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Marcelo Sabbatini

@marsabbatini.bsky.social
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Tecnologia educacional, educação e divulgação científica. Educador físico (CREF 015825-G/PE) Professor UFPE. IA na Educação: iaedpraxis101.substack.com

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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 24m
287 Comedian (2019), de Maurizio Cattelan, sensação viral imedidata, vendida por mais de 5 milhões de dólares. Sua banalidade a torna ícone do mercado de arte, inesperado e indesejado, cuja fascinação e indignação expuseram nossa cumplicidade através dos mecanismos que a obra aparenta zombar.
Banana amarela madura de tamanho natural fixada horizontalmente em parede branca de galeria por tira de fita adesiva prateada colocada diagonalmente sobre o centro do fruto. Banana levemente curvada com extremidades apontando para cima e para baixo. Casca amarela com manchas escuras de amadurecimento. Fita de aproximadamente 20 cm de comprimento pressionada sobre a parede e sobre a banana. Parede branca imaculada de galeria. Ausência de pedestal, moldura ou qualquer outro elemento. Obra completamente substituível quando a banana apodrece. Certificado de autenticidade e instruções de instalação constituem parte essencial da obra.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 13h
286 Hermes e o Infante Dioniso (c. 330 a.C.), atribuído a Praxíteles), descoberta em 1877 nas escavações do Templo de Hera em Olímpia. O infante com braço estendido tentando alcançar, possivelmente, um cacho de uvas, em observação precisa do comportamento infantil.
Grupo escultórico em mármore de duas figuras. Hermes adulto em pé em contrapposto pronunciado, corpo apoiado em tronco de árvore à esquerda. Corpo masculino idealizado com musculatura suave característica de Praxíteles. Cabeça com cabelo encaracolado, rosto sereno. Braço esquerdo dobrado sustentando Dioniso bebê nu sentado no nível do ombro. Bebê com proporções realistas de infante: cabeça grande, corpo rechonchudo, braço estendido para frente alcançando objeto perdido (uvas). Expressão animada do bebê contrastando com serenidade de Hermes. Sandálias esculpidas nos pés de Hermes. Manto drapeado sobre tronco de árvore servindo como suporte estrutural. Mármore com pátina bege-dourada e áreas de polimento original preservadas.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 12/10/2026
285 Angry Boy (1928-1943), de Gustav Vigeland, conjunto de esculturas retratando ciclo completo da vida humana do nascimento à morte. Captura com precisão psicológica a birra de criança pequena. O toque acumulado dos visitantes faz com que uma mão brilhe em contraste. No Dia das Crianças.
Figura de menino de aproximadamente 2-3 anos em bronze escuro com pátina uniforme exceto mão direita brilhante pelo toque constante. Criança em pé sobre perna esquerda, perna direita levantada com joelho dobrado prestes a pisotear o chão. Corpo levemente inclinado para frente em tensão. Braços ao longo do corpo com punhos fortemente cerrados. Ombros levantados e tensos. Cabeça levemente inclinada para baixo ou de lado. Rosto com expressão de raiva e choro: sobrancelhas franzidas, boca ou contraída, bochechas infladas. Barriga de bebê levemente proeminente. Genitália masculina visível.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 12/10/2026
O memorial captura movimento irregular característico da corrida de Fox com prótese. Escultura multiplica figura do corredor em sequência de posições, evocando cinematografia ou estroboscopia, capturando trajetória e determinação. No Dia Nacional da Pessoa com Deficiência.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 12/10/2026
284 Terry Fox Memorial (2011), de Douglas Coupland, mostra atleta canadense que perdeu perna direita ao câncer ósseo aos 18 anos. Em 1980 iniciou ao "Marathon of Hope", cruzando seu país, correndo com prótese para arrecadar fundos para pesquisa do câncer e alcançando status de herói.
