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Paulo Gala

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Ajudo as pessoas a Desmistificar a Economia | Posts sobre Economia e Finanças | Autor, Investidor, Professor na FGV/SP, CGA-Anbima

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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 1h
Gasolina pressiona inflação americana e complica a vida dos bancos centrais A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira, trouxe um dado muito ruim. O CPI subiu 0,6% em setembro, depois de já ter acelerado para 0,4% em agosto, número que já era bastante salgado. Em 12…
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Gasolina pressiona inflação americana e complica a vida dos bancos centrais
A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, divulgada nesta quarta-feira, trouxe um dado muito ruim. O CPI subiu 0,6% em setembro, depois de já ter acelerado para 0,4% em agosto, número que já era bastante salgado. Em 12 meses, a inflação americana roda agora em 3,7%. O choque, claramente, vem da energia. A gasolina subiu 9,1% no mês e respondeu por mais da metade da alta do índice. O grupo de energia avançou 5,2% em setembro e acumula alta de 20% em 12 meses; a gasolina está 34% mais cara do que há um ano.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 7h
A taxa neutra de juros existe? O Nobel de Woodford e a heresia do “R-star” Na mesma semana em que Michael Woodford recebeu o Nobel de Economia, uma das ideias centrais de sua obra voltou a ser contestada no mercado financeiro. Woodford é o grande arquiteto teórico da política monetária moderna:…
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A taxa neutra de juros existe? O Nobel de Woodford e a heresia do “R-star”
Na mesma semana em que Michael Woodford recebeu o Nobel de Economia, uma das ideias centrais de sua obra voltou a ser contestada no mercado financeiro. Woodford é o grande arquiteto teórico da política monetária moderna: foi ele quem deu forma rigorosa à noção de que existe uma taxa de juros “natural” ou “neutra”, o famoso R-star, que nem estimula nem contrai a economia. Os modelos novo-keynesianos usados pelos bancos centrais do mundo inteiro giram em torno desse conceito. Se a taxa real está acima do R-star, a política é contracionista; se está abaixo, é expansionista.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 12/10/2026
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Quanto custa o SUS por brasileiro? Menos de um terço de um plano de saúde Quanto o Brasil gasta, por pessoa, para manter o SUS funcionando? Fiz a conta com os dados de 2025 e o resultado surpreende quem acha que o sistema público é caro: cerca de R$ 2.600 por habitante por ano, ou R$ 217 por mês. Para comparar, um plano de saúde privado médio custa em torno de R$ 595 por mês por beneficiário. Ou seja, o SUS gasta por brasileiro algo como um terço do que custa um plano.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 12/10/2026
Vaca Muerta e a Techint: o dilema industrial e siderúrgico argentino Poucas empresas contam tanto da história industrial argentina quanto a Techint. E poucas provocam reações tão polarizadas. Para uns, é o retrato do capitalismo de compadrio; para outros, uma das raras multinacionais…
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Vaca Muerta e a Techint: o dilema industrial e siderúrgico argentino
Poucas empresas contam tanto da história industrial argentina quanto a Techint. E poucas provocam reações tão polarizadas. Para uns, é o retrato do capitalismo de compadrio; para outros, uma das raras multinacionais latino-americanas capazes de competir em produtos de alta tecnologia. O debate atual, inflamado pelos ataques de Javier Milei a Paolo Rocca, costuma misturar duas perguntas que precisam ser separadas. De Milão a Campana A Techint nasce em Milão, em 1945, pelas mãos de Agostino Rocca, engenheiro que havia dirigido a siderurgia estatal italiana. No ano seguinte, ele se instala em Buenos Aires.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 11/10/2026
Brasil x Argentina: por que a indústria divergiu sob Lula 3 e Milei Duas linhas que andavam juntas A indústria de transformação brasileira está hoje cerca de 1% acima do nível de dezembro de 2022, véspera da posse de Lula. A argentina está cerca de 9% abaixo de novembro de 2023, véspera da posse…
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Brasil x Argentina: por que a indústria divergiu sob Lula 3 e Milei
Duas linhas que andavam juntas A indústria de transformação brasileira está hoje cerca de 1% acima do nível de dezembro de 2022, véspera da posse de Lula. A argentina está cerca de 9% abaixo de novembro de 2023, véspera da posse de Milei, e chegou a cair 18% no pior momento, em junho de 2024. Em dez anos, o Brasil acumula alta de 2% na produção manufatureira; a Argentina, queda de 11%. O dado mais interessante do gráfico não é o nível, mas o momento da separação. Entre 2021 e o fim de 2023, as duas séries andaram praticamente juntas, na faixa de 100 a 104 pontos.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 11/10/2026
Nova York e Flórida: a economia do conhecimento x turismo O paradoxo A Flórida tem mais gente e cresce mais rápido que Nova York, mas Nova York produz quase 60% a mais de riqueza por habitante. Em 2025, a Flórida somava 23,5 milhões de habitantes, contra 20 milhões no estado de Nova York. Desde…
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Nova York e Flórida: a economia do conhecimento x turismo
O paradoxo A Flórida tem mais gente e cresce mais rápido que Nova York, mas Nova York produz quase 60% a mais de riqueza por habitante. Em 2025, a Flórida somava 23,5 milhões de habitantes, contra 20 milhões no estado de Nova York. Desde 2020, a população da Flórida cresceu 8,9%, enquanto a de Nova York encolheu 1%. Ainda assim, o PIB nova-iorquino chegou a US$ 2,47 trilhões em 2025, o terceiro maior dos Estados Unidos, contra US$ 1,84 trilhão da Flórida, a quarta economia do país. Dividido pela população, isso dá US$ 123 mil por habitante em Nova York, o maior valor entre todos os estados americanos, e US$ 78 mil na Flórida.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 11/10/2026
A taxa de investimento no Brasil de FHC a Lula III: crédito público, juros e política industrial O investimento brasileiro, medido pela formação bruta de capital fixo, raramente superou 21% do PIB nas últimas três décadas e nunca se manteve nesse nível. Economias que convergiram, como a China, a…
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A taxa de investimento no Brasil de FHC a Lula III: crédito público, juros e política industrial
O investimento brasileiro, medido pela formação bruta de capital fixo, raramente superou 21% do PIB nas últimas três décadas e nunca se manteve nesse nível. Economias que convergiram, como a China, a Coreia e mais recentemente o Vietnã e a Índia, sustentaram taxas entre 25% e 40% por décadas. A série do IBGE mostra que, no Brasil, o investimento depende de três motores que se alternam e raramente funcionam juntos: o custo do capital (Selic e crédito direcionado), a demanda esperada e a coordenação do Estado (BNDES, Petrobras, investimento público e política industrial).
