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Monstro dos Mares

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Epistemologias dissidentes do século 21. Livros anarquistas Cachoeira do Sul, RS – Brasil 🏴 Anarchist Publishing (BR) monstrodosmares.com.br 🌉 bridged from ⁂ mastodon.social/@monstro, follow @ap.brid.gy to interact

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Antimídia @antimidia.anarchism.space.ap.brid.gy · 29/09/2026
Trecho do vídeo de 2022 "O Voto Não Vai Nos Salvar do Fascismo". Assista o vídeo na íntegra em nosso site ANTIMIDIA.ORG (link na bio). #eleições #democracia #autodeterminação #movimentossociais #OutraCampanha
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Antimídia @antimidia.anarchism.space.ap.brid.gy · 01/10/2026
Só a organização popular permanente pode nos proteger contra o fascismo. Fortalecer as instituições do Estado que inevitavelmente é garantir que fascistas tenham mais poder quando inevitavelmente voltarem ao poder. Saiba mais em […] [Original post on anarchism.space]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 30/09/2026
Depois de muitos anos de construção, a Monstro dos Mares publica sua Carta de Princípios Editoriais. O documento reúne os compromissos que orientam nosso fazer editorial, nossas escolhas e a forma como entendemos o livro como ferramenta de luta, circulação […] [Original post on mastodon.social]
Carta de princípios editoriais
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 24/09/2026
Andre Deak é a nova autoria da Monstro dos Mares. Seu livro já está em preparação e, em breve, iniciaremos o financiamento coletivo da publicação. Recebemos Andre com muita alegria no nosso bonde editorial e estamos muito felizes com essa nova chegada ao catálogo.
Autoria na Monstro dos Mares, Andre Deak, livro em preparação.
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 22/09/2026
Por uma epistemologia orgânica, de Laura Mendes, propõe outras formas de conhecer a partir da vida, do território, da comunidade e do mistério. monstrodosmares.com.br/produto/por-…
monstrodosmares.com.br
Por uma epistemologia orgânica
Por uma epistemologia orgânica, de Laura Mendes, propõe outras formas de conhecer a partir da vida, do território, da comunidade e do mistério.
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Antimídia @antimidia.anarchism.space.ap.brid.gy · 21/09/2026
Pessoal na Alemanha criou um espelho de todos os sites do NoBlogs: nublogs.org
nublogs.org
welcome to nublogs.org
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 01/09/2026
Descubra o que foi o buquê de Espertirina.
Farmar Aura como Espertirina Martins
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 26/08/2026
Support our publishing activity on ko-fi ko-fi.com/monstrodosmares
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 24/08/2026
Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção, de Juliano Gonçalves da Silva, já está disponível na nossa loja. Um livro sobre cinema latino-americano, representações indígenas e cosmologias ameríndias […]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 19/08/2026
Publicamos no blog um novo texto sobre nossa experiência com financiamento coletivo. Reunimos aprendizados, erros, acertos e estratégias de mais de 15 campanhas realizadas pela Monstro dos Mares. Leia o artigo completo no blog […]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 06/08/2026
Já está no ar! Conversamos com Laura Mendes sobre Por uma epistemologia orgânica, novo livro publicado pela Monstro dos Mares. Em entrevista conduzida por Felipe Siles, a autora apresenta as principais ideias da obra e reflete sobre conhecimento, território, comunidade, mistério e outras formas […]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 03/08/2026
Últimos dias para apoiar Por uma epistemologia orgânica, novo livro de Laura Mendes publicado pela Monstro dos Mares. O ensaio propõe outras formas de produzir conhecimento, a partir das relações entre corpo, território, comunidade e mistério. A campanha […] [Original post on mastodon.social]
Por uma epistemologia orgânica, Laura Mendes
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 25/06/2026
25% da meta alcançada! Cada apoio faz este livro ganhar corpo. Por uma epistemologia orgânica já começou a encontrar suas primeiras leitoras e leitores. Seguimos cultivando essa rede para colocar em circulação um pensamento vivo, sensível e radicalmente […] [Original post on mastodon.social]
25%
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 25/06/2026
Hoje, 25/06, das 8h às 12h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR), com a presença de Caronte Mayer. Livros e zines do catálogo disponíveis para consulta e aquisição, além de um espaço para conhecer de perto […] [Original post on mastodon.social]
Hoje, 25/06, das 8h às 12h no hall do bloco B na uepg central
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 11/06/2026
Hoje, 11/06, das 8h às 12h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR), com a presença de Caronte Mayer. Livros, zines e materiais do catálogo disponíveis para consulta e aquisição. E, como estamos em clima de […] [Original post on mastodon.social]
Hoje, 11/06, das 8h às 12h no hall do bloco B na uepg central
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 29/05/2026
Conhecimento é coisa viva. Com essa provocação, a Monstro dos Mares lança a campanha de financiamento coletivo para publicar Por uma epistemologia orgânica, novo livro de Laura Mendes. O ensaio propõe uma reflexão original sobre as formas como aprendemos, produzimos conhecimento e nos […]
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Antimídia @antimidia.anarchism.space.ap.brid.gy · 22/05/2026
Pra ir preparando o material pro #MêsDoOrgulho, fizemos versão zine do texto de Angie Barbosa: O Estado e a Violência Contra Corpos Trans. Disponível para download no nosso site: antimidia.org/zines #Anarquismo #Trans #Gênero #Polícia #AbolirAPolícia
Capa do zine. Foto em PB mostra uma mulher trans de cabelos compridos loiros de bruços no chão com as mão nas costas. Atrás delas vemos as pernas de dois policiais agachados.
