, a proporção da população vivendo em apartamentos subiu mais rapidamente do que no Rio de Janeiro — afirma Perez. O analista destaca que os apartamentos costumam ser ocupados por menos pessoas do que as casas. No Rio, as casas habitadas tinham, em 2022, uma média de 2,7 moradores, enquanto os apartamentos registravam 2,3. Para Perez, a expansão desse tipo de moradia acompanha mudanças demográficas, como a redução da fecundidade e o crescimento dos domicílios unipessoais e daqueles formados por casais sem filhos. Da orla às passarelas: agente encontra talento na areia de Ipanema e transforma ambulante senegalês em aposta da moda A concentração de moradores em apartamentos em determinados bairros, contudo, reflete um processo de urbanização desigual. Para o historiador Rafael Soares Gonçalves, professor da PUC-Rio, essa distribuição está ligada à trajetória do mercado imobiliário carioca, que se concentrou em áreas estratégicas pela localização, pela oferta de serviços e pelo potencial de valorização. — O Rio de Janeiro tem certa concentração em áreas muito específicas. Não é uma área tão espalhada pelo interesse do mercado imobiliário como a gente pode imaginar em São Paulo — avalia. Rio que mora na Barra A expansão em direção à Barra marcou uma nova etapa do processo de verticalização. A partir da década de 1970, o projeto urbanístico elaborado por Lúcio Costa ajudou a estabelecer um padrão de ocupação diferente daquele dos bairros mais antigos, com empreendimentos de maior porte e áreas internas destinadas aos moradores. O Recreio dos Bandeirantes seguiu caminho semelhante. A Barra da Tijuca é o maior bairro no número de pessoas morando em apartamento na cidade Custodio Coimbra/Agência O Globo Vanessa Moreira, de 48 anos, trocou a Tijuca pela Barra em 2011, quando decidiu morar com o atual companheiro. Inicialmente, o casal procurava um apartamento perto do metrô, mas os preços e as metragens disponíveis fizeram com que a busca fosse ampliada. Na época, ela trabalhava na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e passava boa parte do dia no deslocamento entre casa e trabalho. A oferta de transporte para os moradores do condomínio acabou pesando na decisão de se mudar para a Barra. — O meu marido usa o ônibus do condomínio para ir e voltar do trabalho, eu usei bastante quando trabalhava na Uerj, e hoje o meu filho usa para ir e voltar da escola. Mobilidade não é um problema — diz a designer. Com o passar dos anos, outros aspectos da vida no condomínio ganharam importância. A segurança, que não estava entre suas principais preocupações, passou a pesar mais depois do nascimento do filho, em 2015. Os espaços de lazer e a estrutura oferecida pelo empreendimento também contribuem para que ela permaneça no bairro. Relações de convivência Para Rafael Gonçalves, a concentração de áreas de lazer e serviços dentro dos condomínios transforma as relações de convivência. Embora ofereça comodidade, esse modelo pode reduzir a necessidade de frequentar espaços públicos e de estabelecer relações com pessoas de fora. Sydnei Menezes, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro (CAU-RJ), aponta outra questão: a especulação imobiliária contribuiu para uma expansão que ultrapassou as previsões iniciais, com edifícios de grande porte e alta concentração de moradores. — A Barra era um bairro planejado, mas, por conta da especulação imobiliária acelerada, o resultado acabou sendo o que é hoje: crescimento desordenado, além da previsão inicial, com prédios enormes e muitos moradores — explica. Para Menezes, o desafio é fazer com que a verticalização seja acompanhada pela ampliação da infraestrutura pública. O “milagre” da multiplicação dos edifícios, além de transformar a paisagem urbana, exige planejamento para garantir condições adequadas de vida aos moradores. *Estagiária sob supervisão de Giampaolo Morgado Braga
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Houthis do Iêmen ameaçam com resposta 'dolorosa' se EUA intervierem na guerra
Os houthis do Iêmen advertiram nesta segunda-feira que responderão de forma "rápida e dolorosa" caso os Estados Unidos intervenham no conflito interno do país, depois que a Arábia Saudita, aliada de Washington, pediu apoio diante da intensificação dos ataques contra o reino. A guerra civil no Iêmen, que opõe os houthis, apoiados pelo Irã, ao governo iemenita respaldado por uma coalizão militar liderada pela Arábia Saudita, voltou a se intensificar em julho, em meio ao conflito mais amplo que abala o Oriente Médio e afeta os mercados de energia. Entenda: Houthis voltam a lançar mísseis e drones contra Arábia Saudita, que promete reação 'grave' Futebol: Partida da Liga dos Campeões da Ásia tem alerta de emergência e sofre atraso por ataques dos houthis Os ataques dos houthis, movimento alinhado ao Irã que controla grande parte do Iêmen e está em conflito com a Arábia Saudita há mais de uma década, marcaram uma escalada durante o fim de semana. Na noite de segunda-feira, fortes explosões voltaram a atingir a capital saudita. Moradores de Riade receberam um alerta oficial em seus celulares recomendando que buscassem abrigo "em um local seguro", algo que não acontecia havia semanas. O alerta atrasou em uma hora o início da partida entre o clube uzbeque Neftchi Fergana e o saudita Al Nassr, equipe pela qual atua Cristiano Ronaldo. Pouco depois, os houthis reivindicaram novos disparos contra o aeroporto, alvo de vários ataques nos últimos dias, enquanto Riade afirmou ter interceptado um míssil balístico. Ataque em aeroporto de Riad deixa 12 mortos e mais de 300 feridos Mais tarde, a coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciou ter interceptado outros dois mísseis balísticos, desta vez no sudeste do reino, perto da fronteira com o Iêmen. Os projéteis, lançados "em direção a Khamis Mushait", cidade onde uma base militar saudita já havia sido alvo de ataques, foram destruídos, informou a coalizão no X. "Estão se comportando muito mal" O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que no sábado classificou como "inaceitável" o ataque contra a capital saudita, o mais letal sofrido pelo reino em dez anos, declarou nesta segunda-feira que "os houthis estão se comportando muito mal". Os combatentes apoiados pelo Irã, porém, fizeram um alerta a Washington. "Se os Estados Unidos se envolverem na agressão contra o Iêmen [...], a resposta será rápida e dolorosa", tanto para Washington quanto para "todos os seus interesses na região", declarou à AFP em Sanaa Mohamed Al Bukhaiti, um alto dirigente houthi. Diante da "obstinação" de Riade em privilegiar a opção militar, Bukhaiti ameaçou destruir "todo o conjunto das infraestruturas sauditas" e pediu aos funcionários de instalações petrolíferas e aeroportos da Arábia Saudita que se mantivessem afastados desses locais. O Ministério da Energia saudita reconheceu nesta segunda que o país, maior exportador mundial de petróleo, está sob pressão devido à sequência de ataques e prometeu uma "resposta firme". "Essas circunstâncias colocaram à prova nossas infraestruturas, nossas instituições, nossas equipes e nossa resiliência", disse o ministro da Energia, Abdulaziz bin Salman. Voos cancelados As autoridades sauditas, que até então se mostravam reticentes em revelar a extensão dos danos sofridos, divulgaram durante a noite imagens de videomonitoramento do ataque que matou 13 pessoas no sábado no aeroporto de Riade, atualmente fechado. As imagens mostram passageiros vestidos com a tradicional túnica branca de peregrinação caminhando em fila para passar por um controle de segurança. Em seguida, uma bola de fogo destrói parte do teto e os envolve em fumaça e destroços. Para os peregrinos, outubro marca o início da alta temporada de visitas, período em que milhões de muçulmanos de todo o mundo viajam para Meca e, em alguns casos, também para Medina. É também uma época de grandes eventos empresariais e de entretenimento, que atraem autoridades e executivos. O aeroporto de Dammam também foi atacado, assim como duas instalações energéticas da Aramco no leste do país, enquanto as perturbações no espaço aéreo saudita continuavam. O Irã, que apoia os houthis, expressou sua "profunda preocupação" com a evolução da situação e manifestou disposição para "facilitar o diálogo entre as partes". No Iêmen, os combates continuavam após a ofensiva relâmpago lançada pelos houthis em setembro, que lhes permitiu assumir o controle do Estreito de Bab el-Mandeb, no Mar Vermelho, desencadeando uma contraofensiva das forças governamentais. Apesar dos bombardeios da aviação saudita em apoio às tropas do governo, os combatentes houthis apertaram o cerco à cidade de Taiz, a terceira maior do país. Segundo fontes militares de ambos os lados, os confrontos deixaram mais de 60 mortos nas últimas 24 horas.
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O tempo de Foucault: autor ocupa centro de discussões atuais, de estudos de gênero a necropolítica e como somos moldados pelo nosso entorno
Em um texto sobre o seu amigo e também pensador francês Gilles Deleuze, Michel Foucault escreveu que um dia o século seria deleuziano. Se esse momento ainda não chegou, nos 100 anos do autor de obras clássicas das Ciências Humanas e Sociais como “A palavra e as coisas” e “Vigiar e punir”, é mais provável que possamos considerar que estamos em um tempo foucaultiano. Não por praticar suas ideias libertárias, já que vivemos um momento tristemente conservador, mas por usar suas ferramentas teóricas para enfrentar questões políticas e sociais da atualidade. Inclusive esse conservadorismo. Anne Carson: Nobel de Literatura 2026 vai para a escritora canadense Judith Butler: 'É preocupante ver tantas pessoas levadas pela ignorância' Parte relevante da pesquisa nas humanidades passa por esse personagem que trafega com desenvoltura por Filosofia, História, Comunicação, Direito e diversas outras disciplinas. Os estudos de gênero e a teoria queer, de Judith Butler e Paul Preciado, por exemplo, dialogam com a sua “História da sexualidade”, que mapeou como o sexo é um dispositivo de sociabilidade desde a Antiguidade. A necropolítica de Achille Mbembe é um desdobramento, a partir de países que foram colônias de grandes potências, do conceito de biopoder foucaultiano. Isso para ficar em apenas dois casos. Judith Butler: Filósofa americana discute violência de gênero e dilemas éticos da política Nascido Paul-Michel Foucault em 15 de outubro de 1926 (divide o aniversário com o alemão Friedrich Nietzsche, uma das suas influências), o francês é um dos principais nomes do pós-estruturalismo. Esse grupo, que inclui além de Foucault e Deleuze, Félix Guattari, Roland Barthes e Jacques Derrida, para citar poucos mas representativos nomes, eclodiu para o mundo ao redor do Maio de 1968, quando os protestos nas ruas de Paris ditaram o comportamento político-social no Ocidente. Se o mundo anglófilo propunha o Flower Power do movimento hippie, os franceses preferiram arrancar as pedras das calçadas para arremessá-las nos poderes instituídos. Esses intelectuais traduziram a energia das ruas em livros, aulas, posicionamentos públicos. Entre eles, Foucault era figura de proa. Símbolo muitas vezes do estereótipo do acadêmico francês, com óculos, gola rolê e postura libertária, acrescentando apenas o detalhe da careca, Foucault trafegou em três grandes momentos de pensamento, que são entremeados entre si. Ainda na década de 1960, começou com o chamado período arqueológico, em que buscou entender como os saberes e o conhecimento são constituídos ao longo do tempo. Num segundo momento, já na década de 1970, foi a vez do genealógico, de inspiração nietzschiana, em que tentou compreender a formação dos poderes que moldam nossos modos de viver. Por fim, na década de 1980, numa fase um pouco menos conhecida e menor, pois Foucault morreu em 1984, ele abordou o que ficou conhecido como estética da existência ou cuidado de si. Foi sua forma de tentar imaginar como as nossas subjetividades são constituídas a partir dos diferentes vetores de força que nos atingem cotidianamente. Essa ligação mais próxima com o dia a dia é uma das principais revoluções foucaultianas. Em vez de pensar exclusivamente em grandes estruturas, no sistema como um todo, ele foi no menor, nas relações mais comezinhas para demonstrar que somos moldados pelo nosso entorno, igualmente. Ele não ignorou a economia política nem as classes sociais, mas sugeriu que é, também, na família, na escola, na igreja, no sexo, na forma como prendemos as pessoas, como tratamos os neurodivergentes que moldamos nossas personalidades. A política não aparece apenas nas eleições, mas acontece no cotidiano, estando nós atentos ou não. A preocupação com essa micropolítica foi — e continua sendo — um dos alvos de parte da esquerda marxista mais tradicional. Veio daí o que muita gente apelida, para soar fútil, de pensamento identitário. Mas Foucault não queria abandonar o conhecimento de Marx e cia. Ele almejava inserir novas maneiras de tratar a exclusão de boa parte da sociedade. Era o nascimento da interseccionalidade, tão falada hoje. Em vez de pensar exclusivamente o pobre, deveríamos também teorizar sobre as mulheres, os indígenas, os povos pretos, o meio ambiente, o mundo LGBTQIA+, de que, aliás, ele também fazia parte, e por aí vai. Sua proposta era a diversidade. Essa postura destoante sobressai na virada para os anos 1980, com a ascensão de governos neoliberais nos EUA e na Inglaterra. Por estudar o movimento de forma não abertamente crítica, Foucault é acusado pela esquerda mais tradicional de ter endossado o neoliberalismo. O movimento começava a varrer o mundo e produziu, desde então, fenômenos como a transformação da percepção das classes populares: elas não se sentiriam mais como pobres, mas como empresários de si — termo, aliás, foucaultiano. Outro grupo, a qual me filio, pensa essa aproximação de Foucault como uma forma de “hackear” o pensamento neoliberal. O francês teria percebido que o neoliberalismo “empoderava” o indivíduo ao pregar a meritocracia, dizendo que ele era o único responsável pelo seu sucesso. Contra uma esquerda mais autoritária, esse novo movimento soaria como um convite à rebeldia, tal qual um filho agiria diante do pai — o Estado — controlador. A partir daí, ele reforça a importância da liberdade de escolha do indivíduo, mas reforçando — e essa é a enorme diferença — seu impacto na sociedade. Por isso sua última fase sugere uma Estética da Existência. Tal qual artistas, poderíamos tratar nossas vidas como uma obra a ser criada. Contudo, é necessário lembrar, sempre, que a matéria-prima provém das condições já encontradas em nosso entorno. Seria uma forma de responder ao neoliberalismo a partir da esquerda. Melhor: seria a invenção de uma nova esquerda. Uma esquerda que continua a se importar com o trabalho, a produção econômica, o Estado, mas agora também pensa nos desejos, nos interesses, na diferença. Uma esquerda que afirma que podemos ser o que quisermos, não precisamos obedecer a patrão, pai ou Estado, mas que não estamos sozinhos no mundo. Há redes de segurança para o caso de darmos um passo em falso. Uma esquerda cuja subjetividade inclui ao mesmo tempo a autonomia e a solidariedade. * Ronaldo Pelli é doutor em Filosofia
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‘Quem ama cuida’: após atentado contra Pedro, Ademir faz proposta desesperada ao filho
Nos próximos capítulos da novela “Quem ama cuida”, Ademir (Dan Stulbach) fará uma proposta desesperada a Pedro (Chay Suede). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Lula e Flávio precisam ser explícitos sobre seus planos de ajuste fiscal
