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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]

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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 16/10/2026
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Após a morte do filho e do marido, Sylma escreveu para seguir vivendo
A vida de Sylma Lima foi dividida em antes e depois de uma tragédia. Há quase quatro anos, a jornalista perdeu o filho caçula, Arthur, de 16 anos, e o marido, Alberto, em um acidente de trânsito durante uma viagem a Bonito. De uma hora para outra, ela precisou enfrentar um luto para o qual nunca foi preparada. Vieram a tristeza, o vazio e a sensação de que a vida havia acabado. Por um ano e oito meses, Sylma conta que passou os dias praticamente trancada no quarto, chorando e tentando compreender como poderia seguir em frente sem duas das pessoas mais importantes. O casamento aconteceu na juventude e já tinha mais de 30 anos. Ao longo de 3 décadas juntos, os dois tiveram 3 filhos. Quando partiu, Arthur tinha 16 anos. Segundo a mãe, o adolescente era apaixonado por futebol, estudava e defendia o gol do time da escola. “Ele jogava desde os quatro anos de idade e estava a uma semana da formatura do ensino médio quando o acidente aconteceu”, detalha. A relação entre mãe e filho era cheia de cuidados e preocupações e, para Sylma, a simplicidade de Arthur era uma das principais qualidades do garoto. “Ele se preocupava com quem não tinha condições. Doava casaco, ajudava com dinheiro. Ele era assim, ele não tinha vaidade”, recorda. O acidente aconteceu em novembro de 2022, durante uma viagem de Alberto com Arthur e um amigo da família. O marido da jornalista, que era inspetor de polícia, havia se aposentado e queria aproveitar o tempo para viajar com o filho. Na manhã de sábado, 12 de novembro, os dois saíram cedo em direção a Bonito. Dois dias depois, veio a notícia para a qual ela nunca foi preparada. “Meu filho mais velho estava com o rosto transtornado e disse que eu teria que ser forte”, detalha. Em seguida, contou que uma caminhonete Hilux havia capotado em Bonito e que todos os ocupantes tinham morrido. Sylma entendeu imediatamente que o marido, o filho e o amigo estavam envolvidos no acidente. “Minha vida acabou”, lembra. A notícia a deixou em estado de choque. Nos dias seguintes, ela mal conseguia compreender o que estava acontecendo. Sylma conta que, durante muito tempo, teve dificuldade até para organizar na memória a sequência dos acontecimentos. A dor também se misturou à ausência de tudo o que fazia parte da rotina familiar. “Acabou a nossa vida. Não tem Natal, não tem Réveillon, não tem mais festa, aniversário. Acabou. Não tem mais nada na nossa casa”, desabafa. O quarto intocado e os sonhos com o filho - Depois da tragédia, Sylma passou um longo período isolada. Por um ano e oito meses, ficou praticamente dentro do quarto, sem conseguir retomar a vida como antes. “Eu não conseguia aceitar a morte do Arthur. Até hoje às vezes sinto como se fosse acordar de um pesadelo e encontrar meu filho em casa. O quarto dele continua intocado, com todos os objetos e lembranças”, relata. As lembranças também se misturavam à dor pela ausência de Alberto. A jornalista conta que sonhava frequentemente com o marido e com o filho. Foi tentando organizar essas experiências que ela começou a escrever, como uma forma de sobrevivência. Sem experiência como escritora de livros, Sylma começou a colocar no papel as lembranças, os sentimentos e os sonhos que tinha com o filho. O resultado foi “O Céu Dentro de Mim”, obra em que transformou a própria experiência de perda em um registro da relação entre mãe e filho. Desde então, a escrita ganhou espaço em sua vida. Nesta sexta-feira (16), ela lança “A Ponte para as Estrelas”, livro que aborda os sonhos e a maneira como eles podem se relacionar com as lembranças e os vínculos afetivos. A jornalista também aborda o que chama de positividade tóxica, quando frases aparentemente bem-intencionadas acabam minimizando a dor de quem sofre. “Muita gente costuma dizer que tenho outros filhos, como se os outros pudessem substituir. Ou falam de Deus, quando eu mesmo estava atravessando uma crise no relacionamento com Deus”, comenta. Apesar da iniciativa, escrever não apagou o sofrimento nem fez a vida voltar a ser como antes. “Eu precisei estabelecer um propósito para continuar vivendo”, explica. Enquanto isso, Sylma continua escrevendo. Ela já planeja um quarto livro, que pretende dedicar à reflexão sobre as injustiças e as dificuldades de aceitar acontecimentos que não podem ser mudados. A escrita não devolveu o filho nem o marido, mas abriu uma possibilidade de seguir em frente sem apagar o passado. “Eu imortalizei meu filho nos livros. Eu conto uma história, uma história de amor, com verdade. Porque onde não tem verdade, não se sustenta”, finaliza.
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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 15/10/2026
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Lote extra do abono salarial libera R$ 8,8 milhões para MS
Trabalhadores de Mato Grosso do Sul receberão R$ 8,8 milhões em um lote complementar do abono salarial que começa a ser pago nesta quinta-feira (15). O MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) incluiu no novo processamento pessoas que tiveram informações enviadas ou corrigidas pelos empregadores e, por isso, não receberam o benefício ou tiveram o valor calculado de forma incorreta no calendário original. Em todo o País, o pagamento alcançará 1.030.899 trabalhadores e somará R$ 804,2 milhões. Do total de beneficiários, 704.398 são funcionários de empresas privadas vinculados ao PIS (Programa de Integração Social), com depósitos pela Caixa Econômica Federal, e 326.501 são servidores públicos inscritos no Pasep (Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público), pago pelo Banco do Brasil. O lote resulta do reprocessamento das informações referentes ao ano-base 2024. A revisão considerou dados transmitidos ou retificados pelos empregadores entre 1º de setembro de 2025 e 20 de junho deste ano. Segundo o ministério, o procedimento permitiu identificar trabalhadores que preenchiam os critérios, mas não haviam sido habilitados anteriormente. Também houve recálculo de benefícios nos casos em que diferenças na remuneração informada ou na quantidade de meses trabalhados alteraram o valor devido. Neste calendário, o abono varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme o número de meses trabalhados em 2024. Para ter direito ao benefício, o trabalhador precisa estar cadastrado no PIS/Pasep há pelo menos cinco anos, ter recebido remuneração média mensal de até R$ 2.766 naquele ano e ter exercido atividade remunerada por pelo menos 30 dias. Os dados do vínculo também precisam ter sido informados corretamente pelo empregador no eSocial. O calendário regular referente ao ano-base 2024 começou em 16 de fevereiro, e os valores permanecem disponíveis para saque até 30 de dezembro. Na Caixa, o crédito será feito prioritariamente em conta-corrente, poupança ou conta digital. Quem não tiver conta no banco poderá receber pelo Caixa Tem ou usar agências, lotéricas, terminais de autoatendimento e correspondentes Caixa Aqui. No Banco do Brasil, o pagamento será realizado preferencialmente em conta bancária. Também haverá opção de transferência por TED ou Pix e atendimento presencial para quem não tiver conta nem chave cadastrada. A consulta ao valor e ao banco responsável pelo depósito pode ser feita pela Carteira de Trabalho Digital e pelo portal gov.br.
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TRE abre inscrições para estágio em 10 cursos com bolsa de R$ 1.020
O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) abriu nesta quarta-feira (14) as inscrições para o processo seletivo de estágio destinado a estudantes de nível superior, com bolsa-auxílio de R$ 1.020 e auxílio-transporte. Os interessados têm até as 12h do dia 29 de outubro de 2026 para se inscrever e realizar a prova on-line. A seleção é organizada pelo CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola) e prevê a formação de cadastro de reserva para atuação na Secretaria do Tribunal, em Campo Grande. Podem participar estudantes de 10 cursos de graduação, desde que estejam regularmente matriculados e atendam aos requisitos estabelecidos no edital. ( Veja aqui ) Além da bolsa mensal, o estagiário receberá auxílio-transporte calculado com base na tarifa do transporte público de Campo Grande e na quantidade de dias úteis de cada mês. A jornada de estágio é de cinco horas diárias, totalizando 25 horas semanais. O valor da bolsa está sujeito a reajuste pelo TRE-MS. As oportunidades são destinadas a estudantes de Administração, Ciências Contábeis, Comunicação Social - Jornalismo, Direito, Engenharia Ambiental, Engenharia Civil, Informática, Psicologia e Publicidade e Propaganda. No caso de Informática, são aceitos estudantes tanto do bacharelado quanto de cursos tecnólogos. Para participar, é necessário estar matriculado a partir do terceiro semestre da graduação. A inscrição exige que o candidato esteja cursando uma das formações previstas no edital. Já para a contratação, há outros critérios, entre eles ter pelo menos 16 anos completos na data de início do estágio, estar regularmente matriculado em instituição de ensino com convênio vigente com o CIEE e não estar cursando o último período da graduação. O edital também estabelece que o candidato deve residir na mesma cidade indicada na inscrição para a realização do estágio. É necessário, ainda, comprovar que não possui filiação partidária. Entre as demais exigências estão estar em dia com as obrigações eleitorais, quando aplicável, e com as obrigações militares para homens maiores de 18 anos, além de não ter sido exonerado a bem do serviço público. O estudante também não pode ter realizado estágio no TRE-MS por período superior a 18 meses, consecutivos ou intercalados, exceto no caso de pessoas com deficiência. Há ainda restrições relacionadas a vínculos profissionais e familiares. Não pode participar quem possui vínculo profissional ou de estágio com advogado ou sociedade de advogados que atue em processos na Justiça Eleitoral. Também há impedimentos para candidatos que sejam cônjuges ou parentes de candidatos a cargos eletivos na circunscrição em que o estágio será realizado, assim como de integrantes do TRE-MS, conforme os graus de parentesco previstos no edital. Prova on-line tem 20 questões  - A inscrição e a realização da prova ocorrem no mesmo período. Isso significa que o candidato pode fazer a avaliação assim que concluir o procedimento de inscrição, sem precisar esperar o encerramento do prazo. A avaliação será composta por 20 questões de múltipla escolha, sendo 10 de Língua Portuguesa, cinco de Conhecimentos Gerais e outras cinco de Noções de Informática. Para ser aprovado nessa etapa, o candidato precisa alcançar pelo menos 50% de aproveitamento. As inscrições e as provas serão recebidas exclusivamente pela internet, inclusive aos sábados, domingos e feriados. O prazo termina às 12h de 29 de outubro, no horário de Brasília. Calendário da seleção - O cronograma prevê a divulgação do gabarito provisório no dia 30 de outubro. Os candidatos poderão apresentar recursos contra as respostas preliminares no dia 31 de outubro. A classificação provisória, o gabarito definitivo e as respostas aos recursos estão previstos para 4 de dezembro. No dia seguinte, 5 de dezembro, será aberto o prazo para contestação da classificação provisória. A publicação da classificação definitiva está prevista para 11 de dezembro de 2026. Como se inscrever - As inscrições são gratuitas e devem ser feitas exclusivamente pelo portal do CIEE, onde também estão disponíveis as informações do processo seletivo. Os candidatos devem consultar o edital para conferir todos os requisitos, as condições para contratação e as demais regras da seleção antes de concluir a inscrição.
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Quinta tem vagas para arquiteto, nutricionista e tosador em Campo Grande
Empresas de Campo Grande têm 1.270 vagas de emprego cadastradas para esta quinta-feira (15) nos serviços públicos de intermediação de mão de obra. Entre as oportunidades aparecem postos para arquiteto urbanista, nutricionista, fisioterapeuta, tosador de animais, assistente social e técnico de enfermagem. As colocações podem ser preenchidas a qualquer momento. A Funsat (Fundação Social do Trabalho) concentra 805 oportunidades em 121 funções. Desse total, 482 dispensam experiência anterior, 50 são destinadas a pessoas com deficiência e 20 têm contratação temporária. Entre os postos sem exigência de experiência estão dois para arquiteto urbanista, dois para consultor jurídico, um para fisioterapeuta, seis para cuidador em saúde e dois para técnico de suporte ao usuário de tecnologia da informação. A lista também traz oportunidades para agente de defesa ambiental, florista, frentista, motorista de caminhão e técnico de segurança do trabalho. Para quem procura funções com maior número de contratações, a agência municipal tem 91 postos para auxiliar de limpeza, 73 para operador de caixa, 70 para atendente de lanchonete e 55 para auxiliar de linha de produção. Motorista de ônibus urbano aparece com 20 oportunidades, enquanto vendedor interno e auxiliar de cozinha têm 18 cada. A Funtrab (Fundação do Trabalho de Mato Grosso do Sul) reúne outras 354 vagas gerais. A relação inclui dois postos para nutricionista, quatro para técnico de enfermagem, dois para monitor de animais domésticos, um para tosador, um para assistente social e um para assistente de produção audiovisual. O balcão estadual também tem oportunidades para profissionais do campo e da indústria. Há vagas para capataz rural, caseiro, peão de pecuária, trabalhador rural, tratorista florestal, operador de máquinas florestais, torneiro mecânico, soldador e mecânico de manutenção industrial. As oportunidades exclusivas para pessoas com deficiência somam 161 nos dois serviços. Na fundação estadual são 111 postos, dos quais 78 para auxiliar de limpeza e dez para operador de processo de produção. A agência municipal reúne outras 50 colocações, com destaque para auxiliar de linha de produção, empacotador e repositor de mercadorias. Os interessados nas vagas da Funsat podem procurar atendimento das 7h às 13h, na Rua 14 de Julho, 992, Vila Glória. A Funtrab fica na Rua 13 de Maio, 2.773, no Centro. Os dois serviços alertam que as oportunidades são rotativas e podem deixar de estar disponíveis conforme as contratações.
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Palmeiras aproveita contra-ataques e derruba Fluminense na Libertadores
Palmeiras venceu o Fluminense por 2 a 1 na noite desta quarta-feira (14), no Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ), e saiu na frente na semifinal da Copa Libertadores. Flaco López abriu o placar, Marlon Freitas ampliou no segundo tempo e Wesley Natã descontou nos acréscimos. O resultado permite ao time paulista avançar à final com qualquer empate no jogo de volta. Uma vitória do Fluminense por um gol de diferença leva a disputa para os pênaltis, enquanto triunfo por dois ou mais gols garante a classificação do Tricolor. O Tricolor de Laranjeiras tomou a iniciativa desde os primeiros minutos e manteve o Palmeiras no campo defensivo durante boa parte da etapa inicial. Canobbio, Ganso e outros jogadores do setor ofensivo encontraram espaços para finalizar, mas não conseguiram transformar o domínio em vantagem. O castigo veio perto do intervalo. Em uma saída rápida, Piquerez participou da jogada pela esquerda e cruzou rasteiro para Flaco López. O argentino finalizou para marcar na primeira chegada mais perigosa do Palmeiras. Fábio ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar o gol. O jogo ficou mais aberto no segundo tempo. O Fluminense voltou a pressionar em busca do empate, enquanto a equipe comandada por Abel Ferreira reforçou a marcação e passou a explorar os espaços deixados pelo adversário. Carlos Miguel fez defesas importantes para manter a vantagem. A estratégia palmeirense voltou a funcionar na reta final. Em mais um contra-ataque, a jogada terminou com Marlon Freitas, que acertou a finalização e fez 2 a 0. O segundo gol aumentou a pressão sobre os donos da casa, que se lançaram de vez ao ataque. Já nos acréscimos, Wesley Natã recolocou o Fluminense na disputa. O jogador aproveitou uma saída ruim de Carlos Miguel em cobrança de escanteio e marcou de cabeça, diminuindo a diferença antes do apito final. Palmeiras e Fluminense voltam a se enfrentar na próxima quarta-feira (21), em São Paulo (SP). O classificado enfrentará na decisão o vencedor do confronto entre Flamengo e Estudiantes de La Plata.
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Rapaz morre após ser atraído ao portão por dupla armada
Dois homens em uma motocicleta executaram a tiros um rapaz, ainda não identificado, na noite desta quarta-feira (14), no Conjunto Padre Ernesto Sassida, em Ladário, a 426 quilômetros de Campo Grande. A dupla chamou a vítima pelo portão, esperou que ela se aproximasse e fez vários disparos antes de fugir. O homem chegou a ser levado ao pronto-socorro municipal, mas não resistiu. A motivação ainda é investigada. Conforme o 6º Batalhão da corporação, o ataque ocorreu por volta das 19h15, na esquina da Rua Confiança com a Rua Pastor Carlos Padilha de Siqueira. As informações reunidas no local indicam que os autores estavam em uma Yamaha Factor vermelha. A vítima estava na rua quando foi chamada pelos ocupantes da moto. Assim que se aproximou, os dois abriram fogo e deixaram o local em seguida. Não há informação sobre o rumo tomado pelos suspeitos. Uma equipe do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) encontrou o homem ferido e prestou os primeiros socorros. Ele foi encaminhado ao pronto-socorro de Ladário, onde morreu durante o atendimento. Seis cápsulas de munição calibre 9 milímetros foram encontradas no local dos disparos. Segundo o registro, parte desse material havia sido manuseada por pessoas que estavam nas proximidades antes da chegada da polícia. Imóveis da região têm câmeras de segurança, e imagens passaram a ser procuradas para tentar identificar os autores e reconstruir o caminho percorrido pela motocicleta. Familiares ouvidos depois do crime relataram que a vítima tinha desavenças anteriores e citaram possíveis suspeitos. As informações foram encaminhadas à Polícia Civil, que deverá verificar se esses conflitos têm relação com o assassinato. Até a noite desta quarta, ninguém havia sido preso. A identidade dos autores e o motivo do crime ainda não tinham sido esclarecidos.
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Aposta de MS acerta quina e leva R$ 52 mil na Mega-Sena
Uma aposta simples registrada em Aquidauana, município a 141 quilômetros de Campo Grande, acertou cinco das seis dezenas do concurso 3.070 da Mega-Sena e ganhou R$ 52.767,96 nesta quarta-feira (14). O jogo físico, com seis números, foi o único de Mato Grosso do Sul a chegar à quina no sorteio realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP). As dezenas sorteadas foram 19, 27, 29, 43, 54 e 60. Nenhuma aposta acertou os seis números, por isso o prêmio principal acumulou. A estimativa para o próximo concurso, marcado para domingo (18), é de R$ 170 milhões. Em todo o país, 91 apostas acertaram cinco dezenas. Cada uma recebeu R$ 52.767,96. Outras 7.384 fizeram a quadra, com prêmio básico de R$ 1.071,93. A arrecadação do concurso chegou a R$ 120,5 milhões. Em Mato Grosso do Sul, 90 apostas acertaram quatro números. Os jogos premiados foram registrados em 26 municípios, com maior concentração em Campo Grande, que teve 37 bilhetes entre os ganhadores. Dourados e Três Lagoas aparecem na sequência, com dez apostas cada, enquanto Ponta Porã teve sete. Aquidauana, Coxim, Ladário e Porto Murtinho tiveram duas quadras cada. Também houve ganhadores em Brasilândia, Caarapó, Chapadão do Sul, Corumbá, Costa Rica, Dois Irmãos do Buriti, Itaporã, Ivinhema, Maracaju, Miranda, Mundo Novo, Paranaíba, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Sidrolândia e Vicentina. O maior prêmio de quadra no Estado saiu para um jogo de Campo Grande registrado na Lotérica Sorte Premium. A aposta, feita com dez dezenas em um bolão, recebeu R$ 16.078,60. Outros bilhetes com mais números marcados também tiveram valores superiores ao prêmio básico de quatro acertos. A aposta simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6. O próximo sorteio terá prêmio estimado em R$ 170 milhões depois de ninguém levar a faixa principal do concurso desta quarta.
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Com votos de MS, Câmara aprova perdão de dívidas de MEIs
Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (14), em Brasília (DF), o perdão de dívidas de quase 3 milhões de MEIs (microempreendedores individuais) inscritas na Dívida Ativa da União até terça-feira (13). A medida recebeu 461 votos favoráveis e quatro contrários. A bancada de Mato Grosso do Sul votou em bloco pela aprovação. Deram voto favorável Beto Pereira (Republicanos), Camila Jara (PT), Dagoberto Nogueira (PP), Luiz Ovando (PP), Geraldo Resende (União Brasil), Marcos Pollon (PL), Rodolfo Nogueira (PL) e Vander Loubet (PT). O benefício abrange os débitos já encaminhados para cobrança pela União. Para manter a remissão, o microempreendedor terá de pagar normalmente as contribuições que vencerem nos seis meses seguintes à entrada em vigor da eventual lei. O descumprimento dessa exigência cancela o perdão. Também será necessário desistir de ações judiciais que discutam essas cobranças. Nesses casos, o projeto afasta o pagamento de honorários advocatícios decorrentes do encerramento do processo. Além das dívidas, a Câmara aprovou uma atualização do limite de faturamento para permanecer como MEI. O teto, hoje de R$ 81 mil por ano, passará a R$ 110 mil em 2027 e a R$ 140 mil em 2028, caso a mudança seja confirmada pelo Senado e entre em vigor. Quem abrir o negócio no decorrer do ano terá limite proporcional de R$ 9.166,67 por mês em 2027 e de R$ 11.666,67 em 2028. Até que a tramitação termine, continuam válidas as regras atuais. Outra alteração permite a contratação de até dois empregados, desde que recebam um salário mínimo ou o piso da categoria. Essa ampliação ficou restrita às atividades de industrialização, comercialização e prestação de serviços no meio rural. Hoje, o MEI pode contratar um funcionário. O conteúdo aprovado reúne medidas dos projetos de lei complementar 186/26 e 267/26, apresentados pelo governo federal. A estimativa oficial é de impacto de R$ 1,1 bilhão em 2027, R$ 1 bilhão em 2028 e R$ 909 milhões em 2029 com a remissão dos débitos. O Senado poderá manter, alterar ou rejeitar as mudanças antes de eventual sanção.
