Sign in

Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]

@globorural.globo.com.web.brid.gy
687 followers 0 following 10K posts

Notícias sobre agronegócio, agricultura, pecuária, cotações, sustentabilidade, previsão do tempo, como plantar, criar e fazer e o mundo do campo. 🌉 bridged from 🌐 globorural.globo.com: fed.brid.gy/web/globorural.globo.com

PostsRepliesMedia
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 8h
globorural.globo.com
Tribunal do Cade rejeita embargo da Aprosoja-MT e mantém extinção de processo sobre Moratória da Soja
O tribunal do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) rejeitou nesta quarta-feira (7) o embargo de declaração da Aprosoja-MT e manteve a exclusão do processo que investigava a possibilidade de existência de cartel na Moratória da Soja. O tribunal ainda atribuiu à associação uma multa de R$ 250 mil por entender que o embargo tinha objetivo “protelatório”. O processo que tratava da investigação de cartel na Moratória foi extinto pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu extinguir quaisquer processos relacionados ao acordo ambiental. Em seu voto, o relator, conselheiro José Levi Mello do Amaral Júnior, afirmou que não foram identificados vícios processuais, como omissão, obscuridade ou contradição, que justificassem o acolhimento do recurso apresentado pela Aprosoja-MT. Segundo o relator, o plenário do Cade já havia rejeitado, por unanimidade, embargos de declaração opostos pela mesma Aprosoja-MT sob os mesmos pretextos em outros 14 recursos voluntários derivados do mesmo processo administrativo. O relator ainda determinou que a multa poderia aumentar em caso de reiteração da postura da Aprosoja-MT.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 10h
globorural.globo.com
Por que os azeites brasileiros acumulam tantos prêmios internacionais?
Em concursos internacionais de azeite, os rótulos brasileiros têm aparecido com frequência entre os premiados. Em 2026, foram 101 medalhas de ouro e 30 de prata para azeites do país no EVO IOOC, na Itália. No Flos Olei, nove marcas brasileiras entraram na lista dos 100 melhores do mundo, sendo sete do Rio Grande do Sul. Para a sommelière de azeites de oliva e CEO da Agência JKPG, Patricia Galasini, o motivo das certificações está em uma combinação de fatores que começa no cultivo e passa pela escolha do momento da colheita, pela variedade plantada e pela rapidez com que a azeitona chega ao moinho. Um dos pontos é o próprio tamanho da produção brasileira. Segundo Patrícia, em entrevista à Globo Rural, boa parte dos produtores é de pequeno e médio porte, o que permite acompanhar de perto diferentes etapas do processo. Leia também: 'Atlas dos azeites': marcas brasileiras estão entre as melhores do mundo “É uma produção com pequena escala, formada na maior parte por produtores pequenos e médios, o que permite um controle muito próximo de toda a cadeia de produção”, afirma. Ela também destaca que muitos produtores possuem moinho próprio ou trabalham com unidades próximas às oliveiras. Isso reduz o intervalo entre a retirada das azeitonas da árvore e a extração do azeite. “A colheita costuma ser feita cedo, buscando frescor e manutenção dos compostos do azeite”, explica Patricia. O papel do clima O clima é outro fator importante, principalmente no Sul do país. A oliveira precisa de um período de frio no inverno para florescer adequadamente. No Rio Grande do Sul, são cerca de 400 horas abaixo de 10 °C. Durante a maturação, a diferença entre temperaturas mais altas durante o dia e mais baixas à noite também influencia o fruto. A queda de temperatura desacelera o metabolismo da azeitona e favorece a concentração de compostos fenólicos e aromáticos. “Ela desacelera o metabolismo da azeitona durante a noite e ajuda a concentrar polifenóis e compostos aromáticos que se perderiam em climas mais quentes”, diz. Essa diferença de clima entre as regiões também aparece nas características dos azeites. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Embrapa, citado por Patricia, comparou os azeites da variedade Koroneiki produzidos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Mesmo com a mesma variedade, maturação e processo de extração, os produtos apresentaram diferenças na composição dos compostos fenólicos. A chuva, por outro lado, pode ser um problema. De acordo com as especialistas, a água aumenta a umidade dos frutos e pode prejudicar a qualidade do azeite. Por isso, anos mais secos e estáveis favorecem tanto a produção quanto a qualidade. Oliveira precisa de um período de frio no inverno para florescer adequadamente. No Rio Grande do Sul, são cerca de 400 horas abaixo de 10 °C Divulgação/Estância das Oliveiras Variedade e ponto de colheita A escolha da variedade também interfere diretamente no resultado. A Koroneiki, por exemplo, costuma apresentar maior concentração de óleo, polifenóis e estabilidade oxidativa. Já a Arbequina tende a produzir azeites mais suaves. Coratina, Frantoio, Picual e Arbosana também estão entre as variedades cultivadas no Sul. O momento da colheita muda ainda mais o perfil do produto. Uma mesma variedade pode resultar em um azeite diferente dependendo do estágio de maturação das azeitonas. “Variedade e maturidade fazem toda a diferença. São talvez as duas decisões mais determinantes.” Ela cita como exemplo um estudo com a variedade Coratina realizado em Encruzilhada do Sul (RS). Na colheita mais precoce, o azeite apresentou 1.370 mg/kg de compostos fenólicos, enquanto o rendimento foi de 7,19%. Com o avanço da maturação, o rendimento aumentou, mas a concentração desses compostos caiu. É uma escolha que envolve quantidade e qualidade. “Os azeites premiados quase sempre fazem a segunda escolha”, diz Patricia. Do campo para o moinho O cuidado não termina na árvore. A saúde das oliveiras, a poda, a nutrição e o controle de doenças também interferem no resultado. Na colheita, é importante evitar frutos machucados ou que tenham caído no chão. Depois de colhidas, as azeitonas precisam chegar rapidamente ao moinho. O transporte também deve ser feito de forma adequada, em caixas rasas e ventiladas, e não em sacos. “O fruto colhido começa a fermentar e oxidar, então a extração deve ser feita em poucas horas”, explica Patricia. Esse controle ajuda a preservar características que aparecem na avaliação dos concursos, como baixa acidez, baixa oxidação e maior concentração de polifenóis. Na análise sensorial, os jurados também procuram defeitos e avaliam atributos positivos, como frutado, amargor e picância. É nesse momento que entram os critérios que diferenciam um azeite premiado. Patricia explica que não basta apresentar muita intensidade. “Um azeite apenas forte não ganha; ele precisa ser complexo e harmônico.” Os prêmios Os resultados de 2026 mostram como os azeites brasileiros vêm aparecendo em diferentes competições. No EVO IOOC, na Itália, foram 786 azeites de 33 países avaliados, com 101 rótulos brasileiros recebendo medalha de ouro e outros 30 ficando com prata. A Estância das Oliveiras, de Viamão (RS), também teve destaque com o azeite Frantoio, que recebeu a pontuação máxima e os títulos de Best in Show, Best in Class e medalha de ouro no EIOOC, realizado em Genebra. Estância das Oliveiras, de Viamão (RS) Divulgação No Flos Olei 2026, nove rótulos brasileiros apareceram entre os 100 melhores do mundo, sendo sete gaúchos. Já no Olivinus, em Mendoza, os 11 azeites inscritos pela Estância das Oliveiras receberam Gran Prestigio Oro. Outro reconhecimento importante é o Mario Solinas Quality Award, promovido pelo Conselho Oleícola Internacional e frequentemente chamado de “Oscar dos azeites”. A competição avalia os produtos por características sensoriais, incluindo frutado, amargor, picância, equilíbrio e persistência. Para Patricia, ainda é cedo para falar em um único perfil brasileiro de azeite. As diferenças entre regiões, variedades, clima e decisões tomadas durante a produção fazem com que os produtos tenham características próprias. Entre as tendências estão aromas de frutas verdes, folhas, ervas frescas, tomate verde, alcachofra e amêndoa verde, além de amargor e picância mais marcados.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 11h
globorural.globo.com
Rio Grande do Sul registra caso de gripe aviária em aves de subsistência
Um novo caso de Influenza Aviária de Alto Patogenicidade (IAAP), conhecida como gripe aviária, em aves de subsistência foi registrado no município de Selbach, no norte do Rio Grande do Sul. O laudo foi confirmado pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária de Campinas (LFDA-SP) na segunda-feira (5/10). Uma equipe do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) do governo gaúcho atendeu a notificação de mortalidade de animais no dia 1º de outubro, e as amostras coletadas foram enviadas ao laboratório de referência da Organização Mundial da Saúde Animal (OMSA). O Serviço Veterinário Oficial do Rio Grande do Sul (SVO-RS) está realizando visitas nas 68 propriedades no raio de três quilômetros do caso registrado, além de ações de educação sanitária e conscientização na comunidade. A influenza aviária, também conhecida como gripe aviária, é uma doença viral altamente contagiosa que afeta, principalmente, aves, mas também pode infectar mamíferos, cães, gatos, outros animais e mais raramente humanos. Entre as recomendações, estão que as pessoas não se aproximem ou tentem socorrer animais feridos ou doentes e não se aproximem de animais mortos. A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) ressalta ainda que não há risco na ingestão de carne e de ovos, porque a doença não é transmitida por meio do consumo. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 11h
globorural.globo.com
Como campeões da sustentabilidade adotam boas práticas nas fazendas
Os campeões da sustentabilidade falam ao Globo Rural Cast Os vencedores do Prêmio Fazenda Sustentável 2026 falam sobre o trabalho em suas propriedades rurais na parte ambiental, econômica e social. Eles disseram ao Globo Rural Cast o que pretendem fazer não só para manter como também aprimorar as boas práticas na produção e o que a premiação representa. Produção: Raphael Salomão, Vitória Pitanga e Luiz Eduardo Minervino Apresentação: Raphael Salomão Imagens, edição e pós-produção: Thiago de Jesus
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 12h
globorural.globo.com
Paraná inclui soja em programa de seguro rural do Estado
A soja, principal cultura agrícola do Paraná, foi incluída no Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural do Estado. Operacionalizado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), o valor disponibilizado para a cultura atinge quase R$ 7,6 milhões. No total, o programa disponibilizou R$ 22 milhões. A medida atende a um pedido da Federação de Agricultura do Estado do Paraná (Faep). Em agosto, quase 3,1 mil apólices foram contratadas, esgotando o valor para esta temporada. Apesar de insuficiente, a Faep disse que a inclusão da soja no programa de seguro abre espaço para que o próximo governo fortaleça a iniciativa. “Desde o início do ano vínhamos reforçando a importância de incluir a soja no programa. Afinal, a cultura representa quase 20% do Valor Bruto da Produção Agropecuária do Paraná, ou seja, quase R$ 42 bilhões. Ao mesmo tempo, também tem sofrido com os eventos climáticos, riscos fitossanitários e desafios do manejo do solo”, disse, em nota, o presidente da Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Esperamos que o próximo governador e secretário de agricultura trabalhem para elevar esse montante, a fim de atender ainda mais produtores rurais”, complementa. A inserção da soja no Programa de Subvenção Econômica ao Prêmio do Seguro Rural Estadual faz parte das propostas no Plano Diretor do Agronegócio Paranaense 2027/30, desenvolvido pela Faep e sindicatos rurais. O documento foi entregue, em agosto, aos candidatos ao governo do Paraná. “A medida é fundamental para proteger os produtores contra quebras de safra e prevenir o endividamento”, destacou o diretor do Deral, Marcelo Garrido. Ainda segundo ele, além de reduzir o custo da apólice, a inclusão da oleaginosa no programa de seguro rural do Estado facilita o acesso ao crédito agrícola, assegurando a continuidade dos negócios no campo. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 12h
globorural.globo.com
Calor de 40°C e tempestades atingem o país nesta quinta-feira; veja a previsão
Uma grande massa de ar quente e seco ganha força sobre o Brasil nesta quinta-feira (8/10) e volta a elevar as temperaturas em boa parte do país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). O sistema atua principalmente sobre o Nordeste, parte do Norte, Centro-Oeste e Sudeste, com máximas que podem superar os 40°C em algumas áreas. As chuvas ficam mais concentradas em uma faixa que vai do oeste da Amazônia até o Centro-Sul. Na região Sul, as instabilidades ganham força ao longo do dia, com risco de tempestades e granizo principalmente no Rio Grande do Sul, oeste de Santa Catarina e do Paraná. Sul O tempo volta a ficar bastante instável, com chuva e trovoadas desde a manhã no oeste, centro e sul do Rio Grande do Sul. Ao longo do dia, as instabilidades se espalham e, durante a noite, ganham força entre o oeste, sudoeste e sul do Paraná, grande parte de Santa Catarina e o norte e noroeste gaúcho. + Veja previsão para sua cidade Há alerta laranja para tempestades no oeste catarinense e em grande parte do Rio Grande do Sul, além de risco de granizo em alguns pontos. As temperaturas chegam a 26°C em Curitiba e não passam de 23°C em Florianópolis. Sudeste O sol predomina em grande parte da região, mas ainda há condições para pancadas de chuva e trovoadas no sul e leste de São Paulo, Rio de Janeiro e sudeste de Minas Gerais, com alerta para tempestades em algumas dessas áreas. Já no oeste e norte de Minas Gerais, o tempo fica mais seco e com baixa umidade. O calor aumenta, com máximas de 29°C em São Paulo, 31°C no Rio de Janeiro, 32°C em Vitória e 33°C em Belo Horizonte. Centro-Oeste Depois de um início de semana mais chuvoso, o sol volta a aparecer com mais força em grande parte da região. Há possibilidade de chuva isolada no oeste de Mato Grosso e em áreas de Mato Grosso do Sul, enquanto Goiás e o Distrito Federal ficam com tempo predominantemente firme e baixa umidade. As temperaturas sobem bastante, chegando a 32°C em Brasília, 33°C em Goiânia e Campo Grande e 37°C em Cuiabá. Nordeste O tempo fica ensolarado, quente e seco em grande parte da região. Há possibilidade de chuva isolada apenas na faixa litorânea entre Ceará e Bahia e maior instabilidade no litoral oeste do Maranhão, onde podem ocorrer pancadas acompanhadas de trovoadas. No interior, a baixa umidade continua sendo destaque, principalmente em áreas do Piauí, Ceará, Pernambuco e Bahia. O calor será intenso, com máxima de até 40°C em Teresina. Norte As principais instabilidades permanecem no oeste da região, com chuva e trovoadas no Amazonas, Acre e Rondônia. Também pode chover no litoral do Pará e no leste do Amapá. Nas demais áreas, especialmente em Tocantins, grande parte do Pará e partes de Roraima e Amapá, predomina o tempo quente e mais seco. Há alerta para baixa umidade no centro e sul de Tocantins. As temperaturas chegam a 37°C em Boa Vista, Manaus, Rio Branco e Palmas.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 13h
globorural.globo.com
Cacau recua em Nova York com aumento dos estoques na bolsa
O preço do cacau registrou forte queda na bolsa de Nova York, impactado pelo aumento dos estoques da amêndoa. Nesta quarta-feira (7/10), os contratos com vencimento em dezembro fecharam em queda de 3,04% , para US$ 5.582 a tonelada. Segundo análise da Barchart, os preços cederam diante do aumento dos estoques de cacau na bolsa de Nova York. As reservas somam atualmente mais de 3,5 milhões de sacas, o maior volume em dois anos. Além disso, acrescenta a consultoria, os sinais de enfraquecimento da demanda por cacau são pessimistas para os preços, após a processadora de cacau Cargill ter relatado "prejuízos para o mercado no cacau" para o trimestre encerrado em 31 de agosto, sugerindo que teve dificuldades em repassar os custos mais altos do produto aos clientes. Café Investidores embolsaram lucros no mercado do café, após valorização de 3% na véspera impulsionada pela oscilação do dólar. No pregão de hoje, os contratos do arábica para dezembro fecharam em queda de 3,47%, para US$ 2,9270 a libra-peso. Suco de laranja Após uma alta de 4% na véspera, o preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) caiu na bolsa de Nova York. Os lotes para novembro fecharam em baixa de 2,30%, negociados a US$ 1,4655 a libra-peso. Algodão O preço do algodão também caiu no pregão. Os lotes da pluma para dezembro fecharam em baixa de 1,45%, a 80,03 centavos de dólar a libra-peso. Açúcar O açúcar fechou a sessão com preços em leve alta. Os lotes do demerara para março do ano que vem subiram 0,05%, a 20,82 centavos de dólar a libra-peso.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 14h
globorural.globo.com
Realização de lucros provoca queda no preço dos grãos em Chicago
As negociações dos grãos na bolsa de Chicago foram marcadas por um movimento de realização de lucros generalizado, que pressionou para baixo os preços futuros de trigo, milho e soja. A queda mais acentuada aconteceu no trigo. Nesta quarta-feira (7/10), os contratos que vencem em dezembro recuaram 2,52%, a US$ 6,8650 o bushel. Nas últimas sessões, o preço do trigo vem sendo direcionado pelos ataques militares a portos do Mar Negro, que mantêm as dificuldades para as exportações de trigo da Rússia, maior fornecedor mundial do produto. A T&F Consultoria Agroeconômica lembrou que a valorização do cereal deve continuar respondendo aos novos ataques mútuos entre a Rússia e a Ucrânia. “Esses eventos mantiveram o conflito distante de qualquer perspectiva de negociações para um cessar-fogo no Mar Negro — cenário que, poucos dias antes, chegou a ser cogitado como forma de favorecer o comércio agrícola”, destacou a empresa, em boletim. A consultoria Granar, por sua vez, disse que o trigo caiu hoje também respondendo à valorização do dólar em relação ao euro, cenário que prejudica a competitividade das exportações americanas e melhorando a posição dos grãos na União Europeia no mercado internacional. Milho O preço do milho caiu na bolsa de Chicago, com movimento de realização dos investidores. Os lotes para dezembro fecharam em baixa de 1,18%, a US$ 5,02 o bushel. Além das altas recentes que motivaram o reposicionamento dos investidores, o milho se enfraqueceu diante de perspectivas favoráveis com o clima para o avanço da colheita nos Estados Unidos. Soja Por fim, nos negócios da soja em Chicago, os contratos da oleaginosa que vencem em novembro fecharam em queda de 0,42%, para US$ 12,9750 o bushel.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Sete em cada dez parlamentares eleitos se posicionam contra a agenda socioambiental, aponta Observatório do Clima
