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Canoi Aguiar

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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 30/06/2026
Decidi pagar essa disciplina esse semestre sem saber muito o que esperar, ou pelo menos não muito além da ementa. Porém para minha surpresa, o que eu achava que seria um semestre sobre Theodor Adorno, acabou se tornando um semestre inteiro sobre Herbert Marcuse, e eu achei isso incrível. Ambos […]
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Texto final de Tópicos Especiais de Estética II
Decidi pagar essa disciplina esse semestre sem saber muito o que esperar, ou pelo menos não muito além da ementa. Porém para minha surpresa, o que eu achava que seria um semestre sobre Theodor Adorno, acabou se tornando um semestre inteiro sobre Herbert Marcuse, e eu achei isso incrível. Ambos membros da famigerada Escola de Frankfurt. O pensamento de Marcuse é vasto na área da estética filosófica, nós somente pincelamos alguns conceitos que aparecem em obras específicas suas. Mas eu particularmente acredito que consegui entender bem o conteúdo, mas principalmente, acho que fui levado a pensar em questões que podem me ajudar a desenvolver meu pensamento em relação a um futuro digital, principalmente questões relacionadas à _imaginação_ , que parece ser um tema que voltou a ser comum entre os pós-modenos, mas que assim como a razão, também faz parte de toda a história da filosofia. Basicamente o trabalho final foi responder a essas duas perguntas, e acho que a resposta principalmente da segunda pergunta explica como eu acho que a imaginação se relaciona com o nosso mundo contemporâneo quando pensamos nessa nosso imaginário cibernético. ### 1. Em "O homem unidimensional", Marcuse constrói o diagnóstico de uma sociedade "sem oposição", aventando a partir disso a prevalência da "dessublimação repressiva" na cultura. Reflita sobre a importância desse diagnóstico em relação ao percurso da obra de Marcuse, considerando os textos debatidos ao longo da disciplina. Lembro de logo no começo da disciplina começamos a ler o _Cultura e Sociedade_ do Marcuse, e aprendermos sobre _cultura afirmativa_. Achei muito interessante toda a concepção dele de cultura, de atribuir a ela esses aspectos _afirmativos_ e _negativos_ , e a importância de movimentos contraculturais como negação da cultura vigente. Eu concordo com sua noção de que os movimentos contraculturais tem potencial revolucionário exatamente por conversar com a sua ideia de que vivemos em uma _mais-repressão_ , e que portanto uma fruição do nosso _princípio de prazer_ em detrimento de um _princípio de desempenho_ é necessário. Essas ideias surgem a partir da sua análise de Marx e Freud. Marx em sua crítica a macroestrutura capitalista e a alienação do trabalho. Freud e seu princípio de prazer e realidade, no qual Marcuse faz uma leitura que propõe a aplicação desses princípios no próprio indivíduo social. Essa não é uma leitura muito popular de Freud, como ele mesmo pontua, mas ele acredita que a obra do psicanalista já carregava em potência essa dimensão do social. Ele une conceitos desses autores para desenvolver o conceito de _mais-repressão_ , se a _mais-valia_ em Marx é a extração do "excedente" do trabalho do operário, em Marcuse, a mais-repressão é algo que também se apresenta no contexto capitalista, essa repressão se baseia na transformação de um princípio de realidade em princípio de desempenho. Onde até mesmo em nossas vidas privadas estamos sujeitos a agir segundo uma lógica da utilidade, da máxima eficiência. Então é isso, Marcuse de cara já foi revolucionário na exposição dessas ideias que citei anteriormente, trazendo Marx e Freud. Porém para além disso, Marcuse também enxerga a janela de possibilidade para a revolução na dimensão estética e nos movimentos contraculturais, pois estes vão nesse sentido de _imaginar_ novas formas de conjunturas sociais, então o próprio exercício da imaginação convertido em princípio político materializado, em organização social, é sempre uma ferramenta revolucionária poderosa ao meu ver; e aqui independente de espectro político, pois o imaginário e estética do fascismo consegue se fazer presente até hoje nas disputas geopolíticas, por exemplo. Então eu acredito que vivemos uma disputa pela imaginação, de fato, não no sentido abstrato, mas no de entender a importância do ato de imaginar e por em prática no mundo, se nos conformamos com o mundo, outros vão imaginá-lo e por em prática no nosso lugar. Uma sociedade conformada não precisa imaginar, posteriormente Marcuse se frustra com os movimentos de sua época e acredita que essa janela de possibilidade revolucionária não é eterna, mas que para o capitalismo continuar existindo ele vai se adaptar a esses movimentos na tentativa de os cooptar. Além de construir estruturas que permitem nossa fruição em um ambiente controlado, dentro de possibilidades limitadas, nos dando uma falsa sensação de liberdade. É exatamente disso que se trata a _dessublimação repressiva_ , é o capitalismo condicionando nosso prazer ao consumo e performance. Performance tanto no sentido de eficiência, autocobrança e sucesso individual, como no sentido de performar uma imagem pública de sucesso nas redes sociais. Além do fato de que hoje em dia são essas mesmas redes sociais que ou permitem ou condicionam ativamente os jovens a certos discursos. A análise de Marcuse se faz valiosa para podermos identificar tanto essas estruturas repressivas, quanto os meios de superação. ### 2. Marcuse concebe a "dimensão estética" como uma forma de recusa aos modos repressivos de vivência propagados pelo capitalismo tardio. A partir do que foi discutido na disciplina, reflita sobre a atualidade dessa ideia, bem como os seus possíveis desafios. #### Para esta questão, será considerado de que modo a resposta dialoga com as discussões abordadas em sala de aula a partir dos textos e como ela constrói uma perspectiva reflexiva sobre a importância e atualidade da obra de Marcuse. A imaginação foi o tema que mais me chamou a atenção esse semestre, e essa nossa faculdade está intimamente ligada à dimensão estética que defende Marcuse. Durante a disciplina pensei bastante sobre essa questão de explorar mais como posso ligar o pensamento de Marcuse ao que hoje chamamos de "cibercultura". Pois por mais que a internet e os smartphones tenham suas contradições, eles capacitaram a esmagadora parte da população global a ter uma intercomunicação global praticamente instantânea. Surgem termos próprios, "memes" e formas de expressões próprias, e que já mudaram bastante conforme o tempo passou. Quando pensamos em capacidade política, isso significa grupos, partidos, subculturas, e diversos âmbitos da sociedade utilizando isso para impulsionar seus interesses, com uma ferramenta que tem potencial de mobilizar massas ao redor de todo um país. Na política isso vira jogo de poder, conseguimos organizar uma mobilização a nível nacional no mesmo dia, e aqui o principal problema ao meu ver é que os espaços que estão sendo utilizados tem também seus vieses e manipulam intenção. As redes sociais centralizadas, ou seja, redes que tem a estrutura focada em um servidor central, que é o caso das principais redes, então Facebook, TikTok, YouTube, Instagram, X. Essas redes podem não ser totalmente orgânicas, pois há a ação de um algoritmo que ao passo que analisa nossos gostos e nos entrega conteúdo personalizado, também são caixas pretas e permitem facilmente que a empresa manipule intenção ao ocultar os parâmetros utilizados na construção desse algoritmo. Mas ainda existe certa subjetividade e interações orgânicas, e se conseguirmos captar somente essa natureza das redes? Hoje já existem soluções que caminham para ser as alternativas a esse modo de utilizar as redes sociais (o Fediverso, por exemplo), e aí eu passo a me perguntar o que poderia sair disso. O que poderia resultar de espaços virtuais onde não há necessidade de um servidor central de uma grande empresa capitalista ditando as regras ou construindo algoritmos em "caixas pretas"? Onde os dados ficam todos com o próprio usuário, e pela natureza dos sistemas geralmente serem de código aberto, programadores tem liberdade de customizar totalmente e criar esses algoritmos de recomendação de conteúdo, mas que sejam transparentes ao usuário. Sistemas abertos também são menos vulneráveis a falhas de segurança pois ao mesmo tempo que é fácil descobrir falhas por ter seu código exposto, esses mesmos erros são rapidamente corrigidos por essa mesma natureza. Dada essa introdução, o motivo de eu achar que isso conversa com Marcuse é porque hoje vivemos em uma generalização dessa cultura cibernética. Por mais contradições que existam, hoje em dia temos formas artísticas digitais, como pintura, animação, jogos digitais que são uma poderosa ferramenta lúdica. Além da própria potencialização da exposição de diversas obras, do cinema à um quadro de um museu, uma determinada obra literária. Inclusive hoje muito se discute o trabalho de preservação digital que a cultura da pirataria exerce, pois plataformas de streaming como Netflix e Prime Video tem seu catálogo totalmente baseado na demanda do capital e na lógica do lucro, não faz sentido ter filmes pouco populares. Podemos pensar a mesma coisa para obras literárias e filosóficas, bem como os jogos digitais. Os jogos digitais são a grande novidade das últimas décadas, eu acho fantástico o potencial lúdico nos mais diversos âmbitos, tanto da utilidade, educação, quanto da arte pela arte, na minha visão é uma nova forma de inserir o expectador dentro da obra. Por mais que hoje em dia infelizmente já tenha se generalizado a lógica de "controle de intenção" também dentro dos jogos, com sistemas gamificados, apostas. Essa lógica da gamificação começa a pular fora dos jogos e passa a operar em cima das redes sociais, passam de estruturas onde a interação era mais "lenta" e orgânica, para plataformas totalmente algoritmizadas e que movem movem nossos afetos. Então acho que existe uma dimensão estética dentro desses ambientes digitais que ainda precisa ser compreendida, de saber separar o que é simples reprodução do capital e do desempenho, e entender o que resta para nós desses espaços enquanto intermediador de relações humanas, espaços para debates públicos e obviamente sublimação artística, podendo conectar a obra e o público independente da distância. E aí obviamente temos problemáticas em cima disso que ainda precisam ser discutidas. A possibilidade que Marcuse coloca de que nossa imaginação pode ser cooptada e perder sua capacidade de criar novos mundos, pelo menos mundos fora da dimensão de possibilidades oferecida pelo sistema capitalista, é uma preocupação genuína porque todas as formas de expressão digital que falei anteriormente