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O GLOBO | Confira as principais notícias do Brasil e do mundo

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Ex-diretor do BC, Renato Gomes é novo presidente de associação de bancos médios
Ex-diretor do Banco Central com papel importante na recusa da operação de compra pelo BRB do Banco Master, Renato Gomes assumiu a presidência da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), que representa as instituições médias, nesta terça-feira. Gomes substitui Leandro Vilain, que vai assumir a presidência da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), entidade que representa os maiores bancos do país. Renato Gomes liderou a diretoria de Organização do Sistema Financeiro e Resolução do BC entre 2022 e 2025, deixando o cargo no final do seu mandato. À frente da diretoria responsável por analisar os processos de autorização e mudança de estrutura das instituições financeiras, Gomes foi bastante vocal contra ao negócio entre BRB e Master, que foi oficialmente recusada pelo BC em setembro do ano passado. Depois, em novembro, veio a público as suspeitas sobre os esquemas fraudulentos entre os dois bancos. O agora presidente da ABBC também liderou uma série de evoluções no Pix, também sob responsabilidade da sua diretoria. Em nota, a associação afirmou que a decisão enfatiza o compromisso com a base técnica da instituição e integra o processo de sucessão planejada da liderança executiva da associação. “Renato terá como missão, segundo a ABBC, dar continuidade às agendas de estabilidade, competitividade, segurança e inovação desenvolvidas pela entidade no âmbito do Sistema Financeiro Nacional (SFN), mantendo uma atuação de perfil técnico e institucional.” Gomes é formado em Economia e tem mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Fez doutorado em Economia na Northwestern University, nos Estados Unidos. Entre 2010 e 2021, Gomes foi professor da Toulouse School of Economics.
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Flávio reafirma compromisso de não disputar reeleição em caso de vitória e usa promessa para ampliar apoios e conter PT
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) voltou a colocar o compromisso do candidato de não disputar a reeleição, caso vença a corrida ao Palácio do Planalto, no centro das articulações para ampliar seu palanque no segundo turno. Depois de terminar a primeira etapa da disputa à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o senador reforçou publicamente que pretende cumprir apenas um mandato, enquanto aliados passaram a apresentar a promessa como um dos elementos da negociação com partidos e lideranças que podem aderir à candidatura nas próximas semanas. Coordenador político da campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN) afirmou que a intenção é aprovar ainda durante a transição de governo a proposta de emenda à Constituição apresentada por Flávio que acaba com a possibilidade de reeleição para presidente da República. O plano, segundo ele, seria procurar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), logo depois de uma eventual vitória no segundo turno para tentar concluir a tramitação antes da posse. — O nosso compromisso é votar essa PEC no processo de transição. Quando ganharmos as eleições no final de outubro, entre novembro e dezembro, nós vamos buscar o presidente do Senado para que ele dê a tramitação adequada — afirmou Marinho. A proposta foi apresentada por Flávio em março com 30 assinaturas e estabelece que a proibição já alcance o presidente eleito neste ano. O texto do senador mantém a possibilidade de reeleição para governadores e prefeitos e não altera a duração do mandato presidencial. O coordenador da campanha também afirmou que, em um eventual governo, Flávio poderia aproveitar o apoio majoritário do Congresso para propor medidas sem considerar o eventual impacto eleitoral em uma tentativa de renovar o mandato. Flávio já havia retomado o compromisso no primeiro pronunciamento após a apuração de domingo. Ao contrastar sua candidatura com a de Lula, o senador afirmou que não pretende permanecer no poder e vinculou o fim da reeleição à promessa de fazer mudanças em apenas um mandato. — Eu sou o único candidato que assumiu compromisso pelo fim da reeleição. Eu só preciso de um mandato para colocar o brasileiro e a brasileira no centro do meu governo para que eu possa atacar e resolver os problemas reais do Brasil — afirmou. O posicionamento ocorre no momento em que a campanha concentra os esforços em ampliar a coalizão para o segundo turno. Nesta terça-feira, Flávio viaja a Goiânia para receber o apoio de Ronaldo Caiado (PSD), adversário no primeiro turno, e do governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB). Tarcísio de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo, também participa das articulações e viaja com o senador. O fim da reeleição já havia sido utilizado por Flávio ao longo da campanha como um aceno a aliados com projetos presidenciais futuros. Um dos principais destinatários foi justamente Tarcísio, que encerra seu segundo mandato no governo paulista em 2030 e é citado por aliados como um possível candidato à Presidência. A proposta também foi apresentada a outros governadores e partidos de centro e de direita como uma sinalização de que uma eventual vitória de Flávio não impediria uma nova disputa pela liderança desse campo daqui a quatro anos. A promessa ganhou novo peso depois do primeiro turno. Além de Caiado, a campanha recebeu o apoio do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e iniciou conversas com partidos que permaneceram fora do palanque de Flávio na primeira etapa da eleição. Marinho procurou dirigentes do Centrão, e PP e União Brasil discutem nesta terça-feira uma adesão formal à candidatura. O Republicanos, partido de Tarcísio, também é alvo das articulações. A campanha pretende concluir essas conversas até quinta-feira e retomar as agendas eleitorais de Flávio na sexta. Nesta quarta, o PL reunirá em Brasília os parlamentares eleitos pela legenda para organizar a atuação no segundo turno. O partido saiu das urnas com 121 deputados federais e 28 senadores, resultado usado pela campanha para sustentar que um eventual governo teria uma base parlamentar maior do que a disponível ao ex-presidente Jair Bolsonaro no início de seu mandato. A discussão sobre 2030, porém, ganhou um novo componente após o primeiro turno. Presidente do PL, Valdemar Costa Neto afirmou nesta segunda-feira que Jair Bolsonaro poderá voltar a disputar a Presidência daqui a quatro anos e disse acreditar que o ex-presidente terá participação relevante em um eventual governo do filho. — O Flávio se elegendo presidente da República, ele vai liberar o Jair Bolsonaro. Eu não tenho dúvida disso. O Jair Bolsonaro pode ser um forte candidato daqui a quatro anos. O povo vai querer Jair Bolsonaro — afirmou Valdemar à CNN Brasil. A declaração ocorreu no momento em que a campanha de Flávio utiliza justamente a ausência de uma candidatura à reeleição como sinalização a lideranças que também mantêm projetos para o Planalto. O tema também deverá ser explorado pela campanha de Lula no segundo turno, mas em sentido oposto. A estratégia petista é reforçar o discurso de que uma vitória de Flávio poderia perpetuar a família Bolsonaro no poder e impedir que outros nomes da direita tenham espaço para disputar a Presidência em 2030. A ofensiva busca colocar sob suspeita justamente a sinalização feita pelo candidato do PL a aliados com projetos para a próxima eleição presidencial. Pelas regras atuais, um eventual governo Flávio imporia limites a uma candidatura de outro integrante da família para sucedê-lo. A Constituição estabelece que cônjuges e parentes até segundo grau do presidente da República são inelegíveis para qualquer cargo, salvo se já forem titulares de mandato e candidatos à reeleição. A jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Supremo Tribunal Federal (STF), porém, admite que um familiar do presidente dispute o cargo desde que o titular ainda esteja em primeiro mandato e renuncie até seis meses antes da eleição. No caso concreto, caso Flávio seja eleito presidente, ele teria que deixar o cargo em abril de 2029 para abrir caminho a uma eventual candidatura de Bolsonaro.
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Dono de loja se manifesta após tumulto no Brás e diz que promoção de produtos a partir de R$ 1 não poderá ser repetida
O proprietário da loja que provocou uma grande concentração de pessoas no Brás, em São Paulo, se manifestou após o tumulto que levou à suspensão da inauguração nesta segunda-feira (5). Em um vídeo publicado nas redes sociais, o empresário, que se apresenta como "Sheik do Preço Único", pediu desculpas aos clientes, apresentou sua versão sobre o episódio e afirmou que a promoção de produtos entre R$ 1 e R$ 20 foi encerrada. Leia também: Brasileiro é preso após se vestir com uniforme do ICE e intimidar eleitores nos EUA Vídeo: avião da Gol retorna ao Recife após faíscas em turbina durante voo A inauguração atraiu uma multidão, e a fila se estendeu pela Rua Monsenhor de Andrade até a Avenida do Estado. A movimentação afetou o trânsito e o transporte público. Segundo a Polícia Militar, um ponto de ônibus foi danificado durante o tumulto. O proprietário afirmou que a loja havia se preparado inicialmente para atender 500 pessoas de forma organizada e que havia produtos suficientes para esse público. Na versão apresentada por ele, algumas pessoas teriam desrespeitado a fila, comprometendo o esquema planejado. — Eu não sou uma pessoa enganosa, nunca vou mentir para alguém. Ao contrário, por isso vim pessoalmente mostrar (...) A primeira é que eu quero pedir desculpas a todos os meus clientes que estavam na fila — disse ele, em vídeo publicado no Instagram. Initial plugin text Promoção foi encerrada O empresário afirmou que a confusão levou ao fim daquele formato de promoção. Segundo ele, a polícia fechou a loja por volta das 13h, retirou os produtos que faziam parte da oferta e proibiu a realização de uma ação semelhante. Ele também disse que pretende conversar com as pessoas que estavam na fila e buscar uma forma de compensá-las. Havia clientes que aguardavam desde a noite de sábado. — Tinha criança, tinha mulher na fila e eu estava... Minha voz foi [embora] por causa de tanto que eu falei, porque eu precisava cuidar das mulheres, das crianças que estavam na fila, mas ninguém escutava — disse. Entre os produtos mais procurados estavam televisores e ventiladores. Segundo o proprietário, esses itens não poderão fazer parte de uma promoção semelhante. Nova inauguração ainda não tem data Apesar da suspensão da abertura, o empresário afirmou que pretende realizar uma nova inauguração. Ele disse que ainda negocia com policiais uma forma de reorganizar a operação e que não havia uma nova data definida. A intenção é manter preços promocionais para outros produtos comercializados pela loja, principalmente acessórios. O dono também pediu desculpas aos comerciantes da região, chineses e brasileiros, pelos transtornos causados pela concentração de pessoas nas ruas. Segundo ele, a ideia inicial era atrair clientes e beneficiar também os estabelecimentos vizinhos. O proprietário afirmou que blogueiras e influenciadores foram contratados para divulgar a inauguração e pediu que as críticas não fossem direcionadas a esses profissionais. — Podem afetar eu, mas não afetem eles, por favor — disse. Ele também disse que pretende assumir pessoalmente as críticas e receber clientes que queiram conversar sobre o episódio. — Eu vou encarar minha própria [responsabilidade], e qualquer pessoa pode vir conversar comigo. Eu estou aqui para escutar qualquer um e espero conseguir ajudar vocês. A Prefeitura de São Paulo informou que a loja e o imóvel estavam com a documentação regular. Após a dispersão da multidão, o proprietário foi levado ao 12º Distrito Policial, no Pari, para eventuais providências de polícia judiciária. A Polícia Militar não informou se houve registro de ocorrência contra ele.
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Cristiano Ronaldo teria feito uma exigência para retornar à seleção de Portugal, diz TV
A crise entre Cristiano Ronaldo e Jorge Jesus ganhou um novo capítulo em Portugal. Enquanto o atacante do Al Nassr segue na Arábia Saudita, o técnico da seleção portuguesa afirmou que as portas estão abertas para o retorno do camisa 7. Segundo a CNN Portugal, no entanto, Ronaldo teria estabelecido uma condição para voltar a defender a equipe nacional: a saída de Jorge Jesus do comando. Presidente da FIFA, Infantino, recebe dupla denúncia da Noruega; entenda MP leva ao Governo do Estado recomendação para Vasco jogar no Maracanã Após a vitória de Portugal sobre a Noruega, Jorge Jesus minimizou o desentendimento com o astro e afirmou que o retorno depende apenas da vontade do jogador. — Não sei o que vai acontecer, para mim está tudo aberto. Ele tem que decidir a vida antes da convocação. Se estiver jogando e quiser estar na seleção nacional, pode voltar quando quiser, por que não? — disse o treinador. Jesus também tratou o episódio como um mal-entendido e indicou que não vê obstáculos para uma reconciliação com o atacante. — Foi um mal-entendido, na minha opinião, é fácil de resolver. Da minha parte, está tudo bem — afirmou. A declaração, porém, não teria sido suficiente para mudar a posição de Cristiano Ronaldo. De acordo com Rui Santos, o jogador ficou “muito decepcionado” com as declarações do treinador e teria deixado claro que não pretende retornar à seleção enquanto Jorge Jesus permanecer no cargo. A crise chegou também à Presidência de Portugal. António José Seguro saiu em defesa de Ronaldo e criticou a forma como o jogador estaria sendo tratado. — Não se pode tratar assim um homem que levou Portugal e sua cultura a todos os cantos do mundo — afirmou.
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Neymar responde Nikolas após votar no primeiro turno: 'Bora, meu presidente'
Deputado federal reeleito com o maior número de votos em Minas Gerais, Nikolas Ferreira celebrou em mensagem aos seguidores o apoio do jogador de futebol Neymar Júnior. O parlamentar compartilhou nos stories o comentário feito pelo atacante do Santos na postagem em que Nikolas posava ao lado da urna eletrônica no domingo, data do primeiro turno das eleições. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Eduarda Campopiano, a ‘antifeminista’ mais votada em SP, o estado com mais denúncias de violência contra a mulher
A incoerência é patente, tanto por parte da recém-eleita deputada estadual Eduarda Campopiano quanto dos 1,95 milhão de eleitores que a escolheram em São Paulo. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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AGU pede ao STF que proibição das bets seja mantida
A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que a proibição das bets determinada pelo governo federal seja mantida. O parecer enviado à Corte pede que seja determinada uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) e a realização de uma nova audiência pública sobre o tema. O ministro Luiz Fux havia concedido prazo de 72 horas para que a AGU se manifestasse em uma ação que contesta a Medida Provisória do governo que proibiu o funcionamento de bets no país. Incerteza: Fim da publicidade das bets deixa contratos de patrocínio no limbo Como fica: Saldo não sacado das bets será devolvido por bancos e Caixa assume o restante; entenda o processo O despacho foi assinado nesta sexta-feira. Fux é relator de uma série de ações sobre o tema e deu a determinação no pedido apresentado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), entidade que representa o setor de apostas e também ingressou com ação ao STF contra a medida do governo, pede que a Corte reconheça a constitucionalidade do marco legal que regulamentou as apostas no país. Na manifestação encaminhada ao ministro, ANJL e Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) também reforçam o pedido para que os efeitos da MP sejam suspensos imediatamente. Como argumento de urgência, afirmam que houve um "exponencial e indevido aumento do mercado ilegal" desde a proibição. STF: Fux autoriza Flamengo a participar de ação contra fim das bets na STF Segundo a petição, um monitoramento do Observatório contra o Mercado Ilegal identificou 833 novos sites ilegais apenas no último fim de semana. O número é apresentado pelas próprias entidades e não corresponde, na manifestação, a levantamento de um órgão público. As associações alegam que, se a medida provisória continuar produzindo efeitos, o mercado regulado poderá ser desmontado antes mesmo de o Congresso concluir a análise da norma. Na avaliação delas, o crescimento das plataformas clandestinas também prejudicaria a proteção dos apostadores. As entidades pedem a Fux que suspenda integralmente a MP até sua apreciação pelo Congresso ou até o julgamento da nova ação pelo STF, o que ocorrer primeiro. Nesse período, querem manter em vigor as autorizações concedidas às empresas, os atos regulamentares e a lista oficial de operadores autorizados. Caso o ministro não suspenda toda a medida, as associações pedem, alternativamente, que seus efeitos sejam afastados para as empresas que já têm autorização para funcionar. Em última hipótese, querem um período de transição de pelo menos seis meses para o encerramento das operações. Initial plugin text
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Reputação do CEO representa quase metade do valor de mercado
Uma pesquisa da consultoria Weber Shandwick, realizada com mais de 1.700 executivos em 19 países, apontou que 44% do valor de mercado de uma empresa está associado à reputação do seu CEO e que 81% dos entrevistados consideram o engajamento público do dirigente obrigatório. Nesse contexto, a jornalista e estrategista de comunicação Daniella De Caprio lançou o livro Visível - Os 7 Códigos para Nunca Mais Ser Ignorado, que reúne práticas para que líderes sejam mais ouvidos. O conteúdo do livro está estruturado em sete áreas - Propósito, Presença, Percepção, Precisão, Persuasão, Posicionamento e Poder - denominadas os 7 códigos da Comunicação Estratégica. A proposta dialoga com os 4 Ps do marketing de Philip Kotler, aplicando a mesma lógica de sistema ao campo da liderança executiva. A relevância da presença executiva é corroborada por pesquisa conduzida pela economista Sylvia Ann Hewlett, que analisou milhares de executivos seniores e concluiu que a diferença entre profissionais que avançam na carreira e os que permanecem estagnados está na forma como se comunicam e são percebidos, e não no conhecimento técnico. Dados do Brunswick Group indicam que 60% dos profissionais pesquisam o CEO de uma empresa nas redes sociais antes de aceitar uma proposta, e 80% apontam a reputação do principal executivo como fator direto de retenção de talentos. Visível está disponível nas versões física e digital (Amazon KDP). É o segundo título de não ficção de Daniella De Caprio sobre liderança e comunicação corporativa, seguindo o livro Método CEO, que chegou a liderar as listas de mais vendidos da Amazon Brasil em seis categorias simultâneas.
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Peste pneumônica: o que se sabe sobre a doença que matou a pesquisadora na Rússia?
