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Hugo Gomes

@hugogomescinema.bsky.social
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Crítico e jornalista freelance registado na OFCS (Online Film Critics Society), escritor do portal Cinematograficamente Falando…, a Revista Metropolis e Libro Ex, site de livros e literatura ...

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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 3h
Fabian Stumm: “Ao passar por estas histórias de ficção e viver estas fantasias, faço-o sempre para encontrar novas formas de lidar com a vida.” Ri-te, ri-te, se não o fizeres, a Vida rir-se-á por ti. “Sad Jokes”, uma espécie de “e se fosse comigo” com traços tragicomédicos, é a segunda…
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Fabian Stumm: “Ao passar por estas histórias de ficção e viver estas fantasias, faço-o sempre para encontrar novas formas de lidar com a vida.”
Ri-te, ri-te, se não o fizeres, a Vida rir-se-á por ti. “Sad Jokes”, uma espécie de “e se fosse comigo” com traços tragicomédicos, é a segunda longa-metragem do alemão Fabian Stumm, actor que, depois da experiência em “Bones and Names”, ganhou o gosto pela realização e, com ela, construiu um díptico do íntimo e da nossa turbulenta relação com ele.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 05/10/2026
Continuamos a pensar na morte daquele Deus: Trinta anos depois, E. Elias Merhige regressa a “Begotten” Primeiro estranha-se e continua-se a estranhar: “Begotten” parece-nos ter saído de outra dimensão, um filme de vísceras e saído delas, que reclama pela vida que a Humanidade lhes retira, mitos…
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Continuamos a pensar na morte daquele Deus: Trinta anos depois, E. Elias Merhige regressa a “Begotten”
Primeiro estranha-se e continua-se a estranhar: “Begotten” parece-nos ter saído de outra dimensão, um filme de vísceras e saído delas, que reclama pela vida que a Humanidade lhes retira, mitos modernos fundidos na ebulição dos nossos tempos … e assim foi a primeira longa-metragem de Edmund Elias Merhige. Estreou-se num festival experimental de Montreal e noutro underground…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 03/10/2026
Mais vale um pássaro na … “If I’m reclaiming my history, why wouldn’t I be smiling?”. Bird Rowe (Alisha Wainwright, “Palmer”) posa em indumentárias de escrava do século XIX diante de uma plantação em vias de ser reabilitada para fins turísticos, parte de um plano algo perverso dos novos vizinhos…
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Mais vale um pássaro na …
“If I’m reclaiming my history, why wouldn’t I be smiling?”. Bird Rowe (Alisha Wainwright, “Palmer”) posa em indumentárias de escrava do século XIX diante de uma plantação em vias de ser reabilitada para fins turísticos, parte de um plano algo perverso dos novos vizinhos da sua mãe (Christine Lahti, “...And Justice For All”), hippie narcisista e desequilibrada.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 29/09/2026
Idiotas fossilizados A primeira ‘pazada’ que se pode exercer neste “Digger”, o retorno de Iñárritu aos grandes ecrãs após a fraca recepção de “Bardo” e a sua condenação ao streaming, é a de um filme profundamente marcado pelo seu presente, mas também empenhado em contrariá-lo. Confusos? Com a…
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Idiotas fossilizados
A primeira ‘pazada’ que se pode exercer neste “Digger”, o retorno de Iñárritu aos grandes ecrãs após a fraca recepção de “Bardo” e a sua condenação ao streaming, é a de um filme profundamente marcado pelo seu presente, mas também empenhado em contrariá-lo. Confusos? Com a farsa montada, este “Birdman 2.0” joga-se entre realidades e palcos para nos trazer um…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 29/09/2026
Com a verdade enganas-me… mas o espectador não se importa! “Verity” beija-nos intensamente para nos fazer acreditar no quão sedutor é, mas é apenas manobra teatral mal encenada: as carícias e o flirt são golpes de execução pobre, depressa as intenções se revelam, cinema passageiro de correria, se…
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Com a verdade enganas-me… mas o espectador não se importa!