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 09/10/2026
Disciplina exportadora: como a Ásia transformou subsídio em desempenho Toda política industrial enfrenta o mesmo dilema: como dar proteção, crédito barato e subsídio a empresas sem que isso vire simples renda para quem recebe? O Brasil conhece bem a resposta errada. Durante décadas, demos proteção…
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Disciplina exportadora: como a Ásia transformou subsídio em desempenho
Toda política industrial enfrenta o mesmo dilema: como dar proteção, crédito barato e subsídio a empresas sem que isso vire simples renda para quem recebe? O Brasil conhece bem a resposta errada. Durante décadas, demos proteção tarifária e crédito subsidiado sem pedir nada em troca — e muitas empresas se acomodaram atrás das barreiras, produzindo caro, com baixa qualidade e para um mercado cativo. Os países do Leste Asiático também protegeram e subsidiaram, e muito. A diferença é que cobraram desempenho. E a régua escolhida para medir esse desempenho foi a exportação de manufaturados.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 09/10/2026
Quanto custa construir um data center nos Estados Unidos? A nova corrida bilionária pela infraestrutura da inteligência artificial A expansão da inteligência artificial está provocando uma das maiores ondas de investimento em infraestrutura da história recente dos Estados Unidos. Empresas como…
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Quanto custa construir um data center nos Estados Unidos? A nova corrida bilionária pela infraestrutura da inteligência artificial
A expansão da inteligência artificial está provocando uma das maiores ondas de investimento em infraestrutura da história recente dos Estados Unidos. Empresas como Microsoft, Google, Amazon, Meta e Oracle estão mobilizando dezenas de bilhões de dólares para construir enormes centros de processamento de dados. Mas quanto custa, afinal, construir um data center? E o que esses investimentos revelam sobre as transformações da economia americana? A resposta é impressionante. Segundo estimativas da consultoria JLL, o custo de construção de um data center nos Estados Unidos gira em torno de US$ 10 milhões a US$ 14 milhões por megawatt (MW) de capacidade instalada de tecnologia da informação.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 08/10/2026
O que é complexidade econômica e por que ela explica a riqueza e a pobreza das nações Complexidade econômica é a quantidade de conhecimento produtivo que uma sociedade acumula e a capacidade que ela tem de combinar esse conhecimento para produzir uma cesta diversificada de bens sofisticados. O…
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O que é complexidade econômica e por que ela explica a riqueza e a pobreza das nações
Complexidade econômica é a quantidade de conhecimento produtivo que uma sociedade acumula e a capacidade que ela tem de combinar esse conhecimento para produzir uma cesta diversificada de bens sofisticados. O conhecimento de um país está espalhado entre muitas pessoas e empresas, e boa parte dele é tácito: aprende-se fazendo, não se baixa da internet nem se lê num manual. Uma economia complexa é aquela em que muitos saberes especializados estão conectados em rede, o que permite produzir coisas que poucos países conseguem fazer, como motores a jato, semicondutores, químicos especializados e equipamentos médicos.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 08/10/2026
Empresas inovadoras não nascem no vácuo: o Estado precisa construir a infraestrutura da inovação O mito da garagem Existe uma narrativa sedutora sobre o nascimento das empresas inovadoras. Um jovem brilhante, uma garagem, uma ideia genial e um investidor de risco que aposta nela. O mercado faz o…
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Empresas inovadoras não nascem no vácuo: o Estado precisa construir a infraestrutura da inovação
O mito da garagem Existe uma narrativa sedutora sobre o nascimento das empresas inovadoras. Um jovem brilhante, uma garagem, uma ideia genial e um investidor de risco que aposta nela. O mercado faz o resto. A história real é bem diferente. O Vale do Silício cresceu sobre décadas de contratos militares, financiamento público à pesquisa e universidades como Stanford e Berkeley operando em simbiose com laboratórios e empresas. Mariana Mazzucato mostrou que praticamente todas as tecnologias por trás de um smartphone, da internet ao GPS e à tela sensível ao toque, nasceram de dinheiro público.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 07/10/2026
Inovação precisa de burocracia eficiente: o Estado empreendedor em tempos de IA e crise climática Rainer Kattel, Wolfgang Drechsler e Erkki Karo acabam de publicar pelo Institute for Innovation and Public Purpose da UCL um working paper que revisita o argumento central do livro que lançaram em…
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Inovação precisa de burocracia eficiente: o Estado empreendedor em tempos de IA e crise climática
Rainer Kattel, Wolfgang Drechsler e Erkki Karo acabam de publicar pelo Institute for Innovation and Public Purpose da UCL um working paper que revisita o argumento central do livro que lançaram em 2022, How to Make an Entrepreneurial State: Why Innovation Needs Bureaucracy. O texto nasceu como epílogo da tradução alemã da obra e funciona como uma versão atualizada e condensada do livro para um mundo que, nas palavras dos autores, deixou de viver uma turbulência passageira e entrou num estado de instabilidade estrutural. A tese original continua de pé: a inovação sempre dependeu de burocracias capazes de criar, financiar, regular e coordenar novas tecnologias.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 07/10/2026
O consumo não puxa a economia: ele é puxado Quem puxa quem No debate econômico do dia a dia, o consumo das famílias aparece quase sempre como o grande motor do PIB. Faz sentido à primeira vista: ele responde por cerca de 60% da demanda no Brasil e perto de 70% nos Estados Unidos. Se é a maior…
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O consumo não puxa a economia: ele é puxado