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Motociclista bate em ônibus ao desviar de buraco durante chuva
Cabeleireira ficou ferida depois de tentar desviar de um buraco e atingir um ônibus parado na Avenida Segredo, região do bairro Coronel Antonino, em Campo Grande, durante a chuva desta quarta-feira (14). A motociclista caiu no asfalto, ficou desacordada e precisou de atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Conforme testemunhas ouvidas pela reportagem, a mulher seguia de motocicleta pela avenida quando encontrou o buraco na pista e tentou evitar o ponto danificado. Durante a manobra, ela colidiu com o coletivo e caiu. Equipes do Samu foram chamadas para atender a motociclista. A suspeita inicial é de que ela tenha sofrido uma fratura no pulso, além de outros ferimentos provocados pela queda. Não há informação sobre o estado de saúde dela nem para qual unidade foi encaminhada. O acidente ocorreu em meio à chuva que atingiu Campo Grande nesta quarta. A previsão do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) indicava muitas nuvens, pancadas de chuva e trovoadas durante a manhã, tarde e noite, com possibilidade de rajadas de vento. As temperaturas previstas variavam entre 20°C e 32°C. A combinação entre chuva e asfalto danificado já havia provocado transtornos na Capital na noite anterior. Ontem (13), na Avenida Ministro João Arinos, pelo menos 11 carros ficaram parados em cerca de uma hora depois de passarem por uma sequência de buracos. A Prefeitura iniciou os reparos no trecho na manhã desta quarta. Procurada, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou anteriormente que faz levantamentos dos pontos mais afetados para direcionar os serviços de tapa-buracos, com prioridade para vias de maior movimento. Em setembro, a prefeitura mantinha sete frentes nesse trabalho. A estrutura foi ampliada e atualmente conta com 12 frentes distribuídas pelas sete regiões de Campo Grande. Segundo o município, a operação tem capacidade para executar até 3 mil reparos por dia, número que representa o potencial de atendimento e não a quantidade efetivamente realizada diariamente.
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Senado aprova fim da escala 6x1 com apoio da bancada de MS
Senado Federal aprovou na noite desta quarta-feira (14), em Brasília (DF), o fim da escala de trabalho 6x1, com 75 votos favoráveis e um contrário nos dois turnos. Entre a bancada sul-mato-grossense, Nelsinho Trad (PSD), Soraya Thronicke (PSB) e Tereza Cristina (PP) apoiaram a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) de nº 221/2019, que assegura dois dias de repouso semanal remunerado e reduz a jornada máxima sem corte de salário. O único voto contrário foi de Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A aprovação exigia pelo menos 49 votos, equivalentes a três quintos dos 81 integrantes do Senado. A votação também representou uma mudança de posição de Tereza Cristina. Na análise da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), ela havia votado contra o relatório favorável à PEC, ao lado de Rogério Marinho (PL-RN), Hamilton Mourão e Jaime Bagattoli (PL-RO). Ao justificar a posição contrária na comissão, a senadora disse que não rejeitava a redução da jornada, mas questionava a definição de uma regra única na Constituição para atividades com características diferentes. Nesta quarta, ela votou pela aprovação tanto no primeiro quanto no segundo turno. "É muito complicado colocar na Constituição a definição de uma escala fixa. Não sou contra a redução da jornada de trabalho, mas precisamos discutir com profundidade os impactos dessa mudança", disse. Soraya Thronicke já havia anunciado apoio à proposta antes da votação. A senadora classificou o fim da 6x1 como uma demanda legítima dos trabalhadores e afirmou ter adotado a escala 5x2 em sua própria empresa. “Defendo a escala 5x2 porque acredito que ela proporciona uma relação mais equilibrada entre trabalho, descanso e vida pessoal. Como empresária, já fiz essa mudança na minha própria empresa e tive uma experiência positiva”, disse. Nelsinho Trad defendeu a redução da jornada pela perspectiva da saúde física e mental. Único médico do trabalho entre os 81 senadores, afirmou que a rotina profissional se tornou mais intensa nas últimas décadas e sustentou que um dia adicional de descanso pode ampliar o convívio familiar e contribuir para a recuperação do trabalhador e para a produtividade. "Essa medida veio num bom tempo e numa boa hora. [...] Nada melhor do que compensar isso, até para poder observar um aumento da produtividade na frente, esse dia a mais que ele vai ter para poder ficar com a família, para poder ajudar nos deveres domésticos, para poder descansar”, afirmou. O que muda - A mudança da escala de trabalho, no entanto, será gradual. Dois meses depois da promulgação, o limite semanal cairá das atuais 44 para 42 horas e os trabalhadores passarão a ter 2 dias de descanso. Um ano depois dessa primeira redução, ou 14 meses após a entrada da emenda na Constituição, o teto chegará a 40 horas. A jornada normal continuará limitada a oito horas por dia. O texto aprovado hoje ainda determina que a redução também alcance contratos de trabalho já existentes e proíbe diminuição nominal ou proporcional dos salários. Uma lei complementar deverá estabelecer medidas de transição destinadas a preservar empregos e reduzir os efeitos da mudança sobre MEIs (Microempreendedores Individuais), microempresas e empresas de pequeno porte. A Câmara dos Deputados já havia aprovado a proposta em maio. No Senado, a matéria passou pela CCJ (Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania) em setembro e chegou ao plenário sem alterações no conteúdo aprovado pelos deputados. Com a conclusão dos dois turnos, a PEC não depende de sanção presidencial e segue para promulgação pelas Mesas da Câmara e do Senado.
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Veja as dezenas de hoje na Lotofácil, Mega-Sena, Quina e mais
A Caixa Econômica Federal sorteou em São Paulo (SP), na noite desta quarta-feira (14), dezenas da Dupla Sena, Lotofácil, Lotomania, Mais Milionária, Quina e Super Sete. Somadas, as modalidades distribuíram prêmios estimados em R$ 325.848.952,27. Os resultados oficiais e o rateio serão divulgados ao longo da noite no portal oficial da loteria. Já o próximo sorteio ocorre nesta quinta (15), a partir das 20h (de MS). Veja as dezenas sorteadas nesta quarta (14): Modalidade Concurso Prêmio Dezenas Dia de Sorte 1.332 R$ 350.000,00 2, 3, 4, 13, 17, 26, 31; Outubro Dupla Sena 3.020 R$ 7.770.471,47; R$ 108.924,00 10, 15, 15, 31, 40, 41, 49; 3, 5, 7, 15, 29, 48 Lotofácil 3.804 R$ 2.000.000,00 1, 2, 6, 7, 8, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 21, 24, 25 Lotomania 2.987 R$ 11.583.786,50 7, 12, 20, 29, 31, 32, 39, 43, 44, 48, 50, 52, 60, 61, 69, 84, 85, 90, 91, 99 Mais Milionária 398 R$ 105.000.000,00 3, 4, 5, 31, 38, 41; Trevos: 4, 1 Mega-Sena 3.070 R$ 152.695.988,21 19, 27, 29, 43, 54, 60 Quina 7.142 R$ 35.339.782,09 5, 33, 34, 48, 58 Super Sete 910 R$ 11.000.000,00 5, 7, 9, 3, 5, 6, 8
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Atlético-MG faz 3 a 0 e fica a um passo da final na Copa Sul-Americana
Atlético-MG encaminhou a classificação à final da Copa Sul-Americana ao vencer o Montevideo City Torque por 3 a 0 nesta quarta-feira (14), na Arena MRV, em Belo Horizonte (MG). Reinier e Bernard marcaram ainda no primeiro tempo, e Thiago Borbas completou o placar na etapa final. Com o resultado, o time mineiro poderá perder por até dois gols de diferença na próxima quarta-feira (21), às 18h (de MS), no Estádio Centenario, em Montevidéu. Se os uruguaios devolverem os três gols de vantagem, a vaga será decidida nos pênaltis. A equipe da casa controlou a maior parte do confronto e chegou a balançar a rede duas vezes antes de abrir o placar. Renan Lodi marcou aos 14 minutos, enquanto Lyanco fez de cabeça aos 22, mas os dois lances foram anulados por impedimento. A principal resposta do City Torque veio aos 33, quando Salomón Rodríguez cabeceou após cruzamento de Silvera e obrigou Gabriel Delfim a fazer boa defesa. Três minutos depois, Cuello avançou pela direita, deixou a marcação para trás e tocou para Victor Hugo dentro da área. O meia ajeitou a bola para Reinier finalizar livre e fazer 1 a 0. Bernard aumentou a diferença aos 42 minutos. Em contra-ataque construído com Reinier, o atacante recebeu pela esquerda, levou a jogada para o meio e bateu rasteiro no canto de Franco Torgnascioli. Na volta do intervalo, o Galo continuou com as melhores oportunidades. Torgnascioli impediu tentativas de Kevin Castaño e Reinier nos primeiros minutos e voltou a aparecer aos 32, quando espalmou uma finalização forte de Igor Gomes. A resistência terminou dois minutos depois. Renan Lodi avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para Thiago Borbas completar na área e transformar a vitória em goleada. O adversário tentou aumentar a pressão na reta final, sobretudo em bolas levantadas, mas não conseguiu diminuir o placar. Finalista da competição em 2025, quando perdeu o título para o Lanús nos pênaltis, o Atlético-MG tenta voltar à decisão pelo segundo ano consecutivo. Na outra semifinal, o Vasco venceu o Boca Juniors por 1 a 0 no jogo de ida. Antes da partida no Uruguai, os mineiros recebem o Coritiba no sábado (17), às 17h30 (de MS), pela 31ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Campanha põe 70 prefeitos de MS na busca de votos para Flávio Bolsonaro
Alcançar 70% dos votos para Flávio Bolsonaro (PL) em Mato Grosso do Sul é a meta apresentada por lideranças políticas que reuniram cerca de 70 prefeitos nesta quarta-feira (14), em Campo Grande. O encontro da "Missão Flávio MS", no QG do recém-eleito senador Renan Contar (PL), serviu para organizar ações de campanha nos municípios durante os 11 dias restantes até o segundo turno da eleição presidencial. A estratégia inclui a distribuição de kits com materiais de campanha aos prefeitos e a participação de lideranças em atividades nas cidades. O senador eleito Reinaldo Azambuja (PL) pediu aos presentes que ampliem a divulgação da candidatura nas redes sociais e nas ruas. “Todo mundo está jogando na campanha do Flávio, ou na doação, ou fazendo material, ou indo para a rua, adesivando carro, levando a mensagem, gravando um vídeo, colocando nas redes sociais. É isso que a gente precisa de vocês”, afirmou Reinaldo. Ao defender a meta, o ex-governador pede que os apoiadores não tratem o resultado da disputa presidencial como definido antes da votação. “Não tem eleição ganha. Tem gente que se acomodou. ‘Ah, já ganhou’. Não está ganha a eleição. Nós precisamos nos mobilizar até dia 25 [de outubro], às 16h, a hora que vai fechar as urnas, porque aí sim nós vamos ter uma vitória completa. Olhar naqueles municípios onde dá para ampliar”, declarou. Reinaldo também citou a adesão, no segundo turno, de políticos que não estavam no mesmo campo eleitoral de Flávio na primeira etapa da disputa e pediu que divergências locais e articulações para as eleições de 2028 não interfiram na campanha atual. “Não misture, gente, neste momento, a eleição municipal que vai ocorrer lá em 2028. Nós precisamos de todos os lados aumentar a vantagem sobre o nosso adversário,  que é o PT (Partido dos Trabalhadores). Traga todos, sabendo que, no palanque, todos são bem-vindos. Depois de 2026, nós vamos discutir 2028 com vocês”, disse. Por fim, o senador eleito afirmou que vai destinar emendas aos municípios de Mato Grosso do Sul onde Flávio tiver as maiores porcentagens. O compromisso, cujos valores ainda não estão definidos, tem aprovação de Contar e Tereza Cristina (PP). “Eu, Contar e a Tereza fizemos um compromisso. Os municípios onde o Flávio tiver a maior votação, nós vamos premiar com as emendas. Está por conta de vocês. O valor que for”, afirmou. O governador reeleito Eduardo Riedel (PP) também participou da reunião e cobrou atuação direta das lideranças nos municípios. Ele afirmou que prefeitos, vereadores, parlamentares e candidatos que não se elegeram ainda podem contribuir com a campanha nesta reta final. “Quem tem liderança política no seu município, vá para a rádio. Vá para o jornal. Vá para o bairro. Seja vereador, seja prefeito, seja parlamentar eleito ou não. Muitos não eleitos têm muita liderança política. Vamos para a vida social.  O governador ainda agradeceu a participação de candidatos eleitos e não eleitos na campanha estadual e citou a aproximação com Contar. Durante a fala, defendeu que diferenças políticas entre os integrantes do grupo fiquem em segundo plano durante o segundo turno. "A gente tem que, mais do que ouvir e sair daqui, sair conscientemente de que pode ganhar. Tem que sair daqui com ações concretas. O que eu quero propor para vocês é sair daqui com dever de casa”, afirmou.
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Suspeita de bomba em maleta faz Bope interditar rua na Vila Sobrinho
Uma maleta suspeita de conter um artefato explosivo mobilizou equipes do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e da PM (Polícia Militar) na noite desta quarta-feira (14), na Vila Sobrinho, em Campo Grande. A rua onde o objeto foi encontrado precisou ser interditada para que os policiais verificassem a possibilidade de se tratar de uma bomba. Conforme as primeiras informações, a maleta foi deixada em frente a um estabelecimento comercial ainda durante a manhã. O objeto permaneceu no local ao longo do dia, até que, no fim da tarde, o comerciante desconfiou do conteúdo e decidiu acionar a Polícia Militar. Diante da suspeita de um possível explosivo, o Bope foi chamado para realizar a verificação. Equipes da Polícia Militar também foram mobilizadas e fizeram o isolamento da área para impedir a aproximação de moradores e pedestres. Imagens feitas no local mostram uma maleta marrom posicionada sobre um tronco de árvore, próximo à parede de um imóvel. Uma viatura da Polícia Militar também está nas proximidades, com os sinais luminosos acionados. A ocorrência já durava cerca de uma hora quando as primeiras informações chegaram à reportagem. Até o momento, não há confirmação de que a maleta contenha material explosivo. Também não há informações sobre quem deixou o objeto no local ou as circunstâncias em que ele foi abandonado.
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Com 135,8 mm de chuva em 4 dias, lago de parque transborda em Maracaju
O lago do Parque Ecológico, na Vila Juquita, em Maracaju, transbordou nesta quarta-feira (14), após uma sequência de chuvas que acumulou 135,8 milímetros nos últimos quatro dias. A água invadiu áreas de lazer e provocou a interdição de ruas próximas. O município está entre os mais atingidos pelas chuvas em Mato Grosso do Sul, onde os acumulados chegaram a 173 milímetros em 96 horas. Em Chapadão do Sul, a força do vento derrubou uma árvore de grande porte na zona rural. Imagens divulgadas pelo Giro MS News mostram o Parque Ecológico tomado pela água, que avançou sobre áreas próximas aos brinquedos infantis e à estrutura de iluminação. O transbordamento também causou transtornos no trânsito, com a interdição de vias próximas ao parque. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para acompanhar a situação, auxiliar no escoamento da água e evitar que o alagamento atingisse residências. Segundo os dados de monitoramento, a estação do Jardim Guanabara registrou 48,2 milímetros nas últimas 24 horas e 135,8 milímetros em quatro dias. Já informações divulgadas localmente apontam 70 milímetros em 24 horas e aproximadamente 250 milímetros nos últimos sete dias. Os valores podem variar conforme o ponto de medição. Maracaju não é o único município que enfrenta volumes elevados de chuva. Em Itaquiraí, o acumulado chegou a 173 milímetros nos últimos quatro dias, o maior entre as estações apresentadas no levantamento. Mundo Novo aparece em seguida, com 149,2 milímetros, enquanto Ponta Porã registrou 90,8 milímetros. Em Dourados, o volume chegou a 86,4 milímetros, seguido por Bela Vista, com 84,8 milímetros, e Bataguassu, com 55,4 milímetros. Os números mostram que as precipitações vêm ocorrendo de forma persistente em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul, especialmente no sul do Estado. Considerando apenas as últimas 24 horas, Maracaju registrou 48,2 milímetros, Bela Vista acumulou 42,6 milímetros e Bataguassu, 40,6 milímetros. Em Dourados, foram 21 milímetros, enquanto Ponta Porã teve 12 milímetros, Mundo Novo 11,8 milímetros e Itaquiraí 11,2 milímetros. Em Campo Grande, a estação do Córrego Anhanduizinho registrou 16,4 milímetros nas últimas 24 horas. Já a estação da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Aparecida Gonçalves Saraiva, no Universitário, marcou 8,8 milímetros no mesmo período, demonstrando a diferença na distribuição da chuva dentro da Capital. Na região nordeste do Estado, a chuva também foi acompanhada de ventos fortes em Chapadão do Sul. Uma árvore de grande porte caiu na zona rural, próximo à base da Polícia Rodoviária, nas imediações do Aeroporto Júlio Martins, no sentido Cassilândia. Segundo o site Chapadense News, a árvore caiu afastada da rodovia. A imagem mostra parte do tronco quebrada e a copa tombada. Não há informações sobre feridos. Conforme o meteorologista Natálio Abrahão, do Centro de Meteorologia da Uniderp (Universidade para o Desenvolvimento do Estado e da Região do Pantanal), a chuva começou por volta das 13h e acumulou 24,8 milímetros. Os ventos chegaram a 52,8 km/h. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) mantém avisos de tempestade para Mato Grosso do Sul, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de granizo. O alerta laranja indica risco de precipitações entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos que podem atingir 100 km/h.
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Dólar avança para R$ 5,02 com inflação americana no radar
O dólar comercial subiu 0,17% nesta quarta-feira (14) e fechou cotado a R$ 5,0283. Os investidores acompanharam a inflação dos Estados Unidos e o Livro Bege do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), além da agenda política no Brasil. Para quem compra a moeda para viagens, o dólar turismo terminou o dia a R$ 5,227, com alta de 0,21%. A divisa norte-americana acumula valorização de 0,88% na semana, mas ainda registra queda de 2,82% em outubro e de 8,39% desde o início do ano. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 0,18% e encerrou o pregão aos 206.506 pontos. A Bolsa acumula perda de 1,22% na semana, mas mantém avanço de 10,82% no mês e de 28,16% em 2026. Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 0,6% em setembro, ante alta de 0,4% em agosto. O resultado reforçou as expectativas de que o Fed possa elevar os juros na reunião prevista para o fim deste mês. O mercado também acompanhou o Livro Bege, relatório do banco central norte-americano sobre as condições da economia. O documento apontou poucas contratações e cortes de vagas no mercado de trabalho, enquanto as pressões sobre os preços aumentaram em várias regiões do país. No Brasil, investidores acompanharam a tramitação da proposta que reduz a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais e prevê dois dias de descanso remunerado. A pesquisa Quaest sobre o segundo turno da eleição presidencial estava prevista para ser divulgada depois do fechamento do mercado. O petróleo fechou em alta no mercado internacional diante das preocupações com a oferta no Oriente Médio. O Brent terminou cotado a US$ 106,11 por barril, com avanço de 0,40%, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, subiu 0,99% e fechou a US$ 95,07.