“Verity” beija-nos intensamente para nos fazer acreditar no quão sedutor é, mas é apenas manobra teatral mal encenada: as carícias e o flirt são golpes de execução pobre, depressa as intenções se revelam, cinema passageiro de correria, se não fosse o facto de ser uma adaptação de um homónimo bestseller de Colleen Hoover. Uma trama entre escritoras de…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 27/09/2026
Cronicas de Ellesmere: “american psycho”, Scorsese e os “schmucks” Sheila lembrava-se da pintura de Ellesmere feita durante a Revolução Francesa e, num fim de tarde sem sol no Ártico, ele parecia-lhe um jacobino insuflado discursando para o monástico Svalbard, que fumava seu cachimbo imaginário na…
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Cronicas de Ellesmere: “american psycho”, Scorsese e os “schmucks”
Sheila lembrava-se da pintura de Ellesmere feita durante a Revolução Francesa e, num fim de tarde sem sol no Ártico, ele parecia-lhe um jacobino insuflado discursando para o monástico Svalbard, que fumava seu cachimbo imaginário na grande sala de reuniões do castelo de Murckle. O vampiro de Wrangler pareceu ler os pensamentos dela e disse: só falta o lenço tricolor.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 26/09/2026
Camp Queer Takes IV – personagens à deriva Estrany Riu Tendo estado presente na secção "Orizontti" do Festival de Veneza de 2025, aguardava-se com alguma expectativa esta obra de Jaume Claret Muxart que nos vinha descrita lá de fora como um "Call Me By Your Name" catalão. Ora, desse filme, vemos…
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Camp Queer Takes IV – personagens à deriva
Estrany Riu Tendo estado presente na secção "Orizontti" do Festival de Veneza de 2025, aguardava-se com alguma expectativa esta obra de Jaume Claret Muxart que nos vinha descrita lá de fora como um "Call Me By Your Name" catalão. Ora, desse filme, vemos apenas em comum uma personagem adolescente à procura de um primeiro amor no meio da…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 26/09/2026
Sergio Martino, entre o cinema do avô e os giallos ácidos: “os apoios do Estado também tornaram o cinema menos acessível” Todos os tons do escuro… Sergio Martino foi o convidado de honra do último MOTELx: Festival de Cinema de Terror de Lisboa, cuja 20.ª edição apresentou três das suas principais…
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Sergio Martino, entre o cinema do avô e os giallos ácidos: “os apoios do Estado também tornaram o cinema menos acessível”
Todos os tons do escuro… Sergio Martino foi o convidado de honra do último MOTELx: Festival de Cinema de Terror de Lisboa, cuja 20.ª edição apresentou três das suas principais obras do subgénero giallo (ficou a faltar “Torso” o filme hoje discutido como um dos precursores do slasher movie do outro lado do Atlântico). Contudo, fiquemos pelas suas ácidas propostas do género.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 24/09/2026
Camp Queer Takes III: os limites do amor e humor limitado Iván & Hadoum Iván é um homem trans que, com a morte do pai e tornando-se para todos os efeitos o novo chefe de família, assume um controlo maior na empresa de distribuição de frutas e vegetais do amigo deste, sendo promovido a gestor de…
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Camp Queer Takes III: os limites do amor e humor limitado
Iván & Hadoum Iván é um homem trans que, com a morte do pai e tornando-se para todos os efeitos o novo chefe de família, assume um controlo maior na empresa de distribuição de frutas e vegetais do amigo deste, sendo promovido a gestor de armazém. É neste armazém que trabalha Hadoum, uma imigrante marroquina. Um pequeno acidente de trabalho junta as duas personagens, até que a responsabilidade do capital gerido por…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 24/09/2026
“Carne e Fluídos” Por via de pedaços de media, Jane Schoenbrun tem construído uma carreira em torno dessa extracção, não apenas içando peças de nostalgia, mas conectando-as com a identificação, a formação, a configuração ou a revelação. À segunda longa-metragem, “I Saw the TV Glow”, mantendo a…
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“Carne e Fluídos”
Por via de pedaços de media, Jane Schoenbrun tem construído uma carreira em torno dessa extracção, não apenas içando peças de nostalgia, mas conectando-as com a identificação, a formação, a configuração ou a revelação. À segunda longa-metragem, “I Saw the TV Glow”, mantendo a ligação com uma série televisiva nos moldes de “Buffy”, ou seja, o “monstro da semana”, confronta a personagem presa à sua própria pele, …
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 22/09/2026
Camp Queer Takes II – (um)a verdade virá à tona La Gradiva Tal como frisado pela equipa do festival, a competição oficial deste ano de longas-metragens é toda ela dominada por primeiras obras. No caso de um filme tão expansivo como "La Gradiva", torna-se particularmente impressionante como Marine…
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Camp Queer Takes II – (um)a verdade virá à tona
La Gradiva Tal como frisado pela equipa do festival, a competição oficial deste ano de longas-metragens é toda ela dominada por primeiras obras. No caso de um filme tão expansivo como "La Gradiva", torna-se particularmente impressionante como Marine Atlan domina já uma narrativa que, apesar de algumas críticas alheias de que poderia ser encurtada, acaba por justificar a sua duração de duas horas e meia nesta "viagem a…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 22/09/2026
Bola Preta #22: Cinema português! Salvar ou ficar-nos pela revolta nessa Estrada de Fogo? Uma conversa com Tiago R. Santos Continuando à procura de soluções … será que conseguimos? O Cinema Português, o nosso orgulho e, igualmente, a nossa cruz, as suas guerras, tribais, diz-se por aí, as…
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Bola Preta #22: Cinema português! Salvar ou ficar-nos pela revolta nessa Estrada de Fogo?
