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Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial]

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Notícias sobre agronegócio, agricultura, pecuária, cotações, sustentabilidade, previsão do tempo, como plantar, criar e fazer e o mundo do campo. 🌉 bridged from 🌐 globorural.globo.com: fed.brid.gy/web/globorural.globo.com

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NESCAFÉ Plan completa 15 anos no Brasil com avanços em sustentabilidade e inovação junto aos produtores parceiros
Quando deixou a carreira no Direito para tocar, ao lado do pai, Luis Carlos Gomes, a propriedade da família, no Espírito Santo, a advogada Carol Bridi tinha 27 anos e uma vontade: plantar árvores. Para recuperar o solo e as nascentes, abriu mão de parte da área produtiva e iniciou o reflorestamento. Uma década depois, os resultados aparecem no cotidiano da Fazenda São Bento. “Faltava água até para as casas, agora sobra”, diz ela. A produtividade também cresceu. “Com o aumento da quantidade de abelhas, a polinização se fortaleceu. A qualidade do solo melhorou. Também passamos a trabalhar com variedades mais produtivas.” A experiência da Fazenda São Bento traduz, na prática, a transformação que o NESCAFÉ Plan busca ampliar no campo: combinar a recuperação dos recursos naturais com ganhos de produtividade, rentabilidade e resiliência para quem produz café. A propriedade de Carol é uma das 3.800 participantes do programa global de sustentabilidade de NESCAFÉ que completa 15 anos no Brasil. Com a agricultura regenerativa no centro de sua estratégia, o programa atua dentro das propriedades com uma equipe de agrônomos, que oferece assistência técnica contínua aos cafeicultores e ajuda a identificar as práticas mais adequadas a cada realidade, como cobertura e proteção do solo, manejo da matéria orgânica, fertilização otimizada e conservação da água e da biodiversidade, além de apoiar melhorias na gestão. Hoje, todas as fazendas parceiras têm pelo menos uma prática regenerativa aplicada, e todo o café de NESCAFÉ é certificado e verificado. “O objetivo é combinar ganhos ambientais com mais produtividade, rentabilidade e resiliência para quem produz café”, afirma Rodolfo Clímaco, gerente executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil. Produtora Carol Bridi colhe resultados da recuperação dos recursos naturais na Fazenda São Bento, no Espírito Santo Divulgação Ao longo dos anos, o programa passou a expandir a sua atuação para outras dimensões. “No grão, falamos de agricultura regenerativa, resiliência climática, produtividade e renda. Na xícara, o foco é em eficiência e redução de carbono em nossas operações. E, para além, trabalhamos ainda no impacto social nas comunidades produtoras, por meio de parcerias que ampliam nosso compromisso com o futuro do café”, explica Bárbara Velo, gerente de ESG para cafés na Nestlé Brasil. “No fim, é um programa que nasce do grão, mas hoje se estende por toda a jornada, criando valor compartilhado para toda a cadeia.” Cada xícara carrega uma história e, desde 2019, o NESCAFÉ Plan apoia o projeto Fazedores de Café, para contribuir com a formação de uma nova geração de profissionais, tanto no campo quanto nos centros urbanos. Nas áreas produtoras, a iniciativa prepara jovens para dar continuidade às atividades familiares e enxergar novas possibilidades sustentáveis na cafeicultura. Já nos centros urbanos, o projeto oferece capacitação gratuita para a profissão de barista a jovens em situação de vulnerabilidade social. Este ano, a iniciativa passa a integrar a Academia Gastronomia & Café, espaço da Nestlé dedicado à formação profissional gratuita de jovens em gastronomia e barismo, e pretende ampliar seu impacto para mais de 500 jovens. Outra frente recente trata das condições de trabalho na cafeicultura. Em 2026, o Brasil passa a apoiar uma iniciativa desenvolvida em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). Com duração prevista de dois anos, o projeto busca fortalecer as práticas de recrutamento justo, a proteção dos trabalhadores e a promoção dos direitos trabalhistas no setor nos estados de Espírito Santo e Bahia, maiores produtores de café conilon no país. Rodolfo Clímaco, Gerente Executivo de Agricultura para Cafés e líder do NESCAFÉ Plan no Brasil Divulgação Protagonismo brasileiro Celebrado em 1º de outubro, o Dia Internacional do Café é também uma oportunidade para lembrar o protagonismo do Brasil na trajetória dessa paixão nacional. O país teve ainda um papel fundamental no desenvolvimento de NESCAFÉ. No final da década de 1920, diante de um grande excedente de produção, o governo brasileiro precisava de alternativas para preservar o grão e facilitar seu armazenamento e transporte. Para resolver a questão, procurou a Nestlé, que passou então a pesquisar e testar uma tecnologia capaz de transformar o café em uma versão solúvel. NESCAFÉ foi lançado em 1938. O nome combinou “Nes”, de Nestlé, com “café”, palavra em português que acompanhou o produto em sua expansão pelo mundo (veja linha do tempo). Quase um século depois, essa história continua ligada à busca por novos hábitos de consumo. “NESCAFÉ nasceu em um contexto de inovação, e é muito interessante ver como essa mesma lógica segue viva hoje, agora também aplicada à sustentabilidade”, afirma Bárbara.
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Indústria de carne bovina considera ‘inaceitável’ esperar dois anos para voltar a exportar à União Europeia
O presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, classificou como “inaceitável” a possibilidade de o Brasil ter de esperar dois anos para retomar as exportações de carne bovina à União Europeia e defendeu que o país adote medidas de reciprocidade comercial caso o bloco mantenha a exigência. "Dois anos é inaceitável para o Brasil. Se for assim, nós queremos parar de importar azeite da Europa, parar de importar tudo que é queijo da França, tudo o que a gente puder parar de importar, vamos parar de importar por dois anos também", afirmou o dirigente nesta quinta-feira ao Valor, às margens do Global Agribusiness Fórum, em São Paulo. O ministro da Agricultura, André de Paula, disse, na quarta-feira (30/9),a ao Valor que as tratativas continuam para tentar minimizar os impactos na cadeia bovina, mas que a UE insiste em avaliar os controles brasileiros somente após o ciclo completo de vida dos animais, que dura ao menos dois anos. "Temos um protocolo desenvolvido pela cadeia produtiva e esse protocolo está em aplicação. Queremos que a União Europeia considere o esforço brasileiro e dê um tempo maior para que a gente possa adequar a nossa produção para não interromper o fluxo comercial", observou Perosa. A um grupo de jornalistas estrangeiros, o presidente da Abiec falou sobre a sustentabilidade e capacidade produtiva da cadeia pecuária brasileira. ABPA: Exportações de carne de frango está em análise Segundo Ricardo Santin, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a retomada das exportações de carne de frango para a União Europeia está em análise após dois representantes do bloco realizarem uma auditoria no Brasil. “A gente já rodou um ciclo de vida dos frangos e mostrou que a gente segrega e não usa de antimicrobianos como promotores de crescimento”. Santin afirmou ao Valor que os auditores disseram “de maneira categórica” que o Brasil cumpre o regulamento de uso de antimicrobiano da União Europeia. Sem poder acelerar o processo, a entidade aguarda a decisão do bloco. “Nossa parte a gente fez. Vamos agora aguardar a decisão”. Quase um mês após a suspensão das exportações, em 3 de setembro, Santin afirma que não houve prejuíz, porque a carne de frango para exportação foi realocada para outros mercados compradores. “A Europa é importante para o Brasil, é formadora de preço, mas é menos de 7% das nossas exportações. No ano passado, nós ficamos mais de 4 meses sem vender para a Europa e não tivemos prejuízo”.
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Entenda a diferença entre a doença que causou a morte de Lito Sousa e o 'mal da vaca louca'
O influenciador Lito Sousa, conhecido pelo canal de Youtube Aviões e Músicas, morreu, nesta quinta-feira (1/10), aos 59 anos. Ele recebeu o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma doença priônica humana rara, neurodegenerativa, progressiva e fatal. Segundo o Ministério da Saúde, a enfermidade provoca um quadro clínico inicial de demência, desordem cerebral com perda de memória e tremores, além de outros sinais e sintomas neurológicos. A DCJ está relacionada aos príons, partículas formadas por proteínas anormais e altamente resistentes. Essas proteínas provocam alterações no tecido cerebral, que adquire um aspecto esponjoso característico das encefalopatias espongiformes transmissíveis. A doença apresenta diferentes formas. A mais comum é a esporádica, responsável por cerca de 85% dos casos. Nessa forma, não há causa ou fonte infecciosa conhecida, nem um padrão reconhecível de transmissão. Entre 5% e 15% dos casos são hereditários e estão relacionados a mutações genéticas. Já a forma iatrogênica representa menos de 1% dos casos e pode ocorrer após exposição à proteína priônica anormal em determinados procedimentos médicos, como o uso de instrumentos cirúrgicos contaminados e alguns transplantes. Leia mais: O que é doença da vaca louca? Entenda os sintomas e riscos para humanos Doença da vaca louca: governo de MG descarta caso em humano De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 90% das pessoas acometidas pela DCJ evoluem para óbito em um ano. Desde que o diagnóstico de Lito veio a público, algumas pessoas passaram a associar a doença à chamada “vaca louca”. A confusão também ocorreu em 2022, quando casos de DCJ foram registrados na Bahia. Na ocasião, autoridades federais esclareceram que os casos investigados não tinham relação com a EEB, conhecida popularmente como "doença da vaca louca", nem com a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), associada principalmente ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados. Embora pertençam ao grupo das doenças priônicas, a DCJ e a EEB não são a mesma doença. A DCJ acomete seres humanos, enquanto a EEB afeta bovinos. A relação entre as duas está na variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), uma forma humana rara associada principalmente ao consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados com EEB. A vDCJ ganhou destaque na década de 1990, no Reino Unido, após um surto de EEB em bovinos. Os primeiros casos humanos foram registrados em 1996. A doença afeta predominantemente pessoas jovens, com média de idade de 28 anos, e apresenta características clínicas diferentes das observadas na DCJ clássica. Entenda as diferenças Doença da vaca louca A Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB) é uma doença priônica que acomete bovinos. Os primeiros casos de EEB clássica foram oficialmente diagnosticados no Reino Unido em 1986. Segundo o Ministério da Saúde, há fortes evidências de que o surto tenha sido amplificado pela alimentação de bezerros com farinha de carne e ossos produzida a partir de animais infectados. Transmissão A EEB pode estar relacionada à transmissão da vDCJ para seres humanos por meio do consumo de carne e subprodutos de bovinos contaminados. Essa exposição está associada à vDCJ, e não à forma clássica da DCJ. Faixa etária e fatalidade A EEB acomete bovinos. Já a vDCJ, forma humana relacionada à doença, afeta predominantemente pessoas jovens, com média de idade de 28 anos. O Ministério da Saúde informa que a morte geralmente ocorre entre 12 e 14 meses após o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas. Sintomas A vDCJ costuma começar com transtornos psiquiátricos e alterações comportamentais, além de sintomas sensoriais dolorosos e persistentes. Em uma fase posterior, podem surgir demência, falta de coordenação motora, espasmos musculares e outros sinais neurológicos. Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma doença priônica humana rara, com distribuição mundial. A forma esporádica representa cerca de 85% dos casos e costuma atingir pessoas com média de 65 anos. Transmissão Na maioria dos casos, a DCJ surge de forma esporádica, sem causa ou fonte infecciosa conhecida. O Ministério da Saúde afirma que não há evidências de transmissão pelo ar ou pelo contato social e cotidiano com os pacientes, como abraços, beijos, relações sexuais ou compartilhamento de copos e utensílios. Faixa etária e fatalidade A forma esporádica costuma acometer pessoas com média de 65 anos. Aproximadamente 90% dos pacientes evoluem para óbito em um ano. Sintomas A doença pode começar com demência, perda de memória, tremores e desordens cerebrais. Também podem surgir falta de coordenação motora, alterações de equilíbrio, distúrbios visuais, espasmos musculares e mudanças de comportamento. O quadro apresenta piora rápida e progressiva.
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Exportações de bovinos vivos bateram recorde para o mês de agosto
As exportações de bovinos vivos em agosto atingiram um recorde para o mês. Foram embarcadas 171 mil cabeças, 109,4% acima de agosto de 2025 e 36,4% acima do recorde anterior para o mês, de 125 mil animais, em 2024. A receita gerada foi de US$243,9 milhões, alta de 182,6% em relação a agosto de 2025. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram divulgados pela Scot Consultoria. De janeiro a agosto, o Brasil exportou 917,6 mil cabeças, o melhor desempenho da série para o período. Esse volume equivale a 87,4% da exportação de 2025, que foi de 1,05 milhão de cabeças. Entre os Estados, o Pará foi o maior exportador em agosto, com 65,9% dos embarques, seguido pelo Rio Grande do Sul (23,6%) e pelo Paraná (6,7%). O Pará embarcou 112,6 mil cabeças, quase quatro vezes o volume de agosto de 2025, e respondeu por 92,6% do aumento dos embarques na comparação feita ano a ano. Em relação aos destinos, a Turquia liderou as importações, com 62,2 mil cabeças (36,4%), seguida por Marrocos (21,9%) e Iraque (20,6%). Juntos, os três países responderam por 79,0% das compras de gado vivo brasileiro. Roselena Sestari, analista de mercado da Scot, explica que o comportamento mês a mês em 2026 alternou picos e vales e, dessa forma, o recorde de agosto não indica, por si, uma trajetória contínua de crescimento. “Se os embarques de setembro a dezembro repetirem o volume registrado no mesmo período de 2025 (397,8 mil cabeças), o desempenho de 2026 alcançaria aproximadamente 1,32 milhão de cabeças”, afirma a especialista. Segundo Roselena, a exportação para poucos mercados exige atenção, pois aumenta a dependência do Brasil em relação a esses destinos. “Em junho, Turquia, Marrocos, Iraque e Egito responderam, juntos, por 98,1% dos embarques. Assim, uma eventual redução das compras ou mudança nas regras comerciais de qualquer um desses países afetaria a exportação”, comenta. Outro ponto a ser acompanhado, de acordo com a analista, é o Projeto de Lei (PL) 1.026/2026, que pretende proibir o transporte marítimo de animais vivos para fins comerciais, tanto na exportação quanto na importação. A proposta estava pronta para ser analisada pela Comissão de Agricultura e Pecuária da Câmara dos Deputados, com parecer do relator contrário à sua aprovação. Initial plugin text
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Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes expande energia em SP
A transição energética começa a alterar não apenas os veículos que circulam pelas cidades, mas também a função dos pontos de abastecimento. Em São Paulo, Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes conduz na Rede Paz um movimento voltado à integração entre combustíveis, recarga elétrica, tecnologia e novos serviços. A proposta é utilizar a estrutura já existente da rede para acompanhar mudanças no comportamento dos motoristas e preparar as unidades para uma realidade em que diferentes fontes de energia deverão dividir o mesmo espaço. Com mais de 80 unidades, concentradas principalmente no estado de São Paulo, a Rede Paz possui uma base operacional que permite planejar essa transformação de forma gradual. Um dos grandes projetos é alcançar 300 carregadores ultrarrápidos na capital paulista até o fim de 2027. Mais do que instalar equipamentos, o plano envolve avaliar localização, demanda, capacidade elétrica, segurança, manutenção e o potencial comercial de cada endereço. A experiência de Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes no setor de energia começou antes de sua atuação na Rede Paz. Sua passagem pela Shell Brasil proporcionou contato com diferentes áreas da operação, entre elas logística, abastecimento, gestão financeira, fornecedores, tecnologia, segurança e planejamento. Esse conhecimento passou a ser aplicado posteriormente na expansão da rede e na busca por alternativas capazes de atualizar o modelo tradicional dos postos. A mudança ocorre em um momento em que o setor precisa administrar duas estruturas energéticas com características distintas. Enquanto os combustíveis dependem de armazenamento, transporte e distribuição física, a recarga de veículos elétricos exige disponibilidade de potência, conexão adequada à rede elétrica e equipamentos capazes de atender diferentes padrões tecnológicos. Para Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes, compreender essa convivência é parte essencial do planejamento das próximas etapas do negócio. A Rede Paz mantém relações comerciais com Ipiranga e Vibra, empresas presentes no mercado nacional de abastecimento, ao mesmo tempo em que acompanha soluções desenvolvidas por fornecedores de tecnologia para mobilidade elétrica, inclusive fabricantes chineses. Essa combinação aproxima a operação tradicional de uma cadeia global de equipamentos, softwares e sistemas que começa a ganhar espaço no cotidiano dos postos. A instalação de carregadores ultrarrápidos também altera a experiência do consumidor. Diferentemente do abastecimento convencional, que normalmente exige poucos minutos, a recarga elétrica pode ampliar o período de permanência do motorista na unidade. Esse intervalo cria oportunidades para integrar conveniência, alimentação e serviços automotivos, transformando o tempo de espera em uma nova variável comercial. Por isso, a estratégia não considera o carregador como um equipamento isolado. Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes trabalha com a ideia de que cada unidade deve ser analisada como um ponto de serviços e energia. Fluxo de veículos, perfil da região, comportamento do consumidor e infraestrutura disponível entram na avaliação antes da definição dos investimentos. O objetivo é fazer com que a expansão acompanhe a demanda e preserve a eficiência operacional. A capilaridade da Rede Paz oferece uma vantagem nesse processo. Os postos já estão inseridos nas rotas de milhares de motoristas e ocupam áreas planejadas para receber veículos com facilidade. Aproveitar esses endereços reduz a necessidade de criar uma rede inteiramente nova para atender à mobilidade elétrica e permite incorporar gradualmente a recarga à estrutura existente. Tecnologia e dados também passam a ocupar espaço maior nas decisões. Informações sobre movimento, horários de maior utilização, consumo e perfil de cada região podem ajudar a indicar onde a recarga tende a apresentar maior aderência. Para Luiz Felipe Do Valle Silva Do Quental De Menezes, esse acompanhamento permite direcionar recursos de maneira mais precisa e entender como diferentes unidades respondem às mudanças do mercado. O projeto de 300 carregadores ultrarrápidos até 2027 representa, portanto, uma etapa de uma estratégia mais ampla. A expansão exige coordenação entre fornecedores, infraestrutura elétrica, investimentos, manutenção e operação diária. Cada novo ponto modifica a utilização do espaço físico do posto e adiciona uma nova relação entre energia, tecnologia e permanência do consumidor.