Darya Shipilova, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, morreu na semana passada em um hospital na cidade vizinha de Shelekhov. O falecimento levou as autoridades a colocarem o hospital em quarentena e a submeterem a vigilância médica as pessoas que haviam estado em contato com ela. Autoridades russas tentam acalmar a preocupação pública após a morte de uma técnica de laboratório de 28 anos que trabalhava em um instituto de pesquisa especializado em peste na Sibéria e desenvolveu uma pneumonia de causa desconhecida. Informações não confirmadas divulgadas pela mídia russa sugeriram que Shipilova pode ter morrido de peste pneumônica, possivelmente após um acidente com bactérias vivas no laboratório. As autoridades de saúde russa, no entanto, rejeitaram essa versão e afirmaram que análises exaustivas não detectaram microrganismos relacionados à sua atividade profissional. O que continua sem esclarecimento é como Shipilova adoeceu e por que as autoridades adotaram medidas preventivas de tal alcance, em um contexto marcado por discrepâncias entre as declarações oficiais e as versões não confirmadas sobre a causa de sua morte e um possível acidente no laboratório. O que aconteceu com Shipilova? Darya Shipilova adoeceu gravemente e foi internada com pneumonia. Ela morreu na noite da última sexta-feira, 2 de outubro, mas a causa exata de sua doença continua sem ser determinada. A Rospotrebnadzor, o órgão russo de vigilância sanitária, informou que ela havia sido diagnosticada com “pneumonia de etiologia desconhecida”. Segundo a agência, análises exaustivas não detectaram microrganismos associados à sua atividade profissional. De acordo com a agência de notícias russa Interfax, uma comissão especial do instituto e da Rospotrebnadzor também não encontrou indícios de uma emergência ou de violação dos protocolos de segurança na manipulação de patógenos perigosos. Não há, até o momento, provas que confirmem que Shipilova tenha tido peste. A possibilidade de peste pneumônica surgiu a partir de versões não confirmadas da imprensa russa, segundo as quais a trabalhadora poderia ter quebrado um tubo de ensaio contendo bactérias vivas no instituto. A Rospotrebnadzor afirmou, no entanto, que não encontrou evidências de um incidente relacionado a microrganismos patógenos nas instalações. A distinção é importante: as autoridades adotaram medidas preventivas devido à gravidade e ao potencial contagioso da peste pneumônica, mas essas medidas não demonstram que Shipilova tenha contraído a doença nem que tenha se infectado em seu local de trabalho. Por que a possibilidade de peste pneumônica preocupa? A peste pneumônica é uma forma grave de peste que afeta os pulmões e pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de partículas respiratórias. É causada pela Yersinia pestis, uma bactéria que circula naturalmente entre pequenos mamíferos e suas pulgas. A mesma bactéria foi responsável pela Peste Negra, a pandemia que devastou a Europa no século XIV. A doença pode ser mortal se o tratamento for retardado, mas pode ser tratada com antibióticos, especialmente quando a terapia começa de forma precoce, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A peste continua presente de forma natural em algumas áreas da Sibéria e do Extremo Oriente russo, embora as infecções humanas sejam pouco frequentes. Antes do caso suspeito em Irkutsk, o último caso humano registrado na Rússia ocorreu em 2016, quando um menino de 10 anos da república de Altai contraiu peste após ajudar a dissecar uma marmota. A possibilidade de peste pneumônica é especialmente relevante porque, diferentemente de outras formas da doença, ela pode ser transmitida diretamente entre pessoas. No entanto, por enquanto não há provas que confirmem que Shipilova tenha contraído peste. Nenhum caso secundário de peste foi confirmado. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, afirmou que todas as pessoas que haviam estado em contato com Shipilova encontravam-se sob supervisão médica. A Rospotrebnadzor forneceu informações adicionais sobre as análises realizadas nesses contatos. Segundo a Associated Press, duas pessoas testaram positivo para um vírus que provoca o resfriado comum e outras duas para a Covid-19. O restante das pessoas examinadas obteve resultados negativos. Nenhum resultado positivo para Yersinia pestis foi relatado entre os contatos. A Interfax também assinalou que, durante os dez dias anteriores, não havia sido registrada nenhuma consulta por doenças infecciosas entre os funcionários do instituto especializado em peste. Por que o caso gerou alarme? O caso foi complicado por declarações contraditórias de funcionários russos. Alexey Tsydenov, governador da região da Buriácia, disse inicialmente que Shipilova havia morrido de peste. Posteriormente, ele modificou sua declaração e sinalizou que “possivelmente” ela havia morrido em decorrência da doença. Ao mesmo tempo, começaram a circular versões sobre a quarentena de vários hospitais em Irkutsk. O Kremlin instou a população e a imprensa a se atenerem às informações oficiais. O porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, pediu na segunda-feira que os jornalistas se remetessem aos comunicados da Rospotrebnadzor em vez de a “rumores ou especulações”. Por que o hospital foi colocado em quarentena? O hospital de Shelekhov onde Shipilova morreu foi colocado em quarentena como medida preventiva. O prefeito de Shelekhov, Maxim Modin, informou que o hospital havia sido colocado em quarentena, interrompido a admissão e a alta de pacientes, enquanto seu laboratório suspendia as análises de rotina. O serviço ambulatorial do hospital, no entanto, continuou funcionando normalmente. Segundo o The Guardian, citando a Radio Free Europe/Radio Liberty, vários hospitais em Irkutsk também haviam adotado medidas de quarentena. A mídia local mencionou, além disso, restrições em outros hospitais e em pelo menos uma maternidade. O alcance e a duração exatos dessas medidas não foram confirmados de maneira independente por todos os veículos de imprensa que informaram sobre o caso. Anna Popova, diretora da Rospotrebnadzor e principal autoridade sanitária da Rússia, viajou a Irkutsk e reuniu-se com Kobzev e outros funcionários durante uma reunião de emergência da comissão sanitária e antiepidêmica regional. Kobzev descreveu o caso como uma suspeita de “infecção particularmente perigosa”, sem identificar a doença. Mais tarde, ele escreveu no Telegram: “Todas as pessoas identificadas como contatos foram colocadas sob observação médica. Até o dia de hoje, nenhuma apresenta sinais de doença e as análises laboratoriais deram resultados negativos”. Nessa declaração, Kobzev não fez referência às versões sobre a morte de uma trabalhadora do laboratório. A Rospotrebnadzor informou que estava aplicando um “conjunto completo de medidas antiepidêmicas”. A agência também sustentou que não havia provas de que a doença de Shipilova tivesse sido causada por um patógeno com o qual ela trabalhava e que sua investigação não havia detectado incidentes relacionados a microrganismos patógenos no instituto. Na Planta de Alumínio de Irkutsk, em Shelekhov, os funcionários foram obrigados a utilizar máscaras como medida preventiva. Seu diretor, Artyom Fominykh, pediu calma e afirmou: — Mais vale prevenir do que remediar. O The Guardian também informou que várias atividades públicas em Irkutsk foram canceladas durante o fim de semana. Kobzev descreveu a situação sanitária na região como estável, enquanto as autoridades continuam monitorando as pessoas que estiveram em contato com Shipilova. As medidas são apresentadas como preventivas enquanto a investigação sobre as circunstâncias de sua morte prossegue. Resposta dos EUA O governo de Donald Trump acompanha de perto os relatos sobre a morte de Shipilova e as medidas de quarentena adotadas na Sibéria. Funcionários americanos não indicaram que a situação represente atualmente uma ameaça significativa para a população dos Estados Unidos. Quatro funcionários disseram à imprensa que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o Departamento de Estado, a Administração de Prontidão e Resposta Estratégica e outras agências trabalham para reunir mais informações sobre o caso. — Estamos observando e acompanhando de perto — disse o secretário de Estado, Marco Rubio, aos jornalistas antes de partir para a Europa. — Não creio que seja motivo de alarme, mas sim de atenção e de mantê-lo sob vigilância. — Obviamente, as viagens entre os Estados Unidos e a Rússia são muito limitadas — pontuou. — Mas, como ocorre com qualquer outra coisa, quando algo assim vaza, propaga-se rapidamente. O Departamento de Estado pediu às autoridades russas que compartilhem informações precisas de maneira rápida e transparente. Funcionários americanos assinalaram que ainda não podem avaliar plenamente o risco potencial até que mais detalhes sejam conhecidos e a causa da morte seja confirmada. As redes de resposta laboratorial e os serviços médicos de emergência dos Estados Unidos estariam preparados para responder caso um caso de peste pneumônica fosse detectado no país. Se a Rússia confirmar que a morte de Shipilova foi causada por peste pneumônica, o caso deverá ser comunicado à Organização Mundial de la Saúde, embora a confirmação possa demorar enquanto amostras de laboratório e tecidos são analisados em busca de Yersinia pestis. Por ora, as autoridades russas sustentam que a situação sanitária na região é estável e está sob controle. Enquanto as medidas de quarentena e vigilância continuam, a principal incógnita permanece sendo o que provocou a pneumonia de Shipilova e se sua doença teve alguma relação com seu trabalho no instituto especializado em peste.
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Carlos Alcaraz vence o ATP 500 de Tóquio, primeiro título desde seu retorno de lesão
O ex-número 1 e atual terceiro colocado do ranking, Carlos Alcaraz, conquistou o ATP 500 de Tóquio, seu primeiro título desde a lesão no punho que o deixou afastado do circuito por mais de quatro meses, após derrotar nesta terça-feira o tcheco Jiri Lehecka em dois sets, por 7/6 (7/4) e 6/4. É o 27º título da carreira do espanhol e o terceiro conquistado neste ano, depois do Aberto da Austrália e de Doha, antes de sofrer a lesão que o afastou do circuito, ao qual retornou no US Open, em agosto. Primeiro cabeça de chave e atual campeão, Alcaraz precisou se esforçar diante do número 19 do mundo, sobretudo no primeiro set, quando teve de superar uma quebra de serviço logo no início para levar a definição ao tie-break e vencer a primeira parcial. O segundo set também foi bastante equilibrado, até que Alcaraz quebrou o saque de Lehecka no sétimo game e manteve a vantagem para fechar a partida em uma hora e 37 minutos. Tóquio foi o terceiro torneio disputado por Alcaraz desde a lesão no punho que sofreu em abril, em Barcelona, e que o manteve afastado das quadras até o US Open, onde chegou às quartas de final. Depois disso, ele havia disputado apenas a Laver Cup, um torneio de exibição que reúne a Europa e uma seleção de tenistas do "Resto do Mundo". O título de Alcaraz, além disso, veio apenas algumas horas depois de seu grande rival e número 1 do ranking, o italiano Jannik Sinner, anunciar que encerraria prematuramente sua temporada devido a uma persistente lesão no joelho. Alcaraz chegou à final com um retrospecto de três vitórias e uma derrota nos confrontos anteriores com Lehecka, que buscava conquistar seu primeiro título do ano. O espanhol de 23 anos agora deve disputar o Masters 1000 de Xangai a partir de quarta-feira, torneio que não disputou no ano passado, depois de também vencer em Tóqu
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Zema e Vorcaro: um almoço
Romeu Zema disse que nunca se encontrou na vida Daniel Vorcaro ("Apesar de eu morar na mesma cidade que ele, quantas vezes eu estive com o banqueiro bandido? Quantas reuniões eu tive? Quantas ligações eu fiz para ele? Quantos encontros eu tive com ele? Zero”). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Zidane e Mancini continuam imprimindo suas marcas vencedoras na França e Itália
A França de Zinedine Zidane e a Itália de Roberto Mancini, jogaram nesta segunda-feira e venceram Bélgica e Turquia respectivamente, reforçando os novos projetos de ambas as potências do futebol europeu, que estraram seus técnicos nesta janela da Liga das Nações. Depois da vitória de virada em 13 minutos de loucura diante da Bélgica (4-1), Zinedine Zidane segue sem conviver com a derrota em seus quatro duelos como comandante dos Bleus. E isso apesar de, diante de uma Bélgica que já havia sido derrotada dias antes em Bruxelas (1 a 0), os bicampeões mundiais e semifinalistas da última Copa do Mundo terem precisado demonstrar muita paciência para virar o placar após o gol inicial de Dodi Lukebakio (35'), que colocou os Diabos Vermelhos de Mark van Bommel em vantagem. Foi somente aos 27 minutos do segundo tempo que o atacante do PSG, Désiré Doué, empatou a partida, antes de Rayan Cherki (36 minutos) e Michael Olise (43 minutos, 46 minutos) provocarem a euforia no estádio da periferia de Paris e levarem um sorriso ao rosto de Zidane, que encerra sua primeira data Fifa no comando da seleção francesa com três vitórias e um empate. A entrada de Désiré Doué, Rayan Cherki e Michael Olise no segundo tempo mudou completamente o panorama da partida. Olise, que soma quatro gols em quatro jogos, é, sem dúvida, o grande destaque desses primeiros quinze dias da era Zidane e confirma mais uma vez que está no nível dos grandes craques do futebol mundial. Mais de 75 mil espectadores entoaram para o atacante do Bayern de Munique o grito: "Olise, Bola de Ouro!". — Olise é simplesmente excepcional naquilo que faz — declarou Zidane na entrevista coletiva após a partida. Contra Itália e Turquia, em meados de novembro, França e ZZ terão a oportunidade de continuar consolidando seu projeto e demonstrar que possuem um dos melhores blocos ofensivos do futebol mundial. — É animador e estou muito otimista em relação ao que vem pela frente — afirmou o ex-técnico do Real Madrid. Itália segue sua reconstrução O próximo compromisso será contra a Itália de Mancini, que nesta segunda-feira venceu a Turquia por 3 a 1. Técnico da Itália, Roberto Mancini FRANCK FIFE / AFP Mancini já havia comandado a Itália. O treinador ficou no cargo de 2018 e 2023, período em que conquistou o título da Eurocopa de 2021 e estabeleceu a maior sequência invicta da história das seleções, com 37 partidas sem derrota. No entanto, a saída para assumir a Arábia Saudita, em 2023, gerou desgaste com parte da torcida e dos dirigentes. Em processo de reconstrução depois de ter ficado fora de uma terceira Copa do Mundo consecutiva, a Azzurra deixou boas impressões em Bolonha. Com nove mudanças em relação à equipe que havia começado a partida contra a França na última sexta-feira (1 a 1), a Itália abriu o placar com Gianluca Scamacca (26'). A Turquia, comandada pelo italiano Vincenzo Montella e derrotada por 4 a 1 em casa pela seleção italiana em 28 de setembro, empatou aos 16 minutos do segundo tempo, graças a Aral Simsir. Mas a Azzurra recuperou quase imediatamente a vantagem com uma cabeçada de Riccardo Calafiori (19'). Na reta final, Francesco Pio Esposito marcou o terceiro gol (42'). — Começamos sofrendo um pouco, mas, no geral, foi uma boa partida. Com todas essas mudanças, era normal que perdêssemos um pouco de fluidez, mas a equipe se manteve firme e reagiu rapidamente após o empate da Turquia — analisou Mancini ao canal de televisão Rai Uno. — Teremos que seguir nessa linha em novembro. Para nós, tudo será decidido contra a Bélgica — advertiu. A Itália, que havia iniciado esta rodada internacional com uma derrota em casa para a Bélgica (2 a 0), agora soma sete pontos, o que lhe garante a segunda colocação do Grupo 1, atrás da França (10 pontos). A Turquia continua na última posição, com zero pontos.
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Nota 10: Renata Lo Prete faz trabalho incrível na cobertura das eleições na Globo
Para a competentíssima Renata Lo Prete, pelo trabalho durante toda a cobertura especial da TV Globo no último domingo (4). A jornalista possui um conhecimento profundo de política e está sempre com informações precisas na ponta da língua. Bastante segura, ela se comunica de maneira clara e objetiva. Initial plugin text
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Nota 0: a decisão do SBT de exibir programa sobre eleição de madrugada e passar o dia sem dar destaque ao assunto
Para a decisão do SBT de exibir seu programa sobre eleições quase meia-noite. Enquanto as outras TVs acompanhavam a apuração, a emissora mostrava só alguns flashes. O noticiário estava quente, mas o que se viu no canal em certo momento foi Patricia Abravanel apalpando o enchimento nas nádegas de uma humorista. Prioridades... Initial plugin text
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Estudantes fecham 1,8 mil escolas em nova jornada de protestos na França
Milhares de estudantes de Ensino Médio, apoiados por sindicatos, pais e universitários, realizaram uma nova jornada de protestos na França nesta terça-feira, exigindo melhores condições de ensino, em uma inquietação social que se repete desde setembro. Cerca de 30 cidades registraram atos, com uma das organizações a frente da organização afirmando que 1,8 mil escolas foram parcialmente bloqueadas ou fechadas. Os manifestantes são acompanhados por um forte aparato de segurança, uma vez que os atos ficaram marcados pelos confrontos com a polícia — com 215 estudantes, 85 membros do corpo docente e 715 policiais feridos desde então. Em protesto estudantil: Adolescente perde mão após pegar granada durante confronto com a polícia Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp Quer morar fora? Veja guia interativo do GLOBO que reúne informações sobre 36 países Os protestos começaram em setembro, com estudantes entre 15 e 18 anos, na etapa final da educação secundária , denunciando a falta de professores substitutos, a carga horária — que consideram excessiva — e a estrutura das salas de aula, não adaptadas às mudanças climáticas. Embora muitos protestos tenham sido pacíficos, alguns manifestantes incendiaram lixeiras, destruíram pontos de ônibus e enfrentaram a tropa de choque, que respondeu com cassetetes, gás lacrimogêneo e projéteis de defesa. Initial plugin text Desde o início da manhã, grupos de estudantes reuniam-se pacificamente em frente às escolas. As autoridades preveem manifestações em todo o país e estimam entre 20 mil e 40 mil manifestantes apenas em Paris. O gabinete do primeiro-ministro, o centrista Sébastien Lecornu, pediu que as manifestações fossem "pacíficas" e que se retornasse a "uma forma de oposição estruturada, legal e democrática". Na capital, cerca de cem alunos bloqueavam o colégio Sophie Germain: alguns estavam de pé sobre lixeiras, outros seguravam faixas com frases como "Jovens demais para sermos ouvidos, velhos o bastante para levarmos gás". No colégio Saint-Exupéry, em Créteil — a sudeste de Paris e local onde os protestos começaram —, os estudantes empilhavam grades em frente à entrada principal logo cedo. — Estamos aqui para fazer nossa voz ser ouvida, uma voz muitas vezes esquecida — declarou um deles, Abderrahmane Abdelkader. O governo tenta responder às reivindicações dos estudantes, ao mesmo tempo em que acusa o partido de esquerda radical "A França Insubmissa" (LFI) de estar por trás da agitação. Os protestos ocorrem meses antes da eleição presidencial de 2027, que escolherá o sucessor de Emmanuel Macron, e em um momento em que o governo busca aprovar um orçamento com forte ajuste fiscal para reduzir os elevados déficits e a dívida pública, em um contexto de preocupação nos mercados. Jean-Luc Mélenchon, candidato da LFI, expressou apoio aos manifestantes, embora tenha defendido o uso de métodos não violentos. Alunos levam cartazes e bloqueiam entrada da escola Henri IV, em Paris Geoffroy van der Hasselt/AFP Repressão policial desproporcional O governo está sob pressão devido à sua resposta repressiva. Na segunda-feira, um jovem de 15 anos perdeu uma mão após, segundo uma fonte sindical policial, pegar uma granada de dispersão lançada por agentes da tropa de choque em Lens, no norte da França. Vários sindicatos e organizações de direitos humanos acusaram a polícia de usar força desproporcional contra os manifestantes — entre eles, a Anistia Internacional, que pediu na segunda-feira o "fim da repressão policial desproporcional". — As imagens e os depoimentos amplamente divulgados na última semana levantam preocupações alarmantes sobre o uso perigoso de gás lacrimogêneo, cassetetes e técnicas de intervenção policial — declarou Anne Savinel-Barras, da AI. A líder do sindicato CGT, Sophie Binet, afirmou que seus membros estariam presentes para "proteger os estudantes do ensino médio". A polícia abriu 10 investigações internas por acusações de brutalidade desde o início dos protestos, informou o ministro do Interior, Laurent Nuñez, na noite de segunda-feira. Desde o início do movimento, 24 escolas foram incendiadas ou saqueadas, e mais de 5 mil pessoas — 87% delas menores de idade — foram detidas, segundo as autoridades. O primeiro-ministro busca enfrentar o problema da falta de professores e a renovação de prédios deteriorados, ao mesmo tempo em que promove uma lei para que os responsáveis ​​por danos ao patrimônio público paguem pessoalmente pelos reparos.
