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Prisões e sessões de torturas ocorridas na ditadura são tema de exposição em Niterói
Mostra gratuita no Centro de Artes UFF reúne réplicas de documentos dos anos de chumbo Niterói recebe pela primeira vez a exposição “Rua da Relação, 40: testemunho material da violência de Estado”. A mostra reúne réplicas de arquivos históricos e documentos sobre prisões e torturas ocorridas no antigo prédio do Departamento de Ordem Política e Social (Dops) do Rio de Janeiro, durante a ditadura militar. A mostra será inaugurada nesta segunda-feira (31), às 18h, no Centro de Artes UFF, e ficará aberta ao público até 30 de abril, das 9h às 21h, com entrada gratuita.
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Os visitantes vão conhecer a história do Palácio da Polícia, sede do Dops da Guanabara, onde foram realizadas operações de repressão, perseguição política e tortura. O edifício, construído no início do século XX, também abrigou órgãos policiais que promoveram perseguições a terreiros de religiões afro-brasileiras.
— Esse lugar acumula histórias e memórias sobre a violência de Estado em diferentes períodos e contra distintos alvos, e tem o potencial de ser um memorial e espaço de cultura e educação para a democracia — ressalta a curadora, Fernanda Pradal.
Na exposição, há registros sobre a prática racista das prisões por vadiagem no pós-abolição, a repressão a organizadores de bailes soul nos anos 1970 e até relatos sobre o uso de uma jiboia para torturar presos políticos e comuns já em plena redemocratização.
A programação inclui a exibição de filmes que aprofundam a reflexão sobre memória e direitos humanos. Nesta segunda, no Cine UFF, serão exibidos “Trilha sonora para um golpe de estado”, às 14h; “Ainda estou aqui, às 17h10; e “Eunice, Clarice, Thereza”, às 20h, com a presença do diretor Joatan Vilela Berbel. O ingresso custa R$ 5. A última sessão é gratuita.
— É fundamental que a cultura seja uma fonte de informação sobre os fatos, e é por isso que trazemos essa exposição. Vamos abri-la no dia 31 de março, em “descomemoração” ao golpe — destaca o secretário das Culturas, Leonardo Giordano, referindo-se à data que marca os 61 anos do Golpe de 1964.
A exposição é uma realização da prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria municipal das Culturas, em parceria com a Universidade Federal Fluminense (UFF), e com produção da Fulô Cultural.