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De assédio a ameaça de bomba, Anac já registrou 59 casos de indisciplina em voos
Passados 30 dias desde a publicação da resolução 800 da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que estipulou regras mais rigorosas de conduta em voos e aeroportos, a Agência já registrou 59 relatos de conduta inadequada de passageiros no País. Até esta quarta-feira (14), nenhuma ocorrência havia sido registrada em voos com origem ou destino e em aeroportos de Mato Grosso do Sul. Ao Campo Grande News , a Anac informou que, desde 14 de setembro, recebeu 59 relatos relacionados a 57 ocorrências. Pela classificação dada pelas companhias aéreas, 43 foram enquadrados como atos de indisciplina, 15 como graves e um como gravíssimo. De acordo com a Agência, cabe à companhia aérea fazer a classificação inicial da ocorrência e à Anac analisar os casos reportados. Todos os processos seguem em análise e, até o momento, nenhuma multa foi aplicada, a sanção ocorre somente ao final do processo administrativo. De assédio a ameaça de bomba – Segundo a Anac, o único caso classificado como gravíssimo foi registrado como atentado à dignidade sexual de outra pessoa a bordo, ocorrido em um voo que saiu de Belém (PA) com destino a Campinas (SP). Caso seja julgado procedente, o passageiro pode ficar até seis meses impedido de voar. Outros 15 relatos foram categorizados como graves, envolvendo violência física contra operadores aéreos e aeroportuários nos aeroportos de Guarulhos (SP), Confins (MG), Foz do Iguaçu (PR), Natal (RN), Brasília (DF) e Campinas (SP). A categoria de casos graves também inclui cinco episódios de passageiros fumando a bordo, registrados nos trechos Salvador–Congonhas, Guarulhos–Salvador, Fortaleza–Guarulhos, Galeão–Confins e Campinas–Brasília. Casos de violência física e desentendimento entre passageiros ocorreram em um voo Porto Alegre–Guarulhos, com a aeronave em solo e portas fechadas. Já um episódio de agressão verbal, intimidação e ameaça a tripulante aconteceu no Aeroporto de Brasília, antes da decolagem para Curitiba. Houve ainda uma falsa comunicação de presença de explosivos no Aeroporto de Confins. Atos de indisciplina – Os demais relatos foram classificados como atos de indisciplina. Eles envolvem ameaça, intimidação ou agressão contra pessoas (17 relatos), incluindo agressões verbais entre passageiros e tumultos, descumprimento de orientações de segurança ou de normas das autoridades (16), recusa em seguir instruções de segurança da tripulação (5), outras condutas inadequadas (3) e crime ou destruição de patrimônio (2), estes últimos registrados no check-in dos aeroportos de Brasília e Goiânia. A Anac detalhou ainda os locais de maior incidência dos problemas: as áreas de embarque e desembarque lideram os relatos (19 casos), seguidas por ocorrências com a aeronave no solo (14) e situações registradas durante o voo.
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Vinhos, cigarros eletrônicos e patinetes são apreendidos pela Polícia Militar
Vinhos, cigarros eletrônicos e patinetes foram apreendidos nesta quarta-feira (14), em Campo Grande e região. Segundo a PM (Polícia Militar), as apreensões ocorreram após denúncia anônima e durante rondas da 8ª Companhia Independente de Polícia Militar. A primeira ocorrência foi registrada às 8h30, na saída para Sidrolândia, no sentido de Campo Grande. Durante a vistoria, os policiais perceberam que o interior do veículo estava coberto por panos escuros, o que reforçou a suspeita de contrabando e descaminho. Questionado sobre a procedência das mercadorias, o motorista informou que os produtos estavam sem a devida tributação. No veículo, foram encontrados 38 vinhos, 29 cigarros eletrônicos, 46 malas de viagem, 39 caixas de perfumes árabes, 27 caixas de brinquedos e cinco garrafas térmicas de água. Os ocupantes foram liberados após os procedimentos cabíveis. O carro foi lacrado e encaminhado ao pátio da PM para ser entregue à Receita Federal, junto com as mercadorias apreendidas. A segunda ocorrência foi registrada por volta das 9h20, em uma área rural. No local, as equipes encontraram um furgão com problemas mecânicos que transportava mercadorias estrangeiras sem documentação regular de importação. O veículo era ocupado por três pessoas, que afirmaram ter sido contratadas apenas para transportar a carga. No furgão, foram encontrados 384 patinetes, 63 andadores e 1.320 capacetes infantis. Os três ocupantes foram liberados, mas o veículo e as mercadorias foram levados ao pátio da PM para posterior entrega à Receita Federal.
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Após prisão de ex-dirigentes, Santa Casa acerta novo contrato de R$ 39 milhões
Em nova rodada de negociações mediada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a Prefeitura de Campo Grande, o Estado de Mato Grosso do Sul e a Santa Casa definiram a assinatura de um novo contrato. A medida ocorre um mês depois da Operação Antidotum, que prendeu a ex-presidente do hospital, Alir Terra e outros ex-diretores. O novo pacto vai durar 36 meses e terá incremento de R$ 4 milhões ao mês em relação aos valores anteriores, alcançando R$ 39 milhões. Reunião hoje à tarde na sede da 2ª Vara ocorreu para discutir a continuidade e a regularidade dos serviços do hospital, que passa pela maior de suas crises. Conforme o magistrado, “é um incremento de mais R$ 4 milhões mensais. Mas, na verdade, o déficit da Santa Casa, mensal é de R$ 19 milhões. Então, não vai resolver o problema. Talvez consiga tirar o nariz para fora d'água, mas não vai resolver o problema”, declarou. Segundo Trevisan, “a Santa Casa está numa situação terrível. Tem dívidas de mais de R$ 800 milhões. Talvez não haja no Brasil outra que esteja tão arrebentada como a nossa Santa Casa”, afirmou ao final da audiência, que, para ele, foi “razoavelmente satisfatória”, justamente porque houve incremento no repasse mensal, que era de cerca de R$ 35 milhões ao mês e agora passará a ser de R$ 39 milhões. O contrato ainda não foi assinado e, conforme o secretário estadual de Saúde, Maurício Simões, houve um avanço substancial nas negociações. O titular da Saúde ainda comentou que esta recontratualização não resolve o problema da Santa Casa, até porque o hospital precisa “desenvolver um plano de regeneração econômico-financeira”. Gastos - Na análise de Trevisan, a troca de comando do hospital, que está nas mãos do médico Luiz Alberto Kanamura, favoreceu o incremento e aumentou a segurança nas negociações. Ele avalia que o atual momento é resultado da operação de setembro e que o novo gestor tem cortado gastos. Entretanto, ele alerta. “É necessário a sociedade entender: a Santa Casa é o maior hospital do Estado, tem mais de 600 e tantos leitos, e presta um atendimento que nenhum outro hospital conseguiria. É necessário salvarmos a Santa Casa. A caminhada vai ser longa, porque ela está afundada e precisamos tirá-la do buraco no qual ela se encontra”.
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Chuva volta com força no início da noite e voo para Brasília atrasa
Depois de uma tarde marcada por pancadas de chuva em diferentes bairros, Campo Grande voltou a registrar chuva forte no início da noite desta quarta-feira (14). Na região da Avenida Duque de Caxias, próximo ao Aeroporto Internacional, o céu escureceu rapidamente e a intensidade da precipitação surpreendeu quem passava pelo local. Um voo da Latam com destino a Brasília também registrou atraso. O cinegrafista Jairton Bezerra, que acompanhou a mudança do tempo na região do aeroporto, relatou ao Campo Grande News que a chuva começou de forma repentina, depois que nuvens carregadas tomaram conta do céu. "De repente formou o tempo, pé d'água bem forte, mas já deu uma amenizada. Tempo fechou mesmo", contou. Imagens feitas na Avenida Duque de Caxias mostram a chuva intensa, com a visibilidade prejudicada e veículos circulando com os faróis acesos. Em poucos minutos, o cenário mudou, com o céu escurecido e a água atingindo o asfalto. No Aeroporto Internacional de Campo Grande, o voo LA3807, da Latam, com destino a Brasília, aparecia como atrasado no painel de embarque. A partida estava programada para as 17h15, mas a atualização consultada pela reportagem indicava previsão para as 19h25, atraso de 2 horas e 10 minutos. Até o momento, não há confirmação de que o atraso tenha sido provocado pelas condições meteorológicas. Outros dois voos com destino a São Paulo, um da Latam, previsto para as 18h55, e outro da Gol, programado para as 19h10, não apresentavam indicação de atraso. O Campo Grande News entrou em contato com a concessionária Aena e com a companhia Latam, e aguarda retorno. Chuva ao longo do dia -  A Capital já havia registrado pancadas de chuva durante a tarde, principalmente nos bairros Vivendas do Bosque, Rita Vieira, Vila Margarida e Maria Aparecida Pedrossian. Segundo levantamento do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima), atualizado às 15h30, Campo Grande acumulava 28,4 milímetros de chuva nas últimas 24 horas.  O município permanece sob alerta laranja do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), que indica perigo de tempestade. O aviso prevê chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, além de ventos entre 60 e 100 km/h e possibilidade de granizo. Entre os riscos estão quedas de árvores, alagamentos e interrupções no fornecimento de energia elétrica. No interior, a chuva também provocou transtornos nesta quarta-feira. Em Rio Brilhante, o acumulado superou 100 milímetros desde a madrugada, deixando ruas alagadas e água barrenta dentro de residências. A prefeitura iniciou vistorias em pontos de drenagem e estradas rurais afetadas.  Em Bela Vista, na fronteira com o Paraguai, o Rio Apa transbordou e obrigou a retirada de seis famílias de áreas ribeirinhas. Outras três pessoas ficaram ilhadas e precisaram ser resgatadas de barco. Enxurradas também atingiram 12 residências em diferentes pontos da cidade.  A previsão indica que a instabilidade deve continuar nesta quinta-feira, com possibilidade de novas tempestades, descargas elétricas, rajadas de vento e queda de granizo. A partir de sexta-feira, a tendência é de melhora nas condições do tempo em parte de Mato Grosso do Sul, acompanhada de queda nas temperaturas, principalmente na região sul do Estado.
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Obra de R$ 10 milhões tinha “gordura” no orçamento e “sede” por verba, diz MP
Uma obra de quase R$ 10 milhões que começou com orçamento de pouco mais de R$ 1 milhão, ganhou “gordura” nas planilhas e despertou “sede” por dinheiro assim que os recursos começaram a chegar. É assim que o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) demonstra as suspeitas de superfaturamento e desvio de verbas na reforma e ampliação do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, em Sidrolândia, financiada principalmente com R$ 8,5 milhões da Itaipu Binacional. As expressões aparecem em conversas extraídas dos celulares de investigados na Operação Dirty Pix. Para os promotores, os diálogos mostram que os valores da reforma foram inflados artificialmente e que parte dos recursos teria sido utilizada para remunerar os envolvidos na obtenção do financiamento público. Do R$ 1 milhão aos R$ 8,5 milhões –  O empreendimento, entregue em dezembro de 2025, recebeu R$ 1,3 milhão da Prefeitura de Sidrolândia, além da verba da hidrelétrica. A suspeita começa no segundo semestre de 2023, quando o então presidente do hospital, Jacob Meeuwis Breure, passou a articular recursos para a modernização e ampliação da unidade. O primeiro orçamento, elaborado pelo arquiteto Valdecir Ribeiro Nogueira, previa gastos de R$ 1.130.481,16. Conforme a investigação, Jacob considerou o valor insuficiente e orientou a então diretora do hospital, Roseli Corrêa, a providenciar um novo orçamento, de pelo menos R$ 2,5 milhões. Em uma das conversas, o presidente utilizou a expressão “deixar na manga” ao tratar da diferença entre os valores. Para os promotores, a declaração é indício da intenção de criar uma “reserva financeira” sem relação com os custos efetivos da reforma. O novo documento foi preparado em menos de um dia. O orçamento subiu para R$ 2.598.543,92 e, depois de encaminhar a versão atualizada, Roseli comentou: “Melhorou”. Mas o valor ainda estava distante dos recursos que Jacob pretendia conseguir. Em outubro de 2023, ele já mencionava R$ 8,5 milhões nas conversas sobre o projeto. Em dezembro, após novas articulações, a estimativa voltou a aumentar. No dia 15 daquele mês, Roseli encaminhou planilhas, resumo orçamentário e cronograma físico-financeiro indicando custo global de R$ 8.555.720,52. O montante praticamente coincidia com os R$ 8,5 milhões que Jacob buscava com a Itaipu. Para o Ministério Público, a sequência indica que os custos foram “ajustados” ao financiamento pretendido, em vez de o valor solicitado ser definido exclusivamente pelas necessidades técnicas da obra. “Itens que têm gordura” –  Em março de 2024, Jacob passou a demonstrar insatisfação com o andamento dos projetos elaborados pelo arquiteto Valdecir. O presidente reclamou que o profissional era muito devagar e envolveu o engenheiro Lucas Marques Nunes na preparação dos documentos. No dia 4 de abril, Lucas perguntou diretamente a Jacob: “o orçamento precisa chegar em algum valor específico?? pode ficar maior ou menor q os 8 milhões?”. Durante os ajustes, o engenheiro informou que a planilha havia alcançado R$ 9 milhões. Em seguida, acrescentou: “mas faço a planilha chegar no 8.500.000,00”. A troca de mensagens é apontada pelo Gecoc como uma das evidências de manipulação dos custos. Segundo os promotores, os investigados partiram do valor que pretendiam captar e passaram a modificar o documento para justificar a quantia. A dificuldade apareceu quando Lucas precisou utilizar referências do Sinapi (Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil), empregado para calcular preços de materiais e serviços. Em 10 de abril de 2024, o engenheiro relatou que a adequação aos parâmetros técnicos havia reduzido os custos estimados. “Caiu bastante do primeiro orçamento que a gente fez”, afirmou. Conforme a investigação, Jacob passou a discutir alternativas para elevar novamente o orçamento, incluindo itens e modificando valores. Em junho, ao tratar da execução da reforma, o presidente do hospital fez outra declaração considerada relevante pelos promotores: “a gente botou uns valor pra Itaipu lá e depois tem que adequar certo os valores, você sabe por causa do que, né?”. No mês seguinte, Lucas pediu uma reunião para discutir os custos. “Quero sentar agora à tarde para a gente dar uma conversada sobre o orçamento, a planilha orçamentária, os itens que tem gordura”, escreveu em 23 de julho de 2024. Para o Gecoc, a expressão se referia às despesas que comportavam redução durante a execução, mantendo-se os valores maiores nas planilhas apresentadas à Itaipu. A diferença, segundo a suspeita, poderia ser desviada pelos envolvidos. Os investigadores também apontam que a contratação da empresa responsável pela reforma teria sido direcionada mediante apresentação de três orçamentos destinados a simular concorrência. Dinheiro na conta e “sede” – A outra expressão que chamou a atenção dos promotores apareceu em agosto de 2024, quando os recursos começaram a ser liberados. Sérgio Roberto Castilho Vieira, o Serginho, que é ex-assessor parlamentar e foi também dirigente do PDT em Mato Grosso do Sul, é apontado pelo Gecoc como um dos intermediários envolvidos na obtenção do financiamento. No dia 26 de agosto, ele perguntou a Jacob: “Não vai avisar que tá com a grana?”. O presidente do hospital respondeu: “Kkkkkk. Tha com sede. Né”. Serginho confirma: “Tô com sede”. Logo depois, acrescentou: “Não bebo água faz tempo”. Na mesma data, Jacob havia enviado ao engenheiro Lucas uma mensagem confirmando a entrada dos recursos: “Dinheiro na conta”.  Para o Ministério Público, as mensagens demonstram que Sérgio atuava como um operador financeiro do esquema. Ele também acompanhava a liberação do dinheiro da Itaipu e esperava receber vantagens financeiras previamente combinadas. No dia seguinte às mensagens, ele sugeriu um encontro com Jacob em Sidrolândia. As conversas mostram que os contatos e cobranças continuaram nos meses seguintes. Notas de R$ 290 mil – Em 3 de setembro de 2024, depois de uma reunião com Serginho no hospital, Jacob passou a discutir a documentação que seria utilizada para justificar pagamentos, aponta a investigação. “Tem que ser nota fiscal de projeto arquitetônico”, escreveu. Em seguida, mencionou o valor de R$ 210 mil e informou que o pagamento estava liberado dentro do cronograma. Segundo os promotores, a operação previa duas notas fiscais: uma de R$ 210 mil, vinculada ao hospital, e outra de R$ 80 mil, relacionada à Global Produtos Agropecuários Ltda., empresa de Jacob. O Gecoc considera que os R$ 290 mil eram a propina destinada a Serginho e suspeita que os documentos fiscais tenham sido utilizados para justificar pagamentos sem correspondência com serviços efetivamente prestados. A investigação também aponta que despesas relacionadas à preparação dos projetos eram inicialmente pagas por empresas particulares de Jacob, para não aparecerem diretamente na contabilidade apresentada à Itaipu. Em uma dessas situações, ao ser informado sobre a contratação de um profissional para adequar os documentos técnicos, Jacob orientou: “Manda a nota na Global”. Intermediação na Itaipu –  A representação também identifica o empresário Hélio Carrilho Modesto Junior como responsável pela aproximação de Jacob com representantes da Itaipu Binacional. Segundo relato de Jacob reproduzido nos autos, Hélio teria facilitado uma reunião reservada na instituição, durante a qual foi discutido o apoio financeiro ao hospital. Em abril de 2024, Jacob enviou ao engenheiro Lucas uma fotografia de Hélio e comentou que o empresário estava cobrando o andamento dos projetos. “Olha o cara bravo aqui querendo achar que o projeto estava na minha gaveta aqui”, afirmou. Lucas respondeu: “10% de 8 milhões”. Depois, acrescentou: “Até eu que sou besta”. Para os promotores, a conversa sugere o valor da propina a ser paga a Hélio relacionada à intermediação. O percentual mencionado corresponde a R$ 800 mil, mas os diálogos não comprovam que o empresário tenha recebido essa quantia.  Mais recursos e obra entregue –  Mesmo depois da liberação do financiamento, Jacob e Lucas continuaram discutindo dificuldades financeiras na execução da reforma.  Em março de 2025, o presidente lamentou que não tivesse conseguido outros R$ 1,5 milhão em emendas parlamentares. Também mencionou aproximadamente R$ 1,2 milhão em recursos que poderiam ser utilizados em compras. Em maio, Lucas informou que o saldo da obra era de R$ 3,5 milhões, e não de R$ 4,5 milhões, como haviam considerado anteriormente. Em julho, o engenheiro afirmou que prepararia outra planilha para mostrar “o que realmente tá sendo a obra”. Para o Ministério Público, a declaração reforça a suspeita de diferenças entre os custos apresentados aos financiadores e os serviços efetivamente executados. A reforma foi oficialmente entregue à população em 9 de dezembro de 2025. Segundo os valores divulgados pela Prefeitura e reproduzidos na investigação, os investimentos chegaram a aproximadamente R$ 10 milhões.  Participações e outro lado –  Jacob foi preso preventivamente na segunda fase da Operação Dirty Pix, em 7 de outubro. Ele negou qualquer irregularidade em sua gestão à frente do hospital.  O MP pediu para fazer buscas em endereços ligados a Lucas, Sérgio e Hélio durante a força-tarefa que cumpriu 3 mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. O Campo Grande News  fez contato com o engenheiro e com o ex-assessor parlamentar, mas não obteve retorno até o fechamento deste texto. A reportagem não conseguiu encontrar o contato do empresário que supostamente fez a ponte para a conquista dos recursos na Itaipu, mas o espaço segue aberto para futuras manifestações, dele e de qualquer outra pessoa que queira dar sua versão. A Itaipu Binacional também foi consultada e ainda não se manifestou.
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Atendente é arrastado pelo vento ao tentar ajeitar guarda-sol
Um funcionário de uma sorveteria foi arrastado por uma rajada de vento ao tentar ajeitar um guarda-sol que havia sido levado pelo temporal em Três Lagoas, a 327 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu na terça-feira (13) e foi registrado em vídeo. Apesar do susto, João Pedro não se feriu. No vídeo encaminhado ao Campo Grande News , o funcionário se aproxima do guarda-sol para tentar colocá-lo no lugar, mas acaba sendo levado junto com a estrutura pela força do vento. A situação ocorre durante as condições climáticas adversas que atingiram o município. Segundo a irmã dele, Sthefany Fernanda Bezerra de Lima, João Pedro trabalha como atendente. Ela relatou o episódio após o temporal e informou que o irmão não sofreu ferimentos. Três Lagoas registrou acumulado de 60,4 milímetros de chuva nas últimas 24 horas, conforme os dados informados pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) . Já a plataforma meteorológica Ventusky indicou rajadas de vento de até 17 km/h por volta das 13h de terça-feira. O episódio reforça os riscos de permanecer em áreas abertas durante temporais, especialmente perto de objetos que podem ser deslocados pelo vento. A orientação é evitar tentar segurar ou recolher estruturas instáveis durante rajadas. Alerta -  O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) publicou um alerta laranja, que indica perigo de tempestade, válido para esta quinta-feira (15), da 0h01 às 23h59. A previsão indica chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, ventos de 60 a 100 km/h e queda de granizo. Há risco de corte de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos.