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Servidores da imigração de Portugal engrossam coro dos brasileiros por justiça
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PSOL recorre ao TSE contra retirada de recurso de Garotinho e defende que votos sejam considerados na definição do 2º turno no Rio
O PSOL-RJ recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para contestar a desistência e a tentativa de retirada do recurso apresentado pela defesa do candidato ao governo do Rio Anthony Garotinho (Republicanos). O partido argumenta que a decisão sobre os efeitos dos votos recebidos pelo candidato deve ser tomada pela Justiça Eleitoral, e não por uma decisão unilateral da candidatura. Na segunda-feira (5), o ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, deu prazo de dois dias para que a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) se manifeste sobre a ação. Ministro do TSE pede para procuradoria se manifestar sobre pedido de Garotinho para desistir de ação e adia definição sobre eleição no Rio TSE recebe processo de Garotinho, que pede prioridade por idade; decisão pode definir segundo turno no Rio A iniciativa ocorre após o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, negar o pedido para liberar recursos de campanha de Garotinho, mas determinar que os votos recebidos por ele continuem sendo contabilizados no cálculo dos percentuais do primeiro turno enquanto houver recurso pendente. Caso os votos de Garotinho sejam invalidados, o candidato do PL no pleito, Douglas Ruas, poderia ser proclamado eleito sem o embate direto contra Eduardo Paes, do PSD, que insiste na realização do segundo turno. No primeiro turno, o aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro teve 49,27% dos votos válidos, ante 42,76% do principal rival e 3,17% de Garotinho. Para o PSOL, que apoia Paes, como o julgamento sobre o registro da candidatura não foi concluído antes da votação, não seria possível retirar o recurso depois da eleição e, com isso, alterar os efeitos da votação sobre a definição do segundo turno. — O ideal dessa situação era o julgamento ter se concluído antes da votação. Como ele se concluiu depois, não pode um candidato que conversou com outro, que se acertou, retirar o recurso para interferir diretamente no processo eleitoral — afirma o deputado estadual Flavio Serafini (PSOL). — A Justiça tem que julgar, analisar e entendemos que é importante garantir o direito ao segundo turno para a população. É um momento importante de escolha e por isso a gente fez esse recurso. Garotinho escreveu carta sobre 'apodrecimento' do Rio ao desistir de recurso: 'Votação foi a consagração dos corruptos' Ainda na nota, a legenda afirma que a iniciativa não representa apoio político ou eleitoral a nenhuma candidatura. Segundo o partido, eventuais alianças e apoios continuarão submetidos às instâncias internas da legenda. Ministro do TSE dá prazo de dois dias para PGE se manifestar O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, deu prazo de dois dias para que a PGE se manifeste sobre o recurso de Anthony Garotinho e sobre o pedido apresentado pelo ex-governador para desistir da ação em que tentava reverter o indeferimento de sua candidatura ao governo do Rio. A medida indica que o relator não deve tomar uma decisão ainda nesta segunda-feira sobre a homologação da desistência. Floriano determinou que os autos sejam enviados "imediatamente e independentemente de publicação" à PGE. O ministro afirmou considerar "recomendável" ouvir o Ministério Público Eleitoral antes de examinar o pedido apresentado por Garotinho após o primeiro turno. Lauro Jardim: TSE tem precedentes contra desistência de recurso como no caso Garotinho A decisão mantém, por enquanto, pendente no TSE a discussão sobre o registro do ex-governador. Garotinho apresentou nesta segunda-feira um termo em que afirma desistir, de forma "livre, expressa, consciente e irretratável", do recurso ordinário apresentado contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) que barrou sua candidatura. No mesmo despacho, Floriano declarou prejudicado um pedido de tutela de urgência apresentado pela defesa de Garotinho para assegurar as prerrogativas de candidato sub judice. Segundo o ministro, com a realização do primeiro turno, a solicitação perdeu o objeto. Vai ter segundo turno no Rio? Entenda como os votos de Garotinho podem mudar o resultado da eleição O pedido buscava garantir, entre outros pontos, acesso aos recursos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, utilização da propaganda eleitoral gratuita e manutenção do nome de Garotinho na urna. Floriano registrou na decisão que Garotinho recebeu 274.411 votos, equivalentes a 3,17% da votação, no primeiro turno da disputa pelo governo do Rio. A defesa de Garotinho apresentou o pedido de desistência nesta segunda-feira, um dia depois do primeiro turno. O recurso havia sido protocolado em 30 de setembro para tentar reverter a decisão do TRE-RJ que indeferiu seu registro. Ruas cita pedido de Paes para anular votos de Garotinho e diz confiar que será proclamado eleito No pedido, os advogados sustentaram que Garotinho poderia desistir do recurso a qualquer momento e independentemente da concordância das demais partes. Solicitaram, por isso, que Floriano homologasse a desistência, reconhecesse a perda de objeto e determinasse o encerramento do recurso. O TRE-RJ havia negado por unanimidade o registro de Garotinho por considerar ausentes condições de elegibilidade relacionadas ao pleno exercício dos direitos políticos e à filiação partidária, além de reconhecer a incidência de causa de inelegibilidade prevista na Lei da Ficha Limpa. Como foi o desempenho de Douglas Ruas em Campos, reduto de Garotinho? A situação jurídica dos votos de Garotinho provocou uma série de decisões na reta final da eleição. Na sexta-feira, Floriano revogou uma liminar que preservava prerrogativas do candidato e afirmou que seus votos ficariam na condição de "anulados sub judice". No domingo, o presidente do TSE, Nunes Marques, esclareceu que, apesar dessa classificação, os votos recebidos por Garotinho deveriam ser considerados no cálculo dos percentuais obtidos pelos candidatos ao governo do Rio até uma decisão colegiada da Corte sobre seu registro.
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'Com a palavra': deputados mais votados do país, Nikolas e Pavanato centram críticas no STF e em Lula, e Erika Hilton foca em pauta identitária
Candidatos a deputado federal mais votados no domingo, Nikolas Ferreira (PL-MG), Lucas Pavanato (PL-SP) e Erika Hilton (PSOL-SP) têm, em comum, discursos focados em temas caros ao seus grupos políticos. Um levantamento do GLOBO com base nas declarações de cada um dos parlamentares mostra que Nikolas e Pavanato priorizaram temas como segurança pública, educação e família, além de críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao presidente Lula, de quem são opositores. Já Erika focou em referências a temas identitários, como "mulheres" e "LGBTQIA+". A análise foi feita nos mais de 3 mil discursos de Nikolas e Erika na Câmara dos Deputados, e de Pavanato na Câmara Municipal de São Paulo. A iniciativa faz parte do projeto "Com a Palavra", que usa ferramentas de inteligência artificial para processar e interpretar volumes robustos de manifestações de autoridades. Os dados revelam, por exemplo, que Nikolas, reeleito deputado por 3.119.318 votos, reservou uma fatia considerável de sua atuação parlamentar para temas que afetam diretamente a população, principalmente segurança pública e educação. Entre os termos mais distintivos do vocabulário de Nikolas, segundo análise do GLOBO, estão "crime organizado", "maioridade penal", "Comando Vermelho" e "prisão perpétua". A educação é outro eixo: "crianças" e "escola" somam 37 menções por 10 mil palavras de Nikolas, que ocupou a presidência da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados em 2024. A utilização da frequência por 10 mil palavras é necessária para a comparação para equilibrar o peso de cada deputado eleito: Pavanato é vereador apenas desde 2025, enquanto Nikolas e Erika fazem parte da última legislatura desde 2023. POL_06-10_nuvem-palavras-nikolas Como vereador, Pavanato abordou em seus discursos temas ligados a problemas da cidade, citando "guarda" ou "transporte" com frequência. Apesar disso, termos como "forças policiais" e "família" também estiveram presentes em suas declarações. Eleito com 3.038.438 votos no domingo para uma vaga na Câmara dos Deputados, Pavanato já adotava, no Legislativo, vocabulário de temas nacionais. Além de termos como "esquerda" ou "Alexandre de Moraes", o deputado mais votado de São Paulo também discursou sobre a chamada "agenda woke", tratou sobre Israel e o "povo judeu" e mencionou o aliado Nikolas Ferreira pelo menos cinco vezes. Pavanato também se destacou na referência constante ao tema da segurança pública: a expressão aparece 35 vezes a cada 10 mil palavras no seu discurso, o maior índice dos três. POL_06-10_nuvem-palavras-pavanato O traço comum aos dois futuros deputados do PL é a nomeação recorrente de adversários. A cada 10 mil palavras, por exemplo, Nikolas citou Lula 21 vezes e o STF ou o ministro Alexandre de Moraes 16 vezes. Mesmo Pavanato, que discursava para vereadores, citou Lula 7 vezes e o Supremo outras 10, também considerando-se a frequência a cada 10 mil palavras. Como padrão de comparação, Erika cita o mesmo grupo em frequência muito menor. Lula foi citado 1,7 vezes a cada 10 mil palavras e o Supremo, 5,6 vezes. Pauta identitária Erika, por sua vez, priorizou termos que se referem a grupos sociais em seu discurso, segundo o levantamento do GLOBO. A expressão "mulheres", por exemplo, aparece 73 vezes a cada 10 mil palavras em seu discurso. O número é muito maior do que o de Nikolas (16 vezes) e de Pavanato (17,5 vezes). Como padrão de comparação, a candidata citou o termo "mulheres" em 41% dos discursos analisados pelo GLOBO. POL_06-10_nuvem-palavras-erika A expressão fica mais clara quando analisada a frequência de duas palavras usadas juntas. Segundo a análise feita pelo GLOBO, as expressões que mais a distinguem formam um mapa da sua base: "mulheres negras", "comunidade LGBTQIA+", "igualdade racial" e "classe trabalhadora" são muito mais prevalentes em seu discurso do que nos de Nikolas e Pavanato. Temas de racismo e direitos humanos, por exemplo, somam 18,7 menções por 10 mil palavras, quatro vezes o registrado nos discursos dos seus futuros colegas do PL. Com 1,5 milhão de votos, Erika Hilton tornou-se a mulher mais votada da história da Câmara, superando Joice Hasselmann, que teve 1 milhão de votos em 2018. Os dados indicam uma mudança de ênfase ao longo do mandato de Erika. A menção a temas de identidade trans caiu de 85,7 por 10 mil palavras no primeiro semestre de 2023 para 11,8 no segundo semestre de 2026. A mudança ocorreu após a deputada apresentar a proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê colocar fim à jornada de trabalho 6x1. A medida, que ainda precisa passar pelo Senado para valer, se tornou uma das principais bandeiras de campanha da esquerda nestas eleições.
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Raphinha assina renovação com Barcelona até 2030 e terá aumento salarial, diz jornalista
Raphinha assinou um novo contrato com o Barcelona que estenderá seu vínculo com o clube até junho de 2030, segundo o jornalista Fabrizio Romano. O acordo foi fechado entre o jogador e o clube catalão, e a expectativa é de que seja anunciado oficialmente nesta sexta-feira, em cerimônia com a presença do atacante e do presidente Joan Laporta. Gigantes europeus disputam contratação de joia inglesa de 16 anos chamada de 'novo Messi'; entenda Ponta e meia no Flamengo, Samuel Lino volta da seleção com mais confiança e missão de cobrir ausência de Arrascaeta O brasileiro tinha contrato com o Barcelona até junho de 2028. A renovação por mais duas temporadas vinha sendo negociada nas últimas semanas e já havia sido antecipada pelo diretor esportivo Deco. O novo acordo também prevê uma melhora nas condições financeiras de Raphinha, embora os valores do novo salário não tenham sido divulgados. A extensão acontece em meio à valorização do atacante no elenco. Raphinha se consolidou como uma das principais peças do time comandado por Hansi Flick e passou a exercer uma função mais central no ataque nesta temporada. A mudança ocorreu depois de o Barcelona não conseguir contratar Julián Álvarez, e o brasileiro se adaptou à posição de centroavante. Raphinha já havia manifestado o desejo de permanecer no clube catalão. O atacante chegou a ser alvo de especulações sobre uma possível transferência para a Arábia Saudita, mas indicou que pretendia continuar no Barcelona e construir sua trajetória no clube. Com o novo vínculo, Raphinha ficará no Barcelona até os 33 anos. A renovação também mantém a cláusula de rescisão de € 1 bilhão, segundo as informações divulgadas sobre o acordo. Em setembro, Deco havia anunciado na Assembleia do Barcelona que o clube estava próximo de chegar a um acordo com Raphinha. O dirigente destacou a importância do brasileiro para o projeto esportivo da equipe e confirmou que a intenção era mantê-lo por mais quatro temporadas.
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Gigantes europeus disputam contratação de joia inglesa de 16 anos chamada de 'novo Messi'; entenda
Aos 16 anos recém-completados, JJ Gabriel se tornou um dos adolescentes mais cobiçados do futebol europeu. O atacante inglês, que pertence ao Manchester United, está no radar de gigantes como Real Madrid e Barcelona após se desentender com o clube inglês e manifestar o desejo de deixar a equipe. Bayern de Munique, Paris Saint-Germain, Manchester City e Chelsea também acompanham a situação. Ponta e meia no Flamengo, Samuel Lino volta da seleção com mais confiança e missão de cobrir ausência de Arrascaeta NFL suspende dois árbitros por incidentes com jogadores; um deles teria xingado jogador; vídeos Nascido em Londres, Gabriel começou a chamar atenção ainda criança e ganhou o apelido de "Kid Messi" depois que um vídeo com suas habilidades viralizou na internet, quando ele tinha oito anos. O rótulo, no entanto, é rejeitado pelo jogador e por sua família. Ele chegou ao Manchester United depois de passar pelas categorias de base de Chelsea, Arsenal e West Ham. No United, o atacante passou a quebrar marcas de precocidade. Estreou no time sub-18 em abril de 2025, aos 14 anos, e marcou dois gols contra o Leeds. Na temporada seguinte, terminou com 26 gols em 29 partidas pelas categorias de base, recebeu o prêmio Jimmy Murphy, destinado ao melhor jovem do clube, e foi eleito o Jogador Sub-18 do Ano da Premier League. Nesta temporada, também marcou três vezes em sua estreia na Youth League. A crise com o Manchester United se agravou em setembro. Depois de faltar ao início da pré-temporada, Gabriel recusou-se a treinar no dia 15 e enviou uma notificação formal para rescindir seu contrato com efeito imediato. O clube, porém, afirma que o jogador não pode ser liberado. A partir daí, Real Madrid, Barcelona e outros grandes clubes europeus passaram a acompanhar de perto o futuro da promessa. A situação ganhou novo capítulo agora que Gabriel completou 16 anos. A idade permite que ele assine seu primeiro contrato de formação e tenha maior poder para definir o futuro. Uma possível transferência para a Espanha, porém, envolve questões regulatórias, já que as regras da Fifa restringem transferências internacionais de menores de 18 anos. A cidadania irlandesa do jogador, herdada da família paterna, pode abrir uma possibilidade por ele ser cidadão da União Europeia. O Real Madrid é apontado como um dos clubes mais interessados e avalia oferecer ao jovem a possibilidade de atuar inicialmente pelo Castilla, equipe B do clube. O Manchester United, por sua vez, pode receber apenas cerca de 300 mil libras em compensação pela formação caso ele deixe a Inglaterra, valor considerado baixo diante da expectativa de que o jogador possa atingir uma valorização muito maior no futuro. Apesar da enorme expectativa, há cautela em relação ao futuro do atacante. Dentro do próprio Manchester United, profissionais que trabalharam com Gabriel destacam seu talento, mas também ressaltam que ele ainda é um adolescente. O jornalista inglês Nathan Salt, especializado na cobertura do clube, avalia que o jogador tem capacidade técnica para atuar por Real Madrid ou Barcelona, mas lembra que ainda se trata de uma aposta de longo prazo.