Escultura pública em bronze representando Terry Fox em corrida. Figura masculina jovem com prótese na perna direita em postura de corrida. Possível multiplicação da figura em sequência de posições capturando movimento característico: passo irregular, compensação pelo membro prostético, inclinação do torso. Bronze com pátina escura. Postura determinada, cabeça erguida, braços em movimento. Roupas de corredor dos anos 1980 esculpidas: camiseta, shorts curtos, tênis na perna esquerda, prótese na direita. Expressão de esforço e resolução. Instalada em espaço público de grande circulação.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 12/10/2026
O poder, segundo a artista, reside no ponto de encontro. Obra captura paradoxo cosmológico: terra como entidade angélica, matéria como espírito, imanente como transcendente. momento limiar entre opostos: céu e terra, visível e invisível, forma e dissolução.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 12/10/2026
283 The Earth is an Angel (1987), de Shirazeh Houshiary, funde misticismo islâmico, sufismo, física quântica e tradições espiritua. Imagem de anjo de quatro asas derivada de anjos encontrados em igrejas bizantinas de Istambul: duas asas direcionadas para a terra, duas apontando para o céu.
Escultura abstrata evocando forma de asas cruzadas ou cruz diagonal em eixo rotacional. Quatro elementos planares ou volumosos emergindo de ponto central comum em quatro direções: dois apontando para cima e para os lados, dois descendo para baixo e para os lados. Ângulo de cruzamento criando tensão dinâmica entre forças ascendentes e descendentes. Material metálico com superfície possivelmente texturizada, oxidada ou trabalhada. Ponto central de convergência das quatro asas concentrando energia visual e simbólica da composição. Forma simultaneamente geométrica e orgânica, abstrata e iconograficamente reconhecível
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 11/10/2026
Pode usar uma instalação local. Porém, para usar num computador pessoal, o modelo não vai ser tão "esperto" iaedpraxis101.substack.com/p/um-chatbot...
iaedpraxis101.substack.com
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 10/10/2026
A obra sintetiza ideal grego de kalokagathia, a beleza física como expressão de virtude moral. Original perdido, conhecida por cópias romanas em mármore. Mostra a relação entre arte e movimento, celebrando corpo atlético como manifestação de harmonia cósmica. No Dia do Atletismo.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 10/10/2026
282 Discóbolo (c. 460-450 a.C.), de Míron de Eleuteras. Escultura do período clássico que captura atleta no instante preciso anterior ao lançamento do disco, congelando movimento em equilíbrio impossível,m representando dinamismo em mármore através de composição em S que condensa energia potencial.
Escultura em mármore de atleta nu em movimento, aproximadamente 155 cm de altura. Homem jovem de musculatura definida curvado para frente e lateral direita, tronco torcido, cabeça virada para trás olhando para mão direita. Braço direito estendido para trás segurando disco circular, braço esquerdo pendurado relaxado à frente. Perna direita reta servindo de apoio, perna esquerda flexionada e recuada tocando solo com ponta do pé. Corpo forma S assimétrico de tensão máxima. Cabelo curto encaracolado, expressão facial concentrada. Anatomia realista com músculos abdominais, peitorais e coxas definidos. Base rochosa irregular.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 09/10/2026
Provavelmente um retrato encomendado por uma família aristocrática, ou monumento funerário caso criança tenha falecido. Do período augustano, caracterizado por retomada do clássico e ênfase em valores familiares. No Dia do Nascituro.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 09/10/2026
281 Cabeça de Mármore de Bebê (s. I a.C.–s. I d.C). Retratos de crianças pequenas não eram incomuns na arte grega e romana, mas aqui temos uma com alguns meses de idade. Observação naturalista excepcional, com gordura facial, proporções específicas de crânio infantil e delicadeza de pele.
Cabeça de mármore branco-amarelado de criança pequena, altura aproximada 12-15 cm. Crânio arredondado com testa alta e larga característica de infante. Rosto com proporções de bebê de 1-2 anos: bochechas muito cheias e proeminentes, queixo recuado e arredondado, papada suave. Olhos com pálpebras pesadas semicerradas ou fechadas, sobrancelhas apenas sugeridas por leve relevo. Nariz pequeno arrebitado com narinas delicadas. Boca pequena com lábios carnudos levemente unidos. Orelhas pequenas e arredondadas visíveis lateralmente. Superfície de mármore altamente polida capturando maciez da pele infantil. Pátina bege-amarelada com manchas acastanhadas de envelhecimento.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 09/10/2026
Imitando o Brasil. Mas nem de longe vão ter o mesmo charme e personalidade da oncinha, da arara e do lobo-guará da lavagem de dinheiro!