Quem puxa quem No debate econômico do dia a dia, o consumo das famílias aparece quase sempre como o grande motor do PIB. Faz sentido à primeira vista: ele responde por cerca de 60% da demanda no Brasil e perto de 70% nos Estados Unidos. Se é a maior fatia, seria ele quem manda. A tradição de Keynes e Kalecki inverte essa leitura. O consumo é grande, mas é passivo: depende da renda, e a renda depende de outra coisa. Quem dá a partida são os gastos que não dependem da renda corrente — o gasto do governo, o investimento e as exportações.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 07/10/2026
Os cientistas mataram Deus e colocaram a “ciência” no altar: o crepúsculo dos novos ídolos Nietzsche anunciou a morte de Deus no final do século XIX. A frase é provavelmente uma das mais conhecidas e mais mal interpretadas da filosofia moderna. Deus não havia sido assassinado por um indivíduo, nem…
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Os cientistas mataram Deus e colocaram a “ciência” no altar: o crepúsculo dos novos ídolos
Nietzsche anunciou a morte de Deus no final do século XIX. A frase é provavelmente uma das mais conhecidas e mais mal interpretadas da filosofia moderna. Deus não havia sido assassinado por um indivíduo, nem Nietzsche estava simplesmente comemorando a vitória do ateísmo. O que ele percebia era uma transformação muito mais profunda: a civilização europeia estava destruindo, por meio da própria razão, da crítica histórica e do avanço científico, os fundamentos metafísicos sobre os quais havia organizado sua vida durante séculos. A ciência participou desse processo. Copérnico retirou a Terra do centro do universo.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 05/10/2026
Mega rali de ativos no Brasil: o mercado já precifica novo governo, mas a dúvida agora é o crescimento O mercado brasileiro viveu hoje um rali impressionante. A bolsa sobe quase 8% a 9%, rompendo com folga a barreira dos 200 mil pontos, enquanto os juros longos derretem: o contrato de janeiro de…
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Mega rali de ativos no Brasil: o mercado já precifica novo governo, mas a dúvida agora é o crescimento
O mercado brasileiro viveu hoje um rali impressionante. A bolsa sobe quase 8% a 9%, rompendo com folga a barreira dos 200 mil pontos, enquanto os juros longos derretem: o contrato de janeiro de 2035, que chegou a ser negociado entre 14% e 15%, está agora abaixo de 13%, uma queda de mais de 100 pontos-base na abertura. O EWZ, que combina Bovespa e dólar, avança quase 10%. O câmbio chegou a furar os R$ 5 e oscila agora perto desse patamar. Há uma compra maciça de ativos brasileiros. O movimento é resultado direto do primeiro turno das eleições.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 05/10/2026
Mississippi e South Sea: as duas grandes bolhas que explodiram em 1720 A história das grandes bolhas financeiras costuma começar com a tulipomania holandesa do século XVII. Mas, se quisermos encontrar episódios que realmente se parecem com as bolhas modernas, com crédito, ações, dívida pública,…
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Mississippi e South Sea: as duas grandes bolhas que explodiram em 1720
A história das grandes bolhas financeiras costuma começar com a tulipomania holandesa do século XVII. Mas, se quisermos encontrar episódios que realmente se parecem com as bolhas modernas, com crédito, ações, dívida pública, promessa de riqueza futura, engenharia financeira e participação direta do Estado, é melhor olhar para o ano de 1720. Foi naquele momento que duas enormes bolhas especulativas explodiram quase simultaneamente na Europa: a Mississippi Bubble, na França, e a South Sea Bubble, na Inglaterra. Os dois episódios são frequentemente confundidos, e não por acaso. Aconteceram praticamente ao mesmo tempo, envolveram companhias privilegiadas pelo Estado, promessas de lucros extraordinários em territórios ultramarinos e uma expansão impressionante do preço das ações.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 04/10/2026
Louisiana: a colônia que a França não soube fazer render Em 1803, a França vendeu aos Estados Unidos cerca de 2,1 milhões de km² por 15 milhões de dólares. Deu menos de três centavos por acre. O território ia do Golfo do México ao Canadá e dobrou de uma vez o tamanho do país de Jefferson. Como uma…
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Louisiana: a colônia que a França não soube fazer render
Em 1803, a França vendeu aos Estados Unidos cerca de 2,1 milhões de km² por 15 milhões de dólares. Deu menos de três centavos por acre. O território ia do Golfo do México ao Canadá e dobrou de uma vez o tamanho do país de Jefferson. Como uma potência abre mão de metade de um continente por esse preço? A resposta está em 120 anos de colonização mal sucedida. A Louisiana francesa foi um projeto geopolítico ambicioso montado sobre uma base econômica frágil: pouca gente, pouco capital, quase nenhuma produção que se sustentasse sozinha.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 03/10/2026
Do chip quântico à ARPANET: como a DARPA e o governo ajudaram a Microsoft Chip quântico Em 22 de setembro, a Microsoft abriu um centro de pesquisa quântica de cerca de 1.400 m² no Discovery District da Universidade de Maryland, perto de Washington. O espaço tem uma área reservada para a DARPA, a…
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Do chip quântico à ARPANET: como a DARPA e o governo ajudaram a Microsoft
Chip quântico Em 22 de setembro, a Microsoft abriu um centro de pesquisa quântica de cerca de 1.400 m² no Discovery District da Universidade de Maryland, perto de Washington. O espaço tem uma área reservada para a DARPA, a agência de projetos avançados de pesquisa do Pentágono, testar pessoalmente o sistema baseado no chip Majorana 2. Até então, os testes da agência eram feitos remotamente, em máquinas instaladas em Redmond e na Europa. O Majorana 2 foi anunciado em junho. Segundo a Microsoft, seus qubits topológicos mantêm o estado quântico por 20 segundos em média, contra 1 a 12 milissegundos no Majorana 1 — algo como mil vezes mais.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 03/10/2026
Do Blackbird ao iPhone: a NASA e o Estado que inventa o futuro A NASA quer colocar de novo no ar o SR-71 Blackbird, o avião mais rápido já construído. A agência procurou engenheiros aposentados para restaurar a aeronave de cauda 844, retirada este ano da exposição no Armstrong Flight Research…