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Consultoria reduz previsão para safra de soja no Brasil em 2026/27
A safra brasileira de soja 2026/27, que está em fase inicial de plantio, deve alcançar uma produção de 183,36 milhões de toneladas, segundo projeção feita nesta quinta-feira (1/10) pela StoneX. O volume fica ligeiramente abaixo das 183,50 milhões projetadas há um mês, devido à revisão da área para o Tocantins. Ainda assim, a produção nacional deverá crescer 0,4% se comparado com o ciclo anterior. “O plantio caminha com certa normalidade em boa parte das regiões produtoras, diminuindo preocupações principalmente com a janela da segunda safra. Ainda assim, olhando para a soja, o clima – tanto pluviometria quanto temperatura – será o principal ponto de atenção neste último trimestre do ano”, disse a StoneX, em nota. Sobre os números para a primeira safra de milho no Brasil não houve mudanças em relação ao mês passado, e a colheita no país pode ser de 29,3 milhões de toneladas, avanço de 2,4% em relação a 2025/26. A perspectiva segue sendo de uma safra favorável, puxada sobretudo pelo Rio Grande do Sul, que deve expandir a área plantada em relação ao ano passado, além de contar potencialmente com bons níveis de produtividade frente a uma boa perspectiva climática no Estado. Já em relação ao milho safrinha do ciclo 2025/26, a projeção da consultoria cresceu 0,1% este mês, para 111 milhões de toneladas, devido ao ajuste positivo na produtividade do Mato Grosso do Sul, onde a produtividade aumentou 150 mil toneladas. A primeira estimativa com os dados da segunda safra 2026/27 será publicada em novembro. Initial plugin text
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Frente fria mantém chuva no Centro-Oeste e Sudeste nesta sexta-feira
O fim de semana começa com chuva em várias áreas do país, impulsionada pela passagem de uma frente fria pelo Oceano Atlântico e pela formação de novas áreas de instabilidade no interior do Brasil, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Deve chover, principalmente, no Centro-Oeste, o Sudeste, o oeste da Região Norte e áreas do Matopiba. No Sul, por outro lado, o avanço de ar frio deixa o tempo mais estável e provoca queda das temperaturas, com possibilidade de geada em partes do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina. Sul O tempo fica estável em grande parte da região, mas o dia começa frio, com possibilidade de geada no sul, centro e norte do Rio Grande do Sul e nas áreas de serra de Santa Catarina. Também pode haver nevoeiro no leste do Paraná e no nordeste catarinense. No Paraná, há possibilidade de chuva isolada no norte, nordeste e litoral durante a manhã. + Veja previsão para sua cidade As temperaturas ficam baixas, com mínima de 9°C em Porto Alegre e 10°C em Curitiba, enquanto as máximas não passam de 16°C na capital paranaense e de 17°C em Florianópolis e Porto Alegre. Sudeste O tempo segue bastante instável, com chuva e trovoadas no Triângulo Mineiro, noroeste, norte e leste de São Paulo, sudeste de Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. Há alerta laranja para tempestades no leste mineiro e em áreas do Espírito Santo e do Rio de Janeiro. O frio continua em São Paulo, com temperaturas entre 13°C e 16°C, enquanto o Rio de Janeiro chega a 25°C e Belo Horizonte a 30°C. Centro-Oeste A chuva atinge Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e o norte e leste de Mato Grosso do Sul, com trovoadas em várias áreas e alerta para tempestades em quase toda a região. Ao longo do dia, a instabilidade perde força em Mato Grosso do Sul e no centro, sul e oeste de Mato Grosso, enquanto continua atuando principalmente no nordeste mato-grossense, norte de Goiás e Distrito Federal. As temperaturas ficam mais amenas do que nos dias anteriores, com máxima de 28°C em Campo Grande e Cuiabá e de 31°C em Goiânia e Brasília. Nordeste As instabilidades avançam pelo interior e atingem principalmente o Matopiba, com possibilidade de tempestades no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e oeste e sul da Bahia. Também pode chover de forma isolada em áreas do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas e Sergipe. Mesmo com a possibilidade de chuva, a umidade do ar segue baixa em partes do interior. O calor permanece forte, com máxima de 38°C em Teresina. Norte As principais instabilidades se concentram no Acre, Rondônia, Amazonas, centro e sul do Pará e em áreas de Tocantins, com pancadas de chuva e trovoadas. Também pode chover em Roraima, enquanto Amapá e nordeste do Pará ficam com tempo mais firme e quente. As temperaturas chegam a 36°C em Manaus, Belém e Boa Vista e a 37°C em Palmas.
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Quer economizar em outubro? Veja oito frutas da estação para comprar
Você sabia que a sazonalidade influencia a oferta e, consequentemente, os preços das frutas comercializadas nas feiras e nos setores de hortifrútis dos supermercados no Brasil? Por isso, quem busca economia na hora das compras deve ficar atento ao calendário da safra. A partir de dados da Seção de Economia e Desenvolvimento da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), a Globo Rural selecionou oito opções que se destacam em outubro (confira a lista no fim da matéria). A Ceagesp, no entanto, ressalta que a tendência depende das condições climáticas de cada região e pode ser afetada por eventos extremos, como seca, chuvas em excesso, ventos fortes e granizo, que provocam prejuízos à atividade agrícola e interferem na oferta e nos preços pagos pelo consumidor. O cenário exige atenção redobrada em 2026 devido à atuação do fenômeno El Niño. Para o mês de outubro, os modelos meteorológicos indicam que o Sul e o Sudeste vão registrar mais volumes de chuva, enquanto o déficit hídrico domina o Norte e o Nordeste. Confira oito frutas da estação para comprar e economizar: Abacate (variedades breda e margarida); Acerola; Jabuticaba; Limão-siciliano; Banana-maçã; Mamão-formosa; Manga tommy; Maracujá. Initial plugin text
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Oferta restrita de açúcar faz preço subir em Nova York
As restrições no mercado global de açúcar mantém os preços da commodity em alta na bolsa Nova York. Nesta quinta-feira (1º), os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em alta de 1,67%, a 18,94 centavos de dólar a libra-peso. Análise da Hedgepoint Global Markets reforça que o El Niño pode trazer impactos para a produção de açúcar em algumas das principais regiões produtoras do mundo, como Brasil, Índia, Tailândia e União Europeia. “O equilíbrio de riscos permanece inclinado para uma produção menor e recuperações reduzidas em várias origens-chave no curto prazo”, afirma Lívea Coda, coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint. "Ao mesmo tempo, as regiões beneficiadas pela maior umidade enfrentam desafios logísticos e de colheita”, acrescenta a analista, em relatório. Café O preço do café teve baixa na sessão. Os lotes com vencimento em dezembro caíram 1,12%, a US$ 2,8825 a libra-peso. As cotações ainda são influenciadas pela maior disponibilidade de produto do Brasil. O mercado também vê otimismo com o clima para a safra no país em 2027/28, após o surgimento das primeiras floradas. Suco de laranja O suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) despencou na bolsa americana. Os lotes para novembro fecharam em baixa de 6,59%, a US$ 1,4170 a libra-peso. Algodão O preço do algodão caiu na sessão. Os lotes da pluma para dezembro recuaram 0,97%, a 77,76 centavos de dólar a libra-peso. Cacau Em dia de correção técnica, o preço do cacau registrou leve alta. Os lotes para dezembro fecharam a sessão em alta de 0,26%, para US$ 5.381 a tonelada.
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Preço da soja cai em Chicago com percepção de oferta maior no curto prazo
O preço da soja estendeu a movimentação de baixa registrada ontem na bolsa de Chicago. Os contratos para novembro fecharam em queda de 0,70% nesta quinta-feira (1º), para US$ 12,84 o bushel. Em boletim, a consultoria Granar disse que os preços caíram na sessão devido ao aumento da oferta de milho divulgado ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão trouxe estoques de milho acima do esperado pelo mercado, o que, segundo a Granar, pode reduzir a procura por farelo de soja. A empresa destacou que as cotações estão em baixa diante do progresso da colheita de soja em solos americanos, já que os produtores estão priorizando a colheita da oleaginosa em detrimento do milho. “Essa tendência pode ser ainda mais acentuada a partir deste fim de semana com a previsão de tempo seco no Meio-Oeste, o que pode acelerar as operações no campo”, disse a Granar. Por fim, a consultoria lembrou que a falta de novas vendas de soja americana para a China nos últimos dias também está entre os fatores de pressão negativa, após a ausência de notícias positivas depois do encontro entre os presidentes dos Estados Unidos e da China na semana passada. Milho O preço do milho avançou na bolsa de Chicago após queda de 4% na véspera. Na sessão de hoje, os lotes com entrega para dezembro fecharam em alta de 0,30%, a US$ 5,0225 o bushel. Mesmo com o leve avanço. as cotações ainda são impactadas por números robustos de estoques nos Estados Unidos divulgados ontem pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). O país conta com 53,2 milhões de toneladas do cereal em suas reservas, enquanto analistas projetavam um volume de 48,7 milhões de toneladas. O momento de pressão para o milho também vem pelo avanço da colheita em solos americanos. Trigo Os preços do trigo recuperaram parte das baixas recentes e fecharam em alta na sessão de hoje. Os contratos para dezembro subiram 1,04%, a US$ 6,8275 o bushel.
