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Artur Coelho

@arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 13/07/2026
As leituras intrigantes da semana. intergalacticrobot.blogspot.com/202…
intergalacticrobot.blogspot.com
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_Syd Mead’s concept art for an Arctic Mobile Operation Base_ : Clássicos. _This Literary AI Scandal Changes Everything_ : Se se vir a literatura como entretenimento, algo a que as massas têm sido condicionadas pelo marketing das indústrias criativas, isto é a consequência óbvia - a automatização generativa literária (e audiovisual). Diria que não vale a pena chatear-mo-nos muito com isto. Chico espertice sempre existiu (do plágio ao ghostwriting), e o real problema que vejo com estes maus exemplos é ajudar a polarizar a discussão sobre a tecnologia, tornando mais difícil o trabalho e aceitação dos que usam a IA para experimentar novas formas de olhar, onde é uma excecional ferramenta criativa. _Before Pixar, There Was ‘The Works’: A Lost Chapter In The History Of Computer Animation_ : Não resisto a duas notas - a nostalgia com a estética do CGI incipiente, e o recordar que, à época, isto era tão mal visto e apontado com dedo acusador como "artificial" e "desumano" como hoje falamos de IA generativa. _I Am Begging You to Read Terry Pratchett_ : Demorei a ler este autor, e quando o descobri, percebi o fascínio dos seus fãs. A combinação de humor mordaz, erudição, elegância literária e imaginário é, de facto, fabulosa. Apesar do brilhantismo, temo que se esteja a tornar num outro Ballard, também escritor elegante, influente e essencial do século XX que parece estar a ser esquecido. No caso de Pratchett, até se percebe. O simples facto de ter escrito essencialmente literatura fantástica é anátema para o establishment, e suspeito que há por aí muito prémio nobel (ou booker, ou gouncourt) que teria chiliques de inveja perante a elegância da prosa de Pratchett. _Luminous: cyberpunk emocional_ : Suspeito que literatura em reação à distopia. _The Slop Before The AI Slop_ : Toda a celeuma sobre o uso de IA generativa na literatura tem uma longa história, que antecede em muito as experiências de escrita computacional. _AI-Writing Scandals Are Getting Very Confusing_ : Em parte, os escândalos são justificados. Pseudo-autores que geram os seus textos de forma automática é puro chico-espertismo, e na verdade, fraude. Por outro lado, ver autoras que até foram nobelizadas a levar nas orelhas por admitirem utilizar IA é apenas pateta. Porque se forem ler o que realmente foi dito, percebem que é o melhor uso possível da IA, como forma de explorar ideias e procurar vertentes, e não a automatização da escrita a metro que é apanágio dos vigaristas. Mas nem vale a pena falar disto, porque neste momento, a discussão sobre a IA está demasiado polarizada, oscila ente o deslumbramento imposto por evangelistas de qualidade duvidosa (e motivação para lucro a todo o custo), e a reação de rejeição visceral, em grande parte advinda da péssima forma como a IA está a ser implementada para favorecer todo o tipo de vigarices, das culturais às laborais. Já quem usa a IA com bom senso, percebe o seu potencial (e também percebe o que não faz). _Inocência_ : Rever um clássico do anime. _Service Model – Adrian Tchaikovsky_ : Este tem sido um dos mais interessantes e prolíficos praticantes da arte da boa Ficção Científica. Neste romance, tão certeiro na era das incertezas da IA, mostra-se também um mestre da fina e corrosiva ironia. _Tadami Yamada “Illustrations for William Hope Hodgson’s short weired tales Carnacki The Ghost-Finder”_ : Temores. _Los ejecutivos occidentales que triunfan en LinkedIn tienen un secreto: asistentes virtuales en Filipinas que escriben por ellos_ : A sério que se surpreendem quando descobrem que aqueles posts partilhados pelos sociopatas do workaholism que infestam o LinkedIn não são realmente escritos por eles, mas sim subcontratados a assistentes? Diria até que é a melhor metáfora do chico-espertismo do mundo empresarial. _Anthropic’s Code with Claude showed off coding’s future—whether you like it or not_ : Isto é automatização de alto nível, mas não retira a necessidade de compreensão profunda da programação e suas lógicas. _A CEO of a Bank Just Said Something So Ghoulish About Its Plans for AI That He’s Now in Full Damage Control Mode_ : É por estas que estamos tão reticentes e furiosos quanto ao uso da IA. Porque percebemos que quem mais a defende o faz não em prol da sociedade, mas do seu bolso. E, de vez em quando, há estes lapsus linguae tão reveladores sobre o real pensamento das elites governantes: "replacing in some cases lower-value human capital with the financial capital and the investment capital". Como estamos em modo de pleno late stage capitalism em cruise control, o Financial Times anda a vender canecas e t-shirts a gozar com esta frase. Leran bem, o Finantial Times, que não é exatamente um paladino da critica aos desmandos do capital. _Open-Source Software Is Starting to Help Robots Think_ : As implicações do uso de modelos de IA abertos na robótica. _AI video is moving beyond clip slop_ : A verdade é que as indústrias criativas já usam extensivamente IA, apenas não o admitem para não terem de aturar as repercussões num momento em que a IA é mal vista. Negam o seu uso, mas usam-na extensivamente, cruzando-a com técnicas clássicas para não se notar, usando editores profissionais, uso de filtros, correção de cores, e aplicação intencional de imperfeições. Já passa aí muita coisa nos media que é o resultado de algumas horas de geração no higgsfield, e mesmo quem tenha o olhar treinado para perceber sintomas de ai slop não nota. Quando é purê AI há sempre inconsistências (luminosidade, perspetiva, transições), por muito cuidadoso que tenha sido o videógrafo. _Jeff Bezos Tells Workers to ‘Be So Happy’ They’re Being Given the Gift of AI_ : Isto é a verão século XXI do "que comam brioches". Ter bilionários que enriquecem a sugar o tutano a trabalhadores sobre-explorados e mal pagos a dizer, com ar condescendente, que ainda se devem sentir agradecidos pela dádiva da ameaça de despedimento para serem substituídos por IA é profundamente distópico. _Lenovo’s Game Boy Is Real and Reportedly Stuffed With Ill-Gotten Games_ : Bem, esta é inesperada, ver a Lenovo associada com o mundo low end das consolas de baixo custo cheias de jogos clássicos pirateados. _Will Robotics Have a ChatGPT Moment?