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Ponte caída é retirada de córrego, mas acaba abandonada sobre ciclovia
Ponte que caiu sobre córrego e deixou pedestres e ciclistas sem passagem agora ocupa parte da ciclovia que dá acesso à Avenida Lúdio Martins Coelho, em Campo Grande. A estrutura foi retirada da água, mas acabou deixada no caminho, sem que a travessia fosse reconstruída. Moradores reclamam da falta de sinalização e temem novos acidentes, principalmente durante a noite, quando a visibilidade é prejudicada pela iluminação precária. O problema já havia sido denunciado pelo Campo Grande News , quando a ponte estava caída havia cerca de 20 dias e pedestres precisavam dividir espaço com bicicletas para seguir o trajeto. Agora, a situação mudou de lugar, mas não foi resolvida. A estrutura metálica está sobre a ciclovia, enquanto o trecho onde ficava instalada permanece aberto, com um barranco de terra exposto às margens do córrego. Imagens feitas nesta quarta-feira (14) mostram a ponte de metal, com partes enferrujadas, abandonada sobre o pavimento. No local onde deveria estar instalada, há uma abertura entre as margens do córrego, sem qualquer barreira de proteção ou sinalização para alertar quem se aproxima. A passagem fica em uma bifurcação da ciclovia, utilizada como acesso à Avenida Lúdio Martins Coelho. Embora exista outro caminho que permite continuar o trajeto sem atravessar o córrego naquele ponto, quem pretende utilizar o atalho encontra a passagem interrompida. A situação preocupa principalmente porque pessoas que não conhecem a região podem seguir em direção à antiga ponte sem perceber que a travessia está interditada. A comerciante Adriana Paulino, de 39 anos, mora na região e afirma que o problema se arrasta há bastante tempo. Segundo ela, a falta de providências já provocou acidentes e preocupa quem utiliza a ciclovia diariamente. "Então, na verdade, essa ponte aí já está virando lenda, né? Porque já tem bom tempo que está naquela situação ali", reclama. Adriana conta que, desde a queda da estrutura, não houve instalação de placas ou barreiras para impedir que pedestres e ciclistas se aproximem do trecho interrompido. A falta de iluminação agrava a situação. "É preocupante, né? Porque em algumas casas os vizinhos ainda se preocupam de colocar holofote para ter mais claridade, mas ali na ponte mesmo não tem nenhuma iluminação. Não só na ponte, mas no resto da ciclovia também deixa a desejar", relata. Segundo a moradora, já houve casos de ciclistas que não perceberam a ausência da ponte durante a noite e acabaram caindo. Ela afirma que moradores precisaram prestar socorro às vítimas. A comerciante destaca que a passagem é utilizada tanto por moradores quanto por pessoas de outros bairros, que aproveitam o trajeto mais curto para atravessar a região. "Tem gente que vem de outro bairro e por ali é uma rota mais curta, né? Para atravessar a cidade e acaba se machucando, porque não tem sinalização. À noite é escuro", afirma. Adriana também relata uma situação de violência envolvendo duas mulheres que passaram pelo local utilizando bicicletas elétricas. Segundo ela, as vítimas não sabiam que a ponte estava quebrada e teriam sofrido uma tentativa de estupro. A comerciante afirma que moradores conseguiram intervir. "Mas tá difícil, tá bem complicado essa região aqui", desabafa. Mesmo com a possibilidade de seguir por outro trecho da ciclovia, a ausência de proteção no ponto onde a ponte caiu continua representando perigo para quem circula pela região, especialmente à noite. Histórico -  A ponte caiu no dia 30 de julho, durante uma chuva forte, na Avenida Dr. Nasri Siufi, entre os bairros Jardim Leblon e São Conrado. A estrutura ligava dois trechos de ciclovia e permitia que pedestres e ciclistas seguissem em direção ao Centro sem precisar fazer um desvio maior. Na ocasião, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que a recuperação dependia de procedimentos administrativos para abertura de licitação e que ainda não havia prazo para o início das obras.  Mais de dois meses depois da queda, a estrutura foi retirada do córrego, mas a travessia permanece sem recuperação. A reportagem questionou a prefeitura sobre quando a ponte será reinstalada, por que foi deixada sobre a ciclovia e se há previsão de sinalização e isolamento do trecho, e aguarda retorno.
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Paraguaios são campeões absolutos do Aberto do Brasil de Xadrez em MS
Enxadristas paraguaios conquistaram os dois primeiros lugares da categoria Absoluto do Aberto do Brasil de Xadrez de Mato Grosso do Sul, realizado entre os dias 9 e 12 de outubro, em Campo Grande.  O Mestre Internacional Juan Sebastian Melian ficou com o título, seguido pelo Candidato a Mestre Rodolfo Cantero. A competição reuniu jogadores de diferentes estados brasileiros e do Paraguai, com disputas nas categorias masculina, feminina, de base e por faixa etária. Juan Melian recebeu R$ 2 mil pela primeira colocação, enquanto Cantero faturou R$ 1,3 mil. O brasileiro Fernando Freire terminou em terceiro lugar e recebeu R$ 1 mil. A categoria Absoluto foi a principal do torneio, que distribuiu R$ 10 mil em premiação. A competição foi disputada no ritmo clássico, também conhecido como standard, com duas horas disponíveis para cada jogador realizar seus movimentos. O torneio teve seis rodadas pelo sistema suíço, formato em que os participantes enfrentam adversários com desempenho semelhante ao longo das rodadas. O evento aconteceu no Clube de Campo da Associação Nipo-Brasileira e foi organizado pelo organizador internacional e árbitro da FIDE (Federação Internacional de Xadrez), Ângelo Mendonça, com direção de Érico Mendonça e Marcelo Simões. A competição contou com apoio de Mário Sérgio Gonzalez e do presidente da Fesmax (Federação Sul-Mato-Grossense de Xadrez), Inácio Roeder. Além de Melian e Cantero, o top 10 da categoria principal teve representantes de Mato Grosso do Sul, Rondônia e outras localidades. O Mestre Nacional Leonardo Neves terminou em quarto lugar, seguido por Lorenzo Ogeda, de Jardim, na quinta posição. Um dos destaques foi Vitor Gabriel Felix Vilela, de apenas 8 anos, que terminou na oitava colocação geral e recebeu R$ 400. O resultado colocou o jovem enxadrista entre os dez melhores da principal categoria, disputada também por mestres e jogadores experientes. Kariny Kaori vence o feminino -  Na disputa feminina, a campeã foi Kariny Kaori Shikasho, de Campo Grande, que recebeu R$ 500. Kamilly Victória Barbosa Ortiz, de Corumbá, ficou com o vice-campeonato e a premiação de R$ 200. O torneio também premiou jogadores por faixa de rating FIDE, classificação internacional utilizada para medir o desempenho dos enxadristas.  Felipe Araújo, de Dourados, venceu a faixa de até 1.700 pontos; Fagner Morel, de Rondonópolis (MT), foi o primeiro colocado entre 1.701 e 2.000 pontos; e Thiago Pereira, de Campo Grande, venceu a faixa de 2.001 a 2.300 pontos. Nas categorias por idade, Rogério Cucolloto, de Anastácio, foi o campeão Over 50, enquanto Roberto Senatore Fedrizzi venceu a categoria Over 60. Categorias de base -  Os enxadristas de Mato Grosso do Sul também conquistaram títulos nas categorias de base, com destaque para representantes de Campo Grande. Entre os campeões estão Miguel Oliveira, no Sub-8 masculino; Daniel Rocha, no Sub-10 masculino; e Mariana Félix Vilela, no Sub-10 feminino. Outras cidades do Estado também tiveram representantes no lugar mais alto do pódio, como Ponta Porã, Três Lagoas e Dourados. A arbitragem da competição ficou a cargo da equipe da Fesmax, formada por Jackson Lenon, Mário Sérgio Gonzalez, Inácio Roeder, Fernando e Felipe Insaurralde, Rubens Mudo e Mariana Yassuda. Lista de campeões do Aberto do Brasil de Xadrez: Categoria Absoluto Campeão: Juan Sebastian Melian (Paraguai) Vice-campeão: Rodolfo Cantero (Paraguai) 3º lugar: Fernando Freire Feminino Campeã: Kariny Kaori Shikasho (Campo Grande) Vice-Campeã: Kamilly Victória Barbosa Ortiz (Corumbá) Categorias por faixa etária Over 50: Rogério Cucolloto (Anastácio) Over 60: Roberto Senatore Fedrizzi Categorias de base Sub-8 masculino: Miguel Oliveira (Campo Grande) Sub-10 masculino: Daniel Rocha (Campo Grande) Sub-10 feminino: Mariana Félix Vilela (Campo Grande) Sub-12 masculino: Rafael Insaurralde (Ponta Porã) Sub-12 feminino: Helena Yui Oda Cabreira (Campo Grande) Sub-14 masculino: Miguel Lezcano Delvalle (Campo Grande) Sub-14 feminino: Loren Moreira Napolitano (Três Lagoas) Sub-16 masculino: Luiz Henrique Leite (Campo Grande) Sub-16 feminino: Yasmin Paredes Muller (Campo Grande) Sub-18 masculino: Arthur Neres (Três Lagoas) Sub-18 feminino: Anna Clara Cavalcante (Campo Grande) Sub-20 masculino: Vinícius Miguel Baez (Campo Grande) Sub-20 feminino: Luana Silva (Rondonópolis-MT) Faixas de rating FIDE Até 1.700 pontos: Felipe Araújo (Dourados) De 1.701 a 2.000 pontos: Fagner Morel (Rondonópolis-MT) De 2.001 a 2.300 pontos: Thiago Pereira (Campo Grande)
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Conselho aprova sem restrições compra de empresas do Consórcio Guaicurus
O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) aprovou, sem restrições, a compra das quatro empresas que integram o Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande, pelo Grupo HP Mobilidade, de Goiânia (GO). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União. A operação envolve a aquisição das quatro empresas Jaguar Transportes Urbanos, Viação Campo Grande, Viação Cidade Morena e Viação São Francisco pela Maas Administração e Participações Ltda., ligada ao grupo empresarial goiano. Com a aprovação, o Cade concluiu a análise concorrencial da operação, sem impor condições ou restrições à aquisição. Isso significa que, sob o ponto de vista da defesa da concorrência, o órgão federal não identificou impedimentos para a transação. "(...) diante do informado nos autos, tem-se que a Operação configura mera substituição de agente econômico, não demandando, deste modo, uma análise mais aprofundada dos mercados envolvidos", cita parte da decisão. O aval, entretanto, não representa a conclusão da venda nem autoriza automaticamente a transferência da operação do transporte coletivo. Como as empresas integram o consórcio responsável por um serviço público concedido pelo município, a mudança de controle ainda depende da análise e autorização da Prefeitura de Campo Grande. A administração municipal condiciona a autorização a compromissos relacionados à melhoria do serviço, incluindo renovação da frota, incorporação de ônibus com ar-condicionado e intervenções nos terminais. O processo apresentado ao Cade foi protocolado em 28 de setembro deste ano e reúne informações sobre as empresas envolvidas, a estrutura da operação e as atividades econômicas dos grupos participantes. A análise do órgão federal se concentra nos possíveis efeitos da aquisição sobre a concorrência. Questões como cumprimento do contrato de concessão, qualidade dos ônibus, frequência das linhas e obrigações de investimento permanecem sujeitas à fiscalização e às decisões do poder concedente municipal. Dessa forma, a aprovação representa uma etapa importante para a entrada do Grupo HP Mobilidade no transporte coletivo da Capital, mas ainda não estabelece quando a nova administração poderá assumir efetivamente o controle das empresas.
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Polícia confisca imóveis de brasileiro, sócio do filho de Lalo Gomes
A investigação sobre o esquema de tráfico internacional de drogas atribuído a Alexandre Rodrigues Gomes, filho do ex-deputado paraguaio Eulalio “Lalo” Gomes, teve novo desdobramento nesta quarta-feira (14), em Pedro Juan Caballero, cidade vizinha de Ponta Porã, a 313 quilômetros de Campo Grande. Autoridades paraguaias apreenderam imóveis ligados ao brasileiro Thiago Alessandro de Oliveira Dávalos Brites, de 44 anos, conhecido como “Flamengo” ou “Polaco”, apontado como sócio de Alexandre no tráfico de cocaína e na lavagem de dinheiro. A operação faz parte da Pavo Real II, investigação que apura a atuação de uma organização criminosa responsável pelo transporte de cocaína da Bolívia para o Paraguai e, posteriormente, para o Brasil e outros países. Uma das propriedades atingidas pela medida judicial é uma residência de luxo localizada no bairro Virgen de Caacupé, em Pedro Juan Caballero. A ação foi conduzida pelo promotor Andrés Arriola, com o objetivo de localizar e assegurar bens relacionados aos investigados. O imóvel passou à responsabilidade da Senabico (Secretaria Nacional de Administração de Bens Apreendidos e Confiscados). Durante a operação, os agentes encontraram a residência ocupada por um inquilino, que foi informado da decisão judicial e da necessidade de desocupação. “Flamengo” está preso desde março deste ano, quando foi localizado em uma residência no bairro Cuarto, em Luque, na região metropolitana de Asunción. Ele responde a acusações relacionadas ao tráfico internacional de drogas, posse e comercialização de entorpecentes e associação criminosa. Atualmente, está na penitenciária de segurança máxima Martín Mendoza, em Emboscada. Parceria no tráfico Segundo o Ministério Público do Paraguai, “Flamengo” atuava como intermediário entre fornecedores de cocaína na Bolívia e a organização comandada por Alexandre Rodrigues Gomes na região do departamento de Amambay. A investigação identificou conversas realizadas por meio do aplicativo de mensagens criptografadas SKY ECC. Os investigadores associaram a “Flamengo” o identificador 7JBIOJ, enquanto Alexandre utilizaria os codinomes Burberry e Legendário. De acordo com a acusação, entre novembro de 2020 e março de 2021, os dois teriam coordenado pelo menos três voos com carregamentos de cocaína da Bolívia para o Paraguai. Nesse período, a organização teria recebido 1.342 pacotes da droga. A divisão de tarefas também foi descrita pelos investigadores. “Flamengo” seria responsável pela articulação com fornecedores bolivianos e pelo financiamento de operações. Alexandre, por sua vez, coordenaria a recepção e a distribuição dos carregamentos a partir do território paraguaio. Os investigadores também suspeitam que parte dos lucros obtidos com o tráfico tenha sido aplicada em empreendimentos imobiliários na fronteira. Entre os negócios citados estão o edifício Ervais, em Ponta Porã, e o Tetryz Palace, em Pedro Juan Caballero, este último associado a investimentos realizados por “Flamengo” em parceria com Alexandre. Quem é Alexandre Rodrigues Gomes Alexandre Rodrigues Gomes, de 38 anos, possui dupla nacionalidade, brasileira e paraguaia, e é filho de Eulalio “Lalo” Gomes, ex-deputado do Partido Colorado morto durante uma operação da Polícia Nacional do Paraguai, em agosto de 2024. Herdeiro dos negócios da família, Alexandre atuava no setor empresarial da fronteira, incluindo a Paraguay Autoparts y Accesorios S.A., empresa da qual era sócio do pai. A família também mantinha atividades ligadas à pecuária, setor em que Lalo Gomes era considerado uma liderança nacional influente. A situação de Alexandre mudou em 19 de agosto de 2024, quando ele foi preso durante a mesma operação policial que terminou com a morte do pai, em Pedro Juan Caballero. Desde então, passou a responder a processos relacionados ao tráfico internacional de drogas, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Para os investigadores paraguaios, Alexandre não seria apenas um intermediário do tráfico, mas um dos responsáveis pela organização criminosa que atuava na região de Amambay, com participação na negociação, compra e transporte de entorpecentes. As suspeitas também alcançaram o Brasil. Em fevereiro deste ano, veio a público uma acusação do MPF (Ministério Público Federal) que atribui a Alexandre a coordenação de uma estrutura de transporte aéreo de cocaína. Segundo a investigação brasileira, ele teria recrutado pilotos, administrado aeronaves e supervisionado duas pistas clandestinas, uma no Paraguai e outra no Brasil. A droga seria transportada da Bolívia e da Colômbia para o Paraguai, seguindo depois para território brasileiro e mercados europeus. O Brasil chegou a solicitar sua extradição, mas a Justiça paraguaia decidiu manter Alexandre preso no país, onde também responde a processos criminais. Além das acusações de tráfico, Alexandre é investigado em outro processo por supostas manobras para impedir a apreensão de seu patrimônio. Conforme o Ministério Público paraguaio, dados de registros públicos teriam sido alterados para permitir a transferência de quatro imóveis ao advogado Óscar Tuma, apesar da existência de restrições judiciais. As propriedades foram avaliadas em um total de 1,7 bilhão de guaranis. A suspeita é de que as transferências, apresentadas como pagamento de honorários advocatícios, tenham sido utilizadas para evitar o confisco dos bens. Nesta quarta-feira, a Justiça paraguaia também adiou para 14 de dezembro a audiência preliminar desse processo, que envolve Alexandre, seu advogado e outras pessoas acusadas. O adiamento foi atribuído ao excesso de trabalho do juízo.
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Chuva atinge diferentes regiões de MS e acumula mais de 80 mm
A chuva que atinge Mato Grosso do Sul acumulou mais de 80 milímetros em 24 horas em Rio Brilhante, município que registrou o maior volume entre as localidades monitoradas pelo Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima). Os dados foram atualizados às 15h30 desta quarta-feira (14). Em outras cidades, os acumulados também ultrapassaram 50 milímetros no período. Ribas do Rio Pardo e Três Lagoas aparecem na sequência, com 60,4 milímetros cada. Nova Andradina registrou 58,2 milímetros, seguida por Sidrolândia, com 57,8 milímetros, e Santa Rita do Pardo, com 52,6 milímetros. Nioaque acumulou 49,8 milímetros, enquanto Maracaju registrou 48,2 milímetros e Nova Alvorada do Sul, 46,8 milímetros. Em Naviraí, o volume chegou a 44,2 milímetros. Em Bela Vista, onde o transbordamento do Rio Apa provocou a retirada de famílias ribeirinhas e deixou moradores ilhados, o acumulado chegou a 42,8 milímetros nas últimas 24 horas, segundo o levantamento. A cidade também registrou alagamentos em residências provocados por enxurradas. Em Campo Grande, o volume acumulado foi de 28,4 milímetros no período. A chuva atingiu diferentes regiões da Capital ao longo da tarde desta quarta-feira. Os dados do Cemtec foram atualizados às 15h30 e têm como base informações do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) e Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais). Previsão - A previsão meteorológica indica possibilidade de novas tempestades em Mato Grosso do Sul nesta quinta-feira (15), com chuva intensa, raios, rajadas de vento e eventual queda de granizo. Em pontos isolados, os acumulados podem superar 40 milímetros em 24 horas. Os ventos devem variar entre 30 e 50 km/h, com possibilidade de rajadas superiores a 50 km/h. A orientação é evitar abrigo sob árvores durante ventos fortes e não estacionar veículos perto de torres de transmissão e placas de publicidade. A partir de sexta-feira (16), o tempo tende a ficar mais firme em parte do Estado, enquanto a chegada de uma massa de ar frio deve reduzir as temperaturas, principalmente na região sul.