estão sujeitas ao capital. A área de jogos digitais, que é a com que eu trabalho e observo mais de perto, assim como em diversas outras áreas artísticas, existe uma distinção clara entre jogos independentes, feitos por estúdios pequenos e com baixo orçamento, e jogos que são puramente comerciais, de grandes estúdios e que geralmente tem orçamentos milionários. Desenvolvedores considerados "bem sucedidos" são aqueles que conseguem lançar um jogo, fazer um dinheiro para se manter podendo focar somente em desenvolver o próximo projeto. Nada muito diferente da música e outras artes plásticas. Outra questão são os limites da imaginação, se estamos vivendo uma certa forma de "apagamento" da nossa capacidade imaginativa. Como lidar com a imaginação irrefreada? Como lidar com agentes políticos que amam viver de analogias e "imaginar cenários possíveis" para tentar confundir o interlocutor? Isso é algo que me interessa, e por isso gostaria de estudar mais sobre autoridade e autoritarismo. Nosso uso das redes sociais é o melhor exemplo dessa dessublimação repressiva, não temos ninguém apontando armas em nossa cabeça, nós perdemos tempo scrollando infinitamente um feed cheio de conteúdo porque é prazeroso, e o prazer não está necessariamente no conteúdo em si, mas na expectativa do que virá no próximo. Porém se retiramos isso, passamos a utilizar redes sem um algoritmo pesado, que é aberto, e que o filtro de conteúdo não mais pertence a uma única empresa no Vale do Silício, mas pode ser generalizada entre programadores que criam soluções para outros usuários utilizarem; me pergunto se uma nova percepção do que é uma rede social virtual pode também nos ajudar a alcançar essa nova sensibilidade. A disputa segue sendo a mesma de tempos atrás, de como o capitalismo sequestra a técnica e nos faz de refém. Porém novamente trazendo Marcuse, precisamos imaginar um mundo novo, e isso não se trata de apagar o mundo que temos até agora e recomeçar do zero, mas entender as estruturas na qual estamos inseridos e buscar brechas para a revolução, buscar o que é útil e o que é inútil dentro da conjuntura atual, assim como discutimos na sala sobre não nos livrarmos totalmente do iluminismo pois existem concepções que ainda se fazem necessárias. Pra a minha preocupação atual, que é com o controle da tecnologia por parte das Big Techs, eu penso que movimentos de software livre e hardware livre são contraculturais e revolucionários. Resumindo bastante, eles são movimentos que pregam contra a ideia de programas e dispositivos proprietários, projetos de computação e robótica que são livres tendem a ter seu código e esquema elétrico todo disponibilizado online para quem quiser replicar. Parece besteira até pararmos pra pensar que o que "sustenta a internet" hoje é um projeto de software livre e comunitário, o Linux, ele é utilizado em mais de 90% dos servidores do mundo inteiro, o Android que é o sistema operacional mais utilizado no mundo também é Linux, os sistemas de SmartTV, e SmartWatches, enfim. Não que o projeto hoje não tenha suas contradições, como o fato de ser a potência que é exatamente por ser fortemente financiado pelas grandes empresas capitalistas como Google, Nvidia, a própria Microsoft, que fazem não por benevolência, mas por também dependerem do sistema para operarem os seus serviços. O que novamente reafirma esse poder do capitalismo cooptar diferentes movimentos. Tentei trazer Marcuse para essa dimensão específica da tecnologia, pois boa parte do nosso imaginário atualmente se baseia nessa dimensão cibernética. Então mais do que nunca Marcuse é atual, a mais-repressão e a dessublimação repressiva só se evidenciaram cada vez mais desde que o filósofo publicou suas obras. Algo que o capitalismo faz muito bem é o sequestro das ferramentas tecnológicas. Dos grandes maquinários industriais às mais avançadas técnicas de fotolitografia para o desenvolvimento de microchips. Ou seja, nesse sequestro nós também somos tomados de reféns. Diferente de nossas necessidades básicas como comer e descansar, os grandes capitalistas criam novas necessidades materiais que só eles tem o maquinário necessário para produzir.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 02/06/2026
Vou colocar algumas especificações aqui que podem vir a ser uteis para alguém, mas também irá me servir como material de consulta, e quem sabe um possível devlog a medida que o projeto for evoluindo. A princípio a ideia é extremamente simples, fazer um servidor que consiga consumir e enviar […]
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Um servidor em Go para integrar a IndieWeb
Vou colocar algumas especificações aqui que podem vir a ser uteis para alguém, mas também irá me servir como material de consulta, e quem sabe um possível devlog a medida que o projeto for evoluindo. A princípio a ideia é extremamente simples, fazer um servidor que consiga consumir e enviar informações a outros servidores através dos protocolos e padrões da IndieWeb (micropub, webmention, jf2, indieauth, microformats, ...). Para uso estritamente pessoal até então. Deixando claro que eu não sou nenhum especialista em desenvolvimento web. Seguindo tutoriais e olhando algumas documentações eu consigo facilmente configurar servidores e rodar serviços, mas tenho pouquíssimo conhecimento internalizado. Meu lance é mais desenvolvimento de jogos mesmo. # Estrutura base O site terá um único **Owner** , essa é a parte mais fácil, posso fazer de várias maneiras, como um arquivo .json fixo, uma entrada em um banco de dados, por aí vai. Mas relativo às informações do Owner, eu preciso basicamente de: * Nome * Website * Avatar Porém como pretendo mais para frente suportar também o ActivityPub, a ideia é ter outros campos como: * Summary * Banner * Links E por aí vai. Esses dados serão utilizados para assinar os posts e notas do site. `Published by <b><a class="p-author h-card" href="${WEBSITE}">${NAME}</a></b>` ## Informações em bancos de dados, site construído dinamicamente A ideia é que todo o site seja gerado estaticamente, com isso consigo reduzir a carga do servidor, ele só precisa ficar responsável por atender às requisições da IndieWeb; serão somente nesses momentos que caso haja necessidade, eu preciso atualizar o site. Exemplos: * Mostrar no rodapé do meu post todas as menções e respostas que outras pessoas fizeram ao mesmo * Mostrar seguidores, amigos, etc.. * Mostrar curtidas em postagens Todos esses são cenários onde ao receber alguma dessas interações, o site estático precisar ser atualizado. Isso pode ser um verdadeiro problema em caso de interações massivas, porém como não é o cenário que busco aqui, funciona bem. Fora que minha ideia é gerar o site inteiro uma vez, e as atualizações possam funcionar em cima de modificar somente os arquivos necessários. Porém acredito que essas interações acima são opcionais, acho que o único estritamente necessário será geração de posts dinamicamente ao receber alguma requisição do `/micropub`. Onde pode envolver **criação** , **atualização** ou **remoção** de postagens, e em todos esses casos eu preciso atualizar efetivamente a postagem e as páginas das tags. ## Recebendo e guardando postagens Como citei anteriormente, a ideia é receber posts via micropub e os registrar, para isso preciso começar identificando quais dados devo receber e quais armazenar. Para começar, eu devo identificar o tipo da entrada: * `h=entry` * `h=card` * `h=event` * `h=cite` O _entry_ é o tipo mais comum, basicamente todas as postagens (que podem ser notas ou artigos) serão desse tipo. O _card_ serve principalmente para indicar o perfil de um usuário. E os outros eu também não vi muita coisa até agora. O entry tem diversas informações padrão, porém nem todas são obrigatórias: - name - summary - content - published - updated - category - location - A plaintext string describing the location - As a Geo URI [[RFC5870](https://micropub.spec.indieweb.org/#bib-rfc5870 "A Uniform Resource Identifier for Geographic Locations ('geo' URI)")], for example: `geo:45.51533714,-122.646538633` - As a URL that contains an [[h-card](https://micropub.spec.indieweb.org/#bib-h-card "h-card")] - As a nested [[h-adr](https://micropub.spec.indieweb.org/#bib-h-adr "h-adr")] object - in-reply-to - like-of - repost-of - syndication - Pass one or more URLs pointing to places where this entry already exists. Can be used for importing existing content to a site. - mp-syndicate-to = https://myfavoritesocialnetwork.example/aaronpk, https://archive.org/, etc. - This property is giving a command to the Micropub endpoint, rather than just creating data, so it uses the mp- prefix. Retirado de [1] Então a princípio, minhas postagens tem os seguintes dados: * Primary key * Slug (formatar-o-titulo-dessa-forma) ou ID * Title * Summary * Content * CreatedAt * ModifiedAt CREATE TABLE IF NOT EXISTS posts ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, slug TEXT NOT NULL UNIQUE, title TEXT, summary TEXT, content TEXT NOT NULL, createdAt INTEGER NOT NULL, modifiedAt INTEGER ); Porém talvez precise adicionar outros campos posteriormente, como relativos a replies e likes... As categorias também são enviadas junto, através da chave _category_ , que na requisição pode ser um array `category[]=ideia&category[]=tecnologia&...