Os candidatos Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisam ser mais claros sobre o que farão, em caso de vitória, para sanear a economia. Embora um ajuste fiscal seja inexorável diante da deterioração crescente das contas públicas, as campanhas têm evitado se comprometer com propostas objetivas, preferindo a generalização, o anúncio de paliativos ou medidas inexequíveis. Prevalece a incerteza, como mostrou reportagem do GLOBO. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Eleição on-line perde conteúdo
A eleição não acabou, mas posso dizer que foi uma das mais singulares da História. Assisti a algumas antes e a todas depois da redemocratização. Uma das características de agora é a incontestável hegemonia das redes sociais. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Eleitor quer a soma de direita e esquerda
A eleição presidencial não acabou, e quem acha que está decidida se engana. É verdade que jamais o vencedor do primeiro turno perdeu no segundo. Mas também é verdade que nunca a vitória de um sobre o outro foi tão estreita. Não bastasse isso, os votos que Flávio ganhou a mais, neste pleito agora, foram de Lula em 2022. Não se trata de um eleitor antipetista. Ainda assim, Flávio é favorito, e por uma razão apenas: tem errado menos. A pista que explica o que levou Lula à vitória em 2022 e deu a Flávio a vantagem nesta eleição pode estar na leitura que um jornalista americano faz dos Estados Unidos. É Chuck Todd, ex-diretor da sucursal de Washington da rede NBC. O eleitor deseja valores conservadores e uma política de Estado à esquerda. Nenhum lado do espectro político lhe entrega o que busca. Daí fica zanzando de um canto ao outro, sempre insatisfeito com o que o presidente lhe entrega. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Para não ficar dependente do GPS
Quando consultamos a localização no celular ou seguimos a rota de um aplicativo, raramente pensamos na infraestrutura que torna esses serviços possíveis. Menos evidente é sua importância para telecomunicações, sistemas financeiros, agricultura de precisão, transporte aéreo, logística e energia. Falamos de Posicionamento, Navegação e Tempo (PNT). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Fernanda Vasconcellos estrelará novela vertical do Globoplay. Saiba os detalhes
Bia Seidl e Fernanda Vasconcellos serão Renata e Alzira, mãe e filha, em “Tudo que aprendi com você”, novela vertical que estreia nesta terça (13) no Globoplay. Mais novela vertical: Carol Castro será protagonista de microdrama natalino do Globoplay. Veja quem também está no elenco e saiba detalhes Filho de Marcello Novaes: Diogo Novaes vai estrear como protagonista em novela vertical do Globoplay e fará par com Monique Alfradique. Renata é uma gerente de Recursos Humanos. Diante de reestruturações na empresa onde trabalha, ela passa a conviver com o receio da demissão. Ao mesmo tempo, seu marido conclui a compra da casa própria da família. Eles são pais de Letícia, de 3 anos. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Em meia às incertezas da vida, a personagem encontra na mãe o suporte necessário para seguir a jornada. A história tem sete episódios no total. Eles serão disponibilizados simultaneamente no catálogo da plataforma, com acesso gratuito. A produção, desenvolvida em parceria com a Nestlé, é a primeira feita junto com uma marca. Ela também entrará nos perfis do Globoplay no Instagram e no TikTok. Initial plugin text
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Horóscopo de hoje: veja previsão para seu signo no dia 13/10
Áries (21/3 a 20/4) Elemento: Fogo. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Libra. Regente: Marte. A confiança crescerá pela possibilidade de repartir um peso de forma justa. Aceitar apoio exigirá reconhecer o que pode ser compartilhado e o que segue sob sua responsabilidade. Um acordo claro dará base. Touro (21/4 a 20/5) Elemento: Terra. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Escorpião. Regente: Vênus. A relação ganhará consistência nas atitudes que confirmam a disposição de estar junto. Haverá espaço para combinar expectativas com franqueza e menos exigência de adivinhação. Valorize o cuidado possível. Gêmeos (21/5 a 20/6) Elemento: Ar. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Sagitário. Regente: Mercúrio. Uma orientação bem compreendida facilitará o andamento das tarefas e a construção de um ritmo em que esforço e recuperação tenham lugar. Considere as condições necessárias para cumprir obrigações. Câncer (21/6 a 22/7) Elemento: Água. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Capricórnio. Regente: Lua. O apoio recebido dará coragem para desenvolver uma expressão mais pessoal. Sinta que o erro cabe no processo. Acolha o incentivo e escolha uma maneira de cultivar o prazer que começa a ganhar espaço. Leão (23/7 a 22/8) Elemento: Fogo. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Aquário. Regente: Sol. A vontade de acolher ampliará compromissos na vida íntima. Conversas francas ajudarão a encontrar uma medida para que o cuidado circule. Ofereça aquilo que consegue manter, mesmo após o entusiasmo. Virgem (23/8 a 22/9) Elemento: Terra. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Peixes. Regente: Mercúrio. Um entendimento terá força ao transformar intenções em palavras. Converse sobre necessidades, buscando termos que respeitem as partes envolvidas. Atenha-se ao ponto principal e confirme combinados. Libra (23/9 a 22/10) Elemento: Ar. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Áries. Regente: Vênus. A segurança aumentará ao reconhecer quais recursos estão de fato à disposição. Um compromisso terá continuidade com uma distribuição mais cuidadosa de tempo e energia. Apoie suas escolhas no possível. Escorpião (23/10 a 21/11) Elemento: Água. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Touro. Regente: Plutão. Dar nome a uma necessidade facilitará a escolha de como agir. A receptividade ao redor ajudará, mas será importante participar ativamente do cuidado que deseja receber. Assuma uma iniciativa compatível. Sagitário (22/11 a 21/12) Elemento: Fogo. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Gêmeos. Regente: Júpiter. A pressão interna diminuirá ao admitir que uma parte do esforço pode ser repartida. Um apoio discreto favorecerá a retomada de um processo ainda reservado. Escolha com quem compartilhar o que está vivendo. Capricórnio (22/12 a 20/1) Elemento: Terra. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Câncer. Regente: Saturno. Um objetivo encontrará sustentação na contribuição de pessoas com capacidades diferentes. Seu papel ficará claro. Considere uma participação concreta, levando em conta as diferentes disponibilidades. Aquário (21/1 a 19/2) Elemento: Ar. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Leão. Regente: Urano. O compromisso com uma direção receberá credibilidade. Haverá a oportunidade de firmar uma responsabilidade em condições mais realistas. Na hora de decidir, considere os recursos que são necessários. Peixes (20/2 a 20/3) Elemento: Água. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Virgem. Regente: Netuno. A confiança em um caminho crescerá mais depressa do que a compreensão de suas exigências. Uma orientação consistente ajudará a dar medida ao entusiasmo. Siga aprofundando o que ainda está aprendendo.
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Mega-Sena não terá sorteio nesta terça-feira dos R$ 150 milhões acumulados; confira o calendário desta semana
A Caixa Econômica Federal não realizará o sorteio da Mega-Sena nesta terça-feira (13), como de costume. O sorteio do concurso 3.070 da Mega-Sena, com um prêmio estimado em R$ 150 milhões, será então realizado na quarta-feira (14). Os sorteios da loteria ocorrem às 21h, no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP), e contam com transmissão ao vivo pelas redes sociais da instituição e do g1. Move Brasil: Qual carro cabe no seu bolso? Calculadora do GLOBO simula parcela de cada modelo para motoristas de app e táxi Você é um dos 83 milhões de brasileiros endividados? Ferramenta do GLOBO ajuda a organizar suas contas; confira Na próxima quinta-feira (15), também não haverá sorteio. O concurso 3.071 está marcado para o domingo, dia 18. Como apostar na Mega-Sena O palpite mínimo para a Mega-Sena custa R$ 6,00. Além desse modelo de aposta, com seis números selecionados, que paga o prêmio principal, ainda é possível ganhar prêmios ao acertar quatro ou cinco dezenas. Já o Bolão Caixa é a possibilidade que o apostador tem de realizar apostas em grupo. Basta preencher o campo próprio no volante ou solicitar ao atendente da lotérica. Na Mega-Sena, os bolões têm um preço mínimo de apenas R$ 18,00, com cada cota a partir de R$ 6,00. Veja os dez maiores prêmios sorteados na História da Mega-Sena: Concurso 2.525 (01/10/2022) — R$ 317.853.788,54 Concurso 2.150 (11/05/2019) — R$ 289.420.865,00 Concurso 2.237 (27/02/2020) — R$ 211.652.717,74 Concurso 2.795 (09/11/2024) — R$ 207.460.095,00 Concurso 2.696 (05/03/2024) — R$ 206.475.189,75 Concurso 1.764 (25/11/2015) — R$ 205.329.753,89 Concurso 1.772 (22/12/2015) — R$ 197.377.949,52 Concurso 2.464 (19/03/2022) — R$ 189.381.872,36 Concurso 2.745 (04/07/2024) — R$ 162.788.325,19 Concurso 2.979 (03/03/2026) — R$ 158.039.482,13 Initial plugin text
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iPhone 18 Pro: veja como melhorar seus vídeos com controles de foco e luz
O iPhone 18 Pro e o 18 Pro Max ganharam novos recursos para a gravação de vídeos, incluindo abertura variável na câmera principal e controles manuais de exposição. Mas é possível ir além das ferramentas disponíveis no aplicativo Câmera, que vem instalado no celular. Com a nova versão do Final Cut Camera, aplicativo gratuito da Apple, o usuário tem acesso a recursos adicionais de controle e monitoramento da imagem durante a filmagem, como ajuste manual do ISO, realce das áreas em foco e alertas de superexposição. Alerta: Diretora-gerente do FMI vê ‘tsunami lenta’ da IA sobre os empregos Do 'Limpar' ao 'Estender': veja como funcionam os recursos do iPhone 18 Pro que usam IA para editar e comparar fotos. Entenda O Final Cut Camera é voltado à gravação de vídeos com maior controle sobre os parâmetros da imagem. Diferentemente do aplicativo Câmera convencional, que prioriza os ajustes automáticos, ele oferece ferramentas para definir como a cena será registrada e acompanhar as condições da imagem durante a filmagem. É útil, por exemplo, para gravar vídeos de produtos e eventos nos quais a iluminação, a nitidez e a consistência das cores fazem diferença. A atualização também facilita o acesso aos controles e oferece indicadores visuais que ajudam a avaliar a imagem antes e durante a gravação. Mas para que servem esses recursos do Final Cut Camera? ISO manual No Final Cut Camera, app da Apple, é possível controlar o ISO, que determina a sensibilidade do sensor à luz durante a gravação Reprodução O ISO determina a sensibilidade do sensor à luz durante a gravação. Na prática, aumentar o ISO ajuda a clarear a imagem em ambientes escuros, mas também pode aumentar o ruído, que aparece como granulação. Por isso, analise bem antes de usar. Ao permitir o ajuste manual, o aplicativo dá ao usuário mais controle sobre esse equilíbrio. Em uma gravação em ambiente interno, por exemplo, é possível escolher um valor adequado para a iluminação e mantr durante a filmagem, evitando mudanças automáticas de brilho. Para acessar o recurso, basta tocar em Ajustes, deslizar os controles até Exposição, selecionar Manual e arrastar o seletor de ISO para escolher o valor desejado. Pico (focus peaking) O Final Cut Camera, app da Apple, destaca visualmente as áreas que estão em foco na imagem. O recurso ajuda a verificar a nitidez antes e durante a gravação Reprodução O Pico (focus peaking) destaca visualmente as áreas que estão em foco na imagem. O recurso ajuda a verificar a nitidez antes e durante a gravação, especialmente quando o foco é ajustado manualmente. Ao filmar uma pessoa falando diante da câmera, por exemplo, o usuário pode conferir se os detalhes do rosto estão nítidos. A ferramenta não corrige o foco sozinha: ela apenas indica as regiões que parecem estar mais bem definidas. Para ativá-la, é preciso tocar em Sobreposições, deslizar para a esquerda para ver mais opções e selecionar Pico. A sensibilidade e a cor do realce também podem ser ajustadas em Ajustes > Ferramentas > Pico. Em sensibilidade mais alta, o realce pode aparecer em mais áreas da imagem, inclusive em regiões com nitidez menos evidente. Já com menor sensibilidade, o destaque tende a ficar mais restrito às áreas em que o foco está mais bem definido. Cor falsa O Final Cut Camera, app da Apple, tem o recurso Cor Falsa para representar diferentes níveis de exposição na imagem Reprodução O recurso Cor Falsa (false color) utiliza cores artificiais para representar diferentes níveis de exposição na imagem. Cada faixa de cor corresponde a uma determinada intensidade de luminosidade, o que facilita a identificação de áreas muito claras ou escuras. É uma ferramenta de análise, não um filtro que altera as cores do vídeo final. Em uma gravação sob iluminação forte, por exemplo, pode ajudar a avaliar se o rosto está recebendo luz suficiente e se há áreas com exposição excessiva. Para ativá-lo, basta tocar em Sobreposições, deslizar para a esquerda e selecionar Cor Falsa. Alertas de superexposição Os indicadores de recorte sinalizam regiões em que a imagem ultrapassa o limite de exposição, podendo gerar perdas de detalhes nas áreas mais claras. Isso pode ocorrer quando uma janela muito iluminada aparece atrás de uma pessoa ou quando uma luz incide diretamente sobre o rosto. O alerta ajuda a identificar o problema durante a filmagem e a ajustar a exposição antes de continuar. É útil porque detalhes perdidos por superexposição podem ser difíceis ou impossíveis de recuperar na edição. Para ativar o alerta de recorte, o usuário deve tocar em Sobreposições, deslizar para a esquerda e selecionar Recorte. Outra opção é ativar Zebra, que marca determinadas áreas da imagem com linhas diagonais para ajudar a identificar pontos de atenção na exposição. Em Ajustes > Ferramentas, também é possível personalizar o limite em que esses avisos aparecem. iPhone 18 Pro e 18 Pro Max contam com novos recursos nas câmeras Bruno Rosa Abertura variável Além de incorporar ferramentas exclusivas, o Final Cut Camera foi atualizado para acompanhar as mudanças nas câmeras dos novos iPhone 18 Pro e 18 Pro Max. Uma das novidades é a abertura variável da câmera principal, que permite controlar a quantidade de luz que chega ao sensor e influencia a profundidade de campo, ou seja, a extensão da cena que aparece em foco. A câmera principal de 48 megapixels dos novos iPhones permite escolher entre quatro valores de abertura: ƒ/1,48, ƒ/1,8, ƒ/2,8 e ƒ/4. A abertura maior, como ƒ/1,48, deixa entrar mais luz, o que pode ser útil em ambientes escuros. Ela também tende a produzir uma profundidade de campo menor, favorecendo o desfoque do fundo. Já ƒ/4 reduz a entrada de luz, mas pode ajudar a manter uma área maior da cena em foco. Velocidade do obturador Na gravação de vídeos, a velocidade do obturador determina por quanto tempo cada quadro capta a luz e influencia a aparência dos movimentos. Uma velocidade mais alta, como 1/250 de segundo, tende a deixar os movimentos mais definidos, com menos borrão, o que pode ser útil para filmar uma pessoa correndo ou um carro em movimento. Já uma velocidade mais baixa, como 1/30 de segundo, produz rastros de movimento mais evidentes, deixando a imagem com um aspecto borrado. Para uma aparência de movimento mais natural, uma referência comum é usar uma velocidade de obturador próxima do dobro da taxa de quadros: por exemplo, 1/48 de segundo ao gravar a 24 quadros por segundo. No Final Cut Camera, o usuário pode ajustar manualmente esse parâmetro para controlar
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Como é o hospital onde o Papa Leão XIV será operado nesta terça-feira