Um levantamento do Observatório do Clima (OC) com base nos resultados do primeiro turno das eleições de 2026 aponta que 68,9% dos deputados e senadores eleitos se posicionam contra a agenda socioambiental. A avaliação usou um índice de convergência ambiental criado pela entidade, que analisa o quanto a atuação e os votos dos deputados e senadores se aproximam das agendas de clima e meio ambiente. No Senado, 64 dos 81 parlamentares (79%) da próxima Legislatura estão nas faixas Baixa ou Muito Baixa de convergência ambiental, comparado a 71,6% na legislatura passada, que termina no início de 2027. Na Câmara, 345 dos 513 deputados (67,3%) estão nas faixas de convergência Baixa ou Muito Baixa comparado a 63% na legislatura anterior. “Este quadro evidencia quatro anos de muito esforço para aqueles que atuam em clima e meio ambiente, e muita preocupação tanto com graves retrocessos quanto com as terríveis consequências disso tudo para a crise climática. Somando com um governo negacionista de Flávio Bolsonaro, isso significará o caos ambiental”, afirma, em nota, a coordenadora de Políticas Públicas do Observatório do Clima, Suely Araújo.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Frigoríficos movimentam R$ 63,3 bilhões no mercado de capitais, diz estudo
Frigoríficos e empresas de proteína animal movimentam R$ 63,3 bilhões no mercado de capitais, segundo estudo da Vitrif.AI, agente de inteligência artificial da Vitrify. O levantamento contabilizou 61 operações e 155 instrumentos financeiros em circulação, dos quais 94% são Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA). O segmento representa 30% do estoque de CRA registrado na B3. Quatro dos maiores grupos do setor concentram R$ 59,8 bilhões, ou 94% do saldo analisado. Minerva responde por R$ 17,2 bilhões, seguida por BRF, com R$ 16,2 bilhões, JBS, com R$ 13,7 bilhões, e Marfrig, com R$ 12,8 bilhões. O restante do mercado soma R$ 3,6 bilhões. O levantamento também mostra a forte participação de pessoas físicas nas emissões mais recentes. Entre 2024 e 2026, os investidores individuais responderam por 61% do volume distribuído, ante 31% dos coordenadores e 5% dos fundos. No mercado secundário, 134 dos 155 instrumentos foram negociados neste ano até 2 de outubro, com volume de R$ 19,5 bilhões. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Chuva e tempestades atingem grande parte do país nesta quarta-feira; veja a previsão
Uma massa de ar quente e seco começa a avançar pelo interior do Brasil nesta quarta-feira (7/10), elevando as temperaturas em áreas do Centro-Oeste, do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Ao mesmo tempo, áreas de baixa pressão mantêm o tempo instável no oeste da Amazônia, em parte do Centro-Oeste, no Sudeste e na região Sul. No litoral do Sudeste, a formação de uma área de baixa pressão ajuda a sustentar as chuvas entre São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Sul O tempo volta a ficar instável ao longo do dia, com pancadas de chuva e trovoadas no centro, oeste e noroeste do Paraná, oeste de Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Até a noite, as chuvas avançam para outras áreas do Paraná e de Santa Catarina. + Veja previsão para sua cidade As temperaturas ficam amenas, com mínima de 15°C em Curitiba e máxima de 25°C em Porto Alegre. Sudeste Uma área de baixa pressão no Oceano Atlântico mantém o tempo instável em boa parte da região. Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas em São Paulo, no Triângulo Mineiro, centro, sul e sudeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo, com alerta para tempestades. No norte de Minas Gerais e do Espírito Santo, a massa de ar quente e seco mantém o tempo firme e com poucas nuvens. Em São Paulo, a chuva deixa as temperaturas mais amenas, entre 17°C e 22°C, enquanto as máximas chegam a 30°C no Rio de Janeiro e 31°C em Vitória e Belo Horizonte. Centro-Oeste O dia começa mais estável em parte da região, mas a instabilidade aumenta ao longo da tarde. Há previsão de pancadas de chuva e trovoadas no oeste e noroeste de Mato Grosso, sul de Goiás e leste e sul de Mato Grosso do Sul, com alerta para tempestades. Já no nordeste de Mato Grosso, norte de Goiás e Distrito Federal, a massa de ar quente e seco mantém o tempo mais firme. As temperaturas variam de 19°C em Brasília, Goiânia e Campo Grande a 37°C em Cuiabá. Nordeste O sol e o calor predominam em grande parte da região. Há possibilidade de chuva isolada apenas no litoral da Paraíba e do Rio Grande do Norte pela manhã e, mais tarde, no litoral e extremo oeste do Maranhão. No interior, o tempo segue seco, com alerta para baixa umidade em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia. O calor será intenso, com máxima de até 40°C em Teresina. Norte O oeste da região concentra as principais instabilidades, com pancadas de chuva e trovoadas no Amazonas, Acre e Rondônia, onde há risco de tempestades em algumas áreas. No oeste de Roraima, também pode chover. Já em grande parte do Pará, Amapá e Tocantins, a massa de ar quente e seco mantém o tempo firme e com pouca chuva. O calor segue forte, com máxima de 37°C em Boa Vista e 38°C em Palmas.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Exportação de soja em 2026 deve atingir recorde de 114 milhões de toneladas, diz Anec
O Brasil deve fechar o ano de 2026 com uma exportação recorde de soja em grão, com embarques de devem alcançar 114 milhões de toneladas, segundo projeção da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec). O volume ficaria acima das 108,7 milhões registradas em 2025. Em boletim, a entidade disse que no acumulado do ano até setembro, o Brasil exportou 101,4 milhões de toneladas, superando as 95,1 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. Para o mês de outubro, a projeção da Anec aponta para embarques de 6,2 milhões de toneladas. Nesse mesmo mês em 2025, o Brasil exportou 6,3 milhões de toneladas de soja. Em relação ao milho, a entidade disse que os embarques totalizaram 5,3 milhões de toneladas em setembro. Para outubro, outras 5,3 milhões de toneladas constam no line-up, ainda em formação, e sujeito a revisões ao longo do mês. Em outubro de 2025, os embarques de milho do Brasil somaram 5,7 milhões. Por fim, sobre o farelo de soja, a expectativa é para exportações de 2,1 milhões de toneladas neste mês, acima das 1,7 milhão de um ano atrás. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
XP mantém visão positiva para agro brasileiro apesar de crise no setor
O agronegócio brasileiro encara um ciclo negativo, com margens dos produtores apertadas, custos de insumos em alta diante da extensão dos conflitos geopolíticos e incertezas climáticas com a ameaça de um El Niño “muito forte”. Ainda assim, Pedro Freitas, sócio e líder de agro da XP, tem uma visão estruturalmente positiva para o setor nos próximos anos. “O Brasil tem terra, água e clima, custo menor para produzir no mesmo talhão de terra. A demanda vem, o Brasil cresce e vai ganhar mercado no agro. Essa é a visão estrutural da XP, não muda independentemente do momento”, resumiu. Para Freitas, a grande aposta do produtor rural neste momento de crise, crédito escasso e juros altos é ter o custo mais barato possível, já que o preço das commodities é incontrolável. “É melhor deixar de ganhar do que perder. Quem tiver o custo mais barato, na hora de vacas gordas vai lucrar, mas na hora de vacas magras não vai perder.” O líder de agro da XP afirma que, para o cliente ter o mínimo de risco possível, o certo é trabalhar com margens e menos especulação. “O produtor já tem muitos riscos dentro da porteira, como pragas e clima, então nós trabalhamos com margens.” Na ponta da cadeia, o aperto financeiro do produtor muda a dinâmica de comercialização dos grãos. Cristiano Cortez, diretor da Portal Agrícola, empresa comercializadora de grãos de Sinop (MT), afirma que os agricultores estão pressionados a vender a produção e receber o dinheiro rapidamente. “A gente compra à vista e vende no prazo para multinacionais. Pegamos a operação na fazenda e entregamos no porto para as grandes empresas, e tomamos os riscos de tombamento, roubo”. Segundo Cortez, é entre a compra do grão do produtor e o pagamento da multinacional que os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) tem ganhado espaço. O fundo antecipa o recebimento para a empresa, desde que a operação apresente baixo risco. “O crédito está aí no mercado, só mudou de mão e está mais seletivo. Todo mundo quer ter mais segurança”. Para Guilherme Cadelca, diretor financeiro da Grão Direto, a maior seletividade ocorre em um momento em que o produtor enfrenta uma combinação de fatores negativos como queda dos preços das commodities, custo financeiro elevado, juros, riscos climáticos e baixa cobertura de seguros.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
TCP bate recorde em movimentação de cargas em setembro
A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, movimentou 152.347 TEUs em setembro, recorde mensal da operação e 2,5% acima da máxima anterior, registrada em outubro de 2025. No acumulado de janeiro a setembro, foram 1,279 milhão de TEUs, alta de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, informou a companhia nesta terça-feira (6/10). O crescimento tem sido acompanhado pelo avanço das cargas destinadas ao mercado externo e dos embarques de carnes. O segmento de carnes e congelados continua como o principal grupo de produtos movimentado pela TCP, respondendo por 2,973 milhões de toneladas no acumulado do ano, alta de 8% comparada ao mesmo período de 2025, e equivalente a 47% de todo o volume exportado pelo terminal. O desempenho do segmento foi sustentado principalmente pelo aumento dos embarques de carne de frango e suína, enquanto as exportações de carne bovina permaneceram estáveis. Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, os exportadores vêm utilizando de forma crescente a estrutura do terminal para armazenagem contêineres refrigerados. Além das carnes, outros segmentos importantes da pauta de exportação registraram crescimento. As cargas de madeira e produtos florestais avançaram 6%, para 1,064 milhão de toneladas, enquanto papel e celulose teve alta de 10%, chegando a 824 mil toneladas embarcadas. O desempenho reforça a concentração da operação em cadeias ligadas ao agronegócio e à indústria de base exportadora. Ao todo, as exportações de cargas cheias somaram 6,363 milhões de toneladas até setembro, 6% mais que as 6,023 milhões de toneladas registradas em igual período de 2025. Nas importações, o volume movimentado chegou a 2,440 milhões de toneladas, alta de 5% no acumulado do ano. O segmento automotivo respondeu por 454 mil toneladas, crescimento de 7%, enquanto os bens de consumo avançaram 17%, de 144 mil para 168 mil toneladas. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Embrapa é escolhida como primeiro Centro de Referência da FAO para florestas plantadas
A Embrapa Florestas, unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi designada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) como o primeiro Centro de Referência (CR) em florestas plantadas no mundo. O anúncio foi feito no dia 2 de outubro durante a 10ª Semana Mundial das Florestas e a 28ª Sessão do Comitê de Florestas da FAO, realizadas em sua sede em Roma. O centro tem como objetivo promover ciência, inovação e cooperação para o desenvolvimento de florestas plantadas produtivas, resilientes e de baixa emissão de carbono, integradas a sistemas agropecuários e para responder a demandas de cooperação internacional. Segundo afirmou Zhimin Wu, diretor-geral adjunto da FAO e diretor da Divisão de Florestas, em comunicado da instituição, “a designação dos primeiros Centros de Referência da FAO em silvicultura representa um passo importante na mobilização da expertise científica e técnica necessária para enfrentar os complexos desafios que as florestas enfrentam hoje”. O CR vai operar sob demanda e mediante captação conjunta de recursos em diversas áreas, desde pesquisa aplicada e inovação, formação e capacitação, cooperação e intercâmbio técnico, apoio a políticas e planejamento, transferência de tecnologia e extensão, informação, comunicação e publicações. “São todas expertises que poderão fazer parte de projetos de parceria, com impactos em produtividade florestal, mitigação climática, uso eficiente da terra, entre outros aspectos afins às florestas plantadas”, explica Luiz Marcelo Brum Rossi, pesquisador da Embrapa Florestas que coordenou o grupo de trabalho que elaborou a proposta de candidatura da Embrapa. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Café registra forte alta em Nova York com depreciação do dólar
Mantendo a trajetória registrada na véspera, o preço do café subiu de maneira expressiva na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro subiram 3,64% nesta terça-feira (6/10), a US$ 3,0445 a libra-peso. De acordo com Leonardo Rossetti, analista de inteligência de mercado da StoneX, os valores do grão ainda são influenciados pelo cenário macroeconômico, com a forte valorização do real em relação ao dólar. A moeda americana fechou o dia de ontem em queda de 0,51%, cotada a R$ 4,97. “Como o Brasil é um dos principais players do mercado global de café, essa movimentação do real tem correlação histórica com o mercado, especialmente nos momentos em que há poucos fundamentos de alta para o café”, disse o analista. A despeito das altas recentes, para Rossetti, há poucas chances de o café permanecer negociado nos patamares atuais em Nova York. De acordo com o analista, o cenário para o Brasil é otimista em relação à colheita do ano que vem. “A tendência de curto prazo não mostra espaço para altas expressivas, porque o Brasil tem um clima muito positivo. Setembro foi marcado por chuvas acima da média em todas as áreas de arábica, que traz um panorama favorável para o desenvolvimento da florada. Por enquanto, não tivemos efeitos negativos do El Niño”, finalizou Rossetti. Açúcar O preço do açúcar se manteve em patamares elevados em Nova York, mesmo após alta de 4% na véspera. Os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em alta de 0,43%, a 20,82 centavos de dólar a libra-peso. O mercado segue direcionado a novas altas, devido ao sentimento de uma oferta menor de açúcar para a temporada 2026/27. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registrou forte alta na bolsa de Nova York pelo segundo dia consecutivo. Após uma alta de quase 7% na véspera, os lotes para novembro subiram 4,02%, a US$ 1,5030 a libra-peso. José Nelson, analista do O Laranja, observou que as flutuações do câmbio impactam as indústrias do Brasil, país que lidera as exportações globais de suco. “Essa movimentação do dólar afeta as indústrias processadoras, que acabam recebendo menos pela matéria-prima em reais, e deixa o mercado mais cauteloso quando o assunto é demanda”, disse o analista. O açúcar também avançou em Nova York, mas de for Algodão O preço do algodão registrou leve alta na sessão. Os lotes da pluma para dezembro subiram 0,45%, a 77,48 centavos de dólar a libra-peso. Cacau Investidores embolsaram lucros no mercado do cacau e derrubaram os preços no pregão de hoje. Os lotes para dezembro fecharam em queda de 2,49% , para US$ 5.700 a tonelada.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Preços de milho e soja sobem em Chicago com atraso na colheita dos EUA
As condições da safra agrícola nos Estados Unidos ditaram a valorização dos grãos negociados na bolsa de Chicago. O destaque desta terça-feira (6/10) ficou com o milho. Os lotes para dezembro fecharam em alta de 2,16%, a US$ 5,08 o bushel. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) disse ontem que a colheita do cereal no país chegou a 23% da área esperada para 2026/27. Os trabalhos estão atrasados em relação aos 27% da média dos últimos cinco anos, e ainda ficaram abaixo dos 26% que eram esperados por analistas de mercado. Também ajudou na precificação do milho a piora na condição das lavouras. O USDA reduziu o percentual de plantas em boas e excelentes condições de 57% na semana passada para 54% no relatório de hoje. Por fim, segundo análise da Royal Rural, o milho também avançou diante de novos ataques a navios no Mar Negro que continuam prejudicando o escoamento do cereal da Ucrânia. Soja A soja avançou também impactada pelo atraso na colheita dos EUA. Os contratos da oleaginosa que vencem em novembro subiram 1,74%, para US$ 13,03 o bushel. Os preços responderam aos dados mais recentes sobre a colheita americana divulgados pelo USDA. O órgão disse que os produtores locais colheram 25% da área de soja prevista para 2026/27. Os trabalhos estão aquém dos 33% registrados na média dos últimos cinco anos, e também inferior às expectativas de analistas, que esperavam a colheita em 29%. O USDA ainda trouxe uma piora na qualidade das lavouras dos EUA, outro fator que trouxe sustentação para os contratos em Chicago. As plantas em boas e excelentes condições caíram de 58% para 57%. Trigo O preço do trigo subiu com a guerra entre Rússia e Ucrânia no foco das atenções dos investidores. Os contratos para dezembro fecharam em alta de 1,73%, a US$ 7,0425 o bushel. Segundo a Royal Rural, a guerra entre Rússia e Ucrânia voltou a impactar os preços De acordo com a empresa, a preocupação aumentou porque os ataques estão chegando diretamente aos navios comerciais que circulam pelo Mar Negro. Nos últimos dias, pelo menos quatro embarcações comerciais foram atingidas ou estiveram envolvidas diretamente nos ataques da região. E nesta terça-feira a situação avançou ainda mais. Dois outros navios comerciais foram atingidos por drones dentro da zona econômica da Bulgária. Um deles acabou afundando e o outro, que transportava grãos, foi danificado. “O Mar Negro é uma das principais rotas de exportação de trigo e milho do mundo e, quando ataques começam a atingir também os navios, aumenta o risco de fretes e seguros mais caros, menor disponibilidade de embarcações e atrasos nos embarques”, destacou a Royal Rural, em comunicado.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 06/10/2026
globorural.globo.com
Por que os azeites brasileiros acumulam tantos prêmios internacionais?