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Gestoras apostam em IA para destravar investimentos em agtechs
Apesar do momento econômico complexo de juros altos e acesso escasso a crédito que afetam o agronegócio, as principais gestoras de venture capital especializadas em agtechs enxergam o mercado como positivo e apostam na aplicação de inteligência artificial no setor de biológicos como principal motor para desafogar os investimentos em startups. O tema foi debatido durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), realizado pela Datagro em São Paulo nesta quinta-feira (1/10). Para Felipe Guth, diretor financeiro e de compliance da SP Ventures, o momento de escassez de capital não impede que a empresa faça investimentos, mas força uma maior seletividade na hora de selecionar startups. Além disso, o diretor não vê outra saída a não ser aplicar inteligência artificial para as agtechs desenvolverem seus softwares. “Hoje, a IA ajuda a derrubar custos e possibilita soltar um produto no mercado numa velocidade maior do que antes”, afirmou. Kieran Gartlan, sócio-gestor do The Yield Lab, enxerga oportunidade na estagnação do mercado. “O fato de ninguém ter dinheiro é melhor para quem está investindo. Quando tem uma escassez de capital, quem está investindo determina o preço. Quando todo mundo tem dinheiro, quem determina o preço é a startup”. Gartlan também indica que a demora para desenvolver produtos para o agro está perto do fim. “A IA vai acelerar tudo isso. Se não tiver IA, não nos interessa”, disse. Em meio ao cenário de investimentos travados, Guth, da SP Ventures, enxerga o setor de biológicos como o mais promissor para novos negócios. “O momento desafiador para o produtor faz com que ele busque novos produtos, e o biológico é uma saída para melhorar a saúde do solo e gerar mais valor agregado ao produtor”. A SP Ventures quer fechar seu terceiro fundo de investimento até o fim de 2026 com um total de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões para investir em agtechs. Até o momento, a companhia já captou R$ 45 milhões. “Mesmo que o agro e o venture capital estejam arrefecidos, é um bom momento para comprar startups”. No início de 2026, a BemAgro, startup que utiliza IA e visão computacional, captou R$ 30 milhões. O CEO Johann Coelho analisou o mercado como “difícil para captação”, mas indica que o principal diferencial é ter uma proposta de valor clara. “Você precisa ter uma proposta de alocação desse dinheiro muito clara e um time sólido durante a captação, porque seu negócio não pode parar nunca”, concluiu. Initial plugin text
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Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 8h
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El Niño pode afetar produção de açúcar nas principais regiões produtoras mundiais
Um El Niño de forte intensidade tornou-se o principal fator climático para o mercado global de açúcar, segundo o mais recente relatório da Hedgepoint Global Markets. Enquanto a Índia e a Tailândia enfrentam seca e estresse térmico crescentes, as chuvas no Brasil podem prolongar as interrupções da colheita atual. A consultoria ressalta que a maioria das agências meteorológicas espera que o fenômeno atinja seu pico entre o final de 2026 e o início de 2027, criando uma divergência entre as principais regiões produtoras. No caso do Brasil, o fenômeno pode provocar precipitação extensa, diferentemente de outros países produtores que sofrem com a seca. As previsões sugerem chuvas acima da média na maior parte do Centro-Sul entre outubro e dezembro – primavera e início do verão, com efeitos distintos sobre a colheita atual e o desenvolvimento da próxima safra. “No curto prazo, chuvas adicionais provavelmente prolongarão as interrupções na colheita, reduzirão os níveis de ATR e diminuirão a eficiência operacional”, afirma, em relatório Lívea Coda, coordenadora de inteligência de mercado da Hedgepoint. Por outro lado, a especialista destaca que essa mesma umidade favorece o desenvolvimento da cana para a safra de 2027/28, melhorando potencialmente as perspectivas de produção. As estimativas da Hedgepoint já consideram algum impacto sobre o Açúcar Total Recuperável (ATR) e a colheita da cana. Ainda assim, as previsões atuais de precipitação trazem risco de revisão para baixo. Uma disponibilidade mais restrita no quarto trimestre de 2026 e no primeiro trimestre de 2027 poderia dar suporte adicional ao contrato de março. Safra na Ásia A consultoria também avalia os riscos com o El Niño para a safra em grandes produtores de açúcar da Ásia. Na Índia, a consultoria ressalta que a temporada foi de chuvas abaixo do média, com déficits graves concentrados em Maharashtra e Karnataka, dois importantes Estados produtores. As temperaturas elevadas aumentaram o estresse das culturas durante o período mais crítico do desenvolvimento da cana, gerando preocupações quanto aos rendimentos, à recuperação de açúcar e à eficiência da moagem. “Isso sugere que o país pode vir a precisar de novas quotas de importação durante a safra 26/27”, afirma Lívea. A Tailândia enfrenta uma situação semelhante, com previsões de chuvas abaixo do normal e temperaturas acima da média até o início de 2027. A forte dependência da produção de cana irrigada pela chuva faz com que a combinação de déficits de umidade e calor represente um risco substancial tanto para a produtividade quanto para o teor de açúcar. As previsões de precipitação para novembro ainda podem ser positivas para o desenvolvimento da cana e restringir qualquer ideia de antecipação da colheita. Por isso, a expectativa é que o país inicie a colheita apenas em dezembro. Na Indonésia, por sua vez, as perspectivas são menos prejudiciais para a safra atual, embora suscitem preocupações quanto à produção futura. A expectativa é que a estação chuvosa chegue mais tarde e seja mais curta do que o normal em grande parte do país, particularmente em Java, uma das principais regiões produtoras de cana. Europa Na União Europeia, a beterraba sacarina, principal matéria-prima de açúcar da região, sofreu com um verão excepcionalmente quente e seco. A Hedgepoint revisou a projeção de produção de açúcar de 13,8 milhões para 13,1 milhões de toneladas, uma queda de 17% em relação à safra 2025/26 e um volume 2,2% abaixo dos números da Comissão Europeia. As condições mais úmidas desde o final de agosto proporcionam algum alívio nas etapas finais do desenvolvimento da safra, embora chuvas excessivas no outono possam dificultar a colheita. Initial plugin text
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Programa de estágio 2027 da JBS abre inscrições; veja como participar
O Programa de Estágio 2027 da JBS está com vagas abertas. São 46 oportunidades em 33 unidades da companhia, distribuídas em 11 estados do país. As inscrições podem ser feitas até 18 de outubro, no site do programa. As oportunidades estão distribuídas em cinco áreas: Agropecuária, Manutenção, Sistema de Gestão, Garantia da Qualidade e Produção, com atuação presencial de até seis horas diárias. O programa tem duração de 12 meses, e o processo seletivo busca universitários que estejam no último ano de sua formação em 2027, com conclusão prevista para dezembro, além de ter a disponibilidade para estágio presencial de até seis horas diárias. As vagas contemplam operações da Friboi, Seara, JBS Terminais e JBS Novos Negócios e estão distribuídas pelas cidades de Brasília (DF); Goiânia (GO); Campo Grande, Dourados e Sidrolândia (MS); Diamantino (MT); Marabá (PA); Campo Mourão, Jacarezinho, Lapa e Rolândia (PR); Vilhena (RO); Caxias do Sul, Montenegro, Passo Fundo e Seberi (RS); Forquilhinha, Ipumirim, Itajaí, Itapiranga, Itaiópolis, Lages, São Miguel do Oeste e Seara (SC); Amparo, Itapetininga, Jaguariúna, Lins, Nuporanga e Osasco (SP); e São Gonçalo dos Campos (BA). Confira os benefícios: Bolsa-estágio; Vale-transporte ou fretado; Alimentação no local; Programa estruturado de acompanhamento e desenvolvimento; Possibilidade de efetivação ao término do estágio. É importante pontuar que os benefícios podem variar conforme localidade, divisão de negócio e acordos/convenções coletivas regionais. Já em relação ao processo seletivo, o jovem passará por uma avaliação de raciocínio lógico, entrevistas com a área de Recursos Humanos e com lideranças das unidades, além de uma dinâmica de grupo. Confira o cronograma do processo seletivo: Inscrições até 18/10; Processo seletivo; Comitê de seleção da JBS; Divulgação dos aprovados; Início do programa previsto para 18/01/2027.
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Como é feito café sem cafeína? Entenda o processo de descafeinação
Nesta quinta-feira (1º/10), é celebrado o Dia Internacional do Café, uma das bebidas mais consumidas no mundo e que tem na cafeína uma de suas características mais conhecidas. A substância está associada ao efeito estimulante que faz parte da rotina de quem começa o dia com uma xícara. No caso do descafeinado, a cafeína é removida, ou pelo menos reduzida significativamente, antes que o grão chegue à torrefação. E há uma curiosidade nesse processo: tudo começa quando o café ainda está verde. Segundo a revista científica Critical Reviews in Food Science and Nutrition, specializada em reunir e analisar pesquisas sobre ciência e tecnologia de alimentos, os principais métodos de descafeinação utilizam solventes orgânicos, água ou dióxido de carbono em condições supercríticas. Um estudo publicado na revista Pesquisa Agropecuária Brasileira também analisou os efeitos da descafeinação sobre a composição química e as características sensoriais do café. Os pesquisadores avaliaram amostras de café integral e descafeinado e observaram mudanças em alguns compostos presentes nos grãos. A retirada da cafeína começa com a hidratação dos grãos verdes. O contato com a água faz com que eles absorvam umidade e facilita a movimentação dos compostos presentes em sua estrutura. A partir daí, o método escolhido determina como a cafeína será separada do restante do grão. Leia também Uma em cada três xícaras de café no mundo leva grãos brasileiros Jovem viralizou na internet e hoje tem a sua própria marca de café; conheça a história A história por trás de cada xícara: plataforma permite rastrear a origem de cafés Solvente que também aparece nas frutas Uma das técnicas utiliza solventes, principalmente o acetato de etila e o diclorometano. Eles conseguem extrair a cafeína dos grãos por terem afinidade com a molécula. O acetato de etila chama atenção porque também ocorre naturalmente em frutas e pode estar presente em aromas de alimentos. Na indústria, é utilizado como solvente para a descafeinação, mas o processo exige controle para evitar que suas características alterem o perfil sensorial do café. E se a água fizer o trabalho? Outra possibilidade é usar água para extrair a cafeína. Parece simples, mas existe um desafio: a água não escolhe apenas a cafeína. Como vários compostos do café são solúveis em água, o processo pode retirar também substâncias importantes para as características da bebida. Por isso, técnicas que utilizam água precisam buscar uma forma de favorecer a remoção da cafeína e, ao mesmo tempo, preservar os componentes que contribuem para aroma e sabor. O método que usa CO₂ Outra técnica utiliza dióxido de carbono em condições específicas de temperatura e pressão. Quando o CO₂ atinge o chamado estado supercrítico, passa a apresentar propriedades que permitem penetrar no grão e extrair a cafeína. Um estudo publicado em 2018 no The Journal of Supercritical Fluids descreve o processo como uma das principais formas de descafeinação utilizadas industrialmente. Segundo os pesquisadores, a extração é realizada ainda com o café no estado verde, antes da torra. Nesse processo, o CO₂ consegue atuar de maneira relativamente seletiva sobre a cafeína. Depois da extração, a alteração das condições de pressão permite separar o dióxido de carbono da cafeína retirada dos grãos. O método também pode resultar na recuperação da própria cafeína, que passa a ser um produto separado do processo. O café continua com cafeína? A quantidade residual depende do processo e da regulamentação adotada. Na União Europeia, por exemplo, a legislação estabelece que o café pode ser comercializado como “descafeinado” quando o teor de cafeína não ultrapassa 0,3% da matéria seca do café. O sabor muda? A cafeína não é o único componente que importa na composição do café. Durante a descafeinação, outros compostos também podem ser afetados, e essa é uma das preocupações dos métodos industriais. O estudo publicado pela Embrapa avaliou justamente algumas dessas alterações. Os pesquisadores observaram diferenças na composição química e nas características sensoriais entre os cafés avaliados, mostrando que a retirada da cafeína pode interferir em outros aspectos do produto. Pesquisadores da Meijo University, no Japão, compararam grãos submetidos à descafeinação com CO₂ supercrítico a grãos sem o tratamento. O processo reduziu significativamente a cafeína e, em menor proporção, a trigonelina, enquanto os principais ácidos clorogênicos E se o café já nascesse com pouca cafeína? Pesquisas da Embrapa em parceria com o Instituto Agronômico (IAC) encontraram plantas de Coffea arabica, originárias da Etiópia, com cerca de 0,06% de cafeína nas sementes, enquanto o café arábica comum apresenta aproximadamente 1,2%. Em outra pesquisa, a Embrapa identificou plantas com 0,07% da substância, cerca de dez vezes menos que o café convencional. Initial plugin text
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Conheça o azeite brasileiro que fez história em competição na Argentina
O azeite Cruz de Malta Blend de Safra, produzido pelo olivicultor e sommelier de azeites Marcio Thomaz, de Irati, na região Centro-Sul do Paraná, conquistou o Gran Prestigio Oro, distinção máxima do 20º Concurso Internacional de Azeites de Oliva Extravirgem Olivinus 2026, realizado em Mendoza, na Argentina. Segundo o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), essa é a primeira vez que um produtor paranaense conquista premiação em um concurso internacional de azeites. O reconhecimento aconteceu no último dia 23, em cerimônia realizada na Universidade Juan Agustín Maza. O concurso recebeu amostras de 217 empresas de 21 países, avaliadas por um júri de 35 integrantes. O azeite Cruz de Malta recebeu 90 pontos e, de acordo com a organização, o Gran Prestigio Oro é concedido aos azeites que superam 86 pontos na avaliação. “Receber este prêmio é a coroação de anos de muito trabalho, dedicação e, acima de tudo, a validação de que todo o esforço valeu a pena. Essa conquista é fruto de investimento e aprendizado desde os primeiros passos na cultura para alcançar a excelência que hoje entregamos no Azeite Cruz de Malta”, comenta Marcio Thomaz. Ele implantou o pomar em 2020 e colheu os primeiros frutos em 2025, que renderam a produção experimental de 500 litros de azeite de oliva. Leia também: 'Atlas dos azeites': marcas brasileiras estão entre as melhores do mundo Marcio acredita que, para a olivicultura paranaense, esse reconhecimento mostra o potencial do Estado na produção de azeites de altíssima qualidade: “Esse prêmio abre novas portas e consolida o Paraná como polo emergente e altamente competitivo no cenário nacional, inspirando novos produtores e atraindo novos mercados”. Assistência técnica e pesquisa Da primeira muda plantada ao reconhecimento internacional, a trajetória do Azeite Cruz de Malta foi construída com produtor e assistência técnica caminhando lado a lado. A plantação foi iniciada com 800 oliveiras, conduzida inicialmente pelo próprio Marcio. Com o passar dos anos, o acompanhamento técnico do IDR-Paraná ajudou a avaliar o comportamento das diferentes espécies e cultivares e a identificar aquelas que melhor se adaptaram às condições do Estado. As informações obtidas a partir desse acompanhamento contribuíram para a elaboração do Boletim Técnico de Riscos Climáticos da Olivicultura do Paraná, que identificou 69 municípios com condições preliminares de aptidão para a cultura. O levantamento considera fatores como altitude, temperatura, acúmulo de horas de frio, umidade e condições durante o período de floração e produção. Azeite Cruz de Malta recebeu 90 pontos na competição Divulgação Segundo a assessora estadual de Plantas Potenciais do IDR-Paraná, Laís Adamuchio, o acompanhamento da produção paranaense já permitiu identificar resultados positivos com três principais cultivares: Arbosana, Arbequina e Koroneiki. A recomendação é que os produtores testem diferentes materiais genéticos nas propriedades, já que as condições de solo e microclima podem produzir resultados distintos. Atualmente, o Paraná possui aproximadamente 25 produtores de oliveira, que somam cerca de 90 hectares cultivados. Como parte dos pomares ainda é jovem, o Estado ainda não dispõe de dados consolidados de produtividade. A oliveira começa a produzir frutos entre o segundo e o terceiro ano, mas a produção tende a se estabilizar entre o quarto e o quinto ano. Qualidade reconhecida Para Laís, a premiação obtida em Mendoza demonstra o potencial da olivicultura paranaense para trabalhar com um produto de maior valor agregado. A produção estadual ainda é pequena e está em fase de desenvolvimento, mas as condições de algumas regiões favorecem a obtenção de azeites com características diferenciadas. “Essa premiação mostra que o nosso azeite e as nossas condições edafoclimáticas apresentam características suficientes para que os nossos produtores possam ser competitivos em relação ao mercado nacional e internacional. Isso atesta a possibilidade que o nosso agricultor tem de agregar renda com um azeite diferenciado”, afirma a assessora. Azeite Cruz de Malta Blend de Safra premiado na Argentina Divulgação Ela explica que a produção paranaense não tem como objetivo competir em escala com grandes produtores, mas explorar a qualidade e o valor agregado do produto. Entre os diferenciais está o intervalo reduzido entre a colheita das azeitonas e a extração do azeite. Em pequenas propriedades, esse processamento pode ser realizado em até 12 horas após a colheita, contribuindo para a preservação das características do produto. No caso de Marcio, o cultivo reúne nove variedades de oliveiras. A colheita ocorre normalmente entre fevereiro e março e pode se estender por até 45 ou 60 dias, conforme o período de maturação das diferentes cultivares. Na propriedade, a extração é realizada poucas horas após a colheita. Para o IDR-Paraná, a olivicultura pode ser uma alternativa de diversificação de renda para pequenas propriedades. A intenção é também ampliar as possibilidades de agregação de valor por meio do turismo rural, da gastronomia e da integração da olivicultura com outras cadeias produtivas paranaenses. Entre os desafios estão a avaliação da produtividade dos diferentes materiais genéticos, o manejo fitossanitário e o aprimoramento de estruturas de processamento de menor porte.