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 07/10/2026
280 Hampatong (s. XIX-início XX), Bornéu, Indonésia. Segundo tradição Dayak, conecta com o além e com ancestrais. Traz prosperidade, garante transição segura para o pós-vida e protege as gerações futuras, em sua mediação espiritual. Guardados e comercializados como objetos de herança.
Figura antropomorfa em madeira esculpida, altura aproximada 150-180 cm. Madeira envelhecida em tons cinza-acastanhados com fissuras longitudinais profundas percorrendo todo o comprimento. Figura sentada, com pernas cruzadas. Corpo frontal com proporções alongadas: torso nu com braços ao longo do corpo, mãos repousando sobre joelhos com dedos individualizados. Cabeça proporcionalmente grande com rosto de feições estilizadas: olhos circulares grandes, nariz proeminente, boca entreaberta com dentes visíveis. Topo da cabeça coroado por elaborado penteado ou adorno. Superfície com marcas de cinzel, desgaste de décadas.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 06/10/2026
Fui procurar, é a mesma autora de Nuclear War: A Scenario, que fundamentou o Casa de Dinamite.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 06/10/2026
A obra interroga como uma nação constrói a narrativa de suas origens sobre a figura do predador tornado mãe, e como o mito político sobrevive à revisão histórica.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 06/10/2026
279 Loba Capitolina (c. v a.C. / xv d.C.), supostamente de artistas etruscos e Antonio Pollaiolo. Símbolo de Roma, a loba que amamenta Rômulo e Remo condensa o mito fundador da cidade. A postura vigilante do animal contrasta com a vulnerabilidade dos lactentes acrescentados no Renascimento.
Escultura em bronze com pátina verde-escura, cerca de 75 cm de altura. Loba em postura de sentinela com cabeça voltada para a esquerda, boca entreaberta e olhos tensos. Costelas e musculatura dorsal em relevo. Crina do pescoço em escamas estilizadas. Sob o ventre, dois meninos nus ajoelhados mamam com braços levantados e rostos voltados para cima. Superfície da loba com textura rugosa e escamada no pescoço; corpo liso e polido. Base retangular de pedra.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 05/10/2026
As formas orgânicas no chão invertem experiência, com nuvens abaixo dos pés, céu sob o observador. E não por acaso, há uma instalação da obra no edifício Summit, de Nova York.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 05/10/2026
278 Nuvens/Clouds (2019), de Yayoi Kusama, cria a impressão de flutuação e infinito. As superfícies espelhadas multiplicam reflexos do ambiente e do próprio espectador, dissolvendo fronteiras entre obra, espaço e observador.
Formas orgânicas de aço inoxidável polido dispostas diretamente sobre piso cinza de galeria. Formas em tamanhos variados entre aproximadamente 20-150 cm de comprimento. Perfil baixo (5-15 cm de altura), cada peça achatada horizontalmente como nuvem vista de cima ou poça de mercúrio. Contornos ondulantes irregulares: formas ameboides, alguns alongados, outros circulares, outros com projeções ramificadas. Superfície superior convexa levemente abaulada, altamente polida e espelhada, reflexos do teto, luzes e espectadores distorcidos nas superfícies. Bordas arredondadas, sem arestas.
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Reposted by Marcelo Sabbatini
Aline Ghilardi @alinemghilardi.bsky.social · 05/10/2026
Recebi hoje a notícia, com muita alegria, de que serei laureada no BRICS+ International Award 2026 – Women in Science & Technology, em Moscou. Premiação organizada pela BRICS Women Scientists’ Alliance.
Arte de divulgação do BRICS+ International Award 2026 – Women in Science & Technology. À esquerda, fotografia de Aline Marcele Ghilardi em campo, usando bandana preta e camisa xadrez, diante de um afloramento rochoso avermelhado. À direita, lê-se “Women in Science & Technology – BRICS+ International Award 2026” e a frase “Pelo reconhecimento às contribuições para a ciência, tecnologia e cooperação internacional”. Na parte inferior, aparece o diploma de laureada concedido a Aline Marcele Ghilardi, do Brasil.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 05/10/2026
277 Diabolô (1950), de Germaine Richier, toma jogo popular na França e o converte em cena de ameaça, reforçada pelo nome de ressonância diabólica. Aborda o desamparo e a angústia do corpo humano após a guerra, preso a estruturas invisíveis que o excedem.