Em concursos internacionais de azeite, os rótulos brasileiros têm aparecido com frequência entre os premiados. Em 2026, foram 101 medalhas de ouro e 30 de prata para azeites do país no EVO IOOC, na Itália. No Flos Olei, nove marcas brasileiras entraram na lista dos 100 melhores do mundo, sendo sete do Rio Grande do Sul. Para a sommelière de azeites de oliva e CEO da Agência JKPG, Patricia Galasini, o motivo das certificações está em uma combinação de fatores que começa no cultivo e passa pela escolha do momento da colheita, pela variedade plantada e pela rapidez com que a azeitona chega ao moinho. Um dos pontos é o próprio tamanho da produção brasileira. Segundo Patrícia, em entrevista à Globo Rural, boa parte dos produtores é de pequeno e médio porte, o que permite acompanhar de perto diferentes etapas do processo. Leia também: 'Atlas dos azeites': marcas brasileiras estão entre as melhores do mundo “É uma produção com pequena escala, formada na maior parte por produtores pequenos e médios, o que permite um controle muito próximo de toda a cadeia de produção”, afirma. Ela também destaca que muitos produtores possuem moinho próprio ou trabalham com unidades próximas às oliveiras. Isso reduz o intervalo entre a retirada das azeitonas da árvore e a extração do azeite. “A colheita costuma ser feita cedo, buscando frescor e manutenção dos compostos do azeite”, explica Patricia. O papel do clima O clima é outro fator importante, principalmente no Sul do país. A oliveira precisa de um período de frio no inverno para florescer adequadamente. No Rio Grande do Sul, são cerca de 400 horas abaixo de 10 °C. Durante a maturação, a diferença entre temperaturas mais altas durante o dia e mais baixas à noite também influencia o fruto. A queda de temperatura desacelera o metabolismo da azeitona e favorece a concentração de compostos fenólicos e aromáticos. “Ela desacelera o metabolismo da azeitona durante a noite e ajuda a concentrar polifenóis e compostos aromáticos que se perderiam em climas mais quentes”, diz. Essa diferença de clima entre as regiões também aparece nas características dos azeites. Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e da Embrapa, citado por Patricia, comparou os azeites da variedade Koroneiki produzidos em diferentes regiões do Rio Grande do Sul. Mesmo com a mesma variedade, maturação e processo de extração, os produtos apresentaram diferenças na composição dos compostos fenólicos. A chuva, por outro lado, pode ser um problema. De acordo com as especialistas, a água aumenta a umidade dos frutos e pode prejudicar a qualidade do azeite. Por isso, anos mais secos e estáveis favorecem tanto a produção quanto a qualidade. Oliveira precisa de um período de frio no inverno para florescer adequadamente. No Rio Grande do Sul, são cerca de 400 horas abaixo de 10 °C Divulgação/Estância das Oliveiras Variedade e ponto de colheita A escolha da variedade também interfere diretamente no resultado. A Koroneiki, por exemplo, costuma apresentar maior concentração de óleo, polifenóis e estabilidade oxidativa. Já a Arbequina tende a produzir azeites mais suaves. Coratina, Frantoio, Picual e Arbosana também estão entre as variedades cultivadas no Sul. O momento da colheita muda ainda mais o perfil do produto. Uma mesma variedade pode resultar em um azeite diferente dependendo do estágio de maturação das azeitonas. “Variedade e maturidade fazem toda a diferença. São talvez as duas decisões mais determinantes.” Ela cita como exemplo um estudo com a variedade Coratina realizado em Encruzilhada do Sul (RS). Na colheita mais precoce, o azeite apresentou 1.370 mg/kg de compostos fenólicos, enquanto o rendimento foi de 7,19%. Com o avanço da maturação, o rendimento aumentou, mas a concentração desses compostos caiu. É uma escolha que envolve quantidade e qualidade. “Os azeites premiados quase sempre fazem a segunda escolha”, diz Patricia. Do campo para o moinho O cuidado não termina na árvore. A saúde das oliveiras, a poda, a nutrição e o controle de doenças também interferem no resultado. Na colheita, é importante evitar frutos machucados ou que tenham caído no chão. Depois de colhidas, as azeitonas precisam chegar rapidamente ao moinho. O transporte também deve ser feito de forma adequada, em caixas rasas e ventiladas, e não em sacos. “O fruto colhido começa a fermentar e oxidar, então a extração deve ser feita em poucas horas”, explica Patricia. Esse controle ajuda a preservar características que aparecem na avaliação dos concursos, como baixa acidez, baixa oxidação e maior concentração de polifenóis. Na análise sensorial, os jurados também procuram defeitos e avaliam atributos positivos, como frutado, amargor e picância. É nesse momento que entram os critérios que diferenciam um azeite premiado. Patricia explica que não basta apresentar muita intensidade. “Um azeite apenas forte não ganha; ele precisa ser complexo e harmônico.” Os prêmios Os resultados de 2026 mostram como os azeites brasileiros vêm aparecendo em diferentes competições. No EVO IOOC, na Itália, foram 786 azeites de 33 países avaliados, com 101 rótulos brasileiros recebendo medalha de ouro e outros 30 ficando com prata. A Estância das Oliveiras, de Viamão (RS), também teve destaque com o azeite Frantoio, que recebeu a pontuação máxima e os títulos de Best in Show, Best in Class e medalha de ouro no EIOOC, realizado em Genebra. Estância das Oliveiras, de Viamão (RS) Divulgação No Flos Olei 2026, nove rótulos brasileiros apareceram entre os 100 melhores do mundo, sendo sete gaúchos. Já no Olivinus, em Mendoza, os 11 azeites inscritos pela Estância das Oliveiras receberam Gran Prestigio Oro. Outro reconhecimento importante é o Mario Solinas Quality Award, promovido pelo Conselho Oleícola Internacional e frequentemente chamado de “Oscar dos azeites”. A competição avalia os produtos por características sensoriais, incluindo frutado, amargor, picância, equilíbrio e persistência. Para Patricia, ainda é cedo para falar em um único perfil brasileiro de azeite. As diferenças entre regiões, variedades, clima e decisões tomadas durante a produção fazem com que os produtos tenham características próprias. Entre as tendências estão aromas de frutas verdes, folhas, ervas frescas, tomate verde, alcachofra e amêndoa verde, além de amargor e picância mais marcados.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Chitãozinho e Xororó comemoram 3 bilhões de streams em plataformas digitais
A dupla sertaneja Chitãozinho e Xororó comemorou a marca de 3 bilhões de “streams” das canções de seu catálogo em plataformas digitais de áudio e vídeo. Os músicos receberam uma homenagem no último fim de semana, durante o show Meninos de Roça, em São Paulo, projeto especial lançado neste ano. Quem fez o anúncio da marca histórica foi o cantor Sami Rico, que fazia uma participação especial no espetáculo. Depois de cantar junto com a dupla, o filho do cantor José Rico (da dupla com Milionário) disse que tinha uma surpresa, e entregou ainda no palco uma placa de reconhecimento. “São 3 bilhões de streams, um número que a gente jamais poderia imaginar quando começou a cantar ainda menino. Só temos a agradecer por tanto carinho”, celebra Chitãozinho, em nota divulgada pela assessoria de imprensa. A homenagem foi feita pela Believe em parceria com o Grupo Live e a gravadora Onda Musical. Dupla reconta suas origens em musical Meninos de Roça começou como um produto audiovisual, mas acabou levado ao palco. A ideia é celebrar as origens da dupla, que soma mais de 50 anos de carreira. À Globo Rural, na semana passada, Xororó destacou que “o mais bonito” desse projeto é fazer o público se reconhecer na história. “Muita gente também veio de uma família simples, cresceu no interior ou enxerga a nossa história na vida dos pais e dos avós. É muito especial poder valorizar essas pessoas e, ao mesmo tempo, contar um pouco de onde nós viemos através da música”, disse. No show, em São Paulo, o repertório incluiu 22 canções, entre as produzidas para esse trabalho e outras mais conhecidas do grande público. Além de Sami Rico, a apresentação teve a participação da dupla Maick e Lyan no palco, cantando modas e mostrando a habilidade com a viola caipira. Chitãozinho e Xororó também fizeram vários “duetos” com artistas sertanejos e de outros gêneros musicais, que apareceram em vídeo. Entre eles, Vanessa da Mata, as duplas Rionegro e Solimões e Matogrosso e Mathias e Almir Sater.
010
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
CME Group aposta em novos contratos de commodities e alimentos diante de riscos climáticos e comerciais
“A agricultura é a única atividade que impacta todas as pessoas do planeta. Estamos sempre pensando em inovar, pois os riscos e as necessidades dos clientes estão mudando”. Com essa frase, John Ricci, chefe global de produtos agrícolas do CME Group, resume por que o conglomerado está apostando no lançamento de novos contratos de commodities e alimentos. Sorgo e carne bovina para processamento foram os mais recentes, e a promessa é de mais contratos em 2027, além da entrada no mercado europeu de lácteos. Em entrevista ao Valor nesta segunda-feira (5/10), durante uma passagem pelo Brasil que contará com visitas a campo, o executivo afirmou que fatores como as tensões geopolíticas, extremos climáticos e mudanças de hábitos de consumo estão aumentando a busca dos investidores pelo mercado futuro, na tentativa de mitigar riscos. Com isso, o CME busca oferecer contratos cada vez mais alinhados com a demanda. “Os mercados de commodities parecem estar sempre em um ambiente de maior propensão ao risco, com os fluxos comerciais globais sendo permanentemente reconfigurados, (impactos de) tarifas, tensões geopolíticas, maior volatilidade do mercado. Com choques de oferta e demanda, vemos uma procura crescente dos nossos clientes por formas de proteger-se (hedge) contra esses riscos”, disse. Segundo ele, o recorde mensal de 1,1 milhão de contratos de soja em aberto, registrado em setembro, é um exemplo desse movimento. “Isso reflete a demanda dos clientes, que realmente impulsiona a necessidade de proteção contra esses riscos”, observou. O CME Group é o maior mercado de derivativos do mundo, onde empresas, instituições e investidores negociam instrumentos para gerenciar riscos e identificar preços em diferentes classes de ativos, incluindo commodities agrícolas. A Bolsa de Chicago, onde são negociados os preços internacionais de soja, é controlada pelo CME. Ricci disse que, em volume geral, a média diária de negociação é de 2,1 milhões de contratos de produtos agrícolas, somando futuros e opções — um montante que nunca havia sido visto antes. A soja é um dos principais motores desse volume. O crescimento na demanda por energias renováveis ajuda a explicar o avanço de negociações da oleaginosa em grão e também do óleo de soja, matéria-prima utilizada em larga escala na fabricação de biodiesel. Os recordes de produção do grão em países como Brasil e Estados Unidos impulsionam a necessidade de estratégias de hedge, algo já consolidado no mercado. Clima x sorgo Mas nas viagens e mesas de reuniões entre a CME seus clientes, um dos temas que permeia todas as discussões sobre o que vem pela frente é o de mudanças climáticas. “Problemas nas lavouras podem ocorrer em qualquer lugar. Por isso, um dos produtos que lançamos recentemente foi um contrato de sorgo com entrega física”, afirmou Ricci. Os contratos de sorgo entraram em operação no dia 24 de agosto deste ano. Tendo os EUA e Brasil como os maiores produtores do mundo, respectivamente, o sorgo despontou como opção por ser uma cultura que exige menos água e menos fertilizantes para desenvolvimento. “Ele serve como alimento humano e ração animal, além de poder ser processado para produzir etanol. Então, quando pensamos no que realmente impulsiona a produção agrícola, é quando existe demanda para múltiplos usos", justificou, lembrando que a China é uma grande compradora do produto, com uso tanto para ração animal como para baijiu, tradicional bebida alcoólica local. A precificação dos contratos de sorgo no CME é feita com diferencial de base em relação ao valor do milho. “Com a alta do milho nas últimas semanas, o diferencial do sorgo acompanhou esse movimento. Isso traz transparência de preços ao mercado e faz com que a cultura possa continuar com um foco importante", avaliou. Crise da carne O rebanho bovino dos EUA está atualmente no menor nível dos últimos 75 anos, levando os preços do boi e da carne a níveis recorde. Nesse contexto, segundo Ricci, o CME começou a ser procurado por empresas do setor, frigoríficos e pecuaristas em busca de soluções. Já existiam contratos do mercado pecuário, mas havia uma lacuna na carne que era direcionada ao processamento. No intuito de ajudar o setor com o gerenciamento de custos, a saída foi lançar um contrato para negociar o preço de “aparas de carne magra”, conhecido como beef trim. “Pense neles como os contratos (de carne) para hambúrgurer. É basicamente isso”, explicou. Devido à terminação em confinamento e alimentação com ração, em geral, o gado americano gera carnes mais gordurosas e, para atender a indústria de processamento, são necessárias carnes magras para a formação de blends. Brasil, Austrália e Nova Zelândia são países fornecedores. Outra aposta recente foi a criação de um indicador que funcionasse como referência agrícola mais abrangente e diversificada, englobando grãos, oleaginosas, pecuária, cinco de seis dos contratos de laticínios e também madeira. Assim surgiu o Agriculture Index. Próximos passos O executivo da CME disse que há uma busca por proteína no mundo, atrelada ao avanço das “canetas emagrecedoras”, algo que se reflete também no setor de lácteos. Tudo começa com o leite fluido, os produtores destinam esse leite para a produção de outros itens onde as margens são melhores. Essa demanda crescente por proteína gerou uma procura elevada por iogurte, queijo cottage, queijos em geral e whey (proteína do soro do leite), desviando o leite fluido de outras finalidades, como a produção de leite em pó desnatado. Como resultado, o preço do leite em pó desnatado subiu mais de 100% no acumulado do ano, no mercado americano, justamente porque o leite fluido está sendo redirecionado para esses outros produtos. “Assim, o mercado de laticínios dos EUA registrou recordes de contratos em aberto e volume de negociação no ano passado, e a tendência é repetir esse desempenho este ano. Foi isso que motivou nosso entusiasmo em entrar no mercado europeu de laticínios por meio da parceria com a EEX, anunciada há poucas semanas", explicou. Em setembro, o CME firmou uma parceria com a European Energy Exchange (EEX) que transfere os indicadores de laticínios da EEX no mercado europeu para o CME Group. Segundo o anúncio feito no mês passado, a expectativa é que a transição seja feita antes do fim de 2027. Segundo Ricci, mais lançamentos de contratos, em geral, estão no radar. "Temos coisas empolgantes chegando, talvez no final deste ano ou no primeiro trimestre do ano que vem". Initial plugin text
010
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Avanço no Senado amplia poder de reação do agro a decisões do STF
O cientista político e diretor da Dominium, Leandro Gabiatti, avaliou que o resultado das eleições fará o poder da bancada ruralista, a maior frente parlamentar em Brasília, mudar de lugar no Congresso Nacional, e passar da Câmara dos Deputados para o Senado Federal. Segundo ele, o fortalecimento da direita amplia a capacidade de reação contra decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) em pautas de interesse do setor agropecuário. Gabiatti avaliou que o momento de dificuldade financeira do agronegócio vai impor os primeiros testes à nova composição da bancada. Encaixar uma solução para esses problemas no Orçamento público pode ser um desafio. “O que a eleição mudou foi onde estará o poder da bancada, sendo o Senado um novo espaço conquistado pelos parlamentares”, disse Gabiatti. Ele salientou que senadores são responsáveis pela revisão e conclusão de “grandes assuntos do Congresso”, como a sabatina de autoridades e a definição de Propostas de Emendas à Constituição (PECs). “Uma bancada de direita mais robusta também amplia a capacidade de reagir a decisões do STF em temas como terras indígenas e licenciamento ambiental”, explicou. A reportagem mostrou que 70% dos membros da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) conseguiram se reeleger. Na Câmara, 174 parlamentares foram reeleitos. O número representa quase 34% dos 513 de todosos deputados e deputadas. Novos membros deverão aderir à bancada em 2027. No Senado, seis se reelegeram, mas 17 deputados migraram da Câmara para lá com a vitória nas urnas ontem. Para o especialista, será necessário observar como o avanço da direita no Congresso e na bancada em si poderá interferir na pauta setorial. “A força da FPA vem de ser uma bancada partidariamente transversal. O avanço da direita, no entanto, pode levar a pauta do agro a ser confundida com uma agenda ideológica. Isso pode render ganhos simbólicos, mas pode também diminuir a margem de negociação”, ponderou. Em relação às pautas do setor, ele citou que o primeiro teste deverá ser orçamentário e de crédito, com a busca por soluções para o seguro rural, o endividamento do campo e o desenho do Plano Safra. Na análise de Gabiatti, na sequência aparecem as pautas de segurança jurídica, como o marco temporal, o licenciamento ambiental e a Lei de Proteção de Cultivares. “O risco desse contexto positivo para a bancada é transformar esse fortalecimento em custos reputacionais e comerciais no exterior, ou ainda na reação do Judiciário no âmbito local”, disse. O especialista também vê um lado “negativo” da nova bancada por conta da saída de “quadros com elevada capacidade técnica” que não disputaram a eleição, como o senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) e o deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP). “Muitos dos novos parlamentares que chegam têm perfil mais de mobilização do que de formulação de políticas públicas”, finalizou. Leia também Flávio Bolsonaro venceu Lula em oito dos dez principais municípios do agro Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro Vitória de Flávio pode ser positiva para logística do agro, mas há temor sobre iniciativas sustentáveis, dizem fontes
010
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Futuro do cacau passa por inovação, planejamento e sustentabilidade