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Feudo de Nikolas avança sobre o território de Reinaldo Azambuja
Eleito pelo PL em 14º lugar num colégio de 24 deputados, o vereador Daverson Matos chega no ano que vem à Assembleia Legislativa como uma novidade na política de Mato Grosso do Sul e com um capital raro num universo de parlamentares frequentemente vinculados às estruturas tradicionais de poder: disputou e venceu sem apoio da máquina partidária, o que lhe dá liberdade para, se quiser, exercer o mandato com independência em relação aos caciques da direita bolsonarista, como o senador eleito Reinaldo Azambuja, líder do grupo que controla a política estadual.  As estimativas, tanto em Campo Grande como em Rio Brilhante, sua cidade, apontam que mais de 90% dos 30.604 votos recebidos por Daverson podem ser creditados à força de Nikolas Ferreira (PL-MG), o deputado federal mais votado do país, que construiu sua popularidade nas redes sociais com provocações, lacrações, embates políticos e pautas conservadoras. Diretor do instituto Novo Ibrape, o cientista político Paulo Catanante Júnior diz que a eleição de Daverson não estava nas projeções que acompanhava, o que surpreendeu os especialistas pelo reflexo de sua reeleição no aumento inesperado da bancada do PL. “Na verdade, dentro da minha análise, eu achei que ele não entraria”, afirma. Não havia expectativa de eleger nove deputados. “A gente enxergava o PL com sete vagas.” A surpresa tem uma explicação, na avaliação do analista: o alcance nacional de Nikolas, capaz de projetar um candidato pouco conhecido fora de sua região. “Um cara que é de Rio Brilhante conseguir essa quantidade de voto na Capital (11.793) é uma soma da influência do Nikolas e uma soma do poder das redes que a gente às vezes subestima”, diz Catanante. Para ele, o apoio do deputado mineiro foi decisivo para levar Daverson à Assembleia. “O cara conseguiu projetar não só aqui, mas também em outros estados, nomes que eram desconhecidos. E abriu os olhos das pessoas para nomes que ninguém sabia”, afirma. Catanante diz que não esperava que Nikolas tivesse tanta influência em Mato Grosso do Sul. O ex-prefeito de Rio Brilhante Sidney Foroni, do MDB, também atribui a votação ao padrinho nacional. “O Daverson se elegeu na onda do Nikolas, mas não se mostrou agressivo nas redes sociais. Não é daqueles bolsonaristas radicais. É evangélico e muito respeitoso. Um guri bom”, afirma. Foroni deu emprego a Daverson em sua administração e depois o contratou como funcionário e sócio em seu escritório de advocacia. Segundo ele, o deputado eleito recebeu cerca de 3.100 votos em Rio Brilhante, município com aproximadamente 26 mil eleitores, mas não se pode dizer que tenha sido bem votado na terra natal. A força que lhe garantiu uma das maiores votações em Campo Grande, onde era desconhecido, veio de Minas. “Quem não acreditava na mídia do Nikolas quebrou o queixo”, diz. Padrinho substitui máquina -  Catanante enxerga nesse resultado uma mudança na forma de construir candidaturas dentro da direita. “Eu acho que ficou claro que um padrinho nacional conseguiu substituir uma estrutura mais tradicional”, afirma. Para ele, as redes sociais permitiram que Daverson alcançasse eleitores de Campo Grande sem precisar ter a mesma presença local dos políticos tradicionais. O analista também identifica um movimento de jovens cristãos conservadores que começam a ocupar espaço na política. “Parece que é uma nova liderança da direita, jovem”, diz. A diferença em relação ao ciclo anterior, segundo Catanante, é que a identificação eleitoral já não depende exclusivamente de associar uma candidatura à imagem de Jair Bolsonaro. Nikolas passou a exercer influência própria, escolhendo nomes que recebem seu apoio e concentrando neles a força de sua audiência. “Eu acho que o Nikolas acabou influenciando mais, só que foi muito segmentado. Ele não chegou e apoiou todo mundo. Ele escolheu quem apoiar”, afirma. É nesse ponto que a eleição de Daverson pode ter consequências para a política estadual. “É uma vitória de um cara que não tem a máquina”, resume Catanante. Na avaliação do analista, o deputado chega à Assembleia sem depender, na mesma medida que outros parlamentares, de prefeitos, estruturas financeiras e lideranças tradicionais. “Ele pode ser independente.” A autonomia, porém, ainda terá de ser demonstrada no exercício do mandato. Daverson não precisa romper com o PL nem se opor a Azambuja para construir uma posição própria. Mas sua votação lhe dá margem para negociar com a direção estadual sem necessariamente dever a ela o capital eleitoral que o levou à Assembleia. “Eu acho que o Reinaldo vai ter que ter inteligência pra saber lidar com isso”, afirma Catanante. Para ele, o novo deputado representa um ativo eleitoral para o partido, sobretudo pela capacidade de alcançar o público jovem conservador, uma estratégia de comunicação nova no estilo sul-mato-grossense de fazer política. “Ter uma pessoa independente ali pode captar voto pro partido”, acrescenta. Cassy Monteiro A influência de Nikolas também aparece na candidatura de Cassy Monteiro (PL) a deputada federal. Embora não tenha sido eleita, ela recebeu 44.865 votos, terminou em 11º lugar em Mato Grosso do Sul e superou políticos veteranos como Luiz Ovando (PP) e Geraldo Resende (União Brasil), que não se reelegeram. Também ficou à frente do Tenente Portela (PL), um dos nomes mais associados a Jair Bolsonaro (PL) no Estado, que recebeu 5.057 votos, cerca de 8,8 vezes menos que Cassy. Ela se tornou primeira suplente do PL. No cenário nacional, a soma parcial dos votos de Nikolas e de 19 aliados eleitos para a Câmara dos Deputados e assembleias legislativas chega a cerca de 11,3 milhões, o que dá uma dimensão da capilaridade eleitoral que o parlamentar construiu. O núcleo inclui 13 deputados federais e 6 estaduais. Entre os nomes de maior destaque estão Lucas Pavanato (PL-SP), que recebeu cerca de 3,04 milhões de votos; André Fernandes (PL-CE), com 684 mil; Lucas Polese (PL-ES), com 419 mil; e Guilherme Kilter (Novo-PR), com 269 mil. Nikolas também colou sua imagem à de dois senadores eleitos (Sávio Brandão e Gustavo Gayer) e à de dois governadores eleitos: o gaúcho Luciano Zucco e o fluminense Douglas Ruas. Um espinho A “invasão” de Nikolas Ferreira a Mato Grosso do Sul como um padrinho nacional que se impôs e substituiu lascas de uma das estruturas tradicionais mais fortes do país, passa a ser um espinho no sapato de Reinaldo Azambuja. O PL abriga, mas não necessariamente controla, o capital eleitoral de Daverson, que transformou a projeção de uma liderança nacional em votação própria. “O Reinaldo não esperava que ele fosse eleito”, diz Catanante. Foroni tem uma interpretação assustadoramente realista sobre a força desse campo político no Estado. “O eleitor de direita não quer saber se o Flávio Bolsonaro é acusado de corrupção. Se xingou o Lula, fala que vai extirpar o PT, que tem que matar bandido, usar arma, é isso que ele quer ouvir”, afirma.  Para o ex-prefeito, a identificação ideológica tem pesado mais que o currículo dos candidatos. “Pode olhar para os que foram eleitos: tem gente que está enlameado e foi eleito sem gastar dinheiro. Falam assim: ‘ele é contra o Lula? Então é nesse que vou votar’. O eleitor de hoje não quer saber qual é a proposta de governo.” A avaliação vem de um político que também carrega seu próprio histórico judicial: Foroni foi condenado por improbidade administrativa e está inelegível até 2028. Em 2024, elegeu o filho, Lucas Foroni, atual prefeito de Rio Brilhante. Daverson, por sua vez, responde, junto com outros vereadores, a processo por litigância de má-fé relacionado à tentativa de anular a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal em 2025. A eleição de Daverson coloca um desafio para Azambuja: como incorporar à articulação partidária um deputado que chegou ao mandato por uma força eleitoral externa às estruturas tradicionais locais e que, por isso, pode reivindicar liberdade para agir?
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Jovem de 18 anos é preso por espancar e matar homem em Dourados
Faustino Everton de Souza Zafra, de 18 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira (14), em Dourados, a 251 quilômetros de Campo Grande, suspeito de matar Bruno Ricardo de Oliveira, de 37 anos, após uma discussão na madrugada de 20 de julho deste ano. A vítima foi espancada, sofreu traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas na mandíbula. O crime ocorreu em frente à residência onde moravam a ex-mulher de Bruno e o filho deles, de 2 anos. A detenção foi feita por policiais civis da SIG (Seção de Investigações Gerais) da Delegacia Regional de Dourados, que cumpriram mandado de prisão preventiva contra o investigado. Faustino foi localizado na região da Sitioca Campo Belo, durante diligências da equipe policial. O assassinato ocorreu por volta de 0h20, na Rua Rio Brilhante, próximo ao cruzamento com a Rua Josué Garcia Pires, no Jardim Água Boa, região sul da cidade. Conforme as informações registradas na época, Bruno havia ido ao imóvel onde moravam a ex-mulher e o filho do casal, de 2 anos. Segundo uma irmã da mulher, a vítima costumava frequentar a residência para visitar a criança. Naquela madrugada, Bruno e o suspeito se encontraram em frente à casa e começaram a discutir. O desentendimento evoluiu para agressões físicas, e Bruno acabou caindo na calçada após ser atingido por sucessivos golpes, principalmente na cabeça. As investigações apontaram que a violência provocou graves lesões na vítima, incluindo traumatismo cranioencefálico e múltiplas fraturas na região mandibular. Depois do espancamento, o agressor teria deixado o local de bicicleta, enquanto Bruno permaneceu caído, inconsciente e com intenso sangramento. Uma testemunha relatou à polícia que ouviu a discussão e saiu para verificar o que estava acontecendo. Ao chegar à frente da residência, encontrou o agressor ao lado de Bruno, que agonizava e sangrava próximo ao portão. Na ocasião, não foi possível identificar o objeto utilizado nas agressões. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado, mas, quando a equipe chegou ao endereço, Bruno já estava morto. Na manhã seguinte ao crime, ainda havia manchas de sangue na calçada. Desde então, a Polícia Civil trabalhava para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar o responsável. Segundo a corporação, as diligências permitiram reconstruir a dinâmica do crime e reunir elementos que apontaram para a participação do suspeito. Com base nas provas reunidas, foi expedido mandado de prisão preventiva contra Faustino, investigado por homicídio qualificado. Após ser localizado nesta quarta-feira, ele foi levado à sede da SIG para os procedimentos policiais e, posteriormente, encaminhado à carceragem da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde permaneceu à disposição da Justiça.
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Sem equipes, pacientes internados em Caps ficam sem café da manhã e lanche
Pacientes que precisam de internação em unidades do Caps (Centro de Atenção Psicossocial) têm se alimentado apenas duas vezes ao dia: no almoço e no jantar, que são entregues em marmitas. A falta de equipes de cozinha impede que os lanches sejam feitos e assim, os internados acabam ficando sem essa refeição. Atualmente, outros servidores que atuam nas unidades também estão proibidos de preparar as refeições.  Denúncia feita pelo Direto das Ruas relatou que as refeições são compostas por café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar. A servidora responsável pela cozinha de uma das unidades está afastada e assim, outros funcionários fizeram uma escala para preparar o que falta, mas foram impedidos.  “A gestão disse que não haveria substituição para a servidora afastada, mas ao invés de resolver a situação, mandaram um comunicado de que estamos em “desvio de função” e proibindo de preparar a comida”, relatou o leitor que fez a denúncia, enfatizando que ao menos três dos sete Caps - Vila Margarida, Guanandi e Álcool e Drogas IV - estão sem equipe para o preparo dos lanches. O comunicado citado diz que o preparo de alimentos não faz parte das atribuições de psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, assistentes sociais e médicos que trabalham nas unidades. A orientação foi expedida pela Grap (Gerência da Rede de Atenção Psicossocial), vinculada à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), e determina que as equipes sejam informadas sobre a divisão de responsabilidades. Segundo o documento, o preparo, a produção e o manuseio de alimentos destinados às refeições diárias dos pacientes devem ser realizados por profissionais específicos de apoio ou nutrição, com treinamento adequado às normas sanitárias e de biossegurança. A orientação também diferencia as refeições habituais das oficinas terapêuticas de culinária, que podem ser realizadas pelos profissionais como parte do tratamento dos pacientes. Conforme o despacho, essas atividades têm objetivos de reabilitação, promoção da autonomia e fortalecimento dos vínculos sociais, mas não podem substituir o trabalho de uma equipe responsável pela alimentação. "As oficinas do gênero são recursos terapêuticos pontuais e não se configuram, em hipótese alguma, como obrigação contínua da equipe assistencial para suprir o fornecimento de refeições ordinárias da unidade", estabelece o documento. Ao final, a gerência solicita que todos os servidores da Rede de Atenção Psicossocial tomem conhecimento da orientação, com a apresentação de uma lista de ciência assinada pela equipe. Para os funcionários que denunciaram a situação, o problema é que a determinação não veio acompanhada da reposição dos profissionais responsáveis pelo preparo dos alimentos. Assim, enquanto os trabalhadores são orientados a não assumir tarefas fora de suas atribuições, pacientes continuam dependendo da estrutura das unidades para receber as refeições. "Pelo documento, estamos proibidos e, se fizermos, poderemos ser punidos. Mas e o paciente internado? Fica com fome?", questionou o denunciante, que  afirma que a situação tem provocado conflitos entre os servidores.  Segundo o relato, algumas equipes continuam preparando os alimentos, apesar da orientação, enquanto outras deixaram de fazê-lo por receio de sofrer consequências administrativas. "Tem equipe desobedecendo à ordem. Tem equipe que está deixando paciente sem comida para não ser punido", relatou. O trabalhador também afirma que já foram encaminhados diversos pedidos de reposição de pessoal para as copas das unidades, mas que a demanda não foi atendida. Segundo ele, a gestão chegou a informar que enviaria profissionais para auxiliar no serviço, através do Primt (Programa de Inclusão ao Mercado de Trabalho), o que não teria ocorrido. Em nota, a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) disse que a alimentação dos pacientes nas unidades é garantida por meio de contrato com empresa responsável pelo fornecimento de refeições prontas para consumo, incluindo almoço e jantar. Em relação às equipes que preparam café e lanches, a secretaria informou que está “providenciando a recomposição das equipes nas unidades que necessitam de profissionais com essas atribuições”. Por fim, disse que “o fornecimento de café pela empresa contratada está sendo organizado e deverá ser iniciado nos próximos dias.”
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Após ser pego com R$ 870 mil em dinheiro vivo em MG, empresário é liberado
O empresário Gilson Flores dos Santos, de 38 anos, foi liberado em Minas Gerais após ser flagrado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) transportando R$ 870 mil em dinheiro vivo. Natural de Rio Brilhante, ele afirmou aos policiais que a quantia era relacionada à política e que receberia uma quantia para levar o dinheiro de Ponta Porã até um shopping em Belo Horizonte, mas não revelou quem o contratou nem quem receberia os valores. Gilson percorreu cerca de 1.450 quilômetros entre Ponta Porã e Perdões (MG), onde foi abordado na madrugada desta quarta-feira (14), na BR-381. Na ocasião, faltavam aproximadamente 200 quilômetros para chegar à capital mineira, destino final da viagem. Conforme as informações apuradas, o dinheiro estava dentro de uma mala no porta-malas do carro, que era alugado pelo empresário. A quantia foi contabilizada na Polícia Federal e chegou a R$ 870.570. Questionado sobre a origem e a finalidade do dinheiro, o motorista apenas declarou que os valores tinham relação com a política, sem apresentar detalhes sobre a procedência ou a quem pertenciam. Gilson também não quis informar os nomes dos envolvidos na entrega e no recebimento do dinheiro, alegando medo de sofrer represálias. Posteriormente, optou por permanecer em silêncio e não prestou outros esclarecimentos sobre o caso. A ocorrência foi encaminhada à Polícia Federal em Varginha (MG), que ficou responsável pela análise dos fatos. Por orientação do delegado responsável pelo atendimento, Gilson foi qualificado e liberado, assim como o veículo utilizado na viagem. O dinheiro, no entanto, foi apreendido e permanece à disposição da autoridade policial. A quantia transportada em espécie, o pagamento prometido pelo serviço e a previsão de entrega em um shopping foram apresentados à autoridade policial para apuração da origem e da destinação dos valores, além de eventual relação com crimes comuns ou eleitorais. Até o momento, não há confirmação de vínculo do dinheiro com uma campanha ou candidato específico.
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Estudante é preso com arquivos de abuso sexual infantil no Jardim Centro-Oeste
Estudante de 18 anos foi preso na quarta-feira (14), no Jardim Centro-Oeste, em Campo Grande, suspeito de armazenar e compartilhar arquivos de abuso sexual infantil pela internet. A prisão ocorreu durante a Operação Sentinela, realizada pela Polícia Civil após seis meses de investigação. A ação foi conduzida pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente). Durante o cumprimento de ordem judicial, os policiais encontraram grande quantidade de arquivos com imagens e vídeos de abuso sexual de crianças e adolescentes. Segundo a investigação, além de armazenar o material, o estudante também apresentava indícios de compartilhamento dos arquivos. Para dificultar a identificação, ele utilizava técnicas que ocultavam sua conexão e suas atividades na internet. O trabalho de investigação começou há seis meses e permitiu aos policiais reunir informações sobre a atuação do suspeito no ambiente virtual. A quantidade exata de arquivos encontrados não foi divulgada. Agora, o material apreendido poderá ajudar a identificar outras pessoas envolvidas na distribuição dos conteúdos. A polícia também investiga a possível existência de uma rede organizada de compartilhamento e comercialização desses arquivos. A Operação Sentinela faz parte das ações da delegacia especializada para combater crimes sexuais contra crianças e adolescentes na internet. Além de identificar os responsáveis, o objetivo é impedir que os arquivos continuem circulando, já que cada novo compartilhamento representa outra exposição das vítimas. A Polícia Civil não informou se o estudante já era investigado por outros crimes nem divulgou detalhes sobre os equipamentos apreendidos durante a operação.
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Buraco aberto para instalação de esgoto tira o sono de moradora
Um buraco, aberto no domingo (11) na Rua Antônio Veloso, no bairro Coophasul, em Campo Grande, para a instalação de rede de esgoto em uma casa em construção tem causado transtornos à advogada Juliana Lopes Cardoso de Souza, que reclama do barulho durante a madrugada e dos riscos para retirar o carro da garagem devido à abertura na calçada. Segundo Juliana, os trabalhadores iniciaram o serviço às 8h de domingo, mas retornaram ao local apenas na noite seguinte, por volta das 23h42. Conforme a moradora, a equipe pretendia continuar a obra à meia-noite, com o uso de máquinas, o que provocou reclamações. A advogada afirma que trabalha e precisa acordar às 5h. Ela também relata que os filhos estudam pela manhã e tinham prova no dia seguinte. Incomodada com o barulho, Juliana acionou a Polícia Militar, mas, segundo ela, a equipe não compareceu e os trabalhadores deixaram o local após a reclamação. Além do barulho, a moradora diz ter dificuldades para sair de casa com o carro, devido ao risco de cair no buraco. Ela afirma que precisou fazer a manobra com dificuldade e reclama das condições em que a calçada ficou após a intervenção. Juliana entrou em contato com a Águas Guariroba, responsável pelo serviço, e registrou uma reclamação, mas ainda não obteve solução. Segundo ela, a obra atende a uma casa construída recentemente em frente à sua residência. A moradora também questiona a falta de uma placa de identificação do engenheiro responsável pelo serviço. Obras noturnas - Em Campo Grande, obras que provocam ruídos precisam respeitar as regras municipais sobre poluição sonora e os limites de horário. A execução de serviços durante a noite e a madrugada pode depender de autorização específica, conforme o tipo de atividade e as condições da obra.  A Lei Complementar nº 8/1996 estabelece regras para o controle da poluição sonora. O artigo 88 proíbe ruídos, vibrações e sons excessivos ou incômodos que ultrapassem os limites previstos na legislação. A norma também estabelece parâmetros para a emissão de ruídos conforme o período e a zona urbana. O  Campo Grande News  solicitou posicionamento à Águas Guariroba sobre a execução do serviço durante a madrugada e as condições da calçada, mas não obteve retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
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Parque de MS fica em 2º no País em número de espécies de aves registradas
O Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, em Mato Grosso do Sul, ficou em primeiro lugar no Brasil em número de listas de observação de aves durante o October Big Day 2026, realizado no último sábado (10). A unidade de conservação contabilizou 109 listas e identificou 217 espécies, resultado que garantiu a segunda colocação nacional em quantidade de aves registradas. Os dados foram divulgados pela plataforma eBird, utilizada mundialmente para compartilhar observações e ampliar o conhecimento sobre a distribuição das espécies. Administrado pelo Governo de Mato Grosso do Sul, por meio do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), o parque superou o segundo colocado no ranking nacional por número de listas, que contabilizou 53 registros. Já na classificação por quantidade de espécies, ficou atrás apenas do Parque Estadual Intervales, que registrou 242 espécies durante a mobilização internacional. O desempenho também colocou o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema na liderança estadual nas duas categorias apresentadas no levantamento. Além de reunir o maior número de listas de observação em Mato Grosso do Sul, a unidade registrou mais espécies do que outros pontos conhecidos pela diversidade de aves no Estado. Na classificação estadual por espécies, o parque ficou à frente de locais como Aquidauana–Fazenda Barranco Alto, com 196 espécies; Refúgio da Ilha Ecolodge, com 187; e Refúgio Ecológico Caiman, com 178. As listas de observação correspondem aos registros enviados pelos participantes ao eBird, enquanto a quantidade de espécies indica a variedade de aves diferentes identificadas. No caso do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, as 109 listas garantiram a liderança nacional nessa categoria, mas as 217 espécies colocaram a unidade em segundo lugar no Brasil, atrás do Parque Estadual Intervales, com 242 espécies. Parque reúne diferentes ambientes naturais  - Com mais de 73 mil hectares, o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema abrange os municípios de Jateí, Naviraí e Taquarussu. A unidade protege remanescentes de várzea, fragmentos florestais e ecossistemas associados aos rios Ivinhema e Paraná, que oferecem diferentes habitats para a avifauna. A diversidade de ambientes contribui para a presença de diferentes espécies e torna a área relevante para atividades de observação, pesquisa e monitoramento da fauna silvestre. O resultado do October Big Day também se soma a levantamentos realizados em anos anteriores. Em uma publicação sobre o Global Big Day de 2022, o Imasul destacou registros de aves como o tricolino, o joão-grilo e o socoí-vermelho durante a atividade no parque. Esses registros, porém, são de uma edição anterior e não correspondem a uma lista nominal confirmada das espécies identificadas em 2026. Para Dione Sales dos Santos, guarda-parque do Imasul e organizador da atividade na unidade, o resultado evidencia a riqueza da fauna protegida e a importância de manter os ambientes naturais conservados. “Participar do Big Day é uma oportunidade de mostrar a riqueza de aves que temos no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema e a importância de conservar esses ambientes. O registro de tantas espécies demonstra o potencial da nossa unidade e reforça que proteger a natureza é fundamental para manter essa biodiversidade para as futuras gerações”, afirmou. Grupo fez observações durante 20 horas - A atividade realizada no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema contou com nove participantes do grupo Tricolino, que se dedicaram às observações das 0h às 20h. O esforço ao longo de 20 horas contribuiu para o resultado alcançado pela unidade. O participante Olacio Komori atribuiu o desempenho ao trabalho desenvolvido pelas equipes responsáveis pela conservação do parque. “O sucesso do Big Day, com 217 espécies registradas, reflete anos de dedicação. Nosso reconhecimento às equipes do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema (PEVRI) e do Imasul, por meio da Gerência de Unidades de Conservação, cujo trabalho de preservação garante que a fauna encontre aqui um ambiente seguro para prosperar”, comentou. O gestor do Núcleo de Proteção e Apoio às Unidades de Conservação (Nupap), Reginaldo Oliveira, destacou que o evento já integra o calendário de atividades da Gerência de Unidades de Conservação. “O Big Day já faz parte do calendário de eventos da Gerência de Unidades de Conservação e ver uma de nossas UCs alcançar um número tão grande de registros de aves num único dia é a comprovação de que estamos no caminho certo. Esse ano nossa equipe contou com nove participantes, é muito importante que as UCs estejam abertas para receber o público nesse tipo de evento”, afirmou. Parque Nascentes do Rio Taquari também participa - Outra unidade estadual que se destacou no levantamento foi o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, que contabilizou 97 espécies durante o October Big Day. Localizado em Costa Rica, o parque protege áreas do Cerrado e regiões importantes para a conservação das nascentes da bacia do Alto Taquari. A participação da unidade reforça a contribuição das áreas protegidas para o conhecimento da biodiversidade sul-mato-grossense. Para o diretor-presidente do Imasul, André Borges, os resultados demonstram a importância das unidades de conservação para a proteção da fauna e dos ecossistemas. “Os resultados do Big Day reforçam a importância de manter e proteger nossas unidades de conservação. O Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema, assim como o Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, demonstra o potencial ambiental do nosso Estado. A conservação desses espaços é fundamental para proteger a fauna, preservar os habitats naturais e garantir que essa riqueza continue sendo conhecida pelas próximas gerações”, declarou. A diretora de Desenvolvimento do Imasul, Thais Caramori, ressaltou que atividades de observação de aves também ajudam a aproximar a população da natureza e ampliam a visibilidade das áreas protegidas. “Quando uma unidade de conservação se destaca em um evento como o Big Day, temos uma oportunidade de ampliar a visibilidade da biodiversidade que protegemos. Esses registros aproximam as pessoas da natureza, estimulam a observação de aves e reforçam a importância da conservação dos ambientes naturais. É também uma forma de valorizar o trabalho desenvolvido nas áreas protegidas e incentivar o conhecimento sobre a fauna de Mato Grosso do Sul”, afirmou. Evento mobiliza observadores no mundo todo - O October Big Day é uma mobilização internacional que reúne observadores de aves, pesquisadores, fotógrafos e outros interessados na natureza para registrar espécies em diferentes regiões. As observações são compartilhadas em plataformas como o eBird, que reúne informações utilizadas para ampliar o conhecimento sobre a ocorrência e a distribuição das aves. A iniciativa é um exemplo de ciência cidadã, modelo em que a participação de pessoas que não necessariamente são pesquisadoras profissionais contribui para a produção de informações sobre a biodiversidade. No caso das unidades de conservação, os registros também ajudam a divulgar a variedade de espécies presentes nos ambientes protegidos e a incentivar o interesse pela observação da fauna. Administradas pelo Governo do Estado, as unidades de conservação desempenham papel importante na preservação de habitats, na manutenção dos processos ecológicos e na proteção da fauna silvestre. Esses espaços também oferecem oportunidades para pesquisas, monitoramento ambiental, educação e sensibilização da população. A liderança do Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema em número de listas e a segunda colocação nacional em quantidade de espécies colocam Mato Grosso do Sul em evidência no levantamento de 2026. O resultado, somado à participação do Parque Estadual Nascentes do Rio Taquari, destaca a contribuição das áreas protegidas para o conhecimento e a valorização da biodiversidade brasileira.