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Do Blackbird ao iPhone: a NASA e o Estado que inventa o futuro
A NASA quer colocar de novo no ar o SR-71 Blackbird, o avião mais rápido já construído. A agência procurou engenheiros aposentados para restaurar a aeronave de cauda 844, retirada este ano da exposição no Armstrong Flight Research Center, na Califórnia. O pano de fundo é uma decisão estratégica: no All-In Summit, o administrador Jared Isaacman apresentou um slide sobre a reconstrução do portfólio de X-planes da agência, os aviões experimentais, e declarou que a NASA voltaria ao negócio de voar alto e rápido. À primeira vista, parece nostalgia. Na verdade, é a NASA voltando a fazer o que sempre fez de melhor: usar missões ousadas para empurrar a fronteira tecnológica dos Estados Unidos.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 03/10/2026
Cacau ou chocolate? Medindo a escada de Reinert no comércio mundial O economista norueguês Erik Reinert passou a carreira defendendo uma ideia simples e incômoda: não importa só quanto um país produz, importa o que ele produz. Algumas atividades sustentam salários altos; outras, por mais…
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Cacau ou chocolate? Medindo a escada de Reinert no comércio mundial
O economista norueguês Erik Reinert passou a carreira defendendo uma ideia simples e incômoda: não importa só quanto um país produz, importa o que ele produz. Algumas atividades sustentam salários altos; outras, por mais eficientes que sejam, condenam quem as faz a salários baixos. Para organizar essa ideia, Reinert propôs nos anos 1990 um Índice de Qualidade das Atividades Econômicas: uma escada que vai da concorrência perfeita, lá embaixo, até a concorrência imperfeita e dinâmica, lá em cima. Reinert o usou como ferramenta conceitual, ilustrada com casos: o açúcar e o tabaco cubanos, as bolas de beisebol costuradas à mão no Haiti, as bolas de golfe fabricadas nos Estados Unidos.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 02/10/2026
Payroll decepciona e mostra mercado de trabalho americano bem mais fraco Criação de apenas 29 mil vagas em setembro, muito abaixo das expectativas, reduz a chance de nova alta de juros pelo Fed na próxima reunião O payroll divulgado nesta sexta-feira trouxe um número muito ruim para a economia dos…
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Payroll decepciona e mostra mercado de trabalho americano bem mais fraco
Criação de apenas 29 mil vagas em setembro, muito abaixo das expectativas, reduz a chance de nova alta de juros pelo Fed na próxima reunião O payroll divulgado nesta sexta-feira trouxe um número muito ruim para a economia dos Estados Unidos. Foram criados apenas 29 mil empregos em setembro, contra uma mediana das projeções entre 90 mil e 100 mil vagas. É um daqueles meses de surpresa completa, com um resultado catastrófico em termos de geração de postos de trabalho. As revisões dos meses anteriores também vieram para baixo. O dado de julho passou de criação de 21 mil vagas para destruição de 10 mil.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 30/09/2026
Solow versus Pasinetti: o que estamos realmente medindo quando falamos em produtividade? Poucos conceitos são tão utilizados no debate econômico quanto produtividade. Países crescem porque aumentam sua produtividade. Salários reais dependem da produtividade. Economias ricas são mais produtivas do…
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Solow versus Pasinetti: o que estamos realmente medindo quando falamos em produtividade?
Poucos conceitos são tão utilizados no debate econômico quanto produtividade. Países crescem porque aumentam sua produtividade. Salários reais dependem da produtividade. Economias ricas são mais produtivas do que economias pobres. E uma das medidas mais utilizadas para acompanhar esse processo é a chamada produtividade total dos fatores, a famosa PTF. Mas existe uma questão anterior, e muito mais complicada: o que exatamente estamos medindo quando dizemos que a produtividade de uma economia aumentou ou diminuiu? Essa pergunta está no centro de uma diferença importante entre a tradição associada a Robert Solow e a abordagem estrutural desenvolvida por Luigi Pasinetti.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 30/09/2026
Desemprego na mínima histórica não significa trabalho de qualidade Taxa cai a 5,3% e Caged surpreende, mas renda média modesta e informalidade mostram que o desafio agora é melhorar os empregos, não apenas criá-los O mercado de trabalho brasileiro voltou a bater recorde. A taxa de desemprego caiu…
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Desemprego na mínima histórica não significa trabalho de qualidade
Taxa cai a 5,3% e Caged surpreende, mas renda média modesta e informalidade mostram que o desafio agora é melhorar os empregos, não apenas criá-los O mercado de trabalho brasileiro voltou a bater recorde. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, abaixo dos 5,6% do trimestre anterior, e atingiu o menor nível de toda a série histórica. Quando se soma desemprego e inflação, o chamado índice de miséria, o resultado também é o mais baixo já registrado, sinal de que o Banco Central tem conduzido bem a política monetária desse ponto de vista.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 30/09/2026
PPP sem mistério: o PIB dos países pobres depende de quais preços usamos Comparar o PIB de países diferentes parece simples: basta converter tudo para dólares pela taxa de câmbio. O problema é que o câmbio só reflete os preços do que é comercializado internacionalmente. Um celular custa mais ou…
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PPP sem mistério: o PIB dos países pobres depende de quais preços usamos
Comparar o PIB de países diferentes parece simples: basta converter tudo para dólares pela taxa de câmbio. O problema é que o câmbio só reflete os preços do que é comercializado internacionalmente. Um celular custa mais ou menos o mesmo em Bogotá e em Nova York. Um corte de cabelo, não. Como serviços locais são muito mais baratos nos países pobres, o câmbio de mercado subestima o quanto essas economias realmente produzem. A paridade de poder de compra, o PPP, existe para corrigir isso. Mas a correção depende de uma escolha que quase ninguém discute: a quais preços vamos valorizar a produção de cada país?
