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Débora Butruce fala sobre o relançamento de “Xica da Silva” num papo sobre cinema, curadoria e restauração – SCREAM & YELL
Quase qualquer plano de “Xica da Silva” comunica a influência carnavalesca em sua feitura. A direção de arte e os figurinos de Luiz Carlos Ripper são a maior prova desse legado, com a utilização de brilho, cor e contraste muito expressivos. Cacá Diegues e seu diretor de fotografia, José Medeiros, movimentam a câmera também com muita expressividade, acompanhando a insubordinação da protagonista diante dos diversos sistemas de opressão que a assolam. Zezé Motta, aliás, dá vida a uma personagem que modificou os rumos de sua carreira. Chica da Silva (com “ch”), a figura histórica, traz em si uma porção de subjetividades as quais Motta soube muito bem aproveitar e reescrever.