O Papa Leão XIV será internado nesta terça-feira (13), em Roma, para ser submetido a uma cirurgia de remoção de um pequeno nódulo localizado no pulmão. O Vaticano informou que o procedimento foi recomendado pelos médicos após a alteração ser identificada em estágio inicial e estar circunscrita. A expectativa é de que o Pontífice, de 71 anos, tenha cerca de uma semana de recuperação. O procedimento deverá ser realizado no Hospital Universitário Agostino Gemelli, tradicionalmente conhecido por receber papas em tratamentos médicos, segundo informações do site Agência Ecclesia. Papa Leão XIV tem um nódulo no pulmão: O que isso significa? E qual o risco de câncer? Veja também: Entenda como higienização de liquidificador poderia ter evitado morte de menina de 12 anos em Londres Um nódulo pulmonar é uma pequena alteração identificada principalmente em exames de tomografia computadorizada. A presença de um nódulo não significa necessariamente câncer: ele pode estar relacionado a infecções, inflamações ou cicatrizes de doenças anteriores. No caso de Leão XIV, os médicos decidiram pela retirada após avaliar as características da alteração. O Vaticano cancelou as audiências do Papa até 20 de outubro. Hospital tem ala reservada aos papas O Gemelli foi inaugurado em 10 de julho de 1964 e está ligado à Universidade Católica do Sagrado Coração, instituição fundada pelo padre Agostino Gemelli, religioso franciscano, médico e um dos responsáveis pela criação da universidade. O hospital tem como missão atuar nas áreas de assistência à saúde, formação, pesquisa científica e inovação biomédica. Um dos espaços mais conhecidos da instituição fica no 10º andar: a chamada "ala dos Papas", preparada para receber os Pontífices. A área já foi utilizada em diversas ocasiões por João Paulo II e, mais recentemente, por Francisco, que passou por longos períodos de internação no hospital antes de morrer, em abril de 2025. O Hospital Gemelli, em Roma, onde o Papa Leão XIV passará por cirurgia Filippo MONTEFORTE / AFP Estrutura e atendimento Além da estrutura hospitalar, o Gemelli mantém um Centro Pastoral voltado à assistência espiritual de pacientes e funcionários. A instituição é considerada uma referência médica em Roma e reúne serviços especializados, incluindo atendimento de emergência e áreas dedicadas à pesquisa e ao tratamento de diferentes doenças. A pneumologista Barbara Moscatelli, que trabalhou durante 35 anos em um hospital que hoje integra a rede Gemelli, destacou a estrutura de cirurgia torácica da instituição. Embora não participe do tratamento de Leão XIV nem tenha acesso aos prontuários do líder religioso, ela afirmou que o departamento é de "excelente nível". — O papa está em excelentes mãos — disse Moscatelli, em entrevista ao site National Catholic Reporter. Segundo a médica, quando a cirurgia é indicada para um nódulo pulmonar, uma das possibilidades é a realização de um procedimento minimamente invasivo, com pequenas incisões para a retirada da área afetada. Em pacientes que apresentam boa condição física, uma recuperação de aproximadamente uma semana pode ser suficiente, embora o tempo dependa da extensão da intervenção e da avaliação médica. Fiéis rezam em frente à estátua de João Paulo II, no Hospital Gemelli, em Roma, quando o Papa Francisco estava internado no local Filippo MONTEFORTE / AFP 'Vaticano número três' A relação entre o hospital e os papas começou antes mesmo das internações de João Paulo II. Em 1934, o então Papa Pio XI doou 37 hectares na região de Monte Mario para a criação da Faculdade de Medicina da Universidade Católica. Em 1961, João XXIII inaugurou a faculdade. Três anos depois, o hospital recebeu seus primeiros pacientes. João Paulo II foi internado no Gemelli em dez ocasiões entre 1981 e 2005, além de ter realizado três consultas na instituição. A primeira internação ocorreu em 1981, após o atentado contra o pontífice na Praça São Pedro. Ele também retornou ao hospital em outras ocasiões para tratamentos e visitas. Em 1996, depois de rezar o Angelus no hospital, João Paulo II chamou o Gemelli de "Vaticano número três", em referência à Praça São Pedro e à residência de verão em Castel Gandolfo. O hospital também recebeu visitas de Paulo VI e Bento XVI, embora eles não tenham sido internados como pacientes. Papa Francisco durante uma reunião com a equipe de saúde do Hospital Gemelli AFP PHOTO / VATICAN MEDIA Francisco também foi tratado no local Francisco foi o segundo papa a ser internado no Gemelli. O pontífice argentino passou por diferentes períodos de tratamento na instituição, incluindo uma longa internação em 2025, antes de morrer, aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral, após uma crise respiratória que evoluiu para uma pneumonia bilateral. Agora, Leão XIV será o terceiro pontífice a ter tratamento médico no hospital. A cirurgia ocorre poucas semanas antes de uma viagem internacional prevista para novembro. Entre os dias 6 e 17, o papa deverá visitar Uruguai, Argentina e Peru, e ainda não está claro se o procedimento e o período de recuperação provocarão mudanças no itinerário. Após alta do hospital, Papa Francisco visita crianças com câncer no Hospital Gemelli AFP Hospital Gemelli, em Roma, é um dos mais importantes da Itália e foi apelidado por João Paulo II de 'Vaticano III' Andreas Solaro/AFP
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Senado retoma debate da PEC do fim da escala 6 por 1
O Senado realiza nesta terça-feira a quarta sessão de debates da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala seis por um de trabalho. A expectativa é completar a quinta sessão discussão na quarta-feira e votar no mesmo dia a proposta em primeiro turno, conforme definiu o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Para ser promulgada, a PEC, que já passou pela Câmara, precisa ser votada em dois turnos. Isso é o que deseja o governo, que tenta articular a segunda etapa da votação antes do dia 25, quando os brasileiros vão retornar às urnas. Para que isso ocorra, é preciso que o Senado aprove um requerimento para votar os dois turnos do texto no mesmo dia. A PEC é bandeira eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo quarto mandato. O texto substitui a jornada de seis de dias de trabalho e um de folga por semana por uma carga horária de cinco de dias e dois de descanso. Caso a PEC seja aprovada, a jornada semanal de 44 horas cai para 42 horas em 60 dias após a promulgação e, um ano depois, para 40 horas. A PEC foi aprovada pela Câmara no final de maio e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado no início de setembro. Na semana passada, foram realizadas três sessões de discussão sobre as novas regras. Com o avanço na tramitação, o PL, partido do candidato Flávio Bolsonaro à Presidência, deve liberar a bancada na votação da PEC, segundo o líder do bloco da oposição, senador Wellington Fagundes (PL-MT). Outros partidos de oposição ao governo no Senado deverão fazer o mesmo. A estratégia deve ser definida em um almoço de integrantes da oposição ao governo, na quarta-feira. Flávio tem se posicionado contra a PEC. Ele defende um regime mais flexível, em que trabalhadores possam negociar a jornada com empregadores, conforme propôs o coordenador da campanha de Flávio, senador Rogério Marinho (PL-RN). A PEC é o único item da pauta do plenário do Senado nesta semana. Para acelerar a votação da proposta, a líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE) deverá apresentar até quarta-feira um requerimento para encurtar o tempo de votação em dois turnos. São necessárias 54 assinaturas para abreviar a tramitação e a aprovação do requerimento é por maioria simples. — A PEC é um carro desgovernado, eleitoreiro descendo ladeira abaixo, supostamente dirigido por Alcolumbre e Lula — disse o líder do partido no Senado, Carlos Portinho (PL-RJ). O regimento exige cinco sessões de discussão antes da primeira votação. Foram realizadas três sessões na semana passada. Nos dois turnos, em cada votação, são necessários 49 dos 81 votos (três quintos). Entre alternativas avaliadas pela oposição, além da liberação de bancadas, estão esvaziar o quórum, abstenção e apresentação de emendas de plenário para modificar o texto. As emendas em discussão sugerem mudar o tempo de transição das novas regras para seis meses. Também se discute abrir exceções para categorias com regime de escala, como petroleiros e aeroviários, por exemplo.
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Flávio Bolsonaro visita o pai após três meses sem vê-lo por decisão de Moraes
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, visitará o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã desta terça-feira, após ficar três meses sem vê-lo por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A autorização foi concedida nesta segunda-feira, após o fim do prazo de 90 dias de suspensão das visitas, imposto em julho depois que Flávio divulgou uma carta escrita pelo pai em defesa de sua candidatura. Ao anunciar que voltará a encontrar o ex-presidente, o senador comemorou a decisão após participar de uma missa na Catedral Metropolitana de Brasília. — Fiquei muito feliz que bem no dia de Nossa Senhora Aparecida é quando estou autorizado a voltar a visitar o meu pai. Hoje é só para agradecer todo mundo que está orando pelo nosso Brasil. Estou aqui fazendo minha parte — afirmou Flávio após sair da missa. Apesar de autorizar a retomada dos encontros, Moraes proibiu visitas com finalidade político-eleitoral e a divulgação de manifestos ou declarações de Jair Bolsonaro sobre as eleições, inclusive por intermédio de terceiros. A decisão foi tomada após o encerramento, no domingo, do prazo de restrições impostas em julho, quando o ministro entendeu que o senador havia usado uma visita ao pai para obter uma carta destinada à divulgação nas redes sociais. Na ocasião, Flávio leu o documento em uma transmissão nas redes sociais. No texto, Jair Bolsonaro pedia que seus apoiadores se unissem em torno da candidatura presidencial do filho e o apresentava como seu “porta-voz” e “a melhor opção para livrar o Brasil da corrupção, da violência e do empobrecimento”. Moraes considerou que a divulgação representou uma violação das medidas cautelares impostas ao ex-presidente, que o proibiam de utilizar redes sociais diretamente ou por intermédio de terceiros. Segundo Flávio, a visita se dará na condição de “filho”. — Pela decisão dele, voltam as visitas regulares, não apenas como advogado, mas também como filho— declarou. Ao autorizar a retomada dos encontros, Moraes seguiu parecer da Procuradoria-Geral da República, que não identificou fatos novos que justificassem a prorrogação das restrições. O pedido havia sido apresentado pela defesa do ex-presidente na semana anterior. Os advogados argumentaram que a retomada das visitas permitiria preservar a convivência familiar durante o cumprimento da pena, sem prejuízo das condições de segurança e fiscalização. Agenda em São Paulo Na parte da tarde, Flávio tem dois compromissos em São Paulo. Às 15h, participa de uma reunião com o MDB, qundo diversos diretórios da legenda devem declarar apoio a sua candidatura. Às 17h, estará no Grande Encontro do Associativismo.
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Vazamento de petróleo contamina rio e interrompe fornecimento de água potável no Equador
Um vazamento de petróleo na província costeira de Esmeraldas, no noroeste do Equador, contaminou um rio e obrigou a suspender, por precaução, a distribuição de água potável na região, informaram autoridades municipais nesta segunda-feira. vazamento de petróleo afetou o rio Cupa, que deságua em um afluente que abastece uma estação de tratamento de água, responsável pela distribuição para várias localidades. ‘Escudo das Américas’: EUA cancelam vistos de juízes e autoridades da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru Leia também: EUA enviam drones MQ-9 Reaper ao Equador para guerra contra o narcotráfico Os municípios de Quinindé e Esmeraldas, onde vivem mais de 300 mil pessoas e que dependem da estação de tratamento San Mateo, pediram aos moradores que fizessem reservas de água para suprir suas necessidades básicas. O município de Esmeraldas informou que a suspensão temporária da captação e distribuição de água "visa garantir a qualidade e a segurança da água". Initial plugin text A estatal Petroecuador informou em comunicado que o vazamento ocorreu devido a uma fissura no Sistema do Oleoduto Transequatoriano (SOTE), mas não especificou o volume de petróleo derramado. O vazamento "está controlado", afirmou a Petroecuador, acrescentando que "mantém ativas as ações de contingência para este evento, cuja causa está sendo investigada tecnicamente". A empresa petrolífera instalou barreiras e materiais absorventes no rio Cupa para recolher o petróleo. Imagens divulgadas pela imprensa local mostram uma grande mancha negra percorrendo o rio. Initial plugin text No ano passado, uma ruptura no SOTE, na província de Esmeraldas, provocou o vazamento de 25 mil barris de petróleo. O vazamento, considerado um dos maiores dos últimos anos, também levou à interrupção da distribuição de água potável na capital da província. O SOTE tem capacidade para transportar 360 mil barris por dia (bd) e é um dos dois oleodutos do país que transportam o petróleo dos campos na Amazônia até os portos de Esmeraldas.
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FMI reduz previsão de crescimento do Brasil para 2,2% em 2026, em meio aos juros ainda altos e à incerteza global
O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu as projeções de crescimento da economia brasileira para este ano e o próximo. No relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês) de outubro, a estimativa de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 2,4% no documento divulgado em julho para 2,2%. Para 2027, a previsão caiu de 2,2% para 1,9%. Contas que não fecham: plano genérico de Flávio Bolsonaro e gradualismo de Lula deixam dúvida sobre Orçamento Veja também: Autoridades econômicas discutem inflação e dívida em fórum do FMI e do Banco Mundial O cenário indica uma desaceleração da atividade brasileira, após o crescimento de 2,3% registrado em 2025. Segundo o FMI, a perda de ritmo entre 2026 e 2027 reflete os juros ainda restritivos, voltados a levar a inflação de volta à meta, a retirada de estímulos fiscais e a incerteza global. Juros elevados encarecem o crédito e tendem a limitar o consumo e os investimentos. Na comparação com o relatório de abril, porém, a projeção para este ano é maior: passou de 1,9% para 2,2%. Já a estimativa para 2027 recuou de 2% para 1,9%. Inflação menor e desemprego maior O Fundo prevê uma redução da inflação brasileira, medida pela variação média anual dos preços ao consumidor: de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Esses números se referem à média do ano, e não à inflação acumulada em dezembro. Para o mercado de trabalho, a projeção é de aumento do desemprego. A taxa deve passar de 6% em 2025 para 6,2% neste ano e 6,8% no próximo. Initial plugin text As projeções para a economia brasileira ficam abaixo das estimativas para a América Latina e o Caribe, que devem crescer 2,3% em 2026 e 2,5% em 2027. Enquanto o FMI prevê uma recuperação moderada da região no próximo ano, o Brasil deve perder ritmo. Segundo o relatório, o choque nos preços de energia tem efeitos distintos sobre as economias latino-americanas, com ganhos para exportadores de commodities e perdas para importadores de energia. Na maioria dos países da região, o impulso vindo do setor de tecnologia oferece pouca compensação. No cenário mundial, o FMI elevou a previsão de crescimento para 2026 de 3% para 3,1% e manteve a estimativa de 3,4% para 2027. Ainda assim, o fundo alerta que a guerra no Oriente Médio, as tensões comerciais e as vulnerabilidades das contas públicas podem comprometer a atividade.
