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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial]

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Termômetros batem 42°C e temporais ameaçam MS nesta quinta-feira
Mato Grosso do Sul terá uma quinta-feira (8) de calor e aumento da instabilidade, com possibilidade de pancadas de chuva e trovoadas em diferentes regiões. Em Campo Grande, a máxima prevista é de 33°C, com possibilidade de chuva principalmente entre a tarde e a noite. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), áreas de baixa pressão mantêm condições favoráveis à ocorrência de chuva em partes do Centro-Oeste. Em Mato Grosso do Sul, o cenário de calor e umidade pode provocar chuvas isoladas ao longo do dia. A atenção maior fica para as regiões sul, sudoeste e oeste de Mato Grosso do Sul, onde as pancadas podem ocorrer com moderada a forte intensidade, acompanhadas de raios e rajadas de vento próximas dos 70 km/h. Na Capital, o dia começa com sol entre nuvens, seguido pelo aumento da nebulosidade e possibilidade de chuva e trovoadas à tarde e à noite. A estimativa é de aproximadamente 10 milímetros de chuva. Nas principais cidades do interior, o calor será intenso. Dourados e Três Lagoas podem chegar aos 38°C, enquanto Corumbá e Aquidauana terão máximas de 42°C. Em Ponta Porã, a temperatura chega aos 36°C; Naviraí, aos 35°C; Nova Andradina, aos 37°C; Sidrolândia, aos 39°C; Coxim, aos 41°C; e Paranaíba, aos 38°C. A orientação é ficar atento às mudanças rápidas nas condições do tempo, especialmente nas áreas com possibilidade de temporais, devido ao risco de descargas elétricas e rajadas de vento.
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Mal-estar de jurada adia julgamento de morte de pai e filho
O juiz Aluizio Pereira dos Santos adiou nesta quarta-feira (7), em Campo Grande, o julgamento de Maicon Oliveira Bezerra e Thauan Gonçalves de Assis, acusados de matar pai e filho durante um “racha” na Avenida Cônsul Assaf Trad. A decisão ocorreu depois de uma jurada grávida sentir cólicas durante o intervalo para almoço. Conforme o termo de audiência obtido pela reportagem, a promotora Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira já havia apresentado a acusação e pediu a condenação dos dois réus nos termos em que foram levados a julgamento. Em seguida, houve uma pausa, e com o mal-estar da jurada, o magistrado dissolveu o conselho de sentença antes de a defesa se manifestar. Sem a continuidade da sessão, os sete jurados não chegaram a votar se Maicon e Thauan deveriam ser condenados ou absolvidos. A ata publicada no processo nesta quarta não estabelece uma nova data para o julgamento e registra apenas a determinação para que o caso volte à pauta. Mais cedo, durante o interrogatório, os dois acusados haviam optado por permanecer em silêncio. A decisão foi confirmada pelas defesas logo no início dessa etapa, e eles não responderam a questionamentos do juiz, da acusação ou dos próprios advogados. O Campo Grande News  acompanhou a sessão, realizada na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Maicon e Thauan são julgados pelas mortes de Joel dos Santos Lopes, 38, e Anador Lopes, 72, ocorridas na noite de 6 de agosto de 2021. Pai e filho estavam em uma Yamaha Factor na Avenida Cônsul Assaf Trad quando foram atingidos durante o trajeto. Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Maicon conduzia um Volkswagen Fox preto e Thauan dirigia um Chevrolet Corsa branco. A acusação sustenta que os dois disputavam uma corrida clandestina em alta velocidade pela avenida quando o Fox atingiu a traseira da motocicleta pilotada por Joel, que levava o pai na garupa. O impacto arremessou os dois ocupantes da moto, que morreram ainda no local do acidente. O Ministério Público também afirma que Maicon e Thauan deixaram a região sem prestar socorro e que nenhum deles tinha permissão ou carteira de habilitação para dirigir. O Fox apontado como o veículo que atingiu a motocicleta foi localizado no dia seguinte ao acidente. O carro estava coberto por uma lona na garagem de uma residência no Loteamento José Tavares do Couto e apresentava danos na parte dianteira. Os dois réus foram denunciados por homicídio com dolo eventual, situação em que a acusação sustenta que o autor assumiu o risco de provocar a morte. O processo também chegou ao Tribunal do Júri com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
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Supremo impede cobrança federal sobre benefício fiscal dos estados
STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta-feira (7), por sete votos a quatro, impedir a cobrança de tributos federais sobre créditos presumidos de ICMS concedidos por estados e pelo Distrito Federal. O entendimento, que deverá ser seguido em processos semelhantes no país, considera que o benefício fiscal não representa receita ou faturamento das empresas. Na prática, a decisão retira esses valores da base de cálculo do PIS (Programa de Integração Social) e da Cofins (Contribuição para Financiamento da Seguridade Social). As duas contribuições incidem sobre receitas das empresas e financiam áreas como seguridade social, seguro-desemprego e abono salarial. O crédito presumido de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) é um incentivo fiscal concedido pelos governos estaduais e pelo Distrito Federal. O mecanismo permite que empresas abatam parte do imposto que teriam de recolher, geralmente como forma de estimular investimentos, produção ou determinadas atividades econômicas. A União defendia que essa vantagem aumentava o patrimônio das empresas e, por isso, deveria entrar no cálculo das contribuições federais. A maioria dos ministros, porém, entendeu que o crédito não corresponde a dinheiro obtido com venda de produtos ou prestação de serviços e que a tributação federal reduziria o efeito do incentivo concedido pelos estados. A análise começou no plenário virtual em 2021. Marco Aurélio, Rosa Weber, Ricardo Lewandowski e Luís Roberto Barroso, hoje aposentados, haviam votado contra a cobrança, posição acompanhada por Edson Fachin e Cármen Lúcia. Dias Toffoli completou a maioria na retomada do julgamento. Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Nunes Marques e Luiz Fux ficaram vencidos. Documentos do Orçamento de 2026 calculam em R$ 16,5 bilhões o impacto potencial da disputa para as contas da União. O valor aparece entre os riscos decorrentes de ações judiciais de natureza tributária e não representa, necessariamente, uma perda imediata de igual montante em um único ano. Esses impactos podem envolver restituições de valores recolhidos anteriormente e redução de arrecadação futura.  A PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) informou que aguardará a publicação do acórdão para avaliar eventuais medidas contra o resultado. A tese fixada pelo Supremo estabelece que é incompatível com a Constituição incluir os créditos presumidos de ICMS na base de cálculo do PIS e da Cofins.
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Diretor de hospital “trocou” pena por kits escolares 2 dias antes de nova prisão
Preso nesta quarta-feira (7) na segunda fase da Operação Dirty Pix, o presidente do Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, de Sidrolândia, Jacob Meeuwis Breure, havia assinado dois dias antes um acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) para evitar uma ação penal pela posse irregular de armas e munições encontradas na primeira etapa da investigação. O pedido de aprovação do acordo foi protocolado na Justiça na terça-feira (6), véspera da nova prisão. Jacob assinou o ANPP (Acordo de Não Persecução Penal) na segunda-feira (5), acompanhado de advogado. “Antipunição” mais severa, o acordo exige o cumprimento de condições e depende de aprovação judicial. Pelo documento, aceitou abrir mão dos R$ 15.180 pagos como fiança quando foi preso em novembro de 2025 e comprar cinco kits de jogos educativos para doação à rede de ensino de Sidrolândia. O compromisso se limita ao caso das armas e não abrange as suspeitas de desvio de dinheiro destinado ao hospital, investigadas na Dirty Pix. As armas – As armas em questão foram encontradas em um baú de madeira e 69 munições em uma gaveta da casa de Jacob no dia 18 de novembro de 2025, quando policiais cumpriram um mandado de busca pela primeira fase da Dirty Pix. Foram apreendidas uma pistola Taurus PT 57S, calibre 7,65 milímetros, e uma CZ 92, calibre 6,35 milímetros, além de munições dos calibres .38, 7,65, 6,35 e .357. Na ocasião, Jacob afirmou que o armamento pertencia ao sogro falecido e havia sido guardado pela esposa por valor sentimental. Embora tenha confirmado ser dono do baú, disse desconhecer a presença das armas e munições naquele local. O delegado Edson Caetano dos Santos determinou a prisão em flagrante por posse irregular de arma de fogo de uso permitido e arbitrou fiança de R$ 15.180, equivalente a dez salários mínimos da época. O valor foi pago e Jacob foi colocado em liberdade no mesmo dia. O delegado também registrou a presença de um cartucho calibre .357, considerado de uso restrito no despacho. Entretanto, decidiu não aplicar o enquadramento mais grave, argumentando que se tratava de uma única munição, sem arma compatível entre as apreendidas. A juíza May Melke Amaral Penteado Siravegna confirmou a regularidade do flagrante e determinou o arquivamento daquele procedimento. A investigação sobre o armamento, porém, continuou em um inquérito próprio. Em depoimento prestado em dezembro de 2025, a esposa de Jacob, Laura Ynes Yule Fernandes Breure, confirmou que as armas e munições haviam pertencido ao pai, morto cerca de quatro anos antes. Ela assinou um acordo separado, também em 5 de outubro, se comprometendo a comprar e doar uma Arca de Tesouros Literários com 54 títulos da coleção Inteligênios. Jacob e Laura concordaram em abrir mão das armas e munições, que deverão ser encaminhadas ao Comando do Exército. Celulares de volta – Além do caso das armas, Jacob procurou a Justiça para recuperar celulares e outros dispositivos eletrônicos apreendidos na primeira fase da Dirty Pix. O pedido de restituição foi apresentado em 25 de agosto deste ano. Na petição, a defesa argumentou que os aparelhos estavam retidos havia mais de nove meses e eram necessários às atividades pessoais, empresariais e à administração do hospital. Os advogados afirmaram que, até aquela data, não haviam recebido informação formal sobre a conclusão da perícia de extração dos dados nem sobre o estágio do trabalho técnico. Também sustentaram que não havia sido oferecida denúncia contra Jacob na investigação mencionada no pedido. A defesa pediu a devolução imediata dos equipamentos, sob o argumento de que, depois de copiados e preservados os dados, não seria necessário manter os aparelhos apreendidos. Como alternativa, solicitou que a Justiça fixasse um prazo para concluir a perícia e determinasse a entrega dos bens logo após o trabalho. A petição também menciona outras tentativas de contestar o bloqueio de valores e bens, inclusive por meio de recursos em tribunais superiores. Os advogados ressaltaram, contudo, que o pedido dos aparelhos era separado da discussão sobre o patrimônio bloqueado. Uma decisão anterior, de 18 de agosto de 2026, havia determinado que os pedidos de devolução fossem apresentados em procedimentos próprios. Na mesma decisão, a juíza arquivou o procedimento de busca e apreensão porque as medidas já haviam sido cumpridas e os relatórios e mídias entregues. Nova fase – Nesta quarta-feira, Jacob voltou a ser preso, desta vez preventivamente (por tempo indeterminado), na segunda fase da Dirty Pix. Também foram presos a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva. A operação teve três mandados de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão em Campo Grande, Sidrolândia, Maracaju e Selvíria. Houve cumprimento de mandados nas empresas Global, de produtos agrícolas, e Fendt, de máquinas agrícolas, ligadas a Jacob. O escritório e a residência da contadora Rosângela Zanetti também foram alvos. A investigação é conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), pela 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). Na primeira fase, o Ministério Público apontou desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados à compra de um aparelho de ressonância magnética e uma autoclave hospitalar. Segundo a investigação, o esquema envolvia a administração do hospital e a empresa fornecedora, que também teria pago vantagens indevidas a vereadores. Conforme as apurações divulgadas, o dinheiro era transferido diretamente aos destinatários ou passava por contas de terceiros, por meio de Pix. A investigação apontou pagamentos de até R$ 100 mil de uma só vez a vereadores da oposição em 2022. Com o aprofundamento das apurações, os investigadores identificaram indícios de reprodução do esquema em outros convênios da entidade responsável pelo hospital. Os recursos eram destinados à compra de equipamentos e materiais hospitalares, de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e à execução de reformas. Os valores dos convênios investigados ultrapassam R$ 18 milhões. Segundo a investigação, os planos de trabalho continham informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços e direcionamento das contratações a empresas previamente alinhadas ao grupo. Depois que o dinheiro chegava às contas da entidade hospitalar, parte dos recursos teria sido desviada e redistribuída por sucessivas movimentações financeiras a agentes políticos, articuladores e intermediários. Os investigadores também apontaram o uso do poder financeiro do grupo para obstruir as apurações. Na cobertura da operação desta quarta-feira, ninguém no hospital quis falar com a imprensa. O espaço segue aberto para as manifestações dos citados.
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Incentivado por Nikolas, Daverson se surpreendeu com a própria votação
O vereador em primeiro mandato em Rio Brilhante Daverson Matos (PL) lançou a candidatura a deputado estadual incentivado pelo parlamentar mineiro Nikolas Ferreira (PL), que indicou que gostaria de ter um aliado na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal representando cada estado. Com perfil conversador, ele aceitou o desafio incrédulo e acabou se surpreendendo com os 30.604 votos e a conquista de uma vaga. O novo parlamentar ainda não fez uma visita oficial à casa legislativa que passará a integrar em 2027. Em Campo Grande desde ontem, ele conseguiu um espaço na agenda e foi ao prédio sem avisar, acabou recebido por funcionários, mas não tem ainda previsão de voltar para conhecer os futuros colegas de trabalho. Ativo nas redes sociais, fato a que atribui sua vitória, ele disse que até o dia 25 vai se dedicar à campanha de Flávio Bolsonaro à presidência. O parlamentar teve votos em várias cidades, incluindo cerca de 13 mil na Capital, superando veteranos. Matos conta que também tem como prioridade concluir o mandato em Rio Brilhante, com projetos pendentes na Câmara. Na cidade, ele obteve cerca de 3 mil votos e atribui o número ao trabalho conectado à comunidade. Ele visitou o Campo Grande News e contou que montava o gabinete na praça da cidade uma vez ao mês para ouvir demandas e levar ao Poder Executivo. Entre os temas que defendeu no Legislativo estão pautas conservadoras, como a vedação à ideologia de gênero ou doutrinação no ambiente escolar. Matos conta que também apresentou projeto que prevê incentivo a empresas locais que sejam inclusivas a pessoas com autismo, a possibilidade de vacinação domiciliar para pessoas doentes, que não podem ir ao serviço de saúde, e ainda sobre saúde e prevenção à exploração e violência sexual a crianças e adolescentes, com orientações nas escolas. O novo deputado disse que se alinhou com movimentos de direita ainda na faculdade. Ele se formou em Direito em Dourados, onde participou de atos desencadeados em nível nacional em 2013 e depois dos protestos pela cassação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), e considera que essas forças trouxeram renovação para a política. Matos é ligado à Igreja Batista e defendeu na Câmara ação contra o aborto, para falar dos impactos psicológicos para as jovens. Ele rejeita também as possibilidades de aborto legal previstas no Código Penal, para casos de estupro e risco à saúde da gestante. Pensando o Estado – O parlamentar apontou que, enquanto conclui o mandato em Rio Brilhante, vai se preparar para os desafios como deputado estadual. Matos contou que, de antemão, já sabe que vai defender a preparação do Estado para aproveitar as oportunidades que surgirão com a Rota Bioceânica. Ele argumenta que os jovens precisam de qualificação para que consigam posições no mercado de trabalho. Morador de uma das principais cidades do agro no Estado, o deputado eleito defende que o setor avançou em tecnologia, como uso de drones e maquinários modernos, e é preciso que jovens tenham acesso a esse conhecimento. A oferta de opções, como passagem por estágio ainda no ensino médio, é uma forma de afastar os adolescentes de convites para ingressar no crime. Para ele, é preciso agir contra a impunidade para frear organizações criminosas. O parlamentar defende “tolerância zero” e união de forças policiais. “As pessoas precisam ser responsabilizadas, ser marcadas”, pontua, defendendo medidas duras e eficazes. Sobre incentivos fiscais, Matos reconhece a importância para atração de investimentos, mas aponta que é preciso haver um retorno proporcional à coletividade, não favorecendo somente a empresa, que pode deixar o Estado quando não for mais vantajoso. Matos disse que está “atuando arduamente” para concluir o mandato em Rio Brilhante e começará a sondagem, em “um trabalho muito artesanal” de buscar informações, apontando o desafio de encontrar dados seguros na internet para se qualificar. Sobre temas polêmicos, ele disse que quer participar sem que haja sensacionalismo e trazer a “verdade que acredito e os valores que defendo.” Identificando as competências do Legislativo estadual, o deputado eleito disse que quer se preparar para estar capacitado e acompanhar os temas relevantes. “Fico muito feliz de já entrar nesse início com o tema da Rota Bioceânica”, que considera um momento histórico, que colocará Mato Grosso do Sul no mapa mundial.
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Mulher sofre com dores após implante de próteses mamárias e será indenizada
Mulher de 50 anos, moradora de Sidrolândia, conseguiu no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) o direito de receber R$ 10 mil por danos morais após apresentar complicações com próteses mamárias. A decisão mudou o resultado da primeira instância, que havia negado a indenização. A paciente colocou os implantes em julho de 2017. Cerca de cinco anos depois, começou a sentir rigidez e fortes dores nas mamas e foi diagnosticada com contratura capsular grau IV, condição em que o tecido formado pelo organismo ao redor da prótese endurece e pode provocar dor e alteração no formato da mama. Ressonância magnética realizada em 2022 apontou alterações compatíveis com a contratura, mas não identificou ruptura dos implantes. Diante do quadro, houve indicação médica para a retirada das próteses, substituídas em fevereiro de 2023. Na ação, a mulher argumentou que os implantes pertenciam a uma linha incluída em recall realizado pela fabricante em 2019. Ela pediu que a empresa arcasse com os custos da retirada e substituição das próteses e também pagasse indenização pelos danos sofridos. Inicialmente, a Justiça de Sidrolândia negou o pedido. Uma perícia concluiu que os implantes estavam íntegros e não encontrou defeito de fabricação. O laudo apontou ainda que a contratura capsular pode ocorrer como uma reação do próprio organismo. A mulher recorreu, e o entendimento mudou no TJMS. Apesar de a perícia não ter constatado defeito físico nas próteses, prevaleceu no Tribunal o entendimento de que houve falha nas informações fornecidas sobre os riscos relacionados ao produto. Os desembargadores também consideraram que os implantes foram posteriormente incluídos em recall e as consequências enfrentadas pela paciente, que precisou passar por nova cirurgia. A fabricante foi condenada a pagar R$ 10 mil por danos morais. Os gastos com a retirada e substituição das próteses já haviam sido custeados pela empresa durante o processo, após determinação da Justiça. Defesa – A fabricante sustentou que a contratura capsular não comprova defeito no produto e pode ocorrer como reação do organismo à presença dos implantes. Também destacou que os exames não apontaram ruptura das próteses e pediu a manutenção da decisão que havia negado a indenização. O pedido não prevaleceu no Tribunal de Justiça. A decisão, porém, não significa necessariamente o encerramento definitivo do processo, pois ainda pode haver possibilidade de recurso, conforme os prazos e requisitos previstos para o caso.