_ : Como alguém que se dedica à robótica, francamente espero que sim, que se torna mais acessível e diversificada. _If Google can’t make AI agents useful, maybe no one can_ : Confesso que os agentes de IA são uma tecnologia cuja usabilidade me escapa. Mas, provavelmente, isso deve-se ao tipo de profissão que tenho, onde há imensa imprevisibilidade e agência no mundo real. _Why College Students Are Booing AI_ : Uma análise interessante, que se atreve a ir mais a fundo do que o habitual. Se bem que o argumento "hey, esperam mesmo que as pessoas sorriam e aplaudam quando os bilionários feudais lhes dizem, babando-se, que deveriam estar agradecidas pela sua dádiva da IA que as vai colocar no desemprego" é válido. Mas este artigo olha mais a fundo, para a questão do lado transacional do ensino, do jogo das notas e diplomas. _Nintendo Is Completely Ignoring AI and Doing Fine_ : Provavelmente porque é uma empresa com objetivos claros que conhece bem o seu mercado, e por isso não cai no desnorte de meter IA com toda a força sem saber muito bem para que lhe serve. _The EdTech Backlash Is Here, and It's Just Getting Started_ : Não sei se qualificaria isto como revolta- Parece-me mais um recentramento, e um apelo ao bom senso. Trabalho com tecnologia e educaçao há muitos anos e confesso que considero uma parvoíce ideias como "tudo tem de passar pelo digital" ou "a IA obriga a repensar tudo". Até porque a minha experiência com as dezenas (centenas?) de projetos que iam mudar a educação com as maravilhas da tecnologia é negativa - programas rídigos, softwares limitados, alunos e professores transformados em clicadores de opções, uma visão de aprendizagem e educação automatizada muito redutora. A corrente tendência dos chatbots educativos espelha em tudo os maus hábitos das anteriores. E, apesar disto, a tecnologia na educação faz imenso jeito. É incrivelmente capacitadora das capacidades das crianças - até mesmo a IA. O problema, está no uso. Se transformamos as aulas em sessões de powerpoint, a aprendizagem no clicar em busca de respostas nos softwares educativos, a criação de artefactos em produção de documentos, isso não traz nada de novo, não aprofuda aprendizagens (nem as técnicas). Por isso não surpreende este cansaço de pais, crianças e professores com tanto tempo de ecrã com valor diminuto. Como professor de informática, percebo bem isso, e vejo que no nosso lado tem sido trilhado um caminho diferente, de real capacitação, criatividade aplicada e cruzamento do ecrã com a manualidade da eletrónica. _Police in China Sure Love Smart Glasses_ : Convém recordar que a China não é uma democracia, e tem sido exímia a mostrar como a tecnologia pode ser colocada ao serviço da repressão. _99 Percent of CEOs Are Preparing to Lay Off Workers and Replace Them With AI Within Two Years, Survey Finds_ : Expliquem-me lá outra vez como é que é incompreensível que uma tecnologia como a IA esteja a ser tão detestada? Porque sentimos que fugiu ao controlo da sociedade, e está a ser usada para dar corpo aos sonhos mais húmidos da ganância das elites. _Safeguarding the Human Person in the Time of Artificial Intelligence_ : Ainda não li a encíclica, mas pelos relatos, parece-me que a posição é mais de aviso perante os excessos de um capitalismo predatório potenciado pela IA do que sobre a tecnologia em si. _Choosing to Stay Human_ : Outra coisa que não ajuda à aceitação da IA é o chico-espertismo dos caça-níqueis, que estão a ajudar a níveis diluvianos de proliferação de AI slop. _AI warfare is already here_ : Há uma frase no artigo que resume bem o interesse destas armas - "They used to say guns don’t kill people, people do,” its CEO tells the audience. “But people don’t. They get emotional, disobey orders, aim high. Let’s watch the weapons make the decisions.”" _Gotta be for an article about computer bugs, right?_ : E não é dos pequenos. _Beautifully Illuminated Cynical Affirmations_ : A beleza do humor negro. Pleonasmo, bem sei. _Italia buscaba renovar sus aviones cisterna entre Boeing y Airbus. Su decisión dice mucho del momento que vive Europa_ : Porque soberania europeia significa… tecnologia europeia. E não resisto a imaginar a cara dos bilionários americanos que colocaram Trump no poder a ver estes negócios a fugir-lhes das mãos graças à declarações ofensivas do boomer pirralho sobre os europeus. Ou estavam à espera que fossemos insultados e logo a seguir ir comprar-lhes aviões caros? _Ucrania ha resucitado una de las tácticas más antiguas de la guerra. Y está aislando ciudades rusas sin necesidad de soldados_ : A vanguarda tecnológica cruza-se com as mais antigas táticas. _How to defeat Vladimir Putin_ : Constância e vontade é uma delas, e o confronto militar é evitável. Mas talvez a melhor forma de derrotar este ditador é manter a Europa como chama da liberdade, prosperidade e igualdade. É isso que incomoda Putin, e os restantes coronéis tapiocas que pululam da casa branca ao kremlin. _Trump’s Endgame Is Surrender_ : Os historiadores do futuro vão coçar a cabeça com a incompetência deste aventureirismo, em que a grande potência global atacou de forma fulminante e apenas conseguiu fortalecer um regime enfraquecido, com o bónus adicional de o ter levado a tomar conta de um ponto geoestratégico fulcral para a economia global. _NATO TIGER MEET 2026_ : Confesso que me surpreendeu a estética gelada destas fotos. _‘Corpse Point’ In the Arctic Is Melting, Disturbing Centuries-Old Bodies_ : Não só é um indício dos males trazidos pelo aquecimento global, como uma boa metáfora para o futuro em que insistimos em dirigirmo-nos. _Eyes Wide Shut: Handling Toxic Staff Who Use “Spying” To Disrupt School Culture_ : A minha tática passa por evitar ativamente a sala de professores, esse antro de normies/npcs onde se fala muito, nada se faz, e as vozes mais ativas são geralmente as das mãos mais passivas. _Four Russian satellites are now within striking distance of an ICEYE radarsat_ : Alguém falou em guerra espacial? _The Olympics These Were Not_ : Aparentemente, uma competição desportiva onde o doping é não só encorajado como essencial para competir é algo que existe.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 11/07/2026
Depois de semana de calor intenso e dois dias fechado entre salas e auditório em Leiria (com o bónus adicional do auditório da ESECS ter o ar condicionado avariado, ou seja, cozi a vapor), pensas, agora é hora de um bom mergulho no Bom Sucesso. Claro, para não […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 11/07/2026
Ele há ironias. Fazia tempo antes de jantar numa livraria e vejo o meu vasculhar incomodado pela voz entusiasmadíssima de um rapaz, cheio de vontade de mostrar à namorada um livro que queria mesmo que ela conhecesse. Pega no Cosmos de Sagan, discorre entusiástico, e ainda lhe fala da foto pale […]
masto.pt
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 11/07/2026
Apontamentos da sessão de programação descontraída com IA, XXV Encontro do CCEMS em Leiria. Desafio pouco pedagógico: pegar num poema e gerar uma experiência multimédia com imagem, animação e interacção. Ainda se falou de vibecoding de hardware com Schematik; IA e […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 10/07/2026
No final de um workshop de programação descontraída (vibe coding), uma brincadeira com o Amália, a explorar com os participantes.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 09/07/2026
Dor dupla: na gramática e no sentido estético. Isto não é boca foleira sobre imigrantes, é mesmo brincar com a calinada no português e com a praga visual dos posters gerados por IA.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 09/07/2026
Coisas que me deixam transido de medo: ouvir um "inscrevi-me no teu workshop" por parte de uma pessoa que conheço há anos e tem uma incrível capacidade técnica, genial, mesmo. E disse-lhe exatamente isso. "Ah, mas tu trazes sempre coisas giras", responde. Deverei ficar preocupado?