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 30/09/2026
Califórnia, Colômbia e Marrocos: a mesma gente, economias de outro mundo Coloque lado a lado a Califórnia, a Colômbia e o Marrocos. São três lugares com populações muito parecidas, entre 38 e 54 milhões de habitantes. Qualquer um deles caberia confortavelmente numa lista de "países médios" do…
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Califórnia, Colômbia e Marrocos: a mesma gente, economias de outro mundo
Coloque lado a lado a Califórnia, a Colômbia e o Marrocos. São três lugares com populações muito parecidas, entre 38 e 54 milhões de habitantes. Qualquer um deles caberia confortavelmente numa lista de "países médios" do mundo. Mas quando olhamos para o que essas pessoas produzem, a semelhança desaparece por completo. A Califórnia, com menos gente que a Colômbia, gera quase dez vezes o PIB colombiano e mais de vinte vezes o marroquino. Não se trata de uma diferença de grau, mas de escala. É como se estivéssemos comparando economias de mundos diferentes, habitados por populações do mesmo tamanho.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 28/09/2026
Ser o maior não é ser o mais forte: market share e poder de mercado O Brasil responde por 55% das exportações mundiais de soja. A Austrália, por 53% das de minério de ferro. A Costa do Marfim vende quase todas as cascas de cacau exportadas no planeta. Pelos manuais de antitruste, são mercados…
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Ser o maior não é ser o mais forte: market share e poder de mercado
O Brasil responde por 55% das exportações mundiais de soja. A Austrália, por 53% das de minério de ferro. A Costa do Marfim vende quase todas as cascas de cacau exportadas no planeta. Pelos manuais de antitruste, são mercados altamente concentrados, com um jogador dominante. Seria de esperar que esses países ditassem preços e colhessem lucros extraordinários. Não é o que acontece. E entender por quê diz muito sobre o desenvolvimento econômico. O que é, de fato, poder de mercado Poder de mercado é a capacidade de cobrar acima do custo sem perder as vendas.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 27/09/2026
A armadilha tecnológica da renda média: por que a China escapou e o Brasil ficou Uma pergunta atravessa a economia do desenvolvimento há décadas: por que tão poucos países conseguem sair da renda média? Coreia do Sul, Taiwan, Singapura... e a lista encolhe rapidamente. A maior parte dos países que…
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A armadilha tecnológica da renda média: por que a China escapou e o Brasil ficou
Uma pergunta atravessa a economia do desenvolvimento há décadas: por que tão poucos países conseguem sair da renda média? Coreia do Sul, Taiwan, Singapura... e a lista encolhe rapidamente. A maior parte dos países que chegaram à renda média, o Brasil entre eles, estacionou ali. Cresceram, urbanizaram-se, montaram parques industriais razoáveis, mas não completaram a travessia. Um dos trabalhos mais interessantes sobre o tema é o artigo de Antonio Andreoni e Fiona Tregenna publicado em 2020 na Structural Change and Economic Dynamics. O ponto de partida é que, em vez de alcançar as economias avançadas, a maioria dos países de renda média ficou presa numa armadilha.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 26/09/2026
Taxa SELIC a 12%? Prévia da inflação sobe acima do esperado, mas BC mantém espaço para cortes graduais IPCA-15 de setembro avança 0,70%, pressionado pelo fim do bônus de Itaipu; Relatório de Política Monetária reforça estratégia de "calibragem" dos juros A prévia da inflação oficial veio mais…
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Taxa SELIC a 12%?
Prévia da inflação sobe acima do esperado, mas BC mantém espaço para cortes graduais IPCA-15 de setembro avança 0,70%, pressionado pelo fim do bônus de Itaipu; Relatório de Política Monetária reforça estratégia de "calibragem" dos juros A prévia da inflação oficial veio mais salgada do que o mercado previa. O IPCA-15 de setembro, que mede a variação de preços entre 15 de agosto e 15 de setembro, subiu 0,70%, acima da expectativa de 0,53%. Com o resultado, o índice acumula alta de 3,82% no ano e de 4,47% em doze meses, pouco abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 25/09/2026
Quanto pesa, de fato, a indústria nos países ricos? Quando comparamos a participação da indústria de transformação no PIB, a diferença entre países ricos e o Brasil parece pequena. A manufatura responde por cerca de 19% do PIB suíço e por uns 12% do brasileiro. Olhando só esses números, a Suíça…
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Quanto pesa, de fato, a indústria nos países ricos?
Quando comparamos a participação da indústria de transformação no PIB, a diferença entre países ricos e o Brasil parece pequena. A manufatura responde por cerca de 19% do PIB suíço e por uns 12% do brasileiro. Olhando só esses números, a Suíça seria apenas um pouco mais industrial que nós. Mas a manufatura per capita conta outra história: algo como 15 mil dólares por habitante na Suíça contra mil no Brasil, uma diferença de quinze vezes. Como as duas medidas podem ser tão diferentes? A resposta está nos preços. Participação no PIB é uma razão entre valores, e o denominador inclui os serviços.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 24/09/2026
Metade do mundo está presa na renda média, e a complexidade econômica explica por quê Todo ano, em 1º de julho, o Banco Mundial reorganiza o mapa econômico do planeta. A classificação divide os países em quatro grupos de acordo com a renda nacional bruta per capita do ano anterior. Na edição de…
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Metade do mundo está presa na renda média, e a complexidade econômica explica por quê
Todo ano, em 1º de julho, o Banco Mundial reorganiza o mapa econômico do planeta. A classificação divide os países em quatro grupos de acordo com a renda nacional bruta per capita do ano anterior. Na edição de 2026, os limites passaram a ser: baixa renda até US$ 1.175, renda média-baixa de US$ 1.176 a 4.635, renda média-alta de US$ 4.636 a 14.375 e alta renda acima de US$ 14.375. A edição cobre 218 países e servirá de referência global até o fim de junho de 2027.The World Bank…
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 23/09/2026
R$ 445 bilhões a mais: quanto o gasto federal realmente cresceu desde 2022 Poucos temas geram tanto calor e tão pouca luz no debate econômico brasileiro quanto o gasto público. De um lado, fala-se em "gastança descontrolada"; de outro, em "austeridade que sufoca". Vale olhar os números com calma,…
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R$ 445 bilhões a mais: quanto o gasto federal realmente cresceu desde 2022
