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Fábio Rockenbach

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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 08/06/2025
Olá pessoas lindas. Vagas abertas para junho com promoção inédita no curso - é quase metade Acesso a todos os bônus, atualizações e novos conteúdos - são centenas de conteúdos Vem aprender cinema aexperienciadocinema.com.br
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
No próximo fim de semana o curso online de cinema reabre por quase metade do preço - chance de acessar centenas de vídeos, fascículos e materiais adicionais e ampliar sua capacidade de ver e compreender os filmes aexperienciadocinema.com.br
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Tem mais dois debates no mês de junho, falando sobre paternidades deslocadas e a crise das instituições, temas caros ao diretor, e (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Amanhã eu falo aqui de MENINA DE OURO e quarta AS PONTES DE MADISON. Os filmes foram debatidos no último sábado via meet no segundo encontro do especial sobre Clint, comemorando os 95 anos do diretor (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
O rio, a placa, a própria presença de Dave continuamente como um zumbi pelo bairro é a lembrança constante de que o passado se repete como tragédia na vida daqueles personagens. Clint usa paralelos para expressar isso visualmente (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
O rio é repositório do descontentamento, miséria e desespero. Jimmy acha que as águas do rio vão levar pra longe seus pecados, mas por mais que as águas correm, o rio em si está sempre ali, do lado de onde ele mora, para lembrar dos seus erros - o filme abre mostrando isso (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
A metáfora central do rio é crucial. O rio absorve o passado, sem perdoar e sem curar. Antigas desavenças, retribuições esquecidas, terríveis transgressões, pecados, malfeitorias permanecem em suas profundezas (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
E a cena final mostra todo o domínio cênico de Clint. Enquanto Sean pergunta sobre Dave sem ter resposta, vemos os dois pelas costas. Jimmy esconde algo. Quando Sean entende o que aconteceu, a câmera circula os dois para vê-los de frente, já que o que aconteceu se revela (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Ninguém levanta a tampa que cobre a personalidade do adulto que existe pela metade, como seu nome ficou escrito ali. É uma lápide que está sempre ali lembrando o que aconteceu (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
“Se levantar essa tampa, vai encontrar milhares de bolas perdidas” diz ele ao filho. E, detalhe, vemos no início que o que desaparece é a bola que ele jogou ali embaixo. "Eu esqueço a força que eu tenho", ele diz. De certa forma, o verdadeiro Dave também desaparece
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
e isso espelha a inaptidão para enxergar além do que está à sua frente: ninguém conseguia enxergar o verdadeiro Dave escondido por detrás da fachada de marido e pai do bairro. A cena final dele e Jimmy espelha tudo isso (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Os detetives percorrem os caminhos mais óbvios par os suspeitos e Jimmy tem a constatação mais simples. Ninguém vê as nuances, todos enxergam o mal. Se Dave age de forma estranha e tem as mãos machucadas, ele obviamente é o assassino. A lógica fria conduz as constatações (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Jimmy apenas vê o ato que comete, mas não sua responsabilidade na cadeia de eventos que levou à morte de Katie. A influência de sua esposa, Annabeth (uma Lady Macbeth moderna), é crucial para sua racionalização da violência em nome da proteção familiar (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
O crime é sem sentido: não há um vilão monstruoso desvelado para desprezar, não há resolução do mal, nenhuma redenção para os pecadores, nenhuma explicação psicológica simples, nenhum indício de justiça para os tristes (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Esse mundo é cinza porque, no final, indivíduos de moralidade inconstante e desgastada prosperam enquanto os inocentes sofrem e se desesperam. E tudo isso acontece numa cadeia de eventos que é simplesmente trágica (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Os destinos das personagens femininas, Annabeth e Celeste Boyle, espelham os de seus maridos e completam a representação de um mundo definido por vítimas e vitimizadores, onde o lado mais fraco sempre perece (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
A fortaleza das relações familiares: enquanto uma esposa desconfia do marido, graças também aos traumas incompreendidos, a outra confia cegamente, independente do peso moral que essas decisões possam trazer. Por isso, ambas terminam o filme em situações opostas (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