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FMI eleva projeção de crescimento global para 3,1% em 2026, mas alerta para riscos da guerra e da dependência tecnológica
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou de 3% para 3,1% a previsão de crescimento da economia mundial em 2026, mas alertou que a capacidade dos países de resistir a novos choques está diminuindo. Para 2027, a estimativa foi mantida em 3,4%, segundo o relatório Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês) de outubro. Nobel de Economia: vencedores criaram modelo que orienta decisões de juros dos bancos centrais, explica economista Entenda: Crise dos títulos da dívida francesa acendem alerta por temor de contágio na economia da Europa Apesar da revisão positiva para este ano em relação ao relatório de julho, o ritmo representa uma desaceleração frente ao crescimento de 3,5% registrado em 2025. Na comparação com o documento de abril, a projeção para 2026 ficou estável, enquanto a de 2027 aumentou 0,2 ponto percentual. Segundo o FMI, a atividade no primeiro semestre resistiu melhor do que o esperado à guerra no Oriente Médio e às tensões comerciais. Os investimentos em inteligência artificial ajudaram a sustentar a demanda e o comércio internacional, compensando parte dos efeitos negativos do encarecimento da energia. A adaptação do mercado energético também contribuiu para amortecer o choque. O redirecionamento de carregamentos, o aumento da produção em países fora da área do conflito, o uso de estoques e a substituição por outras fontes de energia limitaram os impactos sobre a economia. Projeções do FMI Editoria de Arte Inflação e crescimento desigual O FMI projeta que a inflação global alcance 4,7% em 2026, pressionada principalmente pelos preços de energia e alimentos, antes de recuar para 4,1% em 2027. Os efeitos desses movimentos, porém, variam entre os países. Exportadores de energia fora da região do conflito e economias que participam das cadeias de produção de tecnologia encontram condições mais favoráveis. Já países que dependem de energia importada e têm pouca ligação com o setor tecnológico enfrentam custos maiores, perda de poder de compra e menos estímulos à atividade. Veja também: Autoridades econômicas discutem inflação e dívida em fórum do FMI e do Banco Mundial O Fundo alerta que essa diferença pode ampliar as desigualdades entre países e dentro deles, com riscos maiores para economias de baixa renda e famílias vulneráveis. Guerra e dependência da tecnologia ampliam riscos Uma guerra prolongada ou uma escalada no Oriente Médio pode manter os preços de energia e alimentos elevados, alimentar a inflação e reduzir o crescimento, diz o FMI. Ao mesmo tempo, os estoques utilizados para absorver o choque estão diminuindo, o que deixa a economia mais exposta a novas interrupções no abastecimento. Initial plugin text O avanço dos investimentos em inteligência artificial também concentra riscos. Uma revisão das expectativas de lucro e produtividade do setor poderia reduzir investimentos, provocar quedas nas bolsas e tornar o financiamento mais caro. Diante desse cenário, o Fundo recomenda planos críveis para conter o endividamento público e recuperar a capacidade dos governos de responder a crises. Eventuais medidas de apoio contra a alta de alimentos e energia devem ser temporárias e direcionadas aos mais vulneráveis. Para os bancos centrais, a orientação é ajustar os juros às condições de cada economia, mantendo o foco no controle da inflação.
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Ministro do TSE determina remoção de vídeo de Flávio, Carlos e Pablo Marçal que mostram fake news sobre ato pró-Lula
O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Marco Aurélio Bellizze determinou neste domingo a remoção de um vídeo que tenta associar uma manifestação pró-Lula ao uso de drogas ilícitas. A gravação foi reproduzida nos perfis do candidato do PL a presidente e senador, Flávio Bolsonaro (PL), do senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) e do coach Pablo Marçal, que foram obrigados a apagar a postagem num prazo de 24 horas. Segundo a decisão, os documentos comprovaram que o vídeo publicado usou imagens de uma manifestante aparentemente usando cocaína em um ato no Chile como se a cena tivesse ocorrido no ato deste sábado na Avenida Paulista, em São Paulo. Para Belizze, houve "grave manipulação por descontextualização". "Sua inserção em uma montagem que o associa ao ato, sem esclarecimento sobre a origem e a data, é apta a levar o público a compreendê-lo, erroneamente, como registro de conduta ocorrida no evento", escreveu o ministro, que acrescentou: "A reutilização de imagem preexistente, associada a evento posterior, para conferir aparência de prova a uma afirmação sobre esse evento. A gravidade é acentuada, em tese, quando a imagem é combinada com afirmações generalizantes sobre consumo de drogas e com apelo eleitoral explícito". O ministro do TSE ainda entendeu que manter a publicação no ar poderia causar dano à campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tenta a reeleição, com um conteúdo "descontextualizado ou inverídico". "A jurisprudência do TSE reconhece que a liberdade de expressão não impede providência judicial diante da divulgação de conteúdo eleitoral descontextualizado ou inverídico, desde que a intervenção seja específica e proporcional", afirmou o ministro.
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Flávio diz para eleitores correrem mais riscos nas redes após batalha jurídica envolvendo grupo pró-Lula no WhatsApp
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, pediu que seus apoiadores corram mais riscos nas redes sociais e intensifiquem a mobilização para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. Em uma transmissão ao vivo de cerca de 20 minutos nesta segunda-feira, ele convocou apoiadores a compartilharem suas publicações e retomarem as atividades de campanha. O apelo ocorre em meio a uma batalha jurídica iniciada pela candidatura do PL como o objetivo de derrubar o canal "Exército do Lula" no WhatsApp, de apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva. O canal, criado pelo deputado reeleito André Janones (Rede-MG), reúne 4 milhões de pessoas. Segundo a campanha do PL, a ferramenta foi usado para disseminar informações, o que Janones nega. Nesta segunda-feira, a assessoria técnica do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirmou em parecer não ter verificado a publicação de fake news desde o fim do primeiro turno.  — Ninguém está tomando mais risco do que eu nessas eleições. Então, você toma um pouquinho de risco também. Estou te pedindo. Eu sei que você fica preocupado às vezes de postar sua opinião aqui nas redes sociais, de ser bloqueado, de ser banido, mas a gente tem que correr esse risco. Vamos defender aquilo que a gente acredita — disse. O senador afirmou que não considera a eleição definida e pediu que os apoiadores trabalhem para conquistar novos votos. Ele orientou os eleitores a procurarem pessoas indecisas, convencerem quem votou em outros candidatos no primeiro turno e mobilizarem quem não compareceu às urnas. — Não tem eleição ganha. A gente tem que continuar mobilizado. Todo mundo ficou feliz de passar do primeiro para o segundo turno na frente do Lula, mas a gente tem que mobilizar, a gente tem que ir pra rua. Vamos sair do sofá, galera. Vamos pra rua, vamos agir, vamos fazer a nossa parte — afirmou. Na transmissão, Flávio pediu que artistas e influenciadores alinhados à direita utilizem sua audiência para ampliar o alcance das mensagens da campanha. Também convocou deputados, senadores, governadores e candidatos que não conseguiram se eleger a manterem suas estruturas mobilizadas.  — Do lado de cá tem tanto artista de direita, tanto influenciador de direita, tanta gente que tem uma representatividade, uma credibilidade de falar com o seu público. Peço o voto no Flávio Bolsonaro. Usa o instrumento, a ferramenta que você tem, que é sua voz, que é sua rede social grande — disse. O senador ainda pediu que os apoiadores compartilhem suas publicações, retransmitam a live e enviem o conteúdo a grupos de WhatsApp. Segundo ele, a campanha precisa dobrar o ritmo de trabalho em relação ao primeiro turno. — Eu estou remando aqui há mais de dez meses. Muita gente que está aqui acompanhando lá atrás não acreditava que o Flávio Bolsonaro pudesse chegar nesse momento com essa força. Estou aqui mais forte do que nunca, dando a minha parte, colocando a minha vida em risco, colocando a vida da minha família em risco, porque eu acredito no nosso país — afirmou. Disputa pelo canal de Lula No domingo, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, atendeu a um pedido da campanha de Flávio e determinou a suspensão do canal. A decisão foi revertida horas depois pelo ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, corregedor da Corte, que restabeleceu o funcionamento do grupo e encaminhou o caso ao plenário do tribunal. O canal passou de cerca de 50 mil para mais de três milhões de seguidores após o primeiro turno, com o objetivo de distribuir áudios, vídeos e orientações aos apoiadores de Lula.
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Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 8h
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Ator de 'Breaking Bad', RJ Mitte morre aos 34 anos
O ator americano RJ Mitte, conhecido por interpretar Walter White Jr. na série "Breaking Bad", morreu aos 34 anos, no Texas, nos Estados Unidos. A morte ocorreu na segunda-feira (12), segundo informações obtidas pelo site TMZ junto a uma autoridade local. A causa da morte não foi divulgada oficialmente, e a investigação sobre as circunstâncias do caso continua em andamento. Veja também: Atriz Selma Blair é detida depois de confusão com comissários em voo E mais: Alerj concede Medalha Tiradentes, principal honraria da casa, à atriz americana Viola Davis Em comunicado enviado ao site, representantes do artista lamentaram a perda e destacaram sua atuação não apenas na televisão, mas também em iniciativas filantrópicas e na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. — É com profunda tristeza que compartilhamos a notícia da morte trágica do querido ator, filantropo e apaixonado defensor dos direitos das pessoas com deficiência RJ Mitte — afirmaram. Mitte ganhou projeção internacional ao integrar o elenco de "Breaking Bad", série premiada da emissora AMC. Ele participou de 56 episódios da produção, interpretando o filho do protagonista Walter White, vivido por Bryan Cranston. O ator tinha paralisia cerebral, assim como o personagem que interpretou, e usou a própria experiência para contribuir com a representação de pessoas com deficiência na indústria do entretenimento. Ao longo da carreira, também participou de produções como "The Oak Room", "The Recall" e "The Guardians of Justice (Will Save You!)". Atuação em defesa das pessoas com deficiência Além do trabalho como ator, ele atuou como embaixador da United Cerebral Palsy, organização voltada ao apoio a pessoas com paralisia cerebral, e da Shriners Children's, rede de hospitais pediátricos. O artista também presidiu a Mitte Foundation, instituição dedicada a ações filantrópicas e iniciativas comunitárias. Segundo seus representantes, ele utilizava sua visibilidade para combater estereótipos e ampliar a presença de pessoas com deficiência em diferentes espaços da sociedade. Em 2019, Mitte falou sobre a necessidade de ampliar as oportunidades para atores com deficiência em Hollywood. Vida pessoal Mitte estava noivo de Kennedy Suarez, a quem pediu em casamento no ano passado, após anos de relacionamento. No início deste mês, o ator publicou registros nas redes sociais ao lado de Luis Moncada, colega de elenco de "Breaking Bad". Nas imagens, os dois aparecem sorrindo.
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Programa eleitoral de Flávio Bolsonaro será reexibido após ir ao ar sem áudio
Após o programa eleitoral de Flávio Bolsonaro (PL) na TV ser veiculado na tarde desta segunda-feira sem som, a peça será reexibida. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) atribuiu o problema a uma falha técnica no ‘pool de mídia’, estrutura montada pelas próprias empresas de comunicação, em colaboração com a Corte. O pool centraliza o recebimento dos materiais das campanhas e faz a geração do sinal distribuído para todo o país. O TSE também informou que o arquivo foi corrigido e poderá ser reexibido mediante solicitação da campanha, mas não informou a nova data. Em nota, o tribunal explicou que, antes da exibição, a propaganda de Flávio e de Luiz Inácio Lula da Silva ficaram sem som no momento da "finalização" das mídias, um problema técnico que ocorreu depois do envio do material pelas campanhas. Como a propaganda de Flávio foi ao ar primeiro, segundo o TSE, houve tempo, porém, para corrigir o problema com o material da campanha do PT.   "O Tribunal Superior Eleitoral esclarece que o problema de áudio registrado hoje no horário eleitoral do candidato Flavio Bolsonaro ocorreu devido a um problema técnico no Pool de Mídias", diz a nota do TSE. Até o momento, o pool de emissoras não se manifestou. A propaganda que foi ao ar sem áudio falava do Dia de Nossa Senhora e apresentava propostas do candidato para um eventual governo, com promessas de redução de impostos, criação de vouchers para creches e manutenção de programas sociais, como o Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida. O programa também abordava políticas voltadas às mulheres e à segurança pública, além de criticar Lula em relação à saída temporária de presos. O episódio repercutiu ao longo do dia nas redes sociais, onde usuários e políticos questionaram o que havia provocado a falha. Flávio também se manifestou sobre o caso em um vídeo publicado nas redes sociais dizendo que não iriam "calar" sua voz.
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Camisa de Michael Jordan é leiloada a valor recorde de R$ 70 milhões
Uma camisa usada por Michael Jordan nas finais da NBA de 1998 foi vendida por US$ 14 milhões (cerca de R$ 70 milhões), estabelecendo um novo recorde para uma peça de colecionador ligada ao basquete. Autografado pelo ex-jogador, o uniforme do Chicago Bulls foi utilizado no segundo jogo da decisão contra o Utah Jazz, durante a temporada que ficou conhecida como “The Last Dance”, a última de Jordan pela equipe. Veja também: Richarlison volta a falar sobre ilha em Angra, cita doações de R$ 3 milhões por ano e rebate críticas Técnico da Argentina: Scaloni cumpre prova de ciclismo de 129 quilômetros Segundo a BBC, a venda privada foi realizada por meio da casa de leilões Hunt Auctions, e o comprador foi Ron Firman, investidor do setor imobiliário de Miami, nos Estados Unidos. Segundo David Hunt, presidente da empresa, o negócio reforça o valor alcançado por itens ligados a grandes nomes do esporte. — Embora a importância de Michael Jordan no mercado de memorabilia esportiva esteja estabelecida há muito tempo, ela agora alcançou uma categoria de ativos de elite, normalmente reservada a obras de arte icônicas — afirmou Hunt, em comunicado. Na partida em que vestiu a camisa, Jordan marcou 37 pontos, a maior pontuação do jogo. O Chicago Bulls venceu a série final por 4 a 2 e conquistou seu sexto título da NBA com o astro, que também foi eleito o jogador mais valioso (MVP) das finais nas seis campanhas em que a equipe foi campeã com ele. Michael Jordan durante as finais da NBA de 1998 Reprodução Recorde entre itens de basquete A negociação supera a marca anterior para uma peça de basquete, estabelecida por um cartão que reunia imagens de Michael Jordan e Kobe Bryant. O item foi vendido por US$ 12,9 milhões em 2025. O recorde anterior para um uniforme usado por Jordan em quadra havia sido registrado apenas duas semanas antes, quando outra camisa do jogador, utilizada no terceiro jogo das finais de 1998, foi arrematada por US$ 12,3 milhões. Diferentemente da peça vendida agora, o uniforme anterior não tinha autógrafo. Initial plugin text Apesar do novo recorde no basquete, a camisa de Jordan não é o item esportivo mais caro já vendido. Essa marca pertence a um uniforme usado pelo jogador de beisebol Babe Ruth durante a World Series de 1932, em uma partida associada ao episódio conhecido como “called shot”. A peça foi vendida por US$ 24,1 milhões em 2024. Outras peças esportivas milionárias O mercado de memorabilia esportiva também registra vendas expressivas de objetos ligados a outros ídolos. Em 2022, a camisa usada por Diego Maradona no jogo contra a Inglaterra na Copa do Mundo de 1986, partida marcada pelo gol conhecido como “Mão de Deus”, foi vendida por cerca de 7,1 milhões de libras, ou R$ 46 milhões. Em 2023, seis camisas usadas por Lionel Messi durante a campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2022 foram negociadas por aproximadamente R$ 38 milhões. Já em 2026, uma camisa de Pelé utilizada na final da Copa do Mundo de 1958 foi vendida por cerca de R$ 24 milhões.