Uma conversa com Tiago R. Santos Continuando à procura de soluções … será que conseguimos? O Cinema Português, o nosso orgulho e, igualmente, a nossa cruz, as suas guerras, tribais, diz-se por aí, as tendências estéticas e narrativas e os fracos números, que nos levam a não baixar os braços. Mas onde está o “inimigo”? Por onde lutar? É um episódio, daqueles como sempre prometi, sem respostas, apenas questões lançadas ao ar, com lamentos e desejos.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 20/09/2026
Camp Queer Takes I: desejo e morte The Man I Love A abrir a edição que comemora as 30 edições do certame, esteve um cineasta que coincidentemente (ou não!) comemora 30 anos desde que lançou a sua primeira longa-metragem ("The Delta" em 1996, quiçá ainda o meu filme favorito dele): Ira Sachs…
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Camp Queer Takes I: desejo e morte
The Man I Love A abrir a edição que comemora as 30 edições do certame, esteve um cineasta que coincidentemente (ou não!) comemora 30 anos desde que lançou a sua primeira longa-metragem ("The Delta" em 1996, quiçá ainda o meu filme favorito dele): Ira Sachs dispensa apresentações para os mais cinéfilos, e em sua defesa, o cineasta mantém-se igual a si mesmo e diferente dos demais nesta reformulação da narrativa da morte por…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 19/09/2026
Verdadeiramente … a Nu "A resposta á má pornografia não é proibir a pornografia, mas fazer melhores filmes pornográficos!" Annie Sprinkle, "Hardcore from the Heart" “Truly Naked”, de Muriel d’Ansembourg, colocando a incerteza do termo no prisma do crítico de arte John Berger (“Estar nu é ser-se a…
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Verdadeiramente … a Nu
"A resposta á má pornografia não é proibir a pornografia, mas fazer melhores filmes pornográficos!" Annie Sprinkle, "Hardcore from the Heart" “Truly Naked”, de Muriel d’Ansembourg, colocando a incerteza do termo no prisma do crítico de arte John Berger (“Estar nu é ser-se a si próprio. Estar em nudez é ser visto nu pelos outros e, no entanto, não ser reconhecido como quem se é.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 18/09/2026
Arranca a 1ª Semana do Cinema Chinês: “descobrir aquilo que o público chinês está a ver e a discutir hoje.” De 18 a 20 de Setembro, intercalando o Cinema Ideal e o Cinema Fernando Lopes, Lisboa receberá a primeira Semana do Cinema Chinês, uma selecção de cinco obras diversificadas nos seus…
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Arranca a 1ª Semana do Cinema Chinês: “descobrir aquilo que o público chinês está a ver e a discutir hoje.”
De 18 a 20 de Setembro, intercalando o Cinema Ideal e o Cinema Fernando Lopes, Lisboa receberá a primeira Semana do Cinema Chinês, uma selecção de cinco obras diversificadas nos seus géneros, com o objectivo de aproximar o público português de uma cinematografia que, por diversas vezes, chega ao nosso circuito de exibição filtrada por curadorias ao jeito do gosto ocidental.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 18/09/2026
Vozes destroçadas … o silêncio é sempre mais ensurdecedor Curiosamente, “Broken Voices”, uma co-produção checa e eslovaca, estreou no mesmo ano de “Little Trouble Girls”, com Eslovénia e Croácia ao barulho, ambos integrando coros femininos para abordar o sexo, este último sob o selo da descoberta,…
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Vozes destroçadas … o silêncio é sempre mais ensurdecedor
Curiosamente, “Broken Voices”, uma co-produção checa e eslovaca, estreou no mesmo ano de “Little Trouble Girls”, com Eslovénia e Croácia ao barulho, ambos integrando coros femininos para abordar o sexo, este último sob o selo da descoberta, sempre com olhares críticos à sociedade envolvente, enquanto o filme trazido até nós surge num jeito de denúncia ou sensibilização perante atitudes de assédio, sexuais, incluindo-se também as artísticas, como vemos ao longo da obra, numa espécie de crescendo.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 16/09/2026
Carlos Conceição, o ‘bodyhacker’ nesta Nação Valente: “Nós vivemos talvez um dos momentos culturais mais dolorosos.” Corpo meu, corpo meu, haverá corpo mais belo do que um meu? … Numa Lisboa futurista e desconstrutiva, há uma nova tendência no ar: uma clínica cosmética deseja provar as mil e uma…
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Carlos Conceição, o ‘bodyhacker’ nesta Nação Valente: “Nós vivemos talvez um dos momentos culturais mais dolorosos.”
Corpo meu, corpo meu, haverá corpo mais belo do que um meu? … Numa Lisboa futurista e desconstrutiva, há uma nova tendência no ar: uma clínica cosmética deseja provar as mil e uma possibilidades de moldarmos o corpo às nossas fantasias, construir o nosso templo, perante um mundo em chamas e com o seu devido prazo de validade. “Bodyhackers…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 16/09/2026
Regresso ao cinema – e ao foco dos prémios e respetivos discursos Não sei quanto a vocês, mas, para mim, setembro é o mês mais deprimente do ano — sim, ainda mais do que dezembro, o mês do Natal (e do meu aniversário). Sim, há esta ideia de regresso à atividade após uma aparente "silly season"…
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Regresso ao cinema – e ao foco dos prémios e respetivos discursos
Não sei quanto a vocês, mas, para mim, setembro é o mês mais deprimente do ano — sim, ainda mais do que dezembro, o mês do Natal (e do meu aniversário). Sim, há esta ideia de regresso à atividade após uma aparente "silly season" onde vale tudo (e, cada vez mais, regada com um cocktail de ingredientes que não sabemos bem quais são).
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 15/09/2026
I Saw the TV Glow O aparelho analógico revela um saudoso ensaio nostálgico, contudo, o feito de saudade, relembrado com agrado, é uma mentira pegada, até porque “Familia Teme Enfrentar Una Nueva Noche De Terror” foca-se no centro da televisão, na mimetização de uma série televisiva de poucos…
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I Saw the TV Glow
O aparelho analógico revela um saudoso ensaio nostálgico, contudo, o feito de saudade, relembrado com agrado, é uma mentira pegada, até porque “Familia Teme Enfrentar Una Nueva Noche De Terror” foca-se no centro da televisão, na mimetização de uma série televisiva de poucos recursos, de uma casa assombrada e de uma família atormentada (o normal …) o já lugar-comum desta tipologia do género de terror.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 14/09/2026
John Alexander: “Os filmes não são simplesmente feitos, são forçados a existir.” Foi no início de Agosto que o realizador John Alexander fez um desvio por Portugal, Lisboa precisamente, atmosfera m mais concretamente. O objectivo era ministrar uma masterclass sob o pertinente título “Little…
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John Alexander: “Os filmes não são simplesmente feitos, são forçados a existir.”