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Celular velho na gaveta? Correios passam a receber eletrônicos de graça
Celulares antigos, notebooks quebrados, carregadores e outros eletrônicos esquecidos nas gavetas agora podem ter um destino adequado sem custo para o consumidor. Os Correios passaram a receber equipamentos usados em mais de 6 mil agências do País, por meio de uma parceria com a empresa Circular Brain. O serviço é gratuito e não exige agendamento. A iniciativa foi anunciada nesta quarta-feira (14), Dia Internacional do Lixo Eletrônico, e está disponível nas unidades dos Correios que oferecem o serviço Balcão do Cidadão. Antes de sair de casa, o consumidor pode consultar os pontos de recebimento no site da Rede Circulare. Para fazer o descarte, basta reunir os equipamentos em uma caixa, com peso total de até 30 quilos, e levá-la aberta à agência. O atendente será responsável por fechar a embalagem e registrar o envio. O consumidor deverá informar nome, CPF, endereço, e-mail e telefone e receberá um comprovante. Podem ser entregues celulares, notebooks, tablets, fones de ouvido, cabos e outros eletroeletrônicos de pequeno porte. Pilhas, baterias e lâmpadas não são aceitas nessa modalidade. Após a postagem, os materiais seguem para a Rede Circulare, responsável por encaminhá-los a recicladores homologados. Segundo os Correios, o processo é rastreado até a destinação final dos resíduos. Eletrônicos esquecidos -  A proposta é facilitar o descarte de equipamentos que permanecem guardados por falta de opções acessíveis, especialmente em municípios sem pontos específicos de coleta. “Sabemos que muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa pois não sabem o que fazer com eles, ou porque suas cidades não são atendidas por um ponto de entrega voluntária”, afirma Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain. A estatal possui mais de 10 mil agências distribuídas pelos municípios brasileiros, mas o novo serviço está disponível nas mais de 6 mil unidades participantes da parceria. Lixo eletrônico -  O Brasil gera aproximadamente 2,4 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos por ano, mas apenas cerca de 3% desse volume é formalmente coletado, segundo dados de 2022 da Global E-waste Statistics Partnership, iniciativa ligada à União Internacional de Telecomunicações e ao Instituto das Nações Unidas para Formação e Pesquisa. Quando descartados no lixo comum, esses materiais podem contaminar o solo e a água, além de representar riscos à saúde. A recuperação de componentes também reduz a necessidade de extração de novas matérias-primas. A destinação adequada está prevista na Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabelece obrigações para fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes na estruturação de sistemas de logística reversa.
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Cachorro ataca funcionário de distribuidora e é morto pela Polícia Militar
Um cachorro foi morto pela Polícia Militar após atacar o funcionário de uma distribuidora, localizada na Rua Medrado, no Jardim Centro-Oeste, região sul de Campo Grande, nesta quarta-feira (14). Conforme apurado pela reportagem, a corporação foi acionada via 190 por volta das 10h por moradores da região, que relataram que o animal estava solto e tentava morder quem passava pela rua. Após receber o chamado, os policiais percorreram as ruas da região em busca do cachorro, que foi localizado nas proximidades do centro de distribuição de um mercado. A equipe tentou imobilizar o animal com uma corda, mas ele conseguiu escapar. Um funcionário do estabelecimento também tentou contê-lo, momento em que foi atacado e mordido no braço. Segundo a Polícia Militar, o cão era de grande porte e apresentava comportamento agressivo, oferecendo risco às pessoas que circulavam pelo local. Diante do ataque ao funcionário, os policiais atiraram contra o animal, que morreu. Conforme explicado pelos militares que atenderam a ocorrência, a distância em que o cachorro estava impossibilitou o uso de uma arma de choque elétrico. Ainda conforme os militares, nenhum policial ficou ferido. A área foi isolada e a perícia foi acionada para os procedimentos necessários. A Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) também esteve no local e levou o corpo do animal e o gerente da distribuidora para prestar esclarecimentos. Durante a ocorrência, uma funcionária da empresa foi detida por desacato à equipe policial. O caso foi registrado como omissão de cautela na guarda de animal e desacato. A ocorrência seguia em andamento até a última atualização.
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Idosa com fratura no fêmur viaja 286 km para passar por cirurgia em Costa Rica
Gritando de dor e sem conseguir dormir, a idosa Dilma Gomes Ricaldes, de 87 anos, passou por sucessivas idas ao posto de saúde de Jaraguari, a cerca de 47 quilômetros de Campo Grande, até ter diagnosticada uma fratura no fêmur.  Após seis dias de sofrimento e tentativas da família para conseguir atendimento especializado, ela foi transferida para Costa Rica, a aproximadamente 286 quilômetros de distância, onde passou por cirurgia. Segundo uma familiar, que preferiu não se identificar, Dilma sofreu uma queda no dia 3 de outubro. A idosa tem Alzheimer e, após a queda, foi levada pela primeira vez ao posto de saúde do município.  Na ocasião, conforme o relato, o médico afirmou que não havia sinais aparentes de fratura, como inchaço ou hematomas, e receitou medicamentos para aliviar a dor. Como o desconforto persistiu, a família retornou à unidade no dia seguinte. Uma médica teria examinado a paciente e atribuído as queixas de dor à possibilidade de uma questão relacionada ao Alzheimer, novamente prescrevendo analgésicos e liberando a idosa para voltar para casa. “Quando a gente ia pegar ela para dar banho, gritava de dor. Não conseguiu dormir a noite de tanta dor”, contou a familiar. A situação também dificultava os cuidados básicos com a idosa em casa. A família disse que não tinha estrutura adequada para movimentá-la e realizar atividades como o banho diante da intensidade das dores. Falta de raio X dificultou diagnóstico -  Na sexta-feira seguinte à queda, preocupada com a piora do quadro, a familiar levou Dilma novamente ao posto de saúde e solicitou um exame de raio X na região do quadril, onde a idosa havia sofrido o impacto. De acordo com o relato, a médica informou que o município não dispunha de serviço de raio X todos os dias. O exame dependeria da disponibilidade do profissional responsável, que poderia atender pela manhã ou à tarde, sem horário definido. A familiar afirma que também questionou a possibilidade de encaminhamento para Campo Grande, mas recebeu a informação de que a paciente não poderia ser transferida naquele momento. A família passou o fim de semana tentando controlar o sofrimento da idosa com os remédios prescritos. Somente em um atendimento posterior, após a realização de exames, a fratura no fêmur foi identificada, conforme o relato da filha. “Eu falei: ‘Ela não vai estar gritando de dor à toa’. A gente pedia ajuda, porque ela estava com muita dor”, afirmou. Com o diagnóstico da fratura, a família passou a procurar autoridades municipais e representantes políticos para conseguir uma vaga hospitalar e atendimento ortopédico. A vaga para transferência, no entanto, só teria sido obtida depois de seis dias. O destino foi Costa Rica, município localizado a aproximadamente 286 quilômetros de Jaraguari. O trajeto de carro entre as duas cidades leva, em média, três horas e 40 minutos. A família também questiona as condições do transporte disponibilizado para a viagem. Dilma segundo relato foi levada na ambulância acompanhada apenas pela familiar, enquanto uma técnica de enfermagem permaneceu na cabine, junto ao motorista. A paciente não teria contado com a presença de um médico ou de um profissional de enfermagem ao seu lado durante o percurso.  A familiar também relatou a ausência de equipamentos para acompanhar os sinais vitais da idosa e de água para oferecer durante a viagem. “Não tinha um oxímetro para ver como estavam os sinais dela. Não tinha um enfermeiro para me dar suporte lá atrás. Minha mãe tem 87 anos, corre o risco de ter uma parada no meio do caminho. Mas, graças a Deus, não teve”, relatou. Cirurgia -  Em Costa Rica, na Fundação Hospitalar de Costa Rica, Dilma passou por cirurgia no fêmur, com colocação de pinos, conforme informou a familiar. Após receber alta hospitalar, ela retornou para Jaraguari, onde permanece em casa, acamada e em recuperação. A família agora enfrenta os cuidados necessários para a recuperação da idosa, depois de dias marcados pela dor, pela dificuldade para conseguir atendimento especializado e pelo deslocamento para uma cidade distante. A reportagem procurou a Prefeitura de Jaraguari para questionar as condições de atendimento no posto de saúde, a disponibilidade de exames de imagem no município e os motivos pelos quais a paciente não foi transferida para uma cidade mais próxima, como Campo Grande. Também foram solicitados esclarecimentos sobre as condições do transporte utilizado para levar a idosa até Costa Rica, incluindo a ausência de um profissional de saúde na parte traseira da ambulância, conforme o relato da família. Até a publicação desta reportagem, a Prefeitura de Jaraguari não havia respondido aos questionamentos.
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Excesso de chuva causa erosão e pode levar ao replantio de soja em regiões de MS
O plantio da soja em Mato Grosso do Sul avançou para 26,6% da área estimada para a safra 2026/2027, mas o excesso de chuva já provoca dificuldades em lavouras de diferentes regiões do Estado. Além de reduzir temporariamente o ritmo da semeadura, as precipitações prejudicam o desenvolvimento inicial das plantas e podem exigir o replantio em áreas atingidas pela erosão. Até o momento, porém, ainda não há estimativa da extensão dos prejuízos. Os dados são do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja-MS (Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso do Sul), com recursos do Fundems (Fundo para o Desenvolvimento das Culturas de Milho e Soja) e da Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). O levantamento considera informações coletadas até 9 de outubro e aponta que aproximadamente 1,3 milhão de hectares já haviam sido semeados. Apesar dos problemas provocados pelas chuvas recentes, o ritmo do plantio está à frente do registrado no mesmo período da safra passada. A diferença é de aproximadamente 10 pontos percentuais em relação ao ciclo 2025/2026. O avanço, contudo, ocorre em um cenário de atenção às condições climáticas, já que o volume de água acumulado em algumas localidades compromete o estabelecimento da cultura. Segundo o analista técnico da Aprosoja-MS, Lucas Santana, as precipitações registradas ao longo da semana variaram de 1 a 225 milímetros, conforme a região. Enquanto a umidade favorece a semeadura e o desenvolvimento das plantas onde os volumes foram menores, o excesso de água tem causado problemas em áreas que já receberam as sementes. Na região Centro, há relatos de selamento superficial do solo, condição em que a formação de uma camada compactada na superfície dificulta a emergência das plântulas. Na prática, as sementes podem encontrar obstáculos para que as plantas consigam romper a camada superficial e emergir. Já na região Sudeste, o problema relatado é a erosão laminar, provocada pelo escoamento da água sobre o terreno. O processo arrasta parte da camada superficial do solo e pode levar as sementes, comprometendo a formação uniforme da lavoura e tornando necessário o replantio em determinadas áreas. Apesar dos registros, ainda não é possível calcular quantos hectares foram afetados nem qual parcela da área semeada poderá precisar de uma nova operação. A definição depende da avaliação das condições de cada talhão, considerando a quantidade de plantas que conseguiu emergir, a umidade do solo e a ocorrência de erosão. De acordo com Santana, esse diagnóstico é fundamental antes de qualquer intervenção. A análise do estande de plantas, quantidade de plantas estabelecidas em determinada área, permite avaliar se a lavoura tem condições de se desenvolver ou se será necessário tomar medidas para recuperar o plantio. Plantio avança em ritmos diferentes - O levantamento da Aprosoja/MS mostra diferenças expressivas no avanço da semeadura entre as regiões produtoras do Estado. A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com média de 35,7% até 9 de outubro. Na região Centro, o plantio alcançou 17,9% da área prevista. Já a região Norte aparece mais atrasada, com menos de 4,8% da área semeada no período analisado. A distribuição das chuvas e as condições de acesso às lavouras influenciam a evolução dos trabalhos. Com o solo excessivamente úmido, as operações podem precisar ser interrompidas temporariamente, enquanto a retomada depende da melhora das condições no campo. A expectativa para as próximas semanas, portanto, está condicionada ao comportamento do clima e à possibilidade de continuidade das operações agrícolas. O avanço acumulado permanece superior ao do ciclo anterior, mas a necessidade de avaliar possíveis perdas acrescenta uma preocupação ao início da safra. El Niño aumenta a atenção para o clima - O boletim semanal da Casa Rural, elaborado com informações da Aprosoja/MS e do Sistema Famasul, também destaca a influência do El Niño nas condições climáticas previstas para Mato Grosso do Sul no trimestre de outubro, novembro e dezembro. Segundo o documento, a previsão indica a atuação do fenômeno com intensidade muito forte nesse período, com possibilidade de tempestades, ventos fortes, granizo e ondas de calor. Os efeitos, no entanto, podem variar entre as regiões do Estado. Para o Centro-Sul, a projeção aponta possibilidade de tempestades mais intensas, inclusive com granizo. No Centro-Norte, a tendência indicada é de irregularidade na distribuição das chuvas e ocorrência de ondas de calor. O boletim também apresenta previsão de precipitações acima da média climatológica para o trimestre, com acumulados de referência entre 300 e 500 milímetros, dependendo da região. As temperaturas, por sua vez, devem ficar acima da média histórica, cuja referência varia de 22°C a 26°C. Para o período de 13 a 29 de outubro, a previsão estendida citada no documento indica acumulados de chuva entre aproximadamente 60 e 200 milímetros em Mato Grosso do Sul, com pontos que podem superar os 200 milímetros. Os maiores volumes previstos, entre 150 e 200 milímetros, concentram-se principalmente nas regiões Sul, Sudoeste, Centro e Sudeste. O próprio boletim ressalta que previsões para períodos superiores a três dias estão sujeitas a incertezas e precisam ser acompanhadas conforme a atualização dos modelos meteorológicos. Diante desse cenário, o planejamento das operações e a avaliação das condições de cada lavoura serão determinantes para a continuidade do plantio. O excesso de precipitação pode favorecer a disponibilidade de água no solo, mas também comprometer a implantação da cultura quando ocorre em volumes elevados ou de maneira concentrada. Área de soja deve crescer, mas produção tem previsão de queda - A estimativa inicial para a safra 2026/2027 aponta crescimento da área destinada à soja em Mato Grosso do Sul, embora a projeção de produção seja inferior à do ciclo anterior. Conforme o boletim da Casa Rural, o Estado deve cultivar aproximadamente 4,874 milhões de hectares, aumento de 5,5% em relação à safra 2025/2026. A produtividade média está estimada em 52,4 sacas por hectare, redução de 13,2% na comparação com o ciclo anterior. Com esses indicadores, a produção esperada é de aproximadamente 15,331 milhões de toneladas, volume 8,4% menor que o registrado na safra passada, segundo a estimativa apresentada no documento. Os números ainda podem passar por ajustes, uma vez que o levantamento depende da consolidação das informações sobre uso e ocupação do solo e da conclusão das avaliações de produtividade. A perspectiva de redução da produção, portanto, não pode ser atribuída aos problemas provocados pelas chuvas registrados neste início de plantio. A projeção considera a produtividade média utilizada pelo projeto, enquanto a dimensão de eventuais perdas nas áreas já semeadas ainda não foi calculada. Colheita do milho está praticamente concluída - Enquanto o plantio da soja avança sob atenção às condições climáticas, a colheita do milho segunda safra 2025/2026 está praticamente encerrada em Mato Grosso do Sul. Segundo o levantamento da Aprosoja/MS, a maior parte das áreas foi colhida até o fim de setembro. Apenas áreas pontuais nas regiões Sul-Fronteira e Sudoeste concluíram os trabalhos no início de outubro. A produtividade média estimada é de 122,79 sacas por hectare, resultado 13,3% superior ao do ciclo anterior. A área cultivada está estimada em 2,206 milhões de hectares, aumento de 3% em relação à segunda safra passada. Com base nesses números, a produção estadual está projetada em 16,253 milhões de toneladas, crescimento de 16,7% em comparação com a safra 2024/2025. O resultado considera as amostragens de produtividade realizadas pelos técnicos de campo do Projeto SIGA-MS, que haviam alcançado 18% da área cultivada. Por isso, os dados ainda podem ser revisados pela equipe técnica e de georreferenciamento da Aprosoja/MS, conforme a conclusão das análises. Durante o início do ciclo do milho, a irregularidade das chuvas gerou preocupação quanto ao potencial produtivo. A partir de maio, porém, a melhora das condições pluviométricas favoreceu o desenvolvimento das lavouras. O levantamento também registra prejuízos provocados por ataques de animais silvestres, principalmente na região Oeste. Segundo o boletim, produtores relataram perdas expressivas e a possibilidade de substituir o milho pelo sorgo em plantios futuros como forma de reduzir os prejuízos. Com o encerramento da colheita do milho e o avanço do plantio da soja, o comportamento do clima passa a ser um dos principais fatores de atenção para o setor agrícola sul-mato-grossense nas próximas semanas.