Poucos temas geram tanto calor e tão pouca luz no debate econômico brasileiro quanto o gasto público. De um lado, fala-se em "gastança descontrolada"; de outro, em "austeridade que sufoca". Vale olhar os números com calma, em reais de hoje, para entender o que de fato aconteceu com a despesa primária do Governo Central, que reúne Tesouro, Previdência e Banco Central, entre 2021 e 2026. O ponto de partida é distorcido pela pandemia. Em 2020, o gasto federal chegou a cerca de R$ 2,78 trilhões em valores atualizados, inflado pelo auxílio emergencial e pelas transferências a estados e municípios.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 23/09/2026
O modelo por trás da Selic: o que é um modelo semiestrutural e por que ele importa Toda vez que o Copom anuncia uma decisão, surge a mesma crítica nas redes e em parte da imprensa: o Banco Central estaria decidindo os juros "no feeling", sob pressão do mercado financeiro ou ao sabor do humor de…
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O modelo por trás da Selic: o que é um modelo semiestrutural e por que ele importa
Toda vez que o Copom anuncia uma decisão, surge a mesma crítica nas redes e em parte da imprensa: o Banco Central estaria decidindo os juros "no feeling", sob pressão do mercado financeiro ou ao sabor do humor de seus diretores. A crítica ignora um fato básico. Há mais de duas décadas o Banco Central do Brasil trabalha com um arcabouço formal de projeção, e a peça central desse arcabouço é o que os economistas chamam de modelo semiestrutural. Entender o que é esse modelo, e de onde vem esse nome curioso, ajuda a qualificar o debate sobre política monetária no país.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 23/09/2026
Ata do Copom deixa a porta aberta para novo corte em novembro A principal mensagem da ata do Copom, na minha leitura, é que a porta continua aberta para um novo corte da Selic na reunião de novembro. Um movimento de 0,25 ponto percentual poderia levar a taxa dos atuais 13,75% para 13,50% ao ano.…
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Ata do Copom deixa a porta aberta para novo corte em novembro
A principal mensagem da ata do Copom, na minha leitura, é que a porta continua aberta para um novo corte da Selic na reunião de novembro. Um movimento de 0,25 ponto percentual poderia levar a taxa dos atuais 13,75% para 13,50% ao ano. Isso, evidentemente, não está definido. A decisão dependerá fundamentalmente do que acontecer nas próximas semanas. O Banco Central voltou a destacar os sinais de desaceleração da atividade econômica e agora parece dar também maior atenção ao comportamento do crédito, que vem perdendo força. É um movimento compatível com um cenário de menor crescimento.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 22/09/2026
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Bolha ou revolução? Falta de chips e o novo ciclo de investimentos em IA A AMD acaba de se tornar a quarta fabricante americana de chips a superar US$ 1 trilhão em valor de mercado, depois de Nvidia, Broadcom e Micron. A Nvidia, que cruzou essa marca em 2023, é hoje a empresa mais valiosa do mundo, avaliada em US$ 5,49 trilhões. Quatro empresas de semicondutores no clube do trilhão. Há poucos anos, isso seria impensável. Diante desses números, a reação mais comum é imediata: é uma bolha de IA, e vai explodir.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 20/09/2026
André Singer e o impasse brasileiro: por que a frente democrática não vira maioria André Singer lançou *Impasse: o Brasil diante da onda reacionária* (Companhia das Letras, 2026). O livro foi escrito entre janeiro e outubro de 2025, com atualizações pontuais até abril deste ano, e chega no meio da…
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André Singer e o impasse brasileiro: por que a frente democrática não vira maioria
André Singer lançou *Impasse: o Brasil diante da onda reacionária* (Companhia das Letras, 2026). O livro foi escrito entre janeiro e outubro de 2025, com atualizações pontuais até abril deste ano, e chega no meio da campanha. Vale a leitura mesmo para quem não compartilha das premissas do autor, porque ele formula com clareza um problema que a análise econômica costuma tratar como ruído. A tese cabe em duas frases. Diante do avanço reacionário, tornou-se obrigatório construir a frente mais ampla possível para preservar o regime democrático. Mas as contradições de classe dentro dessa coalizão paralisam o próprio artefato frentista, impedindo o salto de qualidade que formaria uma maioria sólida.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 19/09/2026
O Brasil tem menos empregos com carteira assinada do que gente vivendo de Bolsa Família Divida o número de empregos com carteira assinada no setor privado pelo número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família. O resultado nunca passou de 1 nos últimos seis anos. Em 2025, o melhor ano da série, o…
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O Brasil tem menos empregos com carteira assinada do que gente vivendo de Bolsa Família
Divida o número de empregos com carteira assinada no setor privado pelo número de pessoas atendidas pelo Bolsa Família. O resultado nunca passou de 1 nos últimos seis anos. Em 2025, o melhor ano da série, o país tinha 0,81 emprego formal para cada beneficiário do programa — ou seja, quatro carteiras assinadas para cada cinco brasileiros que dependem da transferência. Não é um indicador de eficiência nem de justiça social. É uma medida grosseira de proporção: de um lado, o país que trabalha com contrato, contribuição previdenciária e direito trabalhista; do outro, o país que precisa de um depósito mensal do Tesouro para comer.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 19/09/2026
Argentina: a frágil estabilidade que não virou desenvolvimento Há um risco analítico grande em discutir a Argentina hoje, que é escolher um lado da estatística e fingir que o outro não existe. Os dois lados são verdadeiros ao mesmo tempo, e é exatamente daí que vem a complexidade do caso.…
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Argentina: a frágil estabilidade que não virou desenvolvimento
Há um risco analítico grande em discutir a Argentina hoje, que é escolher um lado da estatística e fingir que o outro não existe. Os dois lados são verdadeiros ao mesmo tempo, e é exatamente daí que vem a complexidade do caso. Comecemos pelo que funcionou. O ajuste fiscal foi feito, e foi feito de verdade. A inflação, que rodava acima de 25% ao mês no fim de 2023, ficou entre 1,9% e 3,4% ao mês nos primeiros oito meses de 2026. Depois da recessão do primeiro ano, a economia cresceu 4,4% em 2025.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 18/09/2026
A Lei de Terras de 1850 e as duas portas de entrada na economia brasileira (colonos no sul e escravos no nordeste) Em 1850 o Brasil aprovou duas leis que costumam aparecer em capítulos separados dos livros escolares, mas que só fazem sentido juntas. A Lei Eusébio de Queirós reprimiu o tráfico…