`. E para isso eu crio uma tabela separada somente para armazenar as tags: CREATE TABLE IF NOT EXISTS tags ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, post_slug TEXT NOT NULL, tag TEXT NOT NULL, FOREIGN KEY post_slug REFERENCES posts(slug), UNIQUE(post_slug, tag) ); ## Conhecendo e interagindo com pessoas Esse é uma ideia que ainda estou construindo, mas a ideia base é manter guardado em um banco de dados uma relação de todas as pessoas que as quais aquele servidor já interagiu, e utilizar isso para criar certas relações de confiança e possivelmente uso de chaves públicas e privadas para criptografia; todos recursos que redes do ActivityPub já suportam. Porém como falei, a ideia a princípio é ser simples, então em sua máxima simplicidade, a única coisa que eu precisaria guardar de um usuário é uma "identidade" ou referência para o mesmo. Aqui a URL do site pode ser facilmente utilizada para isso, já que serão sempre endereços únicos. E esses endereços, umas vez que possuam HTMLs devidamente formatados com microformatos, seja possível retornar os metadados e recriar seu perfil. Ou, posso simplesmente cachear algumas das informações, o que eu acho particularmente mais fácil. A ideia é que seja possível tanto "conhecer" pessoas adicionando as URLs manualmente, quanto a partir de certas interações como menções, likes e coisas assim. Daí posso implementar em cima disso parâmetros de confiança. CREATE TABLE IF NOT EXISTS persons ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, name TEXT NOT NULL, website TEXT NOT NULL UNIQUE, avatar TEXT ); E aí posso tanto adicionar essas propriedades direto no objeto. friend BOOL NOT NULL, following BOOL NOT NULL, follower BOOL NOT NULL Quanto criar tabelas separadas para as relações: CREATE TABLE IF NOT EXISTS friends ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, person_id INTEGER NOT NULL UNIQUE, FOREIGN KEY person_id REFERENCES persons(id) ); CREATE TABLE IF NOT EXISTS followers ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, person_id INTEGER NOT NULL UNIQUE, FOREIGN KEY person_id REFERENCES persons(id) ); CREATE TABLE IF NOT EXISTS following ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, person_id INTEGER NOT NULL UNIQUE, FOREIGN KEY person_id REFERENCES persons(id) ); Porém não faço ideia da melhor resolução. Além disso, também estou pensando sobre lidar com atualizações em registros dos sites (em casos de migração ou desativação). Em caso de migrações, preciso de alguma forma de atualizar o perfil antigo para a nova referência, uma ideia que me veio é que talvez seja possível fazer uma checagem através dos dados públicos do domínio. Nesse caso talvez eu precise armazenar mais algumas informações, para fazer essa comparação depois, como um e-mail, ou um telefone (não sei quais dados consigo resgatar...). A outra ideia são as chaves públicas e privadas, e aí cada usuário deve cuidar para não perder a sua. Porém isso traz uma complexidade a mais, pois a partir daqui talvez deixe de ser algo para interagir puramente com a IndieWeb, e começa a se tornar algo próximo a um protocolo ou padrão próprio. O ActivityPub faz isso, por exemplo, há essa necessidade de chaves públicas e privadas exatamente para mediar as interações entre os usuários. É algo que pretendo implementar, mas não agora. Os sites da IndieWeb podem ser simplesmente estáticos, ou seja, a pessoa não precisa rodar um servidor nem mesmo um banco de dados para poder integrar esse "espaço". A única coisa que é necessário é popular o HTML com os microformatos e links para os endpoints corretos. Com isso talvez você não consiga utilizar o `/micropub` para escrever postagens dinamicamente no site; mas pode subir artigos estaticamente, e digamos que seja um texto em reposta a um outro artigo, de um site de outra pessoa, você pode enviar (e até receber) a menção via webmention através de alguma ferramenta de terceiros, como o webmention.io, por exemplo. Ou posso ir pelo caminho mais fácil, cabe ao usuário a garantia de manter o registro, e em caso de migração, um novo registro de usuário é criado, e somente serão registradas as novas interações. Os registros perdidos se mantém perdidos, a menos que o dono do servidor decida arbitrariamente manter esses dados em cache. O que me leva a pensar em outra questão enquanto escrevo, um usuário também pode ter mais de um domínio e serviço rodando, então de fato preciso de maneiras então ainda preciso aprender a diferenciar esses casos de casos de migração sem notificação ou redirecionamento do endereço antigo para o novo. Consigo pensar em uma solução que envolve o IndieAuth, mas daí fica a cargo do usuário que migrou ir atualizar seu registro. Me parece que o mais fácil por agora é só ignorar isso mesmo. Mas é isso, o conceito de pessoa é importante dentro desse sistema, pois pretendo as relacionar com outros objetos, como respostas a postagens, citações; além das que já citei de "seguindo e seguidores", amigos, e por aí vai. CREATE TABLE IF NOT EXISTS replies ( id INTEGER PRIMARY KEY AUTOINCREMENT, post_slug TEXT NOT NULL, person_id INTEGER, person_post_url TEXT NOT NULL, reply_by_me BOOL NOT NULL, FOREIGN KEY person_id REFERENCES persons(id), FOREIGN KEY post_slug REFERENCES posts(slug), UNIQUE(post_slug, source) ); # Ideias para o futuro A princípio eu quero explorar o que eu consigo construir em cima dessa ideia de operar em cima de um protocolo aberto, como o IndieWeb e o ActivityPub. Mas a ideia também é a de integrar futuramente ferramentas comunitárias, no sentido de possibilitar meios de comunicação públicos, abertos e de fácil acesso. Acho que a ideia mais ousada que tenho em mente é conseguir tornar o próprio celular em um endpoint, para isso eu preciso de alguma maneira de torná-lo um mini-servidor móvel. > Jogando aqui uma ideia que me surgiu em mente, mas talvez exista alguma maneira de aliar isso a uma conexão mais direta, como rápidas requisições via bluetooth, ou algum "tunelamento" (sei nem direito o que é isso) entre dispositivos No ideal o uso seria para promover eventos da cidade e comunidade, organização social em diferentes núcleos (poderíamos ter "servidores núcleo" a nível municipal, estatal e federal); nada inovador, seria mais como alternativa às Big Techs nesse controle pela comunicação. Eu não preciso criar uma grande estrutura de rede social, se as pessoas diariamente utilizam celular com acesso à internet em suas mãos. Daí um serviço como o Gov.br poderia facilmente se tornar responsável por mediar essa relação de identidade. O que preciso considerar? * O que um projeto como esse tem de benéfico? * Simplesmente porque há uma descentralização dos dados, há também uma descentralização do poder? * Talvez uma motivação seja exatamente ajudar a pensar e desenvolver alternativas às Big Techs (?) * Na realidade objetiva do brasileiro, a necessidade diária muitas vezes é chegar em casa vivo. * De que adianta uma forma diferente de se interagir digitalmente, se no dia a dia a luta é pela sobrevivência? * Qual a necessidade de ferramentas de organização, se não há organização? * Nos movimentos políticos nos mais diferentes núcleos, qual o interesse de utilizar uma tecnologia do tipo? * É preciso criar uma necessidade que sobreponha os benefícios do uso da Big Tech * Somente a motivação moral e política, de ser uma alternativa muito mais segura à dados centralizados na mão de grandes empresas, não parece mover bastante esse senso de dever da maior parte dos grupos políticos * Com certeza existe uma certa falta de conhecimento do assunto, é um movimento que ainda é pouco aderido, e geralmente é mais operado por uma comunidade mais técnica. Mas entendo também que há um senso de prioridade, e também concordo que existem outras lutas que estão na nossa janela de possibilidade agora e que precisam ser travadas também agora. * Até que ponto é seguro apostar em redes centralizadas? Entendo que ainda há uma certa dimensão de ganho político em atuar nesses espaços, quase totalidade dos cidadãos do país estão nesses espaços, então a informação por consequência chega a mais pessoas. Por outro lado, são espaços que servem a interesses específicos, interesses voláteis que podem facilmente pender para um autoritarismo. # Desafios ## É possível uma rede online sem a macro internet? A necessidade de estar online para ser visto e ter postagens visualizadas. **Possíveis soluções** * A partir da adoção de um protocolo padronizado, os servidores em suas implementações podem guardar em cache esses valores. Talvez cabendo até ao usuário "salvar" certas postagens para ver offline, e fazer um cache do perfil da outra pessoa. * Mecanismos de sincronização de dados, o que aumenta a complexidade. * Servidores intermediários de store-and-forward ## Backup de dados É ilusório achar que todas as pessoas irão se preocupar em fazer backup e guardar seus dados. Eu sendo bem sincero ainda não tenho uma resposta para isso, só consigo pensar que o ideal sejam serviços próprios para backup, como literais "bancos de dados", que servem exclusivamente para isso. Porém os dados mais atualizados devem sempre ser offline first. Além disso, os arquivos HTML são gerados dinamicamente e servidos estaticamente, então os textos em si sempre estarão a fácil disposição, e em caso crítico, pode ser utilizado para recriar parte do banco de dados. Mas esse tópico dos dados é realmente muito sensível, difícil ter alguma resposta agora. ## Problema da identidade Como falei anteriormente, preciso garantir uma forma segura de identificar pessoas. Eu descrevi alguns problemas mais cedo, mas talvez as soluções já se encontrem nos protocolos abertos que pretendo explorar (IndieWeb e ActivityPub), mas ainda preciso estudar mais sobre o assunto. # Referências e links úteis * https://indieweb.org/ * Princípios da IndieWeb: https://indieweb.org/principles * Specs dos protocolos da IndieWeb: https://spec.indieweb.org/ * Micropub: https://micropub.spec.indieweb.org/ * Webmention: https://webmention.net/draft/ * IndieAuth: https://indieauth.spec.indieweb.org/ * Specs do ActivityPub: https://www.w3.org/TR/activitypub/ * Um texto interessante para entender como iniciativas como o BlueSky que se dizem descentralizadas fogem um pouco do princípio que o ActivityPub busca, por exemplo, como uma estrutura verdadeiramente descentralizada: https://dustycloud.org/blog/how-decentralized-is-bluesky/ * Nesse texto a autora também explica um pouco exatamente o problema da identidade que cerca o BlueSky * Um projeto que acho que vai bem de encontro com o que estou pensando atualmente, mas que ainda estou devendo explorar mais, é o: https://activitypods.org/ * E o próprio projeto Solid, que busca trazer esse conceito da informação do usuário centralizada em um único ponto, os chamados Pods, que são utilizados para acessar diferentes tipos de serviço. A ideia é exatamente ser utilizada a nível governamental para gerir a permissão de dados públicos e privados: https://solidproject.org/ * * * 1. https://micropub.spec.indieweb.org/#examples-of-creating-objects-li-5↩︎
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 12/03/2026
Estou agora há quase 6 meses sem fumar um baseado, forçadamente, e hoje acredito que realmente eu precisava dar esse tempo. Ano passado eu comecei os tramites para tirar minha carteira de motorista, estou fazendo para as categorias A e B. Logo no início, ao tentar fazer o exame clínico - vulgo […]
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Acho que eu realmente precisava dar um tempo