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Imigrante cingalês é condenado à morte na Arábia Saudita por comentário no Facebook; entenda o caso
O governo do Sri Lanka tenta impedir a execução de Anoján Sivarasa, um trabalhador migrante de 24 anos condenado à morte na Arábia Saudita por blasfêmia contra o Islã e o profeta Maomé. O caso começou com um comentário publicado pelo jovem no Facebook durante uma discussão religiosa nas redes sociais. Viver pelo Mundo: Quer morar fora? Guia reúne informações sobre 36 países, como vistos, salários, custo de vida e segurança Quer ler mais notícias de Mundo? Acompanhe o canal no WhatsApp A pena de morte foi imposta em 17 de setembro, depois que promotores recorreram de uma condenação inicial de cinco anos de prisão e multa de 3 milhões de riais sauditas. O tribunal de apelação aceitou o pedido para que o caso fosse analisado com base na Sharia. Não há, até o momento, uma data anunciada para uma eventual execução. Desde 28 de setembro, a família afirma não ter recebido novas informações sobre o estado de Anoján, segundo reportagem da BBC. O governo do Sri Lanka pediu aos parentes que evitem novas declarações públicas enquanto os esforços diplomáticos para obter clemência continuam. Como um comentário nas redes sociais levou à prisão O caso começou após uma discussão religiosa na internet. No fim de junho, imagens de um jovem muçulmano chutando um cachorro depois da passagem de peregrinos hindus no Sri Lanka circularam amplamente e deram origem a um debate virtual sobre questões religiosas. Durante a discussão, alguém publicou comentários considerados ofensivos contra uma divindade hindu. Anoján respondeu em tâmil com uma mensagem que insultava o profeta Maomé. Ele apagou a publicação rapidamente e depois gravou um vídeo pedindo desculpas. Uma captura de tela do comentário, porém, foi preservada e chegou ao conhecimento da empresa onde o jovem trabalhava e das autoridades sauditas. O irmão de Anoján, Hamsidan Sivarasa, afirmou que pessoas no Sri Lanka enviaram mensagens à empresa e que a companhia levou o caso às autoridades. — As pessoas na Arábia Saudita não sabiam nada sobre esse assunto. Foram pessoas no Sri Lanka que enviaram e-mails para a empresa onde meu irmão trabalhava. Eu nem quero mencionar quem eram essas pessoas — disse Hamsidan à BBC Sinhala. Anoján acabou preso em julho. Depois da detenção, seus dispositivos pessoais foram apreendidos e suas contas em redes sociais foram excluídas pelas autoridades sauditas. Pena passou de cinco anos de prisão para morte A primeira sentença foi dada pelo Tribunal Criminal de Al-Ahsa. Anoján recebeu cinco anos de prisão e uma multa de 3 milhões de riais sauditas, valor estimado em aproximadamente R$ 4 milhões. O ministro das Relações Exteriores do Sri Lanka, Vijitha Herath, afirmou que um recurso apresentado em nome do jovem para tentar reduzir a pena foi rejeitado. Em 17 de setembro, os promotores recorreram e pediram que Anoján fosse julgado de acordo com a Sharia, em vez da legislação saudita relacionada a crimes cibernéticos. O tribunal de apelação aceitou o pedido e elevou a punição para a pena de morte. As autoridades sauditas não anunciaram quando a sentença poderá ser cumprida. Também não está claro se a execução ocorrerá. A família e o governo do Sri Lanka tentam agora obter um perdão. Família pede intervenção do governo Os esforços diplomáticos ganharam força depois que a família de Anoján se reuniu com o presidente do Sri Lanka, Anura Kumara Dissanayake, em 21 de setembro, na Secretaria Presidencial. De acordo com os familiares, o presidente prometeu mobilizar o governo para tentar conseguir a clemência e orientou os canais diplomáticos a negociar com as autoridades sauditas. Líderes religiosos também passaram a pressionar pela reversão da sentença. Representantes budistas dos grupos Ramanna Nikaya e Amarapura Maha Nikaya, além de líderes hindus, entregaram um documento à Secretaria Presidencial pedindo uma intervenção urgente. Uma equipe jurídica de quatro integrantes deverá viajar para a Arábia Saudita nesta semana para se reunir com os advogados locais responsáveis pela defesa de Anoján. Um dos integrantes, Upul Kumarapperuma, advogado com o título de President's Counsel, explicou que o objetivo é discutir o processo e definir os próximos passos. — Há dois escritórios de advocacia na Arábia Saudita cuidando do caso de Anoján. Vamos até lá para nos reunirmos com os advogados desses dois escritórios, discutir o caso e planejar o que pode ser feito a seguir. Família diz ter perdido contato A comunicação de Anoján com os parentes foi interrompida nos últimos dias. Em 28 de setembro, Hamsidan afirmou que o irmão estava havia dois dias sem telefonar. A família procurou a embaixada e pediu que os funcionários verificassem a situação. — Meu irmão não liga há dois dias. Informamos a embaixada e pedimos aos funcionários que verificassem o que estava acontecendo e nos atualizassem. Eles disseram que verificariam. Ainda estamos esperando, pois não recebemos nenhuma resposta — disse Hamsidan em 28 de setembro. Presos no corredor da morte na Arábia Saudita normalmente deixam de ter acesso aos próprios celulares, e as ligações passam a depender da intermediação das autoridades penitenciárias. A mãe de Anoján, Rasamanickam Yogalakshmi, também fez um apelo público pela vida do filho. — Imploro misericórdia pelos erros cometidos pelo meu filho. Por favor, perdoem-no e mandem-no de volta para nós. Outros casos sobre comentários na internet O caso provocou mobilização no Sri Lanka e levantou críticas de organizações de direitos humanos à aplicação de penas severas na Arábia Saudita por manifestações feitas na internet. Um dos casos citados envolve Mohammed Al Ghamdi, professor saudita aposentado que recebeu pena de morte em julho de 2023 por comentários publicados em diferentes redes sociais, segundo as Nações Unidas. Na ocasião, Philip Luther, diretor de Pesquisa e Advocacia da Anistia Internacional para o Oriente Médio e o Norte da África, classificou a decisão como absurda e afirmou que o homem era acusado de expressar suas opiniões nas redes sociais. Posteriormente, a pena de morte de Al Ghamdi foi anulada e substituída por 30 anos de prisão, de acordo com a organização saudita independente ALQST for Human Rights. A situação de Anoján ocorre em um país que abriga mais de 10 milhões de trabalhadores estrangeiros, segundo a Organização Internacional para as Migrações. Organizações de direitos humanos apontam que trabalhadores migrantes de baixa renda podem enfrentar dificuldades adicionais no sistema jurídico, incluindo barreiras linguísticas e falta de representação jurídica considerada adequada.
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Bancada do Rio na Câmara dos Deputados é majoritariamente masculina e de direita: dos 46 eleitos, só dez são mulheres
Uma bancada federal formada majoritariamente por homens brancos e alinhamento ideológico à direita. Esse é o retrato saído das urnas do Estado do Rio na votação de anteontem para a Câmara dos Deputados. Dos 46 parlamentares eleitos, apenas dez são mulheres. O número representa um leve aumento em relação às nove escolhidas no pleito anterior, em 2022. Mas ainda é pouco: meros 21,7%. Entre todos os eleitos este ano, três se declararam pardos e cinco pretos, o equivalente a 17,3%. De filho de bicheiro a acusado de ligação com o TCP: quem são os políticos que aguardam julgamento do TSE e podem mudar a Alerj Na Câmara: Secretários da PM e da Polícia Civil do governo Castro na megaoperação da Penha e do Alemão são eleitos deputados Os partidos do Centrão ou da centro-direita (MDB, PSDB, Solidariedade, PSD, União, Republicanos, PP, PL e Novo) ficaram com a maior fatia da representação parlamentar: são 33 deputados, ou 71,8% da bancada. Desse total, o Partido Liberal (PL), do candidato a presidente Flávio Bolsonaro, elegeu 15 deputados federais pelo Rio. No campo da centro-esquerda e da esquerda (PDT, PT, PCdoB e PSOL), foram 13 eleitos, seis deles do Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. — Na Câmara, o União perdeu cadeiras e o Republicanos também. Você tem uma recomposição da direita que abre espaço para uma hegemonia completa do PL nesse campo — disse Mayra Goulart, coordenadora do Laboratório de Partidos, Eleições e Política Comparada (Lappcom) do Departamento de Ciência Política da UFRJ. PL ficou com 15 vagas O avanço do PL no eleitorado rendeu ao partido mais quatro cadeiras na Câmara. A agremiação saiu de 11, em 2022, para 15 nas eleições deste ano. A legenda foi bem votada como um todo, mas não teve o campeão de votos da eleição. O posto ficou com Dr Luizinho (PP) com 213.904 votos. A segunda e a terceira maiores votações ficaram com candidatos de esquerda: Rick Azevedo (PSOL), que teve 191.371 votos, e Lindbergh Farias (PT), com 181.768. O PL aparece na quinta posição, e com os 175.161 votos recebidos por Altineu Côrtes, que é o presidente do partido no Estado do Rio. Na sequência vem Marcelo Freixo (PT), que volta à Câmara dos Deputados. A lista dos dez primeiros tem outro nome de esquerda: a ex-ministra Anielle Franco (PT), da Integração Racial, que recebeu 149.726 votos. Projetando a atuação do futuro Congresso, Freixo coloca dois cenários em perspectiva: — Temos uma eleição ainda pela frente, não tem nada decidido. Uma coisa será um Congresso ruim no governo Lula; outra será um congresso ruim no governo Flávio Bolsonaro, cujos efeitos serão muito piores. Todo o nosso esforço agora nesses 20 dias é para eleger o Lula, reverter o quadro, o que na minha opinião é possível. Mulheres no plenário Entre as dez mulheres que tomarão posse em fevereiro do ano que vem, cinco serão novatas na Câmara: Anielle Franco (PT), Manoela Peres (PL), Júlia de Castro (PL), Nísia Trindade (PT) e Talita Galhardo (PSDB). Júlia de Castro é a mais jovem entre as cinco: tem 24 anos. Em seu perfil na página oficial da campanha, se apresenta como cristã, casada e mãe, formada em História e vice-presidente nacional do PL Jovem. O seu programa informa que ela tem orientação conservadora/de direita, com seis eixos principais, entre eles, defesa da vida desde a concepção e contra o aborto; pautas ligadas à família e oposição à chamada ideologia de gênero; e endurecimento no combate à criminalidade. Também do PL, Manoela Peres se declara católica. Ela não é uma estreante na política. Já disputou duas eleições para prefeita de Saquarema e venceu as duas: em 2016, pelo PTN e em 2020, pelo DEM. Interrupção: Governo do Rio suspende descontos de consignados do Banco Master e Credcesta A renovação da bancada federal do Rio foi superior a 50%. Dos 46 eleitos, menos da metade, 21 (45,7%), foram reeleitos. Ficaram de fora políticos tradicionais. Entre eles, Tarcício Motta e Chico Alencar, ambos do PSOL Também não foram reeleitos Hugo Leal (PSD), Júlio Lopes (Progressistas) e Rosângela Gomes (Republicanos). Em seu perfil no Instagram, Chico Alencar, que está no seu sexto mandato na Câmara, publicou que “assimilar derrotas e aprender com elas não é fácil”, e agradeceu pelos votos que obteve. Ao GLOBO, fez uma avaliação do perfil da futura bancada federal do Rio: APURAÇÃO: Veja quais foram os deputados estaduais eleitos — Será uma bancada com perfil conservador e fisiológico. O desastre, a debacle de Cláudio Castro não afetou a eleição. É uma tristeza. O Rio de Janeiro não assimilou a crise profunda que atingiu o quadro político. O eleitorado parece que não leva em consideração valores éticos e representação autêntica, transparente e honesta. Não têm peso vínculos com (Daniel) Vorcaro (ex-presidente do Banco Master), dinheiro vivo encontrado em casa e relação com milícias. Bandeiras vitoriosas Segundo mais votado, Ricardo Cardoso de Azevedo, o Rick Azevedo, de 32 anos, teve votação expressiva na esteira de sua campanha pelo fim da escala 6X1. ele deixará o Palácio Pedro Ernesto, onde exerce mandato de vereador, rumo a Brasília. Outros vereadores também vão assumir como deputados federais em 2027: Rafael Satiê (PL), Leniel Borel (PP), Marcio Ribeiro (PSD) e Talita Galhardo (PSDB). Entre os deputados estaduais que deixarão a Alerj e seguirão para o Planalto estão Filippe Poubel e Thiago Gagliasso, ambos do PL. Tema recorrente em toda a campanha, a segurança pública ajudou a eleger estreantes. Foi o caso de Felipe Curi, ex-secretário de Polícia Civil de Cláudio Castro e um dos responsáveis pela megaoperação que deixou 122 mortos, entre os quais cinco policiais, nos complexos do Alemão e da Penha, em 28 de outubro de 2025. O policial recebeu 133.626 votos e foi o segundo mais votado do Progressistas. ‘Lado do bem’ Ao agradecer os votos, Curi disse que vai trabalhar para endurecer as leis contra criminosos. — Vou brigar muito lá em Brasília para que a gente possa realmente mudar as leis. Leis que favoreçam as pessoas de bem e que infernizem a vida dos criminosos que são as pessoas do mal. Estamos na luta do bem contra o mal. Nós somos o lado do bem, os criminosos são o lado do mal. Quem não estiver do nosso lado, está do lado do crime organizado. É simples assim — disse Felipe Curi em vídeo publicado na sua conta no Instagram. Quanto à fé professada pelos eleitos, 22 possuem informações nos perfis. Desses, 10 são evangélicos, três se declaram cristãos e nove, católicos. Entre eles há pastores à direita e à esquerda como Sóstenes Cavalcanti (PL) e Henrique Vieira (PSOL). Initial plugin text
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O anúncio que ligou o sinal de alerta na campanha de Flávio Bolsonaro ainda durante a votação
Um movimento do governo Lula ligou um sinal de alerta na cúpula da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) ainda durante a votação do primeiro turno e com as urnas abertas: a abertura de um inquérito sobre a suposta interferência dos Estados Unidos na eleição. A decisão, anunciada pelo diretor-geral da Polícia Federal (PF) Andrei Rodrigues, foi motivada pela publicação de uma reportagem do The Guardian segundo a qual um projeto do governo dos Estados Unidos prevê recursos para grupos da sociedade civil que se opõem ao que classificam como abuso de poder judicial e censura por parte do Supremo Tribunal Federal (STF). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Tubarão que pode viver mais de 400 anos vira alvo de disputa na Groenlândia; entenda
Na costa oeste da Groenlândia, pescadores e tubarões-da-Groenlândia disputam o mesmo território e, principalmente, os mesmos peixes. A espécie, uma das menos conhecidas do planeta e considerada o tubarão mais lento do mundo, costuma ficar presa nas linhas utilizadas na pesca de alabote-da-Groenlândia e bacalhau-do-Atlântico. Para pescadores, o animal representa prejuízo e perda de equipamentos. Para conservacionistas, uma eventual redução deliberada da população pode provocar danos difíceis de reverter. Servos seriam assassinados para acompanhar faraós egípcios após sua morte; indica estudo arqueológico Avião da British Airways perde 8 mil metros de altitude em poucos minutos e retorna a Londres após emergência O conflito ganhou força neste ano, quando o município de Avannaata, cuja sede administrativa é Ilulissat, aprovou um plano para abater mil tubarões-da-Groenlândia. A proposta previa o pagamento de 300 coroas dinamarquesas por coração de animal capturado. O plano acabou abandonado depois que o governo questionou sua legalidade, mas a possibilidade de uma nova iniciativa permanece. A preocupação dos pesquisadores está relacionada ao ciclo de vida incomum da espécie. Os tubarões-da-Groenlândia podem chegar a seis ou sete metros de comprimento e viver por mais de 400 anos. A maturidade sexual é estimada em cerca de 150 anos, o que faz com que a reposição da população seja extremamente lenta. — Se alguém disser: "Vou abater alguns milhares de tubarões-da-Groenlândia", isso é um desastre, na minha opinião — afirmou o professor Nick Dulvy, especialista em conservação marinha da Simon Fraser University, no Canadá. A espécie ocupa uma extensa área de águas profundas e frias do Atlântico Norte e Ocidental. Como se alimenta de espécies que também são alvo da pesca, acaba frequentemente presa em equipamentos destinados à captura de alabote e bacalhau. Segundo estimativas citadas por especialistas, cerca de 3.500 tubarões-da-Groenlândia são capturados acidentalmente todos os anos, enquanto a população mundial continua em declínio. O problema é conhecido há décadas. A pesca direcionada do tubarão para a extração de óleo do fígado deixou de ser praticada na década de 1960, mas a espécie ainda se recupera da exploração intensa registrada nos séculos XIX e XX. Em 1948, no auge dessa atividade, 58 mil animais foram desembarcados. Para os pescadores de Ilulissat e de outras comunidades costeiras, entretanto, a presença dos tubarões representa um problema concreto. Henrik Jensen, pescador de 27 anos, afirma ter perdido cerca de 6 mil anzóis apenas neste ano. Em alguns dias, segundo ele, o prejuízo chega a 30 mil coroas dinamarquesas. Os pescadores afirmam que os tubarões rompem as linhas utilizadas na captura de alabote, obrigando-os a comprar novos equipamentos. Timotheus Petersen, presidente da associação de pescadores de Kullorsuaq, diz que uma única linha custa 1.599 coroas. A recompensa proposta pelo município, no entanto, não convence todos os pescadores. Jensen afirma que capturar os tubarões exige anzóis maiores e correntes mais resistentes, o que faz com que os 300 coroas oferecidos pelo município não sejam considerados suficientes para compensar o esforço. Ambientalistas também questionam a eficácia da medida. A organização Oceans North Kalaallit Nunaat (ONKN) argumenta que um abate realizado no noroeste da Groenlândia não resolveria o problema porque os animais percorrem grandes distâncias. Alguns podem nadar até 2 mil quilômetros por ano e seriam rapidamente substituídos por tubarões provenientes de outras regiões. Para Jenseeraq Poulsen, diretor da ONKN, o conflito está relacionado a uma pressão mais ampla sobre a atividade pesqueira. A indústria responde por cerca de um quarto do Produto Interno Bruto (PIB) da Groenlândia e enfrenta aumento de custos e pressão sobre as cotas de pesca. Apesar da alta no preço do alabote, o tamanho médio dos peixes vem diminuindo ano a ano, segundo o Instituto de Recursos Naturais da Groenlândia. Jensen afirma que passou a colocar menos anzóis na água e a capturar menos peixes, atribuindo parte do problema à atuação de grandes arrastões em alto-mar. Além dos tubarões, os pescadores apontam outro problema: as chamadas "linhas-fantasma", equipamentos perdidos ou abandonados no mar que podem se prender a novas linhas, danificar equipamentos e continuar capturando animais. A empresa Halibut Greenland, uma cooperativa de processamento de pescado de Ilulissat, financia ações para retirar equipamentos abandonados das águas da região. Para a ONKN, iniciativas desse tipo seriam mais eficazes do que um programa de abate. Entre as alternativas discutidas estão também um sistema de compensação para pescadores que perdem equipamentos, testes com dispositivos acústicos para afastar os tubarões e novas regras para a utilização de equipamentos que reduzam a captura acidental. O governo da Groenlândia também avalia ampliar as ações para melhorar o registro das capturas incidentais. Para os conservacionistas, a questão não se resume à presença dos tubarões nas áreas de pesca. A espécie, que sobreviveu a décadas de exploração e pode levar cerca de um século e meio para atingir a maturidade sexual, está entre os animais mais vulneráveis à sobrepesca. — O tubarão é a versão visível e concreta de um problema cujas verdadeiras causas são estruturais — afirmou Poulsen.