No início do século XX, o Brasil liderou a produção mundial de cacau. Ocupou o primeiro lugar por 19 anos, e permaneceu na segunda posição até o fim da década de 1980. Atualmente, ocupa a sétima colocação, atrás de Costa do Marfim, Indonésia, Gana, Equador, Nigéria e Camarões. O país tem condições de retomar espaço de destaque no cenário global, com tecnologia, inovação, análise de dados e apoio aos produtores em busca de maior produtividade, inclusive para além dos principais centros de plantio: o Pará e a Bahia. Esse avanço depende de ganhos de produtividade e do acesso dos produtores à informação e à tecnologia. A ExpoCacau conecta essa demanda a soluções, empresas e oportunidades de negócio. A segunda edição da maior feira agrícola e de negócios do setor reuniu, este ano, mais de 7 mil participantes de todo o Brasil e representantes de 11 países, em uma área 25% maior que a de 2025. Durante o evento, a Nestlé Brasil transformou seu estande no Centro de Convenções de Ilhéus, na Bahia, em um estúdio de podcast ao vivo. Ao longo dos três dias, o espaço recebeu produtores rurais, agrônomos, técnicos, pesquisadores e lideranças do setor para uma série de entrevistas. A iniciativa resultou em 14 programas e mais de nove horas da série “Do Cacau ao Futuro”, criada para levar o conteúdo dessas conversas aos produtores que não tiveram a oportunidade de acompanhar o evento presencialmente. Os episódios abordaram temas como agricultura regenerativa, inovação no manejo, adaptação climática, inclusão de jovens e mulheres no campo e rentabilidade na cacauicultura. “O Brasil almeja voltar a ser exportador. Para isso, precisa também voltar a atender a toda a demanda interna”, afirma Igor Mota, gerente de Agricultura para Cacau da Nestlé Brasil. “A produtividade é o principal ponto de atenção: se dobrarmos a produtividade atual média, que é de 450 quilos por hectare plantado, já alcançaremos um novo posicionamento de mercado.” Todos os episódios da série estão disponíveis na íntegra no canal da Nestlé do Brasil no YouTube. Tecnologia e inovação Fazer com que informações e tecnologias cheguem a produtores de diferentes regiões e perfis é um dos desafios da cadeia. “Temos no país mais de 93 mil produtores de cacau. Um dos grandes desafios é acessar cada um deles, onde quer que esteja, com informações e tecnologias alinhadas à sua realidade e às suas necessidades”, afirmou Thiago Santos, diretor de Originação e Sustentabilidade da Barry Callebaut Brasil, no episódio Desafios e Oportunidades na Cadeia do Cacau. Orientar o produtor é fundamental, como argumentou José Olímpio de Souza Júnior, professor da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc), no episódio Solos e Nutrição do Cacaueiro. “Um bom solo não é só aquele que tem atributos químicos bons; ele também precisa ter atributos físicos bons. Com o manejo adequado, é possível expandir a produção para novos territórios.” A gestão de recursos foi o mote do debate Manejo de Irrigação na Cacauicultura, com Igor Lapa, consultor agronômico da multinacional israelense Netafim. “Um projeto de irrigação bem manejado pode gerar redução de custo de energia e de água na ordem de 30% e 50%, respectivamente. Também conseguimos gerar economia no uso de fertilizante na casa de 20% a 30%”, informou. Já a busca por melhores resultados econômicos se conecta à sustentabilidade, tema recorrente nas conversas do podcast. Luis Collaço, gerente de ESG da Nestlé Brasil e participante de três episódios, destacou essa relação. “Para o produtor ser verde em termos ambientais, ele também precisa ser verde em relação às finanças”, afirmou. No episódio Cacauicultura Regenerativa, Ciência e Inteligência Artificial, Mayara Franzin, gerente de Agricultura Sustentável da Nestlé Brasil, lembrou que o cacau é regenerativo por natureza, enquanto Bruno Chebe, diretor-executivo da Cargill, ressaltou que, “ quanto antes o produtor abraçar a agenda de sustentabilidade, mais rápido vai colher os resultados”, durante o bate-papo de Produtividade, Rentabilidade e Sustentabilidade: O Tripé da Nova Cacauicultura. Novos territórios A expansão da cultura do cacau para outras regiões foi debatida ao longo de todo o evento — com reflexos diretos no conteúdo do podcast. No episódio Cacau Além do Mapa: O Futuro em Novas Regiões, Victor Maia, professor da Unimontes e coordenador do Centro Tecnológico para Cacauicultura em Regiões Não Tradicionais (CTC-RNT), afirmou que a produção pode ser adaptada a diferentes condições regionais. “O produtor que busca as tecnologias mais adequadas para cada região pode alcançar altos níveis de produtividade”, disse. “Lembrando que, ainda que seja comercializado como commodity, o cacau é um fruto que pode aprender com as lições proporcionadas por outros plantios, como a cafeicultura, que evoluiu muito nas últimas décadas.” O desempenho da propriedade também ganhou espaço nas discussões. No debate sobre Gestão na Cacauicultura, foram apresentadas práticas para melhorar a produtividade, a rentabilidade e a sustentabilidade dos negócios. Entre elas está o projeto “Mais Inteligência, Mais Cacau”, criado pela Nestlé Brasil em parceria com a consultoria Labor Rural. A ação teve início em 2023, com 110 produtores de todo o Brasil, e tem como meta aumentar em 20% a produtividade e em 30% a rentabilidade no prazo de três anos. “O que segura o agricultor no campo é a produtividade, a rentabilidade, que em muitos casos pode melhorar a partir do momento em que ele entender que sua terra é um negócio, é uma empresa rural, e que é importante pensar em planejamento”, disse Josias Amaral, head de Agricultura da Labor Rural. Em uma discussão complementar a esse tema, o episódio Manejo do Cacaueiro para Obtenção de Alta Produtividade contou com Silvino Kruschewsky, engenheiro agrônomo e fundador da SKAgro Consultoria, para explorar os aspectos que sustentam uma cacauicultura de alta performance, desde a escolha do material genético e o manejo da lavoura até as inovações e as tecnologias que estão redefinindo o setor. “Existem fatores cruciais para garantir o sucesso e a rentabilidade da produção: água, solo, luminosidade e a idade das plantas. O importante é pensar neles em conjunto”, disse. Estúdio de podcast ao vivo da Nestlé Brasil na ExpoCacau Divulgação Exemplos de sucesso Durante o evento, Adriano Venturieri, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental, apresentou um estudo recente que compara resultados do plantio em novas áreas da Amazônia. “No espaço que mapeamos, 96% do nosso cacau está apto a ser exportado para a comunidade europeia”, apontou durante o papo sobre Cacau do Futuro: Ciência, Sustentabilidade e Bioeconomia para Gerar Valor no Campo. A produção e o desenvolvimento de mudas jovens e avançadas geneticamente também ganharam espaço na programação. Entre os exemplos de sucesso estão o Viveiro Diva, debatido no episódio Da Dor do Produtor ao Viveiro Diva: Como Nasceu um Novo Jeito de Produzir Mudas, e a propriedade Vila Opa, apresentada em Vila Opa: Sustentabilidade em Seis Dimensões. “Um dos principais fundamentos estruturais da cadeia de cacau do mundo é a juventude das plantas. A renovação tem que estar nas conversas do café da manhã, do almoço e do jantar da indústria e dos produtores”, disse Roberto Lessa, idealizador e cofundador da fazenda. Há espaço para o mercado crescer, como apontou Jaime Recena, presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab), no capítulo O Papel da Abicab no Desenvolvimento do Setor do Cacau no Brasil. “Quando eu era pequeno, havia não mais do que 10 produtos. Agora, registramos na Páscoa de 2026 mais de 800 opções diferentes.” Iniciativas de apoio No episódio Transformando a Cacauicultura: Investimentos da Nestlé em Produtores, Inovação e Agricultura Regenerativa, foram apresentados projetos da companhia nessas áreas e na descarbonização da cadeia de valor. “Temos um compromisso climático muito forte. Nosso grande guarda-chuva é o Net Zero, que nos leva a contribuir para outros pilares da cadeia”, informou Marina Pereira, gerente de ESG da Nestlé Brasil. Segundo Carlos Soares, diretor de Agricultura da Nestlé Brasil, as fazendas que contam com assistência técnica da companhia apresentam ganhos de 20% em produtividade e mais de 40% em rentabilidade. “Desenvolvemos o Theo, um chatbot que conversa com o produtor e apresenta orientações para suas dúvidas”, explica. A companhia também conduz o Nestlé Cocoa Plan, o maior programa de sustentabilidade para cacau no Brasil. E é uma das investidoras e apoiadoras da CocoaAction Brasil, iniciativa multissetorial coordenada pela Associação Nacional das Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC). A ação foi tema do painel CocoaAction: Colaboração que Transforma o Cacau Sustentável. “Há oito anos, desenvolvemos essa coalizão que busca implementar uma agenda ampla e voltada para o tema da produtividade, para resgatar a renda do produtor”, descreveu Pedro Ronca, diretor da P&A Consulting e responsável pelo CocoaAction Brasil. Nesse sentido, a ExpoCacau 2026 contribui com insights qualificados, avaliou ele. “Apesar de um último ano desafiador, a feira cresceu de um ano para o outro, em espaço, número de expositores e público. Sinal de que o ecossistema produtor de cacau busca informações e entende que precisa avançar.”
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Chuvas e trovoadas atingem todas as regiões do país nesta terça-feira; veja a previsão
A primeira metade da semana segue com tempo instável em boa parte do Brasil por causa da atuação de áreas de baixa pressão sobre o continente e próximo ao litoral do Sudeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesta terça-feira (6/10), as chuvas e trovoadas se espalham por áreas do Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, enquanto o litoral leste do Nordeste também pode registrar precipitações. Em Roraima, Amapá, nordeste do Pará e no Matopiba, o tempo fica mais firme, com calor forte e pouca chuva. Em muitas áreas, a combinação de umidade e temperaturas elevadas mantém a sensação de abafamento. Sul A chuva se concentra principalmente no norte, centro e leste do Paraná e no centro e leste de Santa Catarina, onde há previsão de trovoadas e alerta para tempestades. Também pode chover de forma isolada no oeste dos dois estados e no norte do Rio Grande do Sul. + Veja previsão para sua cidade No restante da região, o tempo fica mais firme. As temperaturas seguem amenas, com mínima de 12°C em Porto Alegre e máximas de até 21°C em Florianópolis e na capital gaúcha. Sudeste O tempo fica instável em São Paulo, no Triângulo Mineiro, sul e sudeste de Minas Gerais e no Rio de Janeiro, com pancadas de chuva e trovoadas. Há alerta laranja para tempestades em parte dessas áreas e possibilidade de chuva isolada no sul do Espírito Santo e em outras regiões de Minas Gerais. São Paulo terá temperaturas mais amenas, entre 16°C e 22°C, enquanto o calor e o abafamento predominam nas outras capitais, com máximas de 31°C no Rio de Janeiro e em Vitória. Centro-Oeste As instabilidades continuam fortes em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul, com chuva e trovoadas em várias áreas e alertas para tempestades. O maior risco fica entre o sul de Mato Grosso e de Goiás e o noroeste, norte e leste de Mato Grosso do Sul. As temperaturas ficam mais amenas em Campo Grande, com máxima de 26°C, enquanto Cuiabá chega a 34°C. Nordeste A chuva se concentra principalmente na faixa litorânea, com pancadas entre Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte e possibilidade de precipitação também no litoral da Bahia e do Ceará. No interior, o tempo permanece mais firme, quente e seco, com alerta para baixa umidade em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Bahia. O calor segue intenso, com máxima de até 39°C em Teresina. Norte As principais instabilidades atingem Amazonas, Rondônia, sudoeste do Pará e oeste de Roraima, com pancadas de chuva e trovoadas. Também pode chover de forma isolada no Acre, em outras áreas de Roraima, no sul do Pará e no oeste e sul de Tocantins. Amapá, leste do Pará e norte e leste de Tocantins ficam com tempo mais firme e quente. As temperaturas chegam a 38°C em Boa Vista e a 37°C em Manaus.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Cargill tem lucro 52% menor no primeiro trimestre fiscal com gado caro nos EUA e perdas no cacau
A Cargill registrou lucro líquido de US$ 927 milhões no primeiro trimestre fiscal do ano, encerrado em 31 de agosto, montante 52% menor do que o de US$ 1,94 bilhão registrado no mesmo período do ano anterior, segundo dados obtidos pela Bloomberg. De acordo com a agência, a queda se deve aos custos elevados do gado nos Estados Unidos, onde a companhia é uma das quatro maiores processadoras de carne bovina. Perdas com cacau também levaram ao recuo no trimestre, apesar de a empresa ter se beneficiado de resultados mais sólidos no setor de soja, conforme a Bloomberg. A agência ponderou que a comparação entre os resultados foi difícil porque no trimestre do ano anterior o balanço foi impulsionado por uma provisão fiscal vinculada ao projeto de lei “One Big Beautiful Bill”, do presidente dos EUA, Donald Trump. De acordo com a agência, só recentemente a lucratividade do setor de carne bovina americano começou a melhorar com a estabilização dos preços do gado pronto para abate. A Cargill também reportou, no documento, “perdas de marcação a mercado com o cacau” no trimestre. Em contrapartida, a empresa se beneficiou, no trimestre, de margens de lucro recordes na soja e na canola, impulsionadas pelo aumento das metas dos EUA para a mistura de biocombustíveis, conforme a Bloomberg. Os melhores resultados na América do Norte foram parcialmente compensados por resultados mais fracos de comercialização de grãos e bioenergia na América Latina, Europa, Oriente Médio e África, segundo a agência. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Lideranças do agro: quem ganhou e quem perdeu nas urnas
As eleições deste domingo (5/10) deixaram vencedores e derrotados entre as principais lideranças do agronegócio que disputaram vagas no Congresso Nacional. Ex-ministros, dirigentes de entidades e parlamentares ligados ao setor não conseguiram, em alguns casos, renovar seus mandatos ou conquistar uma cadeira, enquanto novos nomes ligados ao agro foram eleitos. Dois ex-ministros da área agrícola do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conseguiram se reeleger. O senador Carlos Fávaro (PSD-MT), que comandou o Ministério da Agricultura entre janeiro de 2023 e março de 2026, ficou apenas em quarto na corrida pelo Senado em Mato Grosso. Já Paulo Teixeira (PT-SP), que ficou à frente do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar no mesmo período, não conseguiu renovar o mandato de deputado federal por São Paulo. Nas redes sociais, eles agradeceram aos apoiadores, mas não mencionaram os setores da agricultura familiar e empresarial. Leia também: Bancada ruralista reelege 70% dos candidatos na Câmara e se fortalece no Senado Em postagem, Fávaro disse que manterá o trabalho por um “Mato Grosso para todos”. Ele teve 411.020 eleitores, 11,5% do total de votos válidos no Estado. Ficou em quarto lugar, atrás de Janaina Riva (MDB), com 14,53%, e dos dois eleitos: o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), com 33,21%, e José Medeiros (PL), com 26,35% dos votos. Nas eleições deste ano, um dos candidatos a suplente em sua chapa também vinha do agronegócio de Mato Grosso. Era Alexandre Schenkel, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Número dois no Ministério da Agricultura entre 2023 e 2026, o ex-secretário-executivo Irajá Lacerda (PSD-MT) não conseguiu uma vaga para a Câmara dos Deputados em Mato Grosso. Ele teve 57.887 votos, mas não foi eleito. Ex-ministro da Agricultura na gestão de Dilma Rousseff e ex-secretário de Política Agrícola da Pasta, Neri Geller (Podemos) recebeu 31.383, mas não alcançou uma das oito vagas diretas no Estado. Ele ficou como suplente. Carlos Augustin, assessor especial de Fávaro durante a gestão no Ministério da Agricultura, foi candidato a suplente na chapa de Pedro Taques (PSB-MT) ao Senado, que ficou em quinto lugar na disputa em Mato Grosso. Ele rompeu a aliança com o ex-ministro em meio ao processo de sucessão no cargo e se declarou adversário nas urnas. Outra figura mato-grossense que não conseguiu se eleger foi Nilson Leitão, ex-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Ele concorreu novamente ao cargo de deputado federal, mas ficou como primeiro suplente. Ex-presidente da Comissão de Agricultura da Câmara e ex-ministro de Jair Bolsonaro, Onyx Lorenzoni (PP) não teve sucesso na corrida por uma vaga de deputado federal no Rio Grande do Sul. Agricultura familiar O ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Paulo Teixeira (PT-SP) teve 106.062 votos em São Paulo, mas não foi eleito para um novo mandato de deputado federal. O resultado o deixou como segundo suplente. Em postagem nas redes sociais, o parlamentar disse que a campanha foi “muito politizada e muito combativa”. O ex-presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto (PT), era candidato a vice-governador do Rio Grande do Sul na chapa de Juliana Brizola (PDT), mas não foi eleito. Lá, Luciano Zucco (PL) foi eleito em primeiro turno. Patrus Ananias (PT-MG), deputado federal e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário, não conseguiu se eleger governador de Minas Gerais. O pleito foi vencido por Cleitinho (Republicanos). O deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS), que foi ministro extraordinário para a reconstrução do Rio Grande do Sul após as enchentes de 2024, também deixará o Congresso Nacional em 2027. Ele tentou uma vaga no Senado, mas foi derrotado para candidatos da direita. Atualmente, o parlamentar é relator da Medida Provisória 1.376/2026, que trata da renegociação de dívidas dos produtores rurais. O relatório, apresentado na última semana de campanha, desconsiderou emendas apresentadas pela oposição e não agradou a base de produtores. O movimento influenciou na posição adotada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), de declarar apoio oficial a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na corrida pelo Palácio do Planalto contra Lula. A agricultura familiar também teve outras baixas na sua representatividade atual no Congresso Nacional. O deputado federal Heitor Schuch (PSD-RS), uma das principais vozes do segmento na Câmara, não foi reeleito no Rio Grande do Sul, apesar dos 68,8 mil votos. Zé Silva (União-MG), que lidera pautas como a defesa da assistência técnica para pequenos produtores rurais, também não se reelegeu. Lideranças derrotadas Algumas lideranças do setor agropecuário tentaram um cargo no Congresso Nacional nesse domingo (5/10), mas sem sucesso. Maurício Buffon (PL-TO) se licenciou da presidência da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil) para concorrer ao cargo de deputado federal pelo Tocantins. Ele recebeu mais de 16,3 mil votos, mas não se elegeu. Ele ficará como suplente. Antônio Galvan, ex-presidente da Aprosoja Brasil, participou da disputa ao Senado por Mato Grosso, mas ficou em sexto lugar, com mais de 169,2 mil votos. Arlei Romeiro (PSDB-RS) foi candidato à Câmara Federal, mas não se elegeu. Ele dirige a Associação dos Produtores e Empresários Rurais (Aper), entidade criada recentemente durante as discussões sobre a renegociação de dívidas rurais do setor gaúcho. Grazi do Agro (PL) e Luciane Agazzi (União-RS), que também atuaram à frente de entidades gaúchas nos debates para a renegociação de dívidas, tentaram vagas na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul e não conseguiram. Quem se deu bem Três deputados federais que representam o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram reeleitos: Valmir Assunção (PT-BA), Marcon (PT-RS) e João Daniel (PT-SE). Além deles, Rosa Amorim (PT-PE), que era deputada estadual, será a “primeira mulher sem-terra a chegar à Câmara dos Deputados em Brasília”, disse o grupo, em nota. O ex-secretário de Agricultura de São Paulo e produtor rural Guilherme Piai foi eleito deputado federal pelo Estado. Thiago Boava (PL) é outro personagem ligado ao agronegócio eleito para a Câmara dos Deputados por Mato Grosso. Gracinha Caiado (União-GO), ex-primeira dama de Goiás, foi eleita para o Senado e pode dar continuidade à defesa do setor feita historicamente pelo marido, Ronaldo Caiado, candidato do PSD para a Presidência da República, derrotado no domingo (4/10). Já entre os integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que tentaram a reeleição, mais de 70% saíram vitoriosos das urnas. O atual presidente Pedro Lupion (Republicanos-PR) foi reeleito com 190,8 mil votos, o 11º deputado mais votado do Paraná. O ex-presidente e coordenador institucional da FPA na Câmara, Alceu Moreira (MDB-RS), foi reeleito com mais de 207 mil votos. Zé Vitor, coordenador político na Câmara conseguiu mais um mandato com mais de 145 mil votos. Nomes atuantes da FPA na pauta do Congresso também foram reeleitos, como Sérgio Souza (MDB-PR), Tião Medeiros (PP-PR), Coronel Fernanda (PL-MT), Pezenti (MDB-SC), Rodolfo Nogueira (PL-MS), Greyce Elias (PL-MG) e Afonso Hamm (PP-RS).