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Conselho recomenda avaliação de saúde 6 meses antes de preso deixar prisão
Pessoas privadas de liberdade em Mato Grosso do Sul deverão passar por avaliação das condições de saúde com pelo menos seis meses de antecedência da previsão de saída do sistema prisional. A medida consta em recomendação do CES/MS (Conselho Estadual de Saúde de Mato Grosso do Sul), divulgada nesta quarta-feira (7) no Diário Oficial do Ministério Público. A recomendação é direcionada à SES (Secretaria de Estado de Saúde), à Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) e à Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário), que deverão atuar de forma conjunta para estabelecer um protocolo de atendimento. A proposta é identificar, antes da saída, eventuais necessidades de acompanhamento médico, tratamentos, consultas, exames e outros procedimentos. A intenção é evitar a interrupção dos cuidados de saúde após o desligamento do sistema prisional. O Conselho também recomenda que os encaminhamentos e agendamentos necessários sejam feitos em tempo hábil, levando em consideração a data prevista para a saída. As informações sobre o estado de saúde, atendimentos e encaminhamentos deverão ser registradas e atualizadas no PEC (Prontuário Eletrônico do Cidadão). Com isso, os dados poderão ser acessados pela RAS (Rede de Atenção à Saúde) para dar continuidade ao acompanhamento pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A recomendação considera a PNAISP (Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Pessoas Privadas de Liberdade no Sistema Prisional), além do direito constitucional de acesso universal e igualitário aos serviços de saúde. A medida foi aprovada pelo plenário do Conselho Estadual de Saúde durante a 401ª Reunião Ordinária, realizada em 24 de setembro, e assinada no dia seguinte pelo presidente do órgão, Ricardo Alexandre Correa Bueno.
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Preso em operação, presidente de hospital diz que não deve nada e que é "do bem"
Preso na 2ª fase da Operação Dirty Pix, o presidente do Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa, Jacob Meeuvis Breure, afirma que tudo será esclarecido e que é "do bem".  "É uma investigação sobre a reforma do hospital, mas vocês podem ficar tranquilo que não devemos nada e tudo será esclarecido daqui a pouquinho. Graças a Deus, a alma limpa., a gente é do bem. Se tiver alguma coisa que aconteceu, não foi da nossa parte".  A ação foi realizada nesta quarta-feira (dia 7) em Sidrolândia. A defesa dele informou que acompanha as diligências, mas ainda não sabe os fundamentos da prisão.  "Tendo em vista que tudo foi esclarecido na primeira operação. Ele tem a consciência tranquila, não vai esconder nada e colaborar no que for necessário. Na primeira operação, ele foi apontado como intermediador", afirma o advogado Wellison Muchiutti.  A operação cumpriu mandados na residência e em duas empresas de Jacob, com apreensão de documentos e celulares. Na ação, também foram presos a policial civil Cristina Rosa Gomes de Carvalho e o assessor político Júlio César Alves da Silva. O advogado de Jacob nega vínculo entre os presos.  "Tem mais de dois anos que ele e o Júlio nem conversam. A Cristina, pelo que a gente sabe, é agente da Polícia Civil e atende todo mundo. Não vejo a ligação de ilícito entre as partes", diz o advogado.  Foram cumpridos mandados na Global (loja de produtos agrícolas) e Fendt (máquinas agrícolas), empresas de Jacob.  Conduzida pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção), a investigação começou a partir da identificação de desvio de recursos públicos destinados à aquisição de um aparelho de ressonância magnética e de autoclave hospitalar, oriundos de convênio firmado entre o Estado e a Sociedade Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa, entidade responsável pela gestão do hospital de Sidrolândia.  Com o aprofundamento das apurações, após a deflagração da primeira fase da Operação Dirty Pix, realizada em novembro de 2025, foram identificados elementos que indicaram desvios de recursos provenientes de outros convênios celebrados pela entidade, mediante a reprodução do esquema.  A corrupção atingiu recursos públicos destinados à aquisição de equipamentos e materiais hospitalares, de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) móvel e execução de obras de reforma do hospital, com valores que ultrapassam R$ 18 milhões.  Conforme a investigação, foram elaborados planos de trabalho contendo informações fraudulentas, com superfaturamento de bens e serviços, e direcionamento das contratações para empresas previamente alinhadas ao núcleo investigado.  Após o ingresso dos recursos públicos nas contas da entidade hospitalar, parte dos valores foi desviada das finalidades previstas nos respectivos convênios e posteriormente redistribuída por meio de sucessivas movimentações financeiras, envolvendo repasses diretos e indiretos a agentes políticos, articuladores e intermediários.  As provas revelaram abuso do poder financeiro da organização, utilizado para fins de impor práticas de obstrução às investigações em curso. “Dirty Pix”, termo que dá nome à operação, traduz-se da língua inglesa como “pix sujo”, e faz alusão à natureza ilícita das transferências financeiras utilizadas para viabilizar o esquema.  A operação é do Gecoc, 3ª Promotoria de Justiça de Sidrolândia e Gaeco (Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado). O escritório e a residência da contadora Rosângela Zanetti também foram alvos da operação.  A reportagem foi ao hospital, mas ninguém quis falar com a imprensa. O C ampo Grande News não conseguiu contato com os demais citados.  Em 18 de novembro de 2025, na 1ª fase da operação, o Gecoc identificou o desvio de R$ 5,4 milhões em recursos públicos destinados ao hospital. O episódio ficou conhecido como a "Máfia do Pix".  O dinheiro saía de empresa participante de esquema de desvio de recursos hospitalares diretamente para a conta do destinatário corrupto ou por meio das contas bancárias de terceiros, sempre via Pix. Em 2022, vereadores da oposição receberam até R$ 100 mil em propina de uma só vez, segundo a investigação.
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Academia realiza clube de leitura com obra de Elias Borges
A ASL (Academia Sul-Mato-Grossense de Letras) realiza nesta quinta-feira (8) mais uma edição do projeto Leituras & Conversas. O encontro será às 19h30, no auditório da instituição, com entrada gratuita. Desta vez, o público poderá conhecer mais sobre a obra e a trajetória do escritor sul-mato-grossense Elias Borges. A atividade estava prevista inicialmente para setembro, mas precisou ser adiada por causa das condições climáticas. O encontro será coordenado pelas acadêmicas Lenilde Ramos, Maria Adélia Menegazzo e Sylvia Cesco. O convidado desta edição é o poeta, compositor e doutor em Ecologia e Conservação Paulo Robson de Souza, que fará uma apresentação sobre Elias Borges. Paulo Robson foi professor do Inbio/UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) por 38 anos e também atua na produção de livros, materiais didáticos e conteúdos ligados à literatura e à divulgação científica. Para o presidente da ASL, Henrique de Medeiros, o encontro também é uma forma de valorizar a literatura produzida no Estado. Ele afirma que homenagear Elias Borges no “Leituras & Conversas” é “destacar um dos grandes nomes da literatura contemporânea sul-mato-grossense, colocando em pauta autores que constroem e fortalecem nossa identidade cultural”. Elias Borges de Campos é escritor e tem sua produção voltada principalmente à poesia e aos contos. Formado em Ciências Sociais pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), também atua na formação de novos leitores e escritores. Ele já presidiu a UBE-MS (União Brasileira de Escritores de Mato Grosso do Sul) e participou de projetos de criação literária em diferentes estados brasileiros, entre eles o programa A Arte da Palavra, do Sesc. Além de escrever, Elias também trabalha como ensaísta e resenhista, analisando obras de autores regionais e nacionais. Seus textos abordam temas como memória, identidade regional, sociedade e história. O Leituras & Conversas será nesta quinta-feira (8), às 19h30, no auditório da ASL, localizado na Rua 14 de Julho, 4653, no bairro Altos do São Francisco. A entrada é gratuita.
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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 07/10/2026
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Briga em confraternização termina com homem esfaqueado
Uma briga entre dois homens, que não tiveram as idades divulgadas, terminou com um deles esfaqueado e o outro com ferimentos graves na mão nesta terça-feira (6), no Portal do Caiobá, em Campo Grande. Segundo informações preliminares obtidas pela reportagem, os dois bebiam na casa de um deles quando uma brincadeira feita com a filha do morador provocou a discussão. As circunstâncias da briga ainda são apuradas. O caso ocorreu na região da Rua Leão Zardo com a Rosa Ferreira Pedro. Conforme o relato inicial, o homem que acabou esfaqueado teria mostrado uma faca que carregava na cintura durante o desentendimento. O morador tentou conter o conhecido e pegar a faca. Durante a tentativa, sofreu um corte no dedo mindinho da mão direita e uma lesão no anelar. Ele conseguiu tomar a arma e, ainda segundo as informações preliminares, atingiu o outro homem com golpes de faca. O homem ferido na mão foi localizado mais tarde na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Leblon e posteriormente encaminhado à Santa Casa. Há suspeita de que ele precise amputar o dedo mindinho. A gravidade da lesão no anelar ainda é avaliada. Já o esfaqueado também foi levado para atendimento médico. Até a publicação desta reportagem, não havia informação confirmada sobre o número de ferimentos nem sobre o estado de saúde dele. O caso é investigado pela PM (Polícia Militar).
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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 07/10/2026
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Mãe de bebê que deu entrada sem vida em UPA é liberada após depoimento
A suspeita de broncoaspiração passou a ser considerada na investigação sobre a morte de uma bebê de 2 meses e 13 dias, nesta terça-feira (6), em Corumbá, a 428 quilômetros de Campo Grande. A mãe da criança, que havia sido levada à delegacia para prestar depoimento, foi liberada. A informação foi confirmada pelo delegado Felipe Araújo ao Campo Grande News . “Entendemos que é necessário aprofundar mais as investigações. Mas a linha investigativa continua a mesma. Maus-tratos seguido de morte. Mas vai ser necessário aguardar as perícias de local de crime, necroscópica... E ouvir mais pessoas”, disse. A possibilidade ainda depende dos exames realizados no corpo da criança. A perícia também analisou a residência onde a bebê estava antes de ser levada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós. O boletim de ocorrência obtido pelo site Diário Corumbaense aponta que foram identificados sangramento na cavidade oral da criança e uma mancha de sangue na parte frontal do moletom que ela vestia, na região do tórax. No entanto, um exame de raio X não apontou lesões corporais aparentes. Mais cedo, a reportagem informou que a criança chegou sem vida à unidade de saúde. A mãe relatou que encontrou a filha sem respirar depois de sair de casa durante a noite para buscar energia na residência de um vizinho, devido à falta de eletricidade. Na UPA, uma enfermeira levou a bebê para a área vermelha, onde uma médica constatou que ela já estava morta havia algum tempo e apresentava sinais cadavéricos. A profissional também encontrou sangue na roupa da criança. Segundo o relato da mãe, havia sangue na boca da filha. Diante das circunstâncias, profissionais da unidade acionaram a PM (Polícia Militar), o Conselho Tutelar e a Polícia Civil. A mãe foi levada à delegacia, enquanto a perícia examinou a casa da família.
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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 06/10/2026
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Lula vai rodar o Brasil, mas Mato Grosso do Sul fica fora da rota
O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), vai percorrer o Brasil para virar o resultado das urnas do primeiro turno das Eleições Gerais deste ano. A estratégia não inclui Mato Grosso do Sul. É o que apontam as lideranças petistas do Estado que participaram da reunião de avaliação da primeira fase da campanha, na noite desta segunda-feira (5). A deputada federal reeleita, Camila Jara (PT), está na coordenação de comunicação e deve integrar a coordenação política da campanha. “Na primeira reunião de coordenação, definimos o escopo geral da estratégia. O presidente Lula deve rodar os estados em atos com a militância e apoiadores, mas, nesse primeiro momento, MS não está na lista", disse. A parlamentar mais votada do Estado ainda afirmou que teve início uma campanha de vira-votos, "mostrando dados reais e o que está em jogo", além de fortalecer a disputa nas redes sociais. O candidato do governo pelo PT derrotado, Fábio Trad (PT), também participou da reunião e reforçou que, nas ações realizadas em Mato Grosso do Sul, o foco será esclarecer dúvidas dos eleitores e falar sobre os "riscos e consequências das escolhas". Durante a reunião, Lula afirmou que é preciso olhar para o que não foi feito corretamente e transformar a avaliação em ação. “Agora é importante ter debate na televisão. Agora é tête-à-tête. Agora é um contra um”, afirmou. Para Lula, neste segundo turno, é fundamental ampliar o diálogo para além dos grupos que já estão mobilizados. O presidente também questionou as razões que levaram mais de 30 milhões de eleitores a não votar e afirmou que é fundamental buscar essas pessoas e recuperar seu interesse pela participação eleitoral. Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para acessar o canal do Campo Grande News e siga nossas  redes sociais .
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Atirador que disparou contra Corregedoria da Polícia Civil é preso com revólver
O suspeito de atirar contra a sede da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, na Rua das Garças, no bairro Santa Fé, em Campo Grande, foi preso na tarde de sábado (3), em uma casa no bairro Monte Castelo. Com ele, os policiais encontraram um revólver com dois cartuchos deflagrados. O homem passará por audiência de custódia nesta segunda-feira (5). Conforme apurado pelo Campo Grande News , por volta das 3h30 de sábado, o suspeito passou de motocicleta em frente ao prédio e efetuou um disparo. O tiro atravessou o vidro da sede e atingiu uma parede na parte interna do imóvel. Na manhã de sábado, o dano inicialmente levantou a suspeita de que o vidro havia sido atingido por um disparo, mas a confirmação dependia da perícia. Uma cápsula foi recolhida no local, e imagens das câmeras de segurança passaram a ser analisadas para identificar o responsável. O revólver localizado com o suspeito estava com dois cartuchos deflagrados. Um deles teria sido utilizado no disparo contra a Corregedoria. A origem do segundo disparo ainda não foi esclarecida. O corregedor-geral da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, delegado Clever José Fante Esteves, esteve na sede durante o sábado para acompanhar a apuração. Na ocasião, informou que ainda era prematuro afirmar o que havia provocado a quebra do vidro. Com a identificação do suspeito e a apreensão da arma, a investigação deve avançar para esclarecer a motivação do disparo e as circunstâncias do ataque contra o prédio da segurança pública.
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Entre gado e águas cristalinas, fazenda de Jardim ganha prêmio nacional
As águas cristalinas que atraem visitantes ao Rio da Prata dividem espaço com a criação de gado, a produção de alimentos e a recuperação da vegetação nativa. Em Jardim, essa combinação levou a Fazenda Cabeceira do Prata ao primeiro lugar na categoria Médias Propriedades do Prêmio Fazenda Sustentável 2026, promovido pela Globo Rural. O resultado foi anunciado em cerimônia no dia 30 de setembro, em São Paulo. Na décima edição, a premiação reuniu um recorde de 136 propriedades inscritas, de diferentes regiões do Brasil e de pelo menos 20 segmentos da agropecuária. A avaliação considera produção, conservação ambiental, gestão e benefícios sociais. A conquista também deu espaço a uma cobrança: proteger o Rio da Prata exige um esforço que ultrapassa as cercas da fazenda. Durante a entrega do prêmio, o diretor executivo Eduardo Folley Coelho defendeu a participação do poder público e de outros proprietários na conservação da região. “É um prêmio muito importante para conseguirmos ser ouvidos pelo governo do Estado e outros proprietários. Isso só muda com esforço coletivo”, afirmou. A preocupação tem relação direta com o que sustenta parte da economia local. A qualidade das águas é um patrimônio ambiental e também a razão pela qual turistas procuram os passeios de flutuação. Seu cuidado depende das condições de toda a bacia hidrográfica, incluindo as nascentes, a vegetação e o uso do solo nas propriedades ao redor. Na Cabeceira do Prata, são 1.115 hectares de área produtiva e 432 hectares preservados. A propriedade abriga o Recanto Ecológico Rio da Prata e uma Reserva Particular do Patrimônio Natural, além de atividades de pecuária e melhoramento genético. A fazenda integra a estrutura produtiva da Genética Aditiva, empresa com mais de 30 anos de atuação na seleção e no melhoramento animal. Ali são criados e selecionados bovinos das raças Nelore, Gir Leiteiro e Girolando, além de Cavalos Crioulos. Segundo a propriedade, o manejo inclui práticas de bem-estar animal e capacitação das equipes. A ligação entre as diferentes atividades aparece também no destino dos alimentos e dos resíduos. Parte da produção da horta orgânica abastece a operação turística, e os excedentes podem ser doados. Resíduos orgânicos são aproveitados na compostagem, enquanto a reciclagem complementa o cuidado com os materiais descartados. O viveiro de espécies nativas fornece mudas para a restauração de áreas dentro da fazenda e em outros pontos da região. O sistema agroflorestal soma-se às iniciativas de produção e recuperação ambiental. Para os visitantes, o contato com essa paisagem ocorre na flutuação, no mergulho com cilindro, na observação de aves e nos passeios a cavalo. Estes percorrem áreas de campo e aproximam o turista da rotina rural, além dos ambientes aquáticos pelos quais o atrativo é conhecido. O ecoturismo acrescenta uma fonte de renda à propriedade e estabelece uma ligação concreta entre conservação e atividade econômica: a natureza preservada é parte central da experiência oferecida ao visitante. O Prêmio Fazenda Sustentável conta com apoio metodológico do Rabobank, Imaflora e Agrotools. Antes da decisão da banca julgadora, as participantes passam por análise documental, avaliação e validação das informações. A premiação reconhece pequenas, médias e grandes propriedades. Em Jardim, o primeiro lugar amplia a visibilidade de um modelo que reúne produção rural e conservação. Mas o apelo feito na cerimônia aponta para um desafio maior: o cuidado dentro da propriedade precisa encontrar continuidade fora dela. O futuro das águas do Rio da Prata depende também das decisões tomadas em toda a sua bacia.
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Justiça manda retirar tornozeleira eletrônica de réus da Operação Chargeback
O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) determinou o fim do uso de tornozeleira eletrônica e do recolhimento domiciliar noturno para quatro réus denunciados na Operação Chargeback, que apurou suspeitas de lavagem de dinheiro e fraude financeira na Capital. A decisão beneficia o ex-militar do Exército João Pedro Ferreira Barbosa, além de Breno Maurício da Costa Bueno, Frank Neris Dias Corillo e Jackson Pinheiro Lopes. Com a revogação do monitoramento eletrônico, os acusados passarão apenas a cumprir a obrigação de comparecimento bimestral em Juízo. A decisão estabelece que a primeira apresentação no fórum deve ser feita no prazo de até cinco dias contados a partir da desativação do equipamento de monitoramento. A retirada da tornozeleira e o fim do recolhimento noturno ocorrem após o ministro Rogério Schietti Cruz, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), reconhecer a ilegalidade e declarar nula a busca e apreensão realizada pelos policiais civis na residência localizada na Rua Japacanga, por ter sido executada em endereço diferente do que constava no mandado judicial. Por conta dessa decisão, a audiência de instrução e julgamento do processo foi cancelada. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) foi intimado a apontar individualmente todas as provas, documentos e elementos incidentais derivados daquela busca ilegal para serem retirados do processo. Próximos passos - Ainda segundo a decisão, a Polícia Civil terá cinco dias para fornecer esclarecimentos sobre cartões apreendidos na investigação. Já a análise dos pedidos de restituição e devolução dos bens apreendidos com os acusados foi postergada pelo juiz e só será avaliada após a remoção completa das provas declaradas nulas. A determinação foi publicada no Diário da Justiça desta segunda-feira (5).  Relembre o caso   - Deflagrada em janeiro de 2026 pela Garras (Delegacia de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), a Operação Chargeback investigou um esquema de fraude eletrônica, associação criminosa e lavagem de dinheiro que teria provocado um prejuízo estimado em mais de R$ 4 milhões a instituições financeiras. À época da ação policial, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão e cinco de prisão temporária em bairros como Portal do Panamá, Aero Rancho, Santo Antônio e Nova Campo Grande. Segundo as apurações divulgadas pela Polícia Civil, o grupo usava empresas e máquinas de cartão de crédito para simular vendas fictícias. Em seguida, solicitava a antecipação dos valores junto aos bancos e promovia a contestação do pagamento — procedimento conhecido no mercado financeiro como chargeback —, ficando com os recursos antes que as instituições notassem o golpe. Entre os alvos detidos na ocasião estavam o ex-militar do Exército João Pedro Ferreira Barbosa e o atendente Breno Maurício da Costa Bueno, este último já com condenação anterior ligada ao “Cangaço Digital”.  Em nota publicada no decorrer do processo, as defesas dos acusados negaram o envolvimento no esquema e sustentaram a licitude de suas atividades, apontando ainda que as buscas domiciliares haviam violado a garantia constitucional de inviolabilidade de domicílio. Em setembro, o STJ anulou a busca e apreensão realizada na casa de um dos investigados e a decisão beneficiou diretamente João Pedro, principal alvo da investigação.