Sobre base retangular escura, figura feminina de pé em bronze de tom quase preto, esguia e de superfície corroída e esburacada. O rosto tem olhos vazados; o corpo, magro, mostra pequenos seios e membros alongados. Nas mãos ela segura hastes finas de metal que descem em diagonal até os cantos da base, formando fios tensos e cruzados diante das pernas, à maneira do cordão de um diabolô. As linhas retas dos fios contrastam com a textura irregular do bronze.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 04/10/2026
Ao expor um leito de depressão e desejo, rompeu tabus sobre feminilidade, vergonha e intimidade. Aborda o corpo ausente, a crise e a verdade crua da experiência, e questiona os limites entre vida privada e obra de arte.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 04/10/2026
276 My Bed (1998), de Tracey Emin, instalação readymade autobiográfica e confessional, figurando a cama desfeita da artista, com lençóis amarrotados e, ao redor, objetos íntimos, garrafas de vodca, cigarros, roupas e detritos do cotidiano.
Em galeria de paredes brancas e piso de madeira, uma cama de casal desfeita sobre base baixa. Colchão listrado, lençóis e travesseiros brancos amassados e revoltos, com uma peça esverdeada pendente. Ao lado direito, um pequeno tapete azul recebe objetos espalhados, garrafas de vodca, jornais, chinelos, maços de cigarro, um cinto escuro, lenços de papel e um bicho de pelúcia branco. À esquerda, no chão, uma mala amarrada com padrão de mosaico colorido.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 02/10/2026
O verbo "tied" (amarrado) cria relação entre materiais que normalmente não se encontram. Ampersand final ("& the Other") abre verso reflexivo sobre a própria relação de ligação.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 02/10/2026
A descrição dos materiais, de origens e texturas diferentes ligados entre si estabelece tensões entre estas propriedades: carvalho (nobre, duro, permanente), castanheiro (rústico, flexível) e seda (têxtil, delicada, preciosa). Pode ser apenas imaginada, ou realizada fisicamente.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 02/10/2026
275 A Branch of Oak; A Pole of Chestnut; A Cord of Silk; Tied One to the Other; & the Other (1993), de Lawrence Weiner, pioneiro da arte conceitual textual que questionou o status da obra de arte. Sua "declaração" (statement) estabelece a obra enquanto linguagem.
A obra existe primariamente como texto tipografado em letras maiúsculas características de Weiner, aplicado diretamente em paredes de galeria em vinil ou tinta. Cada elemento do título está numa placa vermelha, gravado com letras brancas, todas em maiúsculas, circundadas por duas hastes curvas, como se fossem parênteses.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 02/10/2026
Em jade verde, a pedra mesoamericana mais preciosa, associada a vida, água e renascimento, transforma governante morto em divindade eterna. Celebra poder através de materiais raros e artesanato excepcional. No Dia Internacional das Pessoas Idosas.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 02/10/2026
274 Máscara de Ancião (300-850 d.C.), máscara mortuária em jade de 13 fragmentos em mosaico que cobria rosto de K'inich Janaab' Pakal na tumba do Templo das Inscrições, Chiapas. Representa ancião da elite maia, com crânio deformado intencionalmente, sem dentes, símbolo de longevidade e sabedoria.
Máscara facial em mosaico de jade verde com detalhes em material avermelhado, aproximadamente 10 x 11 cm. Rosto humano estilizado composto por 13 peças encaixadas: testa retangular ampla indicando deformação craniana intencional, olhos amendoados profundos e vazados com sobrancelhas arqueadas, nariz triangular proeminente, boca entreaberta com lábio superior aderido à gengiva (sem dentes visíveis). Bochechas ligeiramente côncavas. Orelhas representadas frontalmente em blocos retangulares nas laterais. Jade com tons variados de verde com manchas e veios naturais. Expressão serena, hierática. Aspecto simultaneamente humano e divino.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 01/10/2026
Um pescador é enterrado num "peixe", devoto numa "Bíblia". O têncis é um comentário sobre globalização, consumismo e penetração de marcas ocidentais em culturas africanas e também homenagem a alguém que amava tênis. Ambiguidade é constitutiva, objeto funerário genuíno e crítica cultural simultânea.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 01/10/2026
273 Caixão em Forma de Tênis Nike/ (anos 1990), de Paa Joe, artesão ganense, ícone de "caixões fantasia" (fantasy coffins), tradição iniciada nos anos 1950 como última celebração da vida e recordação da identidade do falecido.