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MBRF adia emissão de bonds após piora do mercado externo, dizem fontes
A MBRF, companhia resultante da combinação entre Marfrig e BRF, decidiu postergar uma emissão de bonds que estava em andamento no mercado internacional diante da forte piora das condições para captações nos últimos dias, segundo fontes ouvidas pelo Valor. Ainda não há uma nova data para a operação. A companhia havia iniciado nesta semana reuniões com investidores para uma potencial emissão de títulos de dívida no exterior. A operação previa duas alternativas, uma com prazo pouco superior a sete anos e outra de pouco mais de dez anos. Seria a primeira emissão internacional da companhia desde a combinação dos negócios de Marfrig e BRF. A Fitch havia atribuído rating BB+ aos novos títulos, que seriam emitidos pela MARB BondCo, subsidiária integral da MBRF, e teriam garantias da MBRF, BRF, Marfrig Holdings Europe, Marfrig Overseas e NBM US Holdings. A operação seria de tamanho benchmark, expressão usada no mercado para emissões com volume suficiente para garantir liquidez aos papéis no mercado secundário. Os recursos seriam destinados à gestão do passivo da companhia, incluindo a recompra de bonds da NBM US Holdings com vencimento em 2029. A MBRF lançou na segunda-feira (28/9)uma oferta para adquirir até US$ 467,5 milhões desses papéis, que pagam cupom de 6,625% ao ano. A oferta prevê pagamento de US$ 1.002,50 para cada US$ 1 mil de principal e tem prazo até esta sexta-feira (2). A recompra estava condicionada, entre outros fatores, à conclusão de uma ou mais novas emissões de títulos no mercado internacional em condições consideradas satisfatórias pela companhia. Bradesco BBI, BTG Pactual, HSBC, J.P. Morgan e Santander atuam como coordenadores da operação. Disparada dos rendimentos dos Treasuries A decisão da MBRF de adiar a nova emissão ocorre em meio a uma forte abertura das taxas dos títulos do Tesouro americano, que elevou o custo de captação para empresas no mercado internacional. O rendimento do Treasury de dez anos chegou à região de 5,3% nesta semana, enquanto o papel de 30 anos superou 5,6%. Com o cenário mais volátil, a companhia optou por esperar mais alguns dias para a operação, disseram fontes. O mercado agora acompanha com atenção o relatório oficial de emprego dos Estados Unidos de setembro, o “payroll”, que será divulgado nesta sexta-feira. O dado é considerado importante para calibrar as expectativas sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e pode ser decisivo para determinar se a pressão sobre os Treasuries continuará ou se haverá algum alívio nas taxas, condição importante para a reabertura da janela de emissões. Initial plugin text
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Vylor, spin-off da Corteva, prepara quatro biotecnologias para o Brasil
A Vylor, empresa criada como spin-off da multinacional Corteva para a área de sementes e genética avançada, pretende lançar quatro biotecnologias no Brasil até o início da próxima década, sendo duas para soja e duas para milho. A estratégia da empresa foi detalhada nesta quinta-feira (01/10), a um grupo de jornalistas, durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF), em São Paulo. Serão, ao todo, 12 novas biotecnologias apresentadas globalmente até 2035 — sete de milho, quatro de soja e uma de trigo. Segundo o presidente da Vylor para a unidade comercial Brasil e Paraguai, William Weber, as soluções estão em processo de aprovação regulatória, inclusive na China, principal importador da soja brasileira. "Em soja, através da [tecnologia] Enlist, nós estamos trabalhando para ter um terço [do mercado] até o final dessa década. Hoje nós já passamos de dois dígitos, já tivemos um crescimento na última safra de mais de 40%", disse Weber. A Vylor prevê uma receita de mais de US$ 2 bilhões em licenciamento até 2035. A estratégia com relação ao royalties não foi revelada pela empresa. Initial plugin text
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Comissário europeu sinaliza retomada de exportações brasileiras de aves e mel 'no curto prazo'
O Comissário para Comércio e Segurança Econômica da Comissão Europeia, Maroš Šefčovič, relatou a ministros brasileiros que as exportações de carne de aves e mel do Brasil deverão ser retomadas "no curto prazo" após as avaliações técnicas positivas das garantias e controles sobre a ausência de antimicrobianos na produção dessas cadeias destinadas aos europeus. Os ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, se reuniram, na quarta-feira (30/9), com o comissário europeu e conversaram sobre a suspensão das importações pela UE de proteínas animais e derivados do Brasil por conta do uso de antimicrobianos, em vigor desde 3 de setembro. Em nota, o governo brasileiro disse que "o lado europeu fez referência ao resultado positivo da auditoria realizada há algumas semanas no Brasil e manifestou expectativa de que, após terminados os procedimentos burocráticos, as exportações brasileiras de carne de aves e mel para a União Europeia possam ser retomadas no curto prazo". Na segunda-feira (28/9), foi publicado o relatório da auditoria técnica da UE nas cadeias de aves e mel do Brasil, realizada entre 24 de agosto e 4 de setembro. Não houve ressalvas ou recomendações de ajustes. O documento concluiu que "o arcabouço legal, os procedimentos, a capacitação dos fiscais e os controles oficiais brasileiros são capazes de fornecer as garantias exigidas pela legislação europeia". O governo brasileiro pediu que a posição seja validada o mais rapidamente possível pelo comitê técnico responsável pelo tema na UE (Scopaff, na sigla em inglês). A expectativa é que as exportações desses dois produtos sejam retomadas ainda em 2026. Os ministros Mauro Vieira e Márcio Elias Rosa também reforçaram a expectativa de que o "procedimento acelerado de autorização possa também ser alcançado para as exportações de carne bovina". O encontro ocorreu à margem da Reunião de Ministros do Comércio do G20, em Milwaukee, nos Estados Unidos. Nesta semana, o ministro da Agricultura, André de Paula, disse ao Valor que as tratativas técnicas e políticas continuam para tentar minimizar os impactos na cadeia bovina, mas que a UE insiste em avaliar os controles brasileiros somente após o ciclo completo de vida dos animais, que dura ao menos dois anos, período em que as vendas devem permanecer bloqueadas. Em outubro, o Reino Unido enviará uma missão técnica ao Brasil para avaliar os controles sobre uso de antimicrobianos e vai incluir análises na cadeia de carne bovina, o que poderá garantir a continuidade das vendas, sem esperar o ciclo completo para isso. Como os britânicos não fazem mais parte da UE, o eventual aval de seus auditores não deverá influenciar o trâmite do pedido brasileiro no bloco, mas pode referendar tecnicamente a posição do Ministério da Agricultura de que há garantias suficientes para a retomada das exportações da proteína. Segundo a nota do Itamaraty e do MDIC, os ministros e o comissário também saudaram os expressivos resultados em incremento de fluxos de comércio a partir da entrada em vigor do acordo Mercosul-UE, em maio deste ano. Initial plugin text
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Milho inicia o dia recuperando preços na bolsa de Chicago
O preço do milho opera em alta nesta manhã de quinta-feira (1/10) na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega para dezembro de 2026 sobem 0,75%, cotado a US$ 5,0475 o bushel. O cereal sofreu fortes quedas nesta quarta-feira (30/9) depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que os estoques norte-americanos estavam bem acima das previsões do mercado. Nesta sessão, o milho apresenta uma recuperação parcial devido às operações de cobertura dos fundos de investimento, segundo a Granar. Soja Já a soja opera em leve baixa nesta manhã. Os contratos com entrega para novembro de 2026, de maior volume negociado, recuam 0,29%, cotado a US$ 12,89 o bushel. Trigo Por fim, o trigo avança, revertendo as baixas recentes. Os contratos para dezembro de 2026 avançam 0,41%, cotados a US$ 6,78 o bushel. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
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Globo Rural de outubro destaca as campeãs do Prêmio Fazenda Sustentável
A revista Globo Rural de outubro apresenta como destaque as propriedades rurais brasileiras com as melhores práticas ambientais, sociais e financeiras. Nesta 10ª edição do Prêmio Fazenda Sustentável, contamos as histórias de cada propriedade campeã. Os vencedores da premiação foram conhecidos na quarta-feira (30/09), em evento realizado em São Paulo. Durante os próximos dias, as histórias de cada um deles também serão contadas aqui no site da Globo Rural. Veja abaixo os três primeiros colocados em cada categoria. Grandes propriedades Fazendas Caxambu e Aracaçu, de Três Pontas (MG) Fazendas Pinhal, Santo Antônio e Mirante, de Santo Antônio do Amparo (MG) Fazenda São Sebastião, de São Thomé das Letras (MG) Médias propriedades Fazenda Cabeceira do Prata, de Jardim (MS) Fazenda Sertãozinho, de Virgínia (MG) Fazenda Capoeira Coffee, de Areado (MG) Pequenas propriedades Comunidade Cristã Refúgio das Águias, de Bonito (MS) Fazenda Ouro Verde, de Unaí (MG) Sweet Valley, de Juazeiro (BA) Na entrevista do mês, Raphael Salomão conversou com o cantor e apresentador Daniel. Em sua fazenda, no interior de São Paulo, ele recebe artistas, celebra suas raízes e aproxima diferentes gerações da música em torno das gravações do Viver Sertanejo, programa que vai ao ar nos domingos, na TV Globo. Viver Sertanejo: Daniel planta 100 mudas para comemorar o episódio 100 do programa Maurício Fidalgo/TV Globo Fechando a edição com o #TôNaGR, Mariana Letizio conta a história do engenheiro agrônomo e pesquisador Renzo Negrini, que aos 31 anos integra a Foundation for Food & Agriculture Research, uma organização sem fins lucrativos de financiamento de pesquisas científicas. Engenheiro agrônomo e pesquisador Renzo Negrini Acervo pessoal
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Fazendas campeãs da sustentabilidade; ouça o comentário
Café, café especial, soja, milho orgânico, hortaliças, frutas, lavoura integrada com pecuária e aves. Essas são algumas das atividades praticadas por fazendas que venceram o Prêmio Fazenda Sustentável, iniciativa da Globo Rural que completou 10 anos oficialmente, na última quarta-feira (30), em mais um evento realizado, em São Paulo. Dê o play e ouça o comentário e *Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.
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Plantio de soja ganha ritmo no Brasil: o panorama nos principais Estados; ouça o comentário
O plantio da nova safra de soja no Brasil já alcança 3,9% da área prevista no país, segundo a Conab. O ritmo está ligeiramente acima dos 3,5% registrados no mesmo período do ano passado, e também a frente da média dos últimos cinco anos nesta época. Dê o play e ouça o comentário e *Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.
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Exportação de carne bovina à China terá sobretaxa de 55% após fim da cota; ouça o comentário
O Brasil atingiu oficialmente o volume de 100% da cota de carne bovina permitida para exportação para a China sem sobretaxa de 55% imposta pelo governo de Beijing ao produto. A partir de agora, os embarques para o mercado chinês ficarão mais caros. A indústria frigorífica busca mecanismo para controlar volumes enviados ao mercado chinês e dar mais previsibilidade ao setor. Dê o play e ouça o comentário e *Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.
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Projeto que regula seguro rural é visto pelo agro como 'virada de chave'; ouça o comentário
O projeto de lei que regula o seguro rural no Brasil é visto como uma 'virada de chave' pelo agronegócio. 'Ele coloca, entre muitas regras, que o orçamento do PSR precisa ficar protegido. Ele não pode sofrer nenhum corte, tem que ser de execução obrigatória'. Dê o play e ouça o comentário e *Ouça o CBN Agro de segunda a sexta-feira, por volta de 5h50, no CBN Primeiras Notícias, e às terças-feiras, por volta de 13h10, no CBN Brasil.
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Preço do cacau tem forte baixa na bolsa de Nova York
O preço do cacau opera em forte baixa nesta manhã de quinta-feira (1/10) na bolsa de Nova York. Os lotes com entrega para dezembro de 2026 caem 4,5%, cotados a US$ 5.124 a tonelada. O mercado reage ao aumento da oferta nos principais produtores da amêndoa. Em Gana, segundo maior produtor global, o Conselho do Cacau (Cocobod) pretende captar cerca de US$ 1,4 bilhão com investidores domésticos, informou o site Mercado do Cacau. Café O cacau também apresenta baixa. Os contratos do grão com vencimento em dezembro de 2026 recuam 1,4%, cotados a US$ 2,8645 a libra-peso. Açúcar O açúcar opera em leve alta na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em março de 2027 sobem 0,75%, negociados a US$ 18,75 centavos de dólar a libra-peso. Algodão O algodão também tem leve alta. Os papéis da pluma com entrega para dezembro de 2026 avançam 0,08%, cotados a 78,59 centavos de dólar por libra-peso. Suco de laranja Por fim, os contratos de suco de laranja concentrado e congelado operam em baixa. Os papéis mais negociados, com vencimento em novembro de 2026, estão cotados a US$ 1,4755 a libra-peso, com recuo de 2,35%. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
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Adecoagro vende usina em MG para fundo e foca em Mato Grosso do Sul
A Adecoagro, controlada pela empresa de criptoativos Tether, acertou a venda da Usina Monte Alegre, em Monte Belo (MG), para um fundo de investimento. A informação foi divulgada pela empresa a seus funcionários no início da semana, de acordo com um documento obtido pelo Valor. O contrato de venda foi assinado na segunda-feira (28/9), de acordo com o documento. A Adecoagro, em nota, confirmou a assinatura de contrato para a venda da usina. A Companhia ainda disse que se pronunciará sobre a operação oportunamente, após a conclusão da transação. A transação faz parte da estratégia da Adecoagro de focar sua atuação apenas em Mato Grosso do Sul, onde a companhia já tinha duas usinas de cana-de-açúcar, e agora passou a ter quatro, após comprar outras duas da Raízen. O comunicado da direção da Adecoagro não detalhou o valor da transação. A empresa informou que, por enquanto a unidade continua sob sua gestão, já que a conclusão da venda está sujeita ao “cumprimento das condições previstas no contrato”. Segundo a Adecoagro, a previsão é de que a venda seja concluída ainda neste ano. A venda foi feita para a Pioneer Participações Societárias S.A., ligada a um fundo de investimento da gestora Milenio Capital, que, com a operação, passa a atuar pela primeira vez no setor sucroalcooleiro. A Usina Monte Alegre foi a primeira unidade de cana-de-açúcar adquirida pela Adecoagro, quando ingresso no setor no Brasil, em 2005. Quatro anos depois, a Adecoagro fez investimentos na usina mineira para que ela cogerasse energia a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar. Em 2018, a Adecoagro começou a produzir açúcar orgânico na usina. A unidade foi construída em 1950, quando começou produzindo açúcar, e passou a fabricar etanol de uso combustível em 1978, incentivada pelo Proálcool. Initial plugin text
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Preços do suíno vivo e da carne registram primeira alta mensal do ano
As cotações do suíno vivo e da carcaça suína registraram em setembro aumento da média mensal pela primeira vez no ano em várias regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento, de modo geral, esteve associado à redução da oferta de carne e ao aumento da demanda pela proteína no mercado doméstico. Especificamente para os cortes, no entanto, os valores recuaram no mês. Segundo o indicador Cepea/Esalq, uma das regiões onde ocorreu a primeira alta da cotação do suíno vivo em 2026 foi o Rio Grande do Sul. Em setembro, o preço médio ficou em R$ 4,73 o quilo, avanço de 1,28% em relação a agosto. Em São Paulo, o valor ficou em R$ 5,12 o quilo, aumento de 2,60% na mesma comparação. Ao longo do mês, todas as regiões acompanhadas pelo Cepea acumularam altas para o suíno vivo. Em Santa Catarina, maior Estado criador de suínos do Brasil, com 9,4 milhões de cabeças, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a cotação do animal encerrou setembro em R$ 5,25 o quilo, avanço de 14,88% ao longo do mês. Em segundo lugar no ranking, com 7 milhões de cabeças, o Paraná registrou, na quarta-feira (30/9) o preço de 5,37 o quilo, aumento de 19,6% no acumulado de setembro. Já no atacado da Grande São Paulo, a carcaça suína especial registrou em setembro preço médio mensal de R$ 7,73 o quilo, alta de 4,31% em relação à média de agosto. No último dia do mês, a cotação estava em R$ 8,50 o quilo, um avanço de 16,28% ao longo de setembro. De acordo com o Cepea, a indústria registrou ritmo de negócios mais intenso e constante, contribuindo para a primeira valorização do ano tanto do suíno vivo quanto da carcaça. Agentes de mercado ainda sinalizam perspectiva favorável para a primeira semana de outubro, visto que, além do incremento sazonal da demanda das famílias no início do mês, a indústria tem se mostrado mais ativa na formação de estoques para as festividades de fim de ano. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