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PRF encontra R$ 870 mil em mala de motorista que saiu de Ponta Porã
Um homem que saiu de Ponta Porã foi abordado pela PRF (Polícia Rodoviária Federal) e flagrado transportando R$ 870.570 em espécie no porta-malas de um carro, na BR-381, em Perdões (MG). A apreensão ocorreu na madrugada desta quarta-feira (14). Questionado sobre a origem do dinheiro, ele afirmou que a quantia estava relacionada à política, mas não apresentou mais detalhes. Segundo a PRF, a equipe recebeu uma solicitação da Central de Comando e Controle para abordar um veículo com placas de Belo Horizonte que passava pelo quilômetro 679 da rodovia. Durante a fiscalização, os policiais encontraram uma mala com o dinheiro no porta-malas. O motorista contou aos agentes que receberia pelo transporte dos valores de Ponta Porã até um shopping em Belo Horizonte, onde deveria entregar a mala. Ele, no entanto, não informou quem eram os responsáveis pelo dinheiro nem a quem a quantia seria entregue. Ainda conforme a corporação, o homem alegou ter medo de sofrer represálias e, por isso, não quis fornecer nomes ou outras informações que ajudassem a identificar os envolvidos no transporte. Diante das circunstâncias, a ocorrência foi encaminhada à Polícia Judiciária em Varginha (MG), responsável pelas providências do caso. Conforme a PRF, o motorista foi qualificado e liberado, assim como o veículo utilizado no transporte. Durante o mês de setembro foram registradas 4 apreensões de dinheiro em espécie em Mato Grosso do Sul, uma delas ocorreu em Ponta Porã, no dia 23 daquele mês. Somando as apreensões realizadas dentro do Estado, o montante ultrapassa R$ 1 milhão. Em 23 de setembro, uma funcionária de uma universidade com sede no Paraguai foi presa em flagrante com R$ 800 mil em espécie. Segundo a Polícia Federal, o dinheiro havia sido sacado de uma conta bancária mantida pela universidade e foi encontrado com a mulher quando ela deixava agência bancária em território brasileiro. A ação contou com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União). Em Campo Grande, em 25 de setembro, a PF apreendeu R$ 100 mil durante a Operação Jogo Limpo. No dia 30 de setembro, o ex-presidente da Câmara de Mundo Novo, José Antônio Pires de Souza, foi preso com mais de R$ 127 mil em espécie. O dinheiro estava distribuído em envelopes identificados com nomes de destinatários e municípios. Além do dinheiro, os policiais encontraram no veículo diversos materiais de propaganda eleitoral, como santinhos, faixas e adesivos de um candidato a deputado estadual. O homem ainda teria oferecido R$ 5 mil a cada um dos policiais para que não continuassem a averiguação. No mesmo dia uma mulher foi presa pela Polícia Federal com uma quantia em dinheiro que seria entregue a eleitores do município de Corumbá.
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Crianças que aguardavam cirurgia de coração na Santa Casa foram para São Paulo
As 4 crianças que precisavam de cirurgia cardíaca na Santa Casa de Campo Grande em setembro deste ano foram transferidas para o Estado de São Paulo. O serviço foi encerrado na unidade, única de Mato Grosso do Sul que realizava esse tipo de operação. A informação foi confirmada pela instituição, que disse ainda que nenhuma das crianças foi transferida para o Hospital Pequeno Príncipe, no Paraná. Apesar de continuar como referência desse atendimento, ainda não há previsão de quando as cirurgias voltarão a ser realizadas na Santa Casa. Em nota, o hospital mantido pela ABCG (Associação Beneficente de Campo Grande) informou que o caso dos quatro pacientes foi encaminhado à Central de Regulação de Alta Complexidade de Mato Grosso do Sul, responsável por buscar vagas em outros estados por meio do TFD (Tratamento Fora de Domicílio). O procedimento foi adotado após o hospital comunicar oficialmente à Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), em 2 de outubro, que não tinha mais capacidade assistencial para receber novos casos que necessitassem de cirurgia cardíaca pediátrica. "Desde a data já foram transferidos 4 pacientes", informou a Santa Casa, acrescentando que todas as transferências ocorreram para São Paulo. Uma criança que precisa de cirurgia no coração permanece internada. Segundo o hospital, ela ainda precisa atingir condições adequadas de peso para ser transferida. A instituição ressaltou que, mesmo se as cirurgias continuassem sendo realizadas em Campo Grande, a paciente não poderia passar pelo procedimento neste momento por causa do peso. Pedido ao Paraná – As transferências para São Paulo ocorreram apesar de o Governo de Mato Grosso do Sul ter solicitado apoio ao Paraná para atender crianças que necessitassem de cirurgia cardíaca. Conforme documentos encaminhados ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a SES (Secretaria de Estado de Saúde) procurou a Secretaria de Saúde paranaense em 4 de setembro, indicando o Hospital Infantil Pequeno Príncipe, em Curitiba, como possibilidade de atendimento. Entretanto, em manifestação de 30 de setembro ao Ministério Público, a SES informou que ainda não havia formalizado convênio ou contrato com o Paraná ou com o hospital. Agora, a Santa Casa confirma que nenhuma criança foi transferida para aquele estado. Os quatro encaminhamentos ocorreram para São Paulo, por meio da regulação de alta complexidade. Respostas - Apesar das transferências, ainda não existe uma solução anunciada para restabelecer as cirurgias cardíacas pediátricas em Mato Grosso do Sul. Em resposta ao Campo Grande News , a SES informou que já comunicou oficialmente à Prefeitura de Campo Grande sua disposição de atuar em parceria para viabilizar uma nova equipe médica, inclusive com a possibilidade de participação de profissionais da rede privada. O governo estadual, entretanto, atribuiu ao município as providências necessárias para concretizar a medida. "A efetivação do credenciamento depende das providências e da operação do município de Campo Grande, gestor pleno dos serviços de saúde", afirmou a secretaria. A Sesau, por sua vez, informou que acompanha o fluxo de atendimento das crianças que necessitam de cirurgia cardíaca e mantém tratativas com a Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Estado de Mato Grosso do Sul) para avaliar alternativas que contribuam para a continuidade da assistência. A secretaria municipal não detalhou em que estágio estão as negociações, se a proposta envolve a realização das operações em outra unidade ou a contratação de uma equipe para atuar na Santa Casa. Também não ficou esclarecido se as tratativas com a Cassems estão relacionadas à proposta de parceria mencionada pelo Governo do Estado. A Sesau destacou ainda que os casos de urgência e emergência são encaminhados conforme a necessidade clínica de cada paciente e os fluxos de regulação, em articulação com os serviços de referência e a gestão estadual, responsável pela organização do tratamento fora do domicílio. Hospital segue habilitado  – Embora tenha deixado de realizar as operações, a Santa Casa continua oficialmente habilitada como centro de referência em cirurgia cardíaca pediátrica em Mato Grosso do Sul, segundo a Sesau. A habilitação, entretanto, não significa que os procedimentos estejam sendo realizados. O hospital informou que não dispõe atualmente de capacidade assistencial para receber novos pacientes com indicação dessas cirurgias. A interrupção ocorreu após o desligamento da equipe responsável pelo serviço. Conforme documentação reunida pelo Ministério Público, os profissionais solicitaram a rescisão contratual em 31 de julho, com desligamento efetivado em 31 de agosto. A suspensão formal dos procedimentos ocorreu em 11 de setembro.
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Chuva supera 100 mm, invade casa e deixa ruas alagadas em Rio Brilhante
A chuva que atinge Rio Brilhante nesta quarta-feira tem provocado alagamento de ruas e também de residências. A cidade já registrou 100 milímetros de chuva desde as 3h e, segundo o secretário municipal de Infraestrutura, Elimar Rener Martines Lorenzon, as estradas rurais também apresentam pontos de atoleiro. Nas imagens divulgadas pelo Rio Brilhante em Tempo Real, a água barrenta invade uma casa e aparece espalhada pelo quarto, sala, cozinha e banheiro da residência de uma moradora que demonstra estar assustada. A moradora relata que a enxurrada vem do quintal, invade a varanda e se espalha por dentro da residência. O secretário informou, em vídeo na rede social, que equipes da Seinfra (Secretaria Municipal de Infraestrutura) percorrem a cidade e as estradas vicinais para identificar problemas e atender às demandas dos moradores. As vistorias incluem pontos de drenagem, bocas de lobo e bueiros. Um dos locais de atenção é o Parque Industrial, de onde a secretaria recebeu vídeos de alagamentos. Segundo Lorenzon, boa parte das bocas de lobo do bairro ainda não está aberta. Ele afirmou que a abertura desses dispositivos deverá melhorar o escoamento da água e reduzir os alagamentos. Na área rural, as equipes verificam trechos críticos das estradas e visitam os assentamentos. O secretário disse que, assim que a chuva parar, máquinas serão utilizadas na recuperação dos pontos afetados. A operação de tapa-buracos também terá continuidade.
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Casa em reforma é furtada no Taquarussu e morador estima prejuízo de R$ 8 mil
Uma casa em reforma no bairro Taquarussu, em Campo Grande, foi invadida e teve objetos furtados e a estrutura danificada. Os suspeitos arrombaram a porta dos fundos, levaram ferramentas e materiais de pintura e danificaram a instalação elétrica e a cerca elétrica do imóvel. O prejuízo estimado é de até R$ 8 mil. O imóvel estava em processo de reforma para ser entregue a uma imobiliária. Segundo o registro policial feito na Depac Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), foram levadas 2 cadeiras de fios, 1 escada pequena, 1 facão de jardim, 1 faca de cozinha, 3 latas de tinta de 18 litros e uma lavadora de alta pressão. Os objetos foram avaliados em cerca de R$ 3 mil. Além do furto, a residência teve telhas, vidros, porta, instalação elétrica e cerca elétrica danificados. A psicóloga Andreia Luiza Bellé, de 42 anos, que havia alugado a casa, afirma que a invasão ocorreu durante o processo de desocupação do imóvel. Segundo ela, antes do arrombamento, pessoas já haviam ido à varanda da residência cerca de três vezes. Andreia conta que decidiu deixar o endereço após uma sequência de furtos e tentativas de invasão. A situação se agravou quando, em um domingo, por volta das 19h, ela estava sozinha com o filho bebê e flagrou pessoas dentro de um restaurante fechado na esquina, que também teria sido alvo de invasão. “Eu vi, acionei a polícia e foi aí que decidimos que não dava mais para ficar. Era muito inseguro”, relata. A família se mudou para o apartamento onde a mãe de Andreia morava. Após a morte dela, a psicóloga assumiu o imóvel e iniciou os preparativos para devolver a casa alugada. O marido já havia começado a pintura quando ocorreu a nova invasão. Segundo Andreia, além dos danos registrados no boletim de ocorrência, foram furtados a fiação, as tomadas e os interruptores. Os ventiladores de teto e o forro também foram danificados. Ela relata ainda que a família teve o hidrômetro furtado duas vezes em um intervalo de dois meses. A estimativa da psicóloga é que os gastos para reparar os estragos, pintar a casa e concluir a entrega do imóvel fiquem entre R$ 6 mil e R$ 8 mil. Bairro sem segurança -  Andreia também critica a falta de segurança na região. Para ela, a proximidade com a área central e o acesso a serviços eram vantagens do endereço, mas os episódios de violência tornaram a permanência inviável. “É um bairro muito antigo, com casas antigas. Tem a comodidade de estar perto de tudo, que era um ponto positivo que levávamos muito em conta, mas não tem a menor condição de morar”, afirma. A psicóloga diz que sente falta de patrulhamento e relata episódios de abordagens na rua enquanto caminhava com o filho. “A sensação é de que a qualquer momento algo pode acontecer, seja ser abordado, assaltado, furtado ou ter a casa arrombada. Está muito abandonado. Todo mundo sabe o que acontece ali, mas ninguém faz nada”, reclama.
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MSGás mantém expansão e garante abastecimento apesar da queda nas importações
A redução do volume de gás natural importado da Bolívia pelo Gasbol (Gasoduto Bolívia-Brasil) não ameaça o abastecimento de Mato Grosso do Sul nem compromete os projetos estratégicos de expansão da MSGás. Entre os principais investimentos da companhia estão a construção de um gasoduto de 125 quilômetros até a fábrica da Arauco, em Inocência, e a ampliação do fornecimento para Dourados, que terá a Seara como cliente âncora. A avaliação sobre a segurança do abastecimento é da diretora-presidente da MSGás, Cristiane Alkmin Junqueira Schmidt. Ela explicou ao Campo Grande News que a queda nas importações, responsável pela redução da arrecadação estadual de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o gás natural, não significa falta do combustível para atender aos consumidores sul-mato-grossenses. A diferença está nos volumes. Enquanto o Gasbol transporta atualmente cerca de 13 milhões de metros cúbicos por dia, o consumo de Mato Grosso do Sul gira em torno de 600 mil metros cúbicos diários, menos de 5% do total transportado pelo gasoduto. Segundo Cristiane, mesmo com a entrada de novos consumidores industriais, a demanda estadual deverá permanecer abaixo de um milhão de metros cúbicos por dia. "Os clientes da MSGás vão sofrer com isso? Não vão sofrer", afirmou. Outro fator apontado pela presidente para explicar a segurança do abastecimento é a abertura do mercado de gás natural em Mato Grosso do Sul. No chamado mercado livre, as empresas podem negociar diretamente com fornecedores e contratar a MSGás para distribuir o combustível até suas instalações. Segundo Cristiane, mais de 90% do consumo dos grandes clientes da companhia já está no mercado livre. A presidente destaca Mato Grosso do Sul entre os estados com maior abertura desse mercado, que permite aos consumidores negociar diretamente a compra do combustível. Entre as indústrias que já utilizam o modelo estão Suzano e Eldorado Brasil. A expectativa é que Citrel e ADM também migrem para o mercado livre em 2027. A futura operação da Arauco poderá adotar o mesmo sistema. Para consumidores residenciais, pequenos comércios e indústrias de menor porte, a MSGás continua responsável pela compra e distribuição do combustível no chamado mercado cativo. Em Mato Grosso do Sul, a regulamentação permite que consumidores industriais com média diária de consumo a partir de mil metros cúbicos migrem para o mercado livre, desde que atendam aos demais requisitos. A regra está prevista na Portaria AGEMS nº 103/2013, atualizada em novembro de 2025. Para o biometano, não há exigência desse consumo mínimo. Cristiane explica que, para empresas menores, a migração nem sempre é vantajosa, devido à necessidade de administrar contratos de compra, transporte e distribuição. Para atender ao mercado cativo, a MSGás mantém contrato de fornecimento com a Petrobras até 2034. O volume contratado pode ser ajustado conforme grandes consumidores passam a comprar diretamente de outros fornecedores. A companhia também realiza compras no mercado de curto prazo para atender a aumentos pontuais de demanda. Projetos estratégicos Entre os principais investimentos da MSGás está a construção do gasoduto que vai abastecer a fábrica de celulose da Arauco, em Inocência, no leste de Mato Grosso do Sul. Uma das maiores obras da história da companhia, o empreendimento prevê a implantação de 125 quilômetros de tubulação, conectando o Gasbol, na região de Três Lagoas, à unidade industrial da multinacional chilena. O projeto amplia a infraestrutura de distribuição de gás natural no Estado e permitirá atender à demanda de um dos maiores empreendimentos industriais em implantação em Mato Grosso do Sul. Outra frente de expansão é Dourados, segundo maior município do Estado, onde a MSGás prevê iniciar o fornecimento de gás natural no segundo semestre de 2026, com a Seara como cliente âncora. A indústria será responsável pela demanda inicial, criando condições para ampliar o atendimento a outros consumidores da cidade. Diferentemente de Inocência, onde está sendo construído um gasoduto, o abastecimento inicial de Dourados será realizado por meio de GNC (Gás Natural Comprimido), transportado em caminhões. O fornecimento deverá começar com aproximadamente 2 mil metros cúbicos por dia, com potencial para alcançar 10 mil metros cúbicos diários em uma etapa posterior. A chegada a Dourados faz parte da estratégia da MSGás de expandir sua atuação a partir de grandes consumidores industriais, criando condições para atender posteriormente a outras empresas. Queda nas importações e impacto no ICMS A redução do volume de gás natural importado da Bolívia tem impacto direto na arrecadação de Mato Grosso do Sul. Como o combustível entra no Brasil por Corumbá, o Estado recolhe ICMS sobre essas operações, mesmo quando o gás é destinado a consumidores de outras regiões do país. Segundo projeções do Governo do Estado, a receita do imposto deve cair de R$ 2,115 bilhões, registrados em 2022, para R$ 933 milhões em 2026, uma redução de 55,9%. Para 2027, a previsão é de R$ 746 milhões e, em 2028, de R$ 597 milhões. Se confirmada, a queda acumulada em seis anos será de 71,8%. Cristiane explica que essa arrecadação é destinada ao Tesouro Estadual e não corresponde à receita da MSGás, responsável pela distribuição do combustível aos consumidores locais, em uma atividade regulada pela Agems (Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul). A presidente atribui a redução das importações principalmente à queda da produção boliviana, que, segundo ela, não recebeu investimentos suficientes nos últimos anos para manter os volumes anteriormente exportados ao Brasil.  Para recuperar o fluxo pelo Gasbol, Cristiane aponta duas alternativas: ampliar os investimentos na produção da Bolívia ou aumentar a importação de gás argentino, especialmente da região de Vaca Muerta. No segundo caso, seriam necessárias obras de infraestrutura para permitir o transporte de volumes maiores em direção ao Brasil.
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Chuva atinge bairros de Campo Grande e cidade segue em alerta de tempestade
A chuva voltou a atingir Campo Grande na tarde desta quarta-feira (14), com registros em diferentes regiões da Capital. Entre os bairros afetados estão Vivendas do Bosque, Centro, Rita Vieira, Vila Margarida e Maria Aparecida Pedrossian. A Capital está sob alerta laranja de tempestade, com previsão de chuva intensa, rajadas de vento e possibilidade de queda de granizo. Nas últimas 24 horas, o volume acumulado de chuva chegou a 28,2 milímetros. Desse total, 15,6 milímetros foram registrados nas últimas 12 horas, sendo 13 milímetros apenas na última hora, indicando a intensificação da precipitação. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) emitiu aviso de tempestade com grau de severidade classificado como perigo, válido desde as 9h desta quarta-feira até as 23h59. O alerta prevê chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, acompanhada de ventos que podem atingir velocidades entre 60 e 100 km/h. Entre os riscos apontados pelo instituto estão cortes no fornecimento de energia elétrica, queda de árvores, alagamentos e danos em plantações. A possibilidade de granizo também faz parte da previsão. Interior - A chuva também atingiu municípios de Mato Grosso do Sul nas últimas horas. Em Maracaju, o acumulado chegou a 32,2 milímetros em seis horas, o maior volume entre as cidades informadas. Dourados registrou 14,4 milímetros no mesmo período, enquanto Bela Vista acumulou 13 milímetros. Em Mundo Novo, foram registrados 11,2 milímetros, e em Itaquiraí, 10,6 milímetros nas últimas seis horas. A previsão de tempestades se estende até quinta-feira (15). O Inmet emitiu novo aviso laranja, válido da 0h01 até as 23h59, mantendo a possibilidade de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora, ventos de até 100 km/h e queda de granizo. O instituto também publicou um alerta amarelo, de perigo potencial, para o mesmo período, com previsão de chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, além de ventos entre 40 e 60 km/h. Nesse caso, os riscos de interrupção de energia, queda de galhos, danos em plantações e alagamentos são considerados menores. Os avisos indicam a possibilidade de novos episódios de chuva intensa ao longo desta quarta e quinta-feira. A recomendação é evitar abrigo debaixo de árvores durante rajadas de vento e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de publicidade.
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Sem pudor, homem se masturba em plena calçada e é flagrado por câmera
Homem, que ainda não foi identificado, foi flagrado se masturbando em plena luz do dia na Rua Orlando Nogueira, região central de Jaraguari, a cerca de 50 quilômetros de Campo Grande. O caso aconteceu na manhã desta quarta-feira (14) e foi registrado como ato obsceno na delegacia da Polícia Civil do município. Uma mulher passava pelo local no momento em que o homem se masturbava. Conforme imagens enviadas ao Campo Grande News  pelo canal Direto das Ruas , era por volta das 5h03 quando o homem aparece no canto da gravação, próximo a um portão. Ele vestia calça social, jaqueta preta e boné preto. O vídeo, que dura pouco mais de um minuto, mostra o homem se masturbando até o momento em que uma mulher aparece caminhando pela rua. Ela segue pela Rua Orlando Nogueira e, ao se aproximar do homem, olha em sua direção e percebe que ele está se tocando. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito teria dito “oi” para ela enquanto passava. Ao perceber a situação, a mulher sai correndo e grita por socorro. O homem foge no sentido contrário. Em relato ao Campo Grande News , o marido da vítima contou que ela ficou assustada. “Ela foi até o serviço dela correndo e lá me ligou. Eu fui com ela no pelotão da Polícia Militar e, de lá, fomos à Polícia Civil registrar o boletim de ocorrência. É absurdo. Ela ficou com muito medo”, relatou. Ainda conforme o registro da ocorrência, o homem teria dito “sou polícia” quando a mulher saiu pedindo socorro. De acordo com a Polícia Militar, uma equipe faz rondas na região e monitora o suspeito. Ainda conforme apurado pela reportagem, o homem não é morador de Jaraguari.