Foi no início de Agosto que o realizador John Alexander fez um desvio por Portugal, Lisboa precisamente, atmosfera m mais concretamente. O objectivo era ministrar uma masterclass sob o pertinente título “Little Satchmo: The Making of an Emmy-winning Documentary” (“Como fazer um documentário vencedor de um Emmy”). O motor daquele encontro estava no documentário que havia concretizado há anos , “
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 12/09/2026
Saraceni, o cineasta que driblava o real e marcava gol em prol da invenção Rodrigo FonsecaA viver uma fase de transição comercial com a euforia popular em volta da comédia “Minha Melhor Amiga”, vista por 1 milhão de pagantes em cerca de uma semana, o Brasil sofreu com o desalento de suas plateias…
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Saraceni, o cineasta que driblava o real e marcava gol em prol da invenção
Rodrigo FonsecaA viver uma fase de transição comercial com a euforia popular em volta da comédia “Minha Melhor Amiga”, vista por 1 milhão de pagantes em cerca de uma semana, o Brasil sofreu com o desalento de suas plateias de janeiro até o nascer de setembro, com bilheteiras minguadas e salas vazias. A mudança atual, com o firme desempenho de Ingrid Guimarães e Mônica Martelli a nos fazer rir evoca saudades de tempos de mais euforia lucrativa...
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 12/09/2026
O filho modelo A visão romântica trazida na parentalidade, amenizando a mentira das suas nuances, neste caso, “ser pai”, viver na espirituosidade de um “modelo ideal” [“role model”], numa ambição partilhada que, por vezes, acaba destruída pelas partidas do destino. Dario (Riccardo Scamarcio) virou…
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O filho modelo
A visão romântica trazida na parentalidade, amenizando a mentira das suas nuances, neste caso, “ser pai”, viver na espirituosidade de um “modelo ideal” [“role model”], numa ambição partilhada que, por vezes, acaba destruída pelas partidas do destino. Dario (Riccardo Scamarcio) virou pai de uma criança deficiente, cuja condição determinará toda a sua vida, e esse “fardo” irá pesar na estabilidade do casal e sobre a própria construção de um vínculo afectivo com o filho.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 10/09/2026
Nas linhas férreas do Poder e do Controlo, uma conversa com Amirali Navaee sobre “Sunshine Express”: “uma pessoa auto-censurada é também um conformista.” O comboio parte para lugar incerto, imaginário, sim, a ilha de Hermia, onde os sonhos são realizados. Só que a promessa vem com um desafio, um…
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Nas linhas férreas do Poder e do Controlo, uma conversa com Amirali Navaee sobre “Sunshine Express”: “uma pessoa auto-censurada é também um conformista.”
O comboio parte para lugar incerto, imaginário, sim, a ilha de Hermia, onde os sonhos são realizados. Só que a promessa vem com um desafio, um jogo entre realidades. Os passageiros, digamos, corrigindo, os concorrentes, participam sob um papel que lhes é atribuído, há que falsear as suas vidas, há que concretizar os objectivos individuais nesse transporte fabricado pelo poder da ilusão.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 07/09/2026
Rita Blanco no Tinder … … tuk-tuks, cafeterias estandardizadas com menus com “abacates em tudo”, “aqui em Lisboa todos sabemos falar francês”, informa alguém, influencers ao molho, nómadas digitais ao metro quadrado, turistas em demasia, a “timeoutização” da cidade alfacinha, Lisboa, a tal menina…
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Rita Blanco no Tinder …
… tuk-tuks, cafeterias estandardizadas com menus com “abacates em tudo”, “aqui em Lisboa todos sabemos falar francês”, informa alguém, influencers ao molho, nómadas digitais ao metro quadrado, turistas em demasia, a “timeoutização” da cidade alfacinha, Lisboa, a tal menina e moça com os seus problemas de gentrificação, agarra-se às suas tradições com a força que lhe falta, neste caso, …
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 07/09/2026
A Responsabilidade: as história que contamos, as histórias que escrevemos Será que as histórias necessitam da sua autorização? Cada vez mais se debate a responsabilidade perante as mesmas, privilegiando a experiência directa contra as apropriações de que os escritores sempre beneficiaram, num…
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A Responsabilidade: as história que contamos, as histórias que escrevemos
Será que as histórias necessitam da sua autorização? Cada vez mais se debate a responsabilidade perante as mesmas, privilegiando a experiência directa contra as apropriações de que os escritores sempre beneficiaram, num estatuto à parte. Será que estamos a limitar a criatividade e a liberdade destes mesmos ao restringi-los aos seus próprios mundos, umbigos neste caso, criando cada vez mais uma leitura solipsista e egocêntrica, enquanto damos a outras geografias, parte da sua história, a acessibilidade (e, ao mesmo tempo, limitação) para interagir com a sua própria dor?