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 09/07/2026
Bom dia, Leiria.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 07/07/2026
As imagens chocantes que vi ontem à noite. Isto, é o processo de digitalização dos exames nacionais. A impreparação e amadorismo deste modo de organização é abissal. A minha equipe de trabalho de recolha de computadores escola digital de alunos está mais bem […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 05/07/2026
Glória e o conceito de camuflagem. #silentsunday #dogsofmastodon
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 05/07/2026
Estou sem palavras (e não, não é metáfora). Obrigado a todos, em especial ao Rogerio Ribeiro pelo seu espírito. O meu blog distinguido como Best Internet Publication pela ESFS na Eurocon é uma notícia excepcional, e realmente estou sem reação. Feliz e agradecido, claro!
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 05/07/2026
Testando o amalia em modo local, usando o ollama, para perceber como se safa em análise documental. Pareceu-me dentro do expectável para um modelo destes, e não alucinou. Claro, terei de fazer mais experiências, ao longo dos próximos dias.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 04/07/2026
O que é que estas imagens têm em comum? Venham tomar um café (ou bebida mais fresca, que com esta canícula será deveras mais aprazível) a Leiria dia 10, e xperimentam :) eventos.ccems.pt/workshops/all
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 04/07/2026
Tinha de experimentar. Mas de forma muito superficial, até porque desconfio da qualidade desta implementação do modelo em modo chatbot. Ontem não tive pachorra para o descarregar para o Ollama, suspeito que localmente lhe consiga um melhor teste.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 03/07/2026
Gosto imenso de reunir com criadores hiperfocados. São sempre reuniões rápidas, diretas, sorridentes e sem rodeios. Aprende-se e despacha-se mais em poucos minutos, focados no essencial, do que nas milhentas horas gastas em reuniões no mundo da educação. Hoje tinha meia hora guardada para […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 02/07/2026
Quando ligas o dispositivo ao cabo USB, vês que nada liga, e a tua mente começa em pânico a rolar as possíveis causas da disfunção, já a pensar em avarias, erros fatais de código ou catástrofes cósmicas, mas reparas com mais atenção e apercebes-te que ligaste o dispositivo ao cabo USB que não […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 02/07/2026
Ouch. 16:00 na zona oeste. oh dear.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 02/07/2026
"Vou-te pôr de sobreaviso", diz-me a psicóloga da escola, "segunda feira é capaz de haver uma prova de aptidão e ainda não sei se os candidatos têm de trazer os seus computadores ou temos de usar os da escola". A intuição dela foi boa, sabe perfeitamente que se chegasse a segunda e me caísse em […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 30/06/2026
Não, não faço tudo com IA. Aproveito e volto à carga com arduino básico, a ver se pega. O objetivo é ter um conjunto de desafios para os alunos de 5 ano. Ah, e notaram, claro, meti o meu portátil escola digital a correr Ubuntu. Em dual boot, porque suspeito que o […] [Original post on masto.pt]
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Jordan Maris 🇪🇺 🇺🇦 #NAFO @jmaris.me · 30/06/2026
Oh shit, here we go again... #GDPR #Privacy #USpol #EUpol #Schrems noyb.eu/en/us-supreme-court-just-bl…
The image depicts the grim reaper. He has already passed two open doors with trails of blood. They are titled "safe harbour" and "privacy shield". The reaper is knocking on a third door titled "US-EU Data transfer agreement"
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 30/06/2026
A explorar o que se pode fazer combinando o Schematik.io e a Unihiker K10. O vibe dos leds a piscar em cores alusivas às curvas foi um toque simpático da IA. Sem ilusões, sei que é a IA a fazer o trabalho de programação por mim. Agora, tenho a escolha de aceitar o […] [Original post on masto.pt]
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Jorge Candeias @jorgecandeias.mastodon.social.ap.brid.gy · 29/06/2026
RE: mastodon.social/@VeroniqueB99/11683… Nice.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 29/06/2026
"Meta super-cola 3 para disfarçar e devolva-o na escola, a ver se passa", foi o conselho dado por uma loja de informática da Venda do Pinheiro a uma mãe, quando esta levou o computador da escola para verificar se se poderia reparar. Dado o problema, dobradiças que se soltaram, não há muito que […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 28/06/2026
As leituras intrigantes da semana. intergalacticrobot.blogspot.com/202…
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_WEIRD SCIENCE-FANTASY No. 23, EC Comics (1954), cover art by Wally Wood_ : Clássicos. _Um sonho em tons de vermelho_ : Filme a marcar na lista daqueles que quero ver. Cinema abstrato com laivos de FC? Como resistir? _Tolkien tenía muy claro quién hacía de verdadero héroe en 'El Señor de los Anillos', y no era ninguno de los protagonistas_ : Foi exatamente o que pensei quando li os livros. O verdadeiro herói é o fiel companheiro de Frodo, que literalmente carrega os maiores fardos, mas se esquiva dos louros e da busca pela vã glória. _5233) Para que serve uma fórmula (6.5.2026)_ : Apesar das eternas críticas, há vantagens no uso de fórmulas nos âmbitos da criação artística. _The Trouble With Narrative History_ : A tentação, e o perigo, de dar sentido aos fluxos históricos. _Lançamento: Rare flavours_ : Boa notícia para os leitores portugueses, a edição deste brilhante e muito negro livro de Ram V e Filipe Andrade. _Rock and Roll Faces the Inevitable_ : O envelhecimento. E nisto, há os que não desistem. Mantém-se em palco, com o peso do seu legado. Também há os que não compreendem que envelheceram e se ficam pela nostalgia do passado, pese embora o ridículo que isso por vezes assuma. _Leituras da Semana (#114 // Mai 11 2026)_ : Vejo que não sou o único a rever-me no texto de João Zamith para o Sh/fter. E como o João Campos muito bem observa, "o objectivo disto tudo é promover escritores em particular ou a leitura em geral, entre os jovens?" O meu ponto de vista é mais traumático, sempre senti o forçar a leitura como um convite à sua rejeição. _Hannes Bok_ : Futuros feéricos. _The Secret to Understanding AI_ : Longe do hype, do marketing e dos pronunciamentos exagerados dos que procuram lucrar o mais possível com a IA, há quem esteja a tirar partido das valências desta tecnologia para melhorar organizações, e com isso, as vidas do que estão envolvidos. _Addictive design on online platforms_ : Um passo que tem de ser dado, regular e agir para cercear os abusos das redes sociais, concebidas intencionalmente para maximizar a adição dos seus utilizadores. _Ordinary People Fear AI, While the Tech Leaders Working to Create a Permanent Underclass Say They’re Extremely Psyched About It_ : O título diz tudo sobre a forma tóxica como a IA nos está a ser impingida. _AI On Every Machine: The LLM You Probably Didn’t Want_ : Ou, como não implementar o uso da IA. Pessoalmente, não me chateia descarregar gigabytes de modelos para o meu computador. Mas têm de ser os que eu quero usar, e a descarga é uma escolha minha, não uma imposição oculta. Como ex-utilizador do Chrome, é problema que já não me afeta, observe-se. Mas o problema é mesmo esse - a arrogante displicência com que a Google destrata os milhões de utilizadores do seu navegador. _El 'vibe coding' prometía democratizar el software. Su primer regalo son 5.000 apps con datos sensibles en abierto_ : Sem grande surpresa. Confesso que sou enorme fã de vibe coding, embora prefire chamar-lhe "programar na descontra". Adoro o permitir-me criar coisas muito além das minhas capacidades técnicas, dando voz à minha criatividade, mas não tenho ilusões: sei que tenho capacidades técnicas limitadas, e que as soluções que consigo criar com ajuda dos chatbots não são aplicações fiáveis ou seguras para soltar por aí. No entanto, a quantidade de vibe coders sem esta noção é elevada. _Software Ate My Homework_ : Saliento aqui duas vertentes. Primeiro, a extrema dependência em soluções externa que se faz sentir em todos os setores da educação (ó meus caros, se o Google Workspace vai abaixo, na minha escola não deixamos de dar aulas, mas vai complicar muito o nosso trabalho). Segundo, algo que não é estritamente tecnológico, mas onde a tecnologia é o elemento essencial para desvirtuar o mais fundamental na educação, que é o aprender, em favor de um modelo transacional onde a nota, e não o