Caixão em madeira pintada em forma de tênis Nike de cano alto em escala de caixão adulto, aproximadamente 180-200 cm de comprimento. Forma tridimensional fiel ao tênis: biqueira arredondada, sola espessa com detalhes de borracha, lateral com ilhoses e cadarços esculpidos, língua do tênis visível. Logotipo Nike swoosh pintado em bprata sobre lateral. Coloração em branco predominante com detalhes em preto e verde. Superfície pintada com acabamento liso brilhante. Detalhes da sola com padrão antiderrapante reproduzido na base. Presença simultânea de humor, gravidade e crítica cultural.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 01/10/2026
Associada provavelmente a culto funerário ou memorial de ancestrais. A A forma alongada vertical evoca simultaneamente corpo humano e marco territorial. Parte de tradição mediterrâneo-árabe que inclui exemplares da Córsega, Anatólia e Levante, sugere redes culturais pré-históricas de amplo alcance.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 01/10/2026
272 Estela Antropomórfica (c. 4000-3000 a.C.), descoberta em El-Maakir-Qaryat al-Kaafa, Arábia Saudita. Evidencia cultura pré-islâmica, negligenciada na História da Arte. Forma vagamente humana não figurativa no sentido realista, mas evocando sua presença através de simplificação radica
Pedra de arenito vertical alongada, 92 x 21 cm, espessura reduzida. Forma geral  placa retangular levemente irregular com topo pontiagudo evocando cabeça humana. Superfície de arenito em tons bege-amarelados com textura granulosa natural. Feições faciais mínimas incisas na superfície superior: dois entalhes ovais para olhos, linha vertical para nariz, incisão horizontal para boca. Entalhes no terço médio mostrando ornamentos.  Na linha média, um cinto com uma ferramenta com duas pontas. Corpo da estela com marcas de desgaste e erosão de milênios.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 30/09/2026
271 Marinheiro com Violão (1914), de Jacques Lipchitz, tipo popular urbano-portuário, figura recorrente na cultura europeia do início do século XX, aqui despido de narrativa e transformado em pretexto para jogo formal puro, no projeto cubista de abandono de uma reprodução fiel da realidade.
Escultura vertical em bronze de figura masculina em pé segurando violão. Altura aproximada 70-90 cm. Corpo geometrizado em planos angulares sobrepostos. Cabeça: disco circular plano representando boné de marinheiro visto de cima, sugerindo forma circular repetida. Torso: bloco trapezoidal com superfícies planas inclinadas em ângulos diferentes. Perna esquerda projetada energicamente para frente criando diagonal pronunciada. Violão: forma alongada vertical com caixa de ressonância sugerida por curvas geométricas no corpo da figura. Ausência de detalhes naturalistas: sem rosto reconhecível, sem anatomia convencional. Composição de triângulos, círculos e retângulos interligados.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 29/09/2026
270 Figura Sentada (c. 200-400 d.C., cultura Zapoteca), produzidas para contextos funerários: depositadas em tumbas como acompanhamento do morto, representando divindades, ancestrais, sacerdotes ou guerreiros. De um das civilizações mesoamericanas mais sofisticadas.
270 Figura Sentada (c. 200-400 d.C., cultura Zapoteca), produzidas para contextos funerários: depositadas em tumbas como acompanhamento do morto, representando divindades, ancestrais, sacerdotes ou guerreiros. De um das civilizações mesoamericanas mais sofisticadas.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 26/09/2026
269 Zebras (1965), de Victor Vasarely, transpôs linguagem bidimensional de ilusão óptica para forma tridimensional. Paradoxo visual duplo,, com volume real e ilusão óptica de achatamento simultâneo. As listras curvas seguindo anatomia do animal amplificam sensação de movimento e vibração.