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
UPL quer elevar a 69% fatia de produtos diferenciados e sustentáveis até 2030
Líder em inseticidas para o controle de sugadores, a UPL Brasil pretende elevar para 69% até 2030 a participação de produtos diferenciados e sustentáveis em seu portfólio - esse percentual hoje é superior a 50%, mas o número exato não foi informado. "O que nós chamamos de produtos diferenciados e sustentáveis são produtos combinados que entregam algo diferente das tecnologias atuais para o agricultor", afirma Robison Serafim, chief marketing officer (CMO) da empresa. Uma das apostas da UPL neste sentido é o inseticida Sucessor, apresentado nesta segunda-feira (5/10) a um grupo de jornalistas, em São Paulo. O novo produto, voltado aos cultivos da soja, milho e algodão, deverá se tornar o segundo maior faturamento da multinacional até 2030. A tecnologia já está disponível para uso do agricultor brasileiro. Atualmente, o maior faturamento vem do Feroce (acefato+bifentrina). De acordo com Serafim, a estratégia de mirar em produtos diferenciados vem em grande parte da demanda dos agricultores. Sobre custo-benefício, ele ressaltou que "os preços sempre vão estar competitivos com as tecnologias correntes no mercado", sem entrar em detalhes. Para a safra 2026/27, a projeção da UPL está em sintonia com as principais consultorias do agro, com possibilidade de leve aumento de área, uma quase manutenção de produção total e um cenário de aumento de custos e incertezas climáticas. "Não citamos números relacionados aos nossos faturamentos, mas estamos sempre otimistas em função das características do agricultor brasileiro, que é resiliente", observa. Com 43 fábricas distribuídas ao redor do mundo, sendo duas delas no Brasil - Salto de Pirapora (SP) e Ituverava (SP) -, a UPL também sofre com as incertezas do cenário geopolítico, em especial em logística e custo de matéria-prima. Mas vê nessa sua própria estrutura uma forma de atravessar esse período de turbulência. "Nós acreditamos que essa distribuição da nossa capacidade produtiva é uma ferramenta que nos ajuda a passar por esse ambiente de forma menos difícil. Mas é um ambiente super incerto para todos nós, então nos apoiamos muito nessa capacidade fabril e na distribuição geográfica", acrescentou Serafim. Questionado sobre a possibilidade de novos investimentos no Brasil, o executivo preferiu não responder. Serafim também não quis se manifestar sobre como o resultado das eleições pode impactar a estratégia da empresa no país. No Brasil, a empresa atua principalmente com inseticidas (36% do portfólio), fungicidas (35%) e herbicidas (24%). Os biológicos representam 4%, e o tratamento de sementes, 1%. A UPL Brasil atua principalmente no cultivo de soja (66%), mas também está presente no milho (8%), cana-de-açúcar (6%), horticultura (4%), citros (3%) e algodão (2%), entre outras culturas. A multinacional de origem indiana conta globalmente com uma receita de US$ 5,4 bilhões (referente ao período entre abril de 2025 e março de 2026). Para o ano fiscal de 2027, a companhia projeta crescimento de 7% a 11% da receita e de 10% a 14% do EBITDA. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
BioFirst, de insumos agrícolas biológicos, assume controle total da Biotrop
O Grupo BioFirst, um dos maiores em proteção e nutrição biológica de plantas, anunciou a aquisição da participação minoritária remanescente na Biotrop, empresa brasileira que também produz insumos biológicos. Com a transação, o grupo passa a deter o controle total da Biotrop. Desde setembro de 2023, a Biotrop pertence ao grupo belga BioFirst (ex-BioBest), que comprou a empresa brasileira do fundo Aqua Capital por R$ 2,8 bilhões. Com a compra da participação dos acionistas minoritários, o Grupo BioFirst deve focar sua estratégia em simplificar a estrutura e aprofundar a integração da Biotrop dentro do grupo. Segundo Jonas Hipólito, presidente da Biotrop, ser uma divisão totalmente integrada ao Grupo BioFirst abre novas oportunidades para a empresa brasileira. “Com o respaldo da expertise e do alcance global do grupo, estamos prontos para crescer para além do Brasil e levar nossas soluções biológicas a produtores de novos mercados”, afirmou Hipólito, em comunicado. A companhia também informou que deve ganhar destaque em relação às concorrentes já que vai reunir especializações sobre controle biológico por meio da Biotrop e macrobiológicos e polinização por meio da Biobest. “Juntas, nossas divisões oferecem aos produtores uma alternativa biológica completa e é exatamente para lá que o futuro da agricultura está caminhando”, afirmou na nota o CEO do Grupo BioFirst, Jean-Marc Vandoorne. “Essa operação simplifica nossa estrutura, acelera a integração e permite concretizar mais rapidamente as sinergias em todo o grupo”, acrescentou. Initial plugin text
010
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Saiba como o resultado da eleição deve direcionar a agenda da bancada ruralista
O setor agropecuário chega à nova legislatura do Congresso Nacional com os principais temas praticamente resolvidos, na leitura da Action Consultoria. É o caso da Lei Geral do Licenciamento, que mobilizou a bancada nos últimos anos. Os vetos foram derrubados ainda em 2025 pelos parlamentares. Outro tema que avançou foi o seguro rural, que teve o novo marco legal sancionado em setembro deste ano. Segundo a consultoria, a disputa agora se desloca para a implementação dessas legislações e para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde a frente terá de defender o que aprovou, principalmente na área ambiental. “Com a FPA preservando 175 deputados e um Senado majoritariamente de direita e centro-direita, o setor tem força para isso”, diz a consultoria. O ponto sensível para o setor agropecuário é financeiro, ressalta a Action. “Com a Selic em 13,75% e o Orçamento apertado, o volume de equalização de juros do Plano Safra e do seguro rural será a principal negociação com o próximo governo”, avalia. Antes do primeiro turno, a bancada ruralista declarou apoio oficial ao candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que ficou em primeiro lugar, com 47% dos votos válidos, no pleito do domingo. A Action Consultoria listou 178 deputados que vão exercer seu primeiro mandato a partir de 2027. Eles ainda não integram nenhuma frente e “a disputa pela adesão deles, a partir de fevereiro, será decisiva para o peso de cada bancada temática”, avalia. Leia também Flávio Bolsonaro venceu Lula em oito dos dez principais municípios do agro Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro Vitória de Flávio pode ser positiva para logística do agro, mas há temor sobre iniciativas sustentáveis, dizem fontes
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Bancada ruralista reelege 70% dos candidatos na Câmara e se fortalece no Senado
Mais de 70% dos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) que tentaram a reeleição saíram vitoriosos das urnas, no domingo (4/10). Na Câmara, houve ampla renovação dos mandatos. No Senado, a bancada ruralista deve se fortalecer ainda mais, com 17 deputados federais conseguindo a eleição e mudando de Casa. É o que mostra levantamento da Globo Rural e do Valor com base na lista de integrantes do colegiado e nos resultados do primeiro turno consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A composição atual da FPA tem 345 membros, sendo 297 deputados federais e 48 senadores de 19 partidos diferentes. A composição definitiva da FPA a partir de 2027 ainda será formada. Novos parlamentares e outros que retornam ao Congresso poderão aderir à bancada. E há parlamentares que não foram eleitos e os que nem mesmo concorreram nessas eleições. Integrar a frente, no entanto, não significa se posicionar da mesma forma nas pautas e votações em Brasília. Mas a bancada exerce um papel de organização e orientação técnica elogiadas no Congresso Nacional, o que dá força para a aprovação e defesa de temas de interesse do setor agropecuário. É o maior grupo temático do Parlamento. Dos 297 deputados que compõem a FPA, 242 buscaram a reeleição nesse domingo e quase 72% conseguiram. Foram reeleitos 174. Inicialmente, eram 244 os deputados que tentavam a reeleição. Dois deles, no entanto, deixaram a disputa: Gilvan O Federal de Direita (PL), que passou sua candidatura para Lucas O Federal de Direita (PL), eleito com 43,9 mil votos. Geraldo Mendes (União-PR) desistiu durante a campanha. O chamado núcleo duro da diretoria da FPA foi preservado, apesar de uma baixa significativa que já era certa. Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), vice-presidente da bancada, não disputou a eleição. O atual presidente Pedro Lupion (Republicanos-PR) foi reeleito com 190,8 mil votos, o 11º deputado mais votado do Paraná. O ex-presidente e coordenador institucional da FPA na Câmara, Alceu Moreira (MDB-RS), foi reeleito com mais de 207 mil votos. Zé Vitor, coordenador político na Câmara conseguiu mais um mandato com mais de 145 mil votos. Nomes atuantes da FPA na pauta do Congresso também foram reeleitos, como Sérgio Souza (MDB-PR), Tião Medeiros (PP-PR), Coronel Fernanda (PL-MT), Pezenti (MDB-SC), Rodolfo Nogueira (PL-MS), Greyce Elias (PL-MG) e Afonso Hamm (PP-RS). Entre as principais baixas na Câmara, além de Jardim, estão Luiz Nishimori (PSD-PR) e Zé Silva (União-MG), que não foram eleitos em seus Estados e ficarão como suplentes. Dos 68 deputados que não alcançaram número suficiente de votos para renovar o mandato na Câmara, 59 ficaram como suplentes, podendo assumir a cadeira caso parlamentares deixem o cargo, e nove não foram eleitos. Dez deputados da FPA não foram candidatos nessas eleições. Outros 45 tentaram se eleger para outros cargos, dos quais 22 já conseguiram, principalmente para o Senado, para onde foram 17 parlamentares. Também foram eleitos dois deputados estaduais, um governador e dois suplentes de senadores. Dos 21 que não foram eleitos, dois ficaram como suplentes. Outros dois continuam em disputa de segundo turno: um para a vice-presidência da República (Alfredo Gaspar) e um para o cargo de governador (Vicentinho Júnior, em Tocantins). Frente Parlamentar no Senado tem reforços A composição da FPA no Senado ganhará reforços. Foram 17 deputados e deputadas federais eleitos para um mandato de oito anos na Casa. Entre eles, parlamentares atuantes, como Domingos Sávio (PL-MG) e Evair Vieira de Melo (Republicanos-ES). Também foram eleitos José Medeiros (PL-MT), Marcel van Hattem (Novo-RS), Sanderson (PL-RS) e Caroline de Toni (PL-SC). Entre os 48 senadores da bancada ruralista em 2026, 15 buscavam a reeleição. Apenas seis conseguiram se manter no cargo. Entre os nove que perderam a eleição, está Zequinha Marinho (Podemos-PA), atual presidente da Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado. Onze senadores da FPA não disputaram a eleição, pois têm mandatos até 2031, como Tereza Cristina (PP-MS), Jorge Seif (PL-SC) e Jaime Bagatolli (PL-RO), e outros nove decidiram não concorrer e sair de cargos públicos, como Luis Carlos Heinze (PP-RS). Três senadores se candidataram a outros cargos e foram eleitos no domingo. Cleitinho (Republicanos) e Sergio Moro (PL) vão governar Minas Gerais e Paraná, respectivamente. Nelsinho Trad será suplente de Reinaldo Azambuja (PL-MS) para o Senado. Outros quatro senadores tentaram sucesso em outros cargos e foram derrotados, como Efraim Filho (PL-PB), Wellington Fagundes (PL-MT) e Wilder Morais (PL-GO), que se candidataram aos governos da Paraíba, Mato Grosso e Goiás, respectivamente. Eles têm mandatos até 2031. Já Roberta Accioly (Republicanos-Roraima) não se elegeu deputada federal e ficou como suplente. Três senadores da FPA permanecem em disputas para outros cargos no segundo turno: Professora Dorinha (União-TO) para o governo de Tocantins e Alan Rick (Republicanos-AC) no Acre, e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para a Presidência da República. Leia também Flávio Bolsonaro venceu Lula em oito dos dez principais municípios do agro Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro Vitória de Flávio pode ser positiva para logística do agro, mas há temor sobre iniciativas sustentáveis, dizem fontes
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Açúcar dispara em Nova York e sobe mais de 4%
A preocupação com a oferta de açúcar mantém os preços em patamares elevados na bolsa de Nova York. Os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em alta de 4,01% nesta segunda-feira (5/10), a 20,73 centavos de dólar a libra-peso. Segundo análise do site Barchart, os futuros do açúcar atingiram hoje o maior valor em 19 meses em meio à preocupações com a oferta do Brasil, maior produtor e exportador mundial do produto Segundo a Barchart, as chuvas contínuas na região Centro-Sul do Brasil atrasam a colheita e interrompem a moagem de cana nas usinas. Além do quadro de oferta, o açúcar se valorizou diante dos reflexos do cenário macro. Hoje, o real atingiu o maior valor em quatro meses e meio em relação ao dólar. A valorização do real desestimula as exportações dos produtores de açúcar brasileiros. Cacau O preço do cacau abriu a semana em forte alta na bolsa de Nova York. Os lotes para dezembro subiram 3,19% nesta segunda-feira (5/10), para US$ 5.567 a tonelada. De acordo com o site Traders Union, o mercado ainda é impactado pela decisão anunciada pelo Conselho do Cacau de Gana na semana passada. O órgão anunciou que vai reestruturar o financiamento para a safra de 2026/27, limitando a garantia baseada na produção a menos de 60%. O país é o segundo maior produtor mundial de cacau O site lembrou que a exigência de garantias mais rigorosas para financiar a safra visa fortalecer a gestão de riscos, mas pode restringir a liquidez para os produtores e exportadores de cacau. “A medida sinaliza um foco maior na gestão de riscos no setor e pode influenciar as expectativas de oferta a longo prazo, alinhando-se ao atual momento do mercado”, destacou a publicação. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) disparou na bolsa de Nova York. Os lotes para novembro fecharam em alta de 6,84%, a US$ 1,4435 a libra-peso. Algodão Nos negócios do algodão em Nova York, os lotes da pluma para dezembro subiram 2,63%, a 77,13 centavos de dólar a libra-peso. Café O preço do café também avançou na bolsa americana. Os lotes com vencimento em dezembro fecharam em alta de 1,39%, a US$ 2,9255 a libra-peso.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Soja e trigo sobem em Chicago após ajustes técnicos
Ajustes técnicos determinaram a alta nos preços de soja e trigo na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (5/10). Os contratos da oleaginosa para novembro tiveram valorização de 0,20%, para US$ 12,8075 o bushel. Relatório da consultoria Granar aponta que a alta nas cotações têm relação com um reposicionamento dos investidores na bolsa após as baixas recentes do grão no cenário externo. Também pesou para o fechamento de hoje as notícias sobre o andamento da safra no Brasil. Segundo dados da AgRural, o país semeou 7,3% da área esperada com soja para 2026/27, um atraso em relação aos 9% plantados nesse mesmo período do ano passado. De acordo com a consultoria, o excesso de chuvas prejudicaram o trabalho de campo em lavouras do Paraná, além de Mato Grosso, que também enfrenta algum atraso no plantio. Trigo O preço do trigo subiu na bolsa de Chicago diante de movimentações técnicas. Os contratos para dezembro fecharam em alta de 1,35%, a US$ 6,9225 o bushel. Milho O preço do milho, por sua vez, ficou praticamente no zero a zero no primeiro pregão da semana. Os lotes com entrega para dezembro fecharam a sessão em leve baixa, de 0,10%, a US$ 4,9725 o bushel.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Vitória de Flávio pode ser positiva para logística do agro, mas há temor sobre iniciativas sustentáveis, dizem fontes
Uma eventual vitória do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, poderia resultar em avanços para projetos logísticos importantes para o setor agropecuário, mas tende a tornar o cenário mais desafiador para o segmento de biocombustíveis, além de pouco relevante para o mercado de máquinas agrícolas. A avaliação é de fontes do setor que falaram sob condição de anonimato. Para investimentos logísticos, há a percepção de que um governo de Flávio Bolsonaro buscaria acelerar a implementação, entre outros projetos, da ferrovia Ferrogrão, que deve ligar Mato Grosso ao Pará, mas enfrenta resistências de ambientalistas e indígenas, disse uma fonte. Ela também vê perspectiva de maior reforço ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), que nos últimos anos sofreu cortes em seu orçamento. Em contrapartida, há perspectiva de maior dificuldade para elevar as misturas de biocombustíveis em combustíveis fósseis. Hoje, está em vigor uma mistura de 32% de etanol (oriundo da cana-de-açúcar e do milho) na gasolina e de 15% de biodiesel (à base de óleo de soja) no diesel. Pelo planejamento do governo até então, se considerava elevar a mistura do etanol na gasolina para 35%, por exemplo. Uma eventual administração de Flávio Bolsonaro tende a permitir que os biocombustíveis disputem espaço livremente com os combustíveis fósseis, sem subsídios para nenhum dos lados nem mandatos obrigatórios. A falta de previsibilidade de mandatos, avalia uma fonte, pode ser prejudicial para investimentos feitos nos últimos anos por empresas do setor. No setor de máquinas agrícolas, o fator “psicológico” pode afetar positivamente a postura dos agricultores que são, em sua maioria, ligados à direita, assim como Flávio Bolsonaro, e contribuir para as vendas, de acordo com uma fonte do segmento. Ela ponderou, no entanto, que o principal fator que rege os investimentos dos agricultores em máquinas é o preço das commodities, que por sua vez dependem mais do clima do que do governo. Juros Outros reflexos da eleição que podem reverberar no setor de maquinário agrícola são o câmbio e a taxa de juros, disse a fonte. O dólar caiu mais de 4% nesta segunda-feira (5/10) e opera abaixo dos R$ 5,00. O dólar em baixa é ruim para o produtor, já que as commodities são cotadas na moeda americana nas bolsas internacionais. Isso pode significar menor receita para o produto em reais Por outro lado, se a taxa Selic recuar, o agricultor poderá se beneficiar com melhores condições para pegar empréstimos e financiar máquinas, continuou a fonte. Uma das fontes observou, ainda, haver um temor também quanto a possíveis interrupções de programas ligados a temas de sustentabilidade, como a Plataforma Agro Brasil + Sustentável, de monitoramento e compartilhamento de informações sobre produtores rurais e empresas, criados para atender à crescente demanda internacional por transparência e rastreabilidade dos produtos brasileiros ao longo de toda a cadeia produtiva. Leia também Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro Ministro da Agricultura no governo Lula, Carlos Fávaro perde eleição ao Senado por MT
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Flávio Bolsonaro venceu Lula em oito dos dez principais municípios do agro