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Riedel promete atuação ativa por Flávio Bolsonaro e prevê reunião nesta semana
Reeleito governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP) afirmou que participará ativamente da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. Na primeira entrevista após o resultado, concedida à TV Morena na manhã desta segunda-feira (5), disse que deve se reunir nesta semana com o candidato e sua equipe para discutir como ampliar o apoio no Estado. “Nós vamos estar ativos, vamos conversar com o candidato Flávio, com toda a equipe de campanha dele, para ver como que nós aqui no Mato Grosso do Sul podemos colaborar ainda mais nessas três semanas que faltam para o segundo turno”, declarou. Segundo Riedel, a mobilização também envolverá os dois senadores eleitos neste domingo (4), Reinaldo Azambuja e Renan Contar, ambos do PL e integrantes da aliança que apoiou sua reeleição. “Mas nós vamos estar mobilizados, tanto eu quanto os dois senadores eleitos, Reinaldo e Contar, foram eleitos pelo PL dentro da nossa aliança, vamos estar mobilizados pela eleição do Flávio”, afirmou. Questionado sobre uma reunião com o candidato à Presidência, o governador respondeu: “A gente deve se reunir essa semana”. No trecho da entrevista, não informou data, local ou quais atividades serão realizadas em Mato Grosso do Sul. Ao justificar o apoio, Riedel defendeu uma mudança na condução do governo federal. Na avaliação dele, o país continua discutindo problemas que não foram resolvidos. “Eu acho que é o momento da gente reestruturar o plano federal e pensar em novos rumos”, disse. A declaração ocorre no dia seguinte à vitória de Riedel no primeiro turno, com 67,35% dos votos válidos. Fábio Trad (PT) terminou em segundo lugar, com 23,09%. O resultado assegurou ao governador mais quatro anos à frente do Executivo estadual, a partir de janeiro de 2027. Durante a entrevista, Riedel agradeceu aos eleitores e atribuiu a vitória ao trabalho da gestão e à forma como conduziu a campanha. Segundo ele, foram mais de 914 mil votos. “Eu entendo que o trabalho prestado nesses quatro anos foi fundamental para que a gente pudesse conquistar essa confiança”, afirmou. Composição do governo -  Além da participação na disputa presidencial, Riedel foi questionado sobre a presença dos partidos aliados na próxima gestão. Disse que a escolha de integrantes do governo deve considerar o compromisso com as propostas apresentadas na campanha e a capacidade de executá-las. “Eu nunca olho ao partido em si. A gente não tem isso na cabeça: olha, eu tenho que atender partido A, B, C”, declarou. O governador não descartou aproveitar aliados ou ex-integrantes da administração que disputaram a eleição e não foram eleitos, como Jaime Verruck e Viviane Luiza, mas afirmou que as decisões dependerão de conversas e dos objetivos do governo. Sobre o início do segundo mandato, disse que ainda não definiu uma medida específica para anunciar em janeiro. Os meses restantes de 2026, segundo ele, serão usados para revisar processos e organizar a gestão para os próximos quatro anos. Finanças e investimentos - Riedel considerou que há espaço para melhorar e otimizar o funcionamento da máquina administrativa. Ele não falou em cortes, mas em uma reorganização estrutural para permitir o remanejamento de recursos.  Segundo o governador reeleito, é necessário ter atenção ao contingenciamento diante da perda de receita de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) com a queda na importação do gás natural boliviano e das incertezas provocadas pelas mudanças da reforma tributária. A intenção, segundo ele, é preservar o caixa do Estado sem prejudicar a competitividade. Riedel destacou que Mato Grosso do Sul tem uma das menores cargas tributárias, fator que considera importante na política de atração de investimentos. “Vamos olhar área por área, segmento por segmento”, resumiu.  Como já havia afirmado anteriormente, o governador avaliou que um dos planos que não conseguiu concretizar plenamente e pretende ampliar no próximo mandato é a infraestrutura rodoviária do Estado. Um dos objetivos da reorganização das finanças é justamente garantir recursos para esse setor.  Neste ano, o Estado concretizou dois empréstimos e já há obras federais e estaduais contratadas. Sobre outros modais considerados essenciais, Riedel destacou a privatização da malha ferroviária e a concessão da navegação no Rio Paraguai, ambas medidas que dependem da União.
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Pai é preso após filhos chorarem e pedirem socorro por fome e agressões
Homem de 33 anos foi preso na noite deste domingo (4), no Jardim Campo Nobre, em Campo Grande, após os dois filhos, de 10 e 12 anos, relatarem que eram agredidos, deixados sozinhos e passavam fome. Os irmãos choraram durante o atendimento e pediram para serem retirados da situação em que viviam. Conforme consta no boletim de ocorrência, as crianças estavam na casa de um conhecido do pai. Uma mulher que estava no imóvel contou que encontrou os meninos dormindo no local e descobriu que eles não haviam comido durante todo o sábado nem no domingo. Ela e o morador então prepararam comida para os irmãos. A mulher também relatou que a situação seria frequente e que costumava encontrar os dois sozinhos. Conforme o relato, os meninos e o pai estariam dormindo dentro de um carro, em condições inadequadas para a permanência das crianças. Ainda segundo o relato, o homem chegou ao local bastante alcoolizado e, ao perceber que outras pessoas estavam ajudando os filhos, ficou alterado e ameaçou agredi-los, dizendo que estavam “se metendo na vida dele”. Os dois irmãos contaram que o pai bebe com frequência e que já foram agredidos por ele diversas vezes, inclusive com socos no rosto. Também disseram que sofrem ofensas constantes e que o pai afirmava não se importar com eles e que os dois poderiam “sumir”. As crianças relataram ainda que eram proibidas de manter contato com a mãe e que ficavam sem comida. Durante o atendimento, os irmãos choraram e pediram ajuda para sair daquela situação, afirmando que não suportavam mais as condições em que viviam. Os meninos disseram que gostariam de morar com a mãe, mas não sabiam onde ela estava e não tinham acesso ao telefone dela. Apesar dos relatos, não foram identificadas marcas aparentes de agressão nos irmãos. Após o atendimento, os dois ficaram sob os cuidados do Conselho Tutelar, que providenciaria a entrega deles a uma pessoa responsável. O homem foi levado à delegacia e permaneceu à disposição das autoridades. Foram determinadas medidas para garantir a proteção dos dois meninos. O caso foi registrado na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol como abandono de incapaz, abandono intelectual e maus-tratos. O abandono intelectual ocorre quando o responsável deixa de garantir cuidados básicos relacionados à educação e ao desenvolvimento da criança. Os fatos serão investigados pela DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente).
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Outubro terá calendário cheio de corridas pelas ruas de Mato Grosso do Sul
Quem gosta de corrida terá um outubro movimentado em Mato Grosso do Sul. O calendário reúne provas de rua e trilha em diferentes cidades, com percursos para adultos, crianças e eventos ligados a campanhas sociais. Entre as provas divulgadas com inscrições abertas estão competições em Campo Grande, Corumbá, Amambai, Aquidauana, Iguatemi, Ladário e Dourados. A programação começa no próximo domingo (11), em Corumbá, com a Fisiomax Run - Movimento é Saúde. A largada será às 6h30. O evento tem corrida de 5 quilômetros, caminhada de 3 quilômetros e provas infantis. No feriado de segunda-feira (12), Dia das Crianças, Campo Grande recebe o Desafio Trilhas da Vereda - Trail Run Kids 2026. A largada será às 8h e os percursos são adaptados por faixa etária, com participação de crianças de 2 a 13 anos. O evento também tem caráter social. O fim de semana seguinte concentra boa parte da programação. No sábado (17), Amambai terá uma etapa do Sesc em Movimento, com largada às 17h na Praça Coronel Valêncio de Brum. No mesmo dia, Campo Grande recebe duas provas ligadas ao projeto Mulheres Superpoderosas. A corrida de 5 quilômetros e a versão Kids têm largada prevista para 16h30. A programação infantil é destinada a meninos e meninas de 4 a 13 anos. Já no dia 18, três cidades aparecem no calendário apresentado. Em Corumbá, a 2ª Corrida de Fibra Sim Digital começa às 6h e oferece percursos de 3, 5 e 10 quilômetros.  Em Aquidauana, a 2ª Corrida Pedestre Unimed começa às 7h30, no Parque da Lagoa Comprida. A programação prevê corridas de 5 e 10 quilômetros, caminhada de 3 quilômetros e categoria infantil. A competição distribuirá R$ 7 mil em premiação e também terá caráter solidário, com arrecadação de alimentos. Ainda no dia 18, Iguatemi recebe a 1ª Corrida GPT, com largada às 17h. No sábado seguinte, dia 24, outras duas cidades entram no circuito. Em Ladário, a Corrida de 150 anos do Comando da Flotilha do Mato Grosso terá largada às 7h, com percursos de 5 e 8 quilômetros. À tarde, será a vez de Dourados, com a 2ª Mexa-se por Elas - Outubro Rosa 2026. A largada está marcada para 16h e a programação inclui corrida de 5 quilômetros, caminhada de 3 quilômetros e atividade infantil. O calendário termina no dia 31, em Corumbá, com a Maxi10Run. A prova será noturna, com largada às 19h e opções de 3, 5, 10 e 15 quilômetros.  Além dos eventos mostrados no calendário, há outras corridas previstas em Mato Grosso do Sul durante outubro. Levantamentos especializados também apontam provas em Bonito, Alcinópolis, Três Lagoas e outras competições em Campo Grande e Dourados.  Confira o calendário 11/10: Fisiomax Run - Movimento é Saúde, às 6h30, em Corumbá; 12/10: Desafio Trilhas da Vereda - Trail Run Kids, às 8h, em Campo Grande; 17/10: Sesc em Movimento, às 17h, em Amambai; 17/10: Mulheres Superpoderosas Kids, às 16h30, em Campo Grande; 17/10: Corrida Mulheres Superpoderosas 5K, às 16h30, em Campo Grande; 18/10: 2ª Corrida de Fibra Sim Digital, às 6h, em Corumbá; 18/10: 2ª Corrida Pedestre Unimed, às 7h30, em Aquidauana; 18/10: 1ª Corrida GPT, às 17h, em Iguatemi; 24/10: Corrida de 150 anos do Comando da Flotilha do Mato Grosso, às 7h, em Ladário; 24/10: 2ª Mexa-se por Elas - Outubro Rosa, às 16h, em Dourados; 31/10: Maxi10Run, às 19h, em Corumbá.
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MS inicia a semana sob alerta de tempestades e ventos de até 100 km/h
Mato Grosso do Sul terá uma segunda-feira (5) de tempo instável, com previsão de chuva e risco de tempestades em diferentes regiões. Segundo o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), há alerta de chuvas intensas válido para os 79 municípios do Estado, com possibilidade de volumes de até 50 milímetros por dia e ventos de até 60 km/h. Em Campo Grande, a temperatura máxima prevista é de 27°C. A combinação de umidade e instabilidade favorece a formação de áreas de chuva ao longo do dia. No interior, as temperaturas variam entre 24°C e 36°C. Na região Sul, Dourados e Ponta Porã terão máximas de 26°C, enquanto Naviraí chega aos 24°C. Nova Andradina pode registrar até 30°C. Na região Leste e no Bolsão, o calor aumenta. Três Lagoas e Paranaíba terão máximas de 34°C, enquanto Sidrolândia pode chegar aos 34°C. Já na região Pantaneira, Corumbá e Aquidauana devem atingir 35°C. No Norte, Coxim terá a maior temperatura entre as cidades citadas, com previsão de 36°C. O aviso de chuvas intensas permanece válido até as 23h59 desta segunda-feira. O Inmet prevê chuva de 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros ao longo do dia, além de ventos de 40 a 60 km/h. Há baixo risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas. A instabilidade deve continuar na terça-feira, quando entram em vigor dois avisos de tempestade para diferentes municípios de Mato Grosso do Sul, também válidos até as 23h59. O alerta de perigo prevê chuva de 30 a 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, ventos de 60 a 100 km/h e possibilidade de granizo. As condições podem causar cortes de energia elétrica, estragos em plantações, queda de árvores e alagamentos. Já o aviso de perigo potencial indica chuva de 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros por dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo. O risco de impactos é considerado baixo para cortes de energia, queda de galhos, alagamentos e descargas elétricas. Durante os temporais, o Inmet recomenda que a população não se abrigue debaixo de árvores e evite estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Se possível, aparelhos elétricos e o quadro geral de energia devem ser desligados. Em caso de emergência, a orientação é acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
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Falei pelos humildes, afirma Fábio Trad ao analisar resultado da eleição
O candidato do PT ao governo do estado, Fábio Trad, derrotado na disputa em que foi reeleito o governador Eduardo Riedel (PP), disse há pouco que a derrota eleitoral não representa uma derrota política. Ele postou em seu perfil no Instagram uma análise em que mencionou a hegemonia da direita no Estado e disse que falou pelos humildes na campanha. Com quase 90% dos votos apurados, eles somaram pouco mais de 319 mil votos, enquanto Riedel alcançou 910 mil votos. Trad disse que considera muito, por se tratar de um estado que pretere os mais pobres, citando acampados, indígenas, assentados e trabalhadores. Conforme ele, o desafio agora é de organizar forças no âmbito estadual, apontando como relevante o desempenho de deputados, com o PT devendo ficar com 4 nomes na Assembleia Legislativa e Camila Jara (PT) ficando como a mais votada entre os federais. O candidato disse que sua intenção era poder abraçar cada um de seus eleitores em agradecimento pelos votos. Trad disse que também precisava agradecer à candidata a vice, Gilda Maria dos Santos, pelo papel de representar as mulheres e as mães. “Atuou com galhardia”. Aos colegas de coligação ao Senado, Vander Loubet (PT) e Soraya Thronicke (PSB), que também não se elegeram, ele disse que era preciso considerar a perda como “episódica”, e que o grupo deve seguir com fé e força para lutar por ideais. Fábio Trad disse que o Estado tem foco em milionários. Centro-esquerda e esquerda não saem fragilizadas, conforme ele, porque lutaram sozinhas contra grandes setores da economia, citando indústrias de grande porte, prefeituras e grande parte dos deputados estaduais. O petista ainda fez uma avaliação do desafio no cenário nacional. Os números ainda não estão consolidados, mas em muitos estados houve ampla vitória da direita. Ele manifestou preocupação com eventual vitória para a presidência da República e a perda de riquezas do País, diante do interesse dos Estados Unidos pelos recursos minerais do Brasil. Para ele, seria uma "lástima", uma nova entrega do País e comparou à retirada de ouro brasileiro pela Coroa Portuguesa no período colonial, o petróleo a partir dos anos 60 com a ditadura militar e nova investida sobre o produto após a cassação de Dilma Rousseff, com a venda do chamado pré-sal. Há uma nova “tentativa de sequestrar nossas riquezas.”