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A Lei de Terras de 1850 e as duas portas de entrada na economia brasileira (colonos no sul e escravos no nordeste)
Em 1850 o Brasil aprovou duas leis que costumam aparecer em capítulos separados dos livros escolares, mas que só fazem sentido juntas. A Lei Eusébio de Queirós reprimiu o tráfico transatlântico de escravizados. A Lei de Terras mudou a forma de acesso à terra pública. Uma fechou a torneira da mão de obra cativa, a outra organizou quem poderia virar proprietário. A coincidência de datas não é coincidência. O que a lei fez Antes de 1850, a ocupação de terras públicas era um emaranhado de sesmarias antigas, posses informais e áreas sem delimitação clara.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 18/09/2026
Petróleo a US$ 105 e eleição binária: o dilema do Banco Central As decisões de política monetária da semana vieram sem surpresa. O Banco Central cortou a Selic para 13,75%, como esperado, e o Federal Reserve elevou os juros americanos para 4%, também dentro do previsto. O que mudou o jogo não foi…
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Petróleo a US$ 105 e eleição binária: o dilema do Banco Central
As decisões de política monetária da semana vieram sem surpresa. O Banco Central cortou a Selic para 13,75%, como esperado, e o Federal Reserve elevou os juros americanos para 4%, também dentro do previsto. O que mudou o jogo não foi a decisão dos bancos centrais, mas o petróleo. O barril a US$ 105 não tem resolução à vista. A crise logística no Oriente Médio se agravou com os ataques no estreito de Bab el-Mandeb, na entrada do Mar Vermelho que dá acesso ao Canal de Suez, e se estendeu ao oleoduto saudita que leva o petróleo de uma ponta à outra do país justamente para contornar aquele gargalo.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 18/09/2026
Cimento: A indústria que construiu capacidade para uma demanda que o país interrompeu Poucos setores contam a história do investimento brasileiro com tanta clareza quanto o cimento. É uma indústria sem mistério tecnológico, sem concorrência importada, sem disputa de mercado externo. Vende…
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Cimento: A indústria que construiu capacidade para uma demanda que o país interrompeu
Poucos setores contam a história do investimento brasileiro com tanta clareza quanto o cimento. É uma indústria sem mistério tecnológico, sem concorrência importada, sem disputa de mercado externo. Vende praticamente tudo que produz dentro do país, para obras que acontecem a algumas centenas de quilômetros da fábrica. Justamente por isso, quando ela vai mal, a explicação não está na competitividade nem na produtividade. Está na demanda. E a demanda, no cimento, é quase sinônimo de investimento em infraestrutura e habitação. Os números são eloquentes. O consumo bateu o recorde histórico em 2014, com 73 milhões de toneladas vendidas, na esteira do PAC 2, que havia elevado os investimentos em infraestrutura pouco antes da crise econômica.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 17/09/2026
China e seus US$ 7 trilhões em finanças verdes: quando o crédito vira política industrial Enquanto boa parte do Ocidente ainda debate se “ESG” é tendência ou modismo, a China construiu, em silêncio e com método, o maior mercado de finanças verdes do mundo. Os números impressionam. Hoje o país…
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China e seus US$ 7 trilhões em finanças verdes: quando o crédito vira política industrial
Enquanto boa parte do Ocidente ainda debate se “ESG” é tendência ou modismo, a China construiu, em silêncio e com método, o maior mercado de finanças verdes do mundo. Os números impressionam. Hoje o país acumula cerca de RMB 48 trilhões (US$ 7 trilhões) em empréstimos verdes, além de um dos maiores mercados de títulos verdes do planeta, com uns RMB 2,3 trilhões em circulação, e mais de mil fundos de investimento verdes. A velocidade chama atenção. Segundo Ma Jun, ex-assessor do banco central chinês, o estoque de financiamento verde, somando títulos, empréstimos e ações, saiu de aproximadamente US$ 1 trilhão em 2015 para a casa dos US$ 7 trilhões.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 16/09/2026
O papel das estatais e da Petrobras na construção do mercado de capitais brasileiro A Bolsa de Valores brasileira é muito mais antiga que as grandes empresas estatais do século XX. Bolsas e mercados organizados de títulos já existiam no país desde o século XIX. Mas durante décadas o mercado…
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O papel das estatais e da Petrobras na construção do mercado de capitais brasileiro
A Bolsa de Valores brasileira é muito mais antiga que as grandes empresas estatais do século XX. Bolsas e mercados organizados de títulos já existiam no país desde o século XIX. Mas durante décadas o mercado acionário brasileiro permaneceu pequeno, pouco líquido e restrito a um número limitado de companhias e investidores. Antes das grandes reformas financeiras dos anos 1960, a própria CVM lembra que os brasileiros tendiam a concentrar sua poupança em imóveis e outros ativos reais, enquanto inflação elevada, limitações às taxas de juros e uma estrutura financeira ainda rudimentar dificultavam o desenvolvimento de um mercado de capitais mais profundo.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 16/09/2026
Super quarta: Brasil deve cortar juros enquanto o Fed se prepara para subir Esta quarta-feira reúne as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, e a expectativa é de movimentos em direções opostas. No Brasil, o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14%…
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Super quarta: Brasil deve cortar juros enquanto o Fed se prepara para subir
Esta quarta-feira reúne as decisões de juros do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve, e a expectativa é de movimentos em direções opostas. No Brasil, o Copom deve cortar a Selic em 0,25 ponto percentual, de 14% para 13,75%. Nos Estados Unidos, o Fed deve finalmente elevar a taxa básica de 3,75% para 4%. A economia americana tem dado sinais claros de aquecimento. As vendas no varejo divulgadas hoje vieram bem acima do esperado: alta de 1,2% contra projeção de 0,8%. Excluindo automóveis, o avanço foi de 1,4%, ante expectativa de 0,6%.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 15/09/2026
A Mitsubishi e o Estado japonês: a história de uma aliança centenária *escrito por Gustavo Pauro Dos subsídios do governo Meiji aos contratos de caças de sexta geração, o maior keiretsu do Japão nunca deixou de ser, também, um instrumento da estratégia industrial do Estado A Mitsubishi nasceu, em…
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A Mitsubishi e o Estado japonês: a história de uma aliança centenária