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Em dia de Nossa Senhora, Lula e Flávio vão a celebrações em Brasília, e politização divide romeiros em Aparecida
Após a polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, marcar o primeiro turno das eleições, os dois candidatos à Presidência que seguem na disputa participaram ontem de missas no dia dedicado à santa. Enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esteve em uma celebração na capela do Palácio da Alvorada, seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), foi à Catedral Metropolitana de Brasília. Já no Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo, fiéis se dividiram sobre a politização da data. Exército de Lula: Área técnica do TSE diz não ter identificado postagens com fake news citadas por Flávio em canal de apoiadores de Lula Decisão: Juristas criticam decisão de Nunes Marques de derrubar canal 'Exército de Lula' e defendem que caso precisa ir ao plenário Lula é católico e convidou um grupo restrito para acompanhar a missa, celebrada pelo padre jesuíta Álvaro Pimentel. Estavam presentes o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e o senador Camilo Santana (PT-CE). — Recebemos aqui para homenagear a Nossa Senhora Aparecida, sobretudo num instante que Nossa Senhora Aparecida é ofendida por alguns religiosos que não querem respeitar a religião dos outros. Esse gesto é para poder mostrar que, em um país civilizado, harmônico, democrático, cada um segue a religião que quiser e todos nós temos de respeitar — disse o presidente após a missa. Geraldo Alckmin participa de celebração no Santuário Nacional de Aparecida Pablo Porciuncula/AFP Já Flávio, que é evangélico e foi batizado em 2024, participou de uma missa na Catedral de Brasília acompanhado da esposa, Fernanda, e do candidato a vice em sua chapa, Alfredo Gaspar, que é católico. A cerimônia religiosa foi celebrada pelo padre Agenor Vieira, pároco da catedral. O senador se sentou na primeira fileira, acompanhou trechos da missa pelo folheto litúrgico e cantou junto em alguns momentos. Parte dos assentos em frente ao altar foi reservada para autoridades e políticos que acompanharam a comitiva. Entre os aliados do candidato presentes estavam a senadora eleita Bia Kicis (PL-DF), o deputado Izalci Lucas (PL-DF) e Daniella Marques, coordenadora da área econômica da campanha, além de familiares. A deputada federal Simone Marquetto (MDB-SP), que chegou a ser cotada para a vaga de vice na chapa de Flávio, entrou na catedral carregando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida. Aceno a católicos: Alckmin anuncia 'Caminho da Fé' para os romeiros de Aparecida, com 134 quilômetros de pista e ciclovia ao lado da Dutra Título de padroeira Flávio chegou a cogitar uma visita ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, mas desistiu da ideia diante do risco de reavivar a polêmica envolvendo a padroeira na campanha. Em setembro, o senador precisou rebater a alegação de que pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira. Alfredo Gaspar, vice da chapa de Flávio, acompanhou a cerimônia junto ao senador Brenno Carvalho O senador, que nega intenção de adotar a medida se eleito, foi associado a um projeto apresentado no Congresso em 2007 que propunha restringir o título de padroeira aos brasileiros católicos e acabou arquivado em 2008. Impulsionado nas redes sociais, o tema foi parar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que determinou a remoção de publicações sobre o assunto. No Santuário Nacional de Aparecida, a missa solene celebrada ontem pelo arcebispo Dom Mário Antonio da Silva fez um apelo à pacificação: Reencontro: Flávio Bolsonaro diz que visitará o pai na terça-feira após Moraes autorizar retomada dos encontros — Jesus manda construir a paz, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, guerras e tantos confrontos entre nós. O evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente e nem a matar os inimigos. O evangelho nos autoriza a construir pontes. A missa contou com a participação do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), e de sua mulher, Lu Alckmin, além da deputada federal Tabata Amaral (PSB) e do marido, o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB), do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT). Fiel com o boné do PT no Santuário de Aparecida Maria Isabel Oliveira A passagem de figuras públicas pela basílica é uma tradição na política nacional. O ex-presidente Jair Bolsonaro foi ao complexo religioso em pelo menos três ocasiões nos últimos anos, incluindo feriados da padroeira. Em disputas anteriores, José Serra, Dilma Rousseff, Fernando Haddad e Ciro Gomes também incluíram o destino no Vale do Paraíba em suas rotas de campanha. Alckmin foi festejado por apoiadores do petista que se concentraram em uma das saídas da basílica. Eles entoaram gritos de ordem e em defesa da reeleição do presidente. No momento em que o vice começou a descer as escadas, vaias se misturaram a aplausos e cânticos favoráveis ao presidente, que prevaleceram. Ao deixar a basílica, Alckmin defendeu a liberdade religiosa: — Defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião. Então essa é a beleza, o Brasil é um país de paz — disse. — Ano passado não teve eleição e estávamos aqui, ano que vem não terá eleição e estaremos aqui. Manifestação silenciosa No templo, a transformação de Nossa Senhora Aparecida em alvo de disputa narrativa das eleições não passou despercebida pelos devotos que lotaram a basílica. O ambiente foi de tranquilidade, marcado por demonstrações políticas silenciosas e isoladas, com alguns vestindo camisa do Brasil e outros com peças vermelhas. Fiel escolheu roupa para apoiar bolsonarismo em missa no Santuário de Aparecida Maria Isabel Oliveira O romeiro Wallace Ribeiro Santoro Vidal, de Guaratinguetá (SP), fez questão de comparecer à basílica vestindo a camisa da seleção como forma de manifestação política. Ele diz que as acusações contra Flávio foram uma narrativa fabricada pela esquerda para jogar a maioria católica contra os conservadores. — Não se deveria usar a fé e a religião para mentir, ganhar voto ou jogar o povo católico contra um político. Criaram uma narrativa, que nunca existiu, de que iriam fechar igrejas ou tirar o título de Nossa Senhora Aparecida por causa da religião dele — afirmou. Já João França saiu da vizinha Pindamonhangaba para fazer a romaria vestindo uma camisa em apoio a Lula. Apesar de pregar a liberdade religiosa e a manifestação pacífica, ele relatou ter sido hostilizado assim que pisou na basílica, recebendo gritos de ofensa de outros frequentadores: — A gente que se identifica como de esquerda é constantemente atacado. São ataques realmente de ódio, de baixo calão, pessoas dizendo que queriam que a gente morresse porque a gente discorda deles. Isso mostra o quanto o país e a democracia estão doentes, o Brasil não respeita a liberdade de manifestação individual. A fadiga com a politização virou alvo de católicos que trabalham na estrutura do evento. A voluntária Ana Maria Soares Silva vê a polêmica eleitoral sobre Nossa Senhora como sinal de desespero da esquerda ancorado em “desinformação para rachar a sociedade”. — Eu entendi tudo que aconteceu como fake news do Lula, porque não existe candidato no mundo que vá querer entrar numa treta com uma imagem nacional — criticou. Eleitora histórica do PT, Maria Conceição de Moraes, de 70 anos, contou que esconde o voto dos filhos, mas que decidiu vestir vermelho para a missa após o episódio envolvendo a padroeira: — Não devia nem existir essa mistura de religiosidade com política, porque às vezes a Igreja fala uma coisa, o povo interpreta outra, e aí surgem essas polêmicas. De 1 a 10, eu daria nota 4 para tudo isso nesta eleição, não foi positivo nem mesmo para o meu candidato.
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Partida da Liga dos Campeões da Ásia tem alerta de emergência e sofre atraso por ataques dos houthis
O início da partida da Liga dos Campeões da Ásia entre o clube saudita de Cristiano Ronaldo, o Al-Nassr, e a equipe uzbeque Neftchi Fargana foi adiado em uma hora na segunda-feira (12), após a coalizão liderada pela Arábia Saudita anunciar a interceptação de um míssil lançado pelos houthis em direção a Riad. Veja também: Richarlison volta a falar sobre ilha em Angra, cita doações de R$ 3 milhões por ano e rebate críticas 'Quem ele pensa que é?': Ex-presidente do Barcelona critica Messi e cobra despedida da torcida A coalizão militar liderada pela Arábia Saudita contra os houthis anunciou ter interceptado um míssil balístico disparado pelo grupo, um movimento pro-Irã, sobre a capital saudita. As arquibancadas do estádio Al-Awal Park apresentavam muitos assentos vazios para o confronto, inicialmente previsto para as 21h15 locais. O sistema de som do estádio informou que a situação estava segura e que a partida seria realizada, pedindo aos espectadores que permanecessem em seus assentos. No entanto, a emissora oficial que transmitia o jogo indicou que "o início havia sido adiado" em uma hora, para começar às 22h15. Pouco antes, correspondentes da AFP relataram ter ouvido explosões em Riad. Simultaneamente, moradores da capital receberam um alerta em seus celulares informando: "A região está exposta a uma ameaça aérea hostil. Mantenham a calma e permaneçam em suas casas ou em um local seguro, longe de janelas e portas, e continuem seguindo as orientações da defesa civil". Posteriormente, a coalizão anunciou ter "interceptado e destruído um míssil balístico lançado pelos houthis em direção a Riad". Riad tem sofrido ataques sem precedentes desde o início dos conflitos no Iêmen, em 2014, entre os houthis, apoiados pelo Irã, e as forças governamentais, às quais a coalizão militar liderada pela Arábia Saudita prestou apoio contundente no ano passado. O incidente não abalou Cristiano Ronaldo, que, antes do intervalo, marcou o 981º gol de sua carreira. O Al-Nassr vencia por 2 a 1 quando a partida completou uma hora de jogo.
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Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 9h
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Botafogo mantém jejum de vitórias no Brasileiro e só empata com o Coritiba
Ainda não foi dessa vez que o Botafogo do técnico Tite venceu no Brasileiro. Nesta segunda-feira, a equipe carioca jogou melhor, mas ficou no empate diante do Coritiba, fora de casa: 1 a 1. Como em outros jogos, Danilo foi o destaque alvinegro, com gol e boa atuação, mas não teve com quem dividir a responsabilidade no ataque. Marçal, contra, fez o jogo terminar em igualdade. Com o resultado, o Botafogo segue próximo da zona do rebaixamento, com 36 pontos, a quatro dos últimos colocados. No sábado, o adversário é o lanterna, a Chapecoense, no Nilton Santos. - Hoje a gente mostrou outra cara no começo do jogo. Estamos mostrando o trabalho em campo. Queríamos os três pontos, mas aqui é difícil. Temos que valorizar. Cada ponto vale no final do campeonato. Agora é outra final em casa - projetou o zagueiro Ferraresi. Evolução coletiva insuficiente Após sair atrás no primeiro tempo, o Botafogo reagiu rápido e poderia ter virado o jogo no primeiro tempo, mas a arbitragem e o VAR anularam o primeiro gol de Danilo por falta de Arthur Cabral. A equipe teve bom comportamento coletivo, com subida de produção de Medina pelo lado direito. Ziyech, por outro lado, foi burocrático na criação, e o time dependia muito das subidas de Danilo. Com mais finalizações e posse de bola, o Botafogo não transformou a superioridade técnica em gols. No segundo tempo, Matheus Bachi, filho de Tite, suspenso, tentou mexidas, mas o time não melhorou.