O candidato Flávio Bolsonaro (PL) venceu Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno em oito das dez principais cidades do agronegócio em valor de produção. É o que mostra um levantamento da Globo Rural e do Valor com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia a Estatíastica (IBGE) de 2025 e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizados no último domingo (4/10). Lula saiu venccedor apenas nos municípios da Bahia, Estado onde o PT reelegeu o governador Jerônimo Rodrigues e elegeu os dois senadores: Rui Costa e Jaques Wagner. Em São Desidério, o presidente e candidato à reeleição obteve 60,07% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro conseguiu 35,7%. Em Formosa do Rio Preto, o petista obteve 58,15% e o candidato do PL, 37,81%. Nos demais municípios, a maior votação de Flávio Bolsonaro foi registrada em Nova Mutum (MT), onde conseguiu 75,39% dos votos válidos (Lula ficou com 19,4%). A mais baixa foi em Jataí (GO), onde o presidenciável do PL conseguiu 62,49% dos votos válidos e Lula, 26,2%. (Veja tabela com os dados ao final da reportagem) Flávio teve desempenho melhor que o do pai em 2022 Nos dez principais municípios do agronegócio, Flávio Bolsonaro (PL) teve um desempenho eleitoral neste primeiro turno melhor que o do pai, Jair Bolsonaro, no primeiro turno das eleições de 2022. Mesmo nos locais onde perdeu para Lula no primeiro turno de 2026. Em Sapezal (MT), o de maior Valor Bruto de Produção em 2025, Flávio teve 71,51% dos votos válidos. Em 2022, Jair teve 65,93%. Já Flávio Bolsonaro teve 35,70%, enquanto Jair teve 27,47% há quatro anos. Um dos municípios mais importantes do agronegócio nacional, Sorriso (MT) registrou avanço na votação de Flávio em relação a Jair: foram 75,25% dos votos para o filho neste ano, e 70,16% para o pai há quatro anos. Leia também O que Flávio Bolsonaro e Lula prometem ao agronegócio Ministro da Agricultura no governo Lula, Carlos Fávaro perde eleição ao Senado por MT Em Campo Novo do Parecis (MT), Flávio teve 71,46%, ante 64,24% do pai. Em Diamantino, Flávio teve 65,89%, ante 58,60% de Jair. E, ainda em Mato Grosso, Nova Mutum foi palco de um avanço de Flávio neste ano, com 75,39%, ante 70,49% de Jair há quatro anos. Nos três municípios de Goiás que integram o ranking do agronegócio, Flávio também recebeu mais votos do que o pai. Em Rio Verde, Flávio teve 63,69% dos votos, ante 55,56% de Jair no primeiro turno de 2022. Em Cristalina, Flávio recebeu 64,41%, ante 59,95% dos votos do pai há quatro anos. Em Jataí, Flávio teve 62,49% dos votos, enquanto Jair tivera 56,79%. Lula piorou desempenho mesmo onde ganhou De outro lado, a campanha de Lula no primeiro turno terminou com queda de desempenho nos dez municípios em relação a 2022. Em Sapezal (MT), o petista teve neste ano 24,02% dos votos válidos no município, abaixo dos 30,54% que pontuou nas eleições presidenciais passadas. Mesmo nos municípios onde ganhou, Lula obteve uma proporção menor de votos em comparação com 2022. Em São Desidério (BA), o petista obteve 68,78% dos votos válidos em 2022. Em Formosa do Rio Preto (BA), foi onde ele mais perdeu votos. Quatro anos atrás, recebera 69,92%. Em praticamente todas as localidades listadas, a perda de votos de Lula entre uma eleição e outra foi maior do que o ganho de votos de Flávio em relação ao pai. O caso mais evidente ocorreu nem Jataí (GO). Flávio teve 5,5 pontos percentuais a mais do que Jair em 2022, enauanto Lula perdeu 10 pontos percentuais entre o primeiro turno da eleição passada e da atual. O único município onde o ganho de votos de Flávio foi maior do que a perda de votos de Lula foi em Formosa do Rio Preto, onde o petista perdeu 11,77 pontos percentuais, o candidato do PL ganhou 12,20 pontos percentuais em relação a Jair.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Entregas de fertilizantes caem 8,8% entre janeiro e julho
As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 22,98 milhões de toneladas entre janeiro e julho de 2026, queda de 8,8% em relação às 25,21 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano passado, informou a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA) nesta segunda-feira (5/10). A retração se intensificou em julho, quando foram entregues 3,96 milhões de toneladas, volume 22,3% inferior às 5,09 milhões de toneladas do mesmo mês de 2025. Segundo a ANDA, as compras seguiam em ritmo normal no início do ano, com influência positiva da boa safrinha, mas perderam força após o início da guerra no Irã. A desaceleração dos negócios começou a aparecer nas entregas a partir de maio e, de acordo com a entidade, também deve afetar os volumes destinados à safra 2026/27. Mato Grosso permaneceu como principal destino dos fertilizantes no país, com 5,83 milhões de toneladas recebidas até julho, o equivalente a 25,4% do total. Em seguida aparecem Paraná, com 2,60 milhões de toneladas; Goiás, com 2,45 milhões; São Paulo, com 2,36 milhões; Rio Grande do Sul, com 1,70 milhão; Bahia, com 1,65 milhão; e Minas Gerais, com 1,64 milhão. As importações acompanharam o movimento de queda. De janeiro a julho, o Brasil importou 21,23 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, retração de 7,6% na comparação com igual período de 2025. Apenas em julho, foram 3,54 milhões de toneladas, 21,4% menos que um ano antes. A produção nacional também recuou. Nos sete primeiros meses do ano, foram produzidas 3,34 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, queda de 19,7%. Em julho, a produção chegou a 517 mil toneladas, 19,9% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. A ANDA atribui parte da redução à alta do enxofre, insumo utilizado na produção de fertilizantes fosfatados, e ressalva que os dados não captaram integralmente a produção nacional de ureia e cloreto de potássio. Para os próximos meses, os nitrogenados aparecem como principal ponto de atenção. As importações de nitrogênio contido em ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do volume registrado nos primeiros oito meses de 2025. Segundo a entidade, a combinação entre importações mais lentas, custos elevados dos nutrientes, crédito e menor capacidade de compra do produtor pode reduzir a folga dos estoques diante da demanda das próximas safras. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
José Vitor Leme e Kaique Pacheco conduzem time à vitória na PBR Team Series
Os brasileiros José Vitor Leme, único tricampeão mundial em atividade, e Kaique Pacheco, campeão mundial de 2018, conduziram o Austin Gamblers à quinta vitória consecutiva no campeonato de equipes da Professional Bull Riders (PBR), a PBR Team Series. No encerramento da nona etapa, em Fort Worth, Texas (EUA), no domingo (4/10), o Austin venceu o Oklahoma Wildcatters por 176,15 a 0 e subiu para o segundo lugar na classificação da Team Series, com 16 vitórias e 10 derrotas nas nove etapas, mesmo desempenho do Nashville Stampede e do Carolina Cowboys, que perdem na pontuação somada. Leme, líder na disputa de MVP (jogador mais valioso) da competição, abriu as montarias fazendo 89,60 montando Husky e ampliou para 98,95 pontos a diferença para o compatriota Paulo Eduardo Rossetto, o segundo colocado. Pacheco complementou a vitória do Austin com uma montaria de 86,55 em Rankenstein. Nenhum dos cinco peões do Oklahoma conseguiu se manter os oito segundos regulamentares sobre seus touros. O time da casa, o Texas Rattlers, terminou o final de semana com duas vitórias e uma derrota. No domingo, venceu o Arizona Ridge Riders por 267,40 a 87,15, com três montarias certeiras e manteve o quinto lugar na classificação. O australiano Brady Fielder, o terceiro no ranking de MVP, abriu a contagem com 91,75 pontos no lombo de Yo Mamma, o americano Daniel Keeping fez 87,55 pontos e o brasileiro Jean Carlos Teodoro fechou a vitória do Texas com 88,10 pontos, encerrando uma sequência de dez quedas que vinha marcando sua trajetória neste ano. O também brasileiro Everton Natan da Silva superou Apache Dots e obteve 87,15 pontos, mas foi o único a somar pontos para o Arizona. Missouri é derrotado, mas se mantém em primeiro O líder do campeonato, o Missouri Thunder, foi derrotado pelo Kansas City Outlaws por 177,25 a 88,15 na última rodada, graças às montarias dos brasileiros Eric Henrique Domingos (89,1) e Sandro Batista (88,60 pontos). Paulo Rossetto melhorou seu aproveitamento na temporada para 21 montarias certeiras em 26, marcando 88,15 pontos, mas não foi o suficiente para evitar a derrota do Missouri. Outra derrota surpreendente foi a do Nashville Stampede, que caiu diante do New York Mavericks por 351,05 a 269,70 no jogo com maior pontuação do domingo. Foi a terceira derrota do Nashville no final de semana, que perdeu o segundo lugar no ranking para o Austin. Marcaram para o New York os americanos Hudson Bolton (87,50 pontos), Bob Mitchell (88,20 pontos) e Marcos Rizzo (87,50 pontos), mais o brasileiro Afonso Quintino (87,85 pontos). A queda do brasileiro Leandro Zampollo em 6,94 segundos impediu o jogo perfeito do time. Para o Nashville marcaram pontos os brasileiros Daniel Feitosa (89,90), Rogério Venancio (90,05) e Riquelme Silva (89,35). No último confronto da etapa, o Carolina manteve sua invencibilidade de três jogos no Texas ao montar dois touros e derrotar o Florida Freedom por 178,20 a 89,10, com acertos do brasileiro Guilherme Valeiras e do americano Clay Guilton. Do lado do Florida, apenas o brasileiro João Lucas Campos dominou seu touro. As equipes da Team Series voltam a se enfrentar no próximo final de semana, de 8 a 10 de outubro, na casa do Arizona Ridge Riders, em Glendale. Faltam apenas nove jogos para as finais do campeonato, que acontecem entre os dias 6 e 8 de novembro em Las Vegas. Classificação da PBR Team Series
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Ministro da Agricultura no governo Lula, Carlos Fávaro perde eleição ao Senado por MT
Carlos Fávaro deixa o Senado Federal a partir da próxima legislatura. Ex-ministro da Agricultura no atual governo Lula, ele ficou em quarto lugar na corrida eleitoral em Mato Grosso, em que tentava ser reeleito a uma das cadeiras na Casa. Candidato pelo PSD, ele recebeu a preferência de 411.020 eleitores, 11,5% do total de votos válidos no Estado. Ficou em quarto lugar, atrás de Janaina Riva (MDB), com 14,53%, e dos dois eleitos: o ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), com 33,21%, e Zé Medeiros (PL), com 26,35% dos votos. + O que Flávio Bolsonaro e Lula propõem para o Agronegócio Fávaro candidatou-se ao Senado pela primeira vez em 2018. Ficou em terceiro lugar. Mas assumiu interinamente uma das três vagas de Mato Grosso na Casa depois da cassação do mandato de Selma Arruda, eleita naquele ano. Ele conquistou, em definitivo, o cargo nas eleições suplementares, quando foi o mais votado entre os 11 candidatos. Antes de ir para Brasília, Fávaro foi vice-governador de Mato Grosso na gestão de Pedro Taques. Apesar de ter origem agronegócio, o ex-ministro da Agricultura não fazia parte dos quadros da Frente Parlamentar Agropecuária (FPA), que reúne deputados e senadores ligados ao setor. Nas eleições deste ano, um dos candidatos a suplente em sua chapa também vinha do agronegócio de Mato Grosso. Era Alexandre Schenkel, ex-presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). Outra liderança do agro do Estado que concorreu ao Senado em Mato Grosso foi Antonio Galvan, ex-presidente do Sindicato Rural de Sinop e da Aprosoja Brasil. Candidato pelo Avante, ele terminou o primeiro turno da eleição com 4,73% dos votos válidos.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Soja, milho e trigo iniciam semana em recuperação na bolsa de Chicago
O preço da soja opera em alta na bolsa de Chicago nesta segunda-feira (5/10). Os contratos com entrega para novembro de 2026 sobem 1,39%, cotados a US$ 12,9650 o bushel. Segundo a Granar, as cotações seguem a tendência de alta com investidores em busca de proteção contra as perdas da semana passada e refletindo a recuperação dos preços do óleo de soja. Milho O milho também avança em recuperação às perdas da última semana diante dos estoques cheios dos Estados Unidos. Os contratos com entrega para dezembro de 2026 sobem 1%, cotados a US$ 5,0250 o bushel. Trigo O preço do trigo também sobe influenciados por novas compras de fundos. Os contratos para dezembro de 2026 avançam 1,79%, cotados a US$ 6,9525 o bushel. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Chuvas reduzem processamento de mandioca e restringem oferta
As chuvas continuaram limitando a colheita e o avanço do plantio da raiz de mandioca nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Além disso, interrupções no fornecimento de energia em diversas empresas reduziram os dias de esmagamento, restringindo a oferta de mandioca e derivados e mantendo as cotações praticamente estáveis nos últimos dias. Segundo o Cepea, a previsão de chuvas frequentes nas regiões produtoras nas próximas semanas deve manter este cenário no restante deste mês. Mesmo diante da possibilidade de melhora nas condições de colheita, a oferta deve crescer pouco, uma vez que muitos produtores sinalizam priorizar outras atividades, especialmente o plantio da mandioca ou de outras culturas. Esse cenário deve contribuir para a sustentação dos preços. Initial plugin text
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Vendas de feijão estão lentas e preços recuam nas regiões produtoras
O mercado de feijão apresenta baixa liquidez, diante da menor intenção de compra nas praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A lentidão nas aquisições do varejo reduziu a necessidade de reposição das indústrias, que passaram a priorizar o giro dos estoques antes de retomar as compras. Nesse cenário de demanda retraída, vendedores capitalizados buscam restringir as ofertas, a fim de limitar a pressão sobre as cotações. Para o feijão-carioca, diante da baixa demanda, há dificuldade em manter os preços praticados nas semanas anteriores. Na sexta-feira (2/10), o indicador Cepea/CNA registrou, no noroeste de Minas Gerais, a cotação de R$ 312,18 a saca de 60 quilos para o grão de qualidade superior, uma queda de 2,76% em uma semana. No feijão-preto, o movimento comprador também está menor, resultando em ajustes nos preços após as altas das semanas anteriores. No sul do Paraná, na sexta-feira, a cotação estava em R$ 262,66 a saca de 60 quilos, recuo semanal de 0,10%. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Café e cacau abrem semana em alta na bolsa de Nova York
O café opera em alta nesta manhã de segunda-feira (5/10) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para dezembro de 2026 sobem 2,57%, cotados a 2,9618 centavos de dólar a libra-peso. Segundo a Barchart, a alta é sustentada pela desvalorização do dólar, que estimulou o fechamento de posições vendidas nos contratos futuros de café. Possivelmente devem haver novas posições vendidas de fundos de commodities em contratos futuros de café nos próximos dias, indica a consultoria. Cacau O cacau também opera em alta. Os contratos da amêndoa com vencimento em dezembro de 2026 sobem 0,34%, cotados a US$ 5.689 a tonelada. As cotações foram impulsionadas após Gana aumentar o preço pago aos produtores de cacau para a safra 2026/27, indica a Barchart. Açúcar O açúcar também sobe. Os contratos com vencimento em março de 2027 avançam 3,81%, negociados a US$ 20,69 a libra-peso. Algodão O algodão opera em alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 avançam 1,48%, cotados a 80,05 centavos de dólar por libra-peso. Suco de laranja Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em alta. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, estão cotados a US$ 1,4035 a libra-peso, com avanço de 2,26%. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Preços do milho caem no Brasil, pressionados por baixo interesse comprador e quedas externas
Os preços do milho recuaram no mercado brasileiro nos últimos dias, pressionados pelo baixo interesse de compradores e pela retração no mercado internacional, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na sexta-feira (2/10), na região de Campinas (SP), o indicador do Cepea registrou a cotação de R$ 68,53 a saca de 60 quilos, uma queda de 0,20% nos dois primeiros dias úteis de outubro. No acumulado da semana, o recuo foi de 1,60%. Das 39 regiões monitoradas pela consultoria AgRural, 24 registraram quedas na última semana, enquanto 12 tiveram estabilidade. As cotações subiram em apenas três praças de Minas Gerais: Uberaba, Uberlândia e Patos de Minas. O maior recuo no período (-5,1%) foi verificado em Chapadão do Sul (MS) e Costa Rica (MS). Segundo o Cepea, de modo geral, compradores brasileiros seguem afastados das aquisições de novos lotes, visto que parte deles indica ter estoques para consumo imediato. Além disso, como as exportações brasileiras seguem inferiores às do ano passado, esses agentes acreditam que a oferta possa aumentar. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção da safra 2025/26 deve ser recorde, totalizando 144 milhões de toneladas, apesar da redução na produtividade. O Cepea destaca que produtores, por sua vez, estão mais flexíveis nas negociações no que se refere aos valores e às condições de entrega e prazo de pagamento. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Análises laboratoriais ajudam a identificar riscos da água ao alimento
Da água utilizada na produção à matéria prima que chega à indústria, passando pela higienização de equipamentos, superfícies e pelo produto final, a segurança dos alimentos depende de uma cadeia formada por diferentes pontos de controle. Uma falha em qualquer uma dessas etapas pode abrir espaço para contaminações microbiológicas ou químicas que nem sempre alteram a aparência, o cheiro ou o sabor do que será consumido. Dados mais recentes do Ministério da Saúde ajudam a dimensionar o problema. Entre 2016 e 2025, foram notificados no Brasil 8.007 surtos de Doenças de Transmissão Hídrica e Alimentar, as DTHA, envolvendo 130.463 pessoas. No período, foram registradas 11.066 hospitalizações e 141 mortes. Os números, ainda preliminares, constam no Relatório de Gestão Integrado 2025 da pasta, publicado em março de 2026. Outro dado chama a atenção: o agente responsável foi identificado em apenas 21% dos surtos registrados no período. O próprio Ministério aponta que a etiologia desse tipo de ocorrência nem sempre é simples de estabelecer, já que diferentes agentes podem estar envolvidos e produzir manifestações clínicas variadas. "Quando falamos em segurança de alimentos, é importante olhar para toda a cadeia de produção. A contaminação pode ocorrer na matéria prima, na água utilizada no processo, em superfícies, equipamentos ou durante o armazenamento. Por isso, o monitoramento laboratorial ajuda não apenas a identificar um problema, mas também a investigar em que etapa ele pode ter ocorrido", explica Keila Pinzan Alves, gerente de qualidade do Hidrolabor. As doenças de transmissão hídrica e alimentar podem ser provocadas por bactérias e suas toxinas, vírus, parasitas ou substâncias químicas presentes na água ou nos alimentos. Segundo o Ministério da Saúde, existem mais de 250 tipos de DTHA no mundo, incluindo também intoxicações provocadas por contaminantes químicos, como chumbo e agrotóxicos. Nesse processo, a água merece atenção especial porque está presente em diferentes momentos da cadeia produtiva. Além de ser destinada ao consumo, ela pode entrar diretamente na preparação de alimentos ou ser utilizada na lavagem de matérias primas, utensílios, equipamentos e superfícies. A relação é tão direta que o Ministério da Saúde considera entre os eventos de veiculação hídrica aqueles associados ao consumo de alimentos irrigados ou lavados com água contaminada. "A água muitas vezes é associada apenas ao consumo direto, mas ela participa de diferentes etapas da produção de alimentos, seja como ingrediente, na lavagem de matérias primas ou na higienização de equipamentos e superfícies. Avaliar sua qualidade é, portanto, uma parte importante do controle de riscos ao longo do processo produtivo", afirma Keila. O acompanhamento laboratorial pode envolver diferentes tipos de ensaios, de acordo com o material e o objetivo da análise. No caso da água, avaliações microbiológicas e físico químicas permitem verificar parâmetros relacionados à sua qualidade e identificar eventuais não conformidades. Nos alimentos, os ensaios podem apontar a presença de microrganismos e outros contaminantes, além de avaliar características específicas do produto. As superfícies utilizadas durante a produção também fazem parte dessa investigação. A coleta de amostras em equipamentos, bancadas e outros pontos de contato ajuda a avaliar as condições microbiológicas do ambiente e a verificar a efetividade dos procedimentos de higienização. Na prática, olhar esses resultados de maneira integrada pode ajudar a rastrear a origem de uma alteração. Se uma não conformidade aparece no produto final, por exemplo, a comparação com amostras da água, da matéria prima, dos equipamentos e do ambiente pode contribuir para identificar em qual ponto do processo é necessário aprofundar a investigação. "O resultado laboratorial não deve ser visto apenas como uma aprovação ou reprovação de uma amostra. Quando o monitoramento é realizado de forma periódica, ele permite criar um histórico, acompanhar variações e identificar desvios ao longo do processo. Isso gera informação para que as medidas necessárias possam ser tomadas antes que uma não conformidade se transforme em um problema maior para a produção e, principalmente, para o consumidor", completa a gerente de qualidade. Os riscos também não se restringem aos microrganismos. Dependendo da matriz analisada e das características do processo produtivo, substâncias químicas e outros contaminantes podem demandar monitoramento. Por isso, a definição dos ensaios deve considerar a origem da amostra, sua finalidade e os riscos associados a cada etapa da cadeia. "Para o consumidor, uma das dificuldades é justamente o fato de que nem todo risco pode ser percebido pelos sentidos. Um alimento ou uma água podem não apresentar alterações evidentes de cor, cheiro ou aparência e, ainda assim, demandar investigação laboratorial. Nesse cenário, o monitoramento funciona como uma ferramenta complementar às boas práticas de produção, manipulação, armazenamento e higiene", finaliza Keila Pinzan Alves.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Inteligência artificial no agronegócio: como a tecnologia avança no campo e como o SWEN.AI ajuda a acompanhar essa transformação