Estou agora há quase 6 meses sem fumar um baseado, forçadamente, e hoje acredito que realmente eu precisava dar esse tempo. Ano passado eu comecei os tramites para tirar minha carteira de motorista, estou fazendo para as categorias A e B. Logo no início, ao tentar fazer o exame clínico - vulgo exame de vista - eu cometi uma falha por excesso de ingenuidade, sinceridade ou burrice, como queira chamar; marquei no formulário que já havia feito uso de drogas ilícitas. Graças a essa simples escolha eu atrasei esse processo em pelo menos 3 meses, que agora já se arrasta para 6, pela necessidade de fazer o exame toxicológico. O curioso é que se eu simplesmente tivesse mentido e dito que nunca fiz uso de nenhuma substância ilítica, eu poderia estar nesse momento dirigindo muito chapado por aí. Bom, por mais que na época eu tenha ficado revoltado e procurando alternativas, tive que ir pelo caminho mais óbvio, fazer um detox de pelo menos 3 meses, o que acabou se estendendo para 6, já que em alguns testes a janela de detecção pode chegar a até 180 dias. Desde o dia que voltei da clínica, por volta de Setembro de 2025, eu não fumei mais. Hoje em dia eu penso que foi e está sendo uma experiência bem interessante, é a primeira vez desde a pandemia que fico tanto tempo sem fumar. Acho que se eu já cheguei a ficar 1 semana sem fumar é muita coisa, então era um hábito diário. Eu sempre advoguei que a maconha em si não vicia, o problema é o hábito, assim como diversas outras ações que não estão diretamente ligadas com o uso de determinada substância, como ficar scrollando infinitamente o feed do Instagram. Eu sigo pensando assim, acho que o problema principal ainda é o hábito, mas agora eu também acredito que existem alguns poréns. A primeira coisa é que o meu fumar estava muito ligado ao hábito de fazer fumaça, então quando fumar canábis passou a não ser uma opção, a primeira coisa para a qual eu corri atrás foram alternativas para continuar fazendo fumaça enquanto trabalho (eu trampo de home office). Eu não sou muito fã de tabaco no dia a dia, fumo socialmente, quando saio para beber com a galera ou algo do tipo, mas somente. Então minha namorada me deu uma sugestão, a de tentar fumar camomila, e nesse sentido de fato me ajudou por um tempo. Então essa foi a primeira questão, o hábito de fazer fumaça é complicado, e isso é algo que independe da maconha. Consegui segurar bem algumas semanas com a camomila, cheguei a comprar um pacote de tabaco mas não curti muito, quando acabou a camomila eu até cheguei a fumar mais frequentemente. Atualmente já estou há um bom tempo sem fumar camomila, e o tabaco ainda segue por aqui com mais da metade do pacote, mas não sinto um pingo de vontade de fumar. Para além do hábito também tiveram outras questões interessantes que acontecerem comigo logo nas primeiras semanas, e que me fizeram questionar sobre como existe um quê de dependência (química ou psicológica, não sei) ali também. A primeira foi a falta de apetite, com o tempo volta ao normal, mas ali nas primeiras semanas isso acontece de fato, posteriormente eu vi outras pessoas comentando sobre essa mesma percepção, que é normal ter uma perda de apetite e até mesmo redução do peso corporal. Como eu costumava fumar antes das refeições, então tive esse impacto negativo logo no começo. Mesma coisa sobre sonhos, você passa a tê-los com mais frequência. Essa eu já tinha ouvido falar, e inclusive esse é um dos motivos pelos quais algumas pessoas não conseguem parar de fumar, elas não gostam de ter sonhos pois acabam acordando muitas vezes a noite e acabam perdendo o sono. No meu caso, entretanto, isso não foi problemático. Além disso também ouvi falar que podem haver casos de irritabilidade e tudo o mais, porém no meu caso acho que se misturou um pouco com a revolta do próprio ocorrido. Já que eu estava puto tanto por parar de fumar, como pelo próprio atraso que eu teria para tirar minha carteira; eu tinha planejado meu semestre na faculdade só para fazer isso, estava pagando somente duas disciplinas, o que acabou sendo em vão, já tinha pago a matrícula da autoescola, etc. Outra coisa que pode ter me ajudado a não sentir a ansiedade ou irritabilidade que alguns relatam ao parar de fumar pode ter sido os exercícios físicos, já que eu malho desde 2024. ## Vou parar de fumar? Essa é a pergunta que venho me fazendo nesses últimos tempos, eu não quero voltar a fumar na frequência que eu estava antes, fumando todo dia ao longo do dia, antes mesmo disso eu já vinha querendo diminuir a frequência e acabou que toda essa situação só veio para me forçar a isso. Porém o que mais vejo são relatos de pessoas que voltam a fumar com esse mesmo pensamento e depois retornam aos velhos hábitos, aumentando a frequência e quantidade. Então fico bem dividido em relação a isso. Minha namorada me fala muito que é questão de força de vontade, mas eu também acho que é bem mais complexo que isso. Hoje eu ainda sinto vontade esporadicamente, mas consigo passar o dia sem sentir falta de fumar, consigo até mesmo ficar perto de pessoas fumando sem ficar tentado a dar um peguinha (e olha que eu tenho muitos amigos maconheiros). Mas eu penso comigo que isso é porque eu atualmente tenho um objetivo maior que me impede de fazer isso, se dependesse somente da minha vontade, será que também seria assim? Eu acho que não... Mas ao mesmo tempo, depois dessa experiência, acho que é a primeira vez que fico totalmente sóbrio em alguns anos, então ter essa visão de que é possível, de que eu consigo ficar numa boa e fazer coisas sem estar o dia todo chapado, me parece um grande ponto positivo. Entretanto eu realmente não quero abrir mão de futuramente pegar a moto de a noite, ir até os pinheiros e fumar um contemplando a vista do mar noturno. O que venho refletindo bastante é sobre a importância de não perder de vista que não posso tratar a maconha como uma recompensa ou como algo que eu precise para curtir determinadas situações, que por exemplo eu posso e devo pegar a moto e sair de madrugada para contemplar a rua somente pela própria ação de fazer isso. Já que até mesmo sair de bike estava me brochando, pois eu sempre gostei de sair com o objetivo de parar e fumar unzinho em alguma praça ou algo do tipo. Então eu talvez deva me forçar a mais experiências assim. Isso não só com a maconha, mas com cerveja, cigarro, e qualquer outra substância. Passei a refletir a importância do passeio pelo passeio. Enfim, reflexões... A maconha não é algo tão inofensivo assim. Se o eu de alguns anos atrás me ouvisse falar isso hoje, iria me enfiar a porrada. Mas eu enxergo isso não somente com o meu caso individual, mas de amigos meus próximos mesmo. Ela pode não ser tão destrutiva como uma cocaína ou um crack, mas também traz questões que precisam ser cuidadas por quem a utiliza. Esse lance de querer diminuir ou parar e ter dificuldade é uma delas, para algumas pessoas pode ser extremamente fácil, para outras pode ser uma tarefa bem mais complexa, se torna um desafio. Porém é isso, são casos e casos, existem pessoas que utilizam a maconha para ter qualidade de vida, por ter dores crônicas, espasmos ou outras condições. Existem pessoas que conseguem ter uma relação saudável, fumar esporadicamente e não sentir falta quando não tem. Meu relato é totalmente pessoal, por mais que certas experiências possam ser compartilhadas.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 03/02/2026
Aparentemente o TikTok a partir de 2026, o TikTok agora passa a ser a mais uma rede social estadunidense. A venda havia sido anunciada no ano passado, porém desde 2024 já estávamos presenciando algumas das dificuldades da rede chinesa em operar dentro dos […] [Original post on blog.canoi.dev.br]
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TikTok agora é mais uma rede estadunidense
<p>Aparentemente o TikTok a partir de 2026, o TikTok agora passa a ser a mais uma rede social estadunidense. A venda havia sido anunciada no ano passado, porém desde 2024 já estávamos presenciando algumas das dificuldades da rede chinesa em operar dentro dos EUA, onde a plataforma estava na iminência de ser banida do país a menos que concordasse em passar a propriedade para algum grupo estadunidense.</p><p>Bom, parece que finalmente chegaram a uma resolução para isso, com a venda do TikTok sendo concretizada, a plataforma agora passa a ser administrada pela Oracle e um grupo de investidores. Aparentemente algumas preocupações quanto a censuras também já atinge os estadunidenses, que buscam alternativas</p><p>A minha preocupação continua a mesma, a nossa clara dependência de tecnologias de comunicação estrangeiras, principalmente quando falamos de redes centralizadas. O TikTok era a única das grandes que fugia a regra por não ser uma rede norte americana (não que isso fosse solução a qualquer um dos nossos problemas); mas agora que passa a integrar a economia dos EUA, perdemos uma dessas poucas exceções a regra e "voltamos" à hegemonia.</p><p>Na prática isso não muda em absolutamente a nossa luta aqui por tecnologias nacionais, de redes de comunicação em larga escala e soberania dos nossos dados, se antes estávamos as cedendo para a China, voltamos a ceder para os EUA que já tem boa parte dos nossos dados. Já para os norte americanos, aparentemente nasce uma certa preocupação com censura e migração para uma rede australiana, a UpScrolled.</p><p>Vamos ver onde isso vai dar.</p>
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 03/01/2026
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Ataque à Soberania Venezuelana
Começamos 2026 com chave de ouro, com os Estados Unidos atacando a soberania de um país latino americano. Desde o ano passado já estávamos na iminência desse ataque à Venezuela, porém parece que finalmente se concretizou na madrugada deste 3 de Janeiro, com o bombardeio e a prisão do presidente Maduro e sua esposa, onde este está sendo indiciado por narcotráfico. Alguns líderes ao redor do mundo se pronunciaram, como o Putin, o Petro da Colombia, e o próprio presidente Lula; o mais provável é que isto não dê em nada, infelizmente, o Maduro ainda será julgado em território estadunidense e os países que fazem fronteira, como a Colombia e o próprio Brasil, se precavém para uma possível investida surpresa. O sentimento é de impotência total, é um ataque aberto e as claras, com toda a mídia global noticiando o caso, e nada a poder ser feito. Temos de nos contentar com notas de repúdio e nenhuma ação concreta, assim como foi com o genocídio palestino, que só nos restou assistir e com nenhuma ação efetiva sendo tomada por parte de nenhum líder. O que resta agora é aguardar a repercussão e resposta no resto do globo, o fato é que esse ano de 2026 já começa bem agitado.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 19/11/2025
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A estafa da mesmice
Algumas reflexões produzidas no tédio e no cansaço da rotina.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 19/10/2025
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Questões sobre Filosofia da Informação
Como o termo informação se relaciona com a linguagem e com a nossa experiência sensível? Se damos o nome de informação a praticamente tudo o que experienciamos, o que não é informação, então?
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 30/09/2025
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Sua rede social (provavelmente) irá desaparecer
Quando falamos de redes sociais de uso comum do brasileiro, praticamente são todas redes americanas, de empresas do Vale do Silício. Com o império perdendo aos poucos a sua hegemonia e caindo cada vez mais em contradições, o que podemos esperar do futuro dessas redes sociais?