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Candidatos que usaram ‘Lula’ nas urnas se saem melhor que os que adotaram ‘Bolsonaro’
Os candidatos que usaram “Lula” nas urnas, mesmo sendo apelido ou sobrenome, se saíram melhor que aqueles que adotaram “Bolsonaro”, desconsiderando os parentes do ex-presidente. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Coreia do Sul suspeita de uso de IA em ataques contra seu sistema financeiro
A polícia da Coreia do Sul abriu uma investigação sobre uma série de ataques cibernéticos contra o setor financeiro do país, após o presidente Lee Jae Myung afirmar nesta terça-feira que há indícios de uso de inteligência artificial nas invasões. Pelo menos sete instituições financeiras, incluindo alguns dos maiores bancos sul-coreanos, relataram vazamentos de dados de clientes na última semana. Veja também: ‘A IA não é como um aparelho que pode ser desligado', diz o físico Constantino Tsallis Do 'Limpar' ao 'Estender': Veja como funcionam os recursos do iPhone 18 Pro que usam IA para editar e comparar fotos. Entenda Segundo a Comissão de Serviços Financeiros da Coreia do Sul, mais de 68 mil pessoas foram afetadas pelos ataques. A possibilidade de ferramentas de inteligência artificial terem sido usadas para identificar vulnerabilidades e invadir sistemas de bancos, empresas e órgãos públicos é acompanhada com atenção à medida que modelos mais avançados chegam ao mercado. — Há indícios de que inteligência artificial foi utilizada em alguns ataques de hackers, o que gerou considerável preocupação e ansiedade entre a população — afirmou Lee durante uma reunião do gabinete. O presidente também alertou que a tecnologia pode ampliar o alcance das invasões. — Chegamos a um ponto em que a IA pode facilitar (a prática de invasões) até mesmo para aqueles que não possuem habilidades especiais — disse. Polícia investiga os ataques A investigação foi iniciada nesta terça-feira a pedido do presidente. As autoridades ainda não divulgaram quem estaria por trás das invasões nem quais técnicas foram utilizadas para acessar os dados. Um funcionário do governo sul-coreano declarou à AFP que era “muito provável” que a Artex AI, uma ferramenta de teste de segurança de código aberto que se acredita ser um sistema de inteligência artificial chinês, tivesse sido utilizada nos ataques. O uso da ferramenta, porém, não significa que os responsáveis pelas invasões sejam chineses, destacaram as autoridades. Lee afirmou que a evolução da inteligência artificial está tornando os métodos de invasão mais sofisticados e ampliando a dimensão dos danos provocados por ataques digitais. — Com os avanços na tecnologia de IA, os métodos de invasão estão se tornando cada vez mais sofisticados, enquanto a extensão dos danos está se espalhando para todos os setores em uma escala difícil de comparar com a do passado — alertou. O caso ocorre em meio à crescente atenção internacional sobre a capacidade de sistemas de IA de encontrar vulnerabilidades de software até então desconhecidas e explorar essas falhas contra instituições financeiras, empresas e infraestruturas governamentais. Até o momento, as autoridades sul-coreanas não divulgaram uma conclusão sobre a origem dos ataques nem confirmaram de forma definitiva o papel da inteligência artificial nas invasões.
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Mudanças nas rotas de helicópteros afastam voos panorâmicos do Cristo Redentor; entenda alterações definidas pela FAB
A partir de novembro, dois trechos de circulação de helicópteros no Rio serão cancelados. Um deles costuma ser usado para voos panorâmicos próximo ao Cristo Redentor. O outro, também muito utilizado para passeios turísticos, sai do Alto da Boa Vista e desce até o Maracanã. As mudanças foram anunciadas pela Força Aérea Brasileira (FAB) no domingo, após uma sequência de acidentes com vítimas, inclusive fatais, envolvendo o tipo de aeronave em questão. Quem são Índia Armelau, Renata Souza e Dani Balbi: as três deputadas mais votadas Marcio Canella e Rueda: a dobradinha que garantiu mais de 350 mil votos no Rio Rotas Especiais de Helicópteros serão canceladas Editoria de Arte Trechos cancelados Essas delimitações aéreas são chamadas de Rotas Especiais de Helicópteros (REHs), que se baseiam em pontos de referência no solo para orientar o piloto e facilitar o tráfego aéreo. Na REH Cristo, o trecho a ser proibido passa por pontos como o Terminal Rodoviário da Usina, na Tijuca, próximo ao Alto da Boa Vista; Morro Sete Quedas, dentro do Parque Nacional da Tijuca; Jardim Botânico, no bairro homônimo; Jockey Clube; interseção da Estrada do Sumaré com a do Redentor; Lagoa Rodrigo de Freitas; e o Clube dos Caiçaras, na Lagoa. Outra que perderá validade, a REH Boa Vista inclui Ilha da Gigoia, na Barra da Tijuca; Itanhangá Golf Club, no Itanhangá; Estrada das Furnas; Pedra Bonita, em São Conrado; Terminal Rodoviário da Usina; o início da Avenida Maracanã; Shopping Tijuca; Colégio Militar; Estádio do Maracanã; e Estação de São Cristóvão. As informações constam na Circular de Informação Aeronáutica da FAB. Com a alteração, definida pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da FAB, o número de Rotas Especiais de Helicópteros cai de 29 para 27 no estado do Rio. — Acredito que o departamento cancelou essa rotas porque são regiões com grande circulação de helicópteros e poucas opções de pouso de emergência, sobretudo na REH Cristo. O entorno do Clube Caiçaras, por exemplo, só tem dois helipontos, em meio a uma região densamente povoada e sem área de escape — afirmou uma fonte da Aeronáutica consultada pelo GLOBO. Afastamento do Cristo Redentor O Decea também determinou o afastamento da REH Praia. Na prática, os helicópteros que usam esse corredor sobre o mar passarão a voar mais distantes da costa. Com as mudanças, uma das opções que restam para voos com visualização do Cristo Redentor é pela rota da praia, mais afastada do monumento do que a REH Cristo, que fica a 4.600 metros de distância da escultura, explica o piloto e especialista em segurança de voo Maurizio Spinelli. — As rotas especiais de helicóptero, na maior parte de seus trechos, não são rotas obrigatórias. São sugeridas. Existem espaços aéreos de várias classes. A maioria dessas rotas está no espaço aéreo que a gente chama de golf (porção não controlada, onde os voos não dependem de autorização do controle de tráfego aéreo). Dentro do espaço aéreo golf, eu posso me deslocar livremente, respeitando as regras de altitude, distância e condições meteorológicas, por exemplo. Na área do Cristo, acima de mil pés (cerca de trezentos metros), o espaço aéreo passa a ser Charlie. Se o piloto fizer uma coordenação com o controle de tráfego antes de entrar no perímetro da Lagoa, poderá, em tese, continuar a fazer o sobrevoo do Cristo, mantendo a distância mínima determinada, de 600 metros. Nesse caso ele não estará cometendo nenhuma infração aeronáutica — pondera Spinelli. Corpos das vítimas do acidente de helicóptero sendo retirados pelos bombeiros na mata da Vista Chinesa Ana Branco Sequência de acidentes As rotas canceladas incluem a região da Vista Chinesa, onde um helicóptero que fazia um voo panorâmico caiu no último dia 8 de agosto. O acidente matou o piloto e três turistas colombianas. Em 14 de junho deste ano, dois helicópteros já haviam colidido no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste, deixando seis mortos, entre eles o cantor americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspar Prim. Spinelli diz que vê com "maus olhos" as alterações. Para ele, as medidas anunciadas pela FAB não melhoram a segurança aérea nas rotas dos helicópteros. — Essas mudanças foram propostas sob a justificativa de aumentar a segurança de voo. Mas, com menos duas rotas, passaremos a ter mais helicópteros dividindo menos espaço, aumentando, aí sim, o perigo. Não faz sentido, até porque a rota, em si, não é causadora do acidente. O que eles fizeram foi atender às associações de moradores que pedem a proibição de sobrevoos na Zona Sul — argumenta. — É bem verdade que houve um aumento expressivo no número de empresas que fazem esses voos panorâmicos, aumentando a probabilidade de acidentes. O que as autoridades deveriam ter feito antes é uma fiscalização mais apurada dessas companhias que surgiram recentemente. Redução de ruído O limite de voos turísticos e panorâmicos de helicópteros na cidade, com mais fiscalização e regulação, é uma demanda antiga de associações de moradores da Zona Sul, que se juntaram num movimento, chamado "Rio Livre de Helicópteros Sem Lei", para cobrar as autoridades. Entre as exigências, estão o fim dos voos em áreas residenciais e a redução de ruído. — Eu fico muito satisfeita que a Aeronáutica tenha tomado alguma medida, porque estamos nessa luta contra os voos panorâmicos desde 2011. Mas essas mudanças só atendem à parte das demandas, já que nosso objetivo é o fim de todos os sobrevoos em áreas residenciais e de proteção ambiental, com transferência dos voos para uma rota sobre o mar — comenta Vera Maurity, presidente da Associação de Moradores e Amigos do Jardim Botânico (AMAJB) e uma das líderes do movimento. — Muitas pessoas ficam doentes por conta do barulho, fora o risco de acidente. Somos milhares de moradores importunados para o deleite de alguns turistas. Também integrante do movimento, Celineia Paradela, presidente da Associação dos Moradores da Urca, aprovou as medidas, mas acredita que devam ir além: — Sofremos com um barulho ensurdecedor dentro de casa. Então, eu recebo essas mudanças com muito prazer. Só não entendo por que não colocaram o Morro da Urca (que integra a REH Turístico), onde a fauna é muito prejudicada com o ruído, dentro das proibições.
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NFL suspende dois árbitros por incidentes com jogadores; um deles teria xingado jogador; vídeos
A liga norte-americana de futebol americano (NFL) suspendeu, nesta segunda-feira, dois árbitros por incidentes ocorridos no domingo, entre eles está o árbitro de linha Jeff Seeman, flagrado pelas câmeras aparentemente insultando um jogador durante a derrota do Arizona Cardinals para o New York Giants. Seeman recebeu uma suspensão de dois jogos após trocar palavras com o tight end Trey McBride durante a derrota do Arizona por 36 a 24 para os Giants. Leia também: Jorge Jesus prometeu pedir desculpas publicamente a Cristiano Ronaldo, diz jornalista Marcas, festas pós-títulos e o início da 10: Por que o Monumental recebe a despedida de Messi pela Argentina O incidente gerou críticas imediatas do presidente da Associação de Jogadores da NFL (NFLPA), JC Tretter, que cobrou medidas disciplinares. "Esse tipo de comportamento de um árbitro em relação a um jogador é inaceitável", escreveu Tretter nas redes sociais. "Os jogadores são constantemente cobrados a prestar contas quando os papéis se invertem. Esperamos que a NFL exija dos árbitros o mesmo nível de conduta", afirmou. Initial plugin text A liga informou que Seeman foi punido por "conduta antiprofissional em relação a um jogador". A NFL também suspendeu por uma partida o árbitro Adrian Hill devido ao seu comportamento durante o jogo entre Minnesota Vikings e Miami Dolphins. Hill pareceu reagir com irritação depois que o linebacker Eric Wilson colidiu acidentalmente com ele, após uma jogada que envolveu o running back Ollie Gordon. Wilson, que depois ajudou o árbitro a se levantar, minimizou o episódio após o término da partida. "A verdade é que foi engraçado. No final, pedi desculpas e expliquei a situação. Ele levou numa boa", disse o linebacker de Minnesota.
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Marcas, festas pós-títulos e o início da 10: por que o Monumental recebe a despedida de Messi pela Argentina
Não é por acaso que a despedida de Lionel Messi da Argentina, no amistoso contra Benin, em Buenos Aires, às 20h (o Sportv transmite ao vivo), será no Monumental de Núñez. Além de ser considerado a casa da seleção, o estádio do River Plate simboliza a relação do camisa 10 com o torcedor local, marcada por altos e baixos, cobranças e alegrias. E será também onde tudo termina. Leia também: Jogador dinamarquês explica empurrão em Jorge Jesus depois de polêmica envolvendo Cristiano Ronaldo Luto: Morre Carlos Alberto Dias, autor do gol do título carioca do Botafogo em 1990, aos 59 anos Embora não seja tão associado a Messi quanto o Camp Nou, em Barcelona, e nem tenha sido palco de títulos, o Monumental tem marcas que refletem sua importância. É o quarto estádio em que ele mais atuou, com 28 jogos. Fica atrás apenas daqueles que servem de casa aos clubes pelos quais jogou: o do Barça (382 partidas); o Chase Stadium, do Inter Miami (47); e o Parc des Princes, do PSG (45). Estádios em que Messi mais jogou na carreira: Camp Nou (Barcelona): 382 partidas Chase Stadium (Fort Lauderdale): 47 Parc des Princes (Paris): 45 Monumental de Núñez (Buenos Aires): 28 Santiago Bernabéu (Madrid): 23 Diferentemente dos outros três palcos, no de Buenos Aires Messi nunca sentiu o amargor de uma derrota. Foram 22 vitórias e seis empates. Além disso, em nenhum outro ele balançou tanto as redes com a camisa da Argentina (19 gols). Números de Messi no Monumental de Núñez: 28 jogos 22 vitórias 6 empates 19 gols 11 assistências Não foi neste estádio que Messi fez sua estreia pela seleção principal (ocorreu em Budapeste, contra a Hungria). Mas foi lá onde atuou pela primeira vez diante de sua torcida, em outubro de 2005. Saiu de campo sem balançar as redes — seu gol número 1 no local sairia três anos depois, contra o Uruguai. Mas sofreu o pênalti convertido por Riquelme na vitória sobre o Peru. Com 18 anos na ocasião, Messi ainda era uma promessa e não usava a camisa 10 da seleção. Mas foi neste mesmo campo que, quatro anos depois, a usou pela primeira vez. Foi diante da Venezuela, em 2009, na estreia oficial de Diego Maradona como treinador. Simbolismo maior que este, impossível. Um ídolo passando a 10 com a qual se consagrou para aquele que, no futuro, viria a ser seu sucessor. Mas, antes disso acontecer, o Monumental ainda reservaria momentos de provação para Messi. Isso porque nem só de alegrias foi feita a relação do craque com o estádio. Questionado e cobrado pelo torcedor argentino até a conquista da primeira taça com a seleção, o camisa 10 também ouviu vaias onde, hoje, certamente só receberá carinho. Foi no empate com a Bolívia, em 2011, diante de uma arquibancada semi vazia — reflexo da campanha ruim na Copa América sediada pelo próprio país meses antes. Se não foi palco de nenhuma conquista da era Messi, o Monumental recebeu comemorações com a torcida. No primeiro jogo no país após o título da Copa América de 2021, o camisa 10 marcou três vezes sobre a Bolívia, fazendo seu primeiro hat-trick no estádio. O segundo, três anos depois, foi sobre o mesmo adversário e também no reencontro com o torcedor após o bi da competição continental. Em 2023, a celebração em casa pela conquista da Copa do Catar também teve gol de Messi. Ao marcar sobre o Panamá, fez o 800º de sua carreira (a conta hoje chega a 931). O amistoso desta noite também promete muita celebração. Só que, agora, pela própria história de Messi na seleção. Os mais de 80 mil ingressos postos à venda foram vendidos em menos de duas horas. Para quem ficou de fora, foi organizada uma fan fest, com entradas a partir de R$ 102, e que terá show e transmissão ao vivo do jogo. O atacante, que não participou dos outros dois amistosos da Argentina nesta data Fifa (goleadas sobre Bolívia e Burkina Faso), viajou para Buenos Aires especialmente para esta partida. Ele atuará ao lado de grande parte do elenco campeão mundial em 2022. Segundo a imprensa local, estão confirmados nomes como Dibu Martínez, Otamendi, De Paul, Enzo Fernández, Mac Allister e Lautaro Martínez. Messi usará uma camisa especial. Inspirada na bandeira argentina, com o Sol de Maio na faixa central e detalhes em dourado, ela tem o logotipo de Messi estampado no lugar da marca da fornecedora de material esportivo, além de mensagens comemorativas. Em meio a esta festa, estão os jogadores de Benin. Visto fazendo compras na capital argentina antes do jogo, o zagueiro Mohamed Tijani não está nem um pouco preocupado em enfrentar o homenageado da noite. — Não tem que marcá-lo. Não temos um plano especial para Messi. É desfrutar do jogo, e nada mais. Já o goleiro Marcel Dandjinou parece estar mais focado no jogo. Ele não quer ficar marcado como quem sofreu o último gol de Messi pela Argentina. —Estamos aqui para celebrar Messi, mas ninguém nos disse que temos que lhe presentear com um gol.
