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Rodrigo Elias

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Dr. em História, professor, ex-editor da Revista de História da Biblioteca Nacional, integrante do (ainda) finado podcast Passadorama e autor de “Como matar um rei espanhol” (2019)

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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 21h
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 03/10/2026
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 03/10/2026
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 17/06/2026
Morreu Carlo Ginzburg, o historiador mais inovador e mais instigante que tive a oportunidade de ler e ouvir. Sua sofisticação intelectual, seu inequívoco posicionamento antifascista, sua escrita elegante, seu desafio às prateleiras acadêmicas e seu bom humor vão fazer falta.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 23/04/2026
Feliz Dia Mundial do Livro
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 27/03/2026
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 22/03/2026
Pode-se aprender muitas coisas com o PowerPoint da @globo-news.bsky.social , mas duas lições são bem básicas e incontornáveis: a primeira é que não existe jornalismo isento; a segunda é que o capital, em uma disputa entre um governo popular e o fascismo, sempre optará pelo fascismo.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 07/01/2026
Hoje, no fim da tarde.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 24/12/2025
G1 de 2014 fez escola
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 24/12/2025
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 27/11/2025
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 14/11/2025
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 16/09/2025
Ele pode até ter feito algum, mas nunca vi um filme ruim com o Robert Redford, talvez meu ator favorito na vida. Meu top 1 é “Três Dias do Condor”, de 1975. Redford interpreta um agente da CIA disfarçado de historiador, que sobrevive a uma chacina e se vê caçado pela própria agência.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 07/09/2025
se você fosse um chocolate, qual seria?
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
30/ A Revista de História da Biblioteca Nacional acabou em 2016 e, embora não se fale mais nela, algumas sementes ficaram plantadas. Afinal, se mataram a revista, não mataram a História.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
29/ Lembrar sua trajetória é resistir ao esquecimento. A História não é monopólio de ninguém: é um bem público.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
28/ A queda da RHBN mostra como golpes contra a democracia também são golpes contra a memória, a cultura e a História.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
27/ Mataram a revista não só ao cortar recursos, mas ao deslegitimar sua existência. Divulgação histórica passou a ser vista como ameaça.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
26/ Mas a Lava-Jato e a extrema direita criaram o ambiente perfeito para sufocar a revista. O discurso “antipolítico” atingiu em cheio a cultura.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
25/ Muitos historiadores da academia aprenderam a escrever para públicos não acadêmicos. Muitos leitores tiveram contato com um passado sem clichês ou mitificações.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
24/ Era lida por professores, estudantes, donas de casa, motoristas, ministros - muitos dos quais enviavam suas impressões sobre a publicação para a redação via carta, e-mail ou mídias sociais. A revista, em formato físico, teve meio milhão de leitores por mês em alguns momentos.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
23/ Entre 2005 e 2016, publicou milhares de páginas e mais de 1.200 autores. Um espaço único de diálogo entre academia e público.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
22/ A RHBN não caiu por falta de leitores. Foi vítima de um cenário político que criminalizou a cultura e atacou a educação.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
21/ A última edição, em julho de 2016 (com João VI na capa, assim como a primeira edição), trouxe críticas ao Escola Sem Partido e reflexões sobre impeachments latino-americanos. Terminou com dignidade, mas sob ataque.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
20/ Revelador: mesmo plural e baseada em pesquisa rigorosa, a revista era vista como incompatível com o ambiente político hostil à cultura crítica.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
19/ Mas havia mais. Na saída de uma reunião com representantes da revista, uma fonte do alto escalão da empresa confidenciou: a RHBN não voltaria porque era considerada “esquerdista demais” para os novos tempos.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