conhecimento, é o objetivo final: "Students have been encouraged to orient themselves toward performance; faculty have been advised to meet them where they are; college costs a lot of money and mainly serves to professionalize students (…) the rubric, a name for the detailed liturgy of how a professor will assess an assignment. Rubrics are meant to avoid arbitrariness, but they also serve other instrumental goals: normalizing “learning objetives” so that universities can assess “learning outcomes” for accreditation and other bureaucratic purposes." Este clima não é exclusivo do ensino superior. Notem a forma como, por cá, o ensino secundário se tornou uma máquina de marrar para garantir elevado desempenho nas provas de acesso às universidades. _The Shady, Underpaid Gig Work That Makes Video Clips Go Viral_ : Um vislumbre das economias subterrâneas que sustentam o mundo do influencing. _Un chaval de 15 años de Almería le ha declarado la guerra al oligopolio de las calculadoras gráficas: su arma es el código abierto_ : Boa sorte com isso. As probabilidades de acabar processado são elevadas. E se se perguntarem porque diabos os estudantes ainda precisam de comprar calculadoras cara num tempo em que qualquer computador ou telemóvel consegue fazer o mesmo, e até melhor, pensem no conceito de mercado cativo. Manipulando as regras educativas, os fabricantes destas calculadoras conseguiram o milagre de poderem lucrar cobrando altos preços por algo que lhes é barato de produzir, e tem zero de inovação. _Meta Has Entered Its Death Spiral_ : Notem que plataforma digital morta, como o artigo bem denota, não significa desaparecida. Significa apenas que perdeu a sua relevância cultural, e nisto o Facebook está a mostrar todos os sintomas, como rede de cretinices e AI slop alastrante. É uma que me vejo obrigado a usar por causa do efeito de rede, mas já há muito percebi que se tornou desinteressante. Onde vejo interesse, dinamismo e um ritmo muito próprio é nas redes sociais independentes coletivamente denominadas Fediverso. As interações não têm o alcance das redes tradicionais, mas são muito mais ricas. _Remembering the BBC Computer Literacy Project_ : Destaco isto, que representa o que se tornou uma influência enormemente corrosiva no domínio da informática na educação: "it’s an encapsulation of the promise on offer in that era, an optimism that seems sad when you reflect that educational computing descended into learning Microsoft Word during the following decade. It would be another two decades before the Raspberry Pi and BBC micro:bit picked up that fallen torch." Por cá, as coisas eram tão alinhadas com a falácia da "informática na ótica do utilizador" que havia um currículo de TIC tão mau que era apelidado de "currículo Microsoft". _The new Wild West of AI kids’ toys_ : A questão essencial aqui é regulação. Os brinquedos associados a chatbots podem ser interessantes, mas têm de ter salvaguardas para não prejudicar o desenvolvimento das crianças, nem introduzir dark patters, impedir socialização ou incentivar a adição digital. Mas, sinceramente? O melhor mesmo são os mais simples brinquedos, esses desempenham um papel essencial no desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. _Twin brothers wipe 96 gov't databases minutes after being fired_ : Coisas que acontecem quando não há cuidados de cibersegurança elementar. _The hottest anti-AI gadget is a Cyberdeck_ : Confirmo, vejo constantemente vídeos de jovens makers a mostrar as suas cyberdecks. Geralmente raspberry pi com ecrãs e teclados, e surpreende a inventividade dos seus invólucros. Outra coisa positiva - grande parte destes makers é mulher. _From a 1985 issue of Games magazine_ : Como leitor clássico da Asimov SF, recordo estes mostruários de títulos intrigantes. Alguns tornaram-se clássicos. _"No me da la vida": la frase que resume el estado vital de toda una generación de españoles en la treintena_ : O burnout e a desmoralização como condições de vida na modernidade. _Trump Is ‘Bored’ With the War He Started_ : Não sei se há palavras que descrevam este abismal sarilho. Como professor, sou muito fã de uma técnica pedagógica que se chama deixar o miúdo bater na parede. Sabem como é, naqueles momentos em que vemos que a pessoa vai errar, está a errar e se vai espalhar, apesar dos nossos avisos, o melhor é deixar a coisa chegar à óbvia conclusão final e tirar daí as lições. Talvez seja a única coisa positiva nestes dias, ver que o absoluto desastre que está a ser a administração do boomer bilionário vai levar as pessoas que andam a deixar-se seduzir pela extrema direita perceber o quão mau pode ser a sua governação. Guerras estúpidas muito caras (os americanos, literalmente, desarmaram-se a bombardear o Irão com efeitos bem menores do que a sua estratégia shock and awe preconizava), regressão de índices económicos e sociais, perda de direitos civis, clima político da pior indigência, responsáveis políticos que lucram abertamente com as posições que ocupam, nepotismo, privilégios aos grandes grupos económicos (o bloqueio em Ormuz está a ser um docinho para os lucros das petrolíferas, que dispararam). E, cereja em cima do bolo, em poucos anos conseguir dissipar o prestígio e imagem de um país. _Checkmate in Iran_ : É, de facto, difícil de pensar numa forma de como esta guerra estúpida poderia ter corrido pior ao atacante. Apesar da superioridade militar e tecnológica, não só não consegue vergar o inimigo, como vê um dos pontos estratégicos da economia global a passar a ser controlado pelo regime que queriam derrubar. Futuros historiadores irão escrever teses inteiras sobre este cúmulo de estupidez. _China Believes America Will Flame Ou_ t: Da paciência com arma geopolítica. _Putin’s War Comes Home to Moscow_ : Note-se que estes últimos tempos têm derrubado um mito herdado do século XX, o da invencibilidade das superpotências. A Rússia atolou-se na Ucrânia, mercê da combinação de esforço internacional e da coragem dos ucranianos. Agora é a poderosa América, com as suas forças armadas de poderio ímpar, a ser travadas pela inteligência iraniana (notem que não defendo nenhum do lados). O resultado destes aventureirismos é um mundo mais inseguro para todos. _Freedom of Navigation_ : A guerra no Irão é uma das maiores burrices geoestratégicas de sempre. Espicaçados pelo estado genocida de Israel, os americanos gastaram grande parte das suas munições em ataques arrasadores e de precisão que tiveram um efeito nulo. A inteligente estratégia de retaliação iraniana atacou alvos econômicos regionais. Os ataques entrincheiraram mais o regime, os americanos não atingiram nem uma vitória rápida nem se vislumbra que alguma vez a venham a atingir, e os iranianos perceberam que a sua melhor arma é o controle do estreito de Ormuz. Uma blitzkrieg absurda que mostrou a incapacidade de uma superpotência. E o pior ainda está para vir. O braço de ferro no estreito já se está a traduzir em preços mais altos dos combustíveis, algo que, pese embora o foco obsessivo dos nossos media nas reportagens nas bombas de gasolina, nem será a consequência mais gravosa. A quebra no fluxo de petróleo tem implicações na energia e matéria primas derivadas, mas há mais produtos essenciais que o ponto de estrangulamento não está a deixar passar. Como o hélio, gás cuja falta se traduz não na dificuldade de encher balões, mas como material essencial para a fabricação de tecnologia ou manutenção de equipamentos médicos avançados, se vai repercutir em menos produtos, mais caros, e decisões de racionar uma matéria prima entre fábricas e saúde. Isto, note-se, num quadro em que o setor tecnológico já vive uma crise de preços inflacionados e escassez de materiais como consequência do frenesi de investimento em datacenters de IA. Haverá pior? Sim. Outras matérias primas que estão a ser barradas no estreito são fosfatos e nitrogénio, essenciais como fertilizantes para a agricultura. Que chatice, lá vão aumentar os preços nos supermercados, poderão pensar. Sim, provavelmente é o que vai acontecer nos nossos países do primeiro mundo. Noutros países, percebe-se que nem vai haver fertilizante para as culturas. Ou seja, regressa a fome, em força. Como cereja em cima do bolo, todos percebemos que basta um punhado de minas e determinação para meter fim à livre navegação em zonas como Ormuz. O aventureirismo militar da cambada de idiotas que se incrustou na presidência americana está a ter consequências para além das diretas, com este abalo na ordem global legalista, o regresso da política da canhoneira e do cacique armado, um tremendo choque negativo para a economia global, empobrecimento generalizado, e o regresso da fome. Fantástico, não é?