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Veja quem são os 24 eleitos para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul
Com 99,28% das urnas apuradas pelo TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), está definida a nova composição da Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) para os próximos quatro anos. A lista reúne parlamentares reeleitos, ex-prefeitos, representantes das forças de segurança, lideranças regionais e nomes que chegam pela primeira vez ao Legislativo estadual. Ao todos foram 24 eleitos. Confira quem são os deputados estaduais eleitos: André Puccinelli (MDB) O ex-governador André Puccinelli foi eleito deputado estadual. A eleição marca o retorno de Puccinelli à Assembleia Legislativa. Em 2022, ele disputou o Governo de Mato Grosso do Sul e recebeu 247.093 votos, equivalentes a 17,18%, terminando a disputa em terceiro lugar.  Médico, é uma das principais lideranças históricas do MDB no Estado. Foi deputado estadual, deputado federal, prefeito de Campo Grande por dois mandatos e governador de Mato Grosso do Sul entre 2007 e 2014. Zeca do PT (PT) Zeca do PT foi reeleito deputado estadual. Ele retorna à Assembleia Legislativa, onde já exerceu mandato e foi eleito novamente em 2022, com mais de 19 mil votos. Bancário e fundador do Partido dos Trabalhadores em Mato Grosso do Sul, foi vereador em Campo Grande, deputado estadual, deputado federal e o primeiro governador eleito pelo PT no Estado, cargo que ocupou por dois mandatos, entre 1999 e 2006. Sua atuação política é marcada pela defesa da agricultura familiar, do desenvolvimento social e de políticas públicas voltadas à população de baixa renda. Coronel David (PL) Coronel David foi reeleito deputado estadual. Em 2022, foi um dos deputados estaduais mais votados do Estado, com 31.480 votos.  Oficial superior da Polícia Militar, também ocupou o cargo de comandante-geral da PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul). Na Assembleia, sua atuação é concentrada na valorização das forças de segurança, no combate à criminalidade, na defesa do agronegócio e em pautas conservadoras. Lucas de Lima (PL) Lucas de Lima foi releito deputado estadual; O resultado confirma sua permanência na Assembleia Legislativa. Em 2022, ele foi eleito com 26.575 votos. Radialista e comunicador popular, tem forte presença eleitoral em Campo Grande. Iniciou a trajetória política como vereador da Capital e, na Assembleia, atua principalmente em defesa da causa animal, do meio ambiente, da saúde e de demandas comunitárias. Daverson Matos (PL) Novidade na Alems, Daverson Munhoz de Matos (PL) foi eleito deputado estadual em 2026. Advogado, ele entrou na política municipal como vereador de Rio Brilhante e passou a atuar no Legislativo com foco em pautas ligadas à fiscalização, segurança pública e defesa de princípios conservadores, com o apoio de Nikolas Ferreira. Em 2026, deixou a Câmara Municipal para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Pedro Caravina (PSDB) Pedro Caravina (PSDB) se reelegeu deputado estadual. A votação garante seu retorno ou permanência na Assembleia, após ter conquistado mais de 23 mil votos em 2022. Delegado da Polícia Civil e ex-prefeito de Bataguassu por dois mandatos, presidiu a Assomasul (Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul) e comandou a Secretaria de Estado de Governo e Gestão Estratégica. Sua atuação política é voltada à segurança pública, ao municipalismo e ao fortalecimento dos municípios do interior. Odilon Ribeiro (PL) O ex-prefeito de Aquidauanda, Odilon Ribeiro foi eleito deputado estadual. A eleição representa seu retorno ou sua reeleição para o Legislativo estadual, após o resultado obtido em 2022. Empresário e produtor rural, tem base política em Aquidauana e na região do Pantanal, onde foi prefeito por dois mandatos. Sua atuação é ligada ao municipalismo, ao agronegócio, ao ecoturismo e à infraestrutura regional. Zé Teixeira (PL) Com base eleitoral em Dourados e na região sul do Estado, Zé Teixeira foi eleito deputado estadual com, ficando em primeiro lugar. A votação renova sua trajetória na Assembleia Legislativa para mais quatro anos de mandato.  Produtor rural com forte inserção política, Zé Teixeira já exerceu a 1ª Secretaria da Alems e atua, principalmente, em pautas relacionadas ao agronegócio, à infraestrutura rural e à segurança jurídica no campo. Jamilson Name (PP) Jamilson Name também foi reeleito para a Alems. Nas últimas eleições estaduais, em 2022, Name recebeu 26.394 votos. Empresário, possui bases eleitorais em Campo Grande e no interior. Na Assembleia, atua em pautas como incentivo ao esporte, assistência social, saúde pública e apoio ao pequeno empreendedor. Teve a candidatura cancelada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) às vésperas da eleição e concorre sub judice . Gerson Claro (PP) Atual presidente da Alems desde 2023, Gerson Claro foi reeleito para novo mandato de deputado estadual. Advogado e professor, foi diretor-presidente do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul). Tem atuação marcada pelo municipalismo, pela articulação política e pela defesa de investimentos para os municípios. Renato Câmara (Republicanos) Renato Câmara (Republicanos) foi reeleito deputado estadual em 2026 para o quarto mandato consecutivo na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Ex-prefeito de Ivinhema por dois mandatos, construiu sua trajetória política com forte atuação municipalista e ligação com o setor produtivo. Na Assembleia, é líder da bancada do Republicanos e tem atuação voltada à regularização fundiária, desenvolvimento regional, produção rural e defesa dos municípios. Também se destaca pela destinação de emendas parlamentares para entidades, escolas, associações e instituições sociais, além da participação em frentes parlamentares e projetos voltados ao setor produtivo.   Ângelo Guerreiro (PSDB) Com forte liderança no Bolsão, o ex-prefeito de Três Lagoas Ângelo Guerreiro conquistou uma cadeira no legislativo estadual. Artesão e empresário, foi vereador, deputado estadual e prefeito de Três Lagoas por dois mandatos. Sua atuação é ligada a pautas como industrialização, saúde e assistência social. Lídio Lopes (Avante) Lídio Lopes foi reeleito deputado estadual. Advogado e servidor público, é casado com a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes, e tem forte base eleitoral no segmento evangélico. Atua em pautas sociais, na defesa da família, do terceiro setor e da representação parlamentar de Mato Grosso do Sul. Pedro Kemp (PT) Pedro Kemp permanecerá como deputado estadual. Psicólogo e professor, Kemp tem longa trajetória como parlamentar estadual em Mato Grosso do Sul. Foi secretário de Estado de Educação e vereador em Campo Grande. Na Assembleia, atua na defesa da educação pública, dos direitos humanos, do funcionalismo público e da assistência social. Pedro Pedrossian Neto (Republicanos) Pedro Pedrossian Neto também foi reeleito. Em sua estreia na Assembleia, em 2022, obteve 15.925 votos. Economista e professor universitário, foi secretário municipal de Finanças e Planejamento de Campo Grande e é neto do ex-governador Pedro Pedrossian. Atua em pautas relacionadas à gestão fiscal, ao desenvolvimento econômico e à mobilidade urbana. Paulo Corrêa (PL) Ex-presidente da Alems, Paulo Corrêa também renovará seu mandato em Mato Grosso do Sul. Em 2022, foi um dos mais votados na disputa. Engenheiro civil, também exerceu a 1ª Secretaria da Casa e tem bases eleitorais na Capital e no interior. Atua em pautas como atração de indústrias, meio ambiente, turismo e infraestrutura. Paulo Duarte (PSDB) Paulo Duarte retornará à Alems em 2027 entre os eleitos. Economista e auditor fiscal da Receita Estadual, foi secretário de Estado da Fazenda, de Infraestrutura e de Governo em Mato Grosso do Sul, além de prefeito de Corumbá. Sua atuação é ligada ao Pantanal, à gestão tributária e ao desenvolvimento do ecoturismo. Márcio Fernandes (PL) Márcio Fernandes foi releito deputado estadual, cargo que ocupa desde 2007. Médico veterinário, tem trajetória parlamentar voltada à causa animal, ao agronegócio, ao fortalecimento da bacia leiteira, à juventude e à defesa dos direitos do consumidor. Gleice Jane (PT)  Gleice Jane (PT) foi eleita deputada estadual em 2026, garantindo a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Professora da rede pública e formada em Letras pela Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS), com especialização em Educação e Inclusão pela UFGD, construiu sua trajetória política a partir do movimento estudantil, sindical e de mulheres. Foi a primeira mulher a presidir o Diretório Central dos Estudantes da UEMS e comandou o Simted de Dourados entre 2015 e 2018, além de integrar a direção da CUT-MS.  Em 2022, recebeu 9.767 votos para deputada estadual e assumiu a vaga de Amarildo Cruz após a morte do parlamentar, em abril de 2023, tornando-se a primeira mulher do PT a ocupar uma cadeira na Assembleia de MS. No mandato, concentrou a atuação em educação, direitos das mulheres e dos trabalhadores, povos indígenas, meio ambiente, agricultura familiar e direitos da população LGBTQIAPN+. Em 2025, também se tornou a primeira mulher a liderar a bancada do PT na Assembleia.  Londres Machado (PP) Um dos deputados com atuação mais duradoura em Mato Grosso do Sul, Londres Machado retornará à Alems em 2027. Liderança histórica da política sul-mato-grossense, presidiu a Assembleia Legislativa em diversas ocasiões, exerceu interinamente o Governo do Estado e integrou a Assembleia Constituinte de Mato Grosso do Sul. Com base consolidada no interior e na faixa de fronteira, atua no fortalecimento institucional e na defesa dos municípios. André Salineiro (PL) André Salineiro (PL) foi eleito deputado estadual em 2026. Policial federal e vereador de Campo Grande, construiu sua trajetória política com atuação voltada principalmente à segurança pública e pautas conservadoras. Foi o vereador mais votado de Mato Grosso do Sul em 2016 e retornou à Câmara Municipal em 2024.  Tiago Botelho (PT) Tiago Botelho estreará na Assembleia Legislativa. Advogado e professor universitário, tem base eleitoral em Dourados, onde disputou a prefeitura em 2024. Já ocupou o cargo de superintendente do Patrimônio da União em Mato Grosso do Sul e é considerado uma das novas lideranças do PT no Estado. Suas principais pautas são a educação pública, os direitos humanos e a juventude. Em 2022, disputou o Senado e recebeu 178.778 votos, equivalentes a 13,07%. Gianni Nogueira (PL) Gianni Nogueira (PL) foi eleita deputada estadual em 2026. Advogada, produtora rural e vice-prefeita de Dourados, construiu sua trajetória política ligada à defesa do agronegócio, da segurança pública, do desenvolvimento regional e do fortalecimento dos municípios. Natural de Dourados, foi eleita vice-prefeita em 2024 na chapa de Marçal Filho.  Rinaldo Modesto (União) Professor Rinaldo Modesto (União Brasil) foi eleito deputado estadual em 2026 para mais um mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul. Natural de Glória de Dourados e criado em Culturama, distrito de Fátima do Sul, chegou a Campo Grande ainda jovem, onde trabalhou como servente de pedreiro, cobrador de ônibus, guarda do Hospital Universitário, técnico administrativo da UFMS e professor da rede estadual, atividade que deu origem ao nome político pelo qual ficou conhecido. Antes de chegar à Assembleia, foi líder comunitário e vereador da Capital. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 2006, acumulou mandatos no Legislativo estadual, com atuação especialmente ligada à educação, direitos humanos, valorização da família e combate às drogas e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
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Motocicleta bate em muro e jovem morre ao ser arremessado em árvore
Marcos Paulo Barroso Pires, 21 anos, morreu na madrugada deste domingo (4), em mais um acidente de trânsito registrado em Mato Grosso do Sul. Desta vez, a batida aconteceu em Cassilândia, município localizado a 418 quilômetros de Campo Grande. O jovem estava em uma motocicleta que perdeu o controle e colidiu contra o muro de uma residência no Bairro Centro. Conforme o boletim de ocorrência, o acidente aconteceu por volta das 2h, no cruzamento das Ruas Sebastião Leal e Goiás. Marcos Paulo e uma jovem, identificada como Angeliny Ferreira da Silva Borgen, trafegavam em uma Honda CG 160 Fan azul no sentido Vila Pernambuco. Informações preliminares colhidas pela Polícia Civil apontam que Angeliny estaria pilotando o veículo pertencente a Marcos no momento em que perdeu o controle da direção e atingiu o muro. Com o impacto, Marcos Paulo foi arremessado para perto de uma árvore e morreu no local antes da chegada do socorro. Já Angeliny foi socorrida por equipes do Corpo de Bombeiros Militar e encaminhada em estado grave para a Santa Casa de Cassilândia. A Polícia Militar isolou a área até a chegada da Perícia Criminal de Paranaíba. A motocicleta e os pertences do jovem foram liberados no local para o tio da vítima fatal. O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Cassilândia como "praticar homicídio culposo na direção de veículo automotor" e segue sob investigação para apurar as causas exatas do acidente.
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Chuva com ventos fortes alaga escolas durante votação
Pelo menos duas escolas de Campo Grande tiveram a votação tumultuada pela manhã por conta do temporal na cidade. Ambas tiveram pequenos alagamentos. Houve transtorno na Escola Municipal Arassuay, na Vila Manoel da Costa Lima, e na Escola Municipal Rachid Saldanha Darzi, que também ficou sem energia nas eleições. Como as urnas funcionam a bateria, a votação seguiu normalmente. Na Arassuay, a chuva acompanhada de ventos fortes fez cartazes voarem e dificultou a chegada dos eleitores, que mesmo debaixo do telhado, não conseguiram escapar da água. Enquanto os eleitores tentavam acessar a escola, funcionários e mesários trabalhavam para retirar a água acumulada no chão. A medida buscava evitar que a água avançasse para dentro das salas de aula, onde funcionavam as seções eleitorais. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) já havia divulgado dois alertas de tempestade para o domingo de eleição: um amarelo, de perigo potencial, e outro laranja, que indica perigo e condições meteorológicas mais severas. O alerta amarelo previa chuva entre 20 e 30 milímetros por hora ou acumulado de até 50 milímetros ao longo do dia. Também havia previsão de ventos entre 40 e 60 km/h e possibilidade de queda de granizo. Já o alerta laranja indicava condições mais severas em parte de Mato Grosso do Sul, com previsão de chuva entre 30 e 60 milímetros por hora ou acumulados de 50 a 100 milímetros no dia. As rajadas de vento poderiam variar entre 60 e 100 km/h, também com possibilidade de granizo.
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MS deve conhecer até às 18h todos os eleitos deste domingo
Duas horas. Esse é o prazo estimado para que Mato Grosso do Sul conheça todos os eleitos neste domingo (4), caso a votação seja encerrada normalmente às 16h. A previsão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) é de que, até as 18h, estejam definidos os resultados para presidente, governador, Senado, Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa.  A estimativa foi apresentada pelo juiz auxiliar da Presidência do TRE-MS, Luiz Felipe Medeiros. Como Mato Grosso do Sul está uma hora atrás de Brasília, a votação começou às 7h e termina às 16h no horário local. Quem estiver na fila nesse momento ainda poderá votar, e justamente a formação de filas no fim do dia é um dos fatores que podem atrasar o início da totalização.  “Se a gente terminar a eleição às 16h, a nossa expectativa técnica é que até as 18h a gente já tenha todos os resultados”, afirmou Medeiros em entrevista ao podcast Na Íntegra . A previsão das 18h inclui inclusive as disputas proporcionais, que exigem uma etapa a mais de cálculo. Para definir os eleitos a deputado federal e estadual, não basta simplesmente ordenar os candidatos mais votados. É necessário considerar os quocientes eleitoral e partidário e a distribuição das cadeiras entre partidos e federações. Mato Grosso do Sul elegerá oito deputados federais e 24 estaduais.  Se as últimas eleições servirem como referência, alguns resultados podem aparecer bem antes das 18h. No segundo turno de 2022, Mato Grosso do Sul foi o primeiro Estado do País a definir matematicamente o governador eleito. Eduardo Riedel foi declarado eleito por volta das 17h10, quando aproximadamente 91% das urnas haviam sido apuradas. Naquele ano, a votação também terminou às 16h no horário de Mato Grosso do Sul. Ou seja, a definição ocorreu pouco mais de uma hora depois do fechamento das urnas.  Nas eleições municipais de 2024, a resposta veio ainda mais rápido em Campo Grande. As urnas fecharam às 16h e, às 16h57, Adriane Lopes (PP) já estava matematicamente reeleita prefeita da Capital, após uma disputa apertada contra Rose Modesto (União). A diferença final foi de 12.587 votos. O próprio TRE-MS avaliou na ocasião que a velocidade estava dentro do esperado. A Justiça Eleitoral trabalhava com a previsão de ter os votos contabilizados por volta das 17h.  Neste domingo, entretanto, a operação é mais complexa. Diferentemente de um segundo turno municipal, quando o eleitor escolhe apenas um candidato, cada sul-mato-grossense precisa fazer seis escolhas: deputado federal, deputado estadual, dois candidatos ao Senado, governador e presidente da República.
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Briga por retrovisor termina com garoto de 14 anos baleado na cabeça
Uma discussão por um retrovisor danificado no trânsito terminou em tentativa de homicídio e deixou um adolescente de 14 anos gravemente ferido na cabeça, na noite de sábado (3), no Bairro Portal Caiobá, em Campo Grande. O autor dos disparos, Thalison Martin Genovez, de 33 anos, foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Conforme o boletim de ocorrência, a confusão teve início após um incidente no trânsito em que Thalison quebrou o retrovisor do carro conduzido por uma jovem de 20 anos. Para tentar resolver a situação de forma amigável e acertar o ressarcimento do prejuízo, a motorista e o irmão de 14 anos, retornaram ao local acompanhados de familiares. Nas imediações de uma conveniência na Rua Francisco Antônio de Souza, a família encontrou Thalison e iniciou-se uma discussão entre ele e um jovem de 17 anos. Durante o desentendimento, o homem sacou um revólver da cintura e disparou contra o adolescente, que conseguiu se esquivar e não foi atingido. As outras vítimas tentaram fugir do local em uma motocicleta e no automóvel da jovem. Thalison, contudo, passou a perseguir o grupo e efetuou novos disparos contra o veículo em movimento. Um dos tiros perfurou o para-brisa do carro e atingiu o garoto de 14 anos na região posterior da cabeça.  Um rapaz de 19 anos também foi atingido de raspão na região do rosto. Outros três ocupantes do veículo saíram ilesos.  O adolescente foi socorrido e transferido em estado grave para a Santa Casa de Campo Grande, onde permanece internado com o projétil alojado. O estado de saúde é considerado grave.  Equipe da 10ª Companhia Independente Polícia Militar realizou buscas pela região e localizou Thalison a poucas quadras do local do crime. Na abordagem informal, ele confessou o ato e relatou ter utilizado um revólver calibre .38, alegando ter entregue a arma para um terceiro conhecido como "José". Encaminhado à Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Cepol, Thalison preferiu exercer o direito constitucional de permanecer em silêncio durante o interrogatório formal. Ele foi autuado em flagrante pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil na forma tentada e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.  A Polícia Civil representou pela decretação da prisão preventiva do indiciado.
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Temporal alaga trechos de vias e desliga semáforos em Campo Grande
A chuva forte que atingiu Campo Grande na manhã deste domingo (4), dia do primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, provocou acúmulo de água em diferentes pontos da cidade e complicou o trânsito. No cruzamento das ruas Rui Barbosa e Pernambuco, na região central, o semáforo estava desligado durante o temporal. A Rua Arthur Jorge, na região do bairro São Francisco, já apresentava alagamento.  Imagens registradas pela reportagem mostram motoristas atravessando o cruzamento com o conjunto semafórico apagado em meio à chuva. Em outros pontos da Capital, o volume de água também exigia atenção de quem circulava pelas ruas. Nos bairros Jardim Paulista e Universitário, vias ficaram com grande quantidade de água sobre a pista. Veículos precisavam reduzir a velocidade para atravessar os trechos, levantando água durante a passagem. Chuva também dificulta caminho até as urnas. Na Avenida Nelly Martins, na região da Via Park, antes de chegar à Avenida Mato Grosso, a fonoaudióloga Miriã Ribeiro, de 42 anos, registrou um trecho tomado pela água enquanto seguia para o local de votação. Segundo ela, alguns motoristas conseguiram atravessar, enquanto outros preferiram voltar. Miriã também enfrentou o caminho e conseguiu chegar à escola onde votaria. Moradora da região do Carandá Bosque, ela conta que percebeu dificuldades provocadas pela chuva até nas proximidades da escola. Mas havia um motivo especial para não desistir do trajeto: Miriã levava o filho, Nicolas Marcelino, de 16 anos, para votar pela primeira vez. Mãe e filho votaram na mesma seção eleitoral. Para ela, acompanhar Nicolas justamente em sua estreia nas urnas tornou a manhã ainda mais especial. Dados do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) mostram que o maior acumulado informado até esta manhã entre os pontos consultados pela reportagem era de 15,8 milímetros na região do Córrego Anhanduizinho. No Bairro Universitário, o volume chegava a 14,4 milímetros, enquanto o Jardim Panamá registrava 6,6 milímetros. O próprio Cemaden aponta para este domingo possibilidade moderada de ocorrências hidrológicas na região de Campo Grande. A previsão considera a possibilidade de pancadas de forte intensidade capazes de provocar alagamentos urbanos, enxurradas e extravasamentos pontuais de córregos. Serviços e Informações do Brasil A chuva já estava prevista para a Capital. Conforme consulta ao Climatempo, a estimativa para este domingo é de tempo severo, com chuva forte e trovoadas. A previsão indica aproximadamente 50 milímetros ao longo do dia, com temperaturas entre 23°C e 26°C. A tendência é de diminuição da intensidade durante a noite, mas sem interrupção completa da chuva. A instabilidade deve continuar no início da semana. Para segunda-feira, a previsão apresentada pelo Climatempo indica chuva forte pela manhã, possibilidade de aberturas de sol à tarde e novas pancadas até a noite, com acumulado estimado em 35,1 milímetros e temperaturas entre 22°C e 27°C.  Na terça-feira, a previsão é de aproximadamente 29,9 milímetros. O dia deve ter períodos de sol entre nuvens, mas com possibilidade de chuva rápida durante o dia e à noite.
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Nova Lima deixa estigmas para trás e mostra que sabe fazer festa
A primeira edição da ExpoNorte movimentou o Nova Lima neste sábado (3) e mostrou que a região norte de Campo Grande vem deixando para trás antigos estigmas para ganhar espaço no calendário de grandes eventos da Capital. Com estrutura e público, a estreia reforçou o potencial da região para receber cada vez mais atrações. Bora ver como foi? Dá o play aí.
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Campo Grande News - Conteúdo de Verdade [Unofficial] @campograndenews.com.br.web.brid.gy · 04/10/2026
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Antes das urnas abrirem, auditores iniciam rotina de fiscalização no TRE
Enquanto os eleitores se preparavam para ir às urnas neste domingo (4), o movimento começou cedo no TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul). Entre os profissionais mobilizados para acompanhar o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 estão os auditores responsáveis por realizar simulações de votação e verificar o funcionamento das urnas eletrônicas. Um deles é Edson Cairi Simões, oficial de Justiça do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), que participa do trabalho de auditoria pelo terceiro pleito. Logo nas primeiras horas da manhã, ele já estava no TRE-MS para preparar o ambiente onde seria realizado o procedimento. “Minha função aqui vai ser fazer a simulação de votação nas urnas, para fazer a autenticação da votação. Todos os anos a gente trabalha nessa função. Já tem umas três eleições que faço esse trabalho”, explicou. Segundo Edson, as urnas utilizadas no procedimento são equipamentos oficiais disponibilizados pela Justiça Eleitoral após sorteio. A equipe realiza uma votação simulada para conferir o funcionamento dos equipamentos e a correspondência dos votos registrados. “Nosso serviço é fazer a autenticação do funcionamento dessas urnas através da votação simulada”, afirmou. O trabalho exige que os profissionais cheguem antes do início da votação. Além da preparação dos equipamentos e do espaço, o procedimento é transmitido para permitir o acompanhamento público. “A gente tem que chegar cedo porque precisa preparar o ambiente de trabalho. Todo o nosso trabalho é transmitido para a sociedade ver como funciona, como as urnas realmente funcionam e a autenticidade dos votos”, disse. Oficial de Justiça, Edson destacou que a participação no processo eleitoral é uma atividade diferente de sua rotina profissional e classificou o trabalho como um ato cívico. “É um prazer ajudar nas eleições, porque é um ato cívico, mas também é ajudar toda a nossa nação a escolher o melhor governo”, afirmou. Para ele, quem acompanha o processo de perto também percebe a responsabilidade envolvida no dia da votação. “Quem trabalha tem o sentimento da importância, da relevância do trabalho que é feito, que é muito importante para o Brasil”, completou. Neste domingo, os eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas para escolher deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República.