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 06/09/2026
Solveig Nordlund, a cineasta de género portuguesa? Uma conversa às vésperas da condecoração, com Ballard na mente. À hora marcada, encontrava-me no lobby do Cinema São Jorge até ser encaminhado para o piso superior. “Ela está lá, na livraria”, referiu-me o assessor de imprensa, enquanto subíamos o…
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Solveig Nordlund, a cineasta de género portuguesa? Uma conversa às vésperas da condecoração, com Ballard na mente.
À hora marcada, encontrava-me no lobby do Cinema São Jorge até ser encaminhado para o piso superior. “Ela está lá, na livraria”, referiu-me o assessor de imprensa, enquanto subíamos o lance de escadas, até que, antes da chegada ao último degrau, me sugeriu: “Mas, se preferires, podemos fazer na esplanada.” Entretanto, já lá estávamos, na livraria Janela Indiscreta…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 05/09/2026
Do Cazaquistão, com atestado médico … Azamat (Ayan Utepbergen) e Tansholpan (Dilnaz Kurmangali), jovem casal enterrado em dívidas, encontram um plano para sair do sufoco: fingir uma doença terminal e criar uma campanha de crowdfunding, iniciativa que depressa sensibiliza todo o Cazaquistão.…
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Do Cazaquistão, com atestado médico …
Azamat (Ayan Utepbergen) e Tansholpan (Dilnaz Kurmangali), jovem casal enterrado em dívidas, encontram um plano para sair do sufoco: fingir uma doença terminal e criar uma campanha de crowdfunding, iniciativa que depressa sensibiliza todo o Cazaquistão. Contudo, quanto mais a mentira perdura, mais venenosa se torna, até o caos começar a suceder à vida do casal. Sucesso de bilheteira cazaque, com direcção de…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 03/09/2026
MOTELx chega à casa dos 20! A programação de 2026 em cinco pontos … Vinte anos de MOTELx pedem, à partida, uma tradução imediata em números: mais sessões, mais convidados, mais dias, como se a longevidade de um festival tivesse obrigatoriamente de se medir pela sua dimensão. Durante algum tempo, o…
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MOTELx chega à casa dos 20! A programação de 2026 em cinco pontos …
Vinte anos de MOTELx pedem, à partida, uma tradução imediata em números: mais sessões, mais convidados, mais dias, como se a longevidade de um festival tivesse obrigatoriamente de se medir pela sua dimensão. Durante algum tempo, o festival de terror de Lisboa resistiu à tentação. Depois cedeu, mas à sua maneira, como quem sabe que até o excesso pode ser uma forma de género.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 02/09/2026
Quem tem medo do cinema de género? O MOTELX começa já amanhã (dia 3 de setembro), comemorando 20 anos de existência, e para celebrar este feito, propõe uma estadia mais alargada no Cinema São Jorge – 11 dias, mais 4 do que no ano passado. Foram duas décadas curiosas para acompanhar um dito “cinema…
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Quem tem medo do cinema de género?
O MOTELX começa já amanhã (dia 3 de setembro), comemorando 20 anos de existência, e para celebrar este feito, propõe uma estadia mais alargada no Cinema São Jorge – 11 dias, mais 4 do que no ano passado. Foram duas décadas curiosas para acompanhar um dito “cinema de género” que se aproxima aqui e ali do cinema “queer”, precisamente pelo fator fora da caixa, fora de prateleiras, que esse tal “género” pode conter.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 31/08/2026
“O filme, os seus efeitos na minha vida, a década dos meus vinte”: Rafael Fonseca reflecte “Quorum” e o seu olhar num Cinema de fascínio “Quorum”, para todos os efeitos, significa colectivo de humanos, neste caso, três seres perdidos numa Gerês propícia a lendas e fantasmas de outras encarnações.…
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“O filme, os seus efeitos na minha vida, a década dos meus vinte”: Rafael Fonseca reflecte “Quorum” e o seu olhar num Cinema de fascínio
“Quorum”, para todos os efeitos, significa colectivo de humanos, neste caso, três seres perdidos numa Gerês propícia a lendas e fantasmas de outras encarnações. Contudo, nessa busca pelo espectral, ou pelo romance eternizado, quase camiliano, há também uma procura por um Cinema, esse reflexo da experiência do seu realizador. Rafael Fonseca (apresenta-se!) foi esse salteador de géneros perdidos, contrafeitos ou até achados, construindo um cinema SEU, conduzido pela sua história e pelo seu fascínio.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 30/08/2026
Bola Preta #21: Citizen Lauro António e as suas manhas submersas. Uma conversa com Frederico Corado Talvez possamos considerar uma das melhores aberturas do cinema português: um comboio negro avança pela paisagem verde, deixando para trás uma corrente de fumo cinzento até à chegada à estação. Um…
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Bola Preta #21: Citizen Lauro António e as suas manhas submersas.
Uma conversa com Frederico Corado Talvez possamos considerar uma das melhores aberturas do cinema português: um comboio negro avança pela paisagem verde, deixando para trás uma corrente de fumo cinzento até à chegada à estação. Um paraíso rapidamente empestado por essa névoa de repressão e austeridade, quando António, ainda criança, é levado pelo destino que lhe traçaram, o de entrar para o seminário e cumprir os trilhos impostos de um “prestigiado” padre.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 29/08/2026
Basil da Cunha e o seu jacaré “à procura da Reboleira como uma espécie de Cinecittà.” “Não te importas de vir à Reboleira falar com o Basil?” Nem hesitei. Haveria lugar melhor para entrevistar um realizador do que aquele donde o filme em questão foi “parido”? Aceitei afirmativamente, respondendo à…
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Basil da Cunha e o seu jacaré “à procura da Reboleira como uma espécie de Cinecittà.”