18/ A nova direção da Petrobras, alinhada ao governo Temer, encerrou de vez o apoio. Oficialmente, falava-se em “racionalizar” patrocínios.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
17/ Em 2016, veio a tempestade perfeita: crise econômica, Lava-Jato, impeachment (golpeachment) de Dilma e Temer assumindo com apoio da direita.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
16/ Ao mesmo tempo, a Lava-Jato paralisava a Petrobras, que suspendeu patrocínios culturais, incluindo o da RHBN.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
15/ Em 2015, o MEC, em contenção de gastos, não executou a compra do PNBE. Foi um golpe duro.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
14/ Mas sua sobrevivência dependia de dois pilares: patrocínio da Petrobras e compras do PNBE.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
13/ Apesar dos sobressaltos, a RHBN seguiu firme, publicando pautas sensíveis como ditadura militar, impeachment e Escola Sem Partido.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
12/ Em 2012, uma resenha de "A Privataria Tucana" publicada no site da revista virou escândalo e foi associada à oposição ao PSDB. Na mídia, falou-se em censura, que teria acarretado a demissão do editor. Na prática, o editor saiu por divergências administrativas, mas o episódio marcou a RHBN.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
11/ O episódio expôs pressões políticas internas. A disputa entre liberdade editorial e visões de mundo divergentes já apontava para desfechos que, na época, não imaginávamos.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
10/ A redação improvisou outra capa. Meses depois, já sem o Conselho, o dossiê vetado saiu: “O golpe: Militares e civis na trama de 1964”.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
9/ Mas havia tensões. O Conselho Editorial às vezes vetava dossiês inteiros. Em 2012, um sobre o golpe de 64, já pronto, foi barrado às vésperas da capa.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
8/ Isso nacionalizou a revista. Professores e alunos de cidades pequenas também passaram a ter contato com a publicação.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
7/ O auge veio com a entrada no PNBE, programa do MEC que distribuía publicações em escolas públicas. Mais de 120 mil exemplares mensais passaram a circular.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
6/ A equipe da RHBN chegou a ter 10 historiadores trabalhando junto a jornalistas. Raridade no Brasil quando o assunto era, naquele momento, a divulgação de História: rigor científico + clareza comunicativa.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
5/ Logo virou objeto de coleção. Muitos guardavam cada exemplar como acervo. A iconografia histórica em alta qualidade era outro diferencial.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
4/ Ao contrário das revistas semanais, a RHBN apostava em artigos longos, densos e bem documentados, mas editados para uma leitura prazerosa. O projeto gráfico de Victor Burton era de “livro de arte”.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
3/ A RHBN tinha um conselho editorial de peso: José Murilo de Carvalho, Alberto da Costa e Silva, entre outros. O objetivo era democratizar a História.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
2/ A revista nasceu como desdobramento da Nossa História, lançada em 2003. Jornalistas e historiadores juntos num esforço inédito: levar o melhor da produção acadêmica ao grande público.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
1/ A Revista de História da Biblioteca Nacional (RHBN), criada em 2005, foi uma das experiências mais ousadas de divulgação histórica no Brasil. Rigor acadêmico + linguagem acessível = centenas de milhares de leitores.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 04/09/2025
0 / A Revista de História da Biblioteca Nacional chegou a meio milhão de leitores por mês. Foi espaço plural, crítico e rigoroso. Em 2016, sucumbiu. Não à falta de interesse, mas à perseguição da Lava-Jato e da extrema direita. Como mataram a revista:
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 02/09/2025
Tem mesmo! Mas o pior é que sonrisal não basta para o tempero que estão usando agora…
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 26/08/2025
Deus é bom o tempo todo 🙏🏽
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 24/08/2025
Protótipo “Brasil, 1964”: disputa entre “golpistas” e “legalistas” no ano do golpe. Jogadores movem atores sociais e usam cartas históricas. A partida pode acabar de 3 formas. Assimetria com leve vantagem aos golpistas, mas com equilíbrio: legalistas venceram mais nos testes. #boardgames
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 09/08/2025
Aproveito para deixar registrado aqui meu apoio político à pauta das gralhas, os corvídeos brasileiros.
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Rodrigo Elias @manejaco.bsky.social · 09/08/2025
Afinal, afastaram?
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