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 28/06/2026
Antes de se atirar ao Lisandro para perseguir patos. #silentsunday
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 28/06/2026
Três objectos, o mesmo tema. Com um reflecte-se, com os outros faz-se.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 26/06/2026
Já vai no XXV (e eu acho que comecei a ir ainda ia num só dígito). Yes, I'm that old. Da minha parte, contribuo com uma sessão dedicada ao lado criativo da programação descontraída, a pensar na literatura, expressão visual e interativa. E, com jeitinho, uma pequena surpresa que mostra como […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 26/06/2026
Finda a votação, a moção foi reprovada com três votos a favor, duas abstenções e dez contra. Fiquei boquiaberto. A maioria da assembleia votou contra a celebração das datas que lhes permitem ser membros da assembleia com liberdade e voz pública, participando na vida política, expressando as suas […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 26/06/2026
"A tool designed to respond to questions and ask follow-ups can’t help a student who doesn’t engage or know what to ask. Khanmigo, like so many other ed-tech tools, has floundered because it hasn’t solved the challenge at the center of education: How do you motivate students to experience the […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 25/06/2026
Esta semana reuni com professores espanhóis, da zona de Zamora, para dar os primeiros passos de um projecto de intercâmbio de alunos. A reunião correu espectacular até ao final, quando lhes perguntámos se para a semana podíamos partilhar um documento comum para estruturar as ideias. Ficaram a […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 23/06/2026
"When we wake up in the European morning, we’ll still check our phones and see what the American evening has brought this time: do we still have access to leading artificial intelligence? Are our systems still secure, are our firms still online—are our citizens still safe? There will always be […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 23/06/2026
Final de formação. Qual terá sido o tópico da sessão? Esta seria uma que, presencial, teria sido uma animação.
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Reposted by Artur Coelho
Gabriele Svelto @gabrielesvelto.mas.to.ap.brid.gy · 22/06/2026
How it started How it's going
A screenshot of an article, it says: Samsung workers threaten strike, demand share of $38 billion AI memory windfall. Around 30,000 workers rallied as the union demanded 15% of operating profit, roughly $400,000 per employeeA screenshot of an article, it says: Samsung avoids strike as workers approve massive bonus deal. Amid booming demand for AI chips, the government-backed deal will make more than 60% of the South Korean tech giant's workforce eligible for bonuses of about $370,000 this year.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 21/06/2026
As leituras intrigantes da semana. intergalacticrobot.blogspot.com/202…
intergalacticrobot.blogspot.com
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_Art by Ralph Reese for the cover of Metal Hurlant 79, Sept 1982._ : Retrofuturos. _The Film That Attacks You_ : É sempre bom redescobrir Un Chien Andalou, um filme que ao vê-lo pensamos que hoje seria demasiado provocador para ser feito. No entanto, na fímbria criativa com IA que se pode encontrar nalgumas redes sociais (pensem Instagram artístico e o espaço muito bizarro que se apelida de TikTok borderlands), vejo continuamente vídeos que mantém o espírito e estética de estranheza experimental do surrealismo. _Leituras da Semana (#113 // Mai 04 2026)_ : Ainda em rescaldo de ter tido o blog nomeado para os prémios da ESFS, um agradecimento ao João Campos pelo elogio, e uma pequena correção: aos vinte anos ainda não se tem juízo. Aliás, começo a pensar que nem aos cinquenta. Quanto à nomeação, sinceramente continuo sem lhe dar uma tremenda importância. Não por a achar pouco importante, bem pelo contrário (é uma honra, sei isso muito bem), mas, lá está: os neurodivergentes vêm o mundo de outras formas. Por isso, se acharem estranho não estar a celebrar alegria aos cinco ventos, não é por desvalorizar a nomeação, ou não me sentir feliz com ela. É mesmo porque a minha forma de reagir é vastamente diferente da dos neuronormativos. _Um Olhar Sobre a Comic Con 2026_ : Confesso, bastou-me ir à Comic Con uma vez, na sua segunda edição, para perceber isto: "a Comic Con Portugal se apresenta como um grande espelho do nosso tempo: um tempo guiado pela superficialidade, pelo ruído constante e pela ilusão de que quantidade é sinónimo de qualidade. O evento vende‑se como celebração da cultura pop, sim, mas rapidamente se percebe que essa “cultura” é reduzida a um conjunto de estímulos rápidos, fotografáveis e esquecíveis. De facto, tudo é pensado para o impacto imediato, para a partilha nas redes sociais, para a validação instantânea e raramente para a reflexão, para o aprofundamento ou para o respeito pelas raízes do que ali deveria ser celebrado: a banda desenhada". Análise inesperadamente certeira e contundente do Vinhetas sobre o vazio conceptual de um evento que vê a cultura pop e os seus fãs como gado para ser ordenhado. _Franco Storchi_ : Opera espacial. _The era of AI malaise_ : Uma boa síntese para aquela falta de pachorra que já se começa a sentir quando se ouve falar de IA. Sabem do que falo, daqueles cansativos discursos de como a IA é a nova revolução industrial e de como vamos todos ficar desempregados, porque a IA é capaz de fazer tudo. E na realidade, vemos que as ferramentas de IA são de facto brilhantes nalgumas áreas específicas, mas a realidade anda muito longe do hype dos deslumbrados, com estes discursos reveladores de falta de cultura, e, enfim, falta de noção do que é a complexidade das relações humanas e do mundo em que vivemos _Introducing talkie: a 13B vintage language model from 1930_ : Ok, podemos dizer que retro-IA é uma cena _How are subsea cables repaired?_ : Um mergulho profundo (piada não intencional) na infraestrutura dos cabos submarinos, e nos métodos para a sua manutenção. _A K-Pop Teaser Allegedly AI-Cloned Their Gobelins Student Film: ‘Niccolò’ Co-Director Speaks Out_ : Na era da IA, a linha que separa inspiração de imitação é cada vez mais ténue. Mas é este o caminho, usar os meios legais para punir o plágio. _My AI Matchmaker Let Me Down_ : Quando queremos quantificar algo tão complexo e fluído como as relações humanas para serem geridas por algoritmos, os resultados são sempre deprimentes. _Meta Axes Contractors Who Had to Review Explicit Video From Smart Glasses_ : Para a Meta, o problema não é a óbvia invasão de privacidade que os seus produtos permitem. É haver quem se atreva a falar disso. _Los viejos chips nunca mueren: las empresas que fabricaban chips "aburridos" están montándose en el dólar_ : Chips baratos, que se compram ao quilo (não é piada) e de usos muito restritos, mas omnipresentes e essenciais para a eletrônica do dia a dia _So, About That AI Bubble_ : Aqui, dou a mão à palmatória. O uso de llms para