No final, enquanto observamos as consequências desse legado violento que culminam na morte de Dave - Sean retoma contato com a esposa e descobre o nome da filha. Uma vida vai, outra vem, e o que será dele depende das escolhas dos pais (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Outro tema caro, as relações familiares, ganham comentários na trama. Katie ama o pai, mas fugiria com o namorado por medo da reação dele também. “Quem sai aos seus não degenera” é uma frase dita por Jimmy, o que envolve um olhar sem nuances ao legado paterno alheio (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Nesse mundo, portanto, não há espaço para mais vida, esperança ou cores. A fotografia de Tom Stern (que desde 2002 trabalharia direto com Clint) enfatiza isso garantindo um tom lúgubre, acinzentado, onde mesmo as cores fortes, como o vermelho, perdem força (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Ele tirou de uma família um pai, os remanescentes tiram dele a filha. Ironicamente, ele sustenta por anos, como karma por seus atos, o algoz da própria filha. O passado cobra suas dívidas porque a violência não se apaga, algo que é central também em OS IMPERDOÁVEIS (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Aqui, os filhos que pagam pelos pecados dos pais. Uma cadeia indireta de acontecimentos incide sobre Jimmy que levam à morte da filha - o passado violento de Jimmy inescapavelmente afeta o presente, visitando os "pecados do pai" nos filhos (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Partindo da ideia de que "não há nada de errado em atirar, desde que as pessoas certas sejam alvejadas" de filmes iniciais interpretados e dirigidos por Clint, em Mystic River a consequência é que as pessoas erradas são alvejadas (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Tanto William Munny em OS IMPERDOÁVEIS quanto Jimmy Markum aqui embarcam em buscas por vingança que envolvem a "hamartia" (erro trágico) da “Poética”, levando à morte de inocentes ou da pessoa errada (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Tanto SOBRE MENINOS E LOBOS quanto OS IMPERDOÁVEIS apresentam protagonistas que se aposentaram de vidas de crime e violência para se tornarem homens de família, mas que acabam retornando aos seus modos violentos (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
Nesse contexto, é importante lembrar de algumas características do “herói Clintiano”, cuja vitória costuma ser amarga em um mundo cinza. O mundo permanecerá torto sempre na visão eastwoodiana, e personagens ao final precisam conviver com o peso de suas escolhas (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
O filme explora o tema do roubo da inocência, que Eastwood considera ser o crime mais hediondo. Aborda os resultados da violência e os seus efeitos no perpetrador, bem como na vítima, um tema que o liga a filmes anteriores como OS IMPERDOÁVEIS (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
O presente não apenas repetindo o passado, mas legando das suas ações as consequências no futuro. Os filhos pagando pelo legado dos pais. Clint viu o romance de Dennis Lehane como uma versão americanizada da tragédia grega ou shakespeariana (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 02/06/2025
“Ás vezes acho que nós três entramos naquele carro” SOBRE MENINOS E LOBOS é um dos melhores filmes do Clint, uma adaptação emocionalmente marcante da obra de Dennis Lehane falando do legado do passado nas gerações seguintes. Com SPOILERS, um olhar ilustrado sobre ele. Segue 🧶👇
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 26/05/2025
Tem atividade do curso e novidades nessa semana, mas quero divulgar antes a promoção inédita chegando em junho no curso online. Quase metade do preço!!! Se tem interesse, deixa teu nome no formulário do site pra receber links e notificações em breve aexperienciadocinema.com.br
051
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 16/05/2025
AMANHÃ! Hora de preparar o material e separar as cenas para o primeiro de quatro encontros Quem não é aluno e quer participar só do mini-curso, o custo é R$ 70,00 com acesso a todos os materiais de apoio e gravaçõe, inclusive dos debates anteriores 👇 bit.ly/45cEq3q
041
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 15/05/2025
🎬👊😍
010
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 15/05/2025
Nunca gostei de depoimentos porque já vi muito depoimento fake por aí pra vender curso, mas todos que eu recebo vêem sem eu pedir Últimos dias para acessar um curso completo para ampliar seu olhar para os filmes, com aulas dinâmicas e muito material extra aexperienciadocinema.com.br
051
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
Divulgo vagas abertas aqui por mais alguns dias. Entender a linguagem e perceber ela em ação é fundamental para entender melhor o cinema e exercitar, então o senso crítico aexperienciadocinema.com.br
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