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Votação começa com chuva no maior colégio eleitoral do interior de MS
O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 começou com chuva neste domingo (4) em Dourados, maior colégio eleitoral do interior de Mato Grosso do Sul, com 166.157 eleitores aptos. A precipitação começou por volta de 4h e, conforme o Guia Clima, da Embrapa Agropecuária Oeste, já acumula 40 milímetros. Apesar de fortes trovoadas, a estação agrometeorológica da Embrapa registrou vento de apenas 7,5 quilômetros por hora. Único registro de estrago até agora é a queda de uma árvore no interior do Parque Antenor Martins, mas atingiu o cercado e os galhos caíram sobre parte da pista, na Rua José Roberto Teixeira, no Jardim Flórida. Eleições em Dourados Segundo dados atualizados do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul), o segundo maior colégio eleitoral do Estado terá 82 locais de votação e 588 seções eleitorais. A votação começou às 7h e termina às 16h, no horário de Mato Grosso do Sul, equivalente ao período das 8h às 17h pelo horário de Brasília. Quem chegar ao local e estiver na fila até as 16h terá assegurado o direito de votar. Caso seja necessário segundo turno para presidente da República ou governador, a nova votação será realizada em 25 de outubro. O eleitorado douradense está dividido entre duas zonas eleitorais. A 18ª Zona Eleitoral concentra a maior parte , com 92.940 eleitores, distribuídos por 334 seções e 46 locais de votação. Já a 43ª Zona Eleitoral reúne 73.217 eleitores, com 254 seções funcionando em 36 locais. A soma chega aos 166.157 eleitores, 588 seções e 82 locais existentes no município. Os números constavam no Sistema Elo da Justiça Eleitoral na manhã de quinta-feira (1º). A abrangência das duas zonas vai além dos limites de Dourados. A 18ª também é responsável por Douradina, enquanto a 43ª atende Itaporã e Laguna Carapã. Considerando apenas Dourados, porém, entram na conta os 166,1 mil eleitores citados pela Justiça Eleitoral. Candidatos Além do tamanho do eleitorado, a eleição deste ano coloca novamente candidatos com base e domicílio eleitoral em Dourados na disputa por cadeiras na Alems (Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul) e na Câmara dos Deputados. Entre os deputados estaduais ligados diretamente ao município e que tentam permanecer na Assembleia estão Zé Teixeira (PL), Renato Câmara (Republicanos), Lia Nogueira (PSDB) e Gleice Jane (PT). Renato, que construiu parte da carreira política em Ivinhema, transferiu posteriormente o domicílio eleitoral para Dourados. A disputa estadual também ganhou novos nomes de Dourados. Entre eles estão a vice-prefeita Gianni Nogueira (PL), Bárbara Resende (União Brasil), Tiago Botelho (PT), os vereadores Marcelo Mourão (PL) e Rubens de Prates (PL) e o ex-vereador Aurélio Bonatto (Avante). Para a Câmara dos Deputados, dois parlamentares com base em Dourados tentam a reeleição: Geraldo Resende (União Brasil) e Rodolfo Nogueira (PL). Também estão na disputa nomes da política municipal, entre eles o ex-prefeito Alan Guedes (PP) e os vereadores Elias Ishy (PT) e Isa Marcondes (Republicanos). O deputado federal Marcos Pollon (PL) e a senadora Soraya Thronicke (PSB), candidatos à reeleição, nasceram em Dourados, mas têm domicílio eleitoral em Campo Grande, conforme registros divulgados durante a campanha. Por isso, não entram na relação de candidaturas com domicílio no município apenas pelo fato de serem douradenses. Dourados também está representada na disputa majoritária pelo atual vice-governador José Carlos Barbosa, o Barbosinha (Republicanos), que possui domicílio eleitoral no município e novamente integra como candidato a vice a chapa encabeçada pelo governador Eduardo Riedel (PP). Outro postulante com domicílio eleitoral em Dourados e que disputa a eleição majoritária é Jeferson Bezerra, candidato a governador pelo Agir. Seis escolhas na urna O tamanho da votação é um dos pontos que exigem atenção neste ano. Cada eleitor fará seis escolhas, porque duas das três cadeiras de Mato Grosso do Sul no Senado estão sendo renovadas. A sequência na urna será: deputado federal, deputado estadual, senador na primeira vaga, senador na segunda vaga, governador e presidente da República. Para deputado federal, o número tem quatro dígitos; para deputado estadual, cinco; para senador, três; e para governador e presidente, dois. No caso do Senado, o eleitor precisa escolher dois candidatos diferentes. Se repetir o mesmo número nas duas etapas destinadas ao Senado, o segundo voto será anulado. A recomendação da Justiça Eleitoral é levar uma colinha de papel com os números na ordem em que aparecerão na urna. Além de diminuir a possibilidade de erro, a medida pode agilizar a passagem pela cabine e reduzir filas. A urna usada em 2026 também apresenta uma barra de progresso na parte superior da tela, indicando quais cargos já foram preenchidos e quantos ainda faltam. Documento e celular Não é obrigatório apresentar o título eleitoral impresso. Para votar, o eleitor deve apresentar documento oficial com foto. O e-Título também pode ser utilizado para identificação quando apresentar fotografia do eleitor. A situação eleitoral e o local de votação podem ser conferidos antecipadamente pelo aplicativo ou pelos serviços de consulta da Justiça Eleitoral. O celular, porém, não acompanha o eleitor até a urna. Telefones, máquinas fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de registrar o voto devem ser desligados e deixados no local indicado pelos mesários antes da entrada na cabine. Quem se recusar a entregar o aparelho não poderá votar naquele momento, e a ocorrência poderá ser registrada em ata. A regra existe para preservar o sigilo do voto e impedir que imagens sejam utilizadas, por exemplo, como comprovação da escolha feita pelo eleitor. Por esse motivo, quem pretende consultar números de candidatos deve levar as anotações em papel, e não deixar a "cola" armazenada apenas no telefone. Confira onde votar Mesmo quem vota há anos no mesmo lugar deve consultar novamente zona, seção e endereço antes de sair de casa. O TRE-MS informou que houve alterações provisórias de locais de votação em Mato Grosso do Sul para as eleições deste ano e recomenda a conferência antecipada pelo e-Título ou pelo Autoatendimento Eleitoral. Em Dourados, a Central de Atendimento ao Eleitor funciona na Rua Montese, 435, Jardim Londrina, mesmo endereço onde estão sediadas as zonas eleitorais. A consulta ao local de votação também pode ser feita pela internet usando o nome do eleitor ou o número do título. Dourados é ainda um dos dois municípios de Mato Grosso do Sul habilitados para receber voto em trânsito, ao lado de Campo Grande. O serviço, no entanto, só poderá ser utilizado por quem fez a solicitação antecipadamente, dentro do prazo encerrado em 20 de agosto. Na cidade, o ponto definido para essa modalidade é a Paróquia São José Operário, no cruzamento da Avenida Marcelino Pires com Rua Floriano Peixoto. Neste dia de eleição, o eleitor pode manifestar individual e silenciosamente sua preferência por candidato, partido, coligação ou federação. Já práticas como boca de urna, arregimentação de eleitores e propaganda destinada a influenciar o voto no próprio dia da eleição são proibidas pela legislação eleitoral. As regras para o primeiro turno estão disciplinadas pela Resolução 23.759/2026 do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Com o fechamento das urnas às 16h no horário de Mato Grosso do Sul, começa a etapa de transmissão e totalização dos votos. Dourados terá pontos próprios de transmissão vinculados às duas zonas eleitorais, incluindo as sedes da 18ª e da 43ª zonas e unidades instaladas em locais definidos pela Justiça Eleitoral. Para evitar imprevistos, a principal orientação é simples: conferir previamente onde votar, separar um documento com foto, anotar em papel os números dos candidatos e lembrar que, desta vez, serão seis escolhas na urna, incluindo dois votos diferentes para o Senado.
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Fã de System of a Down põe o rock na chapa e cria o 'Sistem of a Dog'
Quem bate o olho no nome Sistem of a Dog provavelmente percebe a referência antes mesmo de chegar perto da chapa. O trocadilho com System of a Down nasceu do gosto de Valdemir Júnior, de 39 anos, pelo rock e acabou dando identidade ao negócio de cachorro-quente que ele começou a levar para feiras e eventos de Campo Grande há cerca de três meses. Engenheiro de produção e informação, Valdemir atualmente se apresenta também como empreendedor. A mudança profissional não começou exatamente por escolha. No início deste ano, ele foi desligado da empresa onde trabalhava e decidiu que não queria procurar outro emprego com carteira assinada. A saída foi recuperar um projeto que havia deixado pelo caminho uma década antes. A primeira tentativa aconteceu em 2016. Na época, Valdemir era funcionário concursado dos Correios e começou a vender cachorro-quente como complemento da renda. A experiência durou apenas dois meses, apesar de, segundo ele, ter apresentado bons resultados. O trabalho fixo falou mais alto naquele momento e o pequeno negócio foi interrompido. Em 2019, ele pediu desligamento dos Correios para trabalhar em sua área de formação. A ideia de ter o próprio negócio continuou guardada até o desemprego, no começo de 2026, mudar novamente os planos. “Fiquei desempregado e falei: ‘Não vou mais voltar para a CLT. Acho que vou voltar naquele projeto lá de 2016 para ver se dá certo’”, recorda. System of a quê? -  Com a decisão tomada, vieram os equipamentos, o planejamento dos produtos e uma questão fundamental: faltava batizar o negócio. Valdemir queria que o nome carregasse alguma coisa de sua personalidade e foi procurar inspiração justamente nas músicas que gosta de ouvir. A primeira ideia também brincava com o inglês. “Eu sou roqueiro, gosto de rock. O primeiro nome seria Sleepy Dog. Aí eu pensei: ‘Não, acho que Sleepy Dog não vai colar’”, conta. Foi então que surgiu System of a Dog, trocadilho direto com o nome da banda de rock System of a Down. Para Valdemir, a segunda opção tinha mais personalidade e combinava melhor com a proposta. “System of a Dog colou mais, ficou mais legal”, resume. Assim, o rock saiu dos fones e foi parar na identidade de um carrinho de cachorro-quente. O retorno à gastronomia começou no fim de junho. Os primeiros compromissos foram pequenos eventos realizados em condomínios. Com três meses de atividade, Valdemir passou a ocupar também feiras maiores, incluindo eventos culturais, de economia criativa e feiras livres realizadas em bairros de Campo Grande. A referência musical não ficou apenas no nome do negócio. No cardápio, Valdemir mantém o “Sistem Dog” como base dos cachorros-quentes, com versões simples e dupla, vendidas por R$ 13 e R$ 15. Os dois levam molho artesanal, salsicha, muçarela, milho, vinagrete e batata palha. Com purê de batata, os valores passam para R$ 15 e R$ 17, respectivamente. Para quem prefere versões mais reforçadas, o cardápio ainda tem combinações com bacon, Catupiry, cheddar e costela desfiada. O Bacon Dog, referência à música B.OB, custa a partir de R$ 18, enquanto as opções com bacon e Catupiry variam de R$ 20 a R$ 22. Entre as novidades estão o Costela Cheddar Dog, por R$ 24 na versão simples e R$ 26 na dupla, e o Costela Purê Dog, que sai por R$ 25 ou R$ 27. O molho artesanal aparece como ingrediente comum nas diferentes versões e faz parte da proposta de Valdemir de dar uma identidade própria ao cachorro-quente. Também é possível acrescentar ingredientes separadamente, como salsicha, muçarela, bacon, purê de batata, costela desfiada, Catupiry e cheddar, com adicionais que variam de R$ 2 a R$ 6. Embora o cachorro-quente tenha sido o escolhido para a retomada, o desejo de Valdemir era mais amplo. “Eu queria empreender em alguma coisa na gastronomia”, explica. Cozinhar já fazia parte de seus interesses, e a experiência de 2016 serviu como ponto de partida para decidir o que colocar novamente à venda. Antes de retornar, ele diz ter analisado quais produtos apareciam com maior frequência nos eventos e onde poderia encontrar espaço. Pastéis e espetinhos, por exemplo, já tinham presença consolidada. Na avaliação dele, havia margem para investir no cachorro-quente. “Eu falei: ‘Acho que vai ser de novo o hot dog. É um segmento que falta muito nos eventos’”, conta. Rock, molho e segunda tentativa - Desta vez, porém, Valdemir quis voltar com uma proposta mais planejada. Ele passou a pensar na composição dos lanches, na escolha dos ingredientes e em maneiras de diferenciar o produto. Uma delas foi apostar em molho artesanal e dedicar mais atenção à preparação. “Eu vou fazer um diferencial, colocar produtos de qualidade, material de qualidade, meu molho vai ser artesanal. Colocar carinho e fazer aquilo que você gosta faz sentido”, afirma. Para ele, trabalhar com comida também resolveu uma questão que já estava definida antes mesmo da escolha pelo cachorro-quente. “Eu gosto de gastronomia, eu adoro cozinhar". Dez anos depois da primeira tentativa, Valdemir voltou ao mesmo produto, mas em uma fase completamente diferente da vida. O projeto que começou como renda extra de um funcionário dos Correios agora é sua principal aposta profissional. E, se naquela época o negócio durou apenas dois meses, desta vez ele pretende seguir.  “Quando decidi empreender, tinha certeza de que seria algo voltado para gastronomia. Acabei retornando este ano e está dando super certo”, finaliza. Para acompanhar onde o System of a Dog estará, o empreendedor mantém o perfil @sistemofadog_cg no Instagram.
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Motociclista morre no hospital após bater em Kombi estacionada
Matheus de Jesus Franco, 22 anos, morreu na madrugada deste domingo (4) após colidir contra uma Kombi estacionada na Rua Antônio Corrêa da Costa, no Bairro São Bento, em Sidrolândia, a 71 quilômetros de Campo Grande. Conforme o boletim de ocorrência, Matheus pilotava uma motocicleta, que a família acredita ser uma Honda Fan 160,  por volta das 3h30, na altura do número 235, próximo a uma conveniência, quando atingiu o veículo VW Kombi que estava estacionado. O rapaz foi socorrido por uma equipe do Corpo de Bombeiros. Durante o trajeto até o Hospital Elmíria Silvério, Matheus sofreu uma parada cardiorrespiratória e precisou passar por manobras de reanimação. Ao dar entrada na unidade hospitalar, sofreu uma nova parada e não resistiu. A Polícia Militar não chegou a ser acionada para o local no momento da batida. O tio da vítima esteve na delegacia para registrar o caso. O corpo foi encaminhado ao Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) de Campo Grande para exame necroscópico. O caso foi registrado como sinistro de trânsito com vítima fatal provocado pela própria vítima na Delegacia de Polícia Civil de Sidrolândia.
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Eleitor chega às 4h30 e garante 1º lugar na fila por quatro eleições seguidas
Chegar antes do sol nascer para votar já virou tradição para o jardineiro Paulo Sérgio Pires Mourão, de 58 anos. Às 4h30, ele já estava na fila para votar e, pela 4ª eleição consecutiva, garantiu o primeiro lugar na Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, considerada a maior escola eleitoral de Campo Grande. Desta vez, porém, a disputa pela posição foi acirrada: Paulo contou que quase perdeu a liderança para outro eleitor. Na eleição anterior, ele contou que chegou às 3h.  “Quase que perco o primeiro lugar para o meu adversário”, disse brincando. “O importante é a gente vir votar e escolher nossos candidatos, as pessoas que vão comandar por 4 anos, isso é mais importante, o futuro das nossas crianças”, completou. Para ele, a expectativa é que os eleitos estejam comprometidos com as necessidades da população e com a melhoria da cidade. Paulo também defende que os futuros governantes tenham disposição para acompanhar de perto os problemas do município. “Eu espero que façam o melhor para a gente, o melhor para a nossa cidade, uma pessoa para vir, para governar, fazer que nem eu, acordar de manhã, por a camisa e verificar o que a nossa cidade está precisando”, destacou. O jardineiro levou menos de 10 minutos para votar. Entrou na escola às 7h e às 7h11 já estava liberado. Entre os primeiros eleitores a chegar para votar também estava a aposentada Anadir Vieira de Lima, de 80 anos. Ela é a terceira da fila e chegou 5h30. Ela contou que pretendia chegar ainda mais cedo, mas acabou se confundindo com o horário. Mesmo assim, manteve o hábito de votar pela manhã. “Eu ia vim mais cedo, errei no horário. Sempre tento chegar mais cedo e gosto de votar de manhã. Esse ano vou votar para a prova de vida também”, disse. Sobre os candidatos, Anadir afirmou que ainda está indecisa e espera que o resultado represente uma melhora para a população. “Estou na dúvida, estou na coluna do meio. Vai que pensa para um lado e o outro ganha. Espero que muda para melhor”. O vidraceiro Nilton Ibrahaim Alves, de 55 anos, chegou ao local de votação às 5h45 e ocupava a nona posição na fila. Ele contou que transferiu o título de eleitor para a cidade, pois antes votava no interior.  "Eu transferi meu título para cá, eu votava no interior. Eu só venho porque é obrigado, se não fosse eu estava em casa”, pontuou. Sobre a expectativa para o resultado das eleições, Nilton demonstrou ceticismo em relação a possíveis mudanças. "Acredito que não vai ter mudança, nunca muda". Além dos eleitores, quem trabalha durante o pleito também tem expectativas para o dia de votação. O auxiliar administrativo Marcelo Alvez da Cruz, de 44 anos, atua como mesário pela 6ª vez. Para ele, a prioridade é garantir que o processo ocorra de forma tranquila. “Hoje eu espero que corra tudo bem, que seja tranquilo a votação, que vença os melhores candidatos que estão no pleito. A primeira vez que entrei foi como primeiro-secretário. Eu trabalhava no Cras, aí eu fui convocado”, contou. Para o mesário, participar da organização das eleições é uma forma de contribuir com a sociedade e ajudar os eleitores durante a votação. Ele também espera que a participação popular seja expressiva neste pleito. “Para ver se a gente ajuda um pouco, para dar uma orientação, porque se a gente quiser alguma coisa que mude no País, tem que começar a fazer esse tipo de trabalho. Muita gente que deixa de votar, eu peço que hoje dê pouca abstenção”, destacou. Segundo Marcelo, na eleição anterior, a seção em que trabalhou registrou quase 300 ausências. A expectativa, agora, é de que mais eleitores compareçam às urnas. O auxiliar administrativo também comentou a experiência de trabalhar na maior escola eleitoral de Campo Grande.  Apesar de imaginar que o movimento poderia tornar a organização mais difícil, ele avaliou positivamente. “Eu pensei que ia ser bem desorganizado, mas é muito organizado, bem orientado. Nossa equipe de mesário é bem orientado”. Eleitores - Mato Grosso do Sul tem 2.024.884 eleitores aptos a votar, distribuídos em 1.036 locais de votação e 7.272 seções eleitorais. Campo Grande concentra 640.427 eleitores, o equivalente a 31,6% de todo o eleitorado sul-mato-grossense. A votação termina às 16h, no horário local. Na Capital, a Escola Municipal Padre Tomaz Ghirardelli, no Parque Lageado, recebe aproximadamente 8,4 mil eleitores, distribuídos em dezenas de seções. O grande número de votantes faz do local um dos principais pontos de atenção durante o pleito.