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 28/05/2026
O que acontece quando deixamos de tratar o conhecimento como algo distante e passamos a habitá-lo? Em Por uma epistemologia orgânica, Laura Mendes propõe uma forma de aprender baseada na convivência, na atenção e na relação com o mundo. Um convite para […] [Original post on mastodon.social]
Conhecer é coabitar
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 28/05/2026
Hoje, 28/05, das 8h às 12h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR), com Caronte Mayer. Livros e zines do catálogo disponíveis durante a manhã. Passa por lá para conhecer as publicações e fortalecer a circulação editorial independente.
Hoje, 28/05, das 8h às 12h n hall do bloco b na UEPG central
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 27/05/2026
Apoie a publicação de Por uma epistemologia orgânica, novo livro de Laura Mendes. Um ensaio sobre saber, território, sensibilidade, mistério e outras formas de aprender com o mundo. Campanha de financiamento coletivo até 10 de agosto. apoia.se/epistemologia-organica
Por uma epistemologia orgânica | Laura Mendes
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 06/05/2026
Estamos nos últimos dias da campanha, que encerra em 10 de maio. Cada apoio faz diferença para ampliar a circulação do livro Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção. Se você estava pensando em apoiar, esse é o momento. Dá tempo de garantir o […] [Original post on mastodon.social]
Últimos dias - seu apoio importa
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 05/05/2026
No dia 9 de maio, às 14h, a Monstro dos Mares convida para a live “Diversidade e Cultura: Diálogo Virtual com a Comunidade”, transmitida pelo YouTube. O encontro contará com a participação dos editores Caronte Mayer e Cello Latini Pfeil, propondo uma conversa sobre direitos humanos, inclusão e […]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 27/04/2026
Meta atingida! Graças ao apoio coletivo, o livro Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção vai acontecer. Valeu a todas as pessoas que fizeram parte desse caminho. A campanha segue aberta para fortalecer ainda mais o projeto. Apoie: catarse.me/cosmologias-amerindias
100%
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 23/04/2026
No dia 9 de maio, às 14h, a Editora Monstro dos Mares realiza a live “Diversidade e Cultura: Diálogo Virtual com a Comunidade”, transmitida ao vivo pelo nosso canal no YouTube. O encontro marca o lançamento do documento “Compromisso com a cultura da diversidade” e propõe uma conversa sobre […]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 23/04/2026
Hoje, 23/04, das 8h às 18h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR), com a presença do editor Caronte Mayer. Livros e zines do catálogo disponíveis ao longo do dia. Passa por lá para conhecer as publicações e trocar ideias sobre edição independente.
Hoje, 23/04 das 8h às 18h no Hall do Bloco B UEPG Central - Ponta Grossa - PR.
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 22/04/2026
87% da meta alcançada! Estamos muito perto de tornar este livro realidade. Seu apoio segue sendo fundamental para ampliar a circulação dessa reflexão sobre cinema e cosmologias ameríndias. Vamos juntos: catarse.me/cosmologias-amerindias
87% - catarse.me/cosmologias-amerindias
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 17/04/2026
Mais do que uma data no calendário, o chamado “dia do índio” convida à reflexão sobre história, resistência e presença dos povos originários. Nesse trecho da conversa entre Felipe Siles e Juliano Gonçalves da Silva, a discussão atravessa o sentido dessas […] [Original post on mastodon.social]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 16/04/2026
Hoje, 16/04, das 8h às 18h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR). Livros e zines do catálogo disponíveis ao longo do dia. Passa por lá para conhecer as publicações e acompanhar de perto a produção editorial independente.