INVISIBILIDADE, INAUDIBILIDADE, SIGNIFICANTE DE EMOÇÃO, SUGESTÃO NARRATIVA,UNIDADE E QUEBRA TB são tema da aula 4 do módulo 10 do curso, uma de centenas, sempre usando muitos filmes para explicar a linguagem e deixar claro como vários elementos do cinema funcionam num filme (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
A música pode agir sobre elipses "ligando" dois momentos da montagem, como aqui, quando uma cena encerra e mais adiante outra se inicia e elas estão "conectadas" por algum sentido narrativo. Existe uma passagem de tempo, e a música (aqui uma canção da Enya) "liga" as cenas (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
A continuidade é um princípio que também age em sequências em que a montagem é pura elipse, com momentos separados que juntos constroem um sentido único. Como sempre, outros princípios podem estar em ação - eles nunca agem sozinhos, como quase tudo no cinema(+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
De outro lado, ela pode ser um grampo que conecta duas cenas e dar a elas uma liga em relação ao sentido. Esse princípio impede que um filme soe picotado demais pelos cortes, por exemplo, e dê ao público a sensação de uma continuidade narrativa que faz o filme fluir(+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
Uma das funções da música é suavizar a descontinuidade da edição, mas ao fazer isso, ela pode estabelecer lógicas narrativas e ajudar a "contar" o filme. Por exemplo, dentro de uma mesma cena, ela pode pontuar mudanças de tom mesmo que não exista corte(+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 14/05/2025
VINGADORES - ULTIMATO é um bom exemplo de como a música constrói sentido de unidade em um filme. Quando a gente estuda como age a música no cinema, existem sete princípios pelos quais a MÚSICA age junto das imagens. Confere, rapidão, um trecho de aula com cenas 👇🧶
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Concordo mais com a visão de que o Sommerset pode ter mudado e se tornado um pouco mais otimista e humano. Mas o Pitt não cara. Ele era idealista, queria resolver o mundo, investigar, prender, mostrar serviço, era um otimista. Ele desaba totalmente naquele final, a cara dele no carro ao fim diz tudo
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
eu vejo o Sommerset como o personagem principal da narrativa (não da história necessariamente). Nem sempre protagonista e personagem principal são os mesmos, apesar de ser o mais comum. O Sommerset é nossa âncora, aquele a partir do qual a gente vê tudo e guia o espectador
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
No respeito, eu discordo de ti: protagonista em narrativa é aquele que faz a roda dos acontecimentos girar e sofre as consequências das suas escolhas. Esse é o Mills O Sommerset começa o filme desiludido com a humanidade e termina da mesma forma, ciente de que não temos solução. Mas vejo(+)
110
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
O curso online segue aberto mais uma semana. Aproveita, veja a aula liberada, conheça as centenas de aulas, bônus e materiais, os downloads disponíveis e acesso a todo conteúdo necessário também nos cineclubes mensais adicionais. E vc estuda no seu tempo aexperienciadocinema.com.br
031
Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Aliás, para quem não se deu conta, a cena na Biblioteca apresenta, em duas imagens, uma pista direta sobre o filme, já que são influências culturais de John Doe (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Até chegar ali, o filme já cansou de explorar o cenário para colocar Mills junto ou atrás de algum tipo de grade, definindo a trajetória desse policial idealista que vai conhecer o pior do mundo da pior maneira possível (+
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Mills atira em Doe — e em nós — e a forma como os dois detetives se prostram para lados opostos, e caminham para lados diferentes, decreta a perdição de Mills e o desalento de Sommerset com um mundo que ele sabe que não tem conserto. O rapaz está perdido (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Os diálogos, adequados ao tom niilista, não são vazios. “Se não for ficar com a criança, não conte a ele, nunca”. Como Mills fica sabendo da gravidez só no fim, por John Doe, podemos entender que Tracy pretendia abortar — o que torna o final do filme ainda mais amargo (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Idem para a clara sensação de desconforto quando Tracy liga para Sommerset e se apresenta. Eles não se conhecem – e ele não se dá bem com o marido dela. A troca da lógica de enquadramento em cada quadro, com eles “prensados” no canto refletem a situação de desconforto (+)
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Fábio Rockenbach @aexperienciadocinema.com.br · 12/05/2025
Só depois dessa assimilação, entra a batida de tensão, e ela equivale a cada troca de plano didática: Sommerset – Mills – Caixa – Sommerset. A montagem diz o que é preciso, e a música reforça que o detetive entendeu até a intenção de Doe: ele manda o Helicóptero ir embora (+)
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