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Galhos de árvore viram "tapa-buraco improvisado" por moradores
Moradores do conjunto Aero Rancho 4, se mobilizaram para colocar galhos em um buraco de cerca de 1,50 metro para alertar motoristas e evitar possíveis acidentes.  O pintor José Carlos Felix de Souza, de 55 anos, é morador da região. Ele conta que,  nesta quarta-feira (14), por volta das 8h, pediu ajuda a vizinhos para colocar um "alerta" no buraco. Sem placas próprias para sinalização, a solução encontrada foi utilizar galhos de uma árvore próxima ao local. Por estar em uma via movimentada, o buraco causou preocupação ao morador devido à proximidade de escolas. O grande fluxo de motos e carros que passam na região também foi uma preocupação. Segundo o pintor, a rua sempre teve muitos buracos, mas esse se tornou perigoso devido à profundidade. Ele afirmou que a rua tem problemas de infraestrutura e que o buraco em questão já existia, mas há 2 dias tornou-se maior e apresentou perigo à população.  Nesta semana, a prefeitura divulgou uma relação das regiões que o serviço de tapa-buracos irá atender. Dentre elas estão o Coophatrabalho, Jardim Aero Rancho, Conjunto dos Rouxinóis, Centro, Cruzeiro, Jardim dos Estados, Carandá Bosque, Vila Rica, São Francisco, Jardim Botafogo e Mata do Jacinto. No entanto, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) organizará o cronograma conforme a necessidade das vias.
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Boa imagem também é respeitar quem pensa diferente
A maneira como nos posicionamos diante das divergências revela muito sobre nossa maturidade, nossa comunicação e a imagem que transmitimos. Vivemos em uma época em que opiniões são expostas o tempo todo. Nas redes sociais, nas conversas entre amigos, nos encontros de família e no ambiente de trabalho, basta surgir um assunto polêmico para que uma troca de ideias se transforme em uma disputa. Em vez de ouvir, queremos responder. Em vez de compreender, tentamos convencer. E, muitas vezes, o respeito fica pelo caminho. Mas será que precisamos concordar para conviver bem? A boa imagem vai muito além da aparência. Ela também é construída pelas palavras que escolhemos, pelo tom de voz que usamos e pela maneira como tratamos as pessoas, especialmente aquelas que pensam diferente de nós. O primeiro exercício é aprender a escutar. Antes de rebater uma opinião, vale a pena tentar compreender o que está por trás dela. Nossas convicções são influenciadas por experiências, valores, medos e expectativas. Fazer perguntas e ouvir com atenção não significa concordar, mas demonstra disposição para o diálogo. Outro cuidado importante é separar a ideia da pessoa. Podemos discordar de um argumento sem desqualificar quem o apresenta. Ironias, ofensas e humilhações podem até gerar aplausos de quem concorda conosco, mas dificilmente contribuem para uma conversa construtiva. Firmeza não exige agressividade, assim como respeito não exige concordância. Também é preciso reconhecer que nem toda conversa precisa terminar com alguém convencido. Às vezes, o melhor resultado é simplesmente compreender melhor o ponto de vista do outro. Em outras situações, quando o diálogo se torna ofensivo ou improdutivo, saber encerrar a conversa é uma forma legítima de estabelecer limites. No ambiente profissional, essa habilidade faz ainda mais diferença. Pessoas com opiniões distintas precisam trabalhar juntas, negociar, tomar decisões e encontrar soluções. Quem sabe se posicionar sem constranger o outro demonstra maturidade, inteligência emocional e capacidade de convivência, qualidades que fortalecem a credibilidade e a reputação. Isso não significa tolerar desrespeito, abrir mão dos próprios valores ou permanecer em discussões que ultrapassam os limites da educação. Significa defender aquilo em que acreditamos sem esquecer que do outro lado também existe uma pessoa. Não controlamos a impressão que todos terão de nós, mas podemos cuidar daquilo que nossas atitudes comunicam. Afinal, é relativamente fácil manter a cordialidade com quem concorda conosco. O verdadeiro exercício de maturidade acontece quando encontramos uma opinião contrária à nossa.
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Hospital de Câncer oferece exames grátis e mostra aparelho igual ao do Einstein
O Hospital de Câncer Alfredo Abrão abriu, hoje (14), a campanha Outubro Rosa e Novembro Azul, que vai oferecer mais 1,6 mil exames gratuitos entre os dias 15 e 27 deste mês. A instituição de Campo Grande aproveitou para apresentar um tomógrafo computadorizado de ponta comprado com recursos federais e anunciar que um veículo elétrico avaliado em R$ 180 mil será rifado entre quem quiser concorrer e contribuir com a manutenção dos atendimentos. O aparelho é o mesmo utilizado no Hospital Albert Einstein e foi configurado pela fabricante, a Canon, com protocolos iguais aos da instituição privada referência em São Paulo (SP), segundo destacou o médico e coordenador de operações do hospital, Luciano Gasparini Nachif. O valor de compra foi R$ 2,15 milhões.  "Um foguete", ele resumiu, ao compará-lo com o tomógrafo fabricado em 2017 e até então único utilizado no Alfredo Abrão. Entre os atributos do novo, estão a quantidade de canais matemáticos ser de 160 e ele ser capaz de acelerar exames como o abdômen total, além de dispensar outros invasivos em alguns casos, como a endoscopia e a colonoscopia.  "Numa só 'volta', ele consegue fazer a tomografia computadorizada do seio da face. Um abdômen total, faz em cerca de 8 segundos. Nós conseguimos, com esse aparelho, 'reconstruir' todo o aparelho auditivo, aparelho intestinal, qualquer um dos aparelhos que compõem o nosso corpo, inclusive todo o sistema respiratório", descreveu o médico.  As imagens geradas não contêm ruídos, diferentemente do outro aparelho. "É difícil até para um médico fazer laudo", acrescentou o coordenador. Pacientes agendados nesta semana já experimentaram a tecnologia, considerada pelo coordenador a mais avançada disponível na rede pública de Mato Grosso do Sul. "É um avanço muito grande, não só em velocidade, porque aquele demora cerca de 20 minutos para reconstruir as vagas imagens e esse aqui faz a mesma coisa antes que o paciente seja retirado da cama. Antes que ele essa porta, as imagens já estão prontas e sendo enviadas ao médico. Isso melhora e muito a capacidade de produção do hospital e do número de exames que nós podemos realizar por mês", finalizou Nachif. Mais exames - O diretor administrativo do Hospital de Câncer, Amilton Alvarenga, estima que, com o novo equipamento instalado, a instituição esteja ganhando a capacidade de incluir 2 mil exames no total já realizado mensalmente. No evento, representantes da Superintendência do Ministério da Saúde visitaram o bunker que vai receber outro aparelho de ponta, um acelerador linear que custou cerca de R$ 10,5 milhões e também foi adquirido com recursos federais.  Rifa de carro - O Alfredo Abrão ganhou do Grupo Canopus, responsável pela Omoda & Jaecoo Canopus Campo Grande, um veículo elétrico Omoda E5, zero km. As chaves foram entregues hoje.  Ele será rifado após o hospital finalizar trâmites junto à Receita Federal exigidos para realizar sorteios. Tudo o que for arrecadado com a rifa será revertido para os atendimentos. Exames para a família - A presidente do Hospital de Câncer, Sueli Lopes Prado, destacou que resolveram unir em outubro os exames gratuitos (mamografia e PSA) que geralmente ficavam distribuídos entre este mês e novembro, para estimular toda a família a se cuidar junto.  "Geralmente nós fazemos a campanha Outubro Rosa para o câncer de mama, e em novembro azul para o câncer de próstata. Este ano, o hospital resolveu acolher a família, porque nós sabemos do tabu que o homem tem ainda de fazer o exame de prevenção de próstata. Então nós entendemos que se unirmos as duas campanhas, um possa incentivar o outro a fazer o exame, a se prevenir, a fazer a prevenção, a fazer o exame de PSA, o exame de sangue, e a mulher fazer anualmente a mamografia", disse. A instituição é privada e realiza a maior parte de seus atendimentos pelo SUS, mas exige encaminhamento para pacientes da rede pública, o que fica dispensado durante o outubro rosa e o novembro azul.  De acordo com dados apresentados pelo hospital, no ano passado, foram identificadas 34 biópsias positivas para câncer de mama e 38 positivas para câncer de próstata. Pacientes com esses diagnósticos podem começar o tratamento diretamente no Alfredo Abrão. Este ano, a mamografia vai atender mulheres de 40 a 74 anos. Serão distribuídas 80 senhas por dia. Já o PSA, homens de 45 a 75 anos, com 100 senhas diárias. Todas serão distribuídas a partir das 6h, entre os dias 15 e 27 de outubro, exceto finais de semana. O Hospital de Câncer fica na Rua Marechal Rondon, 1053 - Centro. O atendimento é por ordem de chegada e os exames serão realizados no mesmo dia. É preciso levar RG, CPF e Cartão SUS. Os resultados saem em até 15 dias úteis. Para a mamografia, não é necessário preparo. Para o PSA, o paciente deve ficar em jejum por 4h, evitar relações sexuais e atividades como bicicleta, motocicleta e cavalgada nas 72h anteriores ao exame.
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Nova etapa de obras prevê asfalto e drenagem em 6,1 km no São Conrado
A Prefeitura de Campo Grande irá lançar amanhã, quinta-feira (15), obras de pavimentação e drenagem em 13 vias do Jardim São Conrado. Com investimento de R$ 13,4 milhões, a intervenção abrangerá 6,1 quilômetros de ruas do bairro. A assinatura da ordem de serviço será às 14h, na Travessa Major Gama, nº 39. O contrato estabelece prazo de até 270 dias para a execução dos trabalhos, contado a partir do recebimento da ordem de execução dos serviços pela empresa responsável. As obras incluem implantação de asfalto e estruturas para escoamento da água da chuva. O bairro também tem uma segunda etapa de pavimentação e drenagem prevista, com investimento de R$ 9,9 milhões. Essa fase está em trâmites administrativos para emissão da ordem de serviço. Segundo a prefeitura, os investimentos previstos para o Jardim São Conrado chegam a R$ 23,4 milhões. As intervenções fazem parte do Vira CG Infraestrutura, programa municipal que reúne obras de pavimentação, drenagem e melhorias viárias em diferentes regiões da Capital. Localizado na Região Urbana do Lagoa, o Jardim São Conrado integra uma área com previsão de R$ 109,5 milhões em investimentos em pavimentação e drenagem.  O planejamento para a região contempla 40 quilômetros de asfalto e intervenções em mais de 49 ruas. A relação das 13 vias que receberão as obras nesta primeira etapa não foi informada no comunicado. Problema antigo -  A falta de asfalto e os problemas de drenagem no São Conrado já foram registrados pelo  Campo Grande News . Em maio de 2025, moradores da Rua Livino Godói relataram  dificuldades para circular devido ao acúmulo de água e barro após as chuvas.  Na ocasião, a associação de moradores cobrava cascalhamento, e a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) informou que elaborava projetos de pavimentação e buscava recursos para executar as obras. Já em dezembro de 2025, a reportagem mostrou que uma chuva rápida deixou a Rua General Ângelo da Cunha, no Jardim São Conrado, alagada e praticamente intransitável. Moradores ficaram ilhados em casa e relataram que o problema era recorrente, agravado pelos buracos e pelas pedras na via, que dificultavam a circulação.
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Escrever uma escola…
Desde maio de 2026, as tardes de quinta-feira passaram a ter um ritmo diferente no Ecossistema Recanto. Em rodas, pessoas voluntárias, apoiadores e simpatizantes da proposta de unir consciência, natureza e espiritualidades, pensando em uma escola de adultos com potencial de repercutir em outras áreas institucionais da organização, compareciam e compartilhavam o espaço com a natureza circundante que compõe o espaço físico, localizado na zona oeste da cidade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, tendo como produto final a criação do Projeto Político-Pedagógico (PPP). Educadores, filósofos, artistas, facilitadores, pesquisadores e profissionais de diferentes áreas reuniram-se para responder a uma pergunta aparentemente simples: Escola de Adultos? Por quê? Muito antes das reuniões, dos documentos compartilhados e das horas dedicadas aos diálogos, a Escola de Adultos do Ecossistema Recanto já existia como um desejo antigo. Um sonho cultivado ao longo de anos de vivências, formações, retiros, cursos e encontros realizados neste espaço, que foram potencializados com a formação de um de seus fundadores com formação acadêmica no mestrado e doutorado em Administração na Faculdade de Economia e Administração de Ribeirão Preto da USP. Foi esse sonho, amadurecido pelo tempo, que começou a ganhar forma concreta nos encontros pedagógicos. Trazendo do metafísico ao material convertido em missão, valores e princípios, as reuniões buscavam seguir uma lógica pedagógica fundamentada em exercícios de escuta, aprendendo, nesse movimento, que cada participante chegava trazendo sua própria lente de vida: educação, saúde mental, espiritualidades, sustentabilidade, liderança, gestão, filosofia, comunicação, artes, teatro, desenvolvimento humano, entre outras. As divergências ao longo dos encontros pedagógicos foram necessárias e fundamentais nas conversas construtivas desde documento e que, ao mesmo tempo, serão igualmente momentos de possibilidades transformadoras nas formações, nos encontros e nas aulas futuras do projeto de Escola de Adultos. As convergências surgem do choque, da travessia ao outro, do pensar novamente um assunto por uma ótica diferente, reformulando ideias, teorias e as práxis (ações) cotidianas, sociais e até mesmo históricas. Entre cafés, anotações espalhadas sobre a mesa e nas nuvens on-line em versões sucessivas do texto, discutiu-se o significado de formar adultos em um tempo marcado pelo excesso de informação, pela solidão, pelo esgotamento emocional e pela fragmentação das relações humanas. O norte-americano Vivek Murthy, em um artigo publicado na Harvard Business Review em 2017 sobre o trabalho e essa epidemia da solidão, falará que as conexões sociais fortes são caracterizadas por experiências compartilhadas significativas e relacionamentos mutuamente benéficos. Em ambientes e situações de empatia, cuidado e pontos semelhantes de identificação, essas relações são facilmente estabelecidas. Mas e nas relações coorporativas? E nos pontos políticos divergentes? E com relação às pessoas que pensam diferente ou possuem cosmovisões diferentes de constituir-se no mundo? Pensamos sobre isso. Nesse sentido, o Ecossistema Recanto deu um start em seus projetos de diálogos, de escuta e demais encontros mesmo com o PPP em andamento. Aconteceram diálogos sobre impacto, sobre trabalho, conversas sobre espiritualidades, colocamos a mão na terra e no mesmo movimento conversamos sobre reciclagem, reaproveitamento, compostagem e sobre como os ciclos da natureza podem inspirar escolhas mais conscientes para nossas famílias e comunidades, entre outras tantas iniciativas, parcerias e práticas que buscavam articular consciência, natureza e espiritualidades (vale ressaltar, espiritualidades religiosas ou não). Pouco a pouco, o que antes eram ideias dispersas passava a constituir uma arquitetura pedagógica consistente. Debatemos conceitos, revisamos autores, reorganizamos seções, fizemos nascer princípios. Objetivamos deflagar a fragmentação do tecido social vigente, nos tornando promotores do amor em suas diferentes formas, olhares e experiências. Missão, visão, princípios, pilares epistemológicos, metodologias ativas, formas de avaliação, impactos esperados e fundamentos teóricos deixaram de existir apenas na imaginação de seus idealizadores e da equipe multidisciplinar para ocupar as páginas de um Projeto Político-Pedagógico estruturado. A equipe tinha também outra inquietação: como criar um espaço capaz de integrar consciência, natureza e espiritualidades sem renunciar à teoria acadêmica, o conhecimento empírico (prático, do cotidiano), a pluralidade e diversidade, o respeito às diferentes cosmovisões e do compromisso social da instituição? Foi necessário fugir das comparações. Recorremos a Paulo Freire, que diz que, ao fomentar a reflexão crítica sobre a realidade e suas possibilidades de transformação, a educação como prática da pedagogia da cooperação também se projeta como exercício de esperança, uma ação comprometida com a construção de possibilidades de futuro onde as pessoas superam suas condições de oprimidas a autônomas de suas próprias escolhas e história. Recorremos a Otto Scharmer e sua Teoria U, que tem como pilares a intenção, atenção e consciência, um exercício do pensar e filosofar sobre si e sobre o outro, tanto em aspectos individuais como coletivos, no estabelecimento da relação entre seres. Buscamos em Robert Kegan algumas outras direções e que aponta em sua teoria construtivista-desenvolvimental a ideia de que os adultos aprendem transformando a maneira como constroem sentido sobre si e o mundo, sobre o outro, sobre as coisas. Pensamos juntos com Frantz Fanon que constrói nos conceitos de Sociogenia e Descolonização a ideia de que precisamos descontruir as problematizações impostas por estruturas coloniais e patriarcais, entendendo que o sofrimento humano e as dinâmicas de poder possuem raízes estruturais e históricas que transcendem a dimensão puramente individual e que por isso devem passar por um processo de regeneração relacional, sobretudo no coletivo. E entendemos, por fim, que é no conhecimento empírico, aquele que usamos e acessamos ao fazer nossas escolhas, que recebemos de nossos grupos-referência familiares e ancestrais, que articulamos com nossa arte, trabalho e vida, que encontramos muitas vezes sentidos que nos permitem enxergar e reconhecer o mundo que habitamos como o ideal, em que também encontramos verdade, ciência e valor. A resposta a tantos questionamentos, que perpassam essas diferentes teorias e abordagens, foi sendo escrita a muitas mãos, revisada inúmeras vezes e refinada a partir das diferentes experiências presentes na equipe multidisciplinar, conforme a vida conduzia seu próprio ritmo. Éramos, desse modo, facilitadores desse processo, e não controladores do tempo, das ideias, do ritmo e do conteúdo. Cada seção carregava um pouco das trajetórias de quem participou do processo, inclusive das experiências vividas “junto com” o movimento de poíesis (criação) do PPP e da convicção de que aprender, na vida adulta, significa também revisitar a própria forma de estar no mundo. Ao final de meses de trabalho, essas narrativas convertidas em PPP são a materialização de uma visão construída coletivamente. Um documento que organiza ideias, orienta práticas e oferece identidade a uma escola que, embora esteja apenas iniciando sua trajetória institucional, já habitava o imaginário de seus fundadores há muitos anos. Assim surge a Escola de Adultos do Ecossistema Recanto, um espaço de aprendizagem que propõe caminhos de reconexão, pertencimento e construção coletiva de sentido, fortalecendo vínculos humanos, consciência ética, presença e responsabilidade compartilhada com a vida diante dos desafios do nosso tempo. Nosso objetivo principal, missão que assumimos como compromisso e princípio ético, é promover uma educação por meio de práticas educativas que unem consciência, natureza, espiritualidades, diálogo e ação comunitária, capacitando pessoas a serem agentes de transformação, através de rodas de conversa sobre temas como a importância do trabalho, o respeito às diferentes cosmovisões, práticas socioambientais de respeito à natureza, práticas de pensar o futuro que queremos habitar, entre outras, tendo como base fundamental o respeito e a promoção do diálogo participativo. Os encontros pedagógicos continuam. Afinal, como toda escola que nasce comprometida com a aprendizagem, seus idealizadores, colaboradores e demais envolvidos/as sabem que nenhum projeto está concluído definitivamente, mas continua se perpetuando e ressoando narrativamente e existencialmente no outro e no mundo. O documento representa um marco importante, novos inícios, mas talvez seu maior legado seja outro: demonstrar que algumas instituições começam muito antes de abrirem suas portas. Elas começam quando um sonho encontra pessoas dispostas a transformá-lo, pacientemente, em realidade. Ah, as pessoas. Com elas, por elas e através delas é que objetivamos existir, enxergar, escutar, dialogar e respeitar. Ou seja, conviver e amar. Como falamos no início do PPP, parafraseando uma música composta e cantada por Belchior em 1976: “Amar e mudar as coisas. Amar e mudar as coisas me interessa mais”. (*) Marcelo Borges é doutorando na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto da USP, Josué Santos, doutor pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da USP, e Gabriela Mocellin, engenheira química pela Escola de Engenharia de Lorena da USP.
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