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Mega-Sena sorteia prêmio de R$ 82 milhões; confira as dezenas
A Caixa Econômica Federal sorteou na noite deste sábado (3) as seis dezenas do concurso 3.066 da Mega-Sena. O prêmio principal está estimado em R$ 82 milhões. Os números sorteados foram 04 - 06 - 09 - 13 - 28 - 48. O sorteio foi realizado no Espaço da Sorte, em São Paulo (SP). O rateio com a quantidade de apostas vencedoras na faixa principal, na quina e na quadra ainda será divulgado pela Caixa. A aposta simples da Mega-Sena, com seis números, custa R$ 6. Segundo a Caixa, a chance de acertar todas as dezenas com um jogo simples é de uma em 50.063.860. Já quem marca sete números paga R$ 42 e passa a ter uma chance em 7.151.980 de acertar as seis dezenas. Além das casas lotéricas credenciadas, as apostas para os próximos concursos podem ser feitas pelos canais eletrônicos das Loterias Caixa.
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Em carreata pela Afonso Pena, Riedel mira indecisos até o último minuto
O governador Eduardo Riedel (PP) afirmou que vai buscar o voto dos indecisos até o último minuto neste sábado (3), último dia de campanha antes da votação de domingo (4). Durante a concentração de uma carreata nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, o candidato à reeleição demonstrou confiança, mas evitou prever vitória no primeiro turno. “Ganhar no primeiro turno ou não, é o eleitor que vai dizer, é a urna depois de aberta”, afirmou à reportagem. Para Riedel, o resultado será consequência do trabalho realizado durante o mandato e da maneira como apresentou suas propostas e discutiu os assuntos de Mato Grosso do Sul na campanha. “Então, a expectativa é positiva. Agora, população sul-mato-grossense, a decisão é de vocês”, declarou. Na reta final, o governador disse que segue recebendo ligações e conversando com grupos para tentar ampliar o apoio à candidatura. “Até o último minuto, né? Conversando e buscando convencer o máximo de pessoas de que temos o melhor projeto para o Estado.” A concentração começou às 14h30 na Cidade do Natal, e a saída ocorreu às 15h, com destino ao Santuário Perpétuo Socorro. Segundo estimativa da PM (Polícia Militar), cerca de 350 veículos participavam da mobilização e depois, conforme a organização, pelo menos 2 mil veículos aderiram à fila pela Afonso Pena. Dois trios elétricos acompanham o percurso. Em um deles estão Riedel, a senadora Tereza Cristina (PP), Reinaldo Azambuja (PL) e Renan Contar (PL). Participantes usam camisetas de campanha e levam bandeiras. Ao fazer um balanço das viagens, Riedel afirmou que passou pelos 79 municípios sul-mato-grossenses neste ano. Durante os 45 dias de campanha, disse ter visitado “60 e poucos”. O governador avaliou a recepção como positiva e atribuiu o crescimento do Estado ao avanço das pessoas e das empresas. “O Estado cresce como consequência, ele não é o fim”, afirmou. Na avaliação dele, a empregabilidade e o salário médio também contribuíram para esse resultado. “São as pessoas que merecem os parabéns.” Reinaldo Azambuja também destacou a busca pelos eleitores que ainda não decidiram o voto e defendeu a continuidade da gestão estadual. “Claro que ainda tem muitas pessoas indecisas, e precisamos mostrar para elas que têm que votar por Mato Grosso do Sul, pela continuidade do Riedel, mas, principalmente, pelo Brasil”, disse. Segundo ex-governador, sua agenda de campanha incluiu 66 dos 79 municípios. “Acho que foi uma boa caminhada. Estou feliz, acho que vai dar tudo certo amanhã.” Ao comentar o cenário nacional, ele também criticou o STF (Supremo Tribunal Federal), defendendo “colocar o Supremo no lugar dele”. Reinaldo acusou a Corte de interferir na vida dos cidadãos. Já Contar classificou sua campanha como “limpa”, “honesta” e “transparente”. Segundo ele, a preparação para disputar o Senado começou há quatro anos, quando recebeu de Jair Bolsonaro a missão de ser um dos nomes na disputa. Contar citou sua filiação ao PL, a chegada de Reinaldo à legenda, o apoio a Riedel e a articulação de Tereza Cristina como etapas da construção da aliança. Afirmou que esses movimentos foram discutidos com a direção nacional do partido. “Foi realmente um plantio e agora é a hora da colheita. Chegou o dia, o povo quer a mudança, e isso vai acontecer. A gente tem certeza”, declarou. Também foram vistos na mobilização os candidatos a deputado federal Rose Modesto e Jaime Verruck, além dos candidatos a deputado estadual Rinaldo Modesto, Marcelo Miranda e Paulo Corrêa. Equipes da PM e do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul) acompanham a movimentação.
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Em MS, Flávio Bolsonaro tem 51,9% dos votos válidos e Lula aparece com 34,8%
Em Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,9% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 34,8%. Os dados são da pesquisa Campo Grande News/Novo Ibrape , divulgada neste sábado (dia 3). Na sequência, o escritor Augusto Cury (Avante) aparece com 4,7%; Ronaldo Caiado (PSD), com 3,8%; e Renan Santos (Missão), com 2,9%. Zema (Novo) registra 0,8% e Samara (UP), 0,5%. Os candidatos Edmilson Costa (PCB), Rui Costa Pimenta (PCO), Clariana Barão (DC), Leonardo Avalanche (PRTB) e veterinário Wilson Grassi (Democrata) têm 0,1% dos votos válidos, cada.  Na evolução dos votos válidos, Flávio Bolsonaro começou com 48,2% em maio. Manteve 48,2% em julho, subiu para 49,3% em 13 de setembro e chegou a 51,0% em 28 de setembro. Na pesquisa de 2 de outubro, aparece com 51,9%, uma variação de mais 0,9 ponto percentual. Lula tinha 33,6% em maio, passou para 36,7% em julho, caiu para 28,2% em 13 de setembro e voltou a subir para 33,1% em 28 de setembro. Em 2 de outubro, aparece com 34,8%, uma variação de mais 1,7 ponto percentual. Augusto Cury tinha 2,0% em maio, 2,7% em julho, chegou a 6,7% em 13 de setembro e ficou em 6,4% em 28 de setembro. Agora, aparece com 4,7%, uma variação de menos 1,7 ponto percentual. Ronaldo Caiado começou com 7,9% em maio, caiu para 4,7% em julho e chegou a 3,3% em 28 de setembro. Na pesquisa atual, aparece com 3,8%, uma variação de mais 0,5 ponto percentual. Renan Santos tinha 2,7% em maio, chegou a 3,2% em 13 de setembro e ficou em 3,3% em 28 de setembro. Agora aparece com 2,9%, uma variação de menos 0,6 ponto percentual. Pesquisa estimulada Na pesquisa estimulada, Flávio tem 48,2% e Lula 32,3%. Cury registra 4,3%, Caiado (3,6%), Renan (2,7%), Zema (0,7%), Samara (0,5%), Edmilson (0,1%), Rui (0,1%), Clariana (0,1%), Leonardo (0,1%) e Wilson (0,1%). Os indecisos somam 3,8%, enquanto brancos e nulos totalizam 3,4%. Ao longo das pesquisas, os resultados de Flávio foram: 43,0% (março), 42,8% (maio), 42,4% (julho), 45,7% (13 de setembro), 48,1% (28 de setembro) e 48,2% (2 de outubro). Os números de Lula são: 29,9% (março), 29,8% (maio), 32,3% (julho), 26,1% (13 de setembro), 31,2% (28 de setembro) e 32,3% (2 de outubro).  Cury teve o seguinte resultado: 1,8% em maio, 2,4% no mês de julho, 6,2% no dia 13 de setembro, 6,0% em 28 de setembro e 4,3% no dia 2 de outubro. Caiado registrou 4,1% em março, 7,0% em maio, 4,1% em 13 de setembro, 3,1% em 28 de setembro e 3,6% em 2 de outubro.  Os resultados de Renan Santos são 2,8% (março), 2,4% (maio), 3,0% (julho e 13 de setembro), 3,1% (28 de setembro) e 2,7% (2 de outubro). A pesquisa, realizada entre 27 de setembro e 2 de outubro, ouviu mil eleitores. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento tem grau de confiança de 95%. O registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) é BR-02950/2026
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Idosa morre atingida por motocicleta ao guardar cadeiras em porta-malas
Uma idosa morreu na manhã deste sábado (3) após ser atingida por uma motocicleta na Rua Poente, no bairro Jardim Santa Emília, em Campo Grande. Terezinha da Conceição Borin estava atrás de um Chevrolet Classic estacionado, guardando cadeiras no porta-malas, quando o veículo foi atingido na traseira. Segundo informações do BPMTran (Batalhão de Trânsito da Polícia Militar), o condutor da moto perdeu o controle da direção e colidiu contra o carro e a vítima. Moradores que estavam no local relataram que o motociclista apresentava sinais de embriaguez e tentou fugir logo após a colisão, mas foi contido por populares. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado e prestou os primeiros socorros, mas a vítima não resistiu aos ferimentos.  Além do BPMTran, equipes da Polícia Civil e da Perícia Científica compareceram ao local para apurar as circunstâncias do acidente.
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Defesa Civil alerta para tempestades em Campo Grande até terça-feira
A Defesa Civil de Campo Grande alertou neste sábado (3) sobre dois alertas de tempestade, com base em avisos do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O alerta amarelo começa às 23h01 deste sábado (3) e segue até as 22h59 de domingo (4). Para esse período, a previsão é chuva de 20 a 30 milímetros por hora ou até 50 milímetros no dia, com ventos intensos e possibilidade de granizo. O aviso aponta baixo risco de falta de energia, queda de galhos e alagamentos. A previsão do tempo para hoje já apontou que o tempo poderia mudar ao longo do dia, após o sábado começar com sol e calor. Em Campo Grande, a máxima prevista é de 30°C. Há possibilidade de chuva e temporais, principalmente à tarde e à noite, com raios, granizo e rajadas que podem passar de 70 km/h. Para domingo (4), dia do primeiro turno das eleições, o Inmet previa alerta amarelo para todo o Estado e laranja para 42 municípios. O aviso mais intenso indicava chuva de até 100 milímetros no dia, rajadas de até 100 km/h e risco de queda de árvores, alagamentos e interrupção de energia. Alerta laranja a partir de segunda - A Defesa Civil também alertou a população para o alerta laranja entre as 23h de segunda-feira (5) e as 22h59 de terça (6). Para essa janela, são esperados de 30 a 60 milímetros de chuva por hora ou de 50 a 100 milímetros no dia, além de ventos intensos e granizo. Há risco de falta de energia, danos em plantações, queda de árvores e alagamentos. A Defesa Civil indica o telefone 199 para atendimento, além do 156 para solicitações de serviços e o 193 para situações de risco elétrico.
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Justiça nega liminar para reativar matrícula de estudante da UEMS
A Justiça de Mato Grosso do Sul negou o pedido urgente de uma estudante de Pedagogia da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul) para restabelecer a matrícula em uma disciplina ofertada pelo curso. A aluna afirma que frequentava as aulas e participava das atividades havia meses quando o registro passou a constar como “Suspenso”. Ao analisar o pedido de mandado de segurança, a juíza da 1ª Vara Cível de Paranaíba, Nária Cassiana Silva Barros, considerou que os documentos comprovam a matrícula da estudante no quarto ano do curso e a posterior suspensão da disciplina, mas não demonstram, por enquanto, que a universidade autorizou formalmente a manutenção de disciplinas com horários conflitantes ou dispensou alguma exigência curricular. Mensagens anexadas ao processo mostram que professores, coordenação e secretaria acadêmica discutiam alternativas para resolver a situação. Para a magistrada, porém, as conversas não comprovam que a matrícula tenha sido reconhecida definitivamente como regular. A magistrada também afirmou que o mandado de segurança exige prova clara do direito alegado e que o caso precisa de esclarecimentos sobre as normas internas, a incompatibilidade de horários e os motivos da suspensão. A decisão menciona, ainda, a autonomia universitária para organizar questões acadêmicas e curriculares. Com o indeferimento da liminar, a matrícula não foi restabelecida por decisão urgente. A universidade foi intimada a prestar informações no processo, que também será encaminhado ao Ministério Público.
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Novena de Nossa Senhora Aparecida começa em Campo Grande
Começa hoje, às 19h, a novena de Nossa Senhora Aparecida em Campo Grande. Até 11 de outubro, os encontros diários vão reunir a comunidade para nove noites de oração, cada uma dedicada a uma intenção e com uma bênção especial. A programação prepara os fiéis para a celebração da padroeira do Brasil, no dia 12, quando a festa começa cedo, às 6h. A novena integra a tradicional Festa da Padroeira da Paróquia Nossa Senhora da Conceição Aparecida, na Avenida Tamandaré, 612, na Vila Planalto. Neste sábado (3), o padre Ronaldo Corin conduzirá a primeira noite, com o tema “Maria, mãe que reúne e fortalece a comunidade” e bênçãos dirigidas aos agentes pastorais. Ao longo dos nove dias, as intenções e bênçãos vão contemplar trabalhadores e seus documentos, idosos, objetos religiosos, doentes e famílias. O encerramento, em 11 de outubro, será dedicado à juventude, com o tema “Maria, os jovens renovam a esperança”, em celebração presidida pelo arcebispo da Capital, Dom Dimas Lara. Também no dia 11, a comunidade se reunirá para o tradicional almoço com churrasco, na sede da paróquia. Os convites custam R$ 60 e são vendidos no local. Crianças de até sete anos não pagam. O consumo será apenas no salão, e os participantes devem levar pratos e talheres. No Dia de Nossa Senhora Aparecida, 12 de outubro, a programação ocupará a manhã, a tarde e à noite. A primeira atividade será a récita do Terço Mariano, às 6h. Às 8h, o padre Leandro celebrará uma missa solene. Às 11h, haverá outra missa, conduzida pelo padre Jair, com uma bênção especial para as crianças. À tarde, a devoção seguirá pelas ruas de Campo Grande na 44ª carreata com a imagem de Nossa Senhora Aparecida. A saída está prevista entre 15h30 e 16h, da Praça do Papa, na Vila Sobrinho. Qualquer pessoa que esteja conduzindo carro ou moto poderá participar, acompanhando a viatura do Corpo de Bombeiros que transportará a imagem. O trajeto passará, nesta ordem, pelas avenidas Presidente Vargas, Júlio de Castilho, Duque de Caxias e Afonso Pena; pelas ruas Bahia, Mato Grosso, Treze de Maio e Dom Aquino; e novamente pelas avenidas Duque de Caxias e Júlio de Castilho. A chegada será na Avenida Tamandaré, em frente à paróquia, por volta das 18h30. Às 19h, o padre Jair celebrará a última missa solene do dia, com a participação dos fiéis que retornarem da carreata.