Hoje, 16/04 das 8h às 18h no Hall do bloco B UEPG central - Ponta Grossa - PR
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 13/04/2026
Renegociação e venda de terras indígenas não são apenas questões econômicas. São também disputas de memória, território e existência. Nesse trecho da conversa entre Felipe Siles e Juliano Gonçalves da Silva, o debate aponta para as camadas históricas e […] [Original post on mastodon.social]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 13/04/2026
Batemos 66% da meta! Metade do caminho percorrido graças a cada pessoa que acreditou e apoiou o projeto. Valeu por fortalecer essa caminhada coletiva. Apoie: catarse.me/cosmologias-amerindias
66% - catarse.me/cosmologias-amerindias
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 10/04/2026
Como uma experiência em uma aldeia pode transformar o modo de ver o mundo? Nesse trecho da conversa entre Felipe Siles e Juliano Gonçalves da Silva, o autor compartilha um momento que atravessou sua trajetória e também a construção do livro Cosmologias […] [Original post on mastodon.social]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 06/04/2026
“A luta indígena é a mãe de todas as lutas.” Esse trecho da conversa entre Felipe Siles e Juliano Gonçalves da Silva aponta para algo fundamental: não dá pra pensar o presente sem escutar os povos originários. O livro Cosmologias ameríndias em movimento no […] [Original post on mastodon.social]
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 01/04/2026
Corte da entrevista sobre o livro "Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção" que está em financiamento coletivo no catarse. youtu.be/0q6VzOjkx2A
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 31/03/2026
Entrevista com Juliano Gonçalves da Silva. Disponível no Youtube, Archive org e Spotify: monstrodosmares.com.br/podcast/entr…
monstrodosmares.com.br
Entrevista Juliano Gonçalves da Silva
No dia 30 de março, o editor Felipe Siles conversou com Juliano Gonçalves da Silva sobre o lançamento de seu novo livro _Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção_. Em um bate-papo descontraído, a conversa percorre os filmes analisados na obra, as impressões do autor, comentários do editor e reflexões sobre a situação dos povos originários no Brasil contemporâneo. A entrevista já está disponível em vídeo no YouTube, e também em áudio no Archive.org e no Spotify. É uma ótima oportunidade para conhecer melhor o livro e os caminhos da pesquisa que o sustenta. Ainda dá tempo de apoiar a campanha de financiamento coletivo, que segue até o dia 24 de abril de 2026. Fortaleça o projeto e ajude a colocar o livro em circulação. ### Compartilhe isso: * Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp * Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook * Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ * Compartilhar no Mastodon(abre em nova janela) Mastodon * Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram *
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 30/03/2026
Entrevista sobre o livro "Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção" que está em financiamento coletivo no catarse. youtu.be/0q6VzOjkx2A
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 30/03/2026
O livro Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção está disponível por R$ 44,00 no financiamento coletivo, com envio para todo o Brasil. Além disso, você pode escolher outras recompensas com livros do autor ou apoiar com mais unidades para […] [Original post on mastodon.social]
R$ 44 - catarse.me/cosmologias-amerindias
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 26/03/2026
Hoje, 26/03, das 8h às 18h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR). Livros e zines do catálogo disponíveis com Caronte Mayer, com uma seleção especial de materiais da editora. Passa por lá para conhecer as […] [Original post on mastodon.social]
Hoje, 26/03, das 8h às 18h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR).
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 25/03/2026
Internacional Situacionista: textos essenciais sobre cidade, psicogeografia e crítica ao capitalismo. Ideias para transformar o cotidiano e o espaço urbano. monstrodosmares.com.br/produto/inte…
Internacional Situacionista
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 23/03/2026
Chegamos a 40% da meta! Cada apoio conta muito e já ajuda a colocar este livro em circulação. Seguimos juntos para fortalecer olhares, saberes e cosmologias ameríndias. Apoie e compartilhe: catarse.me/cosmologias-amerindias
40% catarse.me/cosmologias-amerindias
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 19/03/2026
Cinema e povos indígenas: catarse.me/cosmologias-amerindias
Cinema e povos indígenas
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 19/03/2026
Hoje, 19/03, das 8h às 18h, a Editora Monstro dos Mares está no hall do Bloco B da UEPG Central, em Ponta Grossa (PR). Nosso editor, Caronte Mayer, estará com livros e zines do catálogo, além de materiais exclusivos que você só encontra na banquinha. Passa […] [Original post on mastodon.social]
Hoje, 19/03, das 8h às 18h, no hall do Bloco B da UEPG Central
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 17/03/2026
Godzilla digitaliza e copia livros da biblioteca para publicar de graça na internet. Godzilla entende que a liberdade de acesso aos materiais acadêmicos são fundamentais ao desenvolvimento do conhecimento. Seja como Godzilla! www.monstrodosmares.com.br
Godzilla operando uma fotocopiadora.