*escrito por Gustavo Pauro Dos subsídios do governo Meiji aos contratos de caças de sexta geração, o maior keiretsu do Japão nunca deixou de ser, também, um instrumento da estratégia industrial do Estado A Mitsubishi nasceu, em 1870, como uma pequena companhia de navegação fundada por Yataro Iwasaki, e se tornaria, ao lado de Mitsui, Sumitomo e Yasuda, um dos quatro grandes zaibatsu que dominaram a economia japonesa entre o final do século XIX e o fim da Segunda Guerra Mundial. Mais do que qualquer outro desses conglomerados familiares, porém, a Mitsubishi construiu sua ascensão em simbiose direta com o Estado japonês, e essa simbiose, reconfigurada por sucessivas rupturas históricas, chega praticamente intacta ao século XXI.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 14/09/2026
Takaichi e a volta do Estado ao centro da economia no Japão A The Economist publicou nesta semana uma reportagem que merece atenção de quem estuda desenvolvimento econômico. O tom da revista é de alarme: os planos de gasto da primeira-ministra Takaichi Sanae estariam desestabilizando os mercados,…
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Takaichi e a volta do Estado ao centro da economia no Japão
A The Economist publicou nesta semana uma reportagem que merece atenção de quem estuda desenvolvimento econômico. O tom da revista é de alarme: os planos de gasto da primeira-ministra Takaichi Sanae estariam desestabilizando os mercados, e ela estaria colocando o Estado no centro da economia japonesa. A frase que resume tudo aparece na boca de um consultor de Tóquio, Tobias Harris: o governo quer fazer "um Rapidus para tudo". Vale explicar a referência. A Rapidus é a empresa de semicondutores criada em 2022 com dinheiro público japonês e participação de Toyota, Sony, SoftBank, NTT e outras gigantes, com a missão de produzir chips de 2 nanômetros em solo japonês até 2027.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 11/09/2026
paulogala.com.br
Deflação de agosto abre caminho para novo corte da Selic, enquanto Fed se prepara para subir juros O IPCA de agosto trouxe uma boa notícia: deflação de 0,32%, mais intensa do que a queda de 0,28% esperada pelo mercado. É o primeiro resultado negativo do índice cheio em alguns meses e reforça a percepção de que o cenário inflacionário brasileiro melhorou de forma consistente. Entre junho e agosto, a inflação acumulada ficou praticamente em zero. O grande destaque do mês foi o bônus de Itaipu, o excedente financeiro da usina que é repassado às contas de luz dos consumidores quando os custos efetivos da geração ficam abaixo do previsto.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 09/09/2026
O Homestead Act e as duas Américas: como a terra ajudou a construir o Norte e o Meio-Oeste e deixou o Sul para trás Uma das leis mais importantes para entender por que os Estados Unidos se desenvolveram de maneira tão desigual entre suas regiões foi o Homestead Act de 1862, sancionado por Abraham…
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O Homestead Act e as duas Américas: como a terra ajudou a construir o Norte e o Meio-Oeste e deixou o Sul para trás
Uma das leis mais importantes para entender por que os Estados Unidos se desenvolveram de maneira tão desigual entre suas regiões foi o Homestead Act de 1862, sancionado por Abraham Lincoln em plena Guerra Civil. Seu princípio era extraordinariamente simples: em vez de vender toda a terra pública ao maior comprador ou permitir sua concentração nas mãos de grandes proprietários, o governo federal entregaria parcelas de terra a famílias dispostas a ocupá-las, cultivá-las e melhorá-las. A lei permitia que um cidadão americano, ou alguém que pretendesse se tornar cidadão, requeresse até …
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 08/09/2026
A estagnação secular morreu no orçamento Por que o mundo saiu de juros zero para juros de 5% — e o que isso significa para o Brasil Entre 2010 e 2019, o debate macroeconômico global girou em torno de uma tese: a estagnação secular. Larry Summers ressuscitou o termo de Alvin Hansen em 2013 para…
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A estagnação secular morreu no orçamento
Por que o mundo saiu de juros zero para juros de 5% — e o que isso significa para o Brasil Entre 2010 e 2019, o debate macroeconômico global girou em torno de uma tese: a estagnação secular. Larry Summers ressuscitou o termo de Alvin Hansen em 2013 para descrever um mundo em que a poupança desejada excedia cronicamente o investimento desejado ao nível de pleno emprego. O resultado desse desequilíbrio era um juro real de equilíbrio — o r* wickselliano — em queda persistente, possivelmente negativo. Os sintomas eram inequívocos.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 07/09/2026
De Finmeccanica a Leonardo: o que a Itália ensina sobre política industrial militar A Europa decidiu rearmar-se. Na cúpula da OTAN em Ancara, os membros europeus reafirmaram o compromisso de levar o gasto militar e de segurança a 5% do PIB até 2035, com a promessa explícita de que esse dinheiro…
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De Finmeccanica a Leonardo: o que a Itália ensina sobre política industrial militar
A Europa decidiu rearmar-se. Na cúpula da OTAN em Ancara, os membros europeus reafirmaram o compromisso de levar o gasto militar e de segurança a 5% do PIB até 2035, com a promessa explícita de que esse dinheiro serviria para "fortalecer a base industrial" do continente. Entre 2021 e 2024, os gastos com aquisição de equipamento militar já dobraram nos países da União Europeia. Ao mesmo tempo, a manufatura civil europeia encolhe: Alemanha e Itália, as duas maiores potências industriais do bloco, registram queda de produção industrial todos os anos desde 2023, pressionadas pelas tarifas americanas e pela concorrência chinesa.
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Paulo Gala @paulogala.bsky.social · 07/09/2026
A próxima disputa da indústria automotiva brasileira será pela carga A atenção do país esteve voltada, nos últimos anos, para os carros de passeio chineses. Foi ali que o consumidor percebeu a mudança, foi ali que o debate público se organizou e foi ali que as montadoras tradicionais reagiram…
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A próxima disputa da indústria automotiva brasileira será pela carga
A atenção do país esteve voltada, nos últimos anos, para os carros de passeio chineses. Foi ali que o consumidor percebeu a mudança, foi ali que o debate público se organizou e foi ali que as montadoras tradicionais reagiram tarde. Mas a disputa que realmente importa para a estrutura produtiva brasileira está começando agora, e ela não é pelo automóvel. É pelo transporte de cargas. BYD, Foton, JAC, SANY, XCMG, Farizon e Sinotruk estão ampliando ou estruturando suas operações no Brasil ao mesmo tempo. Quem interpreta esse movimento como uma guerra de preços está lendo o mercado pela superfície.
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