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Inteligência artificial no processo penal: entre a prova e a manipulação
Relatórios produzidos por inteligência artificial e comandos ocultos em petições levantam uma questão que já chegou aos tribunais: como preservar a confiabilidade da prova e a lealdade processual? Entre a Lei e a Liberdade A inteligência artificial passou a ocupar espaço concreto no sistema de Justiça. Ferramentas automatizadas podem auxiliar a organização de informações e a análise de documentos, mas seu uso também traz riscos: resultados sem confiabilidade técnica, dificuldade de reprodução e tentativas de direcionar sistemas por comandos ocultos. Decisões recentes do STJ e do STF mostram que o debate já ultrapassou a previsão teórica.  Este artigo examina a diferença entre utilizar a tecnologia como instrumento de apoio e tratá-la como fonte autônoma de prova ou meio de interferir na atuação judicial. O ponto central é que a inovação tecnológica não afasta as garantias do processo penal: a prova precisa ser verificável, a decisão deve ser humana e fundamentada, e eventual responsabilidade por abuso deve ser apurada individualmente. A inteligência artificial já está dentro do processo penal. Ela pode auxiliar na organização de documentos, na pesquisa de precedentes e na análise de grandes volumes de dados. Também pode ser empregada por órgãos públicos para examinar imagens, áudios ou informações digitais. E, como revelam episódios recentes, pode ser alvo de tentativas de manipulação por meio de comandos escondidos em petições. Essas situações provocam reações imediatas. Há quem veja na tecnologia uma solução para a lentidão do sistema de Justiça; há quem enxergue nela uma ameaça à confiabilidade das decisões. O debate jurídico precisa escapar dos dois extremos. A inteligência artificial não torna uma prova automaticamente válida ou inválida, assim como a sua utilização por um advogado não configura, por si só, infração. O que importa é examinar como a ferramenta foi usada, que resultado produziu e se esse resultado pode ser submetido a controle.  1. Uma tecnologia nova, garantias antigas O processo penal não pode abrir mão de suas garantias diante de uma ferramenta tecnológica. A Constituição assegura o devido processo legal, o contraditório, a ampla defesa, a presunção de inocência e a fundamentação das decisões judiciais. Esses direitos não dependem do formato da prova nem da tecnologia empregada para produzi-la. Uma informação apresentada por um sistema automatizado precisa ser examinada com o mesmo cuidado dedicado a qualquer elemento levado ao processo. É necessário saber de onde vieram os dados, qual ferramenta foi usada, que instruções recebeu, quais limites possui e se o resultado pode ser conferido por outra pessoa. Sem essas respostas, a aparência de precisão pode esconder falhas que o processo penal não está autorizado a ignorar. Também é preciso separar o uso da IA como instrumento de apoio da pretensão de atribuir a ela a autoridade de uma prova técnica ou de uma decisão judicial. Um programa pode auxiliar um profissional a localizar um dado, comparar documentos ou organizar uma linha de investigação. Isso, porém, não dispensa a análise humana nem transforma a conclusão da ferramenta em verdade processual. 2. O que o STJ decidiu sobre um relatório produzido por IA Em abril de 2026, a Quinta Turma do STJ examinou um relatório produzido com auxílio de ferramentas de inteligência artificial generativa em uma investigação por injúria racial. O material apontava que uma expressão ofensiva havia sido pronunciada em um vídeo, embora a perícia oficial não tivesse identificado sinais acústicos compatíveis com essa conclusão. O STJ determinou que o relatório fosse excluído dos autos. O fundamento não foi uma proibição geral de utilizar inteligência artificial em investigações criminais. A questão central era a confiabilidade daquele resultado: o documento não apresentava suporte técnico suficiente para afastar a conclusão da perícia oficial, nem permitia acompanhar um raciocínio verificável capaz de sustentar a acusação.  A decisão oferece uma orientação importante. A tecnologia pode auxiliar a atividade investigativa, mas não substitui a demonstração racional dos fatos. Se um sistema apresenta uma conclusão, é preciso conhecer o caminho que levou a ela. Se o resultado contradiz uma perícia, a divergência precisa ser explicada por critérios técnicos. A simples afirmação de que um programa identificou determinado elemento não resolve a controvérsia. No processo penal, a questão não se limita a saber se uma informação foi obtida legalmente. Também é preciso avaliar se ela é confiável, se pode ser contestada pela defesa e se possui aptidão para sustentar uma conclusão judicial. Um relatório automatizado que não permite verificar os dados, o método e as limitações do sistema pode parecer convincente sem oferecer as garantias necessárias para ser usado contra alguém. 3. Quando uma petição tenta influenciar a IA do tribunal O outro lado do problema apareceu em episódios envolvendo comandos ocultos inseridos em petições. Em setembro, a Sexta Turma do STJ identificou texto em fonte branca, invisível à leitura comum, ao final de um recurso criminal. A instrução buscava direcionar um eventual sistema de inteligência artificial a acolher os argumentos da defesa. O tribunal encaminhou o caso à OAB e ao MPF para as providências cabíveis.  No STF, outro comando oculto em petição levou à aplicação de multa pessoal de R$ 5 mil ao advogado responsável pela peça, segundo notícia divulgada pela própria Corte em 1º de outubro. O caso também foi encaminhado à OAB e ao MPF. Esses encaminhamentos e a sanção processual demonstram a gravidade institucional atribuída à conduta, mas não equivalem, por si sós, a uma condenação criminal definitiva.  Uma petição é um instrumento de argumentação jurídica. Seu conteúdo deve estar exposto de forma clara, para que as partes, o Ministério Público e o Judiciário possam conhecê-lo e debatê-lo. Inserir instruções escondidas com o propósito de alterar a resposta de uma ferramenta que venha a processar o documento rompe essa transparência e tenta criar uma vantagem fora do debate processual visível. Isso não significa que todo uso de inteligência artificial pela advocacia seja proibido. A tecnologia pode ser empregada como apoio à redação, à organização de informações ou à pesquisa, desde que o profissional confira o conteúdo e responda pelo que apresenta. O problema surge quando a ferramenta deixa de ser auxiliar e passa a ser objeto de manipulação deliberada, sem conhecimento dos demais participantes do processo. Ainda assim, a responsabilização exige análise individualizada. É necessário apurar quem inseriu o comando, com que finalidade e em quais circunstâncias. No caso do STJ, a defesa informou que desconhecia a instrução escondida e que adotaria medidas para evitar situações semelhantes. Essa alegação não encerra a apuração, mas mostra por que não se deve transformar uma comunicação à OAB ou ao MPF em declaração antecipada de culpa.  4. Prova, contraditório e possibilidade de verificação Uma das exigências fundamentais do processo penal é que a prova possa ser submetida ao contraditório. A defesa precisa ter condições reais de conhecer e contestar os elementos que podem influenciar a decisão. Quando um resultado é produzido por sistema automatizado, esse controle pode se tornar difícil se não houver informação sobre os dados utilizados, os critérios aplicados e as limitações conhecidas. A pergunta, portanto, não é apenas se a inteligência artificial “acertou”. É preciso saber se o resultado pode ser reproduzido, se houve intervenção humana qualificada e se as partes conseguem questionar o método. Uma conclusão incompreensível para a defesa não se torna confiável apenas porque foi gerada por uma tecnologia sofisticada. Essa cautela é especialmente importante quando a ferramenta interfere na análise de áudio, imagem, localização ou dados extraídos de dispositivos eletrônicos. Nesses casos, o resultado pode afetar diretamente a reconstrução dos fatos e a identificação de uma pessoa. Se houver margem de erro, limitações técnicas ou divergência em relação a uma perícia, tais informações precisam estar disponíveis para exame e contestação. A inteligência artificial pode indicar caminhos de investigação. Mas a acusação deve demonstrar os fatos por meios que permitam controle jurídico e técnico. E o juiz precisa fundamentar a decisão em elementos confiáveis, submetidos ao processo, sem transferir ao sistema automatizado a responsabilidade de valorar a prova. 5. O juiz continua responsável pela decisão O uso de sistemas de inteligência artificial pelo Judiciário também exige limites. A Resolução CNJ nº 615/2025 estabeleceu diretrizes para o desenvolvimento e a utilização dessas ferramentas no Poder Judiciário, incluindo governança, transparência e supervisão humana. A tecnologia pode auxiliar o trabalho judicial, mas não elimina o dever de o magistrado examinar o caso e fundamentar a decisão.  Esse dever ganha importância quando as partes não sabem se uma ferramenta foi utilizada, em que etapa ela interferiu e qual peso foi atribuído ao resultado. A transparência não é um detalhe operacional: ela permite compreender a formação da decisão e, quando necessário, contestar seus fundamentos. A responsabilidade permanece humana. O juiz decide; o perito responde pelo trabalho técnico que assina; o investigador deve explicar os elementos que reuniu; e o advogado responde pela peça que apresenta. O uso de uma ferramenta não pode servir como escudo para erros, omissões ou condutas deliberadas. O mesmo cuidado vale para a advocacia. Empregar inteligência artificial para organizar ou revisar uma petição pode ser compatível com o exercício profissional. Mas o advogado precisa conferir as informações, preservar o sigilo e garantir que o documento represente, de forma transparente, os argumentos que efetivamente pretende submeter ao Judiciário. Conclusão A inteligência artificial não alterou a essência do processo penal: ninguém pode ser acusado ou condenado com base em informações que não possam ser verificadas, contestadas e avaliadas de maneira racional. O que mudou foi a velocidade com que novos instrumentos passaram a produzir relatórios, classificar dados e influenciar o fluxo de trabalho dos tribunais. As decisões recentes do STJ e do STF mostram dois riscos diferentes. De um lado, resultados automatizados podem ser apresentados como prova sem confiabilidade técnica suficiente. De outro, comandos escondidos em petições podem tentar interferir no funcionamento de sistemas usados pelo Judiciário. Em ambos, a resposta jurídica depende de transparência, controle e responsabilidade humana. A tecnologia pode auxiliar a Justiça, mas não substitui a prova, o contraditório ou a fundamentação. E a tentativa de contornar o debate processual por meio de instruções ocultas deve ser apurada com seriedade, sem dispensar a análise individual da conduta e o devido processo legal. No processo penal, a inovação só é legítima quando continua submetida às garantias que protegem todos os envolvidos. A inteligência artificial pode entrar no tribunal; a decisão, porém, continua sendo responsabilidade de pessoas.  (*) Elvis Preslei Rocha Barbosa é advogado criminalista, pós-graduando em Direito Penal e Processo Penal.
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Vídeo mostra mulher batendo em cachorro em hotel para animais
Vídeo que circula nas redes sociais mostra uma mulher apertando e agredindo um cachorro na área externa de um hotel para animais em Bonito, a 297 quilômetros de Campo Grande. O animal aparece cercado por outros cães e, segundo registro feito na madrugada deste sábado (3), acabou morrendo após o episódio. Nas redes sociais, o vídeo gerou revolta entre internautas, que questionaram como os animais são cuidados no local. “Estou devastada, meu cachorro frequentou a creche por meses. Eu paguei pro meu cachorro sofrer maus-tratos?”, escreveu uma pessoa. Outros comentários classificaram a cena como “monstruosa”, pediram que o caso não fique impune e questionaram a preparação do estabelecimento para evitar brigas e agir sem colocar os animais em risco. “Nada justifica, nenhum dos animais merece passar por isso por irresponsabilidade dos proprietários”, comentou outro internauta. As imagens foram encaminhadas na noite de sexta-feira, por volta das 20h50, após várias denúncias recebidas pelo WhatsApp. Uma equipe da polícia foi até o estabelecimento, onde a mulher apontada como autora das agressões confirmou ser a pessoa que aparece no vídeo, mas negou ter maltratado o animal. Segundo o relato apresentado, ela trabalha como cuidadora no local e afirmou que tentava separar dois cães. Conforme a versão dela, um cachorro de grande porte, da raça Pastor Australiano, teria agarrado um Yorkshire. Diante da diferença de tamanho entre os animais, ela disse ter tentado separá-los de diferentes formas, mas não conseguiu impedir a morte do cão menor. O Yorkshire foi apresentado no local e também foi mostrado um vídeo feito após a morte do animal. O cachorro maior foi retirado do estabelecimento por uma pessoa que acompanhou a ocorrência como testemunha. A cuidadora foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos sobre o caso que foi registrado como maus-tratos. O  Campo Grande News tentou contato com a responsável pelo local, mas não recebeu retorno até a publicação. O espaço segue aberto para manifestação.
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O que um perfume revela sobre o nosso modo de viver
Há objetos que parecem pequenos demais para contar uma história sobre uma sociedade. Um perfume pode ser um deles. Invisível depois de aplicado, percebido por alguns instantes e frequentemente associado a uma experiência íntima, ele parece pertencer apenas ao universo dos sentidos. Mas basta observar sua trajetória para perceber que uma fragrância reúne muito mais do que moléculas aromáticas. Compreender o perfume exige acompanhar sua existência por diferentes caminhos. O primeiro deles é o olfato,  que é a parte do corpo responsável por transformar moléculas em uma experiência sensível. Depois vem a química, que explica a composição das fragrâncias e as possibilidades de criação. A história mostra como diferentes sociedades produziram, utilizaram e atribuíram valores aos perfumes. Quando o perfume encontra a moda, passa a participar de um sistema ainda mais amplo de construção de aparência, identidade e distinção. Nesse encontro com a moda, o perfume deixa de ser apenas uma substância perfumada e se transforma em objeto cultural. Assim como uma roupa, uma jóia ou um corte de cabelo, uma fragrância pode dizer algo sobre quem a utiliza. Um frasco não contém só um líquido perfumado, mas também tudo aquilo que a sociedade aprendeu a reconhecer e associar a ele. Quando uma fragrância é assinada por um estilista, ela passa a compartilhar valores e imagens construídos por sua marca. O consumidor não compra somente uma fragrância mas também a possibilidade de incorporar parte daquela narrativa à sua própria identidade. No caso dos perfumes de moda brasileiros, essa construção permite observar como determinadas imagens do Brasil são produzidas e colocadas em circulação. Fragrâncias podem mobilizar referências à natureza, às matérias-primas, às paisagens, às memórias e aos modos de vida associados ao país. Essas referências não formam uma representação única ou definitiva da identidade brasileira mas revelam diferentes maneiras de imaginar o que significa ser brasileiro e de transformar essa ideia em uma experiência sensível. A semiótica oferece ferramentas para compreender esse processo pois permite analisar como diferentes elementos se articulam para produzir sentido, fornecendo as perguntas necessárias para uma visão mais profunda. No perfume, isso significa observar simultaneamente a fragrância, o nome, o frasco, a embalagem, as imagens, os discursos publicitários, o corpo e as situações em que o produto é utilizado. Por ampliar a visão analítica sobre o mundo, a semiótica se torna relevante em um momento marcado pela multiplicação de informações. Quanto maior a quantidade de dados que circulam, maior a necessidade de instrumentos capazes de interpretá-los criticamente. Com essas ferramentas, podemos compreender melhor como esses dados comunicam e quais valores colocam em circulação e assim nos tornando espectadores emancipados e críticos num mundo em transformação. Os objetos culturais são testemunhos silenciosos dessas transformações, pois eles registram escolhas que muitas vezes parecem banais, mas que revelam maneiras de organizar a vida. O que vestimos, o que cheiramos, como decoramos uma casa, quais imagens consumimos e quais marcas escolhemos dizem respeito não apenas ao gosto individual, mas também ao contexto cultural em que vivemos. O perfume ocupa um lugar singular nesse conjunto porque atua de maneira sensível. Ele não precisa ser visto para produzir presença. É uma forma de comunicação que acontece no corpo e no espaço, muitas vezes antes mesmo que exista uma intenção explícita de comunicar. Esse olhar sobre a perfumaria integra minha pesquisa de mestrado, em andamento no Programa de Pós-Graduação em Têxtil e Moda da Universidade de São Paulo, orientada pela professora semioticista Claudia Regina Garcia Vicentini, aproximando o universo dos perfumes dos estudos sobre moda, cultura e produção de sentidos. Ao colocar a perfumaria em diálogo com a semiótica, a investigação procura elucidar como aquilo que usamos e consumimos também é uma maneira de compreender quem somos e o modo como construímos nossa vida em sociedade. (*) Bruno Dalto do Nascimento é mestrando da Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP (Universidade de São Paulo).
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Justiça autoriza jornada reduzida à servidora para acompanhar filho com autismo
A 1ª Vara Federal de Dourados reconheceu o direito de uma servidora da UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados) à redução de 50% da jornada de trabalho para acompanhar as terapias e os tratamentos do filho de quatro anos, diagnosticado com TEA (Transtorno do Espectro Autista). A decisão fixa a carga em 20 horas semanais, sem compensação de horário e sem prejuízo da remuneração. No documento, a servidora demonstrou que a criança precisa de acompanhamento em diversos horários, com tratamentos que começam, em alguns dias, às 13h. Antes de recorrer à Justiça, solicitou administrativamente a redução de metade da carga horária, mas obteve apenas a supressão do intervalo de almoço. Com a mudança, passou a trabalhar seis horas diárias ininterruptas, o que não resolveu a incompatibilidade com os horários das terapias. Na sentença, o juiz federal Moisés Anderson Costa Rodrigues da Silva reconheceu a necessidade da redução solicitada e concedeu tutela de urgência. Segundo o magistrado, manter a jornada nas condições anteriores compromete o acompanhamento adequado da criança em tratamentos essenciais ao seu desenvolvimento, conforme os laudos médicos apresentados. O juiz destacou que o pedido tem respaldo no Estatuto do Servidor Público, a Lei nº 8.112/1990, nos parágrafos 2º e 3º do artigo 98, com a redação dada pela Lei nº 13.370/2016, e na Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, promulgada pelo Decreto nº 6.949/2009. O magistrado também apontou que a jurisprudência reconhece a possibilidade de reduzir em 50% a carga horária de servidores públicos com filhos com deficiência, sem compensação de horário ou redução salarial, para permitir o acompanhamento e o tratamento. Conforme a sentença, a fixação da jornada em 20 horas semanais se baseia nos princípios da proporcionalidade e da razoabilidade. A UFGD deverá cumprir a determinação em cinco dias. A jornada reduzida será mantida enquanto persistir a necessidade de acompanhamento especial do filho. A sentença ressalva o direito da Administração Pública de realizar avaliações periódicas por meio da junta médica oficial.
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Brasil vence Índia por 4 a 0, mas termina Data Fifa sem convencer em novo ciclo
A Seleção Brasileira encerrou a Data Fifa com uma vitória por 4 a 0 sobre a Índia, neste sábado (3), em Calcutá. Diante de um adversário que ocupa a 138ª posição do ranking da Fifa, o Brasil construiu o resultado sem grandes dificuldades, mas voltou a apresentar uma atuação de pouca intensidade e terminou o compromisso sem a atuação convincente que se esperava diante da diferença técnica entre as equipes. Estêvão, Pedro e Samuel Lino foram os responsáveis pelos gols brasileiros. O jogador do Chelsea abriu o placar no primeiro tempo, Pedro ampliou antes do intervalo e Samuel Lino marcou duas vezes na etapa final. O resultado encerra uma sequência de três amistosos nesta Data Fifa. Antes da partida contra os indianos, o Brasil empatou por 1 a 1 com a Austrália e depois venceu os australianos por 4 a 2. O técnico Carlo Ancelotti aproveitou o compromisso em Calcutá principalmente para observar jogadores e dar minutos a atletas que tiveram pouca participação nos jogos anteriores. No segundo tempo, fez dez substituições e, aos 22 minutos, apenas o goleiro Pedro Morisco permanecia entre os jogadores que começaram a partida. Estêvão decide no primeiro tempo - O Brasil iniciou o jogo de maneira lenta, mesmo diante de um adversário tecnicamente inferior. Vinícius Júnior encontrou espaço pelo lado esquerdo, mas teve dificuldades para transformar as oportunidades em jogadas efetivas. A Índia, por sua vez, tentou explorar os contra-ataques e chegou algumas vezes ao campo ofensivo, embora não tenha conseguido levar grande perigo. O primeiro gol saiu aos 27 minutos. Estêvão recebeu de Matheuzinho pelo lado direito, partiu para a jogada individual, cortou para o meio e arriscou de fora da área. O goleiro Singh Sandhu falhou e deixou a bola passar por baixo do corpo. O atacante do Chelsea voltou a aparecer nove minutos depois. Aos 35, Bontempo recebeu de Estêvão pela direita e cruzou para Pedro. O centroavante cabeceou, deslocou o goleiro, mas a bola bateu na trave antes de quicar no gramado. Pedro não desperdiçou a segunda oportunidade. Aos 41 minutos, Estêvão encontrou o camisa 9 com uma enfiada precisa. Livre, o atacante avançou e bateu rasteiro. Novamente, Singh Sandhu falhou e permitiu que a bola passasse, deixando o Brasil com 2 a 0 antes do intervalo. Samuel Lino aproveita oportunidade - Ancelotti promoveu uma série de mudanças no segundo tempo para observar jogadores que tiveram menos espaço diante da Austrália. Entre os que entraram, Douglas Luiz e Samuel Lino tiveram participação direta na ampliação da vantagem. Aos 22 minutos da etapa final, somente Pedro Morisco permanecia em campo entre os titulares brasileiros. A movimentação permitiu ao treinador testar diferentes peças em um jogo de menor exigência técnica. Substituto de Vinícius Júnior, Samuel Lino aproveitou a oportunidade. Após uma saída errada da defesa indiana, Douglas Luiz recuperou a bola e acionou Pedro. O atacante do Flamengo deu uma assistência de letra para Samuel Lino, que ajeitou e bateu colocado no canto, fazendo o terceiro gol brasileiro. Samuel Lino ainda marcou o quarto aos 49 minutos do segundo tempo. Ele recebeu pelo lado esquerdo, cortou para o meio e chutou forte. O goleiro Singh Gill, que havia entrado na etapa final, também falhou e não conseguiu evitar o gol. Morisco ganha espaço entre os goleiros O amistoso também serviu para Ancelotti observar Pedro Morisco. O jovem goleiro do Coritiba foi pouco exigido durante a partida, mas, quando precisou participar, mostrou segurança e fez boas defesas e intervenções. Nos dois amistosos contra a Austrália, Hugo Souza, do Corinthians, foi titular no empate por 1 a 1, enquanto Otávio, do Cruzeiro, começou jogando na vitória brasileira por 4 a 2. Vini Jr. reencontra a Índia - A partida também marcou o retorno de Vinícius Júnior à Índia dez anos depois de sua primeira passagem pelo país. Em 2016, o atacante disputou a Brics Cup pela Seleção Brasileira Sub-17 e foi campeão do torneio, que também contou com África do Sul, China, Índia e Rússia. Na partida deste sábado, Vini reencontrou o meia Lalengmawia, que havia enfrentado naquela competição e que desta vez estava em campo pela seleção indiana. Com o fim da Data Fifa, a Seleção Brasileira volta a campo em novembro. Os próximos compromissos estão marcados para os dias 14 e 17, contra Japão e Singapura, respectivamente, ambos em Singapura.
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Apostadores têm até segunda para sacar dinheiro de bets
Quem ainda tem dinheiro em plataformas de apostas tem até as 23h59 de segunda-feira (5) para pedir o saque. O governo anunciou o fim das bets no Brasil e informou que, depois desse prazo, os bancos responsáveis pelas operações financeiras deverão devolver os valores aos usuários entre os dias 9 e 14 de outubro. As plataformas permanecerão disponíveis temporariamente para permitir a retirada dos saldos. Desde o anúncio das medidas, porém, novos depósitos estão proibidos, segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan. A iniciativa integra um pacote do governo para combater o endividamento das famílias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem criticado as apostas on-line por estimularem, segundo ele, o uso de dinheiro destinado a despesas básicas na busca por ganhos rápidos. Projeto prevê prisão -  Além das restrições às plataformas, o governo enviará ao Congresso um projeto de lei que cria crimes relacionados à exploração de apostas ilegais. Como a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado e sancionada, as penas previstas não estão em vigor. Explorar ou operar apostas de quota fixa sem autorização poderá resultar em prisão de quatro a seis anos, além de multa. A mesma pena poderá ser aplicada a quem oferecer, receber, registrar ou intermediar apostas, ou mantiver canais, plataformas e estabelecimentos destinados à atividade. Nos casos ligados a jogos virtuais, como cassinos digitais, a punição poderá aumentar em um terço. O texto também prevê prisão de dois a quatro anos para quem divulgar ou promover apostas ilegais, inclusive por publicidade, marketing, recrutamento de apostadores, patrocínio ou monetização de anúncios. Conteúdos jornalísticos, informativos, educativos, acadêmicos, científicos ou críticos sobre apostas ficam fora da punição. A proposta inclui ainda punições para o uso ou o repasse de dados pessoais com o objetivo de atrair apostadores, ou direcionar publicidade. Instituições e empresas que processem pagamentos ou mantenham plataformas usadas para apostas ilegais também poderão responder criminalmente se souberem da finalidade da operação.