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Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 9h
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‘Se um dia eu morrer, quero estar fardado’: ex-mulher relembra frase de subtenente do Bope morto em Jacarepaguá
Menos de um ano depois de perder um integrante do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) na megaoperação do Complexo da Penha, a família de Heber Carvalho Fonseca voltou a se despedir de um policial da tropa de elite. Nesta segunda-feira, parentes, amigos e colegas de farda acompanharam o sepultamento do subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, irmão de Heber, morto no domingo durante uma ocorrência em Jacarepaguá, na Zona Sudoeste do Rio. A suspeita é de que policiais do 18º BPM tenham confundido uma abordagem feita por agentes do Bope com uma ação criminosa e disparado contra os colegas. Cristo Redentor: Igreja planeja campanha entre fiéis para construir Via Sacra, como fez para erguer monumento Exploração sexual: casal é preso suspeito de oferecer menores em aplicativo para festas onde aconteciam abusos — Ele dizia: "Se um dia eu morrer, eu quero estar fardado" — recordou Aline Viana, ex-mulher de Gláucio, durante a despedida. O velório ocorreu no cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste, onde a emoção tomou conta dos familiares. Aline e os dois filhos do subtenente choraram ao ver o corpo na capela. Antes do sepultamento, marcado para as 16h, um helicóptero do Bope sobrevoou o cemitério e lançou rosas brancas e vermelhas em homenagem ao policial. Em terra, integrantes da tropa de elite formaram um corredor para a passagem do caixão. — Ele sacrificou a própria vida pelos irmãos — afirmou o comandante do Bope. A despedida ocorreu a poucos dias do primeiro aniversário da morte de Heber, um dos cinco policiais mortos na megaoperação realizada em 28 de outubro de 2025, no Complexo da Penha. Gláucio estava na Polícia Militar havia quase 26 anos, a maior parte deles dedicada ao Bope. Para a família, além da dor de uma segunda perda, permanece a cobrança por esclarecimentos sobre o tiroteio entre policiais militares que terminou com a morte do subtenente e deixou outros cinco agentes feridos. Família questiona comunicação entre batalhões Aline cobra explicações sobre as circunstâncias do confronto e questiona como agentes do 18º BPM teriam confundido uma abordagem feita por policiais do Bope com uma ação criminosa. Segundo ela, informações recebidas pela família indicam que a presença da tropa de elite na região havia sido comunicada, o que levanta dúvidas sobre a circulação do aviso entre as equipes. — Primeiramente, a gente quer entender exatamente o que aconteceu. De primeira mão, foi falado para nós que não houve uma comunicação, e nós já sabemos que foi feita sim uma comunicação. Então, a partir de agora, a gente quer entender: quem foi comunicado? Essa pessoa passou a comunicação para todo o batalhão? Se sabiam que estavam naquela área, por que aconteceu isso tudo? — questiona Aline. A hipótese de fogo amigo é investigada pela Polícia Militar. A ex-mulher também quer saber se os agentes envolvidos perceberam que estavam diante de integrantes de outra unidade da corporação e em quais circunstâncias os disparos foram efetuados. — Será que ninguém viu uma farda diferenciada ou não chegou mais próximo a ponto de saber o que era, já que não estava havendo troca de tiro? — pergunta. A última mensagem ficou sem resposta Mesmo depois do divórcio, Aline e Gláucio mantinham uma relação próxima. Segundo ela, os dois costumavam conversar antes e depois das operações policiais. Na semana em que morreu, o subtenente contou que participaria de uma missão, mas não poderia revelar detalhes. Como de costume, combinaram de se falar no dia seguinte. Às 7h de domingo, Aline enviou uma mensagem perguntando como ele estava e como havia sido a operação. Desta vez, não houve resposta. — Ele falou que haveria uma operação, mas que não poderia falar muita coisa. Disse que, no dia seguinte, como todas as outras vezes, a gente se falaria. Tanto que, às 7h da manhã, eu mandei mensagem para ele: "Gláucio, como você está? E aí, como foi?". E eu já não obtive mais resposta nenhuma — relata. Aline descreve Gláucio como um policial apaixonado pela profissão, que via no Bope não apenas um local de trabalho, mas parte de sua própria identidade. Prestes a completar 26 anos de serviço na Polícia Militar, em dezembro, ele havia dedicado a maior parte da carreira à tropa de elite. — O Gláucio era um apaixonado pelo trabalho dele. Ele falava que aquilo ali fazia parte dele. Não é que ele fazia parte do Bope, o Bope fazia parte dele. Ele fazia questão de dizer: "Eu sou caveira. Aquilo ali é a minha família" — conta. Dois irmãos do Bope mortos em menos de um ano A morte de Gláucio aprofundou uma tragédia que a família ainda tentava assimilar. Em 28 de outubro do ano passado, seu irmão, Heber Carvalho Fonseca, também integrante do Bope, morreu durante a megaoperação realizada nos complexos da Penha e do Alemão, considerada a mais letal da história do Rio Segundo Aline, Heber tinha o irmão mais velho como referência e decidiu seguir seus passos na tropa de elite. A admiração entre os dois fazia com que Gláucio se sentisse especialmente responsável pelo caçula. — O Heber tinha o Gláucio como referência. Muita gente, mas o Heber tinha o Gláucio como referência. Ele entrou no batalhão por causa do Gláucio. Então, o Gláucio tinha uma responsabilidade enorme sobre ele — conta. Aline lembra que Gláucio não estava no batalhão quando Heber morreu e que a operação de domingo marcaria seu retorno à unidade. Agora, a família enfrenta a segunda perda em menos de um ano, às vésperas da data que já seria marcada pelas homenagens ao primeiro policial morto. — Foi muito doloroso e ainda é. A gente vai se arrastando durante esse período, mas entende que aquilo ali era o amor da vida dele. E isso nos conforta — afirma. Entenda a ocorrência que terminou com a morte do subtenente O subtenente Gláucio Marcelo Fonseca da Silva morreu na manhã de domingo, durante uma ocorrência na Rua Guilherme Moreira, na Freguesia, em Jacarepaguá, Zona Sudoeste do Rio. Segundo a Secretaria de Estado de Polícia Militar, agentes do Bope abordavam um veículo quando policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) chegaram ao local. A principal hipótese investigada é que, devido à baixa luminosidade, os policiais do batalhão de área tenham confundido a abordagem com uma ação criminosa e disparado contra os colegas. Ao todo, seis policiais militares foram baleados: cinco do Bope e um do 18º BPM. Gláucio foi levado ao Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, mas chegou morto à unidade. Os outros cinco agentes foram socorridos. Parte deles passou por cirurgia, enquanto outros receberam alta após avaliação médica. As circunstâncias do tiroteio são apuradas pela Corregedoria Interna da Polícia Militar, por meio da 2ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (2ª DPJM), e pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), da Polícia Civil. A tenente-coronel Cláudia Moraes, porta-voz oficial da Polícia Militar, informou que não falaria com a imprensa durante a cerimônia. Initial plugin text
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Polícia Civil faz perícia em bolos após suspeita de contaminação por substância desconhecida
A Polícia Civil realiza uma perícia em bolos que seriam distribuídos em um evento no bairro de Oswaldo Cruz, na Zona Norte do Rio, nesta segunda-feira. A suspeita é que eles tenham sido contaminados com uma substância desconhecida. O caso é investigado pela 30ª DP (Marechal Hermes). Um homem foi detido e testemunhas foram chamadas para prestar depoimento. Ainda não há informações oficiais sobre qual é a substância encontrada nos bolos. Segundo a Polícia Militar, agentes do 9⁰ BPM (Rocha Miranda) foram acionados a partir da denúncia de que um morador teria adicionado substâncias tóxicas a um doce que seria distribuído em um evento. No local, o suspeito foi localizado dentro de casa com uma arma de fogo. O comando da unidade informou que o homem se trancou em um cômodo, e após negociação, se entregou à polícia. Uma pistola calibre 40 contendo nove munições foi apreendida e ele foi levado para a 30ª DP (Marechal Hermes). Bolos foram apreendidos para perícia da Polícia Civil do Rio. Substância dos pontos pretos na superfície das tortas ainda não foi identificada Reprodução De acordo com informações da Polícia Civil, moradores da região informaram que o suspeito teria acessado o local onde os bolos estavam pelo telhado do imóvel, que tinha uma telha quebrada, e que ele teria arremessado substâncias tóxicas sobre as tortas, destinadas a uma festa de comemoração do Dia das Crianças. A proprietária do imóvel onde o suspeito se encontrava autorizou a entrada dos policiais, que o contiveram e o algemaram, diante do risco de linchamento. O homem informou aos militares onde a arma estava guardada e ela foi apreendida.
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Ex-vereador de Tanguá que estava desaparecido é encontrado morto dentro de carro capotado na BR-101
O ex-vereador de Tanguá Amarildo Henrique do Nascimento, de 59 anos, que estava desaparecido desde a semana passada, foi encontrado morto dentro de um carro capotado na tarde deste domingo, na BR-101, na Região Metropolitana do Rio. O veículo estava dentro da água, embaixo de uma ponte, na altura do km 271,7 da Rodovia Governador Mário Covas, no sentido Rio Bonito. A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte. Cristo Redentor: Igreja planeja campanha entre fiéis para construir Via Sacra, como fez para erguer monumento Exploração sexual: casal é preso suspeito de oferecer menores em aplicativo para festas onde aconteciam abusos O automóvel foi avistado por um motorista que passava pela rodovia, por volta das 16h45. Ele percebeu que havia uma pessoa no interior do veículo e acionou as autoridades. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi chamada para atender à ocorrência. Devido à dificuldade de acesso ao local, o corpo só foi retirado após as 22h, segundo informações divulgadas pelo delegado Renato Perez, titular da 119ª DP (Rio Bonito). Em nota, a Polícia Civil informou que a investigação está em andamento na 70ª DP (Tanguá). A corporação confirmou que a 119ª DP foi acionada após a localização de uma pessoa morta dentro de um carro e que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) da região para exames periciais de identificação. Amarildo estava desaparecido desde a noite de quinta-feira para sexta-feira. Familiares e amigos chegaram a divulgar pedidos de ajuda nas redes sociais para tentar localizá-lo. Nesta segunda-feira, parentes publicaram homenagens em que lamentam sua morte. Em uma delas, Amarildo é lembrado como "tio, pai, avô e filho". Ainda não há confirmação sobre o que provocou a saída do veículo da pista. A polícia apura se houve um acidente ou outras circunstâncias envolvidas na morte. Até o momento, não foram divulgados indícios que permitam apontar a participação de terceiros. Segundo informações divulgadas nas redes sociais, o velório de Amarildo foi realizado às 14h desta segunda-feira, com sepultamento às 16h. O local das cerimônias não foi informado nas publicações. Trajetória política Natural de Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense, Amarildo mudou-se ainda criança para Tanguá, onde construiu sua trajetória política. Entre 2004 e 2024, disputou cinco eleições para a Câmara Municipal, conquistando um mandato, em 2012, quando foi eleito pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS). Durante a legislatura, chegou a ocupar a vice-presidência da Casa. Antes da vitória, havia concorrido pelo PTB em 2004 e 2008, ficando como suplente nas duas ocasiões. Em 2016, tentou a reeleição pelo DEM, mas não conseguiu retornar à Câmara. Sua última disputa ocorreu em 2024, pelo PP, quando novamente ficou na suplência. Em setembro deste ano, Amarildo foi homenageado pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) com o diploma Ulysses Guimarães, por iniciativa do deputado estadual Vinicius Cozzolino (PSD). Initial plugin text
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Meta diz que novo Muse atinge 'fronteira da IA' e vai desenvolver versões para serem adotadas em escala massiva
A Meta, dona de Instagram, Facebook e WhatsApp, lançou na segunda-feira um modelo de inteligência artificial (IA) há muito aguardado, um marco que testará se seus esforços multibilionários para reconstruir sua estrutura de IA melhoraram sua tecnologia o suficiente para competir entre os líderes. Kristalina Georgieva: diretora-gerente do FMI vê ‘tsunami lenta’ da IA sobre os empregos A favor da regulação: ciberataques são o principal risco da IA hoje, afirma Bill Gates Conhecido como Muse Wonder, o novo modelo é o mais capaz da empresa desde que o diretor-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, reformulou sua operação de IA por meio de uma campanha agressiva de contratações, com a chegada de novos talentos ao comando dessa área. A empresa afirma que o modelo, apelidado internamente de "Watermelon" (melancia), representa um grande salto em relação a suas versões anteriores, com "capacidades de fronteira", ou seja, de maior inovação na atualidade, que, segundo a liderança, o colocam no mesmo patamar do ChatGPT da OpenAI e do Claude da Anthropic no que diz respeito à programação ou à resolução de questões financeiras e jurídicas. Zuckerberg recusa desaceleração Em entrevista ao Financial Times, Zuckerberg diz que não vai pisar no freio nos avanços em modelos agênticos de IA, e minimizou alertas de que essa tecnologia pode estar avançando de forma tão acelerada que arrisca sair do controle humano.  O bilionário dona da Meta também não falou sobre sua visão em estimativas sobre a probabilidade de a IA provocar destruição em massa, sob o argumento de que cada laboratório deve garantir a segurança de seus modelos. Satya Nadella: CEO da Microsoft pede 'freio de emergência' para a IA avançada Zuckerberg já havia recusado, anteriormente, apelos de altos executivos do setor, a exemplo de Dario Demodei, da Antrhopic, e Sam Altman, da OpenAi, de fazer uma "desaceleração" orquestrada no desenvolvimento de IA.  Comparação difícil Pode ser difícil comparar modelos de IA, já que alguns são melhores em certas tarefas e piores em outras, e os parâmetros de avaliação (benchmarking) podem ser manipulados e não refletem necessariamente o desempenho da tecnologia no mundo real. No entanto, se as afirmações da Meta resistirem a testes externos e o Muse Wonder ganhar tração entre pesquisadores e desenvolvedores, isso marcará uma reviravolta significativa para a empresa, cujos modelos do ano passado passaram despercebidos no Vale do Silício. — Estes são verdadeiros modelos de fronteira — disse o chefe de IA da Meta, Alexandr Wang, em uma entrevista na segunda-feira. — Nós realmente acreditamos que eles são competitivos com os melhores modelos disponíveis e estão particularmente na vanguarda do trabalho agêntico pessoal e profissional. O que está reduzindo a eficiência da IA? O chamado 'imposto da verificação' As ações da Meta subiram até 4,7% com o anúncio. Os papéis acumulam alta de quase 9% este ano até o fechamento de sexta-feira. Ao longo do último ano e meio, Zuckerberg reorientou os esforços da empresa para avançar na corrida da inteligência artificial, o que incluiu o compromisso de investir centenas de bilhões de dólares para construir a infraestrutura necessária para dar suporte aos modelos de inteligência artificial agêntica, além de recrutar Wang para liderar a nova unidade de IA como parte de um investimento de US$ 14 bilhões na Scale AI. Para Wang, o lançamento do Muse Wonder representa o ápice desse esforço: —Este é o grande momento — afirmou. Wang acrescentou que a Meta tentou se diferenciar dos concorrentes ao focar em grandes modelos para usos amplos de consumo. No mês passado, a empresa revelou um agente de IA pessoal conhecido como Muse, projetado para ajudar com tarefas e recados cotidianos. O novo modelo em breve alimentará a versão de assinatura desse aplicativo. — Acho que o restante do ecossistema tem focado muito em agentes de programação — disse Wang. — Nós realmente acreditamos que adotamos um foco diferenciado para fazer com que o caso de uso do agente pessoal funcione de verdade. Parte desse esforço consistiu em criar as chamadas capacidades de memória ativa e foco ativo, que permitem que um agente de IA se lembre de informações relevantes sobre um usuário ao longo do tempo e continue trabalhando quando as tarefas se tornarem cada vez mais difíceis. Wang afirmou que o Muse Wonder pode reter informações por “dias, semanas, meses”, para que os usuários não precisem se explicar novamente. Seu agente também será capaz de tentar novas táticas quando encontrar problemas ou becos sem saída. O resultado, segundo Wang, é que o agente de IA de consumo da Meta poderá lidar com tarefas mais complexas e até “ambíguas”, além de solicitações simples. 'Olhando além do Muse' Wang e sua equipe no Meta Superintelligence Labs já estão olhando além do Muse Wonder. Ele disse que o MSL começou a trabalhar em “modelos maiores e em maior escala”. Ao mesmo tempo, a equipe está tentando reduzir o custo de disponibilizar essa tecnologia para bilhões de pessoas. O Muse Wonder é maior e mais caro de operar do que os modelos menores Muse Spark da Meta, disse Wang, razão pela qual a empresa já está desenvolvendo versões especializadas que espera que retenham grande parte das capacidades do Wonder, sendo eficientes o suficiente para serem implantadas em escala massiva. Por enquanto, o Muse Wonder está disponível para desenvolvedores por meio da Meta Model API e do Muse Code. Quando perguntado sobre como convenceria os céticos que ainda duvidam de que a Meta tenha alcançado a fronteira da IA, Wang respondeu que eles deveriam testar o modelo e julgar por si mesmos. Ele afirmou que não está preocupado com os “haters” (detratores), aos quais se referiu usando um palavrão.