“Não te importas de vir à Reboleira falar com o Basil?” Nem hesitei. Haveria lugar melhor para entrevistar um realizador do que aquele donde o filme em questão foi “parido”? Aceitei afirmativamente, respondendo à assessoria com outra pergunta: “A que horas e qual a morada?”. Como sempre, nas vertigens da minha pontualidade, chegando à altura do encontro, “embarco” na…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 26/08/2026
Plantar cinema nos “tempos velozes” “Porque não fazer um filme sobre plantas?”, terá sugerido o produtor Karl Baumgartner (1949-2014) à realizadora Ildikó Enyedi, certo dia. E o resultado, talvez mais próximo dessa ideia atirada ao ar, é este “Silent Friend”, um objecto atravessado pelos ecos do…
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Plantar cinema nos “tempos velozes”
“Porque não fazer um filme sobre plantas?”, terá sugerido o produtor Karl Baumgartner (1949-2014) à realizadora Ildikó Enyedi, certo dia. E o resultado, talvez mais próximo dessa ideia atirada ao ar, é este “Silent Friend”, um objecto atravessado pelos ecos do COVID-19, por um tempo de estagnação capaz de estabelecer um paralelo com a suposta imobilidade botânica.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 26/08/2026
Justiça Poética? Em 1990, o colunista do The New Yorker, Ian Frazier, concebeu um ensaio humorístico, em formato de peça jurídica, no qual a personagem de Looney Tunes, Wile E. Coyote, processaria a ACME, a empresa fictícia desse universo, pelos fracassos e engenhos defeituosos, responsáveis por o…
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Justiça Poética?
Em 1990, o colunista do The New Yorker, Ian Frazier, concebeu um ensaio humorístico, em formato de peça jurídica, no qual a personagem de Looney Tunes, Wile E. Coyote, processaria a ACME, a empresa fictícia desse universo, pelos fracassos e engenhos defeituosos, responsáveis por o impedirem de agarrar a tão cobiçada ave Papa-Léguas. O texto é narrado pela voz do advogado de defesa do carnívoro em questão.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 22/08/2026
Noá Bonoba: “muito feliz por ter sido escolhida para este papel, porque fui escolhida pela minha profissão e não pelo meu género.” Fazer um filme é uma questão de vida ou de morte. Para Madalena (Noá Bonoba), produtora que herda a produção do seu falecido pai (o filme começa no funeral deste),…
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Noá Bonoba: “muito feliz por ter sido escolhida para este papel, porque fui escolhida pela minha profissão e não pelo meu género.”
Fazer um filme é uma questão de vida ou de morte. Para Madalena (Noá Bonoba), produtora que herda a produção do seu falecido pai (o filme começa no funeral deste), terminar a obra, custe o que custar, não é apenas um respeito à memória, é também um manifesto de resistência. Tudo isto enquanto lida com a sua gravidez e com um realizador que foge misteriosamente do…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 22/08/2026
Bola Preta #20: Ritrovato, che nostalgia! Uma conversa com Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade (+ Luís Miguel Oliveira) Aviso à navegação, este episódio foi gravado antes da estreia de “Odyssey”, do Nolan… fica o aviso, porque as menções aqui feitas foram concebidas com o sabor da antecipação. Mas…
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Bola Preta #20: Ritrovato, che nostalgia!
Uma conversa com Rui Alves de Sousa e Samuel Andrade (+ Luís Miguel Oliveira) Aviso à navegação, este episódio foi gravado antes da estreia de “Odyssey”, do Nolan… fica o aviso, porque as menções aqui feitas foram concebidas com o sabor da antecipação. Mas andiamo, porque o que nos levou ao encontro, a este novo episódio, não foi…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 20/08/2026
“Me liga, vai” Assumindo um certo tom de filme de cerco, "Confidante" constrói-se a partir de um dispositivo clássico nestas andanças da contemporaneidade: uma chamada telefónica, reduzindo o espaço à voz e deixando nas mãos de um único intérprete todas as possibilidades dramáticas trazidas por…
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“Me liga, vai”
Assumindo um certo tom de filme de cerco, "Confidante" constrói-se a partir de um dispositivo clássico nestas andanças da contemporaneidade: uma chamada telefónica, reduzindo o espaço à voz e deixando nas mãos de um único intérprete todas as possibilidades dramáticas trazidas por esse engenho. Procuremos a ‘voz humana’ encenada por Jean Cocteau, adquirindo peso nas adaptações cinematográficas de…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 19/08/2026
Jason Statham em alto-mar Baralha o baralho, lança as cartas, o jogo, por mais nuances que disponha, é a mesma sueca. Portanto, o que esperar de novo numa fita com Jason Statham como cabeça de cartaz? Se bem, e já penso ter escrito bastante sobre os paralelos do actor / action man e Charles…
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Jason Statham em alto-mar
Baralha o baralho, lança as cartas, o jogo, por mais nuances que disponha, é a mesma sueca. Portanto, o que esperar de novo numa fita com Jason Statham como cabeça de cartaz? Se bem, e já penso ter escrito bastante sobre os paralelos do actor / action man e Charles Bronson, é reconhecido que o seu cinema, sobretudo pragmático, “soco nas ventas” para a vilania acalmar ou as injustiças resolvidas à base do pontapé, seja um entretém, ora desmiolado, ora com provocações à complexidade que o mundo nos assombra.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 19/08/2026