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 17/03/2026
Olá amizades! Devido a uma mudança na plataforma Catarse, o prazo da campanha foi antecipado para 24/04, não mais 10/05. Isso impacta nosso planejamento, mas seguimos firmes para fazer o livro acontecer. Se você estava pensando em apoiar, este é o momento de […] [Original post on mastodon.social]
Importante - novo prazo de encerramento: 24/04
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 16/03/2026
O livro Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção está disponível por R$ 44,00 no financiamento coletivo, com envio para todo o Brasil. Além disso, você pode escolher outras recompensas com livros do autor ou apoiar com mais unidades para […] [Original post on mastodon.social]
R$44 envio para todo o Brasil. Fortaleça! catarse.me/cosmologias-amerindias
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 13/03/2026
Neste livro, Juliano Gonçalves da Silva investiga como o cinema de ficção mobiliza cosmologias ameríndias para criar outras formas de imaginar o mundo. A partir da análise de obras do cinema latino-americano recente, o autor examina como imagens, narrativas e […] [Original post on mastodon.social]
Cosmologias ameríndias em movimento no cinema de ficção
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Monstro dos Mares @monstro.mastodon.social.ap.brid.gy · 12/03/2026
Sem Estado, sem capital, apenas pessoas: antropologia e anarquia. monstrodosmares.com.br/artigos/sem-…
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Sem Estado, sem capital, apenas pessoas: antropologia e anarquia.
> > “Anarquia e antropologia andam de mãos dadas porque os antropólogos sabem que uma sociedade sem Estado é possível, já que muitas sociedades desse tipo já existem.” >> >> Graeber, Fragmentos de uma Antropologia Anarquista (2004) **Introdução** O falecido David Graeber (1961-2020) deixou um poderoso legado intelectual. Ele não era apenas um acadêmico de renome, mas também desempenhou um papel constante na conexão entre a academia e os movimentos sociais. Graeber foi um dos principais pensadores do movimento Occupy Wall Street em 2011. (Diz-se que ele cunhou o poderoso slogan “Nós somos os 99%”, que refletia a desigualdade de classes decorrente do capitalismo contemporâneo, embora ele insistisse que se tratava de uma criação colaborativa)1 Graeber nasceu e cresceu em uma família operária com forte tradição política. Sua mãe era costureira e atuava ativamente em sindicatos, enquanto seu pai trabalhava em uma gráfica e foi motorista de ambulância voluntário durante a Guerra Civil Espanhola. Ambos apoiaram o Partido Comunista na década de 1930, mas posteriormente se afastaram dele. Esse ambiente moldou o interesse de Graeber pelas estruturas de poder e pela desigualdade social desde jovem. A tese de doutorado de Graeber foi uma pesquisa de campo em Madagascar. Viver entre os povos indígenas permitiu-lhe observar que as comunidades autogovernadas possuíam formas de organização social e relações de poder que não dependiam necessariamente do Estado (seja porque não havia um Estado em que se apoiar, seja porque, embora existisse um Estado, este era pouco confiável). Além disso, esses processos não eram contrários aos princípios democráticos; na verdade, eram fundamentalmente democráticos e promoviam o papel político dos indivíduos ainda mais do que a democracia representativa. Essa compreensão influenciou significativamente a trajetória acadêmica posterior de Graeber. Após se formar, Graeber lecionou antropologia na Universidade de Yale. Apesar de ser um acadêmico renomado e popular entre os alunos, em 2005 a universidade se recusou a renovar seu contrato de tempo integral. Apesar das críticas e de uma petição que circulou entre mais de 4.500 acadêmicos, ativistas e estudantes, a decisão foi recebida com inação. Acredita-se que um dos motivos para a intensa pressão sobre Graeber tenha sido seu ativismo político e seu apoio a uma estudante que foi ameaçada de expulsão por ser membro de um grêmio estudantil que, na época, enfrentava problemas com a universidade. Posteriormente, Graeber lecionou na Goldsmiths e, em seguida, na London School of Economics and Political Science (LSE), no Reino Unido. Ao longo de sua carreira, Graeber produziu inúmeras obras acadêmicas que criticam o Estado e o capital, bem como as estruturas de poder que criam desigualdade na sociedade humana. Exemplos incluem _“Dívida: Os Primeiros 5.000 Anos”_ (2011), que desafia as crenças convencionais de economistas de tendência capitalista sobre finanças e dívida e explica como o capitalismo contemporâneo usa a “dívida” como uma ferramenta ideológica e moral para exercer poder sobre os seres humanos; ” _A Utopia das Regras: Sobre Tecnologia, Estupidez e as Alegrias Secretas da Burocracia”_ (2015), que critica a burocracia por não ser o sistema racional e eficiente que poderíamos imaginar, mas sim repleto de regras e regulamentos sem sentido, complexidade desnecessária e a “estupidez” inerente aos seus processos; e argumenta que a burocracia não é apenas um mecanismo fundamental para a manutenção do poder estatal, mas também para o reforço do capitalismo. Por fim, o _livro “Bullshit Jobs: A Theory_ ” (2018) questiona a existência de muitos empregos atuais, particularmente nos setores de serviços e administrativos, que surgem da irracionalidade de um sistema capitalista que busca criar empregos unicamente por criar empregos ou gerar lucro, em vez de criar empregos essenciais ou que promovam valores humanos. Isso leva à criação de empregos totalmente inúteis (empregos de merda), nos quais até mesmo as pessoas que os executam têm plena consciência de que seu trabalho não agrega nenhum valor à sociedade. Ao mesmo tempo, Graeber não abandonou seu papel como ativista e permaneceu uma figura central nos movimentos políticos contra poderes opressores. Este artigo busca explorar a obra de Graeber relacionada ao estudo de sociedades sem Estado, particularmente sua proposta de que a anarquia não é um ideal, mas algo que ocorreu na história da humanidade, existe em sociedades humanas e pode continuar sendo possível no futuro. Examina também como a antropologia pode contribuir para o estudo da possibilidade de criação de tal sociedade. **O que é anarquia?** > Este termo se refere a um princípio ou teoria sobre a vida e o comportamento em uma sociedade sem governo. A ordem em tal sociedade não surge da submissão a leis ou da obediência a qualquer autoridade, mas de acordos livres e independentes entre vários grupos em diferentes áreas e profissões. Esses grupos se unem livremente para a produção e o consumo, bem como para satisfazer as diversas e infinitas necessidades e desejos dos seres civilizados. > > Pedro Kropotkin Poucos acadêmicos ousam se declarar anarquistas como Graeber, e ainda menos anarquistas produziram trabalhos acadêmicos que obtiveram reconhecimento generalizado como os dele (The 101. World, 2020). Em sua breve, porém importante obra, _Fragmentos de uma Antropologia Anarquista_ (2004), Graeber apresenta os principais contornos que se expandiriam em muitos outros livros no futuro. Graeber busca refutar os estereótipos que a sociedade e a mídia convencional frequentemente apresentam sobre a anarquia como caos, desordem, violência ou mesmo terrorismo, e sugere que a anarquia pode, na verdade, estar mais alinhada com a democracia do que se costuma pensar. Para Graeber, anarquia significava autonomia, auto-organização, associação voluntária e democracia direta, bem como a rejeição do Estado, da violência estrutural, da desigualdade e de todas as formas de dominação social (daí a palavra anarquia significar literalmente “sem governante”). Embora esses princípios tenham sido frequentemente criticados como altamente idealistas e impraticáveis, Graeber destaca que eles representam a organização social real em várias culturas ao longo da história da humanidade (Graeber, 2004: 2). Contudo, embora os movimentos sociais e os ativistas políticos inspirados ou que se definem como anarquistas estejam se expandindo por toda parte, Graeber observa que atualmente existem poucos anarquistas dentro das instituições acadêmicas em comparação com o marxismo, que tem laços mais estreitos com a academia universitária e é o único movimento social de grande escala concebido por doutores (embora posteriormente tenha se voltado para a mobilização da classe trabalhadora). Graeber argumenta que o marxismo é frequentemente fundado por alguns gênios ou grandes homens (raramente mulheres); além de Marx, existem o leninismo, o maoísmo, o trotskismo, Gramsci e Althussaire, todos enfatizando a teoria de alto nível, enquanto o anarquismo se concentra na prática e na ética da ação. Os anarquistas são frequentemente nomeados de acordo com suas práticas ou princípios organizacionais, como anarquistas sindicalistas, anarquistas comunistas, insurrecionistas e anarquistas cooperativistas. (Cooperativista) Anarquismo individualista; Anarquismo plataformista (É importante notar que escolas de pensamento marxistas que não são nomeadas em homenagem a indivíduos frequentemente têm abordagens semelhantes ao anarquismo, como o comunismo de autonomia ou de conselho) (Graeber, 2004: 1-5) Em suma, o marxismo tende a ser um discurso teórico ou uma análise estratégica da revolução, enquanto o anarquismo é um debate ético sobre os aspectos práticos da revolução, demonstrando o potencial de interação entre ambos. Graeber destaca que a força do anarquismo reside em seu foco no que as pessoas fazem e em como se organizam para alcançar esses objetivos, em vez de