Escultura de plexiglass transparente com superfície pintada em listras pretas e brancas. Forma tridimensional de zebras em postura dinâmica, animais empinados, patas dianteiras levantadas, cabeças inclinadas. Contorno da figura recortado em acrílico seguindo silhueta do animal. Listras pretas e brancas de espessura variável cobrindo toda superfície, curvando-se para seguir volumes do corpo. Efeito óptico de vibração e movimento causado pela alternância preto-branco em alta frequência.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 26/09/2026
Adendo: as compressões tornaram-se a "assinatura" do escultura, culminando na criação do design do troféu César, maior premiação do cinema francês.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 26/09/2026
268 Compressão de Automóvel (1978), de César Baldaccini,construída com veículos de matizes variadas forma estrutura totêmica imponente. Transforma destruição industrial em arte, questionando consumismo, obsolescência, fetiche automobilístico. No Dia Nacional do Trânsito.
Bloco retangular vertical compacto de metal comprimido, aproximadamente 150-200 cm de altura. Estrutura totêmica formada por veículos automotivos esmagados por prensa hidráulica industrial. Superfície irregular, caótica mostrando fragmentos reconhecíveis: pedaços de para-lamas amassados, faróis quebrados, para-choques retorcidos, portas comprimidas, capôs dobrados, vidros estilhaçados integrados ao metal. Cores variadas das latarias originais preservadas: vermelho vivo, azul metálico, amarelo, branco, verde, criando colcha de retalhos involuntária. Metal com texturas diversas: áreas lisas enrugadas, bordas afiadas rasgadas, superfícies brilhantes refletivas alternando com fosco oxidado. Forma geral retangular mas bordas irregulares com protuberâncias metálicas projetando-se. Aspecto simultaneamente violento (destruição) e escultórico (composição formal).
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 25/09/2026
A figura feminina híbrida com atributos de dragão subverte iconografia do monstro a ser derrotado. A dragoa é protagonista, força feminina primordial não domesticável, algo que a própria Leonora, então com mais de 90 anos, concretizava ao manter sua atividade artística.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 25/09/2026
267 La Dragonesa (2010), de Leonora Carrington, uma das mais importantes artistas surrealistas, escritora, pintora e escultora. sintetiza universo visual de Carrington: bestiário fantástico, feminismo oculto, alquimia, tradições celtas e pré-hispânicas mexicanas, magia, metamorfose.
Escultura de bronze representando figura híbrida feminina-dragão. Forma vertical com capa que remete à asas de dragão. A mulher sustenta nas mãos, de dedos muito finos e alongados, um pequeno pássaro. Superfície de bronze. Postura de dignidade e poder, não de ameaça. Olhos grandes expressivos.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 23/09/2026
266 Cavalo de Vogelherd (c. 35.000-32.000 a.C., Paleolítico Superior, cultura Aurignaciana), Uma das esculturas mais antigas do mundo, pode ter sido objeto ritual, amuleto pessoal, expressão artística autônoma. Evidencia capacidade cognitiva e simbólica dos humanos modernos.
Miniatura de marfim de mamute de cor bege-amarelada com tons acastanhados de envelhecimento. Comprimento aproximado 4,8 cm, altura 2,5 cm. Figura equina em postura lateral com pescoço arqueado para frente e para baixo em movimento característico de cavalo em alerta ou pastando. Cabeça pequena com focinho arredondado, orelhas sugeridas por protuberâncias mínimas. Pescoço musculoso curvado. Dorso reto levemente arqueado. Quatro pernas reduzidas a hastes cilíndricas simples. Cauda ausente ou minimamente indicada. Proporções não-naturalistas mas inconfundivelmente equinas. Superfície com marcas de entalhe por buril de sílex visíveis em algumas áreas. Outras áreas altamente polidas pelo manuseio de milênios. Escala diminuta (cabe na palma da mão) enfatizando precisão técnica extraordinária para 35.000 anos atrás.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 23/09/2026
265 A-Z Escape Vehicle: Customized by Andrea Zittel (1996), de Andrea Zittel, entre design, escultura e utopia doméstica, uma cápsula habitável. Destaca-se pelo contraste entre o exterior padronizado e o interior de refúgio único. A fuga do título não está na mobilidade, mas num retiro sob medida.