Gregg Araki quer que voltemos a f*der Sendo uma das vozes responsáveis pelo surgimento do "novo cinema queer" com apogeu na década de 90, o agora sexagenário Gregg Araki quer explicitamente o nosso sexo. Que é no fundo como dizer que quer o nosso bem. Em "I Want Your Sex", o cineasta queer talvez…
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Gregg Araki quer que voltemos a f*der
Sendo uma das vozes responsáveis pelo surgimento do "novo cinema queer" com apogeu na década de 90, o agora sexagenário Gregg Araki quer explicitamente o nosso sexo. Que é no fundo como dizer que quer o nosso bem. Em "I Want Your Sex", o cineasta queer talvez se revele menos... "expansivo" para uma geração X ou millennial que cresceu a ver filmes como "
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 17/08/2026
Emil Langballe e os seus “Petrolheads”: “O carro tornou-se a metáfora da aceitação, do sentimento de pertença a algo.” Martin, jovem diagnosticado com sete condições severas, apenas quer sentir-se normal, ou lá como isso se define. Sonha com um Honda Civic e, em conjunto com o seu amigo Casper,…
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Emil Langballe e os seus “Petrolheads”: “O carro tornou-se a metáfora da aceitação, do sentimento de pertença a algo.”
Martin, jovem diagnosticado com sete condições severas, apenas quer sentir-se normal, ou lá como isso se define. Sonha com um Honda Civic e, em conjunto com o seu amigo Casper, também partilhando as mesmas condições, partem em busca de carros, entre paixões e muitas confissões ao volante. Falamos de uma espécie de “Top Gear”, adequado à amizade de ambos e, com isso, aos seus desejos de “normalidade”.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 17/08/2026
Pensar no “agora”! “Honestino” proclama um lugar de luta numa época em que a memória é vista somente como um algoritmo ou, por outras essências, uma verdade parcial, acredite quem quiser… a democracia do pensamento abriu portas para uma igual desinformação e, nesse patamar, coloca facto e opinião…
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Pensar no “agora”!
“Honestino” proclama um lugar de luta numa época em que a memória é vista somente como um algoritmo ou, por outras essências, uma verdade parcial, acredite quem quiser… a democracia do pensamento abriu portas para uma igual desinformação e, nesse patamar, coloca facto e opinião na mesma bandeja, ao mesmo nível, sem a sua hierarquização. Mas passemos à frente: do que se trata o filme mesmo?
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 15/08/2026
Ucrânia, a resistência sorri … Sim, é Antonin Peretjatko, o próprio, o tresloucado, com rasgos de Godard à moda salteada de “Pierrot le Fou”, aquele que nos deu brilharetes cómicos como “La Fille du 14 juillet” e “La Loi de la Jungle”. Sim, o tal. Contudo, nesta curta documental torna-se ainda…
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Ucrânia, a resistência sorri …
Sim, é Antonin Peretjatko, o próprio, o tresloucado, com rasgos de Godard à moda salteada de “Pierrot le Fou”, aquele que nos deu brilharetes cómicos como “La Fille du 14 juillet” e “La Loi de la Jungle”. Sim, o tal. Contudo, nesta curta documental torna-se ainda mais tresloucado. E porquê? Porque foge da própria loucura com que tem tratado longas e curtas, filmes avessos e avulsos, e em “
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 14/08/2026
Na senda do “filme fora de tempo”: falando com Bruno Forzani, co-realizador de “Reflet dans un diamant mort” Hélène Cattet e Bruno Forzani, casal de realizadores franceses radicados em Bruxelas, olham para o cinema de género como uma arte da citação levada ao extremo. Talvez seja para isso que…
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Na senda do “filme fora de tempo”: falando com Bruno Forzani, co-realizador de “Reflet dans un diamant mort”
Hélène Cattet e Bruno Forzani, casal de realizadores franceses radicados em Bruxelas, olham para o cinema de género como uma arte da citação levada ao extremo. Talvez seja para isso que essa liga cinematográfica (tantas vezes subvalorizada por cinefilias snobes e performistas), sirva hoje: um atalho para estilos, movimentos, épocas e memórias; um cinema consumido às escondidas, um escapismo da fórmula, um delírio visual e sonoro onde qualquer coisa…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 13/08/2026
A genialidade dos canastrões Ingrid Caven, actriz de longa experiência no cinema de Fassbinder, é o ponto central de um concerto no Théâtre des Bouffes du Nord, em Paris, no qual percorre dezasseis momentos da sua vida através de palavras soltas, divorciadas, sem ritmo, nem vocação de grande diva…
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A genialidade dos canastrões
Ingrid Caven, actriz de longa experiência no cinema de Fassbinder, é o ponto central de um concerto no Théâtre des Bouffes du Nord, em Paris, no qual percorre dezasseis momentos da sua vida através de palavras soltas, divorciadas, sem ritmo, nem vocação de grande diva de palco. É uma espécie de performismo, fazer da música um embalo para quem nela se deita sem a mínima noção de musicalidade.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 13/08/2026
