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Frankito, o Curioso

@weisefranklin.bsky.social
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Inspirado por Frankito Lopes, o Índio Apaixonado. Também conhecido como "o ranheta dos infográficos". Micro-influencer. Autodenominado guardião da racionalidade. www.desvenDADOS.com

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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
10. Garantir acesso amplo e irrestrito a dados de interesse da sociedade é uma forma de empoderamento individual, pois tira o poder de narrativa dos poucos agraciados que antes podiam fazê-lo. Qualquer movimento no sentido de restringir o acesso deve ser repelido veementemente.
040
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
9. Lembrando que, aparentemente, estes dados nem mesmo estavam disponíveis há pouco tempo, o Metrópoles precisou entrar com solicitação via LAI para ter acesso a eles em 2024. Já avançamos, mas dá para avançar mais.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
8. O correto numa gestão transparente seria tornar os dados públicos E TAMBÉM facilitar o acesso a eles via navegação e consulta intuitivas - no exemplo citado, bastaria já aparecer na tela principal os valores destinados àquele CNPJ, não as somas das ordens bancárias.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
7. Somente neste ponto que é disponibilizada a lista de beneficiários detalhada, com valor individualizado, data de pagamento e CNPJ correspondente. Percebam o quão longo é o caminho para chegar até aqui - desanima quem não é persistente.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
6. Uma vez de posse da lista de OBs, usa-se este arquivo CSV como base para uma query, mas desta vez num outro lugar - na API do Portal da Transparência. Precisa solicitar um token para ter acesso. A requisição deve ser feita em linguagem Java ou PHP.
120
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
5. Qual a alternativa? Pela tela anterior, consultar uma entidade que sabidamente arrecada desde tempos imemoriais, como a Contag - e baixar os dados correspondentes. Teremos aí uma lista de todas ordens bancárias com datas e valores totais empenhados.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
4. Dá para baixar? Dá! Mas precisa fazer isto manualmente, mês a mês. Imagine isto numa serie longa como esta, iniciada em 2014.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
3. O que ocorre é que o resultado é agrupado por ordem bancária - cada uma inclui muitos pagamentos simultâneos. Apenas ao clicar nela, vemos o detalhamento dos valores para beneficiários finais.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
2. Consultando a execução da despesa pública pelo CNPJ da entidade (neste caso aqui a MasterPrev), aparece um valor, mas que não é exatamente o que parece.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
1. Como exemplo: os dados dos descontos do INSS para entidades de aposentados estão todos no Portal da Transparência do governo federal. Até aí tudo bem. O problema é o PROCESSO para chegar até eles, bem mais complicado do que deveria ser...
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 26/06/2025
Meu post de hoje é sobre transparência nos dados, focando num aspecto poucas vezes abordado: não é sobre a disponibilidade dos dados em si, mas sobre a facilidade de acesso. Segue o 🧵
1102
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
19. A sociedade, a mídia e a classe política (falo de ambos os lados do espectro ideológico) pouco aprenderam com a pandemia. Em caso de uma nova pandemia, não acredito que estes entes estariam melhor preparados que antes. FIM
060
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
18. Diferente do nosso presidente, o então presidente dos EUA, Donald Trump foi grande incentivador da corrida pelas vacinas e início da vacinação rápida (quis até atropelar procedimentos para tanto).
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
17. Nosso lockdown foi errático: excessivamente duro com escolas (que deveriam ter reaberto antes), totalmente leniente/para inglês ver na periferia pobre.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
16. Esqueçam aquilo que 80% dos óbitos por Covid no Brasil seriam facilmente evitáveis. Apesar de ter sido dito por alguém que supostamente seria porta-voz da ciência, isto não tem embasamento científico.
130
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
15. Lembram de Uttar Pradesh, estado indiano que supostamente seria exemplar por ter poucos óbitos por Covid? Ele não apenas registra poucos óbitos por Covid - registra poucos óbitos por qualquer causa. É um estado paupérrimo e com a pior qualidade de dados da Índia.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
14. A forma como a grande mídia tratou a ciência não condiz com a própria natureza da ciência: elegeram alguns poucos porta-vozes, omitindo o debate.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
13. O tão citado consenso científico não era tão consensual assim em relação às medidas de isolamento social - simplesmente não havia conhecimento suficiente para tanto.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
12. A despeito de termos um bom registro de mortalidade, tivemos um PÉSSIMO registro de casos - fruto de testagem não apenas insuficiente, mas também de virtual inexistência de um registro consolidado de testes.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
11. O efêmero Ministro de Saúde Nelson Teich, a despeito de ser ridicularizado pelo grande público por não se comunicar bem, tinha o melhor plano (e capacitação) de todos: investir em inteligência para melhorar os sistemas de informação. Teria ajudado demais.
261
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
10. Doria, a despeito de ter desmpenhado importante papel para iniciar a vacinação rapidamente, divulgou algo absurdo/sem amparo científico quando da aprovacão da vacina: que ela ofereceria 100% de proteção contra óbitos. Uma desinformação desavergonhada.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
9. Poucos se lembram que a Rússia teve influência grande sobre parte da nossa direita num primeiro momento: queria implantar o modelo russo de registro de óbitos (que acabaria subnotificando ~70% dos óbitos por Covid por lá) e a obscura e pouco eficaz vacina Sputnik V.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
8. Nossa esquerda se calou quanto a negacionistas da pandemia que estavam do mesmo lado ideológico - como Lopez Obrador, então presidente do México.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
7. A comunicação da OMS no primeiro ano foi desastrosa, jogou ruído onde não precisava.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
6. O modelo chinês de enfrentamento da pandemia foi possivelmente o mais eficaz de todos. No entanto, recorreu a medidas draconianas não aplicáveis em países que não são ditaduras. E a falsificação dos números foi escandalosa.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
5. Já a Argentina foi bem mal: um alto excesso de óbitos a despeito do longo lockdown (ajudado possivelmente pelo uso de vacinas menos eficazes que as nossas) - e má qualidade dos dados (subnotificação, atrasos).