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EUA e aliados alertam para 'planos letais' do Irã na América Latina: 'Operações de influência maligna'
Estados Unidos, Canadá e outros oito países da América Latina e do Caribe divulgaram nesta segunda-feira um comunicado conjunto em que alertam para supostos "planos letais" e "operações de influência maligna" do Irã na região. O comunicado lembra que Estados Unidos e Paraguai sediaram no mês passado um fórum contra o terrorismo, e destaca que os dez países signatários desejam, agora, condenar "as ações terroristas e outras operações de influência maligna" no hemisfério "realizadas pelo Irã e por seus representantes terroristas". Leia também: Arábia Saudita e governo do Iêmen lançam ofensiva contra houthis com 100 aviões de combate Investigação: Acordo de Trump sobre ouro dá lucro indireto a gangues na Venezuela Segundo o texto, assinado por Estados Unidos, Canadá, Argentina, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Guiana, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago, os "esforços hostis" supostamente incluiriam "uma série de planos letais patrocinados pelo Irã e por seus representantes, arrecadação ilícita de fundos, interferência política e atividades de influência estrangeira". "Estamos unidos em nossa determinação de proteger nossos países e nossos povos contra essas ameaças", ressalta o comunicado. "O Irã e seus representantes devem cessar essas ações imediatamente." Em março deste ano, o paquistanês Asif Merchant foi condenado nos Estados Unidos, acusado de conspirar com a Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) para organizar assassinatos políticos e roubar documentos. A conexão do Irã e do movimento Hezbollah com os governos de Venezuela e Bolívia atraiu por anos a atenção de Washington, antes de esses países mudarem de rumo político. No ano passado, o Paraguai designou a IRGC, o Hezbollah e o Hamas como organizações terroristas, e a Argentina fez o mesmo com a IRGC em março deste ano.
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Thelma Guedes define equipe de colaboradores para novela das 23h
Thelma Guedes escolheu os colaboradores de sua novela das 23h: Márcio Haiduck, Maria Clara Mattos, Renata Corrêa, Isabela Aquino e Luciane Reis. A história será anunciada este mês no Upfront, evento da Globo para o mercado publicitário. Leia também: Cinco anos após deixar a Globo, Pedro Vasconcelos é cotado para dirigir novela das 21h E mais: Novela de Ricardo Linhares para o Globoplay mostrará jovem em busca de vingança. Saiba os detalhes Prevista para estrear em 2027, a trama terá 32 capítulos. Natalia Grimberg dirigirá. A autora também recebeu sinal verde para um projeto para a faixa das 19h. Recentemente, ela renovou contrato com a Globo por quatro anos. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Sua novela mais recente na Globo foi "Terra e paixão" (2023). Thelma entrou no meio da produção para escrever junto com Walcyr Carrasco. Antes, ela assinou outras obras em parceria com Duca Rachid: “Órfãos da terra” (2019), "Joia rara" (2013), "Cordel encantado" (2011), "Cama de gato" (2009) e "O Profeta (2006)". Galerias Relacionadas Initial plugin text
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'Pago pelo governo dos EUA': Trump diz que financiará seus próprios anúncios de TV após polêmica; entenda
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que usará seu próprio dinheiro para pagar os anúncios televisivos anteriores às eleições legislativas de novembro, após ter sido criticado por usar recursos dos contribuintes nessas peças publicitárias. Na semana passada, a oposição democrata acusou o republicano de fazer "propaganda" ilegal após a exibição de um anúncio de TV, financiado com recursos públicos, que exaltava sua gestão a poucas semanas das eleições de meio de mandato de 3 de novembro. O anúncio trazia a legenda "pago pelo governo dos Estados Unidos" ao final. 'Não sei que diabo é isso, mas dizem que é bom': Trump libera compra de diesel vermelho, antes restrito a maquinas agrícolas Brasil: Trump celebra 'grande vitória' de Flávio Bolsonaro contra Lula, mas prevê segundo turno 'muito acirrado' "A esquerda radical está insatisfeita porque divulgo anúncios que considero uma promoção positiva dos nossos grandes Estados Unidos, e porque os financio com dinheiro americano", escreveu Trump em sua plataforma, a Truth Social. "Decidi (...) financiá-los eu mesmo, bem como com o dinheiro que arrecadei para a MAGA Inc.", acrescentou, referindo-se à sua estrutura de financiamento eleitoral. Veja fotos de Mar-a-Lago, residência de Donald Trump Veículos de imprensa americanos apontaram que o anúncio em questão é quase idêntico a uma propaganda política a favor de Trump divulgada durante sua campanha para as eleições presidenciais de 2024. A Casa Branca descreveu esses anúncios como mensagens de serviço público "abertamente patrióticas" e os comparou a mensagens de presidentes anteriores durante tempos de guerra e crises nacionais. Um funcionário ressaltou que Trump "não consta na cédula de votação" de novembro. No entanto, o presidente tem convocado recentemente os eleitores a votar como se ele próprio fosse candidato. As eleições de novembro são fundamentais para definir as maiorias parlamentares no Senado e na Câmara dos Representantes, o que poderia, eventualmente, bloquear a agenda do governo nos dois anos restantes da atual administração.
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Rosane Svartman trabalha em projeto de nova novela
Rosane Svartman trabalha no projeto de uma novela. A história é candidata às 21h. A direção da Globo segue firme no plano de promover a autora ao seleto time. Próxima das 21h: Israel Eyer fará 'Avenida Brasil 2'. Saiba o papel 'Quem ama cuida': Adriana busca aliado inesperado Os trabalhos mais recentes de Rosane na Globo foram a novela das 19h “Dona da mim” (2025) e a recém-lançada segunda temporada da série “Vermelho sangue”. TV e famosos: se inscreva no canal da coluna Play no WhatsApp Por ora, a principal candidata a ocupar a faixa das 21h após “Avenida Brasil 2” é uma nova novela de Aguinaldo Silva, Zé Dassilva e Virgílio Silva. Pedro Vasconcelos é um nome cotado para assumir a direção artística da produção. Initial plugin text
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'Quem ama cuida': Tom confessa crime a Pedro
Nos próximos capítulos da novela “Quem ama cuida”, Tom (Allan Souza Lima) confessará um crime para Pedro (Chay Suede). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Sanear Secretaria da Educação deve ser prioridade do novo governo do Rio
Entre os muitos desafios que terá à frente do Palácio Guanabara, o futuro governador do Rio precisará moralizar a Secretaria de Educação, alvo da Operação Escola de Papel, deflagrada na semana passada pelo Ministério Público do Estado do Rio e pela Polícia Civil fluminense. A ação investiga desvios em reformas de escolas estaduais na gestão do ex-governador Cláudio Castro (PL). Os alvos são ex-integrantes da cúpula da secretaria, entre eles a ex-secretária Roberta Barreto de Oliveira, cuja nomeação é atribuída ao ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) e deputado cassado Rodrigo Bacellar, preso sob acusação de ligação com o Comando Vermelho. Tanto Castro quanto Bacellar pertencem ao grupo político de Douglas Ruas (PL), atual presidente da Alerj e primeiro colocado no primeiro turno da eleição ao governo estadual (o TSE decidirá se haverá segundo turno). Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Ventos de direita anunciam crise
Aconteceu. Independentemente do resultado do segundo turno, o grande fato político é a vitória da direita no Senado, que, desde já, anuncia um ano de crises institucionais com o STF. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Como e por que a Maré votou?
Com 125 mil moradores e 60.292 eleitores, a Maré, na Zona Norte do Rio, tem força eleitoral expressiva. Entender como os moradores votam exige ir além das urnas: quem consegue votar e como esses votos se convertem em direitos, investimentos e representação? Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Horóscopo de hoje: veja previsão para seu signo no dia 6/10
Áries (21/3 a 20/4) Elemento: Fogo. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Libra. Regente: Marte. Um flerte ou hobby que parecia passatempo prenderá sua atenção. Reserve um momento para essa experiência e preserve-a de definições prematuras. Parte do prazer estará em viver primeiro e contar depois. Touro (21/4 a 20/5) Elemento: Terra. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Escorpião. Regente: Vênus. Uma receita, música ou costume de casa reunirá memória e prazer, de um jeito especialmente gostoso. Faça tudo com tempo e conte a sua história por trás do gesto. A lembrança encontrará lugar na mesa. Gêmeos (21/5 a 20/6) Elemento: Ar. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Sagitário. Regente: Mercúrio. Escrever algo destinado apenas a você dará forma a um sentimento. Vá até onde a frase quiser e guarde o texto. A escrita terá cumprido sua função ao transformar uma impressão difusa em linguagem. Câncer (21/6 a 22/7) Elemento: Água. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Capricórnio. Regente: Lua. Lidar com um objeto de forte valor afetivo exigirá cuidado. Fique com o que representa a história e dê outro destino ao que permaneceu por apego. A memória continuará inteira mesmo com a gaveta mais vazia. Leão (23/7 a 22/8) Elemento: Fogo. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Aquário. Regente: Sol. Perfume, roupa, música ou outro detalhe escolhido só pelo seu gosto dará um caráter íntimo à maneira como você se apresenta. Prepare-se com calma e desfrute dessa escolha mesmo que ninguém a veja. Virgem (23/8 a 22/9) Elemento: Terra. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Peixes. Regente: Mercúrio. Uma vontade mantida em silêncio ficará mais nítida depois de alguns minutos de escrita ou recolhimento. Dê forma ao que surgir e preserve a descoberta. A opinião alheia entrará depois, caso faça falta. Libra (23/9 a 22/10) Elemento: Ar. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Áries. Regente: Vênus. Uma amizade pedirá atenção exclusiva. Saia por alguns minutos da circulação coletiva e fique com o assunto que merece profundidade. O restante do grupo continuará ali quando você voltar com descobertas. Escorpião (23/10 a 21/11) Elemento: Água. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Touro. Regente: Plutão. Um convite tocará algo que você leva muito a sério. Examine quanto de atenção essa proposta exigiria e qual parte do seu trabalho teria de ceder. A resposta ficará mais simples depois dessa conta. Sagitário (22/11 a 21/12) Elemento: Fogo. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Gêmeos. Regente: Júpiter. Um livro ou pesquisa capturará você por muito mais tempo do que o previsto. Siga a curiosidade até encontrar uma pergunta forte o bastante para orientar. Deixe os outros caminhos para outra ocasião. Capricórnio (22/12 a 20/1) Elemento: Terra. Modalidade: Impulsivo. Signo complementar: Câncer. Regente: Saturno. Falar de desejo com detalhes criará uma intimidade diferente daquela produzida apenas por insinuações. Nomeie o que gosta e o que prefere guardar. A pessoa diante de você terá elementos para responder. Aquário (21/1 a 19/2) Elemento: Ar. Modalidade: Fixo. Signo complementar: Leão. Regente: Urano. Um encontro ficará mais interessante se as distrações saírem de cena. Coloque o celular de lado e dê atenção à pessoa diante de você. Detalhes aparecerão se a conversa deixar de competir com outras telas. Peixes (20/2 a 20/3) Elemento: Água. Modalidade: Mutável. Signo complementar: Virgem. Regente: Netuno. Uma questão de comunicação exigirá atenção ao tom. Trabalhe nela por inteiro, longe de outras solicitações. Ao se escutar, você identificará excessos que passariam despercebidos à primeira vista.
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O que se sabe sobre o alerta na Rússia devido à morte em laboratório que gerou investigação de peste pneumônica
Autoridades russas tentam acalmar a preocupação pública após a morte de uma técnica de laboratório de 28 anos que trabalhava em um instituto de pesquisa especializado em peste na Sibéria e desenvolveu uma pneumonia de causa desconhecida. Veja também: EUA monitoram relatos sobre infecção em laboratório na Rússia E mais: Mais de 180 pessoas são colocadas sob observação após morte de pesquisadora por suposta peste na Sibéria Darya Shipilova, funcionária do Instituto de Pesquisa Antipeste da Sibéria e do Extremo Oriente, morreu na semana passada em um hospital na cidade vizinha de Shelekhov. O falecimento levou as autoridades a colocarem o hospital em quarentena e a submeterem a vigilância médica as pessoas que haviam estado em contato com ela. Informações não confirmadas divulgadas pela mídia russa sugeriram que Shipilova pode ter morrido de peste pneumônica, possivelmente após um acidente com bactérias vivas no laboratório. As autoridades de saúde russa, no entanto, rejeitaram essa versão e afirmaram que análises exaustivas não detectaram microrganismos relacionados à sua atividade profissional. O que continua sem esclarecimento é como Shipilova adoeceu e por que as autoridades adotaram medidas preventivas de tal alcance, em um contexto marcado por discrepâncias entre as declarações oficiais e as versões não confirmadas sobre a causa de sua morte e um possível acidente no laboratório. O que aconteceu com Shipilova? Darya Shipilova adoeceu gravemente e foi internada com pneumonia. Ela morreu na noite da última sexta-feira, 2 de outubro, mas a causa exata de sua doença continua sem ser determinada. A Rospotrebnadzor, o órgão russo de vigilância sanitária, informou que ela havia sido diagnosticada com “pneumonia de etiologia desconhecida”. Segundo a agência, análises exaustivas não detectaram microrganismos associados à sua atividade profissional. De acordo com a agência de notícias russa Interfax, uma comissão especial do instituto e da Rospotrebnadzor também não encontrou indícios de uma emergência ou de violação dos protocolos de segurança na manipulação de patógenos perigosos. Não há, até o momento, provas que confirmem que Shipilova tenha tido peste. A possibilidade de peste pneumônica surgiu a partir de versões não confirmadas da imprensa russa, segundo as quais a trabalhadora poderia ter quebrado um tubo de ensaio contendo bactérias vivas no instituto. A Rospotrebnadzor afirmou, no entanto, que não encontrou evidências de um incidente relacionado a microrganismos patógenos nas instalações. A distinção é importante: as autoridades adotaram medidas preventivas devido à gravidade e ao potencial contagioso da peste pneumônica, mas essas medidas não demonstram que Shipilova tenha contraído a doença nem que tenha se infectado em seu local de trabalho. Por que o caso gerou alarme? O caso foi complicado por declarações contraditórias de funcionários russos. Alexey Tsydenov, governador da região da Buriácia, disse inicialmente que Shipilova havia morrido de peste. Posteriormente, ele modificou sua declaração e sinalizou que “possivelmente” ela havia morrido em decorrência da doença. Ao mesmo tempo, começaram a circular versões sobre a quarentena de vários hospitais em Irkutsk. O Kremlin instou a população e a imprensa a se atenerem às informações oficiais. O porta-voz presidencial, Dmitry Peskov, pediu na segunda-feira que os jornalistas se remetessem aos comunicados da Rospotrebnadzor em vez de a “rumores ou especulações”. Por que a possibilidade de peste pneumônica preocupa? A peste pneumônica é uma forma grave de peste que afeta os pulmões e pode ser transmitida de pessoa para pessoa por meio de partículas respiratórias. É causada pela Yersinia pestis, uma bactéria que circula naturalmente entre pequenos mamíferos e suas pulgas. A mesma bactéria foi responsável pela Peste Negra, a pandemia que devastou a Europa no século XIV. A doença pode ser mortal se o tratamento for retardado, mas pode ser tratada com antibióticos, especialmente quando a terapia começa de forma precoce, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A peste continua presente de forma natural em algumas áreas da Sibéria e do Extremo Oriente russo, embora as infecções humanas sejam pouco frequentes. Antes do caso suspeito em Irkutsk, o último caso humano registrado na Rússia ocorreu em 2016, quando um menino de 10 anos da república de Altai contraiu peste após ajudar a dissecar uma marmota. A possibilidade de peste pneumônica é especialmente relevante porque, diferentemente de outras formas da doença, ela pode ser transmitida diretamente entre pessoas. No entanto, por enquanto não há provas que confirmem que Shipilova tenha contraído peste. Há outras pessoas infectadas? Nenhum caso secundário de peste foi confirmado. O governador de Irkutsk, Igor Kobzev, afirmou que todas as pessoas que haviam estado em contato com Shipilova encontravam-se sob supervisão médica. A Rospotrebnadzor forneceu informações adicionais sobre as análises realizadas nesses contatos. Segundo a Associated Press, duas pessoas testaram positivo para um vírus que provoca o resfriado comum e outras duas para a Covid-19. O restante das pessoas examinadas obteve resultados negativos. Nenhum resultado positivo para Yersinia pestis foi relatado entre os contatos. A Interfax também assinalou que, durante os dez dias anteriores, não havia sido registrada nenhuma consulta por doenças infecciosas entre os funcionários do instituto especializado em peste. Por que o hospital foi colocado em quarentena? O hospital de Shelekhov onde Shipilova morreu foi colocado em quarentena como medida preventiva. O prefeito de Shelekhov, Maxim Modin, informou que o hospital havia sido colocado em quarentena, interrompido a admissão e a alta de pacientes, enquanto seu laboratório suspendia as análises de rotina. O serviço ambulatorial do hospital, no entanto, continuou funcionando normalmente. Segundo o The Guardian, citando a Radio Free Europe/Radio Liberty, vários hospitais em Irkutsk também haviam adotado medidas de quarentena. A mídia local mencionou, além disso, restrições em outros hospitais e em pelo menos uma maternidade. O alcance e a duração exatos dessas medidas não foram confirmados de maneira independente por todos os veículos de imprensa que informaram sobre o caso. Anna Popova, diretora da Rospotrebnadzor e principal autoridade sanitária da Rússia, viajou a Irkutsk e reuniu-se com Kobzev e outros funcionários durante uma reunião de emergência da comissão sanitária e antiepidêmica regional. Kobzev descreveu o caso como uma suspeita de “infecção particularmente perigosa”, sem identificar a doença. Mais tarde, ele escreveu no Telegram: “Todas as pessoas identificadas como contatos foram colocadas sob observação médica. Até o dia de hoje, nenhuma apresenta sinais de doença e as análises laboratoriais deram resultados negativos”. Nessa declaração, Kobzev não fez referência às versões sobre a morte de uma trabalhadora do laboratório. A Rospotrebnadzor informou que estava aplicando um “conjunto completo de medidas antiepidêmicas”. A agência também sustentou que não havia provas de que a doença de Shipilova tivesse sido causada por um patógeno com o qual ela trabalhava e que sua investigação não havia detectado incidentes relacionados a microrganismos patógenos no instituto. Na Planta de Alumínio de Irkutsk, em Shelekhov, os funcionários foram obrigados a utilizar máscaras como medida preventiva. Seu diretor, Artyom Fominykh, pediu calma e afirmou: — Mais vale prevenir do que remediar. O The Guardian também informou que várias atividades públicas em Irkutsk foram canceladas durante o fim de semana. Kobzev descreveu a situação sanitária na região como estável, enquanto as autoridades continuam monitorando as pessoas que estiveram em contato com Shipilova. As medidas são apresentadas como preventivas enquanto a investigação sobre as circunstâncias de sua morte prossegue. Resposta dos EUA O governo de Donald Trump acompanha de perto os relatos sobre a morte de Shipilova e as medidas de quarentena adotadas na Sibéria. Funcionários americanos não indicaram que a situação represente atualmente uma ameaça significativa para a população dos Estados Unidos. Quatro funcionários disseram à imprensa que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), o Departamento de Estado, a Administração de Prontidão e Resposta Estratégica e outras agências trabalham para reunir mais informações sobre o caso. — Estamos observando e acompanhando de perto — disse o secretário de Estado, Marco Rubio, aos jornalistas antes de partir para a Europa. — Não creio que seja motivo de alarme, mas sim de atenção e de mantê-lo sob vigilância. — Obviamente, as viagens entre os Estados Unidos e a Rússia são muito limitadas — pontuou. — Mas, como ocorre com qualquer outra coisa, quando algo assim vaza, propaga-se rapidamente. O Departamento de Estado pediu às autoridades russas que compartilhem informações precisas de maneira rápida e transparente. Funcionários americanos assinalaram que ainda não podem avaliar plenamente o risco potencial até que mais detalhes sejam conhecidos e a causa da morte seja confirmada. As redes de resposta laboratorial e os serviços médicos de emergência dos Estados Unidos estariam preparados para responder caso um caso de peste pneumônica fosse detectado no país. Se a Rússia confirmar que a morte de Shipilova foi causada por peste pneumônica, o caso deverá ser comunicado à Organização Mundial de la Saúde, embora a confirmação possa demorar enquanto amostras de laboratório e tecidos são analisados em busca de Yersinia pestis. Por ora, as autoridades russas sustentam que a situação sanitária na região é estável e está sob controle. Enquanto as medidas de quarentena e vigilância continuam, a principal incógnita permanece sendo o que provocou a pneumonia de Shipilova e se sua doença teve alguma relação com seu trabalho no instituto especializado em peste.