construir uma grande estrutura teórica. O anarquismo insiste que os métodos devem ser consistentes com o objetivo; não podemos construir uma sociedade liberal por meio da ditadura, e devemos afirmar os princípios que defendemos em nosso cotidiano e em nossos relacionamentos com aqueles que nos cercam (Graeber, 2004: 4). Embora o anarquismo enfatize a prática, não se opõe necessariamente à teoria por completo. Expor, desmantelar e minar as estruturas sociais e a dominação existentes exige ferramentas intelectuais de análise e compreensão. Essas ferramentas podem não ser as teorias complexas com as quais estamos familiarizados nas ciências sociais tradicionais, que muitas vezes são abstratas e criadas por especialistas. Em vez disso, Graeber as chama de “teorias práticas” ou “teorias de baixo nível”, que surgem da democracia direta e da construção de consenso entre vários níveis de anarquistas. O princípio é que ninguém pode mudar completamente as opiniões dos outros para que correspondam perfeitamente às suas próprias, e nem deveria tentar fazê-lo. Portanto, os debates devem se concentrar em problemas concretos e práticos e desenvolver planos com os quais todos possam concordar, sem que ninguém sinta que seus princípios fundamentais estão sendo violados. As teorias práticas também abordam problemas imediatos decorrentes da mudança social, diferentemente das ciências sociais tradicionais, que veem essas questões como “problemas de política”, uma rejeição da política. Isso ocorre porque pressupõe que um Estado ou mecanismo de governo dita como as pessoas devem viver e que elites ou especialistas autoproclamados determinam a natureza da sociedade. Assim, a teoria social deve ser adaptável por meio da democracia direta. O conhecimento e a análise não são propriedade exclusiva dos especialistas, mas sim um produto colaborativo da troca e das ações de todos os envolvidos (Graeber, 2004: 5-8). Graeber propôs que a teoria social anárquica deveria partir de duas premissas principais: 1) “Outro mundo é possível”, o que significa que o Estado, o capitalismo e as estruturas de poder com as quais estamos familiarizados não são inevitáveis; a sociedade pode ser organizada de outras maneiras para o benefício e a igualdade de todos os seres humanos. 2) Rejeitar o vanguardismo na mudança social; o papel dos intelectuais não é liderar as massas ou criar “conselheiros” especialistas, mas observar e compreender o que as pessoas realmente fazem e, a partir daí, projetar colaborativamente uma nova sociedade. É nesse ponto que Graeber vê a antropologia desempenhando um papel crucial como ferramenta para explorar e compreender essas possibilidades no mundo real (Graeber, 2004: 7-8). **Antropólogos e sociedades sem Estado** > **Pergunta:** Quantos votos (ou vozes) de eleitores elegíveis são necessários para trocar uma lâmpada? > > **Resposta:** Não é necessário, pois os eleitores não podem mudar nada de qualquer forma. Para Graeber, a antropologia era muito adequada ao estudo de sociedades anárquicas porque fornecia ferramentas e metodologias de pesquisa que ajudavam a acessar e compreender sociedades sem estados, comunidades autogovernadas ou sistemas econômicos não mercantis, particularmente o trabalho de campo e a observação participante. Graeber cita o exemplo de antropólogos anarquistas como A.R. Radcliffe-Brown, um dos pais fundadores da área. Embora famoso por sua teoria estrutural-funcionalista, em sua juventude ele admirava o anarquista Peter Kropotkin, a ponto de seus amigos o apelidarem de “Anarquia Brown”. Graeber argumenta que o trabalho de Radcliffe-Brown foi pioneiro no estudo da ordem social fora do Estado e buscou sugerir que os povos sem Estado não eram selvagens incivilizados, mas sim possuíam uma organização sistemática de relações entre si, refletida em diversas culturas e tradições. Portanto, é necessário que os antropólogos realizem trabalho de campo para examinar detalhadamente a possibilidade de criar sociedades alternativas a partir de cada sociedade existente, bem como estudos comparativos para observar como os seres humanos em diferentes lugares lidam com os problemas de maneiras distintas (Graeber, 2004: 10). Marcel Mauss, um antropólogo francês pioneiro e crítico prolífico das economias de mercado em jornais socialistas, propôs um conceito fundamental que desafiou a compreensão dos mercados e do capitalismo. Em sua obra seminal, “Ensaio sobre a Dádiva” (1925), Mauss argumentou que a “economia da dádiva” era a base dos contratos e da organização social em muitas sociedades antes do advento dos mercados e do Estado. Em sua essência, a troca de dádivas criava e mantinha obrigações para com os outros; o destinatário de uma dádiva era obrigado a retribuir posteriormente, seja com bens, trabalho ou outras ações. A recusa em dar, a