A inteligência artificial deixou de ser uma tecnologia restrita às empresas de software e aos grandes centros urbanos. No agronegócio, soluções baseadas em IA começam a fazer parte de diferentes etapas da produção, ajudando produtores e empresas a interpretar dados, automatizar atividades e tomar decisões com mais informações. Essa transformação acompanha a própria digitalização do campo. Máquinas conectadas, sensores, drones, imagens de satélite, estações meteorológicas e softwares de gestão produzem uma quantidade cada vez maior de dados. O desafio passa a ser transformar essas informações em decisões práticas. É justamente nesse ponto que a inteligência artificial ganha espaço. Algoritmos podem analisar grandes volumes de informações, encontrar padrões e auxiliar desde o planejamento do plantio até a comercialização da produção. Ao mesmo tempo, a quantidade de modelos e ferramentas disponíveis cresce rapidamente. Plataformas especializadas, como o SWEN.AI, ajudam profissionais e empresas brasileiras a acompanhar esse mercado, comparar modelos e conhecer novas ferramentas de inteligência artificial disponíveis para diferentes atividades. Como a inteligência artificial pode ser usada no agronegócio? Quando falamos em IA no agronegócio, não estamos tratando de uma única aplicação. A tecnologia pode estar presente na agricultura de precisão, no monitoramento das lavouras, na gestão administrativa, na previsão de demanda e até na manutenção de equipamentos. Na prática, a IA funciona principalmente como uma ferramenta de análise e apoio à decisão. Quanto maior a disponibilidade de dados confiáveis sobre a operação, maior tende a ser o potencial de aplicação. Veja algumas das principais possibilidades. Monitoramento de lavouras Uma das aplicações mais conhecidas está na análise de imagens. Drones, câmeras e satélites podem registrar grandes extensões de uma propriedade rural. Sistemas de visão computacional conseguem processar essas imagens para identificar alterações na vegetação e apontar áreas que merecem atenção. Em vez de depender exclusivamente de inspeções manuais em toda a propriedade, o produtor pode direcionar a análise para determinados pontos. Dependendo da solução empregada e da qualidade dos dados disponíveis, esses sistemas podem contribuir para identificar sinais associados a pragas, doenças, deficiência nutricional ou estresse hídrico. Isso não elimina a necessidade de avaliação agronômica. A tecnologia funciona como mais uma camada de informação para apoiar profissionais e produtores. Agricultura de precisão e uso de insumos Outra possibilidade está na aplicação mais precisa de recursos. Ao combinar dados históricos, características do solo, informações climáticas e imagens da lavoura, sistemas inteligentes podem auxiliar na identificação das necessidades de diferentes áreas da propriedade. Isso pode contribuir para decisões relacionadas à irrigação, fertilização e aplicação de defensivos. A lógica é utilizar dados para entender que diferentes pontos de uma mesma propriedade podem apresentar necessidades distintas. Com máquinas agrícolas conectadas e sistemas de agricultura de precisão, essa análise pode ser incorporada ao planejamento operacional, contribuindo para um uso mais racional dos recursos disponíveis. Previsão do clima e planejamento agrícola Poucos setores dependem tanto das condições meteorológicas quanto o agronegócio. Chuva, temperatura, umidade e ocorrência de eventos extremos podem interferir diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade. Modelos de inteligência artificial podem processar grandes conjuntos de dados meteorológicos e históricos para auxiliar na construção de previsões e análises de risco. Essas informações podem ser utilizadas para apoiar decisões sobre plantio, irrigação, aplicação de produtos e colheita. É importante destacar, porém, que previsões continuam sujeitas a incertezas. A IA não transforma condições climáticas em eventos perfeitamente previsíveis, mas pode aumentar a capacidade de processar diferentes variáveis simultaneamente. Máquinas agrícolas e manutenção preditiva A inteligência artificial também pode atuar longe das plantas. Tratores, colheitadeiras e outros equipamentos modernos geram dados sobre funcionamento, temperatura, consumo, pressão, horas trabalhadas e desempenho de componentes. A análise dessas informações pode ajudar a identificar padrões associados ao desgaste ou a possíveis falhas. É o princípio da manutenção preditiva: em vez de esperar que uma máquina apresente um problema grave, dados operacionais são utilizados para indicar situações que precisam ser verificadas. Em períodos críticos, como a colheita, reduzir paradas inesperadas pode fazer diferença para a produtividade da operação. IA generativa também pode chegar ao escritório da fazenda Nem toda aplicação de inteligência artificial no agronegócio precisa acontecer diretamente na lavoura. Ferramentas de IA generativa podem apoiar diversas atividades administrativas, comerciais e operacionais. Um produtor ou uma empresa do setor pode utilizar essas soluções para organizar informações, resumir documentos, estruturar relatórios, pesquisar conteúdos técnicos, criar apresentações, analisar planilhas ou elaborar comunicações. Empresas maiores também podem desenvolver agentes de IA conectados às suas próprias bases de conhecimento para auxiliar colaboradores na localização de informações internas. Nesse cenário, questões como privacidade, governança e confiabilidade das respostas precisam fazer parte da estratégia. Informações geradas por modelos de linguagem devem ser verificadas, principalmente quando envolvem decisões técnicas, financeiras ou regulatórias. Gestão e análise de grandes volumes de dados O agronegócio moderno produz informações em praticamente todas as etapas da cadeia. Há dados sobre estoque, produtividade, custos, máquinas, clima, fornecedores, logística, preços e comercialização. Um dos grandes potenciais da inteligência artificial está justamente na capacidade de encontrar relações dentro desse volume de informações. Uma empresa pode, por exemplo, combinar dados históricos de produção e custos para identificar tendências ou apoiar projeções. A IA também pode ser integrada a sistemas empresariais para facilitar consultas. Em vez de navegar por diferentes relatórios, gestores podem utilizar interfaces conversacionais para localizar determinadas informações, desde que os sistemas sejam configurados adequadamente. Como escolher ferramentas de IA para o agronegócio? O crescimento da inteligência artificial criou outro desafio: escolher a tecnologia adequada. Existem centenas de modelos de linguagem e milhares de ferramentas com propostas diferentes. Preço, velocidade, qualidade das respostas, disponibilidade em português e possibilidades de integração variam consideravelmente. Por isso, acompanhar fontes especializadas pode ajudar empresas na etapa de pesquisa e comparação. O SWEN.AI é um portal independente brasileiro dedicado ao ecossistema de inteligência artificial. A plataforma reúne notícias, análises técnicas, comparativos, benchmarks e um diretório com mais de 6.950 ferramentas de IA catalogadas. Para empresas do agronegócio pesquisando soluções, esse tipo de base pode funcionar como ponto de partida para conhecer tecnologias disponíveis antes de realizar testes e avaliações internas. O portal também mantém rankings de modelos considerando diferentes indicadores, incluindo dados de ELO, índices de inteligência, velocidade e custos. Segundo sua metodologia editorial, o SWEN.AI utiliza fontes reconhecidas no ecossistema de inteligência artificial e também mantém avaliações voltadas ao português brasileiro. Isso é particularmente relevante porque o desempenho de um modelo em inglês não significa necessariamente que ele apresentará exatamente a mesma qualidade em tarefas realizadas em português. SWEN.AI ajuda a acompanhar um mercado que muda rapidamente Outro desafio da adoção de inteligência artificial é a velocidade das mudanças. Novos modelos, ferramentas e recursos são lançados continuamente. Uma solução considerada avançada hoje pode ganhar concorrentes ou alternativas em poucos meses. O SWEN.AI acompanha esse movimento por meio de cobertura jornalística, benchmarks, comparativos técnicos, guias e um diretório de ferramentas. Para organizações que estão estruturando projetos de inteligência artificial, acompanhar esse mercado ajuda a entender quais tecnologias estão surgindo e quais características precisam ser consideradas antes da adoção. Ainda assim, rankings e comparativos devem ser apenas uma etapa da decisão. A escolha final precisa considerar o problema que a empresa pretende resolver, integração com os sistemas existentes, segurança dos dados, custo total, suporte e resultados obtidos em testes reais. O futuro do agronegócio passa pelos dados A inteligência artificial não substitui o conhecimento acumulado por produtores, agrônomos, técnicos e gestores. Seu maior potencial está em ampliar a capacidade dessas pessoas de trabalhar com informações. Quanto mais conectado se torna o campo, maior é a quantidade de dados disponível para apoiar decisões. Nesse contexto, IA, sensores, máquinas conectadas, computação em nuvem e agricultura de precisão tendem a funcionar de maneira cada vez mais integrada. O resultado é um agronegócio no qual decisões podem ser apoiadas por dados em praticamente todas as etapas: do planejamento da safra à manutenção das máquinas, passando pelo monitoramento das lavouras, gestão financeira e comercialização. Para produtores e empresas interessados em acompanhar essa evolução, plataformas especializadas como o SWEN.AI também cumprem um papel importante: organizar informações sobre um mercado tecnológico que cresce rapidamente e facilitar a descoberta e comparação das soluções de inteligência artificial disponíveis.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Consultoria de Ribeirão Preto cria modalidade de pagamento com soja voltada a produtores rurais
O produtor rural agora pode transformar parte da produção em viagem. A Andorin Travel, agência de viagens sob medida de Ribeirão Preto, passou a aceitar sacas de soja como pagamento, com pontos de recebimento em São Paulo, Minas Gerais e Tocantins. A proposta nasce da proximidade da fundadora Luiza Diniz Junqueira Del Papa, também produtora rural, com produtores já habituados a usar a commodity em operações comerciais e financeiras do agro. "Quem vive da terra conhece muito bem o valor do tempo. A proposta foi aproximar também a forma de pagamento da realidade do produtor, enquanto nossa equipe cuida de toda a organização da viagem", afirma Luiza. O planejamento segue o método de viagem intencional: antes do destino, a equipe entende o perfil, o momento e as expectativas de cada viajante. Roteiro, reservas, documentação e suporte ficam com a consultoria. Os serviços vão da Experiência Andorin, planejamento completo, ao Concierge Andorin, curadoria e apoio a viagens já organizadas. www.andorintravel.com
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Fé e preservação: comunidade constrói modelo sustentável em Bonito
As dezenas de casas iguais da pequena vila do Refúgio das Águias, em Bonito (MS), revelam logo à primeira vista que ali existe um modo de viver diferente. Equipadas com energia solar e sistemas de tratamento de esgoto, elas também materializam algumas das primeiras medidas de sustentabilidade adotadas no local. “A sustentabilidade, para ser verdadeira, precisa ser justa”, afirma Sidney Viana, vice-presidente da associação que reúne os moradores (ou irmãos e irmãs) do lugar. A propriedade foi campeã do Prêmio Fazenda Sustentável da Globo Rural na categoria Pequenas Propriedades Refúgio das Águias: Campeã do Fazenda Sustentável - Pequenas Priopriedades Há seis anos, a comunidade que até então existia em Ecoporanga, no interior do Espírito Santo, migrou para o Mato Grosso do Sul. Segundo Viana, a mudança foi motivada por um “chamado de Deus” recebido por Inereu Viveira Lopes, pastor da igreja Tabernáculo Amor Divino e fundador do grupo. Na época, a maior preocupação foi garantir o saneamento básico para as 40 famílias. Já no acampamento inicial, quando começaram as obras de infraestrutura, foi aberta a primeira fossa de evapotranspiração, ativa até hoje. “É um mecanismo todo vedado que protege o meio ambiente e ainda ajuda a gerar um alimento que podemos aproveitar dentro da comunidade”, descreve Viana. O sistema consiste em um tanque impermeável, impedindo que o esgoto gerado entre em contato com o solo e, consequentemente, com o Rio Mimoso, que margeia a propriedade de 55 hectares. No meio do tanque, um duto feito de pneus velhos reutilizados forma uma câmara onde matéria orgânica, composta por fezes e urina, é digerida por bactérias anaeróbicas. Ao redor, pedras grossas são cobertas por pedras finas e areia em sucessivas camadas formando um filtro que retém impurezas antes de a água chegar à superfície, onde encontra uma faixa de terra em que são plantadas bananeiras e outras espécies de folha larga que podem produzir frutos. Assim, a água é absorvida pelas plantas e devolvida à atmosfera por meio da evapotranspiração, enquanto a matéria orgânica é decomposta no sistema. ESTRUTURA COMPARTILHADA | No entorno das moradias, há parcelas de floresta e árvores frutíferas Thiago de Jesus A experiência com o saneamento é apenas uma das expressões do modo coletivo de vida adotado por ali. Ex-funcionário público, Viana, assim como todos os demais integrantes do grupo, abriu mão de seus bens e de seu antigo trabalho para viver em comunhão, ou “comum unidade”, como define o presidente da associação de moradores da Refúgio das Águias, Eliel da Silva Lima. “Bonito é a continuidade de um projeto de 14 anos que foi idealizado pelo nosso pastor. Ele quis, dentro da igreja em que congregamos, tirar a desigualdade das pessoas”, diz. O pastor Ireneu Lopes faleceu em 2020, mas até hoje, segundo Lima, seus seguidores assistem a vídeos com suas pregações projetados em telões. SISTEMA EM EQUILÍBRIO | O Rio Mimoso margeia a propriedade de 55 hectares, em Bonito (MS) Thiago de Jesus Na comunidade, cada integrante tem uma função e trabalha de modo cooperativo. Não há salário: todo o valor é reunido em um único caixa e administrado também de forma coletiva. “Tudo que se faz é em prol de todos. Cada família, cada indivíduo, tem os seus direitos e suas necessidades sendo cumpridos”, declara. Na vila, as casas já erguidas e em construção seguem o mesmo padrão. O tamanho é definido pelo modelo familiar. Casais sem filhos recebem uma casa de apenas um quarto. Casais com um filho ou dois do mesmo sexo ocupam imóveis de dois quartos. Se são dois filhos de sexos diferentes, então são oferecidos três quartos, separando meninos de meninas. As refeições também são coletivas e servidas em um refeitório central. Cada família tem o seu conjunto de mesa e cadeiras e é responsável pela sua conservação. Globo Rural O modelo de vida atípico, contam, gerou preconceitos. Ainda no Espírito Santo, a comunidade foi alvo de investigações do Ministério Público do Trabalho por suspeita de trabalho análogo à escravidão. A conclusão, contudo, foi a de que o regime da Refúgio das Águias estava próximo ao de um cooperativismo. “No começo, foi um pouco difícil de ser assimilado, porque era algo novo”, lembra o presidente da associação. A preocupação com o meio ambiente é parte desse modo de vida. “Nosso princípio cristão é sempre preservar a natureza, cuidando dos animais, não esgotando os recursos naturais”, explica Viana. Responsável pela horta que sustenta a comunidade, desde o início ele optou por realizar uma produção orgânica, livre de defensivos e fertilizantes químicos. Inicialmente com 100 metros quadrados, a horta ocupa quase 4 hectares atualmente e é mantida por 20 pessoas à base de adubação verde e controle biológico. TRATAMENTO DE ESGOTO | Sistema inclui o plantio de espécies de folhas largas, como bananeira, e impede a contaminação do solo e da água Thiago de Jesus Nas entrelinhas, plantas de serviço como margaridas, tagetes e capim-açu ajudam a proteger de pragas e ventos fortes. “À medida que fomos trazendo os moradores para cá, procuramos ampliar e melhorar, para conseguir oferecer um alimento de qualidade a todos”, conta Viana. Ao todo, são produzidas quase 30 variedades de alimentos com certificação orgânica desde 2023. O selo, diz, foi uma maneira de agregar valor à produção, cujo excedente é vendido a restaurantes e supermercados da região. No consumo das frutas, verduras e legumes, também há cuidado com o meio ambiente. A água da pré-lavagem dos alimentos é reaproveitada na irrigação, bem como a água da chuva, que é coletada para a mesma finalidade, “valorizando cada gota que é tirada do sistema”, ressalta Viana. “Procuramos reutilizar o máximo de água, destaca o agricultor. As sobras da cozinha vão para compostagem. O mesmo ocorre com os restos de poda. Tudo é reaproveitado. “O que almejamos aqui é sempre melhorar a qualidade de vida, coletivamente e de cada um. E o que pudermos fazer para ser referência para a população em geral, faremos”. Desde que assumiu a propriedade, a comunidade já recuperou 2 hectares de área de preservação permanente. Hoje, são 6 hectares de área preservada. No pasto, onde são mantidas 121 cabeças de gado para produção de carne e leite, a meta é plantar mais árvores, gerando sombreamento para o bem-estar dos animais. “Desde o Espírito Santo, tínhamos um princípio, mas não aplicado da maneira que é aplicado agora”, recorda Viana. Para ele, o principal diferencial do trabalho realizado pela Refúgio das Águias em Mato Grosso do Sul está no acesso à assistência técnica. “Conseguimos agregar vários apoios”, celebra. Comunidade Rural Cristã Refúgio das Águias - Bonito (MS) Nas mãos de quem trata o rebanho, um caderno fornecido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-MS) guarda o registro de peso, quantidade de ração ingerida e volume de leite produzido por cada uma das vacas em lactação. Também há controle dos bezerros. Cada um é identificado pelo nome. De acordo com o responsável pelo trato com os animais, Wender Pereira Dias, nos últimos anos, a produção de leite saltou de uma média de 6 a 7 litros por cabeça ao dia para 12 litros ao dia, com alguns animais alcançando até 20 litros diários. A receita, segundo ele, é tratar bem as vacas. “Vaca de leite é rotineira. Se você fugir da rotina, ela estressa, já não produz a mesma coisa”. Ao todo, são 24 vacas em lactação, produzindo de 260 a 280 litros de leite por dia. Parte é usada no consumo interno, onde também se transforma em queijo. O excedente é vendido a laticínios da região. Para além dos ganhos de produtividade, a Refúgio das Águias comemora a superação de um estigma ao se tornar modelo de sustentabilidade para Bonito. O preconceito, afirma Viana, sempre foi a maior barreira para a comunidade. “O mais difícil foi a aceitação do pessoal de fora. Talvez não seja bem compreendido nosso modo de vida e filosofia, nosso zelo e o nosso cuidado”. Hoje, segundo ele, o objetivo principal é fazer da comunidade uma referência em termos de organização social e preservação. “Queremos deixar um exemplo de sustentabilidade que não se reflita só dentro da comunidade, mas também atinja pessoas de fora e sirva de motivação. Essa é a missão que Deus nos deixou: proteger a natureza, cuidar dos animais e fazer o melhor sem agredir.”