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Nunes Marques deve liberar revisão criminal de Bolsonaro para julgamento após segundo turno
O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), avalia levar a julgamento, após o segundo turno das eleições, o pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para tentar reverter sua condenação pela trama golpista. A interlocutores, Nunes Marques tem afirmado que não pretende tomar uma decisão sobre o caso antes do fim da disputa eleitoral para evitar que uma manifestação do Supremo possa ter influência sobre o resultado das urnas. Ao mesmo tempo, o ministro sinaliza que pretende dar andamento ao processo tão logo seja encerrado o segundo turno. Também a interlocutores, Nunes Marques tem indicado que não pretende conceder uma liminar — ou seja, tomar uma decisão individual para suspender os efeitos da condenação de Bolsonaro. A intenção manifestada pelo ministro é levar a revisão criminal diretamente a julgamento pelo colegiado. O movimento ocorre depois de o processo permanecer há alguns meses no gabinete de Nunes Marques. A primeira revisão criminal foi distribuída ao ministro em maio. Na ocasião, ele determinou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestasse sobre o pedido e concedeu prazo de 20 dias, o dobro dos dez dias previstos no Código de Processo Penal, citando a complexidade do caso. Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão no processo sobre a tentativa de golpe de Estado. A revisão criminal é uma ação autônoma que permite questionar uma condenação definitiva em determinadas hipóteses previstas na legislação. Nas últimas semanas, a defesa do ex-presidente voltou a movimentar o caso. Em 24 de setembro, os advogados apresentaram um pedido para suspender o cumprimento da pena enquanto a revisão criminal estivesse em análise. Horas depois, porém, recuaram da solicitação de suspensão, mantendo em tramitação a revisão. Posteriormente, os advogados apresentaram um novo pedido de revisão criminal. A nova ação também foi distribuída a Nunes Marques, por prevenção, já que o ministro relata a primeira iniciativa da defesa destinada a rever a condenação. Nesse novo processo, os advogados voltaram a pedir a suspensão do cumprimento da pena enquanto o mérito não é analisado. A defesa sustenta, entre outros pontos, que não teve acesso adequado à íntegra do material probatório utilizado no processo e apresentou um parecer técnico para questionar a cadeia de custódia das provas digitais. Os advogados também recorreram a discussões recentes ocorridas no próprio Supremo sobre a necessidade de prazo suficiente para análise de grandes volumes de dados. O fato de Nunes Marques presidir atualmente o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também pesa na definição do momento para analisar o caso. Segundo interlocutores, o ministro considera que uma decisão sobre a situação de Bolsonaro durante a campanha poderia ser interpretada como uma interferência do Judiciário na disputa eleitoral. A PGR ainda precisa dar parecer neste segundo pedido de revisão criminal. Por isso, a avaliação no gabinete é de que a análise deve ocorrer depois do segundo turno. Uma definição pelo plenário, no entanto, precisa contar com o aval de pelo menos seis ministros para que Bolsonaro tenha sua liberdade concedida. Atualmente, seis ministros do STF já se manifestaram sobre a regularidade do julgamento. Além dos 4 ministros que votaram pela condenação, os ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes trataram publicamente do caso, Na Primeira Turma, Luiz Fux votou contra a condenação.
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Brasil segue enfrentando desafios na destinação de resíduos
A destinação adequada de resíduos sólidos urbanos ainda é um desafio para a maioria dos municípios brasileiros. Embora a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) tenha estabelecido prazos para a erradicação dos lixões, milhares de cidades continuam sem cumprir as metas de coleta, tratamento e destinação final adequada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31,9% dos municípios brasileiros ainda despejam resíduos sólidos em lixões, uma forma de disposição considerada ambientalmente inadequada. Especialistas afirmam que o problema cotidiano é mais amplo. "Quando olhamos para o lixo espalhado nas ruas, praças, córregos e terrenos baldios, percebemos que a situação vai muito além da destinação final. Na prática, é possível dizer que nove em cada dez cidades brasileiras ainda convivem com o descarte irregular. É um problema visível e diário", afirma Márcio Welsh, diretor comercial da Contemar Ambiental, empresa especializada em conteinerização no Brasil. De acordo com o Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2024, apenas 58,5% dos resíduos sólidos urbanos gerados em 2023 foram encaminhados para destinação ambientalmente adequada; isso significa que cerca de 41,5% tiveram destinação inadequada, como envio a lixões ou outras formas não ambientalmente corretas. O dado reforça que, mesmo com coleta regular em muitas cidades, uma parte significativa do lixo ainda não recebe tratamento ambientalmente apropriado. Apesar do cenário desafiador na gestão de resíduos sólidos no Brasil, algumas iniciativas têm se mostrado capazes de transformar essa realidade. A adoção da conteinerização, ou seja, a implantação de contentores padronizados e resistentes substituindo lixeiras improvisadas ou sacos soltos nas calçadas, tem sido apontada como estratégia eficaz em diversas cidades brasileiras. Em Lençóis Paulista (SP), uma tese acadêmica demonstrou que a combinação de conteinerização e coleta mecanizada permitiu avançar no desenho de boas práticas para municípios. Em Itabira (MG), projeto‑piloto com 124 contentores identificou uma redução de cerca de 35% no consumo de combustível e 85% menos acidentes no trabalho com a nova logística. Esses exemplos reforçam que a conteinerização auxilia na organização do descarte, na logística reversa e na destinação adequada dos resíduos, além de evitar o espalhamento por intempéries ou animais, melhorando significativamente a aparência e a higiene das vias públicas quando implementada com planejamento e monitoramento eficientes.
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Com recorde de eleitas, Câmara supera cem deputadas pela primeira vez, e sete estados têm mulheres como mais votadas
A composição da próxima legislatura da Câmara dos Deputados (2027 a 2031), definida na eleição do último domingo, terá 108 mulheres, mais de um quinto (21,8%) dos 513 representantes. Embora o número mantenha as mulheres (que são 51,5% da população, segundo o IBGE) subrepresentadas, é a primeira vez que elas rompem a barreira de cem parlamentares, dando seguimento ao aumento da presença feminina nas últimas eleições à Casa. O número de eleitas corresponde a mais do que o dobro do registrado há quatro pleitos, quando apenas 45 mulheres cacifaram-se à Câmara. De lá para cá, houve avanço gradativo: 2026: 108 mulheres eleitas ou reeleitas 2022: 90 mulheres eleitas ou reeleitas 2018: 77 mulheres eleitas ou reeleitas 2014: 51 mulheres eleitas ou reeleitas 2010: 45 mulheres eleitas ou reeleitas As mulheres também foram as mais votadas em sete das 27 unidades federativas do país. São elas: Socorro Neri (PP-AC), Coronel Fernanda (PL-MT), Camila Jara (PT-MS), Natália Bonavides (PT-RN), Julia Zanatta (PL-SC), Yandra Moura (União Brasil-SE) e Professora Janad Valcari (Republicanos-TO). São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro foram os estados que elegeram mais deputadas: 15 no primeiro, 11 no segundo e 10 no terceiro. Em São Paulo, por exemplo, foi eleita a deputada federal com mais votos no país: Erika Hilton (PSOL), que exercerá seu segundo mandato após receber quase 1,6 milhão de votos, a terceira maior votação quando incluídos candidatos homens. A ex-vereadora de 33 anos foi a primeira trans eleita para a Câmara Municipal de São Paulo em 2020 e rapidamente ganhou projeção na política nacional com bandeiras como a luta pelos direitos de pessoas LGBTQIA+ e o fim da escala 6x1. Erika, porém, será minoria ideológica entre suas companheiras de plenário. Das 108 eleitas, 51 integram partidos de direita ou centro-direita, enquanto 47 são de siglas de esquerda ou centro-esquerda. Outras dez representam partidos de centro. Além de Hilton, outras duas das cinco deputadas mais votadas são de São Paulo: Sâmia Bomfim (PSOL) e Tabata Amaral (PSB). Ana Elisa, deputada mais jovem a ser eleita desde 1994, representa Minas Gerais. Veja o ranking: Erika Hilton (PSOL) - 1.596.472 votos Sâmia Bomfim (PSOL-SP) - 583.107 votos Julia Zanatta (PL-SC) - 560.223 votos Ana Elisa (PT-MG) - 524.219 votos Tabata Amaral (PSB-SP) - 476.383 votos Veja a contagem de deputas federais eleitas em cada estado: São Paulo: 15 mulheres Minas Gerais: 11 mulheres Rio de Janeiro: 10 mulheres Bahia, Pernambuco, Santa Catarina: seis mulheres em cada estado Ceará, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Sul: cinco mulheres em cada estado Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná: quatro mulheres em cada estado Amapá, Mato Grosso, Rio Grande do Norte, Rondônia: três mulheres em cada estado Acre, Espírito Santo, Sergipe: duas mulheres em cada estado Alagoas, Amazonas, Paraíba, Tocantins: uma mulher em cada estado
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Pai de Henry Borel pede ao CNJ apuração de conduta de juíza no julgamento de Monique Medeiros
O pai de Henry Borel, Leniel Borel de Almeida Junior, entrou com uma reclamação disciplinar junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que seja investigada a conduta da juíza Elizabeth Machado Louro, que presidiu o julgamento de Monique Medeiros e Jairinho. Ele pede que seja apurado se a magistrada tentou influenciar o júri a conceder perdão judicial à mãe do menino, morto em março de 2021. Morte de Henry: conheça a vida do menino e como foi a investigação que levou à prisão de seu padrasto e de sua mãe Eleições 2026: Pai do menino Henry Borel e mãe de Isabella Nardoni são eleitos para a Câmara dos Deputados No documento, a defesa de Leniel cita a audiência realizada em 23 de setembro de 2026, no âmbito da queixa-crime contra a jornalista Fernanda Piacentini. Na ocasião, a testemunha Monica Caliman relatou que a jornalista supostamente teria recebido um pedido para entrar em contato com a mãe de Monique Medeiros, que estava presa à época, com o objetivo de substituir o advogado de defesa por uma defensora pública que seria conhecida da juíza. A petição cita ainda uma entrevista de 2021 que a magistrada concedeu à jornalista, com comentários sobre Monique Medeiros e a reação social de culpabilização da mulher em uma sociedade patriarcal, quando o processo ainda não havia sido submetido ao Tribunal do Júri. "A preocupação com a integridade de uma pessoa presa é legítima e deve orientar providências concretas de proteção. O aspecto disciplinar a examinar é diverso: a juíza que ainda conduziria a instrução e presidiria o julgamento apresentou publicamente uma interpretação individualizada da situação de uma das acusadas e da reação social ao processo." Jairinho é condenado a 43 anos por morte de Henry Borel; Monique recebe perdão judicial por homicídio culposo O reclamante também apontou decisões da juíza que substituíram ou relaxaram a prisão de Monique Medeiros e que depois foram revistas pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive uma reclamação ao CNJ que cassou soltura de 23 de março de 2026. A defesa também menciona que, no julgamento de 2026, após a maioria dos jurados responder “sim” ao quesito “A omissão da acusada foi dolosa?”, a juíza reconheceu um erro na formulação da pergunta, substituiu o quesito por outro sobre omissão culposa e determinou uma nova votação. Após o novo resultado, concedeu perdão judicial a Monique Medeiros. Da acusação ao perdão: as frases que marcaram o julgamento do caso Henry "A controvérsia recursal acerca da validade do julgamento e do perdão judicial segue sua via própria. Nesta Reclamação Disciplinar, alguns dos mesmos documentos são apresentados por uma razão específica: permitem verificar como a Magistrada se comportou antes e durante o julgamento que presidiu, o que disse perante terceiros e perante os jurados, e quais razões declarou para alterar a pergunta após conhecer a primeira resposta. É sob esse enfoque, com exame das gravações completas e possibilidade de esclarecimento pela Magistrada, que os indícios de perda de equidistância devem ser apreciados por esse E. Conselho Nacional de Justiça." No documento, a defesa de Leniel pede ao Conselho Nacional de Justiça que adote as medidas necessárias para esclarecer os fatos, e que o Ministério Público seja acionado para pedir à Justiça a busca e apreensão dos celulares das pessoas mencionadas na reclamação. O objetivo, segundo escreve na petição, é preservar as provas e investigar os fatos relatados pela testemunha Monica Caliman, que supostamente envolveriam a juíza alvo da reclamação. Questionado, o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro informou que não se manifesta sobre as decisões dos seus magistrados e em relação aos processos em julgamento, seja no âmbito do Judiciário fluminense ou nos tribunais superiores.
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Maioria que votou com Flavio não é de extrema direita. Só não quer mais o governo Lula
A onda da direita na eleição do último domingo foi uma surpresa, mas já acontecera em 2018. Além de ter sido subestimada, outros fatores podem ter acontecido para a grande votação na direita, como o voto envergonhado. Ele tem muito a ver com o desejo de mudança dos eleitores, porque a esquerda passa a sensação de que é superior aos outros. E por isso, muitos ainda têm vergonha de anunciar o voto na direita e não dizem nada nas pesquisas. E uma questão que precisa ser observada: o desejo de mudança existe, porque o terceiro governo Lula foi medíocre, não correspondeu às ambições da sociedade e esqueceu a união nacional; se ligou somente ao PT, que se impôs como maioria dentro do governo, sem lembrar que só foi eleito porque uma parte ponderada do centro votou no Lula. Matéria exclusiva para assinantes. Para ter acesso completo, acesse o link da matéria e faça o seu cadastro.