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 28/09/2025
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Idealismo Histórico Dialético
Uma coisa que vem me incomodando no webmarxismo, webcomunismo, ou seja lá como queira chamar, é o escanteio cada vez maior do _materialismo_ que é um dos pressupostos do marxismo e, voltando às raízes hegelianas, um abraçar ferrenho ao _idealismo_. O materialismo é um pressuposto filosófico que coloca a _matéria_ como uma condição ontológica da existência. Ou seja, a matéria existe de fato e precede a consciência, o que enxergamos está de alguma forma de fato na realidade, por mais que não acessemos a matéria de fato, e somente as propriedades mediadas por nossos cinco sentidos (audição, olfato, paladar, tato e visão). É o oposto do idealismo, que pressupõe que a consciência tem primazia nessa relação. O contexto _histórico_ da teoria marxista é bastante embebido na _dialética_ hegeliana. Esse semestre estou pagando a disciplina de História da Filosofia IV e vendo que o pensamento de Hegel de fato é muito mais complexo do que a bolha marxista da internet emplacou como sendo essa noção de _tese, antítese e síntese_ , na real isso é de fato uma enorme simplificação. Mas qual o problema disso? É que além de simplificarem o pensamento hegeliano, também simplificam o pensamento marxista e retiram toda a materialidade, ficando com o puro suco do idealismo. Marx nunca nos deu os moldes de como fazer a revolução, pois apesar de haver uma certa teleologia, não é nenhuma espécie de futurologia. O que é totalmente contrário com o que é posto por marxistas "influenciadores" que estão ganhando espaço nos ambientes virtuais, eles atribuem cada vez mais propriedades à revolução, de que ela irá nos trazer soluções para diversos dos nossos problemas, e só lembram do pensamento marxista na hora que são confrontados no "como?", de como a revolução irá trazer essas soluções, alegando que não tem fórmula mágica. Ora, se não tem fórmula, como que falamos que algo que ainda não aconteceu ou que nem sabemos como irá acontecer pode resolver algum dos nossos problemas? Como garantir que, pelo contrário, ele não nos trará outros? Eu não estou aqui querendo descreditar a revolução, dentro do contexto marxista e da revolução como sendo uma ruptura do status atual, eu realmente acredito que nós inevitavelmente caminhamos para isso (olha aí a teleologia novamente). Minha crítica é, primeiro, a um grupo de influenciadores comunistas que usam a revolução como propagandismo, a vendendo como a solução de diversos dos problemas atuais, e o segundo ponto que vem como consequência disso, que é um público que passa a reproduzir o discurso sem ter a menor noção do que realmente está falando, ou seja, caindo em ideologia. O "comunismo" é a etapa final, é a emancipação da classe trabalhadora das mãos da burguesia - isso, novamente, dentro da teleologia marxista - sendo necessária uma etapa de transição, o _socialismo_ , no qual a classe trabalhadora assume o poder e instaura uma "ditadura do proletariado", usando a estrutura estatal para dessa vez oprimir os burgueses. Nisso são os próprios trabalhadores que direcionam os meios de produção para servirem a seus próprios interesses de classe. Um dos problemas da crítica marxista vem exatamente da questão de o maior foco ser nas classes econômicas, pois em Marx, as relações sociais são espelhos das relações de produção. Então se no capitalismo a lógica de produção se baseia no acúmulo de capital, as relações sociais também irão operar por esses termos, assim como cada época anterior tem também suas relações de produção específicas, como a escravidão, o camponês no feudalismo, e por aí vai. Relações de gênero e raça estão também ligadas a essas relações de produção? Eu particularmente tenho minhas dúvidas quanto a isso, foi esse questionamento que veio fazendo com que eu me interessasse pelo libertarianismo nesses últimos tempos, pelo _socialismo libertário_ , mais especificamente, sendo uma das vertentes o próprio _anarquismo_. Socialismo que se opõe ao _socialismo autoritário_ , que prevê a tomada do Estado por um partido autoritário que instaura uma "ditadura do proletariado" afim do nos levar ao comunismo. Afinal o comunismo prevê o fim do Estado, na teoria marxista este é visto como uma "ferramenta de opressão de classes", e uma vez que não há mais classes sociais, este instrumento não se faz mais necessário. Mas como se dá as garantias de direitos nesse sentido? Ainda teremos estruturas jurídicas e de uso comum? Se sim, como isso é diferente de um Estado, olhando para um sentido _contratualista_ de um _pacto_ ou _contrato social_ ? E se não há essas estruturas, como que certos direitos podem ser garantidos? Contra racismo, homofobia e transfobia, machismo, e por aí vai. De novo, não acredito que esses problemas irão desaparecer com um transformar das relações de produção, inclusive outros marxistas também irão concordar comigo, não atoa também temos a evolução do pensamento marxista em diferentes frentes de lutas sociais, como feminismo marxista, ou de movimentos negros que também tem bases marxistas, como os _Panteras Negras_ , temos até mesmo um _marxismo-libertário_. Por em descrédito aqui o fim do Estado acaba sendo bem contraditório com o que estava falando de me alinhar ao pensamento do socialismo libertário, mas é uma questão que realmente penso bastante, pois mesmo com uma ruptura, ainda haverão estruturas de mediação, mesmo que horizontais e livres dessa opressão de um Estado Burguês. ## Da revolução "Somente a revolução brasileira pode nos livrar do imperialismo", "A classe trabalhadora deve tomar os meios de produção", "A ditadura do proletariado irá garantir os direitos dos trabalhadores". É bem comum vermos essas frases dentro da bolha comunista de internet. A pergunta que é feita sempre é no "como?", como que a revolução pode garantir qualquer uma dessas questões? Como garantir que ela não irá só mudar o eixo colonial dos EUA para a China, por exemplo? Isso para não falar de uma parcela do público que acredita que o trabalho humano não será mais necessário, ou de que questões de gênero e raça não irão continuar existindo em uma futura revolução, como comentei anteriormente. E é exatamente onde vai minha crítica a esse "idealismo" comunista. Porque aqui não se trata de materialismo, mas sim da idealização de uma revolução em cima dos moldes marxistas. Não há uma fórmula mágica para esse processo, os próprios comunistas reconhecem essa limitação, pois a revolução é a própria síntese do processo revolucionário. Ou seja, nós só sabemos que ela acontece quando ela acontece, não temos como saber como vai se dar e nem os resultados que irá trazer, o máximo que podemos fazer é olhar para as experiências históricas como base, mas nada garante uma circularidade. Então isso por um lado, se há promessas em torno de uma revolução, as perguntas de como se dará esse processo são sim válidas. Meu maior medo nesse propagandismo é a vulgarização do termo e, consequentemente, a perda de força de um processo revolucionário de fato. Uma coisa é a organização, o trabalho social, e a discussão e educação sobre o processo. Outra bem diferente é ficar gritando aos quatro ventos que ela irá solucionar problemas que afetam a vida do povo trabalhador como forma de juntar base eleitoral, mas isso sabendo que o próprio caminho para construir essa revolução é difuso. ## Dos meios digitais Outra questão é em relação ao uso das redes digitais, aqui talvez eu ainda escreva um texto só para isso, mas tenho fortes críticas à esquerda nesse sentido, e aqui por diferentes motivos. Primeiro, a aposta em redes centralizadas como ambientes de disputa política. Não que não seja necessário fazer esse combate, o problema é apostar como sendo o único meio viável. As plataformas de redes sociais em sua grande maioria são controladas por Big Techs americanas, a "luta" nesses espaços é uma uma luta perdida, infelizmente, não temos um pingo de controle sobre o que está sendo movimentado ali dentro. A coisa mais fácil é sofrer censuras arbitrárias como bloqueios ou limitação na entrega do conteúdo. Por isso acho importante sim pensar em redes descentralizadas como uma aposta de ambientes "seguros", onde possamos manter uma organização mesmo que as redes centrais venham a ser bloqueadas no país, por exemplo. Segundo, minha crítica aqui vai principalmente à esquerda que já entendeu a importância da descentralização, mas que ignora a importância das redes sociais em si, que se por um lado tem total razão em apostar na militância nas ruas, nos trabalhos sociais, peca em desconsiderar o peso das redes no contexto atual que estamos vivendo, como se as conjunturas anteriores ainda se encaixassem no modo de vida atual. Ou seja, como se a lógica vivida quando só havia redes de televisão e jornais ainda valesse plenamente para o que estamos vivendo. Pra mim isso aí é cagar em cima do próprio movimento dialético da teoria marxista/hegeliana. Hoje 90% da população brasileira possui acesso a internet, já se foi o tempo em que era necessário possuir um computador para isso, com qualquer celular de 200 reais é possível acessar alguma rede social. A TV aberta vem sendo cada vez mais substituída por YouTube nos aparelhos de televisão dos brasileiros, e precisamos considerar as implicações disso e das novas dinâmicas das redes. Aqui vem aquela velha questão da "internet deu voz" para diversos indivíduos, ou seja, a comunicação não está mais restrita aos grandes grupos de mídia do país, houve uma certa "democratização" do discurso público, mesmo que ainda sob a égide de grandes grupos americanos e com a entrega controlada algoritmicamente, onde o conteúdo é entregue baseado no seu consumo prévio nas redes, ou até mesmo por arbitrariedade da própria plataforma, a formação das tais _bolhas digitais_. Para além das redes, também já vi descrédito a movimentos como o do Software Livre e Open Source, com argumentos de que a Linux Foundation, por exemplo, é bancada por empresas capitalistas, principalmente americanas. O Linux hoje é o que sustenta a estrutura global de internet, então a menos que haja uma ruptura total com o modelo de computação atual, ele irá continuar sendo esse sustentáculo. E aqui é que entra a minha crítica ao "idealismo" dessa parte da esquerda marxista, a da ideia de que há alguma forma de retorno do paradigma atual, contrariando exatamente o pensamento marxista de superação do capitalismo a partir da tomada dos meios. Ou seja, trazendo um pouco de Foucault, a _resistência_ nessa "era da informação" que vivemos atualmente está exatamente no uso de tecnologias abertas, elas são financiadas pelas Big Techs exatamente porque muitas delas dependem desse desenvolvimento para continuarem operando, mas ao mesmo tempo é exatamente o que permite essa janela de possibilidade de tomarmos os meios. Como falei, desconsiderar isso é desconsiderar o próprio materialismo histórico dialético, ou a proposta é realmente desconsiderar toda a tecnologia atual e nos voltarmos para a natureza novamente? Não ironicamente essa parece ser a ideia, mas será que o resto do mundo está de acordo? Ou até mesmo será que todo o país está de acordo? Temos que mudar o sentido dessas ferramentas para servirem a nossos propósitos. A luta contra o capital aqui não tem que ser contra o financiamento das tecnologias livres, o trabalho tem que de fato ser pago, esse financiamento pode muito bem vir de iniciativas estatais e comunitárias para continuar com esse desenvolvimento. A discussão principal tem que ser sobre o lixo produzido nesse processo, do hardware defasado, da obsolescência programada. Precisamos investir em hardware aberto e modular, hardware que possa ser reaproveitado, investir em formas de energia limpas e até mesmo numa reeducação no uso das tecnologias digitais, de fato, talvez realmente precisemos de uma reconexão com a natureza, de reduzirmos o uso e nos voltarmos para a Terra. Porém não há retorno, temos que pensar em como utilizar as tecnologias existentes a nosso favor, e não em descreditá-las por serem "bancadas" pelo capital, o dinheiro não move o desenvolvimento de nenhuma delas, no fim é tudo trabalho humano, certo? A superação que Marx fala não é a de negar o capitalismo, mas sim de usar a própria produção do capitalismo para impulsionar esse processo.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 04/09/2025
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O tempo que nunca é
Nos falta tempo pra pensar o tempo
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 01/09/2025
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Como você enxerga o fim do mundo?