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A alimentação do brasileiro mudou, mas o arroz permaneceu
Em um país marcado por mudanças aceleradas nos hábitos de vida, nas relações familiares e até na forma de se alimentar, um dado chama atenção: o arroz continua presente em nove de cada dez lares brasileiros. A constatação faz parte de uma pesquisa inédita da Worldpanel by Numerator, encomendada pela Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz), que identificou a presença do grão em 21,7 bilhões de refeições entre outubro de 2024 e setembro de 2025. Mais da metade dessas ocasiões ocorre no almoço (55,3%) e outras 41,2% no jantar, evidenciando o papel central do alimento nas principais refeições do dia. Além de medir a frequência de consumo, o levantamento ajuda a entender como determinados alimentos permanecem profundamente ligados à identidade nacional, atravessando gerações, regiões e classes sociais. O arroz é um deles. Ele está tanto na mesa da família do interior quanto nos apartamentos das grandes cidades, nos restaurantes populares e na alta gastronomia, nas refeições cotidianas e nos momentos de celebração. Poucos alimentos conseguem transitar com tanta naturalidade entre as diferentes realidades do Brasil. O estudo mostra, no entanto, que essa presença não se sustenta apenas pela tradição. O comportamento do consumidor mudou, assim como a relação do brasileiro com a alimentação. Durante décadas, o arroz ocupou um espaço quase automático no prato do dia a dia, associado à rotina e ao tradicional “PF.” Globo Rural Agora, os dados indicam uma tendência relevante nesse padrão. Embora o hábito continue sendo o principal motivador de consumo, cresceram os atributos ligados à praticidade e à conveniência, com alta de 3,8%. Mais expressivo ainda foi o avanço de 5,9% dos fatores relacionados ao prazer e à indulgência. É uma mudança silenciosa: o arroz segue central na dieta do brasileiro, mas passou também a estar vinculado à experiência, ao compartilhamento e à diversidade de preparações. Esse movimento aparece de forma mais evidente entre os jovens. Consumidores com menos de 24 anos, das gerações Alpha e Z, respondem por quase metade do aumento ligado ao prazer e à indulgência. Entre esse público, o alimento aparece com mais frequência nos jantares e nos finais de semana, em ocasiões compartilhadas e em momentos de convivência familiar. Talvez esse seja um dos aspectos mais interessantes da pesquisa: mesmo diante da aceleração da vida urbana e do crescimento das refeições rápidas, permanece o desejo de manter vínculos afetivos à mesa. O levantamento também aponta maior presença do grão em preparações ligadas à saudabilidade, acompanhado de legumes, verduras, ovos e proteínas magras. O tradicional arroz com feijão segue como a principal combinação na alimentação do brasileiro, porém o cardápio se tornou mais variado. Receitas como arroz-doce, bolinho de arroz e arroz integral ganharam relevância no período analisado, refletindo maior abertura a novas experiências gastronômicas, sem abandonar referências culturais já enraizadas. Leia mais opiniões de especialistas e lideranças do agro A busca por praticidade também ajuda a explicar a permanência do produto na rotina alimentar. Os números da Worldpanel by Numerato mostram um crescimento nos preparos feitos em menos de 30 minutos, além do maior uso de micro-ondas e panelas elétricas. Houve ainda avanço significativo das marmitas: a frequência passou de duas para quatro vezes por semana, representando cerca de 600 milhões de refeições anuais com o alimento. Esse aumento está relacionado ao retorno gradual das atividades presenciais e à procura por refeições consumidas fora de casa sem abrir mão da conveniência e do equilíbrio alimentar. O que essas informações revelam é que o grão conseguiu algo raro, que é acompanhar as transformações da vida contemporânea sem perder relevância cultural. Ele continua presente na mesa dos brasileiros porque reúne características cada vez mais valorizadas, como praticidade, versatilidade, qualidade nutricional e conexão afetiva. Em um Brasil cada vez mais acelerado e fragmentado, talvez isso explique sua permanência. O arroz segue sendo um dos poucos elementos capazes de conectar diferentes gerações, regiões e formas de viver. E poucos símbolos dizem tanto sobre um país quanto aquilo que a sua população escolhe manter diariamente à mesa. *Renato Franzner é presidente da Associação Brasileira da Indústria do Arroz (Abiarroz) As ideias e opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva de seu autor e não representam, necessariamente, o posicionamento editorial da Globo Rural
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Mercado pecuário encerra setembro com altas de preços em toda a cadeia
Setembro se encerra com altas nos preços ao longo de toda a cadeia pecuária, em um cenário marcado pela menor oferta de animais prontos para abate na entressafra e pela melhora das exportações frente a agosto, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O indicador Cepea/Esalq do boi gordo, baseado nos negócios realizados no Estado de São Paulo, acumulou alta de 5,78% no mês, chegando a R$ 364,30 a arroba nesta quarta-feira (30/9), enquanto a carcaça casada avançou 3,08%, com média de R$ 24,74 o quilo à vista. No mercado de reposição, o indicador do bezerro, basedo no Mato Grosso do Sul, subiu 1,26% e atingiu, no encerramento do mês, recorde da série histórica do Cepea, iniciada em fevereiro de 2000, a R$ 3.446,14 a cabeça. Segundo o Cepea, entre janeiro e setembro deste ano, o boi gordo acumulou valorização de 10%, o bezerro, de 10,65%, a carcaça casada, de 6,1%, e o boi magro, de 5,81%. A diferença entre os movimentos dos preços evidencia a disputa por margens em toda a cadeia. “A reposição mais cara eleva os custos de recriadores e terminadores, enquanto a valorização da carne abaixo da arroba limita o espaço da indústria. Nesse contexto, eficiência produtiva, relação de troca e capacidade de repasse dos preços da carne ganham importância para a rentabilidade dos agentes”, destaca o Cepea. Nesta quarta-feira, das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, 18 registraram altas para o boi gordo na comparação diária, enquanto 15 tiveram estabilidade. Nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referência para o mercado, o boi gordo e o “boi China” subiram R$ 5, para R$ 360 e R$ 365 a arroba, respectivamente. Foram registrados negócios pontuais acima da referência, com frigoríficos de pequeno e médio porte pagando até R$ 375 a arroba por alguns lotes. Já as cotações da vaca e da novilha não mudaram. +Veja mais cotações na ferramenta da Globo Rural
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Inscrições para o Programa de Estágio em Agropecuária da MBRF estão abertas; veja como se candidatar
Estão abertas as candidaturas para o Programa de Estágio em Agropecuária da MBRF. São 20 vagas distribuídas em 18 localidades das regiões do Brasil e as inscrições podem ser feitas até 12 de outubro, no site do programa. O "Programa de Estágio - Agropecuária" busca universitários dos cursos de Medicina Veterinária, Agronomia ou Zootecnia, com disponibilidade para estagiar 8h por dia, de janeiro a junho de 2027. Além disso, é necessário estar cursando o último semestre da graduação no primeiro semestre de 2027 (com previsão de formatura entre junho e julho de 2027). O conhecimento de outros idiomas é considerado um diferencial no processo seletivo. As vagas são destinadas a jovens das cidades de: Rio Grande do Sul - Marau (aves), Lajeado (suínos) e Garibaldi (aves); Santa Catarina - Chapecó (aves), Concórdia (aves), Capinzal (aves), Videira (aves), Campos Novos (suínos); Paraná - Toledo (suínos), Dois Vizinhos (aves), Francisco Beltrão (aves), Carambeí (aves); Mato Grosso do Sul - Dourados (aves); Mato Grosso - Lucas do Rio Verde (aves e suínos), Nova Mutum (aves); Goiás - Rio Verde (aves e suínos), Mineiros (aves); Minas Gerais - Uberlândia (suínos). O programa oferece bolsa-auxílio de R$ 2.574,00, além de um amplo pacote de benefícios. O início do programa está previsto para janeiro de 2027.
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Dia Internacional do Café: uma em cada três xícaras no mundo leva grãos brasileiros
Você sabia que aproximadamente um terço do café consumido no mundo tem origem em grãos produzidos no Brasil? O país ocupa a posição de maior produtor e exportador mundial da bebida e também está entre os maiores consumidores do planeta. A produção brasileira para 2026, ano de bienalidade positiva, está estimada em 67,6 milhões de sacas de café beneficiado, um resultado recorde e que representa uma alta de 19,6% em comparação à safra de 2025, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A exportação em 2025 atingiu o maior valor já registrado - US$ 16,1 bilhões -, mesmo com uma redução de 17,1% na quantidade exportada no mesmo período. Para além das fronteiras brasileiras, o café também tem peso cultural e econômico. A bebida está entre as mais consumidas e a commodity está entre as mais comercializadas do mundo, sustentando os meios de vida de até 25 milhões de agricultores e suas famílias. A relevância da cultura ganhou uma data no calendário: o Dia Internacional do Café, celebrado em 1º de outubro e reconhecido pela Organização Internacional do Café (OIC) e pelos 77 Estados-Membros da entidade. Para celebrar o dia da bebida tão presente na vida dos brasileiros e no mercado mundial, confira a seguir algumas curiosidades sobre o café. 1. Cabras foram responsáveis pela descoberta do café? Assim como conta a lenda, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) afirma que o café foi descoberto ainda no século IX, na Etiópia. Segundo a história, o pastor Kaldi percebeu que seu rebanho de cabras ficava mais agitado e permanecia acordado durante toda a noite após consumir frutos de arbustos comuns na região. Kaldi compartilhou a percepção com um grupo de monges, que perceberam que poderiam transformar os frutos em uma bebida quente para ajudá-los a permanecer acordados durante as orações. Coincidência ou não, registros históricos apontam que foi justamente nesse período que ocorreu a expansão e a exploração de diferentes formas de consumir o café, tanto como bebida quanto como fruto. Dia Nacional do Café: veja cinco curiosidades sobre a bebida que é uma tradição brasileira Café Jacu, que custa R$ 1,6 mil o quilo, atrai consumidor brasileiro 2. O maior consumidor de café não é o Brasil Apesar de ser uma potência na produção e exportação de café, o Brasil não lidera o consumo mundial da bebida. O país ocupa a segunda posição, atrás dos Estados Unidos, com uma diferença de cerca de 5 milhões de sacas, segundo dados da Abic de 2025. 3. Sim, o café descafeinado tem cafeína Ao contrário do que o senso comum pode indicar, o café descafeinado ainda contém uma pequena quantidade de cafeína. No Brasil, a Anvisa define como descafeinado o café torrado com, no máximo, 0,1% de cafeína e o café solúvel com até 0,3%, segundo Aguinaldo Lima, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics). Durante o processo de produção, a indústria retira a cafeína, que se dissolve na água, dos grãos ainda verdes e não torrados. Três métodos principais podem ser usados para essa remoção: solventes químicos, dióxido de carbono líquido ou água pura com filtros especiais. Todos esses métodos exigem etapas adicionais de processamento, o que faz com que o café descafeinado costume ser mais caro do que o café com cafeína. 4. Arábica e robusta têm características diferentes na xícara Embora os dois tipos sejam provenientes do mesmo fruto, eles proporcionam experiências diferentes na degustação. O café arábica está mais associado ao aroma e às características sensoriais da bebida, enquanto o canephora (robusta) apresenta sabor mais intenso, maior presença de sólidos solúveis e contribui para a formação do creme do espresso. Por isso, os dois tipos podem ser combinados em diferentes proporções, formando os chamados blends. A mistura de diferentes grãos permite criar um perfil de sabor único, equilibrado e consistente. 5. O café mais caro do mundo vem de fezes Produzido sobretudo na Indonésia e nas Filipinas, o exótico Kopi Luwak é feito a partir de cerejas de café maduras ingeridas pela civeta asiática, um pequeno mamífero noturno. Os grãos são extraídos das fezes do animal, que vive em florestas tropicais. Apesar de o processo parecer pouco atrativo, não há resquícios dos dejetos no produto final. A civeta se alimenta da polpa do café, enquanto as sementes passam intactas pelo sistema digestivo. Nesse processo, enzimas e bactérias fermentam as cerejas, o que confere aos grãos um sabor frutado, pouco amargo e com baixa acidez. Depois, os grãos são excretados, coletados, completamente lavados, secos e, por fim, torrados. Por ser uma bebida exótica, o Kopi Luwak conta com estratégias de marketing focadas na preservação das matas da Indonésia. Assim, o produto se posiciona como um aliado da conservação ambiental, já que a proteção das florestas locais também garante a sobrevivência do animal que produz o café, atualmente ameaçado de extinção Os preços acompanham essa valorização. Pacotes de 100 a 250 gramas variam de R$ 180 a quase R$ 300. Já um quilo pode chegar a R$ 14 mil.
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Demanda firme eleva preços de grãos na bolsa de Chicago
Soja e milho foram os destaques de alta no mercado internacional em setembro, enquanto as cotações do café registraram as maiores quedas no mês. A demanda firme por grãos produzidos pelos americanos ditou a valorização na bolsa de Chicago e, em sentido contrário, o café recuou em Nova York, refletindo o aumento da oferta por parte do Brasil, maior produtor global da espécie arábica. Os contratos de segunda posição da soja em Chicago registraram alta mensal de 9,4% em setembro, de acordo com o Valor Data, para um preço médio de US$ 13,2146 o bushel, em meio a um balanço mais apertado entre oferta e demanda. Luiz Fernando Roque, coordenador de inteligência de mercado da Hedgepoint Global Markets, observou que nem mesmo a previsão de uma safra de soja recorde nos EUA foi capaz de acomodar os preços. “Mesmo com essa previsão de colheita inédita, a demanda muito forte vai levar os EUA a uma redução dos estoques finais na temporada 2026/27”, disse. Ainda no campo da demanda, a China incrementou as aquisições de soja americana, dando fôlego extra à alta na bolsa. “A China já adquiriu 17 milhões de toneladas de soja dos EUA, superando a média de compras dos últimos três anos. Isso mostra que eles estão comprometidos com a importação das 25 milhões de toneladas anunciadas pelos americanos em outubro”, lembrou Roque. Segundo o levantamento do Valor Data, o milho teve alta mensal de 9,4% em setembro, para US$ 5,3968 o bushel, na média, enquanto o trigo subiu 5,8%, para US$ 7,3402 o bushel. Além do aperto nos estoques globais, a troca de ataques entre russos e ucranianos levou a uma redução das exportações de milho e trigo dos dois países pelos portos do Mar Negro e no Mar de Azov, destacou o analista. Nesse sentido, a SovEcon cortou em 4,7 milhões de toneladas sua estimativa para as exportações de trigo da Rússia em 2026/27, previstas em 36,7 milhões de toneladas. A projeção indica queda de 20% em relação à safra anterior, e ainda seria o menor patamar desde 2021/22. Para a consultoria, os embarques por esses locais não devem se normalizar antes de 2027. Bolsa de Nova York Em Nova York, o café teve queda mensal de 10,9% em setembro, para uma média de US$ 2,8351 a libra-peso. Para Vicente Zotti, diretor da NRP Agro, o recuo se seguiu à chegada do café brasileiro ao mercado, com a finalização da colheita da safra 2026/27. “Nós vimos um grande desmonte nas posições compradas [aposta na alta dos preços na bolsa], que saíram de 25 mil contratos para 12 mil porque começou a chegar o café que estava represado pelo atraso na colheita”, afirmou. Ainda segundo Zotti, o mercado já acompanha o desenvolvimento da safra brasileira 2027/28 de café. “Tivemos as primeiras floradas em setembro, e o clima para os próximos 40 dias aponta previsões muito boas para as áreas produtoras no Brasil”, acrescentou. No mercado do cacau, os preços caíram 2,2% em Nova York, para a média de US$ 5.867 a tonelada em setembro. Já o algodão recuou 2,1%, para a média de 84,63 centavos de dólar, diante de um movimento de realização de lucros. Do lado das altas em Nova York, o destaque ficou com o açúcar, que subiu 6,1% em setembro, para um média de 18,89 centavos de dólar a libra-peso. A commodity avançou sob um cenário restrito de oferta, com novas previsões de déficit na produção global para 2026/27. O suco de laranja concentrado e congelado, por sua vez, encerrou o mês em leve alta em Nova York. Os futuros subiram 0,71%, para uma média de US$ 1,5131 a libra-peso.