programação é de facto útil, e pode estar aqui o verdadeiro sentido para a adoção da IA. Mesmo no seu sentido mais generalista, como percebo quando em formação mostro a professores que nunca sonhariam em programar uma linha de código que conseguem, com ajuda da IA, criar recursos pedagógicos personalizados e adaptados às suas realidades, e os vejo entusiasmados com isso. _New report tracks Russia’s growing combat ground robot fleet_ : A inovação na robótica militar não vem só do lado ucraniano. _Las dos caras emocionales de la IA: en EEUU lanzan cócteles molotov a sus creadores, en China los niños bailan con robots_ : E porque é que isto acontece, perguntam-se? Simples. Por cá, no mundo ocidental, a IA está a ser vendida como uma máquina de plágio, um desenrascador académico, enfiado sem utilidade perceptível em muitos produtos, gerador de slop para as redes sociais. E ainda temos que levar com o brilhozinho nos olhos dos executivos e CEOs que se arrogam de declarar, com baba de apetites a escorrer do canto dos lábios, que a IA chegou para nos desempregar a todos e cumprir, finalmente, o seu sonho húmido de se livrarem dessa massa fedorenta que são os trabalhadores. Ainda se admiram de estarmos a rejeitar a IA e querermos guilhotinar os seus empresários? Por outro lado, o que vejo vindo da China é o oposto. Também há slop, claro, mas vejo novas ideias e uma vontade de experimentar e aplicar, de criar coisas novas. A visão é otimista e cheia de uma energia que nós por cá, enredados na teia tóxica das ideias neoliberais, já há muito perdemos, porque a noção de economia como motor social desfez-se em prol do sacrossanto valor acrescentado para o acionista. _It’s Illegal in China to Lay Someone Off to Replace Them with AI, Court Finds_ : Digam-me lá outra vez, que é incompreensível que os chineses olham para a IA como algo positivo, enquanto nós a estamos a rejeitar? E, também, que é incompreensível a nossa rejeição da IA? _Impactos da IA no trabalho intelectual e nos serviços públicos_ : Sim, já sabemos. A adoção de IA está a servir aquele velho sonho do capitalismo mais ganancioso, que é o de se livrar de trabalhadores. E como é que está a correr? Vejamos o exemplo do ministério da educação: "o ministro da Educação Fernando Alexandre anunciou uma redução de 50% nos quadros de pessoal do Ministério, graças à introdução de sistemas de IA para realizar várias tarefas". Como é que isto está a funcionar na realidade? Simplesmente grande parte dos serviços com que lido deixaram de dar resposta atempada às questões. _Beyond Lovable and Mistral: 21 European startups to watch_ : Indicadores da soberania digital europeia. _Steinar Lund_ : Mais opera espacial. _A Year of Magical Thinking_ : A acintosidade social que sentimos no dia a dia, discursos de ódio que proliferam, e agora o regresso da violência política, com tentativas (infelizmente!) malfadadas de atentado ao presidente americano, talvez sejam um indicador que, como sociedade, estamos a ficar fartos do alardear ostentativo de impunidade dos plutocratas, bilionários desavergonhados e políticos que fomentam o ódio. Agem e comportam-se como se estivesse acima de todas as leis, e têm o dinheiro para se safar com isso. Como é possível não nos cansarmos destes destratamentos? _Your Next Dog May Live Longer_ : É o drama de quem vive com cães. Sabemos que as suas carinhosas vidas são fugazes, e diga-se eu sou daqueles que seria tentado a experimentar este tipo de terapias, se garantisse um prolongamento saudáve vida das minhas companheiras caninas. _Pay-To-Play: Rich People Are Hiring Themselves Orchestras To Conduct_ : Caros amantes da música clássica, estão a ver aquilo que todos fazemos quando nos entusiasmamos a ouvir uma das nossas sinfonias favoritas? Aquele gesticular sem sentido com se estivéssemos no papel de maestros? Pois, se forem muito ricos, podem fazer o mesmo, mas com uma orquestra a sério e não com o gira discos/leitor de cds/leitor de mp3/stream de música. _Am…am I “alternatively influential” ?..._ : Confesso que… isto faz-me sentido. Ando há anos nas redes e blogs a mostrar o que faço. Não posso dizer que tenha tido um estrondoso sucesso, mas tenho tido boas surpresas, convites para dar formação, falar em eventos, e até o desafio de criar pequenos livros sobre robótica. É curioso, porque o que vou publicando não se enche de likes e partilhas. Mas de volta e meia, especialmente em contextos informais, há pessoas que me dizem, "sabes, o que tu publicas inspira-me, e vou experimentar com os meus alunos". Ou em eventos de mostra de projetos ser abordado por pessoas que nem conheço, que me querem cumprimentar e falar do que se faz porque viram nas redes alguma coisa minha. A melhor história que tenho destas é, em plena Maker Faire Lisbon, ter um colega de informática a falar comigo, a partilhar o gosto pelo 3D, e a dizer-me "olhe, sabe, já conhece o blog do Artur Coelho, está cheio de ideias e tutoriais para estas coisas". E eu, olho para ele e aponto para o badge que tinha ao pescoço. Imaginem a barrigada de riso. Não sou de todo influencer, nem o pretendo ser, mas é caloroso saber que deixamos uma pequena marca positiva no mundo, especialmente num tempo em que a internet se tornou um espaço tão tóxico. _El caballo de Troya del catolicismo en España no es el islam: son 35.000 personas en una misa evangélica en el Metropolitano_ : E por cá, tal como lá. Refilamos contra a ameaça islâmica, quando na verdade a pior ameaça que temos ao nosso sistema democrático é o alastrar dos evangélicos - ultra-conservadores, anti-ciência, e em grande parte liderados por padres vigaristas que vivem vidas de luxo à custa dos dízimos dos fieis. Apesar deste tipo de iniciativa, são discretos mas vão erodindo o tecido social, e são notórios no apoio que dão à extrema direita. E note-se que já estão a chegar às escolas, exigindo que os alunos tenham EMR evangélica. O cancro do retrocesso já está instalado entre nós, e ao contrário do que os direitolos neo-fachos gostam de berrar, este cancro não usa burka. _A espera e as leituras_ : Temos ainda muito que evoluir na forma como encaramos a dignidade no inevitável final da vida. _Germany as Europe's leading military power_ : Não nos é confortável, dada a memória histórica do século XX, mas é inevitável e essencial à estabilidade europeia. _King Charles Takedown Of Trump Was A MASTERCLASS: How Charles III Quietly Filleted Donald Trump in His Own House_ : Não é muito difícil criticar o boomer bilionário que nos está a infestar a vida. Fazê-lo com esta elegância, não é para todos.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 21/06/2026
Lisboa, revista por uma câmara digital diferente (e cheia de coisas para melhorar). Divertimentos com programação descontraída, e aquele sentimento de culpa por não estar a usar as capacidades da IA para coisas sérias como recursos educativos, mas sim a fazer […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 21/06/2026
Tenho as minhas suspeitas que a Glória me morderia fortemente se soubesse as poses pouco dignas em que a capturo. #dogsofmastodon #silentsunday
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 21/06/2026