recusa em receber ou a falta de reciprocidade impactavam o status social e as relações comunitárias. Exemplos incluem casamentos, funerais e outras cerimônias que estabeleciam e mantinham laços sociais. Esse sistema não se concentrava na acumulação de riqueza pessoal ou na maximização do lucro e, diferentemente dos contratos de mercado que se concluíam com uma venda, na qual o comprador obtinha a propriedade plena e separada do item em relação ao vendedor, a economia da dádiva não se baseava no cálculo do lucro, mas sim na recusa em fazê-lo. No entanto, Mauss não insinuou que as pessoas nessas sociedades não tivessem conhecimento de métodos eficientes de busca de lucro; em vez disso, elas podem ter concluído que maximizar o lucro das transações era abominável. Pelo menos em transações envolvendo não-inimigos, Mauss também acreditava que a transição para o socialismo viria de baixo para cima, por meio da criação de sistemas econômicos alternativos e redes de cooperação entre as pessoas, e não por meio de ordens estatais (Graeber, 2004: 12-13). O antropólogo francês Pierre Clastres desafiou as crenças predominantes sobre a origem do Estado por meio de sua pesquisa sobre tribos amazônicas em sua obra seminal, * _A Sociedade Contra o Estado_ * (1974). Clastres argumentou que o Estado não era um fenômeno natural ou um estágio evolutivo inevitável da sociedade humana, e apontou que algumas sociedades optaram deliberadamente por rejeitar ou resistir ao seu surgimento. Clastres criticou os antropólogos políticos que estavam presos a uma perspectiva evolucionista, considerando o Estado como uma forma de organização social mais complexa ou avançada do que outras sociedades do passado. Portanto, eles presumiam implicitamente que os grupos sem Estado eram simplesmente sociedades que ainda não haviam alcançado uma organização política complexa. No entanto, Clastres propôs uma nova questão: e se esses povos amazônicos estivessem plenamente conscientes da natureza da estrutura de poder conhecida como Estado e compreendessem as implicações de permitir que certos indivíduos exercessem autoridade sobre outros sem questionar ou criticar, sob pena de intimidação, ameaças ou uso da força? Em outras palavras, Clastres argumentou que as tribos que rejeitaram o Estado não desconheciam o Estado, mas sim o compreendiam bem e estavam determinadas a impedir que ocorresse uma situação em que o Estado oprimisse e ditasse as vidas humanas. Esses antropólogos demonstraram mecanismos sociais concebidos para impedir a acumulação permanente de poder ou riqueza, que poderia levar à desigualdade ou à dominação. Também procuraram mostrar que as sociedades humanas têm diversas opções de organização e que a existência sem um Estado ou um mercado capitalista não é um sinal de subdesenvolvimento, mas sim uma escolha resultante das decisões e dos valores morais da comunidade. Foi a isso que Graeber chamou de ética alternativa (Graeber, 2004: 15). **Antropologia Anarquista** Os céticos frequentemente questionam se as sociedades estudadas pelos antropólogos são meramente “sociedades primitivas” ou pequenos grupos isolados, e não estados modernos complexos, e que mesmo se estivessem estabelecidas, provavelmente entrariam em colapso ou seriam destruídas a longo prazo. Eles também pedem exemplos de “estados anárquicos”. Graeber destaca que o termo “Estado anarquista” é paradoxal porque as organizações ou sociedades anarquistas não se assemelham a Estados na aparência, mas envolvem uma multiplicidade de comunidades, associações, redes e projetos existentes em todos os níveis, sobrepondo-se e convergindo de todas as maneiras imagináveis, incluindo formas que ainda não consideramos. Algumas são agregações locais, outras globais. Talvez a única coisa que esses grupos anarquistas tenham em comum seja a recusa em se associar a qualquer pessoa que pareça armada e ordene que os outros se calem e obedeçam às suas ordens. E como os anarquistas não tentam tomar o poder dentro do território de nenhum país, nem acreditam em revoluções violentas e repentinas, mas sim criam gradualmente formas organizacionais globais alternativas, novas formas de comunicação e novas maneiras de organizar a vida sem alienação, em última análise, essas ações farão com que as formas de poder existentes pareçam tolas e desnecessárias. Isso significa que existem inúmeros exemplos possíveis de sociedades anarquistas (Graeber, 2004: 24-25). Além disso, Graeber questiona a suposição de uma desconexão completa entre o mundo moderno e o mundo pré-moderno de seres “primitivos”, “bárbaros” ou “subdesenvolvidos”, apesar de antropólogos terem tentado, durante décadas, convencer o público de que não existe uma sociedade primitiva ou simples e que ninguém existe isolado além do tempo (como sugere Bruno Latour, nunca