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Cleitinho Azevedo (Republicanos) é eleito governador de MG
Cleitinho Azevedo (Republicanos) foi eleito governador de Minas Gerais. O candidato consolidou a vitória no primeiro turno, neste domingo (4). O resultado foi confirmado às 20h54, com 94,16% das urnas apuradas pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE). No horário, Cleitinho aparecia com 55,34% dos votos. Em segundo, Patrus Ananias (PT) tinha 26,20%. De fenômeno nas redes a governador de MG: quem é Cleitinho Azevedo? Para ser eleito presidente da República ou governador no primeiro turno, o candidato precisa receber mais da metade dos votos válidos. Isso é o que a legislação eleitoral chama de maioria absoluta, ultrapassando a metade dos votos válidos contabilizados na eleição. São considerados válidos apenas os votos efetivamente atribuídos aos candidatos, portanto votos brancos e nulos não entram nessa conta. Por isso, Cleitinho já foi definido como próximo governador de Minas Gerais. De fenômeno nas redes sociais a governador do estado: quem é Cleitinho? Num estilo "influenciador" e "homem do povo", Cleitinho apostou em estratégias na corrida eleitoral que o ajudaram a se tornar ainda mais popular junto ao eleitorado. Como, por exemplo, linguagem simples, uso de camisas de futebol da sua coleção de 2.500 peças, além de vídeos gravados em rodovias esburacadas para passar mensagens aos eleitores. Ao lado dos irmãos que também são políticos, o senador apostou, ainda, em uma campanha com agendas "espontâneas", como adesivaços de carros, sempre transmitidas nas redes sociais. "Estamos junto, meu irmão. Parou mais um carro, buzinou mais um é porque tá com a gente. Vai compartilhando aí gente, vai comentando, que a gente vai na sua cidade também. E a gente que vai pregar o adesivo no seu carro, porque aqui não tem estrutura, não. A estrutura é o povo", disse. Cleitinho tem 44 anos, é casado e pai de dois filhos. Natural de Divinópolis, principal município do Centro-Oeste mineiro, ele trabalhou com o pai e irmãos no varejão da família antes de entrar pra política. No período, também participou de um grupo de pagode. Quando se apresentava na cidade, Cleitinho gravava vídeos criticando a política local, o que o fez ganhar popularidade e ser eleito para vereador em 2016. Dois anos depois, o parlamentar conseguiu 115 mil votos para se eleger como deputado estadual e se o tornou o mais bem votado da coligação à época. Durante o mandato na Assembleia Legislativa, ele usou fortemente a tribuna do Plenário para atacar "privilégios e mordomias de políticos", como a redução de auxílios. Como consequência, na sua terceira eleição em 2022, Cleitinho recebeu mais de 4 milhões de votos e se tornou senador por Minas. No Senado, novamente o parlamentar focou a atuação contra a classe política tradicional e chegou a defender propostas como o fim da escala 6x1, mesmo estando num partido da direita. "E eu queria aqui falar sobre essa situação do fim da escala 6 x 1, porque é muito fácil quem não viveu dela, querer dar opinião aqui. Eu posso falar dela e posso optar pelo fim da escala 6x 1, sabe por quê? Porque eu vivi ela a vida inteira. Agora quem não viveu, não tem moral para decidir. Sabe o que que a gente tem que fazer? Inverter. A gente vai fazer igual no Congresso Nacional, trabalhar 6x1. Talvez se a gente já tivesse feito isso, inclusive trabalhando dia de sábado, pegando ônibus lotado, recebendo um salário de R$ 1.600, eu tenho certeza absoluta que a gente deveria ter votado essa escala aqui há muito tempo. Então não é eleitoreiro", afirmou. Apesar de líder na corrida eleitoral segundo pesquisas, a candidatura ao governo de Minas do senador só veio aos "48 do segundo tempo", depois de muito impasse com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira. Após desistir da campanha alegando estar de luto pela morte do irmão, Cleitinho recuou e, junto com apoiadores, precisou convencer o mandatário do partido a mudar de ideia. Dessa forma, a chapa foi registrada às vésperas do fim do prazo eleitoral. Agora eleito, o novo governador de Minas terá como um dos principais desafios implementar suas propostas em meio a um estado financeiramente comprometido. A promessa de redução do IPVA chegou a ser o "calcanhar de aquiles" de Cleitinho na campanha, sendo fortemente explorada pelos adversários e até criticada por prefeitos mineiros. No debate da Globo, o senador novamente defendeu a medida, que, segundo ele, será adotada no 1º dia de governo. "Hoje a gente perdeu a competitividade. Hoje a nossa alíquota é 4% e tem alguns estados que são 2%. Então o que que acontece hoje, o cidadão mineiro prefere passar a divisa ali do Espírito Santo que seja, vai lá emplacar, porque lá é 2%. Então acaba que a gente perde a arrecadação. Eu já falei já que a gente vai compensar o IPVA com as isenções fiscais. E eu quero falar aqui para você que está me acompanhando, eu sou de direita, mas meu coração é para todos. É minha obrigação servir todos. Ali, a hora que chega na saúde, a hora que chega na infraestrutura, o cidadão mineiro não quer saber se ele é de esquerda ou de direita. O buraco está ali, não é para ele saber se ele é de esquerda ou direita não. Eu tenho obrigação de governar para todos e eu vou fazer isso", declarou. Agora eleito, o novo governador também terá que enfrentar alguns pontos polêmicos que surgiram na campanha, como dar explicações ao Ministério Público Eleitoral sobre o uso de uma aeronave de um empresário para deslocamento, que, segundo adversários, pode configurar "caixa 2".