Como você enxerga o fim do mundo? Essa questão pode variar dependendo do que você entende por "mundo". Ou até mesmo de entender que esse mundo, ou mundos, já tiveram vários fins.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 26/08/2025
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Sobre o PL 2628/22
Pois é, parece que esse lance da regulamentação do uso das redes ainda vai ser uma grande novela. Como resolver uma epidemia de crianças/adolescentes utilizando redes sociais indevidamente sem o controle estatal e sem essa responsabilidade cair sobre os pais? Estava lendo essa postagem no Bluesky onde aparentemente o _PL 2628/22_ foi aprovado na Câmara dos Deputados e vai seguir em votação para o Senado. Eles vão ser mais incisivos quanto às redes precisarem tomar medidas para mitigar o seu uso por parte de crianças e adolescentes, seja bloqueando totalmente, seja com ferramentas de controle parental. Aparentemente eles vão passar a cobrar comprovantes como documentação, conta bancária, biometria e coisas assim, para comprovar idade. O que estão discutindo nas redes é exatamente o compartilhamento desses dados sensíveis com as Big Techs, e eu concordo plenamente nesse sentido. O que me pergunto é qual seria a solução adequeada. O problema das crianças e adolescentes nas redes sem filtro algum é mais complexo que simplesmente culpabilizar as Big Techs, é algo que acabou sendo escancarado com as denúncias que ganharam notoriedade com a denúncia do youtuber Felca nas últimas semanas; que é a conivência da família com esses casos, de permitir que seu filho faça esse tipo de conteúdo porque dá dinheiro. Pais e mães prostituem seus filhos para ganhar dinheiro. E nesse âmbito das redes sociais, é também comum os pais deixarem as crianças as utilizarem sem filtro algum. Essa falta de supervisão novamente tem diversos fatores de culpa, inclusive a própria irresponsabilidade dos pais em alguns (talvez maioria) dos casos. Porém questões socioeconômicas pesam nesse cenário, as vezes em casa o filho é o que mais entende de tecnologia por ter um smartphone desde cedo. Isso por um lado, precisamos discutir que medidas tomar nesses cenários e como responsabilizar quem deve ser responsabilizado. Por outro lado, temos as plataformas que hospedam esse tipo de conteúdo, e que também lucram com isso! Elas não só hospedam, mas operam aqui em cima da lógica do capital, se dá lucro, deve ser incentivado. Então esse conteúdo continua a gerar receita sem filtro algum da plataforma. Portanto creio que primeiramente vem o mínimo, que é banir conteúdo de pornografia infantil das redes, isso de cara. Porém tem outra problemática que o PL tenta resolver, e que foi o que gerou mais polêmica, que é a tentativa de limitar o acesso à conteúdos impróprios dentro das redes por parte da criança e da adolescente. Eles querem criar mecanismos de identificar quem está usando aquela plataforma. Eu não sei se discordo da medida nesse sentido de precisarmos identificar o usuário, mas entendo que há uma discussão bem mais profunda sobre privacidade a ser feita. Porém acho que é unânime o descontentamento em relação a ceder esses dados à Big Tech, é simplesmente burrice. Se o que precisamos é simplesmente de uma forma de identificar o usuário, penso que poderíamos pensar em uma solução com o gov.br, não? É a plataforma oficial do governo, nós poderíamos exigir das plataformas que não permitem menores de idade a necessidade de fazer essa checagem de tempos em tempos. Para as redes que possuem conteúdo infantil, a necessidade de ferramentas de controle parental é o mínimo, ou seja, nesse caso é totalmente responsabilidade da Big Tech garantir o bom funcionamento do algoritmo e dessas ferramentas. 1. Checagem de identidade a cada X horas com gov.br nas redes que proíbem uso para menores de 18 anos 2. Ferramentas de controle parental nas redes que permitem Aqui é importante entender que quando falo de controle parental não se trata de poder vigiar tudo que o menor faz; a depender da idade, é importante discutir sobre a privacidade do adolescente também. Mas acho que seria interessante uma forma de comunicar diretamente aos responsáveis sobre algumas questões, como excessos ou crimes virtuais por exemplo. É interessante uma forma de vincular as duas contas, e permitir ao menor utilizar a rede somente ao ter um perfil adulto vinculado, seja dentro da própria rede, seja com uma autorização externa com o gov.br do responsável, por exemplo. Acho que seria interessante para mitigar o uso de perfis falsos. Mas isso são idealismos, não sei se vão haver exigências específicas, mas esse é um trabalho a ser desenvolvido por cada plataforma. * * * Mas é isso, aqui são puramente divagações, esse é um assunto que ainda vai dar bastante o que falar. Como falei, acho que foi uma péssima decisão fazer a checagem de identidade dessa forma, vamos ver como vai ser o desenrolar dessa história, mas entendo a necessidade de uma política nesse sentido, a exigência de ferramentas de controle parental também são essenciais. A aprovação desse projeto pode ter impacto significativo na forma como utilizamos as redes. Algumas redes que não conseguirem se atualizar para suportar o novo formato podem parar de oferecer serviço no Brasil, mesmo que temporariamente, como rolou recentemente com o Bsky no Mississipi. Acho de extrema importância começar a aproximar a identidade física à virtual, e esse PL é positivo nesse sentido de mitigar o uso indiscriminado; porém acho que soluções que utilizem gov.br ou alguma forma de autenticação intermediária também nacional, ou seja, um órgão que receba nossos dados e só dê o aval (ou não), seriam muito mais interessantes. No mais é isso, aguardemos cenas dos próximos capítulos.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 20/08/2025
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Compilando projetos multiplataforma com o Docker
Esses dias voltei a fazer alguns experimentos com o Docker para compilação multiplataforma da selene, principalmente para Android e Emscripten.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 14/08/2025
precisando de umas férias
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 12/08/2025
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Migrando do GitHub para o Codeberg
Lembro na época que foi anunciada a compra do GitHub pela Microsoft, isso gerou bastante alvoroço e diversas pessoas pularam fora do barco. Porém até então a promessa era de que a empresa se manteria como um núcleo totalmente separado, somente integrando o grupo Microsoft. Não é novidade nenhuma que o Microsoft Copilot, principal modelo de IA voltado para programação, só é o que é hoje por conta do GitHub e sua gigantesca base de códigos, que permitiu o treinamento dessas tecnologias. Porém o que preocupa muitas pessoas com essa ultima tomada de decisões é exatamente que vai haver praticamente uma fusão das duas empresas, agora sim o GitHub para de funcionar independentemente e passa a servir os interesses da Microsoft, mais especificamente o CoreAI, o que parece ser o braço de _Inteligência Artificial_ da empresa. De qualquer forma, o GitHub agora é mais do que nunca Microsoft, não que antes não fosse, mas a simbiose completa parece cada vez mais próxima. O ponto é, eu em 2023 já havia criado uma conta do codeberg exatamente após toda essa polêmica com a Microsoft. Cheguei a hospedar alguns códigos e começar projetos por lá, mas acabei migrando de volta para o GitHub exatamente pela questão do tamanho da comunidade. Porém após as notícias dessa semana, não há comunidade que valha a pena se o preço é ficar refém de escolhas arbitrárias da Bit Tech. Tomei essa mesma decisão ano passado em relação ao X (antigo Twitter) após os tensionamentos com o judiciário brasileiro e a promessa de implementação de inteligência artificial nas plataformas. Enfim, estou migrando para o codeberg e vou continuar o desenvolvimento das minhas libs (principalmente a selene) ativamente por lá. É triste ver um projeto como o GitHub, que já foi o lar de diversos projetos abertos ao redor do mundo, cair nas mãos de uma empresa capitalista e o vermos definhando dessa forma. Mas seguimos na luta, é como Marx bem coloca, não são essas empresas que movem o mundo, é o trabalho humano, somos nós desenvolvedores que construímos toda a arquitetura da internet e os softwares que essas empresas usurpam. A Microsoft veio atrás exatamente de abocanhar o que a comunidade construiu quando isso se mostra lucrativo. É sempre o mesmo modus operandi, absorver outros projetos para si, absorver tudo para si, legalmente ou não, moralmente ou não.
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 10/08/2025
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Formatos abertos como forma de preservação dos dados
Será que há alguma relação com o uso de formatos abertos e a preservação de dados em um futuro digital?
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 07/08/2025
complicado isso aí do Jones, perder um perfil de quase 1 milhão de seguidores assim arbitrariamente
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 07/08/2025
foda da tecnologia é que por mais pica q ela seja, ainda depende de uma base de usuários dando uma olhada no Solid e agora já sei de onde vem a ideia dos PDS do ATProto, a jogada inteligente da galera do BlueSky foi exatamente conseguir centralizar numa rede pra conseguir base de usuários
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 06/08/2025
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Quem define para onde o jogo deve ir?
Esses dias estava conversando com alguns colegas no trabalho, e chegamos a uma discussão bem interessante. Quem define para qual direção o desenvolvimento do jogo deve seguir? É o desenvolvedor ou o público?
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 06/08/2025
okay, aparentemente o suporte ao Fediverso do Threads não suporta receber interações de volta, tava testando com minha sobrinha eu sabia que a implementação tinha limitações, mas ainda não sabia quais eram
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 06/08/2025
quero um mini pc pra usar de servidor 😔
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 06/08/2025
okaaay, descobri a existência do Cloudflare Tunnel e muitas ideias me vieram a mente, definitivamente vou usar isso pra colocar serviços no ar antes de botar na VPS, e com certeza alguns serviços vou preferir por rodar localmente mesmo do que lá, principalmente serviços de […]
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 06/08/2025
ok, depois de mto lutar com SMTP gratuito, acabei optando por pagar 10 conto a mais na hostinger pra ter um configurado agora consegui ativar o role de inscrição e comentários do Ghost👌kkkkk
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 05/08/2025
nessa onda de self-hosting e blogs, to descobrindo uns blogs bem bacanas de uma galera BR, tá valendo a pena to tentando listar alguns em um blogroll
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 05/08/2025
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Fediverse ou ATmosphere?
Fediverso ou ATmosphere? ActivityPub ou AT Protocol? Qual protocolo adotar no seu projeto de aplicação/rede social descentralizada?