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Festa que marcou gerações chega à 30ª edição no Bairro Santa Luzia
Uma tradição que começou há mais de três décadas volta a reunir famílias do Bairro Santa Luzia neste Dia das Crianças. A família e os Amigos do João do Ovo realizam a 30ª Festa das Crianças no dia 12 de outubro, das 9h às 11h30, em Campo Grande. A comemoração será na Rua São Ramão, 488, e terá participação aberta à comunidade. A proposta é dedicar a manhã às crianças e, ao mesmo tempo, manter viva uma iniciativa que já faz parte da história do bairro. Conhecida como Festa das Crianças dos Amigos do João do Ovo, a celebração acumula mais de 30 anos de história. Ao longo desse período, diferentes gerações de moradores passaram pela comemoração, primeiro como crianças e, anos depois, acompanhando filhos e outros integrantes da família. A organização destaca justamente a continuidade como uma das marcas da festa. O evento nasceu da mobilização entre familiares e amigos e chegou à 30ª edição mantendo o caráter comunitário, reunindo moradores em torno das comemorações do Dia das Crianças. Neste ano, a festa será realizada na segunda-feira (12), entre 9h e 11h30. A organização promete uma manhã de diversão e confraternização para as crianças e famílias que comparecerem ao endereço. A divulgação da 30ª edição também virou uma forma de recuperar as memórias de quem acompanhou a trajetória da festa. Os organizadores convidaram antigos participantes a contar há quantos anos conhecem a iniciativa e compartilhar lembranças das edições anteriores. Serviço: A 30ª Festa das Crianças – Amigos do João do Ovo ocorre no dia 12 de outubro, das 9h às 11h30, na Rua São Ramão, 488, Bairro Santa Luzia, em Campo Grande. Mais informações com Adriano, pelo telefone (67) 98117-6631, ou André, pelo (67) 99855-1760.
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Contra insegurança, grupos de WhatsApp viram rede de apoio entre vizinhos
“Tem um Gol branco estacionado na frente.” Pouco depois, outra moradora escreve: “Acabou de tocar aqui em casa”. No grupo de WhatsApp, no bairro Rita Vieira, em Campo Grande, mensagens curtas colocam a vizinhança em alerta. A rotina se repete em diferentes regiões da Capital, onde moradores também mantêm trocas de mensagens como forma de prevenção de ações suspeitas e garantia de segurança.  Nesses grupos, circulam relatos de furtos, avisos sobre situações consideradas suspeitas e pedidos de ajuda. Os moradores criaram uma rede de apoio que permite compartilhar informações e acionar a polícia, mas também relatam iniciativas de sair de casa para verificar ocorrências ou seguir desconhecidos. No Rita Vieira, a organização inclui grupos por rua, além de espaços para assuntos gerais do bairro e comércio. Yara Alves Leite, vice-presidente do bairro, conta que os moradores recorrem às mensagens quando percebem algum problema. Segundo ela, a Guarda Civil Metropolitana também tem dado apoio quando é acionada. A diferença entre os horários de trabalho ajuda a manter essa comunicação. Enquanto alguns moradores estão fora, outros acompanham o movimento da rua. “Quando tem algum problema, um vai em socorro do outro”, afirma Yara. Regras dos grupos -  O grupo de Yara atualmente tem 66 participantes. Na descrição, oito regras delimitam a convivência: mensagens devem tratar de assuntos da rua; questões privadas precisam ser resolvidas em conversas particulares; ofensas, manifestações políticas ou religiosas, publicidade e vendas são proibidas. Um morador deve intermediar a entrada de novos integrantes, em contato com a administração. Quem descumprir as orientações pode ser suspenso ou excluído. “A gente não discute religião, nem política”, diz Yara. Segundo ela, manter o foco nos assuntos do bairro ajuda a evitar discussões que desviem a finalidade dos grupos. Apoio após invasão -  Na Nova Campo Grande, a agente de saúde Cristiane Macedo de Almeida participa da administração de um grupo de vizinhos criado há cerca de cinco anos. A iniciativa surgiu após episódios de invasão de residências. A casa dela foi uma das atingidas, embora, segundo conta, nada tenha sido levado. “A gente fez esse grupo para um apoiar o outro”, resume. Moradora do bairro há 15 anos, Cristiane diz que acompanha as mensagens ao longo do dia. Os avisos incluem movimentações que chamam a atenção dos vizinhos e relatos de pessoas entrando em imóveis. Ela recorda uma ocasião em que uma mensagem informou que alguém havia pulado numa casa. Segundo Cristiane, moradores foram até o local e chamaram a polícia. Rede na região norte -  Elias Camilo dos Santos, coordenador de segurança da região do Prosa, no norte da cidade, relata que coordena uma rede distribuída em 3 grupos, com participantes de bairros como Nova Lima, Mata do Jacinto e Autonomista. Segundo ele, a iniciativa existe há mais de 5 anos, e reúne moradores, empresários e integrantes das forças de segurança. “É um grupo que trabalha em ação de prevenção”, afirma. Ele explica que, diante de um pedido de ajuda, quem está próximo procura prestar apoio, como em um caso no qual os moradores teriam detido uma pessoa apontada como autora de furto antes da chegada dos policiais. É nesse ponto que o policial civil Giancarlo Miranda recomenda cuidado. Miranda é presidente da Confederação Brasileira de Policiais Civis e considera os grupos úteis à prevenção, especialmente quando permitem encaminhar informações às forças de segurança, mas orienta que os moradores evitem abordagens, perseguições e atitudes hostis. “Cabe à polícia fazer o seu trabalho”, afirma. Segundo ele, sair de casa para intervir pode expor tanto quem procura ajudar quanto outras pessoas. Os policiais, explica, precisam avaliar as condições de segurança, a presença de possíveis envolvidos e o apoio disponível antes de agir. Observar e comunicar -  Giancarlo Miranda diz que, nos grupos dos quais participa ou que acompanha, a presença de policiais facilita o encaminhamento dos avisos e o acionamento de equipes. Na avaliação dele, a troca de informações pode contribuir para prevenir furtos, pois a contribuição dos moradores está em observar e comunicar o que acontece, preservando a própria segurança e deixando a intervenção a cargo da polícia. As principais orientações para os grupos de vizinhos são: Acionar a polícia: diante de uma possível ocorrência, chamar as forças de segurança e deixar a intervenção com os profissionais. Não perseguir pessoas ou veículos: evitar correr atrás de alguém ou tentar intervir por conta própria. Evitar abordagens e atitudes hostis: não confrontar a pessoa considerada suspeita. Preservar a própria segurança: sair de casa para ajudar um vizinho pode deixar o morador exposto e sua residência desprotegida.
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No último dia, militantes apostam na conversa para conquistar indecisos
A manhã de sábado (3), último dia de campanha antes do 1º turno da disputa eleitoral, levou militantes de diferentes candidatos e espectros políticos a compartilharem um dos cruzamentos mais famosos da cidade. Na Avenida Afonso Pena com a Rua 14 de Julho, em Campo Grande, equipes de Pedro Kemp (PT), Viviane Luiza (PSDB) e Junior Coringa (MDB) se dividiram pelas extremidades da esquina para pedir votos. “Vamos ficar aqui enquanto tiver a militância. É o último dia, então a gente tem que conquistar todos os votos possíveis”, diz Fátima Lima, de 65 anos, eleitora do PT. Ela estava caracterizada com acessórios do partido e acompanhava a movimentação no cruzamento. Apoiadora de Coringa, Socorro Matos, de 70 anos, afirma que estar na rua no último dia de campanha faz parte da política. "Sou mulher negra, da luta, sindicalista, mas não me aposento nunca [da militância], porque a política é a essência da vida", diz. “Se a gente souber votar, [a gente] constrói o País que nós queremos”, afirma à reportagem. Também no cruzamento e com bandeiras em mãos, cabos eleitorais e apoiadores de Viviane Luiza, que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados, buscam a mesma visibilidade no cruzamento famoso. Ceyd Morales, de 47 anos, que atua na campanha, concordou que ir para as ruas na véspera do pleito é a melhor oportunidade para influenciar eleitores indecisos. “Até o último minuto a gente tem que ir atrás, conversar. O Brasil é isso, é diálogo, é democracia”, afirma. Ela espera que a votação ocorra sem violência e que os eleitores possam ir às urnas com tranquilidade. Cover presidencial -  No mesmo cruzamento, um eleitor chamava atenção pela semelhança com o candidato do PT à presidência, Luiz Inácio Lula da Silva. Ao Campo Grande News , Jorge Silva, de 59 anos, relatou que usa figurino e trejeitos do presidente desde 2022 e defende o "vira-voto", como costuma ser chamada a abordagem a indecisos durante eleições. "Sem duvidas, militante tem que ir pra rua. Muitas das eleições são decididas no dia", disse o eleitor, que também afirmou que ficará na região até o fim do dia em busca de quem ainda não definiu os candidatos. A movimentação nas esquinas ocorreu no mesmo dia em que carreatas cruzaram Campo Grande. A de Fábio Trad (PSD) saiu das Moreninhas e terminou na Rua 14 de Julho; Eduardo Riedel (PSDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB), depois de um ato em Maracaju, tinham carreata prevista na Capital para a tarde.
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Paulo Duarte defende emprego e controle dos gastos em novo mandato
Mostrar onde o dinheiro público foi aplicado e ouvir o que ainda falta resolver nos municípios. É nessa combinação que o deputado estadual Paulo Duarte (PSDB) concentra sua campanha à reeleição. Depois de 45 dias percorrendo Mato Grosso do Sul, o parlamentar chega à reta final da disputa apresentando recursos destinados às cidades e usando a experiência na administração pública como argumento para continuar na Assembleia Legislativa. Segundo o balanço apresentado pelo deputado, mais de R$ 10 milhões em emendas parlamentares foram destinados, durante o mandato, a entidades públicas e filantrópicas. Os recursos apoiaram ações de saúde, educação, assistência social, esporte e lazer. Nas visitas, a prestação de contas dividiu espaço com críticas, sugestões e demandas dos moradores. A agenda priorizou municípios atendidos pela atuação parlamentar. “Eu quis fazer uma campanha olhando no olho. Foram 45 dias de estrada, entrando nas cidades, conversando com as pessoas, ouvindo críticas, sugestões e, também mostrando aquilo que conseguimos entregar”, afirmou. Natural de Corumbá, economista e pós-graduado em Gestão Pública, Duarte ingressou no serviço público em 1985, como agente tributário estadual. Depois, tornou-se fiscal de rendas e ocupou funções de comando na administração de Mato Grosso do Sul, entre elas a Superintendência de Administração Tributária e as secretarias de Fazenda, Casa Civil e Infraestrutura e Habitação. Essa trajetória colocou o atual deputado diante de diferentes responsabilidades: arrecadar, planejar despesas, acompanhar obras e administrar serviços. Segundo ele, à frente da área de infraestrutura, acompanhou investimentos superiores a R$ 1 bilhão e a execução de mais de 2,1 mil obras no Estado. Eleito deputado estadual pela primeira vez em 2006 e reeleito em 2010, deixou a Assembleia para assumir a Prefeitura de Corumbá, após vencer a eleição de 2012. Conforme o parlamentar, sua gestão obteve cerca de R$ 19,6 milhões do PAC Cidades Históricas para recuperar o patrimônio histórico e cultural do município. De volta ao Legislativo em 2022, passou a dedicar parte de sua atuação à fiscalização dos gastos públicos, ao acompanhamento de concessões e à defesa dos usuários de serviços. No balanço da carreira parlamentar, Duarte destaca iniciativas relacionadas a problemas cotidianos, como a proibição de cobrança pela emissão de boletos bancários, a informação prévia sobre o período de entrega de produtos e a restrição ao fumo em ambientes coletivos fechados. Também aponta medidas de combate à discriminação e de proteção de direitos de casais homoafetivos. Entre as iniciativas mais recentes apresentadas pelo deputado estão regras para informar a velocidade de internet efetivamente entregue, comunicar interrupções programadas de serviços públicos e estabelecer protocolos de atendimento de emergência para pessoas com autismo e outras condições sensoriais. Para um novo mandato, o candidato propõe ampliar a fiscalização, simplificar o acesso aos serviços públicos e usar tecnologias para melhorar o atendimento ao cidadão e o controle dos recursos. Na economia, defende que o crescimento do agronegócio e da indústria se traduza em mais empregos e renda. Sua agenda inclui incentivo à instalação de agroindústrias, agregação de valor à produção local e qualificação de trabalhadores para as oportunidades abertas por esses setores. Duarte também aponta a infraestrutura logística como condição para reduzir custos e atrair investimentos. Defende melhorias em rodovias, ferrovias e corredores de exportação, além de políticas de preservação ambiental que protejam o Pantanal e fortaleçam atividades como o turismo. “Cada município tem uma realidade diferente, mas todos têm algo em comum: gente que quer oportunidade, serviço público funcionando e um Estado que continue se desenvolvendo”, disse. Na reta final da campanha, com compromissos em Campo Grande e no interior, principalmente Corumbá, sua terra natal, o deputado procura associar o pedido de voto à presença nos municípios e às responsabilidades do cargo: propor leis, fiscalizar o Executivo e destinar recursos. “Não acredito em mandato feito de longe. Quem está na Assembleia precisa conhecer a realidade das cidades e estar perto de quem enfrenta os problemas todos os dias. É isso que quero continuar fazendo: trabalhando, cobrando, propondo leis e levando recursos para onde eles possam fazer diferença”, afirmou.
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"Time do Lula” em MS encerra campanha com apoiadores das Moreninhas ao Centro
O “time do Lula” em Mato Grosso do Sul encerrou a campanha eleitoral neste sábado (3) com uma carreata que saiu das Moreninhas, na região sul de Campo Grande, por volta das 9h30, e seguiu até o centro da Capital. O ato reuniu carros, motos e até apoiadores de bicicleta, além de candidatos a deputado estadual e federal e simpatizantes do PT e da federação. A concentração ocorreu na Rua Cana Verde e o trajeto terminou na Rua 14 de Julho, onde os candidatos encerraram a mobilização antes da votação deste domingo (4). Candidato ao Governo de Mato Grosso do Sul pelo PT, Fábio Trad disse ter ficado emocionado com a participação no ato e afirmou que a extensão da fila de veículos representa, na avaliação dele, a presença do eleitorado de esquerda e centro-esquerda na campanha. “Eu estou muito emocionado por ter mostrado a sensibilidade do povo de esquerda e de centro-esquerda do Estado, pela extensão da fila dos carros aqui hoje, muito emocionado e isso me anima muito”, afirmou. Trad também voltou a criticar problemas que, segundo ele, foram relatados por famílias durante a campanha. O candidato citou áreas como saúde, segurança pública e infraestrutura e afirmou que a riqueza produzida em Mato Grosso do Sul não chega às famílias na proporção que deveria. “Muitas famílias têm nos recebido com muitas reclamações em relação aos problemas do Estado, que não se limitam à corrupção, não se limitam à segurança pública, se estendem pela saúde, as estradas muito esburacadas, precárias, e essa riqueza que o atual governador diz que o Estado tem, ela não é transferida para as famílias, não chega na mesa das famílias, porque falta um projeto de desenvolvimento social, humano”, disse. Na reta final da campanha, Fábio Trad afirmou estar otimista com a votação deste domingo e disse acreditar que chegará ao segundo turno. Segundo ele, eleitores teriam relatado apoio à candidatura, mas evitariam manifestar publicamente a escolha por receio de represálias. “Minha expectativa para amanhã é muito otimismo, porque nós temos a certeza de que iremos para o segundo turno, uma vez que muitas pessoas confidenciam a nós que irão votar conosco, mas que não podem se expor por medo de represália ou perseguição”, afirmou. O candidato também classificou a campanha como propositiva e disse que os diagnósticos apresentados durante o período eleitoral foram duros porque, na avaliação dele, os problemas do Estado são grandes. Vander fala em “dever cumprido” - Candidato ao Senado pelo PT e presidente estadual da legenda, deputado federal Vander Loubet afirmou que chega ao fim da campanha com sensação de “dever cumprido”. Ele destacou o vínculo da candidatura com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que o objetivo é ampliar, em Mato Grosso do Sul, a votação obtida pelo petista na eleição anterior. “A expectativa é de dever cumprido, acho que a gente chega na reta final. Na minha opinião, politicamente, nós já somos vitoriosos no palanque do Lula aqui”, afirmou. Vander disse esperar uma votação superior à registrada quatro anos atrás e falou em “casar” os votos de Lula, Fábio Trad e da candidatura ao Senado. “O Lula fez 39,8%. Queremos casar esse voto com o Fábio, que esse é o desafio nosso. E casar também com o voto do Senado”, disse. O petista também afirmou acreditar na possibilidade de eleger um senador e ampliar as bancadas do partido na Assembleia Legislativa e na Câmara dos Deputados. “Eu acho também que nós fazemos dois federais e quatro estaduais. Que eu acho que o PT sai fortalecido e a federação sai fortalecida”, declarou. Sobre a própria candidatura, Vander afirmou que busca votos de diferentes setores políticos, inclusive de eleitores de centro e mais conservadores, além da base tradicional do PT. “Como para o Senado são dois votos, eu preciso do primeiro voto do PT e dos votos progressistas. E preciso no segundo voto do setor mais de centro, mais conservador”, afirmou. Segundo Vander, 67 prefeitos e prefeitas declararam apoio à candidatura, embora, de acordo com ele, parte tenha feito isso de maneira menos explícita. “Eu tenho hoje, reafirmo, 67 prefeitos e prefeitas. Que alguns, de forma muito explícita, e outros, liberando seus secretários, liberando seus secretários, liberando o seu corpo administrativo. Para me apoiar junto com seus vereadores que formam a base deles nas câmaras de vereadores”, disse. Soraya chega correndo para não perder carreata -  A candidata à reeleição ao Senado Soraya Thronicke (PSB) chegou atrasada para a saída do trio elétrico e precisou correr descalça para conseguir tirar fotos com eleitores e acompanhar a carreata. Mesmo com o atraso, Soraya participou do ato e afirmou que está otimista para a votação deste domingo. “A expectativa para a eleição é a melhor possível e com certeza ganhar a eleição”, disse. A candidata também afirmou estar “felicíssima” com o desempenho da campanha até aqui. Para Vander Loubet, a mobilização deste sábado representa a retomada do protagonismo do PT em Mato Grosso do Sul. “Acho que essa carreata demonstra a campanha de novo que nós retomamos o protagonismo do Estado. Que há três eleições a gente não teve”, afirmou. O petista também declarou expectativa de que Fábio Trad alcance entre 25% e 30% dos votos para levar a disputa ao segundo turno. “O Fábio vai ter de 25% a 30%. Esperamos que as outras candidaturas façam os 20% para nós levarmos essa eleição para o segundo turno”, disse. A carreata encerrou a agenda de rua do grupo antes da votação deste domingo, quando os eleitores de Mato Grosso do Sul vão às urnas para escolher governador, dois senadores, deputados federais e deputados estaduais.
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