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
4. Comparando com pares, o Brasil não foi tão mal assim. O excesso de óbitos foi menor que o de países similares e a qualidade dos registros de mortalidade foi das melhores na América Latina.
131
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
3. Dentre países de porte, o Brasil foi o único no qual o presidente desencorajou publicamente a vacina.
140
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
2. O termo "genocida" não é aplicável a Bolsonaro. Foi um factóide criado pela oposição, mas sem embasamento formal.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 19/06/2025
Passados 5 anos do início da pandemia, eis aqui uma lista de posições que defendo que vão contra o lugar-comum ou não são das mais populares: 1. Vacinação contra Covid não deveria ter coerção estatal (porque não precisaria, só gerou polêmica desnecessária) 🧵
1111
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
6. ... infelizmente este nível de detalhamento está infelizmente indisponível quando usamos a estimativa de excesso de óbitos (se fosse a contagem do excesso de óbitos, seria possível, mas então teríamos uma lista bem mais restrita de países). FIM
020
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
5. Vale uma observação: os dados se referem ao índice cru (óbitos/100 mil). Para uma comparabilidade melhor, o ideal seria harmonizar todos eles pela idade (devido aos perfis demográficos muito diferentes entre países da lista - já que a Covid matava mais os idosos). Mas...⬇️
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
4. Um ponto digno de nota é o quanto os registros de óbitos atribuídos à Covid no Brasil são relativamente próximos ao índice de excesso (parecido ao dos EUA) - sinal de um sistema com boa qualidade de dados. ⬇️
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
d. Mesmo eventuais aumentos de óbitos contabilizados em outras causas que não a doença da epidemia são considerados como sendo consequência indireta daquela doença (por fatores como falta de atendimento hospitalar). ⬇️
110
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
c. Por outro lado, há países com bom sistema de registro, mas que optam em artificialmente baixar seus índices de Covid. Na Rússia, é até possível chegar ao total de óbitos; já na China, não. Para comparabilidade, os dados considerados aqui são as estimativas, não a contagem.⬇️
110
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
b. Há países com sistema de registro de mortalidade muito ruim mesmo em épocas normais (vide Índia, África subsaariana). Nestes, o excesso de óbitos não é medido diretamente (via total de óbitos), mas estimado por via estatística.⬇️
110
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
a. Em situações de saturação do sistema do registro de mortalidade, é esperado que exista uma queda na qualidade dos registros. Nem todos os óbitos são atribuídos às causas corretas. Isto é um problema histórico conhecido.⬇️
110
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
3. Vale lembrar que, para os epidemiologistas, o real saldo de uma epidemia ou pandemia é o excesso de óbitos - por vários motivos: ⬇️
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
2. Diferente de doenças normais, que são contabilizadas num índice relativo por ano, para pandemias é de praxe considerar o índice relativo acumulado ao longo da sua duração total (que pode ser de vários anos).⬇️
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
1. O excesso de óbitos é a diferença entre os óbitos esperados (calculados por via estatística, com base no histórico dos últimos 5 ou 10 anos) e os óbitos que realmente ocorreram. ⬇️
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 16/06/2025
Algo pouco comentado: o excesso de óbitos na pandemia vs. os óbitos oficialmente atribuídos à Covid. Eis um infográfico com os países com maior excesso (e também o índice de óbitos por Covid oficial). Quanto maior a barra, pior a qualidade dos registros de mortalidade.🧵
1153
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
E agora finalmente poderei dar início à leitura do The Book of Why – para este, sim, tenho uma expectativa altíssima, baseada em relatos que li antes (e me parece ser bem mais difícil). Espero não me decepcionar.
030
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Recomendo a leitura? Sinceramente, acho importante, sim, ter sua própria opinião a respeito deste tipo de livro que todo mundo leu – mas, por outro lado, se tiver outros desta categoria na sua lista a ler, eu colocaria os demais na frente.
120
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Ao final da leitura, algo que me chamou a atenção é que, diferente do citado Cosmos, de Carl Sagan, o Sapiens não transpira paixão e otimismo (características do Sagan) – mas sim algo de niilismo.
120
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Da página 390 em diante, ele fala sobre a felicidade no mundo moderno, de fatores que a influenciam e de quão difícil é medi-la. Tudo bem até aqui. Mas na sequência ele dá a entender que os humanos modernos são mais infelizes que os primitivos – o que contradiz o início.
120
Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Este é o tipo de detalhe que me incomoda demais: se você afirma algo tão impactante, espera-se que você saiba defender o seu ponto de maneira convincente – e não apenas dizer que é assim e pronto.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Na página 343, ele afirma que um trabalhador africano ou indonésio volta para casa depois de um dia de trabalho com menos comida que seus ancestrais há 500 anos. Isto é bombástico! Mas onde está a evidência? Ele não a cita (nem nas fontes online – lá consta um coming soon).
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Ele pouco se apega à busca pela extensão dos anos saudáveis, que me parece algo facilmente defensável com base na literatura disponível – mas reitera que o fim é a extensão da vida total muito além dos limites atuais (coisa de centenas de anos).
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Na p. 277, ele diz que o principal projeto da Revolução Científica é dar à humanidade a vida eterna - apenas no achismo, sem referências de terceiros.
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Frankito, o Curioso @weisefranklin.bsky.social · 10/06/2025
Por favor, não entendam que o livro não levanta pontos pertinentes: é apenas que por vezes o faz de forma um tanto freestyle, como mostro a seguir:
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