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 05/08/2025
precisando real dar uma enxugada nas minhas redes
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 05/08/2025
Teste de postagem
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 29/07/2025
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Descentralize
De uns anos pra cá eu noto uma crescente em relação a adoção de programas e serviços de código aberto em diversos âmbitos da tecnologia. Na área de jogos, que é a que acompanho mais de perto, temos diversas ferramentas que se não são abertas, disponibilizam pelo menos seu código fonte mesmo que de forma limitada. A Unreal é um belo exemplo disso, é um produto da gigante _Epic Games_ , porém tem seu código disponível uma vez que você consiga fazer parte do "Time de Desenvolvedores da Epic" no GitHub. Aqui é importante eu de cara fazer uma diferenciação entre _Software Livre_ e _Código Aberto (Open Source)_ , os movimentos possuem filosofias bem diferentes. O Software Livre advoga em favor da liberdade do uso do software para os mais diferentes propósitos, é um movimento que para além de filosofia de software, é político também. Muitos confundem com um movimento comunista, mas se trata de um movimento _libertário_ , é um movimento que segue bastante no sentido do "uso irrestrito" do software. Um software para ser livre precisa para além de ter seu código aberto, também permitir a modificação e a distribuição dessas mudanças, e qualquer software subsequente oriundo dessa mudança deve continuar a garantir esses direitos, a licença deve sempre se manter aberta nos produtos derivados. Diferente do Open Source que é mais sobre a disponibilidade do código do projeto, se é acessível ou não, mas que não pretende garantir nenhum desses direitos de distribuição. Um software pode ter seu código aberto mas não permitir suas distribuição ou uso indevido, porém para ser livre um programa **deve** ter seu código aberto. O ponto é que independente da filosofia, eu acredito de verdade que esse é o modelo de desenvolvimento de software que tende a se sobressair e dominar o mercado, não por uma questão moral, mas simplesmente pela sua efetividade. Modelos abertos sempre serão mais efetivos que modelos fechados a longo prazo. A crescente do Linux no Desktop nos últimos anos com iniciativas como a Valve com a Steam, de trazer o público "gamer" para o Pinguim; e o descontentamento com várias decisões da Microsoft em relação ao Windows por parte de seus usuários, mostra bastante isso. O Windows já há tempos não traz grandes inovações, está preso em um ciclo vicioso de ser popular simplesmente por ser popular. Inclusive hoje o próprio Windows tem uma camada de compatibilidade com o Linux, dada a sua preferência por parte de usuários mais técnicos. Mas isso se tratando somente de Desktop, pois quando falamos de sistemas de dispositivos processados no geral, já é o Linux que domina o mercado como um todo. ## Descentralização da Internet Indo nesse sentido da liberdade de uso e do controle sobre o que estamos utilizando, surge também o movimento para descentralização da internet, o tal do Web3, que propõe exatamente a devolução da propriedade dos dados para seus usuários, nós mesmos, os retirando das mãos grandes empresas. Isso a partir de uma estrutura de confiança baseada em código, das blockchains, você já deve ter ouvido falar desse termo principalmente quando se fala de criptomoedas como o BitCoin. Porém no âmbito das redes sociais também vieram acontecendo movimentos de migração das plataformas hegemônicas, com a popularização e monopólio das redes sociais e de informação por parte das Big Techs, uma preocupação que vem crescendo é em relação aos dados dos usuários que essas empresas acumularam no decorrer dos anos. Não é nenhum mistério para nós que esses dados coletados são a principal fonte de renda dessas empresas, são uma mina de ouro. Empresas de marketing digital que querem maior eficiência na hora de vender produtos, tendo essas métricas disponíveis nas plataformas podem filtrar exatamente o seu público alvo, baseando-se em idade, gênero, localidade, entre outros parâmetros. Vivemos no capitalismo, então é inevitável desses dados virarem mercadoria. O problema é quando isso deixa de ser uma ferramenta mercadológica para virar um estrutura de poder; como foi o caso com alguns escândalos com a Meta e a venda de dados de usuários, ou acusações de influenciar ativamente no resultado das eleições presidenciais americanas através da dinâmica das redes. Então para as diversas polêmicas que tivemos recentemente relacionadas à Fake News, adicione agora o uso desses dados no treinamento de IAs generativas e a difusão cada vez maior de vídeos gerados por IA com estruturas bem precárias de checagem de fatos dentro dessas plataformas. No Instagram já conseguimos conversar com representações de figuras públicas e personagens fictícios através da IA; e não possuímos filtro algum sobre o que nosso está sendo utilizado. Temos páginas de "fatos curiosos" usando IA para gerar engajamento em cima de conteúdo tendencioso e falso. Hoje as redes mais consumidas no mundo com certeza são as da Meta (Instagram, WhatsApp e Facebook), porém por todos os lados estamos cercados de redes proprietárias (X, YouTube, TikTok, ...). Para onde correr então? ## Fugindo do Controle dos Dados Não consigo enxergar outra forma de fugir desse controle se não for pelo boicote a essas empresas, é ingênuo pensar em qualquer regulamentação que emancipe nossos dados nesse sentido; porém também é ingênuo pensar que qualquer migração em massa dessas plataformas venha acontecer do dia para a noite. O que tivemos de mais próximo nesse sentido foi a migração de diversos usuários do X (antigo Twitter), para as plataformas BlueSky e Threads; não sendo no entanto a primeira das ondas. Tudo bem que o X é um caso a parte, pois desde a mudança das políticas devido a compra da plataforma pelo bilionário Elon Musk a rede já vem sofrendo uma certa insatisfação. Ainda que comparado às grandes redes o valor seja irrisório, o BlueSky alcançou mais de 20 milhões de novos usuários em alguns meses, e o mais empolgante da plataforma é exatamente o seu caráter não centralizado (pelo menos não totalmente). É possível hospedarmos nosso próprio servidor de dados (Personal Data Server, ou PDS) para utilizar no BlueSky, desse modo esses dados ficam mais "seguros" estando sob nosso controle. Fazendo a ressalva aqui de que a plataforma ainda não é totalmente aberta, então alguns usuários ainda assim preferem o uso do Mastodon. O que se a preocupação aqui for exatamente a segurança e liberdade dos dados, é algo compreensível. Ainda assim eu pessoalmente enxergo como uma vitória para o modelo descentralizado, vamos ver até onde. A ideia da descentralização aqui não reside somente na ação individual de você em sua casa ou por meio de uma VPS hospedar um serviço próprio, mas sim de advogar em favor dos próprios governos abrirem suas próprias instâncias de serviços descentralizados. Trazer esses dados para mais perto. A China é um dos maiores exemplos de nação que corre em prol de uma soberania digital, eles tem suas próprias tecnologias que são usadas em larga escala dentro de todo (ou pelo menos boa parte) do país, fazendo inclusive o próprio imperialismo estrangeiro se incomodar como no caso do banimento do TikTok dos EUA. Um caminho que o Brasil poderia tomar, e outros países inclusive já estão fazendo esse movimento, é exatamente aproveitar dessas tecnologias abertas para ir em sentido a uma emancipação digital. A China mesmo não estruturou tudo do zero, ela faz um uso forte de tecnologias livres, principalmente o Linux, que é um projeto essencial para toda a estrutura da internet, praticamente tudo hoje roda em um Linux, seu Android, o servidor que hospeda esse site, muito provavelmente até o sistema do seu smartwatch. A União Europeia também vem fazendo movimentos de adotar o Linux em órgãos públicos para fugir da hegemonia de sistemas fechados como Windows e MacOS. O problema principal com as redes sociais é, bem, exatamente seu fator "social", são necessários usuários para fazê-las vingar, ninguém quer falar sozinho; mas como fazer isso em um mundo digital dominado por Meta e Alphabet? ## Redes Descentralizadas e o Fediverse Aqui acho interessante fazer uma distinção. Dentro dessa questão da descentralização, temos os conceitos de _redes descentralizadas_ e da _internet descentralizada_. O segundo conceito meio que engloba o primeiro. Redes descentralizadas são as ferramentas/protocolos prontos que utilizamos para fazer uso das redes, como o Mastodon, o Pixelfed, ou o próprio BlueSky. A internet descentralizada é mais a ideia, o conceito geral de sair de dentro dessa estrutura atual de internet onde nossa interação é mediada por provedores ou grandes empresas que mantém nossos dados de refém ou podem espionar nosso tráfego, o objetivo é que uso da internet se torne algo mais distribuído. Dentro dessa ideia das redes descentralizadas, o objetivo é que as redes não fiquem isoladas entre si, mas que pessoas no Mastodon possam seguir pessoas que só tenham Pixelfed e vice e versa, são redes que se comunicam entre si. Porém para essa intercomunicação acontecer, é necessário que uma linguagem em comum seja criada entre elas, esse seria o protocolo _ActivityPub_ , e associado a ele, o conceito de _Fediverse_ , que seria exatamente essa grande rede onde todas essas tecnologias estão conectadas e conseguem se enxergar. Pelo ActivityPub ser um protocolo aberto, o implementar em sua aplicação te deve fazer enxergar o Fediverse, e com mais algum esforço também se fazer ser visto. Recentemente a própria Meta implementou o protocolo dentro do Threads, porém com uma interação de certo modo limitada. O BlueSky também está fazendo um movimento nesse sentido de se fazer compatível com o ActivityPub, mas aqui o buraco é um pouco mais em baixo. Pois o principal produto do BlueSky não é a plataforma de microblogging, mas sim seu protocolo descentralizado, o _AT Protocol_ , que seria exatamente uma alternativa ao ActivityPub, e é aqui onde alguns usuários se afastam um pouco, pois apesar de ser uma rede federada que se divide em diferentes módulos, sendo esses módulos possíveis de serem hospedados por conta própria. O serviço do BlueSky em si continua sendo centralizado, é diferente do que vemos no Mastodon com diferentes instâncias de servidores se comunicando entre si. O blogs puros são modelos de rede muito mais difíceis de centralizar. Quem vivenciou sua era de ouro deve se lembrar, era tudo muito mais espalhado e com diversos padrões, cada página com sua forma e conteúdo distintos. Os blogs acabaram se dissolvendo por entre as outras redes sociais, diria que exatamente pela falta de centralização (olha que ironia) da forma de consumir seu conteúdo. Quem consumia blogs mais assiduamente já deve ter chegado a usar um leitor de RSS para visualizar o conteúdo de diferentes blogs em um mesmo feed. O uso de blogs então se dissolve, Facebook para textos longos (o famoso "Textão do Facebook"), o Instagram para fotos e o Twitter para interações curtas e rápidas, os chamados microbloggings. Trazendo o bônus exatamente da interação rápida com as pessoas que te seguem por meio de likes e comentários, e a difusão de sua opinião na rede de maneira quase orgânica. É exatamente nesse sentido que eu vejo esperança nas redes descentralizadas, que é a intercomunicação dos mais diversos formatos de "blogging", que são as redes sociais, trazendo junto esse fator de interação e compartilhamento, que é o que faltava nos blogs. As redes sociais proprietárias saíram na frente nesse sentido, elas acumularam uma enorme base de usuários e conseguiram montar seus ecossistemas próprios. Essa intercomunicação que as redes federadas conseguem só pode ser atingida por meio de monopólio nas redes proprietárias, pelo menos no cenário atual. As empresas não irão abrir mão do controle dos seus dados para operar em cima de um protocolo descentralizado e aberto, o que vemos é exatamente uma busca por esse monopólio, é o que a Meta vem tentando fazer com suas redes (Facebook, Instagram e Threads) e agora com o seu Metaverso. A maioria dos usuários não gostam de ter muitas contas, gostam de praticidade. Ao passo que também é comum para a maioria das pessoas usarem umas 3 ou 4 redes sociais no máximo, de tipos diferentes. Sendo as principais com certeza Facebook, Instagram e TikTok, estou tirando o WhatsApp dessa conta pois eu considero um modelo de chatting, como o MSN ou o Discord, onde não existe bem um Feed global, vai muito mais em cima de interações particulares. Facebook e Instagram compartilham a mesma conta, agora o Threads também. Fora eles, temos YouTube, TikTok, Kwai, X e Pinterest como principais redes sociais. Com exceção do YouTube e agora do TikTok, nem todas as pessoas terão contas ativas nas outras redes. Mas é isso, temos a Meta dominando dois formatos diferentes de blogging e disputando por um terceiro. O formato de vídeos longos como hegemonia da Alphabet. Vemos a dissolução das plataformas