fomos modernos) (Graeber, 2004: 26-29). O paradoxo entre os antropólogos reside no fato de possuirmos um vasto acervo de experiências relativas a experimentos políticos e sociais humanos, sobre os quais outros sabem pouco, ou pelo menos prestam pouca atenção. Contudo, os antropólogos mantêm esses trabalhos etnográficos em segredo, hesitantes em divulgá-los ou apresentar discussões com implicações sociais mais amplas, embora nossas descobertas constituam um patrimônio comum da humanidade. Nesse sentido, Graeber argumenta que a antropologia parece estranhamente receosa de seu próprio potencial, apesar de sua capacidade de apresentar as vidas diversas e ilimitadas da humanidade — porque é a única disciplina que realmente estuda seres humanos de quase todas as sociedades e está familiarizada com todos os casos “anormais”. No entanto, a antropologia se recusa a fazê-lo (Graeber, 2004: 61-65). Como resultado, os antropólogos contemporâneos não formulam mais conclusões teóricas abrangentes, mas delegam essa tarefa a filósofos europeus, que não têm dificuldade em debater questões humanas fundamentais como liberdade, desejo, imaginação, identidade ou soberania. É como se esses conceitos fossem inerentemente concebíveis, e ninguém fora da alta literatura da Europa Ocidental ou da América do Norte se envolvesse verdadeiramente com eles. Graeber também aponta uma mudança no uso da linguagem. Antes, os principais termos teóricos para os antropólogos eram palavras indígenas como mana, totem ou tabu, mas os novos termos populares frequentemente têm origem no latim ou no grego, em grande parte emprestados do francês e, às vezes, do alemão (Graeber, 2004: 62). Portanto, embora a antropologia esteja idealmente posicionada para iniciar diálogos intelectuais em larga escala para debater questões políticas e outras com outros membros da sociedade, certas contradições internas a impedem de utilizar plenamente seu potencial. Na visão de Graeber, quando a anarquia não é mera desordem, mas uma forma de organização social que enfatiza a autogovernança e é desprovida de poder centralizado, o papel da antropologia é observar atentamente como as pessoas em diferentes sociedades pensam e projetam suas sociedades coletivamente, como imaginam e agem socialmente sem submissão ao Estado e ao capital, e então apresentar esse conhecimento e essas descobertas como uma “dádiva” intelectual de volta à sociedade da qual as informações foram coletadas, permitindo que as pessoas inventem e criem suas próprias sociedades de forma livre e diversificada. **Referências** Clastres, P. (1974). Sociedade contra o Estado: Ensaios em antropologia política. (R. Hurley, Trad.). Urizen Books. Graeber, D. (2004). Fragmentos de uma antropologia anarquista. Prickly Paradigm Press. Graeber, D. (2011). Dívida: Os primeiros 5.000 anos. Melville House. Graeber, D. (2015). A utopia das regras: sobre tecnologia, estupidez e as alegrias secretas da burocracia. Melville House. Graeber, D. (2018). Empregos de merda: uma teoria. Simon & Schuster. The Guardian. (2020). David Graeber, antropólogo e autor de Bullshit Jobs, morre aos 59 anos. The Guardian. https://www.theguardian.com/books/2020/sep/03/david-graeber-anthropologist-and-author-of-bullshit-jobs-dies-aged-59?CMP=share_btn_url . The101.World. (2020). David Graeber, um antropólogo anarquista que acredita em possibilidades alternativas. The101.World. https://www.the101.world/david-graeber . * * * **Autora:** Piyanan Jina, Pesquisadora, Divisão de Pesquisa e Promoção Acadêmica, Centro de Antropologia Sirindhorn (Organização Pública) Via: https://www.sac.or.th/portal/th/article/detail/750 * * * ## Produtos recomendados * ## Fragmentos de uma Antropologia Anarquista R$ 53,80 Adicionar ao carrinho * ## O anarquismo no século 21 R$ 38,80 Adicionar ao carrinho * ## Dialética perspectivista anarcoindígena R$ 33,00 Adicionar ao carrinho * ## Trilhas dos imaginários sobre os indígenas e demografia antiautoritária R$ 59,20 Adicionar ao carrinho 1. Graeber disse certa vez: “Eu fui o primeiro a sugerir que nos chamássemos de 99 por cento. Depois, dois anarquistas espanhóis e um grego acrescentaram o ‘nós’, e mais tarde um ex-membro do Food Not Bombs acrescentou o ‘é’ no meio. Quem disse que não podemos criar algo valioso juntos! Eu gostaria de citá-los, mas considerando como a polícia lidou com os primeiros manifestantes do Occupy Wall Street, talvez seja melhor não fazê-lo.” (The101.World, 2020) [↩] ### Compartilhe isso: * Compartilhar no WhatsApp(abre em nova janela) WhatsApp * Compartilhar no Facebook(abre em nova janela) Facebook * Compartilhar no X(abre em nova janela) 18+ * Compartilhar no Mastodon(abre em nova janela) Mastodon * Compartilhar no Telegram(abre em nova janela) Telegram *
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