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Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 11h
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Carro elétrico português mira o Brasil com desafio para criar versão nacional
O carro elétrico português BEN dá seus primeiros passos no Brasil por meio de uma iniciativa que busca desenvolver soluções para a mobilidade urbana a partir das ideias de jovens estudantes. O Centro de Engenharia e Desenvolvimento de Produto (CEiiA), de Portugal, realiza nesta terça-feira, em São Paulo, um desafio internacional que reunirá alunos de escolas paulistanas para criar uma versão brasileira do veículo e pensar em novas formas de tornar o transporte nas grandes cidades mais eficiente e sustentável. Nobel de Economia: vencedores criaram modelo que orienta decisões de juros dos bancos centrais, explica economista Energia: Petróleo passa de US$ 106 com dúvidas sobre cessar-fogo energético e novos ataques contra Arábia Saudita O BEN tem cerca de 2,5 metros de comprimento e capacidade para até três ocupantes. O modelo tem produção em larga escala prevista para o início de 2027, após receber o certificação de homologação da União Europeia. No Brasil o foco inicial está no desenvolvimento de ideias e soluções para a mobilidade. O projeto também chega em um momento de expansão da eletrificação da frota brasileira. Em setembro de 2026, o país atingiu a marca de 1 milhão de veículos leves eletrificados em circulação, segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE). Carro elétrico português BEN mira o Brasil com desafio para criar versão nacional Divulgação A iniciativa, chamada BEN Builders, pretende aproximar os jovens do processo de criação de novas soluções para as cidades. Além da substituição de motores a combustão por motores elétricos, o desafio envolve temas como compartilhamento de veículos, conectividade, integração entre diferentes meios de transporte, redução das emissões de carbono e uso mais eficiente do espaço urbano. A primeira edição do BEN Builders aconteceu no Porto, em Portugal, nos dias 17 e 18 de abril de 2026. Depois do Brasil, o projeto passará pelo Japão e por um país africano, ainda a ser definido. As equipes vencedoras de cada país disputarão uma final internacional. O projeto vencedor terá uma miniatura do BEN enviada ao espaço a bordo de um dos satélites desenvolvidos pelo CEiiA, com lançamento previsto para 2027. Carro elétrico português BEN mira o Brasil com desafio para criar versão nacional Divulgação Segundo Ana Gonçalves, coordenadora da área de Future Design do CEiiA, “as próximas gerações não serão apenas usuárias das cidades que estão sendo construídas hoje, mas também poderão participar ativamente da criação de novas soluções para a vida nas cidades”. A iniciativa faz parte da aproximação do centro português com o mercado brasileiro. O CEiiA mantém presença local por meio da participação na RIBA, empresa brasileira que atua como operadora de mobilidade, além de desenvolver parcerias em diferentes áreas, como aviação.
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Atriz Selma Blair é detida depois de confusão com comissários em voo
A atriz americana Selma Blair foi detida neste domingo (11) após uma suposta confusão com comissários de bordo durante um voo da Delta Airlines que partiu de Los Angeles com destino a Nova York, nos Estados Unidos. Segundo a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, a polícia foi acionada após uma denúncia envolvendo uma passageira que teria apresentado comportamento fisicamente agressivo. De Ana Castela a Roberto Carlos: Veja famosos devotos de Nossa Senhora Aparecida e suas histórias de fé Veja também: Alerj concede Medalha Tiradentes, principal honraria da casa, à atriz americana Viola Davis De acordo com a emissora ABC News, o voo estava estacionado no portão do Aeroporto Internacional John F. Kennedy (JFK), em Nova York, quando agentes do Departamento de Polícia da Autoridade Portuária atenderam à ocorrência. Blair foi identificada como a passageira envolvida no incidente e levada sob custódia. Após a detenção, a atriz foi encaminhada a um hospital. Em comunicado enviado à imprensa , um representante de Blair afirmou que ela passou por uma emergência médica antes do episódio. — Selma passou por uma emergência médica que levou à suposta conduta. Ao pousar, ela recebeu atendimento médico imediato e atualmente está em condição estável — disse o representante. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o que teria acontecido entre Blair e os comissários nem informaram se a atriz poderá responder criminalmente pelo episódio. Atriz Selma Blair lança livro de memórias Instagram/Reprodução Diagnóstico de esclerose múltipla Blair, de 53 anos, revelou em 2018 que havia sido diagnosticada com esclerose múltipla. Desde então, a atriz passou a falar publicamente sobre a doença e sobre as mudanças provocadas pela condição em sua vida. Em março deste ano, ela chamou atenção ao comparecer a uma festa pós-Oscar organizada pela revista "Vanity Fair", em Los Angeles, usando uma bengala preta com cabo curvo prateado. A peça combinava com o vestido usado pela atriz, que exibiu o acessório com naturalidade. Conhecida por filmes como "Segundas intenções" (1999), "Legalmente loira" (2001) e "Hellboy" (2004), Blair também teve sua trajetória após o diagnóstico registrada no documentário "Apresentando Selma Blair" ("Introducing, Selma Blair"), de 2021. O filme acompanha a rotina da atriz diante das limitações provocadas pela esclerose múltipla. Entre os sintomas relatados por ela estão dores intensas, dificuldades para falar e perda de movimentos na perna esquerda. Nos últimos anos, Blair passou por um transplante de células-tronco, após o qual a doença entrou em remissão. A atriz continua utilizando a bengala como auxílio para se locomover.
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Tereza Cristina cita desejo de ser presidente do Senado e vê ambiente favorável a impeachment de ministros do STF
Quase uma semana após encabeçar o apoio do PP à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, a líder do partido e senadora Tereza Cristina (MS) afirmou que gostaria de ser a primeira mulher a presidir o Senado. Em entrevista à GloboNews, na tarde desta segunda-feira, a ex-ministra do governo Bolsonaro citou conversas com o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) sobre o tema. — Eu sempre disse que gostaria de ser a primeira mulher presidente do Senado, mesmo porque eu tenho comigo que esse talvez seja o meu único mandato no Senado, eu não sei se eu quero disputar outro, e eu gostaria de deixar um legado, principalmente para as mulheres — declarou Tereza Cristina ao Estúdio I. A parlamentar, que está na metade do seu mandato, disse que ainda não sabe se tentará uma nova eleição, e gostaria de "deixar um legado". A líder do PP também afirmou que, além de conversas com Alcolumbre sobre a sucessão, também conversa com Rogério Marinho (PL-RN), colega da casa e coordenador da campanha de Flávio. — É claro que eu, sendo uma senadora de centro-direita, eu vou estar muito mais alinhada com o Rogério Marinho, que também tem essa pretensão. Tereza e Alcolumbre compõem partidos da federação PP-União Brasil, que declararam apoio a Flávio na última terça-feira, considerado um revés para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Alcolumbre não participou da reunião nesta terça, numa sinalização de que ele não deverá apoiar Flávio explicitamente. As duas siglas têm representantes na Esplanada petista e se mantiveram neutras na eleição geral no primeiro turno, quando Lula ainda era considerado favorito nas eleições. Ao ser questionada se disputaria o cargo contra Alcolumbre, Tereza Cristina afirmou que essa possibilidade não foi descartada. — Isso nunca foi colocado, eu sempre disse a ele que eu gostaria de ser a sua sucessora, a sua sucessora pode ser agora ou pode ser depois, então a gente tem que ver como é que as coisas vão se encaminhar. A senadora frisou que as articulações para a eleição do próximo presidente do Senado depende do resultado das eleições. Questionada sobre a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na Casa a partir de 2027, a parlamentar declarou ver espaço para o tema. — Eu vejo ambiente sim, vejo que foi uma pauta — disse, ponderando que a discussão não deve ser "a única prioridade da próxima legislatura" — Infelizmente, esse foi um tema que foi central nessas eleições e nós seremos cobrados, sim, por abrir para investigar o que está acontecendo, os fatos que estão aí postos sobre o Supremo Tribunal Federal. Tema em discussão no Senado, com votação prevista para a próxima quarta-feira, a proposta que prevê o fim da escala 6x1 também foi comentada pela senadora. Segundo ela, a oposição pretende apresentar emendas para alterar o texto. De acordo com a líder do PP, o problema é incluir na Constituição regras sobre a escala de trabalho, diante das diferenças entre os setores da economia.
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ICE faz buscas em casa de deputada americana de origem somali
A residência da deputada democrata Ilhan Omar na região de Washington, D.C., foi alvo de uma operação de busca na manhã desta segunda-feira (12), como parte de uma investigação criminal federal em andamento, informou o Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pela emissora americana ABC News, a apuração está relacionada a documentos de imigração da congressista, que é candidata à reeleição nas eleições de meio de mandato, marcadas para daqui a 22 dias. Veja também: Prefeito de Nova York abre investigação sobre operação do ICE com suspeito baleado em frente a criança de 5 anos E mais: Trump anuncia cessar-fogo energético entre Rússia e Ucrânia; Zelensky diz desconhecer acordo e acusa Moscou de novo ataque A busca foi realizada por agentes do Homeland Security Investigations (HSI), braço de investigação criminal do Departamento de Segurança Interna (DHS) e submetida ao ICE, após a obtenção de um mandado judicial pelo Departamento de Justiça. — Hoje, na região de Washington, D.C., o Homeland Security Investigations executou um mandado de busca autorizado judicialmente e obtido pelo Departamento de Justiça. Essa ação faz parte de uma investigação criminal federal em andamento — disse um porta-voz do DOJ. As fontes afirmam que a investigação envolve documentos de imigração relacionados à infância de Omar, incluindo registros preenchidos por seu pai, já falecido. A congressista, que nasceu na Somália e chegou aos Estados Unidos como refugiada quando era criança, vive no país desde os 12 anos e é cidadã americana. Omar negou anteriormente qualquer irregularidade e não foi acusada ou denunciada por nenhum crime. Após a operação, ela afirmou nas redes sociais que está bem e acusou o governo de usar as forças federais de segurança para perseguir adversários políticos. — Não tenham dúvidas: esta é uma tentativa de atingir inimigos políticos e transformar as forças federais de segurança em uma arma. Não serei silenciada — escreveu ela, acusando o presidente Donald Trump de persegui-la. Initial plugin text Investigação ocorre antes das eleições A operação ocorre a menos de um mês das eleições de meio de mandato, nas quais Omar busca um novo mandato para representar o 5º distrito congressional de Minnesota. O pleito será realizado em 22 dias, enquanto a votação antecipada no estado começa ainda nesta semana. Historicamente, o Departamento de Justiça orienta seus procuradores a evitar medidas investigativas ostensivas contra membros do Congresso ou candidatos nos 60 dias anteriores a uma eleição. A operação contra Omar, portanto, ocorre dentro desse período. Alto funcionário da fronteira do governo Trump, Tom Homan, confirmou a existência da investigação em entrevista à Fox News, mas não forneceu detalhes sobre as suspeitas. — Posso confirmar que um mandado de busca foi executado nesta manhã, assinado por um juiz. O Departamento de Justiça está liderando a investigação junto com o Departamento de Segurança Interna. Há uma investigação. Não vou entrar nos detalhes da investigação criminal — afirmou. O vice-presidente JD Vance, que recebeu da administração Trump a missão de liderar esforços contra supostas fraudes, havia afirmado em maio que o governo investigaria alegações de fraude imigratória envolvendo Omar. Em setembro, Homan também confirmou que o DHS conduzia uma investigação criminal sobre a deputada, sem revelar sua extensão. Histórico de ataques de Trump Omar é um dos principais alvos políticos do presidente Donald Trump e de integrantes de sua administração. No sábado, durante um comício, Trump voltou a fazer críticas à congressista e associou a comunidade somali de Minnesota a problemas de criminalidade. Em publicações feitas nas redes sociais neste ano, o presidente também afirmou que Omar "deveria estar na prisão" e deveria ser "enviada de volta à Somália". As declarações de Trump contra a deputada já foram alvo de críticas. Omar afirmou anteriormente que a retórica do presidente fez disparar as ameaças contra ela. O escritório de Omar classificou a operação como um "abuso de poder ultrajante" e uma escalada sem precedentes no uso das forças federais contra adversários políticos. Líderes democratas da Câmara, como Hakeem Jeffries, Katherine Clark e Pete Aguilar, também criticaram a operação. Em comunicado, eles disseram que a ação é "profundamente perturbadora" e levanta questionamentos sobre o que classificaram como uso político do governo federal contra adversários de Trump. O que se sabe sobre a investigação O HSI, responsável pela operação, tem competência para investigar crimes federais como fraude em documentos de imigração, fraude de identidade e fraude relacionada a benefícios imigratórios. Diferentemente das operações do ICE voltadas à deportação, o HSI atua principalmente em investigações criminais e na execução de mandados federais de busca. Até o momento, as autoridades não divulgaram detalhes sobre quais documentos ou possíveis irregularidades estão sendo investigados. Também não está claro se Omar estava em sua residência no momento da operação. A congressista foi eleita pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 2018 e se tornou a primeira somali-americana a integrar o Congresso dos Estados Unidos. Ela representa o 5º distrito de Minnesota e já negou ter cometido qualquer irregularidade relacionada à sua imigração ou documentação.
030
Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 12h
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Vendas da principal divisão da LVMH caem com boicote na China afetando a Louis Vuitton
A maior divisão da LVMH registrou uma queda nas vendas no último trimestre, enquanto sua principal marca, a Louis Vuitton, foi afetada por um boicote na China. A receita da divisão de moda e artigos de couro recuou 5% no terceiro trimestre, informou a LVMH Moët Hennessy Louis Vuitton em comunicado divulgado nesta segunda-feira. Os analistas esperavam uma queda de 1,57%. A divisão foi “afetada, no terceiro trimestre, pela desaceleração da demanda na China”, afirmou a LVMH. Entenda: Por que os chineses estão esnobando Louis Vuitton e Gucci e dando espaço ao luxo 'made in China'? Mudança estratégica: Bernard Arnault prepara mudança para reforçar controle da família sobre a LVMH, dona da Louis Vuitton As vendas da Louis Vuitton foram prejudicadas em julho e agosto na China, depois que a marca venceu uma disputa judicial por direitos de marca contra a Molly Tea, uma fabricante local de chás, informou a Bloomberg no mês passado. A vitória provocou uma reação negativa por parte dos consumidores chineses, que consideraram injusto que o maior grupo de luxo do mundo levasse aos tribunais uma empresa muito menor. Neste ano, as ações da LVMH caíram mais de 40%, colocando a empresa no caminho para registrar seu pior desempenho anual desde a crise financeira global de 2008. Dona da Louis Vuitton: LVMH, que já foi a maior empresa da Europa em valor de mercado, sai do grupo das 10 maiores Embora grande parte do setor esteja sentindo os efeitos da retração da demanda, as ações da LVMH apresentam o pior desempenho neste ano entre os principais grupos de luxo, seguidas pelas de sua concorrente Hermès International SCA. As expectativas de uma recuperação do setor de luxo em geral neste ano foram frustradas pela fraca demanda chinesa, pelo conflito prolongado no Oriente Médio e pelo enfraquecimento da confiança dos consumidores.