Sobre piso de concreto, uma cápsula metálica arredondada, do tamanho de um pequeno reboque, com casca lisa de aço inox prateado. O corpo, aerodinâmico, traz faixas horizontais pretas e uma faixa laranja, além de pequenos fechos e um emblema com os dizeres Escape Vehicles. No topo, uma escotilha está aberta e deixa ver o interior forrado, uma gruta acolchoada de formas irregulares em cinza, laranja e vermelho. Uma janela lateral também revela esse revestimento.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 22/09/2026
264 Shaping Spirit (sem data), de Debra Bernier, a forma latente dda madeira arrastada pelo mar se complementa com rostos e elementos orgânicos em argila. Filosofia de colaboração com a natureza em vez de imposição sobre ela, em obra irrepetível que conecta com espiritualidade feminina.
Peça de madeira flutuante de forma orgânica irregular em tons cinza-prateados e marrons desgastados pelo mar e intempéries. Textura da madeira com veios expostos, superfície lisa em algumas áreas polidas pela água, rugosa em outras. Cabeça de raposa modelado em argila emergindo naturalmente de concavidade a da madeira.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 21/09/2026
Rocknak, professora universitária mostra o o corpo não como objeto estático, mas como evento no tempo, materializando a Filosofia da ação e do movimento através de sua prática artística.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 21/09/2026
263 A Nadadora (2007), de Stefanie Rocknak, feita a partir de bloco único de madeira, com vocabulário característico da autora, movimento dinâmico e a água explodindo para fora da forma central, sugerindo velocidade e dinamismo.
Figura humana em madeira esculpida representando nadadoar em movimento. Corpo alongado em postura horizontal de natação. Forma central do torso com membros e fragmentos projetando-se dinamicamente para fora em múltiplas direções evocando trajetória e deslocamento na água. Braços estendidos para frente em posição de braçada. Pernas em posição de chute ou propulsão. Superfície de madeira com grão visível em tons naturais de marrom-dourado ou mel. Fragmentos ou extensões de madeira projetando-se além do volume central criando sensação de movimento congelado.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
Surely, my "daily sculpture" post is about him bsky.app/profile/mars...
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
Escultura como ato de memória e resistência: ambos perseguidos pela ditadura, ambos exilados. Localizada em espaço de convivência universitária, no Lago do Cavouco ("laguinho"). Foto do autor desse fio, realizada para a Cátedra Paulo Freire da UFPE.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
Homenagem da Universidade Federal de Pernambuco a seu professor, intelectual que nasceu no Recife, desenvolveu na UFPE seu método de alfabetização, tornando-se o educador brasileiro mais influente do século XX.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
262 Escultura de Paulo Freire (2013), de Abelardo da Hora, fruto de laço histórico entre escultor e homenageado, que trabalharam juntos na prefeitura do Recife sob Miguel Arraes, Abelardo nas artes visuais e Freire na alfabetização de adultos, projeto interrompido pelo golpe militar de 1964.
 Escultura em bronze de Paulo Freire. Homem idoso com óculos característicos de aros grossos, elemento identitário inconfundível do educador. Postura ereta, com braço direito dobrado e mão estendida. Veste terno e gravata. Expressão serena e reflexiva. Entorno de vegetação tropical.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
261 Sem Título (Nu Feminino Reclinado)(2011-2012), de Pierre Huyghe, combina escultura com colmeia viva que cresceu sobre a cabeça, uma máscara viva que supera o caráter fixo ou inanimado do meio. Escultura viva, que muda e interage com o ambiente, em celebração da vitalidade.
Figura feminina nua reclinada em concreto cinza, tamanho natural, deitada sobre superfície do parque em postura de repouso. Corpo feminino com proporções naturalistas modelado em concreto bruto. Cabeça completamente encoberta por colmeia ativa de abelhas: massa orgânica de cera amarela-dourada, alvéolos visíveis, abelhas em movimento constante sobre a superfície. Colmeia forma capacete ou máscara viva substituindo completamente os traços faciais. Figura parcialmente coberta por vegetação do parque abandonado.
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Marcelo Sabbatini @marsabbatini.bsky.social · 19/09/2026
I live in the city where he was born and wirk in the same university. Yesterday I participated in a dialogue circle about AI and humanization. His ideas are so necessary and relevant in our times
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