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Ex-pesquisador da Anthropic alerta que corrida pela IA traz riscos que a própria indústria ainda não compreende
O ex-pesquisador da Anthropic Jacob Coxon alertou que a corrida para desenvolver inteligência artificial traz riscos que a própria indústria ainda não compreende plenamente, durante uma audiência na Câmara Municipal de Nova York em que parlamentares avaliaram a possibilidade de impor suas próprias salvaguardas a um setor global em rápida expansão. Constantino Tsallis: ‘A IA não é como um aparelho que pode ser desligado', diz um dos físicos mais influentes do mundo R$ 4,4 tri a mais no bolso: Boom de IA leva bilionários da tecnologia ao melhor ano de suas vidas — Ainda não sabemos como controlar nenhum sistema de IA— disse Coxon na audiência realizada nesta segunda-feira, que também contou com representantes de algumas das principais empresas desenvolvedoras de inteligência artificial. A audiência proporcionou uma cena inusitada em Nova York: Coxon, vestido com terno escuro e camisa branca, sentou-se diante de uma plateia formada por autoridades municipais e expôs sua visão sobre o funcionamento interno de uma indústria que ocupa um espaço cada vez mais central na economia dos Estados Unidos. Entenda: CEOs de Anthropic, OpenAI, Google e xAI querem mesmo desacelerar o ritmo da inteligência artificial? Ele prestou depoimento a pedido de Julie Menin, presidente da Câmara Municipal de Nova York, que quer aprovar um pacote de projetos de lei para impor novas restrições ao setor. As empresas de IA se expandiram rapidamente em Nova York, mas vêm enfrentando questionamentos crescentes sobre as ameaças que sua tecnologia pode representar para a economia da cidade e para sua população de maneira geral. Entre as propostas em análise pela Câmara Municipal está a possibilidade de instalar um “botão de desligamento” (“kill switch”) capaz de interromper sistemas de IA que apresentem comportamento fora de controle, embora Coxon tenha afirmado que uma medida desse tipo teria alcance limitado. — Precisamos de algum tipo de desaceleração no desenvolvimento dos modelos de fronteira— disse Coxon. — Ferramentas como os “kill switches” podem ser úteis no curto prazo, mas, provavelmente, não serão suficientes para garantir a segurança no longo prazo. Do 'Limpar' ao 'Estender': iPhone 18 Pro usa IA para editar e comparar fotos. Veja testes Nova York e outros governos estaduais e municipais vêm avançando com suas próprias propostas para regulamentar a IA, enquanto o governo Trump adotou, em grande parte, uma abordagem de pouca intervenção. Alguns executivos do setor e o presidente Donald Trump sugeriram que a melhor forma de regulamentar a IA seria a própria indústria supervisionar suas atividades, uma ideia rejeitada por Menin. — A ideia de que as empresas de IA simplesmente vão se autorregular não vai funcionar— disse Menin em entrevista coletiva antes da audiência. — O que realmente precisamos fazer é aprovar essa legislação, que será a primeira do país, e esperamos que isso estimule ações do governo federal e de outras jurisdições. Coxon deixou a Anthropic no mês passado, alertando que a IA poderia se tornar poderosa demais para ser controlada pelos seres humanos e acusando sua antiga empregadora e a OpenAI de “apostarem nossas vidas”. Alex Turner, ex-pesquisador do Google DeepMind, e Daniel Kokotajlo, diretor-executivo do AI Futures Project e ex-pesquisador da OpenAI, prestaram depoimento remotamente. Uma proposta apresentada por Menin daria aos denunciantes uma parcela das multas ou penalidades aplicadas a empresas de IA após violações serem comunicadas. Outra medida permitiria que pessoas prejudicadas por sistemas de IA processassem os desenvolvedores em determinadas circunstâncias e exigiria a validação por terceiros de alguns sistemas antes que eles pudessem ser implantados na cidade. OpenAI, Anthropic e Google concordaram em enviar representantes à audiência depois que o gabinete de Menin alertou que as empresas poderiam ser intimadas judicialmente. Logan Graham, chefe da Frontier Red Team da Anthropic, responsável por testar modelos avançados de IA quanto às suas capacidades e riscos, participou virtualmente da audiência. Também prestaram depoimento Morgan Dwyer, chefe de desenvolvimento e operações de políticas da OpenAI, e Shane Cahill, diretor de políticas de IA da Meta . Alice Friend, executiva de políticas de IA do Google, também participou remotamente. Antes do início da audiência, Menin afirmou que pediria a um juiz que obrigasse a unidade de inteligência artificial da SpaceX a cumprir uma intimação, depois que a empresa não atendeu aos pedidos para enviar um representante. Um porta-voz do Google se recusou a comentar. Representantes das outras empresas não responderam aos pedidos de comentário. Também era esperado o depoimento de autoridades da administração do prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, incluindo Samuel Levine, comissário do Departamento de Proteção ao Consumidor e ao Trabalhador, e Sarah Milstein, vice-comissária do Escritório de Tecnologia e Inovação.
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Vivaz completa oito anos e amplia comunicação da marca
A Vivaz, marca econômica do Grupo Cyrela, completa oito anos em 2026, ampliando a participação de clientes em iniciativas da companhia. Entre as novidades está o Clientes Creators, projeto que busca criar conteúdos reais e que selecionou moradores para produzir conteúdo a partir de suas experiências com a marca e os empreendimentos. Criada em agosto de 2018, a Vivaz soma 105 empreendimentos, mais de 58 mil unidades lançadas e 47 mil unidades vendidas, além de R$ 12,46 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) lançado. A nova iniciativa faz parte de um movimento da marca para ampliar os pontos de contato com os clientes e incorporar suas experiências também à comunicação nos canais digitais. "Quando a Vivaz nasceu, há oito anos, nosso desafio era construir uma marca capaz de ampliar o acesso à casa própria com qualidade. Crescemos, o mercado mudou e nossos clientes também. Hoje, além de continuar evoluindo produto e experiência, queremos ouvi-los e criar novas formas de participação. O Clientes Creators nasce desse movimento, trazendo para a comunicação a perspectiva de quem efetivamente vive essa experiência", afirma Telma Graziano, superintendente de marketing do Grupo Cyrela. Os primeiros resultados indicam a capacidade desse tipo de conteúdo de gerar interação. A publicação inicial do Clientes Creators registrou mais de 1 mil curtidas orgânicas em três horas e centenas de comentários positivos. Em outra iniciativa da Vivaz nas redes sociais, um conteúdo em formato POV ultrapassou 13 milhões de visualizações. A marca também vem testando formatos com objetivos de conversão. Na campanha Nocaute de Ofertas, realizada no TikTok, foram registrados diversos leads, com um custo por lead (CPL) 30% abaixo da média da conta, além de vendas originadas pela plataforma. A experiência reforçou a estratégia de trabalhar conteúdos com funções diferentes, da ampliação do alcance e da identificação com a marca à geração de negócios. "Nem todo conteúdo precisa cumprir o mesmo papel. Há iniciativas que ampliam o conhecimento da marca, outras que geram identificação e confiança e aquelas mais próximas da conversão. O desafio é entender o que faz sentido para o cliente em cada momento e como esses diferentes pontos de contato podem contribuir para o negócio", diz Telma. Além da produção de conteúdo, a Vivaz mantém iniciativas que estimulam outras formas de participação. No Renda Mais, qualquer pessoa pode se tornar um promotor da marca indicando potenciais clientes e receber bonificações quando as recomendações avançam na jornada até a venda. Outra iniciativa da companhia é a campanha Se Torne um Corretor Vivaz, ampliando as possibilidades de atuação de pessoas que já têm proximidade com a marca. As iniciativas ganharam visibilidade durante a comemoração dos oito anos da Vivaz, que reuniu cerca de 2,8 mil clientes, colaboradores e consultores. A programação contou com apresentações de Pixote, Banda Fun7 e DJ Ana Vitória, além de ativações nas redes sociais e experiências para os convidados, como duas ações de tardes de compras, uma em São Paulo e outra no Rio de Janeiro, no valor de R$ 5 mil cada, destinadas a participantes de uma campanha realizada no Instagram. A Vivaz concentra sua atuação no segmento econômico e acompanha, desde sua criação, as transformações do mercado de habitação e do programa Minha Casa Minha Vida. O movimento atual amplia a estratégia iniciada há oito anos: além de desenvolver produtos voltados ao perfil desse cliente, a marca busca incorporar sua participação também à maneira como constrói conteúdo, relacionamento e novas oportunidades de negócio.
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Veja onde Paes perdeu terreno na capital do Rio em comparação com a disputa de 2024
No primeiro turno da disputa pelo governo do Rio, o ex-prefeito carioca Eduardo Paes (PSD) viu seu percentual de votos válidos diminuir em 44 das 49 zonas eleitorais da capital fluminense em comparação com o desempenho no pleito municipal de 2024. A queda fez o candidato, que há dois anos venceu em todas as zonas eleitorais da cidade e foi reeleito na primeira volta, perder em nove zonas nessa votação para o deputado estadual Douglas Ruas (PL). Governo do Rio: Paes só venceu Ruas na capital, em Niterói e em 11 municípios do interior no primeiro turno Compare: A votação de Lula e Flávio Bolsonaro por município em 2026 e o duelo entre PT e PL em 2022 Ao fim da apuração, o ex-prefeito terminou como segundo colocado com 42,76% dos votos válidos em todo o estado, contra 49,27% de Ruas. Na capital, porém, Paes assumiu a liderança com 52,52%, enquanto o parlamentar do PL ficou com 40,05%. Foi, no entanto, um desempenho pior do que em 2024, quando o candidato do PSD foi conduzido para seu quarto mandato à frente da Prefeitura do Rio com 60,47% dos votos válidos, contra 30,81% de Alexandre Ramagem (PL). Entre as 44 zonas eleitorais onde o eleitorado de Paes diminuiu nesses dois anos, em 10 delas o percentual de votos chegou a cair mais de 15 pontos percentuais. Nove delas ficam em Campo Grande e Santa Cruz, principais locais em que o ex-prefeito perdeu terreno. Veja os números: Saiba onde Paes e Ruas tiveram melhores e piores votações no estado Na Zona 122, em Campo Grande, na região do West Shopping, a queda chegou a 20,7 pontos percentuais. Paes saiu de uma liderança com 60,38% dos votos válidos, em 2024, para 39,68% no último domingo, uma derrota na zona para Ruas, que marcou 48,49%. Além da 122, o ex-prefeito perdeu em outras oito zonas eleitorais, três delas também no entorno de Campo Grande (120, 242 e 245), três em Magalhães Bastos (233, 234 e 238), uma em Deodoro (123) e uma na Barra da Tijuca (9). Em todas, Paes teve uma diminuição de mais de 10 pontos percentuais nos votos válidos em relação a 2024. A exceção foi na Barra, onde o candidato viu seu percentual cair 6,67 pontos. A diminuição, no entanto, foi suficiente para Ruas assumir a dianteira. Há dois anos, a zona já havia sido a que registrou a menor diferença entre Paes e Ramagem, porém ainda de significativos 13,04 pontos percentuais de vantagem para o ex-prefeito. Já nesta eleição, Ruas liderou com 1,57 ponto a mais que o nome do PSD. Apesar disso, a Barra da Tijuca deixou de ser o local na capital fluminense com a votação mais apertada: na zona 233, em Magalhães Bastos, o postulante do PL assumiu a liderança com apenas 0,41 ponto percentual a mais do que o obtido por Paes. Já a maior vantagem de um candidato, nos dois pleitos, foi a de Paes na zona 211, no Jardim Botânico, onde ele teve 49,16 pontos percentuais a mais que Ramagem em 2024 e 42,81 pontos a mais que Ruas neste ano. Veja todos os números: Paes perde votos em 44 zonas eleitorais do Rio Initial plugin text
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Lula diz que carrega nas costas 'promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte', após sair atrás no 1º turno
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) endureceu o tom contra a postura de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) em fala nesta segunda-feira, afirmando que está "carregando nas costas" o que chamou de "promiscuidade" do Supremo, após denúncias envolvendo ministros da Corte e figuras ligadas ao Banco Master. A avaliação de aliados do presidente é que a crise institucional sem precedentes no Supremo contaminou a campanha do petista e gerou ruídos à imagem dele, diante da proximidade de Lula com integrantes da Corte. Alguns interlocutores enxergam isso como um dos principais motivos que afetaram negativamente o petista, ao atrelar a ele a pecha de candidato do sistema. Ao longo do primeiro turno, Lula foi aconselhado a aumentar o tom nas críticas à postura de alguns ministros, mas o presidente não foi suficientemente duro e enfático, segundo aliados. Há a expectativa, agora, de que isso mude na segunda etapa. Em declaração nesta segunda, o presidente disse que ele é o único candidato "antisistema" e foi mais duro ao falar da defesa da reforma no Judiciário. – Porque só tem um candidato que é antissistema. E somos nós, não tem outro candidato. E estamos carregando nas costas uma coisa muito grave que é a promiscuidade que ficou estabelecida na Suprema Corte brasileira depois dessas denúncias – disse. Lula também afirmou que é preciso fazer uma reforma no sistema judiciário e definir uma nova forma de escolha para os ministros do STF. Hoje, compete exclusivamente ao presidente da República indicar ministros da Corte, que precisam ter seus nomes aprovados pelo Senado. – Precisamos definir concretamente como é que a gente vai escolher um ministro da Suprema Corte. É de interesse pessoal do presidente da República? É de pressão do Congresso Nacional? É de interesse do poder econômico? Não. Vamos ter que começar a discutir com a sociedade qual é o critério que a gente vai escolher para indicar um candidato a ministro da Suprema Corte. E se vai ter mandato ou não. Está na hora de discutir isso. A verdade é que ninguém está acima da lei nem os ministros da Suprema Corte estão acima da lei – afirmou. Lula falou em um encontro com políticos aliados que disputaram vagas ao Senado e aos governos estaduais nesta segunda-feira para discutir o rumo da candidatura do petista no segundo turno. Os políticos já vinham sendo convidados por integrantes da coordenação nos últimos dias. Também participam dirigentes partidários de legendas aliadas. No discurso, o presidente disse ainda que não "há razão" para ele não ser reeleito nos segundo turno, após ficar atrás de Flávio Bolsonaro (PL) na primeira etapa das eleições, no domingo. O presidente também defendeu a aprovação da proposta de emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública ainda este ano. O texto, já aprovado na Câmara, dar maior poder ao governo federal para tratar do assunto. – Eu estou convencido de que não há nenhuma razão para que a gente não seja eleito presidente da República no segundo turno. Não há nenhuma razão. Inclusive nos temas polêmicos, como segurança, vocês governadores sabem que foi passado a responsabilidade para o estado. O estado sozinho não dá conta da segurança pública. Porque a bandidagem cresceu, se transformaram, em tudo em qualquer lugar estão envolvidos, inclusive funcionando como se multinacional. Lula e o senador Flávio Bolsonaro vão disputar o segundo turno das eleições presidenciais no próximo dia 25 de outubro. Flávio recebeu 56,1 milhões de votos, o equivalente a 47,03% dos votos válidos. Lula obteve 53,8 milhões de votos, o que corresponde a 45,16%. Foram registrados 1,84% de brancos e 2,93% de nulos. O petista disse ainda que pretende dar mais entrevistas a rádios, tirar fotos com apoiadores, conversar mais e fazer mais eventos no segundo turno. Ele também indicou disposição de ir a debates, o que não fez no primeiro turno. – Agora sim é importante ter debate na TV. Porque agora é tête-à-tête, é um contra um. O presidente ainda pediu para seus apoiadores não brigarem com o eleitor. – Temos que ter humildade. São 30 milhões de pessoas que não foram votar. Não surgiu terceira via. O que aconteceu então com essas pessoas? Temos que tentar convencer essas pessoas. A responsabilidade do desinteresse deles é nossa. Não temos que procurar defeito entre nós agora, temos 20 dias pra que cada um avalie o que pode fazer. Crise no STF A crise no Supremo Tribunal Federal ganhou forma no mês passado, quando o ministro André Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal com mensagens do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que citam o ministro Alexandre de Moraes. Moraes reagiu: pediu investigação contra Mendonça no inquérito das fake news, alegando improbidade, crime de responsabilidade e abuso de autoridade. Mendonça, por sua vez, confirmou ter recebido Vorcaro no início de 2025, mas disse que não tratou do Master. O conflito escalou na semana seguinte. Mendonça afastou Andrei Rodrigues e o diretor de inteligência da PF, Leandro Almada, sob a acusação de terem produzido relatórios ilícitos a pedido de Moraes. No dia seguinte, Flávio Dino reintegrou os dois; horas depois, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu as duas decisões e retirou de Moraes a relatoria do inquérito das fake news, que passou a conduzir. Em sessão extraordinária em 15 de setembro, o plenário discutiu se os casos de Moraes e Mendonça deveriam ser julgados em conjunto. Dino pediu vista após bate-boca entre Gilmar Mendes e Mendonça, e o julgamento ficou sem data para ser retomado, com placar parcial de 4 a 3 pela análise conjunta.
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'Não merece': Nikolas Ferreira diz que não apoiou Carlos Bolsonaro ao Senado em SC 'por princípios'
Deputado mais votado da história, Nikolas Ferreira (PL-MG) explicou nesta segunda-feira o motivo de não ter apoiado Carlos Bolsonaro (PL-SC) na disputa por uma vaga ao Senado nessas eleições. Segundo o mineiro, o filho "nº 2" de Jair Bolsonaro, eleito em Santa Catarina, ultrapassou um limite ao acusá-lo de tentar "calar e assassinar" o ex-presidente. Eleições 2026: com 12 mulheres vitoriosas nas urnas, Senado bate em 50% o recorde anterior de eleitas no mesmo pleito 'Do contra': Saiba quais as cinco capitais que tiveram resultado diferente de seus estados na eleição presidencial — Ah, por que o Nikolas não colocou fulano de tal na colinha em Santa Catarina. Não coloquei e não colocaria. "Ah, porque você é vingativo". Não. Porque eu tenho princípios — disse o parlamentar, sem mencionar o nome de Carlos, durante uma entrevista ao programa Pânico, da Jovem Pan. Segundo Nikolas, houve dois episódios que influenciaram sua decisão de não incluir Carlos nas sugestões de voto: o primeiro, de acordo com ele, foi a acusação de que teria tentado "calar e assassinar" Jair Bolsonaro (PL). O segundo ocorreu após o vazamento de um áudio em que ele aparecia em um diálogo com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. — Você tem ideia do que foi num dos dias mais difíceis para mim e para a minha família um cara falando que eu estava do lado do sistema, tentando acabar com o pai dele? — disse. — Uma pessoa que fala que tentei matar o pai dele não merece meu apoio. Na entrevista, Nikolas também negou ter se afastado do ex-presidente: — Nunca dei as costas ao presidente Bolsonaro e continuo próximo dele. Quem afasta as pessoas do presidente são eles. Initial plugin text
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Erika Hilton e Duda Salabert ganham companhia de potiguar; Câmara terá três deputadas trans pela primeira vez
A Câmara dos Deputados contará, pela primeira vez em sua história, com três deputadas trans. A novidade ocorre após a eleição de Thabatta Pimenta (PV), no Rio Grande do Norte. Com 92.743 votos, ela se tornou a primeira deputada federal trans eleita na região Nordeste. Eleições 2026: Veja o mapa de apuração completo aqui Derrotado no primeiro turno, Zema declara voto em Flávio: ‘Brasil não aguenta mais quatro anos de PT’ "Bancada Trans no Congresso Nacional ganha agora a representante do Nordeste Brasileiro", comemorou Pimenta em post no Instagram. A deputada de 34 anos, que vinha de um mandato como vereadora em Natal, se junta a Erika Hilton (PSOL), reeleita com 1.596.472 votos em São Paulo, e Duda Salabert (PSOL), também reeleita com 229.535 votos em Minas Gerais. A votação de Hilton, por sinal, também fez história. Ela se tornou a mulher mais votada da história da Câmara dos Deputados, superando a votação de Joice Hasselmann, em 2018, quando recebeu 1.078.666 votos. Hilton também foi a segunda pessoa com mais votos para o Congresso em São Paulo, atrás apenas de Lucas Pavanato (PL), com 3.038.438 votos.
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