020
Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 12h
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Índice global de pobreza aumenta pela primeira vez em 16 anos, segundo a ONU
O número de pessoas vivendo em situação de pobreza multidimensional aumentou pela primeira vez desde 2010 e chegou a 1,2 bilhão em 2026, segundo a atualização do Índice Global de Pobreza Multidimensional divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e pela Iniciativa de Pobreza e Desenvolvimento Humano da Universidade de Oxford. O levantamento aponta 51,5 milhões de pessoas a mais nessa condição em relação ao ano anterior. Nobel 2026: veja quem são os ganhadores deste ano Análise: Arábia Saudita tem poucas opções contra os Houthis e vê riscos a suas ambições O índice considera não apenas a renda, mas também privações relacionadas à saúde, educação e condições de vida. Entre os 1,2 bilhão de pessoas afetadas, mais da metade são crianças e 83% vivem em áreas rurais. O estudo avaliou 10 indicadores em 108 países em desenvolvimento, que juntos representam 78% da população mundial. — Por trás desses números estão 1,2 bilhão de pessoas que enfrentam dificuldades que se reforçam mutuamente: fome, falta de acesso à educação e falta de água potável ou eletricidade. Isso é inaceitável — afirmou o administrador do Pnud, Alexander De Croo, classificando o aumento como um alerta para o mundo. Países de língua portuguesa Entre os países de língua portuguesa analisados, Moçambique apresenta a maior parcela da população em situação de pobreza multidimensional grave, com 38,8%. Na sequência aparecem Guiné-Bissau, com 35,9%, Angola, com 29,6%, Timor-Leste, com 17,4%, São Tomé e Príncipe, com 2,1%, e Brasil, com 0,9%. Os dados, porém, têm períodos de coleta diferentes. Os números de Moçambique e Angola são baseados em pesquisas realizadas entre 2020 e 2025. Já os dados de Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Brasil são de levantamentos feitos entre 2014 e 2019. Segundo o relatório, Moçambique enfrenta altos índices de privações estruturais. O Brasil apresenta níveis comparativamente menores, mas ainda convive com desigualdades persistentes. Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe enfrentam desafios relacionados a vulnerabilidades geográficas, climáticas e econômicas, enquanto Timor-Leste lida com impactos do período pós-conflito, transição econômica e dificuldades na consolidação de infraestruturas básicas. Crescimento populacional O Pnud ressalta que o aumento do número absoluto de pessoas em situação de pobreza não significa necessariamente que a proporção da população afetada tenha aumentado em todos os países. O crescimento demográfico foi um dos fatores que contribuíram para o resultado global. Em Angola e na Zâmbia, por exemplo, a parcela da população vivendo em situação de pobreza diminuiu. Ainda assim, o crescimento populacional foi maior que a redução proporcional da pobreza, fazendo com que o número total de pessoas afetadas aumentasse. O levantamento também tem uma limitação importante: apenas 13 dos 108 países analisados apresentaram dados novos em relação à edição anterior. Países que conseguiram reduzir a pobreza Apesar do aumento global, o relatório apresenta casos de avanço. Egito, Nepal e Tajiquistão conseguiram reduzir tanto a taxa de pobreza multidimensional quanto o número absoluto de pessoas afetadas. A China registrou a redução mais rápida entre os países com dados disponíveis. Entre 2010 e 2014, a parcela da população em pobreza multidimensional caiu de 9,5% para 4,2%, uma redução de mais da metade. O Vietnã também reduziu pela metade seu índice em um período de sete anos. Ao todo, 33 dos 89 países com dados disponíveis para comparação conseguiram reduzir pela metade a parcela da população em situação de pobreza multidimensional em menos de 15 anos. Seis deles ficam na África Subsaariana. Eswatini teve uma das quedas mais expressivas no período, passando de 38,7% para 8% da população em situação de pobreza multidimensional ao longo de 15 anos. Meta para 2030 A redução da pobreza em todas as suas formas é uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A meta 1.2 estabelece que os países devem reduzir pela metade, até 2030, a proporção de homens, mulheres e crianças vivendo na pobreza em todas as suas dimensões. Para De Croo, os resultados mostram que o desafio permanece, mas que avanços são possíveis quando os países adotam medidas coordenadas. O relatório conclui que a meta para 2030 continua sendo difícil de ser alcançada, mas permanece possível.
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Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 13h
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Paes anuncia volta após 'fim de semana no sítio' e posta apoio a Lula: 'Hora de falar de vida real'
Candidato derrotado ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD) compartilhou nesta segunda-feira uma mensagem de apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno. A manifestação do ex-prefeito da capital ocorre após ter passado o fim de semana com a mulher em um sítio na Serra Fluminense. “Acabou o fim de semana no sítio! Agora é luta pro Rio entender o quanto o presidente Lula ajudou esse lugar. É hora de falar de vida real! Terra plana e ideologia de gênero não enchem barriga nem tornam mais fácil a vida de ninguém!”, escreveu Paes. A declaração ocorre dois dias após o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) realizar a retotalização dos votos e confirmar a vitória de Douglas Ruas (PL). Após a recontagem, o bolsonarista obteve 50,88% dos votos válidos e foi eleito no primeiro turno. Paes ficou com 44,16%. A sessão foi anunciada na quinta-feira passada, depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manter o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). Os votos dados a Garotinho estavam anulados sub judice, à espera de decisão definitiva da Justiça Eleitoral. Sem eles, Ruas, que havia terminado a apuração com 49,27%, ultrapassou os 50% exigidos pela Constituição para vencer no primeiro turno. Ao longo do primeiro turno, Paes não participou de todas as agendas de campanha de Lula no Rio. O ex-prefeito se equilibrou em um cenário no qual também buscava ao menos parte dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no estado. Lula teve 39,41% dos votos válidos no estado do Rio no primeiro turno, enquanto Flávio alcançou 53,01%
1100
Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 13h
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Apoiadores ocupam quarteirões da Praia de Copacabana (RJ) em ato sem Lula no Rio
Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocupam vários quarteirões da Avenida Atlântica, em Copacabana, na Zona Sul do Rio, nesta segunda-feira. Entre os puxadores do movimento na capital fluminense estavam a deputada federal Benedita da Silva, que concorreu ao Senado na chapa do petista, mas não se elegeu, e Jandira Feghali (PCdoB), reeleita para a Câmara Federal. O candidato à reeleição ficou em Brasília para participar de celebrações do dia de Nossa Senhora Aparecida, como uma missa restrita na capela do Palácio da Alvorada, em Brasília. Aliados do petista ficaram responsáveis por representá-lo na passeata carioca. Initial plugin text Majoritariamente com roupas vermelhas, os apoiadores levaram bandeiras de apoio a Lula e cartazes críticos ao adversário no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL). Boa parte dos participantes utilizava adesivos com o nome e o número do candidato e gritavam palavras de ordem em defesa da soberania — uma das bandeiras da campanha, que acusa os Estados Unidos de tentarem intervir no pleito brasileiro em favor da candidatura oponente. "Queremos a quebra do sigilo de todos os envolvidos com o Banco Master", lia-se em um dos cartazes na multidão, em referência ao escândalo financeiro que atingiu a classe política e marcou a disputa deste ano. "Juventude vota contra as bets", dizia outro pôster, com menção à proibição das empresas de apostas, uma das medidas adotadas pelo governo federal na reta final do primeiro turno. Também havia escritos de que um eventual governo Flávio poderia colocar em xeque investimentos em áreas sociais, educação e saúde. Militantes de outros partidos marcaram presença — os do PSTU, por exemplo, defenderam um "voto crítico" no petista contra a volta do clã do ex-presidente ao poder. Neste sábado, Lula esteve em mobilização semelhante São Paulo, que levou milhares de apoiadores a ocuparem quarteirões da Avenida Paulista. O ato foi organizado pela União Nacional do Estudantes (UNE) e por Centros Acadêmicos universitários, que se mobilizaram espontaneamente após o resultado do primeiro turno, em que Flávio largou à frente do rival, por 47% a 45% dos votos válidos. Na capital paulista, o presidente teve a companhia do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), o candidato derrotado do PT ao governo paulista, Fernando Haddad, as ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) e o ministro da Secretaria Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL). A mobilização no Rio lotou as estações do metrô em Copacabana, como Cantagalo e Siqueira Campos, e também aumentou a movimentação em Botafogo.
1163
Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 13h
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Tribunal Supremo da Espanha mantém suspensão de direito a voto a cidadãos que ganharam nacionalidade por lei anti-Franco
O Tribunal Supremo da Espanha manteve nesta segunda-feira a suspensão de direito a voto de parte dos descendentes de exilados no regime do ditador Francisco Franco (1939-1975), que obtiveram a nacionalidade pela chamada "lei dos netos" — uma decisão que pode excluir até 163 mil eleitores do pleito antecipado para novembro pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. Após antecipar eleições: Premier espanhol leva novamente decretos ao Congresso, agora com empréstimo sem juros para compra de imóvel Quer morar fora? Guia reúne informações sobre 36 países Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp A lei foi uma iniciativa do governo Sánchez, e permitiu conceder nacionalidade aos descendentes de espanhóis que fugiram do país durante a guerra civil, que durou de 1936 a 1939, ou durante parte da ditadura franquista, que durou até 1975. A medida foi rapidamente apontada por partidos de oposição, incluindo a sigla de extrema direita Vox, como uma tentativa do premier de somar eleitores simpáticos ao seu campo eleitoral. Initial plugin text O Vox entrou com um recurso judicial pedindo a suspensão da medida, o que fez o tribunal suspender o direito ao voto de forma provisória, em setembro — antes de Sánchez antecipar as eleições. Nesta segunda, o tribunal rejeitou um recurso da advocacia do Estado contra a suspensão provisória, mantendo a exigência de que os beneficiários da lei teriam que apresentar mais provas de seus vínculos com as vítimas da repressão do regime espanhol. A suspensão seguirá em vigor quando forem realizadas as eleições gerais de 29 de novembro. Em 1º de agosto, o cadastro de eleitores no exterior incluía mais de 163 mil pessoas que haviam adquirido a nacionalidade espanhola por meio da Lei de Memória Democrática de 2022, segundo a sentença do tribunal. A decisão não se aplica a quem puder comprovar ser filho ou neto de espanhóis que sofreram "exílio por razões políticas, ideológicas, de crença ou de orientação de identidade sexual e que tenham perdido ou renunciado à nacionalidade espanhola". Quase 97 mil pedidos adicionais de nacionalidade haviam sido aprovados, mas ainda não tinham sido incorporados ao cadastro no fim de agosto, e mais de 304 mil solicitações seguiam em análise, de acordo com a mesma decisão. Não está claro quantos desses eleitores ficariam excluídos do pleito, no qual Sánchez disputará a reeleição. (Com AFP)
010
Jornal O Globo @oglobo.globo.com · 13h
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Olhos biônicos: entenda como funciona a tecnologia que promete restaurar parte da visão
Se você já explorou os universos de Star Trek, O Exterminador do Futuro ou o romance cyberpunk Neuromancer, de William Gibson, sabe que a visão eletrônica aprimorada é um elemento básico da ficção científica. Agora, o que antes era ficção futurista está se tornando realidade. Pesquisadores desenvolveram olhos biônicos capazes de restaurar parte da visão perdida. As capacidades desses dispositivos ainda são básicas, mas vêm sendo aprimoradas constantemente nos últimos anos. Um dia, poderão até oferecer funcionalidades que transcendam os limites da visão humana natural – por exemplo, manipulando imagens de uma forma que o olho humano não consegue ou vendo além do espectro da luz visível. Até o momento, os implantes têm se concentrado no combate a problemas na retina, a camada de células sensíveis à luz localizada na parte posterior do olho. Semelhante ao filme na parte traseira de uma câmera, a retina nos permite ver o mundo exterior. Quando algo dá errado com ela, o resultado pode ser a perda total da visão. O trabalho para corrigir a cegueira retiniana com implantes começou há mais de duas décadas. Um dos primeiros dispositivos, desenvolvido pelo fabricante alemão Retina Implant AG, apresentava um chip fotossensível colocado sob a retina danificada da pessoa. Este chip se conectava com as células retinianas saudáveis ​​remanescentes, que então transmitiam o sinal visual do chip do olho para o córtex occipital, a região do cérebro onde a visão é percebida. A cirurgia para implantar o chip durou cerca de oito horas. Isso incluiu a criação de uma cavidade no crânio atrás da orelha para implantar um receptor de energia e, em seguida, conectar este ao chip por meio de um fio sob a pele. O dispositivo oferecia apenas uma visão rudimentar, com os pacientes vendo flashes de luz que correspondiam aproximadamente ao formato do objeto que estavam observando. Muitos implantes também quebravam com o tempo, possivelmente devido aos movimentos rápidos e frequentes do olho ou à corrosão causada pelo líquido salino em seu interior. A Retina Implant AG encerrou suas atividades em 2019, citando a falta de progresso médico como um dos principais motivos. O outro dispositivo pioneiro, o Argus II, combinava uma câmera acoplada aos óculos com um chip inserido cirurgicamente sobre a retina. A imagem da câmera era convertida em um sinal e transmitida sem fio para o chip (juntamente com a energia), que então estimulava as células saudáveis ​​da retina danificada usando uma matriz de 60 eletrodos. Apesar dos resultados iniciais positivos e da autorização da FDA em 2013, o ARGUS II acabou por não apresentar resultados suficientemente convincentes. Foi descontinuado em 2019. Abordagens mais recentes Apesar desses contratempos, os investigadores têm persistido na tentativa de criar visão artificial. Uma abordagem mais recente consiste em usar uma câmera externa que transfere energia e dados de imagem sem fio para um chip implantado no córtex occipital. Isso possibilitou pesquisas que inseriram sondas elétricas diretamente no córtex occipital para estimular a percepção visual. Essa abordagem pode ajudar tanto pacientes com doenças da retina quanto aqueles com condições que afetam o nervo óptico, que conecta a retina ao cérebro. Mas não está claro exatamente quanta resolução pode ser alcançada com essa técnica, já que a alta resolução e o processamento complexo de sinais da retina são perdidos. Uma empresa que está testando essa técnica, a ReVision Implant, com sede na Bélgica, lançará seu primeiro teste clínico em humanos em outubro de 2026. Outra opção é usar óculos que transmitem imagens e energia para um chip sub-retiniano inserido cirurgicamente por meio de um sinal infravermelho. Um dispositivo que utiliza essa técnica, o Prima, foi testado em uma doença específica da retina chamada degeneração macular relacionada à idade (DMRI) seca, uma das principais causas de cegueira. Em um pequeno ensaio clínico, o dispositivo restaurou a visão central funcional em 81% dos pacientes, permitindo-lhes ler letras, números e palavras. O dispositivo já está autorizado em 30 países europeus. Como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é muito mais comum do que as doenças hereditárias da retina tratadas pela maioria dos dispositivos anteriores, este dispositivo é muito mais atraente para os investidores. No entanto, existem questões éticas envolvidas. Ao contrário dos pacientes com doenças hereditárias da retina, a maioria dos pacientes com DMRI ainda possui boa visão periférica e, portanto, tem muito a perder caso algo dê errado. A complexa cirurgia para implantar um chip sub-retiniano está longe de ser isenta de riscos. Visão sobre-humana? Como essas tecnologias transmitem informações visuais eletronicamente, funcionalidades adicionais podem ser incorporadas a elas. Com o Prima, os pacientes já podem usar o zoom óptico, e algoritmos que permitem o aprimoramento da nitidez da imagem já foram propostos. No futuro, é possível que surjam dispositivos com câmeras capazes de enxergar além do espectro da luz visível. Isso poderia potencialmente oferecer imagens térmicas e visão noturna. Um dispositivo que oferece visão no infravermelho próximo já foi testado em primatas. Mas, embora empolgantes, provavelmente não oferecerão visão aprimorada até que a visão artificial, atualmente rudimentar, seja avançada a ponto de esses "extras opcionais" se tornarem mais relevantes. Por ora, ainda existem muitos desafios relacionados a biomateriais e à parte elétrica que impedem que os implantes de retina ofereçam restauração completa e de longo prazo da visão. No entanto, um desafio potencialmente maior vem de soluções biológicas concorrentes, como as células-tronco, que estão nos estágios iniciais de testes em humanos. Essas tecnologias também tiveram alguns falsos começos e existem grandes obstáculos a serem superados em termos de sobrevivência e integração celular. Mas se novas células da retina humana puderem substituir as perdidas devido a doenças, elas poderão um dia superar completamente os olhos biônicos como solução para a restauração da visão. *Tim Jackson é Professor de Pesquisa da Retina, King's College London. *Este artigo foi republicado de The Conversation sob licença Creative Commons. Leia o artigo original.
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