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Criador de aves e suínos busca driblar a alta de custos no Paraná
Suspender investimentos na propriedade é a saída que o avicultor Marcelo Teles, de Palotina, no oeste do Paraná, encontrou para driblar a conjuntura difícil em decorrência do aumento dos custos de produção. “Há quatro anos só faço manutenção preventiva, não há como aplicar recursos em equipamentos novos”, afirma. Ele mantém quatro aviários na propriedade, onde aloja 33 mil aves e, mesmo sendo integrado a uma cooperativa da região, tem visto dificuldades para dentro da porteira: “Há uma fatia do negócio diminuindo”. Boletim do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento do Paraná, mostra que avicultores e suinocultores vivem um momento de margens negativas no Estado. Na avicultura de corte, o produtor recebeu em agosto R$ 4,73 por quilo de frango vivo, abaixo do seu custo total de produção, de R$ 4,85 por quilo, gerando margem negativa de 2,47%. Cenário ainda mais apertado é observado na suinocultura no Paraná. O preço nominal médio do suíno vivo ficou em R$ 5,31 quilo enquanto o custo operacional foi de R$ 5,96 por quilo, levando a uma margem negativa de 10,91%. Um dos principais fatores de pressão sobre as margens é o encarecimento da ração dos animais no Estado que é o segundo no ranking nacional de produção de suínos e primeiro na avicultura. Milho e farelo de soja, os principais ingredientes da ração, subiram 6,9% e 17% em 12 meses, respectivamente, de acordo com o Deral. Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Jacir José Dariva, a margem negativa, em alguns casos, pode ser até maior, chegando a 30%. “A alimentação corresponde a mais de 70% do custo de produção, mas outros insumos como energia elétrica, material de construção e mão de obra têm impactado o bolso do produtor e reduzido ainda mais as margens”, afirma. Segundo ele, o custo de produção pesa mais para os produtores independentes de suínos, que representam cerca de 25% dos criadores paranaenses. O restante está dividido entre os integrados a agroindústrias e às cooperativas. Suinocultor em Itapejara do Oeste (PR), Dariva é integrado e mantém dois galpões de unidade produtora de desmamados com 3,2 mil cabeças. Em sua visão, para que as margens retornem a níveis positivos para os criadores é fundamental que haja aumento no consumo interno da carne suína. O dirigente diz que o excedente de produção no país gira em torno de 280 mil toneladas de carne suína atualmente, por isso uma nova campanha lançada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos busca estimular o consumo. De acordo com a Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), da Embrapa Suínos e Aves (CNPSA), enquanto o custo de produção de suínos aumentou 2,58% em agosto, em relação a julho, o preço recebido pelo produtor caiu 4,15%. “Essa diferença aumenta a pressão sobre as margens e dificulta a recuperação da rentabilidade da atividade”, ressalta Roberto Carlos Andrade e Silva, analista do Deral. Na avicultura paranaense, o custo de produção acumula altas de 5,61% no ano e 5,30% em 12 meses, segundo o Deral. O Estado é o maior produtor nacional, com 34% dos abates de aves. Na atividade, a alimentação representa quase 64% dos custos, por isso a alta de milho e da soja acende um alerta. Num cenário de retração no preço do frango vivo, a relação de troca está se deteriorando, observa o Deral. O avicultor Marcelo Teles observa que no modelo de integração o produtor não é impactado diretamente pela oscilação do preço da ração, que é fornecida pela indústria. No entanto, outros custos de manutenção da propriedade pesam no bolso do produtor. Entre eles, Teles elenca o custo da energia elétrica e do óleo diesel, utilizado em geradores, aquecedores de aviários e maquinários agrícolas. “A manutenção da propriedade está cara, enquanto isso o valor do frango não subiu”, lamenta. Dalton Auri Ludewig, avicultor em Maripá, no oeste do Paraná, cria 180 mil aves em oito aviários na propriedade familiar que toca com o pai e o irmão. Ele também cita entre os insumos que mais pesam nos custos de produção a energia elétrica e o óleo diesel, além do gás (GLP). “São itens essenciais para a atividade. Não há alternativa para economizar”. Mesmo com a cooperativa absorvendo parte dos custos, o produtor afirma que a rentabilidade está cerca de 20% menor este ano. Os investimentos, diz ele, também estão parados, tendo em vista a redução das margens e as taxas de juros das linhas de crédito. “Nessa atividade, fazemos investimentos a longo prazo e o juro alto deixa o produtor amarrado por muitos anos, fica inviável”, avalia.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Vossko do Brasil investe em expansão e busca depender menos da Europa
A Vossko do Brasil, subsidiária da empresa alemã do mesmo nome e que produz cortes e porções de frango, operou mais de 20 anos no país com uma única fábrica, em Lages (SC). Por um bom tempo, dedicou-se a suprir a matriz. Mas com as demandas interna e externa crescendo, a empresa aprovou um plano de investimento de R$ 712 milhões, que inclui sua segunda unidade e uma série de estruturas necessárias à operação. Na primeira e segunda etapas do projeto, de planejamento e obras, a Vossko do Brasil investirá R$ 290 milhões na modernização da planta atual e construção de uma nova, próxima à já existente. Com a expansão, a capacidade produtiva, hoje de 23,4 mil toneladas por ano e totalmente utilizada, deve aumentar em 25% a 30% até 2030, diz em entrevista ao Valor o diretor-presidente da Vossko do Brasil, Joachim Gerecht. “O mercado de conveniência está crescendo. Os proprietários [alemães] acreditam que haverá mais demanda para o produto pronto para consumo, é uma tendência”, afirma Gerecht. “O consumo de frango também está em franca expansão”. A empresa fornece para o food service e indústrias, e o executivo pondera que as condições de mercado ditarão em que ritmo a Vossko dará continuidade ao projeto. Há previsão de aumentar a capacidade produtiva no Brasil em 130% em relação ao volume atual, ou mais que dobrar, para 53 mil toneladas. “Vai depender do mercado. Novos negócios podem surgir, a implementação pode até acelerar. Mas sempre atuamos de forma gradual”, diz. Aumentar a produção não é a única meta da Vossko do Brasil no momento. A empresa também busca diminuir sua dependência da Europa, para onde vende 77% do que produz. De toda a oferta do Brasil, 87% vão para o exterior. “Já vínhamos observando que a União Europeia estava impondo mais exigências. Por isso temos participado de feiras internacionais, estivemos no Japão, na Gulfood [nos Emirados Árabes], no Chile, México, na Siavs [no Brasil]”, relata Gerecht. “Para a viabilidade da nova planta, é importante não colocar todos os ovos em uma cesta só”. A suspensão das compras de carne de aves do Brasil pela União Europeia em setembro, por causa dos controles sobre o uso de antimicrobianos, foi um percalço para a Vossko. Mas, agora, a expectativa é de que as importações sejam retomadas em breve, depois que uma missão técnica europeia concluiu que o Brasil consegue dar garantias de que não há uso dos antimicrobianos como promotores de crescimento na avicultura. Segundo Gerecht, com a ausência das compras da Europa, a empresa revisou o plano de expandir em 5% em 2026. No ano passado, havia faturado R$ 598 milhões, 20% acima de 2024. “O caminho estava desenhado para produzir mais, não fosse a deslistagem”, diz o diretor-presidente. “Devemos voltar para perto de 23 mil toneladas vendidas, se a Europa retomar as compras do Brasil entre outubro e novembro”, acrescenta Diferentemente de outros fornecedores de carne de frango, a Vossko do Brasil não tem linha de abate de aves nem granjas integradas à produção. A empresa compra de outras indústrias o frango abatido e desossado, para então preparar itens porcionados, como cubos, pedaços, tiras, nuggets, temperados, cozidos, assados, fritos, entre outras opções. Os fundadores da Vossko, empresa familiar baseada desde 1982 em Ostbevern, no oeste da Alemanha, decidiram instalar uma fábrica no Brasil, em 2003, para contornar uma decisão do bloco de impor tributos maiores às importações de carne in natura do que de itens processados, conta Gerecht. A partir de então, trocaram a importação de carne in natura por industrializados, que eram distribuídos pela matriz na Europa. Com o passar dos anos, a subsidiária passou a fechar parte dos negócios sem intermédio da matriz. Hoje, exporta também para Reino Unido, Canadá, Chile, Japão e pretende avançar na América do Sul. O mercado brasileiro conquistou relevância, consumindo 13% da produção. No mundo, a Vossko atende mais de 450 clientes de 35 países.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 05/10/2026
globorural.globo.com
Lula e Flávio Bolsonaro vão ao segundo turno. O que eles prometem ao agro
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vão disputar o segundo turno das eleições de 2026. Com 99,45% de urnas apuradas, o candidato do PL contabiliza 47,14% dos votos válidos, com pouco mais de 55,9 milhões de eleitores manifestando sua preferência por ele. Lula tem 45,03% dos votos, reunindo a preferência de 53,4 milhões de pessoas. O segundo turno será no dia 25 de outubro. Responsável por quase 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, e com uma bancada bastante representativa no Congresso Nacional, o agro é parte integrante dos planos de governo. Saiba o que os dois concorrentes à Presidência da República prometem para o setor. As informações são dos documentos protocolados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flavio Bolsonaro (PL) O presidenciável do PL fala na ampliação da política de seguro rural. Promete colocar também ferramentas de securitização e de reorganização de dívidas de produtores rurais. O plano de governo do candidato tem também a promessa de ampliar a capacidade de armazenagem das safras, com a finalidade de garantir melhores preços para o produtor rural. Além de apoiar a produção nacional de fertilizantes, com o uso de reservar minerais do país. Bolsonaro promete ainda aumento da segurança jurídica no campo, sem o que ele chama de relativização do direito de propriedade. Além de retomar a política de titulação de terras e regularização de propriedades rurais, especialmente dos pequenos agricultores. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro promete ainda ampliar a área irrigada no país, implantar as metas de adoção de combustíveis sustentáveis de aviação, incluir incentivos à produção de biomassa no Plano Safra e consolidar o Cadastro Ambiental Rural e o pagamento por serviços ambientais. Luiz Inácio Lula da Silva (PT) Entre as propostas da candidatura à reeleição de Lula, estão a expansão do Plano Safra da Agricultura Familiar, "com juros compatíveis ao perfil do agricultor e ao tipo de produto". O programa de governo fala também em reforço no crédito para agroecologia, produção orgânica e sociobiodiversidade. Lula promete ainda avanço na reforma agrária, na política de regularização fundiária e na demarcação de territórios indígenas e remanescente de quilombos no Brasil. Além de promover o acesso à estrutura nesses locais, como água, saneamento e energia. Ao agronegócio voltado à exportação, o candidato à reeleição defende agregar valor à pauta de comércio exterior e políticas que integrem a ciência e a capacidade produtiva. Promete também ampliar os recursos do Plano Safra com juros compatíveis e diversificar as fontes de financiamento. Lula também promete fortalecer a política de seguro rural, que tem sido alvo de críticas durante boa parte do atual mandado. A ideia é integrar a política de seguro a outros instrumentos de comercialização e de proteção financeira para o setor.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 04/10/2026
globorural.globo.com
Chuvas intensas atingem quatro regiões do país nesta segunda; veja a previsão
Chuvas intensas atingem boa parte do Brasil nesta segunda-feira (5/10), de acordo com aviso emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Conforme o aviso, publicado neste domingo, chuvas entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia e ventos intensos de até 60 quilômetros por hora devem atingir boa parte das regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. De acordo com o Inmet, as instabilidades permanecem atuando principalmente no Sul e em parte do Sudeste e Centro-Oeste durante a segunda-feira. O tempo fica mais firme apenas em áreas do norte do Brasil e em setores do interior do Nordeste. As temperaturas ficam amenas na região Sul, em partes do Sudeste e no Distrito Federal, enquanto o calor predomina nas demais áreas, com temperaturas entre 35 °C e 39 °C no interior do Nordeste e na região Norte. Confira a previsão para a sua região: Norte Segundo o Inmet, a semana começa com aumento da nebulosidade e tempo instável em grande parte da região. Haverá chuva acompanhada de trovoadas no Amazonas, norte e leste de Rondônia, sudoeste do Paraná, centro e oeste de Roraima e oeste de Tocantins. Apenas no centro e no oeste do Acre não há previsão de chuvas. +Veja como fica o clima na sua cidade Nordeste O céu terá muitas nuvens e possibilidade de chuvas isoladas ao longo da faixa litorânea e no oeste da região, entre o oeste do Maranhão e da Bahia. O tempo fica ensolarado e com poucas nuvens entre o leste do Maranhão, centro do Piauí, sul e sudoeste do Ceará, oeste da Paraíba e de Pernambuco e centro e norte da Bahia. Centro-oeste Áreas de instabilidade se intensificam e haverá chuva com trovoadas em toda a região. Segundo o Inmet, há aviso amarelo de perigo potencial para tempestades no oeste, centro, sul e leste de Mato Grosso do Sul. Sudeste Chove com trovoadas no Triângulo Mineiro, oeste, centro, sul e sudeste de Minas Gerais, centro, sul e oeste do Rio de Janeiro e em todo o Estado de São Paulo. Há aviso amarelo de perigo potencial para o oeste, centro e sudeste de São Paulo. O Inmet também prevê muitas nuvens, com pancadas de chuva isoladas, na região de Belo Horizonte. Sul A previsão aponta para chuva com trovoadas no Paraná, em Santa Catarina e no noroeste, norte e nordeste do Rio Grande do Sul. Todas essas áreas permanecem sob aviso amarelo de perigo potencial para tempestades. Na Campanha Gaúcha, próxima ao Uruguai, a semana começa ensolarada.
000
Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 04/10/2026
globorural.globo.com
Ministro da Agricultura diz confiar em resultados positivos do agro
Apesar do cenário “desafiador” no campo, com a alta da inadimplência e do endividamento dos produtores e os possíveis efeitos negativos do El Niño nesta safra 2026/27, o ministro da Agricultura, André de Paula, diz confiar em resultados positivos na produção e na exportação do setor agropecuário. Ele admite que a situação atual exige cautela e pode gerar impactos nos preços dos alimentos, mas diz que o agronegócio vai crescer ainda mais. “O crescimento do agro brasileiro, não há crise que consiga segurar. Nós estamos em um momento que o motor está girando, não tem freio. Eu sou otimista”, afirmou, em entrevista exclusiva ao Valor. O ministro ponderou que “os desafios são grandes”, mas destacou a “capacidade” do setor de superar essas dificuldades. Ele salientou que momentos assim precedem uma “reação” no setor. “Torcemos para que isso aconteça o mais rapidamente possível”, disse. Leia também China deve habilitar mais frigoríficos do Brasil para exportação, diz ministro Agricultura terá núcleo permanente para monitorar eventos climáticos Governo descarta desabastecimento de fertilizantes na safra 2026/27 Recentemente, executivos de bancos privados e analistas de mercado passaram a prever uma retomada no desembolso de crédito rural, que está aquém da safra passada, e na recuperação de margem dos produtores com o movimento de alta nos preços das commodities. O ministro ressaltou que alguns segmentos estão bem. Baseado nas primeiras projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que indicam colheita de 366 milhões de toneladas de grãos no ciclo 2026/27, André de Paula refutou a possibilidade de recuo na área plantada e na produção, mesmo com a incidência do El Niño. Se confirmada, a perspectiva é de adicionar 6 milhões de toneladas ao resultado de 2025/26. “Muitos produtores têm endividamento, têm dificuldade, mas eu tenho certeza de que nós vamos avançar e vamos seguir vencendo esses desafios. O caminho do agro é avançar”, disse. Uma das metas do ministro é conseguir a liberação dos recursos do seguro rural para tentar amenizar possíveis impactos do El Niño na produção e nos preços dos alimentos no próximo ano. “É quase impossível não haver impacto, mas trabalhamos para que ele seja o menor possível”, relatou. As perspectivas, em geral, ainda são positivas devido a um conjunto de fatores que influenciam no resultado final do setor, disse o ministro. Um deles é a garantia de fornecimento de fertilizantes. Recentemente, o Marrocos anunciou o envio de 3,8 milhões de toneladas e a China mais 1,1 milhão de toneladas de fosfatados para o Brasil neste ano. O volume praticamente supre o déficit projetado pelo governo de 5,1 milhões de toneladas do insumo para esta safra. As aberturas de mercado também colaboram para isso. Desde o início de 2023, foram obtidas 695 autorizações para vendas de produtos agropecuários para diversos destinos. “Na próxima semana, bateremos a meta dos 700 novos mercados”, disse o ministro. Tenho certeza de que nós vamos avançar e vamos seguir vencendo esses desafios. O caminho do agro é avançar" Na visão do ministro, os conflitos internacionais evidenciam a importância do Brasil como fornecedor confiável de alimentos. “O horizonte do agro brasileiro não é um horizonte muito positivo apenas pela capacidade, pela competência, pela modernização, por tudo que tem ocorrido no campo brasileiro. É também porque o mundo precisa do Brasil”, disse. Um dos exemplos citados na conversa foi a abertura de cota de 300 mil toneladas de carne bovina magra pelos Estados Unidos, com isenção da tarifa de 26,4%. “Ele [presidente americano Donald Trump] não está fazendo isso porque ele é bonzinho. Ele está fazendo porque precisa, está com problema interno no país, e isso beneficia diretamente o Brasil porque nós somos o único país que temos capacidade de fornecer nessas condições de forma imediata”, completou.
000