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El Niño muda o clima em outubro no Brasil; veja como será na sua região
Outubro começa nesta quinta-feira (1/10) com mudanças nas condições climáticas do Brasil pela presença do El Niño, fenômeno confirmado pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) em junho e que tem 75% de chance de ser o mais intenso da história. O primeiro mês completo da primavera é caracterizado pelo avanço das chuvas pelo país, acumulados acima dos 100 milímetros em boa parte das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte, além da retomada gradual da umidade em áreas que passaram pelo período mais seco durante o inverno. Mas, com a influência do El Niño, o padrão observado nos anos anteriores não se repete em 2026. De acordo com o meteorologista Celso Luis de Oliveira Filho, da Tempo OK, enquanto algumas áreas vão registrar precipitações acima da média, outras terão déficit hídrico. A condição pode atrasar o plantio de importantes culturas ou, no sentido oposto, dificultar a atividade agrícola pelo encharcamento do solo. +Veja como fica o clima na sua cidade A previsão indica que em Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e nas áreas localizadas no sul de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, os volumes serão maiores. Já nas regiões Norte e Nordeste e na parte norte de Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, ficam abaixo da média. “As maiores anomalias, ou seja, os locais que receberão muito mais ou muito menos chuva que o normal para época do ano são o Paraná e Mato Grosso do Sul, com excesso, e o Pará, Amazonas e norte de Mato Grosso, com menos. Em qualquer um dos casos, a situação é prejudicial”, diz. El Niño muda o clima em outubro no Brasil; veja como será na sua região Reprodução/Inmet Outubro terá muito calor? Sim. A proximidade do verão, estação que começa em 21 de dezembro, faz do aumento das temperaturas uma característica esperada para outubro. Neste ano, porém, o calor deve ir além do comportamento típico para a época. “Faz muito mais calor que o normal no Norte e Nordeste, com destaque para os Estados do Pará, Amazonas e Roraima. No Sudeste e Centro-Oeste, a temperatura fica acima do normal também, mas o calor não será persistente”. O Sul, por sua vez, pode sentir quedas acentuadas em determinados momentos pela passagem de massas de ar frio, reforça o especialista à Globo Rural. Além do calor e da alternância entre períodos quentes e frios, outubro também é marcado pela ocorrência de tempestades severas do Rio Grande do Sul ao Paraná. A combinação entre o avanço de massas de ar frio e a presença de ar quente e úmido favorece a formação de temporais, que podem acompanhar granizo e vento. “Outubro é uma verdadeira ‘gangorra climática’. É um dos períodos mais dinâmicos e imprevisíveis do ano para a meteorologia brasileira. A situação deverá ser ainda pior por causa do El Niño”. Como será o clima em outubro na sua região? SUL A previsão indica chuva acima da média nos três Estados, com destaque para o Paraná, onde os volumes devem ser maiores, segundo Celso Filho. A proximidade do verão favorece o aumento das temperaturas, mas a passagem de massas de ar polar ainda provoca períodos de frio durante o mês. SUDESTE Assim como no Sul, a chuva acima da média predomina em parte do Sudeste. Em São Paulo, os volumes serão mais expressivos, enquanto o norte de Minas Gerais e do Espírito Santo tende a registrar menos precipitação. Os modelos meteorológicos indicam ainda alternância entre calor e quedas de temperatura, mas a média fica acima do esperado. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), os termômetros podem registrar até 2°C acima da média em Minas Gerais. CENTRO-OESTE Enquanto o sudoeste e o leste de Mato Grosso do Sul e o sul de Mato Grosso e de Goiás recebem mais chuva, a maior parte do território mato-grossense e o norte de Goiás terão déficit hídrico. Em relação às temperaturas, outubro será de calor acima da média. Em Goiás, por exemplo, a temperatura pode chegar a 2°C acima da média. NORTE Diferentemente das regiões do Centro-Sul, o Norte terá acumulados abaixo da média, com destaque para Roraima, Amazonas e Pará, o que pode prejudicar a agricultura. “Nas áreas produtoras de Rondônia e Tocantins, o plantio da soja ocorre de forma mais lenta que o desejável, enquanto portos, como o de Miritituba, podem ter restrições nos embarques pelos baixos níveis dos rios amazônicos”, explica o meteorologista. Se a precipitação fica abaixo da média, a temperatura será alta. No Pará e no Acre, os termômetros podem superar em até 2°C a média. Nas demais áreas, a diferença chega a 1,5°C. NORDESTE A região repete o Norte, com chuva abaixo da média e temperaturas elevadas. Os menores volumes são esperados no leste de Sergipe e no nordeste e no sul da Bahia. Sobre as temperaturas, a Bahia pode ter até 2°C acima da média na área central. Nos demais Estados, a expectativa é de até 1 °C, projeta o Inmet. Quais os destaques para o agro em outubro? A chuva acima da média pode dificultar o plantio e a manutenção das lavouras de soja e milho, além da colheita do trigo, no Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina; As baixas temperaturas registradas no Sul contribuem para o atraso no desenvolvimento de culturas de verão; A chuva irregular pode exigir irrigação complementar nas áreas cafeeiras do norte do Espírito Santo; Nas áreas com lavouras de cana-de-açúcar da região Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, as janelas para a colheita ficam mais curtas devido à chuva excessiva; A chuva abaixo da média na área entre Mato Grosso e Pará atrapalha o plantio de soja pela baixa umidade do solo. O cenário é diferente no sul de Mato Grosso do Sul, onde os maiores volumes atrasam as atividades no campo; A previsão de chuva abaixo da média é favorável para a colheita da cana-de-açúcar em Alagoas e Pernambuco; O plantio de soja deve avançar lentamente em Rondônia e Tocantins pelos volumes de chuva previstos abaixo da média.
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Vendas de etanol hidratado em agosto tiveram o terceiro maior volume da história
As vendas de etanol hidratado realizadas aos postos de combustível em agosto tiveram o terceiro melhor mês da série histórica, de acordo com levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) divulgado nesta quarta-feira (30/9). O volume vendido alcançou 2,055 bilhões de litros, o maior patamar desde dezembro de 2019. Em relação a agosto do ano passado, as vendas tiveram um aumento de 21,1%. Na comparação com julho, o crescimento foi de 7,1%. A aceleração das vendas ocorreu concomitantemente ao aumento da competitividade do etanol nas bombas. Com forte incremento de produção, os preços do biocombustível recuaram ao longo do avanço da moagem de cana da safra 2026/26, aumentando sua distância em relação aos preços da gasolina. Desde o início do ano até agosto, as vendas de etanol hidratado já totalizam 14,414 bilhões de litros, um incremento de 3% na comparação com o mesmo período do ano passado. Em São Paulo, que concentra a maior parte da demanda nacional por combustíveis as vendas do etanol hidratado cresceram 17,8% na comparação anual, para 987,5 milhões de litros. Em Minas Gerais, o volume vendido em agosto cresceu 21,5%, para 215,9 milhões de litros. Em Goiás, as vendas aumentaram 13,2%, para 148,6 milhões de litros. O Estados com o maior incremento percentual foi o Rio Grande do Sul, onde as vendas de agosto aumentaram 80,5% na comparação anual e atingiram 17,5 milhões de litros. Initial plugin text
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Frente fria muda o tempo e provoca tempestades e granizo nesta quinta-feira
O mês de outubro começa com a passagem de uma frente fria ligada ao ciclone extratropical que atua sobre o Oceano Atlântico, na altura das regiões Sul e Sudeste, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesta quinta-feira (1/10), o sistema mantém as condições para chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo em áreas do Centro-Oeste e do Sudeste. Ao mesmo tempo, a instabilidade avança pelo interior do país e começa a alcançar áreas próximas do Matopiba, enquanto o Amapá, o nordeste do Pará e o sertão nordestino seguem mais quentes e secos. Sul Ainda chove pela manhã no Paraná e em Santa Catarina, com trovoadas e risco de granizo no noroeste paranaense. Ao longo do dia, porém, a entrada de ar mais seco reduz a nebulosidade e deixa o tempo mais firme em grande parte da região. + Veja previsão para sua cidade À noite, o frio ganha força principalmente no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As mínimas chegam a 13°C em Porto Alegre e Curitiba, enquanto Florianópolis não deve passar dos 16°C. Sudeste O dia começa com sol e calor em boa parte da região, mas a passagem da frente fria muda rapidamente o tempo. A chuva chega primeiro ao oeste e sul de São Paulo e avança durante a tarde e a noite para o sul de Minas Gerais, Rio de Janeiro e centro e sul do Espírito Santo. Há risco de tempestades e granizo em áreas de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. No norte de Minas e do Espírito Santo, o tempo ainda fica firme e quente. Em São Paulo, a frente fria derruba a temperatura, com máxima de apenas 20°C, enquanto Belo Horizonte ainda pode chegar a 37°C. Centro-Oeste O tempo fica bastante instável em Mato Grosso do Sul, no sul e oeste de Goiás e em grande parte de Mato Grosso, com chuva, trovoadas e possibilidade de granizo. Há alerta para tempestades em várias áreas da região. No sul de Mato Grosso do Sul, a chuva perde força ao longo do dia e o tempo começa a ficar mais estável. Já no nordeste de Goiás, o tempo permanece mais seco, com baixa umidade. As temperaturas chegam a 35°C em Brasília e Goiânia, enquanto Cuiabá deve registrar máxima de 30°C. Nordeste O tempo permanece predominantemente firme, com sol e poucas nuvens em grande parte da região. A baixa umidade continua sendo destaque em áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Apesar do avanço da instabilidade pelo interior do país, a chuva ainda não se espalha de forma significativa pela região. O calor segue intenso, com máxima de até 39°C em Teresina. Norte O oeste da região concentra as principais instabilidades, com pancadas de chuva e trovoadas no Acre, Rondônia e Amazonas. Também chove de forma isolada em Roraima e no sudoeste do Pará, e há possibilidade de chuva em áreas do oeste e noroeste paraense e do sudoeste de Tocantins. Já no Amapá e em boa parte do Pará e de Tocantins, o tempo fica mais firme e quente. As temperaturas chegam a 37°C em Boa Vista e a 39°C em Palmas.
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Vendas de máquinas agrícolas caíram 22,4% entre janeiro e agosto de 2026
As vendas da indústria de máquinas e equipamentos agrícolas somaram R$ 36,30 bilhões em receita líquida total entre janeiro e agosto de 2026, queda de 22,4% em relação ao mesmo período de 2025. Somente em agosto de 2026, a comercialização totalizou R$ 4,79 bilhões, 22,8% menos do que no mesmo mês de 2025 e 1,7% abaixo em comparação a julho de 2026. Os dados foram divulgados pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). As exportações totalizaram US$ 1,15 bilhão de janeiro a agosto de 2026, uma alta de 12,7% em comparação com os mesmos oito meses em 2025. Já em agosto de 2026, foram US$ 133,4 milhões em máquinas e equipamentos agrícolas exportados, 1,1% menos em relação a agosto de 2025, e 5,5% menos do que em julho de 2026. Entre janeiro e agosto de 2026, as importações chegaram a US$ 810,9 milhões, queda de 4% se comparado ao mesmo período de 2025. Em agosto de 2026, os maquinários importados totalizaram US$ 90,25 milhões, 4,9% acima do registrado no mesmo mês de 2025 e 4,6% abaixo de julho de 2026. Tratores e colheitadeiras Em unidades, foram comercializados 7.252 tratores em agosto de 2026, 3,88% acima dos 6.981 tratores negociados em julho de 2026. Do total, 3.324 foram vendidos para o usuário final, 25,5% menos do que no mesmo mês de 2025, mas 19,1% acima do que em julho de 2026. Outros 3.440 foram comercializados para fábricas, 34,1% menos do que em agosto de 2025, e 2,6% menos do que em julho de 2026. Os 488 tratores restantes foram destinados à exportação, que registrou crescimento de 6,6% em relação ao mesmo mês de 2025, mas queda de 26,1% em comparação às unidades exportadas em julho de 2026. As colheitadeiras totalizaram 270 unidades vendidas, 62,65% mais do que as 166 máquinas vendidas no mês anterior. Do total de 270 colheitadeiras vendidas, 112 foram negociadas com o usuário final, 43,1% a menos do que em agosto de 2025 e 13,6% a menos do que em julho de 2026. Além disso, 141 colheitadeiras foram vendidas para fábricas em agosto de 2026, uma queda de 43,1% em relação ao mesmo mês de 2025, mas um aumento representativo de 354,8% em comparação a julho de 2026. Por fim, as exportações de colheitadeiras totalizaram 17 unidades em agosto, três máquinas a mais em comparação a um mês antes. Initial plugin text
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Vírus capaz de destruir bactéria do cancro cítrico é identificado em São Paulo
Uma linhagem de vírus capaz de destruir a bactéria do cancro cítrico, uma doença importante que ataca laranjas, limões e tangerinas, foi identificada em pomares no interior de São Paulo. Nos testes mais promissores feitos em estufas, o vírus conseguiu reduzir em até 60% as lesões nas plantas. A infecção bacteriana causa manchas marrons em folhas e frutos, o que compromete a qualidade e produtividade das safras. A descoberta foi detalhada em um estudo publicado em setembro na revista Microbial Genomics, conduzida por uma parceria entre a Universidade Estadual Paulista (Unesp), o Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) e a Universidade Metropolitana de Manchester (Reino Unido). A pesquisa indica que o bacteriófago P27 – um tipo de vírus que infecta bactérias – é capaz de eliminar a Xanthomonas citri, causadora da doença, sem afetar outros organismos do ambiente, o que pode contribuir para reduzir a dependência de defensivos à base de cobre, segundo informações da Agência Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). Os cientistas realizaram uma varredura em 12 propriedades rurais de São Paulo entre 2018 e 2021 e isolaram 72 variedades desse vírus. Os bacteriófagos foram avaliados quanto à capacidade de infectar diferentes linhagens de Xanthomonas citri, além de características como crescimento, estabilidade e composição genética. Além disso, também foram estudadas proteínas com potencial para degradar estruturas bacterianas. O fago P27 foi selecionado e testado como estratégia de controle da bactéria em plantas de laranja. Os testes mostraram que as árvores tratadas com o vírus tiveram até 60% menos lesões de cancro cítrico do que as plantas não tratadas. Resistência microbiana Nos experimentos, foram testadas 122 linhagens de Xanthomonas citri. Do total, 100 se mostraram suscetíveis a infecção por todos os fagos. De acordo com Caio Zamunér, pesquisador da Unesp, isso pode estar relacionado às características genéticas desses microrganismos. “A bactéria do cancro cítrico no Estado de São Paulo é geneticamente muito uniforme”. Apesar disso, 21 linhagens foram completamente resistentes ao tratamento, enquanto uma apresentou resistência variável, ou seja, foi resistente a alguns fagos, mas sensível aos demais. “Os alvos que permitem que esses vírus reconheçam as bactérias estão presentes em todas elas, mas a bactéria pode contar com mecanismos de resistência temporária ou de regulação”, explica. Initial plugin text
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BNDES libera R$ 18 milhões para projeto agroflorestal em Roraima