é impressão minha, ou isto foi um momento não têm pão, então comam croissants? "“Biological limits are real, but digital potential is infinite. If we starve our data infrastructure of cooling resources just to sustain baseline human comfort, we are actively delaying the birth of a […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 21/06/2026
A piada do dia foi abrir o email da direção, para saber as credenciais de acesso à prova final de português de amanhã... e descobrir que nos enviaram senhas para uma prova de matemática do 4 ano, também para amanhã. Espero francamente que tenha sido lapso... mas suspeito que não, alguém no eduqa […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 20/06/2026
Glória a aprender que os cisnes não são de confiança. Estava ela tranquila no passeio, mais interessada nos cheiros do parque do que na fauna do lago. Este cisne desliza para o pé de nós, e começa a querer atacar a cadela, não obstante as óbvias diferenças de […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 19/06/2026
Quem se mete em atalhos... só temia quando a subida era mais acentuada e o trator descaía. A estrada não tem um ar recomendável, mas quando venho de Sintra é um bom atalho para a minha zona, assim escuso de descer Cheleiros, subir à Igreja Nova e ir para Alcainça […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 19/06/2026
Hoje vai ser manhã de gerir a prova MoDA de matemática de quarto ano. Ou, como lhe chamo a prova do castigo. Como tem havido greves sucessivas a estas provas, o tipinho execrável que gere o Eduqa decidiu remarcar a seu gosto para as escolas que não as realizaram. No meu AE, escola e meia, cinco […]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 18/06/2026
Coisas que se vão fazendo, com programação descontraída: não é uma app android (mas talvez lá chegue), e transforma o fluxo das câmaras em tempo real para uma visão que se constrói em linhas sobrepostas; uma experiência interativa onde a poesia de Pessoa nos retrata […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 16/06/2026
Cenas de violência computacional, ou usar IA para obrigar as câmaras a ver de outras formas.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 15/06/2026
Desafios, aproveitando o encontro para desafiar à criatividade com programação descontraída. Inscrições aqui: docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSc…
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 15/06/2026
Slop, sem IA, ou recordar que a predilecção pública por imagens banais feitas a metro antecede em muito o corrente dilúvio de lixo visual artificial generativo.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 14/06/2026
#silentsunday #dogsofmastodon
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 14/06/2026
Transeuntes inesperados na via.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 14/06/2026
Isto significa que as Caldas da Rainha deixaram permanente de ter salas de cinema. Se quiserem uma sessão, há que ir a Leiria ou Torres Vedras (pese embora a programação do CCC). Se bem que confesso, nestes anos que sou meio caldense, as vezes que vim aqui ao cinema […] [Original post on masto.pt]
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 14/06/2026
As leituras intrigantes da semana. intergalacticrobot.blogspot.com/202…
intergalacticrobot.blogspot.com
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_Derelict Of Space_ : Opera clássica. _5231) Os 100 anos da Ficção Científica_ : Celebrar o manifesto de Campbell. Não é o único ponto de origem do género literário, mas é um dos mais significativos. E quanto à relevância do género, diria que nada mais certeiro do que isto: "Cientistas podem prever esses usos, mas foi preciso a imaginação (e a pindaíba permanente) de Philip K. Dick para imaginar a história do cara desempregado que quer sair para arrumar emprego e a porta do apartamento está trancada porque ele não pagou o condomínio, e ele a certa altura diz: “Ora que diabo, aqui estou eu discutindo com a maçaneta da porta.” " _«The Hellbound Heart» chega finalmente a Portugal!_ : Leio isto, e não sei se é boa ou má notícia. Claro, haver uma tradução de Barker para português, finalmente, é bom. Por outro lado, chega com trinta anos de atraso. A relevância cultural é mínima, e os conhecedores do género já leram a sua obra nas edições em inglês. _What Is Authorship When Machines Can Write?_ : Pessoalmente, sou imensamente céptico sobre este futuro anunciado de máquinas criativas. Suspeito sempre que os seus proponentes mais entusiastas têm uma compreensão nula do que é a criatividade e expressão, pregando para aqueles que estão habituados à mediania das culturas comerciais. _It’s Been A Century Since The Term ‘Scientifiction’ Was Coined_ : Cem anos do termo, mas muito mais do género. _The Books That Take Revenge, Centuries Later_ : Há vinganças que se servem frias. Outras, geladas. _VAMPIRELLA #29 (Warren, 1973)_ : Terror expressivo. _Weaponized deepfakes_ : Uma das mais insidiosas formas de abuso criminal via Inteligência Artificial, pela violência que excerce sobre as pessoas. _US Air Force tests Anduril semiautonomous combat jet drone without direct pilot control_ : Avanços na robotização da aviação de combate. _Pluralistic: It's not a crime if we do it (to nurses) with an app_ : Começa assim: "If I could abolish one piece of received wisdom about tech policy, it would be this: "Tech moves at the speed of innovation and regulation moves at the speed of government, so regulation will always lag behind tech." (If I could abolish two pieces of received wisdom about tech policy, the other one would be "If you're not paying for the product, you're the product." Decent treatment is not a customer reward program, and "voting with your wallet" only works if you're a billionaire whose wallet is thicker than all the other wallets put together.)" E acaba assim: "The reorganization of the economy around parasitic middlemen and financial gamblers (but I repeat myself) is the real reason that we can't regulate tech." É por estas que Cory Doctorow é o analista que mais vale a pena ler e acompanhar para perceber o turbilhão social e cultural da inovação tecnológica. É sempre brilhante e acutilante. Essencial para pensar na tecnologia com sentido crítico. Claro, se se for um daqueles vendedores de banha da cobra que nos quer convencer que é fantástico despedir pessoas para as substituir por IA mal amanhada, que essas coisas da responsabilidade financeira são um desnecessário atropelo à prosperidade para todos (mas na prática só para os que não sofrem do mal dos escrúpulos) da crypto-defi, ou como se mete um telemóvel entre o serviço e o cliente a empresa já não tem de se sujeitar à legislação económica e social, Doctorow é um perigo. Para a esmagadora maioria, ou seja, nós, que por um lado nos deslumbramos com as potencialidades das tecnologias, mas nos recusamos a aceitar que sejam usadas como instrumento para reverter o progresso social e económico, que consideram imorali os níveis estratosfericos de concentração de riqueza nas mãos de um punhado de sociopatas enquanto toda a sociedade piora, é