de microblogging; pois não vejo futuro para o X a longo prazo, então eu acredito que os usuários tendem a se dissolver cada vez mais entre BlueSky e Threads. As plataformas de vídeos curtos como Kwai e TikTok também foram uma grande surpresa, a jogada de trazer uma plataforma focada em vídeos curtos fez o Instagram se movimentar para criar o Reels e o YouTube o Shorts. Isso mostra novamente sobre a potência do imperialismo chinês nessa disputa pela soberania digital, e também reforça o modus operandi dessas plataformas que é a de replicar recursos da concorrência, foi exatamente o que o Instagram fez inicialmente com o Snapchat, antes de sua compra e seu sufocamento. Dito isso, como sair dessa hegemonia e começar a integrar essas redes sociais alternativas? ## Como participar do Fediverse? O modo mais fácil de você integrar a "internet descentralizada" sem precisar hospedar nada em um servidor é participando de alguma plataforma _federada_ e integrar o Fediverse, acho que o Mastodon é o melhor representante. Existem algumas outras plataformas interessantes, mas que admito que comparado as plataformas proprietárias equivalentes, algumas delas tem bem menos recursos. Ou melhor, talvez sua experiência seja bem mais "pura", já que a ideia principal não é estimular o uso, com algoritmos que nos jogam conteúdo personalizado ou incentivo ao consumo de likes; mas sim de simplesmente conectar as pessoas. Algumas das principais alternativas que posso citar: * Mastodon, plataforma de microblogging, alternativa ao X (antigo Twitter) * Pixelfed, plataforma de compartilhamento de fotos, alternativa ao Instagram * Friendica, plataforma de textos longos, imagens, albuns, alternativa ao Facebook * PeerTube, plataforma de videos longos, alternativa ao YouTube * Lemmy, plataforma de agregador de links, alternativa ao Reddit O interessante é exatamente o que falei sobre essa intercomunicação entre elas, com uma conta do Pixelfed eu consigo ver e seguir uma conta do Mastodon e ver seu conteúdo, até mesmo curtir e interagir, tudo a partir do ActivityPub. Assim cada usuário pode escolher a rede que mais lhe interessa, sem a necessidade de criar uma conta em outro serviço para ter um certo nível de interação com seus usuários. ## Quanto ao AT Protocol? O AT Protocol por mais que tenha toda a polêmica de ainda estar nas mãos de uma empresa privada, também é muito interessante e tem um enorme potencial, inclusive eu acho sua proposta talvez até mais promissora que a do ActivityPub. Tudo opera basicamente em cima de uma lógica de você hospedar não uma instância do serviço completo, como acontece no Mastodon ou no Pixelfed, mas sim hospedar somente partes dele, sendo o principal seu próprio servidor de dados, o chamado PDS (Personal Data Sever), e sua manipulação é toda feita a partir do AT Protocol. Então por exemplo, eu posso ter contas em diferentes servidores do Mastodon, cada uma com suas informações próprias. A desvantagem aqui é exatamente a questão da migração, seus dados meio que estão associados àquele serviço, não é tão simples migrar de uma instância para outra (não sei nem se é possível uma migração completa). O BlueSky vai em outro sentido, eu não precisaria ter uma uma conta do Pixelfed e outra do Mastodon, por exemplo, eu poderia a partir da mesma conta do meu BlueSky acessar diferentes serviços, como um serviço Instagram-like como o flashes.blue, ou uma plataforma de textos longos, como o WhiteWind, mantendo meus dados centralizados no meu PDS. O interessante aqui é exatamente um mundo ideal onde governos e instituições públicas hospedem seus próprios servidores e estruturas de moderação. Mas é esse o principal motivo de eu achar a forma como o AT Protocol opera na chamada ATmosphere mais interessante do que a forma como opera o Fediverso, os dados não ficarem atrelados à uma instância da rede é algo que proporciona uma integração muito mais poderosa entre diferentes serviços, necessitando somente de "App Views" diferentes para modificar a forma como esse conteúdo é exibido na tela. O próprio BlueSky é isso, é um frontend que serve como "prova de conceito" para o protocolo, ele consome o conteúdo dos servidores firehose que cospem esses dados dos usuários coletados dos PDS; não a toa temos diversos clientes alternativos, como o deck.blue, o graysky, ou o tokimeki, que conseguem consumir o mesmo conteúdo, porém os exibindo de outra forma. ## Centralize suas informações, tenha um domínio! Aqui é uma dica que deixo principalmente para quem sente a necessidade de ter uma presença online. Por mais que você utilize rede social X ou Y como principal meio de trabalho, é sempre interessante centralizar suas informações gerais. É muito comum vermos o uso de sites como o linktr.ee para juntar todos seus links importantes em uma única página, minha sugestão aqui vai no sentido da compra de um domínio online para se afastar um pouco da dependência de serviços de terceiros. Por exemplo, ao criar um linktr.ee, você deve receber um endereço "linktr.ee/minha_pagina", esse provavelmente é o link que você vai compartilhar toda vez que quiser divulgar seu trabalho. Mas digamos que por algum motivo o linktr.ee deixe de oferecer seus serviços, ou por qualquer motivo o serviço venha a falhar, sua página simplesmente deixará de existir, e a URL que nunca foi sua também se vai junto. Uma solução prática de ter um domínio próprio é exatamente essa, você pode criar um linktr.ee e ao inves de divulgar o link direto para a sua página, você pode configurar o seu domínio para apontar para ele, uma vez que qualquer problema venha acontecer com o sistema, basta você redirecionar o domínio para qualquer outra página de seu interesse. Você pode até mesmo organizar tudo em subdomínios, um "links.meusite.com.br" que redireciona para um linktr.ee e um "blog.meusite.com.br" que leva para uma página estática do GitHub, por exemplo. No registro.br é possível adquirir um registro "alguma_coisa.br" por valores bem acessíveis (menos de 80 reais por 2 anos). Uma vez adquirido, você pode apontá-lo para qualquer endereço que ache interessante de divulgar. É interessante exatamente por funcionar como uma identidade virtual, seu domínio fica associado ao seu CPF, é legalmente seu. ## Hospede um Site Estático A outra alternativa interessante é a de hospedar um site estaticamente, você pode usar isso aliado a um domínio próprio. Hoje em dia existem soluções gratuitas q te dão direito a um pequeno espaço virtual para você hospedar seu site. Pra quem é desenvolvedor e já possui uma conta no github o GitHub Pages é uma solução interessante, ele vai te garantir um endereço "usuario.github.io", além da possibilidade de transformar mais de um de seus repositórios em páginas estáticas. Porém eu recomendo o neocities, que é voltado para a hospedagem de sites estáticos mas possui um indexador próprio que te permite tanto ser descoberto quanto descobrir novos sites dentro da plataforma, então é mais interessante para quem quer participar de uma comunidade. Outra iniciativa interessante é a da IndieWeb, que ao contrário das outras não é um serviço que permite a hospedagem, ela pressupõe que você já possui um site hospedado e com um domínio próprio. É bem parecido com o Neocities no sentido de juntar os sites em uma mesma rede, mas o foco é na descentralização. Então os próprio usuários é que fazem as pontes entre um site e outro, bem similar ao que acontecia com blogs ou em Tumblrs, com links diretos para sites parceiros ou de amigos seus, com a diferença de que a IndieWeb também te permite jogar para sites aleatórios dentro da própria rede, seu site também pode fazer parte disso uma vez que esteja configurado. Isso é muito simples de fazer, com uma ou duas linhas a mais de código no seu index.html já deve ser o suficiente. ## Considerações Finais Esse movimento pela descentralização da internet, das redes sociais, das redes de informação e comunicação no geral, é um movimento que ainda está engatinhando no mundo todo. Quando se fala em Brasil principalmente, ainda somos extremamente dependentes de tecnologias americanas, já saíram diversas notícias nos alertando sobre isso, que o brasileiro é o povo que mais consome redes sociais no mundo. A emancipação digital é um movimento antes de tudo político, devemos buscar trazer esses dados para mais próximo de nós. Com a liberdade que as redes federadas nos dão podemos muito bem começar com atividades individuais, como hospedar nossas próprias instâncias do Lemmy (como o lemmy.eco.br) ou instâncias do Mastodon (como o bolha.one e o ursal.zone) e popular o fediverso, mas ideia principal aqui é a de pressionar os governos e instituições públicas a abrirem as suas próprias instâncias e as utilizarem efetivamente como meio de centralização das comunicações. Fugir da centralização e do controle das redes proprietárias, fugir dessa estrutura de poder. * * *
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Canoi Aguiar @eu.blog.canoi.dev.br.ap.brid.gy · 24/07/2025
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Textos de Filosofia Social e Política
Esse semestre eu paguei a disciplina de _Filosofia Social e Política,_ que é uma das matérias introdutórias do curso de Filosofia às suas áreas distintas, no caso aqui a _Filosofia Política._ Junto da Lógica, é uma das áreas que mais me desperta o interesse. É uma disciplina que o próprio conteúdo é instigante, pois é onde nós conseguimos ver a gênese do pensamento político. Hoje, exatamente por perder esse elo da origem do pensamento, é que vemos muitas pessoas falando de política numa mera reprodução de discurso (principalmente liberal/neoliberal), como se fosse tudo natural _._ Na filosofia, vemos que essa própria "naturalidade" da forma de ser do homem é um pensamento que é passado adiante pela tradição filosófica, é algo construído, isso é muito interessante. Nessa disciplina obviamente não tivemos tempo para nos aprofundar nos autores estudados, e muito menos tivemos tempo para ver outros pensadores que não fossem os já consolidados na ementa do curso, que geralmente são os hegemônicos na maioria dos cursos. Como na maioria das disciplinas dos cursos de graduação, Filosofia Política também é dividida em 3 unidades, onde em cada uma delas, estudamos autores diferentes. ## Primeira unidade Na primeira unidade, começamos com _Aristóteles_ e _Nicolau Maquiavel_ , estudamos sobre o estatuto de política para cada um deles, sobre a natureza humana e sobre quem é que tem o direito de fazer política (como sempre, homens com algum capital econômico/social). Disso nos foi proposto escrever um trabalho destacando e comparando os pensamentos dos dois autores segundo o seguinte enunciado: 1. Considerando o homem como “naturalmente feito para a sociedade política” (Aristóteles, 2006, p.14) explique o pressuposto ético da natureza humana e as diferentes ordens da virtude, contemplando os seguintes elementos: (a) a concepção organicista da sociedade política; (b) a organização da família e da cidade; (c) a natureza do Bem como finalidade de toda ação e o Bem da cidade; (d) a condição indissociável entre a parte e o todo; (e) os diferentes gêneros de virtude na composição do Estado (Cidade). Valor: 5,0 2. Qual o estatuto da natureza humana nas ordens da concepção do Bem em Aristóteles e Maquiavel considerando as respectivas perspectivas: (a) da “lei natural”; (b) da “verità effetualle”. Valor: 2,0 3. Descreva o estatuto da distinção entre as ordens moral e política no “Principe” de Maquiavel considerando as noções: (a) de “verità effetualle”; (b) de “virtú”; (c) de “fortuna”. Valor: 3,0 PDF File ## Segunda unidade Na segunda unidade, nós estudamos os _contratualistas_ , ou pelo menos os principais deles, _Thomas Hobbes_ , _John Locke_ e _Jean Jacques Rousseau_. O pensamento dos três é caracterizado como _contratualismo_ exatamente pela natureza do mesmo, de que há uma diferença entre o homem no estado de natureza para o homem civil, e que essa passagem é sempre marcada por um contrato social entre os homens. O trabalho sugerido foi exatamente o comparativo entre o pensamento dos três autores, destacando suas semelhanças e diferenças. Acerca do contratualismo em Hobbes, Locke e Rousseau disserte e compare nestes autores: 1. A natureza humana e o estado de natureza. 2. A origem e os termos do pacto. 3. O caráter do Contrato e os estatutos da Sociedade Civil e do Estado. 4. A condição da propriedade na ordem civil. PDF File ## Terceira unidade Por fim, finalizamos com dois autores mais próximos da contemporaneidade, que são _Karl Marx_ e _Michel Foucault_ , a temática principal do trabalho foi da concepção de poder para ambos, que é o elemento principal que une o pensamento dos dois autores, porém não se limitando a isso. Acerca das concepções de poder e de sociedade em Marx e Foucault disserte sobre estes autores: 1. A concepção do poder. 2. As perspectivas de continuidade e descontinuidade histórica. 3. A caracterização da sociedade. 4. A diferença dos estatutos da revolução (Marx) e da resistencia (Foucault). PDF File * * *
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