O BNDES liberou R$ 18 milhões para a Corageous Land, empresa de produção em sistemas agroflorestais (SAF), para apoiar seu projeto que vai recuperar áreas degradadas em Roraima. O desembolso é o primeiro de um financiamento total de R$ 116 milhões já aprovado pelo banco de fomento com recursos do Fundo Clima. O projeto de restauração e implantação de SAF no local demandará um investimento de R$ 340,8 milhões. Os sistemas agroflorestais combinarão espécies nativas com cultivos como café, cacau, açaí, banana, pimenta-do-reino, coco e madeiras nobres. O arranjo agroflorestal de referência reúne 13 espécies, distribuídas em diferentes estratos de vegetação. Entre as espécies madeireiras nativas previstas estão castanheira, cumaru, angelim, ipê e pau-de-balsa. Para converter a área degradada em um sistema agroflorestal, a companhia vai plantar aproximadamente 9,7 milhões de mudas em uma área de 2 mil hectares. A expectativa é que a recuperação dessa área remova aproximadamente 33,9 mil toneladas de CO2 equivalente por ano. O projeto também prevê viveiros próprios, beneficiamento da produção, capacitação local e parcerias com universidades e instituições de pesquisa. O financiamento também atenderá a compra de insumos, custo com mão de obra, obras civis e agroindustriais, máquinas e equipamentos e capital de giro. Segundo o BNDES, o projeto estima gerar 603 empregos diretos e indiretos Durante a implantação do sistema agroflorestal. Após a implantação, a previsão é manter de 682 postos de trabalho, sendo 602 diretos e 80 indiretos. "A restauração produtiva é uma das soluções mais completas para o Brasil e para o planeta. Em Roraima, pastagens degradadas estão sendo transformadas em sistemas agroflorestais produtivos e biodiversos, mostrando na prática que é viável aliar retorno econômico à geração de empregos locais, fixação de carbono e produção de alimentos e madeiras nativas em larga escala”, afirmou Philip Kauders, cofundador e CEO da Courageous Land, em nota. “Esse projeto mostra que a restauração de áreas degradadas pode estar associada à produção, à geração de empregos e à economia de baixo carbono. O Fundo Clima permite ao BNDES oferecer financiamento de longo prazo para dar escala a esse tipo de investimento, contribuindo para a construção de uma nova economia florestal no país”, afirmou Tereza Campello, diretora Socioambiental do BNDES, em nota. Initial plugin text
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Luiz Felipe Do Valle Silva De Menezes avança com energia e mobilidade
A transformação da infraestrutura de abastecimento não ocorre apenas nos grandes corredores urbanos. Ela também interessa a cadeias produtivas que dependem de logística, deslocamento e disponibilidade de energia. Nesse contexto, Luiz Felipe Do Valle Silva De Menezes conduz na Rede Paz uma estratégia que combina a experiência do varejo de combustíveis com tecnologia, serviços e preparação para a mobilidade elétrica. Com mais de 80 unidades, principalmente em São Paulo, a Rede Paz possui uma estrutura distribuída que atende diferentes fluxos de veículos. Essa capilaridade é um dos ativos considerados no planejamento de expansão da recarga elétrica, que prevê chegar a 300 carregadores ultrarrápidos na capital paulista até o fim de 2027. Luiz Felipe Do Valle Silva De Menezes iniciou sua trajetória no setor com passagem pela Shell Brasil. A experiência reuniu contato com logística, abastecimento, gestão financeira, fornecedores, segurança, pessoas, tecnologia e planejamento operacional. Depois, sua atuação passou a estar ligada ao crescimento da Rede Paz e à adaptação de uma operação tradicional às mudanças que começam a redesenhar o mercado de mobilidade. A logística continua no centro dessa transformação. Combustíveis dependem de uma cadeia estruturada de fornecimento e distribuição; a eletrificação acrescenta outra lógica, baseada em capacidade da rede elétrica, equipamentos, localização e tempo de recarga. Para empresas que operam postos, administrar a convivência entre esses sistemas passa a fazer parte do planejamento de longo prazo. A Rede Paz mantém relações comerciais com Ipiranga e Vibra, grupos relevantes no abastecimento nacional. Ao mesmo tempo, acompanha fornecedores de tecnologia para mobilidade elétrica, inclusive empresas chinesas. A estratégia conecta, portanto, parceiros tradicionais do mercado de combustíveis a uma cadeia internacional de equipamentos que ganha importância com a expansão dos veículos elétricos. Os carregadores ultrarrápidos são uma das faces mais visíveis dessa mudança. A instalação em pontos estratégicos começou a inserir a recarga na rotina de unidades da rede. O plano para 2027 amplia a escala e exige análise de demanda, infraestrutura elétrica, manutenção, segurança e viabilidade de cada endereço. Para Luiz Felipe Do Valle Silva De Menezes, a capilaridade dos postos pode servir como base para essa nova etapa porque os locais já fazem parte das rotas dos motoristas. A lógica é aproveitar infraestrutura existente para adicionar uma função energética, em vez de construir toda a rede de atendimento a partir do zero. Essa adaptação também modifica a dinâmica comercial. Durante a recarga, o consumidor permanece mais tempo no local, abrindo espaço para conveniência, alimentação e serviços automotivos. O posto passa a reunir abastecimento convencional e elétrico com atividades que podem aumentar a produtividade do imóvel e diversificar receitas. Tecnologia e dados ajudam a definir quais unidades têm maior potencial para receber investimentos. Fluxo de veículos, características da região, perfil de consumo e capacidade de atendimento são elementos que podem orientar a escolha dos pontos. O objetivo é evitar que a expansão ocorra apenas pela quantidade e buscar aderência entre infraestrutura e demanda. Embora a Rede Paz tenha presença essencialmente urbana, as mudanças observadas no negócio dialogam com uma questão mais ampla do setor de transportes: como diferentes matrizes energéticas vão conviver na logística brasileira. Estradas, cidades, centros de distribuição e cadeias produtivas dependem de uma rede confiável de abastecimento. A entrada gradual da eletricidade adiciona novas exigências a essa estrutura. A experiência de Luiz Felipe Do Valle Silva De Menezes no setor coloca sua atuação em contato direto com essa transição. O conhecimento acumulado em combustíveis e operação de postos é usado como base para avaliar tecnologias que podem complementar o modelo atual. Em vez de tratar a eletrificação como ruptura imediata, a estratégia trabalha com convivência e adaptação progressiva. A meta de 300 carregadores ultrarrápidos até o fim de 2027 dá dimensão ao projeto. Para alcançá-la, a rede terá de coordenar investimento, fornecedores, infraestrutura e demanda. Cada instalação representa não apenas um equipamento novo, mas uma mudança na forma como a unidade utiliza espaço, energia e tempo do consumidor. Essa estratégia une logística, energia e inovação na agenda de expansão.
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Cacau recua em Nova York com expectativa de aumento nas vendas em Gana
O cacau seguiu com preços deprimidos na bolsa de Nova York, mesmo após baixa de 3,24% na véspera. Os lotes para dezembro fecharam a sessão desta quarta-feira (30/9) em queda de 0,76%, para US$ 5.367 a tonelada. As notícias recentes indicam aumento da oferta nos principais produtores da amêndoa. Em Gana, segundo maior produtor global, o Conselho do Cacau (COCOBOD) pretende captar cerca de US$ 1,4 bilhão com investidores domésticos, informou o site Mercado do Cacau. Segundo análise do site especializado, após este anúncio, a principal questão será a capacidade de transformar a captação em recursos disponíveis para as compras. “O financiamento, por si só, não aumenta a produção agrícola, mas pode melhorar o escoamento do cacau disponível. Por isso, o volume efetivamente captado, os custos e o ritmo de liberação dos recursos serão pontos importantes de acompanhamento ao longo da temporada”, destacou o site. Açúcar O preço do açúcar caiu na sessão em dia marcado por realização de lucros. Os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em baixa de 1,22%, a 18,61 centavos de dólar a libra-peso. Suco de laranja Um movimento de realização também direcionou a baixa para os valores do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês). Os lotes para novembro fecharam em queda de 1,24%, a US$ 1,5170 a libra-peso. Algodão O preço do algodão registrou leve queda na bolsa de Nova York. Os lotes da pluma para dezembro recuaram 0,43%, a 78,52 centavos de dólar a libra-peso. Café O preço do café, por sua vez, se manteve firme na bolsa de Nova York. Os lotes com vencimento em dezembro fecharam em alta de 0,43%, a US$ 2,9070 a libra-peso.
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Estoques de milho crescem acima da expectativa e derrubam preços em Chicago
O aumento acima do esperado para os estoques de milho nos Estados Unidos derrubou as cotações do cereal na bolsa de Chicago. Os contratos para dezembro fecharam em baixa de 4,07% nesta quarta-feira (30/9), a US$ 5,0075 o bushel. Os preços rapidamente afundaram após a divulgação dos estoques trimestrais. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) disse que as reservas do cereal chegaram a 53,2 milhões de toneladas em 1º de setembro. A Royal Rural, lembrou que, antes do relatório, o mercado esperava estoques de 48,7 milhões de toneladas. Ainda segundo a consultoria, a estimativa mais alta entre os analistas chegava a 50,9 milhões de toneladas. Com isso, são 4,5 milhões de toneladas acima da expectativa média e 2,3 milhões acima do teto das estimativas. “É essa diferença que explica a reação forte de Chicago. O mercado já esperava estoques elevados, mas não trabalhava com um volume dessa magnitude. Esse volume adicional aparece justamente quando a nova colheita americana já começa a aumentar a oferta física. O mercado precisa absorver ao mesmo tempo um estoque inicial maior e a entrada do milho novo”, destacou a Royal Rural, em nota. Trigo Acompanhando a desvalorização do milho, o trigo também recuou na bolsa de Chicago em dia de movimentações técnicas. Os contratos para dezembro fecharam em baixa de 2,45%, a US$ 6,7575 o bushel. A queda de 4% nos valores do milho arrastou a movimentação do trigo. Geralmente, os cereais têm correlação de preços na bolsa, já que ambos são utilizados na indústria da ração animal. Soja Acompanhando a desvalorização dos cereais, a soja também recuou em Chicago. Os contratos para novembro tiveram desvalorização de 0,37%, para US$ 12,93 o bushel.
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Entidades dizem que vão acompanhar implementação de novo marco legal do seguro rural
A Sociedade Rural Brasileira (SRB) afirmou, em nota, que a nova lei do seguro rural (15.526/2026), sancionada nesta quarta-feira (30/9), gera avanços e fortalece a política de gestão de riscos no país. A entidade defendeu agilidade na regulamentação da legislação e disse que quer contribuir com o governo para implementar as normas na ponta. Entre as principais medidas estão a definição de prazos para regulação e liquidação de sinistros, a limitação dos documentos exigidos ao produtor, o reconhecimento do seguro rural como garantia nas operações de crédito rural e o estabelecimento de regras mais claras para o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), como a proteção ao orçamento, disse a SRB, na nota. "A SRB avalia que os avanços trazem maior previsibilidade para os recursos destinados ao PSR, ampliam a transparência e contribuem para o alinhamento entre as políticas de crédito e seguro rural", apontou. A SRB disse que as discussões para regulamentação da lei devem se basear na "previsibilidade e a segurança jurídica para toda a cadeia produtiva integrada, de forma a viabilizar o acesso ao crédito seguro e contribuir para o fortalecimento do setor produtivo". Já o Sistema OCB afirmou que a sanção da lei representa uma "conquista relevante" para produtores rurais e cooperativas agropecuárias. "Essa conquista pode dar mais segurança ao planejamento da produção e fortalecer a proteção de quem está no campo. Estivemos desde o início apoiando a construção deste projeto e vamos acompanhar a implementação das novas regras para que seus benefícios cheguem aos produtores e às cooperativas", afirmou, em nota, a presidente executiva do Sistema OCB, Tania Zanella. A senadora Tereza Cristina (PP-MS), autora do projeto que resultou na nova lei, disse que a sanção é uma "conquista importante para quem produz no campo". Em postagem nas redes sociais, ela ressaltou o trabalho feito no Congresso Nacional nos últimos anos para "modernizar e aperfeiçoar" a legislação sobre o seguro. O foco, segundo ela, foi garantir mais "segurança jurídica, proteção para o plantio e previsibilidade" para produtores rurais. "Um seguro rural mais eficiente ajuda a enfrentar as adversidades, preservar a produção e garantir a continuidade do abastecimento. Quando protegemos quem produz, protegemos também a segurança alimentar de todos os brasileiros", afirmou. Initial plugin text
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Fábricas de biometano autorizadas são 2% do potencial do país, diz Abiogás
O Brasil tem 21 unidades de produção de biometano em operação e mais 47 autorizadas para operar, o que representa 2,8% de todo o potencial de fabricação de biometano do país. Os dados foram apresentados hoje por Josiani Napolitano, presidente da Associação Brasileira do Biogás e do Biometano (Abiogás), durante evento realizado pelo site "Novacana". Segundo a Abiogás, o país tem potencial de produção de 120 milhões de metros cúbicos por dia de biometano. Com as unidades em atividade hoje, a produção está em 1,36 milhão de metros cúbicos ao dia. Se forem somadas as unidades autorizadas, a capacidade subirá para 3,37 milhões de metros cúbicos ao dia. O segmento que tem mais potencial de contribuir para a produção de biometano no país é o de cana-de-açúcar. A dirigente defendeu que o aproveitamento do potencial brasileiro de biometano depende tanto da construção da oferta quando da demanda. Para Napolitano, o que deve destravar o setor é o início da operação do mercado de Certificados de Garantia de Origem de Biometano (CGOBs), que remunerarão os produtores de biometano pelo atributo ambiental da molécula. “Isso já é uma garantia de mercado”, afirmou. Atualmente, a geração e emissão de CGOBs está aguardando a conclusão da plataforma de negociação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em parceria com o Serpro. Leia mais Biometano é oportunidade para economias emergentes, diz estudo Oferta de certificados de biometano deve atender meta de 2026 com folga Capacidade de produção de biometano dobra no agro A partir da primeira emissão de CGOB, passará a valer a obrigação prevista na Lei Combustível do Futuro para que os produtores e importadores de gás natural reduzam suas emissões de carbono. Para este ano, a meta é de redução de 0,5% das emissões. A lei prevê que essa meta pode ir até 10% de redução de emissões. “Estamos trabalhando para ampliar esse percentual, dentro do que o setor consegue produzir”, disse. Usos do biometano A dirigente ressaltou que há potencial de uso de biometano tanto no transporte pesado rodoviário como no transporte aéreo, sendo uma matéria-prima na produção de Combustível Sustentável de Aviação (SAF, na sigla em inglês) e no transporte marítimo, com a liquefação do biometano (bioGNL). “A navegação e a aviação abrem novas oportunidades para essa cadeia”, disse. O uso do biometano como matéria-prima para SAF pela rota Fischer-Tropsch (FT) está em estudo pela Geo bio gas&carbon e pela Copersucar. No caso do uso de bioGNL, atualmente só há uma indústria de liquefação de biometano no país, em Mato Grosso do Sul, que ainda não terminou de ser construída. Além da capacidade de produção, Napolitano ressaltou que é preciso construir uma infraestrutura que transporte a matéria-prima do biometano até as unidades de biodigestão, e que transporte o biometano para os potenciais centros de consumo, como os portos onde poderão ser abastecidos navios movidos a GNL. No transporte rodoviário, o biometano já é hoje competitivo em relação ao diesel, mas ainda não é mais competitivo do que o gás natural de origem fóssil, o que ainda exige a existência de uma política pública que garanta demanda para o biometano, defendeu Napolitano. Outro setor potencial é o elétrico, com uso direto do biogás (não purificado) par a geração de energia. “Temos trabalhado com o Ministério de Minas e Energia na inserção do biogás nos leilões de reserva de capacidade, que tem capacidade incrível de atender o sistema em determinados horários”, afirmou.
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SLC conclui emissão de R$ 515,5 milhões em CPR-F
A SLC Agrícola concluiu nesta terça-feira (29/9) sua emissão de Cédulas do Produtor Rural - Financeira (CPR-F), iniciada no último dia 25, no valor de R$ 515,480 milhões. Houve a subscrição de R$ 504,592 milhões por parte de 537 investidores pessoa física e R$ 10,888 milhões por parte de uma instituição financeira ligada ao emissor. A operação foi destinada a investidores profissionais. O coordenador líder da emissão foi o Bradesco BBI. Resultados recentes A recuperação dos preços de algumas commodities nos últimos meses já começou a ajudar os resultados da SLC. No segundo trimestre, a empresa teve um lucro 75,3% acima do registrado um ano antes, somando R$ 245,1 milhões. Já no acumulado do primeiro semestre , o lucro líquido totalizou R$ 481,15 milhões, queda de 26%.