leitura essencial. _Pluralistic: The (other) problem with automatic conversion of free software to proprietary software_ : Mais uma para a categoria de manhas inesperadas - analisar software para recriar os seus requisitos técnicos, e em seguida criar software para preencher esses mesmos requisitos. Não é cópia ou pirataria, dizem. _Meta will show parents the topics of their teens' AI conversations_ : Se por um lado se compreende o cuidado dos pais, por outro há aqui uma enorme invasão de privacidade. E notem, os adolescentes não são passivos. Quando sabem que estão a ser vigiados, o que fazem é mudar para outras redes e serviços mais privados, ou adorar múltiplas contas para escapar à vigilância dos pais. _THE PEOPLE DO NOT YEARN FOR AUTOMATION_ : Certeiro. O sonho húmido dos proponentes da IA em tudo esbarra com uma realidade muito óbvia - nem tudo é automatizável numa sociedade, nem é desejável que tudo seja automatizável: "Anyone who’s actually ever run a database knows this. At some point, the database stops matching reality. At that point, we usually end up tweaking the database, not the world. But the AI industry has fully lost sight of this, because AI thrives on data. It’s just software, after all. And so the ask is for more and more of us to conform our lives to the database, not the other way around.". _El auge de los "maximalistas del silencio": apagar las notificaciones 24/7 ya no es de maleducados, es el nuevo autocuidado tecnológico_ : Lamento, mas recusar estar sempre disponível e atento a qualquer pedido e notificação não é má educação. Precisamente o oposto, cada vez mais sinto como de extrema rudeza a interrupção imediatista trazida pela constante barragem de pedidos e notificações. Desligá-las não significa recusar interagir com o mundo, ou preguiça, é um modo de controle da nossa sanidade mental num mundo de constantes solicitações. Reservemos as interrupções para quando é realmente importante. _How Project Maven taught the military to love AI_ : Um mergulho a fundo na forma como a IA ajuda a despersonalizar o combate, com as óbvias consequências de perda de sensibilidade e responsabilidade. _Canonical lays out a plan for AI in Ubuntu Linux_ : Esta é inesperada, dado que a comunidade que sustenta o Linux tem uma certa aversão à IA generativa, pelo menos na forma como as grandes empresas a estão a querer impor. Vamos ver como é que isto se irá desenrolar. _The Art of Computers | Apple at 50_ : Foi uma aposta ganha, diria. Grande parte da relevância cultural e, atrevo-me a dizer, mística da Apple é o ter apostado nos artistas e criadores. Não só pelo cuidado na estética e design, mas também como ferramenta. _It runs Doom: AI chatbot edition_ : Vá, sejamos honestos. O que é que ainda não corre Doom? _Hacer scroll, no comentar y cerrar la app: por qué el usuario silencioso es el gran ganador de las redes sociales_ : Certíssimo. Porque não vale a pena interagir em redes sociais, sendo como são um palco privilegiado para trolls, descontentes, idiotas chapados, vigaristas e pessoas que estão de mal com a vida. A internet como ágora, espaço de discussão, morreu com o disparo nas redes sociais. _DC Comics House ad for Amethyst: Princess of Gemworld (1982)_ : A personagem é menos interessante do que a promessa. _Worried About Teens Today? So Were Adults in the 1920s_ : Apreciei particularmente os perigos de ter jovens desocupados a fazer não se sabe bem o quê, como efeitos perniciosos da introdução da jornada de trabalho de oito horas e o combate ao trabalho infantil. _Saramago ou o Cânone como Currículo_ : Certeira, esta crónica. A nossa insistência na leitura obrigatória de alguns autores como parte do currículo da escolaridade obrigatória não se deve a uma genuína vontade de preservar a sua memória e dar a conhecer a sua obra às novas gerações, mas a uma mais serôdia vontade de marcar leituras. Não se incentiva a ler para cultivar o gosto, mas sim para se poder afirmar que se leu. E eu, confesso, não conheço melhor maneira de destruir o gosto pela leitura do que obrigar a ler livros específicos para em seguida testar conhecimentos em provas e testes. Já agora, confessem lá, leram mesmo os livros obrigatórios que tinham de ler no secundário, ou leram as versões resumidas para estudar, porque sabiam que o que importava era responder às perguntas dos professores? A crónica vai mais longe, e mostra como é que noutros países se lida com isto. Sim, há leitura obrigatória (o que faz sentido). Não, não tem de ser obrigatoriamente o autor X ou Y, lê-se de uma lista de clássicos essenciais. _Instead of Losing Democratic Elections, What If We Just Stopped Having Them Altogether?_ : O texto é absurdamente irónico. O problema, é que há por aí muito boa gente a querer mesmo propor isto, a afirmar que a democracia representativa clássica é ineficiente e que precisa de ser "modernizada" para o século XXI. _Millionaire Big Game Hunter Trampled to Death by Elephants_ : Menos um milionário, menos uma ameaça para a natureza. Não vejo aqui grande perda para a humanidade. _Ukrainian instructors now teaching Germany’s army how to fight_ : Como não poderia deixar de ser, é o que faz sentido. Os militares ucranianos distinguem-se pela sua argúcia e capacidade para enfrentar com sucesso um inimigo mais poderoso. O front ucraniano é um viveiro mortífero de novas estratégias e armas, com especial destaque para drones e soluções robotizadas. Faz todo o sentido que a defesa europeia aprenda e incorpore as lições sangrentas que esta guerra está a ensinar. _El café no solo te despierta: la ciencia apunta ahora que también mejora el ánimo (incluso descafeinado)_ : Adoro quando a ciência confirma o que o meu corpo já sabe. _‘The damage is done’: global oil crisis has changed fossil fuel industry for ever, IEA chief says_ : Escrever direito por linhas tortas, será? A corrente (e estúpida) aventura trumpista no Irão, com a disrupção tremenda nos fluxos comerciais de petróleo com tremendos impactos na ecnomomia global (e lucros astronómicos para as petrolíferas, que isto das guerras é sempre uma oportunidade de megócio), poderá ser o que irá, finalmente, despertar para a necessidade de acelerar a transição energética? _Abril_ : Passei este 25 de abril fechado em casa, ou engripado ou com covid (nos dias de hoje, vale tudo). Mas partilho desta sensação. Os media descartaram estas manifestações públicas como rodapé, as redes sociais tradicionais idem. Onde reparei que a Avenida da Liberdade se tinha enchido, e bem cheia, foi no fediverso, através das partilhas de muitos que foram para lá, e mostraram que nos dias do resvalar do extremismo de direita e nocivos pacotes laborais, as pessoas não estão desatentas.
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Artur Coelho @arturcoelho.masto.pt.ap.brid.gy · 14/06/2026
Entretanto, o oeste mostra-te que tem outros planos... Depois da canícula de ontem e do sério risco de insolação na cerimónia de inauguração do monumento da Venda a vila (cumprir, com gosto, o protocolo deixou-me visivelmente vermelho e a necessitar de forte […] [Original post on masto.pt]
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