Até ver o crocodilo … Se o Sombra (Pedro Ferreira), personagem que contrastava no título da sua primeira longa-metragem, “Até Ver a Luz”, tinha um lagarto-barbudo baptizado de “Jacaré”, é ziguezagueando por curtas e longas que alimentam esta família cinematográfica que chegamos a um verdadeiro…
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Até ver o crocodilo …
Se o Sombra (Pedro Ferreira), personagem que contrastava no título da sua primeira longa-metragem, “Até Ver a Luz”, tinha um lagarto-barbudo baptizado de “Jacaré”, é ziguezagueando por curtas e longas que alimentam esta família cinematográfica que chegamos a um verdadeiro crocodiliano. O título sequestra essa criatura rastejante, uma “arma de Chekhov” com um lado de…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 12/08/2026
“Soy Cuba” … escutemos as dores de uma Revolução Prega-se a narrativa de que, se este filme tivesse sido “descoberto” (a palavra entra aqui num foro américo-eurocêntrico) a tempo, poderia ter mudado o curso do cinema nos anos 60. Diz-se também que a sua aclamação partiu de Martin Scorsese e de…
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“Soy Cuba” … escutemos as dores de uma Revolução
Prega-se a narrativa de que, se este filme tivesse sido “descoberto” (a palavra entra aqui num foro américo-eurocêntrico) a tempo, poderia ter mudado o curso do cinema nos anos 60. Diz-se também que a sua aclamação partiu de Martin Scorsese e de Francis Ford Coppola, quando o viram pela primeira vez nos anos 90, tendo ambos contribuído posteriormente para a sua restauração e divulgação.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 11/08/2026
Será que Cristóbal León e Joaquín Cociña decretaram o fim do conto de fadas? Falando com os realizadores de “Princesa Burro” Diana (Antonia Giesen) é a princesa de um reino muito, mas muito distante. O seu pai, rei dessas terras e de além, decreta o romance como crime penal, resposta à viuvez e ao…
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Será que Cristóbal León e Joaquín Cociña decretaram o fim do conto de fadas? Falando com os realizadores de “Princesa Burro”
Diana (Antonia Giesen) é a princesa de um reino muito, mas muito distante. O seu pai, rei dessas terras e de além, decreta o romance como crime penal, resposta à viuvez e ao desgosto condenado à solidão que sofreu intensamente. Mas Diana apaixona-se por um camponês, Lalo (Andrew Bargsted), que, antes de o soberano descobrir a relação, lhe oferece uma pulseira mágica capaz de realizar qualquer desejo.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 08/08/2026
De olhos verdes para o Mundo em resistência. Fanny Liatard e Jéremy Trouilh falam sobre o seu “Les Yeux Verts” Depois de terem dado asas à imaginação do jovem Youri (Alséni Bathily), desejoso de ser Gagarine, o astronauta russo, no filme homónimo de 2020, ano em que a obra foi seleccionada para um…
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De olhos verdes para o Mundo em resistência. Fanny Liatard e Jéremy Trouilh falam sobre o seu “Les Yeux Verts”
Depois de terem dado asas à imaginação do jovem Youri (Alséni Bathily), desejoso de ser Gagarine, o astronauta russo, no filme homónimo de 2020, ano em que a obra foi seleccionada para um Festival de Cannes fantasma (por razões óbvias), a dupla Fanny Liatard e Jérémy Trouilh regressa ao espaço, não ao das estrelas e de outros sistemas, mas ao do imaginário, para contar mais uma história de jovens fora da órbita social, dos marginalizados, por assim dizer.
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 07/08/2026
Crónicas de Ellesmere: Os replicantes e a “hora de morrer” Nos confins do Ártico, por vezes alguns vampiros centenários se encontram para discutir as narrativas humanas. Entre bravatas, absurdos, nonsense e provocações, por vezes produzem alguns "insghts" não necessariamente animadores. Hal 11.000…
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Crónicas de Ellesmere: Os replicantes e a “hora de morrer”
Nos confins do Ártico, por vezes alguns vampiros centenários se encontram para discutir as narrativas humanas. Entre bravatas, absurdos, nonsense e provocações, por vezes produzem alguns "insghts" não necessariamente animadores. Hal 11.000 redige a Ata,  O vampiro de Murckle ficou a olhar para a grande sala do seu castelo - momentos depois do final da reunião presencial do Clube de Leitores do Ártico…
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Hugo Gomes @hugogomescinema.bsky.social · 06/08/2026
Carlos Paião, Sérgio e um crítico estão na esplanada … “Já viste bem!! Estão aqui quatro estrelas para o Carlos Paião!” Sérgio folheia o jornal até chegar à secção do cartaz, aos horários dos cinemas e das sessões, e, no meio daquelas listas e números, encontra uma tabela amarelada com os três…
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Carlos Paião, Sérgio e um crítico estão na esplanada …
“Já viste bem!! Estão aqui quatro estrelas para o Carlos Paião!” Sérgio folheia o jornal até chegar à secção do cartaz, aos horários dos cinemas e das sessões, e, no meio daquelas listas e números, encontra uma tabela amarelada com os três críticos da “casa” e as respectivas pontuações. Aponta com o dedo indicador, desliza o jornal na minha direcção, como se estivesse a constatar a veracidade de uma suposta “história mirabolante”.
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