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Globo Rural | O agro de ponta a ponta [Unofficial] @globorural.globo.com.web.brid.gy · 29/09/2026
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Algodão "devolve" parte das altas recentes e recua 4% em Nova York
O preço do algodão registrou forte queda na bolsa de Nova York, com investidores embolsando lucros após as altas recentes no pregão. Nesta terça-feira (29/9), os lotes da pluma para dezembro recuaram 4,83%, a 78,86 centavos de dólar a libra-peso. De acordo com Pery Pedro, desde o começo de setembro os preços vêm perdendo força. Há um mês, os futuros para dezembro eram negociados acima dos 91 centavos Para o especialista, essa queda pode ser explicada por uma soma de fatores. O primeiro deles é o alto volume de contratos comprados (aposta na alta dos preços), que atingiu volume recorde em meio ao sentimento de quebra na safra de algodão dos Estados Unidos. “Ainda que a colheita esteja em 18%, a janela para possíveis problemas está se fechando. Os fundos trabalhavam com expectativa de uma redução de produtividade muito maior, mas isso não se concretizou, por isso agora devolvem boa parte da alta de 35% que aconteceu recentemente”, afirma. Ainda segundo o consultor, havia expectativa no mercado de que a reunião entre os presidentes de Estados Unidos e China pudesse render alguma demanda adicional pelo algodão americano, algo que também não aconteceu. Sem grandes problemas para a produção e com falta de novidades pelo lado da demanda, Pery Pedro ressalta que os fundos foram obrigados a desmontar as posições compradas no algodão em Nova York. “Tivemos hoje uma queda importante para os preços. Agora é preciso ver até onde os fundos levarão esse movimento de queda. Após os 78 centavos, o próximo limite de baixa é 75”. Cacau O preço do cacau também recuou de maneira. Os contratos para dezembro fecharam em baixa de 3,24%, para US$ 5.408 a tonelada. Anton Kharitonov , especialista da Traders Union, observa que a abundante oferta de cacau da Costa do Marfim, maior produtor mundial de amêndoas, pressionou o mercado e estabeleceu um tom cauteloso para as negociações. Ele prevê que o movimento de baixa para as cotações internacionais predominará, com o preço do cacau negociado abaixo de suas médias móveis de curto prazo. Café O preço do café se manteve firme mesmo após elevação de mais de 3% na véspera. Os lotes com vencimento em dezembro fecharam em alta de 0,24%, a US$ 2,8945 a libra-peso. A tendência indica novas quedas para o grão em Nova York, diante do aumento da oferta no curto prazo no Brasil, maior exportador do tipo arábica no mundo. As chuvas recentes em áreas produtoras do país também direcional os valores para baixo, uma vez que podem beneficiar a produção na temporada 2027/28. Suco de laranja Em dia de ajustes técnicos, o preço do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) avançou na bolsa de Nova York. Os lotes para novembro fecharam em alta de 3,05%, a US$ 1,5360 a libra-peso. Açúcar Por fim, no mercado do açúcar em Nova York, os lotes do demerara para março do ano que vem fecharam em alta de 1,51%, a 18,84 centavos de dólar a libra-peso.
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Ruralistas criticam relatório da MP das dívidas do agro; Farsul vê correções
A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) criticou, nesta terça-feira (29/9), o parecer sobre a Medida Provisória da renegociação das dívidas rurais. Em nota, o colegiado argumenta que o relator, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), reduziu a efetividade da MP e manteve entraves para os produtores. Pimenta apresentou seu relatório sobre a MP 1.376/2026 na segunda-feira (28/9). Ao analisar o texto, optou por rejeitar todas as emendas ao texto e apresentou um texto alternativo, na forma de Projeto de Lei de Conversão. A decisão desagradou os parlamentares ligados ao setor agropecuário. Em nota, a FPA afirma que as mudanças propostas corrigiam pontos que, em sua avaliação, dificultam o acesso aos refinanciamentos, como juros, prazos, garantias e o funcionamento do fundo garantidor dessas operações. “A rejeição de importantes emendas pelo relator mantém entraves que já vêm limitando o alcance da renegociação das dívidas rurais”, diz a FPA, em nota. Os parlamentares afirmam ainda que, até este momento, a MP 1.376 não deu resultado satisfatório. De um estoque de dívidas superior a R$ 100 bilhões, foram renegociados R$ 5,27 bilhões em pouco mais de 43 mil operações. E, só em 2025, mais de 14 mil imóveis rurais foram levados a leilão. “O produtor rural precisa de juro viável, crédito que chegue, seguro que proteja, contrato que valha e garantias justas. Manter uma renegociação que não funciona na ponta é um risco para a agropecuária nacional e para o país”, avalia a FPA. Farsul vê correções e espera votação até 1/10 Em uma nota técnica, a Federação de Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul) também destaca que a MP 1.376 chegou a uma pequena parcela do endividamento dos produtores rurais gaúchos. As operações contratadas no Estado até o momento somam R$ 4,47 bilhões. O total das dívidas é de R4 45 bilhões. No entanto, a entidade fez uma avaliação mais positiva do relatório do deputado Paulo Pimenta. Na visão da Farsul, o parecer corrige algumas distorções na MP original. Menciona, por exemplo, a extensão da data de corte das renegociações, que passou de 31 de maio para 31 de agosto de 2026. Outras alterações mencionadas pela entidade são a inclusão de linhas de crédito de capital de giro e emergenciais refinanciadas fora do crédito rural e de Cédulas de Produto Rural (CPR) emitidas em favor de cooperativas e revendas de insumos. A Farsul não estima o alcance do novo texto da MP. Avalia que anda depende do resultado da votação no Congresso, de como o Conselho Monetário Nacional (CMN) vai regulamentar as normas e de como os bancos farão a análise de risco. Leia também Com R$ 8,5 bi em dívidas, pequenos produtores do RS iniciam safra nova com preocupação Cooperativas de crédito lideram os desembolsos no Plano Safra 2026/27 Saldo ‘problemático’ de crédito rural bate recorde Na avaliação da entidade, o maior risco para o produtor hoje é o prazo da Medida Provisória. O texto atual perde a validade em 11 de novembro. E precisa ser votado na Comissão Mista, nos Plenários da Câmara e do Senado e passar por sanção presidencial. A Farsul defende a votação do relatório do deputado Paulo Pimenta até a quinta-feira (1/10), três dias antes do primeiro turno das eleições. Caso não aconteça, a entidade avalia que a lei chegará depois do plantio da safra de verão. “Iremos concentrar nos esforços para que o tema vá à votação ainda nesta semana no Congresso Nacional. A situação é de emergência e necessita agilidade, o período do plantio da safra de verão já iniciou”, afirma o presidente do Sistema Farsul, Domingos Velho Lopes.
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Plantio de soja avança, mas chuvas podem ficar escassas na próxima semana
Os produtores de soja do Brasil já semearam 3,9% da área prevista para o ciclo 2026/27, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por enquanto, o plantio está adiantado em relação aos 3,5% registrados nessa mesma época em 2025, e ainda supera a média dos últimos cinco anos, de 3,6%. Neste momento, o ritmo é puxado pelo Paraná, que já cultivou 15% da área, devido ao tempo firme registrado nas últimas semanas. Em Mato Grosso, por sua vez, a semeadura alcançou 5,7% da área, um leve atraso em relação aos 6% plantados um ano atrás. Em boletim, a Conab disse que o incremento das chuvas ao longo da última semana aumentou o armazenamento hídrico do solo, dando segurança para o avanço da semeadura em novas áreas de sequeiro, com intensificação sobretudo nas macrorregiões Médio-Norte, Oeste e Sudeste. Sobre a previsão do tempo para a próxima semana, a Conab prevê chuva fraca, que não deve ultrapassar 10 mm em áreas do oeste de Mato Grosso, Noroeste de Mato Grosso do Sul e Leste de Goiás, a previsão indica chuva fraca. “Pode haver restrição hídrica à soja já semeada em algumas áreas de Mato Grosso, devido às altas temperaturas e poucas chuvas previstas”, pontuou a Conab. Já para o Sul do Brasil, a estatal ressalta que o Rio Grande do Sul deve ser o Estado com maior acumulado de chuva, podendo chegar a 200 mm na porção central do Estado. No Sul de Santa Catarina, no Oeste do Paraná e na faixa desde o Sudoeste até o Nordeste do gaúcho, os acumulados podem chegar a 150 mm. Nas outras áreas desses Estados, os acumulados previstos são de 100 mm. Initial plugin text
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Ciclone provoca tempestades em três regiões do país nesta quarta-feira
O mês de setembro termina com a formação de um novo ciclone extratropical próximo à costa da região Sul. O sistema se intensifica ao longo desta quarta-feira (30/9), ao mesmo tempo em que avança para o Oceano Atlântico, mas ainda contribui para o deslocamento de uma frente fria pelo país, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Com isso, chuva, trovoadas, rajadas de vento e possibilidade de granizo atingem áreas do Sul, Centro-Oeste e Sudeste. No Rio Grande do Sul, a entrada de uma massa de ar frio começa a estabilizar o tempo, enquanto o oeste da região Norte segue com chuva. Já no interior do Nordeste e em áreas do Centro-Oeste e Sudeste, calor e baixa umidade ainda predominam. Sul A passagem da frente fria mantém o tempo chuvoso no Paraná, em Santa Catarina e no noroeste e norte do Rio Grande do Sul, com chuva acompanhada de trovoadas. Há alerta laranja para tempestades no Paraná e no norte catarinense e alerta amarelo em outras áreas de Santa Catarina e do norte gaúcho. + Veja previsão para sua cidade A entrada de ar frio reduz as temperaturas, com mínimas de 16°C em Porto Alegre e Florianópolis e máximas de até 21°C em Florianópolis e Curitiba. Sudeste Ao longo do dia, as precipitações avançam por todo Estado de São Paulo e chegam ao Triângulo Mineiro, sul de Minas Gerais e sul do Rio de Janeiro. Há alerta laranja para tempestades em São Paulo, no Triângulo Mineiro, sudeste de Minas e em áreas do Rio de Janeiro. Mesmo com a mudança do tempo, o calor continua forte em parte da região, com máximas de 37°C em Belo Horizonte, 36°C no Rio de Janeiro e 35°C em Vitória. Centro-Oeste A região terá dois cenários bem diferentes. Mato Grosso do Sul, o oeste e sul de Mato Grosso e o sul de Goiás ficam sob influência das instabilidades, com chuva e trovoadas e alerta para tempestades. Já o centro, leste e norte de Goiás, o Distrito Federal e o leste de Mato Grosso permanecem com tempo ensolarado, calor intenso e baixos índices de umidade. As máximas chegam a 35°C em Brasília, 37°C em Goiânia e 38°C em Cuiabá. Nordeste O tempo permanece estável em grande parte da região, com chuva isolada apenas nas primeiras horas do dia no norte do Ceará, norte e leste do Rio Grande do Norte e leste da Paraíba e de Pernambuco. Depois, a nebulosidade diminui e o sol predomina no interior. A baixa umidade continua sendo destaque principalmente em áreas da Bahia, Piauí, Maranhão e Pernambuco. O calor segue forte, com máxima de 39°C em Teresina. Norte As instabilidades continuam concentradas no oeste da região, com pancadas de chuva e trovoadas no Acre, Rondônia e centro e oeste do Amazonas, onde há alerta para tempestades. Também pode chover de forma isolada em Roraima e no sudoeste do Pará. No Tocantins, Amapá e em grande parte do Pará, o tempo fica mais firme e quente, com baixa umidade em áreas de Tocantins. As temperaturas chegam a 37°C em Boa Vista e a 39°C em Palmas.
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Pedidos de navios a álcool já preveem demanda de até 20 bilhões de litros até 2030
Os armadores já apresentaram pedidos de 336 navios que poderão ser movidos a metanol ou etanol, o que deverá representar uma demanda de 15 bilhões de litros a 20 bilhões de litros até 2030, quando as embarcações ficarão prontas. O dado foi apresentado por Flavio Mathuyi, coordenador de Temas Ambientais da Comissão Coordenadora para os Assuntos da IMO (CCA—IMO), durante apresentação em evento do site Novacana. Os 336 navios encomendados serão feitos para serem movidos a metanol, mas também poderão abastecer com etanol. Segundo Mathuyi, a mudança no combustível abastecido depende apenas de algumas mudanças em bicos injetores e no software dos navios. “O transporte marítimo está caminhando para a transição energética. A transição energética já está acontecendo. A velocidade que vai acontecer vai depender da medida que deve ser aprovada em dezembro” na IMO, afirmou. Ele defendeu que o etanol tem vantagens em relação ao metanol, como o menor custo de aquisição, a maior disponibilidade e atende melhor a requisitos de segurança. Segundo Mathuyi, os portos brasileiros já possuem hoje infraestrutura de tancagem pronta para garantir oferta de etanol para os navios que quiserem abastecer na costa. A Maersk já realizou testes usando 100% etanol em um navio bicombustível no Porto de Roterdã. Além disso, a CMA CGM já carregou um navio no Porto de Santos com etanol, e a Vale já começou a encomendar navios movidos apenas a etanol. Initial plugin text
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Padrão para uso de etanol de cana em navios pode ser aprovado em 2026
A Organização Marítima Internacional (IMO, na sigla em inglês) pode aprovar ainda neste ano o padrão de intensidade de carbono do etanol de cana-de-açúcar, o que permitirá que os armadores possam contabilizar o uso do biocombustível em navios em seus processos de descarbonização. Como o Brasil detém boa parte da oferta de etanol de cana-de-açúcar do mundo, a atribuição da intensidade de carbono deverá sair mais rápida do que do biodiesel de soja, cuja oferta é mais dispersa entre os países, afirmou Flavio Mathuyi, coordenador de Temas Ambientais da Comissão Coordenadora para os Assuntos da IMO (CCA—IMO), ao Valor, às margens de um evento promovido pelo site Novacana. Os navios já podem utilizar combustíveis renováveis caso tenham capacidade para isso. Porém, a contabilização de redução de emissões para atendimento das metas de descarbonização da IMO só pode ocorrer se o órgão reconhecer oficialmente a intensidade de carbono média de cada rota. Em maio, a IMO reconheceu a intensidade de carbono do etanol de milho de segunda safra em 20,8 gramas de CO2 equivalente por megajoule (MJ) de energia gerada. Para o reconhecimento da intensidade de carbono de uma rota de produção de biocombustível, a IMO demanda informação de ao menos 80% da oferta daquele biocombustível. Como o etanol de milho de segunda safra é produzido basicamente no Brasil, o reconhecimento da intensidade de carbono do produto junto à IMO foi mais rápida, explicou Mathuyi. Ele acredita que a IMO também deverá reconhecer em breve a intensidade de carbono do biodiesel de soja, mas prefere não prever uma data. Segundo o representante brasileiro da IMO, o órgão já aprovou as contas apresentadas pelo Brasil sobre a pegada de carbono do biodiesel de soja do país. Agora, os Estados Unidos e a Argentina apresentam seus dados e aguardam aprovação da IMO, que depois deverá definir uma intensidade de carbono média global para o biodiesel de soja. Segundo Mathuyi, o Brasil tem atuado na IMO para que o órgão crie uma certificação própria considerando todos os tipos de rota de produção, sem dar preferência a uma ou outra matéria-prima. A estratégia é combater posições como da Europa, que em suas regulamentações próprias desconsidera o uso de biocombustíveis de primeira geração em suas políticas de descarbonização, por considerar que eles competem com a produção de alimentos. Initial plugin text
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